A fraude do aquecimento global – Parte 3

O presente texto faz parte do conteúdo do jornal quinzenal (março/2007) do MSIa – Movimento de Solidariedade Íbero-americana (Capax Dei Editora Ltda.), sob o título: «A Fraude do Aquecimento Global». Como o artigo é grande, dividimo-lo em cinco partes, da qual esta é a terceira. O assunto é o mesmo de sempre: mostrar que o ambientalismo radical e “aquecimentista” deforma as causas do aquecimento global, culpando o homem por isso, o que não tem base científica nenhuma para prová-lo.

Devemos ressaltar que a Capax Dei Editora lançou, recentemente, um livro cujo título é o mesmo – «A Fraude do Aquecimento Global», da autoria de um de seus diretores, o Sr. Geraldo Luís Lino, o qual recomendo a todos. Eis em seguida o texto da terceira parte do  artigo. Os subtítulos foram acrescentados por mim para melhor leitura do texto.



A fraude do aquecimento global – Parte 3

A história (quase) secreta do aquecimento global

As três décadas que se seguiram à 2GM representaram o período de mais rápida expansão do processo de desenvolvi­mento socioeconômico para toda a Humani­dade. Tal impulso foi proporcionado pela reconstrução econômica do pós-guerra, espe­cialmente na Europa e no Japão, o processo de descolonização na Ásia e na África e o arcabouço financeiro e monetário relativa­mente estável proporcionado pelo Sistema de Bretton Woods. Ao mesmo tempo, uma série de conquistas científico-tecnológicas contri­buía para disseminar um intenso otimismo cultural: a “Revolução Verde” dos cultivos de alto rendimento, os avanços da medicina e da saúde pública, das telecomunicações, as perspectivas de uso pacífico da energia nu­clear, a corrida espacial e outras.

Naquele momento, a palavra de ordem era “industrialização”, principalmente entre os países subdesenvolvidos. Em 1957, o comércio mun­dial de produtos industrializados superou pela primeira vez o de produtos primários e alimentos. Entre 1953 e 1963, a participação dos países subdesenvolvidos na produção in­dustrial mundial subiu de 6,5% para 9%, uma alta de quase 50%, com tendência ascendente.


O ambientalismo é criado oficialmente

Foi nesse contexto que certos setores do establishment anglo-americano colocaram em marcha o movimento ambientalista inter­nacional, cuja criação já vinha sendo prepa­rada desde o pós-guerra imediato. Em seu livro «Battling Wall Street: The Kennedy Presidency» («Combatendo Wall Street: a Pre­sidência Kennedy»), o sociólogo estaduni­dense Donald Gibson descreve:

«No final da década de 1950 e início da de 1960, uma an­tiga inclinação existente entre alguns mem­bros da classe superior estava prestes a se tornar um assunto nacional. Esta inclinação ia redefinir as conquistas da ciência e da tecnologia como ações malignas que amea­çavam a natureza ou como fúteis tentativas de reduzir o sofrimento humano que, diziam, era o resultado da superpopulação. Essa ten­dência, em parte articulada como uma visão de mundo nos escritos de Thomas Malthus, toma o que podem ser preocupações razoá­veis sobre temas como a qualidade do ar e da água e as reveste de uma ideologia profun­damente hostil ao progresso econômico e à maioria dos seres humanos.»


O livro de Elaine Dewar conta tudo

Desde as fases iniciais do movimento, o potencial do dióxido de carbono (C02) como “vilão ambiental” não passou despercebido pelos seus mentores, com destaque para o magnata canadense Maurice Strong, cuja tra­jetória multifacetada é a demonstração viva do controle do ambientalismo pelo establi­shment oligárquico. Já em 1972, como secre­tário-geral da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, em Esto­colmo, ele apresentou uma agenda que anteci­pava, com grande “clarividência”, o que estava por vir. O relato é da sua compatriota, a com­petente jornalista investigativa Elaine Dewar, no livro «Cloak of Green: The Links Between Key Environmental Groups, Government and Big Business» («Capa de Verde: os Laços Entre Grupos Ambientais Importantes, Governos e os Grandes Negócios»):

«Quando a Conferên­cia de Estocolmo foi instalada, em 1972, Strong advertiu urgentemente sobre o advento do aquecimento global, a devastação das flo­restas, a perda de biodiversidade, os oceanos poluídos e a bomba-relógio populacional. Ele sugeriu um imposto sobre a movimenta­ção de cada barril de petróleo e o uso desses fundos para criar uma grande burocracia da ONU; para chamar a atenção sobre a poluição onde quer que ela se encontrasse. Na medida em que eu lia esse velho discurso, eu com­preendia que ele quase poderia ser repetido na Cúpula do Rio… Um documento do Green­peace, que circulou antes do Rio, alegava que a Conferência de Estocolmo fora um fra­casso, por causa do que não fora discutido. Certamente, para alguns, as discussões limi­tadas foram um fracasso. Para outros interes­ses, elas constituíram um sucesso.»


