Por que a eletricidade é cara no Brasil
No início de junho, o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, defendeu a redução da carga tributária sobre a energia demandada pela indústria como forma de dar maior competitividade ao setor. Na avaliação de Tolmasquim, o país tem condições de fornecer energia a preços mais competitivos para a indústria, uma vez que a matriz brasileira é predominantemente hídrica e, portanto, mais barata. Ressaltou, contudo, a necessidade de se encontrar fórmulas que não prejudiquem a arrecadação dos estados, o que pressupõe uma “ampla reforma tributária e um novo pacto federativo”
O carvão e o “aquecimento global”
Segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), a China ultrapassou os Estados Unidos no ano passado como o país de maior consumo de energia do planeta. Mesmo que esperado há algum tempo, o impacto simbólico do fato não é trivial, como comenta Fatih Birol, da AIE: «À medida que a China ultrapassa os Estados Unidos [...]
O duplo naufrágio da BP no Golfo do México
A explosão da plataforma petrolífera Deepwater Horizon no Golfo do México, ocorrida em 20 de abril último, seguida do colossal e ainda não contido vazamento de petróleo da perfuração danificada, é duplamente emblemática. Primeiro, porque a empresa responsável pelo poço, a BP, é um dos maiores ícones das velhas práticas coloniais do Império Britânico e ajudou a costurar o quadro de instabilidade geopolítica permanente na região do Oriente Médio. Segundo, por representar também um enlaces diretos da cúpula do Establishment anglo-americano com o movimento ambientalista internacional e suas principais ONGs, estes instrumentos reciclados dos velhos métodos coloniais, voltados para o controle de recursos naturais estratégicos, especialmente energéticos.
Pré-sal e as riquezas nacionais
Em que pesem as reverberações do imbróglio ambiental surgido na esteira do catastrófico vazamento de petróleo ocorrido no Golfo do México, muitos estranharam a pouca repercussão na mídia nacional de um outro fato de grande significado para o País, o início da pioneira produção petrolífera na camada do pré-sal. Como relata em sua coluna econômica de 19 de julho o jornalista Luís Nassif, até mesmo o jornal Financial Times – o “mais importante jornal de negócios do planeta” – publicou ampla matéria sobre o feito da Petrobras.
Fundamentos da Nova Ordem Mundial
Desde o período 1989/1991, que caracterizou o processo de desintegração da União Soviética, a oligarquia anglo-americana considerou que tinha chegado o momento de consolidar a idéia do “governo mundial” sobre os escombros dos Estados Nacionais soberanos.
Aprovada reforma do Código Florestal
Após muitas idas e vindas, a Câmara de Deputados aprovou o Projeto de Lei 1876/99, que versa sobre a reforma do Código Florestal. Por 13 votos a 5, o texto principal do substitutivo do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) foi aprovado pela Comissão Especial que tem analisado a reforma da legislação ambiental. A matéria vai agora para votação em plenário em data ainda a ser marcada.
A Vale, as ONGs e o interesse nacional
Em concorrido evento realizado em São Paulo (SP), em 10 de maio, a Vale lançou oficialmente o seu Fundo Vale para projetos socioambientais na Amazônia. Sete ONGs que atuam fortemente na região – Imazon, Instituto Floresta Tropical, The Nature Conservancy, Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), Instituto Peabiru, Imaflora e Instituto Socioambiental (ISA) – participam da primeira fase do projeto, que conta com o aporte de R$ 51 milhões até 2012.
“Apartheid tecnológico” contra o Brasil
Em visita ao Rio de Janeiro (RJ), no início de maio, o ministro da Ciência e Tecnologia Sérgio Rezende afirmou que a determinação do Brasil para obter uma plena autonomia tecnológica no setor nuclear tem levado governos estrangeiros a dificultar ao País o acesso a componentes para programas tecnológicos avançados.
Algumas lições do Golfo do México
Sabe-se que a “corporatocracia” mundial promove, segundo suas necessidades oligárquicas, catástrofes, crises, revoluções/guerras e até mesmo cataclismas, com o intuito de, depois, usufruir benefícios de toda sorte, convertidos em milhões de dólares, com sua intervenção “salvadora”, sempre com a máscara de ajuda humanitária, de preservação ambiental, de “reconstrução”, e/ou de “restabelecimento” da democracia e promoção do desenvolvimento – junto aos povos/países atingidos por sua fatídica “falta de sorte”.
WWF quer “decapitar” ferrovia Oeste-Leste
No domingo 25 de abril, um grupo de ONGs capitaneadas pelo WWF promoveu um “abraço simbólico” em torno da Lagoa Encantada, em Ilhéus (BA), para protestar contra a criação de um porto privado da empresa Bahia Mineração na Ponta do Tulha, no mesmo município. A alegação dos “verdes” é a de que o empreendimento prevê o desmatamento de uma área de Mata Atlântica preservada equivalente a meio Parque do Ibirapuera, em São Paulo (SP), e que espécies endêmicas, como o macaco-prego-do-peito-amarelo, estariam ameaçadas de extinção.
