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	<title>Blog do Ambientalismo &#187; Amazônia</title>
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	<description>O que você precisa saber sobre Ambientalismo, Indigenismo e Governo Mundial</description>
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		<title>A OTAN na “Ilha da Guiana”?</title>
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		<pubDate>Sun, 09 Oct 2011 15:33:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No domingo 2 de outubro, o embaixador da Venezuela na Organização dos Estados Americanos (OEA), Roy Chaderton, surpreendeu ao afirmar que os opositores do presidente Hugo Chávez gostariam de ver a disputa territorial do país com a Guiana escalar para um confronto militar, para provocar uma intervenção externa dos EUA e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp"><img class="aligncenter size-full wp-image-10770" title="msiA iNFORMA" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp" alt="" width="240" height="50" /></a></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/10/roy-chaderton.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-11354" title="Sesión Ordinaria del Consejo Permanente de la OEA" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/10/roy-chaderton-300x240.jpg" alt="" width="168" height="134" /></a>No domingo 2 de outubro, o embaixador da Venezuela na Organização dos Estados Americanos (OEA), Roy Chaderton, surpreendeu ao afirmar que os opositores do presidente Hugo Chávez gostariam de ver a disputa territorial do país com a Guiana escalar para um confronto militar, para provocar uma intervenção externa dos EUA e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). </strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Absurdo previsível</h2>
<p>Em uma entrevista à televisão estatal venezuelana, ele afirmou:</p>
<blockquote><p><strong><em>«É uma questão eleitoral: a oposição não tem chances de ganhar, por isso está desesperada e até feliz com um conflito bélico. Querem que terceiros solucionem seu problema eleitoral. Quem sabe, não podemos ver aviões de guerra decolando de Curaçao, Aruba, Bonaire e Porto Rico e de outras ilhas caribenhas sob soberania europeia e americana? Os antichavistas sonham que aconteça aqui algo parecido com a Líbia.»</em></strong> (<em>Efe</em>, 2/10/2011)</p></blockquote>
<p>O diplomata afirmou que Chávez deve tomar cuidado para não se deixar envolver por <em>«provocações imperialistas»</em>, pois seus opositores sonham com uma guerra e, em tal ambiente, a Guiana poderia ser levada a pedir uma intervenção da OTAN ao Conselho de Segurança das Nações Unidas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>A velha briga por petróleo&#8230;</h2>
<p>As declarações de Chaderton se deram em resposta às críticas da oposição venezuelana de que Caracas estaria fazendo “corpo mole” em relação à pretensão de Georgetown quanto a uma extensão dos direitos de exploração exclusiva da plataforma marítima do país, em uma área contestada pela Venezuela. Uma declaração do bloco Mesa da Unidade Democrática (MUD) chegou a acusar o governo [venezuelano] de ser <em>«incapaz de defender os interesses nacionais»</em>, e condenou o que chamou de uma política externa “submissa” e exigiu um “protesto” contra o governo guianense (<em>Venezuelanalysis.com</em>, 3/10/2011).</p>
<p>No início de setembro, o governo da Guiana apresentou à ONU um pedido de extensão da sua zona de exploração marítima, provocando a reação imediata da Venezuela. Na sexta-feira 30 de setembro, o chanceler Nicolás Maduro e sua colega guianense Carolyn Rodrigues-Birkett se reuniram em Port of Spain, Trinidad e Tobago, para discutir o assunto. Embora não tenha havido avanços quanto às posições de ambos os países, houve um entendimento do gênero “concordamos em discordar”, expresso na declaração conjunta assinada pelos dois chanceleres:</p>
<blockquote><p><em>«Ambos os ministros reconheceram que a delimitação das fronteiras marítimas entre os dois Estados permanece um assunto não resolvido e concordaram em que tal solução irá requerer negociações.»</em></p></blockquote>
<h2>Cinismo diplomático</h2>
<p>Por outro lado, a declaração ressalta <em>«as soberbas relações desenvolvidas entre os dois países e reiterou o seu compromisso de manter este nível»</em> – mencionando o fato de que ambos <em>«desenvolvem projetos de cooperação em diversas áreas e fortalecem a sua integração em mecanismos como a União de Nações Sul-americanas (Unasul), Petrocaribe e a Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos (CLACS), com a convicção de que os laços que as unem superam o seu legado de divisões herdado do colonialismo»</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Polêmica centenária</h2>
<p>Desde 1963, a Venezuela contesta na ONU a validade de um laudo arbitral de 1899, que atribuiu à então Guiana Inglesa uma área de quase 168 mil quilômetros quadrados – a região do Essequibo – que representa quase dois terços do território guianense e foi mantido após a independência do país do Reino Unido, em 1966.</p>
<p>Em 1968, a Venezuela apoiou a chamada Sublevação de Rupununi, quando fazendeiros e camponeses equipados com armas fornecidas por Caracas promoveram um levante de três dias contra o governo socialista de Georgetown. Na ocasião, um fator decisivo para o fracasso do levante foi a atitude do Brasil, que ordenou uma imediata mobilização de forças terrestres para a fronteira e o deslocamento de aviões de combate para a Base Aérea de Boa Vista (RR).</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Alerta, Brasil!</h2>
<p>Embora seja improvável que Hugo Chávez ou algum sucessor se decida por solucionar o contencioso com a Guiana com o uso da força, a sua simples existência deve ser motivo de atenção, especialmente, do Brasil. Em um quadro global marcado pelo empenho das potências hegemônicas do Hemisfério Norte em dominar regiões ricas em recursos naturais, se preciso, <em>manu militari</em>, como se viu na Líbia, o cenário de uma eventual intervenção da OTAN no Caribe ou na “Ilha da Guiana” não pode ser tomado propriamente como delirante, mas algo a ser considerado em planos de contingência.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Interesse oligárquico antigo</h2>
<p>A denominação “Ilha da Guiana” foi dada por estrategistas coloniais britânicos e holandeses à região delimitada pelos rios Orenoco, Cassiquiare, Negro e Amazonas, e até hoje a região é alvo de um elevado interesse pelo movimento ambientalista-indigenista internacional, que atua como instrumento neocolonial a serviço daquelas potências. O estado de Roraima se situa no centro da “ilha”, pelo que a reserva indígena Raposa Serra do Sol, localizada na tríplice fronteira Brasil-Guiana-Venezuela, adquire uma importância estratégica singular.</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/10/escudo-da-guiana.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-11352" title="escudo-da-guiana" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/10/escudo-da-guiana-300x241.jpg" alt="" width="300" height="241" /></a></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/10/luiz-eduardo-rocha-paiva.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-11356" title="luiz-eduardo-rocha-paiva" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/10/luiz-eduardo-rocha-paiva-300x294.jpg" alt="" width="194" height="193" /></a>Certamente, não foi coincidência o fato de que a região tenha sido citada pelo general (R1) Luiz Eduardo Rocha Paiva, ex-diretor da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME) e ex-secretário-geral do Exército, em uma audiência promovida pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, em Brasília, em 3 de outubro. A mensagem geral transmitida no evento foi a de que, embora não se identifique nenhuma ameaça concreta de curto prazo à integridade nacional, o Brasil precisa levar em conta as ameaças potenciais para traçar a sua estratégia de segurança nacional.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Roraima e Amazonas ameaçados</h2>
<p>Em seu depoimento, Rocha Paiva alertou para o fato de que <em>«as áreas de fricção»</em> internacionais começam a se aproximar da costa ocidental da África e do Atlântico Sul. Segundo ele, é necessária uma estratégia para proteger os recursos naturais brasileiros e Roraima já pode ser considerado um alvo de ameaça, assim como a região da foz do Amazonas. Ele lembrou ainda a fronteira do Brasil com a Guiana Francesa e com o Suriname e a Guiana, ambos muito ligados a potências europeias que integram a OTAN.</p>
<blockquote><p><span style="color: #cc0000;"><strong><em>«As Guianas são uma cabeça de ponte da OTAN. Precisamos encarar os conflitos enquanto eles são ainda apenas possíveis e fazer o possível para que não se tornem prováveis, pois aí já seria tarde demais. Defesa não se improvisa.»</em></strong></span> — disse ele (<em>Jornal do Senado</em>, 3/10/2011).</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Agressividade da OTAN</h2>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/10/Joao-Quartim-de-Moraes.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-11357" title="Joao-Quartim-de-Moraes" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/10/Joao-Quartim-de-Moraes.jpg" alt="" width="152" height="155" /></a>Outro debatedor que ressaltou o papel da OTAN foi João Quartim de Moraes, professor do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Para ele, a Aliança Atlântica se fortaleceu após o fim da Guerra Fria e tem mostrado <em>«maior agressividade do que tinha mostrado até então»</em>. Em vez do período de paz que se esperava no início da década de 1990, afirmou, teve início uma <em>«sequência quase ininterrupta de agressões abertas e descaradas»</em>, como parte do que chamou <em>«recolonização planetária»</em> pela organização.</p>
<blockquote><p><span style="color: #cc0000;"><strong><em>«É perceptível uma ameaça ao Brasil do bloco da OTAN? Não. Mas devemos desencorajar expectativas de alguém que queira apoderar-se daquilo que nós temos e os demais não têm. Ou então renunciamos à política externa independente.»</em></strong></span> — concluiu.</p></blockquote>
<p style="text-align: right;"><strong><em>Silvia Palacios</em></strong></p>
<p style="text-align: right;" align="right"><span style="color: #ff6600;"><strong><em>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</em></strong></span></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/div-novo.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-10922" title="div-novo" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/div-novo-300x13.png" alt="" width="300" height="13" /></a></p>
<p><strong>Créditos </strong>➞<strong> </strong>este post é matéria apresentada no Boletim Eletrônico <strong><em>MSIa INFORMA</em></strong>, do <strong><em>MSIa –</em></strong><em> <strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em>, Vol. III, N<sup>o</sup> 21, de 07 de outubro de 2011. Introduzi subtítulos no texto para facilitar e incentivar a leitura.</p>
<p><strong><em>MSIa INFORMA</em></strong><strong> </strong>➞<strong> </strong>é uma publicação do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa). Conselho Editorial: Angel Palacios, Geraldo Luís Lino, Lorenzo Carrasco (Presidente), Marivilia Carrasco e Silvia Palacios. Endereço: Rua México, 31 &#8211; sala 202 &#8211; Rio de Janeiro (RJ) &#8211; CEP 20031-144; Telefax: 0xx 21-2532-4086.</p>
<p><strong>Para saber mais sobre o tema </strong>➞<strong> </strong>visitar os sites da MSIa/Capax Dei:<strong> </strong><a href="http://www.alerta.inf.br/">http://www.alerta.inf.br/</a> e <a href="http://www.msia.org.br/">http://www.msia.org.br/</a>.</p>
<p><strong>Mensagens e sugestões </strong>➞<strong> </strong>favor enviar para msia@msia.org.br</p>
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<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-10bMicro.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-9620" title="harpia-10bMicro" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-10bMicro.jpg" alt="" width="60" height="49" /></a>Imagens</strong> ➞ <a href="http://ovario.wordpress.com/">http://ovario.wordpress.com</a>;</p>
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		<title>Paragominas mostra um caminho para desenvolvimento na Amazônia</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/paragominas-mostra-um-caminho-para-desenvolvimento-na-amazonia/</link>
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		<pubDate>Fri, 02 Sep 2011 18:17:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nos últimos dias, foram publicadas várias reportagens sobre Paragominas (PA), apontando a cidade como exemplo de sustentabilidade e de políticas que combinam proteção ambiental e atividades produtivas baseadas na exploração dos recursos florestais. Não menos relevante é uma aparente atitude positiva de ONGs ambientalistas, que não se limitaram a criticar e a fustigar os produtores rurais, mas passaram a cooperar com os poderes públicos para melhorar a qualificação da força de trabalho e a diversificação das atividades produtivas. Com isso, a experiência da cidade paraense pode proporcionar exemplos para outras áreas da Amazônia Legal às voltas com o dilema de conciliar o desenvolvimento e o bem-estar das populações com requisitos racionais de proteção ambiental.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp"><img class="aligncenter size-full wp-image-10770" title="msiA iNFORMA" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp" alt="" width="231" height="48" /></a></p>
<p><strong>Nos últimos dias, foram publicadas várias reportagens sobre Paragominas (PA), apontando a cidade como exemplo de sustentabilidade e de políticas que combinam proteção ambiental e atividades produtivas baseadas na exploração dos recursos florestais. Não menos relevante é uma aparente atitude positiva de ONGs ambientalistas, que não se limitaram a criticar e a fustigar os produtores rurais, mas passaram a cooperar com os poderes públicos para melhorar a qualificação da força de trabalho e a diversificação das atividades produtivas. Com isso, a experiência da cidade paraense pode proporcionar exemplos para outras áreas da Amazônia Legal às voltas com o dilema de conciliar o desenvolvimento e o bem-estar das populações com requisitos racionais de proteção ambiental.</strong></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/Paragominas.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-10857" title="Paragominas" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/Paragominas-300x63.jpg" alt="" width="562" height="118" /></a></p>
<h2> Negócios em Paragominas</h2>
<p>Até 2008, Paragominas era uma das cidades com os piores índices de desmatamento e violência do País, figurando como vice-campeã no quesito desmatamento ilegal em uma lista divulgada pelo Ministério do Meio Ambiente naquele ano, ficando apenas atrás de São Félix do Xingu (PA), na região do Araguaia (<em>Exame</em>, 17/08/2011).</p>
<p>A cidade foi fundada na década de 1960, após a construção da Rodovia Belém-Brasília. Estima-se que, até 2008, foram desmatados 8.743 km<sup>2</sup> de mata virgem no município, representando 43% da cobertura vegetal original. A principal atividade econômica era a extração e comercialização de madeira, em sua maioria ilegal, cuja produção era especialmente destinada às siderúrgicas da região.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Pacto contra o desmatamento</h2>
<p>Entretanto, a situação começou a se inverter desde então. Sob a articulação do prefeito Adnam Demachki (PSDB), o governo municipal se aliou às lideranças dos produtores locais e às ONGs ambientalistas, que tinham no município um dos alvos favoritos de suas campanhas, para promover uma dramática mudança na situação local, tanto em termos da dilapidação dos recursos florestais – que costuma ocorrer com os desmatamentos clandestinos – como de oportunidades socioeconômicas para a população. Assim, o Pacto de Desmatamento Zero assinado pelo Executivo municipal e dezenas de entidades representativas dos produtores (atualmente, são 51 signatários), representou mais do que uma resposta ao desmatamento, convertendo-se num importante instrumento de avanços para o município (<em>O Globo</em>, 20/08/2011).</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Legalização fundiária</h2>
<p>Entre as primeiras medidas adotadas, destacou-se o mapeamento e cadastramento de todas as propriedades rurais, o que, evidentemente, implicou na legalização fundiária reclamada por muitos especialistas como sendo a providência básica para uma estratégia inteligente de desenvolvimento e proteção ambiental na Região Amazônica. Com o levantamento, foi possível se ter um quadro preciso sobre as áreas a serem recuperadas e os seus responsáveis.</p>
<p>Outra iniciativa foi o incentivo à produção de espécies de reflorestamento, que resultou no plantio, até agora, de 50 mil hectares de áreas reflorestadas, com paricá e eucalipto. Esta medida, que costuma ser recriminada por ONGs ambientalistas, geralmente opositoras do plantio comercial de eucaliptos, foi o que viabilizou o acordo estabelecido entre produtores e ambientalistas, combinando proteção ambiental com produção, preservação e geração de empregos para a população local.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Desenvolvimento industrial</h2>
<p>Em função do impulso positivo gerado pelo acordo, o município passou a atrair a atenção de empreendedores como a empresa madeireira Floraplac, que, em outubro último, inaugurou uma fábrica para a produção de chapas MDF (placas de madeira de densidade média), a primeira no Norte e Nordeste do País. A unidade gerou 550 postos de trabalho diretos, que cuidam desde o reflorestamento até o produto final, e tem uma perspectiva de triplicar a produção até 2013.</p>
<p>A cidade também ganhou um Distrito Industrial, para o qual a Prefeitura espera atrair indústrias moveleiras para aproveitar a produção de MDF. A agregação de valor aos produtos locais – no caso, a madeira – é, precisamente, outro fator de grande relevância para as políticas de desenvolvimento na Amazônia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Minério e energia</h2>
<p>Outro projeto longamente combatido pelos ambientalistas, mas que deverá acarretar um grande impacto no município é a exploração de bauxita, que será feita pela empresa norueguesa Norsk Hydro, que comprou os direitos de exploração da Vale, no ano passado.</p>
<p>As necessidades energéticas do município deverão contar com um importante reforço a partir de 2012, com a inauguração de uma termelétrica alimentada a pó de serra, que aproveita os resíduos da atividade madeireira.</p>
<p>Um aspecto importante é o grande progresso verificado em termos de trabalho legalizado. Os esforços para conjugar o combate ao desmatamento com a segurança social conseguiram reduzir o analfabetismo a praticamente zero.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Atividades lucrativas</h2>
<p>Para Mauro Lúcio Costa, presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Paragominas, <em>«ter atividades mais lucrativas é a maneira mais rápida para pagar nossos passivos ambientais»</em>. Já o pesquisador do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia, Paulo Amaral, considera, corretamente, que o projeto está dando certo porque busca promover uma ideia de preservação ambiental que é aliada ao desenvolvimento econômico e social da população local.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Exemplo construtivo</h2>
<p>A iniciativa de Paragominas quanto ao trabalho conjunto entre poderes públicos, interesses privados, população e organizações não-governamentais, sugere que é possível superar os maniqueísmos que costumam balizar as intervenções motivadas por questões ambientais, em especial, em regiões sensíveis como a Amazônia. Embora não haja uma “receita de bolo” única aplicável a cada local, o fator mais importante é a conscientização de que é preciso estabelecer agendas construtivas, e não apenas restritivas, no tocante às perspectivas de desenvolvimento de toda a região. Oxalá, o exemplo frutifique.</p>
<p style="text-align: right;" align="right"><span style="color: #ff6600;"><strong><em>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</em></strong></span></p>
<p style="text-align: right;" align="right"><span style="color: #ff6600;"><strong><em><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/MSIa-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-6138" title="MSIa-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/MSIa-mini.jpg" alt="" width="48" height="24" /></a> </em></strong></span></p>
<p align="center">
<p align="center">
<p align="center"><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/2000px-Decorative_text_divider_4.svg_.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-7413" title="2000px-Decorative_text_divider_4.svg" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/2000px-Decorative_text_divider_4.svg_-300x12.png" alt="" width="300" height="12" /></a></p>
<p><strong>Créditos </strong>➞<strong> </strong>este post é matéria apresentada no Boletim Eletrônico <strong><em>MSIa INFORMA</em></strong>, do <strong><em>MSIa –</em></strong><em> <strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em>, Vol. III, N<sup>o</sup> 15, de 25 de agosto de 2011. Introduzi subtítulos no texto para facilitar e incentivar a leitura.</p>
<p><strong><em>MSIa INFORMA</em></strong><strong> </strong>➞<strong> </strong>é uma publicação do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa). Conselho Editorial: Angel Palacios, Geraldo Luís Lino, Lorenzo Carrasco (Presidente), Marivilia Carrasco e Silvia Palacios. Endereço: Rua México, 31 &#8211; sala 202 &#8211; Rio de Janeiro (RJ) &#8211; CEP 20031-144; Telefax: 0xx 21-2532-4086.</p>
<p><strong>Para saber mais sobre o tema </strong>➞<strong> </strong>visitar os sites da MSIa/Capax Dei:<strong> </strong><a href="http://www.alerta.inf.br/">http://www.alerta.inf.br/</a> e <a href="http://www.msia.org.br/">http://www.msia.org.br/</a>.</p>
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<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-23dJpegMicro.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-9606" title="harpia-23dJpegMicro" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-23dJpegMicro.jpg" alt="" width="80" height="45" /></a>Imagem</strong> ➞ <a href="http://tnparagominaspa.mepp.com.br/">http://tnparagominaspa.mepp.com.br</a><strong> </strong></p>
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		<title>Tolmasquim defende instalação de hidrelétricas na Amazônia</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/tolmasquim-defende-instalacao-de-hidreletricas-na-amazonia/</link>
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		<pubDate>Sat, 06 Aug 2011 12:53:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Usina hidrelétrica]]></category>

