A fraude do aquecimento global – Parte 1

O presente texto faz parte do conteúdo do jornal quinzenal (março/2007) do MSIa – Movimento de Solidariedade Íbero-americana (Capax Dei Editora Ltda.), sob o título: «A Fraude do Aquecimento Global». Como o artigo é grande, dividimo-lo em cinco partes, da qual esta é a primeira. O assunto é o mesmo de sempre: mostrar que o ambientalismo radical e “aquecimentista” deforma as causas do aquecimento global, culpando o homem por isso, o que não tem base científica nenhuma para prová-lo. No entanto, os responsáveis pela chamada “engenharia Social” induziram esse conceito no mundo todo, quase como que uma religião: “o homem é o responsável pelo aquecimento do planeta e, se quiser, pode reverter esse processo”. Ledo engano! Quem dera o homem pudesse controlar o clima da Terra! No entanto, mormente as ONGs ambientalistas, dizem que sim, ONGs essas ligadas e financiadas por países estrangeiros, às grandes oligarquias internacionais que se acham as donas do mundo e que almejam, apenas, o controle mundial dos recursos naturais do planeta, através do que se chama de “governo mundial”.

Devemos ressaltar que a Capax Dei Editora lançou, recentemente, um livro cujo título é o mesmo – «A Fraude do Aquecimento Global» (ao lado a capa do livro) da autoria de um de seus diretores, o Sr. Geraldo Luís Lino, o qual recomendo a todos. Eis em seguida o texto do artigo. Os subtítulos foram acrescentados por mim para melhor leitura do texto.



Apresentação

O futuro da Civilização está em jogo. A Hu­manidade enfrenta a terrível ameaça do aque­cimento global, que a obrigará a uma drástica mudança de hábitos e padrões de desenvolvi­mento. Não, caro leitor, não nos referimos às variações climáticas que têm caracterizado a história geológica do planeta há centenas de milhões de anos, mas à gigantesca articulação internacional criada para atribuir às atividades humanas o ligeiro (e natural) aquecimento atmosférico registrado nos últimos 150 anos e, principalmente, às conseqüências dessa tra­móia global – estas sim, potencialmente catas­tróficas. Nesta edição especial de «Solidariedade Ibero-Americana», pretendemos demonstrar que a suposta ameaça da subida dos termômetros nada tem a ver com o desenvolvimento huma­no, mas com uma combinação de interesses políticos e econômicos internacionalistas, cientistas cooptados, ONGs engajadas, uma mídia inclinada ao sensacionalismo e, não menos, as deficiências educacionais (princi­palmente nos países subdesenvolvidos) res­ponsáveis pelo escasso conhecimento básico de ciências por parte da população.

Sejamos diretos. O que temos diante de nós não é um fato cientificamente estabelecido, como trombeteia o «Resumo Para Formulado­res de Políticas» do quarto relatório do IPCC – Painel Intergovernamental Sobre Mudanças Climá­ticas das Nações Unidas. Trata-se de uma das maiores operações de manipulação de opinião pública da história, a serviço de uma maldisfarçada agenda de “governo mundial”, a qual, se bem-sucedida, implicará em um vir­tual congelamento do desenvolvimento socio­econômico em todo o planeta.


Substituir os combustíveis fósseis está longe…

Isto, porque, salvo por algum grande avanço tecnológico antecipado, como o domínio da fusão nuclear, não se vislumbram, pelo menos para antes de meados do século, substitutos viáveis em grande escala para o carvão, petróleo e gás natural (que respondem por quase 80% da produção mundial de energia), e cujos usos se pretendem restringir em nome da “salvação” do planeta – enquanto se fazem grandes negócios com os chamados “créditos de carbono”. Ou seja, as velhas inclinações das oligarqui­as internacionais – o malthusianismo, o colonia­lismo e a especulação fmanceira, todos embru­lhados sob o rótulo do ambientalismo.

Como temos reiterado, o ambientalismo é uma ideologia obscurantista, anticivilizatória e, ironicamente, antinatural, pois nega a vocação inata do ‘homo sapiens’ para o progresso e a hierarquia ontológica que o coloca na vanguar­da do processo de evolução universal – a evo­lução tornada consciente, na inspiradora formu­lação do cientista francês Jean-Michel Dutuit. A fraude do aquecimento global antropo­gênico (decorrente das atividades humanas), o maior esforço já feito pelos mentores do ambientalismo, não tem paralelo na histó­ria da ciência, nem mesmo no tenebroso Caso Lysenko, que atrasou em meio século o avanço das ciências biológicas na Rússia Soviética, inclusive com a eliminação fisica de grandes cientistas russos. Hoje, porém, os efeitos po­tenciais de tal tentativa de substituir à força a busca da verdade pela ideologia e por uma po­lítica de fatos consumados poderão, não ape­nas atrasar alguns países, mas interromper o progresso de toda a Humanidade. Portanto, urge que essa agenda anti-humana seja devidamente desmascarada e neutralizada.

