Prossegue investida dos “direitos humanos”
A ofensiva do aparato internacional de “direitos humanos” contra o Estado brasileiro prossegue sem descanso, com a cumplicidade ativa e passiva de integrantes da cúpula do Governo Federal. Entre estes, destacam-se as ministras da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário Nunes, e dos Direitos das Mulheres, Eleonora Menicucci, que têm vocalizado em todas as oportunidades o espírito revanchista dos setores ideológicos radicais do governo contra as Forças Armadas, alvo primário dos ataques. Na pauta, estão a utilização da chamada Comissão da Verdade como instrumento para a punição de militares e policiais acusados de torturas, durante o regime militar, e a extinção da Justiça Militar, intenção que não oculta a ministra Maria do Rosário.
Greenpeace e FHC, de mãos dadas pelo “desenvolvimento zero”
Entre os dias 22 e 24 do corrente, teve lugar em Manaus (AM) a terceira edição do Fórum Mundial de Sustentabilidade (FMS). O evento, dedicado a delinear a agenda das grandes organizações ambientalistas para a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), reuniu a tradicional mescla de nomes ilustres do ambientalismo internacional e palestrantes nacionais. Entre estes, o destaque ficou com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que se dispôs a ser o primeiro signatário de uma campanha do Greenpeace para proibir totalmente o desmatamento no País.
A quem interessa uma crise militar?
A tensão criada entre a cúpula do Governo Federal e o comando das Forças Armadas, em torno do rumo a ser tomado pela denominada Comissão da Verdade, não pode ser entendida apenas sob a visão estreita de que se tratariam dos desdobramentos de um passo necessário para que o País acerte as contas com a História.
Egito rompe lanças contra “Projeto Democracia”
O governo interino do Egito perdeu, definitivamente, a paciência com a interferência de organizações estrangeiras na política interna do país. No domingo 5 de fevereiro, o Ministério da Justiça egípcio indiciou 43 funcionários de ONGs estrangeiras, acusando-os de apoiar e financiar manifestações contra o Conselho Supremo das Forças Armadas (CSFA). Entre os indiciados, 29 são estrangeiros, dos quais 16 estadunidenses, que trabalham para o Instituto Democrático Nacional (NDI, em inglês), Instituto Republicano Internacional (IRI), Freedom House, Centro Internacional para Jornalistas (ICJ) e Fundação Konrad Adenauer. As três primeiras são velhas parceiras do chamado “Projeto Democracia”, iniciativa do governo dos EUA para interferir nos processos políticos de países alvo, sob a cobertura de apoio à democracia e aos direitos humanos.
A criação colonial das ONGs
A seguir, reproduzimos um trecho do livro «Máfia Verde: Ambientalismo, Nuevo Colonialismo», de Lorenzo Carrasco e outros, publicado pela Capax Dei Editora, em 2007.
Bem-vinda investida contra ONGs
A defenestração de Orlando Silva do Ministério do Esporte proporcionou mais um vislumbre da grande penetração de organizações não-governamentais (ONGs) na estrutura do Estado brasileiro. Por isso, só merece aplausos a decisão do novo titular da pasta, o deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP), de suspender e rever os convênios assinados pelo ministério com tais entidades – a qual parece constituir uma inclinação da própria presidente Dilma Rousseff, que anunciou pessoalmente a intenção de impor um maior rigor a tais contratos. De fato, em outubro de 2010, quando ainda candidata à Presidência, Dilma se comprometeu a criar um grupo de trabalho para elaborar, no prazo máximo de um ano, uma proposta de marco regulatório para o setor.
ONGs e empresas – parcerias brasileiras
Em matéria sobre o polêmico relatório da ONG Global Witness, que acusa o Fundo Mundial para a Natureza (WWF)) de se associar a empresas desmatadoras, assunto que foi tratado na última edição deste Alerta (4/08/2011), o jornal O Estado de São Paulo de 7 de agosto revelou uma série de informações interessantes sobre a ocorrência de casos similares no Brasil.
WWF acusado de se associar a empresas desmatadoras
O WWF, quem diria, foi apanhado em uma associação promíscua com empresas “desmatadoras”. A denúncia foi feita na semana passada pela ONG estadunidense Global Witness, que divulgou um polêmico relatório em que acusa o Fundo Mundial para a Natureza (WWF) de permitir que a sua marca seja apropriada por empresas que exploram o meio ambiente de maneira predatória, favorecendo e encobrindo as suas atividades sob o selo de “sustentabilidade” da ONG que é uma das jóias da Coroa britânica.
WI – Worldwatch Institute [1]
Fundado em 1974, o Worldwatch Institute (Instituto de Vigilância Mundial) tem constituído, juntamente com o WRI e o Centro Mundial de Vigilância da Conservação (baseado em Cambridge, apoiado pala UICN e pelo WWF), entidade pertencente ao PNUMA – Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, o centro de inteligência do aparato ambientalista internacional.
WI – Worldwatch Institute [2]
Muitas vezes, as origens da ladainha [ambientalista] remontam – direta ou indiretamente – a Lester Brown e seu Worldwatch Institute. Suas publicações estão repletas de declarações como: «Os principais indicadores ambientais são cada vez mais negativos. As florestas estão desaparecendo, os recursos hídricos estão se exaurindo, os solos estão sofrendo erosão, os peixes estão morrendo, a Terra está se deteriorando, os rios estão secando, as temperaturas estão aumentando, os recifes de coral estão morrendo e espécies de plantas e animais estão desaparecendo». Uma leitura de impacto – sem referências sólidas.