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		<description><![CDATA[O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – ligada ao Ministério das Minas e Energia – Mauricio Tolmasquim, defende a instalação de hidrelétricas na Amazônia, principalmente a de Belo Monte. Segundo ele, a usina, que teve parte da licença de instalação concedida na semana  passada, vai «abençoar» 4,3 mil famílias com compensações socioambientais.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/blog-da-amazonia.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-10452" title="blog-da-amazonia" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/blog-da-amazonia-300x63.jpg" alt="" width="300" height="63" /></a>O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – ligada ao Ministério das Minas e Energia – Mauricio Tolmasquim, defende a instalação de hidrelétricas na Amazônia, principalmente a de Belo Monte. Segundo ele, a usina, que teve parte da licença de instalação concedida na semana  passada, vai <em>«abençoar»</em> 4,3 mil famílias com compensações socioambientais.</p>
<p><em>«Essas famílias serão abençoadas com os assentamentos. Hoje, vivem em igarapés. Em períodos chuvosos ficam alagadas. Então, essas famílias, que estão em condições impróprias, tiraram a sorte grande: vão ganhar casas de alvenaria com todas as condições da vida moderna» </em>— declarou durante o congresso de energia EnerGen LatAm 2011 no Rio de Janeiro.</p>
<p>Tolmasquim disse que a usina do Rio Xingu prevê R$ 3,3 bilhões de investimentos em compensações socioambientais, o equivalente a 19 vezes o orçamento do Pará. Com esse dinheiro, ele afirmou que será construída a rede de saneamento básico de três municípios, entre eles Altamira, que deve sofrer as consequências do aumento populacional.</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/hidreletrica-maquete.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-10454" title="hidreletrica-maquete" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/hidreletrica-maquete-300x174.jpg" alt="" width="300" height="174" /></a></p>
<p>O presidente da EPE voltou a afirmar que nenhuma comunidade indígena será deslocada ou alagada. Ele também falou sobre projetos de psicultura para as comunidades e garantiu que a navegabilidade no Rio Xingu, em trechos que margeiam terras indígenas não será alterada. Segundo Tolmasquim, o fluxo de água na chamada volta grande será preservado.</p>
<p>A preservação da floresta amazônica, que segundo Tolmasquim estava em risco de desmatamento, também será assegurada com a criação de unidades de conservação de 1,6 milhões de hectares, além de iniciativas para a recuperação de áreas degradadas. Segundo ele, 60% do potencial hidrelétrico do país está na Amazônia e é preciso saber usar essa capacidade.</p>
<blockquote><p><em>«O Brasil é a potência energética do século 21. Primeiro porque é o país com a  maior matriz renovável dos países em desenvolvimento ou desenvolvidos. Segundo porque seremos um grande exportador de petróleo, um elemento importante na segurança energética mundial, sem sujar nossa matriz &#8211; porque o Brasil continuará usando etanol.» </em></p></blockquote>
<p>A usina de Belo Monte exigira um investimento de R$ 20 bilhões e será capaz de gerar 11,230 megawatts. A hidrelétrica deve entrar em operação em fevereiro de 2015 e vai operar a fio d&#8217;água, o que significa que não terá reservatório para acumular água.</p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>Mauricio Tolmasquim</strong></em></p>
<p style="text-align: right;"><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/blog-da-amazonia-b.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-10453" title="blog-da-amazonia-b" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/blog-da-amazonia-b-300x62.jpg" alt="" width="150" height="31" /></a><br />
</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/div-01-pb.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-6767" title="div-01-pb" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/div-01-pb-300x30.png" alt="" width="300" height="30" /></a></p>
<p><strong>Créditos ➞ </strong>O presente texto foi apresentado no <em>Blog da Amazônia</em>, em 01/02/2011, e é da autoria de Mauricio Tolmasquim, Presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).</p>
<p><strong>Para maiores informações, contactar o site</strong> <strong>➞ </strong><a href="http://revistamazonia.blogspot.com/">http://revistamazonia.blogspot.com</a></p>
<p><strong><a href="../wp-content/uploads/2011/06/harpia-17bMicro.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-9618" title="HARPIAÁGUIA REALHARPIA HARPYJA137-001-04" src="../wp-content/uploads/2011/06/harpia-17bMicro.jpg" alt="" width="60" height="47" /></a>Imagem ➞</strong> <a href="http://revistamazonia.blogspot.com/">http://revistamazonia.blogspot.com</a></p>
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		<title>WWF quer &#8220;conservar&#8221; 60% da Amazônia brasileira</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/wwf-quer-conservar-60-da-amazonia-brasileira/</link>
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		<pubDate>Fri, 24 Jun 2011 18:10:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Ambientalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Economia nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Máfia Verde]]></category>
		<category><![CDATA[Oligarquias internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[ONGs]]></category>
		<category><![CDATA[Política internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Reserva ecológica]]></category>
		<category><![CDATA[Reserva indígena]]></category>
		<category><![CDATA[WWF]]></category>

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		<description><![CDATA[Nos EUA, as ONGs ambientalistas estão dando pulos de alegria porque o Congresso americano aprovou, após anos de debate, um pacote de leis para a conservação ambiental de regiões e recursos hídricos que implicarão na criação de novas reservas ambientais, somando cerca de 1,5 milhão de hectares, distribuídas em noves estados da federação. «As futuras gerações olharão para este dia [24] como o maior marco na história da conservação [ambiental] da nossa nação» — resumiu um exultante William Meadows, presidente da ONG Wilderness Society.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/Brasil-acima-de-tudo.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-9659" title="Brasil-acima-de-tudo" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/Brasil-acima-de-tudo-300x43.jpg" alt="" width="300" height="43" /></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/03/alertaem-rede-pequeno.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-2465" title="alertaem rede-pequeno" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/03/alertaem-rede-pequeno.jpg" alt="" width="70" height="37" /></a>Nos EUA, as ONGs ambientalistas estão dando pulos de alegria porque o Congresso americano aprovou, após anos de debate, um pacote de leis para a conservação ambiental de regiões e recursos hídricos que implicarão na criação de novas reservas ambientais, somando cerca de 1,5 milhão de hectares, distribuídas em noves estados da federação. <em>«As futuras gerações olharão para este dia [24] como o maior marco na história da conservação [ambiental] da nossa nação»</em> — resumiu um exultante William Meadows, presidente da ONG Wilderness Society. <sup>[1]</sup></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/amazonia-wwf.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-9660" title="amazonia-wwf" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/amazonia-wwf-300x226.jpg" alt="" width="300" height="226" /></a><strong>WWF: querem conservar 60% da Amazônia, mas não é para a “humanidade” e, muito menos, para a sociedade brasileira.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #008000;">Blindagem ambiental</span></h2>
<p>No Brasil, as ONGs ambientalistas estão igualmente radiantes com a criação de seis novas reservas, somando 2,3 milhões de hectares, ao longo da área de influência da rodovia (sic) Manaus-Porto Velho, a BR-319. A essas reservas, estaduais, se somam a outras seis federais com 5,5 milhões de hectares, criadas no ano passado, na mesma região e com o mesmo propósito, construir uma “blindagem ambiental” em função do possível asfaltamento da rodovia, uma obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Com suas dimensões amazônicas, esses quase 8 milhões de hectares transformados em reservas ambientais colocam no chinelo suas homônimas americanas acima citadas, que são quase seis vezes menores. Além disso, por aqui, não houve essa complicação de discuti-las no Congresso: duas simples canetadas, uma do governador amazonense e outra do presidente da República, resolveram o problema. <sup>[2]</sup></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #008000;">WWF, sempre o WWF!</span></h2>
<p>Nos bastidores da criação do gigantesco “mosaico” ambientalista da BR-319, encontra-se o WWF. Como se recorda, em 1997, houve um compromisso formal do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso com o príncipe Philip, fundador e presidente emérito do WWF, de “conservar” 10% da Amazônia brasileira.</p>
<p>O WWF se lançou com afinco para cumprir a tarefa. Em 1998, fez uma parceria espúria com o Banco Mundial formando a Alliance for Forest Conservation and Sustainable Use (Aliança para a Conservação e Uso Sustentável das Florestas), precursor do engenhoso Amazon Region Protected Areas (ARPA), concebido para operacionalizar a conquista ambientalista dos 10% da Amazônia. De pronto, conseguiu amealhar uns US$ 81 milhões de suas coligadas, principalmente da americana, para colocar o projeto em marcha. Com o tempo, conseguiu que o projeto fosse encampado pelo governo brasileiro que nem se deu ao trabalho de trocar a sigla em inglês – ficou ARPA mesmo.</p>
<p>Atualmente, o WWF diz que o ARPA já “protege” mais de 32 milhões de hectares em reservas na Amazônia e já avisou que quer incorporar a maior parte do mosaico da BR-319, do qual o esquema só controla duas das seis reservas federais criadas no ano passado. <sup>[3]</sup></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #008000;"><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/amazonia-minerios-subsolo.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-9667" title="amazonia-minerios-subsolo" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/amazonia-minerios-subsolo-300x235.jpg" alt="" width="300" height="235" /></a>“Apenas” 30% a mais – que levam a 60%!</span></h2>
<p>Entretanto, a meta dos 10% se revelou tão fácil que, agora, a história é outra. De acordo com seus próprios estudos, o WWF informou que, para garantir a propalada amostra representativa da diversidade biológica, essa taxa deveria crescer para “apenas” 30%; mas, devido ao maldito aquecimento global, essa taxa teria que dobrar para, supostamente, manter os “fluxos, processos e serviços ecológicos” prestados pela Amazônia. <span style="color: #ff0000;"><strong>Ou seja, o WWF quer que 60% da Amazônia sejam “conservados”!</strong></span></p>
<p>Um olhar atento ao panorama estratégico mundial, onde a realidade está obrigando que uma nova ordem seja plasmada, desenha-se uma situação que guarda algumas semelhanças com o processo de ocaso do ex-Império Britânico que teve, como uma de suas principais características, uma acirrada disputa para o controle de matérias-primas essenciais nos campos mineral, energético e de alimentos. Mudaram os principais atores e métodos, mas os objetivos estratégicos permanecem os mesmos. É sob essa perspectiva que a acintosa proposta do WWF deve ser analisada: querem conservar 60% da Amazônia, mas não é para a “humanidade” e, muito menos, para a sociedade brasileira.</p>
<p><strong>Notas:</strong><br />
[1] Congress Approves Landmark, Reuters, 27/03/2009</p>
<p>[2] Seis unidades de conservação serão criadas no Amazonas, WWF, 25/03/2009</p>
<p>[3] Ministério do Meio Ambiente: o negócio de 100 milhões de dólares, Alerta Científico e Ambiental, 10/09/2008</p>
<p style="text-align: right;"><strong><em>Nilder Costa </em></strong>(*)<strong><em> </em></strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong><em><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/03/alertaem-rede-pequeno.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-2465" title="alertaem rede-pequeno" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/03/alertaem-rede-pequeno.jpg" alt="" width="70" height="37" /></a><br />
</em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/Brasil-acima-de-tudo.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-9659" title="Brasil-acima-de-tudo" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/Brasil-acima-de-tudo-300x43.jpg" alt="" width="154" height="22" /></a></p>
<p>(*) Fonte: <a href="http://www.alerta.inf.br/Geral/1485.html">http://www.alerta.inf.br/Geral/1485.html</a></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/2000px-Decorative_text_divider_4.svg_.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-7413" title="2000px-Decorative_text_divider_4.svg" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/2000px-Decorative_text_divider_4.svg_-300x12.png" alt="" width="300" height="12" /></a></p>
<p><span style="color: #000080;"><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/seta-azul-mini.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-7478" title="seta-azul-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/seta-azul-mini.jpg" alt="" width="20" height="18" /></a>Créditos </strong>➞ Este post fois apresentado no site <em>«Brasil Acima de Tudo»</em>, em 06/04/2009. Tem como fonte outro site, o «Alerta em Rede», e a matéria é da autoria de um de seus editores, Nilder Costa. Introduzi subtítulos no texto para incentivar e facilitar a leitura. Mapa das riquezas do subsolo da Amazônia também acrescentado por mim.<br />
</span></p>
<p><span style="color: #000080;"><strong>Para maiores informações, ver os sites:</strong> </span><a href="http://brasilacimadetudo.lpchat.com/"><span style="color: #000080;">http://brasilacimadetudo.lpchat.com</span></a><span style="color: #000080;">; e </span><a href="http://www.alerta.inf.br/"><span style="color: #000080;">http://www.alerta.inf.br</span></a><span style="color: #000080;">.</span></p>
<p><span style="color: #000080;"><strong>Imagens:</strong> </span><a href="http://brasilacimadetudo.lpchat.com/"><span style="color: #000080;">http://brasilacimadetudo.lpchat.com</span></a>; <a href="http://geografandomundo.blogspot.com/">http://geografandomundo.blogspot.com</a></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-17bMicro.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-9618" title="HARPIAÁGUIA REALHARPIA HARPYJA137-001-04" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-17bMicro.jpg" alt="" width="60" height="47" /></a></p>
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		<item>
		<title>Lição de Cristovam Buarque, nos EUA, sobre a internacionalização da Amazônia</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/licao-de-cristovam-buarque-nos-eua-sobre-a-internacionalizacao-da-amazonia/</link>
		<comments>http://blogdoambientalismo.com/licao-de-cristovam-buarque-nos-eua-sobre-a-internacionalizacao-da-amazonia/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 16 Jun 2011 14:34:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Ambientalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Defesa nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[Governo mundial]]></category>

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		<description><![CDATA[SHOW DO MINISTRO BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO NOS ESTADOS UNIDOS - Essa merece ser lida, afinal não é todo dia que um brasileiro dá um esculacho educadíssimo nos americanos! Durante debate em uma universidade, nos Estados Unidos,o ex-governador do DF, ex-ministro da educação e atual senador CRISTÓVAM BUARQUE, foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/cristovam-buarque1.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-9133" title="cristovam-buarque1" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/cristovam-buarque1-300x202.jpg" alt="" width="300" height="202" /></a>Show do ministro brasileiro de Educação nos Estados Unidos</strong></div>
<div><strong> </strong>Essa merece ser lida, afinal não é todo dia que um brasileiro dá um esculacho educadíssimo nos americanos!</div>
<div>
<p>Durante debate em uma universidade, nos Estados Unidos,o ex-governador do DF, ex-ministro da educação e atual senador CRISTOVAM BUARQUE, foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia.</p>
<p>O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um Humanista e não de um brasileiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Esta foi a resposta do Sr. Cristovam Buarque:</h2>
<p><strong><em>«De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso.</em></strong></p>
<p><strong><em>«Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade.</em></strong></p>
<p><strong><em>«Se a Amazônia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, </em><span style="color: #ff0000;">internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro</span><em>. O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço.&#8221;</em></strong></p>
<p><strong><em>«Da mesma forma, </em><span style="color: #ff0000;">o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado</span><em>. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país.</em></strong></p>
<p><strong><em>Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.</em></strong></p>
<p><strong><em>«Antes mesmo da Amazônia, </em><span style="color: #ff0000;">eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo</span><em>. O Louvre não deve pertencer apenas à França.</em></strong> <strong><em>Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural Amazônico, seja manipulado e instruído pelo gosto de um proprietário ou de um país. Não faz muito, um milionário japonês,decidiu enterrar com ele, um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.</em></strong></p>
<p><strong><em>«Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que </em><span style="color: #ff0000;">Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada</span><span style="color: #ff0000;">. Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua historia do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.</span></strong></p>
<p><strong><em>«Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, </em><span style="color: #ff0000;">internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA</span><em>. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maiores do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.</em></strong></p>
<p><strong><em>«Defendo a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola.</em></strong></p>
<p><strong><span style="color: #ff0000;">Internacionalizemos as crianças</span><em> tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro.</em></strong></p>
<p><strong><em>«Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. </em></strong><strong><em>Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, <span style="color: #ff0000;">lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa!</span>»</em></strong></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/facebook-logo.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-9138" title="facebook-logo" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/facebook-logo-300x112.jpg" alt="" width="82" height="30" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;"><strong>Esta matéria ainda não foi publicada no Brasil, por razões óbvias.</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000080;"><strong>Ajude a divulgá-la.</strong></span></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
</div>
<div><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/div-01.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-6617" title="div-01" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/div-01-300x30.png" alt="" width="300" height="30" /></a></div>
<div><span style="color: #000080;"><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/seta-azul-mini.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-7478" title="seta-azul-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/seta-azul-mini.jpg" alt="" width="20" height="18" /></a>Créditos: Texto chegado a mim através do Facebook, publicado em 09 de junho às 22:29. Grifos meus. <span style="text-decoration: underline;">Resolvi publicar a matéria neste blog pela inteligência dos argumentos – coisa comum ao nobre educador – independentemente de serem verdadeiros ou não</span>. Consta que esta matéria foi apresentada no <em>The New York Times</em>, no <em>Washington Post Today</em> e nos maiores jornais da Europa e Japão, no mês de <span style="text-decoration: underline;">agosto de 2001</span>. No Brasil, ao que tudo indica, não foi publicada, mas aparece na Internet, em vários sites. Uma das fontes é: Pe. Augusto Canali, cp &#8211; Consultor Geral — </strong></span><strong><a href="http://www.passionistas.org.br"><span style="color: #000080;">passionistas.org.br</span></a></strong></div>
<div><span style="color: #000080;"><strong>Imagem:</strong> </span><a href="http://www.cristovam.com.br"><span style="color: #000080;">cristovam.com.br</span></a></div>
<div><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-0aMicro.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-9609" title="harpia-0aMicro" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-0aMicro.jpg" alt="" width="50" height="64" /></a></div>
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		<item>
		<title>Importantes reações institucionais ao &#8220;ecoterrorismo geopolítico&#8221;</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/importantes-reacoes-institucionais-ao-ecoterrorismo-geopolitico/</link>
		<comments>http://blogdoambientalismo.com/importantes-reacoes-institucionais-ao-ecoterrorismo-geopolitico/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 11 Apr 2011 14:35:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Política internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Reserva indígena]]></category>
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		<category><![CDATA[Terrorismo]]></category>
		<category><![CDATA[Usina hidrelétrica]]></category>

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		<description><![CDATA[Em 24 horas, o governo brasileiro efetuou duas importantes reações à escalada de ações do aparato internacional que se oculta por trás dos chamados movimentos sociais e das causas relacionadas ao meio ambiente e ao indigenismo, contra grandes projetos de infraestrutura em curso no País. Em edições anteriores, este Alerta utilizou a expressão "ecoterrorismo geopolítico" para qualificar a investida, que, nas últimas semanas, resultou na destruição dos canteiros de obras das usinas hidrelétricas de Jirau, em Rondônia, e São Domingos, em Mato Grosso do Sul.
