FMI – Fundo Monetário Internacional

A parte inicial deste post contém um artigo publicado no site DW-World.de Deutsche Welle (http://www.dw-world.de), da autoria de Karl Zawadzky, em 21/05/2010; a segunda parte é constituída de extratos do livro A Máfia Verde – O Ambientalismo a Serviço do Governo Mundial, da Capax Dei Editora Ltda.



1945: FMI e Bird são fundados nos EUA

Em 27 de dezembro de 1945, foi assinada em a ata de criação do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional.

A 30 de junho de 1944, quando as tropas aliadas mal haviam desembarcado na Normandia, dois trens especiais dirigiram-se para Bretton Woods: um vinha de Washington e o outro de Atlantic City.

Traziam a bordo 730 renomados cientistas políticos, economistas, líderes políticos e altos funcionários governamentais de 45 países. Entre eles, estava também o famoso economista britânico John Maynard Keynes.


Nova ordem econômica mundial

O presidente norte-americano Franklin Roosevelt reservou o grande hotel e entregou aos participantes do encontro a tarefa de elaborar uma nova ordem econômica mundial para o período do pós-guerra.

Keynes, porém, não conseguiu impor a sua proposta de criação de uma união monetária dos países industrializados da época. O resultado foi a fundação do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, conforme fora sugerido pelo subsecretário de Finanças dos Estados Unidos, Harry Dexter White.

A 27 de dezembro de 1945, foram assinadas as atas de criação dos dois organismos. Juntamente com suas instituições afiliadas, o Bird tornou-se o principal órgão de financiamento dos chamados países em desenvolvimento.

Já o FMI é responsável pela estabilidade do câmbio e manutenção dos acordos monetários. Mais tarde viria a receber também a incumbência de combater a pobreza no Terceiro Mundo. O que marcaria uma mudança na política do Fundo Monetário Internacional e também na relação entre este e o Banco Mundial.


Ajuda desenvolvimentista é tarefa central

Na verdade, o combate à pobreza no Terceiro Mundo, ou seja, a ajuda ao desenvolvimento, é a tarefa central do Banco Mundial. Os países mais pobres recebem até empréstimos de longo prazo sem juros da AID (Associação Internacional de Desenvolvimento). Nesses casos, o Banco Mundial não só financia como também avalia a orientação desenvolvimentista das medidas planejadas.

Com seu fundo fiduciário, o Bird também é a instituição chave em se tratando do perdão das dívidas para os países mais pobres. Enquanto o Banco Mundial capta a maior parte dos seus recursos no mercado financeiro internacional, o FMI vive das contribuições de seus países membros, calculadas com base no poder econômico e na intensidade das relações de comércio exterior dos respectivos países.


Condições para crescimento equilibrado

A cooperação no âmbito do FMI objetiva criar condições para um crescimento equilibrado do comércio e da economia mundiais. Focaliza especialmente a superação e, se necessário, o financiamento de déficits na balança comercial, a garantia de relações cambiais ordenadas e a harmonização da política econômica entre os países membros.

Em situações de crise, o FMI tem a função de um corpo de bombeiros. Foi esse o caso na crise da dívida externa da América Latina, no início da década de 1980, ou da crise asiática do final dos anos 1990.

Karl Zawadzky


Para outras informações, consultar o site: http://www.dw-world.de, de onde se originou esta primeira parte deste post.

Imagem: http://www.dw-world.de

 

Sobre o FMI

A reforma do atual sistema financeiro internacional é necessária para que haja harmonia com os princípios regentes dos Estados Nacionais soberanos. Como exemplos de tais iniciativas temos os esforços das nações asiáticas para a formação de um bloco econômico independente das diretrizes do FMI.

Desde 1971, a economia dos USA – como a do mundo em geral – tem sido pilhada com uma rapacidade cujos efeitos cumulativos rivalizam com a reputação de Gengis-Khan. [...] Que entidade poderosa fez isso conosco? Qual é a substância, a personalidade da influência causadora responsável? Qual é a entidade de poder ativa, que continua a espreitar por trás dos panos, durante sucessivas mudanças políticas ocorridas durante décadas pelas quais se desenrola a seqüência de “principados e potestades” reinantes? Que poderosa e intencional entidade tem sido capaz de controlar a formulação de políticas dos EUA durante todo esse tempo, em tal grau e com tão dolo evidente? Para a vasta maioria sofredora dos cidadãos dos EUA, o terrível é que a sociedade civilizada no país tem sido destruída, não apenas com a tolerância, mas até mesmo com a insistência do Governo.

Tal entidade representa um núcleo do próprio establishment anglo-americano-canadense (conhecido pela sigla BAC, de british-american-canadian), organizado anteriormente por Lord Beaverbrook, no período de 1938/1946.

Os nossos inimigos atuais mais imediatos (o bloco oligárquico Grã-Bretanha/USA/Canadá) refletem a tradição do século 17 – com um notório gabinete real britânico conhecido como “A Cabala”, que data da época da Restauração dos Stuarts. A “Cabala” atual age como uma agência executiva e delegada para os oligarcas, e que tem sido a principal responsável pelo desenvolvimento de todo o mal feito ao Governo e ao povo estadunidense, nos últimos 25 anos.

