Amigos da Terra (FoE – Friends of the Earth)

A criação do Friends of the Earth está ligada ao lançamento público da “pedra fundamental” do movimento ambientalista nos USA, com a celebração do primeiro Dia da Terra, em 22 de abril de 1970, plane­jado, financiado e executado pelos altos escalões do establishment angloamericano.

O financiamento para o Dia da Terra veio diretamente do cofre de Robert O. Anderson, então presidente da empresa petrolífera Atlantic Richfield e do Instituto Aspen. Paralelamente ao evento, Anderson contri­buiu com 200 mil dólares para a fundação do FoE, a primeira de uma série de novas ONGs que seriam criadas com o apoio das elites malthusianas e que viriam a desempenhar um papel fundamental na difusão da ideologia ambientalista.

A maior parte dos membros iniciais do FoE foi recrutada entre os quadros dos Federalistas Mundiais (World Federalists) e dos Cidadãos Planetários (Planetary Citizens), organizações criadas no pós-guerra pelo men­tor de Anderson, Robert Hutcluns, reitor da Universidade de Chicago, e seus dois intimos colaboradores britânicos, Bertrand Russell e Aldous Huxley. Norman Cousins, editor da revista Saturday &View e membro do Instituto Aspen, era um patrocinador dos Cidadãos Planetários e tornou-se um dos primeiros membros do conselho diretor do FoE.

Nominalmente, o FoE foi fundado por David Brower, o “arquidruida” radical do movimento ambientalista estadunidense, que liderou o grupo por dez anos. Posteriormente, Brower fundou o Earth Island Institute, que tem dois “braços” principais: a Rainforest Action Network (em cujo conselho diretor tem assento o terrorista Mike Roselle, líder do Earth First!) e a International Rivers Network (IRN), integrante da Coalizão Rios Vivos e uma das coordenadoras da campanha contra a hidrovia Paraná-Paraguai. O principal ativista da IRN para a América Latina é Glenn Switkes.

A sede mundial do FoE situa-se em Londres, capital do aparato ambientalista internacional, de onde controla uma rede mundial de afiliados. O translado do FoE dos USA para a Grã-Bretanha, ocorrido logo após sua fundação, foi financiado por sir James Goldsmith e pela família Rothschild. Ainda em 1970, Edward Goldsmith, irmão de sir James, fundou a revista The Ecologist, da ala radical do movimento ambientalista, e lançou o Partido Verde do Reino Unido, modelo de seus congêneres europeus.

O fundador do FoE na França, Brice LaLonde, foi nomeado ministro de Meio Ambiente pelo presidente François Mitterrand, cujo pensamento “ambientalista” pode ser resumido por sua declaração perante a Conferência de Haia, realizada em abril de 1989, de que o Brasil deveria «renunciar a parcelas de sua soberania sobre a região Amazônica». Sua viúva, Danielle Mitterrand, é uma das mais importantes indigenistas internacionais da atualidade e elo de ligação entre o MST e os zapatistas.

Em sua diretoria, o FoE tem contado com representantes da nata do establishment oligárquico, cemo: o finado Aurelio Peccei, do Clube de Roma; lorde Solly Zuckerman, ex-assessor científico do Governo britânico; e Jonathon Porritt, assessor e amigo pessoal do príncipe Charles. Em novembro de 2000, Porritt foi nomeado para ocupar a “assessoria am­biental” do Ministério das Relações Exteriores britânico, juntamente com sir Crispin Tickell, outro notório estrategista do ambientalismo britânico.

Desde sua fundação, o FoE tem se mantido principalmente com contribuições, das grandes fundações filantrópicas estadunidenses, o que é suficiente para determinar quais são seus reais propósitos “ambientalistas” no Brasil e em outros países em desenvolvimento. No Brasil, os Amigos da Terra atuam em coordenação com a IRN na campanha anti-hidrovias e com o GTA – Grupo de Trabalho Amazônico de Brasília. Seu representante no país é Roberto Smeraldi.

A Máfia Verde – O Ambientalismo a Serviço do Governo Mundial

 


Créditos: este post é matéria apresentada no livro «A Máfia Verde – O Ambientalismo a Serviço do Governo Mundial», em capítulo específico destinado a apresentação das principais ONGs ambientalistas/indigenistas que atuam, de alguma forma, no Brasil. Eventualmente, introduzo subtítulos no texto para facilitar a leitura.

O livro a ler é: «A Máfia Verde – O Ambientalismo a Serviço do Governo Mundial» (Capax Dei Editora).

Para saber mais sobre o tema, visitar os sites da MSIa/Capax Dei:

http://www.alerta.inf.br/ e http://www.msia.org.br/

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