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	<title>Blog do Ambientalismo</title>
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	<description>O que você precisa saber sobre Ambientalismo, Indigenismo e Governo Mundial</description>
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		<title>Zumbi dos Palmares tinha escravos</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Aug 2010 19:30:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Indigenismo]]></category>

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		<description><![CDATA[O que pretendo com essa série de artigos é desmistificar a imagem de vítimas do povo africano que os ativistas da cultura negra tentam incutir na mentalidade do povo brasileiro, e com isso, minimizar as consequências dessas ações no que diz respeito às reivindicações daqueles que se dizem descendentes diretos dos negros africanos e que, numa clara farsa, reivindicam coisas às quais não têm o menor direito e, pelo contrário, coisas essas que eles mesmos, os negros, contribuiram para acontecer – e que hoje conhecemos como a escravidão e, na atualidade, surge como o movimento dos “quilombolas”.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/logo-leya-2.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-4416" title="logo-leya-2" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/logo-leya-2.jpg" alt="" width="83" height="41" /></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/nalinguadoju-wordpress-comzumbig.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-4602" title="nalinguadoju-wordpress-comzumbig" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/nalinguadoju-wordpress-comzumbig-210x300.jpg" alt="" width="210" height="300" /></a>Zumbi, o maior herói negro do Brasil, o homem em cuja data de morte se comemora em muitas cidades do país o Dia da Consciência Negra, mandava capturar escravos de fazendas vizinhas para que eles trabalhassem forçados no Quilombo dos Palmares. Também sequestrava mulheres, raras nas primeiras décadas do Brasil, e executava aqueles que quisessem fugir do quilombo.</p>
<p>Essa informação parece ofender algumas pessoas hoje em dia, a ponto de preferirem omiti-la ou censurá-Ia, mas na verdade trata-se de um dado óbvio. É claro que Zumbi tinha escravos. Sabe-se muito pouco sobre ele – cogita-se até que o nome mais correto seja Zambi <em>– </em>mas é certo que viveu no século 17. E quem viveu próximo do poder no século 17 tinha escravos, sobretudo quem liderava algum povo de influência africana.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>O hábito da escravidão também existia em África</h2>
<p>Desde a Antiguidade, os humanos guerrearam, conquistaram escravos e muitas vezes venderam os que sobravam. Até o século 19, em Angola e no Congo, de onde veio a maior parte dos africanos que povoaram Palmares, os sobás se valiam de escravos na corte e invadiam povoados vizinhos para capturar gente. O sistema escravocrata só começou a ruir quando o Iluminismo ganhou força na Europa e nos Estados Unidos. Com base na ideia de que todos as pessoas merecem direitos iguais, surgiu a Declaração dos Direitos da Virgínia, de 1776, e os primeiros protestos populares contra a escravidão, na Inglaterra. Os abolicionistas apareceram um século depois de Zumbi e a sete mil quilômetros da região onde o Quilombo dos Palmares foi construído.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Palmares: um reino africano no Brasil</h2>
<p>É difícil acreditar que, no meio das matas de Alagoas, Zumbi tenha se adiantado ao espírito humanista europeu ou previsto os ideais de liberdade, igualdade e fraternidade da Revolução Francesa. É ainda mais difícil quando consultamos os poucos relatos de testemunhas que conheceram Palmares. Elas indicam o esperado: o quilombo se parecia com um povoado africano, com hierarquia rígida entre reis e servos. Os moradores chamavam o lugar de Ngola<strong> </strong>Janga, em referência aos reinos que já existiam na região do Congo e de Angola (significa “novo reino”, ou “novo sobado”).</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>O terror africano e o tráfico de escravos</h2>
<p>Ganga Zumba, tio de Zumbi e o primeiro líder do maior quilombo do Brasil, provavelmente descendia de imbangaIas, os “senhores da guerra” da África Centro-Ocidental. Os imbangalas viviam de um modo similar ao dos moradores do Quilombo dos Palmares. Guerreiros temidos, eles habitavam vilarejos fortificados, de onde partiam para saques e sequestros dos camponeses de regiões próximas. Durante o ataque a comunidades vizinhas, recrutavam garotos, que depois transformariam em guerreiros, e adultos para trocar por ferramentas e armas com os europeus. Algumas mulheres conquistadas ficavam entre os guerreiros como esposas. <em>«As práticas dos imbangalas tinham o propósito de aterrorizar a população em geral e de encorajar as habilidades marciais – bravura na guerra, lealdade total ao líder militar e desprezo pelas relações de parentesco» – </em>afirma o historiador americano Paul Lovejoy. <em>«Essas práticas incluíam a morte de escravos antes da batalha, canibalismo e infanticídio»</em>.</p>
<p>Tanta dedicação a guerras e sequestros fez dos imbangalas grandes fornecedores de escravos para a América. Lovejoy estima que três quartos dos cerca de 1,7 milhão de escravos embarcados entre 1500 e 1700 vieram da África Centro- Ocidental, sobretudo do sul do Congo. Como a aliança com os portugueses às vezes se quebrava, os guerreiros também acabavam sendo escravizados. Provavelmente foi assim que os pais ou avôs de Zumbi chegaram ao Brasil.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/diariodecontagem-com-br-palmates.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-4601" title="diariodecontagem-com-br-palmates" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/diariodecontagem-com-br-palmates-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a>O reinado militar de Palmares</h2>
<p>Entre os soldados que lutaram para derrubar o Quilombo de Palmares, o que mais impressionava, além da força militar dos quilombolas, era o modo como eles se organizavam politicamente. Segundo o relato do capitão holandês João Blaer, que lutou contra o quilombo em 1645, todos os quilombolas eram&#8230;</p>
<p><em>&#8230;«obedientes a um que se chama o Ganga Zumba, que quer dizer Senhor Grande; a este têm por seu rei e senhor todos os mais, assim naturais dos Palmares como vindos de fora; tem palácio, casas de sua família, é assistido de guardas e oficiais que costumam ter as casas reais. É tratado com todos os respeitos de rei e com todas as honras de senhor. Os que chegam à sua presença põem os joelhos no chão e batem palmas das mãos em sinal de reconhecimento e protestação de sua excelência; falam-lhe “majestade”, obedecem-lhe por admiração.»</em></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>A obtenção de escravos e a morte dos fujões</h2>
<p>Para obter escravos, os quilombolas faziam pequenos ataques a povoados próximos. <em>«Os escravos que, por sua própria indústria e valor, conseguiam chegar aos Palmares, eram considerados livres, mas os escravos raptados ou trazidos à força das vilas vizinhas continuavam escravos»</em>, afirma Edison Carneiro no livro «O Quilombo dos Palmares»<em>, </em>de 1947. No quilombo, os moradores deveriam ter mais liberdade que fora dele. Mas a escolha em viver ali deveria ser um caminho sem volta, o que lembra a máfia hoje em dia. <em>«Quando alguns negros fugiam, mandava-lhes crioulos no encalço e uma vez pegados, eram mortos, de sorte que entre eles reinava o temor»</em>, afirma o capitão João Blaer.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Cobrança de impostos pelos quilombolas de Palmares</h2>
<p><em>«Consta mesmo que os palmaristas cobravam tributos – em mantimentos, dinheiro e armas – dos moradores das vilas e povoados. Quem não colaborasse poderia ver suas propriedades saqueadas, seus canaviais e plantações incendiados e seus escravos sequestrados»</em>, afirma o historiador Flávio Gomes no livro <em>Palmares. </em></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Zumbi reabilitado politicamente pela “esquerda” brasileira</h2>
<p>Não dá para ter certeza de que a vida no quilombo era assim mesmo, mas os vestígios e o pensamento da época levam a crer que sim. Apesar disso, Zumbi ganhou um retrato muito diferente por historiadores marxistas das décadas de 1950 a 1980. Décio Freitas, Joel Rufino dos Santos e Clóvis Moura fizeram do líder negro do século 17 um representante comunista que dirigia uma sociedade igualitária. Para eles, enquanto fora do quilombo predominava a monocultura de cana-de-açúcar para exportação, faltava comida e havia classes sociais oprimidas e opressoras (tudo de ruim), em Palmares não existiam desníveis sociais, plantavam-se alimentos diversos e por isso havia abundância de comida (tudo de bom). <em>«Nesta bibliografia de viés marxista há um esforço em caracterizar Palmares como a primeira luta de classes na História do Brasil»</em>, afirma a historiadora Andressa Barbosa dos Reis em um estudo de 2004.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Dizem até que Zumbi nasceu num convento&#8230; Invenção?</h2>
<p>A imaginação sobre Zumbi foi mais criativa na obra do jornalista gaúcho Décio Freitas, amigo de Leonel BrizoIa e do ex-presidente João Goulart. No livro «Palmares: A Guerra dos Escravos»,<em> </em>Décio afirma ter encontrado cartas mostrando que o herói cresceu num convento de Alagoas, onde recebeu o nome de Francisco e aprendeu a falar latim e português. Aos 15 anos, atendendo ao chamado do seu povo, teria partido para o quilombo. As cartas sobre a infância de Zumbi teriam sido enviadas pelo padre Antônio Melo, da vila alagoana de Porto Calvo, para um padre de Portugal, onde Décio as teria encontrado. Ele nunca mostrou as mensagens para os historiadores que insistiram em ver o material. A mesma suspeita recai sobre outro livro seu, «O Maior Crime da Terra». O historiador Claudio Pereira Elmir procurou por cinco anos algum vestígio dos registros policiais que Décio cita. Não encontrou nenhum. <em>«Tenho razões para acreditar que ele inventou as fontes e que pode ter feito o mesmo em outras obras»</em>, disse-me Claudio no fim de 2008. O nome de Francisco, pura cascata de Décio Freitas, consta até hoje no «Livro dos Heróis da Pátria»<em> </em>da Presidência da República.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Mais cascatas da “esquerda” marxista</h2>
<p>Também se deve à historiografia marxista o fato de Zumbi ser muito mais importante hoje em dia do que Ganga Zumba, seu antecessor. Enquanto o primeiro ficou para a história como herói da resistência do quilombo, seu tio faz o papel de traidor. Essa fama se deve ao acordo de paz que fez com os portugueses em 1678. Ganga Zumba, recebido em Recife quase como chefe de Estado, prometeu ao governador de Pernambuco mudar o quilombo para um lugar mais distante e devolver os moradores que não tivessem nascido em Palmares. Em troca, os portugueses se comprometeriam a deixar de atacar o grupo.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/nartube-net-Zumbi.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4604" title="nartube-net-Zumbi" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/nartube-net-Zumbi-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>A imagem de bonzinho e de herói foi a que ficou</h2>
<p>Os historiadores marxistas acharam a promessa de entregar os negros uma traição, que Zumbi teria se recusado a levar adiante. <em>«A ele </em>[Zumbi] <em>foram associados os valores da guerra, da coragem, do destemor e principalmente a postura de resistir continuamente às forças coloniais»</em>, conta a historiadora Andressa dos Reis. <em>«Esta visão de Freitas foi a imagem do Quilombo e de Zumbi que se cristalizou nas décadas de 1980 e 1990» </em>[comenta a mesma historiadora]. Os poucos documentos do período não são o bastante para dizer que Zumbi agiu diferente de Ganga Zumba e foi mesmo contra o acordo de paz. Se foi, pode ter agido contra o próprio quilombo, provocando sua destruição.</p>
<p>Acordos entre comunidades negras e os europeus eram comuns na América Latina – e nem sempre os quilombolas cumpriram a promessa de devolver escravos. No Suriname, o quilombo dos negros chamados saramacás respeitou o acordo de paz com os holandeses. Esse grupo, que o historiador americano Richard Price considera a <em>«experiência mais extraordinária de quilombos no Novo Mundo»</em>, conseguiu manter o povoado protegido dos ataques europeus. Tem hoje 55 mil habitantes.<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/logo_leya.gif"><img class="alignright size-full wp-image-4422" title="logo_leya" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/logo_leya.gif" alt="" width="30" height="42" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>Leandro Narloch</strong></em></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/newrule1.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-3859" title="newrule" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/newrule1.gif" alt="" width="158" height="24" /></a><strong>Observação do Editor</strong></p>
<p>Devo lembrar ao prezado Visitante Desconhecido que minhas   observações, neste post e em outros que apresento neste blog, não têm   nenhuma conotação racista – o que assim, certamente, será interpretado   pelos ativistas da cultura afro-descendente. Tenho, ao contrário, grande   admiração pela raça negra, tendo sido, há muitos anos atrás,  inclusive,  noivo de uma mulher negra, e só não casei com ela devido a  não ter  conseguido resistir às pressões contrárias de minha própria  família – o  que provou, para mim, já naquela ocasião, a existência,  embora  cinicamente contestada, do racismo que existe no Brasil. Em  outra  ocasião, fui assessor da diretoria da Estação Primeira de  Mangueira, o  que também prova minha admiração pela cultura negra.  Enfim&#8230;</p>
<p>O  que pretendo com essa série de artigos é desmistificar a imagem de   vítimas do povo africano que os ativistas da cultura negra tentam   incutir na mentalidade do povo brasileiro, e com isso, minimizar as   consequências dessas ações no que diz respeito às reivindicações   daqueles que se dizem descendentes diretos dos negros africanos e que,   numa clara farsa, reivindicam coisas às quais não têm o menor direito e,   pelo contrário, coisas essas que eles mesmos, os negros, contribuiram   para acontecer – e que hoje conhecemos como a escravidão e, na   atualidade, surge como o movimento dos “quilombolas”.</p>
<p>Este movimento, juntamente com o movimento das “cotas raciais”,  para  os que não sabem, é diretamente ligado ao movimento indigenista   internacional, que visa a separação das nações tendo como base a raça.   Isso, sim, é racismo, e, além de contribuir para o atrito entre as   diversas raças que constituem a nação brasileira, ainda faz com que se   corra o risco de haver verdadeiras divisões territoriais no Brasil. É o   que se chama de “balcanização” do Brasil, termo que é uma alusão à  divisão territorial que ocorreu na antiga Iugoslávia – nos Bálcãs –  divisão essa baseada na separação étnica e religiosa. Eu não quero que  isso aconteça no Brasil.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/newrule1.gif"><img class="aligncenter" title="newrule" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/newrule1.gif" alt="" width="158" height="24" /></a></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3623" title="seta-vermelha-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>Créditos e o livro a ler:</strong> Este post é parte do capítulo «Agradeçam aos Ingleses», do livro <strong>«Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil»</strong>, da autoria de Leandro Narloch (Leya/Textos Editores Ltda.). Introduzi subtítulos no texto para facilitar e incentivar a leitura.</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/white01_right.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-3981" title="white01_right" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/white01_right.gif" alt="" width="18" height="18" /></a>Imagens: </strong>nalinguadoju.wordpress.com; diariodecontagem.com.br; nartube.net<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a></p>
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		<title>Carta aberta, de Eliane Sinhasique, para Renato Aragão, o Didi</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/carta-aberta-de-eliane-sinhasique-para-renato-aragao-o-didi/</link>
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		<pubDate>Sat, 28 Aug 2010 14:52:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Governo mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Controle populacional]]></category>
		<category><![CDATA[Oligarquias internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[ONGs]]></category>

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		<description><![CDATA[Querido Didi,

Há alguns meses você vem me escrevendo pedindo uma doação mensal para enfrentar alguns problemas que comprometem o presente e o futuro de muitas crianças brasileiras. Eu não respondi aos seus apelos (apesar de ter gostado do lápis e das etiquetas com meu Nome para colar nas correspondências)...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<div>
<p><em><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2009/11/Amazonia-e-olho-médio.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1909" title="Amazonia-e-olho-médio" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2009/11/Amazonia-e-olho-médio.jpg" alt="" width="60" height="39" /></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/crianca-esperanca-blog-o-sorriso-do-gato.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-4545" title="crianca-esperanca-blog-o-sorriso-do-gato" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/crianca-esperanca-blog-o-sorriso-do-gato-300x183.jpg" alt="" width="300" height="183" /></a>Querido Didi,</em></p>
<p><em>Há alguns meses você vem me escrevendo pedindo uma doação mensal para  enfrentar alguns problemas que comprometem o presente e o futuro de muitas  crianças brasileiras. Eu não respondi aos seus apelos (apesar de ter gostado do  lápis e das etiquetas com meu nome para colar nas correspondências)&#8230;</em></p>
<p><em>Achei que as cartas não deveriam sem endereçadas à mim. Agora, novamente,  você me escreve preocupado por eu não ter atendido as suas solicitações. Diante  de sua insistência, me senti na obrigação de parar tudo e te escrever uma  resposta.</em></p>
<p><em>Não foi por “algum” motivo que não fiz a doação em dinheiro solicitada por  você. São vários os motivos que me levam a não participar de sua campanha  altruísta (se eu quisesse poderia escrever umas dez páginas sobre esses  motivos). Você diz, em sua última Carta, que enquanto eu a estivesse lendo, uma  criança estaria perdendo a chance de se desenvolver e aprender pela falta de  investimentos em sua formação.</em></p>
<p><em>Didi, não tente me fazer sentir culpada. Essa jogada publicitária eu conheço  muito bem. Esse tipo de texto apelativo pode funcionar com muitas pessoas mas,  comigo não. Eu não sou ministra da educação, não ordeno e nem priorizo as  despesas das escolas e nem posso obrigar o filho do vizinho a freqüentar as  salas de aula. A minha parte eu já venho fazendo desde os 11 anos quando comecei  a trabalhar na roça para ajudar meus pais no sustento da minha família.  Trabalhei muito e, te garanto, trabalho não mata ninguém. Muito pelo contrário,  faz bem! Estudei na escola da zona rural, fiz Supletivo, estudei à distância e  muito antes de ser jornalista e publicitária eu já era uma micro empresária.</em></p>
<p><em>Didi, talvez você não tenha noção do quanto o Governo Federal tira do nosso  suor para manter a saúde, a educação, a segurança e tudo o mais que o povo  brasileiro precisa. Os impostos são muito altos! Sem falar dos Impostos  embutidos em cada alimento, em cada produto ou serviço que preciso comprar para  o sustento e sobrevivência da minha família.</em></p>
<p><em>Eu já pago pela educação duas vezes: pago pela educação na escola pública,  através dos impostos, e na escola particular, mensalmente, porque a escola  pública não atende com o ensino de qualidade que, acredito, meus dois filhos  merecem. Não acho louvável recorrer à sociedade para resolver um problema que  nem deveria existir pelo volume de dinheiro arrecadado em nome da educação e de  tantos outros problemas sociais.</em></p>
<p><em>O que está acontecendo, meu caro Didi, é que os administradores, dessa  dinheirama toda, não têm a educação como prioridade. Pois a educação tira a  subserviência e esse fato, por si só não interessa aos políticos no poder. Por  isso, o dinheiro está saindo pelo ralo, estão jogando fora, ou aplicando muito  mal. Para você ter uma idéia, na minha cidade, cada alimentação de um  presidiário custa para os cofres públicos R$ 3,82 (três reais e oitenta e dois  centavos) enquanto que a merenda de uma criança na escola pública custa R$ 0,20  (vinte centavos)! O governo precisa rever suas prioridades, você não concorda?  Você pode ajudar a mudar isso! Não acha?</em></p>
<p><em>Você diz em sua Carta que não dá para aceitar que um brasileiro se torne  adulto sem compreender um texto simples ou conseguir fazer uma conta de  matemática. Concordo com você. É por isso que sua Carta não deveria ser  endereçada à minha pessoa. Deveria se endereçada ao Presidente da República. Ele  é ‘o cara’. Ele tem a chave do Cofre e a vontade política para aplicar os  recursos. Eu e mais milhares de pessoas só colocamos o dinheiro lá para que ele  faça o que for necessário para melhorar a qualidade de vida das pessoas do país,  sem nenhum tipo de distinção ou discriminação. Mas, infelizmente, não é o que  acontece…</em></p>
<p><em>No último parágrafo da sua Carta, mais uma vez, você joga a responsabilidade  para cima de mim dizendo que as crianças precisam da “minha” doação, que a  “minha” doação faz toda a diferença. Lamento discordar de você Didi. Com o valor  da doação mínima, de R$ 15,00, eu posso comprar 12 quilos de arroz para  alimentar minha família por um mês ou posso comprar pão para o café da manhã por  10 dias.</em></p>
<p><em>Didi, você pode até me chamar de muquirana, não me importo, mas R$ 15,00 eu  não vou doar. Minha doação mensal já é muito grande. Se você não sabe, eu faço  doações mensais de 27,5% de tudo o que ganho. Isso significa que o governo leva  mais de um terço de tudo que eu recebo e posso te garantir que essa grana, se  ficasse comigo, seria muito melhor aplicada na qualidade de vida da minha  família.</em></p>
<p><em>Você sabia que para pagar os impostos eu tenho que dizer não para quase tudo  que meus filhos querem ou precisam? Meu filho de 12 anos quer praticar tênis e  eu não posso pagar as aulas que são caras demais para nosso padrão de vida. Você  acha isso justo? Acredito que não. Você é um homem de bom senso e saberá  entender os meus motivos para não colaborar com sua campanha pela educação  brasileira.<br />
 Outra coisa Didi, mande uma Carta para o Presidente pedindo para  ele selecionar melhor os ministros e professores das escolas públicas. Só  escolher quem, de fato, tem vocação para ser ministro e para o ensino. Melhorar  os salários, desses profissionais, também funciona para que eles tomem gosto  pela profissão e vistam, de fato, a camisa da educação. Peça para ele, também,  fazer escolas de horário integral, escolas em que as crianças possam além de  ler, escrever e fazer contas possa desenvolver dons artísticos, esportivos e  habilidades profissionais. Dinheiro para isso tem sim! Diga para ele priorizar a  educação e utilizar melhor os recursos.</em></p>
<p><em>Bem, você assina suas cartas com o pomposo título de Embaixador Especial do  Unicef para Crianças Brasileiras e eu vou me despedindo assinando… Eliane  Sinhasique – Mantenedora Principal dos Dois Filhos que Pari.</em></p>
<p><em>P.S.: Não me mande outra carta pedindo dinheiro. Se você mandar, serei  obrigada a ser mal-educada: vou rasgá-la antes de abrir.</em></p>
<p><strong>E O DINHEIRO DA CPMF QUE PAGAMOS DURANTE 11(ONZE) ANOS?<br />
 MELHOROU  ALGUMA COISA NA EDUCAÇÃO E NA SAÚDE DURANTE ESSES ANOS?<br />
 BRASILEIROS PATRIOTAS  (e feitos de idiotas) DIVULGUEM ESSA REVOLTA. <a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2009/11/Amazonia-e-olho-pequeno.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1910" title="Amazonia-e-olho-pequeno" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2009/11/Amazonia-e-olho-pequeno.jpg" alt="" width="45" height="29" /></a></strong></p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>Eliane Sinhasique</strong></em></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/newrule1.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-3859" title="newrule" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/newrule1.gif" alt="" width="158" height="24" /></a></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3623" title="seta-vermelha-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>Créditos:</strong> este post é matéria apresentada em 30/08/09,  no blog <strong>“O Sorriso do Gato”</strong>, que pode ser acessado em <a href="http://osorrisodogato.wordpress.com">http://osorrisodogato.wordpress.com</a>.</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/white01_right.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-3981" title="white01_right" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/white01_right.gif" alt="" width="18" height="18" /></a><strong>Imagem:</strong> do mesmo blog.<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a></p>
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		<title>Criança Esperança &#8211; bom ou ruim?</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Aug 2010 18:01:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Governo mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Oligarquias internacionais]]></category>
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		<description><![CDATA[ntes de mais nada, um lembrete: nada que parta da ONU é bom para ninguém, exceto para os EUA e seus países aliados. E aliados não significa, necessariamente, apenas pertencer à ONU; significa pertencer ao roll ultra limitado de nações que agem para a dominação mundial em estreita conivência mútua. Assim, reportar-se à UNESCO como um álibi positivo para qualquer tipo de iniciativa aparentemente nobre é, antes de tudo, uma temeridade – e uma grande ingenuidade. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/03/harpia-temalivre2010-direitamedia.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-2750" title="harpia-temalivre2010-direitamedia" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/03/harpia-temalivre2010-direitamedia.jpg" alt="" width="80" height="52" /></a>Antes de mais nada, um lembrete: nada que parta da ONU é bom para ninguém, exceto para os EUA e seus países aliados. E aliados não significa, necessariamente, apenas pertencer à ONU; significa pertencer ao <em>roll</em> ultra limitado de nações que agem para a dominação mundial em estreita conivência mútua. Assim, reportar-se à UNESCO como um álibi positivo para qualquer tipo de iniciativa aparentemente nobre é, antes de tudo, uma temeridade – e uma grande ingenuidade. Dizer que o dinheiro do “Criança Esperança” é depositado, diretamente, em conta da UNESCO (United Nations Educational, Scientific and Cultural  Organization) – que não precisa deste dinheiro, pois ela é mantida, quase que integralmente, pelos EUA – é como se passássemos um atestado de burrice a nós mesmos, pois isso apenas faz aumentar o “caixa” da UNESCO. E alguém já viu a prestação de contas desse dinheiro? Claro que não, pois ninguém sequer sabe, de fato, o quanto foi arrecadado&#8230; E até por isso mesmo, prestar contas não adianta nada.</p>
<p>Paralelamente, temos a Rede Globo. Devo lembrar também, que altos executivos daquela entidade já foram altos diretores, por exemplo, do WWF, ONG ambientalista que pugna pelo subdesenvolvimento do Terceiro Mundo, conforme pode ser, fácil e claramente, demonstrado em vários artigos deste blog. O WWF é uma entidade que considero inimiga da nação brasileira. E teve (ou tem, não sei bem), diretores brasileiros, das Organizações Roberto Marinho&#8230;</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/eunanet-net-crianca-esperanca.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-4567" title="eunanet-net-crianca-esperanca" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/eunanet-net-crianca-esperanca-300x179.jpg" alt="" width="300" height="179" /></a>Os mundos da UNESCO e da Rede Globo</h2>
<p>Apenas para ilustrar, apresento a seguir trechos do livro <strong>«A Máfia Verde &#8211; O Ambientalismo a Serviço do Governo Mundial»</strong>, da Capax Dei Editora/MSIa:</p>
<p><em>«A partir do WWF e da UICN (que constituem o “estado-maior” do  movimento ambientalista internacional), emanaram as diretrizes que  orientam a atuação das organizações do sistema das Nações Unidas,  envolvidas com o meio ambiente: PNUMA &#8211; Programa das Nações Unidas para o  Meio Ambiente; PNUD &#8211; Programa das Nações Unidas para o  Desenvolvimento; OMM &#8211; Organização Meteorológica Mundial; UNESCO &#8211; </em><em>Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura. O</em><em>utras  fundações e corporações financiadoras do movimento ambientalista  internacional, e da pletora de ONGs constituem as “tropas de choque”  do mesmo.»</em></p>
<p><em>«Em 1996, o WWF anunciou que seu capítulo brasileiro seria “autô­nomo”, contando com um orçamento anual de 5 milhões dólares. Como ocorre com a organização internacional, a diretoria do WWF-Brasil era constituída na época por uma constelação de representantes do establishment. Entre eles, destacavam-se: presidente: José Roberto Marinho (Organizações Globo); vice-presidentes: Mario Augusto Frering (CAEMI) e Paulo Nogueira Neto (ex-presidente da SEMA); diretores: José Pedra de Oliveira Costa (atual secretário de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente), Joseph Safra (Banco Safra) e Roberto Paulo Cezar de Andrade (BRASCAN).»</em></p>
<p>E sobre eugenia e controle populacional:</p>
<p><em>«Em 1967 foi criado o Fundo Curador da ONU para Questões Populacionais. Hoje, transformado (2 anos após) em Fundo para Atividades Populacionais, coordena a política populacional de todas as agências da ONU pelo mundo. A UNESCO, o UNICEF, o PNUD, a FAO, a OIT, têm programas populacionais combinados com as suas “medidas especiais de ajuda”. Os escândalos de Bangladesh, onde as mulheres tinham que se submeter à esterilização em troca de alimentos do programa de ajuda da FAO, deu manchetes principais nos anos 1980. Igualmente, os programas especiais de ajuda às mães visam o controle da natalidade.»</em></p>
