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	<title>Blog do Ambientalismo &#187; Desarmamento</title>
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	<description>O que você precisa saber sobre Ambientalismo, Indigenismo e Governo Mundial</description>
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		<title>Outro referendo?</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/outro-referendo/</link>
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		<pubDate>Sat, 30 Jul 2011 14:27:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Governo mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Desarmamento]]></category>
		<category><![CDATA[ONGs]]></category>
		<category><![CDATA[Política nacional]]></category>

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		<description><![CDATA[Este Editorial da Revista Magnum refere-se às consequências políticas decorrentes da chamada “chacina de Realengo”, ocorrida em 07/04/2011, na Escola Municipal Tasso da Silveira, no bairro de Realengo, Zona Oeste do Rio de Janeiro, quando 12 crianças, entre 12 e 14 nos, foram mortas por um ex-aluno, um desequilibrado mental, de 23 anos, Wellington Menezes de Oliveira. Além das vítimas fatais, outras 11 crianças tiveram de ser internadas com ferimentos à bala. Cercado por PMs, ele se matou com um tiro na cabeça – segundo a polícia. Como não podia deixar de ser, logo em seguida, inúmeras pessoas e entidades – dentre as quais, obviamente, a ONG Viva Rio, que não poderia perder essa oportunidade... – na mídia, começaram a colocar a culpa da tragédia nas armas de fogo, como se aquelas usadas pelo assassino tivessem vontade própria e, independentemente do criminoso, tivessem tomado a iniciativa de matar as crianças, ou, quem sabe, de tê-lo forçado a cometer os assassinatos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-23cJpegMini.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-9605" title="harpia-23cJpegMini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-23cJpegMini.jpg" alt="" width="100" height="55" /></a><span style="color: #000080;"><strong>Este Editorial da Revista Magnum refere-se às consequências políticas decorrentes da chamada “chacina de Realengo”, ocorrida em 07/04/2011, na Escola Municipal Tasso da Silveira, no bairro de Realengo, Zona Oeste do Rio de Janeiro, quando 12 crianças, entre 12 e 14 nos, foram mortas por um ex-aluno, um desequilibrado mental, de 23 anos, Wellington Menezes de Oliveira. Além das vítimas fatais, outras 11 crianças tiveram de ser internadas com ferimentos à bala. Cercado por PMs, ele se matou com um tiro na cabeça – segundo a polícia.</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/07/realengo.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-10375" title="realengo" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/07/realengo-300x168.jpg" alt="" width="300" height="168" /></a><strong>O encerramento do massacre foi executado graças à intervenção dos nossos bravos soldados da PM. Parabéns a eles, que tanto lutam e são tão criticados pela mídia.<br />
</strong></p>
<p><span style="color: #000080;"><strong>Como não podia deixar de ser, logo em seguida, inúmeras pessoas e entidades – dentre as quais, obviamente, a ONG Viva Rio, que não poderia perder essa oportunidade&#8230; – na mídia, começaram a colocar a culpa da tragédia nas armas de fogo, como se aquelas usadas pelo assassino tivessem vontade própria e, independentemente do criminoso, tivessem tomado a iniciativa de matar as crianças, ou, quem sabe, de tê-lo forçado a cometer os assassinatos.</strong></span></p>
<p><span style="color: #000080;"><strong>Esse tipo de conclusão é comum por parte dos antiarmas, principalmente quando um acontecimento desse calibre ocorre, abalando, emocionalmente, a população, o que é compreensível. O que não é compreensível, nem aceitável, é que essas pessoas utilizem o estado de fragilidade em que se encontra o povo em função da tragédia, para tentar sensibilizar a opinião pública para a já conhecida lenga-lenga do desarmamento do cidadão civil. Como se – se isso fosse possível – os crimes e chacinas, assim como os assassinatos em série, pudessem ser evitados pelo simples fato de não existir armas de fogo disponíveis no mercado – no mercado comum, legalizado, entenda-se bem.</strong></span></p>
<p><span style="color: #000080;"><strong>Sim, porque sempre existirá o mercado negro de armas de fogo, sempre existirá o tráfico internacional de armas etc, de modo que, se um cidadão comum resolver matar uma ou mais pessoas, escolhendo a arma de fogo para executar a tarefa, ele, certamente, procurará o mercado clandestino de armas para adquirir uma, mesmo se houvesse lojas disponíveis. Ou então, escolheria um facão, um machado, um taco de beisebol, ou mesmo um cordão de naylon&#8230; Sabe-se, hoje, que as armas usadas na chacina de Realengo eram, obviamente, de origem irregular.</strong></span></p>
<p><span style="color: #000080;"><strong>Devemos lembrar, na oportunidade, que tirar a possibilidade do cidadão comum de comprar uma arma, seja para defesa pessoal, para fins esportivos etc, como se essas armas fossem as responsáveis pela criminalidade, é o mesmo que culpar o cidadão comum pela criminalidade. Considero essa visão e essa afirmativa como uma ofensa ao cidadão comum e uma ofensa, um deboche, em relação à inteligência da sociedade como um todo, visto que todo mundo sabe que bandido não compra arma de fogo em loja, não utiliza os calibres disponíveis ao cidadão comum, e que são os marginais, e não os cidadãos comuns, os culpados pela criminalidade.</strong></span></p>
<p><span style="color: #000080;"><strong>É oportuno ressaltar também que o desarmamento da população civil é uma das primeiras iniciativas dos ditadores (como observam abaixo os editores da Magnum), para evitar possíveis reações populares contra seus regimes de governos totalitátios. Hitler, por exemplo, quando quis eliminar os judeus, a primeira coisa que fez foi proibi-los de ter armas de fogo, a fim de que os mesmos não tivesem condições de reagir ou de se defender&#8230; Stalin, Franco, Saddan Hussein e até mesmo nosso ditadorzinho Vargas (que reservou uma para si mesmo), fizeram a mesma coisa. Isso torna a iniciativa de desarmar o homem comum um fato, no mínimo, suspeito.</strong></span></p>
<p><span style="color: #000080;"><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-23dJpegMicro.jpg"><span style="color: #000080;"><img class="alignright size-full wp-image-9606" title="harpia-23dJpegMicro" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-23dJpegMicro.jpg" alt="" width="80" height="45" /></span></a>Em seguida, o texto do Editorial da revista Magnum.</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/07/bar_wh.gif"><img class="aligncenter size-medium wp-image-10162" title="bar_wh" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/07/bar_wh-300x5.gif" alt="" width="300" height="5" /></a></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/07/magnum-1.jpg"><img class="size-medium wp-image-10373 aligncenter" title="magnum-1" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/07/magnum-1-300x84.jpg" alt="" width="300" height="84" /></a>Assim como na propaganda de um preparado para bebida láctea bem conhecido, <em>«há mil maneiras de </em>se <em>fazer um Editorial como este» –</em> mas resolvemos começar pelo incrível desrespeito à opinião popular, ou seja, simplesmente sugerir que se faça um novo referendo (ou plebiscito) quanto à questão das armas de fogo.</p>
<p>Dentro de tal linha de pensamento, pode-se intuir que, daqui para frente, sempre que um resultado obtido nas urnas não agradar o govemo, far-se-á outro e pronto! Humm &#8230; isso não só “cheira” a uma malévola intervenção mas também é, escancaradamente, uma maneira de se rasgar a Constituição Federal. Uma vez desrespeitada a vontade do Povo, o que impede quaisquer governantes de repetir a dose sempre que Ihes for conveniente?</p>
<p>Assim, já extrapolamos a questão das armas e passamos para uma atitude de imposição que passa bem longe do conceito de democracia&#8230;</p>
<p>Recomecemos este Editorial – agora em linha bem diferente, mas igualmente válida: partindo-se do estranho princípio de que essa <em>blitz </em>antiarmas arraigada, surgida em tempos de comoção popular, teria por fim “legítimo” colocar um basta à criminalidade (algo de há muito provado como sendo exatamente contrário ao cenário que tentam nos impingir), há vários fatores a considerar. Vejamos:</p>
<p>➊ <em>É claro </em>que o Governo tem consciência de que os “maus” continuarão a possuir armas (precisamos informar que se tratava, na chacina de Realengo, de armamento <strong><span style="text-decoration: underline;">não legalizado</span></strong>?). Ou alguém <strong><em>ainda</em></strong><em> </em>crê que bandidos compram tal material em lojas e se submetem à enorme quantidade de exigências necessárias para se adquirir uma arma de fogo? Inúmeras certidões de idoneidade, teste psicotécnico, comprovação de residência fixa e de emprego regular etc, são documentos necessários – isto para citar somente o básico, ou seja, para o Registro de uma arma de fogo. Nem chegaremos à questão do Porte legal. Conclusão: as armas eram <strong><span style="text-decoration: underline;">ilícitas</span></strong>.</p>
<p>➋<strong> </strong>Alguns políticos (vivandeiras e viúvas do referendo) sempre se aproveitam de um momento de desconforto geral para voltar à velha ladainha de que a raiz de todos os males está nas armas de fogo<em> </em>e, desse modo, fazem papel de “bonzinhos’, de “politicamente corretos” – e de estarem “do lado do povo”. Desse modo, buscam, basicamente, angariar os votos daqueles muitos que pouco entendem da situação que Ihes é apresentada e acabam caindo em tal esparrela.</p>
<p>➌ Será que já passou pelas cabeças desses mesmos políticos analisar o fato como caso isolado e tentar – ao menos tentar – estudar o perfil do assassino responsável pela tragédia? Acreditamos que sim, mas de nada valeu tal conhecimento, já que é sabido que se tratava de elemento com problemas mentais (problemas esses que nunca permitiriam – de acordo com a repressiva legislação vigente – que ele viesse a possuir uma arma de fogo comprada em loja) e que adquiriu as armas que usou na matança de forma irregular. Claro! Nenhum revendedor estabelecido iria privilegiar um indivíduo desse tipo como um legítimo candidato a adquirir as armas.</p>
<p>➍ Sem dúvida, ninguém em sã consciência pugnaria por uma sociedade totalmente armada se não houvesse necessidade. No entanto, frente à ausência do Poder Público para proporcionar proteção aos cidadãos – ausência essa que fatalmente desemboca no aumento da criminalidade – nada mais natural do que, nós mesmos, cidadãos comuns, busquemos meios para nossa defesa e de outrem (como reza o Código Penal Brasileiro e nossa Carta Magna). Curiosamente, muitos daqueles que batalham pelo desarmamento das pessoas de bem<em> </em>só se deslocam sob escolta&#8230; armada!</p>
<p>➎ Quando é que as autoridades irão atrás dos verdadeiros criminosos, dos ilegais, visando a medida exemplar de desarmar os bandidos? Assim, depreendemos que um possível desarmamento iria atingir apenas “os mesmos” – os cidadãos de bem. Ou estaríamos nos referindo a uma total utopia, onde <strong><span style="text-decoration: underline;">ninguém</span></strong> teria armas de fogo? Acreditem: houve até quem sugerisse desarmar não só o cidadão comum, mas também as polícias e forças armadas!</p>
<p>➏ Exemplos plenamente conhecidos, referentes a outros países, bem informam que as nações mais armadas são, justamente, as que apresentam menores índices de criminalidade – sem inverdades nem falsas estatísticas como aquelas geralmente apresentadas pelos desarmamentistas de plantão.<em> </em>E o reverso da medalha ainda fornece muitos exemplos históricos de vários governos totalitários que começaram por desarmar suas populações.</p>
<p>➐ E, de modo estranho (não para o <em>staff </em>da Magnum e nem para aqueles os quais, como nós, pensam com seriedade), os crimes cometidos com a utilização de facas, paus, porretes, pedras, arames, machados, zagaias e machetes não recebem da mídia a mesma atenção que é dada àqueles nos quais uma arma de fogo foi empregada. Lembramos, ainda, que o ataque às crianças da escola <strong><span style="text-decoration: underline;">somente cessou depois que a polícia chegou e “resolveu” a questão</span></strong>, ou seja – a ação começou e acabou pela arma de fogo.</p>
<p>➑ Tal informação nos leva ainda a um fato pouco discutido: se houvesse uma <strong><span style="text-decoration: underline;">segurança armada</span></strong> naquele estabelecimento estudantil, o assassino seria parado logo ao começar sua ação nefanda e muitas vidas seriam preservadas. Ou, melhor: se ele soubesse que haveria a citada segurança, ele nem iria lá praticar os crimes (ele pode ter sido louco, mas burro não era, já que planejou tudo em detalhes&#8230;).</p>
<p>➒ E, como volta e meia os noticiários são invadidos por notícias referentes a doentes mentais (como o que cometeu a barbaridade no Rio de Janeiro), os quais praticam atos não aceitos pela sociedade (exemplos: manter esposa e filhos em cativeiro, cometer abusos físicos em incapazes, provocar brigas em público, ameaçar outras pessoas, ter explosões insanas de ciúme etc), por que não utilizar o dinheiro que seria gasto em outro referendo para construir <strong><span style="text-decoration: underline;">clínicas para pacientes psiquiátricos</span></strong>? Tente o leitor buscar por uma vaga em uma Instituição governamental voltada para tal propósito e verá como é difícil!</p>
<p>Desse modo seria respeitada a opinião do povo brasileiro – <strong><span style="text-decoration: underline;">já expressa com muita clareza nas urnas</span></strong><em> </em>– e, ao mesmo tempo, cuidar-se-ia justamente das pessoas que cometem tais aberrações, dando a elas o apoio psiquiátrico/psicológico de que tanto necessitam. Quem sabe se assim teríamos uma <strong><span style="text-decoration: underline;">efetiva</span></strong> diminuição desses tipos de crimes!</p>
<p>Com a palavra o leitor!</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/07/magnum-2.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-10374" title="magnum-2" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/07/magnum-2-300x84.jpg" alt="" width="151" height="42" /></a></p>
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<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/2000px-Decorative_text_divider_4.svg_.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-7413" title="2000px-Decorative_text_divider_4.svg" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/2000px-Decorative_text_divider_4.svg_-300x12.png" alt="" width="300" height="12" /></a></p>
<p><strong>Créditos: </strong>esta matéria é o Editorial da<strong> Revista Magnum</strong>, de nº 112, Ano 18, editada por Sicurezza Editora Ltda.</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-0aMicro.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-9609" title="harpia-0aMicro" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-0aMicro.jpg" alt="" width="50" height="64" /></a>Imagem:</strong> <a href="http://extra.globo.com/">http://extra.globo.com</a><strong><br />
</strong></p>
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		<title>Após a tragédia de Realengo: novamente a campanha de desarmamento</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/apos-a-tragedia-de-realengo-novamente-a-campanha-de-desarmamento/</link>
		<comments>http://blogdoambientalismo.com/apos-a-tragedia-de-realengo-novamente-a-campanha-de-desarmamento/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 03 May 2011 14:18:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Governo mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Desarmamento]]></category>
		<category><![CDATA[Falta de água]]></category>
		<category><![CDATA[Mudanças de paradigmas]]></category>
		<category><![CDATA[ONGs]]></category>
		<category><![CDATA[Tráfico de armas]]></category>

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		<description><![CDATA[Não posso deixar de dizer que fiquei chocado com a chacina ocorrida na escola Tasso da Silveira, no bairro de Realengo, na Zona Oeste do Município do Rio de Janeiro. No entanto, acho um verdadeiro golpe baixo por parte dos “anti-armas” aproveitar o fato para, jogando com o emocional da população, novamente tentar convencer o cidadão comum de que ele é o culpado pela criminalidade e fazer com que uma nova campanha de desarmamento leve o povo brasileiro a banir de vez as armas de fogo, com a ameaça de novo plebiscito a fim de, não sei como, proibir ainda mais a venda de armas de fogo no Brasil.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/05/tragedia-em-realengo_capa.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-8090" title="tragedia em realengo_capa" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/05/tragedia-em-realengo_capa-300x185.jpg" alt="" width="300" height="185" /></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/10/Harpia-preta-meria.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-4973" title="Harpia-preta-meria" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/10/Harpia-preta-meria.jpg" alt="" width="75" height="54" /></a>Não posso deixar de dizer que fiquei chocado, como todo mundo, com a chacina ocorrida na escola Tasso da Silveira, no bairro de Realengo, na Zona Oeste do Município do Rio de Janeiro.</p>
<p>No entanto, acho um verdadeiro golpe baixo por parte dos “anti-armas” aproveitar o fato para, jogando com o emocional da população, novamente tentar convencer o cidadão comum de que ele é o culpado pela criminalidade e fazer com que uma nova campanha de desarmamento leve o povo brasileiro a banir de vez as armas de fogo, com a ameaça de novo plebiscito a fim de, não sei como, proibir ainda mais a venda de armas de fogo no Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #ff0000;">A mídia induzindo a população a conclusões indevidas e equivocadas</span></h2>
<p>No dia da tragédia, procurei assistir a todos os noticiários na TV, em busca das opiniões dos eventuais comentaristas, no sentido de observar em que medida a mídia iria se aproveitar do fato a fim de conduzir a opinião pública em direção a rumos escusos ou, no mínimo, no sentido de se valer dos fatos para fins, não apenas sensacionalistas, para ganhar audiência, mas para controlar o meio psicológico e emocional do povo brasileiro, induzindo-o a conclusões não satisfatoriamente adequadas, incorretas e insensatas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>“Criancinhas” assassinadas</h2>
<p>É impressionante a utilização de palavras com o intuito de sensibilizar a população a fim de promover as reportagens, com base no bom sentimento do povo brasileiro. Como exemplo, cito: <em>«foram mortas 12 criancinhas inocentes»</em> – como se os jovens assassinados fossem bebês! Muitas meninas, hoje em dia, no Brasil inteiro, com 13, 14 anos, não são mais criancinhas, pois muitas delas já têm até filhos, e um garoto de mesma idade – de qualquer lugar do Brasil – já pode ter cometido inúmeros crimes. Além disso, os jovens já sabem de tudo no mundo, ainda mais devido às facilidades de se obter informações através da Internet. São menores? São – mas criancinhas inocentes e ingênuas, estão muito longe disso!</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Um “bairro de classe média”</h2>
<p>Outra expressão utilizada pela mídia e que não corresponde à verdade é a de que a tragédia ocorrera num <em>«bairro de classe média»</em>. Aquela comunidade, que conheço bem, tendo já trabalhado na região por vários anos, não é de classe média. É um bairro pobre. Classificar o bairro como de <em>«classe média»</em> é uma forma sutil de tentar dizer que os crimes violentos não acontecem apenas nas comunidades de baixa renda, mas também nas de renda mais alta. Pois claro, acontecem atos violentos em todas as camadas da sociedade.</p>
<p>Isso, entretanto, vem associado a outra expressão falsa – a de que aquele é um bairro <em>«pacato, livre de violência»</em>. Em que pese o fato de que não há nenhum bairro estritamente pacato e livre de violência no Rio de Janeiro, aquele bairro específico, ou seja, por ser situado na 17ª Região Administrativa do Município, provavelmente a de maiores índices de criminalidade do Rio de janeiro, há muitas décadas, é um bairro extremamente violento, em todos os seus recantos – por definição.</p>
<p>Tenho certeza de que a população da 17ª RA deve ser, provavelmente, uma das mais habituadas a presenciar cenas de violência, no Município do Rio de Janeiro, dado o histórico da região. É, inclusive, em Realengo e adjacências, onde existem os enclaves mais violentos do Rio de janeiro, onde até a polícia pensa duas vezes antes de entrar – se é que entra – como o “Fumacê” da estrada da Água Branca, o “Curral das Éguas”, a Vila Vintém etc&#8230;</p>
<p>Isto posto, vamos ao motivo principal deste ensaio.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/05/Wellington-Menezes-de-Oliveira-3.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-8089" title="Wellington-Menezes-de-Oliveira-3" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/05/Wellington-Menezes-de-Oliveira-3-300x182.jpg" alt="" width="300" height="182" /></a><span style="color: #ff0000;">Quem matou foi uma pessoa, induzida pela religião</span></h2>
<p>O assassino matou os jovens com armas de fogo. Logo no primeiro dia de reportagens, alguém já se manifestou por tentar culpar as armas de fogo pela chacina – como se os dois revólveres tivessem perninhas, vontade própria, e ido até a escola e atirado nos jovens&#8230; Não, claro. Os jovens foram mortos por uma pessoa – uma pessoa que utilizou armas de fogo para cometer os crimes.</p>
<p>As armas de fogo não foram, por outro lado, o elemento que motivou os crimes – como a mídia e os anti-armas tentam incutir na cabeça dos brasileiros – apenas seus instrumentos. Os elementos principais motivadores da chacina foram: o desequilíbrio mental do assassino e a religião.</p>
<p>Claro está o fato de que o assassino era desequilibrado, maluco mesmo. Sua índole psicológica, antes de tudo, era a mesma daquela de um homem-bomba. Ele era frequentador de uma igreja evangélica, a “Testemunhas de Jeová” – que todo mundo sabe tratar-se de uma das mais radicais e fundamentalistas religiões evangélicas. E como todas as religiões, mormente as evangélicas (assim como as islâmicas), prega a natureza “impura” da sociedade, a necessidade e obrigatoriedade de seus seguidores se manterem puros, virgens antes do casamento, não podem frequentar lugares de diversões, não podem beber etc etc.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Motivos religiosos</h2>
<p>Ora, se esse tipo de propaganda massacrante, deletéria, pega uma pessoa desequilibrada, sua angústia em relação ao mundo em que vive, seu desespero em não poder fazer o que seu corpo pede, a raiva de ver pessoas fazendo o que ele gostaria de fazer e não pode – e assim por diante – faz com que ele veja o mundo que o cerca como um mundo inimigo seu, um mundo perdido e de perdição, impuro e digno de ser, simplesmente, destruído – com o intuito de acabar com o seu sofrimento (dele, do assassino). Sua fúria se volta, então, no caso de um grave momento de desequilíbrio e de vingança, principalmente, contra, exatamente, as coisas que a religião mais proíbe: o sexo, em primeiro lugar. Daí, claramente, ter o assassino se voltado, em sua ampla maioria, contra as meninas.</p>
<p>Os motivos da chacina foram, portanto, a maluquice do rapaz, o sexo proibido e as demais proibições apontadas pela religião como sendo as perdições do mundo – um mundo do qual ele não podia usufruir.</p>
<p>No entanto, a mídia e vários líderes religiosos – estes, apavorados com a repercussão da motivação religiosa dos assassinatos – tentaram afastar do conhecimento da opinião pública a ligação religiosa do assassino, apesar da carta que o mesmo deixou revelar, claramente, a motivação religiosa que levou aos assassinatos. Um religioso islâmico disse, inclusive, na TV (eu vi) que não se devia levar em consideração o lado religioso do assassino, por isso não ter nada a ver. Como não ter nada a ver, se a carta do rapaz só fala em termos religiosos, inclusive quanto ao ritual – justamente islâmico – no que diz respeito ao seu enterro? Só faltou aquele lider islâmico dizer que os homens-bomba islâmicos não têm nada a ver com religião!</p>
<p>Nunca é demais lembrar que uma enormíssima parcela das chacinas, guerras e assassinatos ocorridos ao longo da história humana aconteceram “em nome de Deus” – e continuam ocorrendo – sendo a tragédia de Realengo mais um exemplo, infelizmente.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;"><strong>O problema não reside nas armas de fogo e sim nas religiões.</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #ff0000;">Crime imperdoável</span></h2>
<p>Tentar levantar os motivos que poderiam ter levado aos crimes de Realengo não significa, necessariamente, compreender o assassino. <span style="color: #ff0000;"><strong>Compreendê-lo poderia levar a perdoá-lo.</strong></span> Mas a mídia, nos primeiros dia após o acontecimento, cansou de perguntar o que teria feito com que o assassino fizesse o que fez. As pessoas diziam que não conseguiam entender o porquê do cometimento daquela barbaridade, como se a carta deixada pelo assassino não fosse suficiente para se compreender o fato. Pura hipocrisia e também medo de tocar no assunto religioso – o que não seria politicamente correto&#8230;</p>
<p>Depois, sempre por incentivo da mídia, procurou-se por alguém, além do assassino, que também poderia estar envolvido, de alguma maneira, nos crimes, como se aquele tipo de delito fosse algo planejado por uma quadrilha. É claro que não conseguiram chegar a ninguém, como em todos os casos semelhantes que ocorrem pelo mundo. Isso se devia ao fato de se querer pegar alguém vivo para pagar o pato, pois, realmente, acontecer os crimes que aconteceram e não se poder punir ninguém, é difícil. Esse tipo de crime é de planejamento e execução individuais, por definição.</p>
<p>O máximo que conseguiram foi apanhar dois pobres coitados para culpá-los por terem vendido as armas dos crimes ao assassino. Esse é um fato deveras curioso. Poucas são as ocasiões em que se pode rastrear uma arma envolvida num crime neste país, por falta de recursos de cadastramento e de rastreamento. Não ficaria surpreendido se aqueles dois infelizes não teriam assumido aquele tipo de culpa num acordo com a polícia a fim de trocarem penas que eventualmente teriam de cumprir pela culpabilidade assumida – sim, porque estava muito constrangedor para a polícia não ter conseguido nenhuma pessoa a mais envolvida na tragédia para servir de bode expiatório. Gostaria de saber, portanto, como é que a polícia conseguiu localizar os dois meliantes que, supostamente, teriam vendido as armas ao assassino&#8230;</p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #ff0000;">Os crimes de Realengo, portanto, são imperdoáveis, seja lá o que tenha feito o assassino cometer o que cometeu, mesmo sendo ele, como certamente era, maluco.</span></strong></p>
<p style="text-align: center;">
<h2>Não há nada que se possa fazer para evitar esse tipo de crime</h2>
<p>O pior de tudo é o clima de medo, de apreensão e de pânico que a mídia tenta incutir no seio da sociedade, alardeando a hipótese de que tal tipo de crime, provavelmente, irá se repetir – pelo fato de existirem armas de fogo. Claro que, provavelmente, tal tipo de crime irá se repetir, mas, como este, serão casos isolados, pessoais, fruto de cabeças doentias e por iniciativa absolutamente próprias, de indivíduos únicos, não havendo nada que se possa fazer para evitá-los.</p>
<p>Não foram, portanto, as armas de fogo que incentivaram o assassino a fazer o que fez. Se não existissem armas de fogo, um sujeito como aquele tornar-se-ia um assassino em série, matando uma menina de cada vez, provavelmente matando muito mais do que uma dúzia delas, até que fosse apanhado – estrangulando-as, ou a facadas, ou a machadadas, por exemplo – isso sem se contar o fato de que todas seriam estupradas, obviamente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>O aproveitamento político da tragédia</h2>
<p>Mas os anti-armas de plantão, liderados pela ONG Movimento Viva Rio aproveitaram logo a ocasião para culpar as armas de fogo pela chacina, argumentando, principalmente, que <em>«a tragédia não teria acontecido se o cidadão comum não tivesse tantas facilidades em adquirir armas de fogo»</em>.</p>
<p><em>«Tantas facilidades»</em>? Que facilidades? Apesar do Referendo de 2005 ter mantido a comercialização de armas de fogo e de munições, quase todas as casas que vendiam armas de fogo, ou fecharam suas portas ou permaneceram vendendo apenas artigos de pesca, facas, materiais para <em>camping</em> e outras coisas do gênero.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Comprar uma arma, legalmente, como?</h2>
<p>E mesmo se houvessem várias casas de venda de armas de fogo disponíveis, a legislação proibitiva, hoje em dia, é tão draconiana, tão violenta, que, praticamente nenhum cidadão civil pode comprar uma arma.</p>
<p>Só se for no câmbio negro, no tráfico – como os bandidos fazem – mas aí, com legislação proibitiva ou não, por mais radical que ela seja, pagando-se o que for pedido pelos traficantes, as armas de fogo poderão ser conseguidas. Só que isso não é um privilégio do Brasil, pois ocorre em todo o planeta.</p>
<p>Proibir a venda – de qualquer coisa – significa, antes de mais nada, incrementar o tráfico ilegal e o enriquecimento dos traficantes. Não nos esqueçamos da “lei seca”, implementada nos EUA na década de 1920, que, não só não acabou com o consumo de bebidas alcoólicas, mas criou as condições favoráveis que incentivaram, exponencialmente, o aumento do crime organizado naquele país.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Nova campanha de desarmamento</h2>
<p>Os anti-armas de plantão estão agora com a idéia de incrementar, novamente, iniciativas contra as armas de fogo, não só com o intuito de dificultar mais ainda a venda de armas e de munições, com nova campanha de “devolução de armas de posse do cidadão comum” – aproveitando, covardemente, o estado de fragilidade emocional em que se encontra a sociedade brasileira após a chacina de Realengo, como também de tentar realizar novo plebiscito no que diz respeito ao assunto.</p>
<p>Os anti-armas querem que a devolução de armas por parte do cidadão comum seja antecipada, aproveitando o trauma popular devido à tragédia de Realengo, o que não faz muita diferença, já que todo os anos essa campanha acontece. No entanto, querer fazer novo plebiscito é inconcebível.</p>
<p>Tentar proibir mais o quê? Dizer que – como dizem – que a tragédia de Realengo aconteceu devido à <em>«facilidade que o cidadão comum tem para comprar armas»</em> é absolutamente ridículo, no mínimo risível. Mais uma vez pergunto: que facilidades? Comprar uma arma de fogo, hoje em dia já é quase impossível e possuir um porte de arma é mais difícil ainda. Então, proibir mais o quê?</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>As fábricas de armas brasileiras</h2>
<p>Só se for a fabricação de armas no país, mas aí, o buraco é mais em baixo. Os prejuízos econômicos seriam imensos, além de uma verdadeira crise de desemprego que poderia se desencadear. Milhares de pessoas seriam demitidas, uma enorme parcela de impostos seria perdida e uma quantidade muito grande de dinheiro – simplesmente, dinheiro – seria igualmente perdida pelo Brasil.</p>
<p>Nossas fábricas de armas (Taurus, Rossi, CBC, Imbel, Engesa etc) já estão entre as melhores do mundo, com vendas em todo o planeta. A Taurus, por exemplo, é uma lider na venda de armas leves dentro do próprio mercado norteamericano, o que é uma façanha, se considerarmos a enorme gama de fábricas dos EUA que brigam naquele mercado, muitas delas conhecidas mundialmente, como a Colt, a Smith &amp; Wesson etc.</p>
<p>Detalhe: a maioria esmagadora de armas produzidas por nossa indústria visa o comércio exterior e não o mercado interno, pois este já não mais existe – a não ser as forças armadas, as polícias e as companhias de segurança que têm permissão de armar seus agentes. Isto porque, ao cidadão comum, a aquisição de armas de fogo se tornou impossível.</p>
<p>Assim, caso a fabricação de armas no país também fosse proibida, essas entidades que usam armas de fogo teriam que importar suas armas – o que geraria um enorme gasto para o Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #ff0000;">Respeitem a instituição do referendo!</span></h2>
<p>Além disso, essas pessoas que querem um novo referendo, têm que respeitar a instituição do plebiscito. Um plebiscito popular decide um assunto, praticamente, para sempre. Não se pode fazer um plebiscito por razões casuísticas, a toda hora, sobre um mesmo assunto, pois se fosse assim a própria instituição do plebiscito estaria desacreditada, arruinada.</p>
<p>Um plebiscito é uma coisa rara, especial, que assim deve ser preservada, para manter seu carater sério, que só deve ser usada quando uma grande e angustiosa situação social e/ou política se apresenta – e não como querem os anti-armas, fazendo-se um referendo popular á toda hora, cada vez que ocorre um fato de grande consternação popular.</p>
<p>Mas os anti-armas – fanáticos que são – não respeitam nada. E vão tentar fazer um novo referendo, sim. No entanto, mesmo que novo plebiscito seja realizado – o que seria o cúmulo do casuísmo – confio no bom senso do povo brasileiro, não se deixando levar, mais uma vez, pelos falsos e ridículos argumentos dos anti-armas.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>O cidadão brasileiro, novamente terá de lutar no sentido de preservar seus direitos constitucionais e seu livre arbítrio.</strong></span></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/divisor3.gif"><img class="aligncenter size-medium wp-image-6135" title="divisor3" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/divisor3-300x15.gif" alt="" width="300" height="15" /></a></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/seta-cinza-mini.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-7479" title="seta-cinza-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/seta-cinza-mini.jpg" alt="" width="20" height="14" /></a></strong></p>
<p><strong>Imagens:</strong> <a href="http://cafecomnoticias.blogspot.com/">http://cafecomnoticias.blogspot.com</a>; <a href="http://www.temmaistudo.com/">http://www.temmaistudo.com</a></p>
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		<title>Conferência de Munique: não tentem exportar &#8220;democracia de Westminster&#8221;</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/conferencia-de-munique-nao-tentem-exportar-democracia-de-westminster/</link>