A “Cabala BAC” pode ser reconhecida como de uma nova espécie da mesma sociedade financista internacional e oligárquia, centrada em Londres, e que tem sido inimiga mortal dos EUA há mais de dois séculos. O anterior e o atual componente estadunidense da “Cabala BAC” tem sido, e continua a ser, uma ologarquia político-econômica identificada por suas formas traiçoeiras de associação histórica com os banqueiros de Manhattan, os traficantes de ópio da Nova Inglaterra e os escravagistas do Sul.

A morte prematura de Franklin D. Roosevelt, que era adversário de Winston Churchill, representou a corcunstância que deflagrou a consolidação dessa verdadeira contra-revolução pós-1945 contra a Declaração de Independência e a Constituição Federal dos USA.

A ofensiva ambientalista vem atingindo um auge na medida em que se aprofunda a crise do apodrecido sistema financeiro internacional, na qual a oligarquia anglo-americana se lançou – numa corrida contra o tempo – para assegurar o controle da maior quantidade possível de bens físicos, matérias-primas e ativos reais, com os quais pensa proteger-se da “implosão” da bolha financeira criada por ela própria, a qual é inevitável.

O relatório da Comissão Brundtland não oculta a vinculação dos temas ambientais à limitação das sobreanias nacionais. Em suas próprias palavras, o «…conceito de soberania nacional foi basicamente alterado pela interdependência nos campos econômico, ambiental e de segurança. Os bens comuns a todos não podem ser geridos a partir de um centro nacional; o Estado-Nação não basta quando se trata de lidar com ameaças a ecossistemas que pertencem a mais de um país. Só é possível lidar com ameaças à segurança ambiental através da administração conjunta e de processos e mecanismos multilaterais». Por conseguinte, o texto recomenda a criação de uma agência ambiental com poderes supranacionais, suplantando as soberanias dos diversos países e, ao mesmo tempo, alerta para as possibilidades de futuros conflitos em torno de disputas por recursos naturais ou de contencioso ambientais.

Ainda citando, textualmente, o «Relatório Brundtland», «…seria mais fácil a transição para o desenvolvimento sustentável se cada agência de assistência ao desenvolvimento e o FMI passassem a contar com um escritório de alto nível, com autoridade e recursos para assegurar que todos os projetos, políticas e condições de empréstimos apóiem o desenvolvimento sustentável». De fato essa recomendação vem sendo implementada ao pé da letra por intermédio da limitação dos créditos financeiros e a imposição de políticas econômicas monetaristas, tanto aos países em desenvolvimento como aos do Leste Europeu, por intermédio das agências financeiras internacionais, como o FMI, o BIRD, o BID e outras.

A Máfia Verde – O Ambientalismo a Serviço do Governo Mundial




O livro a ler é: «A Máfia Verde – O Ambientalismo a Serviço do Governo Mundial» (Capax Dei Editora).

Para saber mais sobre o tema: visitar os sites da MSIa/Capax Dei: http://www.alerta.inf.br/ e http://www.msia.org.br/ . Mensagens e sugestões, favor enviar para msia@msia.org.br.

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Comentários

2 Comentários em “FMI – Fundo Monetário Internacional”
  1. rogerio ferreira disse:

    TAMBÉM TEM OS ECO-HIPÓCRITAS…

    Pessoas que usam belos carros, aviões, modelitos ultima tendências em ambientes sofisticados; se preocupam com sacolinhas de PE, mas esquecem das embalagens de PP, PVC, PET, Poliésteres, e outras tantas que abarrotam os supermercados.
    São ferozes defensores das matas e florestas, e ridicularizam os matutos da subsistência.
    Mas nomes aos bois não dão! ( são os ecologistas do asfalto, e dos jardins, os am business entalistas…)
    Será que um dia faremos as contas das pessoas que habitam o planeta e a quantidade de alimentos necessário as mesmas? Diminuindo a pressão sobre o meio.
    E fazendo prazer com o que é gratuito.

    • husc disse:

      Sr. Rogério:
      Obrigado pelo contato.
      Realmente, esses caras são como aqueles “esquerdinhas” que se metem num restaurante grãfino, bebendo uísque 12 anos e discutindo as mazelas do mundo – enquanto, na rua, seus carrões 4×4 estão estacionados, motoristas esperando…
      Alguns são intelectuais, mas a mioria não passa daqueles que assistem os talk-shows e acham que sabem tudo sobre o mundo – por isso eu digo que esses “intelectuais” têm uma “cultura talk-show… Rsrsrs
      Não há nenhum problema com a população mundial. A quantidade de áreas devolutas no planeta é imensa e por isso, onde não há lei e ninguém é dona das terras (a não ser o Estado), há a utilização dos recursos naturais sem controle.
      Leia outros artigos neste site sobre o tema e entenderá melhor o que afirmo.
      Vida longa, prosperidade e sabedoria.
      Hasta siempre.
      Husc

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