Fusão nuclear pode estar mais próxima do que se pensa
O desenvolvimento da fusão nuclear para a geração de eletricidade, como já é feito com os reatores de fissão nuclear, tem sido perseguido desde a década de 1950, até agora, sem sucesso. A maioria dos projetos em curso utiliza a tecnologia conhecida como tokamak, originada na antiga URSS, que emprega grandes eletroímãs para a geração de fortes campos magnéticos de forma toroidal (semelhante a um pneu), em cujo interior ocorrem as reações de fusão de isótopos de hidrogênio, com a liberação de energia. O problema é que, até hoje, nenhum deles conseguiu gerar mais energia que a consumida no processo. A mais importante dessas iniciativas é o Reator Termonuclear Experimental Internacional (ITER, na sigla em inglês), projeto multinacional sediado na França, que acaba de inaugurar o seu edifício sede e pretende iniciar as suas experiências em meados da década de 2020 (Alerta Científico e Ambiental, 24/01/2013).
Munique 2013: muita discussão – e confusão – sobre o futuro do planeta
A 49ª. Conferência sobre Segurança de Munique, realizada em 1-3 de fevereiro, foi a maior edição do encontro em toda a sua história. De fato, o evento contou com a presença de mais de 400 políticos e especialistas provenientes de todas as partes do globo, além de cerca de 700 jornalistas. Mas o que costumava ser uma reunião de especialistas em defesa e segurança que gravitavam em torno da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), com a finalidade de definir as principais questões e potenciais soluções por vias “não-diplomáticas”, viu a sua dinâmica mudar totalmente este ano: desta vez, a “cena pública” parece ser muito mais importante que outrora. Com efeito, pode-se dizer que isso se refletiu na falta de debates profundos – com a possível exceção de alguns encontros privados nos bastidores.
Frente às “guerras por recursos”, urge uma aliança estratégica Pemex-Petrobras
Declaração do Foro de Guadalajara Os centros financeiros anglo-americanos estão engajados em uma nova ofensiva para consolidar uma segunda onda de reformas neoliberais nos principais países ibero-americanos, com os consabidos argumentos de aumento da eficiência econômica e acesso à modernidade. Na verdade, é quase uma repetição das “receitas” oferecidas na década de 1990, durante os [...]
Onde foi parar o aquecimento global?
A revista alemã Der Spiegel, o mais importante semanário do país, sempre foi uma das principais divulgadoras europeias dos cenários alarmistas sobre as mudanças climáticas. Por isso, quando o seu editor de Ciências escreve um artigo sobre a perplexidade de alguns cientistas diante da falta de correspondência entre os prognósticos dos modelos climáticos e os fatos observados no mundo real, convém prestar atenção.
Fiasco global da “energia limpa”
A derrocada das ilusões com as fontes energéticas ditas “renováveis” se espalha por todo o mundo. Além da União Européia (UE), o bloco que mais investiu na geração de eletricidade com fontes eólicas e solares, também a China, apontada como futura líder do setor, confronta a realidade dos altos custos e da inadequação técnica de tais alternativas. Enquanto isso, um dos grandes investimentos anunciados pela União Européia nas energias “verdes”, o projeto Desertec, também enfrenta um estrondoso fracasso, diante da fuga de investidores.
Por que a África continua a sangrar
Um estudo recém publicado pelos economistas Léonce Ndikumana, diretor do Departamento de Pesquisas sobre Desenvolvimento do Banco de Desenvolvimento Africano, e James K. Boyce, da Universidade de Massachusetts, com o sugestivo título «Como Estrangeiros Ricos e Africanos Gananciosos Sangram o Continente», oferece uma oportuna reanálise das mazelas africanas.
