Ambientalismo – arrombando consciências
Mais um articulista é contra o ambientalismo radical que toma conta das manchetes em jornais e emissoras de televisão, tendo sempre como temas preferidos as grandes catástrofes, como o tsunami no Oriente e o atentado de 11 de setembro – e com isso incutindo na cabeça dos menos avisados e ingênuos, uma verdadeira cultura do Apocalipse que não passa, como o autor do artigo, Sr. José Carlos Sepúlveda da Fonseca, muito bem diz, de «ficção».
No entanto, essa política atende muito bem aos interesses das nações desenvolvidas e de suas oligarquias no sentido de tentar bloquear o desenvolvimento sócio-econômico, principalmente, dos países do Terceiro Mundo, e uma de suas principais armas apocalípticas é o aquecimento global, que existe, mas cuja participação do homem como seu causador é, no mínimo, impossível de se determinar, para não dizer que é absolutamente insignificante, face a uma enorme lista de fatores que contribui para a mudança climática planetária. Eis o artigo, que é publicado no blog do Sr. Sepúlveda da Fonseca, indicado no fim da matéria. Os subtítulos foram acrescentados por mim para facilitar a leitura.
Ambientalismo – arrombando consciências
Alegando defender a natureza, a corrente ambientalista “apocalíptica”, mediante “terrorismo publicitário” e manipulando o medo, a emoção e a fraude, pretende impor como evidente o que não passa de ficção.
A mídia tem atitudes no mínimo curiosas. O comum das pessoas dá por certo que um dos interesses dos órgãos de comunicação é a matéria sensacional. De vez em quando, entretanto, eles fazem um silêncio absoluto, ou quase tanto, a respeito de temas de grande impacto. É o caso do que comento agora.
11 de setembro e o tsunami
Analise a foto acima. Um esquadrão de aviões civis de passageiros mergulha sobre Manhattan — numa montagem fotográfica onde ainda se vêem as torres gêmeas — e está a ponto de colidir com a imensa massa de edifícios. À direita uma frase: «O tsunami matou cem vezes mais pessoas do que o 11 de setembro». Abaixo, outra frase complementa: «O planeta é brutalmente poderoso. Respeite-o e preserve-o».
Conforme a propaganda acima, o tsunami seria um super 11 de setembro, com cem vezes mais vítimas, provocado pela incúria e pela agressão dos seres humanos ao planeta Terra, tornando-se pois imperioso preservá-lo de acordo com a agenda ambientalista.
Repúdio generalizado
A exploração da tragédia do 11 de setembro causou compreensível comoção nos Estados Unidos, chegando ao repúdio quase generalizado, tendo em vista que a tragédia do 11 de setembro não foi fruto do acaso e do infortúnio, mas de um ataque premeditado e brutal, inspirado pela ideologia islamo-fascista que hoje influencia diversos grupos terroristas e tem acolhida em alguns regimes políticos.
Enorme foi a repercussão negativa da propaganda na Internet, especialmente entre os especialistas de marketing; e houve grande estardalhaço nos Estados Unidos, onde foi divulgada nos noticiários de todas as TVs e em importantes jornais. Por ser uma publicidade elaborada por uma agência de propaganda no Brasil, para uma ONG também sediada no Brasil, e para aqui ser veiculada, nada mais natural que todo este assunto tivesse obtido grande repercussão na mídia nacional. Curiosamente, assim não se deu, o que não deixa de causar estranheza.
Ofensivo e de mau gosto
O anúncio foi classificado como “absolutamente horrendo e desprezível” por um dos mais importantes nomes da criação publicitária, Mark Wnek, presidente da conhecida agência Lowe, de Nova York. E o apresentador Keith Olbermann, da MSNBC, no programa “Countdown”, colocou a equipe da “DDB Brasil” na lista das piores pessoas do mundo.
A indignação com a peça publicitária fez com que o WWF-Internacional tentasse desvincular-se de sua filial brasileira, classificando o anúncio de “ofensivo e de mau gosto” e afirmando que o mesmo «jamais deveria ter visto a luz do dia».
Por fim, o próprio WWF-Brasil e a “DDB Brasil” manifestaram, em comunicado conjunto, seu pesar pelo lamentável incidente, atribuindo-o à inexperiência de alguns profissionais envolvidos: «WWF Brasil e DDB Brasil reafirmam que tal anúncio jamais deveria ter sido criado, aprovado ou veiculado. E lamentam o ocorrido, reiterando pedido de desculpas a todos os que se sentiram ofendidos».
Além de brutal, fraudulento
Houve repúdio generalizado nos Estados Unidos, pela exploração emocional da crueldade do atentado terrorista do 11 de setembro, e houve também escassez de divulgação na imprensa brasileira; mas há um outro aspecto, que parece de grande importância e da maior gravidade, que a meu ver não foi suficientemente ressaltado.
Conforme insinua a peça publicitária em questão, o tsunami seria uma reação brutal do planeta, em face das contínuas agressões do homem civilizado. Ora, o tsunami nada tem a ver com eventuais e alegadas agressões feitas pelo homem ao meio ambiente, o que levou Ken Wheaton a afirmar, no artigo publicado no site da Ad Age (1-9-09), a “bíblia” da publicidade: “Isso mostra que os criadores são também cientificamente ignorantes: afinal, tsunamis nada têm a ver com preservação ou conservação. São tipicamente causados por abalos sísmicos ou outras forças geológicas, que, pelo que verificamos, não são afetados pela extinção animal, pelo desmatamento ou pelo aquecimento global”.
