Sobre o desenvolvimento socioeconômico da Amazônia
Este post apresenta um artigo publicado no boletim eletrônico do MSIa – Movimento Solidariedade Íbero-amaricana nº 60, de 04/03/2010 e mostra as posibilidades de exploração da Amazônia, o processo de industrialização daquela região, os empecilhos levados a cabo por potências estrangeiras através de ONGs e discorre sobre a necessidade dos brasileiros empreenderem a exploração sustentável daquela área, tendo como ponto de partida a construção da usina de Belo Monte e o incremento do transporte hidroviário, dentre outras providências. Os subtítulos foram introduzidos por mim para facilitar a leitura do texto. Antes, algumas observações minhas.
Manifestações contra Belo Monte
Convém assinalar aqui o fato ocorrido dias atrás quando a equipe do filme “Avatar” esteve aqui no Brasil plantando mudas de pau-brasil. A atriz Sirgourney Weaver, que fazia parte do grupo, deu declarações claras contra a construção da usina de Belo Monte, revelando, claramente as segundas intenções da equipe, obviamente, em franca promoção pessoal e do filme, que hoje tem um caráter ambientalista, como também, aproveitando a oportunidade, e dando uma mãozinha, na maior cara-de-pau, para as oligarquias internacionais que agem através do movimento ambientalista internacional e que não querem ver o desenvolvimento do nosso país.
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No dia 12/04/2010 «o diretor James Cameron (esq.) e a atriz Sigourney Weaver participaram de protesto contra a construção da hidrelétrica de Belo Monte» – segundo reportagem publicada no G1.globo.com. «A manifestação ocorre nesta segunda-feira (12) em Brasília. A hidrelétrica será construída no Rio Xingu, no Estado do Pará», acrescenta a reportagem.
Eles não têm que se meter nos assuntos brasileiros
Quando será que essa gente vai parar de meter o bedelho nos assuntos do Brasil? Eles foram chamados a dar opiniões? Achei a declaração dela e a participação dos dois na manifestação, não só iniciativas descabidas para pessoas que são (artistas de cinema não têm nada a ver com ambientalismo e só o fazem por promoção pessoal e comercial), intempestivas e petulantes. Será que eles se preocupam tanto assim com a construção de usinas nas terras deles? Os dois se revelaram, assim, inimigos da nação brasileira, pugnando contra o nosso desenvolvimento socioeconômico.Vamos agora ao artigo da MSIa.![]()
Sobre o binômio energia-metalurgia no processo de industrialização da Amazônia
Em recente artigo publicado no portal do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB, seção SP), o advogado Antônio Fernando Pinheiro Pedro, especializado em Direito Ambiental, desenvolve uma interessante comparação entre a importância estratégica do binômio energia-metalurgia no processo de industrialização da Amazônia e o que chama de ilusionismo ambientalista.
Um Código de Mineração restritivo
Após discorrer sobre importantes ocorrências geológicas e históricas na Amazônia brasileira, destacando a alta incidência de jazidas minerais e uma correspondente “cobiça internacional”, Pinheiro Pedro recorda que, após a Segunda Guerra Mundial, o Estado Brasileiro tratou de nacionalizar o subsolo e implementar um Código de Mineração bastante restritivo, organizar uma política de concessões de lavra e fomentar a exploração nacional incentivando consórcios liderados por empresas nacionais e estatais brasileiras. Isso, naturalmente, desagradou as grandes potências, incluindo a Rússia, que “buscam de toda forma evitar o apossamento pleno dessas riquezas pelo governo brasileiro”. Argumenta o autor:
«Conhecido como exportador primário de commodities extraídas daquela região amazônica, o Brasil, nos últimos 40 anos, deixou de exportar bauxita por tonelada e importar alumínio por quilo – e a peso de ouro – para, então, passar a produzi-lo aqui.»
