Surge a tão esperada Amazônia industrial

Felizmente o Brasil está começando a reagir – de forma prática – contra o obscurantismo geopolítico representado pelo ambientalismo alienígena radical. A inauguração da IMMA e a recente licitação para a construção da Usina de Belo Monte, no rio Xingu, mormente esta última, constituiram a maior e mais espetacular vitória do Brasil, nos últimos 30 anos, no sentido de levar à Amazônia o desenvolvimento socioeconômico que a população daquela região tanto merece. E, principalmente, fazendo com que o povo brasileiro, finalmente, tome a direção e o controle da floresta amazônica como um todo, pois só há controle – e mando – com o desenvolvimento.

 

 

Amazônia Industrial: Rondônia inaugura fábrica de bens de capital

Na semana passada, foi inaugurada em Porto Velho (RO) a Indústria Metalúrgica e Mecânica da Amazônia (IMMA), fruto de uma joint venture formada pela multinacional francesa Alstom e a Bardella, tradicional fornecedora nacional de equipamentos industriais. O evento contou com a presença do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, do governador de Rondônia, Ivo Cassol, do presidente mundial da Alstom, Philippe Cochet, e outras autoridades brasileiras e executivos das duas empresas (O Estado de S. Paulo, 19/03/2010).

 

A retomada do desenvolvimento da Amazônia

«A inauguração da IMMA marca o início de um novo capítulo na história econômica do Brasil. Após um longo período sem grandes investimentos, o Estado de Rondônia está em plena fase de expansão, o que amplia o potencial brasileiro para novos mercados. Além disso, a fábrica permitiu a formação da mão de obra da população local, por meio do Projeto Guaporé. Isso significa que a Alstom ratifica seu interesse e sua confiança no mercado brasileiro», disse Marcos Costa, vice-presidente da Alstom no Brasil e América Latina. Igualmente, José Roberto Mendes da Silva, presidente da Bardella, declarou que «uma nova fronteira para o desenvolvimento da região Norte do Brasil foi aberta e isso trará grandes benefícios para as empresas, através do potencial de oportunidades de negócios na área, assim como para a comunidade local, que poderá crescer junto com a IMMA em um cenário econômico excepcional».

 

Produtos para as hidrelétricas

A nova fábrica está localizada próxima às novas hidrelétricas em construção na região, como a de Santo Antonio, para a qual fornecerá equipamentos mecânicos. Atualmente, a fábrica já produz comportas ensecadeiras e pontes rolantes da casa de força de Santo Antonio e deve entregar a primeira viga da ponte rolante (250 toneladas) da principal casa de força da usina. É importante ressaltar que cerca de 85% dos profissionais da manufatura foram formados pelo projeto de capacitação profissional acoplado à fábrica.

Devido à sua localização, a IMMA também vai atender a outros projetos hidrelétricos na Região Norte do Brasil (como Belo Monte), as que serão construídas no Peru, além de possíveis projetos na Bolívia, Equador e América Central.

 

Uma “Amazônia Industrial”

Por outro lado, o diretor do Consórcio Construtor Santo Antônio, José Bonifácio, enfatizou que Rondônia tem um grande aproveitamento energético e pode se transformar em um estado como Minas Gerais em termo de geração de energia. «Em 2020 as duas usinas [Santo Antônio e Jirau] estarão concluídas e provavelmente já estejam iniciando uma terceira usina em Guajará Mirim», disse ele. Com o potencial hidráulico e as vazões dos rios, a construção da hidrovia do Madeira até os Andes poderá ser realidade, bastando construir mais hidrelétricas. «Guajará Mirim e na Bolívia precisam também ter usinas», disse o diretor (Diário da Amazônia, 22/03/2010).

Esse cenário de industrialização e otimismo cultural observado em Rondônia só vem confirmar os piores temores dos próceres do ambientalismo internacional, que a construção de hidrelétricas e outras obras de infraestrutura na região provocariam o que denominamos como Amazônia Industrial. Foi para impedir esse processo que ONGs das mais variadas estirpes fizeram torpes campanhas regadas a dólares, mas, como se vê, foram derrotadas.

Movimento Solidariedade Íbero-americana

 

Créditos: este post é matéria constante no boletim eletrônico do Movimento Solidariedade Íbero-amaricana, nº 63, de 26/03/2010. Subtítulos foram por mim inseridos para facilitar a leitura.

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Imagem: jornalenergia.com.br

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