Abecedário Husc

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Apresentei alguns verbetes, não só de ambientalismo, governo mundial etc, mas também sobre cultura geral, em tudo o que for possível se relacionar com os temas deste site, por isso são acrescentados verbetes sobre história, política, filosofia, sociologia, ciências naturais e até de religião.

Gostaria que os visitantes expressassem suas opiniões sobre este glossário – que está em construção, tem que ser adequadamente formatado e muita coisa ainda deverá ser adicionada. Comentários meus, em negrito, entre chaves [...], foram acrescentados em alguns verbetes.

Obrigado pela colaboração.

 

Abiótico — Não vivo.

Abrigo —  ➥ Quebra-ventos.

Ação afirmativa — [1] Plano de ação que pretende gerar mais opor­tunidades educacionais, profissionais e de ou­tros tipos para vítimas de discriminação pas­sada ou presente, em especial minorias étni­cas e mulheres. Embora esteja instituída em vários países europeus, a ação afirmativa as­socia-se, essencialmente, à política social nos Estados Unidos, onde a expressão foi usada pela primeira vez em um decreto-lei de 1965 do presidente Lyndon Johnson, que exigia de todas as empresas contratadas pelo governo federal uma “ação afirmativa” para a execu­ção de planos de ação não-discriminatórios. Os programas de ação afirmativa podem ser voluntários, estatutários ou impostos judicialmente, e vão do recrutamento ativo nos grupos-alvo à preferência por membros qualificados desses grupos. Nas décadas de 1980 e 1990 houve reivin­dicações de abertura da ação afirmativa para outros grupos, tais como os homos­sexuais, os veteranos militares e as pessoas com deficiências físicas ou mentais. [2] O conceito é muito controverso. Seus defensores afirmam que ele procura expandir o acesso e a oportunidade, mas não para alcançar determinado resulta­do; seus adversários acusam que tal política cria cotas e proporciona vantagem injusta a alguns cidadãos; os defensores contra-argumentam que é necessário re­mediar a vantagem injusta tradicionalmente dada aos brancos; os críticos reagem, dizendo que a ação afirmativa simplesmente constitui “discriminação inversa”. As normas e as leis de ação afirmativa têm sido contestadas com freqüência nos tribu­nais americanos, não raro no tocante à questão da sua constitucionalidade perante a cláusula de “proteção igualitária” da 14a Emenda: esta requer um comportamen­to cego para a cor e o sexo em todas as circunstâncias, ou será que a sua própria gênese (a emenda foi elaborada para garantir tratamento justo para os escravos recém-libertos) implica a possibilidade de compensação de desvantagens do passado? A Suprema Corte dos EUA geralmente aprova os programas de ação afirmati­va, contanto que não imponham cotas estritas. «Para superar o racismo, precisamos antes refletir sobre a raça … e, para tratar certas pessoas com igualdade, devemos tratá-las de modo diferente.» – Juiz Harry A. Blackmun, 1978.» [LI]

Ácido — ➥ Solução ácida.

Adaptação — Qualquer característica comportamental, fisiológica e estrutural geneticamente controlada que ajude um organismo a sobreviver e a se reproduzir sob um determinado conjunto de condições ambientais. Normalmente resulta de mutação benéfica.

Adaptação genética — Mudanças na composição genética dos organismos de uma espécie que permitem que ela se reproduza e ganhe uma vantagem competitiva em condições ambientais modificadas.

Adubo — ➥ Adubo animal, Adubo verde.

Adubo animal — Fezes e urina de animais usadas como fertilizante orgânico.

Adubo composto — Matéria orgânica animal ou vegetal parcialmente decomposta usada como fertilizante ou condicionador do solo.

Adubo verde — Vegetação verde recém-cortada ou ainda em crescimento que é colocada no solo para aumentar a matéria orgânica e o húmus disponível para suportar o crescimento da cultura.

Affluenza Vício não sustentável no consumo excessivo e no materialismo presente no estilo de vida dos consumidores ricos dos Estados Unidos e de outros países desenvolvidos. [criticar o consumo de outrem é algo extremamente subjetivo e, quando ocorre, é, geralmente, decorrente de considerações políticas, ideológicas e/ou religiosas – e até mesmo por pura inveja ou despeito; o mesmo se aplica ao conceito de “materialismo”]

Agricultura de alto insumo — ➥ Agricultura industrializada.

Agricultura de baixo insumo — ➥ Agricultura sustentável.

Agricultura de corte-e-queima — Corte de árvores e de outros tipos de vegetação em um trecho da floresta, deixando a vegetação derrubada no chão para secar e depois ser queimada. As cinzas resultantes fornecem nutrientes aos solos pobres encontrados na maioria das regiões de florestas tropicais. As culturas são plantadas entre os tocos de árvores. As porções de terra devem ser abandonadas após alguns anos (normalmente de dois a cinco anos), em virtude da perda da fertilidade do solo ou da invasão de vegetação da floresta adjacente. ➥ Agricultura itinerante.

Agricultura de plantação — Cultivo de vegetais especializados, como banana, café e cacau em países tropicais em desenvolvimento, especialmente para venda aos países desenvolvidos.

Agricultura de subsistência — Suplementação da energia solar com a energia da mão-de-obra humana e de animais de carga para produzir alimento o suficiente para si mesmo e seus familiares; em anos bons, pode haver sobra de alimentos para venda ou estocagem para períodos difíceis.

Agricultura de subsistência tradicional — Produção de alimento ou criação de gado suficientes para a sobrevivência de uma família de agricultores e, nos anos bons, o excedente é destinado à venda ou à estocagem para tempos difíceis.

Agricultura industrializada — Utiliza muita energia de combustíveis fósseis (especialmente petróleo e gás natural), água, fertilizantes e pesticidas para produzir grandes quantidades de plantas alimentícias e criar animais para venda interna e externa. [água e sol são, de longe, as maiores fontes de sustentação da agricultura; dizer que a agricultura, mesmo a “industrializada”, consome «muita energia de combustíveis fósseis» é discutível – em relação a quê?]

Agricultura itinerante — Consiste em abrir uma porção de terra em uma floresta, em especial nas áreas tropicais, e cultivar nela por alguns anos (normalmente de dois a cinco anos) até que os nutrientes do solo tenham se esgotado ou a porção tenha sido invadida por um denso crescimento de vegetação da floresta adjacente. Então, abre-se uma nova porção e repete-se o processo. A porção abandonada não poderá ser cultivada com sucesso de dez a 30 anos. ➥ Agricultura de corte-e-queima. [esse processo só se estabelece em sítios cujos donos não possuem sustentação econômica suficiente – nem apoio técnico – para prover sua agricultura de recursos modernos capazes de aproveitar, eficientemente, o solo; a agricultura de subsistência é a maior responsável por esse tipo de processo – além da pobreza]

Agricultura orgânica — Produção de vegetais alimentícios e criação de animais de forma natural, com uso de fertilizantes orgânicos (adubo, legumes, compostagem) e controle natural de pragas (insetos que comem os insetos nocivos, vegetais que repelem insetos e controles ambientais, como a rotação de culturas), em vez da utilização de fertilizantes inorgânicos comerciais, pesticidas e herbicidas sintéticos. ➥ Agricultura sustentável. [adubos orgânicos, controle natural de pragas etc não costumam inibir nem controlar o surgimento e crescimento de certas bactérias, fungos e/ou de outros micro-organismos eventualmente letais ao ser humano – muito pelo contrário: podem incentivá-los a se desenvolver livremente – como aconteceu, atualmente, com a propagação da bactéria Escherichia coli, na Europa, e que, ao que tudo indica, se desenvolveu, justamente, em agriculturas “orgânicas”; o fato deverá acarretar sérios impedimentos no que diz respeito ao desenvolvimento dos produtos agrícolas “orgânicos”, com uma regulamentação específica para o setor]

Agricultura sustentável — Método para o cultivo de vegetais alimentícios e criação de gado com base em fertilizantes orgânicos, conservação do solo, conservação da água, controle biológico de pragas e uso mínimo de energia não renovável de combustíveis fósseis. [«conservação do solo, conservação da água» – “conservação” não é a palavra correta; não se conserva o solo – ele é utilizado de forma racional; não se conserva água – ela é economizada]

Agricultura tradicional intensa — Produção de alimentos suficientes para a sobrevivência de uma família de agricultores; talvez possa haver algum excedente que venha a ser vendido. Esse tipo de agricultura usa insumos mais elevados de mão-de-obra, fertilizantes e água do que a agricultura de subsistência tradicional. ➥ Agricultura de subsistência tradicional. [«insumos mais elevados de mão-de-obra» – não se pode afirmar isso; quanto mais intensa é a agricultura, ela costuma ser mais mecanizada; mais fertilizantes, pode ser, porém, mais água é discutível – pode ser até menos]

Agrossilvicultura — Consiste em plantar árvores e alimentos juntos.

Água subterrânea — Água que escoa para dentro do solo e é armazenada em reservatórios subterrâneos de fluxo e de renovação lenta, chamados aquíferos; água subterrânea na zona de saturação, abaixo da superfície do lençol freático.

Água superficial — Precipitação que não se infiltra no solo ou que retorna à atmosfera por evaporação ou transpiração.

Alagamento — Saturação do solo com água de irrigação ou precipitação (chuva) excessiva, de forma a elevar a superfície do lençol freático (com o aumento do volume de água), aproximando-o da superfície.

Albedo — Capacidade de uma superfície de refletir a luz.

Aléia — Plantio de alimentos em faixas com linhas de árvores ou arbustos em cada lado.

Alelo — Forma molecular que apresenta leves diferenças e é encontrada em um gene específico.

Alienação — Um conceito complexo, usado em vários contextos diferentes significando separação e afastamento. No ecocentrismo, implica a separação da sociedade da natureza, de forma que a primeira já não vive segundo os princípios «naturais». Por extensão, alienação inclui a suposta perda da natureza e das características humanas «originais» nas excessivamente sofisticadas e artificiais sociedades ociden tais. Em particular no marxismo, alienação denota uma separação de aspectos do eu. Na organização capitalista industrial, por exemplo, a automação, a linha de produção e a compartimentação do trabalho separam os trabalhadores da sua própria criatividade. No capitalismo, o processo de produzir para um mercado anónimo separa produtores e consumidores, por isso uma parte da sociedade é incapaz de se identificar com outra parte. Nas permutas capitalistas, a redução de tudo a valores monetários esconde as relações sociais atrás da produção de comodidades (podemos ver um relógio electrónico como um objecto que vale uma quantidade em dinheiro, em vez de como o resultado do conjunto de uma esforçada linha de montagem), por isso, a sociedade é mais uma vez separada dos aspectos afectivo e inteligente dela própria. E alienação da natureza, no marxismo, implica separação do verdadeiro conhecimento de que a natureza é um produto da interacção com a sociedade humana. Os dois não estão separados e não podem sê-lo.[AM]

Alta — Massa de ar com alta pressão.

Alteração física — Processo que altera uma ou mais propriedades físicas de um elemento ou composto, sem modificar sua composição química. Exemplos incluem a mudança de tamanho e forma de uma amostra de matéria (triturar gelo ou cortar papel alumínio) e a mudança de uma amostra de matéria de um estado físico para outro (ferver e congelar água).

Alteração na população — Aumento ou redução no tamanho de uma população. É igual a (nascimentos + imigração) – (mortes + emigração).

Alteração nuclear — Processo em que os núcleos de certos isótopos, espontânea ou forçosamente, transformam-se em um ou mais isótopos diferentes. Os três principais tipos de alteração nuclear são a radioatividade natural, a fissão nuclear e a fusão nuclear.

Alteração química — Interação entre as substâncias químicas na qual a composição química dos elementos ou compostos envolvidos é alterada.

Altitude (A) — Altura medida a partir do nível do mar; este, corresponde à cota zero (altitude A = 0)

Amazonas, Rio — ❶ O rio Amazonas corta todo o norte da América do Sul, ao centro da Floresta Amazônica. É o maior rio do planeta, tanto em volume de água quanto em comprimento. Nas cheias a distância de uma margem a outra pode chegar a 50 km. Tem sua origem na nascente do rio Apurímac (alto da parte ocidental da cordilheira dos Andes), no sul do Peru, e deságua no Oceano Atlântico junto ao rio Tocantins no chamado Delta do Amazonas, no norte brasileiro. Ao longo de seu percurso recebe os nomes de Carhuasanta, Lloqueta, Apurímac, Rio Ene, Rio Tambo, Ucayali e Amazonas (Peru). Entra em território brasileiro com o nome de Solimões e finalmente, em Manaus, após a junção com o Rio Negro, recebe o nome de Amazonas e como tal segue até a sua foz no Oceano Atlântico. ❷ Por muito tempo, acreditou-se que o rio Amazonas era o mais caudaloso do mundo, porém o segundo maior em comprimento, depois do rio Nilo. A controvérsia foi finalmente solucionada em 2007, após expedição científica do IBGE em conjunto com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), com a Agência Nacional de Águas, e o Instituto Nacional Geográfico do Peru (IGN), organizada por Paula Saldanha e com financiamento da Petrobras e da Produtora RWCine, em que técnicos do INPE apuraram inicialmente que o rio Amazonas teria 6937,08 km de extensão, superando o rio Nilo em cerca de 140 km.Posteriormente, em 2008, com a conclusão dos trabalhos, constatou-se que a extensão do rio Amazonas é de 6992,06 km, sendo que a grande quantidade de sedimentos carregada por suas águas e depositada em sua foz (em forma de delta estuarino, conforme classificação do geógrafo Aziz Ab’Saber) faz com que sua extensão aumente cerca de 1 km por ano. ❸ Centro da maior bacia hidrográfica do mundo, ultrapassando os 7 milhões de km², a maior parte do rio está inserida na planície sedimentar Amazônica, embora a nascente em sua totalidade seja acidentada e de grande altitude. Marginalmente, a vegetação ribeirinha é, em sua maioria exuberante, predominando as florestas equatoriais da Amazônia. ❹A área coberta por água no rio Amazonas e seus afluentes mais do que triplica durante as estações do ano. Em média, na estação seca, 110.000 km² estão submersos, enquanto que na estação das chuvas essa área chega a ser de 350.000 km². No seu ponto mais largo atinge, na época seca, 11 km de largura, que se transformam em 50 km durante as chuvas.[Wikipédia]

Amazônia — A Amazônia (em português brasileiro) ou Amazónia (em português europeu) [foto ao lado NASA] é uma região natural da América do Sul, definida pela bacia do rio Amazonas e coberta em grande parte por floresta tropical – a Floresta Amazônica (também chamada de Floresta Equatorial da Amazônia ou Hileia Amazônica) – a qual possui 60% de sua cobertura em território brasileiro. A bacia hidrográfica da Amazônia possui muitos afluentes importantes tais como o rio Negro, Tapajós e Madeira, sendo que o rio principal é o Amazonas, que passa por outros países antes de entrar em território brasileiro. O rio Amazonas nasce na cordilheira dos Andes e é considerado o maior rio do mundo, em extensão e em volume de águas. ♦ A Amazônia estende-se por nove países: Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela. • No Brasil, para efeitos de governo e economia, a Amazônia é delimitada por uma área chamada “Amazônia Legal” definida a partir da criação da SUDAM (Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia), em 1966. ♦ É chamado também de Amazônia o bioma que, no Brasil, ocupa 49,29% do território, sendo o maior bioma terrestre do país. ♦ Uma área de seis milhões de hectares no centro de sua bacia hidrográfica, incluindo o Parque Nacional do Jaú, foi considerada pela UNESCO, em 2000 (com extensão em 2003), Patrimônio da Humanidade.[Wikipédia]

Amazônia Legal — É uma área que engloba nove estados brasileiros pertencentes à Bacia amazônica e, consequentemente, possuem em seu território trechos da Floresta Amazônica. Com base em análises estruturais e conjunturais, o governo brasileiro, reunindo regiões de idênticos problemas econômicos, políticos e sociais, com o intuito de melhor planejar o desenvolvimento social e econômico da região amazônica, instituiu o conceito de Amazônia legal. A atual área de abrangência da Amazônia Legal corresponde à totalidade dos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins e parte do estado do Maranhão (a oeste do meridiano de 44º de longitude oeste), perfazendo uma superfície de aproximadamente 5.217.423 km² correspondente a cerca de 61% do território brasileiro. Sua população, entretanto, corresponde a 12,32% do total de habitantes do Brasil. Nos nove estados da Amazônia legal residem 55,9% da população indígena brasileira, ou seja, cerca de 250 mil pessoas, segundo o Sistema de Informação da Atenção à Saúde Indígena (SIASI) em abril de 2005 da Fundação Nacional de Saúde (FUNASA); abrange 24 dos 34 distritos sanitários especiais indígenas mantidos pela FUNASA e com uma grande diversidade étnica (cerca de 80 etnias). [Wikipedia]

Amazônica, Floresta — A floresta Amazônica é uma floresta tropical situada na região norte da América do Sul. Ocupa territórios do Brasil, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Guiana, Suriname e Guiana Francesa. ♦ É a floresta equatorial que ocupa a maior extensão do território amazônico. É uma das três grandes florestas tropicais do mundo. É a maior floresta tropical do mundo, enquanto perde em tamanho para a Taiga Siberiana que é uma floresta de coníferas, árvores em forma de cones, os pinheiros. ♦ A floresta Amazônica possui a aparência, vista de cima, de uma camada contínua de copas largas, situadas a aproximadamente 30 metros acima do solo. ♦ A maior parte de seus cinco milhões de km², ou 42% do território brasileiro, é composta por uma floresta que nunca se alaga, em uma planície de 130 a 200 metros de altitude, formada por sedimentos do lago Belterra, que ocupou a bacia Amazônica entre 1,8 milhões e 25 mil anos atrás. Ao tempo em que os Andes se erguiam, os rios cavaram seu leito, o que originou os três tipos de floresta da Amazônia. As duas últimas formam a Amazônia brasileira. ♦ Ecossistemas do bioma Hileia Amazônica: florestas montanhosas andinas, florestas de terra firme e florestas fluviais alagadas. ♦ A floresta de terra firme, que não difere muito da floresta montanhosa andina, exceto pela menor densidade, está localizada em planaltos pouco elevados (30-200m) e apresenta um solo extremamente pobre em nutrientes; isto forçou uma adaptação das raízes das plantas que, através de uma associação simbiótica com alguns tipos de fungos, passaram a decompor rapidamente a matéria orgânica depositada no solo, a fim de absorver os nutrientes antes deles serem lixiviados. ♦ A floresta fluvial alagada também apresenta algumas adaptações às condições do ambiente, como raízes respiratórias, que possuem poros que permitem a absorção de oxigênio atmosférico; as áreas localizadas em terrenos baixos e sujeitos a inundações periódicas por águas brancas ou turvas, provenientes de rios de regiões ricas em matéria orgânica, são chamadas de florestas de várzea; e as áreas alagadas por águas escuras, que percorrem terras arenosas e pobres em minerais e que assumem uma coloração escura devido à matéria orgânica presente, são chamadas de florestas de igapó. A oscilação do nível das águas pode chegar a até dez metros de altura. No Pleistoceno o clima da Amazônia alternou-se entre frio-seco, quente-úmido e quente-seco. Na última fase frio-seca, há cerca de 18 ou 12 mil anos, o clima amazônico era semi-árido, e o máximo de umidade ocorreu há sete mil anos. Na fase semi-árida predominaram as formações vegetais abertas, como cerrado e caatinga, com “refúgios” onde sobrevivia a floresta. Atualmente o cerrado subsiste em abrigos no interior da mata. O solo amazônico é bastante pobre, contendo apenas uma fina camada de nutrientes. Contudo, a flora e fauna mantêm-se em virtude do estado de equilíbrio (clímax) atingido pelo ecossistema. O aproveitamento de recursos é ótimo, havendo o mínimo de perdas. Um claro exemplo está na distribuição acentuada de micorrizas pelo solo, que garantem às raízes uma absorção rápida dos nutrientes que escorrem da floresta com as chuvas. Também, forma-se no solo uma camada de decomposição de folhas, galhos e animais mortos, rapidamente convertidos em nutrientes e aproveitados antes da lixiviação. Tal conversão dá-se pelo fato de os fungos ali encontrados (e que realizam a simbiose) serem saprofíticos. Abaixo de uma camada inferior, a um metro, o solo torna-se arenoso e dotado de poucos nutrientes. Por isso – e por conta da disponibilidade quase ilimitada de água, as raízes das árvores são curtas, e o processo de sustentação é feito com base no escoramento mútuo das árvores. Os obstáculos impostos à entrada da luz pela abundância de copas fazem com que a vegetação rasteira seja muito escassa, bem como os animais que habitam o solo e necessitam dessa vegetação. A maior parte da fauna amazônica é composta por animais que habitam as copas das árvores, entre 30 e 50 metros. Não ocorrem animais de grande porte, como nas savanas. Nas copas, entre as aves encontram-se papagaios, tucanos e pica-paus e, entre os mamíferos, morcegos, roedores, macacos e marsupiais. A fauna e flora amazônicas foram descritas no impressionante Flora Brasiliensis (15 volumes), de Carl von Martius, naturalista austríaco que dedicou boa parte de sua vida à pesquisa da Amazônia, no século XIX. Todavia, a diversidade de espécies e a dificuldade de acesso às copas elevadas tornam ainda desconhecida grande parte das riquezas faunísticas. O clima na floresta Amazônica é equatorial, quente e úmido, devido à proximidade à Linha do Equador (contínua à Mata Atlântica), com a temperatura variando pouco durante o ano. As chuvas são abundantes, com as médias de precipitação anuais variando de 1 500 mm a 1 700 mm, podendo ultrapassar 3 000 mm na foz do rio Amazonas e no litoral do Amapá. O período chuvoso dura seis meses. Ultimamente, a Amazônia vem sendo devastada para o plantio da soja e em razão da expansão da atividade pecuária nas fronteiras e em territórios de municípios interioranos.

Ambientalismo — Movimento social dedicado a proteger os sistemas de suporte à vida na Terra, para o homem e para as demais espécies. [não é bem assim; o ambientalismo visa, em última análise, a diminuição da população humana no mundo – sob a nobre justificativa de que estão lutando pela conservação do planeta – a fim de que os recursos naturais remanescentes sejam poupados para uma seleta parcela da população mundial; não se luta para «proteger os sistemas de suporte à vida na Terra, para o homem e para as demais espécies», mas para a manutenção do status quo de conforto das classes dominantes]

Ambientalista — Aquele que se preocupa com o impacto das pessoas sobre a qualidade ambiental e acredita que algumas ações humanas estão degradando partes dos sistemas de suporte à vida na Terra para com os seres humanos e outras formas de vida planetária. [não é bem assim; baseado na realidade do “ambientalismo”, o ambientalista, mormente aquele que serve às ONGs internacionais “ambientalistas” (tais como a UICN, WWF, Greenpeace, Amigos da Terra, Conservation International, Oxfam etc), é aquele que trabalha para as elites dominantes do planeta – salvo raras  exceções, estes, na maioria das vezes, são “inocentes úteis”, que não sabem das verdadeiras intenções dos também chamados “ativistas ambientais”]

Amplificação biológica — ➥ Biomagnificação.

Análise — oposto de síntese. A redução de qualquer coisa aos seus elementos mais simples. A descoberta de como algo é constituído por redução até às suas ínfimas partes. [AM]

Análise de risco — Consiste em identificar perigos, avaliar a natureza e a gravidade dos riscos (avaliação do risco), usar essas e outras informações para definir as opções e tomar decisões sobre a redução e/ou a eliminação de riscos (gerenciamento do risco) e comunicar as informações aos tomadores de decisões e à população (comunicação de riscos).

Anarquismo — [01] «Filosofia política que considera o governo desnecessário e prejudicial, e segundo a qual a melhor maneira de se alcançar a organização social é por meio da coope­ração voluntária entre indivíduos e grupos. Do radical grego que significa “sem governo”, o termo “anarquia” tornou-se, popularmente, sinônimo (errôneo) de confusão e desregramento, insinuando que o governo é imperativo para uma socie­dade organizada. Os anarquistas, porém, encaram o governo autoritário como ins­trumento das classes poderosas e proprietárias, e inimigo da uma ordem social justa. O lema da anarquia foi criado pelo fundador do anarquismo moderno, Pierre­ Joseph Proudhon, em «o que é propriedade?» (1840): «Propriedade é roubo.»[02] Os anarquistas criticam o Estado, fundamentalmente, por servir a si mesmo e a seus poderosos constituintes à custa da massa de cidadãos, e afirma que suas funções legítimas poderiam e deveriam ser realizadas localmente. Porém, os anar­quistas divergem muito entre si na questão de como funcionaria uma sociedade sem pátria. As alternativas que propõem variam do individualismo, com todas as pessoas agindo como uma entidade governamental autônoma, ao coletivismo, no qual os interesses de cada indivíduo estão subordinados às necessidades do todo. Praticamente todas as fórmulas depositam uma fé considerável na natureza humana – e o ceticismo a esse respeito é a principal fonte de críticas aos ideais anarquistas. Embora o anarquismo esteja tradicionalmente associado a movi­mentos revolucionários radicais, suas objeções ao governo forte, ao poder buro­crático, aos impostos compulsórios e quejandos têm muito em comum com as ideologias libertária e conservadora. — [03] A fama de violência do anarquismo – e a imagem caricatural do barbudo que lança bombas – foi criada pelos revolucionários russos do séc. 19, como Mikhail Bakunin, que queria derrubar toda a estrutura institucional, legal e po­lítica dos governos europeus e tentou iniciar um levante geral com atos brutais de terrorismo. Nos Estados Unidos, as autoridades civis freqüentemente tiram partido do medo do anarquismo violento. No atentado a bomba de 1886 na Haymarket Square de Chicago, que matou vários policiais, e no caso Sacco e Vanzetti na década de 1920, os anarquistas foram condenados com base em provas insuficientes por um corpo de jurados impacientes. — [04] Elemento importante da história do anarquismo foi o sindicalismo ou, em suas manifestações mais radicais, o anarcossindicalismo. Originário do sindicalismo militante dos comerciários franceses, esse movimento declarou que não era pos­sível atingir a libertação popular por meios políticos, mas somente por intermé­dio da atuação direta da classe trabalhadora em greves, paralisações e até mesmo sabotagens. Muito divulgado no sul da Europa em fins do séc. 19 e no início do séc. 20, o sindicalismo conquistou poucos adeptos nos Estados Unidos, onde foi representado de modo mais destacado pelos trabalhadores industriais do World Labor Union (Sindicato Mundial dos Trabalhadores), cujos membros eram chamados de “wobblies”. — [05] Outro elemento influente do anarquismo surgiu no início do movimento femi­nista, quando algumas partidárias aderiram entusiasticamente à crítica anarquista contra as instituições tradicionais e as autoridades estabelecidas. A mais notória anarquista feminista foi Emma Goldman, uma imigrante lituana que se tornou radical durante o julgamento do caso da Haymarket Square e pelas condições na fábrica de espartilhos onde trabalhava. Tornou-se militante incansável pela mu­dança social e política, defensora dos direitos dos trabalhadores e das mulheres, e partidária escandalosamente franca do controle da natalidade e do “amor livre”.» [LI] Anarquismo — um movimento político, maioritariamente de esquerda, que se opõe a todas as formas de governo, excepto a organização autónoma dos indivíduos, e ao Estado. Advoga uma organização autónoma e não hierárquica, geralmente em pequenos agregados, comunas ou bairros, onde todos podem participar nas decisões de consenso. As formas de democracia particularmente favorecidas são invertidas e, em vez de serem representativas, são directas. Quaisquer «regras» e acordos representam a genuína vontade colectiva do povo, e apenas duram enquanto as pessoas assim o desejarem. A anarquia substituiria o Estado pela livre associação e cooperação voluntária de indivíduos e grupos. O anarquismo é pela liberdade de os indivíduos viverem «naturalmente», e as sociedades naturais são consideradas aquelas em que os indivíduos estão mais satisfeitos pela associação com outros. As diferentes formas de anarquismo giram, em parte, à volta de como essa associação deve ser conseguida. No anarcosindicalismo, por exemplo, o foco da associação é o local de trabalho e o sindicato; no anarco-comunismo, é a com una onde as pessoas vivem. No anarquismo, as comunas rurais de pequena dimensão, as pequenas cidades e regiões podem-se federar para fins organizacionais, acima e além do contexto local. [AM]

Animismo — [01] «Crença de que todas as coisas são habitadas por uma alma ou espírito. Pode assumir inúmeras formas, inclusive a crença em uma “alma do mundo” que pe­netra em toda a criação, a atribuição de consciência aos fenômenos naturais, como o vento e a chuva, e que atribui características humanas aos animais e aos objetos, e a crença de que a alma é a força vitalizante ou princípio vital da vida animal e vegetal. — [02] As sociedades do período anterior à escrita costumavam adotar crenças animistas; entre as religiões africanas subsaarianas figuram, por exemplo, o deus Ibo da terra, Ala, que habita a terra e exerce influência sobre a fertilidade huma­na e agrícola, e o deus Mbuti do céu, Tore, que vive nas tempestades, no vento e no arco-íris. Há, porém, elementos animistas em todas as culturas do mundo. As personificações do tro­vão, do fogo etc no panteão greco-romano eram de origem animista, e as antigas crenças animistas sobrevivem com freqüência nas religiões modernas – por exem­plo, na Índia, onde o “espírito da casa” é cultuado em muitos lares hindus e budistas. — [03] O termo “animismo” provém do radical latino anima (“alma”, derivada da palavra grega que significa “sopro”), foi criada pelo antropólogo inglês Edward B. Tylor. Em «cultura primitiva» (1871), ele procurava explicar a origem e a evolução das crenças religiosas em termos da visão de mundo proveniente da experiência dos seres humanos pré-históricos, que foi preservada, pensava ele, nas culturas ainda em estágio anterior à escrita. Segundo Tylor, o culto à natureza, combina­do com a veneração dos ancestrais mortos, era a base dos politeísmos primitivos, que acabaram por evoluir e amadurecer, perdendo as características animistas e culminando na religião monoteísta judaico-cristã. Essa teoria, que interpretava a história humana em termos de progresso ao longo de estágios sucessivamente mais longos da civilização, exerceu forte influência durante muitos anos – era uma ramificação que fortalecia a fé na superioridade européia que inspirou o imperialismo e o Cristianismo missionário do séc. 19. Atualmente é descarta­da pelos antropólogos, que reconhecem a complexidade das culturas tribais e a presença de elementos mágicos e antropomórficos em todas as religiões.» [LI] Animismo: atribuição de almas vivas a plantas, objectos inanimados e fenómenos naturais (OED). Uma crença pré-moderna, recuperada na Nova Era e nalguma ecologia profunda. [AM]

Anomia — [01] «Falta de consenso moral e de controles normativos na sociedade, resultante do colapso da autoridade tradicional – conceito fundamental na Sociologia. O termo provém do radical grego anomia, que significa “ilegalidade”, e foi introduzido nas ciências sociais por Émile Durkheim, que observou a desintegração dos contro­les sociais em sociedades que passavam por grandes transições. Em seu estudo clássico «Suicídio» (1897), Durkheim postulava que, no processo de industrializa­ção da Europa, os controles morais foram suplantados pela revolução nos relacio­namentos sociais e econômicos. Em conseqüência disso, a organização social se enfraqueceu e os indivíduos não se sentiam mais presos às restrições tradicio­nais. Essa desintegração do contrato social, segundo ele, leva à insegurança, à alienação e, em casos extremos, ao suicídio. — [02] Mais tarde, Durkheim passou a considerar que a anomia estava amplamente difundida e que talvez fosse perma­nente na sociedade moderna, na qual a divisão do trabalho é desigual e isolado­ra. Esse conceito foi modificado por Robert Merton, que considerava a anomia uma disparidade cada vez maior entre as grandes expectativas de êxito da socie­dade americana e os meios limitados de alcançá-lo. Segundo Merton, as reações a essa disjunção podem ir do crime à apatia e à agitação pelas mudanças sociais.» [LI]

Antropocêntrico — Centrado no homem.

Antropocentrismo — uma perspectiva do mundo que coloca os seres humanos no centro de toda a criação – algo que é «tido como certo pela maioria dos ocidentais» (B). Considera os seres humanos como fonte de todo o valor (isto é, são eles a conferir valor às restantes partes da natureza), já que o conceito de valor em si mesmo é uma criação humana. Portanto, o antropocentrismo opõe-se a ecocentrismo e bioética.[AM]

Aquático — Pertencente à água.

Aquecimento global — Aquecimento da atmosfera da Terra em virtude dos aumentos nas concentrações de um ou mais gases de efeito-estufa, como resultado de atividades humanas. ➥ Efeito-estufa, Gases de efeito-estufa. [não se pode afirmar que um eventual aquecimento global e/ou uma maior concentração de gases-estufa sejam, única e necessariamente, decorrentes das atividades humanas; não há sequer uma só evidência científica de que, antes, que esteja havendo, de fato, um aquecimento global, depois, que, havendo, o culpado é o homem] — Aquecimento global — [01] «Termo empregado pelos cientistas e ambientalistas que interpretam as recentes elevações da temperatura atmosférica como conseqüência das atividades indus­triais e agrícolas humanas e acreditam que, no futuro próximo, essas elevações podem resultar em mudanças climáticas perigosas. Desde fins do séc. 19 a média da temperatura atmosférica global subiu cerca de 1o grau centígrado, mas até a década de 1960 essa elevação era considerada uma flutuação natural sem relação com as atividades humanas. Não obstante, muitos cientistas e ambientalistas afirmam que a atmosfera está realmente se aquecendo mais rapi­damente do que no passado, e que continuará a se aquecer devido às atuais circunstâncias, principalmente em virtude da quantidade cada vez maior de gás carbônico e de outros gases presentes na atmosfera terrestre em conseqüência da queima de combustíveis fósseis – petróleo, carvão, turfa e gases naturais – e da perda de plantas e árvores verdes resultante do desflorestamento. Como prova adicional, indicam a forte correlação durante toda a história da Terra entre as concentrações de gás carbônico e a temperatura atmosférica, e modelos compu­tacionais dos processos atmosféricos, que analisam as alterações do passado e prevêem o aquecimento futuro. — [02] O aquecimento do globo terrestre é o resultado do aumento do efeito estufa. Assim como o vidro de uma estufa, a atmosfera terrestre é transparente para os raios solares, mas não para os raios infravermelhos. Quando os raios de sol batem na superfície da Terra, grande parte dos raios infravermelhos é absorvida pelo gás carbônico, pelo vapor de água e por outros gases, retendo a energia térmica na atmosfera e resultando na elevação da temperatura atmosférica. Quanto mais desses “gases de estufa” permanecem na atmosfera, mais calor fica retido e mais se eleva a temperatura atmosférica geral. — [03] As conseqüências previstas do aquecimento global, que certas pessoas pre­vêem que elevará a temperatura da atmosfera terrestre em até 4o cen­tígrados até meados do séc. 21, serão instabilidades climáticas; grandes inun­dações litorâneas com o degelo parcial das calotas polares e elevação do nível dos oceanos; interrupções na agricultura devido à alteração das temperaturas que controlam os ciclos de plantio e colheita; e distúrbios imprevisíveis nos pro­cessos biológicos e nos ecossistemas. Os ambientalistas argumentam que, para evitar essas calamidades, é preciso tomar providências no mundo inteiro a fim de se reduzir a poluição industrial e agrícola, o aumento da população e a depen­dência dos combustíveis fósseis.» [LI]

Aquicultura — Criação e coleta de peixes e moluscos para uso humano em lagoas de água doce, valas de irrigação e lagos, gaiolas ou áreas cercadas de lagoas costeiras e estuários. ➥ Piscicultura, Rancho de peixes.

Aquífero — Camadas porosas saturadas de água, compostas de areia, cascalho ou leitos de rochas que podem, potencialmente, produzir uma quantidade significativa de água – no aspecto econômico.

Arcádia — uma zona montanhosa rural-agrícola do Peloponeso «que os citadinos imaginavam ser idílica, mas que estava de facto cheia de antigos horrores bárbaros» (R). Nos provérbios e mitos é um lugar de simplicidade pastoril e de harmonia entre pessoas e natureza – uma paisagem ideal intermédia entre as cidades e as regiões selvagens que não conserva nenhum dos medos ou desvantagens de qualquer destes. [AM]

Área costeira úmida — Terra ao longo do litoral, estendendo-se para o interior, partindo de um estuário que é coberto por água salgada durante todo o ano ou parte dele. Entre os exemplos estão pântanos, baías, lagoas, planícies de marés e manguezais.

Área de lavra em tiras — Tipo de mineração de superfície usada onde o terreno é plano. Uma escavadeira retira o produto estéril e uma pá mecânica cava uma abertura para remover o depósito mineral. A vala é então preenchida com o estéril e uma nova abertura é feita em paralelo à anterior. O processo é repetido por todo o local.

Área de recarga — Qualquer região de terra que permita que a água se infiltre no solo e atinja um lençol aqüífero. ➥ Aquífero, Recarga natural.

Área Metropolitana —  ➥ Área urbana.

Área selvagem — Região do planeta onde a comunidade de vida não foi, gravemente, perturbada pelos seres humanos e onde os seres humanos são apenas visitantes temporários. [este verbete utiliza a expressão “seres humanos” com uma conotação claramente pejorativa, como se nossa espécie fosse uma maldição planetária, uma praga malévola – uma concepção tipicamente comum aos ambientalistas radicais, já tendo sido assim afirmado por inúmeros deles – no meu entender, uma concepção imoral]

Área úmida — Terra que está coberta com água doce ou salgada em tempo integral ou parcial, exceto os próprios cursos d’água, lagos e mar. ➥ Área costeira úmida, Área interior úmida.

Área urbana — Área geográfica restrita com uma população de 2.500 habitantes ou mais. O número de pessoas utilizado nessa definição pode variar, com alguns países definindo o mínimo entre 10 mil e 50 mil.

Áreas interiores úmidas — Terra distante da costa, como pântanos e brejos, coberta por água doce, permanentemente, ou em determinados períodos.

Areia betuminosa — Depósito natural composto de uma mistura de argila, areia, água e quantidades variadas de um óleo pesado similar ao alcatrão, conhecido como betume. O betume pode ser extraído da areia betuminosa pelo aquecímento sendo, então, purificado e aperfeiçoado para a produção de petróleo bruto sintético. ➥ Betume.

Areia de alcatrão — ➥ Areia betuminosa.

Árido — Seco. Deserto, ou outra região, onde ocorre pouca precipitação (chuva).

Árvores coníferas — Árvores que produzem pinhas, em sua maioria perenes, e possuem folhas no formato de agulhas ou escamas. Produzem madeira comercialmente conhecida como madeira tenra (macia).