Na segunda-feira 5 de abril, um destacamento da 1ª. Companhia de Infantaria do Exército, baseada em Paulo Afonso (BA), interceptou e impediu a progressão de uma marcha organizada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que se dirigia à usina hidrelétrica de Paulo Afonso, da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf). O objetivo do grupo era ocupar o escritório da usina, como admitiu um dos organizadores do MST, Luís Carlos Ferreira (O Globo, 6/04/2011).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1849" title="MSIapequeno" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg" alt="" width="57" height="29" /></a>Em 24 horas, o governo brasileiro efetuou duas importantes reações à escalada de ações do aparato internacional que se oculta por trás dos chamados movimentos sociais e das causas relacionadas ao meio ambiente e ao indigenismo, contra grandes projetos de infraestrutura em curso no País. Em edições anteriores, este <em>Alerta</em> utilizou a expressão “ecoterrorismo geopolítico” para qualificar a investida, que, nas últimas semanas, resultou na destruição dos canteiros de obras das usinas hidrelétricas de Jirau, em Rondônia, e São Domingos, em Mato Grosso do Sul.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #000080;">MST ameaça usinas</span></h2>
<p>Na segunda-feira 5 de abril, um destacamento da 1ª Companhia de Infantaria do Exército, baseada em Paulo Afonso (BA), interceptou e impediu a progressão de uma marcha organizada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que se dirigia à usina hidrelétrica de Paulo Afonso, da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (CHESF). O objetivo do grupo era ocupar o escritório da usina, como admitiu um dos organizadores do MST, Luís Carlos Ferreira (<em>O Globo</em>, 6/04/2011).</p>
<p>A ação dos militares ocorreu na rodovia BR-110, antes de o grupo de cerca de 400 pessoas chegar ao seu objetivo e, embora não tenha havido conflito, a via ficou interditada por duas horas.</p>
<p>Apesar de a assessoria de imprensa do Exército ter anunciado que a ação foi ensejada pela realização de um exercício da unidade nas proximidades, parece evidente que ela resultou de um processo de inteligência prévio, o qual, por sua vez, reflete uma decisão superior de colocar limites nesse tipo de manifestação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/04/greenpeace-belo-monte.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-7712" title="greenpeace-belo-monte" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/04/greenpeace-belo-monte-300x193.jpg" alt="" width="300" height="193" /></a><span style="color: #000080;">OEA metendo-se também em Belo Monte por pressão de ONGs</span></h2>
<p>No mesmo dia, foi divulgada a inusitada Medida Cautelar 383/10 da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), órgão da Organização dos Estados Americanos (OEA), pedindo ao governo brasileiro a suspensão imediata do processo de licenciamento da usina hidrelétrica de Belo Monte, até um conjunto de “condições mínimas” fosse atendido, para assegurar <em><strong>«a vida e integridade pessoal»</strong></em> das comunidades indígenas da área do projeto. A medida foi tomada a pedido da coalizão de organizações não-governamentais (ONGs) mobilizadas contra o projeto e uma das exigências do documento, vazado com a habitual linguagem agressiva dos textos do órgão, é <strong><em> </em></strong></p>
<blockquote><p><strong><em>«assegurar que&#8230; as comunidades indígenas beneficiárias tenham acesso a um Estudo de Impacto Social e Ambiental do projeto, em um formato acessível, incluindo a tradução aos idiomas indígenas respectivos»</em></strong>.</p></blockquote>
<p>Como se percebe, faltou que algum representante das ONGs que iniciaram o pleito informasse aos doutos integrantes da CIDH que o Brasil é um Estado nacional soberano, cujo idioma oficial é o português, no qual devem ser escritos todos e quaisquer documentos de fé pública no País.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #000080;">Reação brasileira “à altura”</span></h2>
<p>Outra vez, a reação oficial foi imediata e fulminante. Irritada com a decisão, a presidente Dilma Rousseff determinou ao Itamaraty uma resposta “à altura”. A nota, divulgada no mesmo dia, lembra à CIDH em linguagem diplomática que a corte não tem jurisdição sobre o Brasil: <em><strong> </strong></em></p>
<blockquote><p><em><strong>«O governo brasileiro, sem minimizar a relevância do papel que desempenham os sistemas internacionais de proteção dos direitos humanos, recorda que o caráter de tais sistemas é subsidiário ou complementar, razão pela qual sua atuação somente se legitima na hipótese de falha dos recursos de jurisdição interna.»</strong></em></p></blockquote>
<p>Até mesmo a Fundação Nacional do Índio (FUNAI), que, tradicionalmente, se alinha com as causas indígenas contra projetos de infraestrutura, se viu forçada a divulgar um comunicado, no qual destaca que as informações sobre o projeto foram prestadas aos povos indígenas em reuniões nas aldeias, além de quatro audiências públicas (<em>O Globo</em>, 6/04/2011).</p>
<p>No Congresso, a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado aprovou vários votos de repúdio e censura à intervenção da CIDH.</p>
<p>Esta é a segunda interferência recente da CIDH na política brasileira, que configura uma autêntica intentona para a imposição ao País do insidioso conceito de “supranacionalidade” jurídica. Em dezembro último, a Corte condenou o Brasil pelo desaparecimento de combatentes da Guerrilha do Araguaia e “ordenou” (esta foi a forma verbal utilizada) ao Estado brasileiro uma série de providências referentes à investigação dos fatos e à punição dos “responsáveis”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #000080;">Continuam os ataques externos a Belo Monte</span></h2>
<p>A intervenção da CIDH representa mais um ataque externo ao projeto de Belo Monte, que foi convertido num alvo prioritário do aparato ambientalista-indigenista internacional. No final de março (24-26/2003), realizou-se em Manaus (AM) a segunda edição do Fórum Mundial de Sustentabilidade, no qual, assim como já havia ocorrido no ano passado, o projeto esteve sob fogo cruzado dos ilustres palestrantes estrangeiros: o cineasta canadense James Cameron (convidado pela segunda vez), o ex-presidente estadunidense Bill Clinton e o ex-governador da Califórnia, Arnold Schwarzennegger.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/04/cameron-schwarzennegger.jpg"><img class="size-medium wp-image-7713 alignright" title="cameron-schwarzennegger" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/04/cameron-schwarzennegger-300x209.jpg" alt="" width="300" height="209" /></a><span style="color: #000080;">Cameron versus Schwarzennegger</span></h2>
<p>Cameron, que se engajou com grande disposição na campanha contra Belo Monte, chegou a convocar uma entrevista coletiva, na qual usou palavras que anteciparam em alguns dias o argumento da CIDH: <em><strong>«A impressão que eu tenho sobre o financiamento, a eficiência e o planejamento de Belo Monte é de que falta transparência e envolvimento das comunidades atingidas. Sei que não é isso que o governo quer ouvir&#8230; O que se está discutindo é uma crise humanitária que já tem repercussão internacional.»</strong></em> (<em>Zero Hora</em>, 25/03/2011)</p>
<p>Por sua vez, o eterno “Exterminador do futuro” afirmou que a água é uma fonte “fantástica” de energia, mas que <em><strong>«a construção de barragens, com o consequente desalojamento de pessoas e animais, não é sustentável»</strong></em><strong> </strong>. Para ele, o Brasil tem muito a aprender com a Califórnia, quanto ao uso das energias solar e eólica. (<em>Folha Online</em>, 24/03/2011).</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/04/bill-clinton.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-7715" title="bill-clinton" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/04/bill-clinton-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a><span style="color: #000080;">Até Bill Clinton se metendo nos assuntos brasileiros!</span></h2>
<p>E o ex-presidente Clinton fechou o evento, pontificando que o Brasil precisa refletir sobre os impactos da construção de grandes hidrelétricas na Amazônia: <em><strong>«Qual a alternativa? Vocês precisam de eletricidade e querem preservar a floresta. E 20% do oxigênio mundial vem de vocês. Não é fácil, mas vocês têm que pensar sobre essas coisas, sobre o futuro de seus filhos e netos. É preciso pensar na população indígena, nos animais, nas espécies de plantas que podem ter a cura para doenças»</strong></em>. (Folha Online, 27/03/2011)</p>
<p>O Fórum de Manaus é uma iniciativa do LIDE (Grupo de Líderes Empresariais), ONG corporativa sediada em São Paulo, cuja figura mais visível é o jornalista e empresário João Dória Jr., presidente do Grupo Dória e da Dória Editora. Entre os patrocinadores do evento, além do governo do estado do Amazonas, desfila-se uma constelação de grandes empresas baseadas na Zona Franca de Manaus.</p>
<p>A bem da verdade, causa uma certa espécie ver empresas sérias envolvidas de alguma forma nessa ofensiva internacional contra um projeto que irá representar um fator fundamental para o desenvolvimento da região. Oxalá, a oportuna reação institucional contra os excessos da campanha faça com que alguns representantes da área empresarial comecem a perceber que estão apoiando a causa errada.</p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #ff6600;"><strong><em>MSIa –</em></strong><em> <strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em></span></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/MSIa-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-6138" title="MSIa-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/MSIa-mini.jpg" alt="" width="48" height="24" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/2000px-Decorative_text_divider_4.svg_.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-7413" title="2000px-Decorative_text_divider_4.svg" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/2000px-Decorative_text_divider_4.svg_-300x12.png" alt="" width="300" height="12" /></a></p>
<p><strong><span style="color: #000080;"><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/seta-azul-mini.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-7478" title="seta-azul-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/seta-azul-mini.jpg" alt="" width="20" height="18" /></a>Créditos:</span></strong><span style="color: #000080;"> este post é matéria apresentada no Boletim Eletrônico <em>MSIa INFORMA</em>, do <strong><em>MSIa –</em></strong><em> <strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em>, Vol. II, Nº 47, de 08 de abril de 2011. Introduzi subtítulos no texto para facilitar e incentivar a leitura.</span></p>
<p><span style="color: #000080;"><strong><em>MSIa INFORMA</em></strong> é uma publicação do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa). Conselho Editorial: Angel Palacios, Geraldo Luís Lino, Lorenzo Carrasco (Presidente), Marivilia Carrasco, Nilder Costa e Silvia Palacios. Endereço: Rua México, 31 &#8211; sala 202 &#8211; Rio de Janeiro (RJ) &#8211; CEP 20031-144; Telefax: 0xx 21-2532-4086.</span></p>
<p><span style="color: #000080;"><strong>Para saber mais sobre o tema: </strong>visitar os sites da MSIa/Capax Dei:<strong> </strong></span><a href="http://www.alerta.inf.br/"><span style="color: #000080;">http://www.alerta.inf.br/</span></a><span style="color: #000080;"> e </span><a href="http://www.msia.org.br/"><span style="color: #000080;">http://www.msia.org.br/</span></a><span style="color: #000080;"> . Mensagens e sugestões, favor enviar para </span><a href="http://www.msia.org.br/"><span style="color: #000080;">msia@msia.org.br</span></a><span style="color: #000080;">.</span></p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/seta-vermelha-mini.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-7484" title="seta-vermelha-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/seta-vermelha-mini.jpg" alt="" width="20" height="18" /></a>Para adquirir as publicações da Capax Dei Editora Ltda.</strong> ➞</span> loja virtual em: <a href="http://www.capaxdei.com.br/">www.capaxdei.com.br</a>; e-mail : <a href="mailto:capaxdeieditora@gmail.com">capaxdeieditora@gmail.com</a></p>
<p><span style="color: #000080;"><strong>Imagens:</strong> </span><a href="http://depositomaia.blogspot.com/"><span style="color: #000080;">http://depositomaia.blogspot.com</span></a><span style="color: #000080;">; </span><a href="http://luppemarisa.blogspot.com/"><span style="color: #000080;">http://luppemarisa.blogspot.com/</span></a><span style="color: #000080;">;</span></p>
<p><a href="http://www.cte.com.br/"><span style="color: #000080;">http://www.cte.com.br</span></a></p>
<p><span style="color: #000080;"><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-0aMicro.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-9609" title="harpia-0aMicro" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-0aMicro.jpg" alt="" width="50" height="64" /></a><br />
</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Bertha Becker: «Amazônia precisa é de uma economia.»</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/bertha-becker-amazonia-precisa-e-de-uma-economia/</link>
		<comments>http://blogdoambientalismo.com/bertha-becker-amazonia-precisa-e-de-uma-economia/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 25 Mar 2011 01:50:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Ambientalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Créditos de carbono]]></category>
		<category><![CDATA[Desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[Economia nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Falta de água]]></category>
		<category><![CDATA[Infraestrutura]]></category>
		<category><![CDATA[Saneamento básico]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[A Amazônia precisa de desenvolvimento econômico, não apenas de proteção ambiental. A afirmativa foi feita pela geógrafa Berta Becker, professora emérita da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), durante o seminário "A Gestão da Amazônia", realizado na Universidade de São Paulo (USP).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1849" title="MSIapequeno" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg" alt="" width="57" height="29" /></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/amazonia-1.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-7429" title="amazonia-1" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/amazonia-1-300x240.jpg" alt="" width="300" height="240" /></a>«A Amazônia precisa de desenvolvimento econômico, não apenas de proteção ambiental.» </em>A afirmativa foi feita pela geógrafa Berta Becker, professora emérita da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), durante o seminário &#8220;A Gestão da Amazônia&#8221;, realizado na Universidade de São Paulo (USP).</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>A Amazônia já é verde</h2>
<p>Becker, que é uma das maiores especialistas em assuntos amazônicos, criticou a ênfase no combate ao carbono nas abordagens sobre a região e defendeu o estabelecimento de um forte setor produtivo: <em>«Na Amazônia não há uma base econômica organizada, não existem praticamente cadeias produtivas&#8230; A verdade precisa ser dita: neste sentido, a Amazônia não mudou nada.»</em> (Valor Econômico, 17/03/2011)</p>
<p>Para ela, crítica do conceito de “economia verde”, <em>«a Amazônia já é verde. O que ela precisa é de uma economia».</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Basta pagar para não haver desmatamento?</h2>
<p>A geógrafa também teceu críticas à implantação do mecanismo de Redução de Emissões de Desmatamento e Degradação (REDD) na região, afirmando que tal iniciativa é um retrocesso para o desenvolvimento: <em>«O nosso problema é fazer um esforço para o desenvolvimento da região. E aí vou pegar REDD para não desmatar?&#8230; Com REDD não ataco a causa do desmatamento. É um balde de água fria no estímulo deste desenvolvimento novo.»</em></p>
<p>O mecanismo REDD, um dos carros chefe do aparato ambientalista internacional para países como o Brasil, contempla compensações financeiras para evitar o desmatamento, alegadamente, para combater as emissões de carbono que seriam responsáveis pelo aquecimento global. Evidentemente, a perspectiva de receber recursos financeiros do exterior tem funcionado para alguns como um atrativo maior do que a preocupação com as emissões. No seminário, o superintendente geral da Fundação Amazônia Sustentável, Virgilio Viana, se manifestou: <em>«A valoração de serviços ambientais é a melhor oportunidade da história da Amazônia. Temos que colocar dinheiro na floresta.»</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/credito-de-carbono.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-7431" title="credito-de-carbono" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/credito-de-carbono.jpg" alt="" width="229" height="150" /></a>Eles pagam para continuar poluindo&#8230;</h2>
<p>Em última análise, o REDD implica em um pagamento a terceiros para que os países industrializados possam manter as suas cotas de emissões (leia-se consumo de combustíveis fósseis); ou seja, aceita-se dinheiro em troca do subdesenvolvimento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>E nós não nos desenvolvemos</h2>
<p>Como afirmou Becher, aceitar dinheiro para inibir o aproveitamento econômico produtivo da região é um erro, pois a Amazônia precisa de muito mais do que de programas de combate a emissões: <em>«A floresta é riquíssima. E esta riqueza está sendo negligenciada em função da ênfase no mercado de carbono. O mais importante é mudar o padrão de desenvolvimento da região. E não ser pago para não desmatar.»</em></p>
<p>Outro convidado presente no evento a manifestar críticas no mesmo tom de Becker foi Ricardo Abramovay, professor titular do departamento da Faculdade de Economia e Administração (FEA) da USP. O pesquisador criticou a extrema carência de infraestrutura que da Amazônia, ressaltando que somente 12% dos domicílios têm acesso a saneamento básico e o acesso à água potável e à eletricidade são escassos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Não há investimentos na Amazônia</h2>
<p>Por fim, Abramovay e Becker questionaram a falta de investimentos em ciência na região, cujos institutos de pesquisa vivem em extrema precariedade de recursos. Segundo Bertha, o fato de o país possuir um grande mercado interno é prova de que podemos desenvolver competitividade em setores estratégicos para a região, como a indústria de fármacos.</p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #ff6600;"><em><strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em></span></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/MSIa-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-6138" title="MSIa-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/MSIa-mini.jpg" alt="" width="48" height="24" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/2000px-Decorative_text_divider_4.svg_.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-7413" title="2000px-Decorative_text_divider_4.svg" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/2000px-Decorative_text_divider_4.svg_-300x12.png" alt="" width="300" height="12" /></a></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3623" title="seta-vermelha-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>Créditos:</strong> este post é matéria apresentada no Boletim Eletrônico <em>MSIa INFORMA</em>, do MSIa – Movimento de Solidariedade Íbero-americana, Vol. II, Nº 44, de 18 de março de 2011. Introduzi subtítulos no texto para facilitar e incentivar a leitura.</p>
<p><strong><em><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3620" title="seta-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>MSIa INFORMA</em></strong> é uma publicação do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa). Conselho Editorial: Angel Palacios, Geraldo Luís Lino, Lorenzo Carrasco (Presidente), Marivilia Carrasco, Nilder Costa e Silvia Palacios. Endereço: Rua México, 31 &#8211; sala 202 &#8211; Rio de Janeiro (RJ) &#8211; CEP 20031-144; Telefax: 0xx 21-2532-4086.</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/seta-azul-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-6131" title="seta-azul-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/seta-azul-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>Para saber mais sobre o tema: </strong>visitar os sites da MSIa/Capax Dei:<strong> </strong><a href="http://www.alerta.inf.br/">http://www.alerta.inf.br/</a> e <a href="http://www.msia.org.br/">http://www.msia.org.br/</a> . Mensagens e sugestões, favor enviar para <a href="http://www.msia.org.br/">msia@msia.org.br</a>.</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/10/seta-branca.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-4981" title="seta-branca" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/10/seta-branca.gif" alt="" width="18" height="18" /></a>Imagens:</strong> <a href="http://viaje-turismo.com/">http://viaje-turismo.com</a>; <a href="http://www.jornaldotocantins.com.br/">http://www.jornaldotocantins.com.br</a></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"> <img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a></p>
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		<title>Economista alemão quer &#8220;precificar&#8221; água na Amazônia</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/economista-alemao-quer-precificar-agua-na-amazonia/</link>
		<comments>http://blogdoambientalismo.com/economista-alemao-quer-precificar-agua-na-amazonia/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 27 Dec 2010 16:30:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
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		<guid isPermaLink="false">http://blogdoambientalismo.com/?p=5910</guid>
		<description><![CDATA[A água não é um bem público e, na Região Amazônica, a melhor maneira de assegurar a proteção dos recursos hídricos é pela taxação e fiscalização do consumo. A polêmica proposta foi feita pelo economista alemão Phillip Hartmann, professor da Universidade de Colônia, que sugere a cobrança de tarifas pelo direito de se ter acesso à água.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIamedio.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1848" title="MSIamedio" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIamedio.jpg" alt="" width="85" height="43" /></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/12/agua-valor.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-5998" title="agua-valor" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/12/agua-valor-300x199.jpg" alt="" width="187" height="124" /></a>A água não é        um bem público e, na Região Amazônica, a melhor maneira de assegurar a        proteção dos recursos hídricos é pela taxação e fiscalização do consumo. A        polêmica proposta foi feita pelo economista alemão Phillip Hartmann,        professor da Universidade de Colônia, que sugere a cobrança de tarifas        pelo direito de se ter acesso à água.</p>
<p>Segundo        Hartmann, <em>«já passou o tempo em que se dizia que a água era um bem        abundante, público e livre para uso. Porém, o custo para esse uso não é        alto, observando o dano causado por esse consumo e essa é uma crítica que        faço no livro. Na Amazônia ainda não se cobra. Porém, já é hora de as        pessoas conscientizarem de que é preciso preservar o meio ambiente.»</em> (<em>O        Liberal</em>, 26/11/2010)</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Alemão metendo o bedelho na política brasileira</h2>