COP-18: mudanças climáticas não são mais prioridade
Um empate em zero a zero. Para o ex-ministro do Meio Ambiente e Florestas da Índia, N.R. Krishnan, a analogia futebolística representa o cenário mais provável para o desfecho da 18ª. Conferência das Partes (COP-18) da Convenção Quadro sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas (UNFCCC), que começa na próxima segunda-feira 26, em Doha, Catar. Em um artigo publicado em 22 de novembro, no jornalThe Hindu, apropriadamente intitulado “As mudanças climáticas não são mais prioridade”, ele considera que as expectativas sobre a conferência são reduzidas, principalmente, pelo fato de os EUA e a União Europeia (UE) estarem concentrados na recuperação de suas economias.
Oriente Médio: a “carta russa”
Em meio às incertezas e à volatilidade do cenário estratégico e político do Oriente Médio, um fator adicional deve ser levado em conta: o retorno em grande estilo da Federação Russa ao xadrez geopolítico regional. Em sua coluna de 9 de outubro, no blog Indian Punchline, o sempre atento ex-diplomata indiano M.K. Bhadrakumar proporciona uma oportuna síntese da renovada presença da diplomacia do Kremlin na conturbada região: um multibilionário pacote de armamentos para o Iraque; uma importante reunião com a Arábia Saudita e os emirados do Golfo; uma cúpula com a Turquia; e uma reunião de alto nível no Cairo.
“Cartilha climática” é desserviço à Ciência e desperdício de dinheiro público
As autoridades científicas do governo brasileiro acabam de dar mais uma demonstração de que o alarmismo climático se mantém com excelente saúde e perspectivas de uma prolongada permanência no País, com poucos riscos de que a sua posição hegemônica se veja ameaçada pelos críticos do chamado aquecimento global antropogênico (AGA). No último dia 3 de outubro, como parte das atividades da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia 2012, a Rede CLIMA e o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Mudanças Climáticas (INCT-MC) lançaram um livreto para “apresentar, em linguagem acessível, a fundamentação científica das mudanças climáticas, embasada no conhecimento mais atualizado existente sobre o assunto. (INPE Notícias, 3/10/2012).
Al Gore abandona investimentos “verdes” – mas continua estrela
Al Gore pode não ter conseguido chegar à Casa Branca, devido às escandalosas fraudes ocorridas nas eleições presidenciais de 2000 e à decisão da Suprema Corte, que concedeu, por um único voto, a vitória ao seu rival George W. Bush. Porém, o ex-vice-presidente estadunidense não tem do que se queixar, pois tem se dedicado a uma autêntica cruzada global contra as emissões de carbono que, além do Oscar de melhor documentário e do Prêmio Nobel da Paz de 2007, lhe rendeu uma multimilionária conta bancária e uma projeção internacional que chega a ofuscar a do seu colega de governo Bill Clinton. Entre outras iniciativas, Gore fundou a empresa Generation Investment, para promover investimentos em “tecnologias verdes”.
México: o imbróglio anglo-espanhol da Pemex
A decisão soberana da Argentina, de retomar o controle majoritário da empresa energética YPF, provocou uma inusitada reação do presidente mexicano Felipe Calderón, que deixou de lado toda a cautela diplomática, para se pronunciar a respeito. Disse ele: “Ninguém em seu juízo perfeito investe em países que expropriam investimentos.” Com isto, quis reafirmar que seu governo se mantém fiel aos acordos de estilo neocolonial estabelecidos com os interesses anglo-americanos e seus espadachins espanhóis, que cavalgam em vários campos mexicanos, do financeiro ao energético.
Rio+20 à luz da agenda dos BRICS
A recente cúpula dos BRICS refletiu essa tendência, como se percebe nos parágrafos da Declaração de Nova Délhi referentes aos temas ambientais. Vejamos os trechos mais relevantes, na versão divulgada pelo Itamaraty.
OCDE embarca no trem da “economia verde”
Entre as grandes instituições multilaterais, a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) era uma das poucas que ainda não havia embarcado plenamente no comboio do ambientalismo, elevado à condição de diretriz fundamental de organização das sociedades e economias. Agora, não mais. Na semana passada, a entidade que representa as economias mais industrializadas do mundo se uniu em grande estilo ao comboio da “economia verde”, com a divulgação de um relatório alarmista sobre as perspectivas ambientais do planeta em meados do século, caso não sejam tomadas medidas preventivas imediatas – evidentemente, baseadas em “soluções de mercado”.
