O CFR – Council on Foreign Relations

O que é, afinal, o CFR, Council on Foreign Relations, ou Conselho para Relacões Exteriores, tantas vezes mencionado aqui? Para citarmos Winston Lord, ex-ministro interino das relações exteriores dos Estados Unidos: «Não é a Comissão Trilateral que governa o mundo; é o Council on Foreign Relations».
O relatório anual do CFR para o período de 01/julho/1993 a 30/junho/1994 afirma o seguinte:
«O CFR é uma organização de membros, sem fins lucrativos e multipartidária, que se dedica a aperfeiçoar o entendimento da política de relações exteriores dos Estados Unidos e das questões internacionais, através do intercâmbio de idéias. O Conselho para Questões Estrangeiras foi fundado em 1921, logo após o fim da Primeira Guerra Mundial. Muitos participantes americanos da Conferência de Paz, em Paris, decidiram que, devido à crescente responsabilidade e ao crescente compromisso internacional dos Estados Unidos, era hora de mais cidadãos americanos assumirem posições de confiança. Esse consenso levou à criação de uma organização que mudou o curso da política de relações exteriores americana, para o benefício, tanto de seus membros, quanto de um maior público americano».
O político conservador e evangelista americano Pat Robertson oferece outra explicação para o mesmo processo:
«A escolha de “sábios” já controlava a formulação da política de relações exteriores dos Estados Unidos desde a época anterior à Segunda Guerra Mundial. No CFR, já estiveram praticamente todos os conselheiros importantes para a segurança nacional e política exterior desta nação, há 70 anos.»
A composição e metas do CFR
Em política de governo, o Conselho e seu periódico Foreign Affairs é a expressão mais evidente (do poder) do establishment. Dos aproximadamente 2.900 membros, pelo menos 500 são muito poderosos, outros 500 vêm diretamente do centro de poder, e o restante exerce influência sobre universidades, a mídia, os sistemas econômicos e financeiros, o militarismo e o próprio governo. Alguns têm o álibi do conservadorismo.
No parecer de um homem que foi seu membro por 15 anos, o contra-almirante Chester Ward, juiz superior da Marinha de 1956 a 1960, o CFR pode ser definido da seguinte maneira:
«O desarmamento e a dissolução da soberania dos Estados Unidos e da independência nacional em prol de um governo mundial todo poderoso foi a única meta revelada a aproximadamente 95% dos 1.551 membros (do CFR em 1975). Há muitos outros planos e intentos que recebem o patrocínio do CFR; mas é altamente improvável que mais de 75 de seus membros os conheçam, ou que tais intentos tenham sido registrados por escrito.»
Essas metas (ainda secretas) são um tanto peculiares, e precisaríamos abordá-Ias detalhadamente. O ponto focal é a crença na superioridade das capacidades individuais para a construção de uma ordem mundial em que um capitalismo esclarecido governaria toda a moeda corrente, todo o sistema bancário e de crédito, todo o processo de produção bem como as matérias primas. Essa ordem deve ser organizada por um governo (mundial) e supervisionada por seu próprio exército.»
(Pat Robertson, «The New World Order»)
O que manda é o dinheiro
Façamos uma pausa antes de novas citações. Um dos homens mais influentes nos Estados Unidos, ao mesmo tempo racionalista e conservador, cristão e político, descreve abertamente o empenho de um grupo de pessoas para dominar o mundo. Mas não se trata de um racismo ideológico desenfreado nem da imposição de uma única religião, ou de algum culto esotérico ou sociedade secreta – e sim de dinheiro! É o domínio dos interesses econômicos, acima de qualquer outra preocupação; é o absolutismo da maximização dos lucros contra os interesses sociais, culturais ou religiosos. Não são extraterrestres perversos nem hipotéticos monstros superpoderosos que almejam o controle da Terra, tomando-se mestres do mundo. É um determinado sistema que se encarrega disso – dinheiro, lucro, riquezas. Claro que seria um capitalismo “esclarecido”, pois, dessa forma, nem nós nem nossos vizinhos teríamos como protestar. Afinal, quem seria contra um maior bem-estar, mais empregos e produtos?
«Pois o que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?» (Mateus, 16:26). Este autor não considera a interpretação de Pat Robertson puro medo do futuro, mas sim algo que já está acontecendo no globo. Justamente por não se tratar de um único ditador ou de um pequeno grupo de “rebeldes”, e sim de um sistema “anônimo”, devemos sempre perguntar: que forças se escondem por trás dele? E repetindo um conceito já exposto aqui: esse esforço para colocar o mundo sob o domínio de um capitalismo “esclarecido”, não através da coerção e sim da sedução, não caiu do céu e não é um subproduto inevitável da evolução social. É muito mais provável que existam forças espirituais negras por trás de todo esse sistema, que se servem do caráter e da natureza humanos… Agora, voltemos ao CFR.
