Brasil: desindustrialização “é ato de vandalismo”

Nos últimos anos, numerosas vozes têm se levantado para advertir sobre o perigoso processo de retração do setor industrial brasileiro, cuja participação no PIB vem caindo rapidamente, já se situando nos níveis da década de 1940, antes mesmo do início da industrialização do País.

Brasil: crescimento socioeconômico? Onde, cara-pálida?

Tem sido extremamente alardeado pela midia que o Brasil – agora pertencente a um privilegiado grupo de países, os BRICs (Brasil, Russia, Índia e China) que, teoricamente, estariam saindo da suas fases terceiro-mundistas – está se desenvolvendo social e economicamente, e que, por isso, alguns milhões de pessoas teriam saído da qualidade de miseráveis, de pobres, para a classe média. As perguntas são: Quem são essas pessoas? Alguém conhece alguém que tenha deixado de ser pobre e tenha passado à classe média? O Brasil melhorou em quê?

Brasil: infraestrutura para ativar a economia

A notícia de que o crescimento do PIB brasileiro foi nulo no terceiro trimestre do ano não deveria surpreender, uma vez que o governo da presidente Dilma Rousseff continua empenhado em um delicado equilíbrio entre o atendimento aos mercados financeiros e as expectativas de crescimento. Por exemplo, mesmo com as sucessivas – embora tímidas – reduções da taxa Selic do Banco Central, os juros brasileiros continuam sendo de longe os mais altos do mundo, o que continua favorecendo as operações especulativas de arbitragem, boa parte das quais com capitais nacionais depositados em paraísos fiscais estrangeiros. Ao mesmo tempo, os setores produtivos, em especial, os industriais, continuam sofrendo com as importações baratas asiáticas, câmbio desfavorável, cipoal burocrático, deficiências de infraestrutura e demais óbices que se convencionou incluir sob o rótulo “custo Brasil”.

América do Sul: integração física na pauta

Um promissor pacote de investimentos em projetos de infraestrutura voltados para a integração regional foi anunciado em Brasília, na reunião ministerial do Conselho Sul-Americano de Infraestrutura e Planejamento (Cosiplan), em 30 de novembro. São 31 projetos viários e de telecomunicações, que deverão receber investimentos da ordem de 14 bilhões de dólares até 2022 e beneficiarão todos os 12 países do subcontinente.

Brasil adota (oportunas) medidas anticrise

Sem fazer muito alarde, o governo brasileiro vem adotando certas medidas de proteção contra o mais que provável aprofundamento da crise sistêmica global, as quais poderão proporcionar ao País melhores condições para enfrentar a combinação de furacão classe 5 e tsunami que ameaça engolfar o cada dia mais disfuncional sistema financeiro e monetário mundial.

Uma agenda protetora para o Brasil

O Governo Federal tomou, recentemente, duas medidas protecionistas para reduzir a erosão da capacidade produtiva nacional diante dos impactos combinados da enxurrada de importações asiáticas e dos efeitos recessivos da crise global. A primeira foi a elevação em 30% do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os automóveis importados. A segunda, a concessão de uma vantagem de até 25% nos preços oferecidos por empresas nacionais em licitações para compras governamentais. Embora sejam limitadas e temporárias, ambas provocaram reações no exterior, motivando acusações de protecionismo contra o Brasil, em órgãos como a Organização Mundial do Comércio (OMC) e a União Europeia (UE).

Esquizofrenia energética europeia

O confronto da realidade dos fatos com a ideologia ambientalista está redundando em um comportamento verdadeiramente esquizofrênico por parte das lideranças europeias, no que se refere à política energética. No Reino Unido, o preocupante fenômeno da “pobreza energética” aumenta o número dos afetados pela dificuldade de pagamento das tarifas crescentes, em razão dos subsídios às fontes “renováveis”, e a “descarbonização” da economia se mostra cada vez mais inviável. Na Espanha, chega-se à conclusão de que a energia nuclear não poderá ser abandonada a médio prazo. E, na Alemanha, ainda permanece um clima de euforia com as fontes “renováveis”, ignorando-se todos os sinais de que tal aventura poderá resultar em uma catástrofe econômica.

A Vale quer ser verde

Em sua última campanha publicitária, que estreou no início de junho na TV, a Vale investiu na imagem de companhia sustentável, capaz de transformar minérios em sonhos e ainda fazer tudo isso respeitando o meio ambiente e as comunidades nos arredores de suas minas e instalações. A campanha faz parte de um colossal projeto de lançamento da nova marca da empresa, que, em novembro do ano passado, deixou de ser a Vale do Rio Doce para se chamar apenas Vale. Com orçamento de 59 milhões de reais, a estratégia de divulgação do novo nome aproveita para colocar a Vale na onda da “companhia verde”, a mais nova tendência entre as grandes empresas globais que querem agregar uma imagem positiva ao seu nome — seja ela uma mineradora, um banco ou uma companhia de celulose.

Brasil: o Copom da discórdia

Em março de 2003, durante a sabatina para a sua aprovação pelo Senado, para o cargo de diertor de Política Monetária do Banco Central, o economista Luiz Augusto Candiota sentenciou: «Existem três grandes invenções desde o começo dos tempos: o fogo, a roda e o banco central». Pouco mais de um ano depois, no final de julho de 2004, Candiota pediu demissão, depois de a revista Isto É ter denunciado que ele e o então presidente do BC, Henrique Meirelles, haviam sonegado informações à Receita Federal.