Geraldo L. Lino, L. Carrasco e N. Costa


A fraude do aquecimento global – parte 1

Fabricando uma “emergência global”

Embora esteja em andamento há décadas, a presente histeria climática vem em uma es­calada acelerada a partir de meados de 2006, quando foi lançado em circuito mundial o documentário sensacionalista «Uma Verdade Inconveniente», protagonizado pelo ex-vice-­presidente estadunidense Al Gore (convenien­temente agraciado com um Oscar da Academia de Hollywood). Em rápida sucessão, segui­ram-se outros eventos destinados a reforçar, na opinião pública de todo o mundo, a impres­são de que estaríamos diante de uma verdadei­ra emergência global, e não da tramóia que pode ser desvendada seguindo-se as pistas de certos personagens-chave – entre outros, o próprio Al Gore e o magnata canadense Maurice Strong, seu velho mentor de campanhas am­bientalistas. Um dos principais articuladores do ambientalismo intemacional, Maurice Strong é tam­bém a personificação da campanha “aquecimentista”, que agora chega ao seu auge.

Em setembro, com grande publicidade, a Real Sociedade britânica (a mais antiga associação científica do mundo) enviou à compa­nhia petrolífera Exxon/Mobil uma inacredi­tável carta, instando-a a interromper os financiamentos de pesquisas científicas que discordavam do suposto consenso em torno do aquecimento global antropogênico. Evidentemente, a carta ignorava os bilhões de dólares já concedidos por governos e fundações do ‘establishment’ oligárquico às pesquisas em sentido contrário, isto é, orientadas para demonstrar a suposta responsabilidade humana nas mudanças climáticas, e às cen­tenas de organizações não-governamentais (ONGs) engajadas na campanha alarmista.


O WWF ataca novamente

Em meados de outubro, o WWF – Fundo Mundial Para a Natureza apresentou o «Living Planet Report» («Relatório Sobre o Planeta Vivo»), documento no qual a ONG favorita da família real britânica volta a bater na surrada tecla dos “limites ao crescimento”, afirmando que, aos níveis atuais de consumo de recursos naturais, por volta de 2050, seriam necessá­rias 3 Terras para satisfazer as necessidades da Humanidade. A mensagem – nem tão subliminar assim, por trás de tal conclusão – é a de que não existiriam meios de estender a todos os habitantes do planeta os níveis de vida desfru­tados pelos habitantes dos países industriali­zados mais avançados.

No final do mês, novamente com o apoio da Real Sociedade e um esquema de pro­paganda mundial, foi divulgado o estudo «A Economia das Mudanças Climáticas», en­comendado pelo governo Tony Blair ao ex-­economista do Banco Mundial Sir Nicholas Stern. A conclusão principal era a de que o custo econômico das emissões de gases de efeito estufa poderá chegar a 20% do PIB mundial, até meados do século. Entre as reco­mendações para solucionar o suposto proble­ma, o relatório destaca o estabelecimento de limites nacionais para as emissões de gases de carbono (Stern fala em 30% até 2050) e a consolidação dos já existentes mercados de “créditos de carbono”. A proposta é consolidar o chamado dis­positivo cap-and-trade (limitar-e-comerciar), com o qual as cotas de emissões são conver­tidas em títulos negociáveis. Stern estima o montante dos títulos hoje existentes em 28 bilhões de dólares, o qual poderá chegar a 40 bilhões de dólares até 2010. Porém, o potencial desse mercado de “derivativos de fumaça” será muito maior se os limites de emissões forem tornados obrigatórios para todos os países.


Al Gore, o “guru” do aquecimentismo

Oportunamente, Tony Blair recrutou Al Gore para assessorá-lo no esforço de difundir o cenário de pesadelo imaginado por Sir Nicholas, enquanto o seu ministro do Meio Ambiente, David Milliband, anunciava a in­tenção de distribuir cópias de «Uma Verdade Inconveniente» em toda a rede escolar secun­dária do Reino Unido (a despeito de os argu­mentos fraudulentos apresentados no filme terem sido amplamente contestados por numerosos cientistas).