Suas reuniões
Regularmente, o CFR faz reuniões secretas com seus membros e alguns poucos convidados escolhidos a dedo. Esporadicamente, há também uma reunião aberta para a qual a mídia é convidada – tanto representantes dos jornais quanto do rádio e da televisão – cujo objetivo é dar a impressão de que o CFR é um grupo inofensivo de cidadãos que se preocupam com as questões sociais. É compreensível que, através dessa esporádica transparência, o grupo consiga disfarçar que o CFR, na verdade, segue e impõe metas bem determinadas, o que nada tem a ver com métodos democráticos.
Eles têm, naturalmente, um trunfo nas mãos: não podem ser proibidas decisões de organizações e grupos que, de uma forma ou de outra, dizem respeito ao bem-estar social. Não se pode tentar impedir – sem o risco de ferir de maneira ditatorial o desenvolvimento do indivíduo – que pessoas se filiem a grupos de interesses comuns e se empenhem em segui-los. Os problemas começam depois, quando o grupo já não discute somente o interesse e o destino próprios, e sim os de inúmeras pessoas de vários países e continentes.
As sociedades secretas do estilo antigo já estão superadas. Diante dos olhos do público aturdido, intelectual e emocionalmente, desenrola-se, há muito tempo, uma luta pelo poder, cujo objetivo é possuir o corpo e a alma das pessoas, tornando-as maleáveis.
Antecedentes centenários
No livro «O Establishment Anglo-americano», seu autor, Dr. Carroll Quigley, descreve como o CFR americano tinha um predecessor concreto na Inglaterra, 100 anos atrás:
«Em uma tarde de inverno, em Londres, no mês de fevereiro de 1891, três homens reuniram-se para uma conversa franca. Dessa conversa, surgiram consequencias altamente significativas para o Império Britânico e o resto do mundo. Pois esses três homens organizaram uma sociedade secreta que por 15 anos seria uma das mais importantes forças para a formulação e realização da política britânica no império e nas relações exteriores. Os três homens eram muito conhecidos na Inglaterra. O líder era Cecill Rhodes [figura ao lado], um industrial riquíssimo e a personalidade mais importante no sul da África. O segundo era William T. Stead, o famoso jornalista que na época era o mais ávido por sensacionalismo. O terceiro homem era Reginald Baliol Brett posteriormente conhecido como Lorde Esher, um amigo e confidente da rainha Victoria, futuro e influente conselheiro dos reis Edward VII e George V. (…) Os três elaboraram um plano organizacional para uma sociedade secreta [que ficou conhecida como a “Távola Redonda”] e fizeram uma lista de membros fundadores. O plano previa um círculo interno chamado “The Society of the Elect” (A Sociedade dos Eleitos), e uma esfera exterior que receberia o nome de “The Association of Helpers” (A associação dos Ajudantes). Dentro da “Sociedade dos Eleitos”, o poder real seria exercido através de um líder e uma “Junta dos Três”. O líder seria Rhodes, e a junta seria composta de Stead, Brett e Alfred Milner. Em concordância com essa decisão, Milner foi introduzido formalmente à sociedade por Stead.»
«The Anglo-American Establishment, From Rhodes to Cliveden» («O Establishment Anglo-americano, de Rhodes a Cliveden), de Carroll Quigley, 1981.
Quigley prossegue esclarecendo como essa sociedade secreta, puramente britânica, serviu de modelo para o grupo norte-americano CFR.![]()
Wolfing von Rohr
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Créditos: Este post é parte do livro de Wolfing von Rohr, intitulado «Governo Oculto do Mundo», de 2005, publicação da Editora Madras, SP. Introduzi subtítulos no texto a fim de facilitar e incentivar a leitura e o entendimento da matéria. Recomendo este livro, bem como os demais, listados abaixo, para todos aqueles que desejam seber, de fato, “como é que a banda toca” neste nosso mundo.
Os livros a ler são: «Governo Oculto do Mundo», de Wulfing von Rohr (Madras Editora Ltda., SP); «A Verdadeira História do Clube Bilderberg», de Daniel Estulin (Editora Planeta do Brasil Ltda.); «A Corporação – A História Secreta do Século XX e o Início do Governo Mundial do Futuro», de Nicholas Hagger (Editora Pensamento-Cultrix Ltda.); «As Redes Secretas do Poder», de Pablo Allegritti (Editora Planeta do Brasil Ltda.); e «O Governo Secreto», de Jim Marrs (Madras Editora Ltda.).
Imagens: bibliotecapleyades.net; e http://www.notablebiographies.com![]()

Obrigado pela postagem.
Muito bom para conhecermos as peças do xadrez que é a Nova Ordem Mundial.
Sr. Tom Silva:
Dada a natureza limitada deste site, é difícil disponibilizar mais informações a respeito, embora isso seja meu desejo. Há muito mais água passando sob a ponte, e até por cima dela… Consulte a bibliografia aqui apresentada (página “LIVROS” – “Globalização / Governo mundial”), se for do seu interesse, o que lhe auxiliará a se inteirar melhor da situação. A barra é pesada.
Saudações.
Husc