O Bohemian Club
Em 02/agosto/1982, a revista americana Newsweek divulgava a seguinte informação: «Em Bohemian Grove, 75 milhas ao norte de São Francisco, ocorre o mais prestigioso acampamento de verão do mundo. O retiro, fortemente vigiado, com seus 2.200 acres (um acre equivale a 4.000 metros quadrados), é a sede do ultra-exclusivo Bohemian Club, do qual só homens podem ser membros e ao qual pertencia o presidente republicano Rerbert Roover. Com seus poderosos afiliados, na tranqüila reclusão, e por causa de seus rituais cabalísticos, o Bohemian Club desperta inúmeras suspeitas… Os eventos mais importantes são as “Conversações à beira do lago”. Alguns dos oradores foram Alexander Raig, general da OTAN e mais tarde membro do governo [Nixon], e Caspar Weinberg, futuro ministro da defesa dos Estados Unidos. Neste ano, quem falou foi Henry Kissinger, ministro das relações exteriores dos Estados Unidos durante o governo Nixon, sobre “As exigências dos anos 80”.»
Uma outra revista menor já mencionava o Clube um ano antes, em 23/março/1981: «Todo verão, durante três fins de semana, chegam de carro ou avião 2.000 “Boêmios”, com seus convidados, ao bem protegido bosque, perto da vila de Monte Rio (1.200 habitantes), às margens do Rio Russo. O lema do bosque, inspirado em Shakespeare, é: «Aranhas que tecem suas teias aqui não vêm» [«Weaving spiders come not here»]. Esse convite para ninguém trabalhar é, contudo, ignorado. E embora a classe governante ali reunida decida que nada será divulgado sobre suas conversações, muito do que ali se discute determina o destino da América – daí o acordo de cavalheiros entre Ronald Reagan e Richard Nixon, para que Reagan não competisse com Nixon na corrida eleitoral para a presidência».
Origem do Bohemian Club
O Bohemian Club foi fundado em 1872 por cinco jornalistas do San Francisco Examiner, com o compromisso de zelar pelos interesses sociais e levantar o prestígio do jornalismo, que estava muito combalido na época. Entretanto, a partir de 1878 já não havia jornalistas entre os membros, e ainda hoje não são admitidos repórteres. Na verdade, importantes industriais, políticos e artistas, principalmente simpatizantes dos republicanos e que conservam o status quo da ordem social ou que pretendem desenvolvê-Ia melhor, são membros dessa peculiar instituição.
Alguns frequentadores ilustres
Antony C. Sutton, redator da Phoenix Letter, um boletim informativo mensal, escreveu na edição de outubro de 1996: «Até alguns meses atrás, achávamos que o Bohemian Club era lugar de refúgio elitista e exclusivo para bem-sucedidos empresários, políticos de Washington e outros indivíduos proeminentes – todos homens. O seu comportamento lembrava o de jovens ricos e emocionalmente perturbados, mas nada que merecesse nossa atenção. O clube parecia um lugar onde iam se divertir Kissinger, Ford (o presidente), Nixon, Bechtel (industrial americano com variados interesses internacionais, que mantinha uma forte ligação com a Casa Branca), Bush (o ex-presidente), Cheney (ex-ministro da Defesa; no momento em que este livro é escrito, candidato à vice-presidência pelo partido dos Republicanos, ao lado de George Bush, filho do ex-presidente), Roover (chefe do FBl) e seus amigos; 2.600 membros. E se esses jovens crescidos quisessem se divertir, podiam – pois, afinal, o terreno do clube é particular. Recentes informações, porém, podem mudar a avaliação que se faz do Bohemian Club… (…) Há alguns anos têm
havido rumores sobre estranhos procedimentos na área de 2.200 acres ocupada pelo Clube. Fontes fidedignas falam sobre rituais druidas, procissões de druidas vestindo túnicas e capuzes vermelhos, cantando para a Grande Coruja (Moloch). Há boatos também sobre uma pira funerária onde se queimam cadáveres».
Dependências e rituais sinistros
Um artigo em um folhetim local, o Santa Rosa Sun, em julho/1993, já havia descrito que o “Culto a Canaã” e a “Lenda de Moloch” são praticados no Bohemian Club. Em meados dos anos 1980, houve rumores sobre mortes inexplicáveis. Nem a polícia local nem os investigadores estaduais conseguiram apurar coisa alguma. Segundo as afirmações de ex-funcionários do Clube, existem no bosque locais onde pessoas de fora não podem entrar. Alguns são o Salão Subterrâneo (Underground Lounge), cujas próprias primeiras letras – UN – são as iniciais de United Nations, ou Nações Unidas. Lá há uma “Sala Preta”, uma “Sala de Couro” e uma necrópole. Alguns pesquisadores supõem, inclusive, que os cultos seguem formas antigas de rituais de sacrifício, executados ainda hoje, simbolicamente – ou literalmente. Tentativas de programação de seres humanos também teriam sido feitas lá.![]()
Wulfing von Rohr
Créditos: Este post é parte do livro de Wolfing von Rohr, intitulado «Governo Oculto do Mundo», de 2005, publicação da Editora Madras, SP. Introduzi subtítulos no texto a fim de facilitar e incentivar a leitura e o entendimento da matéria. Recomendo este livro, bem como os demais, listados abaixo, para todos aqueles que desejam seber, de fato, “como é que a banda toca” neste nosso mundo.
Os livros a ler são: «Governo Oculto do Mundo», de Wulfing von Rohr (Madras Editora Ltda., SP); «A Verdadeira História do Clube Bilderberg», de Daniel Estulin (Editora Planeta do Brasil Ltda.); «A Corporação – A História Secreta do Século XX e o Início do Governo Mundial do Futuro», de Nicholas Hagger (Editora Pensamento-Cultrix Ltda.); «As Redes Secretas do Poder», de Pablo Allegritti (Editora Planeta do Brasil Ltda.); e «O Governo Secreto», de Jim Marrs (Madras Editora Ltda.).
Imagens: sfcitizen.com; e enominepatris.com.![]()