Com a mídia mais preocupada com as sombrias extrapolações do relatório, passou quase despercebido o fato de que, desde 2004, Al Gore é um dos sócios fundadores do fundo de investimentos ‘Generation Investment Management’, sediado em Londres e criado para promover investimentos de longo prazo “sustentáveis”, segundo os cânones ambien­talistas. Em uma entrevista ao jornal The Observer de 14 de novembro de 2004, Al Gore deu uma pista do tipo de negócios pretendidos: «A mudança climática é um proble­ma que não será resolvido pelos políticos… Os políticos têm um papel importante a cum­prir, mas a realidade vai provocar os seus efeitos no mercado, independentemente da opinião pública e da ação dos governos». Para Al Gore, a “intensidade de carbono” das atividades econômicas deverá ser um fator cada vez mais relevante para a sua lucrativi­dade, citando como exemplo a indústria auto­mobilística. Evidentemente, os créditos de carbono se encaixam perfeitamente no portfólio contemplado por ele e seus sócios. (Alguém mencionou conflito de interesses?). Talvez também não seja coincidência que Maurice Strong esteja associado ao mega-­especulador George Soros em uma empreita­da para introduzir no mercado dos EUA os minicarros chineses Chery – muito menos “intensivos em carbono” do que qualquer au­tomóvel estadunidense ou europeu.


Criar uma crise para ganhar deinheiro

Embora o Governo Bush não tenha ratifi­cado o Protocolo de Kyoto, em janeiro, uma coalizão de grandes empresas e ONGs ambien­talistas dos EUA (entre elas, o Natural Resour­ces Defense Council e o World Resources Institute) fundou a Parceria de Ação Climática (sigla em inglês USCAP), para promover «uma abordagem de mercado para a proteção climática, obri­gatória e para toda a economia», inclusive junto ao Congresso e à Casa Branca. A mensagem parece ser: “Aí vem o apo­calipse, mas vamos faturar com ele!” Ao mesmo tempo, a Comissão Européia propôs uma redução de 20% nas emissões de carbono sobre os níveis de 1990, até 2020 (acima dos 12% previstos no Protocolo de Kyoto, que vários países da União Européia já estão com dificuldades para cumprir, com sérias implicações para vários setores indus­triais do continente).

Ainda em janeiro, os editores do «Bulletin of the Atomic Scientists», revista que desde há muito vem funcionando como veículo de propaganda dos promotores das teses de “go­verno mundial”, afirmaram que o aqueci­mento global representaria para o mundo uma ameaça tão ou mais grave que a possi­bilidade de um conflito nuclear (simbolica­mente representada no “Relógio do Apoca­lipse” estampado na capa da revista, cuja proximidade da meia-noite indica o risco de um conflito nuclear em algum lugar do planeta).


Os conluios dos oligarcas

Da mesma forma, ao lado da crise real de liderança dos EUA pós-Iraque, a suposta crise climática foi um dos principais desta­ques da reunião anual do Fórum Econômico Mundial, em Davos, ocorrida, simultanea­mente, com o conclave do Painel Intergovema­mental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, sigla em inglês), em Paris. O parágrafo inicial do boletim final do evento, destinado à imprensa, ressalta a impor­tância atribuída ao tema: «A Reunião Anual do Fórum Econômico Mundial, em Davos, fechou no domingo (29/01) com as mudan­ças climáticas firmemente (colocadas) no palco central do debate. Em 17 sessões rela­cionadas ao aquecimento global, o Fórum reuniu os principais acadêmicos, líderes empresariais, representantes de ONGs, chefes de agências da ONU e políticos do mundo, além de muitos outros, para avan­çar as discussões e explorar oportunidades práticas para o progresso por meio de par­cerias. O encontro ilustrou claramente o compromisso cada vez mais profundo do empresariado em engajar outros grupos para o encaminhamento desse tema.»

Como seria previsível, os esquemas cap-­and-trade foram as vedetes das discussões, sendo defendidos, entre outros, pelo inevi­tável ‘Sir’ Nicholas Stern e o fisico brasileiro José Goldemberg, um veterano ativista do ambientalismo internacional. Também presente, o ministro Milliband afirmou que «mercados de carbono amplos, longos e profundos são absolutamente essen­ciais. Não existe preço para a poluição que pro­duzimos nos últimos 150 anos… E, olhando para a frente, nós precisamos projetar o merca­do além de 2012, para manter a confiança em­presarial engajada com um nível de certeza». Vale recordar que Milliband é o mesmo que propôs, recentemente, a “privatizaçãó da Amazônia”, para preservar a floresta como um depósito de carbono mundial.