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		<pubDate>Fri, 18 Mar 2011 00:42:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Governo mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Crise global]]></category>
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		<description><![CDATA[Ao contrário dos anos anteriores, a 47ª. edição da Conferência de Munique sobre Segurança Internacional, que reúne anualmente políticos, militares e especialistas em segurança e defesa da América do Norte, Europa e Ásia, se caracterizou por uma atmosfera de "diplomacia aberta". Realizada em 4-6 de fevereiro, a conferência tinha no centro da agenda a situação no Afeganistão, especialmente a previsão de retirada das tropas estrangeiras do país em 2014, mas os acontecimentos no Egito predominaram e abriram caminho para discussões mais abertas e produtivas, nas quais as diferenças de opinião foram debatidas de forma mais aberta.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1849" title="MSIapequeno" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg" alt="" width="57" height="29" /></a>Ao contrário dos anos anteriores, a 47ª edição da Conferência de Munique sobre Segurança Internacional, que reúne anualmente políticos, militares e especialistas em segurança e defesa da América do Norte, Europa e Ásia, se caracterizou por uma atmosfera de “diplomacia aberta”.</p>
<p>Realizada em 4-6 de fevereiro, a conferência tinha no centro da agenda a situação no Afeganistão, especialmente a previsão de retirada das tropas estrangeiras do país em 2014, mas os acontecimentos no Egito predominaram e abriram caminho para discussões mais abertas e produtivas, nas quais as diferenças de opinião foram debatidas de forma mais aberta. Ao mesmo tempo, ficou evidente que a nova realidade do mundo multipolar e suas novas estruturas de poder necessitam de novas plataformas de discussão – nem as performances públicas ao estilo das Nações Unidas nem a diplomacia de bastidores ao estilo britânico do século 19 atendem às complexidades do século 21.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/Palestina-Israel.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-7226" title="Palestina-Israel" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/Palestina-Israel-300x261.jpg" alt="" width="246" height="214" /></a>Mudanças no Oriente Médio</h2>
<p>O que ficou transparente nos debates foram as deficiências de percepção de certos setores das elites ocidentais quanto aos eventos no mundo árabe. De um lado, estavam os que ainda acreditam que o velho sistema deve ser preservado de um jeito ou de outro – à maneira dos que, em 1989, se recusavam a aceitar as mudanças revolucionárias na Alemanha e no Leste Europeu. Hoje, como antes, havia um pânico manifesto diante da perspectiva de que os jogos estratégicos no Oriente Médio, que esses cavalheiros vinham praticando nas últimas três décadas, estão sendo superados pelos rápidos eventos que se desenrolam diante dos nossos olhos.</p>
<p>Do outro lado, uma visão mais realista e sóbria vinda de especialistas e políticos que ainda se recordam vivamente da revolução de 1989, que varreu o império comunista, e vêem nos acontecimentos atuais a oportunidade para um novo recomeço, inclusive uma série de reformas econômicas que beneficiem todos os povos do mundo árabe.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/Merkel.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-7224" title="Merkel" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/Merkel-300x199.jpg" alt="" width="225" height="149" /></a>Merkel e a dignidade do homem</h2>
<p>Em seu discurso inaugural, a chanceler alemã Angela Merkel capturou esse espírito, ao assinalar que os eventos no Egito lhe lembravam os acontecimentos de 1989, ressaltando que não se deveria cometer o erro de tentar exportar o modelo da <em>«democracia de Westminster»</em>. Para ela, o verdadeiro denominador comum na busca pela soberania dos povos deve ser a Carta de Direitos Humanos das Nações Unidas – <em>«a dignidade do homem»</em> – e uma transição política e econômica nos países árabes, de acordo com esses princípios.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>EUA queriam que Mubarak ficasse&#8230;</h2>
<p>Um exemplo concreto das discussões abertas que se travaram foi a participação do enviado especial dos EUA ao Cairo, o ex-diplomata Frank Wisner, que falou de Nova York via Internet. Em uma óbvia leitura equivocada dos fatos, falando na véspera da renúncia do presidente Hosni Mubarak, Wisner insistiu em bater na tecla de que a transição de poder no Egito não poderia funcionar <em>«sem Mubarak»</em>, que ainda seria <em>«muito importante para nós </em>[os EUA]».</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/isla.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-7228" title="isla" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/isla-300x210.jpg" alt="" width="300" height="210" /></a>Paranóia israelense</h2>
<p>Logo após a conferência, o presidente Barack Obama dispensou os serviços de Wisner, que agiu de forma bastante imprudente, ao tornar bastante óbvia a sua preferência pessoal por Mubarak. Wisner é um veterano diplomata e operador político e a sua visão política estreita, típica de todo um estrato da elite estadunidense, encontrou eco nas considerações bastante pessimistas feitas pelo conselheiro de Segurança Nacional israelense Uzi Arad, que insistiu nas advertências sobre a <em>«ameaça do Islã»</em> e a Irmandade Muçulmana. Segundo ele, <em>«Israel deve se preparar para o pior»</em> e, enquanto muitos insistem em argumentar que o Oriente Médio precisa de uma nova agenda econômica, o desafio real para Israel é: <em>«Nós queremos segurança ou crescimento?»</em></p>
<p>Tais posições contrastaram com as de alguns europeus, como o ex-secretário geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), Javier Solana e, em particular, Volker Perthes, um especialista em assuntos do Oriente Médio e diretor da Fundação Economia e Política (Stiftung Wissenschaft und Politik), <em>think-tank</em> ligado ao governo alemão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Terceira via: independência</h2>
<p>Perthes enfatizou que os eventos no Oriente Médio, em especial, no Egito, devem ser vistos como uma genuína revolução popular. Segundo ele, não faz sentido falar sobre “regimes autoritários” ou “islâmicos”, pois há uma “terceira via” se manifestando:</p>
<p><em>«Uma nova geração de pessoas, na casa dos 30 anos de idade ou menos, compõe 50% da população. Essas pessoas estão revoltadas, porque foram econômica e politicamente marginalizadas no contexto da crise econômica e financeira. Elas são bem educadas, mas não participam. Elas não têm sido ouvidas como uma geração. Elas não têm uma ideologia especial ou submissão à Irmandade Muçulmana.»</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Irmandade Muçulmana está ultrapassada</h2>
<p>Perthes tem uma visão crítica da Irmandade Muçulmana, que <em>«tentou subir no bonde, mas, na realidade, não tem uma resposta a dar à geração jovem&#8230; Ela sempre foram tolerada no Egito, mas nunca tiveram uma alternativa secular»</em>. Em sua opinião, a influência da entidade tende a diminuir, ao contrário do que pensa a maioria dos observadores.</p>
<p>Para o especialista alemão, em vez de se concentrarem no “governo” como tal, o que os egípcios precisam é de uma transição, eleições livres e um sólido programa de reformas econômicas, contexto no qual o papel dos militares e do Estado serão de grande importância – em suma, um recomeço econômico.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/Stuxnet.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-7229" title="Stuxnet" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/Stuxnet-300x181.jpg" alt="" width="300" height="181" /></a>&#8220;Ciberguerra&#8221;, o novo desafio</h2>
<p>Outro assunto intensamente discutido em Munique foi o novo desafio de segurança, a “ciberguerra”, tema de um painel integrado, entre outros, pelo estadunidense Joseph Nye, da Universidade Harvard, o ministro do Interior alemão Thomas de Maiziere, o general francês Stéphane Abrial e o presidente da Deutsche Telecom, Rene Obermann.</p>
<p>Na abertura do painel, Nye fez uma referência ao seu novo livro, <em>«Future Power»</em> (<em>«Poder Futuro»</em>), no qual identifica a “ciberguerra” como a ameaça número um e um novo desafio ao <em>establishment</em> internacional de defesa. Nesta nova modalidade de guerra, afirmou, a linha divisória entre defesa e ataque é quase indistinguível.</p>
<p>Ele recordou os precedentes dos ataques cibernéticos contra a Estônia, em 2008, que paralisaram a administração financeira e o sistema bancário do país no auge da crise inanceira global. Em reação, a OTAN estabeleceu na capital do país, Tallinn, o Centro de Cooperação de Excelência Cibernética, para aprofundar os estudos sobre a ciberguerra.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/stuxnet-worm-news.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-7230" title="stuxnet-worm-news" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/stuxnet-worm-news-300x227.jpg" alt="" width="189" height="143" /></a>O Stuxnet: exemplo real</h2>
<p>Igualmente, citou o célebre “ataque Stuxnet”, um vírus de software que paralisou as instalações de enriquecimento de urânio do Irã, em 2010. Nye comparou o <em>status</em> das pesquisas sobre guerra cibernética com o período inicial da Guerra Fria, em que o mundo se defrontava com armas nucleares com um vasto potencial de destruição. O impasse levou aos primeiros acordos sobre desarmamento nuclear, na década de 1970. Uma abordagem similar se faz necessária hoje, disse, uma vez que a “ciberguerra” não se enquadra no conceito clássico de ataque militar, mas pode gerar uma grande destruição de infraestrutura em qualquer nação do mundo.</p>
<p>De Maiziere complementou as observações de Nye, ressaltando que estamos lidando com <em>«uma nova ameaça que tem potencial para paralisar totalmente a infraestrutura vital em várias nações»</em>. Na Alemanha, disse ele, <em>«a cada dois segundos, ocorre algum tipo de ataque na Internet e, a cada quatro segundos, algum ataque é desfechado contra a rede do governo alemão»</em>. O que aconteceria se, por exemplo, todo sistema de transações financeiras e pagamentos da Alemanha fosse paralisado por um ataque cibernético? Por estes e outros motivos, a Alemanha está estabelecendo um <em>«centro especial para deterrência de guerra cibernética»</em>. <em>«Nós devemos ter uma estratégia de defesa para proteger infraestrutura vital desse tipo de ataques cibernéticos, algum tipo de nova convenção internacional» </em>— enfatizou de Maiziere.</p>
<p>Por sua vez, o general Abrial disse que apenas sete países da OTAN têm acordos de cooperação para enfrentar a ameaça cibernética. Como disse ele, <em>«a possibilidade de ataques pela Internet com efeitos estratégicos tem me tirado o sono»</em>.</p>
<p style="text-align: right;"><strong>De Wiesbaden, <em>Elisabeth Hellenbroich</em></strong></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/MSIa-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-6138" title="MSIa-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/MSIa-mini.jpg" alt="" width="48" height="24" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/divisor2pb.gif"><img class="aligncenter size-medium wp-image-5164" title="divisor2pb" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/divisor2pb-300x16.gif" alt="" width="300" height="16" /></a><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3623" title="seta-vermelha-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>Créditos:</strong> este post é matéria apresentada no Boletim Eletrônico <em>MSIa INFORMA</em>, do MSIa – Movimento de Solidariedade Íbero-americana, Volume II, Nº 41, de 24 de fevereiro de 2011. Introduzi subtítulos no texto para facilitar e incentivar a leitura.</p>
<p><strong><em><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3620" title="seta-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>MSIa INFORMA</em></strong> é uma publicação do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa). Conselho Editorial: Angel Palacios, Geraldo Luís Lino, Lorenzo Carrasco (Presidente), Marivilia Carrasco, Nilder Costa e Silvia Palacios. Endereço: Rua México, 31 &#8211; sala 202 &#8211; Rio de Janeiro (RJ) &#8211; CEP 20031-144; Telefax: 0xx 21-2532-4086.</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/seta-azul-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-6131" title="seta-azul-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/seta-azul-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>Para saber mais sobre o tema: </strong>visitar os sites da MSIa/Capax Dei:<strong> </strong><a href="http://www.alerta.inf.br/">http://www.alerta.inf.br/</a> e <a href="http://www.msia.org.br/">http://www.msia.org.br/</a> . Mensagens e sugestões, favor enviar para <a href="http://www.msia.org.br/">msia@msia.org.br</a>.</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-cinza-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3626" title="seta-cinza-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-cinza-pequena.jpg" alt="" width="28" height="19" /></a>Imagens:</strong><a href="http://mastergeographi.blogspot.com/">http://mastergeographi.blogspot.com</a>; <a href="http://br.ibtimes.com/">http://br.ibtimes.com</a>;</p>
<p><a href="http://vilamissoes.wordpress.com/">http://vilamissoes.wordpress.com</a>; <a href="http://www.castroinfonet.com/">http://www.castroinfonet.com</a>; <a href="http://solariasun.com/">http://solariasun.com</a></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a></p>
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		<title>A farsa moral do politicamente correto</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Feb 2011 19:05:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Este post parece, a princípio, nada ter a ver com ambientalismo, com governança global ou com nova ordem mundial, mas isso é incorreto. Tem tudo a ver, pois o “politicamente correto”, assim como as chamadas “ações afirmativas” são, provavelmente, algumas das mais robustas ferramentas manipuladas pelas oligarquias internacionais para a implementação das já nossas conhecidas “mudanças de paradigmas culturais” – ou também tidas como “mudanças comportamentais”.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2>Nota prévia do Editor:</h2>
<p>Este post parece, a princípio, nada ter a ver com ambientalismo, com governança global ou com nova ordem mundial, mas isso é incorreto. Tem tudo a ver, pois o “politicamente correto”, assim como as chamadas “ações afirmativas” são, provavelmente, algumas das mais robustas ferramentas manipuladas pelas oligarquias internacionais para a implementação das já nossas conhecidas “mudanças de paradigmas culturais” – ou também tidas como “mudanças comportamentais”.</p>
<p>Assim como o ambientalismo, o indigenismo, os direitos humanos, o desarmamento do cidadão comum, etc etc, o politicamente correto é utilizado pelas oligarquias dominantes do planeta com o intuito de desorganizar os países, corroendo suas bases conceituais tradicionais, mormente os menos poderosos, periféricos – e que possuem grandes riquezas naturais – para, esfacelando-os cultural, ideológica, política, social e moralmente, assim como em claros processos de balcanização dos mesmos, possam desenvolver o chamado “novo colonialismo”, mantendo assim o poder econômico e cultural mundial.</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2009/12/husc-pequena-azul.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-5746" title="husc-pequena-azul" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2009/12/husc-pequena-azul.jpg" alt="" width="40" height="24" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/divisor2pb.gif"><img class="aligncenter size-medium wp-image-5164" title="divisor2pb" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/divisor2pb-300x16.gif" alt="" width="300" height="16" /></a></p>
<h1><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/02/politicamente-correto.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-7136" title="politicamente-correto" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/02/politicamente-correto-300x225.jpg" alt="" width="233" height="175" /></a>Farsa moral do politicamente correto</h1>
<p><strong>A </strong>maior parte das sociedades modernas cultua como valor básico a liberdade de expressão, pela qual todo e qualquer indivíduo pode manifestar publicamente e sem censuras suas opiniões, desde que estas não incitem ao crime.</p>
<p>Mas, curiosamente, a chamada liberdade de expressão vai sendo corroída não tanto por dispositivos legais mas por uma mentalidade, uma ideologia, que se vai disseminando a pouco e pouco. Eu a qualificaria como a ideologia do “anti-preconceito” e da “não-discriminação”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Policiamento cultural</h2>
<p>O leitor já notou que, cada vez mais, diversas opiniões ou atitudes a respeito dos mais variados assuntos (culturais, científicos, políticos, sociológicos, até esportivos) são facilmente qualificadas de preconceituosas ou discriminatórias? E em nome da ideologia do “anti-preconceito” e da “não-discriminação” nosso modo de pensar e de agir é cada vez mais policiado? Policiado socialmente, policiado midiaticamente (se me permitem o termo).</p>
<p>Pode parecer contraditório, mas essa ideologia – e a mentalidade que ela gera – é ela, sim, profundamente discriminatória e cerceadora do direito de expressar idéias, em relação a todos os que não professam seus valores, ou melhor seus contra-valores.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Furor “não discriminatório”</h2>
<p>Faça um teste! Dê, por exemplo, uma opinião contrária ao “casamento” homossexual, à adoção de crianças por “casais” homossexuais, ou formule um julgamento moral a respeito da homossexualidade e logo verá as patrulhas do pensamento “não discriminatório” se levantarem com furor, brandindo a acusação de homofobia, um epíteto de contornos mal definidos com o qual se pretende voltar a hostilidade pública contra alguém. Se essa opinião for dada publicamente, com repercussão mediática, o furor “não discriminatório” subirá vários decibéis e contará com a preciosa colaboração de uma parte considerável do jornalismo engajado, que ampliará esse histerismo ideológico. Estamos em presença do pensamento “politicamente correto”, que se tornou verdadeiramente policialesco em relação ao pensamento e à linguagem.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Alvos selecionados</h2>
<p>Mas vejam bem, toda esta máquina de indignação tem seus métodos e metas, tem seus inimigos e cúmplices e escolhe os momentos e os personagens alvos de sua inconformidade.</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/02/evomoralesfrangos.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-7135" title="evomoralesfrangos" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/02/evomoralesfrangos.jpg" alt="" width="176" height="200" /></a>Há poucos dias Evo Morales, o presidente da Bolívia, em uma de suas investidas anticapitalistas, defendia o <em>«socialismo comunitário em harmonia com a terra»</em>. Em determinado momento, afirmou que o consumo de transgênicos e de frangos alimentados com hormônios femininos causam a calvície, a homossexualidade e a impotência sexual (cfr. <em>Valor</em> e <em>O Estado de S. Paulo</em>, 22/04/2010).</p>
<p>Era de se esperar que o furor anti-homofóbico explodisse internacionalmente. Imagine-se que as afirmações tivessem sido proferidas pelo ex-presidente norte-americano George W. Bush, um alvo preferencial da mídia “politicamente correta”. A gritaria anti-homofóbica teria preenchido os espaços mediáticos, e os leões do pensamento “não discriminatório” teriam rasgado suas vestes em público.</p>
<p>Mas como a afirmação foi feita por Evo Morales, um membro da grei ideológica onde prolifera a ideologia do politicamente correto e onde o ativismo pró-homossexual tem sua guarida, os protestos foram bem minguados e tiveram um eco diminuto na mídia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Silencioso marxismo cultural</h2>
<p>Ao comentar este e outros episódios, o jovem e brilhante jornalista Henrique Raposo, no semanário <em>Expresso de Lisboa</em> (23/04/2010) respondeu à pergunta: <em>O que é o politicamente correto?</em></p>
<p>São trechos desse artigo que hoje quero compartilhar com os que acompanham o <em>Radar da Mídia</em>:</p>
<p><strong>①</strong> <em>«O “Politicamente correto” é, se quiserem, um silencioso marxismo cultural. Se o velho marxismo era uma coisa de massas, este novo marxismo é uma coisa silenciosa. O politicamente correto não é uma ideologia coletiva. É, isso sim, uma crença privada. Mas, atenção, é uma crença privada partilhada, em silêncio, por milhões. É um manual de comportamento e de policiamento do pensamento e do vocabulário.»</em></p>
<p><strong>②</strong> <em>«O velho marxismo assentava numa simples dicotomia moralista: havia os “bons”, os operários, e os “maus” – os burgueses. O novo marxismo cultural readaptou essa lógica para a esfera cultural, religiosa e étnica: há o “mau” – o Ocidente branco – e há o “bom” – o resto do mundo não-ocidental. Isto, como é óbvio, gera a farsa moral do politicamente correto. Uma farsa que mina o debate das nossas sociedades.»</em></p>
<p><strong>③</strong> «Um exemplo desta farsa: há dias, Evo Morales disse uma barbaridade: os transgénicos, segundo o Presidente da Bolívia, causam a terrível doença da homossexualidade. Esta declaração, que é um absurdo, não causou polêmica. Os “tolerantes” do costume não reagiram. Se tivesse sido um líder ocidental a dizer semelhante disparate, oh meu Deus, tinha caído o Carmo e a Trindade. Mas como foi um “indígena” da Bolívia, as boas consciências calaram-se.</p>
<p>Tal como se calaram perante o racismo de Lula da Silva (<em>«esta crise é da responsabilidade de louros de olhos azuis»</em>) ou perante a ignorância criminosa de líderes africanos (<em>«a AIDS é uma invenção ocidental»</em>). Pior: os “tolerantes” são incapazes de criticar a homofobia de Morales, mas já são capazes de me apelidar de “racista” só pelo fato de eu criticar Morales. É esta a hipocrisia vital do chamado “politicamente correto&#8221;”.»</p>
<p style="text-align: right;"><em><strong><em><strong><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2009/11/Jose-Carlos-Sepulveda-da-Fonseca.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-2249" title="Jose-Carlos-Sepulveda-da-Fonseca" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2009/11/Jose-Carlos-Sepulveda-da-Fonseca.jpg" alt="" width="46" height="55" /></a></strong></strong></em>José Carlos Sepúlveda da Fonseca<strong></strong></strong></em></p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>Radar da Mídia</strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/div-01-pb.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-6767" title="div-01-pb" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/div-01-pb-300x30.png" alt="" width="300" height="30" /></a></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3623" title="seta-vermelha-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>Créditos:</strong> esta matéria foi publicada no site <strong><em>«Radar da Mídia»</em></strong>, de José Carlos Sepúlveda da Fonseca, em 05 de maio de 2010.</p>
<p>Introduzi mais alguns subtítulos no texto para incentivar e facilitar sua leitura.</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/seta-azul-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-6131" title="seta-azul-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/seta-azul-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>Maiores informações no endereço:</strong> <a href="http://radardamidia.blogspot.com/">http://radardamidia.blogspot.com/</a></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-cinza-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3626" title="seta-cinza-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-cinza-pequena.jpg" alt="" width="28" height="19" /></a>Imagens: <a href="http://artureduardo.blogspot.com/">http://artureduardo.blogspot.com</a>;</strong> <a href="http://radardamidia.blogspot.com/">http://radardamidia.blogspot.com/</a></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a></p>
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		<title>EUA: &#8220;apartheid tecnológico&#8221; para o Brasil é política permanente</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Feb 2011 14:11:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
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		<description><![CDATA[Notícias divulgadas nas imprensas brasileira e francesa sugerem que a presidente Dilma Rousseff estaria se inclinando pela proposta da empresa estadunidense Boeing para fornecer caças F/A-18 para a Força Aérea Brasileira (FAB), no contexto do chamado Projeto FX2. Como se sabe, a Boeing foi uma das três empresas pré-selecionadas no processo licitatório concluído ainda no governo Lula, juntamente com a Dassault francesa e a Saab sueca. Embora o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha explicitado a sua preferência pelos aviões Dassault Rafale, como parte do acordo de cooperação tecnológico-militar assinado com a França, o processo não chegou a ser concluído durante a sua gestão e a presidente Dilma adiou uma vez mais a decisão, agora prometida para meados do ano.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1849" title="MSIapequeno" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg" alt="" width="57" height="29" /></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/02/rafale.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-7093" title="rafale" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/02/rafale-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>Notícias divulgadas nas imprensas brasileira e francesa sugerem que a presidente Dilma Rousseff estaria se inclinando pela proposta da empresa estadunidense Boeing para fornecer caças F/A-18 para a Força Aérea Brasileira (FAB), no contexto do chamado Projeto FX2. Como se sabe, a Boeing foi uma das três empresas pré-selecionadas no processo licitatório concluído ainda no governo Lula, juntamente com a Dassault francesa e a Saab sueca. Embora o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha explicitado a sua preferência pelos aviões Dassault Rafale, como parte do acordo de cooperação tecnológico-militar assinado com a França, o processo não chegou a ser concluído durante a sua gestão e a presidente Dilma adiou uma vez mais a decisão, agora prometida para meados do ano.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Os EUA não fazem transferência de tecnologia</h2>
<p>A licitação bilionária envolve a compra de 36 aeronaves, acompanhadas de um pacote de transferência de tecnologia, item com o qual as três empresas concordaram nominalmente. Mas é aí que as coisas se complicam, principalmente, no tocante à Boeing, pois é público e notório que os EUA não apenas não permitem transferências tecnológicas para o exterior (como seus parceiros da OTAN estão descobrindo a duras penas no projeto do supercaça F-35), como mantêm uma tradição de décadas de imposição de um “<em>apartheid</em> tecnológico” contra o Brasil. E é esta política permanente que deveria fazer acender um sinal amarelo nos gabinetes decisórios de Brasília.</p>
<p>A oposição estadunidense às iniciativas brasileiras em áreas como a energia nuclear e a aeroespacial é explícita. No início da década de 1950, os esforços encabeçados pelo almirante Álvaro Alberto da Mota e Silva, então presidente do Conselho Nacional de Pesquisas (CNPq), para desenvolver um programa nuclear nacional baseado em uma capacidade própria de enriquecimento de urânio, foram ativamente obstaculizados por Washington. Em 1953, três ultracentrífugas encomendadas por ele na Alemanha foram apreendidas no porto de Hamburgo por ordens do governo estadunidense. No início de 1955, o próprio almirante acabou demitido do CNPq, após uma série de intrigas políticas insufladas pela embaixada dos EUA no Rio de Janeiro. Na década de 1970, os governos de Gerald Ford e Jimmy Carter promoveram uma intensa e pouco disfarçada oposição ao Acordo Nuclear Brasil-Alemanha, que contribuiu bastante para a decisão de desenvolvimento do chamado programa nuclear paralelo, visando ao domínio da tecnologia de enriquecimento de urânio e ao projeto de um submarino de propulsão nuclear.</p>
<p>Na década de 1990, os governos de George H.W. Bush e Bill Clinton desfecharam fortes pressões contra os programas de pesquisas nucleares e aeroespaciais nacionais, principalmente, os de âmbito militar, levando o País a abandonar vários deles, como os de mísseis balísticos de longo alcance, e forçando a adesão a vários tratados internacionais restritivos de tecnologias de ponta, entre eles o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares (TNP), o Regime de Controle de Tecnologia de Mísseis (RCTM) e outros.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>A política de boicote continua</h2>
<p>O programa espacial brasileiro tem sido outro alvo permanente da oposição de Washington, que tem se empenhado particularmente em bloquear o desenvolvimento das tecnologias de sensores de satélites e seus veículos de lançamento. Os arquivos diplomáticos estadunidenses vazados recentemente pelo sítio <em>Wikileaks </em>proporcionaram novas evidências dessa política. Em 25 de janeiro, o jornal <em>O Globo</em> (que está publicando os documentos vazados em conjunto com a <em>Folha de S. Paulo</em>) publicou uma reportagem do jornalista José Meirelles Passos, oportunamente intitulada <em>«EUA Tentaram Impedir Programa Brasileiro de Foguetes»</em>. A matéria se refere a telegramas enviados pela embaixada estadunidense em Brasília ao Departamento de Estado, em janeiro de 2009, referentes às pressões de Washington contra o governo da Ucrânia, país com o qual o Brasil criou a empresa Cyclone International para desenvolver um foguete lançador e atuar no mercado internacional de lançamentos a partir do centro espacial de Alcântara (MA). Na ocasião, o governo de Kiev havia pedido a Washington que suspendesse a sua oposição ao acordo binacional, o que também favoreceria a utilização de Alcântara por empresas dos EUA.</p>
<p>A resposta ao embaixador ucraniano deixava claro que Washigton se opunha ao <em>«programa nativo dos veículos de lançamento espacial do Brasil»</em>, advertindo ainda: <em>«Queremos lembrar às autoridades ucranianas que os EUA não se opõem ao estabelecimento de uma plataforma de lançamentos em Alcântara, conquanto que tal atividade não resulte na transferência de tecnologia de foguetes ao Brasil.»</em></p>
<p>Outro telegrama confirma a <em>«nossa política, de longa data, de não encorajar o programa de foguetes espaciais do Brasil»</em>.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/02/A-fisica-dos-explosivos-nucleares.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-7095" title="A-fisica-dos-explosivos-nucleares" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/02/A-fisica-dos-explosivos-nucleares-208x300.jpg" alt="" width="208" height="300" /></a>Outras interferências invasivas</h2>
<p>Dias antes, em 18 de janeiro, o sítio Opera Mundi divulgou outros documentos do <em>Wikileaks</em>, referentes às pressões de Washington para a assinatura pelo Brasil do chamado Protocolo Adicional do TNP, que permite inspeções extremamente intrusivas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) nos países signatários (proposta para a qual alguns tradicionais defensores de um alinhamento automático com os EUA já começaram a se manifestar, no início do governo Dilma).</p>
<p>Os telegramas relatam uma investida do então embaixador Clifford Sobel, em contatos com altas autoridades brasileiras, em fevereiro de 2009, entre elas, o ministro da Defesa Nelson Jobim e o presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva. Este último transmitiu ao diplomata o “recado” sobre a posição até agora prevalecente: o Brasil considera as inspeções previstas no Protocolo Adicional como “invasivas” e não tem qualquer interesse em desenvolver armas nucleares, mas quer ser tratado em relação ao assunto como os países desenvolvidos, como a Alemanha e o Japão, não como o Iraque ou o Irã.</p>
<p>Outro telegrama dá conta da atitude de Jobim, de centralizar os contatos oficiais com os EUA sobre a área nuclear, tendo criticado a iniciativa estadunidense de procurar o físico Dalton Ellery Girão Barroso, que defendeu uma tese de doutorado no Instituto Militar de Engenharia (IME), na qual descreve os processos físicos que fundamentam os artefatos nucleares e faz uma simulação numérica de uma ogiva estadunidense de 300 quilotons (<em>Resenha Estratégica</em>, 11/09/2009).</p>
<p>O trabalho de Girão Barroso, posteriormente publicado no livro <em>«A Física dos Explosivos Nucleares»</em> (Ed. <em>Livraria da Física</em>, São Paulo, 2009), provocou alarde em Washington e Viena, sede da AIEA, tendo a agência enviado um de seus inspetores ao Brasil exclusivamente para reunir-se com o físico e pressionar o governo brasileiro a retirar o livro de circulação. Outros telegramas do <em>Wikileaks</em>, divulgados pela revista <em>Veja</em> de 17 de janeiro, deixam claro a suspeita de Washington e da AIEA de que o trabalho poderia indicar a existência de um programa clandestino de artefatos nucleares. Aparentemente, as suspeitas – pelo menos da agência – só teriam sido dissipadas em uma reunião do físico com dois representantes da AIEA (um deles diretor), o diplomata Santiago Mourão, chefe da Divisão de Desarmamento e Tecnologias Sensíveis do Itamaraty, e um assessor da presidência da Eletronuclear. Nas palavras do físico à revista: <em>«Não tinha nada a esconder. Cheguei aos cálculos publicados no livro usando teorias conhecidas da física e da matemática e um programa de computador desenvolvido por mim. Expliquei matematicamente como tinha chegado a esse nível de conhecimento e deixei claro que não fiz testes nem mantive contato com cientistas estrangeiros.»</em></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Jogando a Argentina contra o Brasil</h2>
<p>E uma nova batelada de telegramas vazados mostra os esforços estadunidenses no sentido de envolver a Argentina na estratégia de pressões para que o Brasil assine o Protocolo Adicional do TNP. A <em>Folha de S. Paulo</em> de 11 de fevereiro divulgou telegramas enviados da embaixada em Buenos Aires, dando conta de conversas com diplomatas argentinos sobre o programa nuclear brasileiro. Apesar da manchete sensacionalista (<em>«Programa Nuclear Brasileiro Coloca Argentina em Alerta»</em>), o próprio texto da matéria revela que os argentinos não estavam <em>«demasiadamente preocupados»</em> com o assunto, nem acreditavam que o Brasil viesse a romper os seus acordos internacionais e bilaterais no setor, para produzir armamentos nucleares.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Muita calma nessa hora</h2>
