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	<title>Blog do Ambientalismo &#187; Eugenia</title>
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	<description>O que você precisa saber sobre Ambientalismo, Indigenismo e Governo Mundial</description>
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		<title>&#8220;Ambientalismo é o abolicionismo moderno&#8221;</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/ambientalismo-e-o-abolicionismo-moderno/</link>
		<comments>http://blogdoambientalismo.com/ambientalismo-e-o-abolicionismo-moderno/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 29 Nov 2011 12:22:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A causa ambientalista é a equivalente moderna do abolicionismo do século XIX. A afirmativa é do conhecido jornalista Leão Serva, um veterano das redações paulistas, em um artigo publicado no jornal The New York Times de 17 de novembro último, com o sugestivo título "Um assalto à Amazônia".]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp"><img class="aligncenter size-full wp-image-10770" title="msiA iNFORMA" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp" alt="" width="240" height="50" /></a></p>
<p><strong>A causa ambientalista é a equivalente moderna do abolicionismo do século XIX. A afirmativa é do conhecido jornalista Leão Serva, um veterano das redações paulistas, em um artigo publicado no jornal <em>The New York Times</em> de 17 de novembro último, com o sugestivo título «Um Assalto à Amazônia».</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Tola comparação</h2>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/11/joao_serva_jornalista.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-11968" title="joao_serva_jornalista" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/11/joao_serva_jornalista-300x258.jpg" alt="" width="221" height="190" /></a>No artigo, Serva compara a luta dos ambientalistas brasileiros e seus aliados estrangeiros à atuação dos abolicionistas, ao mesmo tempo em que afirma que os produtores agropecuários e de outros setores que se opoem às campanhas ambientalistas são comparáveis aos escravagistas que se opunham às pressões externas (leiam-se britânicas) contra a escravidão brasileira, alegando a soberania nacional. Em suas palavras:</p>
<blockquote><p><em>«Durante a longa luta contra a escravidão, no século XIX, em um momento em que os abolicionistas na Grã-Bretanha estavam protestando contra a transferência forçada de milhões de africanos de suas terras natais, líderes brasileiros denunciavam o movimento abolicionista global por interferir nos assuntos internos do país. Mais de um século depois, o mesmo argumento da não-interferência nos assuntos internos está sendo novamente invocado, desta vez, pelos interesses do agronegócio que defendem o direito do Brasil de cortar e queimar o que resta das florestas equatoriais tropicais</em> [tropical rainforests, no original - n.e.] <em>do planeta.»</em></p>
<p><em>«O Brasil não baniu a escravidão por razões morais ou éticas. Ele o fez porque a emergência das manufaturas capitalistas tornou a escravidão mais cara e ineficiente do que o trabalho escravo. Mas, hoje, não há qualquer tentativa de se repensar um modelo econômico baseado na destruição das florestas – e na emissão de gases de efeito estufa – para produzir e exportar gado e minérios. Ao contrário, o agronegócio brasileiro, graças à poderosa representação no Congresso e à negligência do Poder Executivo, está promovendo um novo Código Florestal que condenaria ao extermínio vastas áreas da floresta equatorial. A lei, atualmente em consideração por um comitê no Senado brasileiro, representaria uma calamidade ecológica.»</em></p></blockquote>
<h2>Má fé</h2>
<p>Adiante, Serva repete as falaciosas projeções de desmatamento para a Amazônia que são repetidas <em>ad nauseam</em> por organizações ambientalistas, que, entre numerosos truques e imprecisões, extrapolam de forma linear taxas de desmatamento verificadas na zona de transição entre os biomas Cerrado e Amazônia (a &#8220;Amazon Rainforest&#8221;, propriamente dita), deixando convenientemente de lado o fato de que este último se encontra quase intacto. Diz ele:</p>
<blockquote><p><em>«Projeções que pareciam apocalípticas ao final da década de 1980 – de que a floresta desapareceria em 2030 – estão se tornando realidade. De acordo com o World Wildlife Fund (WWF), às taxas de desmatamento atuais, 55% da floresta equatorial amazônica poderão desaparecer até 2030.»</em></p>