<p>Tem mais:</p>
<p><em>«O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) e a Orga­nização Meteorológica Mundial (OMM) atuam em estreita coordenação com a cúpula ambientalista na UICN-WWF. O PNUMA, criado em 1972, após a Conferência de Estocolmo, é sediado em Nairobi, Quênia. Juntamente com a UICN e o World Resources Institute, elaborou uma Estratégia Global de Biodiversidade, que inspira os programas ambientais de muitas nações. Seu Centro Mundial de Vigilância da Conservação, baseado em Cambridge, Inglaterra, e apoiado pela UICN e o WWF, funciona como uma coordenação de inteligência para o movimento ambientalista. O PNUD, criado para fomentar programas de desenvolvimento, tem ampliado crescentemente os requisitos ambientais destes últimos. A UNESCO resultou diretamente da iniciativa do <em>establishment</em> britânico para a criação do movimento ambientalista no pós-guerra, em substituição ao movimento eugênico. A organização define a proteção ambiental como um dos seus objetivos principais e financia uma vasta rede de grupos ambientalistas. Por sua vez, a OMM tem funcionado como o principal centro de difusão do alarmismo referente ao chamado aquecimento global, por intermédio do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC).»</em></p>
<p>E ainda, no livro <strong>«Máfia Verde 2 &#8211; Ambientalismo, Novo Colonialismo»</strong>:</p>
<p><em>«Não por coincidência, o vice-presidente das Organizações Globo, José Roberto Marinho, era, na ocasião, o presidente do WWF-Brasil – e, atualmente, é membro do seu Conselho Diretor.»</em></p>
<p>A propósito, sugiro que o prezado Visitante Desconhecido leia o post, publicado neste blog, indicado a seguir, para sentir o verdadeiro sentido “democrático” de liberdade de expressão do WWF, o que é incompatível com alguns de seus dirigentes que pertencem, justamente, ao mundo da Imprensa, e que, ao contrário, deveriam – mas dizem que fazem isso – defender a liberdade de expressão: <strong> </strong><strong><a href="../msia-impoe-contundente-derrota-juridica-ao-wwf/">MSIa vence guerra jurídica contra o WWF</a></strong>.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Os “nobres” objetivos do Criança Esperança</h2>
<p>Então, o que esperar do projeto “Criança Esperança”? Se não bastassem esses “antecedentes”, vamos analisar as iniciativas do “Criança Esperança”.</p>
<p>A principal argumentação do projeto (que chamarei, doravante de CE), é a de tirar as crianças das ruas, principalmente por causa da violência urbana e o tráfico de drogas – e obrigá-las a estudar. Concordo em parte com essas prermissas. No entanto&#8230;</p>
<p>(1) Não há nada que consiga tirar, completamente, as crianças das ruas, mormente no que diz respeito às populações mais pobres, porque, simplesmente, os pais não podem trancar seus filhos dentro de barracos o dia inteiro;</p>
<p>(2) As crianças que “trabalham” para o tráfico de drogas e contribuem para a violência urbana não são as mesmas que são contempladas com o CE; e</p>
<p>(3) O CE não privilegia o estudo sério.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>E a educação realmente séria?</h2>
<p>As duas primeiras afirmativas são óbvias. Passemos à terceira. Eu, pelo menos, nunca vi nenhum projeto do CE dando ênfase, de forma concreta, ao estudo infanto-juvenil. Estudo, para mim, significa a Matemática, a Biologia, a Física, a Química, a História, a Geografia, e o Português, só para citar as principais matérias. Alguns dirão: <em>«Mas Oh! O CE obriga as crianças a estudar de manhã e, só na parte da tarde elas se dedicarão aos projetos do CE!»</em></p>
<p>Pura ilusão – Ou pura farsa, enganação? Sim, o CE obriga às crianças a estudar de manhã, tudo bem, mas que criança consegue prestar atenção às aulas das supracitadas matérias com a atenção voltada para, dali a poucas horas, se dedicar aos “projetos” do CE, os quais, ao que parece, são pura diversão? E de tarde? Cadê os deveres de casa? A que horas as crianças farão os deveres de casa e estudar para as provas? De tarde, o que seria o ideal, não podem mais, devido aos “projetos” do CE. Farão eles os seus deveres de noite? Duvido! Cansadas e com sono, elas vão dormir – e isso, se trouxeram algum dever para fazer em casa! E para piorar o assunto, até há pouco tempo ainda havia a famigerada “aprovação automática” – pois claro, quem é que conseguia aprender alguma coisa dentro desse esquema? E dentro de um esquema que, ao que parece, tenta afastar as crianças do verdadeiro estudo, oferecendo-lhes “projetos” que não têm nada a ver com o saber, com o conhecimento – com um verdadeiro preparo para a luta pela vida.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/crianca-esperanca-soudapaz-org.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4553" title="crianca-esperanca-soudapaz-org" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/crianca-esperanca-soudapaz-org-200x300.jpg" alt="" width="200" height="300" /></a>Os “projetos” do Criança Esperança</h2>
<p>Pois que, pelo menos que eu saiba, os “projetos” do CE são do seguinte tipo:</p>
<p>(a) “aulas” de tocar tambor, violino, oboé, berimbau, tamborim e outros instrumentos (como se fosse fácil ganhar dinheiro entrando para uma orquestra ou mesmo formando  uma banda de tambores); de estudo, de Português, nada.</p>
<p>(b) “aulas” de malabarismo, trapézio, de palhaço, e de outras atividades circenses (como se houvessem muitos circos no Brasil); de estudo, de Matemática, nada.</p>
<p>(c) “aulas” de capoeira, danças folclóricas etc (como se isso fosse fundamental para as crianças, no futuro, arrumar empregos decentes); de estudo, de Física, nada.</p>
<p>(d) “aulas” de natação, de salto à distância, cama elástica, corrida etc (tudo bem, o esporte é importante), mas de estudo, de Química, nada.</p>
<p>(e) “aulas” de canto, corais e coisas afins (tudo bem, a música é uma grande forma de arte), mas de estudo, de História, nada.</p>
<p>(f) “aulas” de artes plásticas, pinturas, borrações e montagens de gosto discutível (quem é que ganha dinheiro com arte no Brasil?), e de estudo, de Geografia, nada.</p>
<p>(g) “aulas” de literatura, com livros intensamente ilustrados, para crianças quase que débeis mentais (com historinhas ridículas e absolutamente dispensáveis – pois, claro, as crianças praticamente não sabem ler, são analfabetos funcionais, os livros não passam de histórias em quadrinhos), e de estudo, de Literatura (séria, realmente instrutiva, e que faça, de verdade, incutir nas crianças o hábito da leitura), nada!</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>As crianças são afastadas do verdadeiro e necessário estudo</h2>
<p>Eu poderia dar uma série de outros exemplos, mas o CE é isso: atividades absolutamente irrelevantes, que só afastam as crianças do verdadeiro estudo. E isso tudo eu sei porque vejo as propagandas do CE na televisão. Se há, de fato, atividades instrutivas e que sejam, realmente, úteis para as crianças, eu nunca vi.</p>
<p>Por que o CE não investe o dinheiro que arrecada (que ninguém sabe o quanto é – repito), em reformar escolas, pagar melhor os professores, construir laboratórios de Ciências, Biologia, de Física e de Química? Por que o CE não monta bibliotecas decentes nas escolas? Porque o CE não financia cursos vestibulares para os alunos que não podem pagar os que existem por aí? Por que o CE não auxilia os alunos a aprender matérias que realmente vão fazer diferença em suas vidas futuras, ao invés de gastar o tempo das crianças fazendo-as tocar tambor e brincar de trapezistas? Pelo menos, é isso o que eu vejo nos projetos do CE – repito.</p>
<p>A impressão que dá é que o CE não quer a educação das crianças – e aí, eu fico muito desconfiado das verdadeiras intenções do CE, visto que é uma iniciativa da UNESCO, juntamente com a Rede Globo – pelos motivos apresentados nos primeiros parágrafos desta matéria.</p>
<p>Quero deixar claro que não sou contra muitos desses programas do CE, mas também acho que privilegiar o verdadeiro estudo é que seria a função do CE. Mas pelo que eu vejo, não é.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Artistas ingênuos como garotos-propaganda do Criança Esperança</h2>
<p>E o pior é que uma multidão de artistas, os quais, certamente, não sabem como é que, realmente, a banda toca neste nosso mundinho, ficam, entre sorrisos demonstrativos de fraternidade e bondade, fazendo propaganda para a doação de dinheiro para o CE. Tolos? Não todos. Ingênuos, a maioria – porque, simplesmente, eles não sabem com quem estão lidando. No dia em que eles virem – se virem – a maioria esmagadora da população brasileira bestializada, infantilizada, sem capacidade crítica, conduzidos ao matadouro como uma boiada, dirão: <em>«Eu contribuí para isso!» </em>Mas aí, será tarde.</p>
<p>Bem, se não foram, nem tolos, nem ingênuos, por acaso estarão sendo obrigados a fazer o papel de garotos e garotas-propaganda, a fim de manter seus empregos? Pode até ser que sim, mas acredito mais – mesmo – na tolice e na ingenuidade dessa gente. Gente, inclusive, que se acha, narcisisticamente, o máximo da cultura no Brasil, o que é compartilhado pela maioria esmagadora da população brasileira – e usam essa falácia para tentar convencer o público. Mas será que é isso mesmo? Provavelmente, sim.</p>
<p>Outro dia eu vi, na televisão, o Ziraldo dizer, mais ou menos assim: <em>«95% da humanidade é débil mental; o que os salva são os outros 5%».</em> Então eu pergundo: a qual dessas duas partes da humanidade é dirigido o Criança Esperança? Tenho a impressão de que não é difícil responder. Como também, ao que parece, não é difícil imaginar que, provavelmente, o Criança Esperança não é feito para alterar aquela proporção&#8230;<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/harpia-temalivre2010-direitapequena.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3925" title="harpia-temalivre2010-direitapequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/harpia-temalivre2010-direitapequena.jpg" alt="" width="60" height="39" /></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/newrule1.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-3859" title="newrule" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/newrule1.gif" alt="" width="158" height="24" /></a></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-cinza-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3626" title="seta-cinza-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-cinza-pequena.jpg" alt="" width="28" height="19" /></a>Os livros a ler são: </strong><strong>«A Máfia Verde &#8211; O Ambientalismo a Serviço do Governo Mundial» e </strong><strong>«Máfia Verde 2 &#8211; Ambientalismo, Novo Colonialismo»</strong>, ambos da Capax Dei Editora.</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/white01_right.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-3981" title="white01_right" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/white01_right.gif" alt="" width="18" height="18" /></a>Imagens: </strong>eunanet.net; e soudapaz.org<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a>.</p>
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		<title>MST &#8211; Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/mst-movimento-dos-trabalhadores-rurais-sem-terra/</link>
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		<pubDate>Sat, 21 Aug 2010 15:00:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[ONGs]]></category>
		<category><![CDATA[Governo mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Indigenismo]]></category>
		<category><![CDATA[Oligarquias internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Quilombolas]]></category>
		<category><![CDATA[Reservas indígenas]]></category>

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		<description><![CDATA[O MST foi oficialmente fundado em 1984, pela CPT - Comissão Pastoral da Terra. Esta, por sua vez, deve sua criação a outra entidade que nasceu no Brasil nos anos 1970, graças ao apoio que recebeu do CMI - Conselho Mundial de Igrejas, a Comissão de Justiça e Paz, agora controlada pelo ex-arcebispo de São Paulo, cardeal Dom Paulo Evaristo Arns. Atualmente, as principais figuras da CPT - Comissão Pastoral da Terra se converteram de fato nos verdadeiros comandantes do MST, como os bispos Tomás Balduíno e Pedro Casaldáliga.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/Mafia-Verde-1-medio.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3012" title="Mafia-Verde-1-medio" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/Mafia-Verde-1-medio.jpg" alt="" width="60" height="91" /></a><a rel="attachment wp-att-3901" href="http://blogdoambientalismo.com/epp-farc-pcc-e-mst-ameacas-ao-paraguai-e-ao-brasil/portalcataguases-com-br-mst/"><img class="alignright size-medium wp-image-3901" title="portalcataguases.com.br-mst" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/portalcataguases.com_.br-mst-300x300.gif" alt="" width="300" height="300" /></a>Uma vertente da ameaça que paira sobre a região da hidrovia Araguaia-Tocantins/Amazônia-Cerrado, envolve o MST. São conhecidos os graves problemas fundiários da região, cuja notoriedade internacional aumentou ainda mais no início de 1996, após o trágico incidente de Eldorado de Carajás (no Pará, onde 19 sem-terras foram mortos num confronto com a Polícia Militar – que tentava liberar a rodovia bloqueada pelos militantes do MST) e, dois anos depois, pelo acirramento das ações do MST em Parauapebas (também no Pará). Nessa última ocasião, a “guerra civil de baixa intensidade” pretendida pelo MST só não prosperou graças à rápida mobilização do Exército Brasileiro, que deslocou tropas para a região. Em maio/1996, igualmente, tropas do Exército já haviam ocupado as instalações da Usina Hidroelétrica de Tucuruí, que havia sido ameaçada de ser sitiada e invadida por hostes do MST.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Intenções malévolas</h2>
<p>O <em>modus operandi</em> e as intenções das lideranças do MST na região podem ser percebidos num pouco divulgado incidente, ocorrido meses antes da tragédia de Eldorado de Carajás. Em 16/11/1995, manifestantes do MST que se dirigiram à fazenda Macaxeira – a mesma de onde saíram as vítimas do incidente posterior – impediram a passagem de um comboio do Batalhão de Infantaria da Selva na rodovia PA-150. Após horas de tensas negociações, durante as quais os soldados chegaram a apontar metralhadoras pesadas contra o grupo, os manifestantes liberaram o caminho, mas foram repreendidos por Márcio Lima, dirigente do MST: <em>«Companheiros, se eles fizessem um massacre seria melhor para mostrar ao mundo inteiro a causa dos sem-terra!»</em> Se lideranças imbuídas de tais propósitos estiveram presentes em Eldorado dos Carajás, a tragédia assume uma conotação diferente das dos relatos de “massacre” trombeteados pelas ONGs de “direitos humanos” e pela mídia conivente.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Interesses anglo-americanos</h2>
<p>No século passado (S20), nosso continente sofreu um período de contínua desestabilização por meio de guerras civis, golpes de estado, invasões e outros processo violentos. Essa foi a forma pela qual o Império Britânico dominou a Íbero-América, com a ciência política de Thomas Hobbes, segundo a qual os poderes coloniais só podem sobreviver quando as nações subjugadas, ou em vias de sê-lo, são submetidas à permanente instabilidade. Hoje, como no século passado, os interesses britânicos regressaram para cá.</p>
<p>O ataque britânico está em marcha em todas as frentes: está se apoderando de bancos e minas, estatais estratégicas, redesenhando as fronteiras nacionais, e mobilizando hordas jacobinas de narcoterroristas, para destruir todos os aspectos da vida institucional nacional da região.</p>
<p>No Brasil, ao mesmo tempo em que interesses do Império Britânico se apoderam da economia do país, entidades a seu serviço controlam o MST, o melhor instrumento com que contam para desmembrar o país. O reconhecimento, feito pelo lider do MST, Gilmar Mauro, de que sua organização está promovendo uma <em>«guerra civil de baixa intensidade»</em> em vários pontos do país, revela o propósito de encetar uma nova fase de ações ofensivas.</p>
<p>Essa nova ofensiva do MST (como foi determinado no 4<sup>º</sup> Encontro Nacional do MST, Brasília, janeiro/1999), não é uma decisão soberana da cúpula dirigente local, mas o cumprimento das ordens de marcha recebidas de seus controladores externos – como seu congênere mexicano, o EZLN &#8211; Exército Zapatista de Libertação Nacional. Os dois movimentos, clones quase perfeitos, foram criados no laboratório de “engenharia social” da monarquia britânica, cujo objetivo maior é o desmembramento dos Estados Nacionais soberanos.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Uma guerra civil separatista</h2>
<p>A guerra irregular, como forma de ação, foi importada pelo próprio Gilmar Mauro do EZLN mexicano, a partir do encontro de La Trinidad, promovido pelos “zapatistas” em 1996. Desde então, a coordenação entre os grupos tem sido efetivada por meio de canais organizados dentro do Fôro de São Paulo, do qual ambos são membros. Entretanto, a coordenação mais importante é feita por intermédio de organismos e representantes pessoais do <em>establishment</em> anglo-americano-francês. Um deles é a viúva do falecido presidente francês François Mitterrand, Danielle Mitterrand.</p>
<p>Estes círculos oligárquicos têm uma idéia fixa a respeito de suas iniciativas colonialistas quanto às nações em desenvolvimento: a destruição dos Estados Nacionais soberanos e a criação de “enclaves étnicos”, dentro do esquema geral de formação de um “governo mundial” oligárquico, o qual mobiliza uma vasta rede de ONGs.</p>
<p>Embora o MST tenha intensificado suas ações por todo o país, está claro que sua liderança selecionou algumas regiões estratégicas para tentar criar os enclaves, ou, “zonas liberadas”. O próprio Gilmar Mauro, após voltar do México, afirmou que seu sonho era criar uma “república” do MST no Pontal do Paranapanema. Fontes ligadas aos serviços de inteligência militar do Brasil, apontavam a região do sul do Pará como uma provável “zona livre”, selecionada pela cúpula do MST.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>As áreas selecionadas eram:</h2>
<p>① Rio Grande do Sul – mormente a zona de fronteira;</p>
<p>② Pontal do Paranapanema – englobando parte dos Estados de São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul, área onde é gerada quase a metade da energia elétrica do país, abrangendo a hidrovia Tietê-Paraná;</p>
<p>③ Estado do Pará – zona compreendida por um raio de 200 km em torno do complexo mineiro de Carajás, escolhida por possuir certas características “africanas”, como riquezas minerais, florestas e uma população paupérrima, facilmente manipulável devido à sua marginalização do processo civilizatório. Isso foi criado sob a matriz cultural cristã ocidental – admite um dos líderes do MST na região do Pará, o bispo Dom Pedro Casaldáliga (que é uma das conexões com o EZLN &#8211; Exército Zapatista de Libertação Nacional, em íntima colaboração com o bispo Dom Samuel Ruiz, o verdadeiro comandante do “zapatismo” mexicano).</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Manutenção financeira estrangeira</h2>
<p>Praticamente, desde a fundação oficial do MST, a monarquia britânica tem presenteado o movimento com ajuda financeira, ao mesmo tempo em que se converteu, por meio de várias de suas fundações, na principal patrocinadora da imagem internacional do MST, fornecendo-lhe um disfarce de genuíno movimento em prol da justiça social. A relação do MST com a Casa de Windsor se realiza, principalmente, por intermédio de dois canais: o CMI &#8211; Conselho Mundial de Igrejas, e o DFID &#8211; Departamento do Desenvolvimento para o Gabinete Internacional, o antigo “Colonial”, que centralizou o apoio britânico aos líderes responsáveis pelo genocídio em curso na África Central.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/josiasdesouza-mst.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4510" title="josiasdesouza-mst" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/josiasdesouza-mst-300x272.jpg" alt="" width="300" height="272" /></a></p>
<h2>O início: as igrejas</h2>
<p>O MST foi oficialmente fundado em 1984, pela CPT &#8211; Comissão Pastoral da Terra. Esta, por sua vez, deve sua criação a outra entidade que nasceu no Brasil nos anos 1970, graças ao apoio que recebeu do CMI &#8211; Conselho Mundial de Igrejas, a Comissão de Justiça e Paz, agora controlada pelo ex-arcebispo de São Paulo, cardeal Dom Paulo Evaristo Arns. Atualmente, as principais figuras da CPT &#8211; Comissão Pastoral da Terra se converteram de fato nos verdadeiros comandantes do MST, como os bispos Tomás Balduíno e Pedro Casaldáliga.</p>
<p>A CPT &#8211; Comissão Pastoral da Terra foi fundada em Goiânia, em abril/1975; atualmente faz parte da organização Pax Christi, sediada na Bélgica, uma ONG com ativo trabalho na Colômbia, onde intermediou vários sequestros perpetrados pela narcoguerrilha das FARC &#8211; Forças Armadas revolucionárias da Colômbia.</p>
<p>Agosto/1997 – Diolinda Alves de Souza, alta dirigente do MST viajou à Europa para evitar a prisão de seu marido José Rainha – considerado o líder militar maoísta do movimento (que fora condenado a 26 anos de prisão por sua suposta participação em dois assassinatos). Sua viagem foi patrocinada pela CA &#8211; Christian Aid, organização filantrópica oficial das 40 igrejas da Inglaterra e Irlanda, encabeçada pela Igreja Anglicana e cujo chefe superior é a própria rainha Elizabeth II.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>O patrocínio de ONGs estrangeiras</h2>
<p>A Christian Aid tem financiado o MST desde 1986 e não lhe tem negado apoio político em momentos cruciais. Em abril/1996, após o sangrento confronto com a Polícia Militar provocado pelo MST em Eldorado de Carajás (PA), o diretor do Projeto Brasil da Christian Aid, Domingos Armani, não perdeu tempo em jogar lenha na fogueira, afirmando publicamente: <em>«O massacre é o resultado direto da falta de reforma agrária.» </em></p>
<p>Além da CA &#8211; Christian Aid, a viagem de Diolinda teve patrocínio de várias ONGs, como os Amigos da Terra e a Oxfam &#8230; Na França, Diolinda foi recebida por Danielle Mitterrand. Na realidade, esta foi a “madrinha” do casamento do MST com o EZLN &#8211; Exército Zapatista de Libertação Nacional mexicano, consagrado durante o encontro de La Trinidad, em junho/1996.</p>
<p>Além da antiga relação com a Christian Aid, o MST desenvolve laços com:</p>
<p>ⓐ RLF &#8211; Right Livelihood Foundation (que, dentre outras coisas, patrocinou as pesquisas do líder do MST, João Pedro Stédile, para seu livro «A Luta pela Terra no Brasil»;</p>
<p>ⓑ ASI &#8211; Anti-Slavery International (criada em 1787 por famílias oligarcas da Inglaterra, como os Buxton; o atual Lorde Buxton é um dos vice-presidentes do WWF – World Wilde Fund for Nature;</p>
<p>ⓒ a Casa Real da Bélgica, que outorgou em 1997 o Prêmio Internacional Rei Balduíno ao MST, e que também foi conferido ao falecido pedagogo Paulo Freire, que foi um dos principais ideólogos do MST.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>A orientação de Paulo Freire</h2>
<p>O verdadeiro domínio exercido pelos britânicos sobre o MST se coloca mais no reino das idéias do que no dinheiro de prêmios concedidos. Vejamos o exemplo de um dos ideólogos principais do movimento, o falecido pedagogo Paulo Freire, cujo método de alfabetização é usado como “bíblia” nos acampamentos do MST e cujas doutrinas já estão produzindo a primeira colheita de jovens líderes formados nos acampamentos.</p>
<p>Com o advento do regime militar de 1964, Freire foi expulso do Brasil e foi para o Chile, onde escreveu seu famoso livro «A pedagogia do oprimido» – autêntico manual de recrutamento de hordas jacobinas por meio do “mentecídio” (assassinato da mente), do mesmo gênero de «Os Condenados da Terra», de Franz Fanon.</p>
<p>Em 1970, Freire foi nomeado assessor especial do CMI &#8211; Conselho Mundial de Igrejas, para o qual trabalhou até seus últimos anos. O CMI o despachou para a África, para trabalhar com vários movimentos terroristas. Em 1970-1971, Freire esteve na Universidade de Dar-es-Salaam, na Tanzânia, elogiado por ter <em>«enriquecido a teoria de Fanon e produzido inovações»</em>. Em sua colaboração: <em>« &#8230;há argumentos poderosos em prol de uma nova guerrilha, armada somente com técnicas de ensino e aprendizagem expostas por pedagogos como Freire» </em>– declarou Museveni [presidente de Uganda].</p>
<p>De Dar-es-Salaam, Freire foi trabalhar com os líderes da FRELIMO &#8211; Frente de Libertação de Moçambique. Em Guiné-Bissau, elaborou o programa educacional do país. Com sua experiência africana – onde ensaiou, fundamentalmente, a idéia de segregar grupos populacionais, para depois opô-las a tudo que represente progresso – pois este simbolizaria o <em>«agressor colonial europeu» –</em> Freire regressou ao Brasil.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Leonardo Boff, frei Beto e Casaldáliga</h2>
<p>Junto com Paulo Freire, o outro elemento que contribuiu para a criação da ideologia [...] da adoração irracional da “Mãe-Terra”, professada pelo MST, é a <em>Teologia da Libertação</em>, com suas raízes intelectuais no existencialismo do filósofo pró-nazista Martin Heidegger, com seus gurus Leonardo Boff, Frei Beto e o próprio Dom Pedro Casaldáliga.</p>
<p>Dom Pedro Casaldáliga, famoso por suas conexões com o sandinismo nicaragüense, o EZLN &#8211; Exército Zapatista de Libertação Nacional, e Fidel Castro, á atualmente um dos dirigentes da rede de informações Koinonia, com sede na Nicarágua. No Brasil, a rede é representada pela revista <em>Tempo e Presença</em> – órgão oficioso de divulgação do CMI &#8211; Conselho Mundial de Igrejas, e anteriormente, a revista oficial do CEDI &#8211; Centro Ecumênico de Documentação.</p>
<p>Casaldáliga Chegou ao Brasil em 1968, tendo em mente repetir o modelo de insurreição que começara na África nos anos 1960, onde viveu na Guiné Espanhola. Ele tinha a decisão estratégica de vir para o Brasil e instalar-se no sertão do Centro-Oeste. [...] Declarou ele, quando no Araguaia: <em>«Curioso que, quando veio a repressão forte, nós estávamos usando o método Paulo Freire, das palavras-chave. E a primeira palavra-chave era “mata”, por causa da procura e porque são sílabas simples, diretas. Mas para a repressão era uma intenção subliminar: “Mata, mata, mata”»</em>. E adiante: <em>«&#8230; aplicávamos o método de alfabetização Paulo Freire &#8230; Através do método Paulo Freire, em três meses alfabetizamos e conhecemos o povo &#8230; Naquela época, na América Latina, já se sabia que a conscientização é o primeiro passo. A educação formal e informal, por isso partimos para o método Paulo Freire»</em>.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Um culto à “Mãe-Terra” (Gaia)</h2>
<p>Para o MST e a CPT &#8211; Comissão Pastoral da Terra, a explicação de seu triunfo insurrecional está na capacidade de difundir o culto à Mãe-Terra ou Gaia: conseguir <em>«espiritualizar a Terra»</em>, considerando que esta <em>«é um mistério»</em> no sentido religioso, e <em>«liberar a Terra e criar um espaço vazio para que Deus atue neste mundo»</em>. [...] Este aparato celebra os ritos de doutrinação, nos quais encontra justificativa para atos de violência. Esta é também a raiz conceitual que une o MST aos movimentos indigenista e ambientalista internacionais, com sua visão irracional da Natureza.</p>
<p>Leonardo Boff assim sintetiza esta idéia: <em>«A nossa Mãe-Terra é a pátria amada, que é a visão dos povos originais, a visão do camponês &#8230; a terra é paisagem, a terra fala, a terra é também nós mesmos, o ser humano!»</em></p>
<p>Essa é a estrutura de crenças que move os principais líderes visíveis do MST, como João Pedro Stédile, José Rainha, Gilmar Mauro etc. Todos eles estão fanaticamente apegados à idéia de extirpar do Brasil as marcas da civilização cristã ocidental, como se vê em um dos hinos do movimento, o qual promete apagar do continente o <em>«farol de esperança»</em> aceso por Cristóvão Colombo.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>A filosofia  de Antonio Negri: as multidões</h2>
<p>No Brasil, além do movimento indigenista – que está forçando a criação das grandes reservas indígenas e fomentando levantes como o dos índios guaranis-caiovás em Mato Grosso do Sul – o MST se apresenta como outro protagonista portador da semente transfronteiriça apegada às elocubrações do pró-terrorista Antonio Negri. Sempre visando a novos ângulos para intervenções em lugares estratégicos, se interpondo como uma cunha na diplomacia da integração física da América do Sul, o MST segue de vento em popa com suas ações para ajudar a consolidar movimentos similares em nações fronteiriças com o Brasil, como a Bolívia, o Paraguai e a Argentina, criando condições para converter conflitos locais em causas internacionais.</p>
<p>Segundo a formulação do filósofo-terrorista italiano Antonio Negri, em seu livro «Império» (escrito em parceiria com o sociólogo estadunidense Michael Hardt), os autores concedem às “multidões” o papel de novos protagonistas na reformulação do poder e da própria geografia mundial que surgirá após a destruição dos Estados nacionais, seja pela via de pretensos movimentos de autonomia ou por outras formas de secessionismo. [...] Os autores definem o que chamam de “multidões”, como a nova classe portadora da luta global. Desde então, tais idéias começaram a circular em todo o mundo, convertendo-se na nova categoria incendiária que alimenta os ânimos do movimento insurrecional “anti-globalização”.</p>
<p>Em «Império», os autores assim justificam os movimentos transfronteiriços: <em>«A constituição da multidão aparece primeiro como um movimento espacial que a constitui em lugar limitado&#8230; Movimento autônomo é o que define o lugar próprio da multidão. Cada vez menos os passaportes e documentos legais serão capazes de regular nossos movimentos através das fronteiras. Uma nova geografia e novos rios e portos&#8230; As cidades da Terra se tornarão de imediato grandes depósitos de humanidade cooperativa e locomotivas para a circulação, residências temporárias e redes de distribuição em massa de ativos humanos»</em>.</p>
