Salutar reação do setor agropecuário ao ambientalismo

Não se pode enganar todo mundo durante o tempo todo. O ambientalismo radical, ferramenta das oligarquias internacionais que visam o governo mundial, está, paulatinamente, cedendo lugar ao descrédito, em virtude do bom senso e das inúmeras demonstrações, dadas pelo próprio sistema ambientalista internacional, de que há uma enorme farsa em torno do assunto, farsa esta que, a cada dia fica mais clara junto à opinião pública. O problema é que, no próprio Brasil, entidades de variadas espécies ainda teimam em ficar do lado dos ambientalistas radicais, para malefício da nação brasileira.




Salutar reação do setor agropecuário ao ambientalismo

Os últimos dias proporcionaram evidências de que uma significativa mudança de percepção sobre as mensagens alarmistas e catastrofistas do ambientalismo radical está em curso no País. Na linha de frente dessa reação está o setor agropecuário – que está empenhado em assegurar que a proposta de reforma no Código Florestal, em exame no Congresso, não aumente ainda mais a carga de óbices ambientais impostos à produção nacional.

Trincheira brasileira

Na edição do dia 24, o jornal Congresso em Foco divulgou uma entrevista com o deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP), mais uma das várias que o combativo parlamentar tem usado para chamar a atenção para as absurdas pressões motivadas por pretextos ambientalistas que têm sido direcionadas contra as atividades produtivas e projetos de infra-estrutura no Brasil. Rebelo, que acaba de criar a Frente Parlamentar Nacionalista, se tornou um verdadeiro especialista no assunto, como parte de seu trabalho como relator da comissão que estuda as mudanças no Código Florestal. Em particular, ele destacou que as grandes ONGs ambientalistas internacionais que atuam no País obedecem a agendas políticas em conluio com governos estrangeiros, que não têm interesse no desenvolvimento de regiões como a Amazônia e o Cerrado.

Na véspera, a Frente Parlamentar Nacionalista reagiu fortemente ao lançamento da campanha “Exterminadores do Futuro”, com a qual a ONG SOS Mata Atlântica pretende divulgar uma lista de parlamentares que apoiam as mudanças no Código Florestal favoráveis às atividades produtivas. Na ocasião, Aldo Rebelo foi contundente, sugerindo um contrataque em um dos pontos fracos do aparato ambientalista: as suas fontes de financiamento. Disse ele: «Se querem nos intimidar, estamos para aqui reagir. Se não sabem dialogar, certamente o Bradesco saberá. As cooperativas podem sugerir aos seus produtores que fechem suas contas no Bradesco».


O Bradesco é um dos principais apoiadores da ONG paulista

Ao mesmo tempo, a Frente lançou o “Prêmio Joaquim Silvério dos Reis”, em referência às motivações políticas das ONGs ambientalistas que atuam em favor de interesses estrangeiros. «Vamos dar essa medalha a quem tiver interesse em prejudicar o Brasil. Quem patrocina essas ONGs são a Volkswagen, a Coca-Cola, a Colgate-Palmolive, estimuladas pelos chiques e famosos de São Paulo», disse Rebelo (Valor Econômico, 24/03/2010).

Demonstrando que não estão habituados a receber golpes com a mesma contundência com que os aplicam, os ambientalistas se queixaram da reação da “Frente”. Como lamentou o diretor de Políticas Públicas da SOS Mata Atlântica, Mario Mantovani, «é uma reação muito maior do que a nossa ação, desproposital, descabida. Essa campanha pode ser um fiasco, está mais na mão deles».


Ameaças veladas e novas reações brasileiras

Em uma clara tentativa de intimidação, Mantovani retrucou dizendo que os membros da Frente estão seguindo «um caminho perigoso, porque tem deputados patrocinados pelas empresas do Klabin», em referência ao presidente da ONG, Roberto Klabin.

Mas a reação não parou por aí. Esta semana, a Confederação Nacional da Agricultura e da Pecuária do Brasil (CNA) promoveu em São Paulo (SP) o Fórum Internacional de Estudos Estratégicos para Desenvolvimento Agropecuário e Respeito ao Clima. Nas palavras do vice-presidente da CNA, Assuero Veronez, o evento se destinou a alertar para que não se cometesse o erro de limitar a expansão da agropecuária no País em nome da proteção ambiental, «sem as devidas convicções científicas».


Bjørn Lomborg do nosso lado

E, numa demonstração de que as entidades nacionais que representam os setores produtivos estão aprendendo algumas táticas dos ambientalistas, o evento contou com duas estrelas internacionais: o estatístico dinamarquês Bjørn Lomborg, autor de obras críticas do alarmismo inconsequente como «O Ambientalista Cético», e o climatologista estadunidense Patrick Michaels, um dos mais ativos opositores dos cenários climáticos catastrofistas.

Em entrevista à Folha de S. Paulo (30/03/2010), Lomborg explicou, sinteticamente, o crescimento do número de pessoas que consideram exageradas as preocupações com o aquecimento global, registrado em várias pesquisas de opinião pública nos EUA e na Europa: «Você não pode assustar as pessoas para sempre».

Pelo andar da carruagem, o mesmo se poderia dizer das campanhas dos radicais “verdes” tupiniquins.

Movimento Solidariedade Íbero-americana



Créditos: Este post é um artigo apresentado no boletim eletrônico do MSIa – Movimento Solidariedade Íbero-americana, nº 64, de 01/04/2010. Introduzi alguns subtítulos para facilitar a leitura.

Para saber mais sobre o tema: visitar os sites da MSIa/Capax Dei: http://www.alerta.inf.br/ e http://www.msia.org.br/ . Mensagens e sugestões, favor enviar para msia@msia.org.br.

Imagem: helenasantini.blog.uol.com.br

Posts Relacionados

Deixe seu comentário