O PNUMA, uma criação do ambientalismo

Um dos desdobramentos da Conferência de Estocolmo foi a criação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), para o qual Maurice Strong foi nomeado o primeiro diretor-executivo. A partir do car­go, que ocupou até 1975, ele desempenhou um ativo papel na popularização das supos­tas ameaças para a atmosfera, representadas pelo uso de combustíveis fósseis e produtos químicos agressivos para a camada de ozô­nio – esta última era uma teoria alarmista que também dava os seus primeiros passos e se­ria crucial para a agenda ambientalista, como veremos adiante.

Além da Conferência de Estocolmo, o ano de 1972 presenciou duas outras impor­tantes iniciativas da campanha catastrofista. O primeiro foi o lançamento do famigerado relatório do Clube de Roma, «Limites ao Cres­cimento», o qual introduziu as projeções com­putadorizadas na metodologia alarmista, prog­nosticando o esgotamento de vários recursos naturais nas décadas seguintes. O segundo foi a criação, em Laxemberg, Áustria, do Ins­tituto Internacional de Análise de Sistemas Aplicada (IIASA), um empreendimento con­junto do establishment ocidental e certos se­tores da Nomenklatura soviética, que perce­beram na causa ambientalista o potencial para o estabelecimento de um “condomínio de poder” Leste-Oeste (a postet:ior adesão de Mikhail Gorbachov às causas “verdes” tem aí as suas raízes). Até hoje, o IIASA tem de­sempenhado um importante papel na promo­ção do aquecimento global antropogênico.


Margaret Mead, e sua “mudança da paradigma social”

Um marco decisivo da campanha contra o dióxido de carbono foi a conferência “A at­mosfera: Ameaçada e Ameaçadora”, realizada em outubro de 1975, em Washington (EUA), promovida pelo Centro Internacional Fogarty para Estudos Avançados de Ciências da Saúde, órgão do governo estadunidense. Curiosa­mente, uma das organizadoras do evento foi a antropóloga Margaret Mead, uma veterana integrante de programas de “engenharia social” do aparato de inteligência do establishment. As suas palavras não poderiam ser mais claras sobre os rumos da campanha ambientalista:

«Estamos enfrentando um período em que a sociedade deve tomar decisões em escala planetária… A menos que os povos do mundo possam começar a entender as conseqüências imensas e de longo prazo do que parecem ser pequenas escolhas imediatas – furar um poço, abrir uma estrada, construir um grande avião, fazer um teste nuclear, instalar um re­ator regenerador, liberar produtos químicos que se diluem na atmosfera ou descarregar resíduos concentrados no mar – todo o planeta pode ficar em perigo.»


A política atropelando a Ciência

Em outro trecho, os anais da conferência registram:

«A Dra. Mead enfatizou que a conferência foi baseada no pressuposto de que decisões políticas de tremendo alcance serão tomadas – com os cientistas provendo elementos de julgamento ou não. Não há meio de os cientistas evitarem afetar o proces­so de tomada de decisões em assuntos rela­cionados às suas disciplinas, mesmo se perma­necerem publicamente em silêncio. Uma deci­são dos formuladores de políticas no sentido de não agir na ausência de informação ou co­nhecimento científico é uma decisão política por si mesma e, para os cientistas, não há a possibilidade de inação, exceto a de deixa­rem de ser cientistas.»

Juntamente com o outro organizador do evento, o climatologista William Kellogg, Mead propôs a adoção de uma “Lei da At­mosfera” de âmbito mundial, a qual estabe­lecesse limites para a quantidade de emissões de dióxido de carbono que cada nação pode­ria produzir. Não por acaso, entre os partici­pantes da conferência, encontravam-se outros dois climatologistas que, posteriormente, se destacariam na promoção do aquecimento global antropogênico, Stephen Schneider e George Woodwell.