O último relatório do IPCC

A escalada chegou ao auge em 2 de feve­reiro, com a divulgação do «Resumo Para Formuladores de Políticas» («Summary for Policymakers») do IPCC, o qual afirma que «a maior parte do aumento observado nas temperaturas médias globais desde meados do S20 é, muito provavelmente, devida ao aumento observado nas concentrações antro­pogênicas de gases de efeito estufa» (grifos no original). O documento define “muito provavelmente” como um grau de certeza su­perior a 90% – compreensivelmente, recebido de forma generalizada como uma chancela da comunidade científica ao fenômeno.


Absurdo e imoral: culpar a raça humana

O impacto provocado pelo relatório pode ser avaliado pela chamada de primeira pági­na da Folha de S. Paulo de 3 de fevereiro: «Cientistas prevêem futuro sombrio para a Terra. A temperatura da Terra subirá até o fim do século, diz o mais importante relatório sobre o aquecimento global, produzido por 600 cientistas de 40 países. A geleira sobre a Groenlândia pode sumir em milênios, os furacões ficarão mais fortes e o nível do mar subirá pelos próximos mil anos – de 18 cm a 59 cm até 2100. O relatório responsabiliza a ação humana pelo aquecimento global.» Ato contínuo, os porta-vozes do aparato ambientalista internacional se apressaram em endossar as conclusões do documento. O ubí­quo ministro Milliband foi rápido no gatilho: «Ele é outro prego no caixão dos negadores das mudanças climáticas e representa o quadro mais representativo até agora, mos­trando que o debate sobre a ciência das mudanças climáticas está bem e verdadei­ramente encerrado.» E: «O relatório do IPCC incorpora um extra­ordinário consenso científico de que as mu­danças climáticas já estão sobre nós e que as atividades humanas são as responsáveis», disparou o diretor-geral do WWF Interna­cional, James Leape. O diretor-executivo do Programa das Na­ções Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Achim Steiner, completou dizendo que o relatório «nos dá um alerta vigoroso de que o impacto potencial será mais dramático, rápido e mais drástico em termos de conse­qüências do que se pensava antes. Os impac­tos irão mudar de maneira fundamental os modos de vida de algumas pessoas».


Só as elites oligárquicas salvar-se-ão

Dias depois, em uma reunião em Washing­ton, a Organização de Legisladores Globais para um Meio Ambiente Equilibrado (a Globe International) divulgou um manifesto, apoi­ando as conclusões alarmistas do IPCC e, claro, o mecanismo cap-and-trade. Original­mente fundado em 1989, por parlamentares dos EUA e do Reino Unido, o grupo reúne atualmente representantes dos países do G-8 e de cinco países-líderes do bloco subde­senvolvido: China, Índia, África do Sul, México e Brasil (os signatários brasileiros do manifesto foram os senadores Renato Casa­grande e Serys Shlessarenko e os deputados Antônio Palocci Filho e Augusto Carvalho). Entre os seus patrocinadores, destacam-se a União Européia e empresas como a BP, Anglo American, Bayer, American Electric Power, Ernst & Young e outras. Se tais planos forem bem-sucedidos, ao contrário, do que afirma o ecotecnocrata Steiner, não serão os modos de vida de algu­mas pessoas que mudarão, mas os de todo o planeta – e para muito pior, exceto para os próceres do big business adredemente posi­cionados para aproveitar os novos tempos.

Movimento Solidariedade Íbero-americana



Os livros a ler são: «A Fraude do Aquecimento Global», de Geraldo Luís Lino (Capax Dei Editora Ltda., RJ); «A Fraude do Efeito-Estufa», de Kurt G. Blüchel (Publishing House Lobmaier, SP); e «Cool it – Muita Calma Nessa Hora! Manual do Ambientalista Cético para o Aquecimento Global», de Bjorn Lomborg (Editora Campus/Elsevier, RJ).

Para saber mais sobre o tema, visitar os sites da MSIa/Capax Dei: http://www.alerta.inf.br/ e http://www.msia.org.br/

Imagem: Husc.

[Continua no próximo artigo]

Posts Relacionados

Comentários

2 Comentários em “A fraude do aquecimento global – Parte 1”
  1. Aventoe disse:

    Excelente o artigo sobre a fraude climática. Particularmente útil a pesquisa sobre os beneficiários da manobra. Abordei o tema, em algum detalhe, em artigo no meu blog “Um Lugar Para Escrever”:

    http://aventoe.wordpress.com/2010/01/10/a-maior-fraude-da-historia/

    Se não se opuserem, gostaria de incluir em meu artigo um link para sua matéria.

    Atenciosamente,

    Aventoe

Deixe seu comentário