Brasil mantém expansão do setor nuclear

Os planos do governo brasileiro para a expansão do setor nuclear nacional serão mantidos. Quem garante é o ministro da Minas e Energia, Edson Lobão. Em um evento no Rio de Janeiro (RJ), em 15 de setembro, ele afirmou que a revisão programa nuclear estabelecida após o desastre da usina japonesa de Fukushima já foi concluída, ressaltando que a central nuclear de Angra dos Reis tem segurança absoluta.

Agência Espacial Brasileira quer R$ 1 bilhão para programa espacial

O Governo Federal precisa decidir o que fará com o programa espacial brasileiro: ou passa a considerá-lo prioridade de Estado e dotá-lo dos necessários recursos financeiros, ou ele continuará pequeno e incapaz de avançar e atender as necessidades nacionais nas áreas de defesa, vigilância, comunicações, meteorologia e proteção ambiental.

Brasil: o “charme” (dos juros) do real

A inesperada decisão do Conselho de Política Monetária (Copom) do Banco Central, de reduzir em meio ponto percentual a taxa básica de juros (Selic), deflagrou a esperada onda de reações histéricas por parte dos jogadores do mercado financeiro e seus porta-vozes midiáticos. Entre estes, pontificou a indefectível colunista Miriam Leitão, do jornal O Globo: «Não era hora de baixar os juros» (2/09/2011).

Sustentabilidade, o novo disfarce do malthusianismo

Seria, realmente, muito bom se esses tolos, ingênuos, politicamente corretos e/ou ignorantes, parassem com esse negócio de sustentabilidade, atribuindo essa “qualidade” a tudo aquilo que, de alguma forma necessite de um marketing adicional. Eles não sabem o quê e de quê estão falando. Provavelmente, acham que sustentabilidade é um novo tipo de moda e saem por aí repetindo isso sem saber o que o conceito realmente significa e suas verdadeiras raízes. Talvez, depois de lerem esta matéria, eles se manquem pelo fato de verificar que, no fundo, no fundo, a sustentabilidade, o desenvolvimento sustentável etc, tem, por trás, conceitos sinistros, malignos e anti-humanos…

Brasil e Nigéria: contrastes espaciais

No último dia 17 de agosto, a Nigéria anunciou o lançamento de dois satélites de observação e vigilância, que serão utilizados em tarefas civis, militares e de segurança. Os satélites, batizados NigeriaSat-2 e NigeriaSat-X, foram lançados da base de Yasny, Rússia, por um lançador da empresa russa Dnepr (que, no mesmo lançamento, colocou em órbita outros cinco satélites, para os EUA, Ucrânia, Turquia e Itália).

América do Sul terá que dobrar geração de energia para evitar apagão

Os países da América do Sul terão que dobrar a sua geração de eletricidade, caso queriam evitar blecautes num futuro próximo. O alerta consta de um recente estudo da Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal).

Brasil: integração regional pode ser antídoto para “sinodependência”

O ideograma chinês que simboliza o conceito de crise é composto por dois outros, que significam risco e oportunidade. Para o Brasil, o esperado agravamento da crise econômico-financeira global pode representar, exatamente, uma oportunidade para reduzir a sua dependência da vitalidade da economia chinesa para a formação de saldos comerciais e, ao mesmo tempo, melhorar o perfil das exportações, com uma maior participação dos produtos manufaturados.

Campo brasileiro ainda usa pouca tecnologia moderna

A grande maioria das propriedades rurais brasileiras incorpora pouco das últimas inovações tecnológicas à sua produção. Esta é a conclusão e um estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), na semana passada. Do total de produtores rurais entrevistados, 22% responderam que usam apenas sete de 22 métodos de auxílio à produção – dentre os quais se incluem os corretivos de solos, defensivos agrícolas, orientação técnica, utilização de fertilizantes, cooperativismo, entre outros.

Sistemas funcionais na agricultura do futuro

São amplamente conhecidos pelos agricultores modernos os principais aspectos relativos às técnicas e procedimentos criados pelo homem no sentido de se obter índices de produtividade agrícola compatíveis com suas expectativas. Da mesma forma, seria injusto dizer que a humanidade não conseguiu modificar os potenciais produtivos de espécies cultivadas, assim como um aumento expressivo das expectativas produtivas para o setor.

“Brasil desistiu de ser país desenvolvido”

Em um artigo com o título acima, publicado em 21 de julho no sítio Inovação Tecnológica, o economista Agostinho Rosa, editor do sítio, produziu um dos mais veementes libelos sobre a situação atual do Brasil, em especial, no tocante à percepção de futuro das classes dirigentes nacionais e à passividade com que observam a destruição do parque industrial nacional. Em suas palavras, a incapacidade – «ou, eventualmente, a má-fé» – dos dirigentes do País está negando «o direito de construir uma economia moderna, fundada em uma educação digna do nome, em mecanismos institucionais e legais que criem um ambiente de inovação e de desenvolvimento».

Para que servem submarinos nucleares

No sábado 16 de julho, a presidente Dilma Rousseff deu a partida oficial ao Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub) da Marinha do Brasil, em uma cerimônia realizada nas instalações da Nuclep, em Itaguaí (RJ). O evento assinalou o início da construção do primeiro dos quatro submarinos convencionais classe Scorpène – aqui chamados S-BR – contemplados no âmbito do acordo estratégico estabelecido com a França em 2008, o qual inclui também a construção de um casco para o futuro submarino nuclear brasileiro. O primeiro S-BR deverá ser concluído em 2016, os demais, a cada ano e meio, e o submarino nuclear (SN-BR) tem a sua conclusão prevista para 2023.

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