WRI – World Resources Institute
O WRI (Instituto de Recursos Mundiais) foi fundado em 1982, por iniciativa de Russell E. Train, então presidente do WWF nos EUA, com financiamento do Fundo dos Irmãos Rockefeller (Rockefeller Brothers Fund) e da Fundação MacArthur. Ocupa uma alta posição na hierarquia do movimento ambientalista, podendo ser considerado como uma das principais “centrais de inteligência” dos grupos ambientalistas estadunidenses, tendo profundos vínculos com as agências de inteligência anglo-americanas.
WHRC – Woods Hole Research Center
O WHRC foi fundado e ainda é presidido pelo biólogo George M. Woodwell, também membro fundador do EDF, do World Resources Institute e do Natural Resources Defense Council, ex-presidente da Ecological Society of America, ex-presidente e atual membro do conselho nacional do WWF dos EUA e um dos oito membros do conselho consultivo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia IPAM.
USAID – U.S. Agency For International Development (Agência para o Desenvolvimento Internacional dos EUA)
Agência mantida pelo Governo dos Estados Unidos. Em seus orçamentos anuais, tem destinado ao Brasil entre 4 e 8 milhões de dólares para o desenvolvimento de atividades florestais “ambientalmente sustentáveis” e afins, onde se incluem especificamente a Amazônia e o Cerrado.
UICN – União Internacional para a Conservação da Natureza
Fundada em 1948, por iniciativa de Julian Huxley, Max Nicholson e outros “engenheiros sociais” britânicos. Como o WWF, tem sua sede em Gland, Suíça (até há pouco, ambos compartilhavam o mesmo prédio) e passa por ser a maior organização ambientalista do mundo, reunindo mais de 100 entidades governamentais e mais 640 ONGs de 68 países.
Economia em alta, ONGs em baixa
O crescimento econômico e as melhoras gradativas no mercado de trabalho brasileiro têm representado uma ameaça às atividades das mais de 300 mil ONGs presentes no país. Com o real forte e uma economia menos afetada pela crise econômico-financeira global que as de outras regiões, as agências financiadoras internacionais estão deixando de encarar o Brasil como uma prioridade, o que pode comprometer a própria sobrevivência de muitas ONGs aqui instaladas. Uma reportagem publicada no jornal O Globo de 17 de outubro apresenta um panorama preocupante para o setor.
Greenpeace investe contra pré-sal
Definitivamente, a descoberta das reservas de hidrocarbonetos na chamada camada pré-sal da costa brasileira não agradou nem um pouco ao aparato ambientalista internacional e seus prepostos locais. Desde o anúncio da descoberta, em 2008, ambientalistas, tanto de organizações não-governamentais (ONGs) como de órgãos governamentais (entre eles o então ministro do Meio Ambiente Carlos Minc), têm feito fila para fazer “advertências” e críticas sobre a nova fronteira exploratória de petróleo e gás natural, que foi a maior descoberta do gênero no mundo, em mais de duas décadas.
TNC – The Nature Conservancy
Fundada em 1951, a TNC é a maior e mais rica ONG ambientalista dos EUA, com ativos superiores a 900 milhões de dólares, orçamento anual da ordem de 300 milhões de dólares, mais de 1.000 funcionários e mais de 700.000 membros contribuintes, dos quais mais de 400 são empresas. Sua especialidade é realizar grandes lucros em operações de compra de imóveis particulares, para, posteriormente, revendê-los a órgãos oficiais para fins de conservação ambiental.
Survival International
A Survival International (SI) é a seção de “assuntos humanos” do WWF. Foi fundada em 1969, com o patrocínio de sir Peter Scott, então presidente da WWF, para oferecer financiamento para «ajudar os povos indígenas a proteger suas terras, seu meio ambiente e seu modo de vida», eufemismo para a criação de enclaves onde habitam os indígenas com autonomia sobre o solo e subsolo de seus “territórios”, nos quais as nações onde se localizam exerceriam apenas o que denominam «soberania limitada». A SI foi fundada visando a criação da gigantesca reserva yanomâmi no Brasil e na Venezuela.
A aliança Greenpeace-Philips contra as lâmpadas incandescentes
O Diário Oficial da União de 6 de janeiro publicou as portarias interministeriais 1007 e 1008, envolvendo os ministérios de Minas e Energia (MME), Ciência e Tecnologia e Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, determinando o ano de 2016 como prazo limite para a utilização de lâmpadas incandescentes no País, exceto para algumas poucas aplicações específicas. A nota divulgada pelo MME afirma que, “seguindo a tendência mundial em termos de energia sustentável, a regulamentação tem como objetivo incentivar a exploração de outras tecnologias que proporcionem um horizonte mais favorável e seguro aos recursos energéticos utilizados em território nacional, para fins de iluminação em geral”.
Chávez x ONGs
No final de novembro, o presidente venezuelano Hugo Chávez voltou-se contra um novo adversário: as Organizações Não-Governamentais (ONGs) que operam no país. A pretexto de “defender a revolução” contra intervenções dos EUA, o líder bolivariano cobrou da Assembléia Nacional uma nova legislação para as ONGs, que permita uma maior transparências em suas fontes de financiamentos e atividades (O Globo, 26/11/2010).