<p>Tudo isso deveria fazer pensar as cabeças coroadas de Brasília que estão considerando fazer qualquer aceno aos EUA, no tocante à definição dos caças da FAB. Sem incorrer em qualquer laivo de “antiamericanismo”, se se pretende que o FX2 tenha algum impacto positivo no domínio de certas tecnologias de ponta pelo País, vale a pena recordar as lições históricas, para não correr o risco de repetir certos retrocessos.</p>
<p style="text-align: right;"><strong><em>Movimento de Solidariedade Ibero-americana</em></strong></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/MSIa-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-6138" title="MSIa-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/MSIa-mini.jpg" alt="" width="48" height="24" /></a></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/divisor3.gif"><img class="aligncenter size-medium wp-image-6135" title="divisor3" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/divisor3-300x15.gif" alt="" width="300" height="15" /></a></p>
<p><strong><a href="../wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg"></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3623" title="seta-vermelha-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>Créditos:</strong> este post é matéria apresentada no Boletim Eletrônico <em>MSIa INFORMA</em>, do MSIa – Movimento de Solidariedade Íbero-americana, Volume II, Nº 40, de 17 de fevereiro de 2011. Introduzi subtítulos no texto para facilitar e incentivar a leitura.</p>
<p><strong><a href="../wp-content/uploads/2010/06/seta-pequena.jpg"></a><em><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3620" title="seta-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>MSIa INFORMA</em></strong> é uma publicação do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa). Conselho Editorial: Angel Palacios, Geraldo Luís Lino, Lorenzo Carrasco (Presidente), Marivilia Carrasco, Nilder Costa e Silvia Palacios. Endereço: Rua México, 31 &#8211; sala 202 &#8211; Rio de Janeiro (RJ) &#8211; CEP 20031-144; Telefax: 0xx 21-2532-4086.</p>
<p><strong><a href="../wp-content/uploads/2011/01/seta-azul-pequena.jpg"></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/seta-azul-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-6131" title="seta-azul-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/seta-azul-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>Para saber mais sobre o tema: </strong>visitar os sites da MSIa/Capax Dei:<strong> </strong><a href="http://www.alerta.inf.br/">http://www.alerta.inf.br/</a> e <a href="http://www.msia.org.br/">http://www.msia.org.br/</a> . Mensagens e sugestões, favor enviar para <a href="http://www.msia.org.br/">msia@msia.org.br</a>.</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-cinza-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3626" title="seta-cinza-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-cinza-pequena.jpg" alt="" width="28" height="19" /></a>Imagem:</strong> <a href="http://www.aereo.jor.br/">http://www.aereo.jor.br</a><a href="http://movv.org/"></a>;<a href="http://www.tudomercado.com.br/">http://www.tudomercado.com.br</a></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a></p>
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		<title>O inacreditável &#8220;esverdeamento&#8221; da Campanha da Fraternidade</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Feb 2011 17:20:46 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) acaba de prestar um grande desserviço à sociedade brasileira, ao dedicar a Campanha da Fraternidade 2011 à agenda ambientalista da “descarbonização” da economia, com o tema "Fraternidade e a Vida no Planeta". Com isto, a CNBB não apenas se equipara a organizações não-governamentais (ONGs) internacionais, como o Greenpeace, o Fundo Mundial para a Natureza (WWF) e outras, na condição de instrumento político de uma campanha contra o progresso, como também contraria frontalmente as esclarecidas posições que o Vaticano tem manifestado sobre os temas ambientais, por meio de altos dignitários da Igreja, inclusive, o próprio Papa Bento XVI.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1849" title="MSIapequeno" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg" alt="" width="57" height="29" /></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/02/cnbb-campanha-da-fraternidade.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-6985" title="cnbb-campanha-da-fraternidade" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/02/cnbb-campanha-da-fraternidade-298x300.jpg" alt="" width="223" height="224" /></a>A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) acaba de prestar um grande desserviço à sociedade brasileira, ao dedicar a Campanha da Fraternidade 2011 à agenda ambientalista da “descarbonização” da economia, com o tema &#8220;Fraternidade e a Vida no Planeta&#8221;. Com isto, a CNBB não apenas se equipara a organizações não-governamentais (ONGs) internacionais, como o Greenpeace, o Fundo Mundial para a Natureza (WWF) e outras, na condição de instrumento político de uma campanha contra o progresso, como também contraria frontalmente as esclarecidas posições que o Vaticano tem manifestado sobre os temas ambientais, por meio de altos dignitários da Igreja, inclusive, o próprio Papa Bento XVI.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Apontamentos “bíblicos”&#8230;</h2>
<p>Para orientar os trabalhos da campanha, a CNBB está distribuindo em todas as dioceses do País um texto-base que, se excluídas as considerações de cunho teológico-religioso (<em>«Apontamentos Bíblicos Sobre a Preservação da Natureza»</em>), é indistinguível das publicações catastrofistas das grandes ONGs ambientalistas integrantes da campanha aquecimentista. Na apresentação, lê-se:</p>
<p><em>«Este ano, a CNBB propõe que todas as pessoas de boa vontade olhem para a natureza e percebam como as mãos humanas estão contribuindo para o fenômeno do aquecimento global e as mudanças climáticas, com sérias ameaças para a vida em geral, e a vida humana em especial, sobretudo a dos mais pobres e vulneráveis.»</em> (&#8230;)</p>
<p>Em 135 páginas quase inacreditáveis, o documento reproduz sem maiores contestações toda a pletora de argumentos que têm sido manipulados para justificar a agenda de limitações do uso de combustíveis fósseis, além de oferecer como alternativa o habitual receituário “verde” de restrições tecnológicas, cuja aplicação plena implicaria em um virtual retrocesso civilizatório.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Uma das fontes: o Clube de Roma!</h2>
<p>Como fontes para os seus argumentos, os autores recorrem à “autoridade” de entidades como o desacreditado Clube de Roma, criticado por dignitários da própria Igreja Católica como promotor da insana agenda malthusiana dos “limites ao crescimento”, e o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), órgão das Nações Unidas que tem sido crescentemente contestado em sua pretensão de representar um inexistente “consenso científico” sobre as questões climáticas. Por ironia, as políticas promovidas pelo Clube de Roma têm sido grandemente responsáveis pela crise demográfica acarretada pela brutal queda das taxas de fertilidade femininas abaixo do nível de mera reprodução da população – problema que afeta, principalmente, os países industrializados, mas que já atinge também as nações em desenvolvimento.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>A velha falta de certezas científicas</h2>
<p>Vale enfatizar que, ao contrário do que os aquecimentistas afirmam com certeza dogmática, não existe qualquer evidência científica que permita diferenciar as variações climáticas ocorridas nos últimos dois séculos dentro das oscilações muito mais amplas e rápidas verificadas, por exemplo, ao longo do período geológico conhecido como Holoceno, os últimos 12 mil anos, no qual toda a Civilização tem existido. Ou seja, simplesmente não é possível atribuir as mudanças climáticas recentes às ações humanas – pelo que a hipótese do aquecimento global antropogênico é reprovada no teste do método científico (aliás, a própria expressão mudanças climáticas é redundante, pois o clima está sempre em mudança).</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Até a Igreja se equiparando a um WWF e a um Greenpeace!</h2>
<p>Se um tal documento tivesse sido produzido por um Greenpeace ou um WWF, nem valeria a pena respondê-lo. Entretanto, tratando-se de uma iniciativa que pretende representar o magistério da Igreja sobre questões referentes ao bem-estar da sociedade, não se pode ignorá-lo. Embora uma contestação factual do texto requeira muito mais espaço do que o disponível aqui, alguns poucos exemplos são suficientes para demonstrar o nível de desorientação dos seus autores.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Nada de viagens aéreas, hem!</h2>
<p>Uma das propostas do documento para orientar as ações individuais para <em>«a diminuição das emissões de gases de efeito estufa»</em> é uma lista de iniciativas promovida pela ONG inglesa 10:10 Global, dirigida pela cineasta Franny Armstrong. Entre várias sugestões que qualquer pessoa sensata deve adotar para reduzir o consumo e o custo da energia doméstica (como desligar a televisão quando não estiver sendo assistida), a lista inclui disparates como a renúncia ao uso do papel e às viagens aéreas e a preferência por alimentos orgânicos produzidos localmente (geralmente, de custo inacessível à maioria das famílias de menor poder aquisitivo).</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/02/sem-pressao.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-6988" title="sem-pressao" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/02/sem-pressao-300x165.jpg" alt="" width="300" height="165" /></a>Outra afinidade da CNBB: o infame filme <em>«Sem Pressão»</em></h2>
<p>Franny Armstrong ganhou certa notoriedade em 2009, com a divulgação do filme-catástrofe <em>«A Era da Estupidez»</em>, no qual pinta um mundo de meados do século devastado pelas mudanças climáticas provocadas pelo homem. Entretanto, em outubro de 2010, ela provocou um escândalo internacional com a exibição de um filmete de propaganda intitulado <em>«Sem pressão»</em> (<em>«No Pressure»</em>) <strong>[assistir neste site]</strong>, no qual estudantes secundários, funcionários de uma empresa e até um esportista eram explodidos em meio a jorros de sangue, por se recusarem a participar da campanha da ONG contra o carbono. A enorme repercussão negativa do fato levou a maioria das grandes empresas que patrocinavam a campanha a retirar-se dela.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>CNBB também é contra as hidrelétricas<br class="spacer_" /></h2>
<p>No tocante às fontes de energia, o trecho seguinte sintetiza a visão dos autores:</p>
<p>(&#8230;) <em>«É preocupante o direcionamento que as recentes decisões do governo estão conferindo à questão das fontes energéticas em nosso país. Hoje a Região Amazônica é palco de grandes projetos hidrelétricos, como as usinas Jirau e Santo Antônio, no rio Madeira, Belo Monte e Tapajós, no Pará, além de muitas Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH) espalhadas pelo país e os acenos de expansão da matriz energética atômica. E, em meio às dificuldades mundiais de contenção das emissões de CO<sub>2</sub>, o governo praticamente ignora o potencial oferecido pelo nosso imenso território para a implementação e expansão da energia solar e da eólica&#8230; A lógica desses projetos energéticos está na contramão das medidas necessárias para diminuir ou conter o aquecimento global e impedir que a desestabilização do clima coloque em risco as condições de vida do planeta.» </em>(&#8230;)</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/02/energia-eolica.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-6991" title="energia-eolica" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/02/energia-eolica-300x214.jpg" alt="" width="300" height="214" /></a>Energia solar, eólica!&#8230; Rsrsrs</h2>
<p>Convenientemente, os autores não esclarecem que as únicas formas tecnológica e economicamente viáveis de geração de eletricidade para abastecer sociedades urbanizadas e industrializadas são as usinas hidrelétricas, termelétricas e nucleares, que respondem por cerca de 98% da eletricidade gerada no planeta. Devido à sua reduzida densidade energética e custo elevado, as chamadas fontes “alternativas” – solar, eólica, geotérmica, biomassa etc – são apropriadas apenas para abastecimentos locais ou pontuais. Qualquer sugestão em contrário não passa de desinformação ou desorientação ideologicamente motivada.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>CNBB: até contra o nosso pré-sal!</h2>
<p>Outra passagem investe contra a exploração de petróleo e gás natural na camada pré-sal da costa brasileira:</p>
<p>(&#8230;) <em>«A exploração do pré-sal não é a maravilha apresentada pelas propagandas governamentais, pois além de dispendiosa e de incorrer em riscos de graves acidentes ambientais, trata-se da energia que mais emite gases de efeito estufa, a combustão de derivados de petróleo.» </em>(&#8230;)</p>
<p>Em uma reles frase de efeito, os autores depreciam a relevância de uma das maiores descobertas da exploração de hidrocarbonetos das últimas décadas em todo o mundo, fruto exclusivo da qualificação dos técnicos da Petrobras – quase como se a façanha, saudada internacionalmente, representasse um crime de lesa-humanidade.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>CNBB: também contra a energia nuclear&#8230;</h2>
<p>E, logo adiante, voltam a atacar a tecnologia nuclear:</p>
<p>(&#8230;) <em>«A sociedade precisa se opor firmemente a iniciativas de expansão da matriz atômica, porque os seus resíduos permanecessem </em>(sic)<em> ativos por longos anos; seria um problema que legaríamos par muitas gerações futuras.»</em></p>
<p>Curiosamente, os autores do libelo deixam de lado o fato de que o Vaticano é membro fundador da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), órgão que tem entre as suas atribuições precípuas o desenvolvimento da energia nuclear para fins pacíficos em todo o mundo. Nas palavras de Dom Giampaolo Crepaldi, arcebispo de Trieste e secretário do Conselho Pontifício Justiça e Paz do Vaticano, <em>«a energia nuclear é um direito inalienável para o desenvolvimento econômico e social»</em> – como afirmou aos participantes de uma conferência internacional promovida pela Sociedade de Gerenciamento de Instalações Nucleares (Sogin), órgão do governo italiano, em Trieste, em julho de 2010.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/02/direito-dos-animais.gif"><img class="alignleft size-medium wp-image-6992" title="direito-dos-animais" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/02/direito-dos-animais-243x300.gif" alt="" width="153" height="190" /></a>Direitos do meio ambiente? Que direitos?</h2>
<p>Os redatores da CNBB, provavelmente, se surpreenderiam ao ouvir as demais considerações de Dom Crepaldi, que ressaltou que a Santa Sé tem <em>«afirmado repetidamente a necessidade de utilizar, a favor do desenvolvimento dos países pobres, os recursos energéticos que derivam da aplicação dos tratados de desarmamento nuclear»</em>. Igualmente, ele enfatizou que a Doutrina Social da Igreja insere a energia nuclear no âmbito da <em>«responsabilidade comum da humanidade de construir o próprio progresso futuro, no respeito, não como se diz com frequência, aos “direitos do ambiente”, uma vez que o ambiente, naturalisticamente entendido, não tem direitos, mas sim aos direitos dos homens, inclusos os pobres de hoje e de amanhã e as gerações vindouras»</em>.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>CNBB também contra os transgênicos!<br class="spacer_" /></h2>
<p>Em outro trecho, o documento ataca toda a agricultura moderna, rotulada de forma simplista como “agronegócio”:</p>
<p>(&#8230;) <em>«Podemos também questionar a qualidade dos seus produtos, cuja produção exige necessariamente a introdução de elementos químicos, além das sementes geneticamente modificadas. Os fertilizantes se constituem em um capítulo à parte, pois os excessos de fósforo e nitrogênio despejados nas terras acabam afetando as águas e a própria atmosfera. Diante disso, deveríamos favorecer a alternativa que é a pequena produção camponesa, privilegiando a compra de produtos orgânicos e os produzidos na região, para poupar o dispêndio de energia que resulta em emissões.» </em>(&#8230;)</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>CNBB é contra o próprio Vaticano – uma nova igreja?</h2>
<p>Ademais da insultuosa sugestão de que famílias pobres deem preferência a alimentos “orgânicos” de preços geralmente elevados, uma vez mais, os autores deixam implícita uma preferência por um idílico e bucólico mundo rural, de população, urbanização e industrialização reduzidas. E ainda ignoram ou fingem ignorar o vivo interesse do Vaticano pelos avanços da biotecnologia, demonstrado pela realização da Semana de Estudos sobre os Organismos Geneticamente Modificados, promovida pela Pontifícia Academia de Ciências, em dezembro de 2010. Apesar de a Santa Sé esclarecer que não tem uma posição oficial sobre o tema, as discussões do evento foram sintetizadas em um documento chamado <em>«As Plantas Transgênicas Para a Segurança Alimentar no Contexto do Desenvolvimento»</em>, o qual estabelece:</p>
<p><em>«Em conformidade com as recentes descobertas científicas, existe um imperativo moral de estender os benefícios desta tecnologia (os transgênicos) às populações pobres e vulneráveis que desejarem, em uma escala maior e em condições que aumentem seu nível de vida, melhorem a sua saúde e protejam o meio ambiente.» </em>(<em>Zenit.org</em>, 02/12/2010)</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>A tentativa de equiparar o ambientalismo radical aos dogmas cristãos!</h2>
<p>Em termos estritamente teológicos, o aspecto mais surpreendente do documento é a tentativa de justificar a agenda ambientalista segundo os cânones do magistério cristão, em especial, com uma coleção de citações de documentos eclesiásticos e declarações de autores cristãos e papas (inclusive os dois últimos), retiradas dos seus contextos gerais para fazer parecer que a doutrina cristã apoia o radicalismo “verde”. Assim, o que fazem os autores é promover uma autêntica idolatria da natureza que remete ao paganismo pré-cristão, como já advertiu ninguém menos que o próprio papa Bento XVI, que rotulou a ideologia malthusiana-ambientalista como um “neopaganismo”.</p>
<p>Em sua mensagem no Dia Mundial da Paz, em 2010, o Pontífice dedicou especial atenção à questão ambiental, ressaltando que o respeito à natureza está estreitamente relacionado ao respeito à pessoa humana. Na oportunidade, Bento XVI contestou as tendências filosóficas que chegam a considerar o ser humano como uma ameaça ao meio ambiente e, inclusive, propugnam o controle populacional como medida de proteção ambiental.</p>
<p><em>«Se o magistério da Igreja exprime perplexidades acerca de uma concepção do ambiente inspirada no ecocentrismo e no biocentrismo, fá-lo porque tal concepção elimina a diferença ontológica e axiológica entre a pessoa humana e os outros seres vivos»</em>, afirmou.</p>
<p>Deste modo, <em>«chega-se realmente a eliminar a identidade e a função superior do homem, favorecendo uma visão igualitária da “dignidade” de todos os seres vivos. Este falso “igualitarismo” integra &#8220;um novo panteísmo com acentos neopagãos que fazem derivar apenas da natureza, entendida em sentido puramente naturalista, a salvação para o homem»</em>, concluiu o Pontífice. (<em>Zenit.org</em>, 15/12/2009)</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/diabo.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-6426" title="diabo" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/diabo-180x300.jpg" alt="" width="92" height="152" /></a>Qual é a da CNBB?</h2>
<p>Os redatores da CNBB podem ter sido motivados pelo que percebem como a melhor das intenções, o empenho em colocar a Igreja na vanguarda das discussões sobre temas que consideram “os sinais dos tempos” (ainda que com uma ótica um tanto desfocada). Porém, como se depreende do dito popular de que o caminho para o inferno está pavimentado de boas intenções, pelo menos nesse caso, o resultado de tais esforços é uma descabida promoção dos princípios misantrópicos e anticristãos que impregnam a ideologia e a agenda do movimento ambientalista internacional.</p>
<p style="text-align: right;"><strong><em>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</em></strong></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/MSIa-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-6138" title="MSIa-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/MSIa-mini.jpg" alt="" width="48" height="24" /></a></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/divisor3.gif"><img class="aligncenter size-medium wp-image-6135" title="divisor3" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/divisor3-300x15.gif" alt="" width="300" height="15" /></a></p>
<p><strong><a href="../wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg"></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3623" title="seta-vermelha-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>Créditos:</strong> este post é matéria apresentada no Boletim Eletrônico <em>MSIa INFORMA</em>, do MSIa – Movimento de Solidariedade Íbero-americana, Volume II, Nº 38, de 04 de fevereiro de 2011. Introduzi subtítulos no texto para facilitar e incentivar a leitura.</p>
<p><strong><a href="../wp-content/uploads/2010/06/seta-pequena.jpg"></a><em><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3620" title="seta-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>MSIa INFORMA</em></strong> é uma publicação do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa). Conselho Editorial: Angel Palacios, Geraldo Luís Lino, Lorenzo Carrasco (Presidente), Marivilia Carrasco, Nilder Costa e Silvia Palacios. Endereço: Rua México, 31 &#8211; sala 202 &#8211; Rio de Janeiro (RJ) &#8211; CEP 20031-144; Telefax: 0xx 21-2532-4086.</p>
<p><strong><a href="../wp-content/uploads/2011/01/seta-azul-pequena.jpg"></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/seta-azul-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-6131" title="seta-azul-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/seta-azul-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>Para saber mais sobre o tema: </strong>visitar os sites da MSIa/Capax Dei:<strong> </strong><a href="http://www.alerta.inf.br/">http://www.alerta.inf.br/</a> e <a href="http://www.msia.org.br/">http://www.msia.org.br/</a> . Mensagens e sugestões, favor enviar para <a href="http://www.msia.org.br/">msia@msia.org.br</a>.</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-cinza-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3626" title="seta-cinza-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-cinza-pequena.jpg" alt="" width="28" height="19" /></a>Imagens:</strong> <a href="http://jeisiam.blogspot.com/">http://jeisiam.blogspot.com</a>; <a href="http://bloglaurabotelho.blogspot.com/">http://bloglaurabotelho.blogspot.com</a>;</p>
<p><a href="http://sinantropica.blogspot.com/">http://sinantropica.blogspot.com</a>; <a href="http://aldoadv.wordpress.com/">http://aldoadv.wordpress.com</a>; e</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com">http://blogdoambientalismo.com</a></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a></p>
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		</item>
		<item>
		<title>OTAN: força armada de um &#8220;governo mundial&#8221;</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Nov 2010 16:39:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Governo mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
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		<description><![CDATA[O novo “conceito estratégico” da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), aprovado na cúpula da entidade em Lisboa, no último fim de semana, pouco tem a ver com qualquer esforço de racionalidade estratégica, que seria ainda mais justificado pelo fracasso rotundo da mobilização “extrajurisdicional” em curso no Afeganistão. Na verdade, o que ele contempla é a retomada da pretensão de transformar a OTAN pós-Guerra Fria no braço armado de uma estrutura de “governo mundial”, acalentada desde a década de 1990 pelo establishment oligárquico anglo-americano e seus parceiros europeus.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIamedio.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1848" title="MSIamedio" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIamedio.jpg" alt="" width="85" height="43" /></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/otan.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-5511" title="otan" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/otan-300x300.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>O novo “conceito estratégico” da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), aprovado na cúpula da entidade em Lisboa, no último fim de semana, pouco tem a ver com qualquer esforço de racionalidade estratégica, que seria ainda mais justificado pelo fracasso rotundo da mobilização “extrajurisdicional” em curso no Afeganistão. Na verdade, o que ele contempla é a retomada da pretensão de transformar a OTAN pós-Guerra Fria no braço armado de uma estrutura de “governo mundial”, acalentada desde a década de 1990 pelo <em>establishment</em> oligárquico anglo-americano e seus parceiros europeus.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>O que fazer com a OTAN?</h2>
<p>Portanto, não é no campo estratégico-militar que poderemos encontrar as motivações dos disparates emitidos na atual revisão do “conceito estratégico” da OTAN, prática encetada a cada dez anos. Na realidade os grupos de planejamento estratégico que elaboraram esses “novos” conceitos estão trasladando <em>ipsis litteris</em> a realidade do declínio do sistema colonial europeu, que resistiu a morrer durante o século 20, especialmente após a II Guerra Mundial, com o advento da Guerra Fria. Com o fim desta e sem um inimigo militar real, fora da paródia das guerras ao terror da família Bush, a OTAN, em profunda crise de identidade, busca a sua razão de ser em conflitos como o Afeganistão, numa maldisfarçada guerra pelo controle de uma região estratégica pelo seu vasto acervo de recursos naturais – a Ásia Central.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Um governo mundial garante o poder</h2>
<p>Na visão daqueles grupos hegemônicos, o descompromisso efetivo da Europa e dos EUA com uma reforma econômica e financeira mundial, para remover o presente sistema global de usura e especulação, não deixa outro caminho senão a imposição de uma estrutura de “governo mundial” para a manutenção do seu <em>status quo</em>. De fato, as tentativas do atual governo estadunidense de trabalhar no exercício de um “poder suave” (<em>soft power</em>) estão chegando ao fim, devido à carência de uma proposta real de compartilhamento do poder mundial com mais atores, em uma perspectiva de um ordenamento de poder multipolar. Em tal contexto, o oponente central daquele sistema hegemônico não é o terrorismo (que, sempre vale recordar, é um método, e não uma entidade), mas a reemergência e consolidação de um sistema internacional baseado no poder soberano dos Estados nacionais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Um braço armado da ONU</h2>
<p>Por isso, as novas pretensões da OTAN deixam para trás a velha “relação especial” EUA-Reino Unido e a redefinem para uma União Europeia (UE) pretensamente ampliada. A sua área de atuação, antes restrita à defesa europeia frente ao Império Soviético, se redefine para uma ação global contra todos os obstáculos aos interesses dos principais parceiros da nova “aliança atlântica”, o que significa estender-lhe a área de influência ao Atlântico Sul. O ideal, ainda que utópico, desse novo conceito seria transformar a OTAN no braço armado do Conselho de Segurança das Nações Unidas, sob o nome de “Aliança Perpétua para o Século 21” – como se coloca na parte conclusiva da declaração assinada pelos chefes de Estado e governo em Lisboa:</p>
<p><em>«A cooperação entre a OTAN e as Nações Unidas continua a proporcionar uma contribuição substancial à segurança, em operações em todo o mundo. A Aliança visa a aprofundar o diálogo político e a cooperação prática com a ONU, como estabelecido na Declaração ONU-OTAN assinada em 2008, que inclui:</em></p>
<p>ⓐ<em> ligação ampliada entre os comandos das duas entidades;<br />
</em>ⓑ<em> mais consultas políticas regulares; e<br />
</em>ⓒ<em> cooperação prática ampliada no gerenciamento de crises em que ambas as organizações estejam engajadas.»</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/otan2.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-5513" title="otan2" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/otan2-300x195.jpg" alt="" width="300" height="195" /></a>É necessária toda a Europa</h2>
<p>Uma UE ativa e efetiva contribui para a segurança geral da área euroatlântica. Por conseguinte, a UE é uma parceira singular e essencial para a OTAN.</p>
<p><em>«Uma Aliança para o século 21. </em>(&#8230;)<em> Nós, os líderes políticos da OTAN, estamos comprometidos com uma renovação contínua da nossa Aliança, de maneira que ela possa cumprir o seu propósito de enfrentar os desafios de segurança do século 21. Estamos firmemente comprometidos com a preservação da sua efetividade como a mais bem sucedida aliança político-militar do globo. A nossa Aliança floresce como uma fonte de esperança, porque ela se baseia nos valores comuns da liberdade individual, democracia, direitos humanos e mando da lei, e porque o nosso propósito essencial e permanente comum é salvaguardar a liberdade e a segurança dos seus membros. Estes valores e objetivos são universais e perpétuos, e nós estamos determinados a defendê-los por meio da unidade, solidariedade, força e resolução.»</em></p>
<p>No decorrer do documento essa idéia é enfatizada de diversas maneiras:</p>
<p><em>«2. Os Estados membros da OTAN formam uma comunhão de valores singular, comprometida com os princípios da liberdade individual, democracia, direitos humanos e o mando da lei. A Aliança está firmemente comprometida com os propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas e o Tratado de Washington, que afirma a responsabilidade primária do Conselho de Segurança para a manutenção da paz e da segurança internacionais.</em></p>
<p><em>«3. Os vínculos políticos e militares entre a Europa e a América do Norte têm sido forjados na OTAN desde a fundação da Aliança, em 1949; os laços transatlânticos permanecem tão fortes e importantes para a preservação da paz e segurança euroatlântica como nunca. A segurança dos membros da OTAN em ambos os lados do Atlântico é indivisível. Nós continuamos a defendê-los juntos, sobre a base da solidariedade, dos propósitos compartilhados e de uma razoável divisão de encargos.»</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>A OTAN ampliando suas fronteiras, para o leste e para o sul&#8230;</h2>
<p>Especificamente, em relação aos deslocamentos “extrajurisdicionais”, o documento da OTAN os define como:</p>
<p><em>«4. Segurança cooperativa. A Aliança é afetada por e pode afetar desdobramentos políticos e de segurança além de suas fronteiras. A Aliança se engajará ativamente no reforço da segurança internacional, por meio de parcerias com países relevantes e outras organizações internacionais; pela contribuição ativa ao controle de armas, não-proliferação nuclear e desarmamento; e por manter a porta ao ingresso na Aliança aberta a todas as democracias europeias que preencham os requisitos da OTAN.»</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>“Interesses” da Aliança &#8211; leia-se: dos EUA</h2>
<p>Mais adiante, o documento enfoca uma área de atuação em conflitos fronteiriços e na garantia do abastecimento energético para as nações da OTAN, em qualquer parte do planeta (item que provocou uma firme posição contrária do ministro da Defesa do Brasil, Nelson Jobim):</p>
<p><em>«11. Instabilidade ou conflitos além das fronteiras da OTAN podem ameaçar diretamente a segurança da Aliança, inclusive, pelo fomento do extremismo, terrorismo e atividades ilegais transnacionais, tais como o tráfico de armas, narcóticos e pessoas. (&#8230;)<br />
</em></p>
<p><em>«13. Todos os países são crescentemente dependentes de redes de comunicação, transporte e tráfego vitais para o comércio, a segurança energética e a prosperidade internacionais. Eles requerem maiores esforços internacionais para assegurar a sua resiliência diante de ataques ou perturbações. Alguns países da OTAN se tornarão mais dependentes de fornecedores energéticos estrangeiros e, em alguns casos, de fontes e redes de distribuição estrangeiras. Na medida em que uma fração maior do consumo mundial é transportada através do globo, os fornecimentos energéticos se tornam crescentemente expostos a perturbações. (&#8230;)<br />
</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/amazonia-azul.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-5514" title="amazonia-azul" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/amazonia-azul-209x300.jpg" alt="" width="209" height="300" /></a>Amazônias verde e azul (pré-sal) na mira da OTAN</h2>
<p><em>«19. Nós asseguraremos que a OTAN detenha todo o leque de capacidades necessário para deter e defender-se contra quaisquer ameaças à segurança das nossas populações. Por conseguinte, nós:<br />
</em></p>
<p><em>♦ desenvolveremos a capacidade de contribuir para a segurança energética, inclusive a proteção de infraestruturas energéticas críticas e áreas e linhas de trânsito, cooperação com parceiros e consultas entre aliados, com base na avaliação estratégica e o planejamento de contingências;<br />
</em></p>
<p><em>♦ manteremos os níveis necessários de gastos com defesa, de modo que as nossas Forças Armadas tenham os recursos suficientes.»</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Governança mundial sem muito disfarce</h2>
<p>A “nova” orientação da OTAN deixa claro que o <em>establishment</em> oligárquico continua optando pela mais perigosa das duas alternativas ao impasse estratégico-político-econômico global: a admitir o estabelecimento e consolidação de um sistema internacional baseado na primazia dos Estados nacionais soberanos orientados por um princípio de justiça universal, prefere continuar investindo no crescentemente disfuncional sistema de “governo mundial” baseado no uso da força militar como principal instrumento de política internacional.</p>
