Teorias conspiratórias
Como devemos imaginar as conspirações?
Existiriam sinistros complôs para o domínio do mundo, engendrados por chefes da Máfia à la AI Capone, com óculos escuros e charutos, a portas fechadas? Ou as conspirações surgem disfarçadamente em meio às conferências oficiais de órgãos como o Fundo Monetário Internacional e dos bancos mundiais, como a “Conferência de Outono” em Praga, em setembro/2000, as quais – segundo os críticos – visam a globalização econômica e, inevitavelmente, a exploração do Terceiro Mundo?
Será que magos de uma confraria negra se comunicam telepaticamente entre si e decidem sobre a forma de expandir seu campo de influência? Ou será que se reunem também os chamados “mestres ascensionados”, anjos e seres de luz, em recantos astrais de uma terra como Shamballa, ou outros planos espirituais, para direcionar o destino do mundo?
Uma observação sobre as teorias de conspirações
No livro «The Secret Govemment» («O governo Secreto»), o autor Cooper diz: «Em toda a história, os alienígenas (extraterrestres) têm manipulado e controlado a raça humana, por intermédio de sociedades secretas, religiões, cultos satânicos e movimentos ocultos. O quartel-general da conspiração internacional é em Genebra, Suíça. O grupo controlador é formado por representantes dos governos participantes, bem como por membros-executivos do grupo, que são conhecidos como “os construtores».
Os motivos e as ações reais de grupos em cujas mãos se concentra enorme poder econômico e informativo fazem surgir teorias obscuras de pactos entre indivíduos reais dos vários períodos históricos – [até] com seres extraterrestres e cultos satânicos abstratos. Parece que valeria a pena, afinal, silenciar totalmente a sincera pergunta sobre a natureza das forças que se escondem por trás desses fenômenos.
Em uma versão moderna, o espaço virtual da Internet tal vez tenha ocupado o campo dificilmente acessível da telepatia e do plano astral. Se pensarmos nos muitos conteúdos de variados sites da rede, desde pornografia infantil até propaganda racista e disseminação do ódio, que podem levar inclusive ao assassinato, compreendemos que o melhor lugar para uma conspiração hoje em dia é a world wide web.
Conspirações podem ser encontradas em praticamente todos os campos, menos ou mais inteligentes, menos ou mais óbvias. Os cartéis das multinacionais para controlar o mercado mundial, determinar o padrão industrial e decidir pelos preços que lhes são mais favoráveis podem ser considerados “conspirações”. O mesmo se aplica aos tecelões do século 14, que se tomaram o clã mais influente na Europa e seu poder econômico e comercial exerceu influência inclusive sobre o imperador e todo o reino. Apresentaremos a seguir um resumo das organizações bem terrenas e tangíveis, que sempre estiveram envolvidas em uma ou outra conspiração.
As elites e suas metas
Será correto desconfiarmos que todos os membros de grupos de elite, composto de pessoas influentes, sejam necessariamente guiados pelo mal? Claro que não. Devemos, entretanto, conhecer modelos de como “funcionam” os círculos internos e externos. Este autor cita aqui um desses modelos, com uma analogia a uma tábua de tiro ao alvo.
O olho ou o ponto preto no centro: lá, ficam os poucos líderes que realmente tomam as decisões e estão bem informados sobre tudo o que tem ligação entre a globalização e suas verdadeiras metas. David Rockefeller, por exemplo, pertence a essa categoria; mas como obviamente nada nesse sentido é declarado à imprensa, só se pode especular.
O círculo interno: esse grupo é constituído pelos respectivos secretários e diretores dos três grupos de elite – Grupo Bilderberg, a Comissão Trilateral e o CFR – Council on Foreign Relations – bem como de membros que pertençam às três organizações. Eles podem ser informados sobre cerca de 90% das metas, bases e medidas das campanhas de globalização, e possuem bastante poder.
O círculo do meio: esse é o grupo dos membros líderes e dos executivos, além dos membros “comuns” que participem de duas organizações. Eles têm acesso a aproximadamente 80% das informações e estão envolvidos somente até uma certa extensão das campanhas de globalização.