A referida propaganda tenta, pois, através de uma comparação fraudulenta, convencer o público das imperiosas necessidades da agenda ambiental.
Ambientalismo apocalíptico 
Aqui está, a meu ver, o nervo da questão: o ambientalismo não hesita em recorrer ao impacto emocional mais cruel, e até à fraude, para inocular na opinião pública seus “argumentos” e “conclusões”. Apelando a motivações irracionais e instrumentalizando inescrupulosos artifícios de propaganda, o ambientalismo apocalíptico sugestiona o público, impingindo-lhe como evidente, como um “fato” que entra pelos olhos, o que não passa de uma ficção. No passo seguinte, convence suas vítimas a aceitar como necessárias mudanças civilizacionais. Deste modo a denominada revolução verde — como, aliás, muitos movimentos revolucionários — arromba as consciências, fazendo-as aceitar falsas soluções para problemas inexistentes.
Por este motivo o influente Bjorn Lomborg, dinamarquês de 43 anos, autor de «O Ambientalista Cético», afirmou em conferência proferida em São Paulo que os ambientalistas fazem com a humanidade o que faria um criminoso que colocasse um revólver na cabeça de sua vítima e lhe exigisse tomar uma decisão imediata. É difícil imaginar, comenta ele, que tal decisão fosse ponderada e racional.
Fácil é compreender que, diante desse terrorismo publicitário — e a propaganda acima é um exemplo acabado disso —, cientistas de boa fé, experientes e com muitos títulos acadêmicos encontrem por vezes dificuldade em dissipar os exageros e as mentiras dos catastrofistas ambientais. Os primeiros apresentam fatos, argumentos lógicos, demonstrações; os segundos manipulam medos, recorrendo a inescrupulosos artifícios de propaganda.
Fraude isolada?
Compreendo bem que alguém objete ser exagerado tirar todas estas conclusões de apenas uma propaganda, realmente fraudulenta, mas única. Acontece no entanto que, em matéria de fraude ambientalista, esta propaganda não é, infelizmente, um caso isolado.
O coro de vozes dos cientistas chamados de “realistas” ou “céticos” tem crescido a cada dia. Eles apontam má-fé, incongruência e fraudes nos “estudos” do ativista Al Gore e do próprio IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change), o painel da ONU que estuda a mudança climática. Não compreendem como Al Gore e o IPCC possam ter ganho o Prêmio Nobel da Paz com sua campanha –– anticientífica, ideológica e até estelionatária –– de um catastrofismo climático.
Uma catadupa de estudos, análises, coleções de dados do mundo real e denúncias de aplicações improcedentes de modelos matemáticos vão deixando em situação delicada o IPCC e o próprio Al Gore.
Mais de 700 cientistas de todo o mundo contestaram as conclusões do relatório do IPCC (elaborado por 52 cientistas). A contestação ao relatório foi publicada em 2009 num trabalho de 255 páginas, sob os auspícios do Comitê do Senado americano para Meio Ambiente e Obras Públicas.
Uma vez mais chamo a atenção: a mídia, sempre tão afeita a tudo que é informação sensacional… calou!
O verdadeiro “motor” do ambientalismo
A importância da agência de publicidade e da ONG envolvidas no escândalo da peça publicitária intitulada Tsunami mostra bem a que altos níveis se estende a manipulação ambientalista. Tal manipulação não é apenas coisa de desinformados ou de amadores. Ela faz parte, em boa medida, das táticas da chamada revolução ambiental.
Resta perguntar: Afinal, o que move o ambientalismo? Será mesmo o desejo inocente e altruísta de preservar o planeta e o meio ambiente? Ou não será que, por trás desta fachada, operam-se manipulações cuja intenção é criar um clima emocional e de terror, que arrombe as consciências e as faça aceitar uma série de mudanças nas mentalidades e nos estilos de vida, apresentadas como “necessidades imperiosas” para a “sobrevivência” do planeta?
E tais “imperiosas” mudanças, para onde apontam? Parecem visar uma alteração, em seus fundamentos, da atual ordem de coisas — voltada para a produtividade e o desenvolvimento — rumo a uma sociedade primitiva e “despojada”. Se não for assim, por que o ambientalismo tem necessidade de mentir de modo tão grotesco para alcançar um fim que seria reto e inocente?
É bom não esquecer que, ao longo da História, as revoluções se travestiram em defensoras dos povos e das liberdades, mas acabaram por criar verdadeiras máquinas de extermínio — o nazismo e o comunismo são apenas os exemplos mais recentes — moldando “civilizações” que vilipendiaram o Direito natural, violentaram a natureza humana em seus aspectos mais elementares e, em nome de uma libertação das “amarras” do cristianismo, erigiram como “modernos” certos hábitos, costumes e métodos neopagãos.
«Eu não acredito no aquecimento global… ele se transformou em uma nova religião», afirmou o Prof. Ivar Giaever, Prêmio Nobel de Física de 1973. Pensemos nisto!
José Carlos Sepúlveda da Fonseca
O autor mantém o blog “Radar da Mídia”, onde apresenta esta matéria e outras:
http://radardamidia.blogspot.com
Imagens: “Radar da Mídia”