A farsa do desarmamento civil
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O desarmamento da população civil e honesta é um dos passos previstos pelas oligarquias internacionais que almejam o governo mundial. População desarmada é população cativa, inofensiva, impedida de reagir a quaisquer imposições políticas, mormente as ditatoriais, que venham a ser implementadas nos países-alvo. ONGs como o Movimento Viva Rio estão empenhadas nesse tipo de situação. ONGs desse tipo conspiram contra o Brasil.
Não há nenhum intuito de combater a criminalidade nem o de aumentar a segurança pessoal dos indivíduos, mas apenas cercear a liberdade das pessoas e torná-las mais fracas e dóceis. Por isso, o desarmamento da população civil é uma farsa, uma enganação. Mesmo depois que o Brasil respondeu com um veemente “não” ao plebiscito que tinha como objetivo proibir de vez a venda de armas de fogo e munições no país, esse tema continua em voga porque novas investidas estão sendo feitas para se tentar, novamente, criar condições para dificultar, cada vez mais, a compra e posse de armas de fogo pelo cidadão brasileiro. Ou seja: eles não estão satisfeitos… Este verbete apresenta, com algumas pequenas inserções, o texto completo do último capítulo do livro «Máfia Verde 2 – Ambientalismo: Novo Colonialismo», com o mesmo título: «A Farsa do Desarmamento Civil». Os subtítulos foram acrescentados por mim para melhor leitura do texto. Vamos à matéria.![]()
O desarmamento da população civil no Brasil
A campanha de desarmamento civil que os dois últimos governos brasileiros, uma rede internacional de ONGs, e setores da mídia nacional e internacional vêm se empenhando, obsessivamente, em impor ao Brasil, representa uma emblemática manipulação de um tema de grande apelo popular, por parte de grupos comprometidos com uma agenda tida como a de uma certa “governança mundial”. Por trás dela, encontra-se muito mais do que um esforço bem-intencionado de enfrentar as causas da violência urbana em escalada no nosso país – que pouco seria afetada até mesmo pelo total desarmamento da população.
É notório que o principal vetor da violência urbana tem sido a expansão do crime organizado, especialmente o narcotráfico, o qual tem encontrado campo fértil na deterioração econômica generalizada, e nas desigualdades sociais, acentuadas por décadas de aplicação de políticas econômicas neoliberais.
A campanha do desarmamento tem origem no exterior
A campanha de desarmamento civil não é uma iniciativa interna ao nosso país, mas corresponde a um esforço externo, perpetrado por uma rede tentacular de instituições ligadas ao establishment oligárquico internacional – em especial o seu componente angloamericano – sendo, o desarmamento civil, parte integrante dos esforços dessas instituições para a implantação de uma estrutura de um “governo mundial” – acima dos Estados Nacionais – estados esses que aqueles ditos oligarcas pretendem ver inviabilizados no contexto da “globalização” que vem sendo levada a cabo.
Notas: Aurélio – oligarquia: 1 – governo de poucas pessoas, pertencentes ao mesmo partido, classe ou família; 2 – preponderância de uma facção ou de um grupo na direção dos negócios públicos.
Neste aspecto, a campanha constitui mais uma etapa da seqüência de iniciativas deflagrada após a II Guerra Mundial através de propostas como as de Bertrand Russell e seus aliados para o estabelecimento de um “governo mundial” que detivesse o monopólio das armas de destruição em massa. Como “pacifista”, Bertrand Russell não se melindrava, inclusive, em propor um ataque nuclear preventivo contra a URSS, caso esta não aceitasse a proposta do “condomínio mundial”.
Esta conjuntura, por sua vez, é razão, a origem, a matriz da qual se originaram os movimentos pacifistas e ambientais em todo o Mundo, como também a contracultura do rock, drogas e a propalada “liberação sexual” – e, mais recentemente, as campanhas de debilitação das Forças Armadas, especialmente dos países subdesenvolvidos.
