A classe média ameaçada no Brasil

A classe média é a que detém o poder de resistir, econômica e culturalmente, aos governos totalitários. Por isso, os governos ditatoriais a eliminam. Hoje, mormente num país como o Brasil, a eliminação das classes ainda chamadas pelos extremistas como “burguesas”, não se pode mais levar a cabo através do extermínio físico em massa, como algumas ditaduras do século 20 fizeram, mas isso pode ser alcançado através de outros processos, menos claros, mais lentos, mas igualmente poderosos: através de impostos, pelos reajustes salariais abaixo da inflação real, e pela desconstrução de suas instituições éticas e morais.
Impostos cada vez mais abusivos
Através de impostos e do mascaramento da inflação, cada vez mais extorsivos e compulsórios, e de outras medidas coercitivas paralelas, cruéis, sutis, porém seguras, dar-se-á, paulatinamente, o empobrecimento da classe média, e, consequentemente, o desaparecimento de uma categoria de pessoas que o termo “burguesia”, hoje claramente pejorativo, encerra. O dinheiro da classe média, aos poucos, vai passando para o governo. E algumas mudanças de paradigmas culturais completam o esquema, como se verá em seguida, com vistas, em última análise, àperpetuação do poder, a nível local, e à governança mundial, a nível global. Além disso, a eliminação de certos direitos fundamentais da sociedade como um todo, são típicos de uma pré-ditadura, como por exemplo, o desarmamento da população civil, coisa que todos os grandes ditadores fazem, sob o nobre pretexto de se diminuir a criminalidade.
As mudanças de paradigmas culturais
Junto com o modo de eliminação da classe média através do confisco sistemático, constante e eficiente de seus bens, são instituídas medidas no sentido de tornar desacreditada e desmoralizada a classe média, através de ataques sistemáticos e constantes aos seus princípios morais e éticos, bem como às instituições que os representam, ataques esses sempre velados, com ar de modernidade, de luta pelos direitos humanos e reivindicações sociais, que a todos atinge e que a todos acaba convencendo.
O processo, embora longo, é irreversível, e muda, radicalmente, os conceitos cívicos, morais e éticos da sociedade como um todo, com o intuito de que esta acabe por concordar, pacificamente, com sua própria extinção, como uma espécie de suicídio social – e de se conformar com isso.
Podemos notar esse processo atuando, claramente, nas novelas da televisão, onde, via de regra, os personagens das classes mais altas são, quase sempre, os vilões, conseguindo e mantendo suas fortunas e privilégios graças a artifícios desonestos – enquanto os personagens que fazem papéis de pessoas de classes sociais mais baixas, são sempre as vítimas e primam pela honestidade de princípios, pela moralidade e solidariedade para com o próximo. Esse processo gera luta entre classes e cultiva o ódio aos mais favorecidos. Dividir para conquistar – conquistar o país, conquistar o mundo.
Ao mesmo tempo, idéias “progressistas” são incutidas nas cabeças das pessoas através de comportamentos inadequados de certos personagens, e mostrados, nas novelas, como pessoas perfeitamente normais. A população acaba se convencendo de que essas situações exdrúxulas e imorais são absolutamente comuns. Mas não são. E lá se vão os conceitos éticos, morais e cívicos da sociedade como um todo, mormente da classe média. As novelas são um processo utilizado pelas elites oligárquicas para mudar a cabeça das pessoas.
O povo acaba aceitando qualquer coisa
Pralelamente, a desmoralização da organização moral e ética da sociedade serve também para que a população aceite qualquer coisa, já que qualquer coisa passa a ser banalizada, comum, aceita e tolerada, inclusive a aceitação de governos ditatoriais com caras de sociais. Por que não?
Esse processo, que se chama “mudança de paradigma cultural” é cuidadosamente planejado e executado, há décadas, por certos organismos internacionais, como por exemplo o Instituto Tavistock de Relações Humanas (e outros similares), financiados pelos grandes “monarcas do Mundo” – as grandes oligarquias internacionais – que se reúnem em organizações como o Clube Bilderberg, a Comissão Trilateral, e o CFR – Council on Foreign Relations (estes os mais destacados).
A atuação das ONGs
Atuam em todo o planeta através de filiais espalhadas pelos países, mormente nos do Terceiro Mundo, muitas vezes com outros nomes, nomes ingênuos e que não despertam suspeitas quanto às suas verdadeiras intenções. São as chamadas ONGs, que defendem os direitos humanos e sociais e a “cidadania”, assim como os “direitos” de certas minorias.
Esses “novos conceitos” são inculcados à nação corno um todo, fazendo, não só com que toda a cultura da sociedade mediana seja desmoralizada e desmorone, como também promova, junto às classes menos favorecidas (classes essas ditas “proletárias” – termo que vem de “prole” – geradora de filhos), um ódio cada vez maior à classe média – à burguesia opressora – ódio esse que apenas servirá para, na ocasião propícia, quando do golpe final no sentido da tornada definitiva do poder, que o grupo pretendente encontre, nessas pessoas ingênuas, o apoio necessário – inclusive o seu próprio apoio material e humano, através de grupos armados clandestinamente, como o MST e outros (chamados “para-militares”), grupos esses que garantirão o apoio armado ao golpe final de tomada completa do poder.