<p style="text-align: right;"><strong><em>Lorenzo Carrasco</em></strong></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1849" title="MSIapequeno" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg" alt="" width="57" height="29" /></a></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/divisor2pb.gif"><img class="aligncenter size-medium wp-image-5164" title="divisor2pb" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/divisor2pb-300x16.gif" alt="" width="300" height="16" /></a></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3623" title="seta-vermelha-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>Créditos:</strong> este post é matéria apresentada no Boletim Eletrônico do <strong>MSIa – Movimento Solidariedade Íbero-americana</strong>, Volume II, N<sup>o</sup> 31, de 26/11/2010. Introduzi subtítulos no texto para facilitar e incentivar a leitura</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3620" title="seta-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>Para saber mais sobre o tema, visitar os sites da MSIa/Capax Dei: </strong><a href="http://www.alerta.inf.br/">http://www.alerta.inf.br/</a> e <a href="http://www.msia.org.br/">http://www.msia.org.br/</a></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/10/Seta-pequena.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-4980" title="Seta-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/10/Seta-pequena.gif" alt="" width="24" height="24" /></a>Imagem:</strong> <a href="http://lopesca.blogspot.com/">http://lopesca.blogspot.com</a>; <a href="http://www.nato.int/">http://www.nato.int</a>; <a href="http://www.mar.mil.br/">http://www.mar.mil.br</a>. <a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a></p>
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		<title>ONGs no governo: a república ambientalista</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Nov 2010 23:38:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em seu depoimento na CPI do Senado Federal sobre as ONGs, em maio de 2001, o jornalista Lorenzo Carrasco, coordenador editorial do livro «Máfia Verde: o Ambientalismo a Serviço do Governo Mundial», alertou sobre a crescente influência que as organizações não-governamentais (ONGs) vinham ganhando no País, em especial na definição de políticas que deveriam ser ditadas e implementadas pelo Estado nacional brasileiro.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/Mafiaverde2medio.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3238" title="Mafiaverde2medio" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/Mafiaverde2medio.jpg" alt="" width="60" height="96" /></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/irmãos-petralhas.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-5237" title="irmãos-petralhas" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/irmãos-petralhas-300x266.jpg" alt="" width="300" height="266" /></a>Em seu depoimento na CPI do Senado Federal sobre as ONGs, em maio de 2001, o jornalista Lorenzo Carrasco, coordenador editorial do livro «<em>Máfia Verde: o Ambientalismo a Serviço do Governo Mundial»</em>,<em> </em>alertou sobre a crescente influência que as organizações não-governamentais (ONGs) vinham ganhando no País, em especial na definição de políticas que deveriam ser ditadas e implementadas pelo Estado nacional brasileiro. Na ocasião, ele afirmou:</p>
<p><em>«Cabe ressaltar que as principais fontes de financiamento das ONGs do aparato ambientalista e indigenista são doações daquelas empresas multinacionais e fundações das famílias oligárquicas do Hemisfério Norte (Ford, Rockefeller, MacArthur, W. Alton Jones etc), além de órgãos de financiamento oficiais ou semi-oficiais das principais potências do Grupo dos Sete (G-7). Entre esses últimos, destacam-se a USAID, o DFID (Inglaterra), a CIDA (Canadá) e outros. Assim sendo, não surpreende que a “agenda” do aparato ambientalista-indigenista seja ditada por tais centros de poder hegemônico, e não pelos reais interesses da Nação brasileira. </em></p>
<p><em>«Esse fato é reconhecido até mesmo por dirigentes do movimento ambientalista brasileiro, como o ex-presidente do IBAMA, Eduardo Martins, que também foi diretor do WWF no Brasil. Em uma entrevista publicada pela revista </em><em>Veja</em><em> </em><em>em 02/julho/1998, ele admite: </em></p>
<p><em>«Cerca de 85% dos recursos que mantêm as ONGs no Brasil vêm do exterior. Com o dinheiro, vem também a pauta de prioridades definida para cada país. Isso gera problemas. A discussão ambiental patrocinada pelas ONGs acaba virando um modismo ditado, que já teve símbolos como o mico-leão, o elefante e agora o mogno. Imagine se amanhã um grupo de ambientalistas europeus se reúne e decide que as ONGs devem dar apoio ao movimento dos sem-terra, porque eles são o novo símbolo da luta pela preservação. No dia seguinte, esquecem-se das florestas e não se fala mais nisso.»</em></p>
<p><em>«A mesma revista, numa reportagem publicada em 09/fevereiro/1994, confirmava a grande dependência externa das ONGs brasileiras, assinalando que 80% dos 700 milhões de dólares movimentados anualmente por elas, na ocasião, provinham de doações do exterior&#8230; Evidentemente, embora não haja números conclusivos, até mesmo devido à dificuldade de se rastrear esses fluxos de dinheiro, podemos considerar que tal volume de recursos tenha se multiplicado na mesma proporção em que tem aumentado o afã dos patrocinadores do movimento ambientalista-indigenista em esterilizar os esforços do desenvolvimento do País. </em></p>
<p><em>«Essa dependência de recursos externos tem contaminado até mesmo órgãos oficiais, como o Ministério do Meio Ambiente e da Amazônia Legal. Segundo informes do Instituto de Estudos Sócio-Econômicos (lNESC), ONG de Brasília vinculada ao aparato ambientalista internacional e especializada em relações com o Congresso, 51% do orçamento do Ministério para este ano são provenientes de “doações” internacionais, cerca de R$ 520 milhões. Talvez não seja mera coincidência que aproximadamente a mesma quantia seja destinada na dotação orçamentária do Ministério à rubrica “outros serviços, de terceiros ou a pessoas jurídicas”. </em></p>
<p><em>«Assim sendo, não surpreende a presteza do Ministério em contratar os serviços de inúmeras ONGs para elaborar estudos e avaliações que, via de regra, concluem pela “inviabilidade ambiental” de várias obras de infra-estrutura no país. Se isso se confirmar, não seria demais afirmar que o Ministério está se transformando num mero conduto oficial de verbas “doadas” do exterior para ONGs vinculadas ao aparato ambientalista internacional. </em></p>
<p><em>«Não admira, pois, o crescente fundamentalismo com que tais órgãos passaram a encarar suas atribuições, passando a funcionar, na prática, como um obstáculo oficial a qualquer empreendimento que busque abrir novas áreas de desenvolvimento.»</em></p>
<p><em><br />
</em></p>
<h2>Da necessidade de maior controle sobre as ONGs</h2>
<p>Na oportunidade, Carrasco sugeriu um controle mais rigoroso sobre o aparato das ONGs, principalmente as ambientalistas: <em>«Portanto, o levantamento e o registro dos fundos manejados pelas ONGs e até mesmo por certos órgãos oficiais são fundamentais para o enquadramento institucional das atividades das entidades envolvidas com o meio ambiente, para que sejam contornadas as distorções que as têm caracterizado.» </em>Como era previsível, tal ingerência se ampliou nos últimos quatro anos, especialmente com o advento do Governo Lula.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>A “governança mundial” por trás</h2>
<p>Embora existam ONGs que executem atividades de interesse público real, é preciso reconhecer que as estruturas de “governo mundial” (ou “governança global” – como preferem alguns) empenhadas em enquadrar o Brasil em seus planos hegemônicos fazem uso delas para controlar as políticas públicas em setores-chave. Entre estes, destacam-se as políticas ambientais, indigenistas, de direitos humanos, educativas, de assuntos relacionados à reforma agrária e até mesmo de algumas áreas de segurança pública, como a assim chamada, “segurança cidadã” (cuja peça-chave é a insidiosa campanha de desarmamento civil).</p>
<p>O mais grave é que organismos sem qualquer representação política legítima obtenham um poder político efetivo por intermédio de um sofisticado sistema de pressões internacionais, que conta com eficientes caixas de ressonância entre os principais meios de comunicação de massa do país – vários dos quais têm estreitos vínculos com o aparato ambientalista-indigenista e outros círculos internacionais. Nessa nova forma de colonialismo, as incursões das canhoneiras ou das companhias de comércio licenciadas pela metrópole foram substituídas pelas “ações diretas” das ONGs e por bem coordenadas campanhas propagandísticas envolvendo a mídia, círculos políticos e a manipulação da opinião pública nacional e estrangeira. Nesse cenário, as ONGs vêm se transformando em ágeis e bem financiadas unidades de radical militância política.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/marina-silva.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-5236" title="marina-silva" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/marina-silva-300x187.jpg" alt="" width="377" height="234" /></a>A onda de ONGs no Governo e Marina Silva</h2>
<p>O avanço “ongueiro” chegou ao ponto de tomar o controle de alguns ministérios e dependências governamentais. O caso mais escandaloso é o Ministério do Meio Ambiente, hoje conhecido como o “ministério das ONGs”, não apenas pelas estreitas relações da própria ministra Marina Silva com o movimento ambientalista, mas também por ter este último fornecido graduados ativistas para ocupar dez dos cargos mais importantes daquele órgão federal. Alem da própria Marina Silva<em> </em>e de seu chefe de gabinete, Bruno Pagnoccheschi,<em> </em>oriundo do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), aí encontramos:</p>
<p>▶ <strong>Flávio Montiel da Rocha</strong> — diretor de Proteção Ambiental do IBAMA, foi coordenador de Unidade Política do Greenpeace e consultor do Fundo Mundial para a Natureza (WWF-Brasil);</p>
<p>▶ <strong>João Paulo Capobianco</strong> — secretário de Biodiversidade e Florestas, foi diretor-executivo da Fundação SOS Mata Atlântica, além de fundador e coordenador do Conselho Diretor do Instituto Socioambiental (ISA);</p>
<p>▶ <strong>Marcelo Marquesini</strong> — coordenador de Fiscalização Ambiental do IBAMA, trabalhou seis anos no Greenpeace;</p>
<p>▶ <strong>Marijane Vieira Lisboa</strong> — secretária de Qualidade Ambiental, também tem longa ficha de trabalhos prestados ao Greenpeace, onde atuou por mais de dez anos como secretária-executiva e coordenadora da campanha “Por um Brasil Livre de Transgênicos”. Foi substituída recentemente por Ruy de Góes, ex-coordenador da campanha do Greenpeace contra o programa nuclear brasileiro;</p>
<p>▶ <strong>Tasso Rezende de Azevedo</strong> — diretor de Programa da Secretaria de Biodiversidade e Florestas, foi secretário-executivo do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (IMAFLORA);</p>
<p>▶ <strong>Muriel Saragoussi</strong> — diretora do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), é oriunda da Fundação Vitória Amazônica (FVA).</p>
<p>[06] Integram também postos-chave:</p>
<p>▶ <strong>Atanagildo Fonseca</strong> — oriundo do Conselho Nacional de Seringueiros, na Secretaria de Coordenação da Amazônia;</p>
<p>▶ <strong>Brent Milikan</strong> — do Fórum das ONGs de Rondônia;</p>
<p>▶ <strong>Gilney Viana</strong> — secretário de Desenvolvimento Sustentável e ex-deputado federal, apadrinhado por entidades do “terceiro setor” da Amazônia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/fabio-vaz-de-lima.jpeg"><img class="alignleft size-full wp-image-5244" title="fabio-vaz-de-lima" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/fabio-vaz-de-lima.jpeg" alt="" width="300" height="220" /></a>O principal comprometimento de Marina Silva</h2>
<p>Porém, uma das vinculações mais embaraçosas de Marina Silva com as ONGs é o seu próprio marido, Fábio Vaz de Lima, ex-secretário do influente Grupo de Trabalho Amazônico (GTA), um conglomerado de 200 ONGs que atuam na Amazônia. Em abril de 2004, o nome de Vaz apareceu na imprensa em função de um escândalo da venda de mogno apreendido pelo IBAMA e “doado” para a Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (FASE), uma das integrantes do GTA; e novamente no início de 2005, por estar recebendo mais de R$ 8 mil por mês, como um dos 21 comissionados no gabinete do senador Sibá Machado (PT-AC), que assumiu a cadeira de Marina Silva na Câmara Alta.</p>
<p>Na imagem, Marina Silva, durante convenção do PV; atrás dela, seu marido, Fábio Vaz de Lima.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>A manipulação indigenista</h2>
<p>Na política indigenista, as ONGs dominam, por exemplo, a prestação de serviços aos índios, legalmente submetidos à tutela da União. Segundo o jornal <em>O</em> <em>Globo </em>de 03/maio/2004:</p>
<p><em>«O terceiro setor domina, por exemplo, a prestação de serviços aos índios, população sob a tutela da União. Em 34 distritos sanitários no país, as próprias organizações indígenas têm sido encarregadas da saúde e do saneamento nas tribos. Por enquanto, são as associações indígenas – assessoradas por brancos – que compram medicamentos, equipamentos, combustíveis e até carros para a execução dos programas de melhoria sanitária e saúde indígena. Só no ano passado, foram R$ 192 milhões para atendimento a 405 mil índios, dinheiro transferido a 56 organizações. Para o Conselho Indígena de Roraima (CIR) foram R$ 6,7 milhões; para a Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro, R$ 6,35 milhões; a Missão Evangélica Caiau recebeu R$ 7,2 milhões.»</em></p>
<p>Até há pouco tempo – antes que o Ministério da Saúde reassumisse o controle da compra de remédios, combustíveis e equipamentos, por intermédio da Fundação Nacional de Saúde (FUNASA) – tais funções eram exercidas por ONGs indigenistas vinculadas a setores da Teologia da Libertação e ao CMI &#8211; Conselho Mundial de Igrejas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Outras áreas de atuação das ONGs</h2>
<p>Além da esfera indígena, existem outras áreas em que as ONGs executam tarefas de Estado. Segundo dados do Sistema Integrado de Administração Financeira (SIAFI), as cooperativas de sem-terra assentados têm recebido verbas do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) para elaborar projetos de reforma agrária. A Animação Pastoral e Social no Meio Rural, por exemplo, recebeu R$ 4,7 milhões para a prestação de serviços de assistência técnica nos projetos de assentamentos. Para a Cooperativa Central de Reforma Agrária do Paraná, foram R$ 836,6 mil.</p>
<p>Comentando o assunto, em um contundente artigo intitulado <em>«Siga o Dinheiro»</em> (<em>Folha de S. Paulo, </em>17/02/2005), o geógrafo Demétrio Magnoli, da Universidade de São Paulo, afirma, sem reservas, que a maioria absoluta das ONGs:</p>
<p>ⓐ é financiada por instituições públicas multilaterais e por governos nacionais;</p>
<p>ⓑ são grupos privados de interesses com um poder de pressão capaz de desviar recursos públicos para uma agenda política que não foi definida pelos cidadãos [brasileiros] e escapa ao controle dos mecanismos institucionais da democracia; e</p>
<p>ⓒ constituem uma elite organizada a competir – vantajosamente – com os setores desorganizados da população.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/dragao-verde.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-5240" title="dragao-verde" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/dragao-verde-300x242.jpg" alt="" width="300" height="242" /></a>Interesses e financiamentos estrangeiros</h2>
<p>Magnoli também explicita a utilização de ONGs como agentes de interesses alienígenas no Brasil e outros países:</p>
<p><em>«O Banco Mundial descobriu, há 15 anos, as virtudes da estratégia de cooptação de ONGs. Nesse período, desembolsou quase 4 bilhões de dólares em fundos que financiam atividades de organizações espalhadas por 60 países. Romano Prodi, ex-presidente da Comissão Européia, gabou-se, em 2000, de direcionar mais de 1 bilhão </em>(de dólares)<em> por ano a projetos de ONGs. Um relatório da OCDE, de 2003, informa que os governos dos países industrializados devotam, todos os anos, cerca de 1 bilhão de dólares às ONGs. </em></p>
<p><em>«Esse é o pano de fundo do fenômeno da multiplicação incontrolável de ONGs. A ONU recenseou, há dez anos, quase 29 mil ONGs com ação internacional. Há incontáveis ONGs “nacionais”. Nos Estados Unidos, seu número é estimado em 2 milhões. Na Rússia, de 1992 para cá, formaram-se mais de 65 mil. No Quênia, elas crescem a um ritmo de 240 por ano. Elas atuam numa infinidade de campos: pobreza, refugiados, AIDS, meio ambiente, direitos humanos, educação, saúde, mídia, racismo etc. O Fórum Social Mundial reuniu cerca de 150 mil participantes em Porto Alegre. É muito? Não para um congresso internacional de ONGs financiado, basicamente, por verbas públicas.»</em></p>
<p>A promiscuidade entre dirigentes de ONGs e de governos é também lembrada por Magnoli, ao revelar que&#8230;</p>
<p><em>«&#8230;a OXFAM (ONG britânica), que forneceu antigos diretores para o governo britânico e também para o Ministério das Finanças de Uganda, é uma das “apoiadoras” da ABONG (Associação Brasileira de ONGs) – um “sindicato patronal” dessas organizações no Brasil. A ABONG – que também ocupa lugar destacado na direção do Fórum Social Mundial – publica um </em><em>«Manual de Fundos Públicos»</em><em>, cuja finalidade é ensinar suas filiadas a candidatarem-se à obtenção de recursos governamentais.»</em> Ou seja, em tais casos, as organizações são “não-governamentais” no que tange à definição de suas agendas – mas “governamentais” – quanto às fontes de financiamento.<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/Mafiaverde2pequeno.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3237" title="Mafiaverde2pequeno" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/Mafiaverde2pequeno.jpg" alt="" width="45" height="72" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>Máfia Verde 2 (Capax Dei)</strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/divisor2pb.gif"><img class="aligncenter size-medium wp-image-5164" title="divisor2pb" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/divisor2pb-300x16.gif" alt="" width="300" height="16" /></a></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3623" title="seta-vermelha-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>Créditos:</strong> esta matéria é encontrada no livro <em><strong>«Máfia Verde 2 – Ambientalismo – Novo Colonialismo</strong></em>, em seu capítulo 10, <em>«ONGs no governo: a república ambientalista»</em>. Introduzi subtítulos no texto para facilitar e incentivar a leitura.</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/seta-verde-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-6263" title="seta-verde-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/seta-verde-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>O livro a ler é:</strong> <strong><em> </em></strong><strong><em>«</em></strong><strong><em>A Máfia Verde 2 – Ambientalismo – Novo Colonialismo» </em></strong>— Rio de Janeiro, Brasil: Capax Dei Editora Ltda., 2004.</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/seta-azul-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-6131" title="seta-azul-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/seta-azul-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>Para saber mais sobre o tema: </strong>visitar os sites da MSIa/Capax Dei:<a href="http://www.alerta.inf.br/">http://www.alerta.inf.br/</a> e <a href="http://www.msia.org.br/">http://www.msia.org.br/</a>; Mensagens e sugestões, favor enviar para <a href="http://www.msia.org.br/">msia@msia.org.br</a>.</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-cinza-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3626" title="seta-cinza-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-cinza-pequena.jpg" alt="" width="28" height="19" /></a>Imagens:</strong> <a href="http://blogdomariofortes.blogspot.com/">http://blogdomariofortes.blogspot.com</a>; <a href="http://nodocuments.wordpress.com/">http://nodocuments.wordpress.com</a>; <a href="http://www.clicapiaui.com/">http://www.clicapiaui.com</a> e <a href="http://pokemoninfo.webnode.com.pt/">http://pokemoninfo.webnode.com.pt</a>.</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a></p>
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		<title>MST &#8211; Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Aug 2010 15:00:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O MST foi oficialmente fundado em 1984, pela CPT - Comissão Pastoral da Terra. Esta, por sua vez, deve sua criação a outra entidade que nasceu no Brasil nos anos 1970, graças ao apoio que recebeu do CMI - Conselho Mundial de Igrejas, a Comissão de Justiça e Paz, agora controlada pelo ex-arcebispo de São Paulo, cardeal Dom Paulo Evaristo Arns. Atualmente, as principais figuras da CPT - Comissão Pastoral da Terra se converteram de fato nos verdadeiros comandantes do MST, como os bispos Tomás Balduíno e Pedro Casaldáliga.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/Mafia-Verde-1-medio.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3012" title="Mafia-Verde-1-medio" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/Mafia-Verde-1-medio.jpg" alt="" width="60" height="91" /></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/mst_logo910.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-4679" title="mst_logo910" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/mst_logo910.jpg" alt="" width="280" height="286" /></a>Uma vertente da ameaça que paira sobre a região da hidrovia Araguaia-Tocantins/Amazônia-Cerrado, envolve o MST. São conhecidos os graves problemas fundiários da região, cuja notoriedade internacional aumentou ainda mais no início de 1996, após o trágico incidente de Eldorado de Carajás (no Pará, onde 19 sem-terras foram mortos num confronto com a Polícia Militar – que tentava liberar a rodovia bloqueada pelos militantes do MST) e, dois anos depois, pelo acirramento das ações do MST em Parauapebas (também no Pará). Nessa última ocasião, a “guerra civil de baixa intensidade” pretendida pelo MST só não prosperou graças à rápida mobilização do Exército Brasileiro, que deslocou tropas para a região. Em maio/1996, igualmente, tropas do Exército já haviam ocupado as instalações da Usina Hidroelétrica de Tucuruí, que havia sido ameaçada de ser sitiada e invadida por hostes do MST.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Intenções malévolas</h2>
<p>O <em>modus operandi</em> e as intenções das lideranças do MST na região podem ser percebidos num pouco divulgado incidente, ocorrido meses antes da tragédia de Eldorado de Carajás. Em 16/11/1995, manifestantes do MST que se dirigiram à fazenda Macaxeira – a mesma de onde saíram as vítimas do incidente posterior – impediram a passagem de um comboio do Batalhão de Infantaria da Selva na rodovia PA-150. Após horas de tensas negociações, durante as quais os soldados chegaram a apontar metralhadoras pesadas contra o grupo, os manifestantes liberaram o caminho, mas foram repreendidos por Márcio Lima, dirigente do MST: <em>«Companheiros, se eles fizessem um massacre seria melhor para mostrar ao mundo inteiro a causa dos sem-terra!»</em> Se lideranças imbuídas de tais propósitos estiveram presentes em Eldorado dos Carajás, a tragédia assume uma conotação diferente das dos relatos de “massacre” trombeteados pelas ONGs de “direitos humanos” e pela mídia conivente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Interesses anglo-americanos</h2>
<p>No século passado (S20), nosso continente sofreu um período de contínua desestabilização por meio de guerras civis, golpes de estado, invasões e outros processo violentos. Essa foi a forma pela qual o Império Britânico dominou a Íbero-América, com a ciência política de Thomas Hobbes, segundo a qual os poderes coloniais só podem sobreviver quando as nações subjugadas, ou em vias de sê-lo, são submetidas à permanente instabilidade. Hoje, como no século passado, os interesses britânicos regressaram para cá.</p>
<p>O ataque britânico está em marcha em todas as frentes: está se apoderando de bancos e minas, estatais estratégicas, redesenhando as fronteiras nacionais, e mobilizando hordas jacobinas de narcoterroristas, para destruir todos os aspectos da vida institucional nacional da região.</p>
<p>No Brasil, ao mesmo tempo em que interesses do Império Britânico se apoderam da economia do país, entidades a seu serviço controlam o MST, o melhor instrumento com que contam para desmembrar o país. O reconhecimento, feito pelo lider do MST, Gilmar Mauro, de que sua organização está promovendo uma <em>«guerra civil de baixa intensidade»</em> em vários pontos do país, revela o propósito de encetar uma nova fase de ações ofensivas.</p>
<p>Essa nova ofensiva do MST (como foi determinado no 4<sup>º</sup> Encontro Nacional do MST, Brasília, janeiro/1999), não é uma decisão soberana da cúpula dirigente local, mas o cumprimento das ordens de marcha recebidas de seus controladores externos – como seu congênere mexicano, o EZLN &#8211; Exército Zapatista de Libertação Nacional. Os dois movimentos, clones quase perfeitos, foram criados no laboratório de “engenharia social” da monarquia britânica, cujo objetivo maior é o desmembramento dos Estados Nacionais soberanos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Uma guerra civil separatista</h2>
<p>A guerra irregular, como forma de ação, foi importada pelo próprio Gilmar Mauro do EZLN mexicano, a partir do encontro de La Trinidad, promovido pelos “zapatistas” em 1996. Desde então, a coordenação entre os grupos tem sido efetivada por meio de canais organizados dentro do Fôro de São Paulo, do qual ambos são membros. Entretanto, a coordenação mais importante é feita por intermédio de organismos e representantes pessoais do <em>establishment</em> anglo-americano-francês. Um deles é a viúva do falecido presidente francês François Mitterrand, Danielle Mitterrand.</p>
<p>Estes círculos oligárquicos têm uma idéia fixa a respeito de suas iniciativas colonialistas quanto às nações em desenvolvimento: a destruição dos Estados Nacionais soberanos e a criação de “enclaves étnicos”, dentro do esquema geral de formação de um “governo mundial” oligárquico, o qual mobiliza uma vasta rede de ONGs.</p>
<p>Embora o MST tenha intensificado suas ações por todo o país, está claro que sua liderança selecionou algumas regiões estratégicas para tentar criar os enclaves, ou, “zonas liberadas”. O próprio Gilmar Mauro, após voltar do México, afirmou que seu sonho era criar uma “república” do MST no Pontal do Paranapanema. Fontes ligadas aos serviços de inteligência militar do Brasil, apontavam a região do sul do Pará como uma provável “zona livre”, selecionada pela cúpula do MST.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>As áreas selecionadas eram:</h2>
<p>① Rio Grande do Sul – mormente a zona de fronteira;</p>
<p>② Pontal do Paranapanema – englobando parte dos Estados de São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul, área onde é gerada quase a metade da energia elétrica do país, abrangendo a hidrovia Tietê-Paraná;</p>
<p>③ Estado do Pará – zona compreendida por um raio de 200 km em torno do complexo mineiro de Carajás, escolhida por possuir certas características “africanas”, como riquezas minerais, florestas e uma população paupérrima, facilmente manipulável devido à sua marginalização do processo civilizatório. Isso foi criado sob a matriz cultural cristã ocidental – admite um dos líderes do MST na região do Pará, o bispo Dom Pedro Casaldáliga (que é uma das conexões com o EZLN &#8211; Exército Zapatista de Libertação Nacional, em íntima colaboração com o bispo Dom Samuel Ruiz, o verdadeiro comandante do “zapatismo” mexicano).</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Manutenção financeira estrangeira</h2>
<p>Praticamente, desde a fundação oficial do MST, a monarquia britânica tem presenteado o movimento com ajuda financeira, ao mesmo tempo em que se converteu, por meio de várias de suas fundações, na principal patrocinadora da imagem internacional do MST, fornecendo-lhe um disfarce de genuíno movimento em prol da justiça social. A relação do MST com a Casa de Windsor se realiza, principalmente, por intermédio de dois canais: o CMI &#8211; Conselho Mundial de Igrejas, e o DFID &#8211; Departamento do Desenvolvimento para o Gabinete Internacional, o antigo “Colonial”, que centralizou o apoio britânico aos líderes responsáveis pelo genocídio em curso na África Central.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/josiasdesouza-mst.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4510" title="josiasdesouza-mst" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/josiasdesouza-mst-300x272.jpg" alt="" width="300" height="272" /></a></p>
<h2>O início: as igrejas</h2>
<p>O MST foi oficialmente fundado em 1984, pela CPT &#8211; Comissão Pastoral da Terra. Esta, por sua vez, deve sua criação a outra entidade que nasceu no Brasil nos anos 1970, graças ao apoio que recebeu do CMI &#8211; Conselho Mundial de Igrejas, a Comissão de Justiça e Paz, agora controlada pelo ex-arcebispo de São Paulo, cardeal Dom Paulo Evaristo Arns. Atualmente, as principais figuras da CPT &#8211; Comissão Pastoral da Terra se converteram de fato nos verdadeiros comandantes do MST, como os bispos Tomás Balduíno e Pedro Casaldáliga.</p>
<p>A CPT &#8211; Comissão Pastoral da Terra foi fundada em Goiânia, em abril/1975; atualmente faz parte da organização Pax Christi, sediada na Bélgica, uma ONG com ativo trabalho na Colômbia, onde intermediou vários sequestros perpetrados pela narcoguerrilha das FARC &#8211; Forças Armadas revolucionárias da Colômbia.</p>
<p>Agosto/1997 – Diolinda Alves de Souza, alta dirigente do MST viajou à Europa para evitar a prisão de seu marido José Rainha – considerado o líder militar maoísta do movimento (que fora condenado a 26 anos de prisão por sua suposta participação em dois assassinatos). Sua viagem foi patrocinada pela CA &#8211; Christian Aid, organização filantrópica oficial das 40 igrejas da Inglaterra e Irlanda, encabeçada pela Igreja Anglicana e cujo chefe superior é a própria rainha Elizabeth II.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>O patrocínio de ONGs estrangeiras</h2>
<p>A Christian Aid tem financiado o MST desde 1986 e não lhe tem negado apoio político em momentos cruciais. Em abril/1996, após o sangrento confronto com a Polícia Militar provocado pelo MST em Eldorado de Carajás (PA), o diretor do Projeto Brasil da Christian Aid, Domingos Armani, não perdeu tempo em jogar lenha na fogueira, afirmando publicamente: <em>«O massacre é o resultado direto da falta de reforma agrária.» </em></p>
<p>Além da CA &#8211; Christian Aid, a viagem de Diolinda teve patrocínio de várias ONGs, como os Amigos da Terra e a Oxfam &#8230; Na França, Diolinda foi recebida por Danielle Mitterrand. Na realidade, esta foi a “madrinha” do casamento do MST com o EZLN &#8211; Exército Zapatista de Libertação Nacional mexicano, consagrado durante o encontro de La Trinidad, em junho/1996.</p>
<p>Além da antiga relação com a Christian Aid, o MST desenvolve laços com:</p>
<p>ⓐ RLF &#8211; Right Livelihood Foundation (que, dentre outras coisas, patrocinou as pesquisas do líder do MST, João Pedro Stédile, para seu livro «A Luta pela Terra no Brasil»;</p>
<p>ⓑ ASI &#8211; Anti-Slavery International (criada em 1787 por famílias oligarcas da Inglaterra, como os Buxton; o atual Lorde Buxton é um dos vice-presidentes do WWF – World Wilde Fund for Nature;</p>
<p>ⓒ a Casa Real da Bélgica, que outorgou em 1997 o Prêmio Internacional Rei Balduíno ao MST, e que também foi conferido ao falecido pedagogo Paulo Freire, que foi um dos principais ideólogos do MST.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>A orientação de Paulo Freire</h2>
<p>O verdadeiro domínio exercido pelos britânicos sobre o MST se coloca mais no reino das idéias do que no dinheiro de prêmios concedidos. Vejamos o exemplo de um dos ideólogos principais do movimento, o falecido pedagogo Paulo Freire, cujo método de alfabetização é usado como “bíblia” nos acampamentos do MST e cujas doutrinas já estão produzindo a primeira colheita de jovens líderes formados nos acampamentos.</p>
<p>Com o advento do regime militar de 1964, Freire foi expulso do Brasil e foi para o Chile, onde escreveu seu famoso livro «A pedagogia do oprimido» – autêntico manual de recrutamento de hordas jacobinas por meio do “mentecídio” (assassinato da mente), do mesmo gênero de «Os Condenados da Terra», de Franz Fanon.</p>
<p>Em 1970, Freire foi nomeado assessor especial do CMI &#8211; Conselho Mundial de Igrejas, para o qual trabalhou até seus últimos anos. O CMI o despachou para a África, para trabalhar com vários movimentos terroristas. Em 1970-1971, Freire esteve na Universidade de Dar-es-Salaam, na Tanzânia, elogiado por ter <em>«enriquecido a teoria de Fanon e produzido inovações»</em>. Em sua colaboração: <em>« &#8230;há argumentos poderosos em prol de uma nova guerrilha, armada somente com técnicas de ensino e aprendizagem expostas por pedagogos como Freire» </em>– declarou Museveni [presidente de Uganda].</p>
<p>De Dar-es-Salaam, Freire foi trabalhar com os líderes da FRELIMO &#8211; Frente de Libertação de Moçambique. Em Guiné-Bissau, elaborou o programa educacional do país. Com sua experiência africana – onde ensaiou, fundamentalmente, a idéia de segregar grupos populacionais, para depois opô-las a tudo que represente progresso – pois este simbolizaria o <em>«agressor colonial europeu» –</em> Freire regressou ao Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>O que é a Universidade Dar-es-Salaam</h2>
<p>A Universidade Dar-es-Salaam foi criada em 1970 por Julius Nyerere, presidente da Tanzânia desde sua indeperdência em 1964, quando renunciou. Foi também reitor da Universidade entre 1970 e 1985. Nyerere ficou famoso nos anos 1960 por sua doutrina <em>ujamaa</em>, às vezes chamada “socialismo africano” (ou “grande família”). As granjas <em>ujamaa</em> não deram certo e a produção agrícola do país caiu à metade. [...] Em 1985, quase 85% dos camponeses haviam abandonado as granjas <em>ujamaa</em>.</p>
<p>O currículo da Faculdade de Ciências Políticas de Dar-es-Salaam exigia que o estudante dominasse três autores: Karl Marx, Lênin e Franz Fanon, este último defensor da “violência purgante” – <em>«A violência é uma força que limpa &#8230; libera o nativo do seu complexo de inferioridade &#8230; retira-lhe o medo e lhe devolve a auto-estima»</em> (Fanon). Fanon graduou-se em medicina na Universidade de Lyon (França), onde se converteu um estudioso da filosofia existencialista, em particular Martin Heidegger, Nitzsche, Karl Jaspers e Jean-Paul Sartre. Este último escreveu a introdução à obra mais famosa de Fanon, <em>«Os Condenados da Terra»</em>.</p>