Aterro — ➥ Aterro sanitário.

Aterro sanitário — Local para o descarte de resíduos sobre a terra, onde os materiais são espalhados em camadas finas, compactados e cobertos, todos os dias, com uma camada fresca de barro ou espuma plástica, e os líquidos percolados (chorume) e o metano produzidos no processo de fermenteção são devidamente coletados.

Atmosfera — Toda a massa de ar que envolve a Terra. ➥ Estratosfera, Troposfera.

Átomo — Unidade minúscula feita de partículas subatômicas que é a base para construção de todos os elementos químicos e, assim, de toda a matéria; é a menor unidade de um elemento que possui existência e ainda assim ter as características exclusivas desse elemento.

Autótrofo — ➥ Produtor.

Avaliação do risco — Processo de coleta de dados e elaboração de hipóteses, de curto e longo prazos, para estimar os efeitos nocivos de um produto ou tecnologia específicos sobre a saúde humana e/ou o meio ambiente – em virtude da exposição aos perigos associados ao seu uso.

Bacia de drenagem — ➥ Bacia vertente.

Bacia vertente — Área de terra que leva água, sedimentos e substâncias dissolvidas de/em pequenos cursos de água para um grande curso (rio).

Bactérias — Organismos unicelulares procarióticos. Algumas transmitem doenças. A maioria age como decompositores e obtém os nutrientes que precisam ao transformar compostos orgânicos complexos, dos tecidos de organismos vivos ou mortos, em compostos nutrientes inorgânicos mais simples.

Baixa — Massa de ar de baixa pressão. ➥ Alta.

Benefício externo — Efeito social benéfico de se produzir e usar um bem econômico que leva em consideração os aspectos/custos sociais/ambientais decorrentes de sua produção, que são incluídos no preço de mercado desse bem. ➥ Externalidades, Custo externo, Custo total.

Bentos — Organismos (fauna e flora) que habitam o fundo dos mares, lagos e rios.

Betume — Óleo denso, negro, viscoso e rico em enxofre. É extraído da areia betuminosa e então aperfeiçoado para óleo combustível sintético. ➥ Areia betuminosa.

Bifenóis policlorados (PCBs) — Grupo de 209 compostos de hidrocarbonetos clorados sintéticos, oleosos e tóxicos que podem ser biologicamente expandidos em teias e cadeias alimentares.

Bioacumulação — Aumento na concentração de uma substância química em órgãos ou tecidos específicos, em um nível maior do que o esperado.

Biocêntrico — Centrado na vida.

Biocombustível — Combustível líquido ou gasoso (como o etanol e o biodiesel) feito de matéria vegetal (biomassa).

Biodegradável — Capaz de ser destruído/consumido/transformado por organismos decompositores. ➥ Decompositor.

Biodiversidade — Variedade de espécies (diversidade das espécies); variabilidade genética entre os indivíduos dentro de cada espécie (diversidade genética); variedade de ecossistemas (diversidade ecológica) e de funções, como o fluxo de energia e ciclagem de matéria necessários para a sobrevivência das espécies e comunidades biológicas (diversidade funcional).

Bioética — um princípio ético que defende que a biosfera tem um valor intrínseco. Tem, por isso, por si próprio direito à existência, independentemente da sua utilidade (ou seja o que for) para os seres humanos. [AM]

Biologia da conservação — Ciência multidisciplinar criada para lidar com a manutenção dos genes, as espécies, as comunidades e os ecossistemas que compõem a diversidade biológica da Terra. Seus objetivos são pesquisar os impactos humanos sobre a biodiversidade e desenvolver abordagens práticas para a preservação dela. [não há impactos apenas humanos sobre a biodiversidade; antes do surgimento do ser humano sobre a Terra havia mais espécies do que todas as hoje existentes, e que foram extintas apenas em decorrência de fatores naturais, do próprio planeta, ou externos a ele – fatores esses que continuam existindo, independentemente do homem, mas que, na maioria das vezes são atribuídos, equivocadamente, ao homem]

Bioma — Regiões terrestres habitadas por certos tipos de vida, em especial por vegetação. Entre os exemplos, estão diversos tipos de desertos, campos e florestas.

Biomagnificação — Aumento na concentração de DDT, PCBs e outras substâncias químicas solúveis em gordura e de degradação lenta nos organismos em níveis tróficos sucessivamente mais altos de uma cadeia alimentar.

Biomassa — Matéria orgânica produzida por vegetais e outros produtores fotossintetizantes; peso seco total de todos os organismos vivos que podem ser suportados em cada nível trófico de uma cadeia alimentar; peso seco de toda a matéria orgânica nos vegetais e animais de um ecossistema; matérias vegetais e resíduos animais usados como combustível. ➥ Peso seco.

Biopharming Uso de animais geneticamente modificados para atuar como biofábricas para a produção de remédios, vacinas, anticorpos, hormônios, ou de substâncias químicas industriais, como plásticos e detergentes, e órgãos do corpo humano.

Biosfera — Zona da Terra onde há vida. É composta por partes da atmosfera (troposfera), pela hidrosfera (em grande parte, água superficial e água subterrânea) e pela litosfera (em sua maioria, solo e rochas superficiais, além de sedimentos no fundo do mar e de outros corpos d’água). Algumas vezes é chamada ecosfera.

Biótico — Organismo vivo.

Black power— [01] «Movimento militante da luta pelos direitos civis nos EUA, que teve origem na década de 1960 e visa a declarar o poder político dos afro-americanos e reivindi­car a dignidade negra e o orgulho cultural, em oposição à cultura branca predominante. A expressão, criada pelo cantor e ativista Paul Robeson na década de 1950, foi popularizada por Stokely Carmichael, líder da Comissão Estudantil de Coordenação da Não-Violência. — [02] O black power foi uma reação ao aparente fracasso do movimento pelos direi­tos civis a fim de aprimorar substancialmente a situação dos afro-americanos. Seus proponentes rejeitavam o ideal de integração à sociedade americana apre­goado por líderes moderados do movimento em prol dos direitos civis como Martin Luther King Jr. Viam a integração como algo que levaria à assimilação e à dilui­ção da cultura negra; em vez disso, defendiam a autonomia cultural e incentiva­vam as empreitadas políticas e econômicas independentes. Essa concepção che­gou ao ápice no programa social dos muçulmanos negros articulado por Malcolm X. Para alguns grupos radicais, como os Panteras Negras, o black power também implicava a mudança da não-violência para a resistência armada.»[LI]

Bordas de placas convergentes — Área onde as placas litosféricas da Terra são comprimidas. ➥ Zona de subducção.

Bordas de placas divergentes — Área onde as placas litosféricas da Terra se distanciam em direções opostas.  

Burguesia — no sentido marxista, aqueles que possuem e controlam os meios de produção (incluindo terra e recursos), distribuição e troca, em oposição ao proletariado. [AM]

Caçadores-coletores — Pessoas que obtêm alimento coletando vegetais selvagens e outros materiais comestíveis e caçando animais selvagens e peixes. [uma das ideias de alguns ativistas ambientais radicais é a de que o homem retorne a este nível de desenvolvimento e/ou viva numa economia de escambo]

Cadeia alimentar — Série de organismos que comem ou decompõem o organismo precedente.

Calor — Energia cinética total de átomos, íons ou moléculas movendo-se de forma aleatória, exceto o movimento geral do objeto inteiro. O calor sempre flui espontaneamente de uma amostra quente de matéria para uma amostra mais fria de matéria. Essa é uma maneira de postular a segunda lei da termodinâmica.

Caloria — Unidade de energia; quantidade de energia necessária para aumentar a temperatura de 1 grama de água em 1°C (unidade na escala de temperatura Celsius).

Camada de ozônio — Camada de ozônio gasoso na estratosfera que protege a vida na Terra ao filtrar a maior parte da radiaçâo ultravioleta nociva emitida pelo Sol. [a teoria do “buraco” na camada de ozônio, que levou, levianamente, por motivos políticos e econômicos, ao banimento, sem comprovação científica, de vários produtos úteis ao homem – e baratos – como os clorofluorcarbonos (CFCs), já está desacreditada; a grande maioria dos argumentos que têm sido manipulados para sustentar o movimento ambientalista — como a apresentação distorcida de certos fenômenos atmosféricos (o “buraco” na camada de ozônio, o “efeito-estufa” etc) – são considerados pseudocientíficos; a aprovação do chamado Protocolo de Montreal para a Proteção da Camada de Ozônio – sem a menor justificativa científica — estabeleceu poderoso precedente para iniciativas posteriores, como a Convenção de Mudanças Climáticas, que pretende coibir, drasticamente, o uso de combustíveis fósseis sob o falacioso argumento de que estes contribuem para agravar o aquecimento global; o esgotamento do ozônio também está associado, de várias maneiras, à mudança climática, mas os vínculos são tênues e podem ser ignorados; o último relatório do UNEP prevê que «a camada de ozônio lentamente se recuperará nos próximos 50 anos». Também o “buraco” no ozônio da Antártida se recuperará lentamente – portanto, foram tomadas as providências possíveis; segundo a UNEP, «as opções para reduzir a vulnerabilidade atual e a curto prazo ao esgotamento do ozônio são muito limitadas», e «em um prazo mais longo, poucas outras opções de políticas estão disponíveis para ajudar na recuperação da camada de ozônio». O esgotamento do ozônio, portanto, está em seu máximo, e ele se recuperará nos próximos 50 anos]

Campo — Bioma encontrado em regiões onde a precipitação média moderada anual (25 a 76 centímetros) é suficiente para dar suporte ao crescimento de gramíneas e pequenos vegetais, mas não o suficiente para suportar o crescimento de grandes povoamentos de árvores.

Câncer — Grupo de mais de 120 doenças diferentes, uma para cada tipo de célula no corpo humano. Cada tipo de câncer produz um tumor no qual as células se multiplicam de forma descontrolada e invadem o tecido adjacente.

Capacidade de suporte (K) — População máxima de certa espécie que um determinado habitat pode suportar em um determinado período.

Capital manufaturado — ➥ Recursos manufaturados.

Capital natural — ➥ Recursos naturais.

Capital solar — Energia solar que atinge a Terra.

Capitalismo— [01] «Sistema econômico impelido pelo lucro e caracterizado pelo trabalho assalariado e pela propriedade privada dos meios de produção. É o contrário do Socialismo, no qual os meios de produção e distribuição são de propriedade coletiva. O capi­tal é uma propriedade dedicada à produção de bens – tudo, de ferramentas e maquinaria ao dinheiro investido na produção. É classicamente visto como um dos 3 fatores da produção – os outros são a terra e a mão-de-obra. Fundamental ao Capitalismo é o conceito da propriedade privada, de que os indivíduos e as empresas têm o direito moral e legal à propriedade e à acumulação de riquezas. O Capitalismo também se identifica com a livre iniciativa, na qual as decisões com relação à produção são regidas pelas forças do mercado, com regulamentação e controle mínimos do governo; mas o Capitalismo também pode existir em uma economia planejada. — [02] O termo “Capitalismo” foi criado no séc. 19 para definir a rápida industria­lização e o individualismo econômico que caracterizou a Revolução Industrial, mas o sistema já se havia desenvolvido em diversos países. Têm-se atribuído as origens e o desenvolvimento do Capitalismo – e os motivos do seu surgimento na Europa ocidental – a inúmeros fatores, da ética protestante do trabalho e da poupança ao declínio do sistema feudal, quando terrenos públicos se tornaram propriedades privadas e os camponeses foram obrigados a se tornarem trabalhadores assalariados. A argumentação ideológica do Capitalismo foi expos­ta em fins do séc. 17 pelos economistas franceses chamados fisiocratas e por Adam Smith, que argumentava que a propriedade privada e o comércio laissez-faire resultaria não só na utilização mais eficiente, mas também socialmente mais vantajosa dos recursos. Embora ainda se discuta a respeito do segundo argumento, poucos refutam a inigualável capacidade de produção do Capitalismo. O mais importante e consumado crítico do Capitalismo foi Karl Marx, que, em «o capital» (1867-95), afirmava que a busca de lucros cada vez maiores leva à exploração e à alienação dos trabalhadores e à concentração da riqueza em um número cada vez menor de mãos. — [03] Não existe e nunca existiu uma forma pura de Capitalismo; a propriedade estatal e as legislações têm pelo menos alguma participação em todas as econo­mias capitalistas. Em fins do séc. 19 e no início do séc. 20, os monopólios e outros excessos do Capitalismo estimularam a intervenção do governo dos Esta­dos Unidos na forma de legislação antitruste e de proteção aos trabalhadores. A Grande Depressão deu origem aos serviços de previdência social e às políticas econômicas keynesianas, que procuravam preservar o Capitalismo abrandando duas de suas conseqüências intrínsecas, um núcleo permanente de desemprego e ciclos periódicos de expansão e recessão. — [04] As comparações entre o Capitalismo e o Socialismo costumam equiparar erroneamente o Capitalismo ao mercado livre e o Socialismo ao planejamento econômico centralizado e ao totalitarismo. Embora compartilhe grande parte da sua ideologia com o liberalismo clássico, o Capitalismo não é incompatível com governos autoritários. Na Itália e na Alemanha, sob o fascismo, na Argentina de Perón e na Indonésia de Sukarno e Suharto, por exemplo, a empresa privada coexistia com o implacável controle político e os vários graus de propriedade estatal e planejamento centralizado.» [LI]

Característica adaptativa — ➥ Adaptação.

Carcinogênico — Substâncias químicas, radiação ionizante e vírus que causam ou promovem o desenvolvimento de câncer. ➥ Câncer.

Carniceiro — Organismo que se alimenta de organismos mortos de forma natural ou pela ação de outros organismos. Exemplos incluem urubus, moscas e corvos. [o ser humano, desde seus primórdios, sempre foi carniceiro]

Carnívoro — Animal que se alimenta de outros animais.

Cartesianismo/dualismo cartesiano — ver objectividade. [AM]

Carvão — Mistura combustível sólida de compostos orgânicos com 30% a 98% de carbono por peso, misturado com diversas quantidades de água e pequenas quantidades de compostos de nitrogênio e enxofre. Ele se forma em vários estágios, a partir de restos de vegetais que são submetidos ao calor e altas pressões ao longo de milhões de anos.

Casa superisolada — Casa bastante isolada e hermética. Normalmente, coletores solares ativos ou passivos são usados para aquecer a água e um dispositivo que troca calor evita a formação de umidade excessiva e poluentes do ar interno. [sujeito que mora numa casa “super isolada”, é um esquimó, ou habita os confins do Alaska, ou um cantão obscuro da floresta amazônica ou africana; nestes dois últimos casos, ele, certamente, não disporá de “coletores solares ativos ou passivos”, mas cortará lenha mesmo, para seu aquecimento – essa é que é a realidade; quanto ao esquimó, provavelmente ele queimará gordura de foca, vestindo pele de urso polar...]

Catástrofe climática

Catastrofismo — teoria dos séculos XVIII e XIX (mais tarde constituída pelo uniformismo) em que levantamentos e acontecimentos repentinos e isolados marcaram o fim de cada era geológica/estratigráfica, exterminando todas as criaturas onde a catástrofe ocorreu, seguidos de novas e diferentes formas de vida nas áreas afectadas. Pensava-se que o dilúvio de Noé tinha sido uma dessas catástrofes. [AM]

Catolicismo— [01] «Igreja cristã, a maior divisão denominacional dessa fé, que conta com mais de metade dos cristãos do mundo; seu centro é o Vaticano, estado independente dentro de Roma. Os católicos romanos diferem dos cristãos protestantes e orto­doxos principalmente em sua fidelidade ao Papa, ou “Bispo de Roma”. Embora a maioria das características estruturais e doutrinárias seja encontrada, em vários graus, nas diversas Igrejas cristãs, o Catolicismo caracteriza-se em especial por sua organização episcopal, sua forma sacramental de culto e sua devoção aos santos. A palavra “católico” significa “universal” e implica a continuidade da Igreja cristã original, indivisa, fundada pelo apóstolo Pedro, de quem o Papa é considerado o sucessor apostólico cuja ordenação é divina. Embora as igrejas ortodoxa, anglicana e episcopal se considerem católicas no sentido geral, o ter­mo tornou-se associado principalmente ao Catolicismo romano. — [02] A igreja é organizada em forma de bispado, sistema hierárquico com sacerdó­cio graduado, no qual o Papa detém a autoridade suprema de infalível “vigário” de Cristo. O dogma católico provém das escrituras bíblicas e da tradição erudita – proveniente principalmente dos primeiros padres da Igreja como santo Agos­tinho e os escolásticos medievais, em especial são Tomás de Aquino – confor­me interpretados pelos concílios da igreja e confirmados pelo Papa. — [02] O Catolicismo é enfaticamente trinitário (e patriarcal), considerando que Deus está expresso no Pai, em Seu filho encarnado e no Espírito Santo que permeia a comunidade cristã. Apesar de sua presença ativa no mundo, não se pode fazer contato direto com Deus, que atua no povo por intermédio de diversos intermediários, principalmente os sacramentos administrados pelos sacerdotes. Fundamental para os sacramentos é a liturgia, ou missa, que reúne os fiéis na presença do Espírito Santo. A Igreja Católica celebra 7 sacramentos, o mais substancial dos quais é a Eucaristia, ou comunhão, recons­tituição ritual da Última Ceia com pão e vinho, que os católicos acreditam serem transubstanciados nos verdadeiros corpo e sangue de Jesus. A devoção aos santos – pessoas cuja religiosidade e cujas obras lhes garantiram lugar no céu – é comum nos costumes católicos e ortodoxos. Os santos são quase sempre invoca­dos em preces, principalmente em suas funções de “padroeiros” de pessoas, ocu­pações e locais. Maria, a mãe de Jesus, é especialmente venerada; a doutrina da imaculada conceição, segundo a qual ela foi concebida e nasceu sem pecado, é exclusiva do Catolicismo. — [03] Tanto o racionalismo quanto o misticismo têm tradições substanciais dentro do Catolicismo. A faculdade da Razão, considerada dádiva de Deus, permite a reconciliação das nossas experiências mundanas com a fé, interpretando-as como demonstrações (senão provas) da vontade divina. A tendência racional e inte­lectual do Catolicismo é exemplificada pela Sociedade de Jesus, ou Jesuítas, or­dem religiosa masculina dedicada aos estudos e ao progresso da educação. A vida monástica católica conta com inúmeras ordens contemplativas, cujos mem­bros procuram a comunhão com Deus por meio de liturgia, meditação e, sobretu­do, oração, sempre acompanhadas de ascetismo. — [04] O Vaticano II – Ao revogar a doutrina católica praticada havia séc.s, que declarava que a Igreja está imune e isenta de mudanças ocorridas no mundo, o papa João XXIII estava procurando renovar a Igreja, adaptar a doutrina às circunstân­cias modernas e promover a unidade cristã e humana. O Concílio Vaticano II, congregado em 1961 e que voltou a se reunir no final de cada ano duran­te 4 anos, aprovou a mais abrangente revisão do pensamento e dos costumes católicos da História. (O Concílio Vaticano I, em 1869-70, havia confirmado a doutrina da infalibilidade papal.) Os documentos publicados pelo concílio, que representavam as deliberações de cerca de 2.000 bis­pos, declaravam que a Igreja precisa tomar ciência dos eventos atuais e ajudar a procurar soluções para os problemas mundiais. Reconheciam que o Cristianismo não tem acesso exclusivo à verdade de Deus e incentivavam o diálogo ecumênico com outras fés; condenava o anti-semitismo e apoiava o direito à liberdade religiosa; moderava o poder do clero sobre a comunidade laica, declarando que «a autoridade é para o serviço, e não para a dominação», e exigia que a liturgia fosse realizada no vernáculo, e não em latim, para que os fiéis pudessem entender. Os pronunciamentos do Concílio Vaticano II despertaram con­trovérsia e a resistência dos tradicionalistas católicos, e ainda estão em processo de assimilação.» [LI]

Causa— [01] «A crença de que todo ato tem uma causa parece-nos intuitivamente óbvia, mas nem sempre foi assim. Os gregos antigos, que interpretavam o processo do devir como a criação perpétua de ordem no caos, não estavam interes­sados nas causas dos atos, mas nas causas das coisas. Aristóteles dividia a causa­lidade em 4 categorias: a causa material, matéria da qual são feitos os entes; a causa eficaz, a ação que produz a entidade, a causa formal, o plano que determi­na sua forma; e a causa final, finalidade à qual o ente aspira, a sua função. O entendimento da causa como produtora de efeito era praticamente desconheci­da antes do Renascimento; só foi utilizado por Aristóteles como argumento para o Motor Imóvel como causa do universo. — [02] O moderno conceito de causa e efeito foi enunciado por completo por Thomas Hobbes em meados do séc. 17. Materialista inveterado, Hobbes via tudo como tangível e todos os fatos como mecânicos. O Mundo era definido por obje­tos em ação e interação, portanto tudo o que acontece (efeito) tem um antece­dente necessário (causa). Só Deus – a “causa sem causa” de Aristóteles – não participa dessa cadeia sem fim. A versão hobbesiana da causalidade tem servido de base para o pensamento científico até hoje: todos os acontecimentos se expli­cam em termos da inter-relação dos corpos em movimento, de tal modo que os movimentos anteriores são a causa das conseqüências posteriores. — [03] A causalidade costuma ser interpretada em termos de condições necessárias e suficientes. Na ausência de uma condição necessária, determinado evento não pode acontecer; na presença de uma condição suficiente, sempre acontecerá. O oxigênio é uma condição necessária, mas não suficiente, para o fogo, porque também são necessários o combustível e uma fonte de ignição; a chuva é condi­ção suficiente, mas não necessária, para molhar a grama, pois outros líquidos também podem molhá-la. A causalidade geralmente envolve várias condições necessárias reunidas para produzir uma condição suficiente. A explicação que atribui apenas uma causa a determinado evento – o assassinato do arquiduque Ferdinando em 1914 como causa da Primeira Guerra Mundial, por exemplo ­não raro é inadequada.» [LI]

Célula — A menor unidade viva de um organismo. Cada célula contém material genético (DNA) e outros recursos para executar sua função vital, e é envolvida por uma membrana ou parede externa. Certos organismos, como as bactérias, são formados por apenas uma célula, mas a maioria contém várias células.

Célula fotovoltaica (FV) — Dispositivo que transforma a energia irradiante (solar) diretamente em energia elétrica. Também chamada célula solar.

Célula solar — ➥ Célula fotovoltaica.

CFCs — ➥ Clorcfluorcarbonos.

Chuva ácida — ➥ Deposição ácida.

Ciclo biogeoquímico — Processos naturais que reciclam nutrientes em diversas formas químicas, do ambiente não vivo aos organismos vivos e, então, novamente ao ambiente não vivo. Exemplos incluem os ciclos da água, do enxofre, do fósforo, do nitrogênio, do oxigênio e do carbono.

Ciclo da água — ➥ Ciclo hidrológico.

Ciclo das rochas — Maior e mais lento dos ciclos terrestres, composto por processos geológicos, físicos e químicos que formam e modificam as rochas e o solo na crosta terrestre ao longo de milhões de anos.

Ciclo de nutrientes — ➥ Ciclo biogeoquimico.

Ciclo do carbono — Movimento cíclico do carbono em diferentes formas químicas, do ambiente aos organismos e destes ao ambiente.

Ciclo do enxofre — Movimento cíclico do enxofre em diversas formas químicas, do ambiente aos organismos e destes de volta ao ambiente.

Ciclo do fósforo — Movimento cíclico do fósforo em diferentes formas químicas, do ambiente aos organismos e, então, de volta ao ambiente.

Ciclo do nitrogênio Movimento cíclico do nitrogênio em diferentes formas químicas, do ambiente aos organismos e, então, de volta ao ambiente.

Ciclo hidrológico — Ciclo biogeoquímico que coleta, purifica e distribui a reserva fixa de água da Terra, do ambiente aos organismos vivos e, então, de volta ao ambiente.

Ciência — Tentativas de descobrir o funcionamento da Natureza e usar esse conhecimento para fazer previsões sobre o que deve acontecer nela. ➥ Ciência de fronteira, Dados científicos, Hipótese científica, Lei científica, Métodos científicos, Modelo científico, Teoria científica, Ciência consolidada.

Ciência ambiental — Estudo interdisciplinar que usa informações das ciências físicas e sociais para aprender como a Terra funciona, como interagimos com ela e como lidar com os problemas ambientais.

Ciência consensual — ➥ Ciência consolidada. [este é um conceito completamente equivocado e totalmente falso, irreal, que só é válido para teorias de fundo político e/ou ideológico, que se baseiam em pseudociências para justificar suas reivindicações, como muitas das teses dos ambientalistas radicais, que se pautam em “consensos” ditos como científicos, mas que, na maioria das vezes, não têm nada de científicos – mesmo porque a Ciência não se baseia em “consensos” (que não passam de “achismos” e/ou de “acordos” multilaterais), mas sim em teorias cristalizadas/consolidadas, com respaldo empírico, e cujas realidades podem ser replicadas, na maioria das vezes em laboratórios, por qualquer um, em qualquer lugar e a qualquer hora]

Ciência consolidada — Dados, modelos, teorias e leis científicas aceitos pelos especialistas de uma área específica das ciências naturais ou sociais. Os resultados dessa ciência são bastante confiáveis. [não existe nenhuma "ciência consolidada", pois acaracterística principal da Ciência é, justamente, estar se modificando à medida que novas descobertas são feitas e novos conhecimentos são introduzidos, modificando, na maioria das vezes, conceitos anteriores; uma ciência que se diga "consolidada" não é mais ciência, e sim dogma; a religião que o diga. No entando, ambientalistas radicais não se cansam de dizer que o "aquecimento global antropogênico" estaria dentro dessa pseudo-ciência "consolidada" (o "consenso científico") – o que, não só é uma mentira, como também uma asneira muito grande].

Ciência de fronteira — Dados, hipóteses e modelos científicos preliminares que ainda não foram amplamente testados e aceitos. [igualmente, modelos computadorizados que visam apresentar visões futuras – em qualquer área – também podem ser assim considerados, pois suas conclusões não podem, simplesmente, ser comprovadas; tais modelos servem apenas para balizar e/ou para orientar pesquisas científicas subsequentes, não para traçar diretrizes políticas em nenhum prazo]

Ciência descartável — Hipóteses ou resultados científicos apresentados como ciência consolidada sem serem submetidos aos rigores de um processo de avaliação por pares. [este tipo de ciência é, entretanto, aceita por muitos cientistas, constituindo o que se poderia chamar de “ciência do consenso”, a qual não tem nenhum valor, mas que é usada por muitos para afirmações de cunho geopolítico e/ou ideológico, como se costuma fazer no mundo dos ambientalistas radicais, quando tratam de afirmar o aquecimento global antropogênico – caso típico de uma "ciência descartável"].

Cientista ambiental — Cientista que usa informações das ciências físicas e sociais para entender como a Terra funciona, aprender como os humanos interagem com ela e desenvolver soluções para os problemas ambientais. [o que tais cientistas, de uma forma geral, esquecem é de tentar implementar – também – equacionamentos para os problemas dos homens, com ênfase na solução da pobreza, do abandono dos idosos, da exploração infantil, das epidemias, do totalitarismo, do abuso do poder econômico, da criminalidade etc etc – ao invés de ficar dizendo que o homem é inimigo da Terra, da Natureza, dos animais e das plantas, e que deve ser eliminado do planeta]

Clima — Propriedades físicas da troposfera de uma região baseadas na análise de seus registros meteorológicos por um longo período (no mínimo, 30 anos). Os dois principais fatores que determinam o clima de uma região são a temperatura, com suas variações sazonais, e a quantidade e distribuição da precipitação (chuva).

Clorofluorcarbonos (CFCs) — Compostos orgânicos feitos de átomos de carbono, cloro e flúor. Um exemplo é o Freon-12 (CCl2F2), usado como refrigerante em refrigeradores e aparelhos de ar-condicionado e para fazer plásticos, como o Styrofoam. CFCs gasosos podem danificar a camada de ozônio quando ascendem à estratosfera e seus átomos de cloro reagem com as moléculas de ozônio. Seu uso está, aos poucos, sendo interrompido. [Os gases CFC se tornariam onipresentes desde a década de 1930, por serem baratos, quimicamente estáveis e completamente não-tóxicos; o Protocolo de Montreal, que vinha sendo negociado desde 1987, determinou o precedente para os grandes tratados ambientais internacionais; pelos seus termos, toda uma família de produtos supostamente deletérios para a camada de ozônio (CFCs, halons etc) tiveram seus usos banidos; Richard Benedick (no livro «Ozone Diplomacy»«Diplomacia do Ozônio», 1991), após a aprovação do Protocolo de Montreal, reconhece: «Ná época das negociações e da assinatura, não existia nenhuma evidência de problemas mensuráveis. Assim, ao contrário de acordos ambientais do passado, o tratado não foi uma resposta a acontecimentos ou eventos prejudiciais, mas uma ação preventiva em escala global»; a grande maioria dos problemas que motivam as campanhas ambientalistas — principalmente os de alcance mundial, como o aquecimento global, o “buraco” na camada de ozônio, e outros — não têm qualquer fundamento científico, sendo promovidas por meias-verdades, supressão de evidências contrárias, e até mesmo, falsidades abertas; os clorofluorcarbonos (CFCs), acusados de destruir a camada de ozônio, além dos combustíveis fósseis e de várias outras substâncias utilizadas pelas indústrias, foram todas colocadas no index de produtos proibidos, sem qualquer fundamentação científica].

Código Florestal

Coevolução — Evolução em que duas ou mais espécies interagem e exercem pressões seletivas umas sobre as outras, que podem levar cada espécie a passar por adaptações. ➥ Evolução, Seleção natural.

Cogeração — Produção de duas formas úteis de energia, como calor ou vapor em alta temperatura e eletricidade, a partir de uma mesma fonte de combustível.

Coletor solar — Dispositivo para coletar a energia irradiante do Sol e transformá-Ia em calor. ➥ Sistema de aquecimento solar ativo, Sistema de aquecimento solar passivo.

Colheita em faixas — Plantação de culturas regulares e/ou de vegetais de crescimento denso, como feno ou legumes fixadores de nitrogênio, em linhas ou faixas alternadas para ajudar a reduzir o esgotamento dos nutrientes do solo.

Combustíveis fósseis

Combustíveis sintéticos — Podem ser gasosos ou líquidos, produzidos com base no carvão sólido ou em fontes que não sejam o gás natural ou o petróleo bruto.

Combustível fóssil — Produtos da decomposição parcial ou completa de vegetais e animais que ocorre como petróleo bruto, carvão, gás natural ou óleos pesados, resultado da exposição, durante milhões de anos, ao calor e à pressão na crosta terrestre. ➥ Carvão, Petróleo bruto, Gás natural.

Comensalismo — Interação entre organismos de diferentes espécies, na qual um tipo de organismo se beneficia e o outro não é nem beneficiado nem prejudicado.

Competição — Dois ou mais organismos individuais de uma única espécie (competição intra-específica) ou dois ou mais indivíduos de espécies diferentes (competição interespecífica) tentando usar os mesmos recursos no mesmo ecossistema.

Competição interespecífica — Tentativas dos membros de duas ou mais espécies de usar os mesmos recursos de um ecossistema. ➥ Competição, Competição intra-específica.

Competição intra-específica — Tentativas de dois ou mais organismos de uma única espécie de usar os mesmos recursos limitados de um ecossistema. ➥ Competição, Competição interespecífica.

Composto — Combinação de átomos, ou íons, carregados de forma antagônica, de dois ou mais elementos unidos por forças de atração chamadas ligações químicas.

Compostos inorgânicos — Todos os compostos não classificados como compostos orgânicos. ➥ Compostos orgânicos.

Compostos orgânicos — Compostos que contêm átomos de carbono combinados entre si e com átomos de um ou mais elementos, como hidrogênio, oxigênio, nitrogênio, enxofre, fósforo, cloro e/ou flúor. Todos os demais compostos são chamados compostos inorgânicos.

Comunicação de riscos — Comunicar informações sobre os riscos aos tomadores de decisões e à população. ➥ Risco, Análise de risco. [exemplo típico dessa “comunicação de riscos” é o «Sumário para os Formuladores de Políticas», do IPCC, que resume os principais aspectos de seus relatórios globais; este resumo, entretanto, atende e define, muito mais, perspectivas ambientais e climáticas segundo aspectos geopolíticos que atendem, principalmente, aos objetivos dos organismos multinacionais e governos os quais têm interesses internacionais no universo ambiental, não sendo fiel, portanto, aos reais problemas ambientais globais; é, portanto, um relatório parcial, baseado em consensos pseudocientíficos (como o relatório maior) e em experimentações teóricas baseadas em modelos e cenários convenientes, a fim de mostrar, em suas conclusões, cenários amedrontadores, e um futuro apocalíptico; é, portanto, um relatório engajado nas políticas ambientalistas e catastrofistas oriundas das oligarquias dominantes do planeta; sabe-se, atualmente, que, além de ser do conhecimento geral que o IPCC não é imparcial em suas pesquisas e modelos, utilizando, inclusive, dados falsos e meias verdades, também não apresenta, nesse relatório final, as verdades inconvenientes que, eventualmente, sejam apresentadas no relatório maior; quem lê o relatório completo?]

Comunidade — Populações de todas as espécies vivendo e interagindo em uma região durante um período específico.

Comunidade biológica — ➥ Comunidade.

Comunidade clímax — ➥ Comunidade madura.

Comunidade imatura — Comunidade em estágio inicial de sucessão ecológica. Normalmente possui um baixo número de espécies em nichos ecológicos restritos, e não pode capturar nem usar a energia dos nutrientes essenciais ao seu ciclo biológico de forma tão eficiente quanto as comunidades mais complexas e maduras.

Comunidade madura — Comunidade razoavelmente estável e auto-sustentável, em estágio avançado de sucessão ecológica; normalmente possui um conjunto diversificado de espécies e nichos ecológicos; captura e usa a energia, cicla as substâncias químicas essenciais de forma mais eficiente que as comunidades mais simples e imaturas.

Comunidade pioneira — Primeiro conjunto integrado de vegetais, animais e decompositores encontrados em uma determinada área, passando por uma sucessão ecológica primária. ➥ Comunidade imatura, Comunidade madura.

Comunismo (1) — [01] «Sistema teórico econômico e social segundo o qual a terra e o capital são proprie­dade coletiva e não existem divisões de classes; também era o nome aplicado ao sistema socialista controlado pelo Partido Comunista da extinta União Soviéti­ca e de outros países. A palavra, derivada do mesmo radical de “comunal” e “comunidade”, implica propriedade comum e trabalho cooperativo, a antítese do Capitalismo. Filósofos e reformadores sociais há muito prevêem sociedades aperfeiçoadas, em parte ou inteiramente, baseadas no modelo comunal. Por exem­plo, os “reis-filósofos” da «república» de Platão, foram imaginados vivendo de ma­neira comunal, compartilhando tudo e não possuindo nada; na ficção «utopia» de 1516, Thomas More imaginou uma nação ideal com base na propriedade co­mum, em benefícios mútuos e na tolerância universal; os Diggers da Inglaterra do séc. 17 praticavam o comunismo agrário que aboliu a propriedade priva­da e todas as distinções sociais. Houve quem pensasse (Marx, entre outros) que o Comunismo perfeito existiu em sociedades tribais antigas, mas no Mundo “civi­lizado” o ideal comunista jamais se realizou fora de pequenas comunidades reli­giosas e experiências comunais de vida curta. — [02] o Comunismo como ideologia política sur­giu no início do séc. 19. De início, o termo foi usado como sinônimo de socialismo – ­controle dos meios de produção exercido pelo Estado ou pelos trabalhadores – porém mais tarde tornou-se associado à teoria, exposta por Marx e Engels no «manifesto comunista» (1848), de que só seria possível acabar com o Capitalismo por meio de uma revolução violenta, e não com a evolução gradual. Marx entendia o “Comunismo total” como estágio final da história, quando o Estado se “enfraque­ceria”, o trabalho coletivo produziria um excedente permanente de mercadorias essenciais, e cada pessoa contribuiria segundo suas capacidades e receberia (dos armazéns comuns) segundo suas necessidades. — [03] A URSS, primeiro Estado comunista revolucionário, nunca se aproximou da visão marxista do Comunismo total, assim como nenhuma das outras nações governadas por partidos comunistas. Todas essas nações foram, em maior ou menor escala, exemplos do socialismo estatal totalitário, caracterizado pelo planejamento econômico central e pelas recompensas condicionadas ao desem­penho (bem como à lealdade ao partido). O “marxismo-leninismo”, adotado como ortodoxia soviética no governo de Stalin, tinha em vista combinar as teorias econômicas de Marx com a doutrina do centralismo democrático de Lenin, que exigia a participação popular e o livre debate da política dentro da hierarquia do Partido Comunista. Na verdade, o marxismo-leninismo reinterpretou o pensa­mento de ambos para justificar o governo ditatorial e impor disciplina rígida no partido. — [04] O domínio soviético sobre a ideologia comunista mundial enfraqueceu, a partir da década de 1950, com a deserção da China, da Iugoslávia e da Albânia da esfera soviética, devido ao caráter nacionalista dos movimentos comunistas nos países da África e da Ásia pós-coloniais, e com a ascensão do euro-comunismo, quando vários partidos comunistas do Ocidente adotaram plataformas que exi­giam reformas sociais e econômicas dentro dos sistemas capitalistas. Dentro da própria União Soviética, o programa de “desestalinização” de Nikita Khruchev na década de 1950 e as reformas da perestroika de Mikhail Gorbachev na déca­da de 1980, praticamente aboliram o Comunismo soviético ortodoxo. «No Capitalismo, o homem explora o homem. No Comunismo, a situação se inverte.» (anônimo, Europa oriental ).» [LI]

Concentração — Quantidade de substância química existente num certo volume ou peso específicos de ar, água, solo ou outro meio qualquer.

Confinamento de animais — Espaço interno ou externo confinado usado para criação de centenas a milhares de animais domesticados. [não são confinados apenas «centenas a milhares» de animais, havendo, muitas vezes, um número reduzido deles no dado espaço; o confinamento não é determinado pelo número de animais, mas pelo processo de criação]

Conjunto de genes — Soma total de todos os genes encontrados nos indivíduos da população de uma espécie particular.