<p>Em meados de 2003, Antonio Negri veio ao Brasil para divulgar uma reelaboração de sua obra, com o lançamento do livro «Multidões». Como afirmou, a multidão <em>«não é o povo que cresce no Estado-nação, mas aquele movimento que &#8220;gera poder&#8221; e cuja raiva o pode conduzir a &#8220;querer apoderar-se dos bens comuns&#8221;»</em>. Em realidade, a motivação por trás dessas ideias é deflagrar uma versão moderna do movimento jacobino, que se mobilize por demandas que despertem, facilmente, a simpatia global, como a democracia, proteção ao meio ambiente, indigenismo, direitos humanos, minorias, desarmamento e outras.</p>
<p>Depois de citar como exemplo de experimentos democráticos a organização interna do favorito da chamada “resistência antiglobalista”, o EZLN mexicano e as prefeituras de Belém (PA) e Porto Alegre (RS), então administradas pelo PT, Hardt conclui: <em>«Não podemos ainda vislumbrar que instituições poderão ser adequadas para a democracia global, mas experimentos como esses começam a iluminar o caminho que deve ser trilhado à frente»</em>.</p>
<p><em>«O Estado-nação foi uma infâmia.»</em> – esta frase, extraída de «Império», reflete a obsessão de Negri e Hardt. O argumento é de que a comunidade de Estados nacionais criada a partir dos acordos de paz de Westfalia, que puseram fim à sangrenta Guerra dos Trinta Anos na Europa [uma guerra de cunho religioso], está destruída. Essa tese também é compartilhada pelo ex-secretário-de-Estado Henry Kissinger e pelos novos ideólogos do movimento indigenista internacional.</p>
<p>Negri sustenta que, após os ataques de 11/setembro/2001, o mundo passou da “globalização” à criação de um império (ou seja, os EUA), que busca, por meios militares, delimitar a sua soberania. [...] <em>«Os conflitos armados não serão concebíveis de maneira tradicional, como choques entre entidades soberanas: estes devem ser considerados, mais propriamente, como guerras civis no interior do império. A guerra civil torna-se condição normal dentro do império e serve como dispositivo para a definição e a posição hierárquica dos sujeitos. No império, nos encontramos, portanto, em um estado interminável de guerra»</em>.</p>
<p>Com tal formulação, Negri <em>et alii</em> se mostram em concordância não apenas com Kissinger, mas também com o mestre dos belicistas que controlavam o governo de George W. Bush, o falecido filósofo político Leo Strauss, que também pregava um estado de conflito permanente como condição ideal para impedir a perda de vigor por parte da civilização.</p>
<p>Com essa lógica absurda e quase surrealista, Antonio Negri apaga, de um único golpe, as nações soberanas. Desse modo, qualquer proposição organizada à globalização se torna impossível ou impotente, não restando ao mundo outra alternativa senão a submissão ao “império” – ou a revoltas suicidas. Por exemplo, para esses “globalizados”, a resistência oposta à invasão do Iraque, encabeçada pela Rússia, Alemanha, França e China, seria, simplesmente, descrita como o antecedente de uma <em>«guerra civil intra-imperial»</em>.</p>
<p>Ainda pior é que, em tal concepção, as “multidões” – ou as massas de manobra que crescem alimentadas pela miséria provocada pelo globalismo – se convertem no fator de revolta permanente que destruirá as nações, deflagrando ondas de sangrentas convulsões sociais até que se consiga destruir ou inviabilizar os Estados nacionais. Essas são as “multidões”.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Mais apoios internacionais num movimento continental</h2>
<p>Em entrevista de 14/09/2004, Juana Chambi, dirigente do MST boliviano, além de se ufanar de sua organização ter crescido segundo o modelo do MST brasileiro, afirmou: <em>«O MST do Brasil tem projetos de desenvolvimento em plena execução e conta com o apoio de organizações internacionais»</em>. [...] Segundo ela, o MST boliviano, criado havia quatro anos, tinha 5.000 filiados diretos e 20.000 indiretos [na ocasião da edição deste livro].</p>
<p>Na Bolívia, essa “transnacionalização” dos sem-terras está sendo apoiada pela ONG suíça E-Change, e também conta com recursos do próprio governo suíço e da Ação Quaresma, organização dos bispos do país. A E-Change envia voluntários suíços a diversos países da África e da América Latina. Em setembro/2004, havia 33 deles na Bolívia e 50 no Brasil. Aqui, seus principais associados são o MST, a Associação Brasileira de ONGs (ABONG) e a Central de Movimentos Populares (CMP), fundada pelo teólogo da libertação, frei Beto, ideólogo do MST.</p>
<p>Com tais apoios, o MST brasileiro se firma como o eixo orientador de uma consistente organização camponesa internacional, que se move dentro dos parâmetros delineados por um dos ideólogos do Fórum Social Mundial (FSM), o filósofo-terrorista italiano Antonio Negri.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Contra a modernização</h2>
<p>Igualmente grave é o fato de que essa nova “internacional camponesa”, que se aglutina em torno da chamada Via Campesina, se rege segundo uma perspectiva “neoludita” [ludita = membro do grupo de operários ingleses que, no S19, destruíram máquinas industriais, temendo o desemprego; indivíduo que se opõe à industrialização intensa ou a novas tecnologias], rechaçando o uso de técnicas modernas na agricultura e, em geral, se opondo ao progresso científico.</p>
<p>No Paraguai, a Mesa Coordenadora de Organizações Campesinas (MCNOC), ligada ao MST brasileiro, começou a se destacar por suas ações. <em>«Vamos invadir extensas áreas em San Pedro, para as ocupar pacificamente. A invasão é o único caminho que nos resta, porque as pessoas pobres necessitam plantar para viver. Essas propriedades, que pertencem a empresários brasileiros, são ociosas e certamente destinadas à plantação de soja»</em>. Assim declarou seu dirigente, Elvio Bentez ao jornal uruguaio <em>El País</em> (em 16/08/2004).</p>
<p>O poder atingido pelo MST é exemplo para várias manifestações de revolta social produzidas no continente, devido às penosas condições de miséria que afetam grande parte da população. Uma delas é a dos “piqueteiros” argentinos (considerados pelo próprio Negri como parte de suas “multidões”). Segundo a <em>Folha de São Paulo</em> (13/09/2004), as relações internacionais dos “piqueteiros” incluem uma cooperação com o MST brasileiro, o Movimento Aimara boliviano, a Federação Nacional de Campesinos do Paraguai e grupos mexicanos.</p>
<p>Bom exemplo da maneira como os centros intelectuais colonialistas vêem tais movimentos, é um artigo publicado na <em>Folha de São Paulo</em> (01/04/2001), da autoria de Michel Lowry, da Escola de Altos Estudos da Sorbonne, que rotula o MST e o “zapatismo” como verdadeiros representantes de uma revolução <em>«campesina arcaica</em>» contra a modernidade. Lowry classifica os movimentos campesinos de resistência como <em>«milenaristas primitivos»</em>, e como exemplos históricos de <em>«protestos antimodernos (anti-capitalistas)»</em>. O principal caso de estudo foi a revolta dos trabalhadores agrícolas ingleses de 1830, os chamados “luditas”, <em>«um movimento de protestos de massas que utilizou métodos arcaicos – incêndios e destruição de máquinas»</em>. E: <em>«&#8230;citaria dois exemplos: o Exército Zapatista de Libertação Nacional de Chiapas e o MST do Brasil. Ambos são movimentos campesinos de protesto contra a modernização capitalista, ambos possuem componentes milenaristas que se aproximam dos fenômenos estudados pelo historiador inglês (Eric Hobsbaum). O EZLN nasceu da fusão do “guevarismo”, (&#8230;) com a revolta arcaica de comunidades indígenas maias e com o messianismo cristão das comunidades de base&#8230; Quanto ao MST, que tem suas raízes socioculturais na Pastoral da Terra da Igreja Católica, nas comunidades de base e na Teologia da Libertação, também se caracteriza por uma mescla espantosa de religiosidade popular, revolta campesina arcaica e uma organização moderna na luta radical pela reforma agrária»</em>.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>A ideia é incrementar os conflitos pela posse da terra</h2>
<p>Sob essa perspectiva, deve-se ressaltar a experiência da atual presidenta do ISA, a antropóloga Neidi Esterci, oriunda, precisamente, da Escola de Altos Estudos Sociais da Sorbonne, que foi, anteriormente, coordenadora do programa Movimento Camponês do CEDI. Em sua vida acadêmica destacam-se trabalhos-chave para justificar e deflagrar diferentes modalidades de conflitos pela terra.</p>
<p>Ao final da década de 1980, com o apoio da Fundação Ford, Neidi Esterci dirigiu vários trabalhos de campo sobre a reforma agrária, os quais incluíram o envio de muitos jovens aos países onde foram implantados os modelos que, hoje, a oligarquia internacional está empregando para a “africanização” do Brasil, como em Moçambique e no Peru. Com essa experiência de campo, ela repetiu o que os especialistas da Sorbonne pregam ainda hoje, ao atribuir aos camponeses e à luta pela terra, características revolucionárias de primeira ordem. [...] Sua trajetória é um caso típico dos membros que integram o exército de antropólogos que invadiu a Íbero-América e cujas mentes foram colonizadas pela metrópole, convertendo-se em “quintas colunas” convictos do poder anglo-americano.</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/Mafiaverde2.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1853" title="Mafiaverde2" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/Mafiaverde2.jpg" alt="" width="59" height="95" /></a></strong></p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>«A Máfia Verde – O  Ambientalismo a Serviço do Governo Mundial» e </strong></em><strong>«</strong><strong>Máfia Verde II – Ambientalismo – Novo Colonialismo»</strong></p>
<p style="text-align: right;"> </p>
<p style="text-align: right;"> </p>
<p style="text-align: right;"><em><strong> </strong></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><strong><em><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/newrule1.gif"><img class="aligncenter" title="newrule" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/newrule1.gif" alt="" width="158" height="24" /></a></em></strong></em></p>
<p><strong><a rel="attachment wp-att-3623" href="http://blogdoambientalismo.com/o-aquecimento-global-e-a-invencao-dos-2%c2%bac/seta-vermelha-pequena/"><img class="alignleft size-full wp-image-3623" title="seta-vermelha-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>Créditos:</strong> este post é matéria apresentada nos livros <strong>«A Máfia Verde – O  Ambientalismo a Serviço do Governo Mundial»</strong>, e <strong>«A Máfia Verde II – Ambientalismo – Novo Colonialismo»,</strong> em capítulo específico  destinado a apresentação das principais ONGs   ambientalistas/indigenistas  que atuam, de alguma forma, no Brasil e em diversas outras partes dos referidos livros.   Eventualmente, introduzo  subtítulos no texto para facilitar e   incentivar a leitura.</p>
<p><strong><a rel="attachment wp-att-3626" href="http://blogdoambientalismo.com/o-aquecimento-global-e-a-invencao-dos-2%c2%bac/seta-cinza-pequena/"><img class="alignleft size-full wp-image-3626" title="seta-cinza-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-cinza-pequena.jpg" alt="" width="28" height="19" /></a>Os livros a ler são:</strong> <strong><strong>«</strong>A   Máfia Verde – O Ambientalismo a Serviço do Governo Mundial»</strong> e <strong>«A Máfia Verde II – Ambientalismo – Novo Colonialismo» </strong>(ambos publicados pela Capax Dei Editora). <em><strong><em><br />
 </em></strong></em></p>
<p><strong>Para saber mais sobre o tema, visitar os sites da MSIa/Capax Dei:</strong></p>
<p><a href="http://www.alerta.inf.br/">http://www.alerta.inf.br/</a> e <a href="http://www.msia.org.br/">http://www.msia.org.br/</a></p>
<p><strong><a rel="attachment wp-att-3981" href="http://blogdoambientalismo.com/governo-oculto-do-mundo-iii/white01_right/"><img class="alignleft size-full wp-image-3981" title="white01_right" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/white01_right.gif" alt="" width="18" height="18" /></a>Imagem:</strong> josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br.<a rel="attachment wp-att-3995" href="http://blogdoambientalismo.com/aquecimento-global-paises-nao-cumprirao-metas/husc-mini/"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a></p>
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		<title>Por que a eletricidade é cara no Brasil</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Aug 2010 16:00:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
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		<description><![CDATA[No início de junho, o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, defendeu a redução da carga tributária sobre a energia demandada pela indústria como forma de dar maior competitividade ao setor. Na avaliação de Tolmasquim, o país tem condições de fornecer energia a preços mais competitivos para a indústria, uma vez que a matriz brasileira é predominantemente hídrica e, portanto, mais barata. Ressaltou, contudo, a necessidade de se encontrar fórmulas que não prejudiquem a arrecadação dos estados, o que pressupõe uma “ampla reforma tributária e um novo pacto federativo” ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIamedio.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1848" title="MSIamedio" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIamedio.jpg" alt="" width="85" height="43" /></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/tomadas.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-4485" title="Electrical Outlet" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/tomadas-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a>No início de        junho, o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício        Tolmasquim, defendeu a redução da carga tributária sobre a energia        demandada pela indústria como forma de dar maior competitividade ao setor.        Na avaliação de Tolmasquim, o país tem condições de fornecer energia a        preços mais competitivos para a indústria, uma vez que a matriz brasileira        é predominantemente hídrica e, portanto, mais barata. Ressaltou, contudo,        a necessidade de se encontrar fórmulas que não prejudiquem a arrecadação        dos estados, o que pressupõe uma “ampla reforma tributária e um novo pacto        federativo” (<em>Agência Brasil</em>, 7/06/2010).</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Aqui a tributação sobre a eletricidade é muito alta</h2>
<p>Em editorial        alusivo ao assunto, o jornal O Estado de S. Paulo enfatiza que a        indústria brasileira poderia fabricar produtos mais baratos, faturar mais        dólares e criar mais empregos se a sua conta de energia elétrica não fosse        uma das mais altas do mundo, só inferior às da Itália e do Reino Unido. E,        novamente, replica estudos feitos por associações de produtores e        consumidores do setor elétrico brasileiro apontando uma carga tributária        de 51,6%, mais que o dobro da incluída nas tarifas de eletricidade pagas        pelas indústrias da Itália (23,3%), da Alemanha (22%) ou da Noruega        (21,6%); e que em vários outros países da Europa a tributação sobre a        eletricidade usada pela indústria fica abaixo de 20%. Na Espanha, em        Portugal e no Reino Unido é inferior a 10% (<em>O Estado de S. Paulo</em>,        8/06/2010).</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Privatização é responsável</h2>
<p>Só que o        venerável <em>Estadão</em> deixou de mencionar a origem da escalada nas        tarifas elétricas brasileiras e que Tolmasquim apontou. Ele lembrou que o        problema ocorre porque, desde 2002, está sendo retirado gradativamente das        contas de energia o chamado subsídio cruzado, quando as tarifas        residenciais mais altas bancavam o baixo custo da energia cobrada das        indústrias. E esse descruzamento, assim como a sua irmã gêmea, a “desverticalização” do setor eltérico, foi fruto do processo predatório e        atabalhoado de privatização do setor iniciado pelo governo anterior, onde        os chamados agentes da área – geradores e distribuidores – não têm o que        reclamar, uma vez que a conta está sendo paga por todos.<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1849" title="MSIapequeno" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg" alt="" width="57" height="29" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em></p>
<p style="text-align: center;"> </p>
<p style="text-align: center;"><a href="../wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg"><img class="aligncenter" title="newrule" src="../wp-content/uploads/2010/05/newrule1.gif" alt="" width="158" height="24" /></a></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3623" title="seta-vermelha-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a><strong>Créditos:</strong>Este post é matéria apresentada no Boletim Eletrônico,Volume II, n° 10, de 24/06/2010, do <strong>MSIa – Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong>. Introduzi subtítulos no texto para facilitar e incentivar a leitura.</p>
<p>Para outras informações sobre o mesmo tema, visitar o site do MSIa no seguinte endereço: <a href="http://www.msia.org.br/">http://www.msia.org.br</a></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/white01_right.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-3981" title="white01_right" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/white01_right.gif" alt="" width="18" height="18" /></a><strong>Imagem: </strong>baixaki.com.br.<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a></p>
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		<title>O carvão e o &#8220;aquecimento global&#8221;</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Aug 2010 15:45:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[Ambientalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Créditos de carbono]]></category>
		<category><![CDATA[Oligarquias internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), a China ultrapassou os Estados Unidos no ano passado como o país de maior consumo de energia do planeta. Mesmo que esperado há algum tempo, o impacto simbólico do fato não é trivial, como comenta Fatih Birol, da AIE: «À medida que a China ultrapassa os Estados Unidos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: x-small;"><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIamedio.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1848" title="MSIamedio" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIamedio.jpg" alt="" width="85" height="43" /></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/carvao.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-4476" title="carvao" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/carvao-300x198.jpg" alt="" width="300" height="198" /></a>S</span>egundo a        Agência Internacional de Energia (AIE), a China ultrapassou os Estados        Unidos no ano passado como o país de maior consumo de energia do planeta.        Mesmo que esperado há algum tempo, o impacto simbólico do fato não é        trivial, como comenta Fatih Birol, da AIE: <em>«À medida que a China        ultrapassa os Estados Unidos como a maior consumidora de energia do mundo,        isso deixa de ser apenas uma questão doméstica para a China e passa a ter        repercussões para o resto do mundo, não só em termos de abastecimento, mas        também na maneira em que a energia é consumida»</em> (<em>Valor Econômico</em>,        20/07/2010).</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>A utilização do carvão na China</h2>
<p>Atualmente, a        principal fonte energética da China é o carvão, que responde por cerca de        metade de suas necessidades e gera 80% da eletricidade do país. Como o        país possui enormes reservas, as limitações de sua utilização tendem a        dar-se muito mais por questões logísticas que por motivos ambientais. É        fato conhecido de que a malha ferroviária chinesa enfrenta importantes        estrangulamentos, precisamente, devido ao transporte de carvão das minas        para as usinas termelétricas (que vêm sendo construídas ou ampliadas a uma        taxa quase semanal). Por exemplo, na província de Shanxi, no norte do        país, existem cerca de 1.500 minas de carvão em funcionamento, obrigando a        que filas intermináveis de trens trafeguem dia e noite a caminho do porto        de Qinhuangdao, na costa leste.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>E nos EUA, na Europa&#8230;</h2>
<p>Por outro        lado, também nos EUA, o carvão tem importância energética vital, já que é        o combustível das termelétricas que geram cerca da metade da eletricidade        lá produzida. Um quadro similar ocorre na Alemanha, tida pelos “verdes”        como vanguardeira na utilização de energias ditas renováveis (leia-se        eólica e solar). Na semana passada, por exemplo, o governo alemão recusou        as diretrizes do órgão executivo da União Europeia (UE), que deseja que os        membros do bloco cessem os subsídios à indústria carvoeira em quatro anos.        Na Alemanha, entretanto, há três anos, o governo federal havia se        comprometido a manter o auxílio até 2018 (Deutsche Welle,        21/07/2010).</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>O consumo de carvão vai aumentar</h2>
<p>De fato, o        carvão está passando por uma retomada fenomenal em toda parte, com uma        demanda crescente que o converte na segunda maior fonte de energia em todo        o mundo, depois do petróleo. Especialistas da AIE estimam que, nas        próximas duas décadas, a demanda aumentará muito mais do que a de qualquer        outra fonte de energia, passando dos atuais 6,7 bilhões de toneladas        anuais para quase 10 bilhões de toneladas, em 2030. A China e a Índia são        as principais responsáveis pelo aumento da demanda e os dois países já        respondem por mais da metade da demanda global (Der Spiegel,        25/07/2010).</p>
<p>Ocorre que        nenhum outro combustível fóssil está disponível em tamanha quantidade; as        atuais reservas poderão assegurar o consumo atual por mais de um século.        Nenhum combustível fóssil é tão barato: custa apenas cerca de 5 centavos        de euro (cerca de US$ 0,06 ou R$ 0,11) para gerar um quilowatt-hora de        eletricidade a partir do carvão, comparado com cerca de 40 centavos (R$        0,90) a partir da energia solar. E nenhum combustível fóssil tem uma        distribuição tão ampla. Todos os continentes têm reservas adequadas e,        diferentemente do petróleo, a maior parte dessas reservas são encontradas        em regiões relativamente estáveis em termos geopolíticos, como a América        do Norte, Europa e Austrália.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Excluir o carvão é utopia</h2>
<p>Em resumo, é        preciso uma grande dose de ingenuidade – ou de má-fé – para se acreditar        que algum desses países abrirá mão do carvão, tido como principal fonte de        emissão antropogênica de dióxido de carbono, para combater um suposto        aquecimento global “antropogênico”, sobre o qual, a cada dia, surgem novas        evidências da colossal fraude que envolve a maneira como vem sendo        apresentado.<span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: x-small;"><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1849" title="MSIapequeno" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg" alt="" width="57" height="29" /></a></span></p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg"><img class="aligncenter" title="newrule" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/newrule1.gif" alt="" width="158" height="24" /></a></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3623" title="seta-vermelha-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a><strong>Créditos:</strong>Este post é matéria apresentada no Boletim Eletrônico,Volume II, n° 15, de 29/07/2010, do <strong>MSIa &#8211; Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong>. Introduzi subtítulos no texto para facilitar e incentivar a leitura.</p>
<p>Para outras informações sobre o mesmo tema, visitar o site do MSIa no seguinte endereço: <a href="http://www.msia.org.br">http://www.msia.org.br</a></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/white01_right.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-3981" title="white01_right" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/white01_right.gif" alt="" width="18" height="18" /></a><strong>Imagem: </strong>atuleirus.weblog.com.pt.<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a></p>
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		<title>Indigenismo e “quilombolismo”</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Aug 2010 14:00:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Indigenismo]]></category>
		<category><![CDATA[Eugenia]]></category>
		<category><![CDATA[Oligarquias internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[ONGs]]></category>
		<category><![CDATA[Quilombolas]]></category>

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		<description><![CDATA[O prezado Visitante Desconhecido poderá achar estranho estar sendo apresentado, neste blog, artigos que falam sobre as reivindicações dos quilombolas – o que pode parecer não ter nada a ver com o indigenismo, pois que esses artigos estão classificados dentro da categoria “indigenismo”.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/03/harpia-temalivre2010-direitamedia.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-2750" title="harpia-temalivre2010-direitamedia" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/03/harpia-temalivre2010-direitamedia.jpg" alt="" width="80" height="52" /></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/info.planalto.gov_.br-28112006G00021.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-4399" title="info.planalto.gov.br-28112006G00021" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/info.planalto.gov_.br-28112006G00021-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a>O prezado Visitante Desconhecido poderá achar estranho estar sendo apresentado, neste blog, artigos que falam sobre as reivindicações dos quilombolas – o que pode parecer não ter nada a ver com o indigenismo, pois que esses artigos estão classificados dentro da categoria “indigenismo”. Minha intenção aqui é desmistificar a visão misericordiosa que se tem da cultura negra, tal como é mostrada pelas esquerdas brasileiras, as quais conseguiram fazer com que os negros sejam considerados, unicamente, como vítimas dos brancos, com o intuito de se instituir um nicho eleitoreiro (“dividir para conquistar”), demagógico e inadequado para a permanência da união do povo brasileiro. Assim, como se verá a seguir, e em outras matérias a ser colocadas nesse blog, veremos que os negros não são tão coitadinhos nem inocentes assim, de modo que eles não merecem nenhum privilégio sócio-cultural ou político.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>O movimento quilombola é semelhante ao do indigenismo</h2>
<p>De fato, não se trata, a presente matéria, propriamente, de indigenismo, mas o cerne da questão “quilombola” está inserido no mesmo conceito de indigenismo, pois constitui-se um movimento implementado pelas mesmas razões alegadas pelos que pregam o indigenismo, tendo as mesmas origens “sociais”, referentes às minorias, que caracterizam o indigenismo – sendo, portanto, originário, o movimento quilombola, dos mesmos organismos internacionais indigenistas, as mesmas ONGs, apenas com outras denominações.</p>
<p>Assim, as raízes da questão quilombola são as mesmas do indigenismo. São motivações de conteúdo racista, separatista, que pregam, em última análise, o acirramento das relações antagonistas entre o negros e a sociedade “branca”, dominadora e maioria – o que pode ser, amplamente contestado, por ser a comunidade negra, provavelmente, até maior do que a dita “branca”, no Brasil. Aliás, quem é que pode, em sã consciência, dizer, no Brasil, que é branco? Eu, por exemplo, tido hoje como “branco”, tive minha bisavó, que era negra (por parte de minha mãe), e que foi uma quase escrava na Bahia, mas cuja mãe, minha tataravó, teve o privilégio de ser beneficiada com a “lei do ventre livre”&#8230; Eu não tenho o menor problema com isso, mas não vou reivindicar nenhum direito “quilombola” para mim.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Antropólogos engajados e as ONGs</h2>
<p>As reivindicações quilombolas contam com os mesmos ingredientes do indigenismo. Antropólogos engajados, vendidos aos interesses estrangeiros, “atestam” a veracidade das alegações quilombolas, aliados às ONGs especializadas no tema, como fazem com as questões indígenas, reivindicando terras que eles, os quilombolas, alegam ser deles por direito histórico. Ora, sabe-se que grande parte dessas alegações são falsas e descabidas e só servem para acirrar o embate social que envolve o mal disfarçado racismo brasileiro.</p>
<p>Assim como as reservas indígenas, o que se pretende é a separação cultural, social e administrativa das terras indígenas e redutos quilombolas, criando-se verdadeiros pequenos Estados, totalmente independentes, dentro do Estado brasileiro, numa clara tentativa de balcanização do Brasil.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Os negros têm culpa no cartório</h2>
<p>Alegando-se grande importância à cultura negra e, como coitadinhos, atribuindo aos brancos sua desgraça escravagista, as comunidades negras reivindicam coisas em relação às quais não têm o menor direito, inclusive, tal como o de certas terras no território brasileiro.</p>
<p>Por isso, mostro aqui neste site que a culpa do movimento escravagista no Brasil, e também no resto do mundo, não se deveu, exclusivamente, à perversidade do chamado “homem branco”, mas, principalmente aos próprios negros, que promoviam, abertamente, o fornecimento de escravos aos traficantes que na “Mãe África” aportavam a fim de negociar com os chefes negros, das tribos dominantes, o “fornecimento” de seus semelhantes, das tribos dominadas, que poderiam ser vendidos nas Américas ou em outros lugares do planeta. Dizem até que os traficantes portugueses aprenderam a arte da escravatura e do comércio de escravos com os próprios negros africanos.</p>
<p>Os “coitadinhos” não são, portanto, propriamente, coitadinhos, mas sim, cínicos quanto à escravatura, pois os próprios negros africanos muito lucravam com o tráfico de escravos que eles mesmo promoviam. E dizer que o homem branco é que era o escravagista é pura enganação, um mito, pois os maiores escravagistas eram os próprios negros africanos que possuíam – e ainda possuem – escravos até nos dias de hoje.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Zumbi dos Palmares possuía escravos</h2>