<p>Fanon serviu como agente de serviços de inteligência britânico e francês para a África, sobretudo nos meios intelectuais que perpetuaram a idéia racista da “cultura negra”. Fanon foi de fato atraído para o projeto de etnologia da inteligência britânica, do qual Sartre foi o maior expoente público. Fanon foi recrutado como membro da divisão de guerra psicológica do Instituto Tavistock de Londres, encarregado de fabricar os novos “paradigmas culturais” da chamada “Nova Era”, que iniciaram com a contracultura dos anos 1960. A ecologia, o feminismo, o indigenismo e as reivindicações das chamadas “minorias” são parte integrante desse projeto de guerra psicológica para minar as bases da cultura cristã ocidental.</p>
<p><em>«Fanon advoga a violência a fim de realizar a descolonização total e autêntica &#8230; A descolonização que demonstra mudança na ordem do mundo é, obviamente, um programa de completa desordem»</em> – comentou o sanguinário Yoweri Museveni, de Uganda, um dos educados em Dar-es-Salaam.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Leonardo Boff, frei Beto e Casaldáliga</h2>
<p>Junto com Paulo Freire, o outro elemento que contribuiu para a criação da ideologia [...] da adoração irracional da “Mãe-Terra”, professada pelo MST, é a <em>Teologia da Libertação</em>, com suas raízes intelectuais no existencialismo do filósofo pró-nazista Martin Heidegger, com seus gurus Leonardo Boff, Frei Beto e o próprio Dom Pedro Casaldáliga.</p>
<p>Dom Pedro Casaldáliga, famoso por suas conexões com o sandinismo nicaragüense, o EZLN &#8211; Exército Zapatista de Libertação Nacional, e Fidel Castro, á atualmente um dos dirigentes da rede de informações Koinonia, com sede na Nicarágua. No Brasil, a rede é representada pela revista <em>Tempo e Presença</em> – órgão oficioso de divulgação do CMI &#8211; Conselho Mundial de Igrejas, e anteriormente, a revista oficial do CEDI &#8211; Centro Ecumênico de Documentação.</p>
<p>Casaldáliga Chegou ao Brasil em 1968, tendo em mente repetir o modelo de insurreição que começara na África nos anos 1960, onde viveu na Guiné Espanhola. Ele tinha a decisão estratégica de vir para o Brasil e instalar-se no sertão do Centro-Oeste. [...] Declarou ele, quando no Araguaia: <em>«Curioso que, quando veio a repressão forte, nós estávamos usando o método Paulo Freire, das palavras-chave. E a primeira palavra-chave era “mata”, por causa da procura e porque são sílabas simples, diretas. Mas para a repressão era uma intenção subliminar: “Mata, mata, mata”»</em>. E adiante: <em>«&#8230; aplicávamos o método de alfabetização Paulo Freire &#8230; Através do método Paulo Freire, em três meses alfabetizamos e conhecemos o povo &#8230; Naquela época, na América Latina, já se sabia que a conscientização é o primeiro passo. A educação formal e informal, por isso partimos para o método Paulo Freire»</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Um culto à “Mãe-Terra” (Gaia)</h2>
<p>Para o MST e a CPT &#8211; Comissão Pastoral da Terra, a explicação de seu triunfo insurrecional está na capacidade de difundir o culto à Mãe-Terra ou Gaia: conseguir <em>«espiritualizar a Terra»</em>, considerando que esta <em>«é um mistério»</em> no sentido religioso, e <em>«liberar a Terra e criar um espaço vazio para que Deus atue neste mundo»</em>. [...] Este aparato celebra os ritos de doutrinação, nos quais encontra justificativa para atos de violência. Esta é também a raiz conceitual que une o MST aos movimentos indigenista e ambientalista internacionais, com sua visão irracional da Natureza.</p>
<p>Leonardo Boff assim sintetiza esta idéia: <em>«A nossa Mãe-Terra é a pátria amada, que é a visão dos povos originais, a visão do camponês &#8230; a terra é paisagem, a terra fala, a terra é também nós mesmos, o ser humano!»</em></p>
<p>Essa é a estrutura de crenças que move os principais líderes visíveis do MST, como João Pedro Stédile, José Rainha, Gilmar Mauro etc. Todos eles estão fanaticamente apegados à idéia de extirpar do Brasil as marcas da civilização cristã ocidental, como se vê em um dos hinos do movimento, o qual promete apagar do continente o <em>«farol de esperança»</em> aceso por Cristóvão Colombo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>A filosofia  de Antonio Negri: as multidões</h2>
<p>No Brasil, além do movimento indigenista – que está forçando a criação das grandes reservas indígenas e fomentando levantes como o dos índios guaranis-caiovás em Mato Grosso do Sul – o MST se apresenta como outro protagonista portador da semente transfronteiriça apegada às elocubrações do pró-terrorista Antonio Negri. Sempre visando a novos ângulos para intervenções em lugares estratégicos, se interpondo como uma cunha na diplomacia da integração física da América do Sul, o MST segue de vento em popa com suas ações para ajudar a consolidar movimentos similares em nações fronteiriças com o Brasil, como a Bolívia, o Paraguai e a Argentina, criando condições para converter conflitos locais em causas internacionais.</p>
<p>Segundo a formulação do filósofo-terrorista italiano Antonio Negri, em seu livro «Império» (escrito em parceiria com o sociólogo estadunidense Michael Hardt), os autores concedem às “multidões” o papel de novos protagonistas na reformulação do poder e da própria geografia mundial que surgirá após a destruição dos Estados nacionais, seja pela via de pretensos movimentos de autonomia ou por outras formas de secessionismo. [...] Os autores definem o que chamam de “multidões”, como a nova classe portadora da luta global. Desde então, tais idéias começaram a circular em todo o mundo, convertendo-se na nova categoria incendiária que alimenta os ânimos do movimento insurrecional “anti-globalização”.</p>
<p>Em «Império», os autores assim justificam os movimentos transfronteiriços: <em>«A constituição da multidão aparece primeiro como um movimento espacial que a constitui em lugar limitado&#8230; Movimento autônomo é o que define o lugar próprio da multidão. Cada vez menos os passaportes e documentos legais serão capazes de regular nossos movimentos através das fronteiras. Uma nova geografia e novos rios e portos&#8230; As cidades da Terra se tornarão de imediato grandes depósitos de humanidade cooperativa e locomotivas para a circulação, residências temporárias e redes de distribuição em massa de ativos humanos»</em>.</p>
<p>Em meados de 2003, Antonio Negri veio ao Brasil para divulgar uma reelaboração de sua obra, com o lançamento do livro «Multidões». Como afirmou, a multidão <em>«não é o povo que cresce no Estado-nação, mas aquele movimento que &#8220;gera poder&#8221; e cuja raiva o pode conduzir a &#8220;querer apoderar-se dos bens comuns&#8221;»</em>. Em realidade, a motivação por trás dessas ideias é deflagrar uma versão moderna do movimento jacobino, que se mobilize por demandas que despertem, facilmente, a simpatia global, como a democracia, proteção ao meio ambiente, indigenismo, direitos humanos, minorias, desarmamento e outras.</p>
<p>Depois de citar como exemplo de experimentos democráticos a organização interna do favorito da chamada “resistência antiglobalista”, o EZLN mexicano e as prefeituras de Belém (PA) e Porto Alegre (RS), então administradas pelo PT, Hardt conclui: <em>«Não podemos ainda vislumbrar que instituições poderão ser adequadas para a democracia global, mas experimentos como esses começam a iluminar o caminho que deve ser trilhado à frente»</em>.</p>
<p><em>«O Estado-nação foi uma infâmia.»</em> – esta frase, extraída de «Império», reflete a obsessão de Negri e Hardt. O argumento é de que a comunidade de Estados nacionais criada a partir dos acordos de paz de Westfalia, que puseram fim à sangrenta Guerra dos Trinta Anos na Europa [uma guerra de cunho religioso], está destruída. Essa tese também é compartilhada pelo ex-secretário-de-Estado Henry Kissinger e pelos novos ideólogos do movimento indigenista internacional.</p>
<p>Negri sustenta que, após os ataques de 11/setembro/2001, o mundo passou da “globalização” à criação de um império (ou seja, os EUA), que busca, por meios militares, delimitar a sua soberania. [...] <em>«Os conflitos armados não serão concebíveis de maneira tradicional, como choques entre entidades soberanas: estes devem ser considerados, mais propriamente, como guerras civis no interior do império. A guerra civil torna-se condição normal dentro do império e serve como dispositivo para a definição e a posição hierárquica dos sujeitos. No império, nos encontramos, portanto, em um estado interminável de guerra»</em>.</p>
<p>Com tal formulação, Negri <em>et alii</em> se mostram em concordância não apenas com Kissinger, mas também com o mestre dos belicistas que controlavam o governo de George W. Bush, o falecido filósofo político Leo Strauss, que também pregava um estado de conflito permanente como condição ideal para impedir a perda de vigor por parte da civilização.</p>
<p>Com essa lógica absurda e quase surrealista, Antonio Negri apaga, de um único golpe, as nações soberanas. Desse modo, qualquer proposição organizada à globalização se torna impossível ou impotente, não restando ao mundo outra alternativa senão a submissão ao “império” – ou a revoltas suicidas. Por exemplo, para esses “globalizados”, a resistência oposta à invasão do Iraque, encabeçada pela Rússia, Alemanha, França e China, seria, simplesmente, descrita como o antecedente de uma <em>«guerra civil intra-imperial»</em>.</p>
<p>Ainda pior é que, em tal concepção, as “multidões” – ou as massas de manobra que crescem alimentadas pela miséria provocada pelo globalismo – se convertem no fator de revolta permanente que destruirá as nações, deflagrando ondas de sangrentas convulsões sociais até que se consiga destruir ou inviabilizar os Estados nacionais. Essas são as “multidões”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Mais apoios internacionais num movimento continental</h2>
<p>Em entrevista de 14/09/2004, Juana Chambi, dirigente do MST boliviano, além de se ufanar de sua organização ter crescido segundo o modelo do MST brasileiro, afirmou: <em>«O MST do Brasil tem projetos de desenvolvimento em plena execução e conta com o apoio de organizações internacionais»</em>. [...] Segundo ela, o MST boliviano, criado havia quatro anos, tinha 5.000 filiados diretos e 20.000 indiretos [na ocasião da edição deste livro].</p>
<p>Na Bolívia, essa “transnacionalização” dos sem-terras está sendo apoiada pela ONG suíça E-Change, e também conta com recursos do próprio governo suíço e da Ação Quaresma, organização dos bispos do país. A E-Change envia voluntários suíços a diversos países da África e da América Latina. Em setembro/2004, havia 33 deles na Bolívia e 50 no Brasil. Aqui, seus principais associados são o MST, a Associação Brasileira de ONGs (ABONG) e a Central de Movimentos Populares (CMP), fundada pelo teólogo da libertação, frei Beto, ideólogo do MST.</p>
<p>Com tais apoios, o MST brasileiro se firma como o eixo orientador de uma consistente organização camponesa internacional, que se move dentro dos parâmetros delineados por um dos ideólogos do Fórum Social Mundial (FSM), o filósofo-terrorista italiano Antonio Negri.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Contra a modernização</h2>
<p>Igualmente grave é o fato de que essa nova “internacional camponesa”, que se aglutina em torno da chamada Via Campesina, se rege segundo uma perspectiva “neoludita” [ludita = membro do grupo de operários ingleses que, no S19, destruíram máquinas industriais, temendo o desemprego; indivíduo que se opõe à industrialização intensa ou a novas tecnologias], rechaçando o uso de técnicas modernas na agricultura e, em geral, se opondo ao progresso científico.</p>
<p>No Paraguai, a Mesa Coordenadora de Organizações Campesinas (MCNOC), ligada ao MST brasileiro, começou a se destacar por suas ações. <em>«Vamos invadir extensas áreas em San Pedro, para as ocupar pacificamente. A invasão é o único caminho que nos resta, porque as pessoas pobres necessitam plantar para viver. Essas propriedades, que pertencem a empresários brasileiros, são ociosas e certamente destinadas à plantação de soja»</em>. Assim declarou seu dirigente, Elvio Bentez ao jornal uruguaio <em>El País</em> (em 16/08/2004).</p>
<p>O poder atingido pelo MST é exemplo para várias manifestações de revolta social produzidas no continente, devido às penosas condições de miséria que afetam grande parte da população. Uma delas é a dos “piqueteiros” argentinos (considerados pelo próprio Negri como parte de suas “multidões”). Segundo a <em>Folha de São Paulo</em> (13/09/2004), as relações internacionais dos “piqueteiros” incluem uma cooperação com o MST brasileiro, o Movimento Aimara boliviano, a Federação Nacional de Campesinos do Paraguai e grupos mexicanos.</p>
<p>Bom exemplo da maneira como os centros intelectuais colonialistas vêem tais movimentos, é um artigo publicado na <em>Folha de São Paulo</em> (01/04/2001), da autoria de Michel Lowry, da Escola de Altos Estudos da Sorbonne, que rotula o MST e o “zapatismo” como verdadeiros representantes de uma revolução <em>«campesina arcaica</em>» contra a modernidade. Lowry classifica os movimentos campesinos de resistência como <em>«milenaristas primitivos»</em>, e como exemplos históricos de <em>«protestos antimodernos (anti-capitalistas)»</em>. O principal caso de estudo foi a revolta dos trabalhadores agrícolas ingleses de 1830, os chamados “luditas”, <em>«um movimento de protestos de massas que utilizou métodos arcaicos – incêndios e destruição de máquinas»</em>. E: <em>«&#8230;citaria dois exemplos: o Exército Zapatista de Libertação Nacional de Chiapas e o MST do Brasil. Ambos são movimentos campesinos de protesto contra a modernização capitalista, ambos possuem componentes milenaristas que se aproximam dos fenômenos estudados pelo historiador inglês (Eric Hobsbaum). O EZLN nasceu da fusão do “guevarismo”, (&#8230;) com a revolta arcaica de comunidades indígenas maias e com o messianismo cristão das comunidades de base&#8230; Quanto ao MST, que tem suas raízes socioculturais na Pastoral da Terra da Igreja Católica, nas comunidades de base e na Teologia da Libertação, também se caracteriza por uma mescla espantosa de religiosidade popular, revolta campesina arcaica e uma organização moderna na luta radical pela reforma agrária»</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>A ideia é incrementar os conflitos pela posse da terra</h2>
<p>Sob essa perspectiva, deve-se ressaltar a experiência da atual presidenta do ISA, a antropóloga Neidi Esterci, oriunda, precisamente, da Escola de Altos Estudos Sociais da Sorbonne, que foi, anteriormente, coordenadora do programa Movimento Camponês do CEDI. Em sua vida acadêmica destacam-se trabalhos-chave para justificar e deflagrar diferentes modalidades de conflitos pela terra.</p>
<p>Ao final da década de 1980, com o apoio da Fundação Ford, Neidi Esterci dirigiu vários trabalhos de campo sobre a reforma agrária, os quais incluíram o envio de muitos jovens aos países onde foram implantados os modelos que, hoje, a oligarquia internacional está empregando para a “africanização” do Brasil, como em Moçambique e no Peru. Com essa experiência de campo, ela repetiu o que os especialistas da Sorbonne pregam ainda hoje, ao atribuir aos camponeses e à luta pela terra, características revolucionárias de primeira ordem. [...] Sua trajetória é um caso típico dos membros que integram o exército de antropólogos que invadiu a Íbero-América e cujas mentes foram colonizadas pela metrópole, convertendo-se em “quintas colunas” convictos do poder anglo-americano.</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/Mafiaverde2.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1853" title="Mafiaverde2" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/Mafiaverde2.jpg" alt="" width="59" height="95" /></a></strong></p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>«A Máfia Verde – O Ambientalismo a Serviço do Governo Mundial» e </strong></em><strong>«</strong><strong>Máfia Verde II – Ambientalismo – Novo Colonialismo»</strong></p>
<p style="text-align: right;">
<p style="text-align: right;">
<p style="text-align: right;">
<p style="text-align: center;"><em><strong><em><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/newrule1.gif"><img class="aligncenter" title="newrule" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/newrule1.gif" alt="" width="158" height="24" /></a></em></strong></em></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/o-aquecimento-global-e-a-invencao-dos-2%c2%bac/seta-vermelha-pequena/" rel="attachment wp-att-3623"><img class="alignleft size-full wp-image-3623" title="seta-vermelha-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>Créditos:</strong> este post é matéria apresentada nos livros <strong>«A Máfia Verde – O Ambientalismo a Serviço do Governo Mundial»</strong>, e <strong>«A Máfia Verde II – Ambientalismo – Novo Colonialismo»,</strong> em capítulo específico destinado a apresentação das principais ONGs ambientalistas/indigenistas que atuam, de alguma forma, no Brasil e em diversas outras partes dos referidos livros. Eventualmente, introduzo subtítulos no texto para facilitar e incentivar a leitura.</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/o-aquecimento-global-e-a-invencao-dos-2%c2%bac/seta-cinza-pequena/" rel="attachment wp-att-3626"><img class="alignleft size-full wp-image-3626" title="seta-cinza-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-cinza-pequena.jpg" alt="" width="28" height="19" /></a>Os livros a ler são:</strong> <strong><strong>«</strong>A Máfia Verde – O Ambientalismo a Serviço do Governo Mundial»</strong> e <strong>«A Máfia Verde II – Ambientalismo – Novo Colonialismo» </strong>(ambos publicados pela Capax Dei Editora). <em><strong><em><br />
</em></strong></em></p>
<p><strong>Para saber mais sobre o tema, visitar os sites da MSIa/Capax Dei:</strong></p>
<p><a href="http://www.alerta.inf.br/">http://www.alerta.inf.br/</a> e <a href="http://www.msia.org.br/">http://www.msia.org.br/</a></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/governo-oculto-do-mundo-iii/white01_right/" rel="attachment wp-att-3981"><img class="alignleft size-full wp-image-3981" title="white01_right" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/white01_right.gif" alt="" width="18" height="18" /></a>Imagem:</strong> josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br.<a href="http://blogdoambientalismo.com/aquecimento-global-paises-nao-cumprirao-metas/husc-mini/" rel="attachment wp-att-3995"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a></p>
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		<title>O CFR &#8211; Council on Foreign Relations</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Jul 2010 14:04:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O que é, afinal, o CFR, Council on Foreign Relations, ou Conse­lho para Relacões Exteriores, tantas vezes mencionado aqui? Para ci­tarmos Winston Lord, ex-ministro interino das relações exteriores dos Estados Unidos: «Não é a Comissão Trilateral que governa o mundo; é o Council on Foreign Relations».]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/solereditora.com_.br-madras-editora-peq.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-3767" title="solereditora.com.br-madras-editora-peq" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/solereditora.com_.br-madras-editora-peq.gif" alt="" width="60" height="115" /></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/bibliotecapleyades.net-round_table.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-4051" title="bibliotecapleyades.net-round_table" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/bibliotecapleyades.net-round_table-300x282.jpg" alt="" width="300" height="282" /></a>O que é, afinal, o CFR, <em>Council on Foreign Relations, </em>ou Conse­lho para Relacões Exteriores<em>, </em>tantas vezes mencionado aqui? Para ci­tarmos Winston Lord, ex-ministro interino das relações exteriores dos Estados Unidos: <em>«Não é a Comissão Trilateral que governa o mundo; é o Council on Foreign Relations».</em></p>
<p>O relatório anual do CFR para o período de 01/julho/1993 a 30/junho/1994 afirma o seguinte: <em></em></p>
<blockquote><p><em>«O CFR é uma organização de membros, sem fins lucrativos e multipartidária, que se dedica a aperfei­çoar o entendimento da política de relações exteriores dos Estados Uni­dos e das questões internacionais, através do intercâmbio de idéias. O Conselho para Questões Estrangeiras foi fundado em 1921, logo após o fim da Primeira Guerra Mundial. Muitos participantes americanos da Conferên­cia de Paz, em Paris, decidiram que, devido à crescente responsabilidade e ao crescente compromisso internacional dos Estados Unidos, era hora de mais cidadãos americanos assumirem posições de confiança. Esse con­senso levou à criação de uma organização que mudou o curso da política de relações exteriores americana, para o benefício, tanto de seus mem­bros, quanto de um maior público americano»</em>.</p></blockquote>
<p>O político conservador e evangelista americano Pat Robertson ofe­rece outra explicação para o mesmo processo:</p>
<blockquote><p><em>«A escolha de “sábios” já controlava a formulação da política de relações exteriores dos Estados Unidos desde a época anterior à Segunda Guerra Mundial. No CFR, já estiveram praticamente todos os conselheiros im­portantes para a segurança nacional e política exterior desta nação, há 70 anos.»</em></p></blockquote>
<p><em><br />
</em></p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/www.cfr_.org-cfr-FA.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-4050" title="www.cfr.org-cfr-FA" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/www.cfr_.org-cfr-FA.jpg" alt="" width="173" height="173" /></a>A composição e metas do CFR</h2>
<p>Em política de governo, o Conselho e seu periódico <em>Foreign Affairs </em>é a expressão mais evidente (do poder)<em> </em>do <em>establishment. </em>Dos aproxi­madamente 2.900 membros, pelo menos 500 são muito poderosos, ou­tros 500 vêm diretamente do centro de poder, e o restante exerce influên­cia sobre universidades, a mídia, os sistemas econômicos e financeiros, o militarismo e o próprio governo. Alguns têm o álibi do conservadorismo.</p>
<p>No parecer de um homem que foi seu membro por 15 anos, o con­tra-almirante Chester Ward, juiz superior da Marinha de 1956 a 1960, o CFR pode ser definido da seguinte maneira:</p>
<blockquote><p><em>«O desarmamento e a dissolução da soberania dos Estados Uni­dos e da independência nacional em prol de um governo mundial todo ­poderoso foi a única meta revelada a aproximadamente 95% dos 1.551 membros (do CFR em 1975). Há muitos outros planos e intentos que recebem o patrocínio do CFR; mas é altamente improvável que mais de 75 de seus membros os conheçam, ou que tais intentos tenham sido registrados por escrito.»</em></p>
<p><em>Essas metas (ainda secretas) são um tanto peculiares, e precisaría­mos abordá-Ias detalhadamente. O ponto focal é a crença na superioridade das capacidades individuais para a construção de uma ordem mundial em que um capitalismo esclarecido governaria toda a moeda corrente, todo o sistema bancário e de crédito, todo o processo de produção bem como as matérias primas. Essa ordem deve ser organizada por um governo (mundial) e supervisionada por seu próprio exército.»</em></p></blockquote>
<p style="text-align: right;"><strong><em>(Pat Robertson, «The New World Order»)</em></strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong><em><br />
</em></strong></p>
<h2>O que manda é o dinheiro</h2>
<p>Façamos uma pausa antes de novas citações. Um dos homens mais influentes nos Estados Unidos, ao mesmo tempo racionalista e conserva­dor, cristão e político, descreve abertamente o empenho de um grupo de pessoas para dominar o mundo. Mas não se trata de um racismo ideoló­gico desenfreado nem da imposição de uma única religião, ou de algum culto esotérico ou sociedade secreta – e sim de dinheiro! É o domínio dos interesses econômicos, acima de qualquer outra preocupação; é o abso­lutismo da maximização dos lucros contra os interesses sociais, culturais ou religiosos. Não são extraterrestres perversos nem hipotéticos mons­tros superpoderosos que almejam o controle da Terra, tomando-se mes­tres do mundo. É um determinado sistema que se encarrega disso – dinhei­ro, lucro, riquezas. Claro que seria um capitalismo “esclarecido”, pois, dessa forma, nem nós nem nossos vizinhos teríamos como protestar. Afi­nal, quem seria contra um maior bem-estar, mais empregos e produtos?</p>
<p><em>«Pois o que aproveitará </em>o <em>homem se ganhar </em><em>o</em> <em>mundo inteiro e perder a sua alma?» </em>(Mateus, 16:26). Este autor não considera a inter­pretação de Pat Robertson puro medo do futuro, mas sim algo que já está acontecendo no globo. Justamente por não se tratar de um único ditador ou de um pequeno grupo de “rebeldes”, e sim de um sistema “anônimo”, devemos sempre perguntar: que forças se escondem por trás dele? E repetindo um conceito já exposto aqui: esse esfor­ço para colocar o mundo sob o domínio de um capitalismo “esclareci­do”, não através da coerção e sim da sedução, não caiu do céu e não é um subproduto inevitável da evolução social. É muito mais provável que existam forças espirituais negras por trás de todo esse sistema, que se servem do caráter e da natureza humanos&#8230; Agora, voltemos ao CFR.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Suas reuniões</h2>
<p>Regularmente, o CFR faz reuniões secretas com seus membros e alguns poucos convidados escolhidos a dedo. Esporadicamente, há tam­bém uma reunião aberta para a qual a mídia é convidada – tanto repre­sentantes dos jornais quanto do rádio e da televisão – cujo objetivo é dar a impressão de que o CFR é um grupo inofensivo de cidadãos que se preo­cupam com as questões sociais. É compreensível que, através dessa es­porádica transparência, o grupo consiga disfarçar que o CFR, na verda­de, segue e impõe metas bem determinadas, o que nada tem a ver com métodos democráticos.</p>
<p>Eles têm, naturalmente, um trunfo nas mãos: não podem ser proibi­das decisões de organizações e grupos que, de uma forma ou de outra, dizem respeito ao bem-estar social. Não se pode tentar impedir – sem o risco de ferir de maneira ditatorial o desenvolvimento do indivíduo – que pessoas se filiem a grupos de interesses comuns e se empenhem em segui­-los. Os problemas começam depois, quando o grupo já não discute so­mente o interesse e o destino próprios, e sim os de inúmeras pessoas de vários países e continentes.</p>
<p>As sociedades secretas do estilo antigo já estão superadas. Diante dos olhos do público aturdido, intelectual e emocionalmente, desenrola-­se, há muito tempo, uma luta pelo poder, cujo objetivo é possuir o corpo e a alma das pessoas, tornando-as maleáveis.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/Cecil-Rhodes.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-9997" title="Cecil-Rhodes" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/Cecil-Rhodes.jpg" alt="" width="228" height="279" /></a>Antecedentes centenários</h2>
<p>No livro «O Establishment Anglo-americano»<em>, </em>seu autor, Dr. Carroll Quigley, descreve como o CFR americano tinha um predecessor concre­to na Inglaterra, 100 anos atrás:</p>
<blockquote><p><em>«Em uma tarde de inverno, em Londres, no mês de fevereiro de 1891, três homens reuniram-se para uma conver­sa franca. Dessa conversa, surgiram consequencias altamente significati­vas para o Império Britânico e o resto do mundo. Pois esses três homens organizaram uma sociedade secreta que por 15 anos seria uma das mais importantes forças para a formulação e realização da política britâni­ca no império e nas relações exteriores. Os três homens eram muito co­nhecidos na Inglaterra. O líder era Cecill Rhodes </em>[figura ao lado]<em>, um industrial riquíssimo e a personalidade mais importante no sul da África. O segundo era William T. Stead, o famoso jornalista que na época era o mais ávido por sensacionalismo. O terceiro homem era Reginald Baliol Brett posteriormente conhecido como Lorde Esher, um amigo e confidente da rainha Victoria, futuro e influente conselheiro dos reis Edward VII e George V.</em> <em>(&#8230;)</em> <em>Os três elaboraram um plano organizacional para uma sociedade secreta </em>[que ficou conhecida como a “Távola Redonda”]<em> e fize­ram uma lista de membros fundadores. O plano previa um círculo interno chamado “The Society of the Elect” (A Sociedade dos Eleitos), e uma esfera exterior que receberia o nome de “The Association of Helpers” (A associação dos Ajudantes). Dentro da “Sociedade dos Eleitos”, o poder real seria exercido através de um líder e uma “Junta dos Três”. O líder seria Rhodes, e a junta seria composta de Stead, Brett e Alfred Milner. Em concordância com essa decisão, Milner foi introduzido formalmente à sociedade por Stead.»</em></p></blockquote>
<p style="text-align: right;"><strong><em>«The Anglo-American Establishment, From Rhodes to Cliveden» («O Establishment Anglo-americano, de Rhodes a Cliveden), de Carroll Quigley, 1981.</em></strong></p>
<p>Quigley prossegue esclarecendo como essa sociedade secreta, pura­mente britânica, serviu de modelo para o grupo norte-americano CFR.<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/governo-oculto-pequwno.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3757" title="governo-oculto-pequwno" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/governo-oculto-pequwno.jpg" alt="" width="50" height="41" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>Wolfing von Rohr</strong></em></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/newrule1.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-3859" title="newrule" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/newrule1.gif" alt="" width="158" height="24" /></a><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3623" title="seta-vermelha-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>Créditos:</strong> Este post é parte do livro de Wolfing von Rohr, intitulado <strong>«Governo Oculto do Mundo»</strong>, de 2005, publicação da Editora Madras, SP. Introduzi subtítulos no texto a fim de facilitar e incentivar a leitura e o entendimento da matéria. Recomendo este livro, bem como os demais, listados abaixo, para todos aqueles que desejam seber, de fato, “como é que a banda toca” neste nosso mundo.</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-cinza-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3626" title="seta-cinza-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-cinza-pequena.jpg" alt="" width="28" height="19" /></a><strong>Os livros a ler são:</strong> <strong>«Governo Oculto do Mundo»</strong>, de Wulfing von Rohr (Madras Editora Ltda., SP); <strong>«A Verdadeira História do Clube Bilderberg»</strong>, de Daniel Estulin (Editora Planeta do Brasil Ltda.); <strong>«A Corporação – A História Secreta do Século XX e o Início do Governo Mundial do Futuro»</strong>, de Nicholas Hagger (Editora Pensamento-Cultrix Ltda.); <strong>«As Redes Secretas do Poder»</strong>, de Pablo Allegritti (Editora Planeta do Brasil Ltda.); e <strong>«O Governo Secreto»</strong>, de Jim Marrs (Madras Editora Ltda.).</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/white01_right.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-3981" title="white01_right" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/white01_right.gif" alt="" width="18" height="18" /></a>Imagens: </strong>bibliotecapleyades.net; e http://www.notablebiographies.com<img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></p>
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		<title>CMI &#8211; Conselho Mundial de Igrejas</title>
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		<pubDate>Sat, 15 May 2010 17:00:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Atualmente sediado na Suíça, o CMI foi fundado em 1937, em um seminário realizado na Universidade de Oxford, Inglaterra, do qual participaram representantes da nata do establishment anglo-americano. Um deles foi Lorde Lothian, que deu o tom da entidade ao palestrar sobre a «influência demoníaca da soberania nacional».]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/Vampire-pequeno.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3323" title="Vampire-pequeno" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/Vampire-pequeno.jpg" alt="" width="54" height="54" /></a>Atualmente sediado na Suíça, o CMI foi fundado em 1937, em um seminário realizado na Universidade de Oxford, Inglaterra, do qual participaram representantes da nata do <em>establishment</em> anglo-americano. Um deles foi Lorde Lothian, que deu o tom da entidade ao palestrar sobre a <em>«influência demoníaca da soberania nacional».</em></p>
<p>O CMI é integrado pela Igreja Anglicana, cujo chefe é o monarca da Grã-Bretanha, e outras igrejas protestantes. A Igreja Católica, apesar de não integrá-lo, envia representantes às suas reuniões. O CMI e sua rede de ONGs associadas têm financiado ativamente o aparato internacional de “direitos humanos” e, igualmente, tem apoiado ativamente levantamentos separatistas, como o do Exército Zapatista de Libertação Nacional, em Chiapas, México.</p>
<p>Uma das funções do CMI é coordenar mundialmente as ações dos seguidores da “Teologia da Libertação”, que propõe igrejas autóctones indígenas (pagãs).</p>
<p>Em junho de 1997, o papel desestabilizador do CMI foi denunciado pelo cardeal Joseph Ratzinger, presidente da Congregação para a Doutrina da Fé do Vaticano, ao afirmar que <em>«grande parte dos bispos católicos da América Latina se lamentam comigo do fato de que o </em>Conselho Ecumênico de Igrejas<em> </em>(outra denominação do CMI)<em> tem dado uma grande ajuda aos movimentos de subversão, uma ajuda que talvez tivesse boas intenções, mas que acabou sendo bastante danosa para o Evangelho».</em></p>
<p>Mais recentémente, o CMI tem sido um dos mentores da campanha internacional de desarmamento civil, tendo sido um dos fundadores da IANSA &#8211; Rede de Ação Internacional de Armas Pequenas, entidade criada em Haia, Holanda, em maio de 1999, para coordenar a campanha em âmbito mundial.</p>
<p>No Brasil, o CMI tem participado ativamente do movimento indi­genista, por intermédio de seu apoio à criação do CEDI e do CIMI &#8211; Conselho Indigenista Missionário da CNBB &#8211; Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.Na campanha pró-desarmamento, seu prin­cipal parceiro é o Movimento Viva Rio.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>As seguintes organizações atuam na órbita do CMI:</h2>
<p><strong>ICCO &#8211; Organização Intereclesiástica para a Cooperação ao Desenvolvimento</strong>: sediada na Holanda e mantida por igrejas protestantes européias. Em 1994, seu orçamento anual era de 86,5 milhões de dólares, dos quais 8,1 milhões de dólares foram repassados a ONGs brasileiras. Seus temas prioritá­rios são desenvolvimento rural sustentável, direitos humanos e ambientalismo;</p>
