Greenpeace investe contra pré-sal
Definitivamente, a descoberta das reservas de hidrocarbonetos na chamada camada pré-sal da costa brasileira não agradou nem um pouco ao aparato ambientalista internacional e seus prepostos locais. Desde o anúncio da descoberta, em 2008, ambientalistas, tanto de organizações não-governamentais (ONGs) como de órgãos governamentais (entre eles o então ministro do Meio Ambiente Carlos Minc), têm feito fila para fazer “advertências” e críticas sobre a nova fronteira exploratória de petróleo e gás natural, que foi a maior descoberta do gênero no mundo, em mais de duas décadas.
Campanha contra o pré-sal é apoiada pela CNBB
Uma das críticas, que começaram a ser feitas antes mesmo da realização dos exames de laboratório necessários para consubstanciá-las, é a de que o petróleo do pré-sal tem níveis de dióxido de carbono (CO2) superiores aos habituais, o que exigiria pesados investimentos em tecnologias de captura e sequestro de carbono (CCS, na sigla em inglês), para evitar que as emissões de tais gases contribuíssem para agravar o suposto aquecimento global. Em várias entrevistas, o então ministro Minc se referiu ao assunto.
Apesar da leviandade de tais afirmativas, a Petrobras, o governo e a opinião pública sensata devem se precaver, porque a investida dos ambientalistas contra a exploração do pré-sal deverá intensificar-se. Uma demonstração disto é a crítica feita no texto-base da Campanha da Fraternidade 2011 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cujo tema principal é nada menos que o aquecimento global alegadamente agravado pelas atividades humanas (MSIa Informa, 4/02/2011).
Campanha suja do Greenpeace
Na mesma linha, não poderia faltar o indefectível Greenpeace, que, embora tenha demorado semanas a se manifestar sobre o colossal vazamento em uma plataforma de exploração da empresa britânica BP no Golfo do México, em abril de 2010, se apressou em associá-lo à exploração do pré-sal. Em agosto, ativistas da ONG fizeram uma manifestação em frente ao prédio onde se situa o escritório da BP em São Paulo (SP), emporcalhando a calçada com um líquido escuro simulando petróleo e exibindo cartazes onde se liam os dizeres: «BP Hoje, Pré-sal Amanhã».
Em novembro, o Greenpeace divulgou um relatório em que o pré-sal é citado como ameaça. Intitulado “Mar, Petróleo e Biodiversidade – a Geografia do Conflito”, o documento adverte que parte das áreas do litoral brasileiro que deveriam ser consideradas prioritárias para a conservação já estão concedidas à exploração petrolífera. Em uma entrevista publicada no jornal O Estado de S. Paulo de 26 de janeiro último, o diretor-executivo do Greenpeace Brasil, Marcelo Furtado, justifica:
«Projeções mostram que as emissões do pré-sal podem ser iguais ou maiores do que o desmatamento da Amazônia inteira. E nas contas de emissões que o Brasil tem apresentado não estão computadas as emissões do pré-sal. A meta de redução de emissões que o País apresentou em Copenhague e reiterou em Cancún não leva em conta as emissões do pré-sal.»
Questionado pela jornalista Karina Ninni sobre a divergência de interpretações entre a agenda restritiva dos ambientalistas e a percepção do público em geral sobre o significado da exploração do pré-sal para o País, Furtado saiu-se com esta:
«Se essa é a percepção, o desafio que temos é não só o de brindar a sociedade brasileira com as informações que conseguimos, mas saber de que maneira a gente pode melhorar o fornecimento de informação estratégica para a sociedade, para que ela atue como um firme contrapeso às decisões que o País está tomando. Isso não é só em relação ao governo, também em relação às empresas. Se a gente está imaginando um Brasil maior e mais poderoso, agora que ele está mais integrado ao mundo global e mais rico – as empresas brasileiras estão se tornando grandes multinacionais, veja a Vale, a Petrobrás – precisamos de uma sociedade mais forte e bem informada.»