<p><em>«Enquanto isso, funcionários governamentais em Brasília estão a ponto de cortar programas governamentais para a recuperação de florestas danificadas e a preservação das existentes. A maioria parlamentar, representando a elite do agronegócio, acusa o movimento ambientalista de ser subserviente a interesses estrangeiros e de tentar reduzir a competitividade das commodities brasileiras. Como os ataques aos abolicionistas, há mais de um século, hoje, as críticas de interferência externa nos assuntos do Brasil estão sendo usadas cinicamente para proteger uma lei imoral.»</em></p></blockquote>
<h2>Vendido ou inocente útil?</h2>
<p>Mesmo para quem está habituado às diatribes que, normalmente, emergem em catadupas dos textos escritos por militantes ambientalistas e indigenistas, é difícil conceber que um profissional de comunicação que se pretenda sério possa ter escrito semelhantes sandices. O mais curioso é que Serva é autor de um livro sobre o tema Jornalismo e desinformação, publicado em 2001 pela Editora Senac de São Paulo (SP). No prefácio, o jornalista e escritor Fernando Morais sintetiza a mensagem da obra:</p>
<blockquote><p><em>«Ele mostra que a domesticação da massa de notícias produzida todos os dias nas redações&#8230; ao contrário de &#8220;organizar o caos&#8221;, aumenta ainda mais, na cabeça do leitor, a confusão e a incompreensão dos fatos cobertos pela mídia. E alerta para o perigo de que esse comportamento, tornado sistêmico (e não eventual), produza o que o autor chama de desinformação funcional, &#8220;um fenômeno semelhante ao que acontece em casos de alfabetização ineficiente – quando a pessoa que está sendo alfabetizada aprende apenas a juntar letras ou mesmo frases inteiras, mas não consegue apreender o significado do que lê&#8221;.»</em>[grifos no original].</p></blockquote>
<h2>Carapuça perfeita</h2>
<p>Não deixa de ser irônico que Morais tenha feito uma descrição exata da atuação do seu prefaciado e da maioria de seus colegas, no tocante ao tratamento dos temas ligados ao meio ambiente e aos povos indígenas, muito mais motivada por inclinações ideológicas e pelo &#8220;pensamento de grupo&#8221; do que por quaisquer considerações de objetividade. Desinformação é, efetivamente, o que os leitores e telespectadores – e não apenas no Brasil – costumam obter da grande mídia sobre os temas citados. E o fato de que a diatribe de Serva tenha recebido espaço no jornal mais influente do mundo (ele próprio um paladino das causas ambientais) demonstra a generalidade de tal comportamento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Antecedentes comprometedores</h2>
<p>Da mesma forma, é interessante que Serva tenha mencionado o ímpeto abolicionista da Grã-Bretanha, pois foi exatamente com ele que os britânicos inventaram o ativismo político não-governamental, que instrumentaliza causas nobres a serviço de uma agenda política utilitária, como a luta contra a escravidão, a proteção ambiental, a defesa dos direitos humanos e outras. A primeira ONG foi a Anti-Slavery Society (hoje Anti-Slavery International), fundada em 1823 e ainda hoje empenhada na luta contra as formas modernas de escravidão. Entre os seus fundadores se encontravam algumas das famílias mais influentes da Grã-Bretanha, como os Wilberforce e os Buxton, que viriam, ao final do século, acrescentar ao seu arsenal político a promoção da eugenia (&#8220;melhoramento racial&#8221;). Mais tarde, após a II Guerra Mundial, foi das redes promotoras da eugenia que emergiram, diretamente, o movimento de controle populacional e o seu moderno avatar ambientalista (a família Buxton é uma das que dirige o WWF).</p>
<p>Por isso, Serva não deixa de ter uma certa razão, pois, em termos estritamente políticos, o interesse britânico na promoção da agenda ambientalista no Brasil, que nada tem de ético ou moral, se equipara ao apoio dado à causa abolicionista. Cabe aos brasileiros recordar as lições da História e aprender a separar o joio do trigo.</p>
<p style="text-align: right;" align="right"><span style="color: #ff6600;"><strong><em>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</em></strong></span></p>
<p><strong> <a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/divisor3.gif"><img class="aligncenter size-medium wp-image-6135" title="divisor3" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/divisor3-300x15.gif" alt="" width="300" height="15" /></a></strong></p>