A pseudo-religiosa/científica “hipótese Gaia” aparece

A conferência também serviu como pla­taforma de lançamento para a chamada “Hi­pótese Gaia”, um esdrúxulo coquetel de pseu­dociência e misticismo que considera a Terra um ser vivo de direito próprio, idealizado pelo biólogo inglês James Lovelock, que se torna­ria um dos principais propagandistas do aque­cimento global. Em seu último livro, «A Vin­gança de Gaia», lançado em 2006, Lovelock prognostica uma catástrofe planetária antes do final do século, causada por aumentos de temperatura de 5 a 8°C, os quais provocariam a expansão das áreas desérticas e a morte de bilhões de pessoas. Segundo ele, apenas na região ártica sobreviveriam alguns poucos ca­sais em condições de acasalamento. (Embora afirmando discordar de alguns dos seus fundamentos, Stephen Schneider se tornou um dos principais propagandistas da Hipótese Gaia.)

O engajamento seletivo da comunidade científica na campanha do dióxido de carbono se deu, crescentemente, ao longo da década de 1980, a partir de uma série de conferências internacionais promovidas pela burocracia ambiental das Nações Unidas (PNUMA e Organização Meteorológica Mundial), em cooperação com o IIASA: Villach, Áustria (1985); Villach e Bellaggio, Itália (1987); e Toronto, Canadá (1988).


O primeiro “corte” oficial do CO2

Em Toronto, pela primeira vez, a propos­ta de redução das emissões de CO2 recebeu uma meta numérica: um corte de 20% sobre as emissões daquele ano, até 2005. Dali saiu também a decisão de estabelecer um corpo tecnocrático especificamente para conduzir a campanha no meio científico, que viria a ser o IPCC, oficialmente criado no ano seguinte.


“Desenvolvimento sustentável”: Malthus de roupa nova

Um importante reforço para a campanha foi a ampla divulgação, em 1987, do relatório «Nosso Futuro Comum», da Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, mais conhecida pelo nome de sua principal coor­denadora, a ex-primeira-ministra norueguesa Gro-Harlem Brundtland. O principal objetivo do documento (“Relatório Brundtland”) era a introdução do conceito de “desenvolvimento sustentado” (ou “sustentável”), que se tor­naria a pedra de toque da ideologia ambien­talista. Em sua essência, o conceito não pas­sa de uma nova roupagem para as idéias de crescimento limitado popularizadas pelo Clube de Roma, com uma manifesta inclina­ção malthusiana. Veja-se, por exemplo, a seguinte passagem:


Conceito errado, falso e… risível

«A cada ano, aumenta o número de seres humanos, mas permanece finita a quantidade de recursos naturais desti­nados ao sustento dessa população, à melhoria da qualidade de vida e à eliminação da po­breza generalizada».


Lá vem a governança mundial

Outro trecho explicita os pendores em prol da “governança global”:

«O conceito de soberania nacional foi basicamente alterado pela interdependência nos campos econômico, ambiental e de segurança. Os bens comuns a todos não podem ser geridos a partir de um centro nacional; o Estado-nação não basta quando se trata de lidar com ameaças a ecossistemas que pertencem a mais de um país. Só é possível lidar com ameaças à segurança ambiental através de administração conjunta e de processos e mecanismos multilaterais.»

Quanto aos problemas atmosféricos, o re­latório afirma que «muito provavelmente, as ameaças do aquecimento global e da acidifi­cação do meio ambiente descartam até mesmo uma duplicação do uso de energia baseado nas atuais combinações de fontes primárias. Portanto, qualquer nova era de crescimento econômico deverá ser menos intensiva em energia do que o crescimento no passado».

Para lidar com tais ameaças, a Comissão Brundtland recomendou a criação de uma agência ambiental global com poderes supra­nacionais, além de alertar para as possibili­dades de futuros conflitos causados por dis­putas por recursos naturais ou contenciosos ambientais. Soa familiar?


Interregno: o “buraco” na camada de ozônio

Em paralelo com a campanha “aquecimen­tista”, as hostes ambientalistas se empenhavam para transformar outro fenômeno natural em uma emergência global, atribuindo as varia­ções das concentrações de ozônio na estra­tosfera à ação de produtos químicos como os clorofluorcarbonos (CFCs), halons, brometo de metila e outros, utilizados em dúzias de aplicações (elementos refrigerantes, prope­lentes de aerossóis, pesticidas etc). Em um roteiro que se pretende replicar no caso das variações de temperatura, discussões que não deveriam extravasar do meio científico aca­baram, por força do bem articulado lobby ambientalista, ganhando foros de problema planetário e se transformando em objeto de uma legislação de âmbito internacional e res­tritiva no que diz respeito à fabricação e uso daqueles produtos.

