Bento XVI adverte contra o novo ecopanteísmo

Muito se tem propalado, no mundo do ambientalismo, da pouca importância que o ser humano tem para o meio ambiente. Concepções absolutamente imorais pregam que o Homem significa, no mundo, o mesmo que qualquer animal, e isso pode igualá-lo até a uma barata. Este tipo de concepção é um dos focos do ambientalismo radical, onde até se pensa que a eliminação do homem da face da Terra seria a melhor coisa a acontecer para o planeta. Esse raciocínio distorcido e extremista, é muito mais comum do que se pode pensar, e suas raízes estão fundamentadas na eugenia, no rígido controle populacional (leia-se decréscimo populacional) e no racismo. Esses extremistas preciam entender que o elemento mais importante em qualquer ação que se faça em prol do meio ambiente tem que levar em consideração, em primeiro lugar, a espécie humana.

Entre o mico-leão-dourado e o homem, o homem tem que ser o privilegiado. Entre a arara-azul ou o urso panda, se houver a necessidade de se escolher entre esses bichos e o homem, o homem tem que vencer a disputa – se é que uma disputa seria plausível ante uma tão óbvia resposta. O malthusianismo, conceito já há muito tido como equivocado, tem que ser esquecido de uma vez, em favor do crescimento populacional – justamente o contrário do que essa teoria nefasta prega. Só com gente o mundo poderá melhorar. Elefantes, botos cor-de-rosa e baleias não estão nem aí para o mundo, muito menos para o ser humano. É claro que devemos fazer tudo para preservar a Natureza de uma forma geral, as florestas, os mares, os bichos etc – mas tudo isso perde, se numa disputa estiver em jogo a prosperidade e o bem-estar da espécie humana. Sabemos que a preservação do meio ambiente é vital para a preservação do próprio Homem, mas eliminar ou reduzir drasticamente a população humana em prol do benefício de outra coisa qualquer é um ato – repito – absolutamente imoral, criminoso e genocida. Sabe-se que o controle populacional em muitos países industrializados, por exemplo, é um dos motivos da tremenda crise econômica que aflige todo o mundo. De acordo com a presente matéria, sou obrigado a dizer que o Papa tem razão. Este post é um artigo veiculado no boletim eletrônico do Movimento Solidariedade Íbero-americana, de número 55, de 18/12/2009. Os subtítulos foram acrescentados por mim para melhor leitura do texto. Eis a matéria.



Bento XVI adverte contra o novo “ecopanteísmo”

O papa Bento XVI deu a conhecer, em Roma, em 15 de dezembro, a sua mensagem por ocasião do próximo Dia Mundial da Paz, a qual dedicou este ano à questão do respeito ao meio ambiente, necessário para promover a paz no mundo.

Na mensagem, o Pontífice ressalta, porém, que o respeito à natureza está estreitamente relacionado ao respeito à pessoa humana, pois «o livro da Natureza é único». Portanto, o respeito pelo meio ambiente não pode estar contra o respeito à pessoa humana, à sua vida e à sua dignidade. Ao contrário, o homem é superior ao resto da criação e por isso tem o dever de cuidar dela e protegê-la (Zenit.org, 15/12/2009).

Igualmente, Bento XVI advertiu contra as atuais tendências filosóficas que levam a considerar o ser humano como um perigo para o meio ambiente e que, inclusive, propugnam o controle da população como uma medida de proteção da natureza:

«Se o magistério da Igreja exprime perplexidades acerca de uma concepção do ambiente inspirada no ecocentrismo e no biocentrismo, fá-lo porque tal concepção elimina a diferença ontológica e axiológica entre a pessoa humana e os outros seres vivos».

Para o Pontífice, uma verdadeira proteção da natureza está intimamente relacionada com o respeito à dignidade da pessoa, o que se chama de “ecologia humana”.

«Os deveres para com o ambiente derivam dos deveres para com a pessoa considerada em si mesma e no seu relacionamento com os outros», afirmou. Desse modo, adverte, «chega-se realmente a eliminar a identidade e a função superior do homem, favorecendo uma visão igualitarista da “dignidade” de todos os seres vivos». Este “igualistarismo” falso faz parte, explica, de um «novo panteísmo com acentos neopagãos que fazem derivar apenas da Natureza, entendida em sentido puramente naturalista, a salvação para o homem».

Movimento Solidariedade Íbero-americana

Para saber mais sobre o tema, visitar os sites da MSIa/Capax Dei:

http://www.alerta.inf.br/ e http://www.msia.org.br/

Imagem: api.ning.com

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Comentários

2 Comentários em “Bento XVI adverte contra o novo ecopanteísmo”
  1. A solução não é exterminar a raça humana do planeta ou provocar alguma guerra para eliminar a maior parte da população e fazer com que haja um decréscimo populacional.

    Só que você não pode negar que mais seres humanos significa mais consumo e mais consumo faz com que recursos naturais caminhem para a extinção.

    Educar as pessoas para fazê-las entender que filho é responsabilidade, envolve gastos, tempo e dedicação, fará com que a população cresça de modo correto. E na realidade, a população cresce exageradamente porque não há planejamento. Dessa forma, aumenta o consumo, a poluição e o desrespeito ao meio ambiente. Quantas crianças, quando adultas, se tornaram criminosas porque nasceram em famílias desestruturadas? O aumento populacional desorganizado é o principal motivo pelo qual existe as favelas. E então? Não sejamos tão radicais a ponto de querer exterminar a raça humana. Mas, planejar ter um filho sempre é bom.

    • huscam disse:

      Caro Felipe.
      Seu segundo parágrafo é tipicamente malthusiano, teoria há muito tempo ultrapassada.
      Leia outros posts de meu blog, por favor.
      Saúde, vida longa e sabedoria.
      Husc

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