<p><strong>Créditos </strong>➞<strong> </strong>este post é matéria apresentada no Boletim Eletrônico <strong><em>MSIa INFORMA</em></strong>, do <strong><em>MSIa –</em></strong><em> <strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em>, Vol. III, N<sup>o</sup> 28, de 24 de novembro de 2011. Introduzi subtítulos no texto para facilitar e incentivar a leitura.</p>
<p><strong><em>MSIa INFORMA</em></strong><strong> </strong>➞<strong> </strong>é uma publicação do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa). Conselho Editorial: Angel Palacios, Geraldo Luís Lino, Lorenzo Carrasco (Presidente), Marivilia Carrasco e Silvia Palacios. Endereço: Rua México, 31 &#8211; sala 202 &#8211; Rio de Janeiro (RJ) &#8211; CEP 20031-144; Telefax: 0xx 21-2532-4086.</p>
<p><strong>Para saber mais sobre o tema </strong>➞<strong> </strong>visitar os sites da MSIa/Capax Dei:<strong> </strong><a href="http://www.alerta.inf.br/">http://www.alerta.inf.br/</a> e <a href="http://www.msia.org.br/">http://www.msia.org.br/</a>.</p>
<p><strong>Mensagens e sugestões </strong>➞<strong> </strong>favor enviar para msia@msia.org.br</p>
<p><strong>Para adquirir as publicações da Capax Dei Editora Ltda.</strong> ➞ loja virtual em: <a href="http://www.capaxdei.com.br/">www.capaxdei.com.br</a>; e-mail : capaxdeieditora@gmail.com</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-0aMicro.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-9609" title="harpia-0aMicro" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-0aMicro.jpg" alt="" width="50" height="64" /></a>Imagem</strong> ➞ <a href="http://www.midiamundo.com/">http://www.midiamundo.com</a><strong> </strong></p>
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		<title>Bem vindo, Bebê 7 bilhões!</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Nov 2011 14:25:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ambientalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Combustíveis fósseis]]></category>
		<category><![CDATA[Controle populacional]]></category>
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		<description><![CDATA[A Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu o último dia 31 de outubro como a data símbolo em que a população do planeta atingiu a marca dos 7 bilhões. A magnitude do número e o fato de o último bilhão de habitantes da Terra ter sido acrescido em apenas 13 anos motivaram alguns dos tradicionais resmungos sobre uma suposta "explosão demográfica", a incapacidade de o planeta alimentar adequadamente tanta gente e a impossibilidade de se estender a todo o mundo os níveis de vida dos países industrializados. Todas estas proposições são equivocadas, mas o fato de fundamentarem a formulação de políticas públicas, tanto em âmbito nacional como internacional, além da sua aceitação entre os estratos educados das sociedades, demonstra a grande penetração e eficácia do ideário malthusiano e sua variante ambientalista.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp"><img class="aligncenter size-full wp-image-10770" title="msiA iNFORMA" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp" alt="" width="240" height="50" /></a>A Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu o último dia 31 de outubro como a data símbolo em que a população do planeta atingiu a marca dos 7 bilhões. A magnitude do número e o fato de o último bilhão de habitantes da Terra ter sido acrescido em apenas 13 anos motivaram alguns dos tradicionais resmungos sobre uma suposta &#8220;explosão demográfica&#8221;, a incapacidade de o planeta alimentar adequadamente tanta gente e a impossibilidade de se estender a todo o mundo os níveis de vida dos países industrializados. Todas estas proposições são equivocadas, mas o fato de fundamentarem a formulação de políticas públicas, tanto em âmbito nacional como internacional, além da sua aceitação entre os estratos educados das sociedades, demonstra a grande penetração e eficácia do ideário malthusiano e sua variante ambientalista.</strong></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/11/Danica-May-Camacho-bebe-7-bilhoes.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-11748" title="Danica-May-Camacho-bebe-7-bilhoes" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/11/Danica-May-Camacho-bebe-7-bilhoes-300x207.jpg" alt="" width="300" height="207" /></a></p>
<h2>A ladainha ambientalista</h2>