<p>Por outro lado, criar personagens heróicos em nome dos negros, como por exemplo o tal de Zumbi dos Palmares também é uma falácia, pois aquele personagem, particularmente, era, reconhecidamente, um déspota cruel e abertamente escravagista, que como tirano assim agia, ou seja, possuía escravos, e quem ousava fugir de seu quilombo era perseguido e, simplesmente, assassinado.</p>
<p>Da mesma forma, escravos que conseguiam a libertação, logo que podiam compravam escravos – seguindo suas tradições africanas originais. Várias “damas” alforriadas constituiam verdadeiros reinados aqui no Brasil, com muitos escravos a seu dispor. Uma delas, tornada famosa, foi Chica da Silva.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>A tese quilombola é uma falácia</h2>
<p>Não dá, portanto, para engolir as reivindicações dos tais quilombolas, pois sua tese é falsa e inadequada aos interesses da nação brasileira. Os temas não racistas, de integração social e racial, é que devem ser, esses sim, privilegiados, e não o sentimento separatista que as reivindicações indigenistas e quilombolas pregam. E as cotas raciais nos empregos, colégios e universidades enquadram-se no mesmo esquema, mas estas, ao que parece, já foram abolidas, em nome da igualdade de oportunidades para todos, sem a conotação de raça. Se há que haver cotas, estas devem se basear em conceitos econômicos, e não raciais.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Ainda há, hoje, escravidão na “Mãe África”</h2>
<p>Que me perdoem os negros, mas suas reivindicações não procedem, até mesmo porque a “nobreza” de sua cultura, em que pese a beleza de sua raça e alguns de seus costumes, parece que não é tão nobre assim, pois que, como afirmei acima, até hoje pratica-se a escravidão na “Mãe África”, além de, inclusive, ainda lá existir o sacrifício humano e a antropofagia – e de, como sabemos, por lá se exercer, em grande proporção, uma escravização de populações inteiras por parte de dirigentes ditatoriais, verdadeiros tiranos, que vendem a riqueza de seus países aos estrangeiros em troca de armas e de apoio político para a manutenção de seus governos totalitários, megalômanos, corruptos, e de revoluções ditas como democráticas, mas que, na prática são genocidas e xenófobas. Que nobreza é essa?</p>
<p>Se os negros brasileiros não estão satisfeitos com o Brasil, por que não voltam para lá, para a querida “Mãe África”, para o paraíso que dizem lá existir? Esse tipo de “mãe” eu não quero para mim.<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/newrule1.gif"><img class="size-full wp-image-3859 alignnone" title="newrule" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/newrule1.gif" alt="" width="158" height="24" /></a><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/white01_right.gif"></a></strong></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-cinza-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3626" title="seta-cinza-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-cinza-pequena.jpg" alt="" width="28" height="19" /></a>O livro a ler é:</strong> <strong>«Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil»</strong>, da autoria de Leandro Narloch (Textos Editores Ltda./Grupo Leya).</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/white01_right.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-3981" title="white01_right" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/white01_right.gif" alt="" width="18" height="18" /></a>Imagem:</strong> info.planalto.gov.br</p>
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		<title>Flashes sobre a escravidão no Brasil</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/flashes-sobre-a-escravidao-no-brasil/</link>
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		<pubDate>Tue, 10 Aug 2010 22:04:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Indigenismo]]></category>
		<category><![CDATA[Eugenia]]></category>
		<category><![CDATA[Quilombolas]]></category>
		<category><![CDATA[Reservas indígenas]]></category>

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		<description><![CDATA[Príncipes africanos cinham estudar no Brasil. No auge de seu poder, o rei africano Kosoko, de Lagos, hoje capital da Nigéria, resolveu dar um presente para três de seus filhos. Mandou-os para uma espécie de intercâmbio estudantil do outro lado do Atlântico, provavelmente de carona num navio negreiro cheio de escravos vendidos pelo pai deles.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/quilombolas3.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-4436" title="quilombolas3" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/quilombolas3-300x198.jpg" alt="" width="300" height="198" /></a>Po<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/logo-leya-2.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-4416" title="logo-leya-2" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/logo-leya-2.jpg" alt="" width="85" height="42" /></a>r volta de 1830,<strong> </strong>o escravo José Francisco dos Santos conquistou a liberdade. Depois de anos de trabalho forçado na Bahia, viu-se livre da escravidão, provavelmente comprando sua própria carta de alforria ou ganhando-a de algum amigo rico. Estava enfim livre do sistema que o tirou da África quando jovem, jogou-o num navio imundo e o trouxe amarrado para uma terra estranha. José tinha uma profissão – havia trabalhado cortando e costurando tecidos, o que lhe rendeu o apelido de “Zé Alfaiate”. No entanto, o ex-escravo decidiu dar outro rumo à sua vida: foi operar o mesmo comércio do qual tinha sido vítima. Voltou à África e se tornou traficante de escravos. Casou-se com uma das filhas de Francisco Félix de Souza, o maior vendedor de gente da África atlântica, e passou a mandar ouro, negros e azeite de dendê para vários portos da América e da Europa.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Testemunho de Pierre Verger</h2>
<p>Foi o fotógrafo e etnólogo Pierre Verger que encontrou, com um neto de Zé Alfaiate, uma coleção de 112 cartas escritas pelo ex-escravo. As mensagens foram enviadas entre 1844 e 1871 e tratam de negócios com Salvador, Rio de Janeiro, Havana (Cuba), Bristol (Inglaterra) e Marselha (França). Em 22 de outubro de 1846, numa carta para um comerciante da Bahia, o traficante conta que teve problemas ao realizar um dos atos mais terríveis da escravidão – marcar os negros com ferro incandescente. Diz ele:</p>
<p><em>«Por esta goleta </em>[uma espécie de escuna]<em> </em><em>embarquei, por minha conta em nome do sr. Joaquim d’Almeida, 20 balões </em>[escravos]<em> </em><em>sendo 12 H. e 8 M. com a marca “5”&#8221; no seio direito. Eu vos alerto de que a marca que vai na listagem geral é “V seio” mas, como o ferro quebrou durante a marcação, não houve então outro remédio senão marcar com ferro “5”.»</em></p>
<p><em><br />
 </em></p>
<h2>Vingança, ou um hábito comum?</h2>
<p>Talvez Zé Alfaiate tenha entrado para o tráfico por um desejo de vingança, na tentativa de repetir com outras pessoas o que ele próprio sofreu. O mais provável, porém, é que visse no comércio de gente uma chance comum e aceitável de ganhar dinheiro, como costurar ou exportar azeite. Havia muito tempo que o costume de atacar povos inimigos e vendê-los era comum na África. Com o tráfico pelo oceano Atlântico, as pilhagens a povos do interior, feitas para capturar escravos, aumentaram muito – assim como o lucro de reis e nobres cidadãos comuns africanos que operavam a venda. Essa personalidade dupla da África diante do tráfico de escravos às vezes aparece num mesmo indivíduo, como é o caso de Zé Alfaiate. Ex-escravo e traficante, foi ao mesmo tempo vítima e carrasco da escravidão.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Brasil e África eram sócios no tráfico</h2>
<p>Não era preciso sair do Brasil para agir como ele. Por aqui, os escravos tiveram que se adaptar a um novo modo de vida, mas não abandonaram costumes do outro lado do Atlântico. Nas vilas da corrida do ouro de Minas Gerais, nas fazendas de tabaco da Bahia. era comum africanos ou descendentes escravizarem.</p>
<p>Como um pedaço da África, cristão e falante de português, o Brasil também abrigou reis africanos que vinham se exilar no país quando a situação do seu reino complicava. Embaixadores negros interessados em negociar o preço de escravos, e até mesmo filhos de nobres africanos vinham estudar na Bahia, numa espécie de “intercâmbio estudantil”.<strong> </strong>Esses fenômenos certificam uma boa metáfora que Joaquim Nabuco usa no livro «O Abolicionismo» –<em> </em>clássico do movimento brasileiro pelo fim da escravidão. Nabuco dizia que o tráfico negreiro provocou uma união das fronteiras brasileiras e africanas, como se a África tivesse aumentado seu território alguns milhares de quilômetros. <em>«Lançou-se, por assim dizer, uma ponte entre a África e o Brasil, pela qual passaram milhões de africanos, e estendeu-se o hábitat da raça negra das margens do Congo e do Zambeze às do São Francisco e do Paraíba do Sul.»</em>! Com os mais de quatro milhões de escravos que vieram forçados ao Brasil, veio também a África.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Eram os negros, realmente, apenas vítimas?</h2>
<p>Na década de 1990, quando os historiadores passaram a dar mais peso à influência da cultura africana na escravidão brasileira, os estudos sofreram uma revolução. Em obras como «Em Costas Negras»,<em> </em>publicada em 1997 pelo historiador Manolo Florentíno, houve uma mudança de ponto de vista muito parecida com a que aconteceu com os índios. Os negros deixaram de ser vistos como vítimas constantemente passivas, que nunca agiam por escolha própria. <em>««Em franca reação à visão reificadora do africano sugerida pelos estudos das décadas de 1960 e 1970, os historiadores buscaram mostrar o negro como sujeito da história, protagonista da escravidão, ainda que não aquilombado, quando não cúmplice do cativeiro»</em>, escreveu o historiador Ronaldo Vainfas.» Essa nova corrente de estudos descobriu personagens bem diferentes dos pares “senhor cruel/escravo rebelde” ou “senhor camarada/escravo submisso”, como se refere o historiador Flávio dos Santos Gomes. Também fez aflorar histórias aparentemente desagradáveis para minorias e movimentos sociais, como as que estão a seguir.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Príncipes africanos vinham estudar no Brasil</h2>
<p>No auge de seu poder, o rei africano Kosoko, de Lagos, hoje capital da Nigéria, resolveu dar um presente para três de seus filhos. Mandou-os para uma espécie de intercâmbio estudantil do outro lado do Atlântico, provavelmente de carona num navio negreiro cheio de escravos vendidos pelo pai deles.</p>
<p>Na Bahia, os irmãos ficaram a cargo de um comerciante amigo do rei. Segundo Benjamin Campbell, cônsul inglês em Lagos, os três <em>«foram muito bem tratados na Bahia, como se fossem príncipes»</em>. Voltaram para casa em 28 de agosto de 1850, batizados, com nomes cristãos – Simplício, Lourenço e Camílio – e elogiando a hospitalidade dos brasileiros.</p>
<p>Viagens assim não foram raras durante a escravidão. Algumas décadas antes da viagem dos três irmãos, em 1781, o príncipe Guinguin foi carregado por seus súditos <em>«a bordo de um navio português para ser levado ao Brasil, onde foi educado»</em>, conta Pierre Verger. <em>«Forneceram-lhe vinte escravos para sua subsistência.»</em></p>
<p><em><br />
 </em></p>
<h2>Quando os escravos tinham olhos azuis</h2>
<p>Hoje em dia relacionamos negros a escravos porque a escravidão africana foi a última. Essa relação tem uma história muito recente. Houve um tempo em que escravos lembravam brancos de olhos de azuis.</p>
<p>A própria palavra “escravo” vem de “eslavos”,&#8230; povos do leste europeu constantemente submetidos à vontade de germanos e bizantinos na alta Idade Média.</p>
<p>Brancos europeus também foram escravizados por africanos. Entre 1500 e 1800, os reinos árabes do norte da África capturaram de 1 milhão a 1,25 milhão de escravos brancos, a maioria deles do litoral do Mediterrâneo, segundo um estudo do historiador americano Robert Davis, autor do livro «Christian Slaves, Muslim Masters»<em> </em>(«Cristãos Escravos, Senhores Muçulmanos»).</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Nem sempre os senhores levavam a melhor</h2>
<p>Dentro da injustiça essencial da escravidão, havia espaço para rela<em>ções </em>das mais diversas, bastante influenciadas por situações e personalidades individuais. Muitos exemplos disso saem dos registros policiais do Rio de Janeiro do século 19.  A cidade tinha, naquela época, mais escravos do que a Roma antiga.</p>
<p>A proporção de negros surpreendia viajantes que chegavam à cidade. <em>«Se não soubesse que ela fica no Brasil poder-se-ia tomá-la, sem muita imaginação, como uma capital africana, residência de poderoso príncipe negro, na qual passa inteiramente despercebida uma população de forasteiros brancos puros. Tudo parece negro»</em> – escreveu, em 1859, o médico alemão Robert Avé-Lallemant.</p>
<p>Essa multidão impunha respeito aos senhores, que nem sempre levavam a melhor em disputas jurídicas. Em 1872, por exemplo, a escrava Francelina foi acusada de matar sua proprietária por envenenamento. Os vizinhos livres testemunharam a favor dela, dizendo que a moça era muito maltratada pela senhora morta. Francelina foi absolvida pela justiça.</p>
<p>No mesmo ano, vinte negros do comerciante de escravos José Moreira Velludo resolveram espancá-lo até a morte. Não queriam ser vendidos para uma fazenda de café e concluíram que matar seu dono seria o melhor jeito de evitar a mudança. O comerciante sobreviveu à surra por pouco, graças a alguns empregados que espantaram os agressores.</p>
<p>Dias depois, ainda ferido, Velludo foi à delegacia não para acusar os negros que o surraram, e sim para inocentá-los. Como nos últimos anos antes da abolição um escravo era um produto valioso, o traficante queria livrá-los da cadeia para não perder o dinheiro que investira na compra.</p>
<p style="text-align: center;"> </p>
<h2 style="text-align: left;"><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/newrule1.gif"><img class="alignleft size-medium wp-image-4438" title="traficodeescravos" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/traficodeescravos-300x189.jpg" alt="" width="300" height="189" /></a>Muito além da casa-grande</h2>
<p>A imagem mais repetida da escravidão deve ser a do negro sendo chicoteado no pelourinho de uma grande fazenda por um carrasco sádico, enquanto dezenas de outros negros assistem cabisbaixos e, na casa-grande, um poderoso coronel branco dá um pequeno sorriso de satisfação.</p>
<p>Castigos violentos como esses aconteceram em diversos sistemas escravistas. No Brasil eram comuns sobretudo nas grandes plantações de cana-de-açúcar do Nordeste, as <em>plantations </em>descritas pelo sociólogo pernambucano Gilberto Freyre, onde imperava a monocultura dedicada à exportação.</p>
<p>Na mesma região, um outro cenário poderia ser visto. Antes de o sol aparecer, o senhor, seu filho e um escravo, os três pardos ou negros, já estão com a enxada na mão a caminho da roça. Só os três cuidam da pequena plantação de fumo e mandioca, por isso trabalham até o começo da noite. No livro «Um Contraponto Baiano»,<em> </em>o historiador americano Bert Barickman defende que cenas assim aconteciam no próprio Recôncavo Baiano, região de grandes <em>plantations </em>de cana-de-açúcar.</p>
<p>Em fazendas de Nazaré das Farinhas, São Gonçalo dos Campos e Santiago do Iguape, em média 59% dos senhores tinham até quatro escravos – apenas 4,5% deles tinham mais de 20 escravos e só 1% mais de 60.</p>
<p>Não se sabe como senhores e escravos viviam nessas pequenas fazendas, mas alguns registros dão uma ideia. O historiador Barickman se baseia na peça de teatro <em>O</em> <em>Juiz de Paz na Roça, </em>criada por Martins Pena em 1838. Na peça, o senhor e seu único escravo trabalham juntos, voltam para casa reclamando do cansaço e jantam lado a lado. O senhor escravista, diz o historiador, <em>«nem na roça, onde empenha uma enxada, nem à mesa de jantar, onde come com as mãos e depois lambe os dedos, poderia se fazer passar por um grande e altivo senhor do tipo descrito por Gilberto Freyre»</em>.</p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/newrule1.gif"><br />
 </a></p>
<h2>Outros flashes</h2>
<p>♦ Os mocambos e quilombos, povoados de negros que fugiam da  escravidão, também eram muito comuns na África, principalmente no Congo e  em Angola.</p>
<p>♦ Não há relatos de que os moradores de Palmares cometessem  infanticídio ou canibalismo, mas diversos falam de ataques a camponeses,  sequestros de homens e mulheres e ainda de vilarejos fortificados.</p>
<p>♦ Em 1685, na tentativa de fazer um acordo de paz com o quilombo, o  rei de Portugal mandou uma mensagem carinhosa para Zumbi. Um trecho: <em>«Convido-vos  a assistir em qualquer estância que vos convier, com vossa mulher e  vossos filhos, e todos os vossos capitães, livres de qualquer cativeiro  ou sujeição, como meus leais e fiéis súditos, sob minha real proteção.»</em></p>
<p>♦ Um embaixador africano desfrutou tanto dos agrados oficiais que esgotou a paciência do governador da Bahia, Fernando José de Portugal e Castro. <em>«Não foram poucas as impertinências, grosserias e incivilidades que sofri do Embaixador, apesar da afabilidade e atenção com que sempre lhe falava»</em>, escreveu o governador, em 1796, ao secretário de Estado de Portugal.</p>
<p>♦ Uma carta de alforria custava cerca de 150 mil réis – o equivalente a uma casa simples na cidade.</p>
<p>♦ O fato de a ex-escrava ter escravos não era motivo de surpresa para  os vizinhos. De acordo com o historiador José Roberto Pinto de Góes, os  negros somavam três quartos da população livre de Sabará. Em 1830, 43%  das casas de negros livres tinham escravos.</p>
<p>♦ Seis grandes rotas ligavam nações ao sul do Saara aos povos árabes  do norte. Três saíam do Império de Gana, no oeste da África, rumo ao  Marrocos e à Argélia; uma ligava o Chade à Líbia, e outras duas iam,  pelo rio Nilo, das terras sudanesas até o Egito.</p>
<p>♦ Enriquecido com a venda de escravos, o reino de Kano tinha uma  mesquita central e 21 cidades erguidas a mando do grão-vizir (o ministro  do rei), com cerca de mil escravos em cada uma delas.</p>
<p>♦ O escravo português era chamado pelo rei africano de “meu branco” – uma versão oposta do “minha nega”.</p>
<p><a href="../wp-content/uploads/2010/08/chicadasilval.jpg"><img class="alignleft" title="chicadasilval" src="../wp-content/uploads/2010/08/chicadasilval-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p>♦ Nan Agotiné, a mãe do rei Guezo, do Daomé. Vendida como escrava ao Brasil, ela montou seu próprio reinado em São Luis do Maranhão.</p>
<p>♦ Em 1787, um boicote dos abolicionistas ingleses ao açúcar feito por escravos conseguiu que 300 mil pessoas deixassem de consumi-lo na Inglaterra.</p>
<p>♦ Ainda mais fora de sintonia é a ideia de que os ingleses interromperam o tráfico de escravos para criar um mercado consumidor na América. Mesmo naquela época, era um pouco difícil para os empresários montar ações que trariam lucro apenas um século depois.</p>
<p>♦ Se a Inglaterra conseguiu acabar com o tráfico pelo Atlântico, a escravidâo durou muito mais em outros pontos da África. Em Serra Leoa, os escravos só foram libertados em 1928, e apenas em 1950 no Sudão. Na Mauritânia, república islâmica ao sul do Marrocos, seguiu até 1980. Ilegalmente, é praticada no país ainda hoje.<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/logo_leya.gif"><img class="alignright size-full wp-image-4422" title="logo_leya" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/logo_leya.gif" alt="" width="30" height="42" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>Leandro Narloch</strong></em></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/newrule1.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-3859" title="newrule" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/newrule1.gif" alt="" width="158" height="24" /></a></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3623" title="seta-vermelha-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>Créditos e o livro a ler:</strong> Este post é parte do capítulo «Agradeçam aos Ingleses», do livro <strong>«Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil»</strong>, da autoria de Leandro Narloch (Leya/Textos Editores Ltda.).</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/white01_right.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-3981" title="white01_right" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/white01_right.gif" alt="" width="18" height="18" /></a>Imagens: </strong>geografia.seed.pr.gov.br<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a>; historia211.ning.com; e infojoia.com.br.</p>
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		<title>Sem a Inglaterra, a escravidão duraria muito mais</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Aug 2010 22:00:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Indigenismo]]></category>
		<category><![CDATA[Eugenia]]></category>
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		<description><![CDATA[Lendo a palavra “Inglaterra”, talvez chegue à sua mente a palavra “interesses”. Nos livros didáticos brasileiros, a Inglaterra quase sempre aparece acompanhada desse termo. O livro «Nova História Crítica» para a 7ª série, de Mário Schmidt, aponta três possíveis motivos que teriam levado os ingleses a ficar contra a escravidão – os três relacionados aos tais interesses.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/logo-leya-2.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-4416" title="logo-leya-2" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/logo-leya-2.jpg" alt="" width="83" height="41" /></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/escravidao-1.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-4462" title="escravidao-1" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/escravidao-1-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>Lendo a palavra “Inglaterra”, talvez chegue à sua mente a palavra “interesses”. Nos livros didáticos brasileiros, a Inglaterra quase sempre aparece acompanhada desse termo. O livro «Nova História Crítica»<em> </em>para a 7ª série, de Mário Schmidt, aponta três possíveis motivos que teriam levado os ingleses a ficar contra a escravidão – os três relacionados aos tais interesses.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Informações históricas inconvenientes</h2>
<p><em>«Há historiadores que insistem em que a Inglaterra era um país capitalista </em><em>interessado em ampliar seus mercados consumidores. </em>[ ... ] <em>É claro que os ingleses não eram contra o tráfico por uma questão humanitária.»</em> Em 2007, os jornais revelaram que os livros de Schmidt tinham trechos com uma carga ideológica pesadíssima, como <em>«A Princesa Isabel é uma mulher feia como a peste e estúpida como uma leguminosa»</em>. Outros livros didáticos, se não têm frases tão emblemátícas, contam histórias igualmente simplistas. <em>«Interessava à Inglaterra a formação de um amplo mercado consumidor, principalmente de produtos manufaturados»</em>, pontifica o livro «História e Vida»,<em> </em>de Nelson Piletti e Claudino Piletti.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Abolição da escravatura: motivos ideológicos ingleses</h2>
<p>Na verdade, o movimento abolicionista inglês teve uma origem muito mais ideológica que econômica. Organizado em 1787 por 22 religiosos ingleses, foi um dos primeiros movimentos populares bem-sucedidos da história moderna, um molde para as lutas sociais do século 19. Os abolicionistas se organizavam em comitês, contavam com o apoio de homens comuns e mulheres defensoras do voto universal, que saíam de porta em porta distribuindo panfletos, juntando abaixo-assinados e promovendo boicotes. Os comitês arrecadavam dinheiro para a <em>propaganda</em>,<em> </em>publicando livretos com discursos abolicionistas e plantas de navios negreiros. Essas publicações deixaram a população horrorizada com as condições dos escravos e propensa a boicotar<strong> </strong>produtos feitos por eles. Para pressionar o Parlamento britânico a votar o direito dos negros, os abolicionistas entraram com petições na Câmara dos Comuns – equivalentes aos projetos de iniciativa popular da nossa Câmara dos Deputados. Foram em média 170 por ano entre 1788 e 1800, chegando a 900 em 1810. No total, até o fim da escravidão na Inglaterra, em 1833, foram mais de cinco mil petições, cada uma com centenas de milhares de assinaturas. Esse radicalismo faria o tráfico de escravos ser extinto em 1807, forçando todo o Atlântico a tomar a mesma posição.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Contra seus próprios interesses?</h2>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/favela-em-angola.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4463" title="favela-em-angola" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/favela-em-angola-300x201.jpg" alt="" width="300" height="201" /></a>Os livros não só dão pouca ressonância a esse movimento popular como erram ao contar a história dos interesses econômicos. Sabe-se disso desde 1979, quando o historiador americano Seymour Drescher publicou o livro «Econocide»<em> </em>(«Econocídio»). Para ele, não foi o declínio do comércio com a América que possibilitou a abolição, mas o contrário: o fim da escravidão abalou a economia britânica na América. Muitas das cidades mais ativas na abolição, como Manchester e Liverpool, eram as que mais lucravam vendendo para reinos escravagistas da África e da América. <em>«Quem apoiava o tráfico poderia muito bem acusar os abolicionistas de agir contra seus próprios interesses»</em>, escreveu Orescher. Como diz o historiador Manolo Florentino:</p>
<p><em>«Quando se trata de avaliar os motivos da pressão inglesa pelo fim do tráfico atlântico de escravos, paira nos bancos escolares do ensino médio o estigma do “Ocidentalismo” – crença que reduz a civilização ocidental a uma massa de parasitas sem alma, decadentes, ambiciosos, desenraizados, descrentes e insensíveis. Não podem ser levadas a sério teses que vinculam a ação britânica a imaginárias crises econômicas do cativeiro no Caribe na passagem do século 18 para o seguinte. O tráfico seguia lucrativo e não passava pela cabeça de nenhum líder inglês sério que a demanda americana por bens britânicos pudesse aumentar com o fim da escravidão. Mas tudo isso continua a ser ensinado aos nossos filhos e netos.»</em></p>
<p>Em 2007, completaram-se duzentos anos da proibição do tráfico de escravos, a primeira vitória da campanha abolicionista da Inglaterra. Nenhum país da África ou movimento negro da América prestou homenagens ou agradecimentos aos ingleses.<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/logo_leya.gif"><img class="alignright size-full wp-image-4422" title="logo_leya" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/logo_leya.gif" alt="" width="30" height="42" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>Leandro Narloch</strong></em></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/newrule1.gif"><img class="aligncenter" title="newrule" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/newrule1.gif" alt="" width="158" height="24" /></a></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3623" title="seta-vermelha-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>Créditos e o livro a ler:</strong> Este post é parte do capítulo «Agradeçam aos Ingleses», do livro <strong>«Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil»</strong>, da autoria de Leandro Narloch (Leya/Textos Editores Ltda.).</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/white01_right.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-3981" title="white01_right" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/white01_right.gif" alt="" width="18" height="18" /></a>Imagens: </strong>/maniadehistoria.wordpress.com; congulolundo.blogspot.com (uma favela em Angola).<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a></p>
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		<title>O duplo naufrágio da BP no Golfo do México</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/o-duplo-naufragio-da-bp-no-golfo-do-mexico/</link>
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		<pubDate>Fri, 06 Aug 2010 15:38:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ambientalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Oligarquias internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[ONGs]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[A explosão da plataforma petrolífera Deepwater Horizon  no Golfo do México, ocorrida em 20 de abril último, seguida do colossal e ainda não contido vazamento de petróleo da perfuração danificada, é duplamente emblemática. Primeiro, porque a empresa responsável pelo poço, a BP, é um dos maiores ícones das velhas práticas coloniais do Império Britânico e ajudou a costurar o quadro de instabilidade geopolítica permanente na região do Oriente Médio. Segundo, por representar também um enlaces diretos da cúpula do Establishment anglo-americano com o movimento ambientalista internacional e suas principais ONGs, estes instrumentos reciclados dos velhos métodos coloniais, voltados para o controle de recursos naturais estratégicos, especialmente energéticos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/bp_plataforma.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-4442" title="bp_plataforma" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/bp_plataforma-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIamedio.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1848" title="MSIamedio" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIamedio.jpg" alt="" width="85" height="43" /></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/2.bp_.blogspot.com-consequencia_mares_negras.jpg"></a>A explosão da plataforma petrolífera Deepwater Horizon no Golfo do México, ocorrida em 20 de abril último, seguida do colossal e ainda não contido vazamento de petróleo da perfuração danificada, é duplamente emblemática. Primeiro, porque a empresa responsável pelo poço, a BP, é um dos maiores ícones das velhas práticas coloniais do Império Britânico e ajudou a costurar o quadro de instabilidade geopolítica permanente na região do Oriente Médio.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>ONGs ambientalistas caladas&#8230;</h2>