<p><strong>Brot für die Welt</strong> (Pão para o mundo): pertencente à Igreja Evangélica na Alemanha. Em 1994, tinha uma receita anual de 100 milhões de dólares, tendo feito doações de 4 milhões de dólares a ONGs brasileiras. Atua basicamente junto a ONGs ligadas a pequenos produtores rurais, povos indígenas, o MST e o MAB &#8211; Movimento dos Atingidos por Barragens. Uma de suas atividades no Brasil inclui o que denomina “Diálogo Grande Carajás”; e a</p>
<p><strong>Christian Aid</strong>: baseada em Londres, é mantida por igrejas protestantes européias. Em 1994, seu orçamento anual era de 75 milhões de dólares, tendo feito doações de 2,2 milhões de dólares a organizações brasileiras.<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/Mafia-Verde-1-pequeno.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3013" title="Mafia-Verde-1-pequeno" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/Mafia-Verde-1-pequeno.jpg" alt="" width="45" height="68" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><em><strong><em>A Máfia Verde – O Ambientalismo a Serviço do Governo Mundial</em></strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/newrule1.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-3859" title="newrule" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/newrule1.gif" alt="" width="158" height="24" /></a></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3623" title="seta-vermelha-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>Créditos:</strong> este post é matéria apresentada no livro <strong>«A Máfia Verde – O Ambientalismo a Serviço do Governo Mundial</strong>», em capítulo específico destinado a apresentação das principais ONGs ambientalistas/indigenistas que atuam, de alguma forma, no Brasil. Eventualmente, introduzo subtítulos no texto para facilitar a leitura.</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-cinza-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3626" title="seta-cinza-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-cinza-pequena.jpg" alt="" width="28" height="19" /></a>O livro a ler é:</strong> <strong><strong>«</strong>A Máfia Verde – O Ambientalismo a Serviço do Governo Mundial»</strong> (Capax Dei Editora). <em><strong><em> </em></strong></em></p>
<p><strong>Observação:</strong> para outras informações sobre a atuação do CMI no Brasil, ler o post, neste site, intitulado <strong>«A implementação do indigenismo no Brasil»</strong>.</p>
<p><strong>Para saber mais sobre o tema, visitar os sites da MSIa/Capax Dei:</strong></p>
<p><a href="http://www.alerta.inf.br/">http://www.alerta.inf.br/</a> e <a href="http://www.msia.org.br/">http://www.msia.org.br/</a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a></p>
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		<title>A classe média ameaçada no Brasil</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Mar 2010 14:42:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A classe média é a que detém o poder de resistir, econômica e culturalmente, aos governos totalitários. Por isso, os governos ditatoriais a eliminam. Hoje, mormente num país como o Brasil, a eliminação das classes ainda chamadas pelos extremistas como “burguesas”, não se pode mais levar a cabo através do extermínio físico em massa, como algumas ditaduras do século 20 fizeram, mas isso pode ser alcançado através de outros processos, menos claros, mais lentos, mas igualmente poderosos: através de impostos, e pela desconstrução de suas instituições éticas e morais.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/03/harpia-temalivre2010-direitamedia.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-2750" title="harpia-temalivre2010-direitamedia" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/03/harpia-temalivre2010-direitamedia.jpg" alt="" width="80" height="52" /></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/03/Hitler-Mussolini3.blogspot.com_.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-2479" title="Hitler-Mussolini(3.blogspot.com)" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/03/Hitler-Mussolini3.blogspot.com_-270x300.jpg" alt="" width="270" height="300" /></a>A classe média é a que detém o poder de resistir, econômica e culturalmente, aos governos totalitários. Por isso, os governos ditatoriais a eliminam. Hoje, mormente num país como o Brasil, a eliminação das classes ainda chamadas pelos extremistas como “burguesas”, não se pode mais levar a cabo através do extermínio físico em massa, como algumas ditaduras do século 20 fizeram, mas isso pode ser alcançado através de outros processos, menos claros, mais lentos, mas igualmente poderosos: através de impostos, pelos reajustes salariais abaixo da inflação real, e pela desconstrução de suas instituições éticas e morais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Impostos cada vez mais abusivos</h2>
<p>Através de impostos e do mascaramento da inflação, cada vez mais extorsivos e compulsórios, e de outras medidas coercitivas paralelas, cruéis, sutis, porém seguras, dar-se-á, paulatinamente, o empobrecimento da classe média, e, consequentemente, o desaparecimento de uma categoria de pessoas que o  termo “burguesia”, hoje claramente pejorativo, encerra. O dinheiro da classe média, aos poucos, vai passando para o governo. E algumas mudanças de paradigmas culturais completam o esquema, como se verá em seguida, com vistas, em última análise, àperpetuação do poder, a nível local, e à governança mundial, a nível global. Além disso, a eliminação de certos direitos fundamentais da sociedade como um todo, são típicos de uma pré-ditadura, como por exemplo, o desarmamento da população civil, coisa que todos os grandes ditadores fazem, sob o nobre pretexto de se diminuir a criminalidade.<img src="http://www.temalivre.net/wp-content/plugins/fckeditor-for-wordpress-plugin/ckeditor/images/spacer.gif?t=99GE" alt="Objeto desconhecido" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>As mudanças de paradigmas culturais</h2>
<p>Junto com o modo de eliminação da classe média através do confisco sistemático, constante e eficiente de seus bens, são instituídas medidas no sentido de tornar desacreditada e desmoralizada a classe média, através de ataques sistemáticos e constantes aos seus princípios morais e éticos, bem como às instituições que os representam, ataques esses sempre velados, com ar de modernidade, de luta pelos direitos humanos e reivindicações sociais, que a todos atinge e que a todos acaba convencendo.</p>
<p>O processo, embora longo, é irreversível, e muda, radicalmente, os conceitos cívicos, morais e éticos da sociedade como um todo, com o intuito de que esta acabe por concordar, pacificamente, com sua própria extinção, como uma espécie de suicídio social  – e de se conformar com isso.</p>
<p>Podemos notar esse processo atuando, claramente, nas novelas da televisão, onde, via de regra, os personagens das classes mais altas são, quase sempre, os vilões, conseguindo e mantendo suas fortunas e privilégios graças a artifícios desonestos – enquanto os personagens que fazem papéis de pessoas de classes sociais mais baixas, são sempre as vítimas e primam pela honestidade de princípios, pela moralidade e solidariedade para com o próximo. Esse processo gera luta entre classes e cultiva o ódio aos mais favorecidos. Dividir para conquistar – conquistar o país, conquistar  o mundo.</p>
<p>Ao mesmo tempo, idéias “progressistas” são incutidas nas cabeças das pessoas através de comportamentos inadequados de certos personagens, e mostrados, nas novelas, como pessoas perfeitamente normais. A população acaba se convencendo de que essas situações exdrúxulas e imorais são absolutamente comuns. Mas não são. E lá se vão os conceitos éticos, morais e cívicos da sociedade como um todo, mormente da classe média. As novelas são um processo utilizado pelas elites oligárquicas para mudar a cabeça das pessoas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>O povo acaba aceitando qualquer coisa</h2>
<p>Pralelamente, a desmoralização da organização moral e ética da sociedade serve também para que a população aceite qualquer coisa, já que qualquer coisa passa a ser banalizada, comum, aceita e tolerada, inclusive a aceitação de governos ditatoriais com caras de sociais. Por que não?</p>
<p>Esse processo, que se chama “mudança de paradigma cultural” é cuidadosamente planejado e executado, há décadas, por certos organismos internacionais, como por exemplo o Instituto Tavistock de Relações Humanas (e outros similares), financiados pelos grandes “monarcas do Mundo” – as grandes oligarquias internacionais – que se reúnem em organizações como o Clube Bilderberg, a Comissão Trilateral, e o CFR &#8211; Council on Foreign Relations (estes os mais destacados).</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>A atuação das ONGs</h2>
<p>Atuam em todo o planeta através de filiais espalhadas pelos países, mormente nos do Terceiro Mundo, muitas vezes com outros nomes, nomes ingênuos e que não despertam suspeitas quanto às suas verdadeiras intenções. São as chamadas ONGs, que defendem os direitos humanos e sociais e a “cidadania”, assim como os “direitos” de certas minorias.</p>
<p>Esses “novos conceitos” são inculcados à nação corno um todo, fazendo, não só com que toda a cultura da sociedade mediana seja desmoralizada e desmorone, como também promova, junto às classes menos favorecidas (classes essas ditas “proletárias” – termo que vem de “prole” – geradora de filhos), um ódio cada vez maior à classe média – à burguesia opressora – ódio esse que apenas servirá para, na ocasião propícia, quando do golpe final no sentido da tornada definitiva do poder, que o grupo pretendente encontre, nessas pessoas ingênuas, o apoio necessário – inclusive o seu próprio apoio material e humano, através de grupos armados clandestinamente, como o MST e outros (chamados “para-militares”), grupos esses que garantirão o apoio armado ao golpe final de tomada completa do poder.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Grupos que almejam o poder absoluto</h2>
<p>Esses grupos que almejam o poder total são, normalmente, de extrema ou “meia esquerda”, de formação ideológica socialista, muitas vezes com enxertos de falsa religiosidade, quase sempre de fundo leninista-stalinista. É relativamente fácil chegar ao poder – como chegam – nos países do Terceiro Mundo. Com rótulos de salvadores da pátria, seus líderes agem como se fossem uns messias, prometendo o que não podem fazer e, se em processo de reeleição, se gabando do que não fizeram. Isso é típico, por exemplo, de Luis Inácio da Silva, nosso presidente: prometer o que não irá fazer e gabar-se do que não fez.</p>
<p>O PT é cria da CNBB, assim como o MST e similares. Tudo teve origem nas Comunidades Eclesiais de Base, nos movimentos sociais da Pastoral da Terra, na Teologia da Libertação e movimentos afins. “Lula” é um nome apropriadamente cultivado para dar ao seu dono um ar carismático e popular. Ele também é cria do marketing que foi imaginado para a sua popularização. Nós também temos um messias&#8230;</p>
<p>No entanto, líderes desse tipo logo mostram sua verdadeira índole maligna decorrentes de intenções baixas e macabras, ditatoriais, que se revelam de vez em quando em incidentes aparentemente fortuitos, mantendo eles, sempre, suas caras de bonzinhos e dizendo que não sabiam de nada. São inatingíveis porque são santificados.</p>
<p>Graças à miséria e à ignorância das populações por eles manipulada, muitas vezes através da compra de votos sob o rótulo de “contrubuições sociais” e de melhor “distribuição de renda” – às custas dos impostos pagos pela classe média, diga-se de passagem – estes pequenos déspotas disfarçados chegam ao poder com relativa facilidade, com um sorriso cínico que chega a estarrecer.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Tomar o poder só é possível com o controle do poder econômico</h2>
<p>Chegar ao poder não significa, entretanto, tomar o poder. O poder econômico do povo – da classe média – suas instituições privadas, suas organizações profissionais e financeiras são, justamente o outro poder, o poder que se opõe ao poder político e equilibra a nação como um todo, como já foi mencionado acima. É por isso que a democracia norte-americana é a maior e a mais equilibrada do mundo. A classe média norte-americana mantém a democracia.</p>
<p>Por isso, esses governozinhos de quinta categoria fazem e farão tudo para conquistar o poder econômico, que é o que lhes falta para a total tomada do poder. Esses recursos serão tirados de alguma forma mais ou menos discreta, ou não, da classe média, proletarizando-a, a fim de que se tenham os dois poderes nas suas mãos – o político e o econômico.</p>
<p>Observação: os mais ricos, fugindo dos impostos, têm recursos para tirar o seu dinheiro do país, mas os da classe média, não. Estes, têm contra-cheque e não podem livrar-se dos impostos facilmente.</p>
<p>De posse do poder econômico, esses déspotas poderão tomar completamente o poder, propriamente falando, e poderão se tornar absolutos no domínio e escravização de uma nação inteira por muitas e muitas décadas&#8230; Castro é exemplo típico dessas artimanhas. Chaves já está conseguindo seu intento na Venezuela, “estatizando” uma série de empresas que operam em seu território – absorvendo o poder econômico das mesmas, e o índio da Bolívia está fazendo o mesmo, e outros mais – mudando suas constituições para se perpetuarem no poder. E o governo brasileiro apoia todos esses caras. Sim, a moda atual na América Latina é a de os atuais presidentes mudarem as constituições de seus países para poder ser reeleitos por uma terceira vez, ou indefinidamente. Isso é golpe. Paulatinamente, todos os países latinos estão aderindo a esta catástrofe democrática. O ex-presidente hondurenho, que pleiteia a mesma coisa – e foi deposto – é defendido pelo governo brasileiro, justamente, por isso, porque é mais um exemplo, para os brasileiros, de que este tipo de processo é o que está em voga. Por que não também no Brasil?</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/03/presidente-luiz-incio-lula-da-silva.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-2480" title="presidente-luiz-incio-lula-da-silva" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/03/presidente-luiz-incio-lula-da-silva-205x300.jpg" alt="" width="205" height="300" /></a>Os salvadores da pátria</h2>
<p>Ao lado disso tudo há um processo ininterrupto de desmoralização das próprias instituições democráticas legislativas e judiciárias (e também das policiais). Todos os seus defeitos são mostrados na mídia, cruamente. O povo acaba perdendo a confiança nelas. E se chegar um presidente e disser que o melhor seria fechar essas instituições e se manter no governo, para “salvar a nação&#8221;, todo mundo vai aplaudir. E estarão aplaudindo a própria miséria democrática, que terá ido por água a baixo, vítima de uma armação sórdida e totalitária, paulatina e inexorável.</p>
<p>O Brasil está caminhando para isso também. Nosso presidente, com a popularidade que tem, com a demonstração clara das mazelas do Congresso e da lentidão do Judiciário, com os erros de alguns dos elementos da Polícia e com o afastamento dos militares do mundo político, com a moda da reeleição infinita dos presidentes latino-americanos em voga, poderá, muito bem, no Brasil, apelar para isso tudo e dar um golpe, mudando nossa Constituição e se instituir na perpetuação presidencial. Ele diz que não, que já tem sua candidata, mas creio que isso é uma manobra diversiva. Na “hora H” um golpe deverá acontecer.</p>
<p>Não podemos esquecer de que o projeto do PT seria (ou é ainda), para ficar, pelo menos, uns 20 anos no poder. E se Luis Inácio da Silva tentar algo semelhante, duvido que o povo não o aplauda. E – repito – estará aplaudindo, ingenuamente, a sua própria desgraça democrática. Acho que alguém vai tentar isso por aqui. E estará dando um golpe.<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Imagens na ordem de apresentação: 3.bp.blogspot.com; blog.primeiramao.com.br</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>A farsa do desarmamento civil</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Jan 2010 01:14:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O desarmamento da população civil e honesta é um dos passos previstos pelas oligarquias internacionais que almejam o governo mundial. População desarmada é população cativa, inofensiva, impedida de reagir a quaisquer imposições políticas, mormente as ditatoriais, que venham a ser implementadas nos países-alvo. ONGs como o Movimento Viva Rio estão empenhadas nesse tipo de situação. ONGs desse tipo conspiram contra o Brasil. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIamedio.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1848" title="MSIamedio" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIamedio.jpg" alt="" width="85" height="43" /></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/AlertaII1.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-1777" title="AlertaII(1)" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/AlertaII1-239x300.jpg" alt="" width="239" height="300" /></a>O desarmamento da população civil e honesta é um dos passos previstos pelas oligarquias internacionais que almejam o governo mundial. População desarmada é população cativa, inofensiva, impedida de reagir a quaisquer imposições políticas, mormente as ditatoriais, que venham a ser implementadas nos países-alvo. ONGs como o Movimento Viva Rio estão empenhadas nesse tipo de situação. ONGs desse tipo conspiram contra o Brasil.</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/Mafiaverde2.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1853" title="Mafiaverde2" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/Mafiaverde2.jpg" alt="" width="168" height="269" /></a>Não há nenhum intuito de combater a criminalidade nem o de aumentar a segurança pessoal dos indivíduos, mas apenas cercear a liberdade das pessoas e torná-las mais fracas e dóceis. Por isso, o desarmamento da população civil é uma farsa, uma enganação. Mesmo depois que o Brasil respondeu com um veemente &#8220;não&#8221; ao plebiscito que tinha como objetivo proibir de vez a venda de armas de fogo e munições no país, esse tema continua em voga porque novas investidas estão sendo feitas para se tentar, novamente, criar condições para dificultar, cada vez mais, a compra e posse de armas de fogo pelo cidadão brasileiro. Ou seja: eles não estão satisfeitos&#8230; Este verbete apresenta, com algumas pequenas inserções, o texto completo do último capítulo do livro «Máfia Verde 2 – Ambientalismo: Novo Colonialismo», com o mesmo título: «A Farsa do Desarmamento Civil». Os subtítulos foram acrescentados por mim para melhor leitura do texto. Vamos à matéria.<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>O desarmamento da população civil no Brasil</h2>
<p>A cam­panha de desarmamento civil que os dois últimos governos brasileiros, uma rede inter­nacional de ONGs, e setores da mídia nacional e internacional vêm se empenhando, obsessivamente, em impor ao Brasil, representa uma emblemática manipulação de um tema de grande apelo popular, por parte de grupos comprometidos com uma agenda tida como a de uma certa “governança mundial”. Por trás dela, encontra-se muito mais do que um esforço bem-intencionado de enfrentar as causas da violência urbana em escala­da no nosso país – que pouco seria afetada até mesmo pelo total desarmamento da po­pulação.</p>
<p>É notório que o principal vetor da violência urbana tem sido a expansão do crime organizado, especialmente o narcotráfico, o qual tem encontrado campo fértil na deterioração econômica generalizada, e nas desigualdades sociais, acen­tuadas por décadas de aplicação de políticas econômicas neoliberais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>A campanha do desarmamento tem origem no exterior</h2>
<p>A campanha de desarmamento civil não é uma iniciativa interna ao nosso país, mas corresponde a um esforço externo, perpetrado por uma rede tentacular de instituições ligadas ao <em>establishment</em> oligárquico internacional – em especial o seu componente anglo­americano – sendo, o desarmamento civil, parte integrante dos esforços dessas instituições para a implantação de uma estru­tura de um “governo mundial” – acima dos Estados Nacionais – estados esses que aqueles ditos oligarcas pretendem ver inviabilizados no contexto da “globalização” que vem sendo levada a cabo.</p>
<p>Notas: Aurélio – oligarquia: 1 – governo de poucas pessoas, pertencentes ao mesmo partido, classe ou família; 2 – preponderância de uma facção ou de um grupo na direção dos negócios públicos.</p>
<p>Neste aspecto, a campanha constitui mais uma etapa da seqüência de iniciativas deflagrada após a II Guerra Mundial através de propostas como as de Bertrand Russell e seus aliados para o estabelecimento de um “governo mundial” que detivesse o mono­pólio das armas de destruição em massa. Como “pacifista”, Bertrand Russell não se melindrava, inclusive, em propor um ataque nuclear preventivo contra a URSS, caso esta não aceitasse a proposta do “condomínio mundial”.</p>
<p>Esta conjuntura, por sua vez, é razão, a origem, a matriz da qual se originaram os movimentos pacifistas e ambientais em todo o Mundo, como também a contracultura do rock, drogas e a propalada “liberação sexual” – e, mais recentemente, as campanhas de debili­tação das Forças Armadas, especialmente dos países subdesenvolvidos.</p>
<p>Não é por mera coincidência, portanto, que deparemos com algumas das instituições pioneiras de tais esforços, como o Movimento Pugwash e a Federação de Cientistas Atômicos dos EUA (atual FAS – Federação de Cientistas Americanos), na linha de frente das campanhas de desarmamento. Igualmente, não é por acaso que por trás das campanhas de desarmamento encontremos a mesma rede de ONGs,<em> think-tanks</em>, e fundações de familias oligárquicas que têm patrocinado e coordenado as campanhas dos movimentos supracitados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Mudança de paradigma cultural</h2>
<p>Na verdade, o desarmamento civil – em paralelo com a redução das capa­cidades militares dos países em desenvolvimento – representa um subprojeto de “engenharia social” idealizado pelo <em>establishment</em> oligárquico internacional, com o objetivo de debilitar as forças que respondem pela segurança das nações, dentro de um projeto mais amplo de subordinr os Estados Nacionais às estru­turas do “governo mundial” pretendido.</p>
<p>Com estas e outras medidas visando desagregar os países – como por exemplo aquelas efetivadas pelo conhecido aparato ambientalista/indigenista mundial – os tais “aprendizes de feiticeiros” imaginam que os Estados Nacionais acabarão se tornando incapazes de exercer a sua capacidade soberana de enfrentar o impasse político-estra­tégico provocado pela presente crise sistêmica global, restaurando suas políticas internas de reconstrução econômica e de afirmação das próprias soberanias nacionais, contrárias aos interesses da casta oligárquica.</p>
<p>Dentro do mesmo projeto, incluem-se as campanhas de descriminalização do uso das drogas, não sendo coincidência que ambos os esforços sejam promovidos e financiados por algumas das mesmas ONGs e pelas mesmas fundações oligárquicas internacionais, e também pelos seus mesmos personagens – como por exemplo, o megaespeculador George Soros e seus numerosos agentes de influência.</p>
<p>No Brasil, iniciada de forma quase sub-reptícia, após a criação do Movi­mento Viva Rio, em 1993, a campanha ganhou força no final da década e recebeu um grande impulso com o advento do Governo Lula, que a abraçou como uma de suas prioridades, o que se refletiu na aprovação do Estatuto do Desarmamento, em dezembro de 2003. As severas restrições à venda e porte de armas estabelecidas no Estatuto não foram suficientes para aplacar a sanha dos desarmamentistas, que conseguiram incluir nele um artigo determinando a realização de um plebiscito nacional sobre a proibição definitiva da fabricação e venda de armas a civis no País, a ser realizado em outubro de 2005.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/Sederammal-menor.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1785" title="Sederammal-menor" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/Sederammal-menor-296x300.jpg" alt="" width="296" height="300" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Estes se deram mal.</strong></p>
<p>Nota: este trabalho, embora editado em 2005, parece que foi concluído antes do advento do dito Referendo, o qual, por esmagadora maioria, como sabemos, não permitiu que a venda de armas e de munições fossem proibidas no Brasil – sem dúvida uma grande vitória do Povo Brasileiro contra esses interesses escusos que tentam tomar conta de nosso País.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>O Viva Rio e o desarmamento civil</h2>
<p>A ONG “carioca” intitulada Movimento Viva Rio é, estritamente, ligada ao movimento que visa o completo desarmamento civil no Brasil. Sua presença na linha de frente da campanha anti-armas não constitui surpresa, uma vez que a ONG foi criada, precisamente, com a finalidade de representar um laboratório social para o <em>establishment </em>oligárquico, sob o disfarce de uma organização modelar do chamado “terceiro setor”.</p>
<p>Foi fundado em novembro de 1993, como um produto do seminário internacional Cidadania Participativa, Res­ponsabilidade Social e Cultura em um Brasil Democrático, realizado no Rio de Janeiro em 4-5 de novembro daquele ano, com o patrocínio e a participa­ção de representantes de algumas das mais importantes fundações do <em>establi­shment</em>, como as fundações Rockefeller, Brascan, Kellog, Vitae e Roberto Marinho. Entre os participantes do evento, destacaram-se o banqueiro David Rockefeller, o então chanceler Fernando Henrique Cardoso e o futuro fun­dador e presidente do Viva Rio, o antropólogo Rubem César Fernandes.</p>
<p>Desde o início, o Viva Rio tem atuado em estreita coordenação com ONGs internacionais como o CMI – Conselho Mundial de Igrejas, ativo participante das campanhas indigenistas e um dos pioneiros da campanha internacional de desarmamento civil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>O CMI - Conselho Mundial de Igrejas agindo</h2>
<p>Atualmente sediado na Suiça, foi fundado em 1937, em um seminário realizado na Universidade de Oxford, Inglaterra, do qual partici­param representantes da nata do <em>establishment</em> anglo-americano. Um deles foi Lorde Lothian, que deu o tom da entidade ao palestrar sobre a <em>«influência demoniaca da soberania nacional»</em>. O CMI é integrado pela Igreja Anglicana, cujo chefe é o monarca da Grã-Bretanha, e outras igrejas protestantes. A Igreja Católica, apesar de não integrá-Io, envia representantes às suas reuniões. O CMI e sua rede de ONGs associadas têm financiado ativamente o aparato internacional de “direitos humanos” e, igualmente, tem apoiado ativamente levantamentos separatistas, como o do Exército Zapatista de Libertação Nacional, em Chiapas, México.</p>
<p>Uma das funções do CMI é coordenar, mundialmente, as ações dos seguidores da Teologia da Libertação, que propõe igrejas autóctones indígenas (pagãs). Em junho de 1997, o papel desestabilizador do CMI foi denunciado pelo cardeal Joseph Ratzinger (atual Papa), então presidente da Congregação para a Doutrina da Fé do Vaticano, ao afirmar que <em>«grande parte dos bispos católicos da América Latina se lamentam comigo do fato de que o Conselho Ecumênico de Igrejas&#8230;</em> (outra denominação do CMI) <em>&#8230;tem dado uma grande ajuda aos movimentos de subversão, uma ajuda que talvez tivesse boas intenções, mas que acabou sendo bastante danosa para o Evangelho.»</em> Mais recentemente, o CMI tem sido um dos mentores da campanha internacional de desarmamento civil, tendo sido um dos fundadores da IANSA – Rede de Ação Internacional de Armas Pequenas, entidade criada em Haia, Holanda, em maio de 1999, para coordenar a campanha em âmbito mundial. No Brasil, o CMI tem participado ativamente do movimento indi­genista, por intermédio de seu apoio à criação do CEDI e do CIMI – Conselho Indigenista Missionário, da CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.</p>
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<h2>Outras ONGs mal-intencionadas</h2>
<p>Na campanha pró-desarmamento, seu prin­cipal parceiro é o Movimento Viva Rio. As seguintes organizações atuam na órbita do CMI:</p>
<p>ICCO – Organização Intereclesiástica para a Cooperação ào Desen­volvimento — sediada na Holanda e mantida por igrejas protestantes européias. Em 1994, seu orçamento anual era de 86,5 milhões de dólares, dos quais 8,1 milhões de dólares foram repassados a ONGs brasileiras. Seus temas prioritários são o desenvolvimento rural sustentável, direitos humanos e ambientalismo.</p>
<p>Brot für die Welt (Pão para o Mundo) — pertencente à Igreja Evangélica na Alemanha. Em 1994, tinha uma receita anual de 100 milhões de dólares, tendo feito doações de 4 milhões de dólares a ONGs brasileiras. Atua basicamente junto a ONGs ligadas a pequenos produtores rurais, povos indígenas, o MST e o MAB – Movimento dos Atingidos por Barragens. Uma de suas atividades no Brasil inclui o que denomina “Diálogo Grande Carajás”.</p>
<p>Christian Aid — baseada em Londres, é mantida por igrejas protestantes européias. Em 1994, seu orçamento anual era de 75 milhões de dólares, tendo feito doações de 2,2 milhões de dólares a organizações brasileiras.</p>
<p>Em dezembro de 1995, em um seminário internacional promovido no Rio de Janeiro pelo Ministério da Justiça, juntamente com o Viva Rio e a Police Foundation dos EUA, o então secretário-geral do Ministério da Justiça, José Gregori, anunciou que a ONG brasileira seria encarregada da elaboração de um “projeto” para orientar a nova política de segurança pública do Governo Federal. Em suas palavras, seria uma doutrina de <em>«segurança cidadã»</em> – para ocupar o vazio deixado pela doutrina de segurança nacional do regime militar.</p>
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<h2>Um &#8221;micro-desarmamento&#8221;&#8230;</h2>
<p>Entre os dias 13 e 15 de maio de 1998, o Viva Rio, o CMI – Conselho Mundial de Igrejas e a ONG inglesa SaferWorld patrocinaram no Rio de Janeiro um seminário sobre micro-desarmamento – o termo com que tais grupos qualificam o desarma­mento civil. O evento reuniu ativistas, acadêmicos e autoridades governa­mentais de 11 países, com o objetivo de determinar uma pauta geral para a campanha internacional.</p>
<p>No encontro, foram identificadas várias áreas-alvo para o estabelecimento de diretrizes políticas a serem propostas aos governos, entre elas o endurecimento das regulamentações nacionais de armas de fogo e dos controles governamentais sobre a produção e a venda de armas leves.</p>
<p>Participaram do evento representantes oficiais do Ministério da Justiça, Itamaraty, Polícia Federal e gabinete da Presidência da República. Na ocasião, o embaixador Adhemar Bahadian, Secretário-adjunto do Itamaraty, elogiou os promotores do evento e manifestou o desejo de se contar com seu apoio para que os esforços de desarmamento frutificassem rapidamente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>&#8220;Garotinho&#8221; apoia o desarmamento do cidadão civil</h2>
<p>Em dezembro de 1998, representando a embrionária Rede de Ação in­ternacional de Armas Pequenas (IANSA – International Action Network of Small Arms), uma rede de ONGs estabelecida para atuar como uma central de coordenação da campanha internacional de desarmamento, o Viva Rio entregou ao Governador eleito do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, a proposta de uma campanha para o desarmamento radical no Estado, depois abraçada pelo Governador.</p>
<p>A atual campanha encabeçada pelo Viva Rio, deflagrada em maio de 1999, foi desfechada simultaneamente com a assembléia de fundação oficial da IANSA, ocorrida em Haia, Holanda, entre 11/15 de maio, fato do qual Rubem César Fernandes se jactou em uma conferência proferida na Fundação Getúlio Vargas, em 18 de maio. Nos sítios do CMI e da IANSA, ambas as entidades pediram apoio para a campanha de desarmamento brasileira.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/Sedeumal-menor.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1787" title="Sedeumal-menor" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/Sedeumal-menor-300x243.jpg" alt="" width="300" height="243" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Este também se ferrou.</strong></p>
<h2>FHC também apoia o desarmamento</h2>
<p>Em primeiro de junho do mesmo ano, o então Presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, enviou ao Congresso Nacional o projeto de lei do que viria a ser o Estatuto do Desarmamento, embora este não tenha aprovado a proposta original de proibir totalmente o uso de armas pelos cidadãos comuns, restringindo-as às forças de segurança do Estado e a empresas de vigilância privada.</p>
<p>Em um boletim de imprensa do CMI, divulgado em 19 de maio, Rubem César Fernandes falou sobre o projeto, que ainda não havia sido encaminhado ofi­cialmente: <em>«A vontade política do Presidente da República, bem como a exis­tência de um forte movimento social no País, cria a possibilidade de um exem­plo significativo, que poderá ser expandido em uma escala global»</em>.</p>
<p>Como se percebe, a campanha brasileira era considerada um autêntico teste de campo para os “engenheiros sociais” do <em>establishment</em> oligárquico e seus serviçais.</p>
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<h2>A estrutura da campanha</h2>
<p>A campanha internacional contra as armas leves tem duas orientações princi­pais:</p>
<p>⇒ Efetuar pressões sobre os Governos Nacionais para a adoção de legislações domésticas altamente restritivas ao uso de armas, adequando-as aos critérios da campanha internacional; e</p>
<p>⇒ O estabelecimento de tratados internacionais sobre a fabricação, uso e transferência, além de um sistema internacional de registro de armas leves, na esfera de entidades como a ONU – Organização das Nações Unidas, OEA – Organização das Estados Americanos e outras.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Estrangeiros por trás de tudo</h2>
<p>O financiamento de todo esse esforço pró-interdição, que atinge a casa das dezenas de milhões de dólares, provém da tradicional constelação de fundações de famílias do<em> establishment </em>oligárquico – dentre elas algumas especi­alizadas no tema, como o Ploughshares Fund e a Winston Foundation for World Peace. Uma das ONGs mais importantes da campanha é o BASIC – British American Security Information Council, fundado em 1987, que tem sido um dos mais ativos promotores do desarmamento nas Nações Unidas.</p>