Não é por mera coincidência, portanto, que deparemos com algumas das instituições pioneiras de tais esforços, como o Movimento Pugwash e a Federação de Cientistas Atômicos dos EUA (atual FAS – Federação de Cientistas Americanos), na linha de frente das campanhas de desarmamento. Igualmente, não é por acaso que por trás das campanhas de desarmamento encontremos a mesma rede de ONGs, think-tanks, e fundações de familias oligárquicas que têm patrocinado e coordenado as campanhas dos movimentos supracitados.
Mudança de paradigma cultural
Na verdade, o desarmamento civil – em paralelo com a redução das capacidades militares dos países em desenvolvimento – representa um subprojeto de “engenharia social” idealizado pelo establishment oligárquico internacional, com o objetivo de debilitar as forças que respondem pela segurança das nações, dentro de um projeto mais amplo de subordinr os Estados Nacionais às estruturas do “governo mundial” pretendido.
Com estas e outras medidas visando desagregar os países – como por exemplo aquelas efetivadas pelo conhecido aparato ambientalista/indigenista mundial – os tais “aprendizes de feiticeiros” imaginam que os Estados Nacionais acabarão se tornando incapazes de exercer a sua capacidade soberana de enfrentar o impasse político-estratégico provocado pela presente crise sistêmica global, restaurando suas políticas internas de reconstrução econômica e de afirmação das próprias soberanias nacionais, contrárias aos interesses da casta oligárquica.
Dentro do mesmo projeto, incluem-se as campanhas de descriminalização do uso das drogas, não sendo coincidência que ambos os esforços sejam promovidos e financiados por algumas das mesmas ONGs e pelas mesmas fundações oligárquicas internacionais, e também pelos seus mesmos personagens – como por exemplo, o megaespeculador George Soros e seus numerosos agentes de influência.
No Brasil, iniciada de forma quase sub-reptícia, após a criação do Movimento Viva Rio, em 1993, a campanha ganhou força no final da década e recebeu um grande impulso com o advento do Governo Lula, que a abraçou como uma de suas prioridades, o que se refletiu na aprovação do Estatuto do Desarmamento, em dezembro de 2003. As severas restrições à venda e porte de armas estabelecidas no Estatuto não foram suficientes para aplacar a sanha dos desarmamentistas, que conseguiram incluir nele um artigo determinando a realização de um plebiscito nacional sobre a proibição definitiva da fabricação e venda de armas a civis no País, a ser realizado em outubro de 2005.
Estes se deram mal.
Nota: este trabalho, embora editado em 2005, parece que foi concluído antes do advento do dito Referendo, o qual, por esmagadora maioria, como sabemos, não permitiu que a venda de armas e de munições fossem proibidas no Brasil – sem dúvida uma grande vitória do Povo Brasileiro contra esses interesses escusos que tentam tomar conta de nosso País.
O Viva Rio e o desarmamento civil
A ONG “carioca” intitulada Movimento Viva Rio é, estritamente, ligada ao movimento que visa o completo desarmamento civil no Brasil. Sua presença na linha de frente da campanha anti-armas não constitui surpresa, uma vez que a ONG foi criada, precisamente, com a finalidade de representar um laboratório social para o establishment oligárquico, sob o disfarce de uma organização modelar do chamado “terceiro setor”.
Foi fundado em novembro de 1993, como um produto do seminário internacional Cidadania Participativa, Responsabilidade Social e Cultura em um Brasil Democrático, realizado no Rio de Janeiro em 4-5 de novembro daquele ano, com o patrocínio e a participação de representantes de algumas das mais importantes fundações do establishment, como as fundações Rockefeller, Brascan, Kellog, Vitae e Roberto Marinho. Entre os participantes do evento, destacaram-se o banqueiro David Rockefeller, o então chanceler Fernando Henrique Cardoso e o futuro fundador e presidente do Viva Rio, o antropólogo Rubem César Fernandes.
Desde o início, o Viva Rio tem atuado em estreita coordenação com ONGs internacionais como o CMI – Conselho Mundial de Igrejas, ativo participante das campanhas indigenistas e um dos pioneiros da campanha internacional de desarmamento civil.
