Criança Esperança – bom ou ruim?

Antes de mais nada, um lembrete: nada que parta da ONU é bom para ninguém, exceto para os EUA e seus países aliados. A ONU é criação dos Estados Unidos. O próprio terreno onde está instalada, em Nova York, foi cedido pela família Rockefeller. Praticamente toda a manutenção financeira da ONU é feita pelos Estados Unidos. O orçamento anual da ONU é tão pequeno, que corresponde a apenas 32 dias do orçamento do Pentágono. Os Estados Unidos, assim, não obedecem à ONU, embora procurem agir de forma a não contrariar suas resoluções, apenas para parecerem politicamente corretos. No entanto, se os Estados Unidos tiverem que fazer determinada coisa, mesmo que a ONU condene, eles farão – sentindo-se, apenas, levemente incomodados com isso. O poder de veto da ONU é uma falácia. Conversa para boi dormir. Ser aliado dos EUA não significa, necessariamente, apenas pertencer à ONU; significa pertencer ao roll ultra limitado de nações que agem para a dominação mundial em estreita conivência mútua.

Assim, reportar-se à UNESCO como um álibi positivo para qualquer tipo de iniciativa aparentemente nobre é, antes de tudo, uma temeridade – e uma grande ingenuidade, e significa que se estará, antes de tudo, obedecendo as diretrizes imperialistas dos EUA. Dizer que o dinheiro do “Criança Esperança” é depositado, diretamente, em conta da UNESCO (United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization) – que não precisa deste dinheiro, pois ela é mantida – repito – quase que integralmente, pelos EUA – é como se passássemos um atestado de burrice a nós mesmos, pois isso apenas faz aumentar o “caixa” da UNESCO. E alguém já viu a prestação de contas desse dinheiro? Claro que não, pois ninguém sequer sabe, de fato, o quanto foi arrecadado… E até por isso mesmo, prestar contas não adianta nada.

Paralelamente, temos a Rede Globo. Devo lembrar também, que altos executivos daquela entidade já foram altos diretores, por exemplo, do WWF, ONG ambientalista que pugna pelo subdesenvolvimento do Terceiro Mundo, conforme pode ser, fácil e claramente, demonstrado em vários artigos deste blog. O WWF é uma entidade que considero inimiga da nação brasileira. E teve (ou tem, não sei bem), diretores brasileiros, das Organizações Roberto Marinho…

 

Os mundos da UNESCO e da Rede Globo

Apenas para ilustrar, apresento a seguir trechos do livro «A Máfia Verde – O Ambientalismo a Serviço do Governo Mundial», da Capax Dei Editora/MSIa:

«A partir do WWF e da UICN (que constituem o “estado-maior” do movimento ambientalista internacional), emanaram as diretrizes que orientam a atuação das organizações do sistema das Nações Unidas, envolvidas com o meio ambiente: PNUMA – Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente; PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento; OMM – Organização Meteorológica Mundial; UNESCO – Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura. Outras fundações e corporações financiadoras do movimento ambientalista internacional, e da pletora de ONGs constituem as “tropas de choque” do mesmo.»

«Em 1996, o WWF anunciou que seu capítulo brasileiro seria “autô­nomo”, contando com um orçamento anual de 5 milhões dólares. Como ocorre com a organização internacional, a diretoria do WWF-Brasil era constituída na época por uma constelação de representantes do establishment. Entre eles, destacavam-se: presidente: José Roberto Marinho (Organizações Globo); vice-presidentes: Mario Augusto Frering (CAEMI) e Paulo Nogueira Neto (ex-presidente da SEMA); diretores: José Pedra de Oliveira Costa (atual secretário de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente), Joseph Safra (Banco Safra) e Roberto Paulo Cezar de Andrade (BRASCAN).»

E sobre eugenia e controle populacional:

«Em 1967 foi criado o Fundo Curador da ONU para Questões Populacionais. Hoje, transformado (2 anos após) em Fundo para Atividades Populacionais, coordena a política populacional de todas as agências da ONU pelo mundo. A UNESCO, o UNICEF, o PNUD, a FAO, a OIT, têm programas populacionais combinados com as suas “medidas especiais de ajuda”. Os escândalos de Bangladesh, onde as mulheres tinham que se submeter à esterilização em troca de alimentos do programa de ajuda da FAO, deu manchetes principais nos anos 1980. Igualmente, os programas especiais de ajuda às mães visam o controle da natalidade.»

