Saiba mais sobre mudanças climáticas

O presente texto faz parte do conteúdo do jornal quinzenal (março/2007) do MSIa – Movimento de Solidariedade Íbero-americana (Capax Dei Editora Ltda.), sob o título: «A Fraude do Aquecimento Global». Como o artigo é grande, dividimo-lo em cinco partes, da qual esta é a quinta. O assunto é o mesmo de sempre: mostrar que o ambientalismo radical e “aquecimentista” deforma as causas do aquecimento global, culpando o homem por isso, o que não tem base científica nenhuma para prová-lo.

Devemos ressaltar que a Capax Dei Editora lançou, recentemente, um livro cujo título é o mesmo – «A Fraude do Aquecimento Global», da autoria de um de seus diretores, o Sr. Geraldo Luís Lino, o qual recomendo a todos. Eis em seguida o texto final do artigo. Os subtítulos foram acrescentados por mim para melhor leitura do texto.



O que é preciso saber sobre mudanças climáticas

Uma grande parcela da presente histeria sobre mudanças climáticas se deve ao generalizado desconhecimento de ciências por uma gran­de maioria da população mundial. N0S EUA, um estudo recém-divulgado pela Universi­dade Estadual de Michigan demonstrou que mais de dois terços dos estadunidenses po­dem ser considerados cientificamente analfa­betos. Tais níveis de ignorância, que incluem os fenômenos da natureza, têm facilitado sobremaneira a disseminação do irracionalismo ambientalista entre os estratos escolarizados das sociedades, os quais, em última análise, atuam como caixas de ressonância das idéias prevalecentes. Por isso, os “aquecimentistas” têm conseguido reduzir as discussões sobre a extremamente complexa teia de fenômenos que envolve as mudanças climáticas ao fator quase irrelevante das emissões antropogênicas de carbono (que respondem, por exemplo, por menos de 5% do CO2 atmosférico).


O que dizem cientistas não comprometidos

Para facilitar um entendimento correto dos fatos, recorremos ao geólogo australiano Ray Evans, membro do Grupo Lavoisier, um dos vários grupos de cientistas e Leigos que têm se dedicado a recolocar as discussões sobre as mudanças climáticas em termos verdadeiramente científicos. Os tópicos des­critos a seguir foram extraídos do seu didático texto «Nove fatos sobre as mudanças climá­ticas», cujo texto integral em inglês pode ser encontrado no sítio do Grupo Lavoisier (www. lavoisier.com.au).

As mudanças climáticas são uma constante na história geológica da Terra. As amostras do gelo perfurado na Antártica (sítio Vostok) mostram cinco breves períodos interglaciais ocorridos desde 415 mil anos atrás e o presente. As amoskas do gelo da Groenlândia revelam um Período Quente Minoano (1450-1300 a.C.), um Período Quente Romano (250-0 a.C.), o Período Quente Medieval (800-1100), a Pequena Idade do Gelo (1650-1850) e o Período Quente do Século XX (1900­2010).

O dióxido de carbono é necessário para toda a vida na Terra e o aumento das suas concentrações na atmosfera é bené­fico para o crescimento vegetal, particu­larmente em condições áridas. Como a capacidade de o CO2 absorver e re-irra­diar as mdiações infravermelhas na atmos­fera (ajudando a compor o efeito estufa) está praticamente saturada, o aumento das concentrações do gás na atmosfera além dos níveis atuais não terá qualquer efeito discemível nas temperaturas globais.

O século 20 foi quase tão quente como os séculos do Período Quente Medieval, uma era de grandes conquistas da civili­zação européia. O recente período quente 1976-2000 parece ter chegado ao fim; astrofísicos que estudam o comporta­mento das manchas solares prognosticam que os próximos 25-50 anos poderão ser um período frio semelhante ao Mínimo de Dalton, ocorrido entre as décadas de 1790 e 1820.


Observações

⇒ As evidências que vinculam as emis­sões de CO2 antropogênicas ao presente aquecimento se limitam a uma correlação entre as concentrações de CO2 e as temperaturas que só se verifica no perío­do 1976-2000. As tentativas de se elabo­rar uma teoria holística, pela qual o CO2 atmosférico controle o balanço de radia­ção da Terra e, portanto, determine as temperaturas médias globais, não foram bem-sucedidas.