Consciência— [01] «Do significado literal latino, “conhecimento completo”, conceito que se costu­ma invocar, mas não se entende com perfeição e se define de maneiras contraditó­rias. Tem-se dito de diversas maneiras que a consciência é o que distingue os homens dos animais e o que une toda a criação – puramente espiritual e puramente física – a base da existência e não-existente. A investigação da consciência é, tradi­cionalmente, território da Filosofia e da Psicologia, mas em anos mais recentes também tem ocupado pesquisadores de neurociências, informática e cibernética. — [02] John Locke talvez tenha sido o primeiro a criar um substantivo com o adjeti­vo “consciente”. Na opinião dele, “consciência” definia nossa capacidade de introspecção, o conhecimento de nossos próprios pensamentos. Até Freud apre­sentar a teoria do inconsciente, a Psicologia amparava-se na investigação da consciência – ou, como dizia William James, “a consciência como tal”, em oposi­ção à mera percepção sensorial. A imagem de James do fluxo de consciência, no qual a experiência é incessante, um fluxo cumulativo, contrastava com as teorias lockianas do atomismo e do associacionismo mentais, nas quais a percepção é in­terpretada como uma seqüência de eventos separados e a consciência surge de sua interconexão, por meio de associação, em idéias complexas. — [03] A maioria das teorias da consciência presume que ela é idêntica ao estado de vigília, ou que os dois sejam, pelo menos, coexistentes. Muitos reconhecem a consciência como algo que envolve alguma interação da percepção e da contem­plação, funcionando como nossa ligação com o mundo exterior e com o nosso eu interior. A consciência, portanto, implica 2 níveis de percepção: percepção de um estado físico ou mental (“Estou cansado”) e a consciência de si, que nos permi­te refletir sobre esse estado (“Eu queria não precisar de trabalhar tanto”). Muitas concepções metafísicas vêem a consciência como o fato fundamental da existência humana, a qualidade que engloba todos os atributos que nos separam dos animais, tais como a imaginação, o desejo e a fé. — [04] As idéias acerca da fonte da consciência vão do espiritual ao eletromecânico. Na filosofia indiana e em outras filosofias orientais, a consciência é simplesmen­te uma propriedade de tudo o que existe, que penetra e é penetrada por toda a realidade. No séc. 20, o estudo científico da consciência concentrou-se na idéia do cérebro como processador de dados. Os behavioristas afirmam que a consciência não existe, que o cérebro só funciona por meio de estímulo e respos­ta; a “consciência” seria, portanto, uma convenção social utilizada para descrever os modos como reagimos aos nossos próprios atos. A moderna psicologia cognitiva também desdenha da consciência como tal, interpretando a maioria das funções mentais como processamento de algoritmos que definem nossa reação a sensa­ções, embora aceite a validade dos construtos cognitivos como o significado. — [05] As pesquisas contemporâneas em neurofísica e ciência da computação ten­dem a apoiar a idéia de mente como, em essência, o mais complexo processador de dados do mundo. Os pesquisadores da inteligência artificial acham que muitas das atividades associadas à consciência humana – até o planejamento do futu­ro, a consciência de si e a criação de linguagens e imagens – podem ser realiza­das por um computador avançadíssimo. Os críticos, porém, contra-argumentam que os computadores não estão capacitados para a subjetividade ou a intencio­nalidade verdadeiras – pelo menos por enquanto.» [LI]

Consciência dupla— «Conceito de identidade afro-americana apresentado por W. E. B. Du Bois em «As Almas da Gente Negra» (1903). Segundo Du Bois, em consequência do racismo, os americanos negros inevitavelmente se percebem em relação à cultura branca predominante ao seu redor. Sua autopercepção é filtrada por dois níveis de consciência; eles se vêem não só como seres humanos, mas também como os brancos os vêem: diferentes na cor e na cultura devido à ascendência africana e, por conseguinte, forasteiros e cidadãos de segunda classe. Essa consciência fragmen­tada priva os afro-americanos de uma verdadeira percepção de si, conclui Du Bois, e cria uma cosmovisão que, além de falsa, é nociva, destrói o espírito e arrasa as aspirações. Comentaristas mais recentes, porém, postularam que essa consciência dupla também pode provocar efeitos positivos. Bernard Bell, por exemplo, acha que os conflitos e as tensões resultantes deram origem a impulsos tanto criativos quanto destrutivos, e Nathan Huggins afirma que a consciência dupla permite que os afro-americanos vejam a sociedade predominante com muito mais clareza e, portanto, os capacita a transcenderem seus pressupostos.» [LI]

Conseqüencialismo— [01] «Na Ética, a postura de que o valor do ato é determinado por suas conseqüências. Pode-se interpretar esse conceito de dois pontos de vista: o epistemológico, que responde à pergunta «Como posso saber como fazer o que é justo?», e o metafísico, «Como decidir o que é justiça?» No primeiro sentido, podemos compará-lo com o intuicionismo, segundo o qual conhecemos a bondade dos nossos atos por meio de um sentido inato; no segundo, pode-se compará-Io à deontologia, que identifi­ca imperativos morais aos quais somos obrigados a obedecer, independentemen­te das conseqüências. — [02] O utilltarismo é a mais conhecida forma de conseqüencialismo. Afirma que a melhor orientação é a que resulte no “maior bem para o maior número”. A postura conseqüencialista também é aplicada no sentido inverso; por exemplo, Jeremy Bentham, um dos fundadores do utilitarismo, defendia uma política pe­nal na qual a punição não fosse interpretada como retaliação por delitos, mas como persuasão para os que temessem as conseqüências do comportamento cri­minoso; o índice mais baixo de crimes, por sua vez, seria a conseqüência da dissuasão, que resultaria em um bem maior para a sociedade. — [03] Uma das objeções comuns ao conseqüencialismo, de que muitas conseqüên­cias são ambíguas ou têm conseqüências involuntárias – pulverizar plantações com pesticida aumenta o estoque de alimentos, mas também pode causar danos à saúde de algumas pessoas – fez surgir um corolário controverso. O princípio do efeito duplo afirma que o ato é moralmente aceitável se suas conseqüências principais ou pretendidas forem positivas, mesmo que também possa trazer resul­tados negativos imprevistos ou inevitáveis. Esse princípio é usado por alguns teólogos, por exemplo, para justificar os assassinatos cometidos por soldados na guerra justa, mas é rejeitado por outros.» [LI]

Conservação — Uso sensato e cuidadoso dos recursos naturais pelos seres humanos; as pessoas que adotam esse procedimento são chamadas conservacionistas. [não há como “conservar” os recursos naturais eternamente, pois eles, um dia, acabarão; não há como conservar eternamente os recursos não-renováveis; não há como utilizar os recursos naturais numa velocidade tal que permita com que a Natureza os renove naturalmente; por mais «sensato e cuidadoso» que seja o consumidor, o que ele faz é, apenas, economizar; não existem “conservacionistas”, mas apenas pessoas “econômicas”. O politicamente correto é sermos econômicos? Sejamos econômicos, então, reduzindo nossas vidas às expressões mais simples, cobrindo-nos de peles de animais, vivendo de escambo, não fazendo viagens de avião (só de charrete, ou à pé), plantando nossa própria comida no quintal de nossas casas etc etc... a fim de “economizar” a Natureza” para as gerações futuras; mas será que elas também serão econômicas? Temos certeza de que devemos nos sacrificar por elas? Será que a tecnologia futura não mudará completamente este quadro?]

Conservação do solo — Métodos usados para reduzir a erosão do solo, evitar o esgotamento de seus nutrientes e restaurar os nutrientes perdidos com a erosão, lixiviação e colheita excessiva de vegetais.

Conservacionista — Pessoa preocupada com o uso de áreas naturais e da vida selvagem de forma que sejam sustentáveis para as gerações atuais e futuras de seres humanos e de outras formas de vida. [não há ninguém, em sã consciência, que não se diga “conservacionista”; todo mundo se preocupa com o desgaste da Natureza, não só o provocado por sua utilização por parte do ser humano, mas também por seu desgaste natural. Seria insano pensar ao contrário. No entanto, o “conservacionista” em si, é, muito mais, o ambientalista ativista radical, que privilegia os bichos e os vegetais em detrimento do ser humano e age em detrimento do ser humano – do que uma pessoa, simplesmente, preocupada com a Natureza. Este, aliás, é o grande equívoco do ambientalismo e do conservadorismo; o ser humano deve ser, sempre, a preocupação maior – até por uma questão instintiva de preservação da nossa espécie, uma questão moral]

Constância — Capacidade de um sistema vivo, como uma população, manter um determinado tamanho.

Construção de terraços — Plantio de culturas em um declive longo e íngreme que foi transformado em uma série de terraços amplos, quase planos, com curtas quedas verticais de um para outro, dispostos ao longo do contorno do terreno para reter a água e reduzir a erosão do solo.

Consumidor — Organismo que não pode sintetizar os nutrientes orgânicos de que precisa e os obtém alimentando-se dos tecidos dos produtores ou de outros consumidores; geralmente divididos em consumidores primários (herbívoros), consumidores secundários (carnívoros), consumidores terciários (de nível mais alto), onívoros e detritívoros (decompositores e organismos que se alimentam de detritos). Em economia, aquele que usa mercadorias.

Consumidor de detritos — Organismo que extrai nutrientes de fragmentos de organismos mortos e seus refugos e resíduos orgânicos. Entre os exemplos estão minhocas, cupins e caranguejos. Comparar com decompositor.

Consumidor primário — Organismo que se alimenta de vegetais inteiros ou de suas partes (herbívoros) ou de outros produtores. Comparar com detritiuoro, onívoro, consumidor secundário.

Consumidor secundário — Organismo que se alimenta apenas de consumidores primários. Comparar com deiritiuoro, onívoro, consumidor primário.

Consumidores terciários (de alto nível) — Animais que se alimentam de animais que comem outros animais. Eles se alimentam nos níveis tróficos elevados das teias e cadeias alimentares. Exemplos incluem falcões, leões, percas e tubarões. Comparar com detritívaro, consumidor primário, consumidor secundário.

Conteúdo de oxigênio dissolvido (OD) — Quantidade de gás oxigênio (02) dissolvido em um dado volume de água a temperatura e pressão específicas; freqüentemente expresso como uma concentração em partes de oxigênio por milhão de partes de água.

Contrato social— [01] «Teoria de governo segundo a qual a sociedade é criada pela vontade comum dos indivíduos, que vêem maior vantagem na associação do que no isolamento, e que a legítima autoridade política, portanto, está no consentimento do governa­do. O conceito remonta pelo menos a escolásticos medievais como Guilherme de Occam, segundo o qual o poder do Estado provinha da vontade do povo, mas apóia-se principalmente nas idéias desenvolvidas nó «leviatã» (1651) de Thomas Hobbes, em «dois tratados sobre o governo» (1690) de ]ohn Locke e no «contrato social» (1762) de ]ean- Jacques Rousseau. — [02] Em oposição à teoria do direito divino dos reis, a teoria do contrato social não situava a origem da sociedade na vontade de Deus, mas em um estado de natureza primevo, uma situação de liberdade total mas de insegurança crônica. Hobbes compreendia a condição humana como uma «guerra de todos contra todos» e a vida no estado de natureza como «solitária, pobre, suja, brutal e curta». Segundo ele, o contrato social era, portanto, inspirado pelo medo, e o soberano, com poder absoluto e irrevogável, como a melhor garantia contra a re­gressão ao estado de natureza. — [03] Locke acreditava que as pessoas não fazem o contrato social só por medo, mas de acordo com a Razão, e não só por segurança pessoal, mas por vantagens mútuas. Portanto, pode-se e deve-se lutar contra qualquer tirania que surja – a sociedade deve ser capaz de revogar e reescrever o contrato social para remediar abusos de poder. Essa foi a mais importante contribuição de Locke ao conceito, contradizendo a opinião anterior de que o contrato social, depois de firmado, não pode ser revogado. As idéias de Locke exerceram grande influência, princi­palmente sobre Jefferson e os outros fundadores da república americana. — [04] Rousseau achava a liberdade caótica do estado de natureza superior em di­versos aspectos às restrições e à corrupção do estado da civilização. Na sua opi­nião, as pessoas entram no contrato social com relutância, trocando seus direi­tos naturais por proteções civis. O ideal é que o Estado seja legitimado pela vontade geral, que é a expressão do bem-estar geral para o povo; como tal, perso­nifica os melhores interesses individuais e pode, portanto, anular os interesses individuais ou até majoritários. — [05] A expressão “contrato social” também vem sendo aplicada na atualidade a acordos legislados ou implícitos entre governos e cidadãos, tais como a “rede de segurança” econômica garantida pela previdência social e pelos programas de assistência médica e de aposentadoria patrocinados pelo governo. O acordo en­tre os sindicatos ingleses e o governo trabalhista de meados da década de 1970, que exigia políticas pró-trabalhadores em troca da contenção dos salários, ficou conhecido como “Contrato Social”.» [LI]

Controle biológico de pragas — Controle das populações de pragas por predadores naturais, parasitas ou vírus e bactérias causadoras de doenças (patógenos).

Controle de entrada da poluição —prevenção da poluição.

Controle de saída da poluição —limpeza da poluição.

Controle populacional

Corte por faixas — Variação do corte raso, em que uma faixa de árvores é cortada ao longo do contorno da terra, com o corredor estreito o suficiente para permitir a regeneração natural dentro de alguns anos. Após a regeneração, outra faixa é cortada acima da primeira, e assim por diante. Comparar com corte raso, corte raso com semeniões, corte seletivo, corte sucessivo.

Corte raso — Método de colher madeira no qual todas as árvores de uma área arborizada são removidas com um único corte. Comparar com corte raso com sementões, corte seletivo, corte sucessivo, corte por faixas.

Corte raso com sementões — Remoção, com um corte, de quase todas as árvores de um local, mantendo algumas árvores produtoras de sementes distribuídas uniformemente para regenerar a floresta. Comparar com corte raso, corte seletivo, corte sucessivo, corte por faixas.

Corte seletivo — Corte de árvores maduras, doentes ou de idade intermediária em um povoamento florestal de idade diversa, seja individualmente, seja em pequenos grupos. Essa prática estimula o crescimento de árvores mais jovens e mantém um povoamento de idades diversas. Comparar com corte raso, corte raso com sementões, corte sucessivo, corte por faixas.

Corte sucessivo — Remoção de árvores maduras e de valor comercial por meio de uma série de cortes parciais para permitir a regeneração de um novo povoamento sob a sombra parcial das árvores mais velhas, que são posteriormente removidas. Em geral, isso ocorre quando se faz de dois a três cortes de árvores ao longo de uma década. Comparar com corte raso, corte raso com sementões, corte seletivo, corte por faixas.

Cosmografia — trata dos mapas e das descrições dos traços do Cosmos. [AM]

Cosmologia — sistema de ideias, ou perspectiva do mundo, segundo o qual o universo é ordenado e compreendido. [AM]

Créditos de carbono

Crescimento econômico — Aumento na capacidade de fornecer às pessoas mercadorias e serviços produzidos por uma economia; aumento no produto interno bruto (PIB). Comparar com desenvolvimento econômico, desenvolvimento econômico sustentável no aspecto ambienta/. produto interno bruto.

Crescimento exponencial — Crescimento no qual alguma quantidade, como o tamanho da população ou o rendimento econômico, aumenta a uma taxa constante por unidade de tempo. Um exemplo é a seqüência de crescimento 2, 4, 8, 16, 32, 64, e assim por diante. Quando o aumento da quantidade ao longo do tempo é transformado em gráfico, resulta em uma curva com o formato da letra J. Comparar com crescimento linear.

Crescimento exponencial — crescimento através de uma fracção constante da quantidade de crescimento durante um período de tempo constante, por exemplo, x por cento por ano. A série 2,4,8,16,32,64, 128 é exponencial (aumento constante de 100 por cento). Ilustra que um crescimento exponencial curvo é gradual durante grande parte da sua duração, mas depois torna-se abrupto muito rapidamente. [AM]

Crescimento inteligente — Forma de planejamento urbano que admite o crescimento das cidades, mas usa leis de zoneamento e outras ferramentas para evitar o espalhamento e crescimento direto em certas áreas. O objetivo é proteger terras e cursos de água importantes e ecologicamente sensíveis e desenvolver áreas urbanas mais sustentáveis no aspecto arnbiental, além de lugares mais agradáveis para se viver.

Crescimento linear — Crescimento no qual uma quantidade aumenta em algum valor fixo durante cada unidade de tempo. Um exemplo é o crescimento que aumenta na seqüência 2, 4, 6, 8, 10, e assim por diante. Comparar com crescimento exponencial.

Crescimento logístico — Padrão no qual o crescimento demográfico exponencial ocorre quando a população é pequena e seu crescimento diminui imediatamente conforme a população se aproxima da capacidade de suporte. ➥ curva em S.

Crescimento urbano — Taxa de crescimento de uma população urbana. Comparar com grau de urbanização.

Criacionismo— [01] «Crença de que o Universo foi criado por Deus exatamente como conta o livro bíblico do «gênese»; também a doutrina de que a teoria da evolução não explica a existência da vida na Terra de maneira satisfatória, e de que são mais convincen­tes os indícios de um universo criado e organizado, e não em evolução e muta­ção. A maioria dos criacionistas religiosos são cristãos fundamentalistas que acreditam ser a Bíblia a palavra exata de Deus, que o Mundo foi criado em 6 dias e que não tem mais de 8.000 anos de idade. — [02] O criacionismo científico procura provar a criação súbita do universo refutando as provas científicas da evolução e oferecendo explicações alternativas para os dados científicos. Seus adeptos (uma pequena minoria da comunidade científi­ca) afirmam que a vida não pode ter brotado de matéria inerte; que a multiplici­dade, a complexidade e a diversidade das espécies não podem ter-se originado de organismos unicelulares por meio de mutações e da seleção natural, como assegura a teoria da evolução; que as características geológicas da Terra são pro­venientes de alterações catastróficas, e não de um encadeamento de fenômenos milenares; e que a predisposição dos cientistas para a explicação evolucionista influi na interpretação dos dados bio­lógicos, geológicos e arqueológicos. Muitos outros cientistas, embora rejeitem a versão bíblica da criação, acreditam que a complexidade e a diversidade do Cos­mos requerem projeto e, por conseguinte, um projetista.» [LI]  Criacionismo: aceita literalmente a descrição da criação da Terra dada no «Cénesis», Uma versão do século XVII baseava-se numa estimativa de Bishop Ussher segundo a qual a Terra e tudo nela haviam sido criados em 4004 a. C. O criacionismo também defende que todas as espécies vivas têm origens separadas e foram criadas simultaneamente, em vez de se terem desenvolvido a partir de raízes comuns, como sustenta o darwinismo. [AM]

Crise financeira internacional

Crise global

Cristianismo (1)— [01] «Religião descendente do Judaísmo e baseada nos ensinamentos de Jesus Cristo. É a religião mais difundida e mais praticada no Mundo, com cerca de 1,5 bilhão de adeptos – nas igrejas Ortodoxa Oriental, Católica Romana, e nas inúmeras deno­minações e seitas protestantes. O Cristianismo surgiu como uma pequena seita judaica no séc. 1 d/C na Palestina e se espalhou por toda a Europa. A partir do séc. 17, o imperialismo europeu e o evangelismo religioso fundaram comuni­dades cristãs em todos os países do mundo. A Bíblia cristã contém o «velho tes­tamento», as escrituras judaicas que relatam a história lendária dos israelitas, e o «novo testamento», escrito pelos discípulos de Jesus, com relatos de sua vida e de sua missão, e dos primórdios da evolução da nova fé. — [02] A fé cristã varia muito entre as diversas ramificações. Seu princípio unificador básico é a convicção de que Jesus é o Cristo, ou o Messias, profetizado no «velho testamento» como salvador de Israel. A maioria dos cristãos também o considera o filho de Deus, encarnado na forma humana e sacrificado para expiar os peca­dos humanos e assegurar a salvação de todas as almas. No núcleo da maioria dos cultos cristãos está a crença de que ele ressuscitou após a crucificação, sinal da vitória da vida sobre a morte, da vinda do prometido reino de Deus e da vida espiritual eterna para todos os crentes. Jesus representa a restauração da aliança entre Deus e os filhos de Israel, que fora violada pelos pecados humanos, pela falta de fé e pelo Mal. Na maioria das denominações cristãs, o conceito da Trin­dade – Deus em três “pessoas”, o Pai, o Filho e o Espírito Santo – associa a um sistema monoteísta a divindade de Jesus e a idéia da presença da graça divina na vida humana. — [03] A meta da vida cristã destila-se nas ordens de Jesus a seus discípulos de tratar o próximo com caridade, misericórdia, justiça e, o mais importante, amor, e empenhar-se no rumo da fé e da obediência perfeitas a Deus e a Sua lei. O modo de vida do cristão é, pelo menos, tão importante quanto o zelo pelo culto. Ao seguir a doutrina e o exemplo de Jesus, os cristãos esperam levar sua alma à união final com Deus. — [04] Historicamente, os cristãos se dividiram devido a questões relativas à autori­dade religiosa, ao papel da Igreja e à natureza e ao teor do culto. A Igreja Católica dividiu-se nos ritos romano e oriental na Idade Média, entre cismas a respeito da supremacia do pontífice romano e da natureza do Espírito Santo. As seitas protestantes afastaram-se da Igreja Católica Romana no séc. 16, quando reformadores como Martinho Lutero refutaram a autori­dade do Papa e do sacerdócio, e se reproduziram em centenas de seitas configu­radas em torno de interpretações divergentes das escrituras, dos rituais litúrgicos, e das estruturas eclesiásticas. — [05] Sacramentos cristãos – Na fé cristã, a graça de Deus – Sua proteção, Sua bênção e a presença divina – é concedida aos destinados à salvação. A maioria das igrejas cris­tãs realiza rituais que expressam a presença da graça, chamados sacramen­tos. Os católicos romanos e as igrejas ortodoxas orientais celebram 7 sacramentos: batismo, crisma (iniciação à fé cristã), penitência (confissão e absolvição dos pecados), a Eucaristia, ordenação sacerdotal ou ordens monásticas, matrimônio e extrema-unção (unção dos doentes graves em pre­paração para a morte). Desses, somente 2 – o batismo e a Eucaristia – ­são considerados sacramentos pela maioria das igrejas protestantes, confor­me a convicção de Lutero de que somente esses dois foram instituídos por Jesus. — O batismo, ritual de molhar o corpo com água em imitação do batismo de Jesus realizado por João Batista, representa o ingresso na fé e a purifica­ção dos pecados. É praticado por quase todas as seitas cristãs, geralmente ao nascer, embora a idade em que é realizado e o grau de imersão variem. — A Santa Eucaristia, ou comunhão, é uma reconstituição ritual da Últi­ma Ceia de Jesus com os discípulos, quando ele declarou que o pão e o vinho eram seu corpo e seu sangue. Na missa católica, o pão e o vinho que os celebrantes provam são considerados manifestação da “presença real” do Cristo pelo milagre da transubstanciação, no qual são convertidos em Seu corpo e Seu sangue (embora retenham as características físicas do pão e do vinho). Nas cerimônias protestantes, o pão e o vinho são simbólicos, indi­cando a “presença próxima” de Cristo, ou, na doutrina luterana da consubstanciação, acredita-se que estão misturados com a substância de Cristo. — O desacordo no tocante à natureza dos sacramentos foi essencial para a rebelião protestante e subseqüente separação da Igreja católica, e continua sendo um dos pontos principais de divergência na cristandade pós-Reforma. Os católicos romanos acreditam que o sacramento, pleno da presença de Deus, tem poder divino, ao passo que a maioria dos protestantes afirma que, embora sejam sinais da graça interior, os sacramentos não têm poder intrínseco.» [LI]

Cromossomo — Grupo de genes e proteínas associadas em células animais e vegetais que contêm certos tipos de informação genética. ➥ genes.

Crosta — Camada sólida exterior da Terra. Composta pela crosta oceânica e pela crosta continental. Comparar com núcleo, manto.

Cultivo convencional — Método de cultivo no qual uma superfície de plantio é criada ao se arar a terra, quebrar o solo exposto e então nivelar a superfície. Comparar com lavoura de conservação.

Cultivo polivarietal — Plantação de diversas variedades da mesma cultura em uma determinada área de terra. Comparar com intersafra, monoculiura, policultura.

Curso de água — Corpo de água superficial corrente. Exemplos: riachos e rios.

Curva de resposta à dose — Representação gráfica de dados que mostra os efeitos de várias doses de um agente tóxico em um grupo de organismos de teste. ➥ dose, dose letal média, resposta.

Curva de sobrevivência — Gráfico que mostra o número de sobreviventes em diferentes faixas etárias para uma espécie particular.

Curva em J — Curva com formato similar ao da letra J; pode representar o crescimento exponencial prolongado. ➥ crescimento exponencial.

Curva em S — Nivelação de uma curva em forma de J exponencial quando uma população de crescimento rápido ultrapassa a capacidade de suporte de seu ambiente e pára de crescer.

Custo do ciclo de vida — Custo inicial acrescido dos custos operacionais do tempo de vida de um bem econômico. Comparar com custo total.

Custo externo — Custo de um bem econômico relativo aos aspectos nocivos e/ou às consequências sociais/ambientais prejudiciais decorrentes de sua produção – custo esse que, na maioria das vezes, não é incluído no preço final de mercado desse bem. ➥ Externalidades.

Custo interno — Custo direto pago pelo produtor e pelo comprador de um bem econômico. Comparar com benefício externo, custo externo, custo total.

Custo real —custo total.

Custo total — Custo de um bem quando seus custos internos e externos estimados de curto e longo prazos estão incluídos no preço de mercado. Comparar com custo externo, custo interno.

Dados científicos — Fatos obtidos ao se fazer observações e medições. Comparar com hipótese científica, lei científica, métodos científicos, modelo científico, teoria científica.

Darwinismo social — aplicação do esquema evolucionário da natureza de Darwin ao desenvolvimento histórico das sociedades humanas, especialmente nas esferas da economia e da geopolítica. As noções de competição por recursos (alegadamente) escassos, de luta pela existência e sobrevivência do mais apto são reforçadas com aprovação, como processos pelos quais as espécies se aperfeiçoam. O darwinismo social baseia-se fortemente nos conceitos de sociedade desenvolvidos por Ma1thus e Herbert Spencer. [AM]

DDT — Diclorodifeniltricloroetano, hidrocarboneto clorado que foi muito utilizado como inseticida, mas que hoje é proibido em alguns países.

Decaimento radioativo — Mudança de um radioisótopo para um isótopo diferente pela emissão de radioatividade.

Decaimento radioativo natural — Alteração nuclear na qual os núcleos instáveis de átomos emitem espontaneamente partículas (normalmente partículas alfa ou beta) ou energia (raios gama) a uma taxa fixa.

Decisão econômica — Decidir quais mercadorias e serviços produzir, como produzi-los, quanto produzir e como distribuí-los às pessoas.

Decompositor — Organismo que digere partes de organismos mortos e fragmentos de refugo e resíduos de organismos vivos ao transformar as complexas moléculas orgânicas dessas matérias em compostos inorgânicos mais simples, absorvendo, então, os nutrientes solúveis. Os produtores devolvem a maioria dessas substâncias químicas ao solo e à água para serem reaproveitadas. Os decompositores são formados por diversas bactérias e fungos. Comparar com consumidor, detritívoro, produtor.

Dedução e indução — [01] «Os dois lados da faculdade da Razão, métodos opostos mas complementares, de se chegar a conclusões legítimas. Cada um segue, por assim dizer, direções opos­tas, como indicam os radicais latinos das duas palavras, que significam “levar” e “trazer”. A dedução é o pilar da Lógica clássica, ao passo que a indução é o alicerce da metodologia científica. — [02] O raciocínio dedutivo parte de um universal – uma verdade ou hipótese geral – e conduz ao conhecimento de um exemplo particular desse dado univer­sal. A forma clássica do raciocínio dedutivo é o silogismo, no qual se deduz uma conclusão necessária partindo-se de duas premissas aceitas: «Se todas as vacas são ruminantes, e Chefinha é uma vaca, então Chefinha é ruminante». — [03] A indução parte do particular (ou existente, como se costuma chamar atual­mente) e chega ao geral (ou universal) – uma generalização que abarca outros exemplos da mesma categoria ou classe. Ao contrário da dedução, que é um processo pura­mente mental, independente da experiência, a indução depende da experiência. No caso da vaca Chefinha, pode-se demonstrar que ela digere por meio da rumi­nação; se todas as outras vacas que observamos fazem o mesmo, podemos decla­rar, se não a certeza, a grande probabilidade de que ruminar é traço característico de todas as vacas. — [04] A afirmação a que se chega por meio da dedução proveniente de premissas exatas é praticamente infalível, ao passo que os conhecimentos provenientes da indução são sempre condicionais, já que não se pode chegar com segurança a um universal por meio de indução: uma vaca não-ruminante destruiria a conclusão. A vantagem da dedução é que suas respostas, se deduzidas com exatidão, são indiscutíveis. A indução, embora menos decisiva, geralmente é mais útil, pois é capaz de gerar novas informações, em vez de simplesmente explorar aspectos de conhecimentos já existentes.» [LI]

Dedução — uma forma de raciocínio em que as conclusões sobre o que será encontrado no mundo real são tiradas de premissas de como o mundo funciona. É inferir algo particular de princípios gerais. Se as premissas estiverem correctas, então a conclusão também deverá estar; se estiverem incorrectas, a conclusão poderá estar incorrecta. Se observações do mundo real contradizem as premissas, então estas devem ser revistas. Ê Indução.[AM]

Degradação ambiental — Redução ou destruição de um recurso potencialmente renovável, como solo, campos, florestas ou formas de vida selvagens, utilizado mais rapidamente do que é reposto pela natureza. Se tal uso continua, o recurso torna-se não renovável (em uma escala de tempo humana) ou não existente (extinto). ➥ também produção sustentável.

Degradação da terra — Redução na capacidade da terra de suportar agricultura, criação de gado ou espécies selvagens no futuro, resultado de processos naturais ou induzidos pelo homem.

Deísmo — [01] «Crença em um deus, ao contrário do ateísmo e do politeísmo; especificamente, a filosofia religiosa principalmente inglesa dos séc.s 17 e 18, segundo a qual Deus existe, mas não é imanente, nem ativo, na criação. Em protesto contra a Igreja Cristã tradicional, os deístas adotaram uma teologia natural, que considerava a Razão e o Direito Natural os únicos princípios que conduzem à retidão moral e à salvação suprema. A fé, segundo eles, é uma con­seqüência lógica da nossa percepção e da nossa avaliação dos fenômenos natu­rais, e não depende da autoridade de dogmas eclesiásticos nem de crença no sobrenatural. Refutavam a validade da revelação e dos milagres, rejeitavam a providência divina e a possibilidade de comunicação direta e pessoal com Deus, negavam que a Bíblia é a palavra de Deus revelada e repudiavam a idéia de que Deus se envolve em assuntos humanos. — [02] O fundador do deísmo foi lorde Edward Herbert of Cherbury (1583-1648), cujos “cinco pilares” da religião descreviam os princípios fundamentais adotados pela maioria dos deístas. Entre eles, a fé em um deus-criador, digno de culto ­cuja forma mais apropriada é uma vida virtuosa de piedade e arrependimento por nossos pecados – que recompensa a virtude e castiga a maldade na vida após a morte. Mas o deísmo nunca foi uma teologia coerente; os deístas eram, acima de tudo, livres-pensadores e tinham opiniões conflitantes sobre muitas questões da fé. Com sua confiança no poder da razão, nas virtudes da tolerância, na legitimi­dade dos Direitos Naturais e na soberania do homem, muitas figuras eminentes do Iluminismo abraçaram o deísmo, inclusive Voltaire e outros philosophes fran­ceses. Muitos dos philosophes eram ateus, mas se uniam na condenação da “su­perstição” religiosa como maior obstáculo ao progresso da humanidade. Vários dos redatores da Constituição dos EUA era deístas, inclusive Washington, Franklin e Jefferson.» [LI]

Democracia — Governo do povo por meio de autoridades eleitas e representantes indicados. Em uma democracia constitucional, a constituição é a base da autoridade governamental e impõe limites ao poder do governo por meio de eleições livres e liberdade de expressão da opinião pública. Democracia [Livro das Idéias] — [01] Forma de governo na qual o poder supremo está nas mãos do povo e é exercido diretamente ou por intermédio de representantes eleitos; da palavra grega que significa “governo do povo”. Embora existam diversas formas de democracia e ela esteja sujeita a interpretações divergentes, na era moderna o conceito significa, em geral, governo da maioria, direitos individuais e minoritários, igualdade de oportunidades, igualdade perante a lei, direitos e liberdades civis. O ideal democrático fundamenta-se nos conceitos de direitos naturais, dignidade humana, e igualdade. “Democracia” é um termo mais amplo do que “república”, que denota governo não-monárquico por intermédio de representantes eleitos. — [02] A idéia de democracia nasceu nas antigas cidades-estado da Grécia – como Atenas, onde todos os cidadãos (com exceção das mulheres e dos escravos) ti­nham o direito de participação direta no governo. Platão, Aristóteles e outros pensadores contemporâneos, porém, não confiavam na democracia pura, pois temiam que o governo da maioria pudesse levar à corrupção. Após a queda da República Romana, as instituições e as idéias democráticas ficaram em estado latente até fins da Idade Média, quando o fim do feudalismo e a ascensão do Humanismo ressuscitou os conceitos de potencial individual e direitos humanos. Embora a monarquia fosse refutada por muitos pensadores políticos do Renascimento e do Iluminismo, poucos defendiam a democracia po­pular, preferindo alguma forma de regime mis­to ou uma república elitista. — [03] A idéia democrática implantou-se com as revoluções americana e francesa – embora esta tenha fatalmente confirmado as advertên­cias céticas de que a democracia desenfreada seria um convite à tirania majoritária, ou se degeneraria em ditadura. Todas as democracias modernas bem-sucedidas adota­ram as garantias constitucionais dos direitos individuais e salvaguardas estrutu­rais como a separação dos poderes, o exame judicial e outras medidas de poder e contra-poder. O sufrágio universal é um fenômeno comparativamente recente. O primeiro país a conceder às mulheres o direito ao voto foi a Nova Zelândia, em 1893; vários estados americanos exigiam exames de alfabetização, com o intuito de excluir os afro-americanos e os imigrantes, até a década de 1960, quando foram proscritos pelas leis federais dos direitos civis. «Democracia não reside no voto; mas na contagem.» (Tom Stoppard, «jumpers», 1972).» [LI]

Densidade populacional — Número de organismos de uma população específica encontrados em uma área ou volume especificados.

Depleção econômica — Exaustão de 80% das reservas estimadas de um recurso não renovável. Encontrar, extrair e processar os 20% restantes normalmente custa mais do que seu valor. Também pode se aplicar ao esgotamento de um recurso renovável, como uma espécie de peixe ou árvore.

Deposição ácida — Quando da atmosfera caem na superfície terrestre ácidos e compostos formados de ácidos. A deposição ácida é comumente conhecida como chuva ácida, termo que se refere à deposição úmida de gotículas de ácidos e compostos formados de ácidos.

Depósitos de lixo abertos — Campos ou covas no chão onde o lixo é depositado e, às vezes, coberto com solo. São raros em países desenvolvidos, mas bastante usados em diversos países em desenvolvimento, especialmente para tratar os resíduos das megacidades. Comparar com aterro sanitário.

Desagregação — Processos físicos e químicos em que rochas sólidas expostas na superfície da Terra são modificadas para separar partículas sólidas e material dissolvido, que podem, então, ser movidos para outros lugares na forma de sedimento. ➥ erosão.

Desarmamento

Desconstrução — [01] «Método de crítica pós-estruturalista que se identifica principalmente com o filósofo francês Jacques Derrida. De início associado à crítica literária, encontrou adeptos em muitas outras disciplinas. Na verdade, o próprio Derrida usava o termo “texto” para incluir qualquer assunto ao qual se possa aplicar a análise crítica. — [02] Desconstruir alguma coisa significa, literalmente, “desmontar” – por um lado, puxar todos os fios para identificar sua multiplicidade de significados e, por outro, desfazer os “construtos” da ideologia ou da convenção que lhe tenha imposto significado. O processo de desconstrução põe à mostra, inevitável e intencionalmente, as incoerências e as contradições. Isso leva à conclusão de que não existe significado único no texto e que ele também não pode afirmar que expres­sa uma verdade absoluta. Para o desconstrucionista, a língua, a verdade e o significado são enganosos, equívocos e relativos. Já que o texto sobrevive ao autor e ao contexto em que foi criado, seus significados transcendem aos que talvez se tenham pretendido originalmente; nesse sentido, o leitor também faz contribuições ao trabalho no autor. — [03] A desconstrução provém da tradição da hermenêutica e emprega sua metodologia de análise minuciosa do texto. Mas os objetivos dos dois métodos são distintos – para a desconstrução, revelar o significado como fragmentado e ambivalente; para a hermenêutica, descobrir o significado fundamental em determinado contexto. Derrida emprega o termo différance neologismo que im­plica “diferença” e “diferimento” – para expressar a sua idéia de linguagem como um sistema no qual o significado é criado via comparação de diferenças entre “signos” lingüísticos, mas no qual continuamente se adia o signi­ficado final, ou “presença”, porque cada signo se refere apenas a outro signo e nunca ao que ele significa realmente. Ele argumenta, portanto, que a linguagem, tão suscetível a interpretações e más interpretações, é um veículo duvidoso da “verdade” e do significado. Além disso, declara ele, tem-se utilizado a linguagem habitualmente na construção de cosmovisões fundamentadas em metáforas, su­posições etnocêntricas e “conceitos binários” preconceituosos como racionalismo/irracionalismo, natureza/cultura, até fala/escrita. Derrida identifica essa situação como logocentrismo, a suposição de princípios básicos que se ampa­ram numa “presença” ou num “centro” ideológico fixo e inquestionável. — [04] Alguns críticos sociais vêm empregando essa teoria para expor as premissas ideológicas e as contradições das instituições tradicionais e das estruturas do poder. As femi­nistas, por exemplo, apoderaram-se da definição de Derrida do falologocentrismo no patrimônio cultural da civilização ocidental – a idéia de que a linguagem é um artefato criado pelo homem para servir aos interesses da sociedade patriarcal.» [LI]

Desenvolvimento econômico — Melhoria dos padrões de vida em razão do crescimento econômico. Comparar com crescimento econômico, desenvolvimento econômico sustentável no aspecto ambiental.

Desenvolvimento econômico sustentável no aspecto ambiental — Desenvolvimento que estimula formas de crescimento econômico que atendam às necessidades básicas das gerações atuais da espécie humana e demais espécies, sem impedir que as gerações futuras tenham as suas necessidades básicas atendidas, e que desestimula as formas de crescimento econômico prejudiciais e não sustentáveis. É o componente econômico de uma sociedade ambientalmente sustentável. Comparar com desenvolvimento econômico, crescimento econômico.