<p>O economista        esteve em Belém para o lançamento de seu livro <em>«A Cobrança Pelo Uso da Água Como Instrumento Econômico na Política Ambiental»</em>, publicado pela        Associação dos Ex-bolsistas na Alemanha (AEBA), com apoio da Fundação        Konrad Adenauer. O livro, de 532 páginas, é uma tradução da sua tese de        doutorado em Economia na Universidade de Colônia, a qual leva o        auto-explicativo subtítulo <em>«Estudo Comparativo e Avaliação Econômica dos Modelos de Cobrança Pela Água Bruta Propostos e Implementados no Brasil»</em>.        A tese, polêmica em todo o mundo, é a de instituição de taxas sobre o uso        da água, que passa a ser considerada como um “serviço ambiental” prestado        à sociedade humana pela natureza, além das já usualmente cobradas pelo        tratamento de águas e esgotos, tanto à população como às empresas (aos        interessados, o livro <a href="http://www.adenauer.org.br/index.asp" target="_blank">está        disponível no sítio da Fundação</a>).</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/12/agua-valor-2.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-5999" title="agua-valor-2" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/12/agua-valor-2-300x142.jpg" alt="" width="300" height="142" /></a></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Idéia de ambientalista radical</h2>
<p>O que o        ilustre economista e os demais proponentes de tal medida fingem ignorar é        o impacto dessa dupla cobrança sobre as populações carentes, como as que,        ao contrário do seu país natal, prevalecem na Amazônia e no Nordeste        (Kaufmann também esteve em Fortaleza, para lançar o seu livro). Na        contramão do supostamente nobre objetivo de assegurar a proteção dos        cursos d’água, ela teria como resultado imediato um considerável impacto        nos orçamentos já bastante limitados das famílias daquelas regiões.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>O maior problema ambietal do mundo é a falta de saneamento básico</h2>
<p>De fato, a        solução séria para a questão da água não é “precificá-la”, mas promover        maciços investimentos em saneamento básico, o verdadeiro problema        ambiental de maior urgência no País. É a falta de saneamento, e não o        consumo supostamente inconsequente, o principal problema dos recursos        hídricos no Brasil.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Objetivo: ganhar dinheiro sob a bandeira ambientalista</h2>
<p>Quase a metade da população brasileira não tem acesso        a serviços de esgoto e, mantido o ritmo atual de investimentos, essa        realidade ainda persistirá por décadas. O que ‘Herr’ Hartmann e os que        pensam como ele pretendem nada tem a ver com o meio ambiente, mas com a        insidiosa agenda de introduzir “soluções de mercado” aos temas ambientais,        exemplificada na verdadeira indústria estabelecida em torno do imaginário        aquecimento global antropogênico.</p>
<p style="text-align: right;"><strong><em>Movimento de Solidariedade Ibero-americana</em> </strong></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1849" title="MSIapequeno" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg" alt="" width="57" height="29" /></a></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/09/divisor2.gif"><img class="aligncenter size-medium wp-image-4736" title="divisor2" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/09/divisor2-300x22.gif" alt="" width="300" height="22" /></a><strong> </strong></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3623" title="seta-vermelha-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>Créditos:</strong> este post é matéria apresentada no Boletim Eletrônico <strong>MSIa INFORMA</strong>, do MSIa – Movimento de Solidariedade Íbero-americana, Vol. II, Nº 32, de 03              de dezembro de 2010. Introduzi subtítulos no texto para facilitar e incentivar a leitura.</p>
<p><strong>MSIa INFORMA</strong> é uma publicação do<strong> Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa)</strong>. <strong>Conselho editorial:</strong> Angel Palacios, Geraldo Luís Lino, Lorenzo Carrasco (Presidente), Marivilia Carrasco, Nilder Costa e Silvia Palacios. Rua México, 31 &#8211; sala 202 &#8211; Rio de Janeiro ( RJ) &#8211; CEP 20031-144; Telefax: 0xx 21-2532-4086.</p>
<p><strong><a href="../wp-content/uploads/2010/06/seta-pequena.jpg"></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3620" title="seta-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>Para saber mais sobre o tema, visitar os sites da MSIa/Capax Dei: </strong><a href="http://www.alerta.inf.br/">http://www.alerta.inf.br/</a> e <a href="http://www.msia.org.br/">http://www.msia.org.br/</a> . Mensagens e sugestões, favor enviar para <a href="http://www.msia.org.br/">msia@msia.org.br</a>.</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/10/Seta-pequena.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-4980" title="Seta-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/10/Seta-pequena.gif" alt="" width="24" height="24" /></a>Imagens: </strong><a href="http://idp.somosportugueses.com/">http://idp.somosportugueses.com</a>; e <a href="http://uma-mesa-redonda.blogspot.com/">http://uma-mesa-redonda.blogspot.com</a></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a></strong></p>
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		<title>Estudo aponta deficiências de logística na Região Norte</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/estudo-aponta-deficiencias-de-logistica-na-regiao-norte/</link>
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		<pubDate>Sat, 27 Nov 2010 17:19:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Falta de água]]></category>
		<category><![CDATA[Ferrovia]]></category>
		<category><![CDATA[Hidrovia]]></category>
		<category><![CDATA[Infraestrutura]]></category>
		<category><![CDATA[Rodovia]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[A Amazônia Legal necessita com urgência de um planejamento integrado de logística e transportes, para superar os gargalos ao desenvolvimento da região. Esta é a conclusão do relatório «Norte Competitivo», elaborado pela consultoria Macrologística, a pedido das entidades representativas das indústrias dos estados da região.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIamedio.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1848" title="MSIamedio" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIamedio.jpg" alt="" width="85" height="43" /></a>A Amazônia Legal necessita com urgência de um planejamento integrado de logística e transportes, para superar os gargalos ao desenvolvimento da região. Esta é a conclusão do relatório <em>«Norte Competitivo»</em>, elaborado pela consultoria Macrologística, a pedido das entidades representativas das indústrias dos estados da região. O documento apresenta uma série de investimentos importantes (muitos dos quais não estão nos planos do Governo Federal), que poderiam promover um grande aumento da competitividade dos setores produtivos regionais, com destaque para o papel das hidrovias.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Falta de infraestrutura de transportes</h2>
<p>Segundo o relatório, o custo atual de todos os produtos originados ou destinados à Região Norte é da ordem de R$ 17 bilhões por ano, incluídos gastos com deslocamentos, fretes e tarifas portuárias. Jandir José Milan, presidente da Federação das Indústrias do Estado do Mato Grosso (FIEMT), defende que o frete é um dos principais fatores que comprometem a competitividade da região. <em>«Investimentos em logística podem trazer uma vantagem muito significativa para os produtores do Norte do país»</em>, diz ele (<em>Valor Econômico</em>, 11/11/2010).</p>
<p>A falta de integração física entre as principais cidades da região é bem retratada pela observação de José Conrado Santos, presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa): <em>«Às vezes, nossa comunicação com o Sul do país é melhor do que com nossos vizinhos por falta de logística na região.»</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/hidrovia.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-5527" title="hidrovia" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/hidrovia-300x225.jpg" alt="" width="255" height="192" /></a>Projetos hidroviários são a prioridade</h2>
<p>Um exemplo concreto é o do milho produzido em Lucas do Rio Verde (MT), que, para chegar ao seu destino (Xangai, na China), tem que percorrer 2.200 km de caminhão, para ser despachada por navio no porto de Paranaguá (PR). Segundo o relatório, se as hidrovias dos rios Juruena (MT) e Tapajós (MT/PA) estivessem disponíveis, o produto poderia sair pelo porto de Vila do Conde (PA), reduzindo o custo do frete da tonelada de milho dos atuais R$ 226,00 para algo em torno de R$ 136,00.</p>
<p>O documento afirma que a Amazônia Legal tem nove eixos prioritários para investimentos em logística, que, se efetivados, poderão reduzir os custos de transporte na região em R$ 3,8 bilhões ao ano. Para tanto, seriam necessários investimentos de R$ 14 bilhões em 71 projetos de infraestrutura, a maioria projetos hidroviários, avaliados como de menor custo e maior eficiência.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Projetos aleatórios</h2>
<p>Dos projetos propostos, 34 poderiam ser implementados a curto prazo, a um custo de R$ 6,8 bilhões. Entretanto, a maioria destes se encontra fora do planejamento federal: apenas 12 estão incluídos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) ou previstos no PAC 2. Outros três estão previstos em investimentos privados (Vale e ALL Logística).</p>
<p>Oliver Girard, consultor da Macrologística, critica o velho vício da falta de visão integrada do Governo Federal, em relação ao planejamento da infraestrutura: <em>«Utilizamos os planos do governo como fonte, e percebemos que eles não levam em consideração a integração necessária para levar os produtos da sua origem ao destino.»</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Também ferrovias e rodovias são necessárias</h2>
<p>Como exemplo, cita o caso do projeto da hidrovia dos rios Tapajós e Juruena, que não está no PAC e é considerado um dos mais importantes investimentos a serem feitos para melhorar a competitividade da Região Norte. Sua viabilização, orçada em R$ 1,2 bilhão, permitiria uma movimentação potencial de 9,5 milhões de toneladas de grãos. Para comparação, apenas 4 milhões de toneladas de grão são transportadas atualmente pela hidrovia do rio Madeira, única rota fluvial em operação na região.</p>
<p>Dentre outras sugestões presentes no relatório, as hidrovias do Paraguai-Paraná e Araguaia são citadas como investimentos que poderiam proporcionar grandes vantagens à economia da região. No setor ferroviário, a extensão da ferrovia Ferronorte até Lucas do Rio Verde é apontada como o investimento mais vantajoso. No transporte rodoviário, são destacadas obras de melhoria nas rodovias BR-364 e BR-163.</p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1849" title="MSIapequeno" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg" alt="" width="57" height="29" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/divisor2pb.gif"><img class="aligncenter size-medium wp-image-5164" title="divisor2pb" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/divisor2pb-300x16.gif" alt="" width="300" height="16" /></a></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3623" title="seta-vermelha-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>Créditos:</strong> este post é matéria apresentada no Boletim Eletrônico <strong>MSIa INFORMA</strong>, do <strong>MSIa – Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong>, Volume II, N<sup>o</sup> 30, de 18/11/2010. Introduzi subtítulos no texto para facilitar e incentivar a leitura.</p>
<p><strong>MSIa INFORMA</strong> é uma publicação do<strong> Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa)</strong>. <strong>Conselho editorial:</strong> Angel Palacios, Geraldo Luís Lino, Lorenzo Carrasco (Presidente), Marivilia Carrasco, Nilder Costa e Silvia Palacios. Rua México, 31 &#8211; sala 202 &#8211; Rio de Janeiro ( RJ) &#8211; CEP 20031-144; Telefax: 0xx 21-2532-4086.</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3620" title="seta-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>Para saber mais sobre o tema, visitar os sites da MSIa/Capax Dei: </strong><a href="http://www.alerta.inf.br/">http://www.alerta.inf.br/</a> e <a href="http://www.msia.org.br/">http://www.msia.org.br/</a>. Mensagens e sugestões, favor enviar para <a href="http://www.msia.org.br/">msia@msia.org.br</a>.</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/10/Seta-pequena.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-4980" title="Seta-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/10/Seta-pequena.gif" alt="" width="24" height="24" /></a>Imagem:</strong> <a href="http://www.revistaportuaria.com.br/">http://www.revistaportuaria.com.br</a>.</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a></p>
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		<title>Carlos Lessa: é preciso valorizar Forças Armadas</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/carlos-lessa-e-preciso-valorizar-forcas-armadas/</link>
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		<pubDate>Tue, 05 Oct 2010 18:07:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Ambientalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Crise global]]></category>
		<category><![CDATA[Defesa nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Economia nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Infraestrutura]]></category>
		<category><![CDATA[Nova ordem mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Oligarquias internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Política nacional]]></category>

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		<description><![CDATA[Um dos mais importantes economistas brasileiros da atualidade, Carlos Lessa dedicou sua coluna mensal no jornal Valor Econômico  (15/09/2010) à importância estratégica das Forças Armadas para a consolidação do desenvolvimento e da nação brasileira. Dentre os assuntos tratados, a questão da internacionalização da Amazônia, a proteção das reservas de petróleo no mar, a necessidade de se retomar o Projeto Calha Norte e a falta e de um projeto nacional de desenvolvimento.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIamedio.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1848" title="MSIamedio" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIamedio.jpg" alt="" width="85" height="43" /></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/10/carlos_lessa001.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-4793" title="carlos_lessa001" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/10/carlos_lessa001-300x205.jpg" alt="" width="300" height="205" /></a>Um dos mais importantes economistas brasileiros da atualidade, Carlos Lessa dedicou sua coluna mensal no jornal Valor Econômico (15/09/2010) à importância estratégica das Forças Armadas para a consolidação do desenvolvimento e da nação brasileira. Dentre os assuntos tratados, a questão da internacionalização da Amazônia, a proteção das reservas de petróleo no mar, a necessidade de se retomar o Projeto Calha Norte e a falta e de um projeto nacional de desenvolvimento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Um tabu a ser demolido</h2>
<p>Lessa é um veterano defensor dos interesses maiores da nação brasileira, empenhado na promoção da criatividade dos brasileiros em todas as áreas de atividades e na proteção das forças produtivas do País frente aos avanços de interesses externos descompromissados com o bem estar nacional. Opositor do regime militar de 1964, não obstante, tem sido também um veemente defensor das Forças Armadas e seu papel histórico e institucional, sendo o seu artigo um indicativo da necessidade de se encerrar definitivamente o capítulo que alguns teimosos radicais ainda insistem em escrever, o de considerar as F.As. como opositoras da nação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Interesses estrangeiros na Amazônia</h2>
<p>Para Lessa, a pressão internacional sobre a Amazônia é conduzida pela ideologia neoliberal da globalização. O economista alertou ainda sobre a agenda antidesenvolvimentista dos ambientalistas, que, a pretexto da “defesa da humanidade”, obstaculizam investimentos importantes: <em>«Essas forças conseguem paralisar projetos hidrelétricos e logísticos de imensa importância para o país»</em>.</p>
<p>Além disso, afirmou, <em>«nas últimas décadas, é visível e pérfida a atuação de potências em busca do domínio da Amazônia, nosso Eldorado verde»</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Interesse estrangeiro também no pré-sal</h2>
<p>Igualmente, ele ressaltou a importância dos recursos da plataforma continental: <em>«Hoje, com o pré-sal, nosso Eldorado azul é objeto de cobiça provavelmente superior à provocada pelo Eldorado verde.</em> (&#8230;) <em>A Amazônia Azul vai muito além das 200 milhas de costa marítima soberana, e é possível uma controvérsia internacional nas jazidas que estão fora dos limites brasileiros»</em>.</p>
<p>Aqui, Lessa faz uma advertência: somente com uma política de integração sul-americana e uma combinação objetiva de interesses será possível preservar os nossos “eldorados” às gerações futuras. Todavia, <em>«as chances de integração dependem do dinamismo da economia brasileira»</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>As Forças Armadas são vitais para resguardar a soberania nacional</h2>
<p>Da mesma forma, sugere que as Forças Armadas tenham um papel mais central na defesa da Amazônia, seguindo-se o princípio do marechal Cândido Rondon – “Integrar para não entregar”. A solução da questão amazônica se daria por meio do aumento do recrutamento de profissionais militares entre as etnias amazônicas, como uma <em>«prioridade pedagógica nacional»</em> (no sentido de proporcionar uma <em>«percepção da existência da Pátria»</em>); a inclusão do Projeto Calha Norte no PAC e a convocação das universidades para realizar estudos minuciosos das potencialidades da Amazônia. No âmbito do Projeto Calha Norte, é fundamental o estabelecimento de novas bases aéreas e a ampliação da frota da Marinha no Amazonas.</p>
<p>O economista critica a falta de um projeto nacional no Brasil e a adoção do princípio “exportar é a solução”, com a pretensão de <em>«integrar-se competitivamente» </em>num mundo “globalizado”. Tal orientação está redundando em um retrocesso: decresce a participação industrial, enquanto a participação da agropecuária avança a passos largos, fazendo o país retornar ao <em>«padrão da República Velha»</em>. O resultado disso é que <em>«deixamos de ser um país receptor de mão-de-obra para exportar jovens»</em>.</p>
<p><em>«O Itamaraty calcula que 3,3 milhões de brasileiros tenham migrado definitivamente para o exterior. Essa é uma das piores manifestações de pouco dinamismo em países periféricos. Sem dúvida, a crise mundial e as barreiras à imigração devem reduzir essa tendência»</em>, escreve.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>É necessário investir em tecnologia e em infraestrutura</h2>
<p>Lessa afirma que é preciso elevar a taxa de investimentos, dos atuais 18% do PIB para 22%, de modo a sustentar um crescimento anual da ordem de 5%. Para viabilizar tal cifra, é necessário elevar o investimento público para uma taxa entre 6-7% (quase o dobro da atual).</p>
<p>Para Lessa, a economia do petróleo abre novas perspectivas ao país, uma esperança de progresso, caso se apoie integralmente no desenvolvimento industrial e de serviços. E tal cenário demanda Forças Armadas modernizadas e com poder dissuasório: <em>«Precisamos de submarinos caçadores de submarinos atômicos de outros países, precisamos evoluir rapidamente na tecnologia de mísseis, fortalecer a indústria de produtos de defesa»</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>O livre mercado não substitui a Nação</h2>
<p>Por fim, o economista defende que se reconheça que <em>«o mercado não substitui a Nação»</em>, pois somente desta forma a juventude se mobilizará em seus sentimentos patrióticos e de identidade nacional, confiando “numa futura civilização brasileira”. Neste sentido, é necessário que se empregue os ganhos da economia do petróleo na rápida evolução de políticas sociais, com destaque para a educação. Entretanto, adverte ser contrário ao emprego das Forças Armadas para desempenhar funções policiais internas: <em>«Uma maneira de destruir a capacidade das Forças Armadas é desperdiçá-la no combate a qualquer desvio comportamental civil interno».<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1849" title="MSIapequeno" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg" alt="" width="57" height="29" /></a></em></p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/09/divisor2.gif"><img class="aligncenter size-medium wp-image-4736" title="divisor2" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/09/divisor2-300x22.gif" alt="" width="300" height="22" /></a></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3623" title="seta-vermelha-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>Créditos:</strong> artigo apresentado no boletim eletrônico do MSIa: Vol. II / Nº. 22 23 de setembro de 2010.</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3620" title="seta-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>Para saber mais sobre o tema, visitar os sites da MSIa/Capax Dei: </strong><a href="http://www.alerta.inf.br/">http://www.alerta.inf.br/</a> e <a href="http://www.msia.org.br/">http://www.msia.org.br/</a></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/white01_right.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-3981" title="white01_right" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/white01_right.gif" alt="" width="18" height="18" /></a>Imagem:</strong> socialismo.org.br<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a></p>
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		<title>Histórico da batalha de Belo Monte</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Jul 2010 12:55:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Este post, de 15/04/2010, publicado no boletim eletrônico do MSIa é anterior ao leilão da usina de Belo Monte, que já se realizou, tendo saído vencedor o Governo Brasileiro, com a adjudicação da obra ao consórcio de empresas que executarão a obra. De qualquer forma o artigo é pertinente para dar uma idéia dos precedentes relativos a este episódio de Belo Monte, que terminou com a vitória brasileira frente os interesses oligárquicos estrangeiros envolvidos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIamedio.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1848" title="MSIamedio" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIamedio.jpg" alt="" width="85" height="43" /></a>Este post, de 15/04/2010, publicado no boletim eletrônico do MSIa é anterior ao leilão da hidrelétrica de Belo Monte, que já se realizou, tendo saído vencedor o Governo Brasileiro, com a adjudicação da obra ao consórcio de empresas que executará a usina. De qualquer forma o artigo é pertinente para dar uma idéia dos precedentes relativos a este episódio de Belo Monte, que terminou com a vitória brasileira frente os interesses oligárquicos estrangeiros envolvidos. Eis a matéria.<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/newrule1.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-3859" title="newrule" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/newrule1.gif" alt="" width="158" height="24" /></a></p>