<p>Segundo, por mostrar os vínculos diretos da cúpula do <em>establishment</em> anglo-americano com o movimento ambientalista internacional e suas principais ONGs – instrumentos reciclados dos velhos métodos coloniais, voltados para o controle de recursos naturais estratégicos, especialmente energéticos. Neste particular, a total ausência de manifestações das grandes ONGs a respeito do acidente é uma clara indicação desse cruzamento de interesses.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Quem é a BP &#8211; British Petroleum</h2>
<p>Criada há um século, como Anglo-Persian Oil Company (depois Anglo-Iranian), a BP detinha o virtual monopólio da exploração de petróleo no Irã até 1951, quando foi nacionalizada pelo governo do primeiro-ministro Mohammad Mossadegh. Reagindo ao que considerou um insulto inaceitável, Londres recorreu a Washington para derrubar Mossadegh, em 1953, na primeira de uma longa série de intervenções políticas diretas da inteligência anglo-americana contra regimes nacionalistas que buscavam colocar os recursos naturais nacionais a serviço de suas sociedades, em vez de limitar-se a gerar lucros para as grandes transnacionais britânicas e estadunidenses.</p>
<p>Em um discurso perante o Conselho de Segurança das Nações Unidas, em outubro de 1951, o próprio Mossadegh sintetizou a atuação da Anglo-Iranian em seu país:</p>
<blockquote><p><em>«Desnecessário dizer que, enquanto uma companhia como a antiga Anglo-Iranian Oil Company teve um monopólio sobre essa fonte de riqueza, o governo e o povo do Irã não podiam desfrutar de independência política. A despeito da sua fachada empresarial, essa companhia deve ser considerada como a equivalente moderna da velha Companhia das Índias Orientais, que em um curto período estendeu o seu controle sobre a Índia. A antiga Anglo-Iranian Oil Company tinha uma receita anual que excedia a do governo iraniano; o mesmo valia para as suas importações e exportações; ela intervinha ativamente nos assuntos internos do país e jogava o seu peso nas eleições dos Majlis</em> [assembleias legislativas] <em>e na formação de gabinetes, agindo de uma maneira calculada para obter os maiores lucros dos recursos sob seu controle. Por meio de uma complexa rede organizativa no país, pela corrupção de ministros de governo e o apoio ilegal a jornalistas e políticos nativos, ela criou de fato um Estado dentro do Estado e, pouco a pouco, minava a independência da nação iraniana.»</em></p>
</blockquote>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Privilégios da BP = menor segurança</h2>
<p>Por ironia, ecos das palavras de Mossadegh puderam ser ouvidos nas semanas decorridas desde a explosão no Golfo do México, com as revelações sobre a promiscuidade constatada entre a indústria petrolífera, BP inclusive, e o órgão responsável pela regulamentação e supervisão das atividades petrolíferas nos EUA, o Minerals Management Service (MMS), que contribuíram para a demissão da diretora-geral da agência, Elizabeth Birnbaum. Entre outros aspectos, os requisitos de segurança estabelecidos pelo MMS para a exploração petrolífera <em>offshore</em>, menos exigentes que os de outros países que exploram petróleo em águas profundas, como o Canadá, Noruega e Brasil, refletiam muito mais os interesses das empresas, do que a racionalidade técnica. Por exemplo, o MMS havia isentado de fiscalização a plataforma acidentada e, até antes do acidente, a BP estava se empenhando em estender o privilégio às suas demais plataformas em operação no Golfo do México (The Herald, 9/05/2010).</p>
<p>Além dessa “autorregulamentação” de certas atividades privadas, o acidente proporciona uma didática demonstração do potencial de causar catástrofes embutido na combinação com outro dos cânones da “globalização” financeira (esta, vertente final do modelo colonialista) – a mentalidade de enxugamento de custos ao extremo. E para que ninguém pense que tal conclusão é gratuita, as evidências foram proporcionadas pelo porta-voz por excelência da &#8220;globalização&#8221;, o <em>Wall Street Journal</em>.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Economia porca</h2>
<p>Na edição de 28 de abril, o <em>Journal</em> destaca que a Deepwater Horizon não tinha um dispositivo de segurança adicional que, possivelmente, poderia ter impedido o desastre. Segundo a reportagem, na plataforma, a válvula de segurança (<em>blowout preventer</em>) responsável pela vedação da passagem do óleo, ou gás, em casos de emergência, tinha apenas dois sistemas de acionamento, um manual e outro automático, mas ambos falharam por motivos ainda desconhecidos. Entretanto, a plataforma não dispunha de um sistema acústico que fecha a válvula por meio de sinais sonoros, cujo uso não é exigido pelo MMS, que, em 2003, decidiu que o uso de tais dispositivos necessitava de mais estudos. <em>«Os sistemas acústicos não são recomendados porque tendem a ser bastante custosos»</em>, afirma um relatório do órgão.</p>
<p>Porém, segundo o <em>Journal</em>, um dispositivo acústico do gênero custa cerca de 500 mil dólares, valor irrisório se comparado aos enormes custos operacionais envolvidos na exploração de petróleo em alto mar. A plataforma destruída, por exemplo, custava 560 milhões de dólares e o prejuízo da BP com o desastre e suas consequências já se encontra na casa das dezenas de bilhões de dólares, não se podendo descartar a possibilidade de que a empresa (que desde o acidente perdeu quase a metade do seu valor de mercado) não se recupere do impacto e suas operações estadunidenses acabem sendo “nacionalizadas” – o que aumentaria ainda mais a carga de ironia histórica envolvida.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Perigo para o nosso pré-sal</h2>
<p>Diga-se de passagem que o arauto de Wall Street também observou que tal redundância de equipamentos de segurança é exigida pelas autoridades reguladoras da Noruega e do Brasil – onde já se ouvem vozes ressaltando os desdobramentos do acidente para a exploração da camada pré-sal.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Cadê o Greenpeace?</h2>
<p>Para completar o simbolismo do acidente, a destruição da Deepwater Horizon ajudou a elucidar uma dúvida que se espalhou rapidamente por todo o mundo, referente ao ensurdecedor silêncio das grandes ONGs ambientalistas sobre o mesmo (em contraste com as ruidosas manifestações do Greenpeace contra a Petrobras por vazamentos muitíssimo menores, como o ocorrido na refinaria Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, em 2000).</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>A BP financia as ONGs&#8230;</h2>
<p>Uma reportagem do <em>Washington Post</em> de 24 de maio ajudou a colocar os fatos em perspectiva, demonstrando que as maiores ONGs dos EUA &#8211; The Nature Conservancy, Conservation International, Environmental Defense Fund, Sierra Club e National Audubon Society &#8211; foram agraciadas nos últimos anos com doações da BP na casa das dezenas de milhões de dólares. Em alguns casos, como os da Nature Conservancy e da Conservation International, executivos da empresa integraram ou integram as diretorias das ONGs.</p>
<p>Como o Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa) e um número crescente de investigadores têm demonstrado, o movimento ambientalista internacional foi criado e tem sido instrumentalizado pela cúpula do <em>establishment</em> anglo-americano, como uma eficiente forma de atualização das velhas práticas colonialistas. Por isso, é ainda mais irônico que, como assinala o<em>Washington Post</em>, a credibilidade dessas organizações junto à mídia e à opinião pública estadunidenses estão afundando junto com a BP nas águas profundas do Golfo do México.<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1849" title="MSIapequeno" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg" alt="" width="57" height="29" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg"><img class="aligncenter" title="newrule" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/newrule1.gif" alt="" width="158" height="24" /></a></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3623" title="seta-vermelha-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a><strong>Créditos:</strong>Este post é matéria apresentada no Boletim Eletrônico,Volume II, n° 13, de 19/07/2010, do <strong>MSIa &#8211; Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong>. Introduzi subtítulos no texto para facilitar e incentivar a leitura.</p>
<p>Para outras informações sobre o mesmo tema, visitar o site do MSIa no seguinte endereço: <a href="http://www.msia.org.br">http://www.msia.org.br</a></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/white01_right.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-3981" title="white01_right" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/white01_right.gif" alt="" width="18" height="18" /></a><strong>Imagem:</strong> blogs.estadao.com.br<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a></p>
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		<title>Pré-sal e as riquezas nacionais</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/pre-sal-e-as-riquezas-nacionais/</link>
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		<pubDate>Fri, 06 Aug 2010 15:05:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ambientalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Oligarquias internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Em que pesem as reverberações do imbróglio ambiental surgido na esteira do catastrófico vazamento de petróleo ocorrido no Golfo do México, muitos estranharam a pouca repercussão na mídia nacional de um outro fato de grande significado para o País, o início da pioneira produção petrolífera na camada do pré-sal. Como relata em sua coluna econômica de 19 de julho o jornalista Luís Nassif, até mesmo o jornal Financial Times – o “mais importante jornal de negócios do planeta” – publicou ampla matéria sobre o feito da Petrobras. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIamedio.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1848" title="MSIamedio" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIamedio.jpg" alt="" width="85" height="43" /></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/soberania.org-brasil_tupi_pre-sal_1.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-4372" title="soberania.org-brasil_tupi_pre-sal_1" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/soberania.org-brasil_tupi_pre-sal_1-300x205.jpg" alt="" width="300" height="205" /></a>Em que pesem as reverberações do imbróglio ambiental surgido na esteira do catastrófico vazamento de petróleo ocorrido no Golfo do México, muitos estranharam a pouca repercussão na mídia nacional de um outro fato de grande significado para o País, o início da pioneira produção petrolífera na camada do pré-sal. Como relata em sua coluna econômica de 19 de julho o jornalista Luís Nassif, até mesmo o jornal <em>Financial Times</em> – o “mais importante jornal de negócios do planeta” – publicou ampla matéria sobre o feito da Petrobras. Diz Nassif:</p>
<p><em>«Do lado da mídia, a cobertura foi incompreensível. Pouco se falou do início da exploração. Mas O Globo saiu-se com uma manchete escandalosa, informando que enquanto na Europa se reduz a exploração na plataforma marítima, devido ao acidente da British Petroleum no Golfo do México, no Brasil se acelera.<br />
 </em></p>
<p><em>«De repente, passa-se a acusar o Brasil de pretender se beneficiar de suas próprias riquezas naturais, sem informar que, no caso da Europa, o recuo na produção marítima se deveu ao esgotamento de suas jazidas, apenas isso.<br />
 </em></p>
<p><em>«Acusou-se a Petrobras de ignorar o acidente da BP, como se a falha fosse dela, não da BP. Há anos a Petrobras possui um sistema de válvulas automáticas, que impediriam qualquer tipo de acidente similar ao que ocorreu com a BP.»</em></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Tecnologia brasileira é cuidadosa</h2>
<p>Consultados a respeito de um eventual vazamento similar de petróleo no Brasil, o Ministério de Ambiente (MMA) e a Agência Nacional do Petróleo (ANP) informaram que um acidente em águas internacionais teria que ser contido respeitando a Lei de Derramamentos Ambientais (9.966/2000) e os termos previstos na Convenção Internacional para Preparo, Resposta e Cooperação em Caso de Poluição por Óleo. Além disso, o MMA informou que todas as empresas devem ter, para cada plataforma, um Plano de Emergência Individual. No plano de licenciamento ambiental do pré-sal da bacia de Santos, incluindo Tupi, o plano de emergência autorizado prevê que oito embarcações recolhedoras de óleo devem estar no local em até 60 horas. A primeira deve chegar até seis horas depois da comunicação do acidente.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Já estão querendo inviabilizar o pré-sal&#8230;</h2>
<p>Já David Zylbersztajn, primeiro diretor-geral da ANP (e notório advogado da privatização total do setor petrolífero), lançou dúvidas sobre a capacidade da Petrobras de enfrentar um eventual acidente de grandes proporções na exploração do pré-sal: <em>«Ninguém sabe o que é preciso fazer para evitar um desastre como esse. O mundo inteiro está discutindo sobre isso, mas no governo a transparência sobre isso é zero. Haja visto a discussão sobre alteração do modelo. O problema é que o petróleo interessa à Petrobras, mas os impactos da exploração e produção interessam ao cidadão, acionista ou não. Isso é mais complicado do que um risco de acidente»</em>, disse ele ao <em>Valor Econômico</em> (19/07/2010).</p>
<p>No fundo, o que muitos desejam mesmo é questionar o direito de o Brasil explorar soberanamente um precioso e estratégico recurso natural como, por sinal, foi bem sintetizado por Nassif: <em>«“Acusa-se” o país de pretender se beneficiar do pré-sal! O que esse povo pretende? Que se abra mão de uma riqueza que poderá alavancar o bem estar de todo brasileiro?»</em></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Afinal, a quem pertencem as nossas riquezas?</h2>
<p>Quem aborda com propriedade uma sensível questão sobre a exploração dos recursos naturais é Adriano M. Branco, engenheiro e ex-secretário de Estado dos Transportes no Governo Montoro, em artigo publicado no <em>Valor Econômico</em> de 15 de julho. Branco mostra que nossas Constituições definem de forma muito semelhante o que sejam riquezas nacionais, mas diferem com relação à propriedade das mesmas:</p>
<p><em>«A Constituição de 1946 menciona a necessária autorização ou concessão federal para o aproveitamento dos recursos, <sup>«</sup>na forma da lei<sup>»</sup>. A de 1967 mais ou menos repete os termos da de 1946, acrescentando que as concessões seriam outorgadas <sup>«</sup>exclusivamente a brasileiros ou às sociedades organizadas no país<sup>»</sup>. Mas a Carta Magna de 1988 foi muito além, ao acrescentar ao artigo 176, que distingue a propriedade das riquezas do subsolo daquelas do solo, a seguinte surpreendente liberalidade: <sup>«</sup>Garantida ao concessionário a propriedade do produto da lavra<sup>»</sup>.</em></p>
<p><em>«Então, a propriedade daquelas riquezas, ditas da União, pode ser transferida ao concessionário de sua exploração! Dessa extravagância constitucional já derivam outras inexplicáveis. Por exemplo, a Companhia Vale do Rio Doce tem grandes concessões de minério de ferro. Quando ela eleva em 100% o preço desse minério, que constitucionalmente é da União, está embolsando uma mais valia que é parte da riqueza nacional.</em></p>
<p><em>«Pior ainda são as concessionárias da exploração dos recursos minerais do país, que podem vender suas reservas a terceiros, lucrando ao negociar a riqueza nacional e, com frequência, transferindo-a a estrangeiros!»</em></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>É necessária uma regulamentação clara</h2>
<p>Após alertar de que não se trata de uma discussão ideológica, Branco enfatiza ser evidente a falta de uma regulamentação atualizada e adequada para o aproveitamento dos recursos naturais do país. Nada mais oportuno para implementá-la que agora, no momento em que se inicia a produção dos campos de petróleo do pré-sal, que já suscitou tantas celeumas em torno de <em>royalties</em> e modelos de exploração.<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1849" title="MSIapequeno" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg" alt="" width="57" height="29" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><strong><em>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</em></strong></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg"><img class="aligncenter" title="newrule" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/newrule1.gif" alt="" width="158" height="24" /></a><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg"></a></strong></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3623" title="seta-vermelha-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>Créditos:</strong>Este post é matéria     apresentada no Boletim Eletrônico,Volume II, n° 14, de 23/07/2010, do <strong>MSIa   &#8211;   Movimento de Solidariedade Íbero-americana. </strong>Introduzi subtítulos  no    texto para  facilitar e incentivar a leitura.</p>
<p>Para outras informações sobre o mesmo tema, visitar o site do MSIa no     seguinte endereço: <a href="http://www.msia.org.br">http://www.msia.org.br</a></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/white01_right.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-3981" title="white01_right" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/white01_right.gif" alt="" width="18" height="18" /></a>Imagem: </strong>soberania.org<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a></p>
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		<title>Fundamentos da Nova Ordem Mundial</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/a-nova-ordem-mundial/</link>
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		<pubDate>Mon, 02 Aug 2010 16:17:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Governo mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Ambientalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Globalização]]></category>
		<category><![CDATA[Malthusianismo]]></category>
		<category><![CDATA[Oligarquias internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[ONGs]]></category>

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		<description><![CDATA[Desde o período 1989/1991, que caracterizou o processo de desintegração da União Soviética, a oligarquia anglo-americana considerou que tinha chegado o momento de consolidar a idéia do “governo mundial” sobre os escombros dos Estados Nacionais soberanos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/Mafia-Verde-1-medio.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3012" title="Mafia-Verde-1-medio" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/Mafia-Verde-1-medio.jpg" alt="" width="60" height="91" /></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/apelosdoceu-com-nova-ordem-mundial.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-4342" title="apelosdoceu-com-nova-ordem-mundial" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/apelosdoceu-com-nova-ordem-mundial-300x169.jpg" alt="" width="300" height="169" /></a>Desde o período 1989/1991, que caracterizou o processo de desintegração da União Soviética, a oligarquia anglo-americana considerou que tinha chegado o momento de consolidar a idéia do “governo mundial” sobre os escombros dos Estados Nacionais soberanos. Nesse contexto, coube ao presidente dos EUA, George Bush, de mãos dadas com a primeira ministra britânica Margaret Thatcher, anunciar ao mundo o advento de uma “nova ordem mundial”, uma ordem imperial para impor um sistema de “livre comércio” – a “globalização” – baseada no malthusianismo sob diversas roupagens, e dentre elas, o ambientalismo radical. O ponto de partida do processo foi a impiedosa ação militar multinacional desfechada contra o Iraque, em 1991, que devastou a nação.</p>
<p>Nos USA, e em particular o governo Clinton (especialmente em seu segundo mandato, a partir de 1997), acossado por uma série de escândalos fabricados pelos estrategistas do <em>establishment</em>, concedeu o virtual comando da política externa do país a um grupo encabeçado pelo vice-presidente Al Gore Jr. Este, que construiu grande parte de sua carreira política com uma exploração demagógica e oportunista do ambientalismo, é um malthusiano radical, como revela em seu livro «Earth in the Balance».</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>A função da OTAN</h2>
<p>A intenção de instrumentalizar a OTAN para travar conflitos por recursos naturais (e, eventualmente, por questões ambientais) vem sendo acompanhada, desde o início da década de 1990, por um “esverdeamento” das Forças Armadas e dos serviços de inteligência do eixo anglo-americano. Segundo Timothy Wirth, então sub-secretário de Estado para Assuntos Globais dos USA, durante a conferência de segurança ambiental do hemisfério ocidental (Pentágono, Miami, junho/97), <em>«&#8230;a proteção dos recursos naturais é hoje um assunto legitimamente militar»</em>. Uma das hipóteses de conflito do Pentágono para as próximas duas décadas é uma intervenção na Amazônia brasileira, para evitar danos ambientais que possam, eventualmente, provocar impactos sobre os interesses estadunidenses.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>As quatro diretrizes fundamentais da “nova ordem mundial”</h2>
<p>① o deslocamento dos conflitos mundiais do eixo Leste-Oeste para o eixo Norte-Sul;</p>
<p>② a institucionalização do conceito de “soberania limitada” nas relações institucionais;</p>
<p>③ a imposição da “globalização” às economias de todo o mundo, com a disseminação de políticas neoliberais a praticamente todo o setor em desenvolvimento; e</p>
<p>④ a instituição de um regime de “<em>apartheid</em> tecnológico” aos países em desenvolvimento, restringindo-lhes o acesso às tecnologias avançadas, sob o pretexto de obstaculizar possíveis usos militares destas.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>A eliminação do Estado Nacional soberano</h2>
<p>De acordo com os planos de longo prazo do <em>establishment</em> britânico, a década de 1990 deveria assinalar o início do fim da era do Estado Nacional. Em seu lugar, os estrategistas oligárquicos tencionam estabelecer uma nova ordem imperial, em parte dirigida por instituições supranacionais, como a ONU. A eliminação do Estado Nacional é uma política britânica desde a Revolução Americana, e este plano particular, agora em implementação, data do período anterior à Segunda Guerra Mundial, e está por trás de muitas operações estratégicas anglo-americanas desde aquela época, como a guerra genocida sérvia na Croácia e na Bósnia, a fome forçada na Somália, e as políticas de condicionantes econômicas do FMI, que estão matando a América do Sul e a África, e devastando cada vez mais o Leste europeu.</p>
<p>O objetivo maior dessas ações é criar uma série de profundos choques psicológicos e mudanças políticas que fomentem aquilo que o Instituto Tavistock denomina de “mudança de paradigma cultural”. Tal mudança ocorre quando o conceito anterior de identidade própria e visão do mundo da população-alvo é, abruptamente, mudado para outro, adredemente planejado. De acordo com os planos, os anos 1990 deveriam marcar o triunfo do novo paradigma imperial, sobrepondo-se ao antigo paradigma correspondente ao Estado Nacional soberano.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>ONGS <em>versus</em> Estados Nacionais</h2>
<p>Entre os dias 13 e 19/novembro/1989, o SIGMA – Programa para Inovações Sociais em  Gerenciamento Global da Case Western Reserve, de Cleveland, USA, deu início a uma série de conferências sobre o uso de ONGs para terminar a era do Estado Nacional. Os anos 1990 foram identificados como o período em que isto começaria a ocorrer. A teoria apresentada foi desenvolvida pelo Instituto Tavistock.</p>
<p>Uma série de artigos foram escritos na revista do Tavistock, a <em>Human Relations</em>, enfatizando que os poderes dos Estados Nacionais deveriam ser drasticamente cortados, se o mundo quisesse resolver uma série de desafios globais, identificados pela ONU e outras organizações. Segundo eles, tais desafios incluíam o crescimento populacional, o esgotamento dos recursos naturais, o aquecimento global, o desflorestamento tropical, a perda de biodiversidade, a fome crônica e a subnutrição, a injustiça e a violação de direitos humanos, o aumento do terrorismo e da violência comunitária e o eterno potencial de holocausto nuclear.</p>
<p>Para sobrepujar as alegadas <em>«limitações do passado»</em>, diziam, era necessário a rápida disseminação de uma <em>«consciência global»</em>. [...] e que as ONGs estavam melhor equipadas para fomentar o crescimento dessa “consciência global”. [...] O essencial dessas organizações, afirmam, é que elas transcendem as fronteiras nacionais, já que existem como entidades que estão além do Estado Nacional.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Uma era de mudanças</h2>
<p>Nas conferências do SIGMA, a socióloga Elise Boulding afirmou que os anos 1990 presenciariam a maior transformação social ocorrida no mundo desde o século 13 – a qual seria dirigida pelas ONGs. Viúva do proeminente economista do Clube de Roma, Keneth Boulding, e popularizadora dos conceitos do Tavistock, ela identificou o período atual como uma “era axial”. Segundo ela, uma “era axial” é um período em que povos, idéias e tradições culturais de regiões grandemente diferenciadas se juntam num <em>«grande florescimento da criatividade humana»</em>. A grande tarefa dos anos 1990, tornada possível pela vindoura “era axial”, seria a de fomentar o “transnacionalismo” – a concepção de que as identidades humans devem ultrapassar as fronteiras nacionais – e rejeitar os <em>«atuais nacionalismos centrados nos Estados»</em>.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>A civilização global</h2>
<p>Nas conferências promovidas pelo <em>SIGMA</em>, a partir de 1989, Howard Perlmutter, professor de “arquitetura social” da Escola de Administração Wharton, e líder de fato do Instituto Tavistock nos USA, relatou como a civilização global poderia ser montada. [...] Ele já estudara o fenômeno nos anos 50, quando assessorava empresas transnacionais do <em>establishment</em> anglo-americano em estratégias de expansão mundial. Mais recentemente, ele encabeçou um grupo que estudava os mecanismos pelos quais a Europa e os EUA poderiam bloquear a disseminação “descontrolada” de tecnologia ocidental avançada para os países do Terceiro mundo.</p>
<p>Perlmutter identifica como a primeira civilização global a ser caracterizada por uma nova <em>«ordem mundial que compartilhe valores, processos e estruturas, com o que nações e culturas se abram à influência mútua»</em>. Há também um reconhecimento das identidades e diversidades dos povos&#8230; Diferentes ideologias e valores devem cooperar e competir, mas nenhuma ideologia prevalece sobre as outras, afirma.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Os modelos de sociedades e as mudanças de paradigmas</h2>
<p>A principal característica do período atual (segundo Perlmutter) é a ocorrência de uma “mudança de paradigma” de uma sociedade que denominaram de “Modelo Industrial” (ou Paradigma I), para o “Modelo Simbiótico e Societário” (ou Paradigma S), através de um modelo intermediário, ou seja, o “Modelo Desindustrial” (ou Paradigma D). Isso significa que a desintegração do Modelo Industrial sob o ataque de forças sociais definidas pelo Modelo Desindustrial (Paradigma D, que é o das ONGs), eventualmente conduzirá à uma “Nova Ordem Mundial” – representada pelo Modelo Simbiótico e Societário (o Paradigma S).</p>
<p>Características gerais do Modelo Industrial em curso: prevalência da eficiência sobre a preocupação com as pessoas; lucro a curto prazo sem preocupação com conseqüências; preocupação secundária com o meio ambiente; prevalência da competição sobre a cooperação; etnocentrismo; prevalência da lógica na qual a dominância e a dependência constituem uma preocupação central nas relações societárias e inter-societárias.</p>
<p>Já o Modelo Desindustrial (Paradigma D) caracteriza-se pelos seguintes valores característicos: ambientalismo; feminismo; o “pequeno é bonito” (<em>small is beautiful</em>); pensamento intuitivo; preocupação com a extinção das espécies; questionamento da sustentabilidade da industrialização. Este paradigma “D” se caracteriza pela idéia de “limites”. Uma sociedade baseada em tal lógica seria um mundo transformado em <em>«&#8230;arquipélagos de comunidades pequenas e grandemente autocentradas»</em>.</p>
<p>Segundo Perlmutter, nem o Paradigma I (Modelo Industrial), nem o Paradigma D (Modelo Desindustrial) constituem bases viáveis da civilização global, já que a continuação do primeiro pode levar à extinção da espécie humana, enquanto que a do segundo pode provocar uma fuga utópica do mundo real.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Análise e comparação entre os valores dos três paradigmas</h2>
<p>Paradigma I: ciência ocidental; tecnologia como fonte de conhecimento; medicina ocidental; estilo ocidental de capitalismo como modelo, com defesa da “terapia de choque econômico”;</p>
<p>Paradigma D: verdades orientais como fontes de sabedoria perene; medicina oriental (p.ex. ervas medicinais); rejeição do capitalismo puro; importância da agricultura tornando a industrialização menos relevante para os países muito individados;</p>
<p>Paradigma S: complementariedades globais entre conhecimento, sabedoria e visões espirituais (com respeito às diferenças), diferentes enfoques científicos produzindo descobertas fundamentais. Observação: aqui fica patente que um conflito manipulado entre os Paradigmas I e D representa, simplesmente, um esforço imperialista de impedir que as conquistas positivas da civilização ocidental sejam irradiadas entre o antigo setor colonial; e elementos de livre mercado aceitos largamente, com grande variedade de propostas de “redes de segurança social”.</p>
<p>Observação: aqui, no Paradigma S, a intenção é forçar o Terceiro Mundo a aceitar formas modificadas de domínio colonial, tornadas palatáveis por um processo de conflito e conciliação. No caso acima, todas as alternativas acabarão por destruir a nação.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Os objetivos da “ciência social” hoje</h2>