Desenvolvimento sustentável — desenvolvimento econômico sustentável no aspecto ambiental. Desenvolvimento sustentável (ou sustentado) Desenvolvimento sustentável [Livro das Idéias] — [01] «Em desenvolvimento internacional, conceito que procura equilibrar as necessi­dades do presente com a viabilidade futura dos recursos naturais e da ecologia planetária. A idéia ganhou importância em 1987 no debate ambiental na Comis­são Mundial da ONU sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, liderada pelo primeiro-ministro da Noruega Gro Harlem Brundtland. O relatório da comissão, «nosso futuro comum», articulava uma preocupação crescente com a degradação ambiental e com o esgotamento dos recursos naturais, a crise emergente provo­cada pelas atividades industriais, tecnológicas e econômicas, alimentada pelo super-consumismo no mundo industrializado e exacerbada pelo rápido cresci­mento econômico dos países em desenvolvimento. A comissão exortou todo o globo a um compromisso com o “desenvolvimento sustentável”, definido como atividades sociais e econômicas que satisfaçam às necessidades atuais da popula­ção mundial «sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfaze­rem suas próprias necessidades». — [02] Procurando evitar o que consideram uma catástrofe social e ambiental imi­nente, os defensores do desenvolvimento sustentável sugerem providências, en­tre elas a conservação e a reciclagem, o controle populacional e a criação de fontes alternativas e renováveis de energia. A idéia suscitou debates entre ecolo­gistas, economistas e políticos acerca da “capacidade de lotação” do planeta, seu potencial de adaptação e recuperação, e as próprias definições dos termos “de­senvolvimento” e “sustentabilidade”. Alguns economistas afirmam que é possí­vel manter indefinidamente os índices atuais de crescimento e consumo, pois a genialidade humana cria substitutos sintéticos para os recursos esgotados. Ou­tros, como Paul Hawken, argumentam que a tecnologia não pode compensar a degradação de complicados fenômenos naturais como os sistemas climáticos e a fotossíntese. A sustentabilidade, afirmam, só pode ser alcançada com o deslocamento das nossas prioridades econômicas atuais para longe do crescimento ma­terial constante e na direção de uma adaptação às complexas leis biofísicas que regem o ecossistema global.» [LI]

Desertificação — Transformação de pastagem, terra cultivada em sequeiro ou terra cultivada irrigada em terra desértica, com uma queda na produtividade agrícola de 10% ou mais. Normalmente é causada pela combinação de pastagem excessiva, erosão do solo, seca prolongada e mudança climática.

Deserto — Bioma no qual a evaporação ultrapassa a precipitação cuja média é inferior a 25 centímetros por ano. Tais áreas possuem pouca vegetação ou possuem vegetação bem espaçada e, em sua maioria, baixa. Comparar com floresta, campo.

Desindustrialização

Desmatamento — Remoção de árvores de uma área arborizada sem que haja replantio adequado.

Desnutrição — Nutrição deficiente em razão de dieta que não fornece ao indivíduo a quantidade necessária de proteínas, gorduras essenciais, vitaminas, sais minerais e outros nutrientes essenciais à boa saúde. Comparar com supemutrição, subnutrição.

Dessalinização — Purificação da água salgada ou salobra (levemente salgada) pela remoção dos sais dissolvidos.

Destino manifesto — [01] Doutrina presente na história dos EUA do séc. 19 que expressa a convicção de que a expansão do território e da influência americanos foi decretada por Deus e pela inevitabilidade histórica. A expressão foi criada em 1845, às véspe­ras da Guerra do México, na qual os Estados Unidos anexaram o Texas e a Cali­fórnia, quando o jornalista John O’Sullivan escreveu a respeito do «nosso destino manifesto de ocupar o continente destinado pela Providência ao livre desenvolvimento dos nossos milhões que se multiplicam anualmente». Essas opiniões expressavam uma fé confiante na missão divina da nação de espalhar a civiliza­ção americana, expressa no Protestantismo anglo-saxão, no capitalismo de mer­cado livre e no governo democrático. A imagem da nação se expandindo pelo continente virgem se expressava nos quadros dos artistas da Escola de Hudson River, cujas paisagens românticas quase sempre retratavam assentamentos hu­manos contra paisagens altaneiras de esplendor natural. — [02] Depois do fechamento da fronteira na década de 1890, o “destino manifesto” voltou a tornar-se um lema forte, quando os expansionistas incentivavam que se estendesse a esfera de influência americana às Antilhas e ao Pacífico, o que instigou a Guerra Hispano-Americana de 1898 e outras aventuras imperialistas. Pode-se detectar o tema também na história americana mais recente, como quan­do John F. Kennedy empenhou o país na conquista do espaço declarando: «Con­templamos hoje uma nova fronteira.»» [LI]

Determinismo — [01] «Tese, proveniente da uma interpretação estrita da causalidade, de que toda situação é determinada pela situação precedente e que constitui um elo em uma cadeia inalterável de acontecimentos. Difere da predestinação – a idéia de que Deus pré-ordenou a história do Mundo e o destino da Humanidade – principalmente porque encara o rumo dos acontecimento como conseqüên­cia de leis físicas, sociais e comportamentais inconscientes, e não da interferên­cia divina. — [02] A tese determinista foi aplicada inicialmente às leis da física – o universo entendido como mecanismo de autoperpetuação movido por uma seqüência in­terminável de causas e efeitos. É mais associada ao matemático e físico francês Pierre-Simon Laplace, do séc. 18, que especulava que uma inteligência suficiente, conhecendo as leis da Física e a velocidade e a posição de cada partí­cula do Universo, conseguiria prever seu futuro completo. Essa hipótese, que esteve em voga durante todo o séc. 19, foi questionada pela mecânica quântica, pela relatividade e pela teoria do caos, todas as quais postulam a natureza fundamentalmente indeterminada do Universo. De modo semelhante, o determinismo na Filosofia foi refutado pelo existencialismo e pela fenomenologia, que põe em destaque a liberdade absoluta em um universo absurdo. — [03] O modelo determinista, porém, gerou inúmeras teorias que aplicam o con­ceito às ciências sociais. O determinismo cultural afirma que a nossa interpretação do mundo está inevitavelmente plantada no nosso meio sociocultural. A ex­pressão também é usada como sinônimo de relativismo cultural, principalmente pelos críticos que acham que ela procura explicar as diferenças entre as pessoas em termos de determinantes culturais, à exclusão de outros fatores. Segundo a teoria marxista do materialismo histórico, as condições sociais são definidas pelas forças econômicas subjacentes e o progresso histórico é determinado pelo inexorável processo dialético da luta de classes. O deterrninismo tecnológico afir­ma que as mudanças na tecnologia causam, ou pelo menos impulsionam, as mudanças sociais; por exemplo, diz-se que a Revolução Industrial de fins do séc. 18 gerou o capitalismo urbano do séc. 19. — [04] Na psicologia, o behaviorismo interpreta as atividades humanas como rea­ções fisiológicas a estímulos ambientais, determinadas por condicionamento pré­vio. A teoria freudiana do deterrninismo psíquico dava destaque às causas incons­cientes dos processos mentais e fisiológicos, reduzindo o âmbito do livre arbítrio individual. Sua afirmação de que a natureza feminina é biologicamente determi­nada e inferior em essência foi atacada por críticos como Karen Horney, cuja versão do determinismo cultural enfatizava, ao contrário, a influência das situa­ções culturais no desenvolvimento psicológico.» [LI]  Determinismo: a perspectiva de que todos os acontecimentos têm uma causa. Algumas formas de determinismo sugerem que o último elo na cadeia causal que determina as acções e os comportamentos humanos e o destino da humanidade está para além do controlo humano … Também a acção humana e o destino humano não são consequência do livre arbítrio humano. Há forças exteriores, como sejam as leis de Deus ou da natureza, ou da economia ou da história, que limitam o que podemos e o que não podemos alcançar. Assim como um determinismo económico, histórico, ambiental, etc., existe também um determinismo biológico que sustenta que a causa final das acções humanas está nos genes. Um determinismo extremo seria fatalista, argumentando que todos os acontecimentos podem ser previstos se conhecermos suficientemente as leis e os processos que os causam. Nada é deixado à sorte ou ao livre arbítrio, por isso podemos aceitar tudo o que nos acontece sabendo que não teríamos podido mudar nada. [AM]

Detritívoro — Organismo consumidor que se alimenta de detritos, partes de organismos mortos e fragmentos de refugos e resíduos de organismos vivos. Os dois tipos principais são os consumidores de detritos e os decompositores.

Detritos — Partes de organismos mortos e fragmentos de refugos e resíduos de organismos vivos.

Deus, argumentos favoráveis à existência de — [01] «Na Teologia natural, principalmente na Teologia Cristã, foram elaborados di­versos argumentos que pretendem provar a existência de Deus por meio da Ra­zão pura e dos indícios encontrados no Mundo natural, sem recorrer à autorida­de das escrituras ou à revelação divina. Os mais comuns dividem-se em três categorias – ontológicos, cosmológicos e teleológicos – e todos, de um modo ou de outro, postulam que Deus é “o ser necessário”. Esses argumentos postulam, res­pectivamente, que Deus existe porque somos capazes de imaginá-lo; que tudo o que tem causa precisar ter uma Causa Primeira; e que o desígnio, evidente na criação, implica um designador. Não foram elaborados por pessoas que sentissem necessidade de defender das dúvidas a existência de Deus, mas por teólogos que procuravam conhecimentos mais claros da natureza divina; hoje em dia, esses argumentos dirigem-se mais aos céticos. — [02] O argumento ontológico foi formulado pelo escolástico Santo Anselmo, do séc. 11, em sua idéia de «um ser maior do qual não se pode conceber ne­nhum». Deus, o ser perfeito, tem de existir, argumentava Anselmo, porque pode­mos imaginar um ser perfeito; não poderíamos imaginar um ser perfeito que não existisse porque a perfeição é incompatível com a inexistência. Da mesma forma, já que a realidade é maior que a nossa imaginação, Deus deve existir fora da nossa imaginação porque não existe nada concebível maior que Deus. Descartes imitou os argumentos de Santo Anselmo e acrescentou um aprimoramento de sua autoria: nossa idéia de Deus é a idéia de um ser perfeito, e só um ser perfeito poderia ser o autor dessa idéia; nossa idéia de que Deus existe não pode ser falsa porque Deus, quando permitiu que tivéssemos essa idéia, não poderia estar nos ludibriando, já que isso não seria próprio do caráter de um ser perfeito. — [03] O argumento cosmológico, extraído da teoria de causalidade de Aristóteles, recebeu sua forma teológica mais completa de São Tomás de Aquino, cujas famo­sas “5 vias” de entender Deus fundamentavam-se no movimento, na causa final, na causa eficiente, da passagem da possibilidade à realidade, e da passagem da imperfeição à perfeição. Tudo começa da observação de que tudo o que acon­tece tem uma causa que, por sua vez, tem uma causa, certamente ad infinitum. Mas supor uma regressão causal infinita é supor um universo sem início – uma impossibilidade – e como nenhum ser comum pode causar sua própria existência, deve haver um ser supremo que criou a si mesmo, é imutável e eterno, o Motor Imóvel que é a causa de todas as outras coisas. — [04] O argumento teleológico, também conhecido como argumento do desígnio, olha para o Universo e conclui que ele não poderia funcionar como funciona por acidente, mas deve ser a manifestação do propósito divino. O enunciado mais famoso desse argumento foi formulado em 1802 pelo teólogo inglês William Paley, que comparou Deus a um relojoeiro. Se examinar o projeto complicado e a cons­trução de um fino relógio de pulso nos faz admirar o trabalho de um artesão habilidoso; devemos assim reconhecer um projeto inteligente em algo como o olho humano, e ainda mais no Universo como um todo. — [05] Dois outros métodos encontram a prova da existência de Deus nas características humanas universais. O argumento da aceitação comum afirma que a cren­ça mundial em Deus, encontrada em todas as eras e culturas, demonstra a sua validade. O postulado moral de Deus, formulado por Kant, afirma que nossa noção do que é certo e errado é inata, e não aprendida, e, por conseguinte, deve existir uma fonte sobre-humana dessa convicção.»

Deus, conceitos de — [01] «A idéia de um ser ou poder divino, sobrenatural, maior que a Humanidade e que inspira temor e veneração, é a mais duradoura – e a mais variada – caracterís­tica do impulso religioso humano. Embora diversos, os modos de concepção de Deus dividem-se em 3 categorias fundamentais que distinguem entre um Deus singular (monoteísmo) e um panteão (politeísmo), entre um Deus pessoal e um impessoal, e entre Deus como imanente e transcendente. Na maioria das religiões, porém, essas distinções estão longe de serem absolutas. — [02] Os monoteísmos, como o Judaísmo, o Cristianismo e o Islã, situam a divinda­de em uma única deidade suprema e soberana, ao passo que os politeístas con­templam uma hierarquia divina, como os deuses e as deusas da mitologia greco­-romana, com níveis, capacidades e domínios variados, e que possuem atributos humanos e poderes divinos, e não raro personificam forças naturais. Os elementos monoteístas e politeístas se fundem em muitas religiões, inclusive no Cristianismo, cujas denominações, em sua maioria, entendem Deus como uma Trindade, e cogitam uma hierarquia de anjos, e no Hinduísmo, no qual um complicado politeísmo está sob a supervisão do Absoluto puro, incondicional, ou brâmane. Alguns estudiosos acreditam que o henoteísmo – culto exclusivo a um deus sem negar a existência dos outros como válido para outras pessoas – caracterizou o judaísmo da era bíblica. — [03] A distinção entre o Deus pessoal e o impessoal é ainda mais complexa e ambígua. Essa tensão deve-se à impossibilidade de ambos os extremos: um Deus totalmente pessoal, acessível em termos puramente humanos, seria insuficiente­mente divino, e uma deidade completamente impessoal seria difícil de compre­ender. Por conseguinte, a maioria das religiões concebe um Deus tanto pessoal quanto impessoal. Os cristãos, por exemplo, acreditam no Filho encarnado do Pai todo-poderoso; os hindus imaginam a vida, a morte e o renascimento dos deuses em um vasto ciclo dentro da perfeição imutável do brâmane. — [04] As idéias de imanência e transcendência – Deus ativo na Natureza ou fora dela, relacionadas ao Mundo e seu desenvolvimento ou um mistério além da compreensão humana – são semelhantes à comparação pessoal/impessoal. Esse aspecto, também, não é extremo nem totalmente adotado nos cultos, já que não se pode compreender um Deus que seja totalmente afastado de nós e do Mundo, ou tão próximo e penetrante que se dissolvesse na experiência. Com freqüência esses termos, evidentemente contraditórios, coexistem dentro de um conceito de Deus, tanto envolvido conosco como acima de nós.» [LI]

Deutério (D; hidrogênio-2) — Isótopo do hidrogênio, com um núcleo que contém um próton, um nêutron e número de massa 2.

Dialéctica/relações dialécticas — estes termos têm uma vasta gama de significados. Estes incluem a ideia de «opostos» dialécticos como sociedade e natureza, que não podem ser definidos senão em função um do outro. Daí que uma relação dialéctica entre sociedade e natureza seja muito íntima e orgânica – nem sequer fazem sentido como «entidades separadas». E as mudanças numa causam constantemente mudanças na outra, que reage causando mais mudanças continuamente. Esta relação circular, interpenetrante e de afectação mútua é, então, muito mais complexa que as relações deterministas da ciência clássica. A dialéctica constitui também uma teoria acerca da natureza da lógica e do raciocínio, e acerca da natureza do mundo, da história e da mudança social; versões diferentes foram desenvolvidas, entre outros, por Hegel e Marx. [AM]

Dinâmica populacional — Principais fatores bióticos e abióticos que tendem a aumentar ou reduzir o tamanho da população e afetar a composição sexual e etária de uma espécie.

Dióxido de carbono (CO2)

Dioxinas — Família de 75 compostos de hidrocarbonetos clorados formados como subprodutos indesejados em reações químicas envolvendo cloro e hidrocarbonetos, normalmente a altas temperaturas.

Direito natural — [01] «Direito ideal, inato, universal e imutável, em comparação com o qual o direito humano real (direito positivo) é avaliado. Diz-se que o direito natural fundamen­ta-se na “natureza” – na ordem natural, na natureza humana comum a todas as pessoas – ou em um outro princípio que o impregna, tal como Deus. Essa tese opõe-­se ao positivismo legal, que afirma provirem todas as leis da vontade humana ou de um acordo. Segundo a teoria do direito natural, qualquer lei positiva que contradi­ga o direito natural é inválida; essa é a base da desobediência civil. — [02] A idéia do direito natural tem sua origem na versão estóica do Logos, da Razão universal que dá forma, guia e ordena o Mundo. Os romanos adotaram essa concepção e distinguiam entre jus naturale (direito natural) e jus gentium (direito das nações). O Cristianismo, em seus primórdios, interpretava o direito natural como expressão da vontade de Deus, e São Tomás de Aquino, indo ainda mais longe, o definia como parte da lei eterna que está acessível à razão humana e, portanto, alicerce adequado para o direito positivo. No séc. 17, o filósofo holandês Hugo Grotius e outros, desenvolveram a idéia de um direito internacio­nal, com base nos princípios morais que transcendiam o direito local e os costu­mes, e dependiam somente da razão, e não o direito divino, por sua força. Segun­do John Locke, o direito natural, a lei de Deus, dá origem aos direitos naturais do homem – conceito que influenciou profundamente os redatores da Constitui­ção dos EUA e foi expresso com eloqüência na Declaração de Independência.» [LI]

Direitos — [01] «Liberdades, consideração, benefícios e outras vantagens automaticamente conferidas a pessoas ou grupos, em virtude da cidadania ou de outras qualifica­ções, que podem ser o simples fato de pertencer à espécie humana. De modo geral, faz-se uma distinção entre direitos naturais (ou direitos humanos), comparti­lhados por todo o povo, e direitos civis, garantidos pelos governos aos cidadãos. Em certas ocasiões os direitos civis são igualados às liberdades civis e, em outros, são considerados opostos; nesse caso, direitos civis referem-se à obrigação positiva do governo de implantar o contrato social com seus cidadãos e as liberdades civis se referem às limitações no poder do governo de interferir nas liberdades individuais. — [02] Embora Thomas Jefferson, na Declaração de Independência dos EUA, te­nha declarado ser “óbvia” a afirmação de que os seres humanos têm «certos direi­tos inalienáveis», esse era um conceito comparativamente novo naquela época. Até o Renascimento, a participação política era concebida principalmente em termos de deveres, e não de direitos para com o Estado ou o monarca. A mais notá­vel precursora dessa mudança de perspectiva foi a «magna carta» de 1215, que concedeu à nobreza inglesa e a outros “cidadãos livres” certos direitos à proprie­dade e à segurança pessoal perante a autoridade arbitrária da realeza e ainda é a pedra fundamental da monarquia constitucional do Reino Unido. — [03] O conceito de direitos políticos que cabem a todos os cidadãos foi expresso por completo pela primeira vez por Locke em seus «dois tratados sobre o governo» (1690). Locke declarava que o direito natural, que se aplica por igual a todo o povo em virtude da sua humanidade comum, em especial pela sua faculdade da Razão, implica um conjunto de direitos naturais disponíveis a todos. Segundo Locke, os direitos inatos e inalienáveis do povo eram vida, liberdade e o direito de posse e aprimoramento de propriedades, e a principal função do governo era assegurar esses direitos aos cidadãos. A Declaração de Direitos americana e a revolucionária «declaração dos direitos do homem e do cidadão» francesa ex­pressa os princípios lockianos, enumerando os direitos fundamentais, tais como liberdade de expressão, de associação e de imprensa, direito à privacidade da pessoa e de suas propriedades, liberdade de consciência e de religião, e proteção contra leis arbitrárias e poderes do governo. — [04] Nos Estados Unidos, bem como em outros países, nem todos os direitos civis sobre os quais a república foi implantada têm-se aplicado na prática a todos os americanos. Em toda a história dos EUA, sempre surgiram campanhas de ação social para ampliar direitos e proteções legais a várias classes de cidadãos. Desses movimentos, os mais tumultuados foram os realizados pelos operários e em nome deles, pelo direito de se associar a sindicatos, de negociação coletiva com os patrões, e de greve; as mulheres, pelo direito de votar e por um lugar na socieda­de igual ao dos homens; e os afro-americanos, primeiro pela abolição da escravatura, depois pela libertação da discriminação social e institucional. — [05] Os direitos têm sido historicamente associados à cidadania e considerados aplicáveis dentro das nações. Mas a teoria dos direitos naturais inerentes a todo o povo de maneira igualitária dá origem ao conceito de direitos humanos que transcendem as divisas e que todos os governos devem respeitar. Essa doutrina está contida na «declaração universal dos direitos humanos» da ONU, que vai além dos direitos considerados óbvios na maioria das sociedades liberais e espe­cifica o direito de não ser torturado e o direito à ausência de repressão política, o direito à liberdade de ir e vir, e à emigração, o direito de praticar sua própria cultura, e o direito à educação e a um padrão de vida adequado.» [LI]

Direitos dos animais — [01] «Doutrina segundo a qual os animais têm certos direitos essenciais por serem criaturas sensíveis e sociais, capazes de sentir emoções e dor. O conceito é uma rejeição implícita do antropocentrismo e da doutrina “animal-máquina” de Des­cartes, ambas as quais descartam a possibilidade de que os animais possam ter “interesses” que os humanos devam respeitar. Do ponto de vista filosófico, a questão dos direitos dos animais provém em parte da Ética do filósofo utilitarlsta Jeremy Bentham, que postulava que, embora possam divergir, os interesses de cada ser humano devem ser igualmente respeitados – bem como no imperativo categórico de Kant e em outras formulações da regra de ouro, de que devemos agir com os outros tal como queremos que ajam conosco. Também se baseia na convicção de que os animais são seres conscientes capazes de sofrer, são fins em si mesmos, e não meios para fins humanos. Esses princípios, expressos com maior influência pelo filósofo australiano Peter Singer em «animal liberation» (1975), levou os defensores dos direitos dos animais a se oporem à exploração e ao abuso de animais; por exemplo, a vivisseção, a criação para abate e o entretenimento em circos e rodeios. Alguns afirmam que o uso de animais em experiências clíni­cas e em testes de produtos constitui uma contradição lógica: julgamos aceitá­vel sujeitar os animais a experiências dolorosas que não infligiríamos aos seres humanos porque os animais não são iguais a nós, mas consideramos essas expe­riências cientificamente válidas porque os animais são iguais a nós. A doutrina dos direitos dos animais tem relação com a opinião ambientalista de que a supe­rioridade intelectual humana e o domínio da tecnologia, que nos proporcionam a capacidade de explorar o mundo natural, não nos dão o direito de fazê-lo, mas, ao contrário, concedem-nos a responsabilidade de protegê-lo.» [LI]

Dispersão populacional — Padrão geral no qual os membros de uma população estão dispostos em um habitat.

Dissuasão — [01] «Em geral, prevenção de uma ação indesejada por meio da ameaça de conseqüên­cias indesejáveis; em especial, política de defesa com base na capacidade de infligir danos inaceitáveis ao agressor. A dissuasão era a base da estratégia militar das duas superpotências mundiais durante a maior parte da Guerra Fria, funda­mentada na política da garantia de destruição mútua em conseqüência de retalia­ção em massa contra qualquer ataque nuclear. — [02] Para funcionar, a dissuasão precisa ser digna de crédito: o lado que a pratica deve ser visto como quem tem tanto a capacidade quanto a disposição de con­cretizar a ameaça. Também presume que o adversário é racional e não provocará conseqüências desastrosas intencionalmente. O que na teoria moderna da dissuasão, se chama problema da credibilidade tem origem na questão de se poder considerar digna de crédito ou racional a política fundamentada na destruição mútua, já que depende da disposição de arriscar-se à auto-aniquilação. — [03] A política da dissuasão nuclear, que os Estados Unidos adotaram na década de 1950 depois que a União Soviética adquiriu a tecnologia da bomba H, gerou um equilíbrio de poderes (chamado de “equilíbrio do terror”) entre as superpo­tências. Mas a idéia de que a guerra nuclear era “impensável” também levou a atitudes temerárias como a crise dos mísseis cubanos de 1962, quando os Estados Unidos “agitaram o sabre nuclear” para forçar a retirada dos mísseis soviéticos de Cuba. — [04] O princípio da dissuasão ampliada foi a base das alianças da OTAN e do Pacto de Varsóvia, nas quais as superpotências ampliavam a “proteção nuclear” aos aliados da Europa, utilizando a ameaça nuclear para rechaçar ataques por meio de forças convencionais. Não obstante, alguns críticos argumentam que a políti­ca destinada a evitar a Terceira Guerra Mundial incentivou o envolvimento dos EUA e da URSS em guerras convencionais “pequenas”, como as guerras do Vietnã e do Afeganistão, e, indiretamente, como na Etiópia e na Nicarágua – com base na hipótese de que o outro lado não interviria ao ponto de arriscar um confronto nuclear.» [LI]

Distribuição populacional — Variação da densidade demográfica em uma área geográfica específica. Por exemplo, um país possui alta densidade demográfica em áreas urbanas e densidade demográfica muito menor em zonas rurais.

Diversidade biológica —biodiversidade.

Diversidade das espécies — Número de espécies diferentes e suas abundâncias relativas em uma certa área. ➥  biodiversidade. Comparar com diversidade ecológica, diversidade genética.

Diversidade ecológica — Variedade de florestas, desertos, campos, oceanos, rios, lagos e outras comunidades ecológicas que interagem umas com as outras e com seu ambiente não vivo. ➥  biodiversidade. Comparar com diversidade funcional, diversidade genética, diversidade das espécies.

Diversidade funcional — Funções ou processos biológicos e químicos, como o fluxo de energia e a ciclagem de matéria necessários para a sobrevivência das espécies e comunidades biológicas. ➥ oiodiuersidade, diversidade ecológica, diversidade genética, diversidade das espécies.

Diversidade genética — Variabilidade na composição genética entre os indivíduos de uma única espécie. ➥ biodiversidade. Comparar com diversidade ecológica, diversidade funcional, diversidade das espécies.

DNA (ácido desoxirribonucléico) — Grandes moléculas presentes nas células dos organismos e que carregam informações genéticas dos organismos vivos.

Doença infecciosa —doença transmissível.

Doença não transmissível — Doença que não é causada por organismos vivos e não é transmitida de uma pessoa para outra. Entre os exemplos estão a maioria dos cânceres, diabetes, doenças cardiovasculares e desnutrição. Comparar com doença transmissível.

Doença transmissível — Doença causada por organismos vivos (como bactérias, vírus e vermes parasitas) e que pode se espalhar de uma pessoa a outra pelo ar, água, comida ou fluidos corporais (ou, em alguns casos, por insetos ou outros organismos). Comparar com doença não transmissível.

Dose — A quantidade de uma substância potencialmente nociva que um indivíduo ingere, inala ou absorve pela pele. Comparar com resposta. curva de resposta à dose, dose letal média.

Dose letal média (LDSO) — Quantidade de material tóxico por unidade de peso corporal de cobaias que mata metade da população em teste em um certo tempo.

Dualismo — Ê Objetividade. [AM] Dualismo [Livro das Idéias] — [01] Afirmação de que o Mundo se compõe fundamentalmente de duas substâncias – em geral espírito e matéria – ou de que a realidade existe em um reino aparente e um verdadeiro. Exemplos de filosofia dualista são a divisão cartesiana do universo em físico e espiritual e a discriminação kantiana entre fenômeno e númeno. — [02] O dualismo teve sua primeira expressão na oposição entre o Bem e o Mal que servia de base ao mito da criação da religião de Zoroastro, fundada por volta de 1000 a/C. A batalha entre o Bem e o Mal, Deus e Satanás, aparece em muitas tradições religiosas. A seita maniqueísta, por exemplo, fundada na Pérsia no séc. 2, encarava a existência como luta entre as trevas (o corrupto mundo material) e a luz (o reino espiritual), e os profetas religiosos como mensageiros enviados para libertar a luz, que estava aprisionada na matéria corrupta. O cho­que entre o Bem e o Mal nas crenças religiosas é o paradigma da maioria dos sistemas filosóficos dualistas. O dualismo implica polaridade e conflito, e não sincretismo – “Os dois jamais se encontrarão” em vez de “Duas cabeças pensam melhor que uma”. Os dois lados geralmente estão em desequilíbrio, um deles considerado superior ou mais “real” que o outro, bem como mais diverso; na opinião de Descartes, por exemplo, o reino do espírito é muito mais complexo e sutil do que o reino da matéria. — [03] A objeção tradicional ao dualismo – de que duas espécies de realidade de ordens completamente distintas não devem conseguir se comunicar ou interagir – gerou diversas reações. Aristóteles postulava que forma e matéria se unem na substância; o ocasionalismo foi formulado por discípulos de Descartes que luta­vam com o problema corpo/espírito; Spinoza refutava totalmente o dualismo em sua teoria do monismo. Críticos modernos como Jacques Derrida argumen­tam que os “conceitos binários” como racional/irracional e civilizado/selvagem só expressam os pressupostos hierárquicos e etnocêntricos em que se baseiam. [LI]

Eclusa

Ecocentrismo — uma «maneira de pensar» (O’Riordan, 1981) que considera os seres humanos sujeitos às leis ecológicas e dos sistemas. Essencialmente, não é centrada no ser humano (antropocêntrica), mas sim nos eco-sistemas naturais, em que o ser humano é considerado como apenas mais um componente. Há um forte sentido de respeito pela natureza no seu direito próprio (bioética), tão bem como por razões pragmáticas. Os ecocentristas não acreditam nem na moderna tecnologia de larga escala nem na sociedade, e nem nas elites técnicas, burocráticas, económicas e políticas. [AM]

Ecologia — Estudo das interações de organismos vivos uns com os outros e com seu ambiente não vivo de matéria e energia; estudo da estrutura e das funções da natureza.

Ecologia de restauração — Pesquisa e estudo científico dedicados à restauração, reparo e reconstrução de ecossistemas danificados.

Ecologia reconciliatória — Ciência de inventar, estabelecer e manter novos habitats para preservar a diversidade de espécies em lugares onde as pessoas moram, trabalham ou se divertem.

Ecologismo: a filosofia política do ambientalismo radical, que inclui o ecocentrismo (Dobson, 1990). [AM]

Ecologista — Biólogo que estuda as relações entre os organismos vivos e seu ambiente.

Economia — Sistema de produção, distribuição e consumo de bens econômicos.

Economia de alta produtividade — Situação na maioria dos países de industrialização avançada, em que o crescimento econômico cada vez maior é sustentado ao se maximizar a taxa na qual a matéria e os recursos energéticos são usados, com pouca ênfase na prevenção da poluição, reciclagem, reaproveitamento, redução de resíduos desnecessários e outras formas de conservação de recursos. Comparar com economia de baixa produtividade, economia de reeiclagem e reaprooeitamento de matéria.

Economia de alto desperdício —economia de alta produtividade.

Economia de baixa produtividade — Economia baseada no trabalho em conjunto com a natureza para reciclar e reaproveitar a matéria descartada; evitar a poluição; conservar a matéria e os recursos energéticos ao reduzir o desperdício e uso desnecessários; não degradar recursos renováveis; fabricar produtos que sejam fáceis de reciclar, reaproveitar e consertar; não permitir que o tamanho da população ultrapasse a capacidade de suporte do ambiente; e preservar a biodiversidade e a integridade ecológica. Comparar com economia de alta produtividade, economia de rede/agem e reaproueitamento de matéria.

Economia de baixo desperdício —economia de baixa produtividade.

Economia de reciclagem e reaproveitamento de matéria — Economia que enfatiza a reciclagem da máxima quantidade de todos os recursos que podem ser reciclados. O objetivo é permitir que o crescimento econômico continue sem exaurir os recursos de matéria e sem produzir poluição e degradação ambiental excessivas. Comparar com economia de alta produtividade, economia de baixa produtividade.

Ecosfera —biosfera.

Ecossistema — Comunidade de espécies diferentes que interagem entre si e com os fatores físico-químicos que compõem seu ambiente não vivo.

Efeito de sombra da chuva — Baixa precipitação no lado mais afastado (a sotavento) de uma montanha, quando os ventos predominantes atingem uma alta montanha ou cordilheira. Isso cria condições áridas e semi-áridas no lado a sotavento de uma cordilheira.

Efeito estufa — Efeito natural que libera calor na atmosfera (troposfera) perto da superfície terrestre. O vapor de água, dióxido de carbono, ozônio e demais gases da baixa atmosfera (troposfera) absorvem um pouco da radiação infravermelha (calor) irradiada pela superfície terrestre. Suas moléculas vibram e transformam a energia absorvida em radiação infravermelha de comprimento de onda mais longo (calor) na troposfera. Se as concentrações atmosféricas desses gases de efeito estufa e outros processos naturais não as removerem, a temperatura média da baixa atmosfera aumentará gradualmente. Comparar com aquecimento global. efeito estufa natural.

Efeito estufa natural — Formação de calor na troposfera em virtude da presença de certos gases, chamados gases de efeito estufa. Sem esse efeito, a Terra seria tão fria quanto Marte, e a vida como a conhecemos poderia não existir. Comparar com aquecimento global.

Efeito limiar — Efeito nocivo ou fatal de uma pequena mudança nas condições ambientais, que ultrapassa o limite de tolerância de um organismo ou da população de uma espécie. ➥ lei de tolerância.

Eficiência ecológica — Percentual de energia transferido de um nível trófico para outro em uma cadeia alimentar.

Eficiência energética — Percentual do total de energia que realiza trabalho aproveitável e não é convertida em calor de baixa qualidade, normalmente inaproveitável, em um processo ou sistema de conversão de energia. ➥  qualidade energética, energia líquida. Comparar com eficiência material.

Eficiência material — Quantidade total de material necessária para produzir cada unidade de bens e serviços. Também chamada produtividade de recursos. Comparar com eficiência energética.

Elemento — Substância química, como hidrogênio (H), ferro (Fe), sódio (Na), carbono (C), nitrogênio (N) ou oxigênio (O), cujos átomos diferentes servem como fundamento básico para toda a matéria. Dois ou mais elementos combinam-se para formar os compostos presentes na maioria das matérias. Comparar com composto.

Elétron (e) — Minúscula partícula que se move fora do núcleo de um átomo. Cada elétron possui uma unidade de carga negativa e praticamente nenhuma massa. Comparar com nêutron, prôton.

Elitismo: um modelo de tomada de decisão na sociedade, e que constitui uma deturpação do pluralismo, já que os interesses de uma elite em particular são desproporcional mente representados e influentes. As decisões resultantes são, pois, não democráticas e podem deixar alguns grupos absolutamente insatisfeitos. [AM]

Empirismo — [01] «Postura filosófica de que todo conhecimento provém da experiência – da obser­vação direta e da introspecção. Assim, opõe-se parcialmente ao Racionalismo, que identifica a Razão como fonte do conhecimento e rejeita o conceito de idéi­as inatas ou espontâneas. Embora os “puristas” empíricos afirmem que todas as idéias provêm somente da experiência, outros acrescentam que os pensamentos complexos e a cultura compartilhada não pode provir somente das percepções pessoais. A versão “mais suave” do empirismo, portanto, afirma que, embora nem todas as idéias tenham relação causal com a percepção dos sentidos, tudo o que venhamos a chamar de conhecimento precisa ser justificado pelo teste da experiência; esse é o sustentáculo da metodologia científica. — [02 O empirismo como explanação epistemológica remonta à Grécia antiga, mas o termo costuma ser associado principalmente aos filósofos ingleses dos séc.s 17 e 18 ]ohn Locke, George Berkeley e David Hume. Embora divergissem no tocante à natureza exata da realidade e à fonte das idéias, as filosofias dos três partem da premissa de que só por intermédio dos sentidos temos acesso ao Mun­do, seja qual for a sua forma real. A versão do empirismo de Hume e de Berkeley, que afirma que as nossas percepções dos fenômenos constituem a única realidade de que podemos ter conhecimento, chama-se fenomenismo (Locke acreditava, ao contrário, que o Mundo se compõe de objetos reais que realmente percebe­mos). No séc. 19, uma forma de empirismo conhecido como pragmatismo, que salientava a avaliação das idéias por seus resultados práticos, foi criada pelo filósofo americano Charles Sanders Peirce e popularizada por William James, que chamava sua filosofia de “empirismo radical”. As teorias do positivismo e do positivismo lógico (também chamado de empirismo lógico por seus adeptos), com sua ênfase na metodologia científica e na crença na comprovação por meio da experiência, também podem ser consideradas formas de empirismo.» [LI] Empirismo: a teoria de que todo o conhecimento válido provém da experiência. O conhecimento empírico advém unicamente da observação e não da teoria ou da hipótese. Deriva da experiência e da experimentação; isto é, da evidência dos sentidos. Ou éconhecimento que pode provir dessa evidência através de métodos de lógica indutiva, incluindo a matemática. [AM]

Energia — Capacidade de realizar trabalho ao executar tarefas mecânicas, físicas, químicas ou elétricas ou de causar uma transferência térmica entre dois objetos a temperaturas diferentes.

Energia cinética — Energia que a matéria possui em virtude de sua massa e velocidade. Comparar com energia potencial.

Energia de alta qualidade — Energia concentrada e capaz de realizar trabalho aproveitável. Entre os exemplos estão calor de alta temperatura e energia advinda da eletricidade, do carvão, do petróleo, da gasolina, da luz solar e de núcleos de urânio-235. Comparar com energia de baixa qualidade.

Energia de baixa qualidade — Energia que é dispersada e possui pouca capacidade para executar trabalho aproveitável. Um exemplo é o calor de baixa temperatura. Comparar com energia de alta qualidade.

Energia elétrica

Energia eólica

Energia geotérmica — Calor transferido das concentrações subterrâneas de vapor seco (vapor sem gotículas de água), vapor úmido (mistura de vapor e gotículas de água) ou água quente retidas em uma rocha porosa ou fendida.

Energia hidrelétrica

Energia líquida — Quantidade total de energia aproveitável de um recurso ou sistema energético ao longo de seu tempo de vida, menos a quantidade de energia utilizada (primeira lei da energia), automaticamente desperdiçada (segunda lei da energia) e desnecessariamente desperdiçada ao encontrar, processar, concentrar e transportar essa energia aos usuários.

Energia nuclear — Energia liberada quando os núcleos atômicos são submetidos a uma reação nuclear, como a emissão espontânea de radioatividade, a fissão nuclear ou a fusão nuclear.

Energia potencial — Energia armazenada em um. objeto em virtude de sua posição ou da posição de suas partes. Comparar com energia cinética.