Manipulação da opinião pública
Vale ressaltar a intenção explícita de manipular a opinião pública, «para que ela atue como um firme contrapeso às decisões que o País está tomando».
Como sempre, a agenda ambientalista contra o desenvolvimento e o progresso é explícita. O que é preciso é uma ampliação da conscientização sobre a inviabilidade de se continuarem a fazer concessões irracionais, infundadas e desnecessárias ao alarmismo “verde”. O preço para toda a sociedade brasileira, e não apenas para a Petrobras e as empresas envolvidas na exploração do pré-sal, poderá ser muito alto.
Movimento de Solidariedade Íbero-americana
Créditos: este post é matéria apresentada no Boletim Eletrônico MSIa INFORMA, do MSIa – Movimento de Solidariedade Íbero-americana, Volume II, Nº 39, de 10 de fevereiro de 2011. Introduzi subtítulos no texto para facilitar e incentivar a leitura.
MSIa INFORMA é uma publicação do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa). Conselho Editorial: Angel Palacios, Geraldo Luís Lino, Lorenzo Carrasco (Presidente), Marivilia Carrasco, Nilder Costa e Silvia Palacios. Endereço: Rua México, 31 – sala 202 – Rio de Janeiro (RJ) – CEP 20031-144; Telefax: 0xx 21-2532-4086.
Para saber mais sobre o tema: visitar os sites da MSIa/Capax Dei: http://www.alerta.inf.br/ e http://www.msia.org.br/ . Mensagens e sugestões, favor enviar para msia@msia.org.br.
Imagem: http://noticias.r7.com
Devo dizer que me entristece profundamente encontrar textos e comentários como esse na internet. Vocês falam em progresso, em erradicação da miséria, fome e ignorância, em uso e abuso de combustíveis fósseis, em manipulação e ganância por parte de organizações ambientalistas.
Acredito que nenhum órgão que exerça qualquer influência pública é confiável.
O único detalhe é que aqueles que pregam o “progresso” da nação e a necessidade da destruição do meio-ambiente possuem ovelhas muito mais obedientes, já eles falam do imediato, do dinheiro e do egoísmo (creio que o ser humano moderno é essencialmente egoísta). Para a sua tristeza, as ONG’s ambientalistas não são nem de longe os principais meios de manipulação da atualidade, vocês me perdoem. Muito antes vemos religião, dinheiro e saúde.
Agora me digam, sem os recursos naturais (que vocês mesmo falaram ser essenciais ao desenvolvimento de tantas coisas que usamos hoje, inclusive a medicina) como vocês pretendem “progredir”? Ou vocês vão discordar do fato de que esses tão valiosos recursos são esgotáveis? Como erradicaremos a miséria com toneladas e toneladas de soja? Não estou falando de aquecimento global. Estou falando de milhares de anos de desenvolvimento de povos humanos, milhares de anos de uso consciente da natureza e o entendimento de seu ciclo. CICLO. É a palavra chave. Nós, querendo ou não, fazemos parte de um ciclo inevitável e querermos nos colocar acima dele é um grande erro. Simplesmente não é possível. Nunca dominaremos a natureza por completo. Temos, sim, essa habilidade, mas à morte, à falta de ar e comida, ninguém escapa.
Vocês pregam idéias como pastores na Igreja Universal. Acredito que o ideal de “Ordem e Progresso” é tantas vezes mais reacionário, estagnado e bitolado que o daqueles que estão lutando (em grupo ou individualmente) contra o modelo de crescimento exacerbado que beneficia um seletíssimo grupo de pessoas, há 500 anos. Precisamos mesmo seguir o modelo europeu de desenvolvimento para nos tornarmos “civilizados”? É essa a única forma? Eles são realmente o exemplo máximo do que significa evoluir? Precisamos desesperadamente rever nossos conceitos. Por que você fala com tanto desdém da cultura indígena? Seria porque eles não possuem os nossos conhecimentos? Por favor, não venha me dizer que eles são ignorantes ou reacionários, porque em que momento mesmo você provou que tudo o que te dizem e te ensinam na escola é verdade? Quem disse mesmo que nós estamos certos e eles errados, se é que isso é possível de afirmar? Ignorante, meu amigo, é aquele que sabe de tudo. Você já parou para reparar que assim que sai uma notícia científica, todos se impressionam, acreditam imediatamente e, então, esquecem. 20 anos depois, o feito já está obsoleto, considerado errado para o nível de conhecimento que veio depois. Como jamais poderemos acreditar em qualquer coisa que nos dizem, se aqueles que estão afirmando não entendem seu significado? Como podem ensinar essas coisas na escola, se em breve serão chamadas de mentiras?