<p>O próprio Perlmutter antevê o seguinte cenário: os esforços europeus e estadunidenses para impor a “ocidentalização homogeneizada” – a universalização do Paradigma I levam a fatos como a disseminação de vídeos de <em>rock</em> no Nepal, e à imposição da “terapia de choque” no Leste Europeu. Isso provoca uma tendência de <em>«&#8230;reação xenófoba à crescente interdependência em todas as áreas»</em>. Esta reação se torna uma fonte de revivescência de rivalidades étnicas e religiosas que podem tornar-se hostilidades mortais. A universalização dessa contra-reação seria a vitória do Paradigma D.</p>
<p>A universalização do Paradigma D levaria à fragmentação da humanidade. Perlmutter prevê uma <em>«&#8230;confrontação nuclear entre países ocidentais e o Islã fundamentalista no século 21»</em>. O que ele não diz é que o esforço da oligarquia anglo-americana para criar tal confrontação é hoje mais do que evidente. Tal fragmentação também poderia tornar muitos povos reféns de líderes psicopatas ou messiânicos, determinados a converter o resto da humanidade.</p>
<p>Assim, segundo o “arquiteto social” Perlmutter, já que os dois primeiros paradigmas não podem ser universalizados sem resultados catastróficos, a alternativa é a hegemonia do Paradigma S. Em outras palavras, a oligarquia oferece à humanidade a escolha entre um genocídio imposto pelo FMI e pelo eixo euro-americano – ou mortes em massa pela disseminação de guerras xenófobas. Por meio de conflitos orquestrados, os oligarcas tencionam criar um novo sistema global, erradicando o que há de positivo nos dois lados. Esta é a tarefa da “ciência social” da atualidade.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>O paradigma D e as ONGs</h2>
<p>Perlmutter ainda adverte que a mudança do atual Paradigma I para o S, implica em vários pré-requisitos: um deles é a construção de redes de organizações locais e internacionais, conectadas internacionalmente, ou seja – as ONGs. Outro é o da criação de eventos globais. E cita o historiador britânico E. P. Thompson: <em>«Assim, a transição da civilização à planetarização – a sociedade industrial materialista baseada na produção e no consumo para uma cultura contemplativa baseada na consciência e simbiose ecológica – é uma experiência de iniciação para a raça humana. Os demônios que vemos em forma de guerra nuclear, fome e catástrofes ecológicas, são imagens terríveis que acompanham a mudança de um nível de realidade para outro. Por causa das limitações de nossos egos, não podemos compreender que somos todos partes de uma única vida planetária, a menos que descubramos, para nosso horror, que agora estamos ameaçados por uma única morte planetária.»</em></p>
<p>A respeito das mudanças de paradigmas em andamento, eles notam que, até recentemente, a noção de que não havia limites ao crescimento era hegemônica, uma crença subliminar essencial ao Paradigma I. (ÄCivilização global, 3 a 11) Porém, acontecimentos como o choque do petróleo de 1973 começaram a expor a “falsidade” dessa crença, e assim, solaparam o paradigma.</p>
<p>Perlmutter e Trist observam que a alternativa ao industrialismo antevista pelos pensadores do Paradigma D – a filosofia das ONGs – se caracteriza pela noção de limite. Conseqüentemente, aqueles pensadores procuram transformar os Estados Nacionais num “arquipélago de pequenas comunidades”. <em>«As superpotências e as ex-grandes potências se dissolveriam em grupos regionais com identidades linguísticas e culturais distintas»</em>. Mais ainda, a <em>«tecnologia complexa seria evitada, como sendo, inerentemente, elitista»</em>. Os Estados nacionais permanecerão, mas sua soberania será limitada. Alguns poderes são transferidos para unidades maiores, outros para unidades menores – sinalizam. A aceitação de tal “compromisso” por nações que encaram, por um lado, o FMI e a “nova ordem mundial”, e pelo outro lado as ONGs desestabilizadoras e a disseminação de guerras, constitui a vitória da “arquitetura social” da inteligência oligárquica anglo-americana.<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/Mafia-Verde-1-pequeno.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3013" title="Mafia-Verde-1-pequeno" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/Mafia-Verde-1-pequeno.jpg" alt="" width="45" height="68" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>Editores da Capax Dei Editora</strong></em></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/newrule1.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-3859" title="newrule" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/newrule1.gif" alt="" width="158" height="24" /></a></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3623" title="seta-vermelha-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>Créditos:</strong> este post é resultado de uma compilação de informações sobre globalização, mudanças de paradigmas culturais e a nova ordem mundial, constantes do livro <strong><strong> </strong>«A Máfia Verde – O Ambientalismo a Serviço do Governo Mundial»</strong>.  Introduzi subtítulos no texto para facilitar e incentivar sua leitura.</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-cinza-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3626" title="seta-cinza-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-cinza-pequena.jpg" alt="" width="28" height="19" /></a>Os livros a ler são:</strong> <strong><strong> </strong>«A Máfia Verde – O Ambientalismo a Serviço do Governo Mundial»</strong><em>, </em>e<em> </em><strong>«A Máfia Verde II – Ambientalismo – Novo Colonialismo»</strong> — ambos da Capax Dei Editora Ltda., RJ.</p>
<p>Para maiores informações relativas ao tema, consultar o site do Movimento de Solidariedade Íbero-americana em: <a href="http://www.alerta.inf.br/">alerta.inf.br</a> e <a href="http://www.msia.org.br">msia.org.br</a>.</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/white01_right.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-3981" title="white01_right" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/white01_right.gif" alt="" width="18" height="18" /></a>Imagem: </strong>apelosdoceu.com<strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a></strong></p>
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		<title>Aprovada reforma do Código Florestal</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Aug 2010 01:00:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ambientalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[ONGs]]></category>
		<category><![CDATA[Reservas ecológicas]]></category>
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		<description><![CDATA[Após muitas idas e vindas, a Câmara de Deputados aprovou o Projeto de Lei 1876/99, que versa sobre a reforma do Código Florestal. Por 13 votos a 5, o texto principal do substitutivo do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) foi aprovado pela Comissão Especial que tem analisado a reforma da legislação ambiental. A matéria vai agora para votação em plenário em data ainda a ser marcada.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIamedio.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1848" title="MSIamedio" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIamedio.jpg" alt="" width="85" height="43" /></a>Após muitas idas e vindas, a Câmara de Deputados aprovou o Projeto de Lei 1876/99, que versa sobre a reforma do Código Florestal. Por 13 votos a 5, o texto principal do substitutivo do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) foi aprovado pela Comissão Especial que tem analisado a reforma da legislação ambiental. A matéria vai agora para votação em plenário em data ainda a ser marcada.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Reações contrárias</h2>
<p>Durante a sessão, não faltaram os protestos de ambientalistas e aliados contra o que classificam como <em>«um retrocesso histórico na política ambiental do Brasil»</em>, nem a ruidosa manifestação de ativistas profissionais do Greenpeace que promoveram um “apitaço” que interromperam os trabalhos e exigiram a intervenção dos seguranças da casa (<em>Adital</em>, 6/07/2010).</p>
<p>É conveniente ressaltar duas intervenções no processo, que podem ser perfeitamente classificadas como alinhadas a um ambientalismo quase dogmático. A primeira veio da 4ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal, que trata de meio ambiente e patrimônio cultural, ao expedir uma nota técnica contra o substitutivo apresentado pelo deputado Aldo Rebelo à comissão. De acordo com o MPF, as propostas fragilizam a proteção do meio ambiente por diminuírem, de forma drástica, o padrão de proteção ambiental atualmente proporcionado pela legislação em vigor. Com relação à exclusão de categorias de áreas de preservação e à diminuição das faixas atualmente definidas, o MPF afirma que, além de significar inestimável prejuízo ambiental, coloca em risco a vida da população que habita tais áreas de forma irregular.</p>
<p>Outra manifestação partiu do físico Luiz Pinguelli Rosa, secretário executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas. Em carta encaminhada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Pinguelli transmite as inquietações de organizações signatárias do Observatório do Clima: <em>«Na avaliação dessas entidades as medidas propostas não se coadunam com as metas brasileiras de mitigação de gases de efeito estufa vinculadas ao Uso da Terra – em especial sobre a redução do desmatamento –  levadas à 15ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, realizada em Copenhague (Dinamarca), em dezembro 2009, e incorporadas a Política Nacional sobre Mudança do Clima, Lei Federal nº 12.187/2009»</em>. O autor ressalta a sua preocupação com o estabelecimento de um período de cinco anos para a regularização voluntária, com suspensão de multas, até que os governos estaduais implementem seus planos de regularização ambiental.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/redebrasilatual.com_.br-aldo-rebelo.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4310" title="redebrasilatual.com.br-aldo-rebelo" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/redebrasilatual.com_.br-aldo-rebelo-300x217.jpg" alt="" width="300" height="217" /></a>Ações a favor do Brasil</h2>
<p>Por isso mesmo, é relevante acrescentar que o trabalho do deputado Aldo Rebelo tem sido reconhecido por várias correntes de pensamento como, por exemplo, relata a jornalista Rosângela Bittar, editora em Brasília do insuspeito jornal <em>Valor Econômico</em>, em artigo publicado em 7 de julho. Eis os principais trechos:</p>
<p><em>«O deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) encerrou, ontem, com a votação do Código Florestal em Comissão Especial da Câmara, mais um ciclo dramático de tantos da sua biografia parlamentar que tem sido de uma complexidade real. (&#8230;) É vítima de uma campanha de ambientalistas que tentam atingí-lo, pessoal e eleitoralmente, numa tentativa de barrar sua reeleição. Concretamente, houve uma campanha mais forte, pela Internet, agora suspensa, liderada pelo Greenpeace, a ONG ambientalista internacional mais performática entre as que lutaram contra o Código Florestal conforme concebido na Câmara. Os ataques surgiram de outros lados também e, a integrantes da comissão, chegaram informes sobre atuação forte dessas organizações, especialmente as grandes estrangeiras, contra o deputado comunista.</em> (&#8230;)</p>
<p><em>«Não é uma coincidência nem a primeira vez que Aldo Rebelo se vê no olho desse tipo de furacão. Seu eleitorado foi posto à prova quando fez o embate da Lei de Patentes, defendendo abertamente que o Brasil não deveria assinar o acordo TRIPS da Rodada Uruguai. </em>(&#8230;)</p>
<p><em>«Em outro momento, abriu uma guerra em defesa da Língua Portuguesa e conseguiu aprovar um projeto de valorização do idioma que obrigava a propaganda, de visibilidade pública, fazer a tradução dos termos em inglês. Câmara e Senado a aprovaram mas a proposta continua sem aplicação. </em>(&#8230;)</p>
<p><em>«Liderou uma longa e densa batalha pelos transgênicos e, como relator do projeto do governo, introduziu no texto a pesquisa de célula tronco.</em> (&#8230;)</p>
<p><em>«Mais recentemente, participou da resistência à demarcação continuada da reserva indígena Raposa Serra do Sol. Batalhas que guardam, entre si, muito coerência. Diante do histórico, Aldo Rebelo aponta que essa é sua linha, a questão da soberania é o tema de seu interesse direto&#8230;</em> (&#8230;)</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Ações futuras</h2>
<p><em>«A partir de agora, encerrada a votação do Código Florestal, sua próxima ação é a apresentação de uma emenda constitucional ampliando os direitos dos brasileiros naturalizados.</em> (&#8230;)</p>
<p><em>«Finalmente, uma contradição? Não. <sup>«</sup>A emenda visa exatamente a valorização da questão nacional, vou defender o direito de os naturalizados integrarem as forças armadas e a carreira diplomática, porque acho que isso amplia a coesão nacional. E o Brasil precisa de uma coesão interna em torno de alguns objetivos<sup>»</sup>.</em> (&#8230;)</p>
<p><em>«O parlamentar fez muitas concessões de conteúdo a ambientalistas e a ruralistas, levando em conta , como integrante da bancada do governo, a maioria das ponderações do Ministério do Meio Ambiente. Mas manteve suas convicções: <sup>«</sup>É preciso haver a defesa do interesse nacional, sempre, e no caso da agricultura há um interesse nacional evidente. Não se pode ser ingênuo com relação a isso, não se pode, numa disputa comercial com a agricultura dos Estados Unidos, da Europa, ter dúvidas sobre qual a posição que você defende<sup>»</sup>. Um nacionalista como há tempos não se via.»<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1849" title="MSIapequeno" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg" alt="" width="57" height="29" /></a></em></p>
<p style="text-align: right;"><strong><em>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</em></strong></p>
<p style="text-align: center;"> </p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg"><img class="aligncenter" title="newrule" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/newrule1.gif" alt="" width="158" height="24" /></a><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3623" title="seta-vermelha-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>Créditos:</strong>Este post é matéria     apresentada no Boletim Eletrônico,Volume II, n° 12, de 08/07/2010, do <strong>MSIa   &#8211;   Movimento de Solidariedade Íbero-americana. </strong>Introduzi subtítulos  no    texto para  facilitar e incentivar a leitura.</p>
<p>Para outras informações sobre o mesmo tema, visitar o site do MSIa no     seguinte endereço: <a href="http://www.msia.org.br">http://www.msia.org.br</a></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/white01_right.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-3981" title="white01_right" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/white01_right.gif" alt="" width="18" height="18" /></a>Imagem: </strong>redebrasilatual.com.br.<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a></p>
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		<title>O Bohemian Club</title>
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		<pubDate>Sat, 31 Jul 2010 14:51:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Governo mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Oligarquias internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedades secretas]]></category>

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		<description><![CDATA[Em 02/agosto/1982, a revista americana Newsweek divulgava a seguinte informação: «Em Bohemian Grove, 75 milhas ao norte de São Francisco, ocorre o mais prestigioso acampamento de verão do mundo. O retiro, fortemente vigiado, com seus 2.200 acres, é a sede do ultra-exclusivo Bohemian Club, do qual só homens podem ser membros e ao qual pertencia o presidente republicano Rerbert Roover. Com seus poderosos afiliados, na tranqüila reclusão, e por causa de seus rituais cabalísticos, o Bohemian Club des­perta inúmeras suspeitas...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/solereditora.com_.br-madras-editora-peq.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-3767" title="solereditora.com.br-madras-editora-peq" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/solereditora.com_.br-madras-editora-peq.gif" alt="" width="60" height="115" /></a>Em 02/agosto/1982, a revista americana <em>Newsweek</em> divulgava a seguinte informação: <em>«Em Bohemian Grove, 75 milhas ao norte de São Francisco, ocorre o mais prestigioso acampamento de verão do mundo. O retiro, fortemente vigiado, com seus 2.200 acres (um acre equivale a 4.000  metros quadrados), é a sede do ultra-exclusivo Bohemian Club, do qual só homens podem ser membros e ao qual pertencia o presidente republicano Rerbert Roover. Com seus poderosos afiliados, na tranqüila reclusão, e por causa de seus rituais cabalísticos, o Bohemian Club des­perta inúmeras suspeitas&#8230; Os eventos mais importantes são as “Conver­sações à beira do lago”. Alguns dos oradores foram Alexander Raig, general da OTAN e mais tarde membro do governo</em> [Nixon]<em>, e Caspar Weinberg, futuro ministro da defesa dos Estados Unidos. Neste ano, quem falou foi Henry Kissinger, ministro das relações exteriores dos Estados Unidos durante o governo Nixon, sobre “As exigências dos anos 80”.»</em></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/sfcitizen.com-go8f2150a.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-4302" title="sfcitizen.com-go8f2150a" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/sfcitizen.com-go8f2150a-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a>Outra testemunha</strong></p>
<p>Uma outra revista menor já mencionava o Clube um ano antes, em 23/março/1981: <em>«Todo verão, durante três fins de semana, chegam de carro ou avião 2.000 “Boêmios”, com seus convidados, ao bem prote­gido bosque, perto da vila de Monte Rio (1.200 habitantes), às margens do Rio Russo. O lema do bosque, inspirado em Shakespeare, é: «Aranhas que tecem suas teias aqui não vêm» [«Weaving spiders come not here»]</em><em>. Esse convite para ninguém traba­lhar é, contudo, ignorado. E embora a classe governante ali reunida deci­da que nada será divulgado sobre suas conversações, muito do que ali se discute determina o destino da América – daí o acordo de cavalheiros entre Ronald Reagan e Richard Nixon, para que Reagan não competisse com Nixon na corrida eleitoral para a presidência»</em>.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><strong>Origem do Bohemian Club</strong></p>
<p>O Bohemian Club<em> </em>foi fundado em 1872 por cinco jornalistas do <em>San Francisco Examiner</em>,<em> </em>com o compromisso de zelar pelos interesses sociais e levantar o prestígio do jornalismo, que estava muito combalido na época. Entretanto, a partir de 1878 já não havia jornalistas entre os membros, e ainda hoje não são admitidos repórteres. Na verdade, im­portantes industriais, políticos e artistas, principalmente simpatizantes dos republicanos e que conservam o <em>status quo </em>da ordem social ou que pre­tendem desenvolvê-Ia melhor, são membros dessa peculiar instituição.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><strong>Alguns frequentadores ilustres</strong></p>
<p>Antony C. Sutton, redator da <em>Phoenix Letter</em>, um boletim informati­vo mensal, escreveu na edição de outubro de 1996: <em>«Até alguns meses atrás, achávamos que o Bohemian Club era lugar de refúgio elitista e exclusivo para bem-sucedidos empresários, políticos de Washington e outros indivíduos proeminentes – todos homens. O seu comportamento lembrava o de jovens ricos e emocionalmente perturbados, mas nada que merecesse nossa atenção. O clube parecia um lugar onde iam se divertir Kissinger, Ford</em> (o presidente)<em>, </em><em>Nixon, Bechtel </em>(industrial americano com variados interesses internacionais, que mantinha uma forte li­gação com a Casa Branca)<em>, Bush </em>(o ex-presidente)<em>, </em><em>Cheney </em>(ex-mi­nistro da Defesa; no momento em que este livro é escrito, candidato à vice-presidência pelo partido dos Republicanos, ao lado de George Bush, filho do ex-presidente)<em>, </em><em>Roover</em> (chefe do FBl)<em> </em><em>e seus amigos; 2.600 membros. E se esses jovens crescidos quisessem se divertir, po­diam – pois, afinal, o terreno do clube é particular. Recentes informações, porém, podem mudar a avaliação que se faz do Bohemian </em><em>Club&#8230; </em>(&#8230;)<em> Há alguns anos têm</em></p>
<p><em>havido rumores sobre estranhos procedimentos na área de 2.200 acres ocupada pelo Clube. Fontes fidedignas falam sobre rituais druidas, procissões de druidas vestindo túnicas e capuzes vermelhos, cantan­do para a Grande Coruja (Moloch). Há boatos também sobre uma pira funerária onde se queimam cadáveres».</em></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/enominepatris-com-bohemian-club-logo.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4303" title="enominepatris-com-bohemian-club-logo" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/enominepatris-com-bohemian-club-logo-300x242.jpg" alt="" width="148" height="119" /></a>Dependências e rituais sinistros</strong></p>
<p>Um artigo em um folhetim local, o <em>Santa Rosa Sun</em>,<em> </em>em julho/1993, já havia descrito que o “Culto a Canaã” e a “Lenda de Moloch” são praticados no Bohemian Club.<em> </em>Em meados dos anos 1980, houve rumo­res sobre mortes inexplicáveis. Nem a polícia local nem os investigadores estaduais conseguiram apurar coisa alguma. Segundo as afirmações de ex-funcionários do Clube, existem no bosque locais onde pessoas de fora não podem entrar. Alguns são o Salão Subter­râneo (<em>Underground Lounge</em>), cujas próprias primeiras letras – UN –<em> </em>são as iniciais de <em>United Nations, </em>ou Nações Unidas. Lá há uma “Sala Preta”,<em> </em>uma “Sala de Couro”<em> </em>e uma necrópole.<em> </em>Alguns pesquisadores supõem, inclusive, que os cultos seguem formas antigas de rituais de sacrifício, executados ainda hoje, simbolicamente – ou literalmente. Tentativas de programação de seres humanos também te­riam sido feitas lá.<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/governo-oculto-pequwno.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3757" title="governo-oculto-pequwno" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/governo-oculto-pequwno.jpg" alt="" width="50" height="41" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>Wulfing von Rohr</strong></em></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/newrule1.gif"><img title="newrule" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/newrule1.gif" alt="" width="158" height="24" /></a></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg"></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3623" title="seta-vermelha-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>Créditos:</strong> Este post é parte do livro de Wolfing von Rohr, intitulado <strong>«Governo  Oculto do Mundo»</strong>,  de 2005, publicação da Editora Madras, SP.  Introduzi subtítulos no  texto a fim de facilitar e incentivar a leitura e o entendimento da  matéria.  Recomendo este livro, bem como os demais, listados abaixo,  para todos  aqueles que desejam seber, de fato, “como é que a banda  toca” neste  nosso mundo.</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-cinza-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3626" title="seta-cinza-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-cinza-pequena.jpg" alt="" width="28" height="19" /></a><strong>Os livros a ler são:</strong> <strong>«Governo  Oculto do Mundo»</strong>, de Wulfing von Rohr (Madras Editora Ltda., SP); <strong>«A  Verdadeira   História do Clube  Bilderberg»</strong>,  de Daniel Estulin  (Editora Planeta do   Brasil Ltda.);  <strong>«A Corporação – A História  Secreta do Século XX e o Início do  Governo Mundial do Futuro»</strong>, de  Nicholas Hagger (Editora  Pensamento-Cultrix Ltda.); <strong>«As Redes  Secretas do Poder»</strong>, de Pablo  Allegritti (Editora Planeta do Brasil  Ltda.); e <strong>«O Governo Secreto»</strong>,  de Jim Marrs (Madras Editora  Ltda.).</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/white01_right.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-3981" title="white01_right" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/white01_right.gif" alt="" width="18" height="18" /></a>Imagens: </strong>sfcitizen.com; e enominepatris.com.<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a></p>
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		<title>A Vale, as ONGs e o interesse nacional</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Jul 2010 15:00:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Indigenismo]]></category>
		<category><![CDATA[Ambientalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Governo mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Oligarquias internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[ONGs]]></category>
		<category><![CDATA[Reservas ecológicas]]></category>
		<category><![CDATA[Reservas indígenas]]></category>

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		<description><![CDATA[Em concorrido evento realizado em São Paulo (SP), em 10 de maio, a Vale lançou oficialmente o seu Fundo Vale para projetos socioambientais na Amazônia. Sete ONGs que atuam fortemente na região – Imazon, Instituto Floresta Tropical, The Nature Conservancy, Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), Instituto Peabiru, Imaflora e Instituto Socioambiental (ISA) - participam da primeira fase do projeto, que conta com o aporte de R$ 51 milhões até 2012.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIamedio.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1848" title="MSIamedio" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIamedio.jpg" alt="" width="85" height="43" /></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/ricardofunari-com-Vale.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-4287" title="ricardofunari-com-Vale" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/ricardofunari-com-Vale-300x192.jpg" alt="" width="300" height="192" /></a>Em concorrido evento realizado em São Paulo (SP), em 10 de maio, a Vale lançou oficialmente o seu Fundo Vale para projetos socioambientais na Amazônia. Sete ONGs que atuam fortemente na região – Imazon, Instituto Floresta Tropical, The Nature Conservancy, Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), Instituto Peabiru, Imaflora e Instituto Socioambiental (ISA) &#8211; participam da primeira fase do projeto, que conta com o aporte de R$ 51 milhões até 2012 (<em>Valor Econômico</em>, 11/05/2010).</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>A Vale do lado das ONGs</h2>
<p>Funcionando em caráter experimental desde o ano passado, o fundo já desembolsou R$ 7 milhões para tocar oito projetos em três áreas: promoção de “municípios verdes”, criação e consolidação de áreas protegidas e monitoramento da região por satélite. De acordo com a Vale, a ideia é expandir o projeto para o exterior no futuro – países da África sem <em>expertise</em> em sustentabilidade e também para os vizinhos sul-americanos detentores de uma porção da floresta amazônica. <em>«É o 3.0 da sustentabilidade. Queremos olhar mais além das nossas atividades e pensar o futuro do planeta»</em>, disse Vânia Somavilla, diretora de Meio Ambiente da Vale.</p>
<p>É forçoso cogitar-se porque a Vale está financiando ONGs que, comprovadamente, fazem campanhas abertas contra empreendimentos na Amazônia que são de interesse declarado da empresa, como a hidrelétrica de Belo Monte. O ISA, por exemplo, quando ainda se denominava Centro Ecumênico de Documentação e Informação (CEDI), é um dos pioneiros na campanha contra a usina, sendo um dos principais organizadores do famoso Encontro de Altamira, em fevereiro de 1989, cujo principal objetivo era impedir a construção das hidrelétricas projetadas para o rio Xingu e afluentes.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>A Vale não é mais brasileira, então&#8230;</h2>
<p>Além disso, uma análise mais apurada das sete ONGs parceiras do Fundo Vale revela que todas elas integram, direta ou indiretamente, o “consórcio” de ONGs articulado e financiado pelo governo dos EUA, por intermédio da Agência de Desenvolvimento Internacional (USAID), para implementar a “governança ambiental” da Amazônia. Em junho de 2005, a USAID lançou a chamada Iniciativa para Conservação da Bacia Amazônica (ABCI, na sigla em inglês), cujo propósito declarado era coordenar as ações de diversos grupos ambientalistas e indigenistas nacionais e estrangeiros, reunindo-os em “consórcios” e provendo-os dos recursos e instrumentos de “governança ambiental” para o controle efetivo da região. A intenção era recrutar povos indígenas, “populações tradicionais” e ONGs nacionais e estrangeiras para criar uma rede que em nada difere de um exército de ocupação pós-moderno a serviço de um esquema de “governo mundial” controlado por grupos hegemônicos do <em>establishment</em> anglo-americano.</p>
<p>A denúncia então feita pelo jornalista Lorenzo Carrasco, diretor do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa), ensejou uma oportuna intervenção do Ministério da Defesa e do Itamaraty, que determinou à USAID a suspensão momentânea do projeto. Entretanto, sabe-se que ele prossegue sob outras formas, com alguns dos seus programas tendo sido transferidos para certas ONGs do aparato ambientalista-indigenista.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Projetos indigenistas</h2>
<p>Veja-se, à guisa de exemplo recente, a breve descrição do Consórcio Paisagens Indígenas Brasil, da ONG “parceira” The Nature Conservancy:</p>
<p><em>«Liderado pela The Nature Conservancy (TNC), o Consórcio Paisagens Indígenas Brasil tem como parceiros o IEB; a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB); o Conselho Indígena de Roraima (CIR); e o Instituto de Pesquisa e Formação Indígena (IEPÉ). O Consórcio, apoiado pelo Programa de Meio Ambiente da Missão da USAID Brasil, tem como objetivo fortalecer organizações indígenas da Amazônia brasileira para que estas se tornem ainda mais aptas a gerir os seus próprios territórios e influenciar políticas públicas e decisões de gestão nas paisagens em que situam as terras indígenas.»</em></p>
<p>Veja-se ainda outro exemplo recente, o Projeto Cluster:</p>
<p><em>«O Projeto Forest Enterprise Cluster, apoiado pela USAID, é coordenado pelo Serviço Florestal Americano (US Forest Service) e implementado pelo IEB em parceria com o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), Instituto Floresta Tropical (IFT) e Instituto de Pesquisas Ecológicas (Ipê), tem o objetivo de atuar junto à consolidação de planos de manejo praticados por comunidades e indivíduos na Amazônia brasileira&#8230; As ações serão realizadas no Pará, onde o IEB, o Imazon e o IFT têm atuação privilegiada no campo do manejo florestal e onde os desafios parecem maiores, em razão da criação de vastas áreas de florestas de produção.»</em></p>