Energia solar — Energia irradiante direta do Sol e de um número de formas indiretas de energia produzidas pela entrada dessa energia irradiante. As principais formas indiretas de energia solar incluem vento, quedas, vazão de água (hidreletricidade) e biomassa (energia solar transformada em energia química armazenada nas ligações químicas de compostos orgânicos em árvores e outros vegetais).

Energia termelétrica

Engenharia genética — Inserção de um gene estranho em um organismo para dar a este um traço genético benéfico. Comparar com seleção artificial, seleção natural.

Entrada — Matéria, energia ou informações que entram em um sistema. Comparar com saída, produtividade.

Entropia— [01] «Medida da quantidade de desordem em determinado sistema; idéia de que os processos naturais tendem a passar da relativa ordem à desordem. O termo foi criado – da palavra grega que significa “transformação” – pelo físico alemão Rudolf Julius Emmanuel Clausius, em 1850, quando proferiu a segunda lei da termodinâmica, que declara, em parte, que «a entropia do Universo caminha gradualmente para o máximo». O princípio da entropia afirma que a desordem em um sistema fechado jamais diminui, e que quando a entropia do sistema aumenta há menos energia disponível para o trabalho. Num motor a vapor, por exemplo, o vapor produzido pela água quente em contato com o ar frio é conver­tido em energia mecânica para impulsionar o pistão; não obstante, a água e o ar da câmara de vapor aproximam-se gradualmente da mesma temperatura: o siste­ma vai se tornando cada vez menos ordenado e sua entropia aumenta. Também se define entropia em termos de complexidade, do número de maneiras como se pode organizar as partes do sistema; quanto maior o número possível de arranjos, maior a entropia. (Alguns teóricos da informática refutam essa definição, argu­mentando que a complexidade cada vez maior de distribuição e consumo de dados aumenta a organização social e tecnológica, em vez de diminuí-Ia.) Em meados do séc. 19, o físico alemão Hermann von Helmholtz e outros, previ­ram que o Universo (considerado um sistema fechado) irá, fatalmente, “estagnar-se”, chegando à entropia máxima e sofrendo uma “morte térmica”, quando todas as diferenças de temperatura tiverem desaparecido. Essa idéia, porém, tem sido questionada pela teoria quântica, que insinua a possibilidade de universos múl­tiplos, nos quais, talvez, não se apliquem as mesmas leis da física.»[LI] Entropia: uma medida do grau do carácter aleatório num sistema fechado; a degradação ou desordem do universo. «A segunda lei da termodinâmica estabelece que a entropia de um sistema fechado deve sempre aumentar com o tempo: por isso, as bebidas quentes esfriam para diminuirem a temperatura» (B). [AM]

EPA — Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (US Environrnental Protection Agency); responsável por administrar os recursos federais destinados a controlar a poluição do ar e da água, monitorar os riscos de radiação e pesticidas, desenvolver pesquisa ambiental e fiscalizar o descarte de resíduos perigosos e sólidos.

Epicurismo — [01] «Escola de pensamento fundada pelo filósofo grego Epicuro. A academia que Epicuro fundou em Atenas em 306 a/C, chamada de Jardim devido ao isolamen­to, estava aberta aos homens livres e também às mulheres e aos escravos. Embo­ra a palavra “epicurista” insinue um hedonismo elaborado, a aprovação epicurista da busca do prazer não significava satisfação desenfreada dos desejos. — [02] A filosofia dos primeiros epicuristas era totalmente materialista. Dividia-se em 3 partes: uma teoria do conhecimento que dava ênfase à experiência dire­ta; um sistema físico com base no atomismo; e uma ética que agregava os dois sistemas, fundamentada na sensação física e no curso moral do movimento atô­mico. Da idéia de que o nosso corpo é constituído de átomos Epicuro tirou a conclusão de que nossas sensações se devem a perturbações dessas partículas, e daí tirou a idéia de que nosso objetivo deve ser alcançar uma combinação agra­dável dessas sensações. Isso não significava, porém, que devemos, acima de tudo, procurar o prazer e evitar a dor. Os epicuristas identificavam a condição humana ideal como ataraxia, ou serenidade de corpo e alma, e defendiam a temperança e outras virtudes tradicionais como a melhor maneira de se garantir uma vida agradável. — [03] O epicurismo chegou ao mundo romano no séc. 1 a/C, sobretudo por in­termédio de Lucrécio, cujo poema filosófico «da natureza das coisas» adotava o atomismo epicurista e estimava a tranqüilidade mental e a devoção à verdade como os maiores prazeres da vida. Nesse período, porém, também surgiu a distor­ção da filosofia epicurista que mais tarde foi associada à decadência romana, com a afirmação de que, já que todos os estados naturais preferidos se caracteri­zam pelo prazer, todos os estados prazerosos devem ser os corretos.» [LI]

Epidemiologia — Estudo dos padrões de doença ou outros efeitos nocivos da exposição tóxica em grupos definidos de pessoas para descobrir por que algumas adoecem e outras não.

Epífito — Vegetal que usa suas raizes para se fixar em galhos altos das árvores, especialmente em florestas tropicais.

Epistemologia — [01] «Estudo do conhecimento, um dos 5 campos clássicos da investigação filosó­fica. A epistemologia formula as perguntas: o que é conhecimento? Como obtê-Io? Como validá-Io? Quais são os limites? Qual é a relação entre o conhecedor e o conhecido? Presume-se, nesse sentido, que conhecimento seja o conhecimento do que é verdadeiro, mas na natureza da verdade propriamente dita, pertence mais, em grande parte, ao terre­no da lógica e da metafísica do que ao terreno da epistemologia. — [02] Talvez a definição simples mais comum de conhecimento seja a de convicção verdadeira, justificada: conheço algo quando acredito que seja verdadeiro e essa crença é justificada. Mas a pergunta sobre o que o conhecimento é, em essência, é tão capciosa que as respostas tendem a ser subprodutos de determinada visão de Mundo, em vez de tentativas objetivas de definição. Para Platão, o conhecimento é simplesmente o contrário de opinião; para Marx, é um construto de relações econômicas; para Wittgenstein, é o saber prático dentro de determina­do contexto social. Ademais, é uma questão sempre relegada a segundo plano por discussões acerca da possibilidade de se obter conhecimento verdadeiro ou pôr dúvidas a respeito da sua própria existência. — [03] As respostas à pergunta de como a mente obtém conhecimento dividem-se em 3 categorias principais. Segundo a primeira, o conhecimento é parte ine­rente da nossa existência no Mundo – por exemplo, a teoria platónica de que possuímos uma apreensão intrínseca, porém imperfeita, do Mundo das formas ideais, e a convicção hegeliana de que o conhecimento é produzido pelo nosso envolvimento no processo dialético da História. A segun­da declara que nossas faculdades da inteligência e da Razão nos capacitam a descobrir as verdades que o Mundo contém; essa é a teoria de Aristóteles, Des­cartes e Bertrand Russell, entre outros. A terceira explicação, entre cujos adep­tos figuram Nietzsche, Marx e os fenomenólogos, afirma que nós criamos o que pensamos ser conhecimento a partir da nossa experiência, que é tão dependente da nossa condição psicológica, histórica ou social que não pode, de jeito algum, ser considerado conhecimento objetivo. Alguns neurocientistas enveredaram recentemente por uma quarta área de investigação. Postulam que o conheci­mento é produto do modo como os neurônios adquirem e armazenam dados. [04] A terceira explicação, dada anteriormente suscita o problema da relação entre o objeto do conhecimento e o sujeito, aquele que realiza o conhecimento: mesmo que algo seja verdadeiro, como saber que é verdadeiro? Os primeiros a formula­rem essa pergunta foram Descartes e outros racionalistas do séc. 17. Des­cartes, no que viria a chamar-se “crise epistemológica”, levantou a questão da dúvida, separando a verdade da certeza. Esse problema ainda é a principal mola propulsora da investigação epistemológica moderna.» [LI]

Equilíbrio dos poderes — [01] «Um dos principais conceitos em relações internacionais, comumente definido como um equilíbrio aproximado entre Estados, alcançado mediante a manuten­ção de poderio militar suficiente para impedir as agressões do(s) outro(s). Pode-­se estabelecer um equilíbrio de poderes entre Estados de forças semelhantes ou por meio de alianças, como, por exemplo, quando vários Estados menores se unem para contrabalançar a força de um ou dois Estados maiores. Pode ser bipolar, entre dois Estados ou duas alianças, ou multipolar, entre vários centros de poder adversários ou dentro de uma aliança. A expressão também é usada com outros sentidos, às vezes conflitantes, quando se diz que uma nação considerada pivô de uma aliança, ou uma nação que tenha preponderância de forças militares, “detém o equilíbrio de poderes”. Também pode referir-se a uma estrutura ou situação equilibrada em política interna. — [02] Embora os acordos de equilíbrio de poderes sejam pelo menos tão antigos quando as cidades-estado gregas, a doutrina foi articulada pela primeira vez no séc. 16 por Francesco Guicciardini, que, em sua «história da itália», descreveu a política da cidade-estado florentina de impedir qualquer estado de dominar toda a península da Itália. A expressão apareceu pela primeira vez em 1713 no Tratado de Utrecht, que tentava restabelecer a estabilidade entre as nações eu­ropéias após a Guerra de Sucessão espanhola. Do séc. 16 ao séc. 19, a Europa foi cenário de alianças inconstantes, pois as nações-estado emergentes combinavam entre si a derrubada de poderes isolados ou blocos que os ameaças­sem. No rastro da Primeira Guerra Mundial, a formação da Liga das Nações foi, em parte, uma tentativa de trocar a antiga situação de equilíbrio de poderes na Europa por um sistema de segurança coletiva. — [03] Embora o equilíbrio de poderes tenha a intenção de promover a estabilidade, há quem argumente que tal política provoca a corrida armamentista e guerras inevitáveis. Em meados do séc. 18, o filósofo francês Montesquieu criticou as alianças européias adversárias, dizendo que eram uma “doença” que só pode­ria levar à “destruição mútua”. Durante a Guerra Fria, a ameaça nuclear da ani­quilação mútua gerou um equilíbrio do terror entre os Estados Unidos e a União Soviética. Embora tenha transformado a guerra global em “inconcebível”, não impediu o conflito entre as duas superpotências, mas simples­mente a canalizou para uma competição econômica e tecnológica e de “guerras limitadas” em países menores como Angola e Nicarágua – guerras civis em que cada lado recebeu apoio militar e ideológico de uma das superpotências.» [LI]

Erosão — Processo ou grupo de processos em que materiais terrestres soltos ou consolidados são dissolvidos, soltos ou desgastados e retirados de um local e depositados em outro. ➥ desagregação.

Erosão do solo — Movimento dos componentes do solo, em especial da superfície, de um lugar para outro, normalmente pela ação do vento, água corrente ou ambos. Esse processo natural pode ser acelerado pelas atividades humanas que removem a vegetação do solo.

Escatologia — [01] «Em religião, doutrinas relativas ao fim da história e ao destino final da Humanida­de. Embora todas as religiões do Mundo tenham crenças acerca do destino final do Mundo e da alma humana, o termo, criado em meados do séc. 19, da palavra grega que significa “últimas coisas”, aplica-se principalmente às crenças relativas ao fim dos tempos no Judaísmo, no Cristianismo e no Islã. Embora essas tradições compreendam o Mundo como algo que tem começo (na criação divina) e fim (no juízo divino), as filosofias religiosas orientais costumam encarar o tempo como um eterno ciclo de revelação, destruição e regeneração. — [02] A idéia judaico-cristã de fim dos tempos provém das promessas contidas no «velho testamento» de juízo divino, libertação de Israel e punição de seus inimi­gos. As profecias bíblicas referem-se ao Dia do Senhor, quando o Mundo sentirá a ira de Deus. Outras mencionam um Messias (rnashiah, “o ungido”), um salva­dor indicado por Deus que reunirá os judeus e construirá o reino de Deus na Terra. Algumas passagens prevêem uma batalha apocalíptica – ou um distúrbio cataclísmico no qual a Terra será devastada, depois renovada – que conduzirá a uma sociedade humana utópica ou ao reino de Deus. Nos períodos pós-bíblicos de repressão e exílio, os judeus sempre previram um líder com inspiração divina que os orientaria numa batalha final contra os inimigos. — [03] A escatologia cristã contempla a Parusia, ou Segunda Vinda de Cristo. No «novo testamento», principalmente nas epístolas de São Paulo e no Apocalipse, a ressurreição de Jesus é vista como prelúdio para Seu retorno à Terra, quando construirá o reino de Deus e todos os mortos ressuscitarão para enfrentar o juízo divino no encerramento da batalha final entre o Bem e o Mal, o Armagedon. Os paleocristãos previam a volta iminente de Cristo, conforme promessa feita aos discípulos. Quando as esperanças não se realizaram, surgiram expectativas alter­nativas de uma Segunda Vinda, muitas delas concentrando-se no milênio. A maioria das correntes principais do Cristianismo passou a interpretar a Parusia como um evento bem distante ou a expressão metafórica da presença de Cristo em todas as almas humanas. — [04] Na escatologia islâmica, surgem figuras alegóricas das escrituras judaico-cristãs numa época de destruição e caos do fim dos tempos, quando a Terra será destruída por fogo e enchentes provocadas pelos demônios satânicos Gob (ou Gog) e Magog, gover­nada durante algum tempo pelo Anticristo e libertada pelo Mahdi, o messiânico “divinamente guiado” e, finalmente, por Jesus. No dia do juízo final, Alá julgará as almas dos mortos e as mandará para o paraíso ou para o fogo dos infernos.» [LI]

Escoamento — Água doce da precipitação e do gelo derretido que flui sobre a superfície terrestre para rios, lagos, áreas úmidas e reservatórios próximos. ➥  escoamento confiável, escoamento superficial, água superficial. Comparar com água subterrânea.

Escoamento confiável — Escoamento superficial de água que geralmente pode ser contado como uma fonte de água estável a cada ano. ➥ escoamento.

Escoamento superficial — Água que flui da terra para corpos de água superficial. ➥ escoamento confiável.

Escolástica — [01] «Maneira de pensar e método didático que dominou a educação cristã entre os séculos 11 e 15. Sua principal figura foi São Tomás de Aquino. Os escolásticos, de quem o movimento recebeu o nome, eram os eruditos das primeiras universi­dades européias. Grande parte das aulas seguia o método formal da scholastica disputatio, forma rigorosa de dialética, na qual se expunha uma questão, que era refutada com a força das provas canônicas e seguida de um enunciado positivo, que se apoiava em provas contidas nas Escrituras e nos dogmas. Esse método tornou-se o pilar da formação universitária e, por fim, em forma revisada, de praticamente toda a educação até o séc. 20. — [02] Os escolásticos não estavam unidos por princípios filosóficos ou teológicos comuns, mas pelo método didático contido nas discussões formais e pela postura geral de que a Razão e a fé são compatíveis devido à sua fonte comum no espírito de Deus. Contudo, em qualquer contradição evidente entre as duas, a revelação, por ser a palavra específica de Deus, era considerada superior. Os escolásticos davam grande importância às “autoridades” do passado – os grandes filósofos clássicos e os primeiros padres da Igreja. Supremos entre os primeiros era Aristóteles (chamado simplesmente de “o Filósofo”), e entre os segundos estava Santo Agostinho. — [03] O método escolástico levou a uma confiança cada vez maior no formalismo – a primazia da forma sobre o conteúdo – que mais tarde foi considerada a maior fraqueza do método. Entre os pensadores importantes da escolástica figuram Alberto Magno, professor de Tomás de Aquino; John Duns Scoto, que diver­gia de Aquino na convicção de que se pode obter conhecimento diretamente pelos sentidos e que a Teologia pode produzir verdades científicas; e Guilherme de Occam, Santo Anselmo e Pedro Abelardo, principais contribuintes do debate que preocupava os escolásticos, a discussão sobre os particulares e os universaisI»[LI]

Escravidão

Esgotamento em massa — Período de amplo alcance, freqüentemente global, durante o qual as taxas de extinção são mais altas que o normal, mas não altas o suficiente para serem classificadas como extinção em massa. Comparar com extinção gradual, extinção em massa.

Especiação — Formação de duas espécies tendo como base uma espécie, em virtude da seleção natural divergente em resposta às mudanças nas condições ambientais; normalmente leva milhares de anos. Comparar com extinção.

Espécie — Grupo de organismos que se assemelham em aparência, comportamento, processos e composições químicas e estrutura genética. Organismos que se reproduzem de forma sexuada são classificados como membros de uma mesma espécie apenas se eles puderem procriar entre si e gerar descendentes férteis.

Espécie ameaçada — Espécie selvagem ainda abundante em seu alcance natural, mas com chances de se tornar ameaça da de extinção em virtude da queda em seus números. Comparar com espécie ameaçada de extinção.

Espécie ameaçada de extinção — Espécie selvagem que tem tão poucos indivíduos sobreviventes que pode se tornar extinta em todo ou em boa parte de seu habitat natural. Comparar com espécie ameaçada.

Espécie cinegética — Tipo de animal selvagem que as pessoas caçam ou pescam por esporte ou diversão e, às vezes, para alimentação.

Espécie domesticada — Espécie selvagem domada ou que sofreu alteração genética por fecundação cruzada para servir ao homem como alimento (gado bovino, ovelhas ou culturas alimentícias), animais domésticos (cães e gatos) ou diversão (animais em zoológico e plantas em jardins). Comparar com espécie selvagem.

Espécie endêmica — Espécie encontrada apenas em uma região. Tais espécies são particularmente vulneráveis à extinção.

Espécie especialista — Espécie com um nicho ecológico estreito. Capaz de viver em um único tipo de habitat, tolerar somente uma faixa de variação limitada de condições climáticas e ambientais ou usar apenas um ou poucos tipos de alimento. Comparar com espécie generalista.

Espécie exótica —espécie não nativa.

Espécie fundadora — Espécie que desempenha um papel importante ao criar e aprimorar um habitat que beneficia outras espécies. Comparar com espécie indicadora, espécie-chave, espécie nativa, espécie não nativa.

Espécie generalista — Espécies com um amplo nicho ecológico. Elas podem viver em lugares diferentes, comer alimentos variados e tolerar uma vasta gama de condições ambientais. Entre os exemplos, estão moscas, baratas, camundongos, ratos e seres humanos. Comparar com espécie especialista.

Espécie imigrante —espécie não nativa.

Espécie indicadora — Espécie que atua como advertência inicial de que uma comunidade ou ecossistema está sendo degradado. Comparar com espécie fundadora, espécie-chave, espécie nativa, espécie não nativa.

Espécie invasora —espécie não nativa.

Espécie não nativa — Espécie que migra para um ecossistema ou é deliberada ou acidentalmente introduzida em um ecossistema pelos seres humanos. Comparar com espécie nativa.

Espécie nativa — Espécie que vive e prospera em um ecossistema específico. Comparar com espécie fundadora, espécie indicadora, espécie-chave, espécie não nativa.

Espécie pioneira — Primeira espécie resistente – com freqüência, micróbios, musgos e líquens – que começa a colonizar um local como primeiro estágio da sucessão ecológica. ➥ sucessão ecológica, comunidade pioneira.

Espécie rara — Espécie que possui números naturalmente baixos de indivíduos (em geral por causa de alcance geográfico limitado ou de baixas densidades populacionais) ou que foi, em determinado local, reduzida por atividades humanas.

Espécie selecionada por K — Espécie que gera poucos descendentes, que com freqüência são relativamente grandes, mas investe bastante tempo e energia para garantir que a maioria deles atinja a idade reprodutiva. Comparar com espécie selecionada por r.

Espécie selecionada por r — Espécie que se reproduz cedo em seu período de vida e produz um grande número de descendentes, normalmente de tamanho pequeno e vida breve, em um curto período. Comparar com espécie selecionada por K.

Espécie selvagem — Espécie encontrada no ambiente natural. Comparar com espécie domesticada.

Espécie-chave — Espécie cujo papel afeta diversos organismos em um ecossistema. Comparar com espécie fundadora, espécie indicadora, espécie nativa, espécie não nativa.

Essência — [01] «Característica definidora e necessária de qualquer ente, sua condição sine qua non, sem a qual não seria o que é; distingue-se de existência, a presença real do ente no tempo e no espaço. É conceito crítico no pensamen­to religioso, no qual Deus é considerado pura essência. — [02] O conceito de essência era nuclear no pensamento grego, principalmente no conceito platônico de que a essência do ser reside em sua forma ideal, e no conceito aristotélico de substância essencial – a união da forma intangível com a matéria física. A metodologia científica que surgiu em seguida à restituição do pensamento aristotélico na cultura medieval européia baseava-se inteiramente na idéia de essência. A investigação científica dedicava-se bastante à classifica­ção adequada dos objetos e seres do Mundo em suas espécies e gêneros, definin­do assim seu caráter essencial. Até Deus foi incluído nesse método, mas recebeu a glória de ter uma essência idêntica à Sua existência; Deus não podia deixar de existir, portanto, porque a existência era a sua essência. — [03] Quando a matemática se tomou a essência das ciências, a essência propria­mente dita foi relegada ao campo da Filosofia e hoje em dia está desmoralizada. As teorias que procuram a essência, em vez de levar em conta a complexidade e a variedade dos seres, são freqüentemente atacadas por esse essencialismo. O ter­mo também é usado na crítica literária moderna, em geral para desdenhar da posição, assumida pelos novos críticos e por outros, de que o objeto de estudo fundamental no texto é a sua qualidade inerente, e não seus vários significados ou seu contexto histórico-cultural. De manei­ra semelhante, alguns críticos feministas condenam a idéia de que haja uma natureza feminina essencial – biológica ou cultural – que domine a percepção feminina e defina o estilo e o tema das escritoras; outros, porém, empregam o termo “essencialismo” de modo positivo, identificando uma qualidade feminina especial que talha a criatividade feminina.» [LI]

Essencialismo — uma série de significados, mas, no contexto deste livro, a doutrina de que pelo menos alguns objectos têm características essenciais, que servem para identificá-los e explicar as suas propriedades (B e S). Estas características são universais, manifestando-se elas próprias através do espaço e do tempo. Elas formam a natureza inerente das coisas, que reaparecem através da história (por exemplo, o que está na natureza humana, na natureza dos homens, na natureza das mulheres. Alguns dizem que as relações de hierarquia, domínio ou patriarquia são um aspecto essencial da sociedade humana). [AM]

Establishment —

Estado — [01] «Comunidade política que proclama sua soberania e o exercício da autoridade sobre dado território e sua população. A idéia do Estado – sua fundação, função e legitimidade – vem ocupando os filósofos políticos desde que surgiram as primeiras cidades-estado na Grécia antiga. Após a Idade Média, a idéia do Esta­do como representante de uma comunidade étnica, cultural ou lingüística dis­tinta deu origem à nação-estado no lugar do principado feudal. Classicamente considerado, o Estado abrange toda a sociedade, e tem sido cada vez mais definido como sinônimo de governo – a entidade que, na defini­ção de Max Weber, tem «o monopólio do uso legítimo da força dentro de seu território». O termo “estadismo” refere-se à concentração do poder político (e, em certos casos, econômico e legal) em um governo centralizado e a primazia dessa autoridade sobre os direitos nacionais; o termo também é usado com rela­ção à autonomia do Estado nas relações internacionais. — [02] Platão imaginava uma república ideal fundada no conhecimento racional e regida por “reis-filósofos” paternalistas, ao passo que Aristóteles considerava o Estado uma característica elementar da existência humana, uma associação diversificada de pessoas unidas pelos hábitos, pela lei e pela educação com o objetivo de desenvolver a excelência moral. Essa definição do Estado como situa­ção natural foi rejeitada por Thomas Hobbes, que considerava anárquico e peri­goso o “estado de natureza”, e o Estado, segundo ele, era o resultado de um contrato social no qual os indivíduos concordam em abrir mão de sua liberdade natural em troca de segurança. Na opinião de Hobbes, o poder temporário e moral do Estado é absoluto e a fidelidade do cidadão é total. A opinião pessimista e autoritária de Hobbes foi refutada por outros teóricos do contrato social, em espe­cial por John Locke, cuja idéia de que o Estado está sujeito à vontade do povo, que pode retificá-lo ou derrubá-lo quando quiser, atingiu a política liberal do séc. 18 em geral e a dos redatores da Constituição americana em especial. — [03] No séc. 19, surgiram duas teorias opostas e importantes. Na formulação complexa de Hegel, o Estado ideal é uma entidade ética que une e transcende as relações individuais e sociais que o compõem. O Estado sob o domínio da lei ­ou seja, o Estado democrático e cristão – valoriza o indivíduo, embora evite a anarquia. É a fonte da moralidade e ponto culminante do desenvolvimento do espírito humano. Karl Marx, por outro lado, não considerava o Estado contem­porâneo a expressão de um impulso transcendente, mas o instrumento de opres­são das classes, criado em defesa da propriedade e perpetuado por meio de falsas ideologias e, afinal, pela força. Os pensadores não-marxistas também questionam as teorias tradicionais que apresentam o Estado como entidade racional. Em fins do séc. 20, por exem­plo, ambientalistas e críticos culturais como Jean Baudrillard têm argumentado que a integridade territorial não faz sentido no mundo de Chernobyl e da cama­da de ozônio extinta.» [LI]

Estéril — Camada de solo e rocha que cobre um depósito mineral. A mineração de superfície remove essa camada.

Estética — [01] «Estudo da natureza da beleza e da arte; um dos 5 campos clássicos da inves­tigação filosófica. O ter­mo, proveniente da palavra grega que significa “percepção dos sentidos”, foi cria­do em meados do séc. 18 pelo filósofo alemão Alexander Baumgarten, mas o interesse pelo que constitui o belo e pela relação entre a arte e a Natureza remonta pelo menos à Grécia antiga. Tanto Platão quanto Aristóteles viam a arte como imitação e a beleza como expressão de uma qualidade universal, mas Platão distinguia entre a beleza ideal e o objeto (imperfeitamente) belo, ao passo que Aristóteles achava que a beleza era inerente às obras de arte harmoniosas. Para os gregos, o conceito de “arte” en­globava todos os trabalhos manuais, e as regras da simetria, da proporção e da unidade aplicavam-se igualmente à tecelagem e à cerâmica, à poesia e à escultu­ra. Contudo, foi só no séc. 19 que a “arte” se tornou associada principalmen­te às chamadas belas-artes – a pintura e a escultura – e à literatura. A idéia de “inspiração artística” também é comparativamente moderna; pelo menos duran­te a Idade Média, o elemento de inspiração da obra de arte parecia em grande parte proveniente da sua função religiosa. — [02] Immanuel Kant revolucionou a estética em sua «crítica do juízo» (1790). Kant não interpretava a apreciação estética simplesmente como percepção da beleza intrínseca, mas envolvendo um juízo subjetivo, porém informado. Essa postura prevalece desde então. Depois de Kant, a principal área de concentração da estética deslocou-se da análise da beleza em si para a natureza do artista, o papel da arte e a relação entre o espectador e a obra de arte. Esse tipo de investigação estética chegou ao ápice no movimento romântico, em especial na filosofia de Friedrich Schlegel, que afirmava a importância fundamental da livre expressão artística. Samuel Taylor Coleridge caracterizou o envolvimento estético como “a suspensão voluntária e momentânea da incredulidade” na qual o espectador abraça a realidade imaginária da obra de arte. O conceito de Coleridge foi contestado no início do séc. 20 pelo conceito de Edward Bullough de afastamento estético ou distância psíquica, a idéia de que só podemos apreciar realmente as qualidades estéticas se não nos deixarmos capturar pela atmosfera emocional ou narrativa da obra. Essa maneira de encarar o assunto tem orientado grande parte da crítica do séc. 20, que se inclina a ver significado, se é que existe, nos elementos da obra de arte que transcendem a reação subjetiva do espectador ou a intenção mimética do artista. — [03] Hoje as artes não servem mais fundamentalmente às funções cívicas ou reli­giosas, como na Antigüidade, nem são mais consideradas a manifestação de uma realidade superior ou de uma verdade fundamental, como o eram pelos românti­cos e outros. Ao contrário, costuma-se ver a arte como reflexo de influências psicológicas, sociais ou políticas, em vez de inspiração divina ou qualidades transcendentais. Na psicologia freudiana, por exemplo, a arte provém de informações primais contidas no inconsciente; para os marxistas, a arte sempre tem uma finalidade social, implícita ou explicitamente, em apoio ou em objeção às condições econômicas predominantes.» [LI]

Estoicismo — [01] «Escola filosófica greco-romana fundada em Atenas em fins do séc. 4 a/C por Zenão de Cício. Exerceu influência durante 500 anos e foi, durante algum tem­po, a postura intelectual predominante do Império Romano. O nome provém da palavra grega stóa, ou pórtico, onde os primeiros estóicos se reuniam. — [02] O estoicismo foi um resultado natural da filosofia cínica, com a qual compar­tilhava a importância dada à virtude como único bem e a indiferença aos bens materiais e às pretensões sociais. Os estóicos, porém, amenizaram o rígido ascetismo dos cínicos e não compartilhavam com eles o desdém pela Razão e pela investigação intelectual. Crísipo, discípulo de Zenão, pode ter sido o primei­ro a dividir a Filosofia em 3 disciplinas: Física, Lógica e Ética, que eram as disciplinas que fundamentavam o pensamento estóico. — [03] Os estóicos acreditavam que o Cosmos era composto principalmente do elemento fogo, o “princípio ativo” que gera o Mundo e, periodicamente, o consome; esse ciclo cósmico chama-se Ano do Mundo, um ciclo de eterno retorno, com muitos milênios de duração, cada um deles reproduzindo exatamente o anterior. O determinismo dessa teoria – de que a vida é limitada pelo Destino – produ­ziu o princípio estóico da apatheia: imunidade aos sentimentos, indiferença à dor ou ao prazer pela aceitação do rumo predestinado do Mundo. A apatheia não tinha nenhuma das conotações negativas do seu derivado moderno, “apatia”, e era considerada pelos estóicos o único modo de vida correto, a aquiescência do implacável fluxo do universo. — [04] Segundo os estóicos, o universo era animado pelo Logos, o princípio racio­nal. Por intermédio da Razão, obtemos o conhecimento – a base da virtude e dos atos justos – com o qual podemos aspirar à vida em harmonia com a Natu­reza e ao entendimento da vontade divina. Embora os primeiros estóicos dessem importância ao indivíduo virtuoso, seus herdeiros no Império Romano dos séculos 1 e 2 d/C – inclusive Sêneca, Epíteto, o escravo-filósofo nascido na Grécia, e o imperador Marco Aurélio – afirmavam que o dever cívico era a melhor parte da virtude. Essa convicção, juntamente com a fé dos estóicos em uma Razão universal, levou ao conceito de Direito Natural (jus naturale) – que diferia do jus gentium (direito das nações) e o transcendia – que passou a fazer parte do Direito Romano, o pilar da maioria dos sistemas jurídicos modernos.» [LI]

Estrategistas K —espécie selecionada por K.

Estrategistas r —espécie selecionada por r.

Estratosfera — Segunda camada da atmosfera, estende-se de…

Estrutura do solo — Como as partículas que compõem um solo estão organizadas e acumuladas. ➥  também permeabilidade do solo.

Estrutura etária — Percentual da população (ou número de pessoas de cada sexo) em cada faixa etária de uma população.

Estruturalismo — [01] «Modo de entender a cultura humana segundo o qual os fenômenos individuais só podem ser compreendidos dentro do contexto das estruturas gerais de que fazem parte (sociais, políticas, econômicas, textuais, matemáticas etc), e essas estruturas representam conjuntos universais de relações que extraem significado de suas “oposições binárias” – seus contrastes e suas interações dentro de um contexto específico; por extensão, qualquer método de estudo das estruturas fun­damentais subjacentes aos fenômenos externos. Movimento intelectual dos mais importantes do séc. 20, o estruturalismo floresceu de meados do século até fins da década de 1970. Principalmente associado aos pensadores franceses, a perspectiva estruturalista foi aplicada a muitas disciplinas e continua exercendo importante influência no pensamento crítico. Tem relação com a Semiótica, que estuda a relação dos signos (palavras, gestos, imagens etc.) com os significados que eles transmitem. — [02] O estruturalismo desenvolveu-se a partir da obra do lingüista suíço Ferdinand de Saussure, que considerava a linguagem um sistema dentro do qual as palavras funcionam como signos arbitrários, sem sentido em si, mas que recebem significado por intermédio de suas interações dentro da estrutura geral da língua. A escola do estruturalismo lingüístico americano, representada por Leonard Bloomfield, empregou o método behaviorista no estudo do desenvolvi­mento e uso da linguagem, dando mais importância à forma e à estrutura do que ao significado. O estruturalismo estendeu-se às ciências sociais por intermédio do antropólogo Claude Lévi-Strauss, que acreditava que a socieda­de humana expressa os sistemas subjacentes, quase sempre inconscientes, de relações que regem o comportamento social. Esse método também se tornou uma tendência importante na Sociologia, segundo a qual a estrutura social con­duz, quando não anula, a atividade individual. A crítica social marxista às vezes é classificada como estruturalista porque identifica relações econômicas fundamentais como fatores de terminantes da organização social. — [03] A crítica literária estruturalista, identificada principalmente com Roman Jakobson e Roland Barthes, provém, por analogia, do estruturalis­mo lingüístico e considera o texto um sistema de signos cujo significado tem origem no padrão de suas interações, e não em referência externa. Essa teoria se opõe às posturas críticas que procuram descobrir a intenção do autor ou esclare­cer a relação da obra de arte com a realidade que ela tenciona exprimir; também se opõem a ela as teorias pós-estruturalistas como a desconstrução, que nega a existência de padrões invariáveis e de significados definitivos. Entre outros campos, tem-se aplicado a teoria estruturalista à Psicanálise, cujo mais importante representante é Jacques Lacan.» [LI] Estruturalismo: o conceito de que o que vemos na forma de acontecimentos sociais e comportamento individual e de grupo está relacionado com profundas e menos aparentes estruturas subjacentes à mente humana e/ou à sociedade. Qualquer teoria é «estruturalista» se defender que realidades profundas, inobserváveis e só apreendidas subconscientemente dão lugar a realidades observadas. [AM]

Estuário — Área litorânea parcialmente encerrada na foz de um rio onde sua água doce, transportando silte fértil e escoamento da terra, mistura-se à água salgada do mar.

Eterno retorno — [01] «Idéia de que o tempo e a História giram em círculos e que tudo o que existe ou acontece se repete eternamente. Em geral se opõe à idéia de finalidade e progres­so na História. Na filosofia grega, o conceito provém de Heráclito e é associado principalmente aos estóicos, que acreditavam em um “Grande Ano” (ou “Ano Mundial”) com muitos milhares de anos terrestres, no fim do qual o planeta é consumido por uma conflagração mundial, depois regenerado, num eterno ciclo de destruição e renovação. (Conceito paralelo na tradição hindu é o kalpa, ou “Dia de Brahma”, o deus-criador, no qual o Mundo nasceu, movimenta-se por um círculo de desenvolvimento e decadência com mais de quatro bilhões de anos de duração, depois morre e renasce.) A idéia de um Grande Ano de 36.000 anos, adotada pelos neoplatónicos medievais, foi condenada pela Igreja Católica Romana por contrariar o conceito de história como realização do plano de Deus; Santo Agostinho, por exemplo, afirmava que Cristo só poderia encarnar e ser crucificado uma vez. — [02] O exemplo mais conhecido do conceito em tempos modernos é a idéia de Nietzsche de que o Universo, finito porém eterno, contém apenas determinado número de permutações possíveis e que, quando estas se esgotam, a história se repete literalmente, num eterno retorno. Essa teoria vem, há muito tempo, con­fundido os estudiosos, pois parece contradizer outros aspectos do pensamento de Nietzsche, tais como a vontade de poder, a força criativa que procura dar ordem a um Mundo em constante mudança.» [LI]

Ética — [01] «Estudo dos princípios e do comportamento moral, e da natureza do Bem; um dos 5 campos clássicos da investigação filosófica – Ética, Estética, Epistemologia, Lógica e Metafísica – também denominada filosofia moral. O termo provém do radical grego ethos, que significa “costume” e “caráter”. Pode-se divi­dir a Ética em ética normativa e metaética; a primeira propõe os princípios da con­duta correta e a segunda investiga o uso e a fundamentação de conceitos como certo e errado, Bem e Mal. Quando se fala em Ética, geralmente se trata de ética normativa, mas a metaética vem conquistando cada vez mais importância entre os filósofos, tanto que a maioria das teorias éticas dos dois últimos séculos pouco tiveram a dizer sobre como se deve agir, mas, ao contrário, questionaram o papel da Ética na vida, os fundamentos lógicos de determinados sistemas éticos, e sua validade. — [02] Na maioria dos sistemas, a conduta ética é interpretada em termos de reali­zação pessoal (procura do Bem) e da obrigação para com os outros ou para com os princípios aceitos (preocupação com a Justiça), ou ambas. A realização pessoal pode ter origem na felicidade ou no prazer, ou na luta por um ideal, o Bem em si, ou em um potencial totalmente concretizado. Comumen­te, a obrigação é não só respeitar o próximo e as normas estabelecidas, mas tam­bém a responsabilidade perante Deus, cujos mandamentos constituem a autori­dade suprema para a maioria dos sistemas morais de todo o Mundo. — [03] A metaética tem sua raiz no pensamento de Sócrates e Platão, que investi­garam a natureza da bondade como distinta de qualquer bem. Na tradição grega, as questões centrais da Ética giravam em torno do problema geral do que cons­titui uma vida bem-vivida, em vez de questões específicas com relação ao certo e ao errado. Os estóicos foram os primeiros a analisar decisões éticas em termos de adequação à harmonia universal e à vontade divina – ­método também fundamental no sistema de valores Judaico-Cristão. No séc. 18, Immanuel Kant ampliou a metaética com sua tese do imperativo categórico, princípio ético absoluto e universal que plantou um novo alicerce para a legitimidade da moralidade. As teorias metaéticas con­temporâneas freqüentemente negam a validade ética da moralidade convencio­nal. Por exemplo, tanto o conceito nietzschiano da “moralidade do escravo” quanto a noção marxista de “moralidade burguesa” acreditam que a classe dominante impõe seus valores a toda a sociedade. Outros teóricos descobriram a garantia da validade ética na interação social, substituindo a vontade de Deus ou outro bem supremo abstrato. Entre os exemplos figuram a convicção de John Dewey de que é possível resolver as questões morais por meio de pesquisa minuciosa, e a crença de Jürgen Habermas de que o discurso livre e racional pode oferecer orientação moral à sociedade.» [LI]

Ética ambiental — Crenças humanas sobre o que é certo ou errado em comportamento ambiental.

