VISITA REAL À RESERVA YANOMÂMI: AINDA SEM EXPLICAÇÕES

Dez dias após a misteriosa visita do rei da Noruega, Harald V, à aldeia Demini, na terra indígena ianomâmi, em Roraima, os poucos brasileiros que tomaram conhecimento do assunto continuam sem informações relevantes a respeito, principalmente, as reais motivações da jornada real.

O abandono da reserva indígena Raposa Serra do Sol

Símbolo da influência do aparato indigenista no Brasil, a Terra Indígena Raposa Serra do Sol proporciona, igualmente, uma evidência cabal de que, na orientação da política indígena brasileira, o processo de vedação de vastas áreas do território nacional às atividades econômicas e a submissão política do Estado nacional a tal estratégia contam bem mais que o bem-estar das comunidades indígenas. Esta constatação foi feita na semana passada, por uma delegação de membros do Congresso Nacional, que visitou a área.

Mais invasões e extorsões indígenas

As manifestações de indígenas brasileiros se tornam cada vez mais agressivas, deixando manifesto o fato de que, em muitos casos, elas nada têm a ver com reivindicações legítimas. No município de Una, no litoral sul da Bahia, cerca de 70 índios tupinambás invadiram as dependências do Hotel Fazenda da Lagoa, armados com facões, lanças e flechas. Segundo os indígenas, a invasão, ocorrida no domingo 7 de abril tinha como objetivo pressionar a Fundação Nacional do Índio (Funai) e a Justiça a acelerar a demarcação de 47 mil hectares, para compor uma futura reserva indígena. Enquanto isso, em diversas regiões do País, indígenas estão cobrando ilegalmente “pedágios” de condutores de veículos em estradas do interior, diante da omissão generalizada das autoridades públicas.

Mundurukus ameaçam “guerra” no Tapajós

Na região do rio Tapajós, no estado do Pará, índios munduruku têm protestado contra a chegada de agentes da Força Nacional de Segurança, Polícia Federal e Polícia Rodoviária, enviados pelo governo federal para garantir a segurança de 80 pesquisadores a serviço do Ministério das Minas e Energia (MME), que estão na região para elaborar o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) da usina hidrelétrica de São Luiz do Tapajós. Os indígenas alegam que a presença dos agentes de segurança é uma ameaça à sua integridade, se dizem “traídos” pelo governo federal e afirmam que se a iniciativa, batizada como Operação Tapajós, não for cancelada, “vai ter guerra” (CIMI, 1/04/2013).

Belo Monte e o oportunismo “indigenista”

A revista Carta Capital de 27 de março publicou uma reveladora reportagem de capa (“Índios S.A.”), a qual expõe com clareza a extensão dos problemas que envolvem as negociações entre as empresas concessionárias de empreendimentos de infraestrutura e as populações indígenas beneficiárias dos acordos de compensações que acompanham os empreendimentos. No caso, o Consórcio Norte Energia (CNE), responsável pela construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, e as comunidades indígenas diretamente afetadas pelas obras. A pletora de problemas denota, acima de tudo, que a forma atual com que o assunto vem sendo tratado beneficia apenas um punhado de lideranças indígenas oportunistas e seus aliados das organizações não-governamentais (ONGs) indigenistas, com poucas vantagens para a grande maioria das comunidades indígenas, ao mesmo tempo em que alimenta as campanhas orquestradas contra os empreendimentos.

“Nação guarani”: indigenistas querem criar fato consumado

Uma série de invasões de terras produtivas, por parte de diversos grupos de índios guarani – boa parte dos quais provenientes do Paraguai -, tem sido desencadeada nos últimos meses. Tais iniciativas, incentivadas por organizações não governamentais (ONGs) indigenistas, têm contado com o consentimento de autoridades públicas federais, enquanto que os municípios e estados (como Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul) têm assistido a tais ataques com impotência e crescente preocupação.

