Aquecimento global é doutrina, e não ciência
Artigo publicado no boletim eletrônico número 53, de 04/12/2009, do MSIa – Movimento Solidariedade Íbero-americana. Trata-se de um alerta sobre a falácia do aquecimento global antropogênico (causado pelo homem), relacionando-o com o jogo geopolítico que está por trás de tudo. Como se pode ver, o desespero dos países “centrais” com o desenvolvimento do Brasil é tão grande que eles até estão dispostos a pagar para que nós não nos desenvolvamos, isto é, pagando para que não utilizemos os recursos naturais de que dispomos!
Vê-se, assim, que o ambientalismo não tem nada de científico, e não passa de uma doutrina de fundo econômico e de manutenção do poder mundial, e o aquecimento global, protagonista das mudanças climáticas é uma de suas principais ferramentas. E por trás disso tudo está, obviamente, a velha idéia de um governo mundial único. E paralelamente, continuam os prognósticos catastróficos para o futuro mundial, com os exemplos brasileiros no presente artigo. Ei-lo, adiante. Os subtítulos foram acrescentados por mim para facilitar a leitura.
O mundo daqui a 50 anos, visto pelos que acreditam nos ”aquecimentistas” radicais. Alguns catastrofistas, há poucos anos, diziam que no ano 2000 a ilha da Inglaterra não mais existiria devido à elevação do nível do mar! rsrsrs![]()
Aquecimento global é uma doutrina, e não ciência
Quase despercebido, esteve no Brasil na semana passada o presidente da República Checa, Vaclav Klaus. Em uma de suas intervenções, uma conferência na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), em São Paulo, ele fez oportunas advertências aos brasileiros sobre o tema do aquecimento global. Para perplexidade geral, afirmou estar convencido de que não existe aquecimento global antropogênico e que, portanto, era contrário à conferência de Copenhague.
«O aquecimento global é uma doutrina, não é uma ciência. Ciência é outra coisa. É um alarmismo. No meu livro «Blue Planet in Green Shackles»» («O Planeta Azul em Grilhões Verdes»), eu pergunto no subtítulo, «O que está em perigo: o clima ou a liberdade?» Pois o que está em perigo é a liberdade e a prosperidade. O clima está OK» – disse Klaus.
Para ele, os líderes mundiais estariam usando o tema das mudanças climáticas como um “escapismo” da realidade:
«Para os políticos, esta é uma grande descoberta. Falar sobre algo que só vai acontecer daqui a 100 anos. É ótimo prometer algo para 2100. Eles sempre querem escapar e normalmente conseguem algo para uns três anos, mas agora é um escapismo por cem anos.»
Perigo para a Amazônia
Adiante, ao comentar que o tema sobre mudanças climáticas constitui o único ponto de discordância que tem com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Klaus revelou-se cético quanto aos anseios do governo do Amazonas, com quem manteve conversas, de receber dinheiro do exterior para pagar compensações que o Brasil espera receber com os acordos climáticos:
«Os líderes do governo do Amazonas se mostraram ansiosos com as restrições de Copenhague e vi que eles esperam compensação por não fazer algumas coisas. Eu perguntei: de onde vocês esperam receber esse dinheiro? Me responderam: Do mundo. Pois, como economista, eu digo: o mundo não tem dinheiro para enviar ao Amazonas.»
O ambientalismo é uma arma geopolítica
É oportuno acrescentar que Vaclav Klaus, um dos principais líderes checos no crítico período de transição após a queda do comunismo, já declarou que este último havia sido substituído por um ambientalismo ambicioso. Como afirmou em uma carta enviada em 2007 ao Congresso dos EUA:
«Essa ideologia [o ambientalismo] afirma que quer proteger a Terra e a natureza, mas com esse slogan – da mesma forma que os marxistas – ela quer substituir a liberdade e o desenvolvimento espontâneo da humanidade por um certo tipo de planejamento central (agora global) de todo o mundo.»