Etnocentrismo — [01] «Tendência de julgar as outras culturas segundo os padrões da sua própria cultu­ra, e convicção de que seu próprio grupo étnico ou cultural é superior aos outros. O termo foi criado pelo antropólogo americano William Graham Sumner no livro «folkways» (1907). Geralmente se aplica à perspectiva eurocêntrica, mas a maioria das sociedades exibe posturas etnocêntricas. Não só os europeus e os norte-americanos, mas as culturas antigas da China e do Japão, por exemplo, se consideravam tradicionalmente centro e ponto culminante da evolução so­cial, estando o resto do Mundo abaixo desse pico em graus decrescentes de progresso e iluminação. — [02] Durante o séc. 19, quase toda a historiografia e as ciências sociais partiam de pressupostos etnocêntricos. As pequenas sociedades não-ocidentais eram vistas como primitivas, para usar o termo comumente aplicado – menos complexas, menos avançadas e moralmente menos desenvolvidas do que as sociedades européias e provenientes da Europa. Os antropólogos culturais modernos que estudam as sociedades pré-modernas têm sido especialmente sensíveis aos riscos do etnocentrismo inerente à disciplina. O relativismo cultural surgiu em reação ao etnocentrismo, argumentando que as crenças, os valores, os costumes e ou­tras expressões culturais devem ser compreendidos e julgados dentro do seu pró­prio contexto, e não segundo classificações e preconceitos teóricos estrangeiros. Em «the authoritarian personality» (1950), T. W. Adorno e colegas descreveram a hostilidade etnocêntrica com relação a “grupos externos” como característica de um tipo de personalidade que sente atração por ideologias rígidas, autoritárias e conservadoras, e assinalou que a animosidade extrema voltada para minorias étnicas (xenofobia) ajuda a fortalecer uma noção de identificação com os grupos-alvo.» [LI]

Eugenia

Eutrofização — Mudanças físicas, químicas e biológicas após um lago, estuário ou curso de água de fluxo lento receber nutrientes vegetais – em grande parte nitratos e fosfatos – da erosão natural e escoamento da bacia terrestre adjacente. ➥ eutrofização cultural.

Eutrofização cultural — Excesso de alimentação com nutrientes vegetais (na maioria, nitratos e fosfatos) dos ecossistemas aquáticos, em virtude de atividades humanas, como agricultura, urbanização, e descargas de indústrias e estações de tratamento de esgoto. ➥ eutrcfização.

Evaporação — Conversão de um líquido em gás.

Evolução — ➥  evolução biológica. evolução biológica Mudança na constituição genética de uma população de uma espécie ao longo de gerações sucessivas. Se continua por tempo suficiente, pode levar à formação de uma nova espécie. Observe que as populações – e não os indivíduos – evoluem. ➥ adaptação, reprodução diferencial, seleção natural, teoria da evolução.

Evolução — [01] «Teoria biológica que explica o surgimento, a proliferação e a transformação das espécies, e o desenvolvimento de formas complexas de vida a partir de formas simples, em termos de alterações sutis, no decorrer de longos períodos; de manei­ra geral, qualquer teoria (p.ex., geológica ou cosmológica) que afirme a possibi­lidade de ocorrência de alterações graduais com o tempo. A teoria da evolução biológica está estreitamente associada a Charles Darwin, que postulou que as alterações biológicas ocorrem por intermédio da seleção natural: a adaptação dos orga­nismos às situações competitivas via herança das características benéficas. — [02] É antiga a idéia de que a vida na Terra evoluiu lentamente; remonta pelo menos aos gregos e aos romanos. A evolução foi discuti­da a sério no séc. 18, quando o discurso científico começou a se livrar das restrições teológicas, e no início do séc. 19 come­çou a surgir uma teoria sistemática. O biólogo francês Jean-Baptiste Lamarck postulava que as adaptações vantajosas dos organismos ao meio ambiente podem ser transmitidas aos fi­lhos. Embora se tenha provado que estava in­correta, essa teoria apresentou o conceito de características hereditárias, que se tornou o núcleo da teoria evolucionista. — [03] O princípio da seleção natural foi apresentado por Darwin e Alfred Russel Wallace em 1858, e pormenorizado no ano seguinte em «da origem das espécies», de Darwin. O modelo de Darwin sofreu influência da teoria econômica do seu contemporâneo Thomas Malthus, que vinculava o crescimento e a diminuição da população à concorrência por recursos escassos. Darwin aplicou essa análise às espécies em geral: quando as condições ambientais da Terra se alteram, os organismos precisam mudar e se adaptar para sobreviver; a sobrevivência nas novas circunstâncias requer uma competição bem-sucedida pelos recursos limitados; os mais bem-adaptados para essa competição crescem e se multiplicam, os outros sucumbem. A sobrevivência e a propagação das espécies depende do aparecimento constante e espontâneo de características fortuitas, ou variantes, hereditárias dentro das populações (Darwin as chamava de “novidades não-solici­tadas”). As características que proporcionam vantagem competitiva ajudam o in­divíduo a sobreviver para produzir mais filhos e são, portanto, propagadas com mais freqüência do que as características desvantajosas ou deletérias, que acabam desaparecendo da população. Gradualmente, as novas características incorporadas à população dão origem a uma espécie completamente diferente, não raro em conse­qüência do isolamento de populações distintas de uma mesma espécie. — [04] O mecanismo pelo qual essas características surgem e são herdadas conti­nuou sendo o principal alvo de debates na teoria evolucionista durante muitos anos. A base genética da hereditariedade foi definida pelo monge austríaco Gregor Mendel, em suas experiências com ervilhas nas décadas de 1850 e 1860, mas foi relegada ao esquecimento até 1900. As descobertas de Mendel comprovaram o princípio da hereditariedade por meio do que ele chamou de “fatores de partícu­las” (genes), unidades indivisíveis de dados que passam de uma geração para a próxima. Essa descoberta validou bastante a teoria de Darwin, embora persistisse o desacordo entre a tese de Darwin de que a evolução resulta da soma gradual de mudanças minúsculas no decorrer de longos períodos e a tese mendeliana da evolução como processo de adaptações e inícios, nos quais surgem mudanças radicais dentro de espécies, e essas mudanças são adotadas ou rejeitadas nas gerações subseqüentes. Em meados do séc. 20, a maior parte da comunidade científica aceitava a tese gradualista da evolução. Com a descoberta da estrutura do ADN na década de 1950, o mecanismo genético da evolução estava definitivamente definido. Atualmente, considera-se a evolução em termos de mudanças no código genético que ocor­rem com o passar do tempo dentro de uma população de organismos. ««da origem das espécies» apresenta uma modalidade de pensamento que, no fim das contas, estava destinada a transformar a lógica do conhecimento e, posteriormente, o tratamento da moral, da política e da religião.»  – John Dewey em  «the infiuence af darwin on philosophy», 1910.» [LI]

Evolução química — Formação da Terra e de sua crosta e atmosfera iniciais, evolução das moléculas biológicas necessárias à vida e evolução dos sistemas de reações químicas necessários para produzir as primeiras células vivas. Acredita-se que esses processos ocorreram cerca de 1 bilhão de anos antes da evolução biológica. Comparar com evolução biológica.

Existência sustentável — Não retirar mais recursos naturais renováveis da natureza do que eles podem ser naturalmente repostos e não sobrecarregar a capacidade do ambiente de limpar e renovar a si mesmo por processos naturais.

Existencialismo — [01] «Corrente filosófica que afirma que, em um universo absurdo, sem finalidade ou sentido intrínsecos, temos liberdade ilimitada de escolha e devemos assumir res­ponsabilidade absoluta pelos nossos atos. Em tal Mundo, a pessoa é obrigada a descobrir o sentido em sua própria existência, e não em doutrinas impostas exter­namente. A declaração mais sucinta desse conceito é a máxima de Jean-Paul Sartre: «A existência precede a essência» – nossa natureza essencial se desen­volve por intermédio das opções que escolhemos na vida. Nossa existência in­certa gera a ansiedade do “temor existencial”, o medo do nada que nos faz encarar nossa liberdade e nossa responsabilidade sem limites, aterrorizantes. Nessa situ­ação desagradável, a pessoa escolhe uma “vida autêntica” ou cede ao desespero. — [02] O termo “existencialismo” foi criado pelo filósofo alemão Karl Jaspers como depreciativo para Sartre, Martin Heidegger e outros, de quem ele queria distin­guir suas próprias teses essencialmente existencialistas. De fato, poucos pensa­dores chamados de “existencialistas” aceitaram a designação. O primeiro filósofo a quem hoje se aplica o termo foi Søren Kierkegaard, que criticava o racionalismo de Hegel, e afirmava que se deve alcançar a crença religiosa por meio de um “salto da fé” diante do absurdo fundamental do Mundo. Heidegger apresentou o conceito de autenticidade, a idéia de que os seres humanos podem optar por agir de maneira autêntica – inteligente e responsável, comprometendo-se sincera­mente com a vida e com o desenvolvimento do seu verdadeiro ser – ou de maneira inautêntica, com medo de exercer sua liberdade e, ao contrário, mergu­lhando na mediocridade mundana. — [03] Albert Camus ilustra de forma genial a perspectiva existencialista no livro «o mito de sísifo» (1942), no qual analisa o mito grego do homem condenado a em­purrar eternamente uma pedra pesada até o alto do morro, mas, ao chegar lá, ela rola ladeira abaixo e ele tem de recomeçar essa tarefa inútil. Todo esforço huma­no, diz Camus, caracteriza-se por esse absurdo: o tempo corrói as realizações, a morte interrompe nossos planos. Seja qual for, a finalidade, o significado ou a realização pessoal que alcancemos com nossos projetos, está somente em nosso próprio engajamento; a opção de continuar empurrando a pedra ladeira acima é o que supera o nada da existência.» [LI] Existencialismo: uma filosofia que defende que a realidade é criada pelos actos livres dos seres humanos: não há factores de terminantes «externos», incontroláveis, como leis da natureza ou da sociedade de que nos possam constranger se nos determinarmos a alcançar o que queremos e a comportarmo-nos como queremos – exceptuando o facto inalterável de que nascemos e de que um dia morreremos. Se pensarmos que tais constrangimentos existem, não vivemos uma existência autêntica. De facto, somos livres para criar o nosso próprio mundo como quisermos, o que significa que somos também responsáveis pelo mundo que criámos, seja bom ou mau. O existencialismo sustenta que «a existência individual deve ser o ponto de partida de qualquer sistema de crença: o próprio universo não tem um significado fixo ou pré-ordenado … a ênfase que o existencialismo dá à responsabilidade e à experiência individual ajusta-se bem ao pensamento verde, mas a ideia [associada] de que apenas a intervenção humana pode dar verdadeiro sentido à natureza é anátema dos pensadores verdes, em especial dos ecologistas profundos» (B). [AM]

Expansão urbana — Crescimento do desenvolvimento de baixa densidade nos limites das cidades. ➥ crescimento inteligente.

Expectativa de vida — Número médio de anos que se espera que um recém-nascido viva.

Experimento — Procedimento que um cientista usa para estudar alguns fenômenos sob condições conhecidas. Os cientistas realizam alguns experimentos em laboratórios e outros na natureza. Os fatos ou dados científicos resultantes devem ser verificados ou confirmados por observações e medições repetidas, por vários pesquisadores diferentes.

Explosão do cume de montanhas — Tipo de mineração de superfície que usa explosivos, pás enormes e máquinas de grande porte, chamadas escavadeiras de arrasto (draglines), para remoção do cume a fim de expor filões de carvão sob uma montanha. Comparar com área de lavra em tiras, lavra de encosta.

Externalidades — Benefícios sociais (“bons”) e custos sociais (“ruins”) não incluídos no preço de mercado de um bem econômico. ➥ beneficio externo, custo externo. Comparar com custo total, custo interno.

Extinção — Desaparecimento completo de uma espécie da Terra. Acontece quando a espécie não consegue se adaptar e reproduzir com sucesso sob novas condições ambientais ou quando uma espécie evolui para uma ou mais espécies novas. Comparar com especiação. espécie ameaçada de extinção, esgotamento em massa, extinção em massa, espécie ameaçada.

Extinção comercial — Diminuição da população de uma espécie selvagem usada como recurso a um nível em que não é mais lucrativo abater a espécie.

Extinção em massa — Evento catastrófico de amplo alcance, freqüentemente global, no qual grandes grupos de espécies são exterminados em um curto período, se comparado às extinções normais (graduais). Comparar com extinção gradual, esgotamento em massa.

Extinção gradual — Extinção normal de diversas espeCles como resultado de mudanças nas condições ambientais locais. Comparar com esgotamento em massa, extinção em massa.

Faixa de tolerância — Faixa de condições químicas e físicas que devem ser mantidas para que populações de uma determinada espécie permaneçam vivas e cresçam, desenvolvam-se e funcionem normalmente. ➥ lei de tolerância.

Falha transformante — Área onde as placas litosféricas movem-se em direções opostas, mas paralelas, ao longo de uma fratura (falha) na litosfera. Comparar com bordas de placas convergentes, bordas de placas divergentes.

Fator limitante — Fator único que limita o crescimento, abundância ou distribuição da população de uma espécie em um ecossistema. ➥ princípio do fator limitante.

Fazenda eólica — Grupo de turbinas de vento de pequeno e médio portes localizadas em uma área com bastante vento para capturar a energia eólica e transformá-Ia em energia elétrica.

Fenomenologia — um método de investigação desenvolvido por Edmund Husserl, que se centra na natureza dos fenómenos, como estes são experimentados através da consciência e da percepção humanas. Começa com uma «inspecção exacta e atenta dos processos mentais e, em particular, intelectuais de alguém, em que todas as suposições relativas à causação, consequências e significado amplo dos processos mentais sob inspecção são eliminados» (B e S). Já que nos é impossível conhecer o mundo à nossa volta objectivamente, apenas mediado pelas nossas próprias percepções (individuais e de grupo), a fenomenologia foca a sua atenção em como nós percepcionamos e esiruturamos esse mundo. E como cada um de nós experiencia o mundo de modo diferente, é impossível fazer generalizações com leis, como tenta fazer a ciência clássica. Em vez dos chamados «factos objectivos», tentamos então compreender intuitivamente as experiências íntimas das pessoas e o que é significante para elas no mundo imediato que as rodeia: o seu mundo. Fazendo isto, podemos então descrever esse mundo e o nosso. [AM]

Fermentação —respiração anaeróbica.

Ferrovia

Fertilidade no nível de substituição — Número de filhos que um casal deve ter para substituí-lo. A média para um país ou para o mundo é um pouco maior que dois filhos por casal (2,1 nos Estados Unidos e 2,5 em alguns países em desenvolvimento), pois algumas crianças morrem antes de atingir a idade de reprodução. ➥ taxa de fertilidade total.

Fertilizante — Substância que acrescenta nutrientes vegetais orgânicos ou inorgânicos ao solo e melhora sua capacidade para o crescimento de vegetais comestíveis, árvores ou outra vegetação. ➥  fertilizante inorgânico comercial, fertilizante orgânico.

Fertilizante inorgânico — ➥  fertilizante inorgãnico comercial.

Fertilizante inorgânico comercial — Mistura preparada de nutrientes vegetais, como nitratos, fosfatos e potássio, aplicada no solo para restaurar a fertilidade e aumentar a produção agrícola. Comparar com fertilizante orgânico.

Fertilizante orgânico — Material orgânico, como adubo animal, adubo verde e compostagem, aplicado à terra de cultivo como fonte de nutrientes vegetais. Comparar com fertilizante inorgãnico comercial.

Fissão nuclear — Alteração nuclear em que os núcleos de certos isótopos com grandes números de massa (como o urânio-235 e o plutônio-239) são divididos em núcleos mais leves quando atingidos por um nêutron. Esse processo libera mais nêutrons e uma grande quantidade de energia. Comparar com fusão nuclear.

Fitoplâncton — Pequenos vegetais flutuantes, em sua maioria algas e bactérias, encontrados nos ecossistemas aquáticos. Comparar com plãncton, zooplãncton.

Fixação do nitrogênio — Conversão do gás nitrogênio atmosférico em formas aproveitáveis pelos vegetais, por meio de relâmpagos, bactérias e cianobactérias; parte do ciclo do nitrogênio.

Floresta — Bioma com precipitação anual média suficiente (pelo menos 76 centímetros) para dar suporte ao crescimento de espécies de árvores e formas menores de vegetação. Comparar com deserto, campo.

Floresta antiga — ➥  floresta primária.

Floresta primária — Florestas de formação secundária virgens e antigas, cujas árvores freqüentemente têm centenas – às vezes milhares – de anos. Exemplos incluem florestas de pinheiro do Oregon, tsuga ocidental, sequóia-gigante e sequóia-costeira-do-canadá no oeste dos Estados Unidos. Comparar com floresta secundária, plantação florestal.

Floresta secundária — Povoamentos de árvores resultantes de sucessão ecológica secundária. Comparar com floresta primária, plantação florestal.

Fluxos — ➥  produtividade.

Fome extrema — Desnutrição e fome comuns em uma região específica em virtude da falta de alimentos, normalmente provoca da por seca, guerra, inundações, terremotos ou outros eventos catastróficos que perturbam a produção e distribuição de alimentos.

Fonte não pontual — Terrenos grandes ou disperses, como plantações, ruas e gramados, que despejam poluentes no ambiente ao longo de uma grande área. Comparar com fonte pontual.

Fonte pontual — Fonte única identificável que descarrega poluentes no ambiente. Exemplos incluem a chaminé de uma usina elétrica ou fábrica, o tubo de descarga de uma indústria de embalagem de carnes, a chaminé de uma casa ou o escapamento de um carro. Comparar com fonte não pontual.

Fórmula química — Forma abreviada de mostrar o número de átomos (ou íons) na unidade estrutural básica de um composto. Exemplos incluem H20, NaCl e C6H12o6.

Fósseis — Esqueletos, ossos, cascas, partes do corpo, folhas, sementes ou impressos desses itens que fornecem evidências reconhecíveis de organismos que viveram há muito tempo.

Fotossíntese — Processo complexo que ocorre nas células dos vegetais verdes. A energia irradiante do Sol é usada para combinar o dióxido de carbono (C02) e a água (HP) para produzir oxigênio (02) carboidratos (como a glicose, C6H1206) e outras moléculas de nutrientes. Comparar com respiração aerôbica, ouimiossintese.

Fragmentação do habitat Divisão do habitat em partes menores, normalmente como resultado de atividades humanas.

Frente — Divisa entre duas massas de ar com temperaturas e densidades diferentes. ➥  frente fria, frente quente.

Frente fria — Extremidade condutora de uma massa de ar frio em avanço. Comparar com frente quente.

Frente quente — Limite entre a massa de ar quente que avança e a massa de ar mais frio que a substitui. Como o ar quente é menos denso que o ar frio, a frente quente que avança vai para cima da massa de ar frio. Comparar com [ren te fria.

Freons — ➥  clorcfluorcarbonoe.

Fundição — Derretimento do núcleo de um reator nuclear.

Fungicida — Substância química que mata fungos.

Fusão — Processo no qual um metal desejado é separado dos demais elementos em um minério.

Fusão nuclear — Alteração nuclear em que dois núcleos de isótopos de elementos com um baixo número de massa (como o hidrogênio-2 e o hidrogênio-3) são forçados a se unirem na ocorrência de temperaturas elevadíssimas até se fundirem para formar um núcleo mais pesado (como o hélio-4). Esse processo libera uma grande quantidade de energia. Comparar comfissão nuclear.

Gaia — nome grego para a deusa da Terra. A teoria gaiana de Iames Lovelock propõe a Terra como um sistema complexo que está «vivo», no sentido de estar «autopoiético», isto é, continuamente capaz de se reconstituir e reparar a si próprio, através de uma série de complicados mecanismos de feedback que respondem a mudanças ambientais. [AM]

Gás liquefeito de petróleo (GLP) — Mistura de propano liquefeito (C3HS) e gás butano (C4HIO) retirado do gás natural e usado como combustível.

Gás natural — Depósitos subterrâneos de gases compostos de 50% a 90% por peso de gás metano (CH4) e pequenas quantidades de compostos de hidrocarboneto mais pesados, como o propano (C3HS) e o butano (C4HIO)’

Gás natural liquefeito (GNL) — Gás natural transformado em líquido por resfriamento a uma temperatura extremamente baixa.

Gás natural sintético (GNS) — Combustível gasoso composto em grande parte por metano produzido de carvão sólido.

Gaseificação do carvão — Conversão do carvão sólido em gás natural sintético (GNS).

Gases de efeito estufa — Gases da baixa atmosfera terrestre (troposfera) que provocam o efeito estufa. Entre os exemplos estão o dióxido de carbono, clorofluorcarbonos, ozônio, metano, vapor de água e óxido nitroso.

GATT — o Acordo Geral de Tarifas e Comércio, que resulta de negociações internacionais para reduzir barreiras tarifárias e liberalizar o comércio mundial. Estas negociações tiveram lugar em várias «rondas» desde a Segunda Guerra Mundial. A oitava, a do «Uruguai», ocorreu no início da década de 1990, e trouxe os países do Terceiro Mundo de uma forma mais efectiva para o mercado global. Muitos ambientalistas acham que isto é prejudicial aos interesses das maiorias nestes países e para os seus meios ambientes. [AM]

Gemeinschaft — termo usado pelo sociólogo Ferdinand Tõnnies em 1887 para denotar um tipo ideal de comunidade, baseada em relações sociais de solidariedade, onde a comunidade significa mais do que apenas a soma dos indivíduos que dela fazem parte, e onde não há cedência orgânica no relacionamento face a face. Religião, hierarquia, desigualdade de condições, podem ser forças de ligação na sociedade orgânica. A sociedade medieval era deste género de totalidade orgânica. Ê Gesellschaft. [AM]

Genes — Unidades codificadas de informações sobre traços específicos que são passados dos pais aos filhos durante a reprodução. Eles são compostos de segmentos de moléculas de DNA encontradas nos cromossomos.

Genoma — Conjunto completo de informações genéticas de um organismo.

Geologia — Estudo da história dinâmica da Terra. Os geólogos estudam e analisam rochas, as características e os processos da superfície e do interior da Terra.

Gerenciamento de risco — Usar a avaliação de riscos e outras informações para definir opções e tomar decisões sobre a redução ou eliminação de riscos. ➥  risco, análise de risco, comunicação de riscos.

Gesellschaft — termo usado pelo sociólogo Ferdinand Tônnies em 1887 para denotar um tipo ideal de sociedade baseada em relações contratuais entre pessoas como indivíduos isolados, e operando de acordo com o interesse próprio. A sociedade é meramente a soma dos indivíduos que dela fazem parte, e as relações são atomistas. Todos os indivíduos têm direitos iguais. Ê Gemeinschaft. [AM]

Globalização — Processo global amplo de mudança social, econômica e ambiental que leva a um mundo cada vez mais integrado.

GLP — ➥  gás liquefeito de petróleo. grau de urbanização Percentual da população no mundo ou em um país que vive em áreas cuja população supera 2.500 pessoas (número mais elevado em alguns países). Comparar com crescimento urbano.

Governo mundial

Gredas — Solos contendo uma mistura de argila, areia, silte e húmus. Bom para o plantio da maioria das culturas.

Habitat Local ou tipo de local onde um organismo ou população de organismos vive. Comparar com nicho ecológico.

Herbicida — Substância química que mata um vegetal ou inibe seu crescimento.

Herbívoro — Organismo que se alimenta de vegetais. Exemplos incluem veados, ovelhas, grilos e zooplâncton. Comparar com carnívoro, onívoro.

Heterótrofo — ➥  consumidor.

Hidreletricidade — Energia elétrica produzida por quedas d’água ou água corrente. ➥  usina hidrelétrica.

Hidrocarboneto — Composto orgânico de átomos de hidrogênio e carbono. O hidrocarboneto mais simples é o metano (CH4), o maior componente do gás natural.

Hidrocarboneto dorado — Composto orgânico feito de átomos de carbono, hidrogênio e cloro. Entre os exemplos estão o DDT e os PCBs.

Hidrosfera — A água líquida (oceanos, lagos, outros corpos d’água superficiais e água subterrânea), água congelada (calotas polares, calotas flutuantes e o gelo no solo, conhecido como permafrost) e vapor de água na atmosfera. ➥  também ciclo hidrolôgico.

Hidrovia

Hipótese científica — Suposição fundamentada que tenta explicar uma lei científica ou certas observações científicas. Comparar com dados científicos, lei científica, métodos científicos, modelo científico, teoria científica.

Holismo — a visão de que o todo é mais do que apenas a soma das suas partes, e de que não é possível definir o todo meramente como uma colecção dos seus constituintes básicos. A medicina holística, por exemplo, olharia para o corpo inteiro e para a alma para explicar uma doença ou um mau funcionamento de uma parte. A medicina reducionista provavelmente olhará apenas para a parte e procurará curá-la. [AM]

Horizontes do solo — Zonas horizontais que compõem um solo maduro específico. Cada horizonte possui textura e composição distintas que variam com os diferentes tipos de solo. ➥  perfil do solo.

Hospedeiro — Vegetal ou animal do qual um parasita se alimenta.

Húmus — Resíduo levemente solúvel de matéria orgânica não digerida ou em parte decomposta na superfície do solo. Esse material ajuda a reter água e nutrientes solúveis em água, que podem ser absorvidos pelas raízes das plantas.

Idealismo — teoria filosófica em que não há coisas materiais que existam independentemente do intelecto (por exemplo, o intelecto de Deus ou o dos seres humanos). Consequentemente, as interpretações idealistas da história vêem os acontecimentos e a mudança social como resultando em especial da introdução de novas ideias e/ou do desenvolvimento de velhas ideias e valores. A mudança no período moderno pode ser considerada como resultado do crescimento da razão. Os idealistas verdes podem atribuir a «crise» ambiental a uma série de atitudes e valores errados (da sociedade e dos indivíduos), dando ênfase à importância da educação e da mudança de valores na criação de uma sociedade ecológica. (Contrasta com materialismo.) [AM]

Ideologia — de uma maneira geral, uma visão do mundo, ou conjunto de ideias que torna o mundo mais compreensível. Dentro do conjunto, existem algumas suposições que são tidas por certas (<<senso comum»), e, como tal, nunca são questionadas. Muitas das ideias do darwinismo social, por exemplo, são parte da ideologia capitalista. Numa definição mais restrita, o termo designa um conjunto de ideias, crenças e ideais que são a base de uma teoria ou sistema económico ou político. Se as suposições forem trazidas à superfície, são-no geralmente para reflectir os direitos materiais adquiridos daqueles que partilham a ideologia (por exemplo, a suposição de que a competição é natural muitas vezes apoia a ideologia daqueles que se saem bem na competição económica). As ideologias são apresentadas como declarações da verdade universal, mas reflectem estes interesses restritos. Como tal, uma ideologia apoia uma posição já a1cançada, e que é parcial e preconceituosa. [AM]

Ilhas de barreira — Ilhas de sedimento baixas, finas e compridas a pouca distância da praia; geralmente seguem em paralelo à praia ao longo de algumas costas.

Iluminismo — um «movimento europeu e norte-americano florescente no século XVIII, e que sublinhava a tolerância, a racionalidade, o senso comum e o encorajamento da ciência e da tecnologia» (B e S). O otimismo tecnológico sublinhou a crença central de que, compreendendo (através da observação, experimentação e racionalidade) e aplicando as leis da natureza, a posição material de toda a humanidade poderia ser indefinidamente melhorada, como parte do progresso e da evolução. [AM]

Imigração — Movimentação de pessoas em um país ou região para lá residirem permanentemente.

Incêndio de superfície — Incêndio florestal que queima somente a vegetação rasteira e o folhedo no chão da floresta. Comparar com incêndio nas copas, incêndio no solo. ➥  queimada controlada.

Incêndio nas copas — Incêndio intenso de florestas, que queima a vegetação do solo e a parte superior das árvores. Comparar com queimada controlada, incêndio no solo, incêndio de superfície.

Incêndio no solo — Incêndio que queima as folhas em decomposição ou a turfa bem abaixo da superfície do solo. Comparar com incêndio nas copas, incêndio de superfície.

Incentivo com base no mercado — uma forma de modificar mercados livres decidindo cen tralmen te (governo) qual deve ser o valor dos serviços ambien tais. Estes valores são depois incorporados nos preços de bens e serviços comercializados no mercado aberto. Um imposto ou taxa de poluição é um IBM se

traduzido em preços (Pearce et al., 1989). [AM]

Indigenismo

Indução — retirar de uma massa de factos empíricos princípios gerais que explicam os factos. Inferir uma lei regente do funcionamento do mundo da observação de instâncias particulares. [AM]

Infiltração — Movimento descendente da água através do solo.

Inseticida — Substância química que mata insetos.

Interação sinergística — Interação entre dois ou mais fatores ou processos para que o efeito combinado seja maior que a soma de seus efeitos separados.

Interplantio — Plantio simultâneo de várias culturas em uma mesma área. ➥  agrossilvicultura, iniersafra, policultura, cultivo polivarietal.

Intersafra — Plantio de duas ou mais culturas diferentes em uma determinada área ao mesmo tempo. Por exemplo, um grâo rico em carboidratos que reduz o nitrogênio do solo e um legume rico em proteínas que acrescenta nitrogênio ao solo podem ser cultivados em fileiras alternadas. Comparar com monoculiura, policuliura, cultivo polivarietal.

Intrusão de água salgada — Movimento da água salgada em direção aos aqüíferos de água doce em áreas costeiras e interiores, conforme a água subterrânea é retirada mais rápido do que é reposta pela precipitação.

Inversão — ➥  inversão de temperatura.

Inversão de temperatura — Camada de ar frio denso presa sob uma camada de ar quente menos denso. Evita que as correntes de ar ascendentes desenvolvam-se. Em uma inversão prolongada, a poluição do ar na camada presa pode atingir níveis prejudiciais.

Inversão térmica — ➥  inversão de temperatura.

Invertebrados — Animais que não possuem coluna vertebral.

Íon — Átomo ou grupo de átomos com uma ou mais cargas elétricas positivas (+) ou negativas (-). Comparar com átomo, molécula.

Isolamento geográfico — Separação de populações de uma espécie por longos períodos em regiões diferentes.

Isolamento reprodutivo — Separação geográfica de longo prazo dos membros de uma determinada espécie de reprodução sexuada.

Isótopo físsil — Isótopo que pode se dividir ao ser atingido por um nêutron na velocidade correta, passando, assim, por fissão nuclear. Exemplos incluem urânio-235 e plutônio-239.

Isótopo radioativo — ➥  radioisótopo.

Isótopos — Duas ou mais formas de um elemento químico que têm o mesmo número de pró tons, mas diferentes números de massa, pois possuem números diferentes de nêutrons em seus núcleos.

Justiça ambiental — Tratamento justo e envolvimento sigrúficativo de todas as pessoas, independentemente de raça, cor, sexo, nacionalidade ou renda, no que diz respeito ao desenvolvimento, implantação e fiscalização de leis, regulamentações e políticas ambientais.

Keynesianismo — descrição das teorias do economista Iohn Maynard Keynes. De forma mais particular, o keynesianismo foi visto como uma estratégia alternativa ao monetarismo (em que o governo regula a provisão de moeda, mas que, por outro lado, deixa a economia demasiadamente livre) na última parte do século xx. O keynesianismo reconhece que o desemprego sufoca algumas das necessidades latentes da economia, reprimindo o próprio crescimento da produção que liquidaria o desemprego. De forma a quebrar o ciclo vicioso de desemprego – menor procura – mais desemprego, o governo deveria intervir para aumentar a procura conjunta, criando postos de trabalho através de «obras públicas» (por exemplo, construção de estradas). Isto, por seu turno, eventualmente acabará por aumentar a procura dos produtos da indústria privada. [AM]

Lago — Grande corpo natural de água doce parada formado quando a água das chuvas, escoamento da terra ou fluxo de água subterrânea preenchem uma depressão na terra, criada pela glaciação, movimento terrestre, atividade vulcânica ou meteoro gigante. ➥  lago eutrófico, lago mesotrófico, lago oligotrófico.

Lago eutrófico — Lago com uma reserva grande ou excessiva de nutrientes vegetais, na maioria nitratos e fosfatos. Comparar com lago mesotrófico, lago oligotrófico.

Lago mesotrófico — Lago com uma reserva moderada de nutrientes vegetais. Comparar com lago eutréfico, lago oligotrófico.

Lago oligotrófico — Lago com baixa reserva de nutrientes vegetais. Comparar com lago eutrófico, lago mesotrófico.

Latitude — Distância do equador. Comparar com altitude.

Lavoura de conservação — Cultivo de plantas no qual o solo é pouco (lavoura mínima) ou nada perturbado (plantio direto), em um esforço para reduzir a erosão, diminuir os custos com mão-de-obra e economizar energia. Comparar com cultivo convencional.

Lavoura de contorno — Arar e plantar ao longo de um declive variável de terra, em vez de fazê-lo em linhas retas, para ajudar a reter a água e reduzir a erosão.

Lavoura mínima — ➥  lavoura de conservação.

Lavouras sem cultivo — ➥  lavoura de conservação.

Lavra a céu aberto — Retirada de minerais, como cascalho, areia e minérios, escavando-os da superfície terrestre e deixando uma vala aberta para trás. Comparar com área de lavra em tiras, lavra de encosta, explosão do cume de montanhas, mineração subterrânea.

Lavra de encosta — Forma de mineração de superfície usada em terrenos montanhosos ou íngremes. Uma pá mecânica corta uma série de terraços na lateral de uma montanha. Uma escavadeira remove o estéril e a pá mecânica extrai o carvão. O estéril de cada novo terraço é colocado no terraço abaixo. Comparar com área de lavra em tiras, explosão do cume de montanhas, lavra a céu aberto, mineração subterrânea.

Lavra em tiras — Forma de mineração de superfície na qual escavadeiras de terraplanagem, pás mecânicas, entre outros equipamentos, removem grandes porções da superfície terrestre em faixas. ➥  área de lavra em tiras, lavra de encosta, mineração de superficie. Comparar com mineração subterrânea.

LD50 — ➥  dose letal média.

LDC — ➥  país em desenvolvimento.

Lei científica — Descrição do que os cientistas descobrem que está ocorrendo repetidamente na natureza, da mesma maneira, sem exceção. ➥  primeira lei da termodinãmica, lei de conservação da matéria, segunda lei da termodinâmica. Comparar com dados científicos, hipótese científica, métodos científicos, modelo científico, teoria científica.

Lei de conservação da matéria — Em qualquer alteração física ou química, a matéria não é criada nem destruída, apenas transformada; nas alterações físicas e químicas, os átomos existentes são rearranjados em diferentes padrões espaciais (alterações físicas) ou diferentes combinações (alterações químicas).

Lei de conservação de energia — ➥  primeira lei da iermodinãmica.

Lei de tolerância — A existência, abundância e distribuição de uma espécie em um ecossistema são definidas se os níveis de um ou mais fatores físicos ou químicos caírem dentro da faixa de variação tolerada pela espécie. ➥  efeito limiar.

Lei natural — ➥  lei científica.

Lençol freático — Superfície da zona de saturação, na qual todos os poros disponíveis no solo e rochas na crosta terrestre estão cheios de água.

Limites de tolerância — Limites máximos e mínimos para condições físicas (como a temperatura) e concentrações de substâncias químicas, além dos quais nenhum membro de uma espécie determinada pode sobreviver. ➥  lei de tolerância.

Limpeza da poluição — Dispositivo ou processo que remove ou reduz o nível de um poluente após ele ter sido produzido ou ter entrado no meio ambiente. Exemplos incluem dispositivos de controle de emissões de automóveis e estações de tratamento de esgoto. Comparar com prevenção da poluição.

Liquefação do carvão — Conversão de carvão sólido em um combustível de hidrocarboneto líquido, como gasolina sintética ou metanol.

Litosfera — Camada exterior sólida da Terra, composta da crosta e da parte mais exterior e rígida do manto externo à astenosfera; material encontrado nas placas da Terra. ➥  crosta, manto.

Lixiviação — Processo no qual várias substâncias químicas nas camadas superiores do solo são dissolvidas e transportadas às camadas inferiores e, em alguns casos, à água subterrânea.

Lodo de esgoto — Mistura viscosa de substâncias químicas tóxicas, agentes infecciosos e sólidos assentados removidos da água residual em uma estação de tratamento de esgoto.

Macroevolução — Mudanças evolutivas de longo prazo e grande escala entre os grupos de espécies. Comparar com microevolução.

Macronutrientes — Elementos químicos que são necessários em quantidades relativamente grandes. Exemplos: carbono, hidrogênio, nitrogênio e oxigênio encontrados em proteínas, carboidratos e gorduras. Comparar com micronutrientes.

Magma — Rocha derretida abaixo da superfície terrestre.

Malnutrição — Consumo de alimentos em quantidade insuficiente para atender às necessidades diárias de energia de um indivíduo por tempo suficiente para provocar efeitos nocivos. Comparar com desnutrição, supernutrição.

Malthusianismo

Manejo adaptativo — Manejo flexível que encara as tentativas de resolver problemas como experiências, analisa falhas para ➥  o que deu errado e procura modificar e melhorar um processo antes de abandoná-lo. Em razão da imprevisibilidade inerente aos sistemas complexos, usa o princípio da precaução como ferramenta de gestão. ➥  princípio da precaução.

Manejo de idade diversa — Método de manejo florestal no qual as árvores de diferentes espécies em um dado povoamento são mantidas em diversas idades e tamanhos para permitir a regeneração natural contínua. Comparar com manejo de mesma idade.

Manejo de mesma idade — Método de manejo florestal no qual as árvores, algumas vezes de uma única espécie em um dado povoamento, são mantidas mais ou menos na mesma faixa etária e no mesmo tamanho, e são ceifadas todas ao mesmo tempo. Comparar com manejo de idade diversa.

Manejo de pragas integrado (MPI) — Uso combinado de métodos químicos, biológicos e de cultivo na seqüência e temporização adequadas para manter o tamanho de uma população de praga abaixo do tamanho que causa perdas inaceitáveis do ponto de vista econômico em uma cultura ou criação animal.

Manguezais — Pântanos encontrados nos litorais em regiões de clima tropical quente. São dominados pelos mangues, qualquer uma das cerca de 55 espécies de árvores e arbustos que podem viver parcialmente submersas no ambiente salgado dos pântanos costeiros.

Manto — Zona do interior da Terra entre o núcleo e a crosta. Comparar com núcleo, crosta. ➥  litosfera.