<p>Fica, então, a pergunta: porque a Vale estaria financiando ONGs que militam contra os interesses nacionais, além dos da própria empresa? Será que esse duvidoso <em>marketing</em> “verde” compensa? <a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1849" title="MSIapequeno" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg" alt="" width="57" height="29" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><strong><em>Movimento  de Solidariedade Íbero-americana</em></strong></p>
<p style="text-align: center;"> </p>
<p style="text-align: center;"><a href="../wp-content/uploads/2010/05/newrule1.gif"><img title="newrule" src="../wp-content/uploads/2010/05/newrule1.gif" alt="" width="158" height="24" /></a></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-preta-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3621" title="seta-preta-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-preta-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>Observação do Editor:</strong>﻿﻿<img src="file:///C:/DOCUME%7E1/hcamargo/CONFIG%7E1/Temp/moz-screenshot.png" alt="" /><img src="file:///C:/DOCUME%7E1/hcamargo/CONFIG%7E1/Temp/moz-screenshot-1.png" alt="" /></p>
<p>Não se trata de <em>marketing</em> verde. A Vale não é mais brasileira, e está, portanto, perfeitamente inserida no contexto da corporatocracia internacional que busca a governança mundial e que tem o ambientalismo e o indigenismo como uma de suas principais ferramentas para inibir o desenvolvimento socioeconômico mormente dos países do Terceiro Mundo, assim como manter sob seu controle as riquezas naturais desses países. A Vale, hoje, pertence ao <em>stablishment</em> oligárquico internacional e não mais é digna de confiança (pelo menos para nós, brasileiros), apesar de sua bandeira “nobre” de querer preservar o meio ambiente e as comunidades indígenas, como todas as ONGs metidas nesses assuntos fazem, com o intuito de disfarçar suas verdadeiras intenções e enganar os ingênuos. E a Vale ainda tem a cara-de-pau de anunciar, na TV, de que é cada vez mais “verde e emarela”!</p>
<p>A propósito, hoje estamos correndo riscos maiores. Se a turma fabianista do PSDB conquistar o poder (a mesma turma que vendeu a Vale para os estrangeiros a preço de bananas), assim como várias outras empresas nacionais, como a CSN etc, sua primeira próxima vítima será, certamente, a nosa Petrobrás&#8230;</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3623" title="seta-vermelha-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a><strong>Créditos:</strong> este post é matéria apresentada no boletim  eletrônico do Movimento de Solidariedade Íbero-americana, Volume II, n°  4, de 14/05/2010. Introduzi subtítulos no texto para facilitar e incentivar a leitura.</p>
<p>Para maiores informações sobre o tema, visitar o side do Movimento de Solidariedade Íbero-americana em: <a href="http://www.msia.org.br/"><cite>msia.org.br</cite></a></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/white01_right.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-3981" title="white01_right" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/white01_right.gif" alt="" width="18" height="18" /></a>Imagem:</strong> ricardofunari.com<a href="../wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright" title="husc-mini" src="../wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a></p>
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		<title>&#8220;Apartheid tecnológico&#8221; contra o Brasil</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/apartheid-tecnologico-contra-o-brasil/</link>
		<comments>http://blogdoambientalismo.com/apartheid-tecnologico-contra-o-brasil/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 27 Jul 2010 15:00:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Ambientalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Governo mundial]]></category>

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		<description><![CDATA[Em visita ao Rio de Janeiro (RJ), no início de maio, o ministro da Ciência e Tecnologia Sérgio Rezende afirmou que a determinação do Brasil para obter uma plena autonomia tecnológica no setor nuclear tem levado governos estrangeiros a dificultar ao País o acesso a componentes para programas tecnológicos avançados. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIamedio.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1848" title="MSIamedio" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIamedio.jpg" alt="" width="85" height="43" /></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/areaseg-com-angra.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-4275" title="areaseg-com-angra" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/areaseg-com-angra-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>Em visita ao Rio de Janeiro (RJ), no início de maio, o ministro da Ciência e Tecnologia Sérgio Rezende afirmou que a determinação do Brasil para obter uma plena autonomia tecnológica no setor nuclear tem levado governos estrangeiros a dificultar ao País o acesso a componentes para programas tecnológicos avançados. <em>«Há vários componentes do programa nuclear e espacial que o Brasil não consegue dos países que detêm essa tecnologia por motivos que todos entendemos. Não podemos ficar temerosos do que pode acontecer. Mas já estamos enfrentando, em muitos aspectos, essa questão: é quase um boicote»</em>, disse ele, segundo o jornal <em>O Estado de S. Paulo</em> (6/05/2010).</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Laboratório novo é inaugurado no Brasil</h2>
<p>Rezende veio ao Rio para inaugurar o Laboratório Multiusuário de Fusão a Arco, desenvolvido em parceria entre o Programa de Pós-graduação em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (COPPE), as Indústrias Nucleares do Brasil (INB) e o Instituto Militar de Engenharia (IME). O laboratório produzirá, em escala pré-industrial, tubos com liga de zircônio onde são colocadas as pastilhas de urânio enriquecido para formar o elemento combustível dos reatores nucleares.</p>
<p>Na ocasião, o diretor de Produção do Combustível da INB, Samuel Fayad, recordou as dificuldades para o fornecimento de elementos combustíveis da usina nuclear Angra 1, na década de 1980, por parte da fabricante estadunidense Westinghouse: «Tivemos problemas com Angra 1 e fomos buscar uma solução com a Siemens, na época em que iniciava o Acordo Brasil-Alemanha».</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2><em>“Apartheid”</em> tecnológico</h2>
<p>Tais fatos não constituem novidade, pois os esforços brasileiros na área nuclear sempre foram um alvo importante da política de “apartheid tecnológico” implementada pelo eixo anglo-americano após a II Guerra Mundial, como um elemento fundamental da sua estratégia hegemônica global. Vale recordar o malogro da primeira tentativa nacional de desenvolver a tecnologia de enriquecimento de urânio, em 1953, quando as centrífugas encomendadas na Alemanha pelo presidente do Conselho Nacional de Pesquisas (CNPq), almirante Álvaro Alberto da Mota e Silva, foram apreendidas no porto de Hamburgo pela inteligência britânica.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>O Brasil força a barra</h2>
<p>Já nas décadas de 1970-80, sucessivos governos dos EUA se empenharam em esvaziar o Acordo Nuclear Brasil-Alemanha, conseguindo inviabilizar a vital transferência da tecnologia de enriquecimento de urânio por ultracentrifugação ao Brasil, fato que levou o governo Geisel a dar início ao bem sucedido programa nuclear paralelo, baseado em esforços conjuntos da Marinha do Brasil e da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN). O domínio da tecnologia de enriquecimento, aliado à base industrial e ao quadro técnico montados para o acordo nuclear com a Alemanha (que acabou se limitando à construção de Angra-2), colocaram o País em um patamar de capacitação no setor atingido por apenas poucos países, o que lhe proporciona uma importante carta estratégica na reconfiguração do cenário de poder global que se encontra em curso.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Novo acordo com a França</h2>
<p>Outro objetivo do programa nuclear paralelo era o projeto de um submarino de propulsão nuclear, que, entretanto, foi prejudicado por restrições orçamentárias e numerosos outros problemas decorrentes de mudanças de orientação no comando naval e da atávica falta de visão estratégica das lideranças nacionais sobre as questões ligadas à defesa. Felizmente, o recente acordo estratégico estabelecido com a França deverá possibilitar a concretização do projeto, que dará à Marinha do Brasil uma capacidade operacional inusitada em seus quase dois séculos de história.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>O Brasil resiste, e é mal interpretado</h2>
<p>Essas novas perspectivas do Brasil parecem ser um tanto incômodas para os centros hegemônicos transatlânticos, que, além de vetar a venda de certos componentes e equipamentos, estão empenhados em enquadrar o País no chamado Protocolo Adicional do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP), cuja revisão está sendo discutida nas Nações Unidas durante todo o mês de maio. Embora, como signatário do TNP, todas as instalações nucleares brasileiras estejam abertas às inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o Protocolo Adicional inclui cláusulas que permitem inspeções não anunciadas em quaisquer lugares considerados suspeitos, inclusive propriedades privadas, pelo que até agora os governos nacionais o têm rechaçado.</p>
<p>Uma didática demonstração da contrariedade daqueles círculos é a recorrente insinuação de que o Brasil estaria desenvolvendo um programa oculto de armas nucleares, repetida no início de maio com grande destaque pelo alemão Hans Rühle em várias publicações. Em um artigo publicado em 7 de maio no sítio internacional da revista <em>Der Spiegel</em>, ele afirma categoricamente que o Brasil é hoje a <em>«mais importante potência nuclear potencial»</em> do mundo e diz que o projeto brasileiro de construção de um submarino de propulsão nuclear <em>«pode ser, de fato, um disfarce para um programa de armas nucleares»</em>.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>A agenda de dominação global continua&#8230;</h2>
<p>Rühle não é um jornalista preguiçoso demais para fazer o seu dever de casa. Ele foi diretor de planejamento do Ministério da Defesa alemão entre 1982 e 1988, coordenador da Academia Federal de Segurança, ex-gerente geral da Agência de Administração do Desenvolvimento e Produção da Aeronave Multifuncional de Combate da OTAN (encarregada do gerenciamento do projeto do caça Tornado) e escreve sobre temas de segurança, com destaque para a proliferação nuclear. Em suma, trata-se de um veterano integrante de alto nível da rede transatlântica de estrategistas, tecnocratas, acadêmicos, jornalistas, políticos e oficiais militares e de inteligência que elaboram, colocam em prática e promovem a agenda de hegemonia global centrada no poderio militar dos EUA e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Por isso, a sua investida demonstra que o Brasil tem alta prioridade na agenda daqueles círculos, talvez quase ao nível do Irã. Por motivos próprios, os dois países são vistos como desafios para a visão do mundo confrontacionista e militarista de tais supremacistas incorrigíveis.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Resposta brasileira</h2>
<p>Felizmente, o governo brasileiro se mostrou atento. Em uma entrevista publicada três dias depois, embora apenas na página em alemão da revista, o ministro de Assuntos Estratégicos Samuel Pinheiro Guimarães foi direto ao ponto, ao contestar o pretexto da “não-proliferação”: <em>«Este argumento é apenas um pretexto para que outros países desistam do seu direito ao desenvolvimento da tecnologia nuclear para fins pacíficos. Em realidade, as potências nucleares querem reforçar o seu oligopólio de poder nuclear e convencional»</em>.<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1849" title="MSIapequeno" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg" alt="" width="57" height="29" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>Movimento  de Solidariedade Íbero-americana</strong></em></p>
<p style="text-align: center;"> </p>
<p style="text-align: center;"><a href="../wp-content/uploads/2010/05/newrule1.gif"><img title="newrule" src="../wp-content/uploads/2010/05/newrule1.gif" alt="" width="158" height="24" /></a></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3623" title="seta-vermelha-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a><strong>Créditos:</strong> este post é matéria apresentada no boletim  eletrônico do Movimento de Solidariedade Íbero-americana, Volume II, n°  4, de 14/05/2010. Introduzi subtítulos no texto para facilitar e incentivar a leitura.</p>
<p>Para maiores informações sobre o tema, visitar o side do Movimento de Solidariedade Íbero-americana em: <a href="http://www.msia.org.br/ "><cite><strong>msia</strong>.org.br</cite></a></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/white01_right.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-3981" title="white01_right" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/white01_right.gif" alt="" width="18" height="18" /></a><strong>Imagem:</strong> areaseg.com<a href="../wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright" title="husc-mini" src="../wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a></p>
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		<title>Algumas lições do Golfo do México</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/algumas-licoes-do-golfo-do-mexico/</link>
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		<pubDate>Mon, 26 Jul 2010 14:30:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Ambientalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Oligarquias internacionais]]></category>

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		<description><![CDATA[Sabe-se que a “corporatocracia” mundial promove, segundo suas necessidades oligárquicas, catástrofes, crises, revoluções/guerras e até mesmo cataclismas, com o intuito de, depois, usufruir benefícios de toda sorte, convertidos em milhões de dólares, com sua intervenção “salvadora”, sempre com a máscara de ajuda humanitária, de preservação ambiental, de “reconstrução”, e/ou de “restabelecimento” da democracia e promoção do desenvolvimento – junto aos povos/países atingidos por sua fatídica “falta de sorte”. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/03/harpia-temalivre2010-direitamedia.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-2750" title="harpia-temalivre2010-direitamedia" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/03/harpia-temalivre2010-direitamedia.jpg" alt="" width="80" height="52" /></a>Temos que tomar cuidados com o nosso “pré-sal”</h2>
<p>Este post merece um comentário. Sabe-se que a “corporatocracia” mundial promove, segundo suas necessidades oligárquicas, catástrofes, crises, revoluções/guerras e até mesmo cataclismas, com o intuito de, depois, usufruir benefícios de toda sorte, convertidos em milhões de dólares, com sua intervenção “salvadora”, sempre com a máscara de ajuda humanitária, de preservação ambiental, de “reconstrução”, e/ou de “restabelecimento” da democracia e promoção do desenvolvimento – junto aos povos/países atingidos por sua fatídica “falta de sorte”. As ações maléficas dessas corporações não poupam sequer vidas humanas – e isso pode-se contar aos milhões – quando determinada situação lhes é desfavorável. Se não ligam a mínima para os seres humanos, jamais se importarão também com o meio ambiente, bichos e plantas.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>As guerras são pelo petróleo</h2>
<p>Sabe-se, por outro lado, que a maioria esmagadora das guerras (para não dizer: todas) e conflitos de todo o século 20, até hoje, se deu no mundo por causa do petróleo. Ou pelo petróleo em si, no que diz respeito à localização de suas jazidas (as conhecidas e as prováveis ou previsíveis), como também pelo acesso às mesmas, ou seja, pela utilização de oledutos/gasodutos passando por países nem sempre favoráveis e dispostos a abdicar de suas soberanias para facilitar a vida das elites petrolíferas. Vide hoje o caso do Iraque.</p>
<p>O maior pânico das elites petrolíferas mundiais é perder a hegemonia operacional e comercial – e, portanto, o controle – sobre as grandes jazidas de petróleo, estejam elas onde estiverem. Vide hoje a aspereza de relações entre a Venezuela e os EUA.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/jornale.com-br-pre-sal.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-4247" title="jornale.com-br-pre-sal" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/jornale.com-br-pre-sal-300x201.jpg" alt="" width="300" height="201" /></a>Estão de olho no nosso “pré-sal”</h2>
<p>Hoje, o Brasil descobriu as imensas reservas marítimas do chamado “pré-sal”. São reservas realmente muito grandes, que, a cada dia aumentam mais devido a novas prospecções, e que, certamente, colocarão o Brasil entre os primeiros maiores produtores de petróleo do mundo. Isso não deverá estar agradando às grandes oligarquias petrolíferas do Primeiro Mundo e, certamente, essas oligarquias já devem estar pensando em, pelo menos, inibir ou dificultar muito, de alguma forma, o avanço do Brasil na área do petróleo – já que, em princípio, a utilização de recursos militares (por exemplo) com o intuito de inibir e amedrontar o Brasil, dificilmente poderão ser empregados no nosso caso. Mas isso também não é impossível.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Usar a “catástrofe” como exemplo</h2>
<p>Mas uma grande catástrofe ambiental de causas petrolíferas, decorrente da exploração aquática – em mar aberto, principalmente – pode servir de pretexto para que sejam interrompidas e proibidas, mundialmente, doravante, qualquer iniciativa de se explorar jazidas em mar alto, ou em baías etc (como faz a Venezuela, no Golfo de Maracaibo)&#8230;</p>
<p>Não estou, com isso, dizendo que a catástrofe do Golfo do México tenha sido produzida propositalmente. Aqui mesmo no Brasil já tivemos acidentes grandes com plataformas marítimas, mas sem maiores prejuízos no que diz respeito a vazamentos de óleo como o que ocorreu no Golfo do México. O vazamento de óleo na plataforma da BP (British Petroleum), no entanto, me pareceu excessivo e fatídico demais.</p>
<p>Assim, sob o pretexto de que a tecnologia de exploração petrolífera aquática ainda não possui elementos técnicos que garantam uma exploração limpa e segura – neste caso, segura para o meio ambiente marítimo – esse tipo de exploração poderá ser, facilmente, proibida em todo o mundo. Sabe-se, por exemplo, que, no presente momento, uma série de poços petrolíferos localizados no mar, no Hemisfério Norte, já tiveram suas atividades interrompidas devido aos “riscos” que poderão estar causando ao meio ambiente&#8230;</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/forum.outerspace.terra_.com_.br-oleo2.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4246" title="forum.outerspace.terra.com.br-oleo2" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/forum.outerspace.terra_.com_.br-oleo2-300x225.jpg" alt="" width="257" height="193" /></a>Quem é a BP</h2>
<p>O acidente com a plataforma petrolífera da BP e suas consequências no que diz respeito aos prejuízos financeiros que a empresa teve e que terá com a limpeza da região, bem como com a interrupção dos vazamentos de óleo, não são nada, para uma corporação como a British Petroleum (oriunda da fragmentação da Standard Oil, controlada pela oligarquia dos Rockefeller).</p>
<p>A BP, originalmente Anglo-Persian Oil Company e depois  British Petroleum, é uma empresa multinacional sediada no Reino Unido que opera no setor de energia, sobretudo de petróleo e gás. Fez parte do cartel conhecido como Sete Irmãs, formado pelas maiores empresas  exploradoras, refinadoras e distribuidoras de petróleo e gás do planeta, as  quais, após fusões e incorporações, reduziram-se a  quatro – ExxonMobil, Chevron, Shell, além da própria BP.<sup>[Wikipedia]</sup></p>
<p>Mas os prejuízos serão considerados muito pequenos, se ela conseguir, com esse exemplo, dificultar ou impedir explorações petrolíferas marítimas em outros países fora dos tentáculos controladores da oligarquia petrolífera mundial, da qual a BP é, sem dúvida, uma das mais importantes a representar.</p>
<p>Sanções poderão ser aplicadas, portanto (inclusive com intervenções militares), aos países que tentarem burlar a fiscalização internacional – que será criada para isso – ou para os que insistirem nesse tipo de exploração.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>As explorações marítimas continuarão a ser permitidas?</h2>
<p>Exigências draconianas serão implementadas junto aos estudos de impactos ambientais, que são obrigatórios em qualquer tipo de projeto de desenvolvimento, em todos os países, mormente nos do Terceiro Mundo, exigências essas que, praticamente inviabilizarão os futuros projetos e até poderão interromper os já em andamento. E disso, nós, brasileiros, sabemos muito bem, em decorrência das exigências críticas que são feitas aqui no Brasil contra nossos projetos de infraestrutura – até mesmo para o recapeamento de rodovias.</p>
<p>Isso tudo sem se falar nas audiências públicas para se debater – junto a eventuais populações que venham, de alguma forma, a ser, ou a poder ser, atingidas, sob algum aspecto, em decorrência dos atuais e futuros projetos petrolíferos – ou seja, os projetos e suas eventuais consequências e “perigos” socioambientais. Se os projetos “escaparem” dos estudos de impactos ambientais, dificilmente escaparão das audiências públicas, pois sabe-se que essas populações são completamente manipuladas pelas ONGs ambientalistas e de direitos humanos, internacionais e nacionais (estas, em grande parte, mantidas financeiramente pelas primeiras).</p>
<p>Assim, concluindo, não vejo com bons olhos a catástrofe ambiental do Golfo do México, não só pela catástrofe em si, evidentemente, mas por suas consequências geopolíticas. Não duvido que, daqui a pouco tempo, surjam, a nível planetário, sérias restrições – e sanções – no que diz respeito à exploração petrolífera marítima. E isso afetará, drasticamente, o Brasil. A não ser que, de alguma forma, as oligarquias petrolíferas mundiais ponham as mãos no nosso “pré-sal”, nas jazidas de Campos etc etc etc&#8230;<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/newrule1.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-3859" title="newrule" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/newrule1.gif" alt="" width="158" height="24" /></a></p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIamedio.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1848" title="MSIamedio" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIamedio.jpg" alt="" width="85" height="43" /></a>Algumas lições do Golfo do México</h2>
<p>Embora ainda seja cedo para uma avaliação plena das suas causas e, principalmente, dos seus desdobramentos, o desastre da plataforma da British Petroleum (BP) no Golfo do México proporciona uma didática demonstração do potencial de causar catástrofes embutido na combinação de dois cânones da “globalização” financeira: a “autorregulamentação” de certas atividades privadas e a mentalidade de enxugar custos ao extremo. E para que ninguém pense que tal conclusão é gratuita, as evidências foram proporcionadas pelo porta-voz, por excelência, da “globalização”, o <em>Wall Street Journal</em>.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/abides.org-br-burning-oil-rig-explosion-fire-photo11.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-4248" title="abides.org-br-burning-oil-rig-explosion-fire-photo11" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/abides.org-br-burning-oil-rig-explosion-fire-photo11-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>Falhas técnicas?</h2>
<p>Na edição de 28 de abril, o <em>Journal</em> destaca que a plataforma Deepwater Horizon, que explodiu no dia 20 daquele mês, provocando a morte de 11 pessoas e um colossal vazamento de óleo que ainda não foi controlado, não tinha um dispositivo de segurança adicional que, possivelmente, poderia ter impedido o desastre. Segundo a reportagem, na plataforma, a válvula de segurança (<em>blowout preventer</em>) responsável pela vedação da passagem do óleo ou gás em casos de emergência tinha apenas dois sistemas de acionamento, um manual e outro automático, mas ambos falharam por motivos ainda desconhecidos. Entretanto, a plataforma não dispunha de um sistema acústico que fecha a válvula por meio de sinais sonoros, cujo uso não é exigido pelas autoridades reguladoras dos EUA e do Reino Unido.</p>
<p>O próprio órgão responsável pela regulamentação e supervisão das atividades petrolíferas nos EUA, o Minerals Management Service (MMS), decidiu em 2003 que o uso de tais dispositivos necessitava de mais estudos. <em>«Os sistemas acústicos não são recomendados porque tendem a ser bastante custosos»</em>, afirma um relatório do órgão.</p>
<p>Porém, segundo o <em>Journal</em>, um dispositivo acústico do gênero custa cerca de 500 mil dólares, valor irrisório se comparado aos enormes custos operacionais envolvidos na exploração de petróleo em alto mar. A plataforma destruída, por exemplo, custava 560 milhões de dólares e a própria BP anunciou que estava gastando 6 milhões de dólares por dia nas operações de combate ao vazamento de óleo. Quanto aos prejuízos ambientais e econômicos decorrentes, já estimados na casa dos bilhões de dólares, somente poderão ser calculados depois que o vazamento for controlado, o que ninguém se atreveu até agora a afirmar quando ocorrerá.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Não é a primeira da BP</h2>
<p>O jornal observa que tais equipamentos são exigidos pelas autoridades reguladoras da Noruega e do Brasil e cita a porta-voz da Autarquia de Segurança Petrolífera da Noruega (PSA), Inger Anda, segundo a qual eles têm um histórico de eficiência no Mar do Norte.</p>
<p>A BP parece ser reincidente em tais práticas. Em 2005, uma explosão ocorrida na refinaria da empresa em Texas City deixou 15 mortos e 170 feridos. A investigação feita pela Agência de Segurança e Saúde Ocupacional do Departamento do Trabalho (OSHA) constatou que a empresa havia deixado, deliberadamente, de implementar mais de 300 de medidas de segurança. Outra investigação foi feita pelo Comitê de Segurança Química (CSB). Em 24 de março último, no quinto aniversário do acidente, o presidente do CSB, John Bresland, divulgou um comunicado no qual afirma:</p>
<p><em>«Nossa equipe de investigação produziu extensas evidências mostrando uma catástrofe esperando para ocorrer; que a prática de redução de custos afetou os programas de segurança e manutenção crítica; pressões por produção resultaram em falhas custosas cometidas por trabalhadores provavelmente fatigados por longas horas de trabalho; auditorias e estudos de segurança internos levaram os problemas à atenção do conselho de administração da BP em Londres, mas eles não foram suficientemente levados em conta. Ainda assim, a companhia se orgulhava do seu registro de segurança pessoal»</em> (<em>Industrial Plant Safety</em>, 24/03/2010).</p>
<p>A promiscuidade entre órgão regulador e indústria ficou igualmente manifestada na isenção de fiscalizações obtida pela BP para a Deepwater Horizon junto ao MMS, no ano passado, que, até antes do acidente, a empresa estava se empenhando para estender às suas demais plataformas no Golfo do México (The Herald, 9/05/2010).</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>E agora, José?</h2>
<p><em>«Nós acreditamos que as atuais estatísticas de segurança e ambientais da indústria demonstram que os programas voluntários&#8230; continuam sendo bem sucedidos»</em>, afirmava antes do acidente o vice-presidente da BP nos EUA, Richard Morrison (<em>USA Today</em>, 10/5/2010). Seria interessante conhecer a sua opinião depois dele.<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1849" title="MSIapequeno" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg" alt="" width="57" height="29" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em></p>
<p style="text-align: right;"> </p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/newrule1.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-3859" title="newrule" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/newrule1.gif" alt="" width="158" height="24" /></a></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3623" title="seta-vermelha-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>Créditos:</strong> este post é matéria apresentada no boletim eletrônico do <strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong>, Volume II, n° 4, de 14/05/2010. Introduzi subtítulos no texto para facilitar e incentivar a leitura.</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-cinza-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3626" title="seta-cinza-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-cinza-pequena.jpg" alt="" width="28" height="19" /></a><strong>Os livros a ler são:</strong> <strong>«A Doutrina do Choque – A Ascensão do Capitalismo de Desastre»</strong>, da autoria de Naomi Klein (Editora Nova Fronteira, RJ); e <strong>«A Corporação – A História Secreta do Século XX e o Início do Governo Mundial do Futuro»</strong>, de Nicholas Hagger (Editora Pensamento-Cultrix, SP).</p>
<p>Para maiores informações, consultar o site do Movimento de  Solidariedade Íbero-americana, em: <a href="http://www.msia.org.br/">msia.org.br</a> <cite><strong> </strong></cite></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/white01_right.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-3981" title="white01_right" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/white01_right.gif" alt="" width="18" height="18" /></a>Imagens: jornale.com.br; forum.outerspace.terra.com.br; e abides.org.br.<a href="../wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright" title="husc-mini" src="../wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a></p>
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		<title>A implementação do indigenismo no Brasil</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/a-implementacao-do-indigenismo-no-brasil/</link>