Brasil: desindustrialização triunfante
Em sua coluna no Valor Econômico de 20 de abril («Os BRIC e Nós»), o ex-ministro Antonio Delfim Netto fez uma advertência sobre as consequências da visão estreita e, não raro, quase triunfalista sobre uma imaginada inevitabilidade do desenvolvimento nacional, se o País se acomodar à “corrente principal” dos fatos mundiais, sem se importar em estabelecer uma agenda que contemple, satisfatoriamente, os interesses do País como um todo. Referindo-se às projeções matemáticas sobre o crescimento dos países do grupo BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), Delfim criticou o entusiasmo exagerado com avaliações que, em suas palavras, «revelam a “esperança” de que eles poderão bastar-se a si mesmos, independentemente do que ocorre com a economia mundial».
ONGs ambientalistas proliferam no Brasil
explosão do número de ONGs – ou entidades do chamado Terceiro Setor – é um fenômeno mundial que vem se acentuando de forma mais visível a partir da década de 1990. Segundo Lester Salamon, da Universidade Johns Hopkins, (EUA), as ONGs já movimentam globalmente o equivalente a US$ 1,9 trilhão por ano (R$ 3,1 trilhões), valor maior o PIB do Brasil (US$ 1,3 trilhão) e, se fosse um país independente, o Terceiro Setor teria sido a oitava maior economia do planeta no ano passado.
Fazendas lá, ambientalistas aqui
Solicitado por vários leitores a voltar ao tema das ONGs, mostrarei a vinculação entre os “fazendeiros” americanos e a atuação de ONGs ambientalistas no Brasil. Trata-se de uma curiosa conjunção entre o agronegócio americano, ONGs ambientalistas (aqui, evidentemente), grandes empresas, governos e “movimentos sociais” no País.
O brado vulcânico da natureza
Os monumentais distúrbios causados pela erupção do vulcão Eyjafjallajökull na Europa, com reflexos em todo o mundo, deveriam proporcionar sérias reflexões sobre a atitude correta que a Humanidade precisa tomar diante dos fenômenos e transformações do mundo natural, em especial, quanto à definição dos que merecem realmente ações coordenadas em escala global e a melhor resposta a eles.
Histórico da batalha de Belo Monte
Este post, de 15/04/2010, publicado no boletim eletrônico do MSIa é anterior ao leilão da usina de Belo Monte, que já se realizou, tendo saído vencedor o Governo Brasileiro, com a adjudicação da obra ao consórcio de empresas que executarão a obra. De qualquer forma o artigo é pertinente para dar uma idéia dos precedentes relativos a este episódio de Belo Monte, que terminou com a vitória brasileira frente os interesses oligárquicos estrangeiros envolvidos.
O Código Florestal e o descrédito das ONGs internacionais no Brasil
O movimento ambientalista internacional não vive os seus melhores dias no Brasil, na medida em que setores organizados da sociedade começam a reagir às suas intrusões antidesenvolvimentistas. Na semana passada, parlamentares da Frente Parlamentar da Agropecuária solicitaram à diretoria do Banco do Brasil que suspendesse um protocolo firmado entre o banco e o WWF-Brasil, para que este elaborasse, em parceria com a Fundação Banco do Brasil e a Agência Nacional de Águas (ANA), programas de preservação de mananciais na agricultura e de reciclagem de lixo em cidades.
Ecologia econômica ligada a escusos e obscuros interesses econômicos
Belo Monte – uma hidrelétrica projetada para ser construída no Rio Xingu, no Pará. Os movimentos sociais e as lideranças indígenas da região são contrários à obra porque consideram que os impactos socioambientais não estão suficientemente dimensionados. Em outubro de 2009, por exemplo, um painel de especialistas debruçou-se sobre o EIA (Estudo de Impacto ambiental) e questionou os estudos e a viabilidade do empreendimento.
Aquecimento Global: países não cumprirão metas
Todo mundo deve ter uma meta, um objetivo na vida a ser seguido. Criar metas faz parte de toda pessoa responsável e preocupada com seu futuro. Países também criam metas, mas na grande maioria dos casos, são esquecidas. Claro, existem alguns exemplos de sucesso, como metas de inflação do BC brasileiro, metas de crescimento do governo Chinês e metas de redução de emissão de dióxido de carbono da Alemanha. E todo sucesso no respeito às metas se dá pela vigilância ao cumprimento pré-estabelecido, pela seriedade e controle dos atos e sobretudo pela vontade de atingir as metas.
Fraude do aquecimento global discutida em SP
A despeito da consolidação de uma verdadeira indústria em torno do controvertido tema do aquecimento global antropogênico, nas últimas duas décadas, uma janela de oportunidade está se abrindo para reconduzir o assunto ao campo da ciência não engajada e do bom senso. A avaliação é do geólogo Geraldo Luís Lino, membro do conselho editorial deste boletim e autor do livro «A Fraude do Aquecimento Global: como um fenômeno natural foi convertido numa falsa emergência mundial».
Desabafo de um doutorando: Amazônia invadida por estrangeiros
Segue abaixo o relato de uma pessoa conhecida e séria, que passou recentemente em um concurso público federal e foi trabalhar em Roraima. Trata- se de um Brasil que a gente não conhece. As duas semanas em Manaus foram interessantes para conhecer um Brasil um pouco diferente, mas chegando em Boa Vista (RR) não pude resistir a fazer um relato das coisas que tenho visto e escutado por aqui. Conversei com algumas pessoas nesses três dias, desde engenheiros até pessoas com um mínimo de instrução.