Mão invisível  a noção, geralmente atribuída a Adam Smith, de que, se cada indivíduo na sociedade procurar maximizar o seu próprio ganho econômico, redundará no máximo benefício da sociedade como um todo. Seria como se as atividades dos indivíduos, no conjunto, fossem guiadas por uma mão invisível em direção a este mais vasto benefício social, sem intenção por parte dos indivíduos. [AM]

Mar aberto — Parte de um oceano que se localiza além da plataforma continental. Comparar com zona costeira.

Massa — Quantidade de material em um objeto.

Massa crítica — Quantidade de núcleos físseis necessários para sustentar uma reação em cadeia de fissão nuclear.

Matéria — Qualquer coisa que possua massa (a quantidade de material em um objeto) e ocupe espaço. Na Terra, onde há gravidade, pesamos um objeto para determinar sua massa.

Matéria de alta qualidade — Matéria concentrada e com grande acúmulo de um recurso aproveitável. Comparar com matéria de baixa qualidade.

Matéria de baixa qualidade — Matéria que é diluída ou dispersada, ou apresenta baixa concentração de um recurso aproveitável. Comparar com matéria de alta qualidade.

Materialismo — filosofia sustentando que tudo o que existe é material, ocupando algum espaço em algum tempo. Daí que negue a existência em substância de intelectos como entidades abstractas (em vez de um aspecto do organismo material do cérebro). Ao explicar a história e a mudança social, análises materialistas (por exemplo, o marxismo) olham para o desenvolvimento como uma função principalmente de factores materiais – tais como a forma como organizamos a nossa actividade produtiva para ganhar subsistência material (modo económico de produção). O materialismo defende que as ideias e os valores predominantes na sociedade não derivam de pensamentos e lógicas abstractas, mas que estão relacionados com acontecimentos materiais e meios de organização da sociedade. Daí que qualquer mudança para uma sociedade ecológica que exija valores radicalmente diferentes, deva ser acompanhada por uma mudança social, econórnica e política radical. (contrasta com idealismo). [AM]

MDC — ➥  país desenvolvido.

Megacidade — Cidade com 10 milhões de habitantes ou mais.

Meia-vida — Tempo necessário para metade dos núcleos de um radioisótopo emitir sua radiação. Cada radioisótopo possui uma meia-vida característica, que pode variar de alguns milionésimos de segundo a vários bilhões de anos. ➥  radioisótopo.

Meio ambiente — Todas as condições e fatores externos, vivos e não vivos (substâncias químicas e energia), que afetam um organismo ou outro sistema específico durante seu tempo de vida.

Metabolismo — Capacidade de uma célula ou organismo vivo de capturar e transformar a matéria e energia de seu ambiente de modo a atender as suas necessidades para sobrevivência, crescimento e reprodução.

Metástase — Propagação de células malignas (cancerosas) de um tumor para outras partes do corpo.

Métodos científicos — Formas como os cientistas coletam dados, formulam e testam hipóteses, modelos, teorias e leis científicas. ➥  dados científicos, hipótese científica, lei científica, modelo científico, teoria científica.

Microevolução — Pequenas alterações genéticas às quais uma população é submetida. Comparar com macroevolução.

Micronutrientes — Elementos químicos que os organismos precisam em quantidades pequenas ou mesmo microscópicas para viver, crescer e reproduzir. Entre os exemplos estão o sódio, o zinco, o cobre, o cloro e o iodo. Comparar com macronutrientes.

Microrganismos — Organismos, como as bactérias, tão pequenos que só podem ser visualizados por microscópio.

Milenarismo — crença num futuro período de felicidade ideal na Terra, particularmente relacionada com a profecia do reinado milenar de Cristo em pessoa na Terra. [AM]

Mineração de superfície — Remoção de solo, subsolo e de outros estratos para extrair um depósito mineral encontrado relativamente próximo à superfície terrestre. ➥  área de lavra em tiras, lavra de encosta, explosão do cume de montanhas, lavra a céu aberto. Comparar com mineração subterrânea.

Mineração subterrânea — Extração de um minério metálico ou recurso combustível, como o carvão, de um depósito subterrâneo profundo. Comparar com mineração de superfície.

Mineral — Qualquer substância inorgânica de ocorrência natural encontrada na crosta terrestre na forma de sólido cristalino. ➥  recurso mineral.

Minério — Parte de um material que produz metais que pode ser econômica e legalmente extraído em uma determinada época. Em geral, um minério contém duas partes: o minério de mineral, que contém o metal desejado, e o material mineral residual (ganga).

Mistura — Combinação de um ou mais elementos e compostos.

Modelo — Representação ou simulação aproximada de um sistema em estudo.

Modelo científico — Simulação de sistemas e processos complexos. Muitos são modelos matemáticos executados e testados por computadores.

Modernismo — uma «tendência internacional», surgida nas artes e na arquitectura do Ocidente nos finais dos séculos XIX e xx (B e S). O termo foi alargado para significar, em oposição ao pós-modernismo, as abordagens ao conhecimento, aos desenvolvimentos científico, tecnológíco e industrial, e as esperanças e aspirações do período que vai do século XVIII ao século xx. Subjacente a tudo isto estava o «projecto iluminista» – as crenças centrais do Iluminismo, que sustentava que era possível discernir os princípios gerais subjacentes ao governo da natureza e da sociedade, que era possível usar e manipular estes princípios, e que, ao fazê-lo, poderíamos melhorar a sorte material de toda a humanidade. O modernismo também defende que há valores absolutos que deveriam alicerçar todas as sociedades modernas. Quais são estes princípios pode ser discutido (por exemplo, justiça social, santidade da vida humana, respeito pelo indivíduo), mas existe o perigo de que alguém acreditando ter descoberto os valores e princípios «correctos» possa usar métodos autoritários para assegurar que estes são aplicados universalmente. O período moderno tem sido caracterizado por mudança constante, inovações e crises, e se tem resultado no progresso universal que se julgava possível é posto em causa pelos «pós-modernistas».[AM]

Modificação genética — ➥  engenharia genética.

Molécula — Combinação de um ou mais átomos do mesmo elemento químico (como 02) ou de elementos químicos diferentes (como H20) mantidos juntos por ligações quimicas. Comparar com átomo, íon.

Monismo — «qualquer ponto de vista que declare que onde parece haver muitas coisas, ou muitos tipos de coisas, só há de facto uma coisa ou um tipo de coisa» (L). Várias teorias monistas defendem que todas as coisas no universo são aspectos diferentes da mesma «coisa» material ou, em alternativa, da mesma ideia mental. [AM]

Monocultura — Cultivo de uma única cultura, normalmente em uma grande área de terra. Comparar com policultura, cultivo polivarietal.

Morte progressiva — Redução drástica da população de uma espécie quando seus números ultrapassam a capacidade de suporte. ➥  capacidade de suporte.

Mudança climática

Mudanças de paradigmas

Mutação — Mudança aleatória nas moléculas de DNA que compõem os genes, podendo alterar a anatomia, fisiologia ou comportamento dos descendentes. ➥  mutagênico.

Mutação gênica — ➥  mutação.

Mutagênico — Substância química ou forma de radiação que provoca mudanças hereditárias (mutações) nas moléculas de DNA dos genes. ➥  carcinogênico, mutação, teratogênico.

Mutualismo — Tipo de interação de espécies na qual ambas as espécies participantes normalmente se beneficiam. Comparar com comensalismo.

Nécton — Organismos que nadam vigorosamente, são encontrados em sistemas aquáticos. Comparar com bentos, plâncton.

Neurotoxinas — Substâncias químicas que podem danificar o sistema nervoso humano (cérebro, medula espinhal, nervos periféricos).

Nêutron (n) — Partícula elementar nos núcleos de todos os átomos (exceto do hidrogênio-I). Possui massa relativa de I e nenhuma carga elétrica. Comparar com elétron, próton.

Nicho — ➥  nicho ecológico.

Nicho ecológico — Modo de vida total ou papel de uma espécie em um ecossistema. Inclui todas as condições físicas, químicas e biológicas de que uma espécie precisa para viver e se reproduzir em um ecos sistema. ➥  nicho fundamental, nicho realizado.

Nicho fundamental — Alcance potencial total dos fatores físicos, químicos e biológicos que uma espécie pode usar se não enfrentar nenhuma concorrência com outras espécies. ➥  nicho ecológico. Comparar com nicho realizado.

Nicho realizado — Partes do nicho fundamental de uma espécie que são de fato usadas pela espécie. ➥  nicho ecológico, nicho fundamental.

Nível trófico — Todos os organismos que estão a um mesmo número de transferências de energia distantes da fonte de energia original (como no caso da luz do Sol) que entra em um ecossistema. Por exemplo, todos os produtores correspondem ao primeiro nível trófico e todos os herbívoros ao segundo nível trófico em uma teia ou cadeia alimentar.

Nova Era — um largo leque de conceitos, crenças e grupos de noções, unidos pela convicção comum de que o mundo está prestes a entrar numa nova era, que envolve uma mudança radical (um «ponto decisivo», como lhe chama Capra) na consciência e nas relações humanas. As raízes da noção de uma Nova Era podem ser encontradas, pelo menos, desde o século XVIII (B), e bastante mais atrás na sua relação como o milenarismo. A «cultura» da Nova Era foi recuperada na década de 1960, e, mais uma vez, no movimento ambiental, onde tem muitas afinidades com a ecologia profunda. Dá ênfase ao espiritualismo, ao misticismo e à nova tecnologia, e tem um ponto de vista extremamente idealista da mudança social. [AM]

Nova ordem mundial —

NPAs — Nitratos de peroxiacetil; grupo de substâncias químicas encontradas no smog fotoquírnico.

Núcleo — (1) Centro extremamente pequeno de um átomo, que compõe boa parte da massa desse átomo. Contém um ou mais prótons positivamente carregados e um ou mais nêutrons sem carga elétrica (exceto o átomo de hidrogênio-1, que possui um próton e nenhum nêutron em seu núcleo). (2) núcleo — Zona interior da Terra. Composto por um núcleo interno sólido e um núcleo externo líquido. Comparar com crosta, manto.

Núcleos de condensação — Pequenas partículas nas quais gotículas de vapor de água podem se reunir.

Número atômico — Número de prótons no núcleo de um átomo. Comparar com número de massa.

Número de massa — Soma do número de nêutrons (n) e do número de prótons (p) no núcleo de um átomo. Fornece a massa aproximada desse átomo. Comparar com número atômico.

Nutriente — Qualquer alimento ou elemento que um organismo deve ingerir para viver, crescer e se reproduzir.

Objetividade — a propriedade de estar separado do que quer que esteja a ser estudado, de forma a que o sujeito que está a estudar o objecto não influencie de forma alguma as propriedades deste. Também, a capacidade de estar separado de interesses, perspectivas e pontos de vista de qualquer grupo social particular ou de qualquer noção pré-concebida, como forma distinta de ser imparcial e de estar livre de valores – não se identificando com interesses e perspectivas ou com aquilo que pode ser acordado entre todos. Descartes propôs que sujeito e objecto, mente e matéria, seres humanos e o resto da natureza pudessem de facto ser separados. Qualidades «objectivas» ou «primárias», como posição, tamanho, forma e movimento, vão, teoricamente, parecer iguais para todos, por isso pode haver consenso universal em volta delas, enquanto as qualidades «subjectivas» ou «secundárias», como cor, cheiro ou virtude, vão variar de acordo com a disposição do observador (o sujeito), porque estas são projeções da mente humana, e como tal serão ligeiramente diferentes para cada indivíduo. Nem todos estão convencidos de que este dualismo cartesiano representa a realidade. Alguns disputam mesmo a ideia de conceber as coisas em termos de separação, de opostos polares – de dualismos – como frio e quente, bom e mau, sociedade e natureza. Os monistas diriam que tais «opostos» são apenas manifestações diferentes da mesma coisa. [AM]

Óleo de xisto — Óleo marrom escuro pesado, de fluxo lento, obtido quando o querogênio do xisto betuminoso é vaporizado a altas temperaturas e, então, condensado. O óleo de xisto pode ser refinado para produzir gasolina, óleo de aquecimento e outros derivados do petróleo. Comparar com querogênio, xisto betuminoso.

Oligarquias internacionais

ONGs —

Onívoro — Animal que pode usar como fonte de alimento vegetais e outros animais. Entre os exemplos estão porcos, ratos, baratas e seres humanos. Comparar com carnívoro, herbívoro.

Organismo — Qualquer forma de vida.

Organismo geneticamente modificado (OGM) — Organismo cuja composição genética foi alterada por engenharia genética.

Outros recursos — Recursos identificados e não descobertos não classificados como reservas. Comparar com recursos identificados, reservas, recursos não descobertos.

Paganismo — uma religião que restaura a adoração pré-moderna, pré-cristã, da natureza (considerando a Terra a Grande Mãe), os seus ciclos e estações como sagrados, as plantas e as árvores como parentes, e vivendo em paz e harmonia com a Terra (B). (Definido incorrectamente pelo OED como «pessoa não iluminada ou não religiosa».) Alguns pagãos também se definem como feiticeiros ou bruxos: praticam magia com propósitos curativos (B e B). [AM]

País desenvolvido — País altamente industrializado e com alto PIB per capita. Comparar com país em desenvolvimento.

País em desenvolvimento — País cujo nível de industrialização é de médio a baixo e o PIB per capita está entre médio e baixo. A maioria localiza-se na África, Ásia e América Latina. Comparar com país desenvolvido.

País mais desenvolvido (MDC) — ➥  país desenvolvido.

País menos desenvolvido (LDC) — ➥  país em desenvolvimento.

Panteísmo — a crença que Deus é tudo, e que tudo é parte de Deus – uma perspectiva pela qual «quase todos os místicos se sentem atraídos» (R). [AM]

Paradigma — quando relacionada com uma disciplina científica ou acadêmica, a palavra significa um conjunto de regras, suposições ou procedimentos segundo os quais as pessoas estudam e investigam os assuntos da disciplina. O paradigma da disciplina será o que a maioria dos seus profissionais concordarem como assuntos próprios para a disciplina estudar, e as questões que esta deve formular. [AM]

Parasita — Organismo consumidor que vive por um longo período sobre (ou dentro de) um vegetal ou animal vivo, conhecido como o hospedeiro, alimentando-se dele. O parasita obtém alimento do hospedeiro, enfraquecendo-o aos poucos; ele pode ou não matar o hospedeiro. ➥  parositismo.

Parasitismo — Interação entre espécies na qual um organismo, chamado parasita, faz de presa outro organismo, chamado hospedeiro, ao viver sobre ele ou dentro dele. ➥  hospedeiro, parasita.

Partes por bilhão (ppb) — Número de partes de uma substância química encontrado em 1 bilhão de partes de um gás, líquido ou sólido específico.

Partes por milhão (ppm) — Número de partes de uma substãncia química encontrado em 1 milhão de partes de um gás, líquido ou sólido específico.

Partes por trilhão (ppt) — Número de partes de uma substância química encontrado em 1 trilhão de partes de um gás, líquido ou sólido específico.

Partícula alfa — Matéria com carga positiva, composta de dois nêutrons e dois pró tons, emitida como radioatividade dos núcleos de alguns isótopos. ➥  também partícula beia, raio gama.

Partícula beta — Elétron que se move rapidamente, emitido pelo núcleo de um isótopo radioativo. ➥  também partícula alja, raios gama.

Partículas subatômicas — Partículas extremamente pequenas – elétrons, prótons e nêutrons – que compõem a estrutura interna dos átomos.

Partilha de recursos — Processo de divisão de recursos em um ecossistema, para que as espécies com necessidades similares (nichos ecológicos sobrepostos) usem os mesmos recursos escassos em momentos diferentes, locais diferentes ou de formas diferentes. ➥  nicho ecológico, nicho fundamental, nicho realizado.

Pastagem — Terra que fornece forragem ou vegetação (gramíneas, plantas rasteiras, arbustos) para animais em pastoreio e não é manejada intensivamente. Comparar com confinamento de animais, pasto.

Pastagem excessiva — Destruição da vegetação quando um número muito grande de animais em pastoreio alimentam-se durante muito tempo e ultrapassam a capacidade de suporte desse pasto ou área de pastagem.

Pasto — Campo manejado ou prado fechado em que normalmente se plantam gramíneas domesticadas ou outra forragem para servirem de pastagem ao gado. Comparar com confinamento de animais, pastagem.

Patógeno — Organismo que causa doenças. Exemplos incluem bactérias, vírus e parasitas.

PCBs — ➥  bifenóis polie/orados.

Pegada ecológica — Quantidade de água e terra biologicamente produtiva necessária para fornecer a uma população os recursos renováveis que utiliza e para absorver ou descartar os resíduos de tal uso de recursos. Mede o impacto ambiental médio das populações em diferentes países e regiões. ➥  pegada ecológica per capita.

Pegada ecológica per capita — Quantidade de terra e água biologicamente produtivas necessária para fornecer a cada pessoa ou população os recursos renováveis que usam e absorver ou descartar os resíduos de tal uso de recursos. Mede o impacto ambiental médio de indivíduos ou populações em diferentes países e regiões.

Percolação — Passagem de um líquido pelos espaços de um material poroso, como O solo.

Perene — Vegetal que pode viver por mais de dois anos. Comparar com sazonal.

Perfil do solo — Visão transversal dos horizontes de um solo. ➥ horizontes do solo.

Perigo — Algo que pode causar lesões, doenças, perdas econômicas ou danos ambientais. ➥ risco.

Permafrost Camada permanen- temente congelada do solo; forma-se quando a água congela nessa parte. Encontrado na tundra ártica.

Permeabilidade — Grau em que os poros das rochas e do solo subterrâneos estão interligados, sendo assim uma medida do grau em que a água pode fluir livremente de um poro a outro. Comparar com porosidade.

Permeabilidade do solo — Taxa em que a água e o ar movem-se das camadas superiores às camadas inferiores do solo. Comparar com poros idade.

Permutas favoráveis à natureza — Acordo no qual uma certa quantia da dívida externa é cancelada em troca de investimentos em moeda local para melhorar o manejo dos recursos naturais ou proteger ceras áreas do país devedor contra o desenvolvimento prejudicial.

Persistência — Tempo que um poluente permanece no ar, na água, no solo ou no corpo.

Perturbação — Evento distinto que desorganiza um ecossistema ou comunidade. Exemplos de perturbações naturais incluem incêndios, furacões, tornados, secas e inundações. Exemplos de perturbações causadas pelo homem incluem desmatamento, excesso de pastagem e aragem.

Pesca com rede — Pegar peixes em grandes redes que flutuam na água.

Pesca excessiva — Pesca de uma quantidade excessiva de peixes de uma espécie, especialmente peixes não maduros, não deixando um plantei de criação suficiente para repovoar a espécie, de modo que sua pesca torna-se não lucrativa.

Peso seco — Peso com ausência total de umidade.

Pesticida — Qualquer substância química designada para matar ou inibir o crescimento de um organismo que as pessoas consideram indesejável. ➥  [ungicida, herbicida, inseticida.

Petróleo — ➥  petróleo bruto.

Petróleo bruto — Líquido viscoso composto em grande parte por compostos de hidrocarbonetos e pequenas quantidades de compostos contendo oxigênio, enxofre e nitrogênio. Extraído de acúmulos subterrâneos, é enviado para refinarias de petróleo, onde é transformado em óleo de aquecimento, diesel, gasolina, alcatrão e outros materiais.

Petroquímicos — Substâncias químicas obtidas pelo refinamento (destilação) do petróleo bruto. São usadas como matérias-primas na fabricação da maioria das substâncias químicas industriais, fertilizantes, pesticidas, plásticos, fibras sintéticas, tintas, remédios e muitos outros produtos.

pH — Valor numérico que indica a acidez ou alcalinidade relativa de uma substância em uma escala de O a 14, com ponto neutro em 7. Soluções ácidas têm valores de pH inferiores a 7; soluções básicas ou alcalinas têm valores de pH maiores que 7.

PIB — ➥  produto interno bruto.

PIB per capita — Produto interno bruto (PIB) anual de um país, dividido por sua população total no meio do ano. Apresenta a participação média por pessoa na economia. Antes chamado de produto nacional bruto (PNB) per capita. ➥  produto interno bruto.

Pirâmide de fluxo de energia — Diagrama representando o fluxo de energia por meio de cada nível trófico em uma teia ou cadeia alimentar. A cada transferência de energia, apenas uma pequena parte (normalmente 10%) da energia aproveitável que entra em um nível trófico é transferida aos organismos do próximo nível trófico.

Piscicultura — Forma de aqüicultura em que os peixes são cultivados em uma lagoa controlada ou em outro ambiente, e pescados quando atingem o tamanho desejado. ➥  também rancho de peixes.

Placas — Áreas da litosfera terrestre que se movem lentamente com a astenosfera fluente do manto. A maioria dos terremotos e vulcões ocorre perto das bordas dessas placas. ➥  litosfera, tectônica de placas, placas tectônicas.

Placas tectônicas — Áreas de diversos tamanhos na litosfera, que se movem lentamente combinadas com a astenosfera fluente do manto. A maioria dos terremotos e vulcões ocorre perto das bordas dessas placas. ➥  litosfera, tectônica de placas.

Plâncton — Pequenos organismos vegetais (fitoplâncton) e animais (zooplâncton) que flutuam em ecossistemas aquáticos.

Planejamento familiar

Planejamento familiar — Fornecimento de informações, serviços clínicos e anticoncepcionais para ajudar as pessoas a escolher o número de filhos que desejam ter, assim como o intervalo entre eles.

Plantação florestal — Local plantado com uma ou algumas espécies de árvores em um povoamento de mesma idade. Quando o povoamento amadurece, ele é normalmente colhido pelo corte raso e, então, é replantado. Essas fazendas cultivam espécies de árvores de crescimento rápido para obter lenha, madeira de lei ou celulose. ➥  manejo de mesma idade. Comparar com floresta primária, floresta secundária, manejo de idade diversa.

Plantas coníferas perenes — Plantas que produzem pinhas (como abetos vermelhos, pinheiros e abetos) e mantêm algumas de suas folhas finas e pontudas durante todo o ano. Comparar com plantas latifoliadas deciduas, plantas perenes latifoliadas.

Plantas decíduas — Árvores, como carvalhos e bordos vermelhos, entre outras, que sobrevivem durante as estações secas ou frias deixando cair suas folhas. Comparar com árvores coníferas, plantas suculentas.

Plantas latifoliadas decíduas — Plantas como o carvalho e o bordo, que sobrevivem à seca e ao frio deixando cair suas folhas e permanecendo dormentes. Comparar com plantas perenes latifoliadas, plantas coníferas perenes.

Plantas perenes — Vegetais que mantêm algumas de suas folhas ou lâminas ao longo do ano. Exemplos incluem samambaias e árvores que produzem pinhas (coníferas), como abetos, pinheiros e sequóias. Comparar com plantas deciduas, plantas suculentas.

Plantas perenes latifoliadas — Plantas que mantêm a maioria de suas largas folhas o ano todo. Exemplos incluem as árvores encontradas nos dosséis das florestas pluviais tropicais. Comparar com plantas latifoliadas deciâuas, plantas coníferas perenes.

Plantas suculentas — Vegetais, como os cactos do deserto, que sobrevivem em climas secos; por não terem folhas, reduzem a perda da escassa água. Eles armazenam a água e usam a luz do Sol para produzir o alimento de que precisam no grosso e carnudo tecido de seu caule e nos ramos verdes. Comparar com plantas deciduas, plantas perenes.

Plenitude — abundância, perfeição, fartura. O «princípio da plenitude» teve origem no Timeu, de Platão; ele nota que há uma abundância e uma rica variedade de criaturas e espécies na Terra, as espécies tendem a multiplicar-se livremente de forma a preencher cada nicho, cada habitat que a Terra fornece. [AM]

Pluralismo — em política, um termo para descrever a sociedade em que não existem grupos políticos, económicos ou sociais dominantes. Assim, as decisões são (ou deveriam ser) alcançadas através de um processo de competição aberto, igualitário e democrático entre vários grupos, cada um advogando e debatendo a sua posição particular e o seu ponto de vista. A competição é (ou deveria ser) decidida por pessoas relativamente imparciais (a judiciária, inspectores de inquérito público, funcionários governamentais). O resultado é uma decisão que pode oferecer alguma coisa a cada grupo – um compromisso para todas as partes. Numa sociedade pluralista, a mudança acontece então em resposta às pressões articuladas por grupos particulares insatisfeitos, e o resto da sociedade, até certo ponto, vai de encontro a estas pressões, acomodando-se aos pontos de vista de cada grupo. Há uma analogia entre este modelo social e os modelos de sistemas do mundo natural. (Ê também Elitismo). [AM]

Pobreza — Incapacidade de suprir as necessidades básicas de alimento, vestuário e abrigo.

Policultura — Forma complexa de intersafra, na qual um grande número de vegetais diferentes que amadurecem em momentos distintos são cultivados juntos. ➥  também intersafra. Comparar com monocultura, cultivo polivarietal.

Política — Processo pelo qual os indivíduos e grupos tentam influenciar ou controlar políticas e ações governamentais que afetam as comunidades locais, estaduais, nacionais e internacionais.

Política ambiental — Leis, regras e regulamentações relacionadas a um problema ambiental que são desenvolvidas, implementadas e fiscalizadas por um determinado governo.

Poluente — Substância química ou forma de energia específica que pode afetar de forma nociva a saúde, sobrevivência ou atividades de seres humanos ou de outros seres vivos. ➥  poluição.

Poluente biodegradável — Material que pode ser transformado em substâncias mais simples (elementos e compostos) por bactérias ou outros decompositores. O papel e a maioria dos resíduos orgânicos, como adubo animal, são biodegradáveis, mas podem levar décadas para serem biodegradados nos aterros modernos. Comparar com poluente degradável, poluente não degradável, poluente de degradação lenta.

Poluente de degradação lenta — Material que é decomposto aos poucos em substâncias químicas mais simples ou reduzido a níveis aceitáveis por processos físicos, químicos e biológicos naturais. Comparar com poluente biodegradâiel, poluente degradável, poluente não degradáve!.

Poluente degradável — Substância química poluente que é decomposta ou reduzida a níveis aceitáveis por processos químicos, físicos e biológicos naturais. Comparar com poluente blcdegradáoel, poluente não degradável, poluente de degradação lenta.

Poluente não degradável — Material que não é decomposto por processos naturais. Entre os exemplos estão os elementos tóxicos chumbo e mercúrio. Comparar com poluente biodegradâoel, poluente degradâoel, poluente de degradação lenta.

Poluente não persistente — ➥  poluente degradável.

Poluente persistente — ➥  poluenie de degradação lenta.

Poluente primário — Substância química que foi diretamente adicionada ao ar por eventos naturais ou atividades humanas e ocorre em concentração nociva. Comparar com poluente secundário.

Poluente secundário — Substância química nociva formada na atmosfera quando um poluente do ar primário reage com os componentes normais do ar ou outros poluentes. Comparar com poluente primário.

Poluição — Mudança indesejada nas características físicas, químicas ou biológicas do ar, da água, do solo ou dos alimentos que pode afetar adversamente a saúde, sobrevivência ou atividades de seres humanos ou de outros seres vivos.

Poluição da água — Qualquer alteração física ou química na água superficial ou subterrânea que possa prejudicar os organismos vivos ou tornar a água inadequada para certos usos.

Poluição do ar — Uma ou mais substâncias químicas presentes no ar em concentrações altas o suficiente para prejudicar seres humanos, outros animais, vegetação ou matéria. O calor e o ruído excessivos também são considerados formas de poluição do ar. Tais condições físicas ou químicas são chamadas de poluentes do ar. ➥  poluente primário, poluente secundário.

Poluição sonora — Qualquer som indesejado, perturbador ou nocivo que prejudique ou interfira na audição, provoque estresse, afete a concentração e eficiência no trabalho ou cause acidentes.

População — Grupo de organismos individuais da mesma espécie que vivem em uma região específica.

População mínima viável (MVP) — Estimativa do menor número de indivíduos necessário para garantir a sobrevivência de uma população em uma região por um período específico, normalmente compreendendo de décadas a cem anos.

Populismo — uma forma de política que apela às pessoas que exerçam pressão directa sobre os governos, e que «realça as virtudes do incorrupto e pouco sofisticado homem comum, contra a má-fé e o egoísmo que se podem esperar dos políticos profissionais …. Pode portanto manifestar-se à esquerda, à direita ou ao centro» (B e S). Os terceiros candidatos às eleições presidenciais nos EUA fazem frequentemente campanhas populistas (por exemplo, Ross Perot em 1992). [AM]

Porosidade — Percentual de espaço nas rochas ou no solo ocupado por vãos, sejam eles isolados ou ligados. Comparar com permeabilidade.

Porosidade do solo —porosidade.

Positivismo — a visão de que a única forma válida de conhecimento acerca da natureza e das questões humanas é o conhecimento científico, no sentido em que este está baseado na observação, na experimentação e no pensamento racional. Usado como abreviatura, para o Círculo de Viena de filósofos, da década de 1920 conhecidos como “lógicos positivistas”. [AM]

Pós-modernismo — «o carácter ou a direcção global das tendências experimentais nas artes e na arquitectura ociden tais desde os decénios de 1940 ou de 1950, e os desenvolvimentos particularmente mais recentes, associados com a sociedade pós-industrial» (B e S). De uma maneira geral, e por extensão, o pós-modernismo nega a validade e a exequibilidade do «projecto iluminísta», e a existência de princípios universais que valha a pena defender. Não há verdades totais válidas ou ambições políticas universais, por isso ideologias como o liberalismo ou o socialismo vão apenas conduzir a resultados negativos para a humanidade, resultados que ostensivamente declaram evitar. O pós-modernismo exalta a validade igual de todos os pontos de vista, e de todos os movimentos e períodos. Também nega a existência de profundas estruturas económicas, sociais ou outras subjacentes, e de princípios universais em funcionamento que expliquem o que vemos no mundo que nos rodeia. O que vemos à superfície da sociedade é tudo o que há: imagens e experiências «superficiais» são a realidade da vida. O pós-modernismo é um «corpo amorfo de progressos marcados pelo ecletismo, pluriculturalismo e, frequentemente, por um quadro de alta tecnologia pós-industrial a par de uma visão céptica do progresso técnico (B e S). [AM]

Potencial biótico — Taxa máxima na qual a população de determinada espécie pode aumentar quando não há limites para sua taxa de crescimento. ➥ resistência ambienial.

Potencial reprodutivo —potencial biótico.

ppb —partes por bilhão.

ppm —partes por milhão.

ppt —partes por trilhão.

Praga — Organismo indesejado que interfere direta ou indiretamente nas atividades humanas.

Precipitação — Água em forma de chuva, granizo e neve que cai da atmosfera na terra e em corpos d’água.

Predação — Situação na qual um organismo de uma espécie (o predador) captura e alimenta-se de partes ou de todo o organismo de outra espécie (a presa).

Predador — Organismo que captura e se alimenta de partes ou de todo o organismo de outra espécie (a presa).

Presa — Organismo que é capturado e serve como fonte de alimento para um organismo de outra espécie (o predador).

Prevenção da poluição — Dispositivo ou processo que evita a formação ou entrada de um potencial elemento poluidor no meio ambiente, ou que reduz de forma significativa a quantidade que entra no ambiente. Comparar com limpeza da poluição.

Primeira lei da termodinâmica — Em qualquer alteração física ou química, nenhuma quantidade detectável de energia é criada ou destruída, mas a energia pode ser modificada de uma forma para outra; você não pode obter uma energia maior do que a originalmente colocada em alguma coisa; em relação à quantidade de energia, não é possível tirar alguma coisa de nada (não há almoço grátis). Essa lei não se aplica a alterações nucleares, nas quais a energia pode ser produzida de pequenas quantidades de matéria. ➥  segunda lei da termodinâmica.

Princípio da precaução — Quando há incerteza científica sobre danos potencialmente graves causados por substâncias químicas ou tecnologías. Os tomadores de decisões devem agir no sentido de evitar danos aos seres humanos e ao meio ambiente. ➥  prevenção da poluição.

Princípio do fator limitante — Excesso ou escassez de qualquer fator abiótico que pode limitar ou evitar o crescimento da população de uma espécie em um ecossisterna, mesmo se todos os demais fatores estiverem dentro ou perto da faixa ideal de tolerância para a espécie.

Privatizações —

Probabilidade — Afirmação matemática sobre as chances de algo acontecer.

Produção sustentável (produção sustentada) — Taxa mais alta na qual um recurso potencialmente renovável pode ser usado sem reduzir sua reserva disponível no mundo todo ou em uma região específica. ➥  também degradação ambienta!.

Produtividade — Taxa de fluxo de matéria, energia ou informação através de um sistema. Comparar com entrada, saída.

Produtividade de recursos — ➥  eficiência material.

Produtividade energética —eficiência energética.

Produtividade primária —produtividade primária bruta, produtividade primária líquida.

Produtividade primária bruta (PPB) — Taxa em que os produtores de um ecossistema capturam e armazenam uma dada quantidade de energia química como biomassa em um dado intervalo de tempo. Comparar com produtividade primária líquida.

Produtividade primária líquida (PPL) — Taxa na qual todos os vegetais de um ecossistema produzem energia química aproveitável líquida; igual à diferença entre a taxa na qual as plantas de um ecossistema produzem energia química aproveitável (produtividade primária bruta) e a taxa na qual usam um pouco dessa energia por meio da respiração celular. Comparar com produtividade primária bruta.

Produto interno bruto (PIB) — Valor de mercado anual de todos os bens e serviços produzidos por todas as empresas e organizações, nacionais e estrangeiras, que operam em um país.

Produtor — Organismo que usa a energia solar (vegetais verdes) ou química (algumas bactérias) para fabricar os compostos orgânicos de que precisa como nutrientes, utilizando compostos inorgânicos simples obtidos de seu ambiente. Comparar com consumidor, decompositor.

Proletariado — no marxismo, aquela classe de pessoas que não possui nem controla os meios de produção, distribuição e troca, e que tem apenas o seu trabalho para vender. Dentro desta definição estrita estão, pois, incluídas na sua maior parte as classes «média» e «operária», que, mesmo sendo detentoras de acções das empresas, raramente têm controlo real sobre quando, como e o que é produzido. [AM]

Propriedade florestal —plantação florestal.

Próton (p) — Partícula positivamente carregada no núcleo dos átomos. Cada próton possui massa relativa de 1 e uma única carga positiva. Comparar com elétron, nêutron.

Qualidade da matéria — Medida de quão aproveitável é um recurso de matéria, com base em sua disponibilidade e concentração. ➥  matéria de alta qualidade, matéria de baixa qualidade.

Qualidade energética — Capacidade de uma forma de energia de realizar trabalho aproveitável. Calor a alta temperatura e energia química dos combustíveis fósseis e combustíveis nucleares são energias concentradas de alta qualidade. Energia de baixa qualidade, como o calor de baixa temperatura, é dispersada ou diluída e não pode executar trabalho muito aproveitável. ➥  energia de alta qualidade, energia de baixa qualidade.

Quebra-ventos — Linha de árvores ou cercas vivas plantadas para bloquear parcialmente o fluxo de vento e reduzir a erosão do solo em terras cultivadas.

Queimada controlada — Incêndio superficial iniciado deliberadamente e controlado, que reduz os resíduos inflamáveis e diminui as chances dos prejudiciais incêndios nas copas. ➥  incêndio no solo, incêndio de superfície.

Querogênio — Mistura sólida cerosa de hidrocarbonetos encontrada em rochas de xis to betuminoso. Aquecer a rocha a altas temperaturas provoca a vaporização do querogênio. O vapor é condensado, purificado e então enviado a uma refinaria para produzir gasolina, óleo de aquecimento e outros produtos. ➥  também xisto betuminoso, óleo de xisto.

Quilocaloria (kcal) — Unidade de energia igual a mil calorias. ➥ caloria.

Quilombolas —

Quilowatt (kW) — Unidade de potência elétrica igual a mil watts. ➥ watt.

Quimiossíntese — Processo no qual certos organismos (na maioria, bactérias especializa das) extraem compostos inorgânicos de seus ambientes, convertendo-os em compostos nutrientes orgânicos sem a presença da luz solar. Comparar com fotossíntese.

Radiação — Partículas de movimentação rápida (radiação particulada) ou ondas de energia (radiação eletromagnética). ➥  partícula alfa, partícula beta, raio gama.

Radiação adaptativa — Processo no qual inúmeras novas espécies evoluem para preencher nichos ecológicos novos e vagos em ambientes modificados, normalmente após uma extinção em massa. Esse processo leva milhões de anos.

Radiação eletromagnética — Formas de energia cinética que viajam como ondas eletromagnéticas. Entre os exemplos estão ondas de rádio, ondas de TV, microondas, radiação infravermelha, luz visível, radiação ultravioleta, raios X e raios gama. Comparar com radiação ionizante, radiação não ionizante.

Radiação ionizante — Partículas alfa ou beta que se movem rapidamente ou radiação de alta energia (raios gama) emitida por radioisótopos. Elas possuem energia suficiente para desalojar um ou mais elétrons dos átomos que atingem, formando, assim, íons carregados que podem reagir com o tecido vivo e danificá-lo. Comparar com radiação não ionizante.

Radiação não ionizante — Formas de energia irradiante, como ondas de rádio, microondas, luz infravermelha e luz comum, que não possuem energia suficiente para provocar a ionização dos átomos de tecidos vivos. Comparar com radiação ionizanie.

Radioatividade — Alteração nuclear na qual núcleos instáveis de átomos emitem espontaneamente “porções” de massa, energia ou ambas, a uma taxa fixa. Os três principais tipos de radioatividade são os raios gama e as partículas de movimentação rápida alfa e beta.

Radioisótopo — Isótopo de um átomo que emite espontaneamente um ou mais tipos de radioatividade (partículas alta, partículas beta, raios gama).

Raio gama — Forma de radiação eletromagnética ionizante com alto conteúdo de energia emitida por alguns radioisótopos. Penetra rapidamente nos tecidos do corpo. ➥  também partícula aifa, partícula beta.

Rancho de peixes — Forma de aqüícultura em que os membros de uma espécie de peixe, como salmão, são mantidos em cativeiro durante os primeiros anos de sua vida, depois são soltos e pescados, já na idade adulta, quando retornam do oceano ao seu local de nascimento em água doce para a desova. ➥  também piscicultura.

Reação em cadeia — Múltiplas fissões nucleares que ocorrem dentro de uma certa massa de um isótopo físsil e liberam uma enorme quantidade de energia em um curto intervalo de tempo.

Reação química — ➥  alteração química.