A progressão foi extremamente rápida. As primeiras teorias sobre os supostos im­pactos humanos na camada de ozônio surgi­ram juntamente com o início da escalada am­bientalista, na primeira metade da década de 1970. Os suspeitos iniciais foram as emissões de óxido de nitrogênio das turbinas de jatos supersônicos de passageiros de vôo estra­tosférico, como o Concorde franco-britânico e o SST estadunidense (que nunca chegou a ser construído). Mas, logo, as acusações se transferiram para os CFCs e outros de compostos de cloro. Segundo a teoria, tais produtos, ao serem descartados, subiriam até a estratosfera (mesmo sendo 3 a 4 vezes mais densos que o ar e, em geral, des­cartados em ambientes fechados e não-turbu­lentos) e, ali, sob a ação das intensas radia­ções ultravioleta, teriam as suas moléculas dissociadas, libertando os mortais átomos de cloro, que, por sua vez, se combinariam com as moléculas de ozônio (O3) e as dissocia­riam. Em conseqüência da destruição do ozô­nio, haveria um aumento da intensidade da radiação ultravioleta na superficie terrestre, aumentando a incidência de cânceres de pele e outras enfermidades, tanto no homem como em outros seres vivos.


Mais uma vez Maurice Strong agindo

Com a antecipação peculiar, antes de en­cerrar a sua gestão no PNUMA, em 1975, Maurice Strong já havia determinado a criação de um grupo de estudos no órgão para lidar com a nova ameaça. Em 1985, a notícia de que um “buraco” na camada de ozônio havia sido detectado na Antártida causou furor mundial e acelerou os trabalhos para o esta­belecimento de um acordo internacional para enfrentar o problema (poucos se deram ao trabalho de consultar os registros das pesqui­sas feitas na região durante o Ano Geofisico Internacional, em 1957-58, quando o fenô­meno já havia sido registrado).

No mesmo ano, realizou-se a Convenção de Viena para a Proteção da Camada de Ozônio. Dois anos depois, foi estabelecido o Protocolo de Montreal sobre Substâncias que Desgastam a Ca­mada de Ozônio, que entrou em vigor em 1989, tendo experimentado 4 revisões desde então. Universalmente saudado como o mais bem-sucedido tratado ambiental já es­tabelecido, o Protocolo de Montreal determi­nou datas-limite para o encerramento dos usos dos compostos de cloro aos quais foi atribuída a pecha de “assassinos do ozônio”.


Sobre o Protocolo de Montreal

O alcance do acordo pode ser avaliado pelas cândidas declarações do principal nego­ciador estadunidense do Protocolo de Mon­treal, o diplomata Richard Benedick, em seu livro «Ozone Diplomacy: New Directions in Safeguarding the Planet» («Diplomacia do Ozônio: Novas Direções na Salvaguarda do Planeta»), publicado em 1991:

«O Protocolo de Montreal… determinou significativas reduções no uso de vários produtos químicos extremamente úteis… Pela sua ação, os países signatários assinaram a sentença de morte para uma importante parte da indústria quími­ca internacional, com implicações de bilhões de dólares em investimentos e centenas de milhares de empregos em setores correlatos. O protocolo, simplesmente, não prescreveu limites para esses produtos com base na “melhor tecnologia disponível”, que teria sido a maneira tradicional de reconciliar objetivos ambientais com os interesses econômicos. Em vez disto, os negociadores estabeleceram datas-limite para a substituição de produtos que haviam se tornado sinônimos de padrões de vida modernos, ainda que as tecnologias requisitadas ainda não existissem.»


Origem suspeita: eugenista

Ademais, ele admite:

«Na época das nego­ciações e da assinatura, não existia nenhuma evidência de problemas mensuráveis. Assim, ao contrário de acordos ambientais do passado, o tratado não foi uma resposta a aconteci­mentos ou eventos prejudiciais, mas uma ação preventiva em escala global.»

É significativo que, antes de ser destacado para as negociações do Protocolo de Montreal, Benedick chefiava o Gabinete de População do Departamento de Estado, onde defendia a aplicação de draconianas políticas de controle demográfico nos países subdesenvolvidos.