O CMI - Conselho Mundial de Igrejas agindo
Atualmente sediado na Suiça, foi fundado em 1937, em um seminário realizado na Universidade de Oxford, Inglaterra, do qual participaram representantes da nata do establishment anglo-americano. Um deles foi Lorde Lothian, que deu o tom da entidade ao palestrar sobre a «influência demoniaca da soberania nacional». O CMI é integrado pela Igreja Anglicana, cujo chefe é o monarca da Grã-Bretanha, e outras igrejas protestantes. A Igreja Católica, apesar de não integrá-Io, envia representantes às suas reuniões. O CMI e sua rede de ONGs associadas têm financiado ativamente o aparato internacional de “direitos humanos” e, igualmente, tem apoiado ativamente levantamentos separatistas, como o do Exército Zapatista de Libertação Nacional, em Chiapas, México.
Uma das funções do CMI é coordenar, mundialmente, as ações dos seguidores da Teologia da Libertação, que propõe igrejas autóctones indígenas (pagãs). Em junho de 1997, o papel desestabilizador do CMI foi denunciado pelo cardeal Joseph Ratzinger (atual Papa), então presidente da Congregação para a Doutrina da Fé do Vaticano, ao afirmar que «grande parte dos bispos católicos da América Latina se lamentam comigo do fato de que o Conselho Ecumênico de Igrejas… (outra denominação do CMI) …tem dado uma grande ajuda aos movimentos de subversão, uma ajuda que talvez tivesse boas intenções, mas que acabou sendo bastante danosa para o Evangelho.» Mais recentemente, o CMI tem sido um dos mentores da campanha internacional de desarmamento civil, tendo sido um dos fundadores da IANSA – Rede de Ação Internacional de Armas Pequenas, entidade criada em Haia, Holanda, em maio de 1999, para coordenar a campanha em âmbito mundial. No Brasil, o CMI tem participado ativamente do movimento indigenista, por intermédio de seu apoio à criação do CEDI e do CIMI – Conselho Indigenista Missionário, da CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.
Outras ONGs mal-intencionadas
Na campanha pró-desarmamento, seu principal parceiro é o Movimento Viva Rio. As seguintes organizações atuam na órbita do CMI:
ICCO – Organização Intereclesiástica para a Cooperação ào Desenvolvimento — sediada na Holanda e mantida por igrejas protestantes européias. Em 1994, seu orçamento anual era de 86,5 milhões de dólares, dos quais 8,1 milhões de dólares foram repassados a ONGs brasileiras. Seus temas prioritários são o desenvolvimento rural sustentável, direitos humanos e ambientalismo.
Brot für die Welt (Pão para o Mundo) — pertencente à Igreja Evangélica na Alemanha. Em 1994, tinha uma receita anual de 100 milhões de dólares, tendo feito doações de 4 milhões de dólares a ONGs brasileiras. Atua basicamente junto a ONGs ligadas a pequenos produtores rurais, povos indígenas, o MST e o MAB – Movimento dos Atingidos por Barragens. Uma de suas atividades no Brasil inclui o que denomina “Diálogo Grande Carajás”.
Christian Aid — baseada em Londres, é mantida por igrejas protestantes européias. Em 1994, seu orçamento anual era de 75 milhões de dólares, tendo feito doações de 2,2 milhões de dólares a organizações brasileiras.
Em dezembro de 1995, em um seminário internacional promovido no Rio de Janeiro pelo Ministério da Justiça, juntamente com o Viva Rio e a Police Foundation dos EUA, o então secretário-geral do Ministério da Justiça, José Gregori, anunciou que a ONG brasileira seria encarregada da elaboração de um “projeto” para orientar a nova política de segurança pública do Governo Federal. Em suas palavras, seria uma doutrina de «segurança cidadã» – para ocupar o vazio deixado pela doutrina de segurança nacional do regime militar.
Um ”micro-desarmamento”…
Entre os dias 13 e 15 de maio de 1998, o Viva Rio, o CMI – Conselho Mundial de Igrejas e a ONG inglesa SaferWorld patrocinaram no Rio de Janeiro um seminário sobre micro-desarmamento – o termo com que tais grupos qualificam o desarmamento civil. O evento reuniu ativistas, acadêmicos e autoridades governamentais de 11 países, com o objetivo de determinar uma pauta geral para a campanha internacional.