Tem mais:

«O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) e a Orga­nização Meteorológica Mundial (OMM) atuam em estreita coordenação com a cúpula ambientalista na UICN-WWF. O PNUMA, criado em 1972, após a Conferência de Estocolmo, é sediado em Nairobi, Quênia. Juntamente com a UICN e o World Resources Institute, elaborou uma Estratégia Global de Biodiversidade, que inspira os programas ambientais de muitas nações. Seu Centro Mundial de Vigilância da Conservação, baseado em Cambridge, Inglaterra, e apoiado pela UICN e o WWF, funciona como uma coordenação de inteligência para o movimento ambientalista. O PNUD, criado para fomentar programas de desenvolvimento, tem ampliado crescentemente os requisitos ambientais destes últimos. A UNESCO resultou diretamente da iniciativa do establishment britânico para a criação do movimento ambientalista no pós-guerra, em substituição ao movimento eugênico. A organização define a proteção ambiental como um dos seus objetivos principais e financia uma vasta rede de grupos ambientalistas. Por sua vez, a OMM tem funcionado como o principal centro de difusão do alarmismo referente ao chamado aquecimento global, por intermédio do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC).»

E ainda, no livro «Máfia Verde 2 – Ambientalismo, Novo Colonialismo»:

«Não por coincidência, o vice-presidente das Organizações Globo, José Roberto Marinho, era, na ocasião, o presidente do WWF-Brasil – e, atualmente, é membro do seu Conselho Diretor.»

A propósito, sugiro que o prezado Visitante Desconhecido leia o post, publicado neste blog, indicado a seguir, para sentir o verdadeiro sentido “democrático” de liberdade de expressão do WWF, o que é incompatível com alguns de seus dirigentes que pertencem, justamente, ao mundo da Imprensa, e que, ao contrário, deveriam – mas dizem que fazem isso – defender a liberdade de expressão: MSIa vence guerra jurídica contra o WWF.

 

Os “nobres” objetivos do Criança Esperança

Então, o que esperar do projeto “Criança Esperança”? Se não bastassem esses “antecedentes”, vamos analisar as iniciativas do “Criança Esperança”.

A principal argumentação do projeto (que chamarei, doravante de CE), é a de tirar as crianças das ruas, principalmente por causa da violência urbana e o tráfico de drogas – e obrigá-las a estudar. Concordo em parte com essas prermissas. No entanto…

(1) Não há nada que consiga tirar, completamente, as crianças das ruas, mormente no que diz respeito às populações mais pobres, porque, simplesmente, os pais não podem trancar seus filhos dentro de barracos o dia inteiro;

(2) As crianças que “trabalham” para o tráfico de drogas e contribuem para a violência urbana não são as mesmas que são contempladas com o CE; e

(3) O CE não privilegia o estudo sério.

 

E a educação realmente séria?

As duas primeiras afirmativas são óbvias. Passemos à terceira. Eu, pelo menos, nunca vi nenhum projeto do CE dando ênfase, de forma concreta, ao estudo infanto-juvenil. Estudo, para mim, significa a Matemática, a Biologia, a Física, a Química, a História, a Geografia, e o Português, só para citar as principais matérias. Alguns dirão: «Mas Oh! O CE obriga as crianças a estudar de manhã e, só na parte da tarde elas se dedicarão aos projetos do CE!»

Pura ilusão – Ou pura farsa, enganação? Sim, o CE obriga às crianças a estudar de manhã, tudo bem, mas que criança consegue prestar atenção às aulas das supracitadas matérias com a atenção voltada para, dali a poucas horas, se dedicar aos “projetos” do CE, os quais, ao que parece, são pura diversão? E de tarde? Cadê os deveres de casa? A que horas as crianças farão os deveres de casa e estudar para as provas? De tarde, o que seria o ideal, não podem mais, devido aos “projetos” do CE. Farão eles os seus deveres de noite? Duvido! Cansadas e com sono, elas vão dormir – e isso, se trouxeram algum dever para fazer em casa! E para piorar o assunto, até há pouco tempo ainda havia a famigerada “aprovação automática” – pois claro, quem é que conseguia aprender alguma coisa dentro desse esquema? E dentro de um esquema que, ao que parece, tenta afastar as crianças do verdadeiro estudo, oferecendo-lhes “projetos” que não têm nada a ver com o saber, com o conhecimento – com um verdadeiro preparo para a luta pela vida.