Estamos completamente acuados, nunca saberemos a verdade por trás de tudo que acontece no mundo. A única saída é olharmos para dentro de nós mesmos: Quem não se sente bem respirando o ar de uma floresta? Ou nadando em águas cristalinas de uma nascente? Não é possível que o caminho certo seja destruir essas coisas que nos dão tanto prazer. Não é possível que o melhor jeito de se viver é estressado, entre prédios e carros que cortam a circulação do ar.
Espero, do fundo do meu coração, que pessoas como vocês um dia compreendam o que sinto e falo. E se não o quiserem fazer por vocês mesmo, façam por seus filhos, porque eles não merecem ter que comer dinheiro.
José:
Críticas boas, a suas, mas desprovidas de realismo.
Tudo bem. E como manter os 7 bilhões de pessoas do mundo hoje? Comendo alface orgânica? Iluminando suas casas com moinhos de vento caríssimos?
Criticar apenas não basta. Quê saída o senhor vê para a Humanidade? Deixar de consumir os objetos da modernidade? Vc já reparou nos aparelhinhos que vc possui? No seu carro, seus computadores, suas viagens de avião etc etc etc. Como retroagir em isso tudo?
Saudações.
Husc
É claramente visivel a posição materialista desta matéria, onde se coloca claramente aos interesses mundanos e mercenários da manipulação dos interesses das grandes corpporações, vocês deveriam ter vergonha nem tanto pela corrupção venal das suas ideias mas também de serem seres com a mínima inteleigência ou por questões de comodismo monetário. É lógico que esse presal só vai priviligiar as grandes corporações e máfia penetrada no governo, atual como anteriores, onde só vale o dinheiro, a ganância, os interesses individuais e nunca os sociais, vocês devem estar ganhano muito com isso, mas os seus netos, bisnetos e afins é que irão sofrer as consequência, pobre coitados de vocês e quem apoiou esta matéria imunda e morronzista.
Senhores,
Os astutos homens de má-fé sempre defenderão seus interesses, não importanto os meios.
A ascenção de países emergentes, será um grande empecilho às grandes potências, e portanto nada mais natural a reação destes.
Uma ANTIGA forma de sabotagem é o apoio e financiamento a “instituições” ideológicas (politicas, religiosas, etc) cujo único objetivo é minar o crescimento tecnológico, militar e econômicos dos países emergentes.
Um exemplo bem conhecido foi o financiamento a instalação de governos militares na América Latina pelos EUA.
Essa manipulação acontece principalmente através da ação de ONGS ambientalistas.
Uma vitória recente desses “ambientalistas” foi a paralização de um projeto ABSOLUTAMENTE VITAL para a soberania, desenvolvimento tecnológico e industrial brasileiro, que foi a criação de um base espacial no Maranhão.
Vejam como eles agiramm:
No Maranhão existem comunidades quilombolas, que são pequenas povoados de pescadores e agricultores descendentes de ex-escravos que ali se fixaram.
Essas comunidades nunca foram ajudadas por nenhuma ONG até o momento em que foi anunciado a criação de uma base de lançamentos de foguetes.
A criação de uma empresa binacional, a Alcântara Space Center, que lançaria satélites em uma base no Maranhão, foi apontada como uma possível grande concorrente às outras bases e empresas do ramo. Então surgiram do nada ONGS e advogados prontos a defender com unhas e dentes as terras dos quilombolas, bem como evitar o desmatamento no entorno da base.