No encontro, foram identificadas várias áreas-alvo para o estabelecimento de diretrizes políticas a serem propostas aos governos, entre elas o endurecimento das regulamentações nacionais de armas de fogo e dos controles governamentais sobre a produção e a venda de armas leves.
Participaram do evento representantes oficiais do Ministério da Justiça, Itamaraty, Polícia Federal e gabinete da Presidência da República. Na ocasião, o embaixador Adhemar Bahadian, Secretário-adjunto do Itamaraty, elogiou os promotores do evento e manifestou o desejo de se contar com seu apoio para que os esforços de desarmamento frutificassem rapidamente.
“Garotinho” apoia o desarmamento do cidadão civil
Em dezembro de 1998, representando a embrionária Rede de Ação internacional de Armas Pequenas (IANSA – International Action Network of Small Arms), uma rede de ONGs estabelecida para atuar como uma central de coordenação da campanha internacional de desarmamento, o Viva Rio entregou ao Governador eleito do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, a proposta de uma campanha para o desarmamento radical no Estado, depois abraçada pelo Governador.
A atual campanha encabeçada pelo Viva Rio, deflagrada em maio de 1999, foi desfechada simultaneamente com a assembléia de fundação oficial da IANSA, ocorrida em Haia, Holanda, entre 11/15 de maio, fato do qual Rubem César Fernandes se jactou em uma conferência proferida na Fundação Getúlio Vargas, em 18 de maio. Nos sítios do CMI e da IANSA, ambas as entidades pediram apoio para a campanha de desarmamento brasileira.
Este também se ferrou.
FHC também apoia o desarmamento
Em primeiro de junho do mesmo ano, o então Presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, enviou ao Congresso Nacional o projeto de lei do que viria a ser o Estatuto do Desarmamento, embora este não tenha aprovado a proposta original de proibir totalmente o uso de armas pelos cidadãos comuns, restringindo-as às forças de segurança do Estado e a empresas de vigilância privada.
Em um boletim de imprensa do CMI, divulgado em 19 de maio, Rubem César Fernandes falou sobre o projeto, que ainda não havia sido encaminhado oficialmente: «A vontade política do Presidente da República, bem como a existência de um forte movimento social no País, cria a possibilidade de um exemplo significativo, que poderá ser expandido em uma escala global».
Como se percebe, a campanha brasileira era considerada um autêntico teste de campo para os “engenheiros sociais” do establishment oligárquico e seus serviçais.
A estrutura da campanha
A campanha internacional contra as armas leves tem duas orientações principais:
⇒ Efetuar pressões sobre os Governos Nacionais para a adoção de legislações domésticas altamente restritivas ao uso de armas, adequando-as aos critérios da campanha internacional; e
⇒ O estabelecimento de tratados internacionais sobre a fabricação, uso e transferência, além de um sistema internacional de registro de armas leves, na esfera de entidades como a ONU – Organização das Nações Unidas, OEA – Organização das Estados Americanos e outras.
Estrangeiros por trás de tudo
O financiamento de todo esse esforço pró-interdição, que atinge a casa das dezenas de milhões de dólares, provém da tradicional constelação de fundações de famílias do establishment oligárquico – dentre elas algumas especializadas no tema, como o Ploughshares Fund e a Winston Foundation for World Peace. Uma das ONGs mais importantes da campanha é o BASIC – British American Security Information Council, fundado em 1987, que tem sido um dos mais ativos promotores do desarmamento nas Nações Unidas.
Entre os membros iniciais do seu conselho diretor, destacavam-se: Lorde Denis Healey, ex-membro do Parlamento Britânico durante 40 anos, ex-Secretário de Defesa, ex-Chanceler do Tesouro e membro fundador do Grupo Bilderberg (1954) – o mais alto órgão formal de deliberação do establishment oligárquico – e Paul Warnke, diplomata estadunidense e membro do CFR – Conselho de Relações Exteriores de Nova York, o principal centro deliberativo do establishment nos EUA. A principal financiadora do BASIC, que tem sedes em Londres e Washington, é a Fundação Ford.