<h2>A batalha de Belo Monte<br class="spacer_" /></h2>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/vitalvereador.files_.wordpress-com-usina-de-belo-monte-no-xingu2.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-4126" title="vitalvereador.files.wordpress-com-usina-de-belo-monte-no-xingu2" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/vitalvereador.files_.wordpress-com-usina-de-belo-monte-no-xingu2-300x203.jpg" alt="" width="378" height="255" /></a></p>
<p>A batalha pelo desenvolvimento da Amazônia, em especial as perspectivas de uma modernização econômica baseada num processo de industrialização e agregação de valor aos recursos naturais da região, terá nos próximos dias um lance crucial com a definição sobre o projeto da usina hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu (PA). No momento em que estas linhas são escritas, o leilão da usina, marcado para o próximo dia 20 de abril, encontra-se suspenso por uma liminar da Justiça Federal do Pará. Embora seja pouco provável que a decisão se mantenha, o fato é que o projeto original foi tão modificado, para se tentar uma inócua acomodação com a agenda ambientalista (cujo objetivo é simplesmente obstaculizar projetos do gênero), que o atual ficou recheado de incertezas que podem encarecê-lo grandemente e, até mesmo, inviabilizá-lo em termos técnicos e econômicos.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>O planejamento da guerra</h2>
<p>Após a sua retumbante vitória na “Batalha de Roraima”, com a definição da reserva indígena Raposa Serra do Sol em território contínuo, a campanha ambientalista contra o pleno desenvolvimento amazônico voltou a concentrar as baterias contra Belo Monte, como parte da estratégia definida em 2005 pela Agência de Desenvolvimento Internacional dos EUA (USAID), um dos órgãos de planejamento dessa autêntica “guerra irregular” contra o País. O plano de campanha foi delineado na chamada Iniciativa para a Conservação da Bacia Amazônica (ABCI, em inglês), apresentada em junho daquele ano.</p>
<p>Segundo o jornalista Lorenzo Carrasco, do conselho editorial deste boletim, a Iniciativa não oculta o propósito de coordenar as ações de diversos grupos ambientalistas e indigenistas nacionais e estrangeiros, provendo-os dos recursos e instrumentos de “governança ambiental” para o controle efetivo da região. A intenção é recrutar povos indígenas, “populações tradicionais” e ONGs nacionais e estrangeiras, para criar uma rede que em nada difere de um exército de ocupação pós-moderno a serviço de um esquema de “governo mundial” controlado por grupos hegemônicos do <em>establishment</em> anglo-americano. Neste contexto, a ação da USAID vem reforçar, financeiramente, as intensas atividades de ONGs como o Fundo Mundial para a Natureza (WWF), Survival International, Conservation International, The Nature Conservancy e outras, financiadas tanto pela USAID como por agências governamentais do Canadá, Reino Unido, Holanda e outros países europeus, além de fundações familiares do <em>establishment</em> (Resenha Estratégica, 16/05/2007).</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Dificuldades desde Altamira</h2>
<p>Na verdade, a campanha contra os projetos hidrelétricos no rio Xingu constituiu foi a primeira grande investida do aparato ambientalista contra o Brasil, desde o famigerado Encontro de Altamira, ocorrido em fevereiro de 1989, convescote que reuniu centenas de militantes “verdes” do Brasil e do exterior, lideranças indígenas da região e outros atores. A pajelança contou com um generoso financiamento de órgãos governamentais estrangeiros do porte da Canadian International Development Agency (CIDA), como demonstrou a jornalista canadense Elaine Dewar em seu livro <strong>«Uma Demão de Verde»</strong>, publicado em 2007 no Brasil pela Capax Dei Editora.</p>
<p>Apesar de o afastamento deliberado do Estado dos grandes projetos energéticos, no início dos anos 90, também ter contribuído, as pressões ambientalistas tiveram grande influência nos sucessivos adiamentos do projeto de Belo Monte (anteriormente chamada Kararaô), privando o País da eletricidade que poderia ter contribuído bastante para amenizar os efeitos do apagão de 2000-2001. Ademais, a campanha contra ele proporcionou um importante treinamento para os ativistas brasileiros e estrangeiros, que puderam refinar as suas táticas obstrucionistas, especialmente a mobilização das populações das áreas do entorno do projeto e a construção de uma eficiente rede de apoio no Poder Judiciário.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>O engajamento de artistas</h2>
<p>Desde o início, a intervenção ambientalista no Brasil contou com a participação de um braço de “guerra cultural” do <em>establishment</em> anglo-americano, que emprega artistas de renome internacional para dar visibilidade às suas ruidosas campanhas. Nas primeiras fases das campanhas amazônicas, o papel mais visível dessa participação coube ao decadente cantor inglês Sting, que vivia viajando pelo mundo arrastando pelo braço o cacique caiapó Raoni. Agora, a batuta foi transferida ao celebrado cineasta canadense James Cameron, que em menos de um mês esteve no Brasil duas vezes, inclusive, participando de uma manifestação pública contra Belo Monte, em Brasília, em 12 de abril.</p>
<p>A “convocação” é estudada: o recente megassucesso hollywoodiano de Cameron, «Avatar», tem contribuído para divulgar a mensagem “bucólica” e anticivilizatória do ambientalismo, com a sua ambientação num mundo idílico onde todos os seres vivos encontram-se “em comunhão” com a natureza. No Brasil, a pré-candidata presidencial do Partido Verde (PV), Marina Silva (que se reuniu com Cameron em Brasília), tem se desdobrado em delirantes comparações entre a luta dos personagens fictícios do filme e as vicissitudes das populações amazônicas.</p>
<p>Apesar de admitir o seu desconhecimento da Amazônia, Cameron tornou-se um “especialista instantâneo” na região, credenciando-se para ampliar a visibilidade internacional da campanha contra Belo Monte. Sua mensagem simplificadora foi sintetizada numa entrevista publicada nas Páginas Amarelas da revista Veja de 14 de abril: <em>«Quando a civilização bate de frente com a natureza, não dá para ter meio-termo. Ou o governo constrói a represa de Belo Monte, ou não a constrói.»</em></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>O que está errado em Belo Monte</h2>
<p>Independentemente dos seus desdobramentos, o projeto de Belo Monte já pode ser considerado um caso exemplar da interferência do movimento ambientalista internacional na política interna do Brasil e, não menos, das respostas inadequadas a ele. Em seu projeto original, elaborado no final da década de 1980, Kararaô/Belo Monte teria uma potência de cerca de 15 mil megawatts e seria uma de seis usinas a serem construídas no rio Xingu, de forma a maximizar o aproveitamento múltiplo do rio. Entretanto, as sucessivas concessões ao ambientalismo acabaram por descaracterizar totalmente o projeto.</p>
<p>Uma das principais concessões foi a decisão de reduzir grandemente os reservatórios das hidrelétricas, que passaram a ser projetadas para operar quase que “a fio d’água”, com vazões mínimas. Embora tal medida diminua bastante a extensão da área afetada pelo reservatório, por outro lado, priva as usinas das “reservas de energia potencial” que as permitem continuar gerando energia em níveis mais próximos aos da sua potência máxima mesmo durante períodos de estiagem – ou seja, aumentando a chamada energia firme de cada usina. Por ironia, este é um dos argumentos que têm sido utilizados contra o atual projeto de Belo Monte, alegando-se que a sua energia firme, em torno de 4 mil megawatts, será muito inferior à capacidade instalada de 11,2 megawatts e, nos períodos mais secos, poderá cair para algo como 1.000 megawatts.</p>
<p>Outra falha clamorosa, motivado tanto pelas pressões ambientalistas como por um descaso histórico com a navegação fluvial, é a exclusão de eclusas no projeto, que implicará em mais um obstáculo ao inadiável desenvolvimento do transporte hidroviário no País (desafortunadamente, o atual ministro das Minas e Energia, Márcio Zimmerman, é um ferrenho adversário das eclusas nas barragens, vício que acomete muitos técnicos do setor elétrico). Evidentemente, a solução ideal para semelhante imbróglio seria a retomada de um projeto pelo menos parecido com o original e mais abrangente, que possibilitasse uma grande maximização de efeitos sinergéticos para o desenvolvimento amazônico. Como isto parece ser uma impossibilidade, resta ao País decidir se continuará permitindo a intromissão de uma agenda e de personagens alienígenas na definição de políticas e ações internas cruciais para as perspectivas de desenvolvimento nacional.<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1849" title="MSIapequeno" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg" alt="" width="57" height="29" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>MSIa    &#8211;   Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg"></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/newrule1.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-3859" title="newrule" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/newrule1.gif" alt="" width="158" height="24" /></a></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3623" title="seta-vermelha-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a><strong>Créditos:</strong>Este post é matéria      apresentada no Boletim Eletrônico, n° 66, de 15/04/2010, do <strong>MSIa    &#8211;   Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong>. Introduzi  subtítulos  no    texto para  facilitar e incentivar a leitura.</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-cinza-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3626" title="seta-cinza-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-cinza-pequena.jpg" alt="" width="28" height="19" /></a><strong>O livro a le é:</strong> <strong>«Uma Demão de Verde»</strong>, de Elaine Dewar (Capax Dei Editora   Ltda., RJ).</p>
<p>Para outras informações sobre o mesmo tema, visitar o site do MSIa no      seguinte endereço: <a href="http://www.msia.org.br/">http://www.msia.org.br</a></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/white01_right.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-3981" title="white01_right" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/white01_right.gif" alt="" width="18" height="18" /></a>Imagem:</strong> site do vereador Vital Caló: <a href="http://vitalvereador.wordpress.com/2010/06/11/a-polemica-de-belo-monte/">vitalvereador.wordpress.com</a> – onde se vê o local da futura localização da usina hidrelétrica de Belo  Monte.<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a></p>
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		<title>Desabafo de um doutorando: Amazônia invadida por estrangeiros</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/desabafo-de-um-doutorando-amazonia-invadida-por-estrangeiros/</link>
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		<pubDate>Mon, 28 Jun 2010 18:17:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Ambientalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Falta de água]]></category>
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		<description><![CDATA[Segue abaixo o relato de uma pessoa conhecida e séria, que passou recentemente em um concurso público federal e foi trabalhar em Roraima. Trata- se de um Brasil que a gente não conhece. As duas semanas em Manaus foram interessantes para conhecer um Brasil um pouco diferente, mas chegando em Boa Vista (RR) não pude resistir a fazer um relato das coisas que tenho visto e escutado por aqui. Conversei com algumas pessoas nesses três dias, desde engenheiros até pessoas com um mínimo de instrução.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/03/harpia-temalivre2010-direitamedia.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-2750" title="harpia-temalivre2010-direitamedia" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/03/harpia-temalivre2010-direitamedia.jpg" alt="" width="80" height="52" /></a>Segue abaixo o relato de uma pessoa conhecida e séria, que passou recentemente em um concurso público federal e foi trabalhar em Roraima. Trata- se de um Brasil que a gente não conhece. As duas semanas em Manaus foram interessantes para conhecer um Brasil um pouco diferente, mas chegando em Boa Vista (RR) não pude resistir a fazer um relato das coisas que tenho visto e escutado por aqui. Conversei com algumas pessoas nesses três dias, desde engenheiros até pessoas com um mínimo de instrução.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/google.com_.br-amazonia.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-3930" title="google.com.br-amazonia" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/google.com_.br-amazonia-300x274.jpg" alt="" width="300" height="274" /></a>Cadê os brasileiros?</h2>
<p>Para começar, o mais difícil de encontrar por aqui é roraimense. Pra falar a verdade, acho que a proporção de um roraimense para cada 10 pessoas é bem razoável, tem gaúcho, carioca, cearense, amazonense, piauiense, maranhense e por aí vai. Portanto, falta uma identidade com a terra.</p>
<p>Aqui não existem muitos meios de sobrevivência, ou a pessoa é funcionária pública, (e aqui quase todo mundo é, pois em Boa Vista se concentram todos os órgãos federais e estaduais de Roraima, além da prefeitura é claro) ou a pessoa trabalha no comércio local ou recebe ajuda de Programas do governo.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Estado sem recursos por causa das reservas</h2>
<p>Não existe indústria de qualquer tipo. Pouco mais de 70% do território roraimense é demarcado como reserva indígena, portanto restam apenas 30%, descontando- se os rios e as terras improdutivas que são muitas, para se cultivar a terra ou para a localização das próprias cidades.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Os índios controlam a estradas</h2>
<p>Na única rodovia que existe em direção ao Brasil (que liga Boa Vista a Manaus, com cerca de 800 km ) existe um trecho de aproximadamente 200 km de reserva indígena (Waimiri Atroari) por onde você só passa entre 6:00 da manhã e 6:00 da tarde, nas outras 12 horas a rodovia é fechada pelos índios (com autorização da FUNAI e dos americanos) para que os mesmos não sejam incomodados.</p>
<p>Detalhe: você não passa se for brasileiro, mas o acesso é livre aos americanos, europeus e japoneses. Desses 70% de território indígena, diria que em 90% dele ninguém entra sem uma grande burocracia e autorização da FUNAI.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Estrangeiros circulam à vontade, e os índios falam inglês</h2>
<p>Outro detalhe: americanos entram à hora que quiserem. Se você não tem uma autorização da FUNAI mas tem dos americanos então você pode entrar. A maioria dos índios fala a língua nativa além do inglês ou francês, mas a maioria não sabe falar português. Dizem que é comum na entrada de algumas reservas encontrarem-se hasteadas bandeiras americanas ou inglesas. É comum se encontrar por aqui americano tipo <em>nerd</em> com cara de quem não quer nada, que veio caçar borboleta e joaninha e catalogá-las, mas no final das contas, pasme, se você quiser montar um empresa para exportar plantas e frutas típicas como cupuaçu, açaí, camu-camu etc., medicinais ou componentes naturais para fabricação de remédios, pode se preparar para pagar <em>royalties</em> para empresas japonesas e americanas que já patentearam a maioria dos produtos típicos da Amazônia&#8230;</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Testemunho de uma brasileira local</h2>
<p>Por três vezes repeti a seguinte frase após ouvir tais relatos: <em>«Os americanos vão acabar tomando a Amazônia.»</em> E em todas elas ouvi a mesma resposta em palavras diferentes. Vou reproduzir a resposta de uma senhora simples que vendia suco e água na rodovia próximo de Mucajaí:</p>
<p><em>«Irão não minha filha, tu não sabe, mas tudo aqui já é deles, eles comandam tudo, você não entra em lugar nenhum porque eles não deixam. Quando acabar essa guerra aí eles virão pra cá, e vão fazer o que fizeram no Iraque quando determinaram uma faixa para os curdos onde iraquiano não entra, aqui vai ser a mesma coisa.»</em></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/sandromeira12.files_.wordpress.com-amazonia2.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-3931" title="sandromeira12.files.wordpress.com-amazonia2" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/sandromeira12.files_.wordpress.com-amazonia2-280x300.jpg" alt="" width="224" height="241" /></a></p>
<h2>O indigenismo por trás de tudo</h2>
<p>A dona é bem informada não? O pior é que segundo a ONU o conceito de nação é um conceito de soberania e as áreas demarcadas têm o nome de nação indígena. O que pode levar os americanos a alegarem que estarão libertando os povos indígenas. Fiquei sabendo que os americanos já estão construindo uma grande base militar na Colômbia, bem próximo da fronteira com o Brasil numa parceria com o governo colombiano com o pseudo objetivo de combater o narcotráfico. Por falar em narcotráfico, aqui é rota de distribuição, pois essa mãe chamada Brasil mantém suas fronteiras abertas e aqui tem estrada para as Guianas e Venezuela. Nenhuma bagagem de estrangeiro é fiscalizada, principalmente se for americano, europeu ou japonês, (isso pode causar um incidente diplomático). Dizem que tem muito colombiano traficante virando venezuelano, pois na Venezuela é muito fácil comprar a cidadania venezuelana por cerca de 200 dólares.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Nossas riquezas estão nas reservas</h2>
<p>Pergunto inocentemente às pessoas:  porque os americanos querem tanto proteger os índios ?  A resposta é absolutamente a mesma, porque as terras indígenas além das riquezas animal e vegetal, da abundância de água, são extremamente ricas em ouro (encontram-se pepitas que chegam a ser pesadas em quilos), diamantes, outras pedras preciosas, minério e nas reservas norte de Roraima e Amazonas, PETRÓLEO.</p>
<p>Parece que as pessoas contam essas coisas como que num grito de socorro a alguém que é do sul, como se eu pudesse dizer isso ao presidente ou a  alguma autoridade do sul que vá fazer alguma coisa. É, pessoal&#8230; saio daqui com a quase certeza de que em breve o Brasil irá diminuir de tamanho. Será que podemos fazer alguma coisa??? Acho que sim.</p>
<p>Repasse esse e-mail para que um maior número de brasileiros fique sabendo desses absurdos.<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/harpia-temalivre2010-direitapequena.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3925" title="harpia-temalivre2010-direitapequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/harpia-temalivre2010-direitapequena.jpg" alt="" width="60" height="39" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>Mara Silvia Alexandre CostaDepto de Biologia Cel. Mol. Bioag.Patog. FMRP &#8211; USP</strong></em></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/newrule1.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-3859" title="newrule" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/newrule1.gif" alt="" width="158" height="24" /></a></p>
<h2>Uma opinião pessoal:</h2>
<p>Gostaria que você que recebeu este e-mail, o repasse para o maior número possível de pessoas. Do meu ponto de vista seria interessante que o país inteiro ficasse sabendo desta situação através dos telejornais antes que isso venha a acontecer.</p>
<p style="text-align: left;">Afinal foi num momento de fraqueza dos Estados Unidos que os europeus lançaram o Euro, assim poderá se aproveitar esta situação de fraqueza norte-americana (perdas na guerra do Iraque) para revelar isto ao mundo a fim de antecipar a próxima guerra. Conto com sua participação, no envio deste e-mail.</p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>Celso Luiz Borges de Oliveira, Doutorando em Água e Solo FEAGRI/UNICAMP</strong></em></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/s3bar.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-3956" title="s3bar" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/s3bar-300x15.jpg" alt="" width="300" height="15" /></a></h2>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Observações do Editor deste blog:</h2>
<p>Embora a organização deste blog não possa endossar, totalmente, este  texto, ele foi aqui apresentado por sabermos que é justamento isso o que  acontece, no momento, na Amazônia. Os brasileiros, entretanto, parecem  fazer vista-grossa a esta situação, enquanto nossas riquezas naturais  nos estão escapando por entre os dedos – num processo idêntico ao que  ocorre com as reiquezas naturais em África, que continuam nas mãos dos  estrangeiros, causando a miséria dos africanos e contribuindo para a  permanência de regimes de governo absolutistas e escravagistas.</p>
<p>Eu mesmo tenho história semelhante. Um amigo meu de infância, quando já Capitão da Marinha de Guerra Brasileira (hoje Almirante de Esquadra), tendo chegado a Santarém para comandar a Capitania dos Portos local, entrou num hotel da cidade e foi atendido pelo recepcionista, que falou com ele em inglês. Meu amigo achou estranho aquele comportamento, e olhou ao redor. O hall do hotel estava repleto de estrangeiros – só de estrangeiros. Ele, indignado, comentou com o recepcionista que, pelo que sabia, ele estava no Brasil&#8230;</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/newrule1.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-3859" title="newrule" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/newrule1.gif" alt="" width="158" height="24" /></a></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3623" title="seta-vermelha-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>Créditos:</strong> trata a matéria de um e-mail que está circulando na Internet, e que comprova uma situação já sabida por todos. Neste caso, a mensagem é assinada por <strong>Mara Silvia Alexandre Costa</strong>, do Depto. de Biologia Cel. Mol.  Bioag.Patog. FMRP &#8211; USP, e endossado por <strong>Celso Luiz Borges de Oliveira</strong>, Doutorando em Água e Solo FEAGRI/UNICAMP. Introduzi subtítulos no texto para facilitar a leitura.</p>
<p><strong>Imagens: </strong>google.com.br; e sandromeira12.files.wordpress.com.<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/husc-pequena.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3856" title="husc-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/husc-pequena.jpg" alt="" width="60" height="38" /></a></p>
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		<title>Deputados condenam afirmações de que a Amazônia não pertence aos brasileiros</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/deputados-condenam-afirmacoes-de-que-a-amazonia-nao-pertence-aos-brasileiros/</link>
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		<pubDate>Mon, 21 Jun 2010 13:20:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Ambientalismo]]></category>
		<category><![CDATA[ONGs]]></category>

