Conservation International

Esta ONG é uma dissidência da TNC – The Nature Conservancy. A CI é muito ativa na América do Sul e foi dela a idéia de criar um parque natural na região da Cordilheira do Condor, área de conflito entre Peru e Equador, que foi palco de operações militares de envergadura. A região possui comprovados depósitos auríferos e outros minérios. Várias mineradoras da Comunidade Britânica ou suas junior partners, como a TVX Gold, de Eike Batista (filho de Eliezer Batista, ex-presidente da Companhia Vale do Rio Doce, ex-diretor da CI e atualmente um dos conselheiros da CI-Brasil), possuem concessões na região.

A CI também está presente na Selva Lacandona, centro operacional dos “zapatistas”, guerrilheiros que pregam a separação do riquíssimo estado mexicano de Chiapas. Peter Seligman, então presidente da CI, anunciou em 17/06/1996 que a entidade canalizaria 10 milhões de dólares para a serem aplicados em “projetos” na Selva Lacandona. O dinheiro foi doado à CI pelo Grupo Pulsar, um consórcio empresarial mexicano baseado em Monterrey, que tem negócios em mais de 100 países, envolvendo serviços financeiros, produtos agricolas, agrobiotecnologia e laboratórios. O presidente do grupo é Alfonso Romo, um empresário nouveau riche de Monterrey, de quem se diz que sua fortuna teve origem no tráfico de narcóticos. Ele possui grandes proprie­dades rurais em Chiapas e, desde o levante dos zapatistas tem afirmado publi­camente que «não tem problemas» com o grupo, porque «sabe como tratá-los».

É também bastante conhecida a atuação da CI na criação e admi­nistração de um cordão de parques naturais no Peru e na Bolívia, que inclui a região de Camisea, no Peru, onde estão localizadas as maiores reservas petrolíferas do país, cuja concessão pertence à Mobil Oil e à Shell, esta uma das principais patronas do WWF. No Brasil, além da Mata Atlântica, a CI definiu como prioridade três outras áreas: o Pantanal, o Cerrado e a Caatinga. A CI financia ou mantém convênios com diversas ONGs locais e promove workshops para garantir que as ações dos ambientalistas no Brasil estejam sincronizadas com a agenda e o cronograma estabelecidos.


Atuação no Brasil

Para desenvolver seus projetos no Brasil, a CI foi uma das beneficiárias da USAID, que destinou ao Brasil 5 milhões de dólares em seu orçamento de 1997 e 4,75 milhões de dólares no de 1998, para o desenvol­vimento de atividades florestais “ambientalmente sustentáveis”, onde se incluem especificamente a Amazônia e o Cerrado brasileiros.

Um destes convênios da CI no Brasil é feito com a Fundação Ecológica de Mineiros (Fundação Emas), que administra o Parque das Emas, no sul de Goiás, localizado estrategicamente no divisor de águas das bacias Prata-Araguaia. O convênio é financiado pela Alfred Jurzykowski Foundation, e pela Ford Motor Company. Outro convênio, feito com a Comunidade Indigena Kayapó, visa a conservação dos ecossistemas do Alto Xingu e tem como patronos fnanceiros a Embaixada do Canadá no Brasil, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, a Ford Motor Company, a David Suzuki Foundation e o Banco Mundial (BIRD).

A CI é a mentora da criação do conceito de “corredores de conser­vação” para «resolver o dilema da fragmentação de habitats e impactos adversos para a sobrevivência de espécies».

A utilização da carta ambiental pelo establishment anglo-americano como fator de controle geopolítico foi claramente enunciado pelo atual presidente mundial da Conservation International, Russel Mittermeier, ex-vice-presidente do Programa de Conservação do WWF, num seminário realizado em 1990 no Brasil: «Com o alívio das tensões Leste-Oeste, o mundo entrou em uma era na qual as agendas política e econômica serão modeladas pelo alargamento do fosso entre as regiões temperadas e tropicais. Nesta nova era, a conservação de florestas tropicais não é apenas uma prioridade ambiental mas um marco de estabilidade geopolítica.»

A Máfia Verde – O Ambientalismo a Serviço do Governo Mundial


Créditos: este post é matéria apresentada no livro «A Máfia Verde – O Ambientalismo a Serviço do Governo Mundial», em capítulo específico destinado a apresentação das principais ONGs ambientalistas/indigenistas que atuam, de alguma forma, no Brasil. Eventualmente, introduzo subtítulos no texto para facilitar a leitura.

O livro a ler é: «A Máfia Verde – O Ambientalismo a Serviço do Governo Mundial» (Capax Dei Editora).

Para saber mais sobre o tema, visitar os sites da MSIa/Capax Dei:

http://www.alerta.inf.br/ e http://www.msia.org.br/

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