<p>Um número inventado pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF) tem sido comumente citado, como símbolo desses falsos dilemas: o de que seriam necessários os recursos naturais de &#8220;três Terras&#8221; para conceder a cada habitante do planeta o nível de vida de um cidadão britânico. Apesar da sua total falta de fundamentação científica, a frequência com que é citado por pessoas educadas, tanto nos países mais desenvolvidos como no setor em desenvolvimento, deixa transparecer a dimensão do desafio de reverter o pessimismo cultural prevalecente nas últimas décadas, em paralelo e em grande medida motivado pela sucessão de crises econômicas e financeiras ocorridas desde a década de 1970 e a influência do movimento ambientalista internacional. Este último, criado especificamente com uma agenda política de se contrapor ao impulso de industrialização, ao &#8220;otimismo tecnológico&#8221; e ao crescimento populacional verificados nas primeiras décadas do pós-guerra – considerados ameaças existenciais pelos mesmos círculos oligárquicos do Hemisfério Norte que, anteriormente, promoviam a eugenia e o controle demográfico, com o mesmo propósito geral de manter sob controle o desenvolvimento socioeconômico e o progresso científico-tecnológico.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Desesperança popular</h2>
<p>Em um artigo publicado em 31 de outubro, no <em>International Herald Tribune</em> e em outros jornais de todo o mundo, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, explicitou as ambiguidades acarretadas por tais tendências. Por um lado, ele sintetizou com precisão o dilema real, ao afirmar:</p>
<blockquote><p><em>«Na medida em que o relógio da população mundial passa a marca de 7 bilhões, os alarmes estão soando. A força cada vez maior dos protestos públicos é a expressão popular de um fato óbvio: o de que as crescentes incertezas econômicas, volatilidade dos mercados e desigualdades atingiram um ponto de crise&#8230; Nestes tempos difíceis, o maior desafio enfrentado pelos governos não é um déficit de recursos: é um déficit de confiança. As pessoas estão perdendo a fé em líderes e em instituições públicas para fazer as coisas certas.»</em></p></blockquote>
<p>Por outro lado, no mesmo texto, desfiou o receituário habitual da agenda ambientalista, com as tradicionais concessões ao chamado &#8220;desenvolvimento sustentável&#8221; e à alegada necessidade de se confrontarem as mudanças climáticas com uma mudança do padrão energético da economia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Falta de vontade política</h2>
<p>Em realidade, com o presente nível de conhecimento científico e tecnológico, nosso planeta tem condições de, em pouco mais de uma geração, proporcionar a uma população ainda maior que a atual e níveis de vida comparáveis aos de um cidadão europeu médio. Se tal perspectiva não está colocada na pauta política das lideranças globais, as causas não são a escassez de recursos naturais ou a fragilidade do meio ambiente, mas a ausência de vontade política e o pessimismo cultural que obscurece essa possibilidade concreta.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>O envelhecimento da população</h2>
<p>Em termos demográficos, o velho e surrado espectro malthusiano da &#8220;explosão populacional&#8221; foi substituído por um problema real e bem mais sério, a rápida queda das taxas de fertilidade feminina, que já colocou quase todas as nações industrializadas (com a exceção dos EUA, devido à imigração hispânica e asiática) e um número crescente de nações em desenvolvimento, entre elas o Brasil, abaixo da linha vermelha da taxa de reposição da população. O resultado é um envelhecimento da população, com graves consequências para a estrutura da força de trabalho e dos sistemas de seguridade social.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Alimentos cartelizados</h2>
<p>Quanto aos alimentos, a produção mundial seria suficiente para alimentar adequadamente uma população superior à atual, se toda ela tivesse acesso a eles. O problema maior reside nas distorções que envolvem a distribuição dos alimentos, largamente controlada por grandes cartéis transnacionais que os convertem em <em>commodities</em> especulativas, o desvio de grande parte das safras para a produção de biocombustíveis e outras questões que nada têm a ver com limites físicos da produção. Segundo a Agência das Nações Unidas para a Agricultura e os Alimentos (FAO), dos 33 milhões de quilômetros quadrados de terras agricultáveis do planeta, apenas 16 milhões estão em uso. Mesmo considerando que nem todo o restante seja utilizado para a produção agropecuária, ainda há um grande potencial a ser aproveitado, por exemplo, no Cerrado brasileiro e na Savana Equatorial africana.</p>
