Taxas “verdes” para os transportes aéreo e marítimo

Uma demonstração das mais preocupantes de que o interesse principal das negociações climáticas está no aspecto financeiro é a imposição de taxações às emissões de carbono dos transportes aéreo e marítimo, alegadamente, para prover recursos para o natimorto “Fundo Verde” (e, evidentemente, ajudar a sobrevida do mercado de créditos de carbono). As primeiras já deverão entrar em vigor no âmbito da UE, a partir de janeiro próximo.

É hora de mudar a agenda ambiental global

O desfecho da Conferência de Durban, a COP-17, reforça a percepção que se tem diante dos demais aspectos da crise global, referente ao abismo que separa as agendas políticas prevalecentes na maior parte do planeta dos fatos do mundo real, que influenciam o cotidiano e as aspirações e necessidades da grande maioria das sociedades. De fato, ao se observar o enorme empenho colocado na preservação da irracional agenda de “descarbonização” da economia mundial, com uma sobrevida comercial ao Protocolo de Kyoto e o estabelecimento de uma “declaração de boas intenções”, que prevê a adoção global de cotas de emissões de carbono para 2020, só se pode lamentar a profunda perda de contato com a realidade por parte de setores que deveriam liderar as sociedades na busca de uma superação da crise global.

De Durban ao Rio: o esgotamento da agenda ambiental

O governo da presidente Dilma Rousseff está colocando grandes expectativas na realização da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a chamada Rio+20, no Rio de Janeiro, em junho de 2012. Por conta dela, considerada o maior evento internacional do mandato da presidente, o Palácio do Planalto e o Itamaraty estão tomando todas as precauções para não criar atritos e contenciosos na área ambiental, que possam prejudicar a pretendida posição de “potência ambiental” que alguns pretendem atribuir ao País. Tal inclinação tem se refletido, entre outros exemplos, no endurecimento de certas posições do governo em relação à reforma do Código Florestal que está sendo discutida no Congresso, sendo a conferência citada frequentemente como justificativa.

Negócios “climáticos”

Em todo o mundo, os setores empresariais têm incorporado os preceitos ambientais em suas estratégias de negócios. Muitas vezes, como resultado de uma efetiva conscientização sobre a necessidade de compatibilização das atividades econômicas com requisitos racionais de proteção do meio ambiente ou do próprio desenvolvimento dos processos produtivos. Outras, visando o aproveitamento das oportunidades de negócios criadas por imposições da legislação ambiental ou pelas inclinações ambientais da sociedade. Ou, ainda, pela necessidade de apresentar uma imagem “ambientalmente amigável” diante de autoridades, clientes, parceiros e da opinião pública em geral. Por tais motivos, compreensivelmente, é pouco comum que empresários, individualmente ou por intermédio de suas entidades representativas, manifestem qualquer contestação ao ambientalismo, mesmo quando suas atividades sejam prejudicadas por medidas ou ações baseadas em interpretações radicais, legais ou não, dos princípios ambientais. O Brasil não é exceção à regra.

Conferência “Collor + 20″?

Duas décadas depois da conferência Rio-92, que consolidou as diretrizes ambientalistas na agenda política internacional, o Brasil volta a sediar outro evento semelhante e, não menos, apresta-se a uma questionável posição de “liderança” de um processo que, a todas as luzes, necessita de uma urgente revisão, por conta dos seus inegáveis desvios e excessos. Em 1992, o governo de Fernando Collor de Mello manteve a submissão passiva e acrítica do Brasil à agenda ambientalista-indigenista internacional, aprofundando uma tendência que teve início com seu antecessor, José Sarney, e seria consolidada nos de seus sucessores, até o presente. Agora, estamos diante do risco de que a gestão da presidente Dilma Rousseff assuma novos compromissos lesivos aos interesses do País, na Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), que se realizará no Rio de Janeiro, em junho de 2012.

A vaca ecologicamente correta e o Carnaval brasileiro

Aqui está a coitada da vaquinha ecologicamente correta. Essa turma “eco-ambientalóide assim meio de esquerda tom verde sustentável”, é ruim que só! Pobrezinha da vaca! Que maldade. Enfiaram-lhe um tubo no fiofó e os flatos vão para o reservatório rosa-medonho . Se ao menos, pintassem ela de verde, nem precisaria ser de verde sustentável, poderia até ser verde limão, abacate, manga espada,…qualquer um, desde que seja uma fruta, é isso aí, fruta! Tem que ser! Fruta é natureba! A tinta deveria ser à base de capim-não gordura, é óbvio, com aprovação do IBAMA e certificado do Greenpeace, e não faria mal nenhum aos animais. Provavelmente mais um produto Natura.