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		<description><![CDATA[Os deputados Erci de Moraes e Chico Guerra do PPS e PSDB respectivamente condenaram nesta terça-feira, 27, na Assembléia Legislativa (ALE-RR) as afirmações de pessoas dos Estados Unidos e da Inglaterra, de que a Amazônia não pertence aos brasileiros e sim a todos os países. Na visão dos parlamentares os brasileiros precisam defender a Amazônia que nos últimos anos vem sendo alvo de intromissão por parte de estrangeiros.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2009/11/Amazonia-e-olho-médio.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1909" title="Amazonia-e-olho-médio" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2009/11/Amazonia-e-olho-médio.jpg" alt="" width="60" height="39" /></a>Os deputados Erci de Moraes e  Chico Guerra do PPS e PSDB respectivamente condenaram nesta terça-feira, 27, na  Assembléia Legislativa (ALE-RR) as afirmações de pessoas dos Estados Unidos e da  Inglaterra, de que a Amazônia não pertence aos brasileiros e sim a todos os  países. Na visão dos parlamentares os  brasileiros precisam defender a Amazônia que nos últimos anos vem sendo alvo de  intromissão por parte de estrangeiros.</p>
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<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/janeladoquarto.files_.wordpress.com-logo_g1_amazonia.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-3636" title="janeladoquarto.files.wordpress.com-logo_g1_amazonia" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/janeladoquarto.files_.wordpress.com-logo_g1_amazonia-300x300.jpg" alt="" width="300" height="300" /></a>ONG Associação Amazônia adquire terras na Amazônia</h2>
<p>Em 1999 a ALE-RR concluiu o  relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), criada na época para  investigar denúncias de que a ONG Associação Amazônia adquirira uma área  superior a 172.000 mil hectares de terras públicas ao sul do território do  Estado. Na conclusão os deputados da CPI  relataram que a ONG “Associação Amazônia”, de origem estrangeira, se apossou de  forma ilegal, de grandes terras brasileiras cujo montante é vedado pela  Constituição da República.</p>
<p>A CPI foi composta por Mecias de  Jesus (presidente), Gelb Pereira (vice), Urzeni Rocha (relator) e os deputados  Augusto Ilgesias, Berinho Bantim, Sebastião da Silva e Vera Regina como  membros.</p>
<p>O deputado Erci de Moraes ao ser  abordado sobre o artigo do jornalista dos Estados Unidos de a Amazônia não ser do  Brasil, ele afirmou que com certeza o cidadão é descendente daqueles  exterminadores das nações indígenas. <em>«Acho que nós brasileiros temos  que nos posicionar em defesa da Amazônia e defendê-la efetivamente, e se  necessário até com o próprio sangue. O Brasil é um país que cresce e se afirma e  tem que ser respeitado»</em>, afirmou o parlamentar.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>E o Brasil não faz nada&#8230;</h2>
<p>No entender de Erci de Moraes os  brasileiros são acomodados. Ele disse que nós recebemos aqui todos os  estrangeiros de braços abertos, mais quando a recíproca deveria ser verdadeira,  esta não é como deveria.</p>
<p><em>«Há pouco tempo a Espanha tem  criado várias dificuldades na entrada de brasileiros naquele país. A Inglaterra  com a tradição e a cultura milenar, assassinou um brasileiro no metrô, que era  inocente, mas eles alegaram que Jean Charles era terrorista, e por aí afora, ou  seja, nós estamos sendo brasileiros bonzinhos em receber estes estrangeiros em  nosso solo»</em>, ressaltou o deputado.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Investigadas</h2>
<p>Erci defende que as Organizações  Não-Governamentais (ONG’s) que se encontram na Amazônia, com vastas áreas de  terras, precisam ser rigorosamente investigados. Pois se não se concede a  um brasileiro obter uma área superior a 100 hectares hoje na Amazônia, como é  que estas ONG’s conseguem? – questionou o deputado.</p>
<p>Ele condenou também a declaração  de um sueco que adquiriu 170.000 ha ao longo do rio Madeira e que com R$ 50 bilhões  de dólares poderia comprar a Amazônia por completo.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Governantes</h2>
<p>O vice-presidente da ALE-RR  deputado Chico Guerra ao ser questionado sobre a intromissão dos estrangeiros no  Brasil, declarou que na realidade está faltando uma maior ação dos governantes  contra estas pessoas que insistem em afirmar que a Amazônia não é dos  brasileiros.</p>
<p><em>«O fato de estas pessoas estarem  agindo desta maneira, é uma falta de respeito para com o Brasil e seu povo. Os  países europeus, assim como os Estados Unidos, Canadá têm que desenvolver o que eles  usaram»</em>, disse o deputado.</p>
<p>O parlamentar espera que o  Presidente Lula tenha acordado quando ele disse em entrevista que a Amazônia tem  dono e ela pertence de fato e de direito aos brasileiros.</p>
<p>«Espero que o Lula tenha enxergado  que a situação é preocupante. Aquela é uma reação de um Presidente comprometido  com a soberania de seu país», frisou Chico Guerra.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Rio  Branco</h2>
<p>O  deputado afirmou que no Baixo Rio Branco a Associação Amazônia comprou milhares  de hectares de terras. O fato foi denunciado e investigado através de uma CPI no  Senado e o estrangeiro continua com as terras, além de estar fechando o rio  impedindo o trânsito de ir e vir dos ribeirinhos.</p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>Roraima em Foco/Wilson Barbosa<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2009/11/Amazonia-e-olho-pequeno.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1910" title="Amazonia-e-olho-pequeno" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2009/11/Amazonia-e-olho-pequeno.jpg" alt="" width="45" height="29" /></a></strong></em></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/newrule.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-3152" title="newrule" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/newrule.gif" alt="" width="158" height="24" /></a><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg"></a></strong></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3623" title="seta-vermelha-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>Créditos: </strong>Este post, da autoria do Sr. Wilson Barbosa, foi publicado no site <strong>&#8220;RORAIMA EM FOCO&#8221;</strong>, cujo endereço é <a href="http://www.roraimaemfoco.com">www.roraimaemfoco.com</a> (onde podem ser encontradas outras matérias interessantes sobre o Estado de Roraima e a Amazônia em geral). Introduzi alguns subtítulos para facilitar a leitura. Não consegui detectar a data da matéria.</p>
<p><strong>Imagem:</strong> janeladoquarto.files.wordpress.com<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/03/husc-pequena.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-2489" title="husc-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/03/husc-pequena.jpg" alt="" width="60" height="38" /></a></p>
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		<title>Opinião: O Brasil tem florestas demais?</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/opiniao-o-brasil-tem-florestas-demais/</link>
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		<pubDate>Wed, 12 May 2010 18:28:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Ambientalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[Governo mundial]]></category>
		<category><![CDATA[ONGs]]></category>
		<category><![CDATA[Política nacional]]></category>

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		<description><![CDATA[O Brasil é muito criticado por desmatar a Amazônia e, com isso, contribuir para gerar diversas catástrofes ambientais. Mas há alguns fatos importantes a considerar. Há oito mil anos, o Brasil possuía 9,8% das florestas mundiais. Hoje, o país detém 28,3%. Dos 64 milhões de quilômetros quadrados de florestas existentes antes da expansão demográfica e tecnológica dos humanos, restam menos de 15,5 milhões, cerca de 24%. Mais de 75% das florestas mundiais já desapareceram. Com exceção de parte das Américas, todos os continentes desmataram e muito, conforme revela o estudo da Embrapa Monitoramento por Satélite sobre a evolução das florestas mundiais.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/03/alertaem-rede-medio.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-2463" title="alertaem rede-medio" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/03/alertaem-rede-medio.jpg" alt="" width="100" height="53" /></a></p>
<p>O texto mostra quão injusta é a perseguição que o movimento ambientalista internacional empreende contra o Brasil, deixando de olhar para o que já foi feito, pelos países centrais, em termos de destruição florestal. Se alguém tem moral para defender as florestas é o Brasil, e não aqueles países, que quase não têm mais florestas – as quais foram transformadas em dinheiro e em utensílios de um consumismo desenfreado e megalômano, contribuido, decisivamente, para seu enriquecimento. E agora, que nós queremos usar nossos recursos naturais, mesmo que de forma adequada e racional, eles não querem permitir, para que tais recursos acabem caindo nas mãos deles para que continuem com sua megalomania confortavelmente consumista – como quem diz: <em>«quem cresceu, cresceu, quem não cresceu, não cresce mais, pois tudo é nosso, pois nós mandamos no mundo!»</em> Decididamente, não dá para concordar com isso.</p>
<p><em> </em>Introduzi alguns subtítulos no texto original para melhor leitura do mesmo. Eis a matéria.<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/03/husc-pequena.jpg"></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/2.bp_.blogspot.com-tucano.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-3015" title="2.bp.blogspot.com-tucano" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/2.bp_.blogspot.com-tucano-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>Opinião: O Brasil tem florestas demais?</h2>
<div id="article_body">
<p>O Brasil é muito  criticado por desmatar a Amazônia e, com isso, contribuir para gerar  diversas catástrofes ambientais. Mas há alguns fatos importantes a  considerar. Há oito mil anos, o Brasil possuía 9,8% das florestas  mundiais. Hoje, o país detém 28,3%. Dos 64 milhões de quilômetros  quadrados de florestas existentes antes da expansão demográfica e  tecnológica dos humanos, restam menos de 15,5 milhões, cerca de 24%.  Mais de 75% das florestas mundiais já desapareceram. Com exceção de  parte das Américas, todos os continentes desmataram – e muito – conforme  revela o estudo da Embrapa Monitoramento por Satélite sobre a evolução  das florestas mundiais.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Quem ainda tem florestas?</h2>
<p>Segundo  o Prof. Evaristo Eduardo de Miranda, doutor em ecologia e chefe geral  da Embrapa Monitoramento por Satélite, a Europa, sem a Rússia, detinha  mais de 7% das florestas do planeta e hoje tem apenas 0,1%. A África  possuía quase 11% e agora tem 3,4%. A Ásia já deteve quase um quarto das  florestas mundiais (23,6%), agora possui 5,5% e segue desmatando. No  sentido inverso, a América do Sul, que detinha 18,2% das florestas,  agora detém 41,4% e o grande responsável por esses remanescentes, cuja  representatividade cresce ano a ano, é o Brasil.</p>
</div>
<h2>Injustiça com o Brasil</h2>
<div>
<p>Longe  de estar encerrada no passado, essa tendência se mantém e, se o  desflorestamento mundial prosseguir no ritmo atual, o Brasil – por ser  um dos que menos desmatou – deverá deter no futuro quase a metade das  florestas primárias do planeta. O paradoxo é que, ao invés de ser  reconhecido pelo seu histórico de manutenção da cobertura florestal, o  país vem sendo severamente criticado pelos campeões do desmatamento e  paulatinamente alijado da própria memória.</p>
<p>O  estudo da Embrapa indica que, apesar do desmatamento dos últimos trinta  anos, o Brasil é um dos países que mais mantém sua cobertura florestal.  Dos 100% de suas florestas originais, a África mantém hoje 7,8%, a Ásia  5,6%, a América Central 9,7% e a Europa – o pior caso do mundo – apenas  0,3%. Embora se deva mencionar o esforço de reflorestar para uso  turístico e comercial, não é possível ignorar que 99,7% das florestas  primárias européias foram substituídas por cidades, cultivos e  plantações comerciais.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Nós ainda somos os que mais conservam as florestas</h2>
<p>O  continente que mais mantém suas florestas originais é a América do Sul,  com 54,8%. Nossa legislação exige que as propriedades rurais preservem  de 20% a 80% de sua área total na forma de reserva florestal. Com  invejáveis 69,4% de suas florestas primitivas, o Brasil tem grande  autoridade para tratar desse tema frente às críticas dos campeões do  desmatamento mundial.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Esforço brasileiro não é reconhecido</h2>
<p>Mas  não o faz. A inexistência de uma política bem definida permite que uma  espécie de “fundamentalismo” obscurantista, quase uma cegueira  ideológica, espalhe-se como vírus em nossos organismos de decisão e  contamine parcela de nossos operadores do direito e da administração,  gerando um somatório de ações judiciais, exigências não pertinentes em  processos de licenciamento ambiental, atritos com ONGs, imprensa, etc.,  cujos impactos são nocivos ao interesse nacional, sem qualquer vantagem  social, ambiental ou econômica para nosso país.<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/03/alertaem-rede-pequeno.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-2465" title="alertaem  rede-pequeno" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/03/alertaem-rede-pequeno.jpg" alt="" width="70" height="37" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>Antonio Luis da Costa Burgos e Rafael Abrão Possik Jr.</strong></em></p>
<p style="text-align: right;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: left;"><em><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/newrule.gif"></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/2000px-Decorative_text_divider_-_central_flare.svg_.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-7351" title="2000px-Decorative_text_divider_-_central_flare.svg" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/2000px-Decorative_text_divider_-_central_flare.svg_-300x19.png" alt="" width="300" height="19" /></a></strong></em><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg"></a></strong></p>
<p style="text-align: left;"><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3623" title="seta-vermelha-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>Créditos:</strong>Este post foi publicado no site Alerta em Rede (<a href="http://www.alerta.inf.br">http://www.alerta.inf.br</a>),  em 01/05/2010, e é da autoria de Antonio Luis da Costa Burgos e Rafael  Abrão Possik Jr.</p>
<div>Antonio Luis da Costa Burgos: ex-chefe do Estado-Maior do  Comando   Militar do Oeste, atualmente é coordenador do Centro de Estudos    Estratégicos da FAAP. (<a href="mailto:alburgos@faap.br" target="_blank">alburgos@faap.br</a>);  Rafael Abrão Possik Jr.: agroempresário no MS (<a href="mailto:2108112673@faap.net" target="_blank">2108112673@faap.net</a>).</div>
<div>Introduzi sub-títulos no texto para  facilitar a leitura. Para outras   informações sobre o mesmo tema, visitar o site do MSIa nos seguintes   endereços:<a href="http://www.alerta.inf.br/">http://www.alerta.inf.br/</a> e <a href="http://www.msia.org.br/">http://www.msia.org.br/</a></div>
<p>Imagem: 2.bp.blogspot.com<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/03/husc-pequena.jpg"></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a></p>
</div>
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		<title>Desmatamento relativo dos EUA é maior que o do Brasil</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/desmatamento-relativo-dos-eua-e-maior-que-o-do-brasil/</link>
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		<pubDate>Wed, 12 May 2010 17:58:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Ambientalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[Oligarquias internacionais]]></category>

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		<description><![CDATA[A Academia Nacional de Ciências dos EUA acaba de publicar um interessante estudo sobre a perda bruta de cobertura florestal (inglês: Gross Forest Cover Loss – ou GFCL), ocorrida entre 2000 e 2005, nos sete países que possuem mais de um milhão de km2 de florestas: Rússia, Brasil, Canadá, China, Indonésia, República do Congo e os EUA. Juntos, a cobertura florestal desses países compreendem pouco mais de 32 milhões de km2, quase 60% do total da área florestal mundial.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/03/alertaem-rede-medio.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-2463" title="alertaem rede-medio" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/03/alertaem-rede-medio.jpg" alt="" width="100" height="53" /></a>Este post é texto publicado no site Alerta em Rede (<a href="http://www.alerta.inf.br">http://www.alerta.inf.br</a>) da Capax Dei Editora, em 10/05/2010, da autoria de Nilder Costa. A matéria mostra, claramente, o “telhado de vidro” dos países centrais no que diz respeito ao desmatamento. Não satisfeitos com a perda de suas florestas ao longo dos últimos séculos, com o intuito de alimentar seu faustoso e megalômano estilo de vida, eles continuam a desmatar. Só que a mídia, que é controlada por eles, obviamente, não fala nada&#8230; E como eles não toleram o crescimento socioeconômico de outras nações – as quais, potencialmente, podem tornar-se concorrentes suas – insistem em tentar obstruir o desenvolvimento dessas nações através do movimento ambientalista internacional. No texto a seguir, introduzi alguns subtítulos com o intuito de facilitar a leitura. Eis a matéria.<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/03/husc-pequena.jpg"><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a></a></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/canalkids.com_.br-desmatamento.gif"><img class="alignright size-full wp-image-3018" title="canalkids.com.br-desmatamento" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/canalkids.com_.br-desmatamento.gif" alt="" width="300" height="234" /></a>Desmatamento relativo dos EUA é maior que o do Brasil</h2>
<p>A Academia Nacional de Ciências dos EUA acaba de publicar um interessante  estudo sobre a perda bruta de cobertura florestal (inglês: Gross Forest Cover Loss – ou GFCL), ocorrida entre 2000 e 2005, nos sete países que  possuem mais de um milhão de km<sup>2</sup> de florestas: Rússia, Brasil, Canadá,  China, Indonésia, República do Congo e os EUA. Juntos, a cobertura  florestal desses países compreendem pouco mais de 32 milhões de km<sup>2</sup>,  quase 60% do total da área florestal mundial.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Nova tecnologia para analisar o assunto</h2>
<p>O estudo, realizado por uma equipe de cientistas da Universidade  Estadual de Dakota do Sul (EUA) liderada pelo Dr. Matthew Hansen,  desenvolveu e implementou uma nova metodologia de consistência global  para analisar imagens de satélites das florestas, ou seja, permite uma  comparação direta entre os diversos biomas e regiões. As causas das  remoções da cobertura florestal – naturais ou humanas – não foram  consideradas, assim como as regenerações que certamente ocorreram no  período.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>No hemisfério norte o desmatamento é maior</h2>
<p>Nos países em referência, a perda bruta de cobertura florestal  verificada no período foi de 1.011.000 km<sup>2</sup>, representando 3,1% do total  (0,6% ao ano). Uma primeira surpresa foi que a perda verificada nas  florestas boreais (34,7%) foi maior que nas tropicais úmidas (27%),  embora estas ocupem uma área maior que aquelas (35,4% e 26,7%  respectivamente).</p>
<p>Continentalmente, a América do Norte foi a campeã de perdas, com  295.000 km<sup>2</sup> (29,1%), seguida da Ásia (240.000 km<sup>2</sup> e 23,7%) e da América  do Sul (228.000 km<sup>2</sup> e 22,7%). Já na escala nacional, o Brasil registrou a  maior perda absoluta, com 165.000 km<sup>2</sup>, secundado pelo Canadá com  160.000 km<sup>2</sup>.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>O Brasil desmata menos</h2>
<p>Entretanto, a surpresa maior revelada pelo estudo foi a perda  relativa – ou proporcional em relação à cobertura registrada em 2000 -,  onde desponta os EUA: em cinco anos, o país perdeu nada menos que 6% da  sua cobertura florestal. Foi secundado pelo Canadá &#8211; 5,2%, seguido pelo  Brasil com 3,6%.</p>
<p>Evidentemente não são resultados para se comemorar, mas salta aos  olhos a tremenda inversão de valores perpetrada pelo aparato  ambientalista para fustigar o Brasil e outros países detentores de  florestas tropicais – quer dizer, países em desenvolvimento – como vilões  florestais. À luz do mencionado estudo, as baterias dos ambientalistas  globais deveriam estar primeiramente voltadas para os EUA e Canadá, e só  muito depois para a “Amazônia”. Se alguém evidenciar as comprovadas  linhas de ligação entre ONGs ambientalistas e seus patrocinadores  estadunidenses e canadenses, inclusive, governamentais, será taxado  imediatemente de &#8220;teórico de conspirações&#8221;.<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/03/alertaem-rede-pequeno.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-2465" title="alertaem rede-pequeno" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/03/alertaem-rede-pequeno.jpg" alt="" width="70" height="37" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>Nilder Costa</strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/2000px-Decorative_text_divider_4cinza.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-7427" title="2000px-Decorative_text_divider_4cinza" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/2000px-Decorative_text_divider_4cinza-300x12.jpg" alt="" width="300" height="12" /></a></p>
<p><strong>Para saber mais sobre o tema, visitar os sites da MSIa/Capax Dei:</strong></p>
<p><a href="http://www.alerta.inf.br/">http://www.alerta.inf.br/</a> e <a href="http://www.msia.org.br/">http://www.msia.org.br/</a></p>
<p>Imagem: canalkids.com.br</p>
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		<title>James Cameron, o “exterminador” da Amazônia</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/james-cameron-o-%e2%80%9cexterminador%e2%80%9d-da-amazonia/</link>
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		<pubDate>Wed, 12 May 2010 17:29:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Créditos de carbono]]></category>
		<category><![CDATA[Economia nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Energia elétrica]]></category>
		<category><![CDATA[Energia hidrelétrica]]></category>
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		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[WWF]]></category>

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		<description><![CDATA[Indiscutivelmente, o evento mais pitoresco da semana passada no campo ambientalista foi o Fórum Internacional de Sustentabilidade, o ruidoso convescote realizado em Manaus (AM), em 26 e 27 de março. Seu objetivo ostensivo foi reforçar o argumento da vinculação entre a conservação da Floresta Amazônica e o clima global, abrindo caminho para os lucrativos esquemas financeiros envolvendo os chamados “créditos de carbono”.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIamedio.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1848" title="MSIamedio" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIamedio.jpg" alt="" width="85" height="43" /></a>Uma certa pessoa, dias atrás, me perguntou, através de e-mail, sobre a questão de Belo Monte:</p>