Ao se pesquisar a origem dessas ONGS, ficou claro que seu patrocínio vinham de empresas ligadas à atividade de uma base rival francesa localizada na Guiana.
Tenho centenas de exemplos da ação predatória de ONGS AMBIENTALISTAS, que estão conseguindo com sucesso barrar o desenvolvimento brasileiro, principalmente em infra-estrutura, vital para o Brasil.
Apenas lembrando que a ação desses ambientalistas nunca se verifica na Amazônia, apenas onde há a possibilidade de implantação de uma industria ou algo similar.
Abraços.
Sr. Ron:
Obrigado pelo contato. Muito bom esse seu comentário, que tem tudo a ver com este site.
Faça um texto maior, como um artigo – sobre a atuação das ONGs no Brasil (inclusive citando o exemplo da base de foguetes e os quilombolas) – a fim de que eu o publique em meu site. O indigenismo (que, didaticamente, abraça o quilombolismo) é também um de nossos principais temas.
Vida longa, prosperidade e sabedoria.
Husc
Diga não ao pré sal!
Diga sim para para a vida!
Bem, até o presente momento não vi manifestações contra o pré-sal.
lá vai a minha manifestação CONTRA ESTA TOLICE contra a VIDA!
Imaginem…se alguém utilizasse de uma ferramenta pontiaguda e perfurasse o seu abdome e retirasse sua vesícula biliar, pensa na dor que sentiria e como a digestão ficaria prejudicada?
. O globo terrestre também tem vida, e tem partes importantes que se alguém tirá-los vai causar muita dor na terra, e qual será as conseqüências? a terra vai reagir! a reação pode se manisfestar de várias formas, maré motos, terremotos, tsunami, sem falar que estaremos contribuindo para o aumento do buraco na camada de ozônio, que desastres!, que desastres! Imaginem Copacabana sendo invadida por uma onda gigante! O que estamos deixando para nossos filhos e netos? um mundo CATASTRÓFICO por causa da busca frenética pelo poder com várias catástrofes climáticos e sociais acontecendo neste momento.
Pensem bem!
Diga não ao pré sal!
Por Clysberth Araújo de Carvalho Ribeiro
Estudante em Odontologia
Clysberth:
Sua opinião está errada. É retrógrada: aquela que se opõe ao progresso; reacionária. Quem pensa dessa maneira é aferrado à rotina ou às idéias antigas, e portanto inimigo do progresso.
Se nós temos o que temos hoje, é devido à energia proveniente dos combustíveis fósseis: carvão, petróleo e/ou gás natural. Se temos a VIDA (que você tanto enfatiza) que temos hoje, inclusive no que diz respeito à ciência médica, é graças aos mesmos tipos de combustíveis.
Pelo jeito, sua visão da Terra é aquela, verdadeiramente indígena, a que acha que ela é a deusa Gaia, que acabará nos destruindo, por sermos, segundo essa visão, seus inimigos.
Se aprume, pessoa! Atualize seus conceitos e, principalmente, evolua em sua mente reacionária. Reacionária e ingênua, pois, pelo visto, ainda acredita nas besteiras que os ativistas ambientalistas pregam.
Só existirá progresso no mundo quando acabarmos com a miséria, a fome e a ignorância. Pense nisso. Dê uma olhada mais acurada neste meu blog e veja, realmente, como é que a banda toca nesse nosso mundinho. Não confie na mídia. Ela mente. As ONGs são instrumentos de manobra para limitar nosso crescimento, com base em teorias catastrofistas sem nenhum respaldo científico, para enganar os ingênuos, como você está se mostrando.
Saudações e obrigado pelo contato.
Husc
husc, parabéns pela iniciativa de divulgar este texto. Para mim, o aquecimento global é uma fraude criada para frear o desenvimento dos países do chamado “terceiro mundo”. Se houver interesse, leia matéria que escrevi sobre o tema em http://cienciasepoemas.blogspot.com/2011/02/aquecimento-ciclos-milankovitch.html.
Saudações e parabéns pelo blog,
Sérgio