<p>Nesse quadro, devem ser também considerados os inegáveis avanços da biotecnologia, aí incluídos os organismos geneticamente modificados – ou transgênicos – que, desafortunadamente, têm sido alvos de ativas campanhas do aparato ambientalista.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Ainda um baixo consumo energético</h2>
<p>No campo energético, será preciso considerar uma significativa redução dos desequilíbrios registrados no consumo global de eletricidade e combustíveis, cuja média mundial em 2006, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), era de 1,80 tonelada equivalente de petróleo (TEP) por habitante por ano. Porém, enquanto os países industrializados da OCDE consumiam 4,70 TEP/hab/ano e os da antiga URSS, 3,58, a América Latina registrava 1,17, a África, 0,66, e a Ásia (sem o Japão, Coreia do Sul e China), 0,63. Tomando como referência mínima os membros da ex-URSS, salta aos olhos que os números asiáticos e africanos precisariam ser multiplicados por um fator de 4-5 e a América Latina, por um fator de 3.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Limites energéticos distantes</h2>
<p>Para tanto, uma vez mais, o problema não é de recursos escassos, mas de controles e limitações políticos, em particular, as manipulações geopolíticas e a financeirização dos mercados de hidrocarbonetos e a insidiosa campanha que pretende limitar o uso de combustíveis fósseis sob o falso pretexto do seu impacto sobre a dinâmica climática. Por exemplo, as descobertas de petróleo e gás natural em jazidas ultraprofundas, na plataforma continental das Américas e da África, a nova tecnologia de gás de folhelhos e, até mesmo, a crescente aceitação da existência de hidrocarbonetos de origem inorgânica formados na parte superior do manto terrestre (e, por conseguinte, &#8220;renováveis&#8221;), abrem interessantes perspectivas para a disponibilidade desses combustíveis, afastando o temor dos limites da produção mundial.</p>
<p>Da mesma forma como no caso dos alimentos, tais perspectivas tendem a melhorar, na medida em que novas tecnologias energéticas promissoras sejam desenvolvidas, como a utilização do hidrogênio e do tório como combustíveis, a fusão nuclear e, possivelmente, a energia do vácuo quântico, que poderiam sepultar definitivamente o mito da &#8220;escassez&#8221; de energia para abastecer toda a Humanidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Para além da Terra</h2>
<p>Por outro lado, acima de tudo, a Humanidade precisa recuperar o sentido de futuro positivo e propósito coletivo, do qual nenhuma sociedade ou civilização pode prescindir para prosperar e que foi perdido ao longo das últimas décadas de pessimismo cultural induzido. E nada melhor do que olhar com otimismo além dos seus limites momentâneos para proporcionar o impulso necessário. Para a Humanidade como um todo, este olhar deve mirar além do planeta, recuperando a poderosa motivação que eletrizava a população mundial durante a &#8220;corrida espacial&#8221; das décadas de 1960-70. Ao considerar o espaço cósmico como área de expansão dos seus interesses, o ser humano não apenas se qualifica para aprofundar a sua capacidade de resposta aos desafios da evolução do processo civilizatório, aí incluídos os problemas no seu próprio planeta, como também para cumprir o seu destino como espécie racional e criativa.</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/11/Krafft-ehricke.jpeg"><img class="alignright size-medium wp-image-11795" title="Krafft-ehricke" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/11/Krafft-ehricke-279x300.jpg" alt="" width="208" height="223" /></a>Essa poderosa ideia-força foi batizada como o &#8220;Imperativo Extraterrestre&#8221; da Humanidade, pelo engenheiro alemão Krafft Ehricke, que foi um dos grandes colaboradores do programa espacial dos EUA. Como escreveu em 1957:</p>
<blockquote><p><em>«A ideia de viajar a outros corpos celestes reflete no nível mais alto a independência e agilidade da mente humana. Ela empresta uma dignidade última às façanhas técnicas e científicas do homem. Acima de tudo, ela toca a filosofia da sua própria existência. Como resultado, o conceito de viagem espacial desconsidera fronteiras nacionais, recusa-se a reconhecer as diferenças de origem histórica ou etnológica e penetra na fibra de um credo sociológico ou político tão rapidamente como na de outro&#8230; Ao se expandir pelo Universo, o homem cumpre o seu destino como um elemento da vida, dotado do poder da razão e da sabedoria da lei moral em si próprio.»</em></p></blockquote>
