Xeque-mate para o aquecimento global
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Os dados do IPCC, no que diz respeito ao aquecimento global antropogênico e às catástrofes climáticas “possíveis e inevitáveis” decorrentes dele, há muito tempo são conhecidos como distorcidos, mal interpretados e, muitas vezes, inverídicos. Prova disso é o escândalo denominado “Climagate” que veio à tona às vésperas do encontro de Copenhague que, sem dúvida, contribuiu para o fracasso do mesmo. Está provado que o lado científico dos argumentos do IPCC são falsos e têm, sim, um cunho geopolítico destinado a favorecer o não-desenvolvimento dos países do Terceiro Mundo e para manter, nas mãos das potências “centrais” – leia-se “oligarquias internacionais” – o controle das formas de energia e dos recursos naturais do planeta, tratando-se de genuína artimanha para a consolidação de um governo mundial à base do neocolonialismo, que é uma forma velada de manutenção do poder nas mãos das transnacionais e das oligarquias internacionais. O presente post é um artigo publicdado no boletim eletrônico do Movimento Solidariedade Íbero-americana, de número 52, de 26/11/2009. Os subtítulos foram acrescentados por mim para melhor leitura do texto. Eis a matéria.![]()
Climagate coloca em xeque políticas para o aquecimento global
Apesar de a imprensa brasileira ter praticamente ignorado o assunto, um megaescândalo estourou na Inglaterra, no final da semana passada, quando milhares de e-mails e documentos armazenados em um computador da Unidade de Pesquisas Climáticas (CRU) da Universidade de East Anglia, um dos principais centros mundiais de compilação das temperaturas atmosféricas, foram divulgados na Internet. O arquivo e seu conteúdo, provavelmente vazados por um funcionário da própria CRU, se espalharam com a velocidade permitida pela rede mundial e representam um dos mais contundentes golpes para a credibilidade dos cenários alarmistas sobre o chamado aquecimento global, supostamente, causado pelas emissões de carbono provenientes das atividades humanas.
Em especial, os e-mails trocados entre alguns dos principais cientistas envolvidos na promoção do cenário “aquecimentista”, inclusive o diretor da CRU, Phil Jones, alguns dos quais remontam a 1996, revelam uma atitude sistemática por parte do grupo para:
⇒ manipular dados básicos de temperaturas para mostrar uma tendência inexorável de aumento delas;
⇒ recusar sistematicamente o acesso de pesquisadores externos aos registros de temperaturas básicos (a CRU recebe os dados das estações meteorológicas de todo o mundo e os processa);
⇒ evitar a liberação de documentação requisitada por intermédio da Lei de Liberdade de Informação britânica; e – evitar, por meio do controle do processo de exame de pares, a publicação de trabalhos de cientistas discordantes dos cenários alarmistas sobre o clima (os leitores interessados podem consultar, entre outros, o sítio www.junkscience.com).
Um escândalo mundial
Considerando que a CRU tem sido uma das principais fontes de informações para os relatórios do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) das Nações Unidas, o escândalo coloca em xeque todo o arcabouço alegadamente científico que sustenta a histeria “aquecimentista”. Por isso, já estão em marcha iniciativas para a solicitação de investigações oficiais do caso, tanto no Parlamento britânico como no Congresso dos EUA.
A duas semanas da 15ª. Conferência das Partes sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas (COP-15), em Copenhague, a eclosão do “Climagate”, como o escândalo já foi devidamente batizado, coloca em questão toda a agenda referente ao estabelecimento de cortes para as emissões de carbono, que se pretende discutir na capital dinamarquesa. A gravidade do problema sugere que países como o Brasil, cujo governo anunciou a pretensão de “liderar” o mundo no estabelecimento de tais metas, se juntem a tais iniciativas e integrem um esforço coordenado para investigar o assunto a fundo, antes de assumir quaisquer compromissos inconsequentes e cientificamente infundados sobre medidas que terão enormes impactos socioeconômicos negativos.
Como o Movimento de Solidariedade Íbero-americana (MSIa) tem enfatizado em numerosas publicações, o “aquecimentismo” é a iniciativa mais avançada do ambientalismo internacional, esta nova forma de colonialismo voltada contra a expansão dos benefícios da sociedade industrial e tecnológica a todos os povos e países do planeta – que tem uma de suas armas principais, exatamente, na capacidade de moldagem das crenças e do modo de pensar de grande parte dos estratos educados das sociedades de todo o mundo.
Apesar do enorme conjunto de interesses estabelecidos em torno do assunto, o “Climagate” proporciona uma oportunidade singular para que a verdadeira ciência, o bom senso e o bem comum voltem a prevalecer em uma questão de relevância crucial para toda a humanidade.![]()
Movimento Solidariedade Íbero-americana
Para saber mais sobre o tema, visitar os sites da MSIa/Capax Dei:
http://www.alerta.inf.br/ e http://www.msia.org.br/
Imagem: antimperialista.blogia.com











