Fundação W. Alton Jones

Este post apresenta, primeiramente, o texto contido no livro «A Máfia Verde – O Ambientalismo a Serviço do Governo Mundial» sobre a Fundação Alton Jones. Em seguida, um texto de agosto de 1997, da autoria de Nilder Costa, apresentado no site Alerta em Rede, que veicula artigos oriundos da equipe da Capax Dei Editora e do Movimento Solidariedade Íbero-americana.


Uma das mais poderosas fundações estadunidenses. Seu balanço de 1999 revelou ativos superiores a 426 milhões de dólares, tendo feito doações da ordem de 58 milhões de dólares. Seus “ecodólares” têm sido fundamentais para a movimentação das campanhas anti-hidrovias na América do Sul, principalmente contra a hidrovia Paraná-Paraguai, para a qual doou diretamente mais de 1,1 milhão de dólares. Seus principais recepto­res foram as ONGs Internacional Rivers Network, Coalizão Rios Vivos, ICv, ECOA, Sobrevivencia, Ecotrópica, EDF e Wetlands for the Americas.

Adicionalmente, fez as seguintes doações para programas “ambientais” destinados ao Brasil: 100 mil dólares para a Fundação Brasileira para o Desen­volvimento Suatentável, presidida por Israel Klabin; 275 mil dólares para o Amazon Conservation Team; 204 mil dólares para a Amazon Watch; 100 mil dólares para a Fundação Vitória Amazônica; 80 mil dólares para o Instituto de Advogados para um Planeta Verde; 48 mil dólares para a SOS Amazônia; 684 mil dólares para o World Resources Institute (inclui outros países); 239 mil dólares para a Rainforest Alliance (inclui outros países); 100 mil dólares para a Universidade de Maryland; 184 mil dólares para a Universidade de Washington.

A Máfia Verde – O Ambientalismo a Serviço do Governo Mundial


A Fundação W. Alton Jones

O envolvimento da Fundação W. Alton Jones nos esforços internacionais contra a Hidrovia Paraguai-Paraná ficou mais evidente a partir de 1994, ano que marcou o início da campanha mundial comandada pelo WWF contra a Hidrovia e que culminou com a realização de um grande evento internacional, ocorrido em dezembro deste ano no Memorial Latino-Americano, em São Paulo, quando foi formalizada a criação da Rios Vivos, tropa de choque que reúne militantes de 300 OGNs internacionais. Neste ano, a W. Alton Jones financiou a Wetlands for the Americas para publicar em português o primeiro libelo mais amplo contra a hidrovia, intitulado «Hidrovia: Uma Análise Ambiental Inicial da Via Fluvial Paraguai-Paraná», cujos argumentos alegadamente científicos embasaram a campanha. O lançamento foi saudado pelo Financial Times, secular porta-voz dos interesses do establishment britânico, reafirmando a tese de que a Hidrovia não poderia ser construída porque «secaria o Pantanal».

Ainda em 1994, a W. Alton Jones soltou mais US$ 34.000 para e Ecotrópica, ONG sediada em Cuiabá e dirigida por Adalberto Eberhard, bem como US$ 62.000 para a International Rivers Network, que passou a coordenar as ações contra a hidrovia por intermédio de seu agente Glenn Switkes. Switkes notabilizou-se pela coordenação da campanha no Equador contra a exploração petrolífera em vastas áreas amazônicas, mobilizando dezenas de ONGs e organizações indígenas. Isto ocorreu no período 1992-1994, quando ainda pertencia à Rainforest Action Network, em cuja diretoria assenta-se Mike Roselle, também fundador e diretor do grupo ecoterrorista Earth First!, responsável por inúmeros atos de sabotagem contra instalações e equipamentos industriais nos Estados Unidos. Foi da Eco-Fucker Hit List!, publicada pela Earth First!, que o terrorista Theodore Kaczynski, até então conhecido pela alcunha Unabomber, escolheu as duas últimas vítimas de seus ataques. Kaczynski assassinou três pessoas e feriu várias outras em atentados a bomba, cometidos em nome de uma ideologia ambientalista radical.

Em 1995 e 1996, a W. Alton Jones destinou mais US$ 259.00 para a campanha, sendo os beneficiários a International Rivers Network, a Ecologia e Ação (de Campo Grande, MS, dirigida por Alcides Faria), o Instituto Centro e Vida (Cuiabá, dirigida por Sérgio Henrique Guimarães), a Rios Vivos (coalizão), a Sobrevivência (ONG paraguaia) e a Environmental Defense Fund (EDF), uma das responsáveis pelo lançamento do «Relatório de Uma Análise Independente». Entre 1994 e 1996, a W. Alton Jones deu US$ 704.000 para a campanha contra a Hidrovia. Ainda em 1994, a W. Alton Jones concedeu mais US$ 100.000 para a Fundação para o Desenvolvimento Sustentável, de Israel Klabin, a título de manter a biodiversidade na Amazônia. Sob a mesma rubrica, a W. Alton Jones repassou mais US$ 100.000 para a Fundação Vitória Amazônica, ONG envolvida em um rumoroso escândalo de R$ 19 milhões que lhe foram repassados pelo Tesouro Nacional e que foram aplicados, segundo seu presidente Cláudio Nina, na realização de uma grande exposição nos Estados Unidos sobre produtos “não madeiráveis”, cuja exploração evita corte de árvores. Além deste montante, a Fundação W. Alton Jones cofinanciou a elaboração e publicação do citado «Relatório de Uma Análise Independente».

Nilder Costa


Os livros a ler são: «A Máfia Verde – O Ambientalismo a Serviço do Governo Mundial» (Capax Dei Editora Ltda., Rio de Janeiro); e «A Hora das Hidrovias – Estradas para o Futuro do Brasil», de Geraldo Luís Lino e outros (Capax Dei Editora Ltda., Rio de Janeiro).

Para saber mais sobre o tema, visitar os sites da MSIa/Capax Dei:

http://www.alerta.inf.br/ e http://www.msia.org.br/

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