Reaproveitamento — Uso de um pro- duto repetidas vezes da mesma forma. Um exemplo é coletar, lavar e reabastecer as garrafas de vidro para bebidas. Comparar com reciclagem.

Reator de fissão nuclear regeneradora — Reator de fissão nuclear que produz mais combustível nuclear do que consome ao transformar o urânio-238 não físsil em plutônio-239 físsil.

Recarga natural — Reabastecimento natural de um aqüífero por precipitação, que se infiltra através do solo e das rochas. ➥  área de recarga.

Reciclagem — Coletar e reprocessar um recurso para que ele possa ser transformado em novos produtos. Um exemplo é a coleta de latas de alumínio que, derretidas, dão origem a novas latas ou a outros produtos. Comparar com reaproveitamento.

Recife de corais — Formação produzida por enormes colônias contendo bilhões de pequenos corais, chamados pólipos. que secretam uma substância pedregosa (carbonato de cálcio) ao redor de si mesmos para se protegerem. Quando os corais morrem, seus exoesqueletos vazios formam camadas e fazem o recife crescer. Os recifes de corais são encontrados nas regiões costeiras de mares quentes tropicais e subtropicais.

Recurso — Qualquer coisa obtida do ambiente vivo e não vivo para atender necessidades e desejos humanos. Pode também ser aplicado a outras espécies.

Recurso de acesso livre — ➥  recurso de propriedade comum.

Recurso de propriedade comum — Recurso que as pessoas podem usar livremente; cada usuário pode exaurir ou degradar a reserva disponível. A maioria desses recursos é renovável e não tem dono. Exemplos incluem ar limpo, peixes em regiões do oceano não controladas por um país litorâneo, aves migratórias, gases da baixa atmosfera e conteúdo de ozônio da alta atmosfera (estratosfera). ➥  tragédia dos recursos públicos.

Recurso exaurível — ➥  recurso não renovável.

Recurso mineral — Concentração de material sólido, líquido ou gasoso de ocorrência natural dentro da crosta terrestre ou sobre ela em forma e quantidade tais que a sua extração e conversão em materiais ou itens aproveitáveis seja atual ou potencialmente lucrativa. Os recursos minerais são classificados em metálicos (como o ferro e o estanho) ou não metálicos (como os combustíveis fósseis, areia e sal).

Recurso não renovável — Recurso que existe em uma quantidade (estoque) fixa em vários lugares da crosta terrestre e tem potencial para renovação por processos geológicos, físicos e químicos que duram mais de centenas de milhões a bilhões de anos. Exemplos incluem cobre, alumínio, carvão e petróleo. Classificamos esses recursos como exauríveis, pois estamos extraindo-os e removendo-os muito mais rápido do que são formados. Comparar com recurso renovável.

Recurso perene — Um recurso essencialmente inextinguível em uma escala de tempo humana. Exemplo: energia solar. Comparar com recurso não renovável, recurso renovável.

Recurso renovável — Recurso que pode ser reabastecido rapidamente (de horas a várias décadas) por processos naturais. Exemplos: árvores em florestas, grarníneas em campos, animais selvagens, água doce superficial em lagos e rios, a maioria da água subterrânea, ar fresco e solo fértil. Se um recurso desses é usado mais rápido do que for reposto, pode ser exaurido e transformar-se em um recurso não renovável. Comparar com recurso não renovável e recurso perene. ➥  também degradação ambiental.

Recursos de vida selvagem — Espécies selvagens que possuem valor econômico real ou potencial para as pessoas.

Recursos econômicos — Recursos naturais, bens de capital e mão-de-obra utilizados em uma economia para produzir bens materiais e serviços. ➥  recu rsos naturais.

Recursos humanos — Talentos físicos e intelectuais das pessoas que suportam uma economia ao fornecer mão-de-obra, inovação, cultura e organização. Comparar com recursos manufaturados, recursos naturais.

Recursos identificados — Depósitos de um material que contém mineral específico, do qual a localização, quantidade e qualidade são conhecidos ou foram estimados com base em medições e evidências geológicas diretas. Comparar com recursos não descobertos.

Recursos manufaturados — Itens manufaturados feitos de recursos naturais e usados para produzir e distribuir serviços e bens econômicos comprados pelos consumidores. Eles incluem ferramentas, maquinário, equipamentos, construções fabris e instalações de transporte e distribuição. Comparar com recursos humanos, recursos naturais.

Recursos não descobertos — Reservas potenciais de um recurso mineral específico que se acredita existir em virtude do conhecimento e da teoria geológica, embora sua localização, qualidade e quantidades específicas sejam desconhecidas. Comparar com recursos identificados, reservas.

Recursos não renováveis —

Recursos naturais — Materiais e processos naturais da Terra que sustentam a vida no planeta e nossas economias.

Redução da camada de ozônio — Diminuição na concentração do ozônio (03) na estratosfera. ➥  camada de ozônio.

Reducionismo  a visão de que um todo pode ser compreendido dividindo-o (reduzindo-o) até aos seus constituintes mais elementares e básicos. Assim, um organismo pode ser definido como uma colecção de células, uma célula como uma colecção de moléculas, uma molécula como uma colecção de átomos, daí que seja estritamente possível descrever os seres humanos como uma colecção de átomos. Além disso, a vida pode ser reduzida a uma questão de biologia molecular, em si reduzível à química, reduzível à física, reduzível à matemática. Ou as estruturas e os processos sociais podem ser reduzidos à interacção de indivíduos. Como dizem B e S, «o reducionismo é frequentemente uma actividade pouco contenciosa», e o ecocentrismo rejeita-o a favor do holismo. [AM]

Reflorestamento — Renovação das árvores e de outros tipos de vegetação em uma terra de onde as árvores foram removidas; pode ocorrer de forma natural, pelas sementes das árvores próximas, ou de forma artificial, pelo plantio de sementes ou mudas.

Regra de 70 — Tempo de duplicação (em anos) = 70/(taxa de crescimento percentual). ➥  tempo de duplicação, crescimento exponencial.

Rejeitos — Rochas indesejadas ou outros materiais residuais produzidos quando um material é removido da superfície ou do subsolo terrestre por mineração, dragagem, lavra a céu aberto e escavação.

Rejeitos de minério — Rocha e outros materiais residuais removidos como impurezas quando resíduos de material mineral são separados do metal em um minério.

Relação predador-presa — Interação entre dois organismos de espécies diferentes na qual um organismo, chamado predador, captura e se alimenta de partes ou de todo o outro organismo, chamado presa.

Relações de produção — um termo usado em particular no marxismo para descrever as relações entre as pessoas, e entre as pessoas e a natureza, que surgiram dos acordos específicos feitos por uma sociedade para obter os seus meios de existência material. As relações de produção são diferentes em diferentes modos de produção. Assim, o capitalismo é um modo de produção em que os bens e serviços são trocados predominantemente num mercado, utilizando o dinheiro como uma unidade de valor comum. Isto conduz a relações em que os valores das pessoas e da natureza são expressos substancialmente em termos monetários – são mercadejáveis. O trabalho das pessoas e, consequentemente, as suas vidas são comprados e vendidos nos mercados, logo competem para se vender a si mesmos. Os produtores competem para fornecer produtos e serviços mais baratos que os outros produtores. Tudo isto conduz a relações de produção competitivas. Em comunismo não monetário, pelo contrário, a produção é através das relações de cooperação e de comunidade, e os bens, os serviços e a natureza são valorizados apenas em termos do seu «uso». (“uso” é aqui um termo amplo que incorpora noções de estética e de valor existencial.) [AM]

Rendimento máximo sustentável — ➥  produção sustentável.

Reprodução Produção de descendentes por um ou mais pais.

Reprodução assexuada — Reprodução na qual uma célula-mãe divide-se para produzir duas células-filhas idênticas, que são clones da célulamãe. Esse tipo de reprodução é comum em organismos unicelulares. Comparar com reprodução sentada.

Reprodução diferencial — Fenômeno no qual os indivíduos com traços genéticos adaptativos produzem mais descendentes vivos do que os indivíduos sem esses traços. ➥  seleção natural.

Reprodução sexuada — Reprodução na qual organismos geram descendentes pela combinação de células sexuais ou gametas (como o óvulo e o esperma) de ambos os pais. Produz descendentes que possuem combinações dos traços de seus pais. Comparar com reprodução assentada.

Reserva ecológica

Reserva indígena

Reservas — Recursos que foram identificados e dos quais um mineral aproveitável pode ser extraído de forma lucrativa segundo os preços praticados e com as tecnologias de mineração atuais. ➥  recursos identificados, recursos não descobertos.

Resíduo perigoso — Qualquer sólido, líquido ou gás que esteja em um recipiente e tenha fácil combustão, seja corrosivo à pele ou a metais, seja instável e possa explodir ou liberar gases tóxicos, ou tenha concentrações nocivas de um ou mais materiais tóxicos que possam vazar. ➥  também resíduo tóxico.

Resíduo radioativo — Produtos residuais de usinas, pesquisas, medicamentos, produção de armas nucleares ou de outros processos que envolvam reações nucleares. ➥  radioatividade.

Resíduo sólido — Qualquer material indesejado ou descartado que não seja líquido ou gás. ➥  resíduo sólido urbano.

Resíduo sólido urbano (RSU) — Materiais sólidos descartados por residências e empresas perto de ou em áreas urbanas. ➥  resíduo sólido.

Resíduos com demanda de oxigênio — Materiais orgânicos normalmente biodegradáveis por bactérias aeróbicas (que consomem oxigênio) se houver oxigênio dissolvido na água em quantidade suficiente.

Resíduos tóxicos — Forma de resíduo perigoso que provoca morte ou graves lesões (como queimaduras, doenças respiratórias, cânceres ou mutações genéticas). ➥  resíduo perigoso.

Resistência ambiental — Todos os fatores limitantes que agem juntos para limitar o crescimento de uma população. ➥  potencial biótico, fator limitante.

Respiração — ➥  respiração aeróbica.

Respiração aeróbica — Processo complexo que ocorre nas células da maioria dos organismos vivos. Nele, moléculas orgânicas de nutrientes, como a glicose (C6H1206), combinam-se com o oxigênio (02) para produzir dióxido de carbono (C02), água (H20) e energia. Comparar com fotossíntese.

Respiração anaeróbica — Forma de respiração celular na qual alguns decompositores obtêm a energia de que precisam por meio da quebra da glicose (ou de outros nutrientes) na ausência de oxigênio. Comparar com respiração aeróbica.

Resposta — Quantidade de danos à saúde causada por exposição a uma certa dose de substância nociva ou forma de radiação. ➥  dose, curva de resposta à dose, dose letal média.

Restauração ecológica — Alteração deliberada de um ecossistema ou habitat degradado para restaurar o máximo possível de sua função e estrutura ecológica.

Revolta no mundo árabe

Revolução agrícola — Mudança gradual de bandos pequenos e nômades de caçadores e coletores para comunidades agricolas assentadas, nas quais as pessoas sobreviviam criando animais selvagens e cultivando plantas silvestres perto de onde moravam. Começou de 10 mil a 12 mil anos atrás. Comparar com revolução ambiental, caçadores-coletores, revolução industrial-médica, revolução da informação-globatização.

Revolução ambiental — Mudança cultural que envolve a parada do crescimento demográfico e a mudança de estilos de vida, sistemas político-econômicos e de formas como tratamos o meio ambiente para que possam ajudar a sustentar a Terra para nós mesmos e para as demais espécies. Exige que trabalhemos com o restante da natureza e aprender mais sobre como ela sustenta a si mesma. ➥  visão de mundo de sabedoria ambiental.

Revolução da informação-globalização — Uso de novas tecnologias como telefone, rádio, televisão, computadores, Internet, banco de dados automatizados e satélites remotos de sensoriamento para possibilitar que pessoas tenham acesso mais rápido às informações em escala global. Comparar com revolução agrícola, revolução ambiental, caçadores-coletores, revolução industrial-médica.

Revolução industrial-médica — Uso de novas fontes de energia, de combustíveis fósseis e, posteriormente, de combustíveis nucleares, e uso de novas tecnologias para cultivar alimentos e fabricar produtos. Comparar com revolução agrícola, revolução ambiental, caçadores-coletores, revolução da informação-globalização.

Revolução verde — Termo popular para a introdução de variedades de grãos (arroz, trigo, milho) criadas ou seleciona das cientificamente que, com a quantidade adequada de fertilizante e água, podem aumentar bastante a produção agrícola.

Risco — Probabilidade de algo indesejado resultar da exposição deliberada ou acidental a um perigo. ➥  análise de risco, avaliação do risco, gerenciamento de risco.

Rocha — Qualquer material que compõe uma parte contínua, grande e natural da crosta terrestre. ➥  mineral.

Rocha ígnea — Rocha formada quando material rochoso derretido (magma) jorra do interior da Terra, resfria e solidifica-se em massas rochosas. Comparar com rocha metamôrfica, rocha sedimentar. ➥  ciclo das rochas.

Rocha metamórfica — Rocha produzida quando uma rocha preexistente é submetida a altas temperaturas (que podem causar seu derretimento parcial), altas pressões, fluidos quimicamente ativos ou uma combinação desses agentes. Comparar com rocha ignea, rocha sedimentar. ➥  ciclo das rochas.

Rocha sedimentar — Rocha que se forma de produtos acumulados da erosão e, em alguns casos, de conchas compacta das, esqueletos e outros restos de organismos mortos. Comparar com rocha ignea, rocha metamórjica. ➥  ciclo das rochas.

Rota de migração — Rota geralmente fixa ao longo da qual as aves aquáticas migram de uma região para outra em certas estações do ano.

Rotação de culturas — Plantar diferentes culturas em um campo ou em uma área do campo de ano a ano para reduzir o desgaste dos nutrientes do solo. Plantas, como milho, tabaco ou algodão, que retiram grandes quantidades de nitrogênio do solo, são plantadas em um ano. No ano seguinte, plantase uma leguminosa, como a soja, que acrescenta nitrogênio ao solo.

Saída — Matéria, energia ou informações que saem de um sistema. Comparar com entrada, produtividade.

Salinidade — Quantidade dos diversos sais dissolvidos em um dado volume de água.

Salinização — Acúmulo de sais no solo, processo que pode torná-lo incapaz de suportar o crescimento vegetal.

Saneamento básico

Sazonal — Planta que cresce, dá sementes e morre em uma estação de cultivo. Comparar com perene.

Seca — Ocorre quando uma área não recebe água suficiente em virtude da precipitação em nivel menor que o comum ou de temperaturas mais elevadas que o normal, que aumentam a evaporação.

Segunda lei da energia — ➥  segunda lei da termodinâmica.

Segunda lei da termodinâmica — Em qualquer conversão da energia térmica em trabalho aproveitável, um pouco da entrada de energia inicial é sempre degradada para energia de qualidade mais baixa, mais dispersa e menos aproveitável – normalmente calor de baixa temperatura que flui para o ambiente; não é possível atingir um equilíbrio no que diz respeito à qualidade de energia. ➥ primeira lei da termodinâmica.

Seleção artificial — Processo pelo qual os humanos selecionam um ou mais traços genéticos desejáveis na população de uma espécie animal ou vegetal, usando reprodução seletiva para produzir populações com vários indivíduos que apresentam os traços desejados. Comparar com engenharia genética, seleção natural.

Seleção natural — Processo no qual um gene (ou conjunto de genes) benéfico específico é reproduzido nas gerações seguintes mais do que outros genes. O resultado da seleção natural é uma população que apresenta uma proporção maior de organismos mais bem adaptados a certas condições ambientais. ➥  adaptação, evolução biológica, reprodução diferencial, mutação.

Senescência/Senescência natural — a teoria de que a Terra tem vindo a envelhecer e a deteriorar-se desde que foi criada: possivelmente como um resultado do pecado humano. Este declínio está manifesto na população em declínio, na erosão do solo, no declínio moral, etc. A analogia é entre a Terra e um organismo vivo, que também decai à medida que envelhece. A senescência natural foi suplantada no século XVIII por aqueles que argumentavam a favor de uma constância na natureza, e que defendiam que a população não estava a declinar. [AM]

Serviços do ecossistema — Serviços naturais ou capital natural que dão suporte à vida na Terra e são essenciais à qualidade de vida humana e ao funcionamento das economias mundiais. ➥ recursos naturais.

Síntese — oposto de análise. Construir algo até que se torne um todo coerente, a partir de constituintes simples – juntar as partes. [AM]

Sistema — Conjunto de componentes que funcionam e interagem de alguma forma regular e teoricamente previsível.

Sistema de aquecimento solar ativo — Sistema que utiliza coletores solares para capturar a energia do Sol e armazená-Ia como calor para o aquecimento de ambientes e da água. O líquido ou ar bombeado através dos coletores transfere o calor capturado para um sistema de armazenamento, como um tanque de água isolado ou leito de pedra. Conforme necessário, bombas ou ventoinhas distribuem calor ou água quente armazenados ao longo de toda a residência. Comparar com sistema de aquecimento solar passivo.

Sistema de aquecimento solar passivo — Sistema que captura a luz do Sol para dentro de uma estrutura e a transforma em calor de baixa temperatura para aquecimento de ambientes ou de água para uso doméstico, sem o uso de dispositivos mecânicos. Comparar com sistema de aquecimento solar ativo.

Sistema econômico — Método que um grupo de pessoas usa para escolher quais mercadorias e serviços produzir, como produzilos, quanto produzir e como distribuí-los às pessoas.

Sistemas de microenergia — Sistemas de pequenas unidades descentralizadas que geram de 1 a 10 mil quilowatts de eletricidade. Exemplos incluem microturbinas, células de combustível, tetos solares e painéis solares domésticos.

Smog Originalmente, uma combinação de fumaça e neblina, hoje termo utilizado para descrever outras misturas de poluentes na atmosfera. ➥  smog industrial, smog jotoquímico.

Smog fotoquímico Mistura complexa de poluentes do ar produzida na baixa atmosfera pela reação dos hidrocarbonetos e óxidos de nitrogênio sob influência da luz solar. Os componentes particularmente nocivos incluem o ozônio, os nitratos de peroxiacetil (NPAs) e vários aldeídos. Comparar com smog industrial.

Smog industrial — Tipo de poluição do ar composta em grande parte por uma mistura de dióxido de enxofre, gotículas suspensas de ácido sulfúrico formado de um pouco de dióxido de enxofre e partículas sólidas suspensas. Comparar com smog jotoquímico.

Sociedade dos descartáveis — ➥  economia de alta produtividade.

Sociedade sustentável — Sociedade que administra sua economia e o tamanho de sua população sem causar danos irreparáveis ao ambiente ao sobrecarregar a capacidade do planeta de absorver agressões ambientais, repor seus recursos e sustentar os seres humanos e outras formas de vida ao longo de um período especificado, normalmente de centenas a milhares de anos. Durante esse período, a sociedade satisfaz as necessidades de seu povo sem esgotar os recursos naturais, não arriscando as perspectivas das gerações atuais e futuras de seres humanos e de outras espécies.

Sociedade sustentável no aspecto ambiental — Sociedade que atende às necessidades básicas de seu povo sem reduzir ou degradar os recursos naturais, permitindo que as necessidades básicas das gerações atuais e futuras da espécie humana e de outras espécies sejam atendidas.

Sociedades secretas

Solo — Mistura complexa de minerais inorgânicos (argila, silte, seixos e areia), matéria orgânica em decomposição, água, ar e organismos vivos.

Solução ácida — Qualquer solução aquosa que possua mais íons de hidrogênio (H+) do que íons de hidróxido (OH-); qualquer solução aquosa com pH inferior a 7. Comparar com solução básica, solução neutra.

Solução básica — Solução aquosa com mais íons de hidróxido (OH-) do que de hidrogênio (H+); solução aquosa com um pH maior que 7. Comparar com solução ácida, solução neutra.

Solução neutra — Solução aquosa que contém um número igual de íons de hidrogênio (H+) e íons de hidróxido (OH-); solução aquosa com pH igual a 7. Comparar com solução ácida, solução básica.

Subsidência — Afundamento lento ou rápido de parte da crosta terrestre não relacionada a declives.

Subsidiaridade — princípio pelo qual as decisões deveriam ser tomadas ao nível mais adequado localmente, o mais afastado possível do centro de poder. [AM]

Substância química — Um dos milhões de compostos e elementos diferentes encontrados na natureza e sintetizados pelo homem. ➥  composto, elemento.

Substância química perigosa — Substância química que pode causar danos por ser inflamável ou explosiva, provocar irritações ou danos à pele ou aos pulmões (é o caso de fortes substâncias ácidas ou alcalinas) ou por causar reações alérgicas ao sistema imunológico (alérgenos). ➥  também substância química tóxica.

Substância química tóxica — ➥  veneno, carcinogênico, substância química perigosa, mutagênico, teratogênico.

Sucessão — ➥  sucessão ecológica, sucessão primária, sucessão secundária.

Sucessão ecológica — Processo no qual comunidades de espécies vegetais e animais em uma área específica são substituídas ao longo do tempo por uma série de comunidades diferentes, em geral mais complexas. ➥  sucessão primária, sucessão secundária.

Sucessão primária — Sucessão ecológica em uma região aberta, que nunca foi ocupada por uma comunidade de organismos. ➥  sucessão ecológica. Comparar com sucessão secundária.

Sucessão secundária — Sucessão ecológica em uma área onde a vegetação natural foi removida ou destruída, mas o solo não está destnúdo. ➥  sucessão ecológica. Comparar com sucessão primária.

Supernutrição — Dieta tão rica em calorias, gorduras satura das (de origem animal), sal, açúcar e alimentos processados e tão pobre em vegetais e frutas que o consumidor corre sério risco de desenvolver diabetes, hipertensão, doença cardíaca e outros fatores de risco à saúde. Comparar com desnutrição, malnuirição.

Sustentabilidade — Capacidade de um sistema de sobreviver durante algum tempo especificado (finito). [“Sustentabilidade” é um conceito muito discutível. Agir com sustentabilidade é, ao que tudo indica, grosso modo, agir da forma a mais econômica possível, em todas as áreas da vida humana, poupando os recursos naturais e utilizando recursos ditos como “renováveis” (e/ou menos poluentes) – para poupar os “não renováveis” (e/ou os mais poluentes). Porém, por mais que se poupe, recicle, reaproveite tudo o que for possível, um dia os recursos não renováveis acabarão por se esgotar, ou, no mínimo, sua prospecção, captura e/ou beneficiamento serão tão caros que não valerá a pena utilizá-los, economicamente falando (como se fosse aquela história da “perda total” no caso de um acidente com um automóvel: seu conserto ser mais caro do que o próprio valor do veículo). E aí? Quando os recursos realmente acabarem – e isso é só uma questão de tempo – como vai ser? Sustentabilidade, então, qualquer que seja sua concepção, como teoria de precaução ou providência a tomar, é apenas um paliativo bastante temporário. Depois – opinião minha – o que nos restará é a CIÊNCIA, a TECNOLOGIA, coisas que os ambientalistas radicais combatem como sendo nocivas ao mundo, mas que nos salvarão, criando outras formas de recursos, provavelmente sintéticos, e/ou nos provendo de poderosas naves espaciais, ou para nos mudarmos para outros corpos espaciais, ou para irmos neles buscar os recursos dos quais necessitaremos...]

Tamanho da população — Número de indivíduos que compõem o conjunto de genes de uma população.

Tampão — Substância que pode reagir com íons de hidrogênio em uma solução e assim manter relativamente constante a acidez ou pH de uma solução. ➥  pH.

Tanque séptico — Tanque subterrâneo para o tratamento de água residual de uma residência em área urbana ou suburbana. As bactérias no tanque decompõem os resíduos orgânicos e o lodo se assenta no fundo do tanque. O efluente corre do tanque para o solo por meio de uma rede de canos de escoamento.

Taxa bruta de mortalidade — Número anual de mortes a cada mil pessoas na população de uma área geográfica calculado na metade de um determinado ano. Comparar com taxa bruta de natalidade.

Taxa bruta de natalidade — Número anual de nascimentos a cada mil pessoas na população de uma área geográfica calculado na metade de um determinado ano. Comparar com taxa bruta de mortalidade.

Taxa de fertilidade total (TFT) — Estimativa do número médio de filhos que nascerão vivos para uma mulher durante sua vida, se ela passar por todos os seus anos reprodutivos (de 15 anos a 44 anos), conforme as taxas de fertilidade específicas da idade em um dado ano. De forma mais simples, é a estimativa do número médio de filhos que uma mulher terá durante seus anos reprodutivos.

Taxa de mortalidade — ➥  taxa bruta de mortalidade.

Taxa de mortalidade infantil — Número de bebês que morrem antes de seu primeiro aniversário, para cada mil bebês nascidos todos os anos.

Taxa de natalidade — ➥  taxa bruta de natalidade.

Taxa intrínseca de aumento (r) — Taxa na qual uma população poderia crescer se tivesse recursos ilimitados. Comparar com resistência ambienta!.

Taxa natural de extinção — ➥  exiinção gradual.

Tecnocentrismo — um «modo de pensar» (O’Riordan, 1981) que reconhece os problemas ambientais, mas que ou acredita incondicionalmente que a sociedade vai sempre conseguir resolvê-los com a tecnologia e que vai alcançar crescimento material ilimitado (cornucopiano), ou, de forma mais cautelosa, que, através de uma gestão económica e técnica cuidadosa, os problemas podem ser negociados (os «acornodadores»). Em qualquer dos casos, é colocada uma fé considerável na capacidade e na utilidade da ciência clássica, da tecnologia e da lógica económica convencional. Há pouco desejo de uma participação pública genuína na tomada de decisões, a favor de deixar as decisões para os políticos aconselhados pelas elites técnicas (vespecialistas»).[AM]

Tectônica de placas — Teoria dos processos geofísicos que explica os movimentos das placas litosféricas e os processos que ocorrem em suas bordas. ➥  litosfera, placas tectônicas.

Teia alimentar — Rede complexa de diversas cadeias alimentares e relações de alimentação interconectadas. Comparar com cadeia alimentar.

Teleologia— ter qualquer coisa a ver com desígnio ou propósito; estar direccionado para um fim. Uma explicação de qualquer coisa, como, por exemplo, um aspecto da natureza, em termos do seu propósito. [AM]

Temperatura — Medida da velocidade média do movimento de átomos, íons ou moléculas de uma substância ou combinação de substâncias em um dado momento. Comparar com calor.

Tempo — Mudanças de curto prazo na temperatura, pressão barométrica, umidade, precipitação, luz solar, nebulosidade, direção e velocidade do vento e outras condições na troposfera em um certo local em um dado momento. Comparar com clima.

Tempo de duplicação — Tempo decorrido (normalmente em anos) para que a quantidade de algo em crescimento exponencial dobre. Pode ser calculado ao se dividir a taxa de crescimento percentual por 70.

Tempo de esgotamento — Tempo que leva para usar uma certa fração (normalmente 80%) das reservas conhecidas ou estimadas de um recurso não renovável a uma velocidade de uso presumida. Encontrar e extrair os 20% restantes normalmente custa mais do que o seu valor.

Teoria científica — Hipótese científica bem testada e amplamente aceita. Comparar com dados científicos, hipótese científica, lei científica, métodos científicos, modelo científico.

Teoria da evolução — Idéia científica aceita de que todas as formas de vida são resultado de formas de vida anteriores. Embora essa teoria entre em conflito com as histórias criacionistas de muitas religiões, é a forma como os biólogos explicam a mudança na vida ao longo dos últimos 3,6 a 3,8 bilhões de anos e por que ela é tão diversificada nos dias de hoje.

Teoria diluviana — defende que os depósitos superficiais no topo de rochas sólidas (resíduos), exceptuando o aluvião depositado pelos rios, eram «diluviâo» – sedimentos depositados nas águas do dilúvio de Noé. Mais tarde, muitos deles foram reconhecidos como sendo originalmente de glaciares. [AM]

Teoria monoglaciar — defende que todos os depósitos de resíduos glaciares em rochas sólidas tiveram origem em apenas um lençol de gelo pertencente a um episódio glaciar no Quaternário, em vez de, como agora é aceite, a vários episódios separados por períodos mais quentes. [AM]

Teratogênico — Substância química, agente ionizante ou vírus que causa defeitos de nascença. Comparar com carcinogênico, mutagênico.

Termodinâmica, leis da — a primeira diz que, num sistema energético com uma massa constante, a energia não pode ser criada ou destruída, embora possa mudar de forma – o calor, por exemplo, é uma forma de energia (lei da conservação da energia). A segunda lei diz que a energia sempre se move das partes mais quentes para as mais frias do sistema (a lei de aumento da entropia, ou de desordem num sistema fechado). A terceira lei diz que é impossível arrefecer um sistema energético até aos zero graus absolutos de temperatura.[AM]

Terra arável — Terra que pode ser cultivada para a agricultura.

Terremoto — Tremor do solo resultante do fendimento e deslocamento de rochas, que produz uma falha, ou do movimento subseqüente ao longo da falha.

Terrestre — Pertencente à terra. Comparar com aquático.

Toxicidade — Medida de quão nociva é uma substância.

Toxicologia — Estudo dos efeitos adversos das substâncias químicas sobre a saúde.

Toxina — ➥  veneno.

Tragédia dos recursos públicos — Esgotamento ou degradação de um recurso potencialmente renovável ao qual as pessoas possuem acesso livre e não administrado. Um exemplo é a redução de espécies de peixes de valor econômico em mar aberto, além das áreas controladas por países costeiros. ➥  recurso de propriedade comum.

Transgênicos —

Transição demográfica — Hipótese de que os países, conforme se tornam industrializados, sofrem redução nas taxas de mortalidade, seguida por redução nas taxas de natalidade.

Trânsito em massa — Ônibus, trens, bondes e outros meios de transporte que transportam grandes números de pessoas.

Transpiração — Processo no qual a água é absorvida pelos sistemas de raízes, move-se através dos vegetais, passa pelos poros (estomas) de suas folhas ou de outras partes e evapora na atmosfera, como vapor d’água.

Tratamento primário do esgoto — Tratamento mecânico de esgotos, no qual os sólidos grandes são filtrados por telas e os sólidos suspensos assentam-se como lodo em um sedimentador. Comparar com tratamento secundário do esgoto.

Tratamento secundário do esgoto — Segunda etapa na maioria dos sistemas de tratamento de resíduos, na qual as bactérias aeróbicas decompõem até 90% dos resíduos orgânicos degradáveis com demanda de oxigênio na água residual. Normalmente, trata-se de juntar as bactérias e o esgoto em filtros de escoamento ou no processo de lodo ativado. Comparar com tratamento primário do esgoto.

Troposfera — Camada mais baixa da atmosfera. Contém cerca de 75% da massa de ar da Terra e estende-se em cerca de 17 quilômetros acima do nível do mar. Comparar com estratosfera.

Tsunami —

Uniformitarismo — em oposição ao catastrofismo, a visão de que a Terra, como agora é, foi formada por processos essencialmente iguais a processos que podem hoje ser vistos a operar, trabalhando gradualmente e durante um período de tempo muito extenso. Daí que «o presente seja a chave para o passado».[AM]

Upwelling Movimento de água rica em nutrientes do fundo do mar para a superfície. Pode ocorrer longe da praia, mas normalmente ocorre ao longo de certas áreas costeiras íngremes, onde a camada superficial de água do mar é empurrada da praia e substituída pela água do fundo, fria e rica em nutrientes.

Urbanização — ➥  grau de urbanização.

Usina hidrelétrica — Estrutura na qual a energia de quedas d’água ou água corrente gira um geradorturbina para produzir eletricidade.

Usina hidrelétrica (ou hidroelétrica)

Usina nuclear

Usina termelétrica (ou termoelétrica)

Uso múltiplo — Uso de um ecossistema, como uma floresta, para uma série de fins, por exemplo, colheita de madeira, habitat de vida selvagem, proteção de bacia vertente e lazer. Comparar com produção sustentável.

Valor inerente — ➥  valor intrínseco.

Valor instrumental — Valor de um organismo, espécie, ecossistema ou biodiversidade da Terra com base em sua utilidade para os seres humanos. Comparar com valor intrínseco.

Valor intrínseco — Valor de um organismo, espécie, ecossistema ou da biodiversidade da Terra com base em sua existência, independentemente de sua utilidade para os seres humanos. Comparar com valor instrumental. — Valor intrínseco valor que é inerente a qualquer coisa, e que não depende das ideias, preferências ou conceitos prévios de um avaliador externo. Assim, está objectivamente presente – é essencial. A ideia bioética de que a natureza tem valor intrínseco para além de qualquer valor conferido pelos seres humanos significa que, se os seres humanos fossem varridos da face da Terra, ainda haveria valor e propósito na continuação da Terra e da restante vida. [AM]

Valor utilitário — ➥  valor instrumental.

Várzea — Vale plano perto de um canal de água corrente. Para fins jurídicos, o termo freqüentemente se aplica a qualquer área baixa em que é possível ocorrer inundação, incluindo certas áreas costeiras.

Veneno — Substância química que prejudica a saúde de um ser humano ou animal vivo, causando lesões, doenças ou morte.

Vida selvagem — Todas as espécies livres e não domesticadas. Algumas vezes o termo é usado para descrever apenas os animais.

Visão de mundo — Como as pessoas imaginam que o mundo funciona e qual papel acham que devem desempenhar nele. ➥  visão de mundo de sabedoria ambiental, visão de mundo de gestão planetária, visão de mundo de manejo.

Visão de mundo ambiental — Como as pessoas acham que o mundo funciona, que papel acreditam que deveriam desempenhar no mundo e o que entendem por comportamento ambiental certo ou errado (ética ambiental).

Visão de mundo de gestão planetária — Baseia-se nas seguintes crenças: (1) o ser humano é a espécie mais importante do planeta; (2) sempre podemos encontrar mais e é tudo destinado a nós; (3) todo crescimento econômico é bom e seu potencial não tem limites; e (4) nosso sucesso depende de quão bem podemos entender, controlar e gerir os sistemas de suporte à vida da Terra em benefício próprio. Comparar com visão de mundo de sabedoria ambiental; visão de mundo de manejo.

Visão de mundo de manejo — Crença em que, devido ao nosso intelecto e força superior ou por causa de nossas convicções religiosas, os seres humanos possuem uma responsabilidade ética de administrar e cuidar de vegetais e animais domésticos e do restante da natureza. Comparar com visão de mundo de sabedoria ambienial, visão de mundo de gestão planetária.

Visão de mundo de sabedoria ambiental — Baseia-se nas seguintes crenças: (1) a natureza existe para todas as espécies da Terra, não apenas para os seres humanos; nós não comandamos a natureza; (2) nem sempre poderemos encontrar mais e nem tudo é destinado a nós; (3) algumas formas de crescimento econômico são benéficas e outras são nocivas, nosso objetivo deve ser conceber sistemas econômicos e políticos que estimulem formas de crescimento econômico que sustentem a Terra, desestimulando ou proibindo as formas que a degradem, e (4) nosso sucesso depende do aprendizado em cooperar uns com os outros e com a natureza, em vez de tentar dominar e administrar os sistemas de suporte à vida, principalmente para uso próprio. Comparar com visão de mundo de gestão planetária, visão de mundo de manejo.

Visão de mundo fronteiriça — Visão dos colonizadores europeus que se assentaram na América do Norte, por volta de 1600, de que o continente tinha vastos recursos e era uma região selvagem a ser conquistada por meio do desmatamento e cultivo da terra.

Visão de mundo Terra-espaçonave — Visão da Terra como uma espaçonave; uma máquina que podemos entender, controlar e mudar à vontade pelo uso de tecnologias avançadas. ➥  visão de mundo de gestão planetária. Comparar com visão de mundo de sabedoria ambienta!.

Vitalismo a noção de que há um «princípio vital» da vida que distingue as coisas vivas das inanimadas, e que não podem ser reduzidas aos mesmos constituintes básicos das coisas inanimadas (por exemplo, as suas propriedades químicas, físicas, etc.). Os processos vivos também não podem ser «explicados em termos da composição material e dos desempenhos físico-químicos dos corpos vivos» (B e S). [AM]

Viveiro de peixes — Concentrações de uma espécie aquática específica adequada para coleta comercial em uma dada região do mar ou corpo de água interior.

Vulcão — Abertura ou fenda na superfície terrestre, pela qual o magma, lava líquida e gases são liberados no ambiente.

Watt — Unidade de potência ou taxa na qual o trabalho elétrico é executado. ➥  quilowatt.

Xisto betuminoso — Rocha de grãos finos que contém diversas quantidades de querogênio, uma mistura sólida cerosa de compostos de hidrocarboneto. O aquecimento da rocha a altas temperaturas transforma o querogênio em um vapor que pode ser condensado para formar um óleo pesado de fluxo lento chamado óleo de xisto. ➥  querogênio, óleo de xisto.

Zona costeira — Parte rasa, quente e rica em nutrientes do oceano que vai da marca da maré alta em terra à borda de uma extensão similar a uma plataforma de massas de terra continentais conhecidas como plataforma continentaL Comparar com mar aberto.

Zona de aeração — Zona do solo que não está satura da com água e que localiza-se acima da superfície do lençol freático. ➥  lençol freático, zona de saturação.

Zona de saturação — Área onde todos os poros disponíveis do solo e rocha na crosta terrestre estão preenchidos com água. ➥  lençol [reático, zona de aeração.

Zona de subducção — Região onde a litosfera oceânica é levada para baixo (subduzida), sob um arco de ilha ou continente em uma borda convergente. Uma vala normalmente se forma na borda entre duas placas convergentes. ➥  bordas de placas convergentes.

Zona de vida aquática — Partes de água doce e marinha da biosfera. Os exemplos incluem zonas de vida em água doce (como lagos e cursos de água) e zonas de vida marinhas ou oceânicas (como estuários, linhas costeiras, recifes de corais e fundo do mar).

Zona de vida em água doce — Sistemas aquáticos onde água com uma concentração de sal dissolvido de menos de 1% por volume acumula-se ou flui através das superfícies dos biomas terrestres. Exemplos incluem corpos parados (lênticos) de água doce, como lagos, lagoas e áreas interiores úmidas, e sistemas correntes (lóticos), como córregos e rios. Comparar com bioma.

Zona eufótica — Camada superior de um corpo d’água, por meio da qual a luz do Sol pode penetrar e dar suporte à fotossíntese.

Zona intertidal — A região do contorno da costa entre as marés alta e baixa.

Zonas ribeirinhas — Estreitas faixas e trechos de vegetação que cercam os fluxos de água. São importantes habitats e recursos para as formas de vida selvagem.

Zoneamento — Regulamentação para o uso de diversas porções de terra.

Zooplâncton — Plâncton animal; pequenos herbívoros flutuantes que se alimentam do plâncton vegetal (fitoplâncton). Comparar com jitoplãncton.