⇒ Os “antropogenistas” afirmam que a es­magadora maioria de cientistas estão de acordo com a teoria de controle do clima pelo CO2 antropogênico; que os fatos ci­entíficos estão consolidados e o debate está encerrado; e que os cientistas céticos estão a soldo das indústrias de combus­tíveis fósseis e, portanto, os seus argu­mentos são fatalmente comprometidos. Tais afirmativas são expressões de dese­jo, e não da realidade.

⇒ Os “antropogenistas”, como o ex-vice­presidente dos EUA Al Gore, culpam as emissões antropogênicas de CO2 pelas temperaturas altas, secas, derretimento das capas de gelo polar, aumento do nível do mar, recuo de geleiras e declínio da população de ursos polares. Eles também responsabilizam o CO2 antropogênico por nevascas, neve fora de estação, tempera­turas enregelantes em geral e furacões, ci­clones e outros eventos meteoro lógicos extremos. Não há qualquer evidência que sustente tais aftnnativas.

⇒ O aumento das concentrações de CO2 atmosférico terá um impacto desprezível no balanço de radiações da Terra e, ao mes­mo tempo, proporcionará o crescimento da vida vegetal em toda parte. Não há necessidade de emprego de métodos de seqüestro de CO2 ou de subsidiar a ener­gia nuclear ou outros métodos de produ­ção de energia não baseados em carbono.

⇒ As doenças “tropicais”, como a malária e a dengue, não são relacionadas às tempe­raturas, mas à pobreza, falta de sanea­mento básico e ausência de práticas de controle de insetos transmissores.

⇒ Se fosse implementada, a descarbonização da economia mundial provocaria vastos problemas econômicos. Qualquer governo democrático que procurasse seriamente se comprometer com as metas de descar­bonização colocaria a sua continuidade em risco. O fechamento de centrais gera­doras a carvão e a sua substituição por fontes de energia renováveis, como gera­dores eólicos e painéis solares, provocará desemprego e privações econômicas.


Redimindo a ciência

Enquanto os “Resumos” do IPCC são emprega­dos para promover um apocalipse climático, a ser contido com restrições ao desenvolvimento e a confiança nos mercados, cientistas comprome­tidos com a busca da verdade se empenham para conhecer os fatores reais que influenciam o cli­ma, com uma perspectiva mais ampla do que o limitado e reducionista enfoque “carbonifero”.

Desde a década passada, tem evoluído rapi­damente o entendimento do papel exercido pela interação entre os raios cósmicos e o campo magnético do Sol, no que já pode ser conside­rado uma nova disciplina científica, a cosmo-climatologia. O impulso fundamental veio das pesquisas de Eigil Friis-Christensen e Knud Lassen, do Instituto Meteorológico Dinamarquês, que, em 1991, conseguiram uma correlação quase perfeita entre a evolução das temperaturas no Hemisfério Norte desde 1860 e a extensão dos ciclos de manchas solares. Pesquisas poste­riores revelaram que o mecanismo de interferên­cia é a penetração dos raios cósmicos na atmos­fera terrestre, que ionizam as moléculas de ar e ajudam a formar os núcleos de condensação formadores das nuvens. Como se sabe, a cober­tura de nuvens (geralmente, mal representada nos modelos climáticos) exerce um fator fun­damental no balanço energético da atmosfera e, portanto, sobre as temperaturas.

A intensidade dos fluxos de raios cósmicos é afetada pelo campo magnético do Sol (quanto mais forte, menos raios chegam à atmosfera) e pela migração do Sistema Solar através de áreas da Via Láctea com diferentes concentrações de poeira cósmica e atividades estelares.

A prova experimental foi proporcionada pelo Dr. Henrik Svensmark, do Centro Espacial Nacional dinamarquês. Ele e sua equipe simu­laram a atmosfera terrestre em uma câmara plástica e o Sol com raios ultravioleta, obser­vando enquanto a interação com os raios cós­micos produzia de imediato núcleos estáveis de água e ácido sulfúrico, os elementos constituin­tes dos núcleos de condensação das nuvens (por ironia, o primeiro artigo de Svensmark comunicando o feito foi publicado em outubro de 2006, nos Proceedings da mesma Real Sociedade que está apoiando a escalada “aquecimentista”).


Divulgando a ciência do clima

Para divulgar os avanços da cosmoclimato­logia, Svensmark se associou ao célebre divulgador científico sir Nigel Calder, para es­crever o livro «The Chilling Stars: A New Theory of Climate Change» (As estrelas que esfriam: uma nova teoria das mudanças climá­ticas), que acaba de ser publicado pela editora londrina Leon Books (esperemos que em breve saia uma edição brasileira).