<p><em>«Você disse que no fundo é uma questão indigenista. Eles estariam  manipulados pelo lobby de ONG&#8217;s estrangeiras? Inclusive as que tentaram  impedir o leilão?»</em></p>
<p>Minha resposta:</p>
<p>O que é que vc acha? Obviamente que  sim! E não é de hoje, isso acontece desde o chamado “Encontro de  Altamira”, 30 anos atrás.<br />
E como se não bastassem as ONGs, ainda  temos artistas de cinema, como Sigouney Weaver e seu diretor Cameron (do  filme <em>Avatar</em>), que têm o topete de dar palpites sobre Belo Monte. Isso é um insulto, um desrespeito, à soberania brasileira! Com que  direito esses indivíduos podem, impunemente, se intrometer na vida do  nosso país? – e com uma prepotência, uma arrogância de estarrecer, como  se eles fossem autoridades para tanto! Por acaso nós criticamos os  projetos norteamericanos &#8211; apesar de sabermos que eles praticamente  acabaram com as suas florestas e chacinaram seus índios? Que moral eles  têm para ficar nos criticando? Nenhuma! Eles não têm nada que se meter  na nossa vida! Isso é uma audácia, uma impertinência, um abuso! Dá  vontade de mandar esses caras para onde?<br />
Desculpe a revolta, mas considero essas pessoas inimigas do Brasil.  Pois também sei que eles são parte do sistema oligárquico  angloamericano que não quer ver o desenvolvimento do Brasil, que não  quer que o Brasil faça concorrência aos produtores norteamericanos etc  etc. O desenvolvimento da Amazônia (que será proporcionado por Belo  Monte), simplesmente, apavora aqueles caras&#8230; É muito fácil de  entender, não?<br />
Pois é isso. Tais Iniciativas foram (e são) lideradas pelo WWF e seu  braço indigenista, a Cultural Survival, e outras, tais como a Friends of  the Earth (Amigos da Terra) etc etc etc, além de ONGs “brasileiras” (de  fachada, mas mantidas por países estrangeiros).</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/divisor3.gif"><img class="aligncenter size-medium wp-image-6135" title="divisor3" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/divisor3-300x15.gif" alt="" width="300" height="15" /></a><br class="spacer_" /></p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/james-cameron-xxxvooz-com-brxxx.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-3020" title="james-cameron-xxxvooz-com-brxxx" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/james-cameron-xxxvooz-com-brxxx-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>James  Cameron, o “exterminador” da  Amazônia</h2>
<p>Indiscutivelmente,  o evento mais pitoresco da semana passada no        campo ambientalista foi o Fórum Internacional de Sustentabilidade,  o        ruidoso convescote realizado em Manaus (AM), em 26 e 27 de março.  Seu        objetivo ostensivo foi reforçar o argumento da vinculação entre a        conservação da Floresta Amazônica e o clima global, abrindo  caminho para        os lucrativos esquemas financeiros envolvendo os chamados  “créditos de        carbono”. A Carta do Amazonas, adotada como o manifesto do  encontro, é        explícita:</p>
<blockquote><p><em>«A           conservação das florestas tropicais, em especial da Floresta  Amazônica,          é essencial ao bem estar da sociedade global não só pelos  serviços          ambientais que fornecem, como a regulagem de ciclos climáticos e           hidrológicos, como também pelo seu valor espiritual&#8230; Se a  Floresta          Amazônica provê serviços ambientais para todo o planeta, é dever  da          sociedade mundial contribuir para a sua  manutenção.»</em></p></blockquote>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Al Gore &amp; cia. atacam novamente</h2>
<p>A        visibilidade midiática do convescote foi assegurada pela  participação de        duas superestrelas internacionais, o ubíquo e versátil Al Gore e o         celebrado cineasta canadense James Cameron, diretor das duas  maiores        bilheterias da história de Hollywood, <em>Titanic</em> e <em>Avatar</em>.  A        presença de Al Gore (que cobra 170 mil dólares por palestra, mais  despesas de        viagem) ainda se entende, por conta da sua imagem como grande  paladino do        “aquecimento global”. Mas a de Cameron só se justifica, além da  intenção        de pegar carona no sucesso de <em>Avatar</em>, por uma velha propensão  brasileira a        um colonialismo mental que considera irresistível a proximidade  com        personalidades estrangeiras, sejam do meio artístico, acadêmico,  político        ou empresarial.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Cameron se mete onde não é chamado&#8230;</h2>
<p>Não  obstante        o fato de se desconhecer em Cameron qualquer conhecimento  específico que        possa significar uma contribuição a discussões sérias sobre a  Amazônia, os        organizadores do evento não se decepcionaram, pois o talentoso  cineasta        demonstrou uma insuspeitada capacidade de aprendizado instantâneo.  Depois        de visitar a área no rio Xingu onde será construída a usina  hidrelétrica        de Belo Monte, levado pela ONG <em>Amazon Watch</em>, ele anunciou a  intenção de        lançar uma campanha internacional contra o projeto. Para começar,  pretende        encaminhar uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva:</p>
<blockquote><p><em>«Não  sei se          ele vai ler, mas eu vou enviá-la. Visitei os moradores afetados  por essa          obra e vi o quanto eles serão prejudicados. O que puder fazer  por          aquelas pessoas, eu farei. Recebi cartas de líderes indígenas e  ONGs que          pediram apoio. Cheguei à conclusão [de que a usina] não tem  condições          de ser construída como está sendo»</em> (O Globo,  1º./04/2010)          [grifos nossos].</p></blockquote>
<p>Cameron         também disse que pretende retornar ao Brasil em 20 dias, «para  acompanhar        a abertura da licitação para a construção da hidrelétrica» (O  Estado de        S. Paulo, 1º./04/2010).</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Mas não levou fácil</h2>
<p>Pelo  menos um        comentarista fez o dever de casa e não se deixou deslumbrar pelos        holofotes focados no novo especialista em assuntos amazônicos. No        Monitor Mercantil de 30 de março, o jornalista Sérgio  Barreto Motta        deu à sua coluna diária o título «James Cameron Almeja Exterminar o Futuro        do Brasil». Sem poupar palavras, Motta bateu duro:</p>
<blockquote><p>(&#8230;)  <em>«E          essa estrela internacional, colecionador de prêmios, vem a  seminário em          Manaus, trazer a mensagem de que a usina de Belo Monte faz mal  ao          planeta. Esse tipo de advertência fortalece a crença de alguns  autores          de que a meta do movimento ecológico é simplesmente a de manter o           status quo na economia mundial&#8230; Os ditos ecologistas  defendem a          tese de que não se pode poluir mais, porém quem já poluiu e está  no          grupo de elite, pode ficar por lá. O que se esperaria de Cameron  seria          um elogio ao Brasil, por usar pouco carvão e petróleo para gerar           energia, ou talvez uma sugestão à Eletrobras para que, nas  usinas de          Santo Antônio, Jirau e Belo Monte, adotasse eclusas para  permitir a          passagem de barcos, estimulando o meio mais limpo de transporte,  que é a          navegação fluvial.»</em></p>
<p>(&#8230;)  «Por          desconhecimento, estrelismo ou por ser ponta de lança da  ideologia do          primeiro mundo, James Cameron, sob a capa conservacionista do  seu filme          Avatar, na realidade atua como uma espécie de  exterminador do          futuro, tentando fazer com que projetos fantásticos, como Belo  Monte,          naufraguem como um Titanic&#8230; (e) tenta impedir o Brasil  de gerar          energia, para mudar o quadro de pobreza do país.»</p></blockquote>
<p>Lástima  que        raros colegas de Motta demonstrem essa percepção dos fatos.</p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>Movimento Solidariedade Íbero-americana</strong></em></p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1849" title="MSIapequeno" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg" alt="" width="57" height="29" /></a></p>
<p style="text-align: right;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/div-01.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-6617" title="div-01" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/div-01-300x30.png" alt="" width="300" height="30" /></a></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3623" title="seta-vermelha-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>Créditos:</strong> este post é matéria apresentada no Boletim Eletrônico <em>MSIa INFORMA</em>, do MSIa – Movimento de Solidariedade Íbero-americana, nº 64, de  01/04/2010. Introduzi subtítulos no texto para facilitar e incentivar a leitura.</p>
<p><strong><em><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3620" title="seta-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>MSIa INFORMA</em></strong> é uma publicação do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa). Conselho editorial: Angel Palacios, Geraldo Luís Lino, Lorenzo Carrasco (Presidente), Marivilia Carrasco, Nilder Costa e Silvia Palacios. Endereço: Rua México, 31 &#8211; sala 202 &#8211; Rio de Janeiro (RJ) &#8211; CEP 20031-144; Telefax: 0xx 21-2532-4086.</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/seta-azul-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-6131" title="seta-azul-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/seta-azul-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>Para saber mais sobre o tema: </strong>visitar os sites da MSIa/Capax Dei:<strong> </strong><a href="http://www.alerta.inf.br/">http://www.alerta.inf.br/</a> e <a href="http://www.msia.org.br/">http://www.msia.org.br/</a> . Mensagens e sugestões, favor enviar para <a href="http://www.msia.org.br/">msia@msia.org.br</a>.</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-cinza-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3626" title="seta-cinza-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-cinza-pequena.jpg" alt="" width="28" height="19" /></a>Imagem:</strong> vooz.com.br<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a></p>
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		</item>
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		<title>Surge a tão esperada Amazônia industrial</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/amazonia-industrial-rondonia-inaugura-fabrica-de-bens-de-capital-2/</link>
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		<pubDate>Thu, 22 Apr 2010 21:30:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
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		<category><![CDATA[Infraestrutura]]></category>
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		<description><![CDATA[Felizmente o Brasil está começando a reagir – de forma prática – contra o obscurantismo geopolítico representado pelo ambientalismo alienígena radical. A inauguração da IMMA e a recente licitação para a construção da Usina de Belo Monte, no rio Xingu, mormente esta última, constituiram a maior e mais espetacular vitória do Brasil, nos últimos 30 anos, no sentido de levar à Amazônia o desenvolvimento socioeconômico que a população daquela região tanto merece.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIamedio.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1848" title="MSIamedio" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIamedio.jpg" alt="" width="85" height="43" /></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/04/imma-amazonia-porto-velho.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-2856" title="imma-amazonia-porto-velho" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/04/imma-amazonia-porto-velho-300x199.jpg" alt="" width="364" height="242" /></a>Felizmente o Brasil está começando a reagir – de forma prática – contra o obscurantismo geopolítico representado pelo ambientalismo alienígena radical. A inauguração da IMMA e a recente licitação para a construção da Usina de Belo Monte, no rio Xingu, mormente esta última, constituiram a maior e mais espetacular vitória do Brasil, nos últimos 30 anos, no sentido de levar à Amazônia o desenvolvimento socioeconômico que a população daquela região tanto merece. E, principalmente, fazendo com que o povo brasileiro, finalmente, tome a direção e o controle da floresta amazônica como um todo, pois só há controle – e mando – com o desenvolvimento.</p>
<p style="text-align: right;"><a href="../wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img title="husc-mini" src="../wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Amazônia Industrial: Rondônia inaugura fábrica de bens de capital</h2>
<p>Na semana passada, foi inaugurada em Porto Velho (RO) a Indústria Metalúrgica e Mecânica da Amazônia (IMMA), fruto de uma <em>joint venture</em> formada pela multinacional francesa Alstom e a Bardella, tradicional fornecedora nacional de equipamentos industriais. O evento contou com a presença do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, do governador de Rondônia, Ivo Cassol, do presidente mundial da Alstom, Philippe Cochet, e outras autoridades brasileiras e executivos das duas empresas (<em>O Estado de S. Paulo</em>, 19/03/2010).</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>A retomada do desenvolvimento da Amazônia</h2>
<p><em>«A inauguração da IMMA marca o início de um novo capítulo na história econômica do Brasil. Após um longo período sem grandes investimentos, o Estado de Rondônia está em plena fase de expansão, o que amplia o potencial brasileiro para novos mercados. Além disso, a fábrica permitiu a formação da mão de obra da população local, por meio do Projeto Guaporé. Isso significa que a Alstom ratifica seu interesse e sua confiança no mercado brasileiro»</em>, disse Marcos Costa, vice-presidente da Alstom no Brasil e América Latina. Igualmente, José Roberto Mendes da Silva, presidente da Bardella, declarou que <em>«uma nova fronteira para o desenvolvimento da região Norte do Brasil foi aberta e isso trará grandes benefícios para as empresas, através do potencial de oportunidades de negócios na área, assim como para a comunidade local, que poderá crescer junto com a IMMA em um cenário econômico excepcional»</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Produtos para as hidrelétricas</h2>
<p>A nova fábrica está localizada próxima às novas hidrelétricas em construção na região, como a de Santo Antonio, para a qual fornecerá equipamentos mecânicos. Atualmente, a fábrica já produz comportas ensecadeiras e pontes rolantes da casa de força de Santo Antonio e deve entregar a primeira viga da ponte rolante (250 toneladas) da principal casa de força da usina. É importante ressaltar que cerca de 85% dos profissionais da manufatura foram formados pelo projeto de capacitação profissional acoplado à fábrica.</p>
<p>Devido à sua localização, a IMMA também vai atender a outros projetos hidrelétricos na Região Norte do Brasil (como Belo Monte), as que serão construídas no Peru, além de possíveis projetos na Bolívia, Equador e América Central.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Uma &#8220;Amazônia Industrial&#8221;</h2>
<p>Por outro lado, o diretor do Consórcio Construtor Santo Antônio, José Bonifácio, enfatizou que Rondônia tem um grande aproveitamento energético e pode se transformar em um estado como Minas Gerais em termo de geração de energia. <em> «Em 2020 as duas usinas </em>[Santo Antônio e Jirau] <em>estarão concluídas e provavelmente já estejam iniciando uma terceira usina em Guajará Mirim»</em>, disse ele. Com o potencial hidráulico e as vazões dos rios, a construção da hidrovia do Madeira até os Andes poderá ser realidade, bastando construir mais hidrelétricas. <em>«Guajará Mirim e na Bolívia precisam também ter usinas»</em>, disse o diretor (<em>Diário da Amazônia</em>, 22/03/2010).</p>
<p>Esse cenário de industrialização e otimismo cultural observado em Rondônia só vem confirmar os piores temores dos próceres do ambientalismo internacional, que a construção de hidrelétricas e outras obras de infraestrutura na região provocariam o que denominamos como Amazônia Industrial. Foi para impedir esse processo que ONGs das mais variadas estirpes fizeram torpes campanhas regadas a dólares, mas, como se vê, foram derrotadas.</p>
<p style="text-align: right;"><strong><em>Movimento Solidariedade Íbero-americana</em></strong></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1849" title="MSIapequeno" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg" alt="" width="57" height="29" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/divisor3.gif"><img class="aligncenter size-medium wp-image-6135" title="divisor3" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/divisor3-300x15.gif" alt="" width="300" height="15" /></a></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3623" title="seta-vermelha-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>Créditos:</strong> este post é matéria constante no boletim eletrônico do Movimento Solidariedade Íbero-amaricana, nº 63, de 26/03/2010. Subtítulos foram por mim inseridos para facilitar a leitura.</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3620" title="seta-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>MSIa INFORMA</strong> é uma publicação do<strong> Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa)</strong>. <strong>Conselho editorial:</strong> Angel Palacios, Geraldo Luís Lino, Lorenzo Carrasco (Presidente), Marivilia Carrasco, Nilder Costa e Silvia Palacios. Rua México, 31 &#8211; sala 202 &#8211; Rio de Janeiro ( RJ) &#8211; CEP 20031-144; Telefax: 0xx 21-2532-4086.</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/seta-azul-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-6131" title="seta-azul-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/seta-azul-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>Para saber mais sobre o tema: </strong>visitar os sites da MSIa/Capax Dei:<strong> </strong><a href="http://www.alerta.inf.br/">http://www.alerta.inf.br/</a> e <a href="http://www.msia.org.br/">http://www.msia.org.br/</a> . Mensagens e sugestões, favor enviar para <a href="http://www.msia.org.br/">msia@msia.org.br</a>.</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-cinza-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3626" title="seta-cinza-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-cinza-pequena.jpg" alt="" width="28" height="19" /></a>Imagem:</strong> jornalenergia.com.br</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a></p>
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		<title>Fórum Internacional de Sustentabilidade, um “Titanic” na Amazônia</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Apr 2010 20:54:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Fórum Internacional de Sustentabilidade foi mais uma tentativa de manter acesa a chama aquecimentista por parte das oligarquias internacionais, que têm no ambientalismo sua forma mais popular de ação – embora disfarçada – de implementar políticas restritivas ao crescimento econômico do mundo como um todo, mas, principalmente, o dos países hoje ditos como "periféricos".]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/04/al-gore-e-james-cameronxxxsustentavel20.files_.wordpress.comxxx.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-2654" title="al-gore-e-james-cameronxxxsustentavel20.files.wordpress.comxxx" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/04/al-gore-e-james-cameronxxxsustentavel20.files_.wordpress.comxxx-300x239.jpg" alt="" width="300" height="239" /></a><img class="alignleft size-full wp-image-1848" title="MSIamedio" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIamedio.jpg" alt="" width="85" height="43" />O Fórum Internacional de Sustentabilidade foi mais uma tentativa de manter acesa a chama aquecimentista por parte das oligarquias internacionais, que têm no ambientalismo sua forma mais popular de ação – embora disfarçada – de implementar políticas restritivas ao crescimento econômico do mundo como um todo, mas, principalmente, o dos países hoje ditos como &#8220;periféricos&#8221;. Foi tudo um grande <em>show</em>, de artistas de duvidosa intenção, que não resultou em nada de prático, pois a fama do aquecimento global está cada vez menor, inclusive junto às populações. Pena que o meio artístico, representado pelos astros do filme <em>Avatar</em>, tenham sido corrompidos pela geopolítica internacional, ao invés de fazer o que sabem. Ao contrário, dizem o que não sabem e acham que estão agradando. Não estão. Estão se mostrando, isso sim, inimigos da nação brasileira, ainda mais que retratam, claramente, a cobiça que os estrangeiros têm na Amazônia.</p>
<p>Este post é matéria constante do boletim eletrônico do Movimento Solidariedade Íbero-americana, de nº 63, de 26/03/2010. Nele inseri subtítulos para melhor facilidade de leitura. Eis a matéria.<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/03/husc-pequena.jpg"></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Fórum  Internacional de Sustentabilidade, um “Titanic” na        Amazônia</h2>
<p>Na        sexta-feira 26 e no sábado 27 de março, realiza-se [realizou-se] em Manaus (AM) o  Fórum        Internacional de Sustentabilidade. O evento é um megaconvescote de  alta        visibilidade (com direito a um anúncio de duas páginas no jornal O         Estado de S. Paulo de 24 de março), no qual o aparato  ambientalista        internacional e os interesses que gravitam ao seu redor depositam  grandes        expectativas, no sentido de manter à tona a atenção sobre a  “agenda        verde”, num momento em que os questionamentos aos exageros e à  própria        essência das propostas ambientalistas vêm aumentando em todo o  mundo. A        julgar pela lista de palestrantes e dos temas a serem discutidos, a         intenção é reforçar a ligação entre as mudanças climáticas  (leia-se        aquecimento global “antropogênico”) e a conservação da Amazônia,  sem        descuidar, claro, da pletora de negócios “ambientalmente  amigáveis” que        podem daí redundar.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Al Gore &amp; cia. atacam novamente</h2>
<p>Entre  os        debatedores, estarão dois superstars internacionais: o        ex-vice-presidente estadunidense Al Gore e o cineasta James  Cameron,        diretor de megassucessos hollywoodianos como <em>Titanic</em> e o  recente        <em>Avatar</em>. Outra estrela do evento será o biólogo Thomas  Lovejoy, um        veterano ativista das causas ambientais amazônicas, atualmente  diretor do        <em>The H. John Heinz III Center for Science, Economics and the  Environment</em>.        Além deles, estarão também o governador do Amazonas, Eduardo  Braga, e        representantes de empresas e ONGs atuantes na região – neste caso,         Greenpeace, WWF Brasil, Conservation International, SOS Mata  Atlântica e        Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira        (COIAB).</p>
<p>O  Fórum foi        patrocinado por uma constelação de empresas que atuam na Zona  Franca de        Manaus e a organização ficou a cargo da LIDE, associação  empresarial que        promove a governança corporativa, presidida pelo jornalista João  Dória        Jr.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>As metas do evento</h2>
