James Cameron, o “exterminador” da Amazônia

Indiscutivelmente, o evento mais pitoresco da semana passada no campo ambientalista foi o Fórum Internacional de Sustentabilidade, o ruidoso convescote realizado em Manaus (AM), em 26 e 27 de março. Seu objetivo ostensivo foi reforçar o argumento da vinculação entre a conservação da Floresta Amazônica e o clima global, abrindo caminho para os lucrativos esquemas financeiros envolvendo os chamados “créditos de carbono”.

O neoprotecionismo é verde

Esta matéria apresenta o jogo financeiro, geopolítico e econômico que está por trás, não só da “crise” ambiental global provocada pelos oligarcas do Hemisfério Norte, como também pelas soluções que pretendem tomar, mormente em relação aos países do Terceiro Mundo. Criam-se emergências e depois surgem os “salvadores da situação”, vendendo, obviamente as soluções – “pacotões” tecnológicos ou financeiros – com o intuito de “auxiliar” os mais vulneráveis. Esse á um jogo antigo.

USAID faz parceria verde com índios na Amazônia

Mais uma vez o governo dos EUA, através da USAID, usa o aquecimento global, via “créditos de carbono” para firmar seus interesses no Brasil. Este artifício, que está na moda como uma das “soluções” para a “salvação do planeta”, foi instituído, na verdade, para obstaculizar o desenvolvimento sócio-econômico dos países “periféricos” – e permitindo que os países “centrais” paguem para continuar a poluir e manter seu atual status megalômano de consumo e conforto.

Copenhague – Climagate e convescote

A conferência climática de Copenhague há muito vem sendo anunciada como um fracasso total. A farsa do aquecimento global antropogênico já é do conhecimento de todo mundo, e mais do que sabida como uma manobra das oligarquias mundiais no sentido de inibir o crescimento sócio-econômico, principalmente, dos países do Terceiro Mundo, chamados hoje, pejorativamente, de “periferia”. Este artigo, oriundo do boletim eletrônico do Movimento de Solidariedade Íbero-americana é de antes da conferência (nº 54, de 10/12/2009) e, brevemente, postaremos um artigo sobre o “depois” da conferência. Nele, é relatado o escândalo que ficou sendo chamado de “climagate”. “Convescote” quer dizer “piquenique”.

Sequestro de carbono – chega de insânia aquecimentista

Este é um artigo (na íntegra) publicado na revista eletrônica do MSIa – Movimento Solidariedade Íberoamericana, de 19/08/2009 (número 33), publicado antes da reunião de Copenhague. Os créditos de carbono, que já estão sendo negociados em “bolsas” especificamente criadas para esse fim, não passam de, por um lado, pelos que emitem dióxido de carbono, uma permissão para continuar poluindo, pagando para isso, e os que vendem esses créditos, são os países que evitam a utilização de combustíveis fósseis e, assim, têm limitadas, drasticamente, suas possibilidades de crescimento, pois, ou não usam essa forma de energia, ou usam outra de custo infinitamente superior ao do petróleo, carvão e gás natural. A negociação dos chamados “créditos de carbono” é, pois, uma imposição derivada do poderio econômico das nações industrializadas, as ditas nações “centrais”, e uma forma de inibir o desenvolvimento das chamadas, pejorativamente, nações “periféricas” – e, dentre estas últimas, está o Brasil, que, ingenuamente, está alimentando esse tipo de transação espúria. E o ambientalismo internacional, obviamente, está por trás disso tudo.

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