Como os estudos apontam que a atividade solar deverá atingir um mínimo no próximo ci­clo, em meados da década de 2020, Svensmark e outros cientistas prevêem um resfriamento at­mosférico nas próximas décadas. O Dr. Habibullo Abudssamatov, diretor do Labora­tório de Pesquisas Espaciais do Observatório de Pulkovo (Rússia), afirma que as temperaturas começarão a cair já em 2012-15 e atingirão um mínimo em meados do século, em uma queda comparável à Pequena Idade do Gelo, quando as temperaturas caíram l/2°C.


Mais um testemunho não engajado

Finalizamos com as palavras dos geólogos Leonid Khilyuk e George Chilingar, da Uni­versidade do Sul da Califórnia, em um con­tundente artigo publicado em 2006 na revista Environmental Geology:

«Quaisquer tentativas de mitigar mudanças climáticas indesejáveis usando regulamentações restritivas estão con­denadas ao fracasso, porque as forças naturais globais são pelo menos 4-5 ordens de magni­tude maiores que os controles humanos dis­poníveis… Assim, as tentativas de alterar as mudanças climáticas globais que estão ocor­rendo – e as drásticas medidas prescritas pelo Protocolo de Kyoto – têm que ser abandonadas, por insignificantes e danosas. Em vez disto, a obrigação moral e profissional de todos os cien­tistas e políticos responsáveis é minimizar a miséria humana potencial resultante das mudanças globais a caminho.»


O “Caso Lysenko”: quando a ideologia destrói a ciência

O chamado Caso Lysenko, que obstaculizou o progresso da biologia e da àgricultura na antiga URSS por quase meio século, é um dos mais dramáticos exemplos do que a combina­ção de uma ideologia estreita com o autorita­rismo, o oportunismo e as ambições de indiví­duos limitados pode acarretar para a ciência, em particular, e a sociedade, em geral.

Trofim Denissovitch Lysenko (1898­1976) era um agrônomo ucraniano cientifica­mente medíocre, mas um grande oportunista político, que soube aproveitar a consolidação de Stálin no poder soviético, no final da dé­cada de 1920, para assumir em pouco tempo um literal poder de vida ou morte sobre a po­lítica científica do regime, principalmente entre as ciências biológicas. Entre os seus al­vos prioritários, estavam os pesquisadores da genética, considerada pelos ideólogos mar­xistas do regime uma teoria “capitalista, bur­guesa e idealista”, que não se encaixava no ideário do materialismo dialético. Com o be­neplácito da cúpula do regime, os pesquisa­dores da genética eram acusados de reacio­nários e contrarrevolucionários e os que se atreviam a se opor a Lysenko e seus acólitos passaram a ser perseguidos, demitidos, pro­cessados e, com freqüência, encarcerados ou executados. Sua vítima mais famosa foi o geneticista vegetal Nikolai Vavilov, um cien­tista de renome internacional, que morreu de subnutrição na prisão, em 1943.

Surpreendentemente, a influência nefasta de Lysenko prosseguiu após a morte de Stálin, em 1953, e apenas começou a ser erradicada com a queda de Nikita Kruvschov, em 1964. O “lysenkoísmo” teve resultados catastrófi­cos, pois a ciência e a agricultura soviéticas ficaram afastadas da revolução agrícola mun­dial ocorrida a partir da década de 1950, a chamada “Revolução Verde”, em grande me­dida baseada na introdução de cultivares ge­neticamente selecionados. Ainda hoje, a ci­ência na Rússia e nos antigos integrantes do bloco soviético se ressente dos efeitos dessa onda de obscurantismo e intolerância.

Os paralelos entre o “lysenkoísmo” e a histeria “aquecimentista” não devem ser per­didos de vista, pois a História não costuma perdoar a desatenção com as suas lições.

Movimento Solidariedade  Íbero-americana

Os livros a ler são: «A Fraude do Aquecimento Global», de Geraldo Luís Lino (Capax Dei Editora Ltda., RJ); «A Fraude do Efeito-Estufa», de Kurt G. Blüchel (Publishing House Lobmaier, SP); «Cool it – Muita Calma Nessa Hora! Manual do Ambientalista Cético para o Aquecimento Global», de Bjorn Lomborg (Editora Campus/Elsevier, RJ); e «Uma Demão de Verde», de Elaine Dewar (Capax Dei Editora Ltda., RJ).

Para saber mais sobre o tema, visitar os sites da MSIa/Capax Dei:

http://www.alerta.inf.br/ e http://www.msia.org.br/

Imagem: geografarte.blogspot.com

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