Drama dos avá-canoeiros escancara farsa indigenista

Na região entre os municípios de Minaçu e Colinas do Sul, no norte de Goiás, sete índios da etnia avá-canoeiro estão vivendo no limite da extrema pobreza, marginalizados pela pela desastrosa tutela da Fundação Nacional do Índio (Funai). O caso é ainda mais grave quando se destaca que os indígenas, remanescentes de uma etnia nômade que já contou com mais de 2 mil membros no século passado, possuem uma reserva de 38 mil hectares (mais que o dobro da área de Niterói, no Rio de Janeiro) e, há 16 anos, são os presumidos destinatários de royalties milionários pagos pelas concessionárias da usina hidrelétrica de Serra da Mesa, situada parcialmente em suas terras. Todavia, os índios jamais viram a cor – e, menos ainda, os benefícios – desse dinheiro.

Suiá Missu: o outro lado da “desocupação”

Dois meses após o início da remoção dos residentes na Gleba Suiá Missu, em Alto Boa Vista e São Félix (MT), para compor a terra indígena Marãiwatsédé, a Fundação Nacional do Índio (Funai) anunciou que a desocupação está concluída, com a retirada dos não índios de uma área de 165 mil hectares. Todavia, enquanto o aparato indigenista internacional e seus associados domésticos celebram mais uma vitória, desdobra-se o drama das pessoas expulsas das terras que ocupavam, muitas deles há décadas, desprovidas da mesma sorte dos indígenas xavantes, de ter o apoio de uma rede de ONGs e a simpatia de órgãos da Justiça e da grande mídia nacional.

Antropólogo denuncia atuação do indigenismo internacional

Em uma contundente entrevista à Revista Infovias de janeiro de 2013 (Ano 3, no. 11), o antropólogo Edward M. Luiz, ex-funcionário da Fundação Nacional do Índio (Funai), fez graves acusações ao aparato indigenista internacional e sua atuação no Brasil, cujo objetivo, em suas palavras, é frear o processo de desenvolvimento do País. O antropólogo, que participou de oito processos de delimitação de terras indígenas, afirma que alguns grupos indígenas estão sendo manipulados por organizações não-governamentais (ONGs) estrangeiras e jogados contra os projetos de desenvolvimento de interesse do Estado e da sociedade brasileira, processo que, segundo ele, ameaça travar o desenvolvimento do País.

MT: a ditadura indigenista e o caso Suiá-Missu

Não é preciso muito mais do que assistir às deploráveis cenas da retirada dos residentes da área da Gleba Suiá-Missu, nos municípios matogrossenses de Alto Boa Vista e São Félix, para permitir a sua reocupação por índios xavantes, para se concluir que o Brasil ainda se encontra sob o firme garrote de uma virtual ditadura, imposta por um aparato internacional que manipula as causas indígenas em favor de uma insidiosa agenda intervencionista.

Governo prestes a reproduzir Raposa Serra do Sol em MT

Sete mil moradores de duas cidades matogrossenses serão obrigados a abandonar as suas terras, em razão de mais um desdobramento da equivocada política indigenista do governo federal. Os dois municípios estão no interior de uma área de 165 mil hectares, que será destinada a compor a terra indígena Maraiwãtsédé, de um a tribo xavante que reclama o território desde 1992. Com a presença da Força Nacional de Segurança, Polícia Federal e promotores de justiça, para assegurar a expulsão dos não-índios, a situação na região está cada vez mais tensa.

Recrudesce guerra indigenista contra Portaria 303

Após diversas ações orquestradas pelo aparato indigenista em todo o País, o governo federal recuou mais uma vez com relação à Portaria 303 da Advocacia Geral da União (AGU), que visa definir uma jurisprudência para os advogados da União, com relação à demarcação de terras indígenas, dentre outras medidas. De acordo com a Portaria 415 da AGU, publicada no Diário Oficial da União de dia 18 de setembro, agora, a Portaria 303 só entrará em vigor no dia seguinte à decisão final do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a Petição 3388, referente à área indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima.

Brasil terá que decidir entre crendices, intervencionistas e o futuro

Em um contundente depoimento, o jornalista e cientista político Roberto Amaral, ex-ministro da Ciência e Tecnologia e ex-diretor-geral da Alcântara Cyclone Space (ACS), proporcionou uma visão crua e indignada dos processos de licenciamento de toda sorte de projetos estratégicos no Brasil, no tocante aos seus impactos socioambientais. Na sua avaliação, fatores como a proliferação de legislações conflitantes entre si, a ação das ONGs e a própria configuração da rotina burocrática, têm tido um profundo impacto negativo nas iniciativas de desenvolvimento do País.

