CCPY – Comissão para a Criação do Parque Ianomâmi

A CCPY foi fundada em 1978, sob os auspícios da Survival Internacional, para “nacionalizar” a campanha para a criação da Reserva Indígena Ianomâmi – após a expulsão de seus representantes no Brasil, em 1976.
A CCPY – Comissão para a Criação do Parque Ianomâmi começou a atuar como a conexão brasileira do lobby oligárquico britânico, convertendo-se em sua principal propagandista frente ao Governo, Congresso e grupos privados brasileiros. Iniciaram-se então diversas campanhas internacionais de pressão, que incluíram ações legais contra o Brasil na ONU, na OEA e na OIT – Organização Internacional do Trabalho e o país passou a aparecer como o “vilão ambiental planetário número um”.
Na época, sua figura de proa era a fotógrafa suíça Claudia Andujar. Em 21/09/1997, Tony Lloyd, então ministro das Relações Exteriores do Reino Unido e da Comunidade Britânica, fez uma visita aos escritórios da CCPY, onde reuniu-se com Claudia Andujar. O ministro se fez acompanhar pelo embaixador britânico no Brasil e pelo cônsul-geral de São Paulo.
Após seu regresso à Grã-Bretanha, Lloyd enviou a seguinte carta à CCPY: «O Governo Britânico tem uma grande simpatia com a finalidade e objetivos do trabalho que vocês estão realizando. Estejam certos de que o Governo Britânico veria com preocupação qualquer ameaça ao modo de vida que os ianomâmis pretendem manter, e se utilizará de todas as oportunidades para encorajar os governos brasileiro e venezuelano para que cumpram suas promessas de proteger o ambiente no qual os ianomâmis vivem contra a ameaça de garimpagem de ouro ilegal e sem controle.»
Em agosto de 1999, provocou revolta na população de Roraima o convênio assinado entre a Fundação Nacional de Saúde e a CCPY para que esta passasse a administrar 12 dos 25 postos de saúde do Distrito Sanitário Ianomâmi, com duração de 15 meses e envolvendo a quantia nada desprezível de R$7,5 milhões. Em realidade, o “projeto saúde” da CCPY conta, desde 1994, com o apoio financeiro do Banco Mundial e de agências de desenvolvimento externo dos governos do Reino Unido e da Alemanha.
A CCPY conta ainda com outras verbas de agências internacionais, entre as quais o PNPI – Programa Norueguês para Povos Indígenas, e a Rainforest Foundation, da Noruega; a Oxfam e a Survival International, do Reino Unido e da França; e a Iwgia, da Dinamarca.
Segundo a descrição da própria CCPY: «No Brasil, o CEDI, NDI, CIMI, Diocese de Roraima, Comissão Pró-Índio de São Paulo, entre outras, trabalharam na campanha de demarcação da área indígena, até sua realização, em 1992. Importante também foi o apoio sem reservas e durante muitos anos, do senador Severo Gomes. Em 1997, a CCPY foi agraciada com o terceiro prêmio de Direitos Humanos da presidência da República Federativa do Brasil.»
Na atual diretoria da CCPY permanecem Bruce Albert e Carlos Alberto Ricardo, que pertence também ao Instituto Socioambiental e à Rainforest Action Network.![]()
A Máfia Verde – O Ambientalismo a Serviço do Governo Mundial
Créditos: este post é matéria apresentada no livro «A Máfia Verde – O Ambientalismo a Serviço do Governo Mundial», em capítulo específico destinado a apresentação das principais ONGs ambientalistas/indigenistas que atuam, de alguma forma, no Brasil. Eventualmente, introduzo subtítulos no texto para facilitar a leitura.
O livro a ler é: «A Máfia Verde – O Ambientalismo a Serviço do Governo Mundial» (Capax Dei Editora).
Para saber mais sobre o tema, visitar os sites da MSIa/Capax Dei:
http://www.alerta.inf.br/ e http://www.msia.org.br/![]()