Os belos e Belo Monte
Pois estimados leitores cá estamos, dependendo de onde estamos. Se estivermos em São Paulo, por exemplo, podemos aproveitar das maravilhas da Balada Literária, a criação do Marcelino Freire, para mostrar que evento de literatura pode, sim, pode, ser muito legal, ter altíssima qualidade, e, ora vejam, ser grátis. Basta querer que todo mundo que queira entrar entre, não é mesmo?
Movimento Gota d’Água: inocência ou má-fé?
Assisti ao Globo News em Pauta, nesta semana, onde um representante do Movimento Gota D’Água, um ilustre e desconhecido ator/diretor de cinema chamado Sergio Marone, se apresentou defendendo a paralisação da construção da usina hidrelétrica de Belo Monte. Fiquei abismado com o desconhecimento do assunto por parte do dito senhor. Ele disse não ser especialista no assunto – e isso só bastaria para ele se abster de tecer qualquer tipo de comentário sobre o tema.
“Dentistas” e “doutores” polemizam sobre mudanças climáticas
Em qualquer discussão ou debate, quando um dos participantes recorre ao argumento da autoridade, seja hierárquica ou de qualificações acadêmicas, para tentar se impor aos opositores, a provável motivação de tal atitude é a falta de argumentos convincentes. Esta constatação, que todos já presenciaram em várias oportunidades, não tem estado ausente nos debates sobre as mudanças climáticas. De fato, é frequente entre os defensores da hipótese “antropogênica” do aquecimento global, que costumam recorrer ao argumento da autoridade em face da absoluta inexistência de evidências físicas que comprovem a sua hipótese.
Brasil: proteção e projeto nacional
A palavra “protecionismo” e suas variantes ganharam uma conotação anacrônica, como se quem a proferisse estivesse fora de sintonia com os ventos modernizantes da “globalização”. No Brasil, é comum verem-se editoriais e comentários midiáticos empregando-as de forma quase pejorativa, sugerindo que o seu uso já seria suficiente para se rotular alguém como um retrógrado ou saudosista de tempos idos. Não obstante, países com governos mais assertivos têm tomado medidas ostensivamente protetoras de seus setores produtivos, ou pelo menos parte deles, demonstrando que colocam seus interesses acima da retórica.
Rússia busca parcerias para desenvolver Extremo Oriente
Enquanto os EUA e seus aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) se empenham em prolongar o ambiente da Guerra Fria, estabelecendo um cerco estratégico à Federação Russa, Moscou busca parceiros interessados em ajudá-la em promover o desenvolvimento socioeconômico dos vastos e ermos territórios do Extremo Oriente Russo. Para tanto, diante da atitude geral pouco cooperativa e até mesmo hostil do Ocidente, o Kremlin se volta para o Oriente.
Britânicos “caem na real” energética
No confronto entre a ideologia ambientalista e o peso da realidade econômica, esta última está começando a se impor, pelo menos no Reino Unido, onde as ambiciosas políticas de combate às mudanças climáticas estão em xeque, em vista da crise econômica e do crescente descrédito frente ao alarmismo climático. Ao mesmo tempo, aumenta o número dos que defendem alternativas economicamente mais interessantes e sensatas, como a exploração do gás de folhelhos (shalegas) e a construção de usinas nucleares e a gás natural.
Brasileiros pagarão energia mais cara para subsidiar eólicas
A eletricidade ficará mais cara para os brasileiros, com o objetivo de proporcionar subsídios à expansão da energia eólica no País. Em 13 de dezembro, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu conceder um aumento de 0,4% nas tarifas domésticas de eletricidade, a partir do próximo ano, para ampliar o custeio do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), para o valor total de R$ 2,252 bilhões – um aumento de 25,59% em relação ao deste ano.