<p>É com esse espírito que o mundo deve saudar a chegada do &#8220;Bebê 7 bilhões&#8221;.</p>
<p style="text-align: right;" align="right"><span style="color: #ff6600;"><strong><em>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</em></strong></span></p>
<p><strong> <a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/div-01.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-6617" title="div-01" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/div-01-300x30.png" alt="" width="300" height="30" /></a></strong></p>
<p><strong>Créditos </strong>➞<strong> </strong>este post é matéria apresentada no Boletim Eletrônico <strong><em>MSIa INFORMA</em></strong>, do <strong><em>MSIa –</em></strong><em> <strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em>, Vol. III, N<sup>o</sup> 26, de 11 de novembro de 2011. Introduzi subtítulos no texto para facilitar e incentivar a leitura.</p>
<p><strong><em>MSIa INFORMA</em></strong><strong> </strong>➞<strong> </strong>é uma publicação do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa). Conselho Editorial: Angel Palacios, Geraldo Luís Lino, Lorenzo Carrasco (Presidente), Marivilia Carrasco e Silvia Palacios. Endereço: Rua México, 31 &#8211; sala 202 &#8211; Rio de Janeiro (RJ) &#8211; CEP 20031-144; Telefax: 0xx 21-2532-4086.</p>
<p><strong>Para saber mais sobre o tema </strong>➞<strong> </strong>visitar os sites da MSIa/Capax Dei:<strong> </strong><a href="http://www.alerta.inf.br/">http://www.alerta.inf.br/</a> e <a href="http://www.msia.org.br/">http://www.msia.org.br/</a>.</p>
<p><strong>Mensagens e sugestões </strong>➞<strong> </strong>favor enviar para msia@msia.org.br</p>
<p><strong>Para adquirir as publicações da Capax Dei Editora Ltda.</strong> ➞ loja virtual em: <a href="http://www.capaxdei.com.br/">www.capaxdei.com.br</a>; e-mail : capaxdeieditora@gmail.com</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-17bMicro.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-9618" title="HARPIAÁGUIA REALHARPIA HARPYJA137-001-04" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-17bMicro.jpg" alt="" width="60" height="47" /></a>Imagens</strong> ➞ <a href="http://www.materiaincognita.com.br/">http://www.materiaincognita.com.br</a>; <a href="http://www.meaus.com/">http://www.meaus.com</a><strong> </strong></p>
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		<title>O sonho dos escravos era ter escravos</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/o-sonho-dos-escravos-era-ter-escravos/</link>
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		<pubDate>Fri, 18 Nov 2011 16:08:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Quilombolas]]></category>

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		<description><![CDATA[O livro Mulheres Negras do Brasil, de Schuma Schumaher e Érico Vital Brazil, foi lançado em 2007 com patrocínio do Banco do Brasil e da Petrobras. Um capítulo da obra trata das mulheres negras livres de Minas Gerais do século 18. O livro reúne belas imagens da época, mas deixa de fora uma informação essencial. Nas vinte páginas sobre as negras mineiras, não há sequer uma menção ao fato mais corriqueiro daquela época: assim que conseguiam economizar para comprar a alforria, o próximo passo de muitas negras era adquirir escravos para si próprias.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/logo-leya-2.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-4416" title="logo-leya-2" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/logo-leya-2.jpg" alt="" width="81" height="40" /></a></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/chicas.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-5349" title="chicas" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/chicas.jpg" alt="" width="250" height="300" /></a><strong>O livro <em>«Mulheres Negras do Brasil»</em>,<em> </em>de Schuma Schumaher e Érico Vital Brazil, foi lançado em 2007 com patrocínio do Banco do Brasil e da Petrobras. Um capítulo da obra trata das mulheres negras livres de Minas Gerais do século 18. O livro reúne belas imagens da época, mas deixa de fora uma informação essencial. Nas vinte páginas sobre as negras mineiras, não há sequer uma menção ao fato mais corriqueiro daquela época: assim que conseguiam economizar para comprar a alforria, o próximo passo de muitas negras era adquirir escravos para si próprias.</strong></p>
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<h2>A prosperidade das Minas Gerais</h2>