Em 1998, um grupo de ONGs integrado pelo BASIC – British American Security Information Council, Anistia Internacional, Oxfam, Pax Christi, SaferWorld, Internation Alert e GRIP – Groupe de Recherche et d’Information sur la Paix, deu início à formação da IANSA – International Action Network of Small Arms, com o propósito de coordenar a campanha de desarmamento em todo o mundo. O manifesto de fundação da rede, em maio de 1999, foi assinado por representantes de 186 ONGs de todos os continentes, entre elas o Movimento Viva Rio.
As ONGs BASIC, SaferWorld e International Alert foram encarregadas de organizar um “secretariado” para a entidade. A propósito do International Alert, sediado em Londres, a organização foi acusada pelo governo de Serra Leoa de apoiar os rebeldes que deram um golpe de Estado no país em 1997. Em julho de 1998, o ministro das Relações Exteriores do Sri Lanka, Lacshman Radirgamar, também acusou a ONG de estar aliada à organização terrorista separatista Tigres de Tarnil.
Objetivos dos anti-armas
Entre os membros fundadores da IANSA – International Action Network of Small Arms, destacam-se, além dos já citados, o CMI – Conselho Mundial de Igrejas, a Fundação Armas para a Paz e o Progresso Humano, a FAS – Federação dos Cientistas Americanos, a Human Rights Watch e os Médicos Sem Fronteiras. O manifesto de fundação da entidade não deixa margem a dúvidas quanto às intenções de seus membros, qualificando-a como «uma rede antiarmas dedicada à eliminação de todas as armas das mãos de civis». Adiante, o texto enfatiza que, «…na nomenclatura da ONU, “armas pequenas” significam rifles, escopetas, pistolas e revólveres e isto não se limita apenas a armas militares».
Entre as diretrizes que orientam as ações da IANSA, destacam-se as seguintes:
⇒ Reduzir a disponibilidade de armas para civis em todas as sociedades;
⇒ Estabelecer regulamentações, treinamentos e supervisão para assegurar o compromisso com padrões internacionais de direitos humanos por instituições estatais, forças armadas irregulares e cidadãos, no uso de armas pequenas;
⇒ Reconhecimento e destruição comprovável de armas excedentes, como parte de missões de paz da ONU;
⇒ Promoção de programas para incentivar os cidadãos a entregar armas de fogo ilegais, inseguras ou indesejáveis;
⇒ Estabelecer e manter inventários nacionais e regionais completos de armas e munições e equipamentos correlatos em poder de forças de segurança e outros órgãos estatais;
⇒ Relatórios regulares ao registro de Armas Convencionais da ONU e apoio à extensão da sua abrangência, para incluir algumas categorias de armas leves;
⇒ Reforçar o papel da sociedade civil no monitoramento de transferência e do uso de armas pequenas nas esferas nacional, regional e internacional;
⇒ Acompanhamento e monitoramento de transferência e movimentações de armas pequenas;
⇒ Estabelecer sistemas políticos e legais para assegurar um efetivo controle e monitoramento civil das forças militares, polícias e outras instituições de aplicação da lei;
⇒ Reduzir os gastos militares ao nível mais baixo possível;
⇒ Desenvolver campanhas locais, nacionais e regionais de educação e percepção pública, destinada a deslegitimizar a posse de armas como parte de um processo de construção de confiança em instituições de segurança pública imparciais;
⇒ Desenvolver normas e instituições internacionais para responsabilizar legalmente por seus crimes os perpetradores de violência, inclusive crimes fomentados pelo Estado;
⇒ Apoiar ONGs e o estabelecimento de capacidade comunitária, particularmente em regiões e localidades onde o uso de armas e a violência sejam mais problemáticos e as ONGs tenham poucos recursos, de modo a facilitar que elas possam desempenhar um papel pleno na IANSA;
⇒ Assegurar que as campanhas, a mídia e o trabalho político mantenham o vínculo humano sempre que possível, por exemplo, “dando um rosto às vítimas”;
⇒ Engajar, quando apropriado, o apoio de figuras públicas respeitadas e populares para transmitir mensagens de campanhas para a mídia e o público; e
⇒ “Estigmatizar” ações de atores estatais e não-estatais percebidos como contribuintes para o problema das armas pequenas e desenvolver estratégicas para incentivar mudanças positivas e de acordo com os padrões internacionais. Os brasileiros poderão reconhecer muitas dessas recomendações nas campanhas de desarmamento em curso no País.
