A farsa do desenvolvimento sustentável – o malthusianismo

O desenvolvimento sustentável é uma falácia, mais do que uma utopia. Ninguém sabe dizer o que, de fato, significa, na prática, “desenvolvimento sustentável”, ou “crescimento sustentável”. Nenhum cientista, nenhum político, sabe como implementar o “desenvolvimento sustentável” numa sociedade. Sim, porque, na realidade, o que todo mundo sabe, mas não sabe como traduzir isso em termos viáveis, é que, no fundo, no fundo, “crescimento sustentável” quer dizer “crescimento zero” e eliminação dos “excessos” populacionais – o que, comumente costuma ser chamado de “controle populacional”, “controle da natalidade”, ou “planejamento familiar”.

Como explicar isso para a sociedade? Pior: como justificar isso para o mundo? Como justificar que o mundo tem que parar de crescer socialmente, economicamente, tecnologicamente etc, com, inclusive, cortes populacionais? Todo mundo fala em “desenvolvimento sustentável”, porque é politicamente correto falar disso hoje em dia, mas pouca gente sabe o que é. E quem sabe, só sabe na teoria. E é o fundamento da teoria do “desenvolvimento sustentável” que este post apresenta, juntamente com a figura que instituiu as bases do que se chama “malthusianismo”, e que será visto em seguida.

 


A farsa do desenvolvimento sustentável – Thomas Malthus, o inventor dos fundamentos da teoria

Thomas Malthus

O economista e demógrafo britânico Thomas Robert Malthus ficou conhecido sobretudo pela teoria segundo a qual o crescimento da população tende sempre a superar a produção de alimentos, o que torna necessário o controle da natalidade.

Thomas Robert Malthus nasceu entre 14 e 17 de fevereiro de 1766, em Rookery, Surrey, Inglaterra. Seu pai era amigo do filósofo David Hume e seguidor ardoroso de Jean-Jacques Rousseau. O jovem Malthus fez seus primeiros estudos na casa paterna e, em 1784, ingressou no Jesus College, de Cambridge, onde se formou quatro anos mais tarde. Ordenou-se sacerdote da Igreja Anglicana em 1797. Em 1798, Malthus publicou anonimamente seu «Essay on Population» («Ensaio Sobre a População»), no qual afirma que a população cresce em progressão geométrica, enquanto a produção de alimentos aumenta em progressão aritmética. A solução para evitar epidemias, guerras e outras catástrofes provocadas pelo excesso de população, consistiria, segundo ele, na restrição dos programas assistenciais públicos de caráter caritativo e na abstinência sexual dos membros das camadas menos favorecidas da sociedade.

Malthus era um pessimista que considerava a pobreza como um destino ao qual o homem não pode fugir. Sua obra foi ao mesmo tempo criticada e aplaudida. Enquanto alguns setores da sociedade o acusavam de ser cruel, indiferente e até mesmo imoral, economistas de renome apoiavam suas teorias.

Na segunda edição da obra, de 1803, Malthus modificou algumas teses mais radicais da primeira edição. Com o tempo, o “malthusianismo” foi incorporado à teoria econômica, atuando como freio de teses mais otimistas. Na segunda metade do século 20, os problemas demográficos mundiais revitalizaram as concepções de Malthus, embora a agricultura intensiva tenha permitido aumentos de produção muito maiores do que os previstos por ele.

A partir de 1805 Malthus tornou-se professor de história e economia política em Haileybury. Eleito membro da Royal Society em 1819, nos anos seguintes recebeu grande número de homenagens e honras acadêmicas. Malthus morreu em Saint Catherine, Somerset, em 23 de dezembro de 1834.

Thomas Malthus (texto contido no site www.economiabr.net.)


Malthusianismo

Conhece-se como “malthusianismo” a doutrina de Thomas Malthus que, fundamentalmente, defendia a necessidade de impor um limite à reprodução do ser humano, pois o crescimento demográfico implicaria sempre falta de alimentos. Ou seja, tendia a opôr-se ao princípio de liberdade individual que representava a Revolução Francesa (1789), analisando crítica e friamente as consequências reais do desequilíbrio populacional e afirmando que a estrutura social diferente que se procurava e que traria felicidade às massas era absolutamente utópica, pois as necessidades ultrapassariam constantemente o crescimento populacional.

A fase final do desenvolvimento geométrico (ocupação de terra em regime de expansão por multiplicação de pessoas progressiva e incessante) resultaria na criação de territórios saturados de populações em busca de subsistência. Esta subsistência apenas cresceria aritmeticamente – ou seja, em sequência e não por multiplicação – não conseguindo atingir quantidade suficiente para fazer face ao número de bocas a alimentar resultantes do crescimento geométrico, uma vez que este último funciona por múltiplos. Assim, depois de se esgotarem os meios, ficariam as populações entregues à fome, à doença, ao vício e à guerra.

Malthus propôs como forma de prever as consequências nefastas do crescimento descontrolado (segundo ele, característico das classes populacionais mais desfavorecidas) uma “restrição moral”, que preconizava um casamento tardio e abstinência de relações sexuais pré-maritais.


Uma teoria meramente local

Este pensamento econômico pessimista tornou-se obsoleto em poucos anos, pois foi uma previsão baseada nas circunstâncias geográficas e cronológicas em que vivia o autor, e como tal muito susceptível a falhas. Além do mais desde a sua génese, em 1798 com a obra «Ensaio Sobre a População» («An essay on the Principle of Population as it Affects the Future Improvement of Society, with Remarks on the Speculations of Mr. Godwin, M. Condorcet and other Writers») foi consolidada com exemplos, mas somente com aqueles que confirmavam a teoria. Como tal, não contemplou as derivações e evoluções sociais como o desenvolvimento tecnológico (maquinaria agrícola, por exemplo) e a diminuição populacional causada por factores como a guerra, as epidemias, a poluição e o crime.

Contudo, foi adotada pelo sistema inglês, entre outros, como forma de gerir riscos e de eliminar usos enraizados na tradição que desequilibravam a economia, como determinadas formas de caridade. De igual forma, enquanto que antes se encarava o crescimento populacional como um bem-vindo acréscimo de mão-de-obra começou a ver-se que a parte de riqueza que caberia a cada cidadão seria proporcionalmente menor ao aumento do número dos mesmos.

Malthusianismo (Texto contido no site www.infopedia.pt)

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Imagem: images.google.com.br

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