<p>Entre os membros iniciais do seu conselho diretor, destacavam-se: Lorde Denis Healey, ex-membro do Parlamento Britânico durante 40 anos, ex-Secretário de Defe­sa, ex-Chanceler do Tesouro e membro fundador do Grupo Bilderberg (1954) – o mais alto órgão formal de deliberação do <em>establishment </em>oligárquico – e Paul Warnke, diplomata estadunidense e membro do CFR – Conselho de Relações Exte­riores de Nova York, o principal centro deliberativo do <em>establishment </em>nos EUA. A principal financiadora do BASIC, que tem sedes em Londres e Washington, é a Fundação Ford.</p>
<p>Em 1998, um grupo de ONGs integrado pelo BASIC – British American Security Information Council, Anistia Interna­cional, Oxfam, Pax Christi, SaferWorld, Internation Alert e GRIP – Groupe de Recherche et d’Information sur la Paix, deu início à formação da IANSA – International Action Network of Small Arms, com o propósito de coordenar a campanha de desarmamento em todo o mundo. O manifesto de fundação da rede, em maio de 1999, foi assi­nado por representantes de 186 ONGs de todos os continentes, entre elas o Movimento Viva Rio.</p>
<p>As ONGs BASIC, SaferWorld e International Alert foram encarregadas de organizar um “secretariado” para a entidade. A propósito do International Alert, sediado em Londres, a organização foi acusada pelo governo de Serra Leoa de apoiar os rebeldes que deram um golpe de Estado no país em 1997. Em julho de 1998, o ministro das Relações Exteriores do Sri Lanka, Lacshman Radirgamar, também acusou a ONG de estar aliada à organização terrorista separatista Tigres de Tarnil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Objetivos dos anti-armas</h2>
<p>Entre os membros fundadores da IANSA – International Action Network of Small Arms, destacam-se, além dos já citados, o CMI – Conselho Mundial de Igrejas, a Fundação Armas para a Paz e o Progresso Humano, a FAS – Federação dos Cientistas Americanos, a Human Rights Watch e os Médicos Sem Fronteiras. O manifesto de fundação da entidade não deixa margem a dúvidas quanto às intenções de seus membros, qualificando-a como <em>«uma rede antiarmas dedicada à eliminação de todas as armas das mãos de civis»</em>. Adiante, o texto enfatiza que, <em>«&#8230;na nomenclatura da ONU, “armas pequenas” significam rifles, escopetas, pistolas e revólveres e isto não se limita apenas a armas militares»</em>.</p>
<p>Entre as diretrizes que orientam as ações da IANSA, destacam-se as seguintes:</p>
<p>⇒ Reduzir a disponibilidade de armas para civis em todas as sociedades;</p>
<p>⇒ Estabelecer regulamentações, treinamentos e supervisão para assegurar o compromisso com padrões internacionais de direitos humanos por instituições estatais, forças armadas irregulares e cidadãos, no uso de armas pequenas;</p>
<p>⇒ Reconhecimento e destruição comprovável de armas excedentes, como parte de missões de paz da ONU;</p>
<p>⇒ Promoção de programas para incentivar os cidadãos a entregar armas de fogo ilegais, inseguras ou indesejáveis;</p>
<p>⇒ Estabelecer e manter inventários nacionais e regionais completos de armas e munições e equipamentos correlatos em poder de forças de segurança e outros órgãos estatais;</p>
<p>⇒ Relatórios regulares ao registro de Armas Convencionais da ONU e apoio à extensão da sua abrangência, para incluir algumas categorias de armas leves;</p>
<p>⇒ Reforçar o papel da sociedade civil no monitoramento de transferência e do uso de armas pequenas nas esferas nacional, regional e internacional;</p>
<p>⇒ Acompanhamento e monitoramento de transferência e movimentações de armas pequenas;</p>
<p>⇒ Estabelecer sistemas políticos e legais para assegurar um efetivo controle e monitoramento civil das forças militares, polícias e outras instituições de aplicação da lei;</p>
<p>⇒ Reduzir os gastos militares ao nível mais baixo possível;</p>
<p>⇒ Desenvolver campanhas locais, nacionais e regionais de educação e per­cepção pública, destinada a deslegitimizar a posse de armas como parte de um processo de construção de confiança em instituições de segurança pública imparciais;</p>
<p>⇒ Desenvolver normas e instituições internacionais para responsabilizar legalmente por seus crimes os perpetradores de violência, inclusive cri­mes fomentados pelo Estado;</p>
<p>⇒ Apoiar ONGs e o estabelecimento de capacidade comunitária, particu­larmente em regiões e localidades onde o uso de armas e a violência sejam mais problemáticos e as ONGs tenham poucos recursos, de modo a facilitar que elas possam desempenhar um papel pleno na IANSA;</p>
<p>⇒ Assegurar que as campanhas, a mídia e o trabalho político mante­nham o vínculo humano sempre que possível, por exemplo, “dando um rosto às vítimas”;</p>
<p>⇒ Engajar, quando apropriado, o apoio de figuras públicas respeitadas e populares para transmitir mensagens de campanhas para a mídia e o público; e</p>
<p>⇒ “Estigmatizar” ações de atores estatais e não-estatais percebidos como contribuintes para o problema das armas pequenas e desen­volver estratégicas para incentivar mudanças positivas e de acordo com os padrões internacionais. Os brasileiros poderão reconhecer muitas dessas recomendações nas campanhas de desarmamento em curso no País.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>&#8220;Governo mundial&#8221; e desarmamento</h2>
<p>O desarmamento das nações que não integravam o núcleo de poder político do establishment oligárquico já era uma diretriz fundamental das primeiras propostas formais para o estabelecimento de um “governo mundial”, expos­tas logo após a II Guerra Mundial, quando o monopólio das armas nucleares era detido pelos EUA, então presididos por um vacilante Harry Truman, presa fácil das maquinações daqueles círculos.</p>
<p>Na época, surgiu o Plano Baruch, proposto pelo financista de Wall Street, Bernard Baruch, o qual propunha a entrega de todos os suprimentos de minérios radiativos a uma autoridade central mundial. O Plano Baruch chegou a ser discutido no âmbito da nascente ONU – vista por parte do <em>establishment </em>como o embrião do “governo mundial” pretendido – mas foi rechaçado, em grande medida, graças aos esforços do então chanceler soviético Andrei Gromyko e do delegado brasileiro almirante Álvaro Alberto da Mota e Silva, pioneiro do programa nuclear nacional.</p>
<p>Ao longo da década de 1950, o objetivo direto dos estrategistas do desar­mamento era impedir a proliferação das armas nucleares, mantendo-as restri­tas a um reduzido núcleo de países. Entre os principais líderes do esforço, destacavam-se o filósofo inglês Bertrand Russell e o físico húngaro Leo Szilard, que ajudaram a fundar várias organizações de apoio à tese do “gover­no mundial” como a APWG – Associação dos Parlamentares para o Governo Mundial, sediada em Londres, as Conferências Pugwash e a FAS – Federação de Cientistas Atômicos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>A ONU está envolvida</h2>
<p>Tais esforços mal ocultavam a intenção de esta­belecer um regime de “<em>apartheid</em> tecnológico” no planeta, referente ao pleno domínio da tecnologia nuclear e de outras tecnologias avançadas. Daí sairiam os impulsos para o estabelecimento da Comissão de Desarmamento das Na­ções Unidas, criada em 1952, e para acordos internacionais como o discrirni­natório TNP – Tratado de Não-Proliferação Nuclear.</p>
<p>Igualmente, Russell e seus aliados propunham o estabelecimento de um “exército global” sob a égide da ONU, que deveria deter o monopólio das armas de destruição em massa, assim como as armas nucleares, ficando os diversos Estados Nacionais proibidos de possuir nada mais do que forças de defesa local e de segurança interna, dotadas apenas de armas leves.</p>
<p>Essas propostas se refletiram em uma iniciativa do Departamento de Es­tado dos EUA (Department of State Publication 7277), apresentada no plenário das Nações Unidas em setembro de 1961, sob o título Freedom from War – The United States Program of General and Complete Disarmament in a Peaceful World (Liberdade da guerra: o programa dos Estados Unidos para o desarmamento geral e completo em um mundo pacífico).</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Diretrizes desarmamentistas</h2>
<p>O documento propunha o estabe­lecimento de uma Força de Paz das Nações Unidas e um plano de desarma­mento mundial que incluía:</p>
<p>⇒ O desmantelamento de todas as Forças Armadas nacionais e a proibição de seu restabelecimento sob qualquer forma, exceto as requeridas para preservar a ordem interna e para contribuições para uma Força de Paz das Nações Unidas; e</p>
<p>⇒ A eliminação de todos os armamentos dos arsenais nacionais, inclusive todas as armas de destruição em massa e os seus meios de lançamento, exceto aquelas requeridas por uma Força de Paz das Nações Unidas e para a manutenção da ordem interna.</p>
<p>Outro item da proposta determinava que <em>«a fabricação de armamentos seria proibida, exceto no tocante aos tipos e quantidades aprovados para uso da Força de Paz das Nações Unidas e aos necessários para manter a ordem interna. Todos os outros armamentos seriam destruídos ou convertidos a propósitos pacíficos»</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Alguns nomes</h2>
<p>Os principais idealizadores das diretrizes do documento foram: o ban­queiro John McCloy, presidente do Chase Manhattan Bank e então presidente do CFR; Arthur H. Dean, chefe da delegação estadunidense nas conferências de desarmamento das Nações Unidas e também diretor do CFR; e Grenville Clark, advogado da alta finança de Wall Street e vice-presidente da ONG UWF – Federalistas Mundiais Unidos. Juntamente com Louis B. Sohn, Clark escreveu o livro World Peace Through World Law (Paz mundial pela lei mundial), publicado em 1958, no qual afirmam que <em>«em nossa era moderna, a obtusa aderência à soberania nacional e a forças armadas nacionais representa uma forma de insanidade que, entretanto, pode ser curada por uma espécie de tratamento de choque»</em>. No livro, surge a idéia de uma <em>«Força de Paz das Nações Unidas&#8230; que seria a única força militar permitida em qualquer lugar do mundo depois que o processo de desarmamento nacional fosse completado»</em>.</p>
<p>Em outro trecho, porém, os autores advertem: <em>«Deve ser reconhecido que mesmo com a eliminação completa de todas as forças militares, restarão necessariamente forças policiais internas substanciais, embora estritamente limitadas, e que estas forças policiais, suplementadas por civis armados com rifles esportivos e armas de caça, poderiam, concebivelmente, contribuir uma séria ameaça a um país vizinho na ausência de uma polícia mundial bem disciplinada e pesadamente armada.»</em></p>
<p>Eis aí o embrião das atuais propostas de desarmamento militar e civil em todo o mundo. Com a campanha de desarmamento, os adeptos do “governo mundial” pretendem fazer do Brasil um exemplo para a consecução de seus planos hegemônicos. Independentemente de qualquer outra consideração, esta é razão suficiente para que tal projeto seja neutralizado.<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1849" title="MSIapequeno" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg" alt="" width="57" height="29" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>Capax Dei</strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/2000px-Decorative_text_divider_4.svg_.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-7413" title="2000px-Decorative_text_divider_4.svg" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/2000px-Decorative_text_divider_4.svg_-300x12.png" alt="" width="300" height="12" /></a></p>
<p><strong>O livro a ler é:</strong> <strong>«Máfia Verde 2 – Ambientalismo: Novo Colonialismo»</strong>, dos editores (da Capax Dei Editora, RJ).</p>
<p><strong>Para saber mais sobre o tema, visitar os sites da MSIa/Capax Dei:</strong></p>
<p><a href="http://www.alerta.inf.br/">http://www.alerta.inf.br/</a> e <a href="http://www.msia.org.br/">http://www.msia.org.br/</a></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-23dJpegMicro.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-9606" title="harpia-23dJpegMicro" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-23dJpegMicro.jpg" alt="" width="80" height="45" /></a>Imagens:</strong> Husc e revista Self Defense</p>
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		<title>Oligarquias internacionais: os donos do mundo</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/oligarquias-internacionais-os-donos-do-mundo/</link>
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		<pubDate>Wed, 06 Jan 2010 23:53:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Este post poderia se chamar também: "Oligarquias internacionais - os verdadeiros donos do mundo". São os grandes tubarões do planeta, predadores implacáveis, que se reunem em "cardumes", em locais secretos, para conspirar em favor de um governo mundial. Seus sinistros objetivos são caracterizados pela globalização, pelo livre comércio, pelas privatizações, pela especulação financeira, pelo ambientalismo, pelo indigenismo, pelo malthusianismo etc.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/00003615A.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-1822" title="00003615A" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/00003615A-300x213.jpg" alt="" width="300" height="213" /></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-17a.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-9616" title="HARPIAÁGUIA REALHARPIA HARPYJA137-001-04" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-17a-300x223.jpg" alt="" width="90" height="68" /></a>Este post poderia se chamar também: &#8220;Oligarquias internacionais &#8211; os verdadeiros donos do mundo&#8221;. São os grandes tubarões do planeta, predadores implacáveis, que se reunem em &#8220;cardumes&#8221;, em locais secretos, para conspirar em favor de um governo mundial. Seus sinistros objetivos são caracterizados pela globalização, pelo livre comércio, pelas privatizações, pela especulação financeira, pelo ambientalismo, pelo indigenismo, pelo malthusianismo etc. Mas esses tubarões já não estão totalmente incógnitos. A literatura mundial (e também a brasileira) já está fazendo com que eles sejam conhecidos. A Skull &amp; Bones, o Clube Bilderberg, a Comissão Trilateral, o CFR, dentre os principais grupos que compõem as grandes oligarquias internacionais, já estão sendo conhecidos, com o intuito de ser combatidos. Veja nesta matéria o que significa tudo isso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Oligarquias internacionais: os verdadeiros donos do mundo</h2>
<p>Tudo o que acontece no Mundo é determinado previamente por um grupo de pessoas (físicas e jurídicas) que se reúnem em grupos – como cartéis – uma ou duas vezes por ano (às vezes mais), a fim de discutirem, em todas as áreas das relações humanas, entre povos e/ou países, o que deverá ser implementado, ampliado, reduzido ou descartado no planeta, em todos os níveis – moral, social, econômico-financeiro, tecnológico-científico, institucional e/ou militares.</p>
<p>Em suma, esses grupos definem tudo o que deverá acontecer no Mundo, a curto, médio e longo prazos, e isso se faz há muito tempo, tendo se acirrado tal situação após o advento da “queda do Muro de Berlin”, com a derrocada da ex-União Soviética – causando assim, o surgimento da potência hegemônica planetária – os EUA e seus aliados europeus. Estes, normalmente, são liderados pelo Reino Unido (Inglaterra), e os Estados Unidos, como poder hegemônico global atual, parece controlar todo mundo.</p>
<p>A história é antiga. Minha mãe trabalhou por mais de 25 anos como secretária particular de um grande político do Rio de Janeiro, dono de jornal, e que foi governador de Estado por duas vezes. Ele dizia que nada do que se vê é verdade, e que «uma vez por ano, se reúnem numa cobertura, em Nova York, “12 judeus” que discutem e definem os destinos do Mundo».</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Teoria da conspiração</h2>
<p>O nobre governador, ainda emprenhado da crença da “conspiração judaica de dominação mundial”, estava apenas meio-correto e, certamente, ainda muito longe de toda a verdade, que era – e é – muito mais dramática ainda. Na realidade, não se trata de apenas “12 judeus”, como ele dizia, mas muito mais do que isso: judeus, protestantes, católicos, mulçumanos etc – gente influente em seus países, de todas as nacionalidades, raças e credos que, no entanto, têm algo em comum: o desejo de poder, de dominação mundial. E este poder é obtido através do dinheiro, o qual, por sua vez, é conseguido através da exploração financeira e econômica das pessoas do Mundo, os cidadãos dos países, inclusive dos seus próprios países, mas, primordialmente, dos países desprotegidos e pobres do Terceiro Mundo.</p>
<p>Esses indivíduos, que representam influentes famílias dinásticas e oligarcas da Europa e dos EUA, e/ou poderosas empresas multinacionais, assim como representam, através de suas pessoas, nações inteiras (como reis, príncipes, presidentes eleitos, ditadores etc), visam, exclusivamente, o controle hegemônico do Mundo, independentemente das fronteiras de seus próprios países. É como se eles não pertencessem a país nenhum, pois exploram, inclusive – e também – as populações e instituições de seus próprios países natais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Forças ocultas&#8230;</h2>
<p>Estes grupos são o que costumamos chamar, genericamente, de oligarquias internacionais ou supra-nacionais. São lideradas, no âmbito das Américas, pelos EUA, e na Europa, pela Inglaterra. E são aquilo que costumamos apelidar de “forças ocultas” – expressão pela primeira vez publicamente usada, creio eu, pelo então presidente da República Jânio Quadros, ao indicar os motivos pelos quais estaria renunciando: pela atuação das tais “forças ocultas”, contra as quais ele não tinha condições de combater e que, segundo ele, deveriam estar dominando o Brasil. Jânio Quadros, pelo menos que eu saiba, nunca revelou quais eram essas tais “forças ocultas”, nem se elas seriam de âmbito nacional ou internacional. Sim, porque também a nível nacional existem certas oligarquias dominantes, muitas delas oligarquias familiares, comandadas pelos velhos “caciques” que todos nós conhecemos, mas também oligarquias empresariais, ou melhor, os cartéis empresariais, a começar pelos dos bancos, grupos da construção civil, os das mineradoras, dos fabricantes de papéis, das editoras, de montadoras de automóveis, de agências seguradoras etc.</p>
<p>Esses cartéis, a nível nacional, existem, analogamente, a nível internacional, e muitos dos dirigentes de nossas maiores oligarquias locais freqüentam as reuniões dos grupos oligárquicos internacionais, como por exemplo o Sr. Israel Klabin (da indústria de papel), e o falecido Sr. Roberto Marinho (da indústria das comunicações), o qual, certamente, já deve ter sido substituído por um de seus filhos nas ditas reuniões internacionais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Quem são os grupos oligárquicos internacionais</h2>
<p>Até algum tempo atrás, essas oligarquias internacionais, que se reuniam (como ainda se reúnem) em certos grupos mais ou menos distintos, mantinham suas reuniões, assim como seus participantes, em completo sigilo. Muitos poucos indivíduos, além dos participantes, sabiam da existência de suas reuniões, onde e quando – mas algumas pessoas furaram esse bloqueio, através de cansativas e perigosas investigações, ou por ouvirem falar, por terem sabido de qualquer indício ou suspeita no que diz respeito a essas reuniões, e assim souberam de coisas, tirando suas próprias conclusões, com base em dados concretos, ou não, e acabaram revelando esses segredos a mais alguém.</p>
<p>No entanto, nos últimos anos, uma série de indivíduos, quase todos da imprensa, voltaram-se para a investigação séria e mais cautelosa sobre essas entidades secretas, e alguns deles chegaram a fatos concretos, baseados em provas, quando não de suas próprias presenças nessas reuniões. Assim, há diversos livros, mormente nos EUA sobre esses grupos fechados e suas reuniões secretas, que se realizam, não sempre em um único local, mas em vários locais diferentes a cada encontro, em diversas partes do Mundo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Os &#8220;clubes&#8221; oligárquicos</h2>
<p>Ultimamente foi publicado no Brasil, encontrando-se o mesmo nas livrarias, atualmente, o livro «A Verdadeira História Do Clube Bilderberg», de autoria do jornalista Daniel Estulin. Este jornalista, partindo de fontes consideradas secretas, mas fidedignas, às quais teve acesso, e a depoimentos de pessoas que conheciam e até mesmo freqüentavam as reuniões dos grupos oligárquicos tratados no livro, e também utilizando como fontes outros livros similares já publicados anteriormente – organizou um fantástico dossiê sobre o chamado Clube Bilderberg, o qual, ao que parece, é uma espécie de lider dentre os outros grupos afins, dos quais pode-se destacar o grupo intitulado Comissão Trilateral e outro, o CFR &#8211; Council on Foreign Relations.</p>
<p>Há outros grupos similares, ou “clubes” de menor destaque, cujos membros intercambiam-se entre eles e os três maiores, de acordo com seus interesses imediatos e particulares. Outro grupo que merece ser destacado é o chamado Skull and Bones, o qual, ao que parece, é estritamente norte-americano, decorrente dos “luminares dinásticos da Universidade norte-americana de Yale, e é formado por indivíduos previamente escolhidos, que fazem parte da elite de Yale – e de cuja organização fizeram parte vários dos ex-presidentes dos EUA, e o atual George W. Bush, assim como tinha sido o seu pai, George Bush. (Skull and Bones).</p>
<p>Os grupos Bilderberg, CFR e Comissão Trilateral, por outro lado, são formados por componentes de vários países (como já foi mencionado acima), muitos deles dirigentes e ex-dirigentes de várias nações (EUA, Inglaterra, Canadá, França, Holanda, Japão etc), como também – e principalmente – de representantes das mais destacadas instituições financeiras do Mundo (Banco Central Americano, BIRD &#8211; Banco Mundial, BID, FMI etc), e também das mais poderosas empresas comerciais mundiais (Standard Oil, Ford, Coca-Cola, Pepsi-Cola, laboratórios internacionais etc); e também por elementos que representam os maiores e mais poderosos clãs familiares dos EUA e da Europa e também da Ásia, mormente os do Japão.</p>
<p>São, de fato, grupos – a que chamamos oligárquicos (palavra que vem de – Aurélio &#8211; “oligarquia”: «governo de poucas pessoas, pertencentes ao mesmo partido, classe ou família; preponderância de uma facção ou de um grupo na direção dos negócios públicos»). Com o intuito de se melhor compreender a atuação desses grupos, vamos falar de cada um deles de per si, cada um, entretanto, em seu próprio artigo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Os objetivos dos grupos oligárquicos</h2>
<p>Os objetivos dessas oligarquias já puderam ser observados, de uma forma geral, em seus próprios verbetes. No entanto, não custa, para fins didáticos, ordená-los adequadamente, para que o prezado leitor desconhecido tenha uma visão melhor e mais clara das mesmas – com um todo – indepedentemente das características peculiares e particulares de cada uma dessas “organizações”. Deve-se notar que os objetivos de todas elas são mais ou menos os mesmos, com pequenas variantes politicamente adequadas, certas nuances, mas, no fundo, no fundo, todos seus participantes querem a mesma coisa: poder – domínio e controle do Mundo, quer seja parcialmente, quer seja totalmente. Esses desejos oligárquicos podem ser enumerados, ou classificados, da seguinte maneira:</p>
<p>⇒ O domínio político-econômico-militar e ideológico do Mundo – através de um “governo mundial”;</p>
<p>⇒ A limitação do uso e o controle das reservas naturais do planeta, para seu próprio consumo; e</p>
<p>⇒ A hegemonia de uma raça, supostamente superior – a anglo-saxônica-protestante – da qual se julgam parte. Esses pontos também serão analisados em artigos específicos neste blog.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Os meios para conseguir os objetivos</h2>
<p>⇒ A “globalização da economia” – os poderosos agentes econômicos se aglutinando em cartéis planetários (os maiores grupos comprando os menores) e se espalhando por todo o Mundo;</p>
<p>⇒ A desmilitarização dos países – de todos os países. Após uma longa e bem articulada campanha gerneralizada mundial e local contra os militares (taxando-os de ditadores em potencial), as forças armadas (como inúteis e caras) – e até contra a polícia, desmoralizando-a – extinguí-las aos poucos, até sua eliminação total, inclusive com o completo desarmamento do cidadão civil – deixando armados (armas leves) apenas determinados e mínimos corpos para-militares comandados por civis, para manter a ordem local. O poderio militar pesado passaria, então, a ser exercido pela ONU, pela NATO e/ou por organismos internacionais similares, através de suas “forças de paz” – comandadas pelo “governo mundial”;</p>
<p>⇒ O desenvolvimento da filosofia malthusiana de controle e diminuição da população no Mundo, através do incentivo ao aborto, à homossexualidade, e à esterilização em massa – mormente nos paíes do Terceiro Mundo, que são os que mais crescem demograficamente, e onde ainda se situam as maiores reservas naturais disponíveis em grande escala no planeta – para que estes países não as utilizem, em prol dos grandes oligarcas internacionais e de suas nações imperialistas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>O papel do ambientalismo e do indigenismo</h2>
<p>⇒ levar as nações do Terceiro Mundo, e outras, mormente as de grandes áreas territoriais, à sua “balcanização”, com a sua sub-divisão em vários países menores e mais fáceis de manejar, assim como sugerindo ao Mundo que esses países não têm condições de admistrar seus recursos naturais de forma “sustentável”, e com isso forçando a criação de imensas reservas biológicas, administradas por organismos internacionais (normalmente ONGs), vinculados ao “governo mundial” – ou mesmo com a intervenção das “forças de paz” em áreas de grande interesse internacional (como a Amazônia, por exemplo);</p>
<p>⇒ à “balcanização” dos mesmos países, com o incremento de discórdias entre nações vizinhas, visando a não-integração continental e/ou sub-continental, e, contribuindo para isso, fomentando o racismo separatista entre grupos étnicos dentro dos próprios países, visando a sua subdivisão em reservas indígenas e étnicas, sem o acesso às mesmas por parte das nações onde elas se encontrem, mas administradas pelas ONGs subordinadas ao “governo mundial”. Estas ONGs, que são as únicas que podem adentrar a tais reservas (biológicas ou indigenistas) farão, assim, a extração clandestina e criminosa dos recursos naturais dos países, recaindo a culpa por tal tráfico (quando são apanhados em flagrante), em última instância, nos próprios governos dos países vítimas, e não nas ONGs clandestinas que operam essas reservas, escravizam os índios e as exploram economicamente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Mudanças de paradigmas culturais</h2>
<p>Induzir os países-alvo das oligarquias imperialistas à sua miséria cultural e moral, através do que se costuma chamar de “mudança de paradigma cultural”. Isso quer dizer uma mudança radical na maneira das pessoas verem o Mundo e as pessoas, com total desprezo aos conceitos morais e éticos decorrentes do desenvolvimento da Civilização Ocidental, e com a total desmoralização do próprio ser-humano, com sua conseqüente perda de amor-próprio e auto-estima. Com a derrubada dos mais elementares conceitos de ética e de moral, o cidadão passa a aceitar qualquer coisa como efeito da “modernidade”, inclusive até, a aceitar que seu próprio país não tenha condições de se auto-gerir, pois campanhas de desmoralização dos políticos, da polícia e das forças armadas são constantes, ao passo que propagandas subliminares e até mesmo ostensivas, valorizam conceitos imorais e pessoas amorais que, antes, eram motivo de severas críticas. Essas campanhas são projetadas, com o intuito de “amolecer” as populações-alvo, de torná-las dóceis a qualquer tipo de mudança, mesmo que para pior (porque as pessoas passam a achar que o pior é que é o certo, e, por isso, passa a ser o melhor para elas) – campanhas essas que são engendradas pelas oligarquias internacionais imperialistas, através de entidades especializadas em “mudanças de paradigmas culturais”, cuja mais conhecida é o Instituto Tavistock de Relações Humanas, de origem inglesa, e que atua em todo o Mundo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Uma rede que se fecha aos poucos</h2>
<p>Como se pode prever, desde o fenômeno da globalização, passando pela total desmilitarização das nações, a eliminação das fronteiras nacionais dos Estados hoje constituídos pode ser percebida, claramente, nas entre-linhas deste global e ambicioso projeto engendrado pelas grandes oligarquias mundiais. O ambientalismo radical, em conjunto com o indigenismo doentio, são pedras fundamentais no processo, e podem, em conjunto, constituir-se numa das maiores ameaças de toda a História aos Estados Nacionais menos protegidos e mais ricos em recursos naturais. E, com a campanha de difamação dos países, no sentido de mostrar ao Mundo que essas nações não são capazes de tomar conta de suas riquezas – inclusive disso convencendo, através de mentiras e de estatísticas forjadas e distorcidas, os seus próprios habitantes, o que poderá causar o próprio consentimento de suas populações em eventuais intervenções internacionais em suas pátrias, como se isso fosse bom para elas.<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-17bMicro.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-9618" title="HARPIAÁGUIA REALHARPIA HARPYJA137-001-04" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-17bMicro.jpg" alt="" width="60" height="47" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/divisor2pb.gif"><img class="aligncenter size-medium wp-image-5164" title="divisor2pb" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/divisor2pb-300x16.gif" alt="" width="300" height="16" /></a></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-cinza-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3626" title="seta-cinza-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-cinza-pequena.jpg" alt="" width="28" height="19" /></a><strong>Os livros a ler são: <em>«A Verdadeira História do Grupo Bilderberg»</em></strong>, de Daniel Estulin (Editora Planeta do Brasil, SP); <em><strong>«A Corporação – A História Secreta do Século XX e o Início do Governo Mundial do Futuro»</strong></em>, de Nicholas Hagger (Editora Pensamento-Cultrix Ltda, SP); e <em><strong>«O Governo Secreto»</strong></em>, de Jim Marrs (Madras Editora Ltda, SP).</p>
<p><strong>Obs: na página deste blog sobre livros há outros títulos que também falam do mesmo assunto e variações.</strong></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/10/Seta-pequena.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-4980" title="Seta-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/10/Seta-pequena.gif" alt="" width="24" height="24" /></a>Imagem:</strong> cgsociety.org</p>
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		<title>Civilização em crise – Parte 2</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Dec 2009 13:42:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
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		<description><![CDATA[«Crise Civilizatória, Mudança De Paradigma Cultural E Projeto Nacional», da autoria de Geraldo Luís Lino, em palestra proferida no painel Brasil Soberano e a Expressão Psicossocial, na ADESG-RJ, em 31/07/2000. Este artigo mostra a atuação das principais oligarquias internacionais e os grupos que as compões, tais como o Grupo Bilderberg, a Comissão Trilateral etc, o RIIA, o Instituto Tavistock que implementa as mudanças de paradigmas culturais necessárias a facilitar o domínio social, como por exemplo, a chamada contracultura, tudo isso a fim de quebrar a soberania nacional dos Estados com o intuito da implantação de um governo mundial.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2009/11/Amazonia-e-olho-médio.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1909" title="Amazonia-e-olho-médio" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2009/11/Amazonia-e-olho-médio.jpg" alt="" width="60" height="39" /></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2009/12/oligarquias-bibliotecapleyades.net_.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-1960" title="oligarquias-bibliotecapleyades.net" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2009/12/oligarquias-bibliotecapleyades.net_-197x300.jpg" alt="" width="197" height="300" /></a>Esta é a segunda parte do post «Civilização em Crise», decorrente da palestra «Crise Civilizatória, Mudança De Paradigma Cultural e Projeto Nacional», da autoria de Geraldo Luís Lino, proferida no painel Brasil Soberano e a Expressão Psicossocial, na ADESG-RJ, em 31/07/2000. Eis o texto final. Os subtítulos foram acrescentados por mim para melhor leitura da matéria.</div>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/divisor2pb.gif"><img class="aligncenter size-medium wp-image-5164" title="divisor2pb" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/divisor2pb-300x16.gif" alt="" width="300" height="16" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Civilização em crise – Parte 2</h2>
<h2>Os grupos oligárquicos</h2>
<div>♦ O Grupo Bilderberg, fundado em 1954, cujos encontros anuais reúnem a nata da nata dessa oligarquia internacional – apenas representantes da Europa e da América do Norte. Para que tenham uma idéia do seu poderio, foi numa reunião do grupo, realizada na Suécia em maio de 1973, que foi decidido o aumento de 300% nos preços internacionais do petróleo, 5 meses antes da Guerra dos 6 Dias, que foi o pretexto oficial para o aumento decretado pelos países membros da OPEP.</div>
<div>♦ O RIIA &#8211; Instituto Real de Assuntos Internacionais de Londres e sua contraparte americana, o CFR &#8211; Conselho de Relações Exteriores, de Nova York, que representam as oligarquias britânica e norte-americana, ambos fundados no início da década de 20.</div>
<div>♦ A conhecida Comissão Trilateral, fundada em 1973 por iniciativa da família Rockefeller, para atrair para os centros decisórios representantes das elites do Japão, cujo poderio econômico não podia mais ser ignorado pelos planejadores da oligarquia internacional.</div>
<div>♦ Num quarto escalão, temos o Diálogo Interamericano, que discutimos há pouco. Esta é praticamente a única organização desse tipo que tem “cucarachos” latino-americanos entre os seus membros. Já vimos alguns deles.</div>
<div>♦ Outras organizações relevantes são os chamados <em>think-tanks</em>, como a Rand Corporation; o Instituto Hudson, do gordo Herman Kahn – aquele dos “Grandes Lagos Amazônicos”; o Clube de Roma, criado para difundir a ideologia dos “limites ao crescimento”; o Instituto Tavistock de Londres, que é o principal centro de guerra psicológica e “engenharia social” dessa oligarquia; e as fundações, como a Ford, Rockefeller, MacArthur e outras, cujo papel já discutimos.</div>
<p>&nbsp;</p>