Ciência reprova “telhados brancos” em SP

Por iniciativa do vereador Antonio Goulart (PSD-SP), a Câmara Municipal de São Paulo promoveu um debate sobre o tema “Telhados brancos: problema ou solução?”, para discutir o projeto de lei de sua autoria que propõe a pintura de branco de tetos e telhados na cidade, para ajudar a combater os efeitos do aquecimento global. Embora o projeto tenha sido aprovado em primeira votação, em novembro de 2010, as manifestações contrárias de cientistas e pesquisadores, que apontavam a falta de base científica para a iniciativa, levou Goulart a promover o debate.

Congresso discute visões opostas sobre mudanças climáticas

Na terça-feira 20, a Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional da Câmara dos Deputados, por iniciativa do deputado federal Paulo César Quartiero (DEM-RR), promoveu um debate sobre a influência do aquecimento global na agricultura mundial e na Amazônia brasileira. Os debatedores convidados foram o agrônomo Judson Ferreira Valentim, diretor regional da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no Acre, o climatologista Luiz Carlos Molion, da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e o geólogo Geraldo Luís Lino, membro do conselho editorial deste boletim.

VIDEOS – MOLION: FENÔMENOS CLIMATOLÓGICOS E OS GRANDES CENTROS URBANOS

Neste post são apresentados quatro videos do Professor, da Universidade Federal de Alagoas, Luiz Carlos Baldicero Molion, no Seminário Fenômenos Climatológicos e os Grandes Centros Urbanos, realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte, MG (27-28/10/2010), postados no YouTube pela Conecta BH, em dezembro de 2010.

Thomas Lovejoy “strikes again”

Há décadas, o biólogo estadunidense Thomas Lovejoy é um dos influentes integrantes das campanhas do movimento ambientalista internacional na Amazônia brasileira. Entre as suas contribuições, foi o idealizador da esdrúxula proposta de trocas de “dívida-por-natureza” (debt-for-nature swaps), que permitiria o abatimento de parcelas das dívidas externas de países dotados de grandes áreas florestais em troca de compromissos com a preservação destas. Embora não tenha proliferado, a proposta foi o embrião dos dispositivos financeiros que, atualmente, seduzem governos – como o brasileiro – para aderir a mecanismos compensatórios semelhantes, sob pretexto do combate ao aquecimento global.

“Potência verde” avança com o REDD… mas rateia com a infraestrutura

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) divulgou, na semana passada, o documento-síntese para a preparação da estratégia nacional para a consolidação do esquema de Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal, conhecido pela sigla REDD. O documento reúne as conclusões de uma série de consultas realizadas pelo MMA no segundo semestre de 2010, referentes às políticas públicas federais, iniciativas estaduais e princípios e critérios socioamentais propostos pelo movimento ambientalista, além de princípios operacionais para o funcionamento do mecanismo (IPAM, 5/08/2011).
Enquanto as considerações com a agenda ambientalista ocupam lugar de destaque na pauta política brasileira, a incomparavelmente mais relevante expansão e modernização da infraestrutura física continua deixando a desejar. As deficiências do setor se mostram, em especial, na insuficiência de investimentos, que foram de apenas 2,32% do PIB ao longo da última década, inferiores ao mínimo considerado necessário para evitar a deterioração dos sistemas, de 2%, e bem abaixo dos investimentos de outras economias emergentes, como a China (13,4%), Índia (6%), Tailândia (15%), Vietnã (11%) e Chile (6,2%) (O Estado de S. Paulo, 2/08/2011).

Telhados brancos, benefícios obscuros

Um grupo de cientistas e pesquisadores paulistas está encabeçando uma reação à chamada “Lei dos Telhados Brancos”, a qual determina que todos os tetos e telhados da cidade sejam pintados de branco, para ajudar a combater o aquecimento global. A lei já foi aprovada em primeira votação pela Câmara Municipal de São Paulo, em dezembro de 2010, e se aprovada em definitivo e sancionada pela Prefeitura, obrigará todos os proprietários de imóveis a cumprir as suas determinações em até 180 dias após a sua data de efetivação.