As hidrelétricas são fundamentais
“Para desespero da Rússia e dos Estados Unidos, nossos principais concorrentes, o Brasil ascendeu ao posto dos principais exportadores de alumínio do mundo, graças à estratégica implantação de usinas hidrelétricas – dentre elas a de Tucuruí – e a uma logística que permitiu seu fornecimento ao mercado interno e externo.” (…) “O processo de industrialização em território nacional, de nossas commodities minerais, tem sido incrementado com a instalação de termelétricas e pólos de transformação sustentados por custosa rede logística, abrangendo o Amapá, Pará, Maranhão, Ceará e Mato Grosso. Para conferir sustentabilidade a toda essa infra-estrutura, o volume crescente de exigências no licenciamento ambiental tem gerado custo adicional significativo e, às vezes, preocupante. (…) “O aproveitamento hidroenergético de Belo Monte atende a esta demanda, em bases sustentáveis, a par de todos os impactos, pois alavancará o pólo siderúrgico amazônico, oferecendo ao Brasil e a seus parceiros estratégicos um cenário bastante promissor na economia mundial.”
A hora e a vez das hidrovias
«No entanto, o que já se desenha, nos dá uma noção clara de futuro: a extração do minério de ferro, bauxita, manganês e outros metais, na região amazônica, e seu transporte eficaz e a custo menor, por navegação de costa, hidrovias e ferrovias, criará condições objetivas para a instalação de um grande pólo siderúrgico amazônico, na região do Pará. (…) “A metalurgia, a siderurgia e, em especial, a fabricação do alumínio, são atividades eletro intensivas. Necessitam, portanto, do insumo da eletricidade, a qual deve ser gerada a um custo que torne competitivo o preço dos produtos no mercado mundial.»
A questão do ambientalismo geopolítico:
«Imagine o leitor, o minério extraído com processos tecnologicamente avançados, obedecendo a critérios ambientalmente sustentáveis, transportado por hidrovias e ferrovias ambientalmente fiscalizadas e monitoradas, direcionado para centros industriais de última geração, localizados na própria região norte do país, fazendo uso de fontes de geração de energia renováveis, sustentáveis e com enorme capacidade instalada. Esse é o salto econômico sonhado para o Brasil e o pesadelo dos países neocoloniais sediados ao norte do equador.” (…) “Por isso, a necessidade de incutir em nossos corações e mentes que não temos condições de realizar esse sonho e que melhor seria nem tentá-lo… Como não mais podem destacar tropas para intervir militarmente, impedindo esse salto de desenvolvimento nacional, os neocolonialistas nos enviam ONGs para questionar nossa capacidade de planejamento e gerenciamento territorial.»
A atuação das ONGs
«Essas ONGs incensam a vaidade de agentes públicos iludidos com seu protagonismo e pouco focados no interesse nacional, os quais influenciam administradores cuja mediocridade de visão só se compara à primariedade de seus conceitos ideológicos e culturais.» (…) «Essa “batalha de quarta geração” ocorre em plena égide dos interesses difusos, que a tudo e a todos relativiza, entre os quais os direitos de soberania, os direitos individuais e a própria autoridade obtida por mandato popular.»
A importância de Belo Monte
Após categorizar tais grupos de pressão em três linhas de ação (biocentrismo fascista, esquerdismo radical e autonomismo desagregador), Pinheiro Pedro encerra o artigo enfocando a emblemática hidrelétrica de Belo Monte:
«O “Teatro de Operações” montado em torno do empreendimento do AHE Belo Monte concentra essas três forças, como se pode ver da simples leitura dos jornais…Como se vê, não se trata de “preservar a Amazônia”, “defender povos e culturas nativas”, “rediscutir o planejamento energético nacional” e muito menos “defender as águas e o clima do planeta”.» (…) «Não, o buraco é muito mais embaixo, está fincado no subsolo da região amazônica, cujos bilhões de anos de idade permitem fazerem-se esperar para que, na superfície, entre os homens e nações, se decida, em míseras décadas vindouras, em que cenário hegemônico da economia mundial se dará o seu necessário uso e exploração.» (…) «Enquanto isso, cumpre a nós, cidadãos, seres humanos, evitarmos o ilusionismo ambientalista, que em nada contribui para o equilíbrio da Amazônia e para os interesses do Brasil.»
Movimento Solidariedade Íbero-americana
Para saber mais sobre o tema, visitar os sites da MSIa/Capax Dei:
http://www.alerta.inf.br/ e http://www.msia.org.br/
Imagens: villagevoice.com. e foto de Evaristo Sá, do portal http://g1.globo.com, que mostra outras reportagens sobre o tema de Belo Monte.
esses comenta rios ajudaram a abrir minhas ideias, e tirar minhas duvidassobre o BELO MONTE.