O carvão e o “aquecimento global”

Segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), a China ultrapassou os Estados Unidos no ano passado como o país de maior consumo de energia do planeta. Mesmo que esperado há algum tempo, o impacto simbólico do fato não é trivial, como comenta Fatih Birol, da AIE: «À medida que a China ultrapassa os Estados Unidos como a maior consumidora de energia do mundo, isso deixa de ser apenas uma questão doméstica para a China e passa a ter repercussões para o resto do mundo, não só em termos de abastecimento, mas também na maneira em que a energia é consumida» (Valor Econômico, 20/07/2010).


A utilização do carvão na China

Atualmente, a principal fonte energética da China é o carvão, que responde por cerca de metade de suas necessidades e gera 80% da eletricidade do país. Como o país possui enormes reservas, as limitações de sua utilização tendem a dar-se muito mais por questões logísticas que por motivos ambientais. É fato conhecido de que a malha ferroviária chinesa enfrenta importantes estrangulamentos, precisamente, devido ao transporte de carvão das minas para as usinas termelétricas (que vêm sendo construídas ou ampliadas a uma taxa quase semanal). Por exemplo, na província de Shanxi, no norte do país, existem cerca de 1.500 minas de carvão em funcionamento, obrigando a que filas intermináveis de trens trafeguem dia e noite a caminho do porto de Qinhuangdao, na costa leste.


E nos EUA, na Europa…

Por outro lado, também nos EUA, o carvão tem importância energética vital, já que é o combustível das termelétricas que geram cerca da metade da eletricidade lá produzida. Um quadro similar ocorre na Alemanha, tida pelos “verdes” como vanguardeira na utilização de energias ditas renováveis (leia-se eólica e solar). Na semana passada, por exemplo, o governo alemão recusou as diretrizes do órgão executivo da União Europeia (UE), que deseja que os membros do bloco cessem os subsídios à indústria carvoeira em quatro anos. Na Alemanha, entretanto, há três anos, o governo federal havia se comprometido a manter o auxílio até 2018 (Deutsche Welle, 21/07/2010).


O consumo de carvão vai aumentar

De fato, o carvão está passando por uma retomada fenomenal em toda parte, com uma demanda crescente que o converte na segunda maior fonte de energia em todo o mundo, depois do petróleo. Especialistas da AIE estimam que, nas próximas duas décadas, a demanda aumentará muito mais do que a de qualquer outra fonte de energia, passando dos atuais 6,7 bilhões de toneladas anuais para quase 10 bilhões de toneladas, em 2030. A China e a Índia são as principais responsáveis pelo aumento da demanda e os dois países já respondem por mais da metade da demanda global (Der Spiegel, 25/07/2010).

Ocorre que nenhum outro combustível fóssil está disponível em tamanha quantidade; as atuais reservas poderão assegurar o consumo atual por mais de um século. Nenhum combustível fóssil é tão barato: custa apenas cerca de 5 centavos de euro (cerca de US$ 0,06 ou R$ 0,11) para gerar um quilowatt-hora de eletricidade a partir do carvão, comparado com cerca de 40 centavos (R$ 0,90) a partir da energia solar. E nenhum combustível fóssil tem uma distribuição tão ampla. Todos os continentes têm reservas adequadas e, diferentemente do petróleo, a maior parte dessas reservas são encontradas em regiões relativamente estáveis em termos geopolíticos, como a América do Norte, Europa e Austrália.


Excluir o carvão é utopia

Em resumo, é preciso uma grande dose de ingenuidade – ou de má-fé – para se acreditar que algum desses países abrirá mão do carvão, tido como principal fonte de emissão antropogênica de dióxido de carbono, para combater um suposto aquecimento global “antropogênico”, sobre o qual, a cada dia, surgem novas evidências da colossal fraude que envolve a maneira como vem sendo apresentado.

Movimento de Solidariedade Íbero-americana


Créditos:Este post é matéria apresentada no Boletim Eletrônico,Volume II, n° 15, de 29/07/2010, do MSIa – Movimento de Solidariedade Íbero-americana. Introduzi subtítulos no texto para facilitar e incentivar a leitura.

Para outras informações sobre o mesmo tema, visitar o site do MSIa no seguinte endereço: http://www.msia.org.br

Imagem: atuleirus.weblog.com.pt.

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Comentários

4 Comentários em “O carvão e o “aquecimento global””
  1. nois ta fassendo um trabaaio de ciencia e nois ta tamu vendo muinta cosa de rum akontece com nosso pais,nois acha izo uma poca vegonha

    • husc disse:

      Marcela e Larissa:
      Para acabar com a pouca vergonha, em primeiro lugar há que se ter educação neste país e saber comunicar-se de forma razoável, mormente no que diz respeito ao uso correto da lígua portuguesa. Escrever do jeito que vocês escrevem não leva a nada. Falta de credibilidade. Deu para entender?
      De qualquer forma, agradeço a atenção e por se comunicarem comigo em meu blog.
      Saúde, vida longa, sabedoria e uma boa linguagem doravante.
      Husc

  2. J Francisco Alff ( RS) disse:

    Ilustres : Ainda que tb responsável pelo acrescimo de CO 2 na atmosfera e , segundo alguns , causador ou cocausador do ” efeito estufa ” , é praticamente impossível para os Países citados , especialmente a China , abdicarem do Carvaum como energético ! A única alternativa de escala ” naum-estufante ” seria a Nuclear , com os riscos conhecidos e o problema dos resíduos , ativos por mileenios ! O Brasil , em SC e principalmente no RS , possui consideráveis reservas sistematicamente desprezadas pela opççao ” barrageirista ” , cara e + ao gosto de nossas grandes construtoras , simbióticas com a classe política que nos mesmos elegemos !!!!!!!!!!

    • husc disse:

      Sr Francisco:
      É isso. Não dá para abdicarmos do carvão, a curto prazo. As formas alternativas de energia (eólica, solar etc) não são eficientes e muito caras, se comparadas aos combustíveis fósseis. Mas a energia nuclear pode ser e deve ser usada. Há espaço suficiente, mormente no Brasil,ra a disposição final dos resíduos. É só não descuidar da tecnologia.
      Obrigado pelo contato.
      Saúde, vida longa e sabedoria.
      Husc

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