Presidente da ABCM adverte para tramóias climáticas
A presente matéria foi apresentada em 05/06/09 no Boletim Eletrônico do MSIa – Movimento Solidariedade ìbero-Americana. Trata do velho assunto que o movimento ambientalista internacional desenvolve, visando um governo mundial, e com o intuito de impedir o desenvolvimento sócio-econômico do mundo como um todo, mas, principalmente, impedir o crescimento dos países do Terceiro Mundo. O ambientalismo é uma ferramenta geopolítica que cada vez mais dificulta o desenvolvimento das nações, baseado em meias verdades, omissão de fatos, distorção de estatísticas, no cultivo do pânico de um fim-de-mundo próximo etc – coisas essas sem nenhum lastro científico digno de ser levado em consideração, quando não são, simplesmente, mentiras.![]()
Presidente da ABCM adverte contra “tramóias climáticas”
Não tem nada a ver com a salvação do planeta…
Em um artigo publicado no sítio Canal Energia em 28 de maio (“O desenvolvimento da Nação Brasileira e as Mudanças Climáticas”), Fernando Luiz Zancan, presidente da Associação Brasileira do Carvão Mineral (ABCM), chamou a atenção para as importantes reuniões internacionais sobre mudanças climáticas onde, a seu ver, o que está realmente em jogo não é “salvar o planeta”, mas a hegemonia econômica. Para Zancan, o Ministério do Meio Ambiente, ao onerar a economia brasileira impondo a taxação das emissões de dióxido de carbono (CO2), está de fato se alinhando a uma espécie de “novo colonialismo” contra o desenvolvimento da Nação. Em seguida, os principais trechos do artigo.
Preocupações inglesas
«Há muito tempo o governo britânico, que hoje tem 25 pessoas em sua Embaixada no Brasil dedicadas as mudanças climáticas, vem ligando a segurança nacional as mudanças climáticas. Em 17 de abril de 2007, os ingleses pautaram o Conselho de Segurança das Nações Unidas que realizou a sua primeira sessão dedicada às mudanças climáticas. O Colunista do Le Monde, Hervé Kempf, escreveu em abril de 2007 que o aquecimento global se tornou um componente essencial da agenda de segurança nacional dos militares estadunidenses. Tanto que o Centro de Análises Navais (CNA, em inglês) divulgou um relatório intitulado “Segurança Nacional e a Ameaça das Mudanças Climáticas” que recomenda que as mudanças climáticas sejam integradas nas estratégias de segurança nacional do país e diz que os EUA “devem se comprometer com um papel nacional e internacional mais forte para ajudar a estabilizar as mudanças climáticas em níveis que evitem perturbações significativas para a segurança e a estabilidade globais”.»
Restrições só para o pobres
«A União Européia, na liderança das mudanças climáticas, decidiu incluir “critérios ambientais” em todos seus acordos comerciais. Agindo assim e fazendo “lobby ambiental” nos países emergentes, a União Européia alavancará sua economia. Primeiro vendendo as suas tecnologias verdes caras e subsidiadas e, já que as exigências ambientais resultarão em novas barreiras não tarifárias para as exportações dos países em desenvolvimento, protegerá sua indústria dificultando a concorrência. Neste momento, no Congresso americano discute-se taxar produtos importados tendo como base o CO2 usado na sua produção.» [..]
Dinheiro e poder é que estão em jogo
«No momento de importantes negociações internacionais, pois a partir de 2012 expira o Protocolo de Kyoto, as mudanças climáticas passam a ter uma importância fundamental. O que está realmente em jogo não é “salvar o planeta” mais sim a hegemonia econômica. O Brasil é líder em energias renováveis, tem uma matriz energética limpa (quatro vezes mais renovável que a média mundial), portanto tem um crédito ambiental, por outro lado consome três vezes menos energia per capita que os países desenvolvidos. Sendo a energia a base do desenvolvimento de uma Nação, precisará produzir mais energia. Segundo o Plano Nacional de Energia PNE 2030 o Brasil permanecerá líder nas energias renováveis gerando 0,12 t CO2/MWh, quatro vezes menos que a média mundial em um cenário de restrição de carbono no mundo. Nas negociações deste ano, o Brasil deve fazer valer sua soberania, ter uma postura de Nação respeitável com uma posição negocial firme e única. Infelizmente não nos parece que isso esteja acontecendo, pois ao onerar a economia brasileira taxando CO2 como o Ministério do Meio Ambiente está fazendo, estamos abrindo mão de nossa posição e jogando fora a possibilidade de usarmos a poupança externa para nos desenvolver. É o novo colonialismo vigorando na contra mão de nosso desenvolvimento como Nação.»![]()
Movimento Solidariedade Íbero-americana
Para saber mais sobre o tema, visitar os sites da MSIa/Capax Dei:
http://www.alerta.inf.br/ e http://www.msia.org.br/
Imagem: radamesm.files.wordpress.com