Em uma demonstração prática da influência nefasta do ambientalismo nas redações, o jornal O Globo não conseguiu ser mais original na manchete da nota que publicou a respeito, na edição de 25 de novembro: «Presidente da República Checa é contra o clima.» O subtítulo é igualmente “criativo”: «Ele não acredita no aquecimento.» O autor ou autora de semelhante “pérola” não desenvolve o argumento de como alguém pode ser “contra o clima”, algo semelhante a ser “contra a paisagem”.
Britânicos financiam “custo do aquecimento global” para o Brasil
Sob o comando do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, realizou-se semana passada, no BNDES, uma reunião para que fossem apresentados os resultados do estudo Economia da Mudança do Clima no Brasil: Custos e Oportunidades, elaborado por um grupo de pesquisadores de 11 instituições, cujo principal objetivo foi determinar qual seria o custo do aquecimento global para o Brasil até 2050. O número a que se chegou foi de nada menos que R$ 3,6 trilhões de “prejuízos” econômicos, se nada for feito para evitar os impactos do hipotético aquecimento global antropogênico, tendo por base os cenários catastrofistas ditados pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) aplicados ao Brasil.
O estudo prevê que o Norte e o Nordeste serão as regiões mais afetadas pelas alterações postuladas no clima e os setores mais vulneráveis seriam a agricultura e a geração elétrica. Se nada for feito, afirma o documento, todas as culturas – com exceção da cana-de-açúcar – sofreriam redução das áreas, chegando a 30% no caso da soja. No total, a perda com baixo risco de produção. Para as lavouras de café, o percentual é de 18% e para a soja chega a 30%. No total, a perda anual na agricultura poderia passar de R$ 10 bilhões.
Não há nenhuma certeza sobre o clima
Sérgio Margullis, conhecido “aquecimentista” do Banco Mundial e coordenador técnico do estudo, afirma que «a confiabilidade no sistema energético cairá em cerca de 30% em virtude da queda no volume de água das hidrelétricas. Será preciso pensar em alternativas», referindo-se à implantação de novos parques energéticos movidos pelo Sol, vento ou carvão (!), ao custo de R$ 58 bilhões por ano. Esses pressupostos foram rebatidos por outro integrante da equipe, Luiz Pinguelli Rosa, da Coppe-UFRJ, segundo o qual ainda não existe certeza de que irá chover menos no Nordeste brasileiro: «São muitos os cenários, e cada um diz algo diferente. Para este estudo foi usado apenas um, então, não se pode afirmar nada» (Agência Brasil, 27/11/2009).
Não menos catastróficas foram as projeções para a Amazônia, que teria uma perda de até 38% das espécies, além de R$ 26 bilhões a menos por ano com a perda de 12% dos serviços ambientais, sejam lá quais forem. Além disso, o cenário considera a redução de 40% da cobertura vegetal da floresta, que, segundo o IPCC, deverão se transformar em savana.
Críticas ao “modelito brasileiro”
Contudo, o sumário executivo do estudo chama a atenção para as incertezas do “modelito brasileiro”, dentre as quais o uso de apenas um modelo climático global para as simulações e a não incorporação de mudanças tecnológicas de longo prazo em função da “incipiência dos modelos”. Em resumo, criam-se os modelos, lançam-se os dados e procedem-se as simulações, que são projeções lineares ao estilo do falacioso estudo «Limites para o crescimento», publicado no início da década de 1970 pelo Clube de Roma, o qual errou todas as conclusões postuladas para o final do século 20.
Para os nossos leitores, não deverá constituir qualquer surpresa saber que a elaboração do estudo foi financiada pelo governo do Reino Unido.![]()
Movimento Solidariedade Íbero-americana
Os livros a ler são: «A Fraude do Aquecimento Global», de Geraldo Luís Lino (Capax Dei Editora Ltda., RJ); «A Fraude do Efeito Estufa», de Kurt G. Blüchel (Publishing House Lobmaier, SP); e «Cool it! Muita Calma Nessa Hora», de Bjørn Lomborg (Campus/Elsevier Editira Ltda., RJ)
Para saber mais sobre o tema, visitar os sites da MSIa/Capax Dei:
http://www.alerta.inf.br/ e http://www.msia.org.br/
Imagem: Luis Royo