<h2>As oligarquias exercem controle direto sobre:</h2>
<div>⇒ O Banco da Inglaterra, o Sistema da Reserva Federal dos EUA, que são os dois principais “bancos centrais independentes” do mundo, e o BIS, o Banco de Compensações Internacionais de Basiléia, considerado o “banco central dos bancos centrais”. Vale ressaltar que o Banco da Inglaterra e a Reserva Federal são entidades privadas controladas por consórcios de bancos privados; de “Federal”, a Reserva só tem mesmo o nome.</div>
<div>⇒ As principais organizações do sistema das Nações Unidas: o Fundo Monetário Internacional, o BIRD &#8211; Banco Mundial, a OMC &#8211; Organização Mundial de Comércio, o PNUMA &#8211; Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, o PNUD &#8211; Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento etc. Este controle é exercido em grande medida pela nomeação de pessoal imbuído dos propósitos dessa oligarquia para os postos-chave das organizações, sejam representantes diretos ou prepostos especialmente treinados.</div>
<div>⇒ As principais casas bancárias, financeiras e seguradoras da Europa e da América do Norte.</div>
<div>⇒ Uma série de escritórios jurídicos selecionados.</div>
<div>⇒ Os grandes cartéis de alimentos, matérias-primas e energia.</div>
<div>⇒ Os grandes cartéis internacionais de mídia.</div>
<div>⇒ Alguns conglomerados industriais selecionados.</div>
<div>⇒ Um instrumento importantíssimo: o aparato internacional das ONGs, cujo papel nessa estratégia hegemônica é cada vez maior.</div>
<div>⇒ Finalmente, esses grupos oligárquicos atuam em estreita cooperação com os serviços de inteligência da Inglaterra e dos EUA.</div>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Mudança da paradigmas culturais</h2>
<div>Como foi que esses grupos efetivaram a “mudança de paradigma cultural?” Basicamente, pela implementação de diretrizes políticas que seguiam três linhas de ação:</div>
<div>♦ A reversão da idéia de progresso como uma “vocação natural” da Humanidade.</div>
<p>♦ A supressão da idéia do republicanismo, o conceito do Estado Nacional como responsável pela promoção do bem-estar e do progresso e de que este objetivo deve ser o cerne da formulação das políticas públicas.</p>
<p>♦ A promoção em grande escala do irracionalismo, do individualismo e do hedonismo. Fundamentalmente, as diretrizes elaboradas foram as seguintes:</p>
<p>⇒ O desmantelamento do sistema de Bretton Woods, que abriu caminho para o que podemos chamar a “financeirização” da economia mundial. Isto ocorreu a partir de 1971, quando alguns “notáveis” da oligarquia conseguiram convencer o presidente dos EUA Richard Nixon a acabar com a paridade entre o dólar e o ouro, o que acabou com as referências monetárias e o “lastro físico” da economia, abrindo caminho para as “taxas de câmbio flutuantes”, a desregulamentação do sistema financeiro e a onda de jogatina financeira especulativa que caracteriza hoje a economia mundial. Para que tenham uma idéia, de cada 100 dólares de transações monetárias em todo o mundo, menos de 50 centavos têm relação com o comércio de bens e serviços que configura a economia real. O resto é pura especulação. Apenas em derivativos financeiros, que são os instrumentos especulativos mais delirantes e surrealistas, existem circulando no mundo mais de 300 trilhões de dólares, quando o PIB combinado de todos os países do mundo mal chega a 40 trilhões de dólares.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>O resultado disso é a globalização</h2>
<p>Algo está errado com essa economia, não acham? Essa é a essência da chamada “globalização”, a especulação financeira transformada num fim em si própria, praticamente desvinculada da economia real à qual deveria servir o sistema financeiro. É o cassino financeiro global, de que fala o Prêmio Nobel de Economia francês Maurice Allais. É a supremacia deliberada da especulação sobre a produção. Para reverter este processo, será preciso a convocação de uma <em>«nova conferência de Bretton Woods»</em>, como propõe o economista Lyndon LaRouche, apoiado por um número cada vez maior de personalidades internacionais, com a reformulação do atual sistema financeiro e monetário mundial e a sua colocação a serviço de um projeto de reconstrução econômica em escala global, baseado em grandes programas de infra-estrutura, como a Ponte Terrestre Eurasiática, encabeçada pelo Governo da China.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>A sociedade &#8220;pós-industrial&#8221;&#8230;</h2>
<p>⇒ A promoção da “sociedade pós-industrial”, a falaciosa idéia da supremacia dos serviços sobre a produção física, o mito da “sociedade da informação”, da “Terceira Onda” de Alvin Toffler. Atualmente, essa é a essência da chamada “Nova Economia”, caracterizada pelas flutuações loucas do índice da “bolsa eletrônica” Nasdaq, que viraram destaque diário dos nossos telejornais. Observem uma manifestação desse irracionalismo econômico, nesta matéria publicada na revista Carta Capital (15/10/97): <em>«O dinheiro cai do céu. Em tempos de incerteza global, investidores e empresários utilizam cada vez mais os préstimos da astrologia financeira»</em>. Imaginem só, astrologia financeira! Pobres dos profissionais que perdem tempo estudando os múltiplos fatores relevantes para a economia real. E saibam que sandices como essas não se limitam ao Brasil. Em países como a Alemanha, muitas empresas também contratam astrólogos como “consultores”. Outro exemplo é esta notícia do Jornal do Comércio de 05/março1996, que fala na criação dos “bônus-terremoto” pelo banco Morgan Stanley. <em>«Quem arriscar e comprar um papel com prazo de 10 anos poderá receber o prêmio de volta se, no primeiro período de quatro anos, o terremoto não acontecer»</em>. Foram emitidos 2,8 bilhões de dólares dessas coisas. O que é isso? Surrealismo puro! Apostas de cassino! Não tem nada a ver com um processo econômico saudável. Esses são sintomas de uma economia que perdeu totalmente o contato com a realidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>O &#8220;modernismo&#8221; da contracultura&#8230;</h2>
<p>⇒ A promoção da “contracultura”, baseada na disseminação do uso das drogas entorpecentes, como o LSD, a maconha e, depois, a cocaína, a heroína e, mais recentemente, o crack; na popularização internacional do rock, que era uma variedade musical pouco expressiva nos EUA; e na chamada “revolução sexual”. Juntamente com isto, tivemos uma distorção do conceito de família, que passou a significar a união de quaisquer pessoas, independentemente do sexo. Imaginem, a possibilidade de que uma criança tenha “dois pais”, ou “duas mães”. Não vejam nisto nenhuma manifestação de intolerância contra homossexuais, mas admitir que dois deles ou delas possam constituir uma família normal é uma violação de algo que anda meio fora de moda, chamado “lei natural”. Outra vertente da “contracultura” foi a onda de irracionalismo conhecida como “Nova Era”, baseada na exploração do misticismo, principalmente envolvendo religiões orientais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Sempre o conceito malthusiano!</h2>
<p>⇒ Um elemento cada vez mais importante desse processo é a politização do malthusianismo e de sua variante mais recente, o ambientalismo, que são talvez os principais responsáveis pela disseminação da percepção equivocada de que os benefícios da civilização industrial não podem ser estendidos a todos os povos e países do planeta, devido à “escassez de recursos naturais” e à “fragilidade” do meio ambiente. O ambientalismo se presta a uma série de propósitos anti-desenvolvimentistas, sendo o principal deles incutir nas mentes das pessoas desprevenidas a falsa noção de que o progresso da civilização deve subordinar-se a critérios de “proteção da natureza” definidos muito mais com base em fatores políticos do que científicos.</p>
<p>A grande maioria dos chamados “problemas ambientais” que estão justificando a implementação de uma série de ações anti-desenvolvimentistas, inclusive tratados internacionais altamente restritivos dos planos de desenvolvimento da maioria dos países, como o chamado “buraco” na camada de ozônio ou o aquecimento global, são fenômenos naturais que ocorrem há milhões de anos sem qualquer interferência humana. Um exemplo típico é o chamado aquecimento global, que está sendo manipulado para justificar a adoção da chamada Convenção Quadro de Mudanças Climáticas, que prevê a redução das emissões dos gases provenientes da queima de combustíveis fósseis, até 2010, aos níveis vigentes em 1990. Como os combustíveis fósseis representam 3/4 da produção mundial de energia, pode-se imaginar o impacto que essa redução causará nos perfis mundiais de consumo energético e desenvolvimento econômico, que dependem, fundamentalmente, da disponibilidade de energia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Então a idéia é parar o mundo?</h2>
<p>Pode-se perceber facilmente que o que se pretende é o que o falecido embaixador João Augusto de Araújo Castro chamava o <em>«congelamento do poder mundial»</em>, ou seja, o congelamento dos níveis de desenvolvimento do planeta nos níveis atuais, cujas desigualdades e injustiça social dispensam maiores comentários. Evidentemente, isso não tem nada a ver com a realidade científica, pois já houve muitos períodos do passado geológico da Terra, até recente, dentro da fase de existência da espécie humana, em que a temperatura atmosférica foi mais alta que a atual, sem que a indústria humana tivesse qualquer coisa a ver com isto.</p>
<p>A criação do movimento ambientalista internacional foi um dos mais bem sucedidos resultados desse processo de “engenharia social” das oligarquias transnacionais, que o controla de alto a baixo, por intermédio do aparato internacional das ONGs, que elas próprias financiam e, em muitos casos, criaram.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>&#8220;Reformas&#8221; educacionais</h2>
<p>⇒ Nenhuma dessas iniciativas teria sido bem sucedida se não fosse pela instituição de uma série de “reformas educacionais”, igualmente planejada por aqueles grupos hegemônicos, que resultou no abandono dos currículos de conteúdo clássico e sua substituição por currículos supostamente “profissionalizantes”, principalmente no ensino médio. Essas “reformas” foram inicialmente planejadas no âmbito da OCDE &#8211; Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico; foram adotadas nos EUA e daí se espalharam pelo mundo. O resultado final foram sistemas educacionais que nem formavam cidadãos com uma visão ampla da sociedade e do mundo, e nem preparavam profissionais qualificados. E este problema só tende a se agravar se não houver uma retomada dos currículos clássicos, pois como se pode imaginar que, com as rápidas mudanças da base científico-tecnológica da economia que podemos prever para as próximas décadas, como se espera ser possível formar profissionais para profissões que talvez não existam mais daqui a dez anos, ou que ainda não existem hoje?</p>
<p>Um currículo clássico é a única maneira de preparar cidadãos aptos a se beneficiar de um processo de educação permanente, que parece ser a tendência do futuro próximo. Embora, como eu disse, esse erro tenha sido cometido em quase todo o Mundo, a adoção acrítica dessas “reformas” no Brasil, com os chamados acordos MEC-USAID, foi um dos maiores erros dos governos militares, cujas conseqüências estamos pagando ainda hoje. No ano passado, o Movimento de Solidariedade Ibero-Americana publicou um livro chamado «A Educação Clássica Para Um Novo Renascimento», no qual nós propomos um grande debate em torno desses assuntos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Infelizmente, existe uma conspiração</h2>
<p>Agora, vejamos outra evidência de que não estamos discutindo “teorias conspiratórias”. Na verdade, essa gente é tão segura de seus propósitos e de sua impunidade que não costuma ocultar as suas intenções. Vejam o que diz o Dr. Alexander King, fundador do Clube de Roma e um dos principais idealizadores das “reformas educacionais”, numa entrevista à revista Executive Intelligence Review de 23/junho/1981: <em>«O Clube de Roma se originou de um sentimento de que o crescimento pelo crescimento não era uma boa coisa&#8230; O que foi discutido foi a questão da inquietação educacional, a questão da necessidade de profundas reformas educacionais para tornar a juventude mais sintonizada com o que estava acontecendo, mais sintonizada com as realidades da sociedade. As discussões levantaram a questão da destruição ambiental, a questão da alienação do indivíduo, rejeição da autoridade e outros temas do gênero. Tudo isso surgiu ao mesmo tempo&#8230; Nós inventamos toda a questão das reformas curriculares, tentando ensinar matemática, química etc, de novas maneiras. Nós éramos o único grupo que começou a ver a educação em termos do seu impacto econômico&#8230; A grosso modo, nossa política era a de que deveríamos estar pelo menos 5 anos à frente do pensamento dos Estados Nacionais. Entretanto, nunca deveríamos parecer estar mais do que 2 anos à frente.»</em> Como vêem, a “conspiração” é aberta, como dizia H.G. Wells.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>E vem aí a implantação do governo mundial&#8230;</h2>
<p>⇒ Finalmente, temos o planejamento e a instituição de uma série de estruturas de um “governo mundial”, que esses grupos pretendem colocar no lugar dos Estados Nacionais soberanos e suas instituições. Entre essas estruturas, destaca-se a iniciativa de criação de uma legislação internacional, em torno de temas de grande impacto psicológico, como o desarmamento e a não-proliferação de armas de destruição em massa, o meio ambiente, a proteção dos “direitos humanos”, o combate à corrupção e, mais recentemente, a promoção da “democracia”. Todos devem estar cientes, por exemplo, de que o ex-ministro da Justiça José Carlos Dias, às vésperas de deixar o ministério, assinou um convênio com a ONG Transparência Internacional para que ela fiscalize a lisura de licitações públicas do Governo brasileiro e das próximas eleições municipais.</p>
<p>Ora, essas são funções precípuas de um Estado Nacional soberano, que não tem motivos para transferí-las a uma entidade supranacional, não-eleita e que não representa minimamente os interesses da cidadania brasileira. Além disto, se formos ver quem está por trás dela, encontraremos a mesma máfia que está por trás do ambientalismo: a Transparência é ligada às redes do príncipe Philip e o seu pessoal foi recrutado entre ex-funcionários do Banco Mundial e do FMI. Isto não é “teoria conspiratória”. Aliás, a introdução das ONGs como agentes políticos, em substituição às instituições do Estado Nacional é uma parte fundamental desse processo. Não nos esqueçamos de que o nosso Presidente da República costuma chamar as ONGs de “organizações neo-governamentais”, em lugar de “não-governamentais”. A “convocação” da Transparência se insere neste contexto.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>O desarmamento é vital para os dominadores</h2>
<p>O mesmo acontece com a participação ativa do Movimento Viva Rio na elaboração da nova política de segurança do País, a chamada “segurança cidadã”, que alegadamente deve substituir a antiga “segurança nacional”, considerada um conceito ultrapassado dos governos militares. Aqui também se insere a falaciosa sugestão de que o fim da Guerra Fria justificaria um processo amplo de “desmilitarização”, de redução dos efetivos das Forças Armadas da maioria dos países, principalmente os subdesenvolvidos. Evidentemente, aí não se incluem as forças da OTAN, que cada vez mais vai assumindo o papel de uma “gendarmeria internacional” automobilizável, que não responde nem mesmo ao Conselho de Segurança da ONU, como vimos na recente guerra contra a Iugoslávia. Ontem, foram a Iugoslávia, o Sudão e o Iraque, que, aliás, continua sendo alvo de contínuos ataques aéreos por parte dos EUA e da Inglaterra. Amanhã, talvez o alvo possamos ser nós, sob um pretexto qualquer – por exemplo, não estarmos protegendo adequadamente a Floresta Amazônica ou as minorias indígenas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>O mito do &#8220;fim da História&#8221;</h2>
<p>Um mito particularmente pernicioso é o do “fim da História”, que, sintomaticamente, foi criado por um funcionário do Departamento de Estado dos EUA, Francis Fukuyama (que, aliás, está ficando rico com ele, pois lhe pagam 20.000 dólares por conferência para propagandear essa idiotice). Trata-se da tese de que a chamada democracia liberal seria o ponto final da evolução histórica da Humanidade. Ora, para que alguém admita isto é preciso ser um completo ignorante em História. A História jamais acabará enquanto seus agentes, os seres humanos, continuarem lutando pelo direito ao bem-estar e ao progresso, e ainda estamos muito longe de proporcionar estes direitos a pelo menos uma maioria significativa da Humanidade. Portanto, estamos muito distantes de qualquer “fim da História”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>O que fazer então?</h2>
<p>Vamos agora para a parte final dessa nossa conversa, que, aliás, é a mais importante, pois trata do que fazer frente a desse quadro tenebroso. A maioria das pessoas, quando começa a analisar o atual cenário mundial, desanima diante da impossibilidade de se reverter esse quadro de decomposição civilizatória, pois acha que os “donos do mundo” são muito poderosos para serem enfrentados com sucesso. Esta é uma falsa percepção, pois, por mais poderosos que sejam, eles não podem contrariar as leis universais, permanentemente. Isto é o que queria dizer Abraham Lincoln, quando afirmou que <em>«pode-se enganar todos por algum tempo e alguns por todo o tempo, mas não se pode enganar todos por todo o tempo»</em>. Assim, a pergunta relevante não é “se” podemos reverter essa crise, mas “como” fazê-lo, ou seja, como reverter a “mudança de paradigma cultural” imposta pelas oligarquias transnacionais. Isto, porque a inevitável derrocada dos inimigos do progresso não implica na vitória automática dos defensores da civilização – será preciso que estes tenham preparado um plano de ação para colocar em prática na hora certa.</p>
<p>Os chineses, na sua sabedoria multimilenar, qualificam a idéia de “crise” com uma combinação de dois ideogramas: um significa “risco”, e o outro, “oportunidade”. Portanto, o que temos que fazer é transformar o risco de uma nova idade de trevas na oportunidade de um novo “renascimento”, que possibilite uma retomada das expectativas que foram abandonadas anteriormente. Para concretizar essa oportunidade, será imprescindível a emergência de uma nova elite, consciente e determinada a retomar, promover e implementar aqueles princípios civilizatórios abandonados. E quando falo de elite, não me refiro propriamente aos que têm maior poder econômico ou político, ou mesmo influência intelectual.</p>
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<h2>Uma nova elite precisa ser formada</h2>
<p>Hoje, mais do que nunca, o cidadão de elite é aquele cujas preocupações e ações transcendem o seu universo pessoal e familiar, e se dispõe a atuar em prol da comunidade e até da Humanidade. Ou seja, nós teremos que formar essa nova elite. Cada um de nós deve tornar-se um apóstolo, ou melhor, um guerrilheiro em defesa daqueles princípios civilizatórios. Digo guerrilheiro, porque os inimigos do progresso dificilmente podem ser enfrentados frente a frente; para isso, geralmente, é preciso empregar manobras de flanco e ações de guerrilha. Reuniões como essa são exemplos de ações como as que necessitamos para criar a necessária conscientização e, quem sabe, também a determinação. Talvez, o melhor antídoto para essa derrocada civilizatória que estamos discutindo seja a retomada de um conceito que atualmente anda meio fora de moda – o de um projeto nacional, considerado obsoleto nestes tempos de “globalização”.</p>
<p>Um projeto nacional é exatamente o que necessitamos para promover e consolidar uma retomada da idéia de progresso e do princípio republicano, e o Brasil é um dos países que tem melhores condições para isto, podendo até mesmo influenciar outros países nesta empreitada. Um projeto nacional não é uma excrescência ou um exercício acadêmico, como sugerem alguns “globalistas” deslumbrados. Todos os países do Mundo que atingiram um nível significativo de desenvolvimento o fizeram com base em projetos nacionais bem definidos e implementados por suas elites dirigentes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Como proceder?</h2>
<p>E como se estrutura um projeto nacional? Independentemente dos seus detalhes específicos, um projeto nacional se baseia em três diretrizes fundamentais:</p>
<p>♦ Harmonia de interesses entre os setores representativos da sociedade.</p>
<p>♦ Igualdade de oportunidades para que todos possam exercer uma verdadeira cidadania.</p>
<p>♦ Solidariedade para com os retardatários do processo. Este é um ponto crucial, no qual é fatal qualquer concessão a conceitos falaciosos como o de “excluídos”, tão citado pelo nosso Presidente para justificar a sua falta de compromisso com o combate à pobreza e à miséria no nosso país. Nesse esforço em prol da Civilização, vale lembrar que nenhuma contribuição é desimportante. Cada um de nós pode dar uma contribuição relevante, por menor que possa parecer. Eu sempre gosto de recordar uma frase do jurista e escritor inglês Edmund Burke, que dizia que o maior erro foi cometido por aquele que nada fez, pois achava que apenas podia fazer muito pouco. Ninguém pode saber se um de nós poderá aportar a contribuição que irá deflagrar o efeito de “massa crítica” da conscientização necessária.</p>
<p>Antes de encerrar, quero dizer-lhes que nós do Movimento de Solidariedade Ibero-Americana temos estado na linha de frente dessa luta pela civilização há algum tempo, e os convidamos a juntar-se a nós. Temos várias publicações, como um jornal quinzenal e livros, nos quais apresentamos o contexto estratégico global em suas diversas facetas, além de propostas concretas para a superação dessa crise. Eu os convido a conhecê-las e a ajudar-nos nessa luta. Obrigado a todos.</p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>Geraldo Luís Lino</strong></em></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2009/11/Amazonia-e-olho-pequeno.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1910" title="Amazonia-e-olho-pequeno" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2009/11/Amazonia-e-olho-pequeno.jpg" alt="" width="45" height="29" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/div-01.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-6617" title="div-01" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/div-01-300x30.png" alt="" width="300" height="30" /></a></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/seta-azul-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-6131" title="seta-azul-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/seta-azul-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>Para saber mais sobre o tema: </strong>visitar os sites da MSIa/Capax Dei:<strong> </strong><a href="http://www.alerta.inf.br/">http://www.alerta.inf.br/</a> e <a href="http://www.msia.org.br/">http://www.msia.org.br/</a> . Mensagens e sugestões, favor enviar para <a href="http://www.msia.org.br/">msia@msia.org.br</a>.</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-cinza-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3626" title="seta-cinza-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-cinza-pequena.jpg" alt="" width="28" height="19" /></a>Imagem:</strong> bibliotecapleyades.net</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Forças ocultas e interesses escusos</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Nov 2009 23:38:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Governo mundial]]></category>
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		<description><![CDATA[Em outubro/2006, enviei uma carta à Revista Magnum através de e-mail, tentando saber o que os editores e articulistas daquela revista queriam dizer com as expressões que fazem parte do título do presente artigo – forças ocultas e interesses escusos. Nunca me responderam, mas eu próprio descobri que o "problema" das armas de fogo e o desarmamento do cidadão honesto eram parte de uma articulação a nível planetário, com vistas a um possível governo mundial. Teoria da conspiração? Sim. Eis a carta.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/03/harpia-temalivre2010-direitamedia.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-2750" title="harpia-temalivre2010-direitamedia" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/03/harpia-temalivre2010-direitamedia.jpg" alt="" width="80" height="52" /></a>Em outubro/2006, enviei à Revista Magnum um e-mail, tentando saber o que os editores e articulistas daquela revista queriam dizer com as expressões que fazem parte do título do presente artigo – &#8220;forças ocultas e interesses escusos&#8221;. Nunca me responderam, mas eu próprio descobri que o “problema” das armas de fogo e o desarmamento do cidadão honesto eram parte de uma articulação a nível internacional, com vistas a um possível governo mundial. Teoria da conspiração? Infelizmente, parece que sim.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Prezados senhores</h2>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2009/11/ditadura.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-2263" title="ditadura" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2009/11/ditadura-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>Há alguns anos atrás, mandei um e-mail para essa revista (que acompanho, adquirindo seus exemplares desde seu primeiro número) com alguns questionamentos, mas não obtive resposta. Minha preocupação, naquela ocasião, era definir o que, não só os editores da Magnum, e também outros comentaristas, classificavam de “forças ocultas”, ou “interesses escusos”, para denominar as diversas e, aparentemente, desconhecidas influências que se esforçavam para que o desarmamento do cidadão, e a proibição da fabricação e venda de armas de fogo no Brasil fossem efetivados.</p>
<p>Perguntei o quê – ou quem – seriam, essas “forças ocultas”. Que “interesses escusos”? Não fiquei satisfeito com o silêncio da Magnum, e me decepcionei, pois não se passava em minha cabeça a hipótese de que os editores daquela revista não pudessem – ou não quisessem – me responder.</p>
<p>Em minha opinião, de nada adiantariam campanhas para reagir ao desarmamento civil que se avizinhava há anos, sem a especificação de suas verdadeiras causas. “Forças ocultas” não são argumentos convincentes nem suficientes, muito menos os tais “interesses escusos”.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Argumentos óbvios não são sufucientes</h2>
<p>Dizer que o desarmamento do homem honesto – ou seja, da população civil como um todo – é uma catástrofe para a Nação, baseando-se em argumentos tais como, os da “diminuição de direitos” do cidadão, não convencem e não resolvem a questão a favor daqueles que são contra o desarmamento e a venda de armas e munições. Pois bem, o tempo passou. Aconteceu o plebiscito em 2005 e a venda de armas de fogo e munições não conseguiu ser impedida em nosso País. Nessa ocasião específica e rara, o povo brasileiro teve uma espécie de “iluminação temporária” e votou, maciçamente, no “não”.</p>
<p>Coisa de pouco tempo após o plebiscito, estava eu conversando com um de meus maiores amigos – colega meu de tempos de ginásio e de científico, que hoje é procurador federal, com mais de 30 anos na função – sobre esses assuntos (desarmamento, ambientalismo etc), e ele me disse: «Se você quer saber mesmo como é que a banda toca, vem comigo». Meu amigo me levou, então, até o seguinte endereço: Rua México número 31, sala 202, Centro da Cidade, Rio de Janeiro, RJ, onde funciona a editora Capax Dei que veicula o livro «Máfia Verde: o Ambientalismo a Serviço do Governo Mundial», e me deu um de presente. E me disse: «Esse livro não vende em livraria. Leia e você vai entender o porquê.»</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Aprofundando informações</h2>
<p>Li o livro, fiquei boqueaberto com o que li, e comprei logo o seu segundo volume, «Máfia verde 2 – Novo Colonialismo», que é uma atualização do primeiro. Não vou comentar muito o teor desses dois livros, porque eles tratam, basicamente, do ambientalismo e do indigenismo no Brasil, o que foge ao escopo dessa minha carta. Apenas a título de esclarecimento: as tais leis ambientalistas e indigenistas que, a princípio, se revestem de um cunho aparentemente nobre, unicamente servem a certos grupos estrangeiros, na medida em que obstaculizam o crescimento e o desenvolvimento populacional, sócio-econômico e científico dos países em desenvolvimento.</p>
<p>Foi assim que tomei conhecimento da existência de certas entidades supranacionais, criadas e mantidas por governos estrangeiros, da Europa e da América do Norte que, muitas vezes, se manifestam através de ONGs de atuação internacional, e que comandam e ditam as normas ambientalistas e indigenistas no mundo, normas essas que nada têm a ver com uma real preocupação com a Natureza ou com os índios, mas sim, que servem apenas aos interesses de alguns países do Primeiro Mundo, e de grupos empresariais e familiares oligárquicos que dirigem todo o planeta.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Os grupos oligárquicos</h2>
<p>As organizações supranacionais às quais me referi, dentre muitas outras, são: a Comissão Trilateral, o Clube de Roma, o CFR &#8211; Council on Foreign Relations, o WWF – Fundo Mundial para a Vida Selvagem , a UICN – União Internacional para a Conservação da Natureza, o Greenpeace e, por incrível que pareça, a própria ONU, com suas ramificações, tais como a UNESCO, PNUMA, PNUD etc.</p>
<p>O «Máfia Verde», entretanto, ainda não deixava muito claro a estrutura de algumas dessas principais entidades, tais como, por exemplo, as que, de fato, “mandam” e financiam as ONGs ambiental-indigenistas. Foi então que surgiu nas livrarias o livro «A Verdadeira História do Clube Bilderberg», de Daniel Estulin.</p>
<p>Esse livro é, talvez, mais surpreendente que os dois “Máfia Verdes”, pois mostra uma face ainda mais sinistra com que se revestem os grupos familiares oligárquicos, as grandes empresas transnacionais e os governos de determinados países – a destacar o dos EUA, da Inglaterra, do Canadá, Bélgica etc – com o intuito de dominar o planeta. Sim. Segundo o autor, o objetivo das organizações que encabeçam esse cartel é o controle de todas as riquezas do mundo através de um “Governo Mundial”.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Uma teia de relações</h2>
<p>Para isso, contam, não só com o poder econômico e político que emana dos componentes desses grupos (e existem outros), mas também com a colaboração de outras entidades cujas atividades, igualmente mantidas por eles, se encarregam de outras áreas específicas de atuação. É o caso, por exemplo, do Instituto Tavistock de Relações Humanas, que lida com a manipulação da opinião pública, no sentido de fazer as populações mudarem os chamados “paradigmas culturais”, a fim de aceitarem de bom grado as novas regras planetárias do “Governo Mundial”, as quais, paulatinamente, estão sendo implementadas em todo o mundo.</p>
<p>Dentre esses novos “paradigmas culturais”, subliminarmente, impingidos aos povos dos diversos países-alvos daquelas grandes oligarquias dominantes, está, justamente, o da fomentação do ódio e a criação do pânico em relação às armas de fogo, sejam elas para que objetivo forem destinadas e, ao mesmo tempo, a cristalização de uma repulsa igualmente feroz em relação às pessoas que, de uma forma ou de outra, lidam com o assunto “armas de fogo”.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>As armas de fogo</h2>
<p>No que diz respeito ao assunto ligado às armas de fogo, no contexto que encerra a pretensão de implantar no planeta um “Governo Mundial” por parte dos componentes daqueles cartéis, uma das etapas do processo é, justamente, a de desarmar – completamente – as populações de todos os países. Isso significa, de fato, um desarmamento geral de todo o planeta, inclusive em relação às armas destinadas aos esportes de tiro.</p>
<p>Segundo as pretensões daquele sinistro grupo, até mesmo as nações deverão ser, completamente, desmilitarizadas, com a extinção absoluta de suas forças armadas, deixando apenas alguma oportunidade de armamento, no máximo, às polícias locais, a fim de que seja mantida a ordem social – apenas isso.</p>
<p>Por outro lado, as forças armadas seriam concentradas em órgãos como a ONU e/ou a NATO. Só essas entidades, comandadas, obviamente, pelo “Governo Mundial/ONU”, teriam exércitos, os quais serviriam para manter os países “dentro dos eixos”, sob o hipócrita codinome de “forças da paz”.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Então tudo ficou claro</h2>
<p>Assim, prezados senhores, a verdade sobre as tais “forças ocultas” e os “interesses escusos” foram, para mim, satisfatoriamente revelados, graças aos meu próprios esforços os quais incluem a leitura de vários outros livros que tratam desse mesmo assunto. Quaisquer maiores esclarecimentos sobre detalhes dos mecanismos utilizados pelos grupos oligárquicos acima referidos, sugiro que, se ainda não foi feito, que sejam adquiridos os livros por mim acima mencionados, pois não sei se, por muito tempo, o Establishment os deixará à venda.</p>
<p>Devo lembrar que o movimento amientalista internacional, que ora se desenvolve e que se implanta no Brasil, inexoravelmente, e com força total, obstaculizando os interesses de desenvolvimento da nação brasileira, é também assunto que atinge, fatalmente, o mundo das armas de fogo, mormente quando prejudica, quase que diretamente, o mundo da caça.</p>
<p>Por isso, acho que os responsáveis por essa tão laboriosa revista deveriam, obrigatoriamente, se inteirar desse movimento – se já não se inteiraram (o que espero) – e entrem na luta contra essas oligarquias ignominiosas que tentam, em nome da preservação da Natureza e dos índios, e de uma pretensa “segurança” do cidadão comum e honesto, prejudicar o Brasil, inibindo nosso crescimento, e, em maior escala, se apoderar de todo o planeta, a começar pelos projetos da UNESCO, que imbecilizam as nossas crianças, tornando-as marionetes futuras a fim de que sejam manejadas pelas oligarquias estrangeiras, implantadas no Brasil através de seus “laranjas” – como, por exemplo, certas cadeias de televisão, cujos proprietários já frequentaram as reuniões das supracitadas organizações.<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/03/husc-pequena.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-2489" title="husc-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/03/husc-pequena.jpg" alt="" width="60" height="38" /></a></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p style="text-align: left;">Imagem: prossigo.blogspot.com</p>
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