Borlaug clama por nova “Revolução Verde”

Norman Borlaug foi um dos pais da chamada “Revolução Verde” que se processou no planeta a partir de meados do século passado, vencendo a cultura do ambientalismo radical que já começava a dar seus primjeiros passos, dentre outras formas, através do Clube de Roma e o malthusianismo que o norteava. Venceu a batalha e agora, no fim da vida, voltou a insistir numa nova Revolução Verde à base de transgênicos e outras tecnologias que aumentam a produção e a produtividade agrícola.

Norman Borlaug formou-se em Agronomia pela Universidade de Minnesota em 1942, graduando-se em genética e patologia vegetal. Foi para o México e engajou-se em pesquisas que resultaram no desenvolvimento de diversas culturas de trigo de alta resistência e produtividade. Graças à aplicação prática do resultado das pesquisas de Borlaug, em 1963 o México se tornou exportador de trigo. Posteriormente, essas variedades de trigo foram introduzidas por Borlaug na Índia e no Paquistão, sendo que a produção de trigo destes dois países dobrou entre 1965 e 1970. Mais recentemente, ajudou a levar estes métodos de aumento da produção agrícola para outros países asiáticos e para a África.

Borlaug foi um perseverante defensor de seus métodos e da biotecnologia em geral para aumentar a produtividade agrícola. No entanto, ele tem sido criticado tanto do ponto de vista econômico quanto do ambientalista. Norman rejeitou tais críticas como infundadas ou não-verdadeiras. Em 1986 ele criou o Prêmio Global de Alimentação, destinado a premiar pessoas que contribuam para melhorar a quantidade, qualidade ou a disponibilidade de alimentos no mundo.(Wikipédia)

Nota: Norman Borlaug faleceu no ano de 2009, com 90 anos. Publicar neste blog este artigo é uma forma de homenageá-lo. Que ele descanse em paz. Eis o texto, apresentado no boletim eletrônico do Movimento Solidariedade Íberamericana – MSIa, número 06, de 16/04/09. Os subtítulos foram acrescentados por mim para facilitar a leitura.

 


Borlaug clama por nova “Revolução Verde” para erradicar a fome

Em um artigo publicado no jornal The Washington Times de 5 de abril, o agrônomo estadunidense Norman Borlaug, laureado com Prêmio Nobel da Paz e um dos pais fundadores da “Revolução Verde”, alerta que a produção mundial de alimentos está aquém da necessidade e, como conseqüência, quase um bilhão de pessoas (um sexto da população mundial) não têm o suficiente para comer. Além disso, o colapso econômico ameaça empurrar milhões de outras pessoas para a pobreza, inabilitando-as a comprar comida suficiente para suas famílias. E que as perspectivas de longo prazo para o suprimento de alimentos são igualmente sombrias.

Segundo Borlaug:

«A fome e as doenças resultantes da insegurança alimentar são uma tragédia humana. Estimativas indicam que cerca de 25 mil pessoas morrem diariamente por desnutrição e doenças relacionadas.[...] As causas para tal calamidade são várias. Fatores como aumento dos preços de combustíveis, secas localizadas e decisões erradas pelo países exportadores fizeram os preços dos alimentos dispararem no ano passado e expuseram fraquezas estruturais no sistema agrícola mundial.»

 

Os EUA na liderança?

Para Borlaug, uma nova revolução verde se faz urgente e sugere que, se os EUA a liderarem a batalha para erradicar a fome no mundo, outras nações os seguirão. Contudo, tal revolução não terá sucesso sem a utilização de “novas ferramentas”, onde destaca a biotecnologia e as sementes geneticamente modificadas (OGMs ou transgênicas). Nesse sentido, ele não pouca críticas à União Européia por sua oposição a tais produtos:

«Mas os europeus se opõem à tecnologia OGM, apesar da sua comprovada segurança e sucesso em cortar o uso de pesticidas, aumentar o rendimento da produção agrícola e adaptar cultivares para condições [climáticas] adversas. Particularmente, os países africanos têm sido intimidados pelo lobby agressivo dos europeus para não desenvolvam a biotecnologia que é largamente empregada em muitos lugares, incluindo os EUA onde as variedades OGM respondem por 80% da produção de milho.»

Ele finaliza com uma chamada de atenção que precisa urgentemente ser levada a sério pelos malthusianos renitentes e seus avatares ambientalistas:

«Há 200 anos, Thomas Malthus afirmou que a produção de alimentos não poderia acompanhar ritmo de aumento da população mundial. Ele não levou em conta como a tecnologia e a inovação poderiam derrubar suas predições. Atualmente, podemos tanto sucumbir ao pessimismo malthusiano quanto, uma vez mais, investir na agricultura e empreender soluções tecnológicas inspirados na revolução verde. Precisamos agir por imperativos tanto moral quanto de segurança.»

A América do Sul e, particularmente, o Brasil, podem e devem contribuir decisivamente para esse novo repto lançado por Borlaug. Para tanto, é necessário que repudiem, com veemência, as campanhas de ONGs “socioambientalistas” radicais, como o Greenpeace e caterva, contra o desenvolvimento da biotecnologia e outros avanços em tecnologias de ponta na região.

Movimento Solidariedade Íberoamericana

Para saber mais sobre o tema, visitar os sites da MSIa/Capax Dei:

http://www.alerta.inf.br/ e http://www.msia.org.br/

Imagem: Bill Ganzel

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