“Um fracasso generalizado do método científico”

Um dos fatores mais relevantes e menos percebidos da presente crise global é o crescente abandono do método científico que a Humanidade levou milênios para desenvolver, trocado por um enfoque míope e limitado de “ciência por consenso”, cujo impacto na formulação das políticas públicas de ciências e tecnologias tem sido devastador. De fato, ao vincular a “corrente principal” das atividades científicas a agendas determinadas política e ideologicamente – como no caso exemplar dos estudos climáticos – essa tendência acaba criando um processo autoalimentado de supressão de quaisquer evidências que contrariem dogmas estabelecidos e “consensualmente” aceitos pela mainstream.

Mundo real contraria discurso “aquecimentista” outra vez

A despeito da popularidade do discurso sensacionalista sobre as questões climáticas, que atribui às atividades humanas o aumento das temperaturas atmosféricas observado desde o século 19, a cada momento o mundo real se encarrega de contestar as afirmativas alarmistas dos porta-vozes do “aquecimentismo” – tendência convertida numa virtual indústria autossustentável. Vale a pena rever algumas delas, dadas a conhecer nos últimos dias.

“Imperativo Extraterrestre” para antecipar terremotos

Uma das principais façanhas do movimento ambientalista foi a disseminação de uma visão intrinsecamente pessimista sobre as perspectivas de modernização econômica oferecidas pelos processos de industrialização, implementados no pós-guerra por um grande número de países em desenvolvimento. Este fato não foi casual, pois era uma das finalidades para as quais o ambientalismo, como ideologia e linha de ação política, foi criado por círculos do establishment oligárquico anglo-americano, na década de 1960, como demonstrado por numerosas evidências de domínio público.

ONU busca apoio de Hollywood contra críticos do “aquecimentismo”

Como tem sido observado por muitos comentaristas, a visão alarmista sobre os fenômenos climáticos ainda prevalecente entre a opinião pública mundial tem sido bastante influenciada pelos filmes-catástrofe de Hollywood, entre os quais a peça de ficção estrelada pelo ex-vice-presidente estadunidense Al Gore, Uma verdade inconveniente, premiada com o Oscar de melhor documentário de 2007. Este fato acaba de ser evidenciado por ninguém menos que o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-Moon.

Carta aberta: a verdade sobre a mudança climática

Na «Carta Aberta aos Deputados e Senadores dos EUA: A Verdade Sobre a Mudança Climática», geofísicos, meteorologistas, engenheiros e ecologistas contestam o alarmismo dos ecofascistas, e citam estudos que refutam cada uma das asseverações desta turba, e garantem: «os trabalhos referenciados fornecem uma resposta exatamente oposta à do aquecimento global, ou seja, apontam os efeitos benéficos para a biosfera trazidos pelo aumento das temperaturas e dos níveis de CO2».

Energias “limpas” enfrentam turbulências na Europa

Enquanto o município e o estado do Rio de Janeiro criam, respectivamente, uma Subsecretaria de Mudanças Climáticas e uma Secretaria de Economia Verde, na Europa, as iniciativas energéticas baseadas no falacioso conceito da “descarbonização” se veem às voltas com sérios problemas, originados pela crescente percepção dos seus altos custos e reduzida eficiência em comparação com as fontes tradicionais. Ironicamente, os questionamentos e mudanças de rumo mais drásticos têm ocorrido nos dois países europeus mais empenhados na difusão do movimento ambientalista, a Holanda e o Reino Unido.

O inacreditável “esverdeamento” da Campanha da Fraternidade

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) acaba de prestar um grande desserviço à sociedade brasileira, ao dedicar a Campanha da Fraternidade 2011 à agenda ambientalista da “descarbonização” da economia, com o tema “Fraternidade e a Vida no Planeta”. Com isto, a CNBB não apenas se equipara a organizações não-governamentais (ONGs) internacionais, como o Greenpeace, o Fundo Mundial para a Natureza (WWF) e outras, na condição de instrumento político de uma campanha contra o progresso, como também contraria frontalmente as esclarecidas posições que o Vaticano tem manifestado sobre os temas ambientais, por meio de altos dignitários da Igreja, inclusive, o próprio Papa Bento XVI.

Chuvas de verão: onde está o “Princípio da Precaução”?

A devastação causada pelas chuvas deste verão integra uma longa lista de acontecimentos semelhantes e corre o risco de logo ser esquecida, até repetir-se nos anos vindouros. Porém, ela deveria ensejar uma reflexão sobre as distorções de percepção com que autoridades e grande parte do público avaliam as interações entre as atividades humanas e o meio ambiente.

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