Cultural Survival

Foi criada em 1972, em Cambridge, Massachussets (USA), pelo antro­pólogo britânico David Maybury Lewis, como uma filial norte-americana da Sociedade para os Povos Ameaçados (Society for Endangered Peoples), ONG vinculada à Casa Real dinamarquesa.

A CS surgiu para engajar os antro­pólogos na “carta indigenista” epecificada pela oligarquia britânica um ano antes, explicitada na Declaração de Barbados (1972), culminação do semi­nário preparado e patrocinado pelo Conselho Mundial de Igrejas (CMI), segundo a qual os povos indigenas deveriam ser vistos como “povos colonizados” e que os antropólogos deveriam comprometer-se a lutar por sua “libertação”.

Cambridge foi escolhida como sede da CS porque aí localiza-se também a Universidade de Harvard, sede do chamado Projeto Chiapas, uma das mais antigas iniciativas do establishment anglo-americano para “perfilar” os povos indigenas de uma dada região, com o objetivo de fomen­tar o separatismo étnico entre eles.

Apenas entre 1957 e 1977, os antropó­logos do Projeto Chiapas produziram 27 livros, 21 teses de doutorado, 33 teses univesitárias, duas novelas e um filme sobre os indígenas desse Estado do Sul do México (situado na fronteira com a Guatemala, rico em jazidas minerais e onde localiza-se a segunda maior reserva petrolifera do país).

A CS desempenhou um papel central na formação do Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN), os chamados “zapatistas”, organização terrorista que prega a autonomia da população indígena de Chiapas.

Em 1982, a CS se instalou no Brasil, onde tem atuado em especial com os indígenas caiapós. David Maybury Lewis foi um dos principais responsáveis pela transformação do cacique caiapó Paulinho Paiakan numa “estrela internacional” do indigenismo-ambientalismo.

A Máfia Verde – O Ambientalismo a Serviço do Governo Mundial


Créditos: este post é matéria apresentada no livro «A Máfia Verde – O Ambientalismo a Serviço do Governo Mundial», em capítulo específico destinado a apresentação das principais ONGs ambientalistas/indigenistas que atuam, de alguma forma, no Brasil. Eventualmente, introduzo subtítulos no texto para facilitar a leitura.

O livro a ler é: «A Máfia Verde – O Ambientalismo a Serviço do Governo Mundial» (Capax Dei Editora).

Para saber mais sobre o tema, visitar os sites da MSIa/Capax Dei:

http://www.alerta.inf.br/ e http://www.msia.org.br/

Observação: para outras informações sobre a atuação da Cultural Survival no Brasil, ler o post, neste site, intitulado «A implementação do indigenismo no Brasil».

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