O banimento dos CFCs (clorofluorcarbonos)

Os principais fabricantes de CFCs e simi­lares na América do Norte, Europa e Japão (cujas patentes estavam no fim), não foram afetados pelas restrições aos seus produtos, pois, prontamente, apresentaram uma nova família de substitutos, os hidrofluorcarbonos (HFCs). O problema, pelo menos para os usuários, é que tais produtos não só custavam 20 a 30 vezes mais que os CFCs, como também obrigariam a uma total substituição dos equi­pamentos existentes, pois eram incompatíveis com os compressores dos refrigeradores em uso. Além disso, ironicamente, os HFCs foram logo apontados como poderosos gases de efeito estufa, 10 mil vezes mais eficientes que o CO2, o que ensejou um adendo ao Protocolo de Montreal, determinando que deixem de ser usados até 2030 (e, possivelmente, substituídos por novos produtos ainda mais caros).

Por outro lado, o banimento dos CFCs nos países industrializados motivou o surgi­mento de um ativo comércio ilegal oriundo dos fabricantes sediados nos países em de­senvolvimento, que receberam um prazo maior para a adaptação das suas indústrias (além de recursos de um fundo de compen­sação estabelecido pelo protocolo). Nos EUA, a estrutura policial criada para reprimir esse contrabando se tomou inferior apenas à esta­belecida para o combate ao narcotráfico, o que denota as conseqüências do irraciona­lismo ambientalista, conseguindo a façanha de transformar uma das substâncias mais úteis e versáteis já inventadas em objeto de repressão policial.


E quanto ao “buraco” na camada de ozô­nio?

Na verdade, assim como ocorre com a maioria dos fenômenos atmosféricos, as con­centrações de ozônio na estratosfera são ex­tremamente variáveis e dependentes de fato­res totalmente alheios às ações humanas – no caso, intensidade das radiações solares e cós­micas, latitude, estação do ano, erupções vul­cânicas etc. O mal denominado “buraco” não passa de uma rarefação das concentrações do gás abaixo de um certo nível, fenômeno que já era registrado na região sub-ártica da Norue­ga desde a década de 1920, antes mesmo de os CFCs, halons e congêneres serem inven­tados. Na Antártida, quando tais variações extremas foram constatadas, durante o Ano Geofisico Internacional, os CFCs apenas co­meçavam a entrar em uso comercial (os halons, usados em extintores de incêndio, só foram inventados na década seguinte).

Não obstante, como já advertia Margaret Mead, em 1975, e corroborado por Richard Benedick, «decisões políticas de tremendo alcance serão tomadas» – independentemente dos seus fundamentos científicos.


Conluio entre o IPCC e o Prêmio Nobel

Como uma espécie de coroamento da campanha do ozônio, o Prêmio Nobel de Química de 1995 foi conferido ao estadu­nidense F. Sherwood Rowland, seu pupilo mexicano-estadunidense Mario Molina e o holandês Paul Crutzen, autores da teoria que serviu de pretexto para a investida con­tra os compostos de cloro. Mais tarde, o ver­sátil Molina viria a ser um dos redatores do «Resumo» de 2007 do IPCC. Seu mentor Rowland, por sua vez, juntamente com ou­tros 40 cientistas (?) e ativistas ambientais de 20 países, foi signatário de um dos mais delirantes manifestos ambientalistas já pro­duzidos, a Declaração de Morelia (1991), que afirma em um de seus trechos:

«Se a metade final do S20 ficou marcada por movimentos de libertação humana, a dé­cada fmal do segundo milênio será caracte­rizada por movimentos de libertação entre espécies, de modo que algum dia possamos atingir uma igualdade genuína entre todas as coisas vivas.»

Movimento Solidariedade Íbero-americana

 


Os livros a ler são: «A Fraude do Aquecimento Global», de Geraldo Luís Lino (Capax Dei Editora Ltda., RJ); «A Fraude do Efeito-Estufa», de Kurt G. Blüchel (Publishing House Lobmaier, SP); «Cool it – Muita Calma Nessa Hora! Manual do Ambientalista Cético para o Aquecimento Global», de Bjorn Lomborg (Editora Campus/Elsevier, RJ); e «Uma Demão de Verde», de Elaine Dewar (Capax Dei Editora Ltda., RJ).

Para saber mais sobre o tema, visitar os sites da MSIa/Capax Dei:

http://www.alerta.inf.br/ e http://www.msia.org.br/

Imagens: cgsociety.org; Husc.

[continua no próximo artigo]

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