Grupos que almejam o poder absoluto
Esses grupos que almejam o poder total são, normalmente, de extrema ou “meia esquerda”, de formação ideológica socialista, muitas vezes com enxertos de falsa religiosidade, quase sempre de fundo leninista-stalinista. É relativamente fácil chegar ao poder – como chegam – nos países do Terceiro Mundo. Com rótulos de salvadores da pátria, seus líderes agem como se fossem uns messias, prometendo o que não podem fazer e, se em processo de reeleição, se gabando do que não fizeram. Isso é típico, por exemplo, de Luis Inácio da Silva, nosso presidente: prometer o que não irá fazer e gabar-se do que não fez.
O PT é cria da CNBB, assim como o MST e similares. Tudo teve origem nas Comunidades Eclesiais de Base, nos movimentos sociais da Pastoral da Terra, na Teologia da Libertação e movimentos afins. “Lula” é um nome apropriadamente cultivado para dar ao seu dono um ar carismático e popular. Ele também é cria do marketing que foi imaginado para a sua popularização. Nós também temos um messias…
No entanto, líderes desse tipo logo mostram sua verdadeira índole maligna decorrentes de intenções baixas e macabras, ditatoriais, que se revelam de vez em quando em incidentes aparentemente fortuitos, mantendo eles, sempre, suas caras de bonzinhos e dizendo que não sabiam de nada. São inatingíveis porque são santificados.
Graças à miséria e à ignorância das populações por eles manipulada, muitas vezes através da compra de votos sob o rótulo de “contrubuições sociais” e de melhor “distribuição de renda” – às custas dos impostos pagos pela classe média, diga-se de passagem – estes pequenos déspotas disfarçados chegam ao poder com relativa facilidade, com um sorriso cínico que chega a estarrecer.
Tomar o poder só é possível com o controle do poder econômico
Chegar ao poder não significa, entretanto, tomar o poder. O poder econômico do povo – da classe média – suas instituições privadas, suas organizações profissionais e financeiras são, justamente o outro poder, o poder que se opõe ao poder político e equilibra a nação como um todo, como já foi mencionado acima. É por isso que a democracia norte-americana é a maior e a mais equilibrada do mundo. A classe média norte-americana mantém a democracia.
Por isso, esses governozinhos de quinta categoria fazem e farão tudo para conquistar o poder econômico, que é o que lhes falta para a total tomada do poder. Esses recursos serão tirados de alguma forma mais ou menos discreta, ou não, da classe média, proletarizando-a, a fim de que se tenham os dois poderes nas suas mãos – o político e o econômico.
Observação: os mais ricos, fugindo dos impostos, têm recursos para tirar o seu dinheiro do país, mas os da classe média, não. Estes, têm contra-cheque e não podem livrar-se dos impostos facilmente.
De posse do poder econômico, esses déspotas poderão tomar completamente o poder, propriamente falando, e poderão se tornar absolutos no domínio e escravização de uma nação inteira por muitas e muitas décadas… Castro é exemplo típico dessas artimanhas. Chaves já está conseguindo seu intento na Venezuela, “estatizando” uma série de empresas que operam em seu território – absorvendo o poder econômico das mesmas, e o índio da Bolívia está fazendo o mesmo, e outros mais – mudando suas constituições para se perpetuarem no poder. E o governo brasileiro apoia todos esses caras. Sim, a moda atual na América Latina é a de os atuais presidentes mudarem as constituições de seus países para poder ser reeleitos por uma terceira vez, ou indefinidamente. Isso é golpe. Paulatinamente, todos os países latinos estão aderindo a esta catástrofe democrática. O ex-presidente hondurenho, que pleiteia a mesma coisa – e foi deposto – é defendido pelo governo brasileiro, justamente, por isso, porque é mais um exemplo, para os brasileiros, de que este tipo de processo é o que está em voga. Por que não também no Brasil?
Os salvadores da pátria
Ao lado disso tudo há um processo ininterrupto de desmoralização das próprias instituições democráticas legislativas e judiciárias (e também das policiais). Todos os seus defeitos são mostrados na mídia, cruamente. O povo acaba perdendo a confiança nelas. E se chegar um presidente e disser que o melhor seria fechar essas instituições e se manter no governo, para “salvar a nação”, todo mundo vai aplaudir. E estarão aplaudindo a própria miséria democrática, que terá ido por água a baixo, vítima de uma armação sórdida e totalitária, paulatina e inexorável.
O Brasil está caminhando para isso também. Nosso presidente, com a popularidade que tem, com a demonstração clara das mazelas do Congresso e da lentidão do Judiciário, com os erros de alguns dos elementos da Polícia e com o afastamento dos militares do mundo político, com a moda da reeleição infinita dos presidentes latino-americanos em voga, poderá, muito bem, no Brasil, apelar para isso tudo e dar um golpe, mudando nossa Constituição e se instituir na perpetuação presidencial. Ele diz que não, que já tem sua candidata, mas creio que isso é uma manobra diversiva. Na “hora H” um golpe deverá acontecer.
Não podemos esquecer de que o projeto do PT seria (ou é ainda), para ficar, pelo menos, uns 20 anos no poder. E se Luis Inácio da Silva tentar algo semelhante, duvido que o povo não o aplauda. E – repito – estará aplaudindo, ingenuamente, a sua própria desgraça democrática. Acho que alguém vai tentar isso por aqui. E estará dando um golpe.![]()
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