O círculo externo: a filiação de membros dessa categoria serve apenas para dissimular as verdadeiras intenções do grupo; geralmente eles pertencem somente ao CFR. Devem ter acesso a não mais que 50% das informações (talvez menos). Uma boa parte desses membros só o é por motivos sociais ou para satisfação do ego. Provavelmente, desistiriam da filiação se soubessem quais são as verdadeiras metas dos grupos de elite. Um exemplo é o ator de Hollywood Douglas Fairbanks, Jr., que provavelmente não passa de uma figura decorativa. Um membro do CFR, Ben L. Wauenberg, declarou em 29 de agosto de 1995, durante uma entrevista no canal de TV do governo C-Span: «Eu me confesso culpado de ser membro do CFR, e pago pela filiação, mas nunca ou raramente participo de suas reuniões». Se ele disse a verdade, e não estava apenas seguindo as orientações do próprio CFR com uma desculpa para não revelar nada, então Wattenberg é um exemplo dos membros do círculo externo.
Os principais “clubes” oligárquicos
O Grupo Bilderberg e a Comissão Trilateral são sociedades internacionais cujas metas aparentes são benéficas e inofensivas; mas que, na verdade – segundo os críticos – escondem intenções obscuras. Elas propõem um trabalho conjunto entre América do Norte, Europa e Japão, querem melhorar a economia e alegam estar fazendo um bem para a humanidade. Mas o que não revelam é que tais objetivos só lhes servem se elas próprias determinarem a estrutura da economia e definirem os meios financeiros para aplicá-Ia.
Exatamente por esse motivo, surge a crítica de que essas sociedades almejam o domínio absoluto das nações, de suas indústrias e capacidade de produção. Daí, basta um passo para o controle total dos indivíduos e de seu poder de decisão.
Quanto ao CFR, este é um grupo praticamente só de americanos que formula e impõe uma política de relações exteriores e econômica que lhes dá praticamente poder sobre o mundo todo. É parte de uma emaranhada rede de controle que aparentemente visa apenas a uma melhor comunicação. Sua verdadeira intenção – impor o domínio norte-americano na política, no milatarismo, na economia e no espírito da época – não é revelada.
Nos bastidores da Comissão Trilateral e sobretudo do CFR, encontram-se a Skull & Bones e o Bohemian Club. Em nome da política americana e do domínio dos Estados Unidos sobre o mundo, os dois grupos reúnem indivíduos de grande influência (Bohemian Club) e estudantes com esperança para o futuro (Skull & Bones).
O Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial são os dois mais conhecidos “braços” ou “mãos” da Comissão Trilateral, do Grupo Bilderberg e do CRF, usados para impor suas decisões nos países que sejam de seu interesse. Obviamente, é contestado que o FMI, o Banco Mundial e seus subalternos e representantes façam acordos nos bastidores.
Seriam as sociedades supracitadas, sem dúvida as mais poderosas no mundo todo, embora existam inúmeras outras, “o topo do mastro”? De forma alguma. Atrás delas e de seus interesses há outros grupos. Ocultas em suas bases espirituais operam forças totalmente diferentes…![]()
Wulfing von Rohr
Créditos: Este post é parte do livro de Wolfing von Rohr, intitulado «Governo Oculto do Mundo», de 2005, publicação da Editora Madras, SP. Introduzi subtítulos no texto, bem como mudei a sequência de alguns parágrafos a fim de facilitar a leitura e o entendimento da matéria. Recomendo este livro, bem como os demais, listados abaixo, para todos aqueles que desejam seber, de fato, “como é que a banda toca” neste nosso mundo.
Os livros a ler são: «Governo Oculto do Mundo», de Wulfing von Rohr (Madras Editora Ltda., SP); «A Verdadeira História do Clube Bilderberg», de Daniel Estulin (Editora Planeta do Brasil Ltda.); «A Corporação – A História Secreta do Século XX e o Início do Governo Mundial do Futuro», de Nicholas Hagger (Editora Pensamento-Cultrix Ltda.); «As Redes Secretas do Poder», de Pablo Allegritti (Editora Planeta do Brasil Ltda.); e «O Governo Secreto», de Jim Marrs (Madras Editora Ltda.).![]()
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Estamos todos perdidos se isso for realmente verdade…
Sr. Joshelito:
Infelizmente, pela literatura especializada a respeito (ver bibliografia sugerida neste site), esses fatos parecem ser verdadeiros. Muita gente, hoje em dia, está escrevendo sobre esses temas, com inúmeras indicações de documentos e outras provas fidedignas. Já não há muito sigilo sobre essas teorias conspiratórias, a partir da existência, principalmente, da Internet.
Só não sei se, de fato, estamos perdidos, mas que a situação é grave, é. Talvez as reações estejam surgindo, paulatinamente.
Obrigado pelo contato.
Saúde, vida longa e sabedoria.
Hasta siempre.
Husc