“Governo mundial” e desarmamento
O desarmamento das nações que não integravam o núcleo de poder político do establishment oligárquico já era uma diretriz fundamental das primeiras propostas formais para o estabelecimento de um “governo mundial”, expostas logo após a II Guerra Mundial, quando o monopólio das armas nucleares era detido pelos EUA, então presididos por um vacilante Harry Truman, presa fácil das maquinações daqueles círculos.
Na época, surgiu o Plano Baruch, proposto pelo financista de Wall Street, Bernard Baruch, o qual propunha a entrega de todos os suprimentos de minérios radiativos a uma autoridade central mundial. O Plano Baruch chegou a ser discutido no âmbito da nascente ONU – vista por parte do establishment como o embrião do “governo mundial” pretendido – mas foi rechaçado, em grande medida, graças aos esforços do então chanceler soviético Andrei Gromyko e do delegado brasileiro almirante Álvaro Alberto da Mota e Silva, pioneiro do programa nuclear nacional.
Ao longo da década de 1950, o objetivo direto dos estrategistas do desarmamento era impedir a proliferação das armas nucleares, mantendo-as restritas a um reduzido núcleo de países. Entre os principais líderes do esforço, destacavam-se o filósofo inglês Bertrand Russell e o físico húngaro Leo Szilard, que ajudaram a fundar várias organizações de apoio à tese do “governo mundial” como a APWG – Associação dos Parlamentares para o Governo Mundial, sediada em Londres, as Conferências Pugwash e a FAS – Federação de Cientistas Atômicos.
A ONU está envolvida
Tais esforços mal ocultavam a intenção de estabelecer um regime de “apartheid tecnológico” no planeta, referente ao pleno domínio da tecnologia nuclear e de outras tecnologias avançadas. Daí sairiam os impulsos para o estabelecimento da Comissão de Desarmamento das Nações Unidas, criada em 1952, e para acordos internacionais como o discrirninatório TNP – Tratado de Não-Proliferação Nuclear.
Igualmente, Russell e seus aliados propunham o estabelecimento de um “exército global” sob a égide da ONU, que deveria deter o monopólio das armas de destruição em massa, assim como as armas nucleares, ficando os diversos Estados Nacionais proibidos de possuir nada mais do que forças de defesa local e de segurança interna, dotadas apenas de armas leves.
Essas propostas se refletiram em uma iniciativa do Departamento de Estado dos EUA (Department of State Publication 7277), apresentada no plenário das Nações Unidas em setembro de 1961, sob o título Freedom from War – The United States Program of General and Complete Disarmament in a Peaceful World (Liberdade da guerra: o programa dos Estados Unidos para o desarmamento geral e completo em um mundo pacífico).
Diretrizes desarmamentistas
O documento propunha o estabelecimento de uma Força de Paz das Nações Unidas e um plano de desarmamento mundial que incluía:
⇒ O desmantelamento de todas as Forças Armadas nacionais e a proibição de seu restabelecimento sob qualquer forma, exceto as requeridas para preservar a ordem interna e para contribuições para uma Força de Paz das Nações Unidas; e
⇒ A eliminação de todos os armamentos dos arsenais nacionais, inclusive todas as armas de destruição em massa e os seus meios de lançamento, exceto aquelas requeridas por uma Força de Paz das Nações Unidas e para a manutenção da ordem interna.
