Desmatamento relativo dos EUA é maior que o do Brasil
Este post é texto publicado no site Alerta em Rede (http://www.alerta.inf.br) da Capax Dei Editora, em 10/05/2010, da autoria de Nilder Costa. A matéria mostra, claramente, o “telhado de vidro” dos países centrais no que diz respeito ao desmatamento. Não satisfeitos com a perda de suas florestas ao longo dos últimos séculos, com o intuito de alimentar seu faustoso e megalômano estilo de vida, eles continuam a desmatar. Só que a mídia, que é controlada por eles, obviamente, não fala nada… E como eles não toleram o crescimento socioeconômico de outras nações – as quais, potencialmente, podem tornar-se concorrentes suas – insistem em tentar obstruir o desenvolvimento dessas nações através do movimento ambientalista internacional. No texto a seguir, introduzi alguns subtítulos com o intuito de facilitar a leitura. Eis a matéria.![]()
Desmatamento relativo dos EUA é maior que o do Brasil
A Academia Nacional de Ciências dos EUA acaba de publicar um interessante estudo sobre a perda bruta de cobertura florestal (inglês: Gross Forest Cover Loss – ou GFCL), ocorrida entre 2000 e 2005, nos sete países que possuem mais de um milhão de km2 de florestas: Rússia, Brasil, Canadá, China, Indonésia, República do Congo e os EUA. Juntos, a cobertura florestal desses países compreendem pouco mais de 32 milhões de km2, quase 60% do total da área florestal mundial.
Nova tecnologia para analisar o assunto
O estudo, realizado por uma equipe de cientistas da Universidade Estadual de Dakota do Sul (EUA) liderada pelo Dr. Matthew Hansen, desenvolveu e implementou uma nova metodologia de consistência global para analisar imagens de satélites das florestas, ou seja, permite uma comparação direta entre os diversos biomas e regiões. As causas das remoções da cobertura florestal – naturais ou humanas – não foram consideradas, assim como as regenerações que certamente ocorreram no período.
No hemisfério norte o desmatamento é maior
Nos países em referência, a perda bruta de cobertura florestal verificada no período foi de 1.011.000 km2, representando 3,1% do total (0,6% ao ano). Uma primeira surpresa foi que a perda verificada nas florestas boreais (34,7%) foi maior que nas tropicais úmidas (27%), embora estas ocupem uma área maior que aquelas (35,4% e 26,7% respectivamente).
Continentalmente, a América do Norte foi a campeã de perdas, com 295.000 km2 (29,1%), seguida da Ásia (240.000 km2 e 23,7%) e da América do Sul (228.000 km2 e 22,7%). Já na escala nacional, o Brasil registrou a maior perda absoluta, com 165.000 km2, secundado pelo Canadá com 160.000 km2.
O Brasil desmata menos
Entretanto, a surpresa maior revelada pelo estudo foi a perda relativa – ou proporcional em relação à cobertura registrada em 2000 -, onde desponta os EUA: em cinco anos, o país perdeu nada menos que 6% da sua cobertura florestal. Foi secundado pelo Canadá – 5,2%, seguido pelo Brasil com 3,6%.
Evidentemente não são resultados para se comemorar, mas salta aos olhos a tremenda inversão de valores perpetrada pelo aparato ambientalista para fustigar o Brasil e outros países detentores de florestas tropicais – quer dizer, países em desenvolvimento – como vilões florestais. À luz do mencionado estudo, as baterias dos ambientalistas globais deveriam estar primeiramente voltadas para os EUA e Canadá, e só muito depois para a “Amazônia”. Se alguém evidenciar as comprovadas linhas de ligação entre ONGs ambientalistas e seus patrocinadores estadunidenses e canadenses, inclusive, governamentais, será taxado imediatemente de “teórico de conspirações”.![]()
Nilder Costa
Para saber mais sobre o tema, visitar os sites da MSIa/Capax Dei:
http://www.alerta.inf.br/ e http://www.msia.org.br/
Imagem: canalkids.com.br

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