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		<pubDate>Sun, 25 Jul 2010 16:58:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Indigenismo]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[ONGs]]></category>
		<category><![CDATA[Reservas indígenas]]></category>

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		<description><![CDATA[A manipulação das comunidades indígenas para apoiar a penetração de suas empresas na América do Sul tem sido uma prática do establishment  oligárquico, pelo menos  desde a Segunda Guerra Mundial. Nas últimas décadas, entretanto, a oligarquia ampliou, consideravelmente, o seu leque de ações neste campo, lançando as bases ideológicas para promover a autodeterminação e a posterior independência dos povos indígenas, fomentando uma espécie de “nacionalismo étnico”, em oposição ao Estado Nacional soberano. A instituição pioneira nestes esforços foi o CMI - Conselho Mundial de Igrejas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/Mafia-Verde-1-medio.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3012" title="Mafia-Verde-1-medio" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/Mafia-Verde-1-medio.jpg" alt="" width="60" height="91" /></a>A manipulação das comunidades indígenas para apoiar a penetração de suas empresas na América do Sul tem sido uma prática do <em>establishment</em> oligárquico, pelo menos  desde a Segunda Guerra Mundial. Nas últimas décadas, entretanto, a oligarquia ampliou, consideravelmente, o seu leque de ações neste campo, lançando as bases ideológicas para promover a autodeterminação e a posterior independência dos povos indígenas, fomentando uma espécie de “nacionalismo étnico”, em oposição ao Estado Nacional soberano. A instituição pioneira nestes esforços foi o CMI &#8211; Conselho Mundial de Igrejas.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>A atuação do CMI – Conselho Mundial de Igrejas</h2>
<p>O CMI foi fundado em Oxford, Inglaterra, em 1937, numa conferência que reuniu um seletíssimo grupo de representantes dos mais altos círculos da oligarquia britânica, principalmente entre os simpatizantes do regime nazista de Hitler, como Lorde Lothian e Lorde Halifax, que abriu os trabalhos. O coordenador da conferência foi J. H. Oldham, alto dignatário da Igreja Anglicana, que propôs a criação de uma “liga de igrejas” para apoiar os propósitos do <em>establishment</em>. Fruto da conferência foi uma coletânea de artigos (publicados no livro «A Igreja Universal e o Mundo de Nações»), cuja proposta central era a necessidade de reordenação das relações internacionais sob o comando de um “governo mundial”. O artigo principal foi escrito por Lorde Lothian com o sintomático título de «A Influência Demoníaca da Soberania Nacional». Em outro artigo, comenta-se que a soberania nacional é uma <em>«&#8230;causa de guerras».</em></p>
<p>O CMI e dezenas de organizações a ele vinculadas encontram-se entre os principais financiadores de ONGs de “direitos humanos” e até mesmo de insurgências separatistas, como a do EZLN &#8211; Exército Separatista de Libertação Nacional, que prega a separação pelas armas do Estado mexicano de Chiapas, em nome da autonomia indígena.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Surgem então o CEDI e o MST</h2>
<p>Denúncia contundente sobre o papel do CMI como agente da oligarquia britânica para desestabilizar os Estados Nacionais, partiu do cardeal Joseph Ratzinger (agora Papa), então prefeito da Congregação Para a Doutrina da Fé do Vaticano. Em 10/06/1997, foi publicada a entrevista de Ratzinger em <em>A Folha</em><em> de São Paulo</em>, em Roma: <em>«Grande parte dos bispos católicos da América latina se lamentam comigo do fato de que o Conselho Ecumênico de Igrejas (outra denominação do CMI) tem dado grande ajuda amovimentos de subversão, ajuda que talvez tivesse boas intenções, mas que acabou sendo bastante danosa para o Evangelho.»</em></p>
<p>Em 1965, o CMI patrocinou afundação do CEDI &#8211; Centro Ecumênico de Documentação e Informação, que, além de difundira chamada “Teologia da Libertação”, viria a tornar-se um dos principais centros de difusão do “indigenismo” no país. Uma das primeiras ONGs brasileiras, o CEDI atuava em estreita coordenação com a Comissão Pastoral da Terra da Igreja católica, da qual surgiram o MST &#8211; Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, e o CIMI &#8211; Conselho Indigenista Missionário, que se tornaria o principal coordenador da “carta indígena” no Brasil.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/indios_isolados003-funai-govbr.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-4261" title="indios_isolados003-funai-govbr" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/indios_isolados003-funai-govbr-300x207.jpg" alt="" width="360" height="248" /></a> “Nações” indígenas autônomas e o CIMI</h2>
<p>Em agosto/1987, durante os trabalhos da Assembléia Constituinte, o CIMI apresentou proposta de emenda popular com a qual tentou introduzir na nova Constituição Brasileira o conceito de “plurinacionalidade”, pelo qual os indígenas brasileiros passariam a ter dupla nacionalidade, a brasileira e a de seu povo. Outros artigos estabeleciam que os recursos naturais do solo, subsolo e dos cursos de água localizados nos territórios indígenas seriam bens das “nações” indígenas. Em clara demonstração da articulação internacional envolvida naquestão, juntamente com a proposta, o CIMI apresentou um abaixo-assinado subscrito por milhares de cidadãos austríacos, contendo sugestões semelhantes às do CIMI – cidadãos originários de Feldkirch, onde Dom Erwin Krautler, então presidente do CIMI concluíra seus estudos.</p>
<p>A ousadia provocou indignação até mesmo de autoridades religiosas, como do arcebispo de Porto Alegre, Dom Vicente Scherer: <em>«&#8230; uma proposta tão abominável que, se tivesse partido de um governo estrangeiro, seria talvez o caso de o Governo Brasileiro responder com um ultimato de declaração de guerra»</em>. (12/08/1987). Na época o CIMI contava com cerca de 250 missionários trabalhando em tempo integral, espalhados pelos territórios indígenas em todo o país.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Entraves para a nação brasileira</h2>
<p>Embora tenha sido rejeitada, a proposta do CIMI inspirou na Constituição alguns dispositivos que têm proporcionado os fundamentos legais que, nos últimos anos, têm permitido embargos judiciais de numerosas obras de infra-estrutura, por pretextos referentes às comunidades indígenas, como as hidrovias Araguaia-Tocantins, Paraná-Paraguai, e Teles Pires-Tapajós.</p>
<p>Desde 1994, tais ações têm representado uma das principais atividades do ISA &#8211; Instituto Socioambiental, ONG resultante da fusão do “braço indígena” do CEDI, com o Núcleo de Direitos Indígenas que teve como membros fundadores alguns dos principais ativistas do aparato ambientalista-indigenista internacional com interesses no Brasil.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>A Survival Internacional, braço indigenista do WWF</h2>
<p>A atuação do CEDI &#8211; Centro Ecumênico de Documentação e Informação, recebeu considerável reforço em 1969, com a criação da Survival International, o “braço armado” do WWF, cuja missão pressípua foi a criação da Reserva Indígena Ianomâmi. A iniciativa resultou de uma série de expedições à América do Sul feitas pelos exploradores ingleses Robin Handbury-Tenison e Kenneth Taylor, durante as quais eles identificaram e situaram aldeamentos dos povos indígenas existentes ao longo dos dois grandes eixos potenciais de integração física do subcontinente, nos sentidos norte-sul e leste-oeste. O objetivo era localizar os grupos indígenas que, posteriormente, poderiam ser manipulados para obstaculizar a construção de grandes obras de infra-estrutura necessárias à integração continental.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Antropólogos, inclusive brasileiros, envolvidos e a Cultural Survival</h2>
<p>Em janeiro/1971, o CIMI e o Departamento de Etnologia da Universidade de Berna (Suíça), promoveram o simpósio sobre conflitos interétnicos da américa do sul, realizado em Barbados. O conclave reuniu um grupo de antropólogos de vários países, entre eles o brasileiro Darcy Ribeiro, para discutir a necessidade de um engajamento direto da antropologia na “luta indígena pela libertação”.</p>
<p>Um ano depois da reunião de Barbados, um de seus integrantes, o antropólogo britânico David Maybury Lewis fundou a Cultural Survival, ONG que, em 1982 já congregava 33.500 antropólogos em todo o mundo, e um de seus diretores, até 1993, foi o Dr. Jason Clay, para quem o Estado Nacional deve desaparecer – sendo suas funções substituídas por instituições de governança local e global.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/geraldofreire.uol_.com_.br-paulinho_paiakan.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-4266" title="geraldofreire.uol.com.br-paulinho_paiakan" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/geraldofreire.uol_.com_.br-paulinho_paiakan.jpg" alt="" width="150" height="100" /></a>Paulinho Paiakan</h2>
<p>Juntamente com outras ONGs e fundações dos USA e do Canadá, Jason Clay e a Cultural Survival viriam a desempenhar importante papel numa das mais ativas operações do aparato ambiental-indigenista no Brasil, a transformação do líder caiapó Paulinho Paiakan, em garoto-propaganda da “proteção da Amazônia”. A partir de 1988, Paiakan começou a ser levado a freqüentar o circuito internacional de eventos de levantamento de fundos, supostamente para a defesa da Amazônia contra a sua devastação, mas cuja importância, na verdade, ia muito além da arrecadação financeira, servindo como importantes elementos para a formação de uma corrente de opinião pública internacional favorável à causas ambientalistas.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>As investigações de Elaine Dewar</h2>
<p>Num dos eventos, em Toronto, Canadá, em novembro/1988, a jornalista canadense Elaine Dewar teve a sua atenção despertada para a campanha, e a partir daí, nos cinco anos seguintes, ela seguiria as pistas tentaculares da vasta rede ambientalista-indigenista, no Canadá, USA, Brasil e Suíça. O resultado publicado em 1995 no livro «Cloak of Green» («Capa Verde»), é uma das mais importantes revelações sobre a manipulação do ambientalismo-indigenismo para a criação de uma estrutura de “governo mundial”.</p>
<p>Elaine Dewar assim descreve o momento em que se conscientizou da verdadeira natureza da “Agenda”, como ela mesma apelidou o aparato ambientalista-indigenista: <em>«Eu também estava começando a achar que entendia por que o receio que envolvia os fenômenos ambientais transnacionais desempenhava um grande papel na Agenda. Como persuadimos democratas a abrir mão dos poderes da soberania nacional para governá-los? Como os fazemos ceder poder a instituições supranacionais que eles não podem afetar, controlar ou remover? Fazemos parecer que isto serve a seus melhores interesses. Os aterrorizamos com guerras e perigos contra os quais os governos nacionais não poderão protegê-los.»</em></p>
<p><em><br />
 </em></p>
<h2>Como se inventam territórios indígenas</h2>
<p>Em 26/08/1999, Arnaulf Bantel (<em>Folha de Boa Vista</em>), ex-oficial da FAB, coloca em dúvida os critérios empregados pela FUNAI para a delimitação de muitas reservas indígenas no país – como por exemplo a demarcação da reserva indígena Wai-wai, localizada a sudeste do Estado de Roraima, cuja área inicial, estipulada pelos antropólogos da FUNAI foi de 330.000 ha, e posteriormente aumentada para 450.000 ha.</p>
<p>Como de praxe, os antropólogos justificaram a criação da reserva com o argumento de que os índios em questão habitavam a região desde <em>«tempos imemoriais»</em>. Nada poderia estar mais longe da verdade, pelo menos no caso dos wai-wai. Segundo Bantel, os “tempos imemoriais” dos wai-wai em Roraima não vão além da década de 1960, quando foram trazidos da então Guiana Inglesa (atual República da Guiana), em uma ação humanitária do governo brasileiro para evitar o massacre desta etnia por parte dos índios tiriós, que habitavam o sul do Suriname. A iniciativa denominou-se Operação Mapuera, e os índios comneçaram a chegar, juntamente com missionários norte-americanos, a partir de 1963 – em operação da FAB, da qual participou como piloto Arnaulf Bantel.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Apelação à “carta indígena”</h2>
<p>A chamada “carta indígena” foi astutamente empregada pelo <em>establishment</em> colonial britânico já no século 19, para a conquista da “Ilha da Guiana” – operação que resultou na perda de território brasileiro para a então Guiana Inglesa. Na ocasião, a operação foi planejada por Lorde Palmerston, que, por 35 anos (1830-1865), foi o mentor de incontáveis guerras e revoluções na Eurásia, África e Américas, com o propósito de consolidar a hegemonia do Império Britânico. Palmerston deslocou para a Guiana o explorador alemão Robert Schomburgk, que sob os auspícios da Royal Geografic Society, fez o trabalho de campo para que territórios habitados por “tribos independentes” fossem primeiro, “neutralizados”, para depois serem “assimilados” – precedente histórico à luz do qual a questão das reservas indígenas em Roraima tem de ser, necessariamente, revista.</p>
<p>O Governo Brasileiro (neste e em outros casos semelhantes) admitiu a existência de “tribos independentes”, como pretendido pelos britânicos.<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/Mafia-Verde-1-pequeno.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3013" title="Mafia-Verde-1-pequeno" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/Mafia-Verde-1-pequeno.jpg" alt="" width="45" height="68" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>Máfia Verde</strong></em></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/newrule1.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-3859" title="newrule" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/newrule1.gif" alt="" width="158" height="24" /></a></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3623" title="seta-vermelha-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>Créditos:</strong> este post é decorrente de uma compilação de textos referentes ao indigenismo no Brasil, apresentados no livro da Capax Dei, Editora: <strong>«A Máfia Verde – O Ambientalismo a Serviço do Governo Mundial</strong><em><strong>»</strong>.</em> Introduzi subtítulos na matéria para facilitar e incentivar a leitura.</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-cinza-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3626" title="seta-cinza-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-cinza-pequena.jpg" alt="" width="28" height="19" /></a>Os livros a ler são:</strong> <strong>«A Máfia Verde – O Ambientalismo a Serviço do Governo Mundial»</strong>, dos editores da Capax Dei Editora Ltda., e <strong>«Uma Demão de Verde»</strong>, da autoria da jornalista canadense Elaine Dewar, também publicado pela Capax Dei Editora Ltda., RJ.</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/white01_right.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-3981" title="white01_right" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/white01_right.gif" alt="" width="18" height="18" /></a>Imagem: funai.gov.br; e geraldofreire.uol.com.br<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a></p>
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		<title>WWF quer “decapitar” ferrovia Oeste-Leste</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Jul 2010 14:30:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[ONGs]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Ambientalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[No domingo 25 de abril, um grupo de ONGs capitaneadas pelo WWF promoveu um “abraço simbólico” em torno da Lagoa Encantada, em Ilhéus (BA), para protestar contra a criação de um porto privado da empresa Bahia Mineração na Ponta do Tulha, no mesmo município. A alegação dos "verdes" é a de que o empreendimento prevê o desmatamento de uma área de Mata Atlântica preservada equivalente a meio Parque do Ibirapuera, em São Paulo (SP), e que espécies endêmicas, como o macaco-prego-do-peito-amarelo, estariam ameaçadas de extinção.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIamedio.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1848" title="MSIamedio" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIamedio.jpg" alt="" width="85" height="43" /></a>No domingo 25 de abril, um grupo de ONGs capitaneadas pelo WWF promoveu um “abraço simbólico” em torno da Lagoa Encantada, em Ilhéus (BA), para protestar contra a criação de um porto privado da empresa Bahia Mineração na Ponta do Tulha, no mesmo município. A alegação dos &#8220;verdes&#8221; é a de que o empreendimento prevê o desmatamento de uma área de Mata Atlântica preservada equivalente a meio Parque do Ibirapuera, em São Paulo (SP), e que espécies endêmicas, como o macaco-prego-do-peito-amarelo, estariam ameaçadas de extinção (<em>O Estado de S. Paulo</em>, 26/04/2010).</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Argumento frágil</h2>
<p>Um dos argumentos utilizados pelo WWF como justificativa contra o empreendimento é que o Brasil, como signatário da Convenção sobre a Diversidade Biológica da Organização das Nações Unidas (ONU) e da ICRI &#8211; International Coral Reef Initiative (Iniciativa Internacional dos Recifes de Coral), firmou compromissos no âmbito internacional para a proteção e conservação da biodiversidade e que, além disso, a ONU declarou o ano de 2010 como o Ano Internacional da Biodiversidade, ano em que o Brasil se comprometeu oficialmente em eliminar o desmatamento na Mata Atlântica.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>A verdadeira intenção do WWF</h2>
<p>Dias antes do manifesto das ONGs, o Ministério Público Federal em Ilhéus (BA) já havia ajuizado uma ação civil pública pedindo a suspensão da audiência pública convocada pelo Ibama com vistas ao processo de licenciamento ambiental do empreendimento (<em>Ecodebate</em>, 14/04/2010).<br />
 Ora, porque será que o poderoso WWF se abalaria para organizar um protesto desses, para impedir o desmatamento de “meio Ibirapuera&#8221; – cerca de 80 hectares – por causa da construção de um porto privado em Ilhéus?</p>
<p>O que se pretende, de fato, é impedir a implantação do Complexo Portuário projetado para Ilhéus – o chamado Porto Sul – que será a “cabeça” da estratégica ferrovia Oeste-Leste e sua continuação até Vilhena (RO), o que poderia viabilizar o projeto da ferrovia Transulamericana, ligando os oceanos Atlântico e Pacífico (Puerto Bayóvar, Peru), idealizado pelo engenheiro Vasco Azevedo Neto, professor Emérito da Universidade Federal da Bahia.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/jornalnovafronteira.com_.br-ferrovia-oeste-leste.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-4226" title="jornalnovafronteira.com.br-ferrovia-oeste-leste" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/jornalnovafronteira.com_.br-ferrovia-oeste-leste-300x215.jpg" alt="" width="300" height="215" /></a>Mas a ferrovia Oeste-Leste&#8230;</h2>
<p>Em uma primeira fase, a ferrovia Oeste-Leste (EF-334) ligará Ilhéus a Figueirópolis (TO), entroncando com a ferrovia Norte-Sul (EF-151), e daí entronca com a EF-246, ligando Uruaçu (GO) a Vilhena (RO), totalizando cerca de 3,1 mil quilômetros de novas ferrovias. Recorde-se que, em 2008, a Câmara de Deputados aprovou a Medida Provisória 427, que promoveu uma verdadeira revolução no sistema ferroviário brasileiro e no próprio Plano Nacional de Viação (PNV), com a inclusão de novas ferrovias e a alteração e ampliação do traçado de outras já existentes ou em projeto. Ressalte-se que uma das mudanças introduzidas na MP foi a que denomina a EF-246 (Uruaçu-Vilhena) como Transcontinental Brasil-Peru (<em>Alerta Científico e Ambiental</em>, 27/02/2009).</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>&#8230;será mesmo construída.</h2>
<p>Em março passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador baiano Jaques Wagner lançaram o edital de licitação para construção da Oeste-Leste (cerca de 1.400 km), um investimento de R$ 6 bilhões. A previsão é de que a primeira etapa da construção da ferrovia esteja concluída no primeiro semestre de 2011, a segunda no primeiro semestre de 2012 e toda a ferrovia até o final de 2012 (<em>Valor Econômico</em>, 22/03/2010).</p>
<p>Resumindo, o WWF está arregimentando ONGs satélites para formar uma “coalizão” similar à que montou em meados da década de 1990, a chamada Coalizão a Rios Vivos, para impedir a implantação da hidrovia Paraguai-Paraná, cujo projeto completo prevê a interligação das bacias Prata-Amazonas-Orenoco – a Grande Hidrovia, com 10 mil quilômetros de extensão, ligando pelo interior, o Caribe ao estuário do Prata. No caso atual, o objetivo estratégico do “Estado-Maior” ambientalista é “decapitar” a ferrovia Oeste-Leste, para bloquear este crucial vetor de interiorização do desenvolvimento brasileiro, mas também desencorajar qualquer pretensão para se concretizar uma futura ligação ferroviária interoceânica.<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1849" title="MSIapequeno" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg" alt="" width="57" height="29" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>Movimento  de Solidariedade Íbero-americana</strong></em></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/newrule1.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-3859" title="newrule" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/newrule1.gif" alt="" width="158" height="24" /></a></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3623" title="seta-vermelha-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>Créditos: </strong>este  post é matéria apresentada no boletim eletrônico do Movimento de  Solidariedade Íbero-americana, Volume II, n° 2, de 29/04/2010. Introduzi subtítulos no texto para facilitar e incentivar a leitura.</p>
<p>Para maiores informações, consultar o site do Movimento de  Solidariedade Íbero-americana, em: <a href="http://www.msia.org.br/">msia.org.br</a> <cite><strong> </strong></cite></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/white01_right.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-3981" title="white01_right" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/white01_right.gif" alt="" width="18" height="18" /></a>Imagem: jornalnovafronteira.com.br.<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a></p>
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		<title>Brasil: desindustrialização triunfante</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Jul 2010 14:30:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Ambientalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Em sua coluna no Valor Econômico de 20 de abril («Os BRIC e Nós»), o ex-ministro Antonio Delfim Netto fez uma advertência sobre as consequências da visão estreita e, não raro, quase triunfalista sobre uma imaginada inevitabilidade do desenvolvimento nacional, se o País se acomodar à “corrente principal” dos fatos mundiais, sem se importar em estabelecer uma agenda que contemple, satisfatoriamente, os interesses do País como um todo. Referindo-se às projeções matemáticas sobre o crescimento dos países do grupo BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), Delfim criticou o entusiasmo exagerado com avaliações que, em suas palavras, «revelam a “esperança” de que eles poderão bastar-se a si mesmos, independentemente do que ocorre com a economia mundial». ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIamedio.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1848" title="MSIamedio" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIamedio.jpg" alt="" width="85" height="43" /></a>Em sua coluna no <em>Valor Econômico </em>de 20 de abril («Os BRIC e Nós»), o ex-ministro Antonio Delfim Netto fez uma advertência sobre as consequências da visão estreita e, não raro, quase triunfalista sobre uma imaginada inevitabilidade do desenvolvimento nacional, se o País se acomodar à “corrente principal” dos fatos mundiais, sem se importar em estabelecer uma agenda que contemple, satisfatoriamente, os interesses do País como um todo. Referindo-se às projeções matemáticas sobre o crescimento dos países do grupo BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), Delfim criticou o entusiasmo exagerado com avaliações que, em suas palavras, <em>«revelam a “esperança” de que eles poderão bastar-se a si mesmos, independentemente do que ocorre com a economia mundial»</em>. Com outras nuances, o mesmo se pode afirmar a respeito das ilusórias concepções de que o Brasil deveria atrelar prioritariamente as suas expectativas econômicas a grandes mercados externos, como os EUA e a China, neste caso, atuando basicamente como exportador de matérias-primas (e cada vez mais importador de produtos manufaturados).</p>
<p>Em relação à China, Delfim não faz rodeios e afirma que o gigante asiático <em>«esconde mal o “moderno imperialismo” na busca de suprimento seguro de matérias-primas, como vemos na África e agora no Brasil»</em>.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/guaciara.files_.wordpress.com-desindustrializacao.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-4181" title="guaciara.files.wordpress.com-desindustrializacao" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/guaciara.files_.wordpress.com-desindustrializacao.jpg" alt="" width="300" height="223" /></a>O futuro do Brasil</h2>
<p>Nos dois parágrafos finais, o ex-ministro apresenta uma lúcida listagem das características objetivas do País para deslanchar definitivamente um processo de desenvolvimento socioeconômico à altura de suas enormes potencialidades:</p>
<p><em>«O Brasil precisa pensar em si e não pendurar-se em ilusões&#8230; De todos os BRIC o Brasil é o país que tem maior probabilidade de ver realizadas as &#8220;projeções&#8221; . Tem: 1) um estoque genético riquíssimo que estimula a adaptação e a tolerância; 2) um importante mercado interno; 3) matriz energética adequada; 4) uma promissora disponibilidade futura de petróleo; 5) terra, água e tecnologia para expandir sua agricultura; 6) uma única língua e, não tem: 1) problemas de fronteira e 2) problemas étnicos e religiosos sensíveis. Mais do que tudo isso, somos uma democracia constitucional consolidada com um Supremo Tribunal Federal independente que &#8220;garante&#8221; nossas liberdades individuais. Nossa ambição de crescimento é modesta (5% ao ano), o que nos acomodará bem na economia mundial.»</em></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Assistimos nossa desindustrialização de camarote</h2>
<p>Essas considerações são ainda mais relevantes no contexto da passividade generalizada com que as lideranças de todos os setores – políticas, empresariais, acadêmicas, midiáticas etc. – assistem ao processo de desindustrialização que o País vem experimentando (sobretudo, diante da enxurrada de importações de manufaturados chineses), que tem sido objeto de repetidas análises desta Resenha.</p>
<p>Mais uma manifestação dessa tendência, a enésima, se mostra no déficit da indústria de transformação registrado no primeiro trimestre do ano, da ordem de 7,7 bilhões de dólares em relação ao mesmo período de 2009 – ou seja, um crescimento de 89%! Grande parte desse resultado se deve à teimosia de preservação da política de câmbio flutuante e juros altos do Banco Central (BC), que só atende aos interesses do mercado financeiro, mas penaliza drasticamente os setores produtivos – e que deverá agravar-se com a anunciada elevação da taxa Selic pelo BC.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Nossa situação deverá se agravar</h2>
<p>Em entrevista ao Valor Econômico (22/04/2010), o economista Rogério César Souza, do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI), afirma que a tendência de deterioração setorial deverá agravar-se este ano: <em>«O desempenho dos primeiros meses mostra que é bem possível que tenhamos um recorde no déficit da balança da indústria de transformação em 2010»</em>.</p>
<p>Souza reconhece que se trata de um problema estrutural, que só pode ser revertido com a formulação e aplicação de uma política industrial voltada para a produção de manufaturados com maior valor agregado – exatamente o que as pragmáticas lideranças da China vêm tratando de fazer, mas, por aqui, ainda provoca urticárias em indivíduos acomodados ao jogo das finanças.</p>
<p>O problema se mostra claramente nos números referentes ao valor relativo das exportações e importações brasileiras para/e da China e Coréia do Sul. Segundo o economista Renaud Barbosa da Silva, da Fundação Getúlio Vargas, nos últimos três anos, o valor médio por tonelada exportada foi de 115 dólares para a primeira e 175 para a segunda, contra um valor médio por tonelada importada de 2.857 dólares da China e 4.543 da Coreia do Sul (<em>O Globo</em>, 19/02/2010).</p>
<p>Os números falam por si mesmos e simbolizam a acomodação generalizada de um país que tem um dos maiores e mais diversificados parques industriais do mundo – mas parece não se preocupar em preservá-lo.<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1849" title="MSIapequeno" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg" alt="" width="57" height="29" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em></p>
<p style="text-align: right;"><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/newrule1.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-3859" title="newrule" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/newrule1.gif" alt="" width="158" height="24" /></a></p>
<p style="text-align: left;"><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3623" title="seta-vermelha-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>Créditos: </strong>este post é matéria apresentada no boletim eletrônico do Movimento de Solidariedade Íbero-americana, Volume II, n° 2, de 29/04/2010. Introduzi subtítulos para facilitar e incentivar a leitura.</p>
<p style="text-align: left;">Para outras informações, consultar o site do Movimento de Solidariedade Íbero-americana em: <a href="http://www.msia.org.br"><cite>msia.org.br</cite></a></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/white01_right.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-3981" title="white01_right" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/white01_right.gif" alt="" width="18" height="18" /></a>Imagem: guaciara.files.wordpress.com<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a></p>
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