 

Os “projetos” do Criança Esperança

Pois que, pelo menos que eu saiba, os “projetos” do CE são do seguinte tipo:

(a) “aulas” de tocar tambor, violino, oboé, berimbau, tamborim e outros instrumentos (como se fosse fácil ganhar dinheiro entrando para uma orquestra ou mesmo formando  uma banda de tambores); de estudo, de Português, nada.

(b) “aulas” de malabarismo, trapézio, de palhaço, e de outras atividades circenses (como se houvessem muitos circos no Brasil); de estudo, de Matemática, nada.

(c) “aulas” de capoeira, danças folclóricas etc (como se isso fosse fundamental para as crianças, no futuro, arrumar empregos decentes); de estudo, de Física, nada.

(d) “aulas” de natação, de salto à distância, cama elástica, corrida etc (tudo bem, o esporte é importante), mas de estudo, de Química, nada.

(e) “aulas” de canto, corais e coisas afins (tudo bem, a música é uma grande forma de arte), mas de estudo, de História, nada.

(f) “aulas” de artes plásticas, pinturas, borrações e montagens de gosto discutível (quem é que ganha dinheiro com arte no Brasil?), e de estudo, de Geografia, nada.

(g) “aulas” de literatura, com livros intensamente ilustrados, para crianças quase que débeis mentais (com historinhas ridículas e absolutamente dispensáveis – pois, claro, as crianças praticamente não sabem ler, são analfabetos funcionais, os livros não passam de histórias em quadrinhos), e de estudo, de Literatura (séria, realmente instrutiva, e que faça, de verdade, incutir nas crianças o hábito da leitura), nada!

 

As crianças são afastadas do verdadeiro e necessário estudo

Eu poderia dar uma série de outros exemplos, mas o CE é isso: atividades absolutamente irrelevantes, que só afastam as crianças do verdadeiro estudo. E isso tudo eu sei porque vejo as propagandas do CE na televisão. Se há, de fato, atividades instrutivas e que sejam, realmente, úteis para as crianças, eu nunca vi.

Por que o CE não investe o dinheiro que arrecada (que ninguém sabe o quanto é – repito), em reformar escolas, pagar melhor os professores, construir laboratórios de Ciências, Biologia, de Física e de Química? Por que o CE não monta bibliotecas decentes nas escolas? Porque o CE não financia cursos vestibulares para os alunos que não podem pagar os que existem por aí? Por que o CE não auxilia os alunos a aprender matérias que realmente vão fazer diferença em suas vidas futuras, ao invés de gastar o tempo das crianças fazendo-as tocar tambor e brincar de trapezistas? Pelo menos, é isso o que eu vejo nos projetos do CE – repito.

A impressão que dá é que o CE não quer a educação das crianças – e aí, eu fico muito desconfiado das verdadeiras intenções do CE, visto que é uma iniciativa da UNESCO, juntamente com a Rede Globo – pelos motivos apresentados nos primeiros parágrafos desta matéria.

Quero deixar claro que não sou contra muitos desses programas do CE, mas também acho que privilegiar o verdadeiro estudo é que seria a função do CE. Mas pelo que eu vejo, não é.

 

Artistas ingênuos como garotos-propaganda do Criança Esperança

E o pior é que uma multidão de artistas, os quais, certamente, não sabem como é que, realmente, a banda toca neste nosso mundinho, ficam, entre sorrisos demonstrativos de fraternidade e bondade, fazendo propaganda para a doação de dinheiro para o CE. Tolos? Não todos. Ingênuos, a maioria – porque, simplesmente, eles não sabem com quem estão lidando. No dia em que eles virem – se virem – a maioria esmagadora da população brasileira bestializada, infantilizada, sem capacidade crítica, conduzidos ao matadouro como uma boiada, dirão: «Eu contribuí para isso!» Mas aí, será tarde.