<p>Embora  não se        possa afirmar que o evento foi concebido como uma reação aos        desdobramentos do escândalo Climagate e do fiasco da Conferência  de        Copenhague (COP-15, em novembro-dezembro de 2009), já que um  simpósio de        tal porte dificilmente poderia ter sido planejado em tão pouco  tempo, ele        será de grande valia para manter os holofotes ambientalistas  voltados        sobre o Brasil, país considerado chave para as pretensões quanto à  COP-16,        na Cidade do México, em dezembro próximo. Na capital mexicana, o  aparato        ambientalista tenciona conseguir o que não foi possível em  Copenhague: uma        agenda de metas nacionais obrigatórias para limitar o uso de  combustíveis        fósseis (inclusive nos países em desenvolvimento) e a consolidação  e        ampliação dos mercados de “créditos de carbono”, vinculando a eles  os        múltiplos esquemas de “proteção” da Floresta Amazônica, como o  chamado        REDD (Redução de Emissões do Desmatamento e Degradação        Florestal).</p>
<p>A  intenção é        evidente nos temas das palestras de Gore («A importância da  conservação da        Amazônia Para Deter o Aquecimento Global e as Mudanças Climáticas»),        Lovejoy («A Importância da Amazônia no Contexto das Mudanças Climáticas Globais») e Cameron («Como e Por Quê Sensibilizar a Sociedade Para  a Importância e Urgência da Conservação da Amazônia: a Experiência Pessoal        de um Cineasta»). Na mesma linha vai o debate sobre o tema «REDD e Outros Mecanismos Para a Valorização Econômica das Florestas Tropicais.  Qual o Potencial de Serviços Ambientais?», o qual contará com a  participação do        governador Braga, do senador Aloizio Mercadante (PT-SP) e do  biólogo        estadunidense Anthony B. Anderson, do Programa de Conservação do  WWF        Brasil.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>E Marina Silva se promovendo&#8230;</h2>
<p>Da  mesma        forma, a senadora Marina Silva (PV-AC) pretende aproveitar o  evento para        promover a sua candidatura presidencial, inclusive, com um  encontro com        Cameron. Embora se desconheçam no cineasta conhecimentos  específicos sobre        a Amazônia que justifiquem a sua presença, a senadora é uma  deslumbrada        confessa com a mensagem “ambiental” do filme <em>Avatar</em>, a  ponto de ter        escrito uma lacrimosa coluna sobre ele, comparando a saga dos  personagens        extraterrestres da película com a luta pela preservação        amazônica.</p>
<p>Nesse         contexto, o convescote também poderá contribuir para a proposta de         indicação de um brasileiro para substituir o holandês Yvo de Boer,  que até        julho deverá deixar a presidência da Convenção Quadro de Mudanças        Climáticas das Nações Unidas. Com a nomeação de um brasileiro ou  um        representante de outro grande país em desenvolvimento para um dos        cargos-chave do aparelho “aquecimentista”, a intenção é reforçar o         comprometimento desses países com a agenda de metas vinculantes e  os        mercados de carbono.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>O aquecimento global está nas últimas</h2>
<p>Não  obstante,        a despeito de um empenho tão estelar, será preciso mais que o  apoio de        Hollywood para sustentar a agenda das mudanças climáticas em sua  presente        forma, pois as evidências sugerem que o “Titanic” do aquecimento  global        “antropogênico” já encontrou o seu <em>iceberg</em>, na forma do <em>Climagate</em> e  da        crescente conscientização sobre os inaceitáveis custos  socioeconômicos das        restrições aos combustíveis fósseis. Assim, embora a sobrevida do        “aquecimentismo” se mostre superior à do malfadado transatlântico  inglês,        pode ser que o Fórum venha a ser um dos últimos grandes bailes  realizados        no convés metafórico da nau ambientalista.<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1849" title="MSIapequeno" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg" alt="" width="57" height="29" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><strong><em>Movimento Solidariedade Íbero-americana</em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/2000px-Decorative_text_divider_4cinza.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-7427" title="2000px-Decorative_text_divider_4cinza" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/2000px-Decorative_text_divider_4cinza-300x12.jpg" alt="" width="300" height="12" /></a></p>
<p><strong>Para saber mais sobre o tema, visitar os sites da MSIa/Capax Dei:</strong></p>
<p><a href="http://www.alerta.inf.br/">http://www.alerta.inf.br/</a> e <a href="http://www.msia.org.br/">http://www.msia.org.br/</a></p>
<p>Imagem: sustentavel20.files.wordpress.com</p>
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		<title>NASA: a Amazônia não vai &#8220;secar&#8221;</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/nasa-a-amazonia-nao-vai-secar/</link>
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		<pubDate>Tue, 20 Apr 2010 16:51:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pouco a pouco a credibilidade do IPCC vai declinando, pois seus dados, há muito discutíveis, vêm sendo desmascarados por cientistas não comprometidos com o jogo geopolítico implementado pelas oligarquias internacionais através do ambientalismo aquecimentista.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg"></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg"></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg"></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/04/blogueaquecimentoaquecimentoglobal2xxxapi.ning_.comxxx.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-2636" title="blogueaquecimentoaquecimentoglobal2xxxapi.ning.comxxx" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/04/blogueaquecimentoaquecimentoglobal2xxxapi.ning_.comxxx-300x212.jpg" alt="" width="270" height="212" /></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIamedio.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1848" title="MSIamedio" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIamedio.jpg" alt="" width="85" height="43" /></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/04/rio-amazonas-2-brasil-xxxturismo.com-xxx.jpg"></a>Pouco a pouco a credibilidade do IPCC vai declinando, pois seus dados, há muito discutíveis, vêm sendo desmascarados por cientistas não comprometidos com o jogo geopolítico implementado pelas oligarquias internacionais através do ambientalismo aquecimentista. A derrota do movimento ambientalista internacional sofrida durante a Conferência de Copenhague não foi nada mais, nada menos, do que consequência da enorme quantidade de invenções e de falsas verdades contidas nos relatórios daquele organismo. Não é possível enganar-se todo mundo durante todo o tempo. Um dia a casa cai, e é o que está acontecendo com o IPCC.</p>
<p>Este post, que mostra mais uma manifestação da comunidade científica internacional contra os falsos dados do IPCC, é um artigo apresentado no boletim eletrônico do Movimento Solidariedade Íbero-americana, nº 62, de 18/03/2010. Os subtítulos foram inseridos por mim para facilitar a leitura do texto.<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/03/husc-pequena.jpg"><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a></a></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/03/husc-pequena.jpg"></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/04/mentira-pinochioxxxapi.ning_.comxxx.png"><img class="alignleft size-medium wp-image-2640" title="mentira-pinochioxxxapi.ning.comxxx" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/04/mentira-pinochioxxxapi.ning_.comxxx-300x300.png" alt="" width="300" height="300" /></a></p>
<h2>NASA: a Amazônia não vai &#8220;secar&#8221;</h2>
<p>Em meio a tantos relatórios ditos “científicos” preconizando o fim da Floresta Amazônica em decorrência da decadente teoria do aquecimento global antropogênico, eis que surge um outro, da lavra de pesquisadores da Universidade de Boston, concluindo exatamente o contrário.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Estudo da NASA</h2>
<p>O estudo, patrocinado pela NASA e publicado na prestigiosa revista científica Geophysical Research Letters, usou os dados mais recentes do satélite MODIS, da NASA, para medir a intensidade do verde da Floresta Amazônica ao longo da última década, concluiu que a Floresta Amazônica praticamente não foi afetada pela seca de 2005, a maior em um século (BBC Brasil, 12/03/2010). Talvez tão ou mais importante que a própria conclusão foi o fato, inédito, dessa pesquisa, comparar simulações “produzidas” por 19 modelos climáticos globais (adotados pelo IPCC) com observações empíricas.</p>
<p><em>«Nós não encontramos grandes diferenças na intensidade do verde da floresta entre os anos de seca e de não-seca, o que sugere que essas florestas podem ser mais tolerantes à seca do que se pensava anteriormente&#8230;</em> (&#8230;) [A Floresta Amazônica] <em>não sofreu prejuízo ou benefício, contrariamente ao relatório e alegações feitas pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC)»</em> &#8230;disse Arindam Samanta, autor principal do estudo.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>A invenção do WWF</h2>
<p>A nova pesquisa detona, assim, o famigerado estudo de Rowell e Moore, que havia sido encomendado pela ONG WWF e que consta do último relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPPC), vaticinando que até 40% da Floresta Amazônica poderia reagir de forma drástica e ser substituída por savanas até mesmo por decorrência de uma ligeira diminuição nas chuvas (Alerta Científico e Ambiental, 1/02/2010).</p>
<p><em>«A forma pela qual o relatório do WWF calculou esses 40% está totalmente errada, enquanto</em> [os novos]<em> cálculos são, de longe, mais confiáveis e corretos»</em>, afirma o Dr. José Marengo, pesquisador brasileiro do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e membro do IPCC (Inovação Tecnológica, 12/03/2010).</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>O relatório do IPCC deveria ter uma &#8220;errata&#8221;</h2>
<p>Destaque-se que Carlos Nobre, também pertencente tanto ao INPE quanto ao IPCC e um dos principais defensores do “aquecimentismo” no Brasil, já havia adotado uma posição defensiva quando, em entrevista recente, defendeu que o órgão ambiental da ONU deveria adotar um sistema de errata contínua, como o utilizado pelos jornais e revistas, em que os erros encontrados são apresentados e corrigidos, imediatamente, sem precisar esperar até a elaboração de um novo relatório.</p>
<p>A questão principal é que quem precisa de correção não são os relatórios do IPCC, mas todo o processo de avaliação da dinâmica climática, que, absolutamente, não pode continuar à mercê dos interesses que transformaram o &#8220;aquecimentismo&#8221; em uma lucrativa indústria, em detrimento dos fatos científicos e dos interesses maiores de toda a Humanidade.<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1849" title="MSIapequeno" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg" alt="" width="57" height="29" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><strong><em>Movimento Solidariedade Íbero-americana</em></strong></p>
<p><strong>Para saber mais sobre o tema, visitar os sites da MSIa/Capax Dei:</strong></p>
<p><a href="http://www.alerta.inf.br/">http://www.alerta.inf.br/</a> e <a href="http://www.msia.org.br/">http://www.msia.org.br/</a></p>
<p>Imagens: api.ning.com.</p>
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		<title>Sobre o desenvolvimento socioeconômico da Amazônia</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/a-industrializacao-da-amazonia/</link>
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		<pubDate>Mon, 12 Apr 2010 14:23:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Este post mostra as posibilidades de exploração da Amazônia, o processo de industrialização daquela região, os empecilhos levados a cabo por potências estrangeiras através de ONGs e discorre sobre a necessidade dos brasileiros empreenderem a exploração sustentável daquela área, tendo como ponto de partida a construção da usina de Belo Monte e o incremento do transporte hidroviário, dentre outras providências.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/04/sigourney-weaver-avatar.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-2861" title="sigourney-weaver-avatar" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/04/sigourney-weaver-avatar-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIamedio.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1848" title="MSIamedio" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIamedio.jpg" alt="" width="85" height="43" /></a></p>
<p>Este post apresenta um artigo publicado no boletim eletrônico do MSIa &#8211; Movimento Solidariedade Íbero-amaricana nº 60, de 04/03/2010 e mostra as posibilidades de exploração da Amazônia, o processo de industrialização daquela região, os empecilhos levados a cabo por potências estrangeiras através de ONGs e discorre sobre a necessidade dos brasileiros empreenderem a exploração sustentável daquela área, tendo como ponto de partida a construção da usina de Belo Monte e o incremento do transporte hidroviário, dentre outras providências. Os subtítulos foram introduzidos por mim para facilitar a leitura do texto. Antes, algumas observações minhas.</p>
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<h2>Manifestações contra Belo Monte</h2>
<p>Convém assinalar aqui o fato ocorrido dias atrás quando a equipe do filme &#8220;Avatar&#8221; esteve aqui no Brasil plantando mudas de pau-brasil. A atriz Sirgourney Weaver, que fazia parte do grupo, deu declarações claras contra a construção da usina de Belo Monte, revelando, claramente as segundas intenções da equipe, obviamente, em franca promoção pessoal e do filme, que hoje tem um caráter ambientalista, como também, aproveitando a oportunidade, e dando uma mãozinha, na maior cara-de-pau, para as oligarquias internacionais que agem através do movimento ambientalista internacional e que não querem ver o desenvolvimento do nosso país.</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/04/g1-logo2.bp_.blogspot.compequeno.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-2613" title="g1-logo(2.bp.blogspot.com)pequeno" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/04/g1-logo2.bp_.blogspot.compequeno.jpg" alt="" width="45" height="34" /></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/04/SigourneyWeaver-jamescameron-g1.globocom-2.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-2859" title="SigourneyWeaver-jamescameron-g1.globocom-2" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/04/SigourneyWeaver-jamescameron-g1.globocom-2-300x213.jpg" alt="" width="300" height="213" /></a>No dia 12/04/2010<em> «o diretor James Cameron (esq.) e a atriz Sigourney Weaver participaram de protesto contra a construção da hidrelétrica de Belo Monte» </em>– segundo reportagem publicada no G1.globo.com. <em>«A manifestação ocorre nesta segunda-feira (12) em Brasília. A hidrelétrica será construída no Rio Xingu, no Estado do Pará»</em>, acrescenta a reportagem.</p>
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<h2>Eles não têm que se meter nos assuntos brasileiros</h2>
<p>Quando será que essa gente vai parar de <em>meter o bedelho</em> nos assuntos do Brasil? Eles foram chamados a dar opiniões? Achei a declaração dela e a participação dos dois na manifestação, não só iniciativas descabidas para pessoas que são (artistas de cinema não têm nada a ver com ambientalismo e só o fazem por promoção pessoal e comercial), intempestivas e petulantes. Será que eles se preocupam tanto assim com a construção de usinas nas terras deles? Os dois se revelaram, assim, inimigos da nação brasileira, pugnando contra o nosso desenvolvimento socioeconômico.Vamos agora ao artigo da MSIa.<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-23dJpegMicro.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-9606" title="harpia-23dJpegMicro" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-23dJpegMicro.jpg" alt="" width="80" height="45" /></a></p>
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<h2>Sobre o binômio energia-metalurgia no processo de industrialização da Amazônia</h2>
<p>Em recente artigo publicado no portal do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB, seção SP), o advogado Antônio Fernando Pinheiro Pedro, especializado em Direito Ambiental, desenvolve uma interessante comparação entre a importância estratégica do binômio energia-metalurgia no processo de industrialização da Amazônia e o que chama de ilusionismo ambientalista.</p>
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<h2>Um Código de Mineração restritivo</h2>
<p>Após discorrer sobre importantes ocorrências geológicas e históricas na Amazônia brasileira, destacando a alta incidência de jazidas minerais e uma correspondente &#8220;cobiça internacional&#8221;, Pinheiro Pedro recorda que, após a Segunda Guerra Mundial, o Estado Brasileiro tratou de nacionalizar o subsolo e implementar um Código de Mineração bastante restritivo, organizar uma política de concessões de lavra e fomentar a exploração nacional incentivando consórcios liderados por empresas nacionais e estatais brasileiras. Isso, naturalmente, desagradou as grandes potências, incluindo a Rússia, que <em>“buscam de toda forma evitar o apossamento pleno dessas riquezas pelo governo brasileiro”</em>. Argumenta o autor:</p>
<blockquote><p><em>«Conhecido como exportador primário de commodities extraídas daquela região amazônica, o Brasil, nos últimos 40 anos, deixou de exportar bauxita por tonelada e importar alumínio por quilo &#8211; e a peso de ouro &#8211; para, então, passar a produzi-lo aqui.»</em></p></blockquote>
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<h2>As hidrelétricas são fundamentais</h2>
<blockquote><p><em>&#8220;Para desespero da Rússia e dos Estados Unidos, nossos principais concorrentes, o Brasil ascendeu ao posto dos principais exportadores de alumínio do mundo, graças à estratégica implantação de usinas hidrelétricas – dentre elas a de Tucuruí &#8211; e a uma logística que permitiu seu fornecimento ao mercado interno e externo.&#8221; </em>(&#8230;)<em> &#8220;O processo de industrialização em território nacional, de nossas commodities minerais, tem sido incrementado com a instalação de termelétricas e pólos de transformação sustentados por custosa rede logística, abrangendo o Amapá, Pará, Maranhão, Ceará e Mato Grosso. Para conferir sustentabilidade a toda essa infra-estrutura, o volume crescente de exigências no licenciamento ambiental tem gerado custo adicional significativo e, às vezes, preocupante. </em>(&#8230;)<em> &#8220;O aproveitamento hidroenergético de Belo Monte atende a esta demanda, em bases sustentáveis, a par de todos os impactos, pois alavancará o pólo siderúrgico amazônico, oferecendo ao Brasil e a seus parceiros estratégicos um cenário bastante promissor na economia mundial.&#8221;</em></p></blockquote>
<p><em><br />
</em></p>
<h2>A hora e a vez das hidrovias</h2>
<blockquote><p><em>«No entanto, o que já se desenha, nos dá uma noção clara de futuro: a extração do minério de ferro, bauxita, manganês e outros metais, na região amazônica, e seu transporte eficaz e a custo menor, por navegação de costa, hidrovias e ferrovias, criará condições objetivas para a instalação de um grande pólo siderúrgico amazônico, na região do Pará. </em>(&#8230;)<em> &#8220;A metalurgia, a siderurgia e, em especial, a fabricação do alumínio, são atividades eletro intensivas. Necessitam, portanto, do insumo da eletricidade, a qual deve ser gerada a um custo que torne competitivo o preço dos produtos no mercado mundial.»</em></p></blockquote>
<p><em><br />
</em></p>
<h2>A questão do ambientalismo geopolítico:</h2>
<blockquote><p><em>«Imagine o leitor, o minério extraído com processos tecnologicamente avançados, obedecendo a critérios ambientalmente sustentáveis, transportado por hidrovias e ferrovias ambientalmente fiscalizadas e monitoradas, direcionado para centros industriais de última geração, localizados na própria região norte do país, fazendo uso de fontes de geração de energia renováveis, sustentáveis e com enorme capacidade instalada. Esse é o salto econômico sonhado para o Brasil e o pesadelo dos países neocoloniais sediados ao norte do equador.&#8221;</em> (&#8230;) <em>&#8220;Por isso, a necessidade de incutir em nossos corações e mentes que não temos condições de realizar esse sonho e que melhor seria nem tentá-lo&#8230; Como não mais podem destacar tropas para intervir militarmente, impedindo esse salto de desenvolvimento nacional, os neocolonialistas nos enviam ONGs para questionar nossa capacidade de planejamento e gerenciamento territorial.»</em></p></blockquote>
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<h2>A atuação das ONGs</h2>
<blockquote><p><em>«Essas ONGs incensam a vaidade de agentes públicos iludidos com seu protagonismo e pouco focados no interesse nacional, os quais influenciam administradores cuja mediocridade de visão só se compara à primariedade de seus conceitos ideológicos e culturais.»</em> (&#8230;) <em>«Essa &#8220;batalha de quarta geração&#8221; ocorre em plena égide dos interesses difusos, que a tudo e a todos relativiza, entre os quais os direitos de soberania, os direitos individuais e a própria autoridade obtida por mandato popular.»</em></p></blockquote>
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<h2>A importância de Belo Monte</h2>
<p>Após categorizar tais grupos de pressão em três linhas de ação (biocentrismo fascista, esquerdismo radical e autonomismo desagregador), Pinheiro Pedro encerra o artigo enfocando a emblemática hidrelétrica de Belo Monte:</p>
<blockquote><p><em>«O &#8220;Teatro de Operações&#8221; montado em torno do empreendimento do AHE Belo Monte concentra essas três forças, como se pode ver da simples leitura dos jornais&#8230;Como se vê, não se trata de &#8220;preservar a Amazônia&#8221;, &#8220;defender povos e culturas nativas&#8221;, &#8220;rediscutir o planejamento energético nacional&#8221; e muito menos &#8220;defender as águas e o clima do planeta&#8221;.» </em>(&#8230;) <em>«Não, o buraco é muito mais embaixo, está fincado no subsolo da região amazônica, cujos bilhões de anos de idade permitem fazerem-se esperar para que, na superfície, entre os homens e nações, se decida, em míseras décadas vindouras, em que cenário hegemônico da economia mundial se dará o seu necessário uso e exploração.»</em> (&#8230;) <em>«Enquanto isso, cumpre a nós, cidadãos, seres humanos, evitarmos o ilusionismo ambientalista, que em nada contribui para o equilíbrio da Amazônia e para os interesses do Brasil.»<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1849" title="MSIapequeno" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg" alt="" width="57" height="29" /></a></em></p></blockquote>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #ff6600;"><em><strong>Movimento Solidariedade Íbero-americana</strong></em></span></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/div-novo.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-10922" title="div-novo" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/div-novo-300x13.png" alt="" width="300" height="13" /></a></p>
<p><strong>Para saber mais sobre o tema, visitar os sites da MSIa/Capax Dei:</strong></p>
<p><a href="http://www.alerta.inf.br/">http://www.alerta.inf.br/</a> e <a href="http://www.msia.org.br/">http://www.msia.org.br/</a></p>
<p><strong>Imagens:</strong> villagevoice.com. e foto de Evaristo Sá, do portal <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL1566486-9356,00-JAMES+CAMERON+E+SIGOURNEY+WEAVER+PARTICIPAM+DE+ATO+CONTRA+HIDRELETRICA.html">http://g1.globo.com</a>, que mostra outras reportagens sobre o tema de Belo Monte.</p>
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