Indigenismo, banditismo e terrorismo

O aparato indigenista internacional montou uma contraofensiva de grandes proporções para pressionar o governo brasileiro a desistir da aprovação da Portaria 303 da Advocacia Geral da União (AGU), que restabelece em grande medida a soberania do Estado sobre a política indigenista nacional, ao retirar da Fundação Nacional do Índio (Funai) e das ONGs a ela associadas o virtual monopólio que detêm sobre o acesso às terras indígenas e à determinação sobre a eventual utilização das mesmas para a implementação de obras de infraestrutura e outros usos.

Antropólogo e deputado denunciam fraudes do indigenismo

A Câmara dos Deputados registrou, na semana passada, um contundente depoimento sobre as fraudes praticadas por antropólogos a serviço da Fundação Nacional do Índio (Funai), nos processos de demarcações de terras indígenas no País. Na reunião semanal da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Agropecuária (FPA), o antropólogo Edward Luz e o deputado federal Junji Abe (PSD-SP) usaram palavras fortes para denunciar as irregularidades que têm marcado a política indigenista em curso no País.

Projeto de lei reacende debate sobre mineração na Amazônia

A proposta para liberar grandes extensões de terra indígena para a mineração que será enviada ao Congresso no próximo mês reabre um antigo debate sobre os méritos de explorar as vastas riquezas de áreas protegidas.

Índios e ONGs Ameaçam o Governo, em busca da Independência das nações Indígenas, reconhecida pela ONU.

Os índios e as ONGs a eles ligados estão em pé de guerra contra o governo, por causa da portaria 303 da Advocacia-Geral da União (AGU), que proíbe a ampliação de áreas indígenas já demarcadas e a venda ou arrendamento de qualquer parte desses territórios, se isso significar a restrição do pleno usufruto e a posse direta da área pelas comunidades indígenas.

Portaria 303: recuará o governo ante às pressões internacionais?

Como previsto, a promulgação da Portaria 303 da Advocacia Geral da União (AGU) atraiu uma imediata e feroz reação do aparato indigenista internacional, que se mobilizou com a maior presteza para pressionar o governo brasileiro a retirar a medida. Divulgada no Diário Oficial da União de 17 de julho, a Portaria define uma série de medidas institucionais referentes às terras indígenas, com ênfase especial na regulamentação do acesso a elas e à sua utilização econômica, em um conjunto que reduz grandemente o controle do aparato indigenista sobre um espaço que representa 12% do território nacional, mantido como uma virtual “área de exclusão econômica”.

Planalto enquadra ditadura indigenista no Brasil

A publicação da Portaria 303 da Advocacia Geral da União (AGU), que define uma série de salvaguardas institucionais referentes às terras indígenas, em especial, quanto ao acesso a elas e à sua utilização econômica, reforça a tendência de reversão da inclinação antinacional que vinha sendo imposta à política indigenista brasileira desde o final da década de 1980. De fato, desde o ano passado, o governo da presidente Dilma Rousseff tem dado mostras de que tenciona enquadrar as políticas referentes aos assuntos indígenas e ambientais aos interesses maiores da nação, reduzindo gradativamente a influência dos respectivos movimentos na formulação das mesmas. A atuação brasileira na conferência Rio+20 foi a mais recente manifestação desse impulso.

“Por que o Brasil não gosta da gente, doutor?”

Num fim de tarde em Pacaraima, tomávamos café na Padaria da D. Maria, quando se acercou do nosso grupo um senhor nos seus setenta anos, que viríamos a saber ter sido garimpeiro dos velhos tempos, cujo nome se perdeu naquelas horas de angústia da luta pela Raposa Serra do Sol. Observou-nos por um bom tempo, enquanto falávamos dos eventos da época, especialmente da ação incompreensível das autoridades contra tudo que se desenvolvia em Roraima. Atalhou a conversa tímida, mas firmemente, e perguntou com um ar de dor e perplexidade que emocionou a todos: “Doutor, por que o Brasil não gosta da gente?” A tentativa primeira de dizer que não eram todos e criar algumas escusas, foi calada pela reflexão mais profunda das palavras daquele homem simples, que tocou a todos que tiveram o privilégio de ouvi-lo.

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