Bem, se não foram, nem tolos, nem ingênuos, por acaso estarão sendo obrigados a fazer o papel de garotos e garotas-propaganda, a fim de manter seus empregos? Pode até ser que sim, mas acredito mais – mesmo – na tolice e na ingenuidade dessa gente. Gente, inclusive, que se acha, narcisisticamente, o máximo da cultura no Brasil, o que é compartilhado pela maioria esmagadora da população brasileira – e usam essa falácia para tentar convencer o público. Mas será que é isso mesmo? Provavelmente, sim.

Outro dia eu vi, na televisão, o Ziraldo dizer, mais ou menos assim: «95% da humanidade é débil mental; o que os salva são os outros 5%». Então eu pergundo: a qual dessas duas partes da humanidade é dirigido o Criança Esperança? Tenho a impressão de que não é difícil responder. Como também, ao que parece, não é difícil imaginar que, provavelmente, o Criança Esperança não é feito para alterar aquela proporção…

 

Os livros a ler são: «A Máfia Verde – O Ambientalismo a Serviço do Governo Mundial» e «Máfia Verde 2 – Ambientalismo, Novo Colonialismo», ambos da Capax Dei Editora.

Imagens: eunanet.net; e soudapaz.org.

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Comentários

5 Comentários em “Criança Esperança – bom ou ruim?”
  1. Dafny disse:

    Mandou bem, Husc! Eu também nunca confiei no Criança Esperança. Não vejo nenhum avanço ou esperança para as crianças, que continuam a ter uma péssima qualidade de ensino e saúde…
    Essa porcaria de hipocrisia de tais eventos mantidos por esses poderosos da mídia, de caráter duvidáveis também, o qual só tendem a lucrar mais e mais através do povo inocente, que também não faz nada para buscar mais informações, se aprofundar do que está acontecendo, absorvendo todo tipo de ilusão e mentiras que lhes são oferecido por quem está no alto patamar.
    A Sra. Kátia, humilde, sem conhecimento, a qual, tanto você, como eu, percebemos pela escrita, que faz parte desse “gado” controlado, e por isso defende o evento. Eu até ri com o conselho que você lhe deu sobre a escrita, pois conforme eu lia, sentia vontade de falar a mesma coisa. E você sacou bem a coisa.
    Estamos sintonizados!
    Parabéns!
    Dafny

    • Husc disse:

      Dafny:
      Obrigado pelo apoio. Neste país de ilusões, hipocrisia, mentiras e do politicamente correto (o resto do mundo não é muito diferente), é difícil, até arriscado, se duvidar de um programa, aparentemente meritório e nobre quanto o “Criança Esperança”. De fato, a boiada é grande… A verdade é que ele, na minha opinião, é mais prejudicial do que útil às crianças, pois as afastam dos verdadeiros estudos aos quais elas teriam de se dedicar.
      Mandou bem, Dafny!
      Saúde, prosperidade e sabedoria.
      Husc

  2. kátia rejane costa de souza. disse:

    eu achosuper bacana o prorama do,criança esperança porque enscentiva varias crianças e dolescente a sairem das ruas,e das drogas.eles tem um comproisço com eles mesmo,só assim não estão ,os faros se prostituindo,e bebendoou engravidando des de criança,já penssou uma criança,cuidando da outra.

    • husc disse:

      Sra. Kátia:
      O programa “Criança Esperança” é uma demagogia, muito pouco explicada, uma obra da mídia, em conluio com a ONU/UNESCO. É uma forma das elites acharem que estão fazendo alguma coisa pelos desvalidos, e assim, ficar com a impressão de que estão com a consciência tranquila, em função da miséria que acarretam com suas vidas de farto consumo e salários exorbitantes. Para cada pessoa que ganhe muito mais do que necessite para ter uma vida digna, existem dezenas de outras na miséria – em decorrência da inadequada distribuição de renda que o regime capitalista fundamentalista proporciona. O capitalismo ainda é a melhor forma de administração das riquezas de uma nação, mas em sua forma radical, torna-se um regime excludente, ou seja: concentra a riqueza na mão de poucos e excluem grande parte das populações. E o “Criança Esperança” serve, justamente, assim como outras formas de voluntarismo, para que as classes dominantes achem que estão ajudando os pobres, para assim, ficar, aparentemente, livres de seus pecados…
      (cuide melhor do seu português em sua redação – escreva com calma)
      Obrigado pelo contato. Volte sempre.
      Saúde, vida longa e sabedoria.
      Husc

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