Outro item da proposta determinava que «a fabricação de armamentos seria proibida, exceto no tocante aos tipos e quantidades aprovados para uso da Força de Paz das Nações Unidas e aos necessários para manter a ordem interna. Todos os outros armamentos seriam destruídos ou convertidos a propósitos pacíficos».
Alguns nomes
Os principais idealizadores das diretrizes do documento foram: o banqueiro John McCloy, presidente do Chase Manhattan Bank e então presidente do CFR; Arthur H. Dean, chefe da delegação estadunidense nas conferências de desarmamento das Nações Unidas e também diretor do CFR; e Grenville Clark, advogado da alta finança de Wall Street e vice-presidente da ONG UWF – Federalistas Mundiais Unidos. Juntamente com Louis B. Sohn, Clark escreveu o livro World Peace Through World Law (Paz mundial pela lei mundial), publicado em 1958, no qual afirmam que «em nossa era moderna, a obtusa aderência à soberania nacional e a forças armadas nacionais representa uma forma de insanidade que, entretanto, pode ser curada por uma espécie de tratamento de choque». No livro, surge a idéia de uma «Força de Paz das Nações Unidas… que seria a única força militar permitida em qualquer lugar do mundo depois que o processo de desarmamento nacional fosse completado».
Em outro trecho, porém, os autores advertem: «Deve ser reconhecido que mesmo com a eliminação completa de todas as forças militares, restarão necessariamente forças policiais internas substanciais, embora estritamente limitadas, e que estas forças policiais, suplementadas por civis armados com rifles esportivos e armas de caça, poderiam, concebivelmente, contribuir uma séria ameaça a um país vizinho na ausência de uma polícia mundial bem disciplinada e pesadamente armada.»
Eis aí o embrião das atuais propostas de desarmamento militar e civil em todo o mundo. Com a campanha de desarmamento, os adeptos do “governo mundial” pretendem fazer do Brasil um exemplo para a consecução de seus planos hegemônicos. Independentemente de qualquer outra consideração, esta é razão suficiente para que tal projeto seja neutralizado.![]()
Capax Dei
O livro a ler é: «Máfia Verde 2 – Ambientalismo: Novo Colonialismo», dos editores (da Capax Dei Editora, RJ).
Para saber mais sobre o tema, visitar os sites da MSIa/Capax Dei:
http://www.alerta.inf.br/ e http://www.msia.org.br/
Imagens: Husc e revista Self Defense


Prezado Husc, não sei como eles não conseguiram uma vitória pelo sim, porque em assuntos “ambientais” e demarcações exdrúxulas de “terras inígenas”, eles tem levado a melhor.
Não tenho dúvidas que essas “ONGs” estão a serviço do establishment oligárquico internacional, infelizmente, parece que o povo brasileiro só se dará conta disso no dia que os “indios”, sob a “proteção” militar da “ONU”, conseguirem o desmembramento da Amazônia, ou parte dela do teritório brasileiro, quem viver, verá.
Concordo também sobre o que disse sobre a grande mídia, apesar de ser proibido pela nossa constituição, por debaixo dos panos, grande parte dela também está nas mão da oligarquia internacional, as que não estão, têem medo de baterem de frente contra elas, pois sabem que seus tentáculos já dominaram o” poder político”.
Sr. Nelson:
Tudo o que o Sr. disse é perfeito.
Obrigado pelo contato.
Hasta siempre.
Husc
Meus parabéns ao seu site e sobre seus artigos aqui colocados…é de bastante importância pena que existe poucas pessoas que buscam conhecimento correto e verdadeiro…queria agradecer a manter esse blog no ar é da meus parabéns.
Sr. Rafael:
Obrigado pelo contato.
Fico feliz quando encontro boa receptividade em relação a meu site, pois sua manutenção dá, realmente, muito trabalho.
Vou manter o site no ar, procurando melhorá-lo a cada dia. Vc não imagina a quantidade de matérias que ainda disponho para publicação.
Divulgue-o, pois as pessoas, de fato, precisam ser melhor informadas. A midia comum não está do nosso lado.
Vida longa, prosperidade e sabedoria.
Hasta siempre.
Husc