<p>A corrida do ouro de Minas Gerais do século 18 fez pequenas vilas rurais se transformarem em cidades efervescentes. Era um fenômeno poucas vezes visto no Brasil. Até então, mesmo as capitais das províncias eram povoados bucólicos que funcionavam como centros administrativos das colônias ao redor. Já as ruas de Mariana, Diamantina, Sabará e Vila Rica, atual Ouro Preto, ficaram de repente apinhadas de aventureiros e mineiros enriquecidos. Depois de duzentos anos procurando, Portugal tinha enfim encontrado ouro em larga escala no Brasil. Entre 1700 e 1760, um de cada quatro portugueses que vieram para o Brasil, foi para Minas Gerais. O ouro que esses aventureiros descobriam fazia as cidades vibrar. Hospedarias lotadas, tabernas e armazéns se multiplicavam, vendedores disputavam espaço nas ruas oferecendo porcos, galinhas, frutas, doces e queijo. Sapateiros, ferreiros, alfaiates, tecelões e chapeleiros enriqueciam. As irmandades religiosas faziam festas e competiam para construir a igreja mais bonita. Nesse novo ambiente urbano, havia possibilidades para muita gente, inclusive escravos e escravas.</p>
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<h2>Como os negros faziam dinheiro</h2>
<p>A mando de seus donos, as escravas costumavam vender doces e refeições nas lavras de ouro para os garimpeiros famintos. Quando ultrapassavam a venda que o senhor esperava, faziam uma caixinha para si próprias. Com alguns anos de economia, conseguiam juntar o suficiente para comprar a carta de alforria, tornando-se “forras”. Também acontecia de ganharem a liberdade por herança, quando o dono morria ou voltava para Portugal. Nessas ocasiões, eram ainda agraciadas com alguns bens do senhor falecido. Em 1731, a ex-escrava Lauriana ganhou do testamento do seu antigo dono o sítio onde moravam. A mesma coisa fez o português Antônio Ribeiro Vaz, morto em 1760 na cidade de Sabará. Libertou seus sete escravos e legou a eles a casa e todos os bens que possuía.</p>
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<h2>As “Chicas da Silva” eram mais livres</h2>
<p>Em liberdade, essas Chicas da Silva tinham muito mais tempo e ferramentas para ganhar dinheiro. Contando com escravos como mão de obra barata, algumas fizeram fortuna. A angolana Isabel Pinheira morreu em 1741 deixando sete escravos no testamento, que deveriam ser todos alforriados quando ela morresse. Na década de 1760, a baiana Bárbara de Oliveira tinha vários imóveis, joias, roupas de seda e nada menos que 22 escravos. Era uma fortuna para a época. Apesar de serem livres e ricas, as negras forras não viraram senhoras da elite: continuavam carregando o estigma da cor. Havia uma compensação. Elas desfrutavam de uma autonomia muito maior que as mulheres brancas. Enquanto as “donas” ficavam em casa debaixo das decisões do marido e cuidando de sua reputação, as negras circulavam na rua, nas lavras e pelas casas, conversando com quem quisessem e tocando a vida independentemente de maridos.</p>
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<h2>Algumas até comerciavam ouro</h2>
<p>No livro <strong><em>«Escravos e Libertos nas Minas Gerais do Século XVIII»</em></strong>,<em> </em>o historiador Eduardo França Paiva mostra mais um caso interessante: o da negra Bárbara Gomes de Abreu e Lima. Dona de um casarão em frente à Igreja Matriz de Sabará, ela tinha sete escravos e parcerias comerciais com empresários e políticos. Seu testamento indica que ela revendia ouro e controlava negócios em diversas cidades de Minas e da Bahia. A herança incluía dezenas de joias e artefatos de metais preciosos, com cordões, corações, argolas, brincos, <em>«tudo de ouro»</em>, além de <em>«quatro colheres de prata pesando oito oitavas cada uma, quatro garfos de prata e uma faca com cabo de prata»</em>, saias de seda e vestidos. Nem todas as negras tiveram tantas riquezas, direitos e relações quanto Bárbara. Mas, como diz o historiador Eduardo Paiva, ela <em>«representava, certamente, um modelo que a ser seguido por outras escravas libertas»</em>.</p>
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<h2>A crueldade não era privilégio dos brancos</h2>
<p>Donas de escravos como qualquer outro senhor colonial, essas negras alforriadas também praticavam atos cruéis que marcaram a escravidão brasileira. Uma das piores coisas que poderia acontecer para escravos da mesma família era serem separados e vendidos para cidades diferentes. Essa prática frequentemente resultava em fugas e rebeliões nas senzalas. A negra forra Luísa Rodrigues não se importou com isso em seu testamento, de 1753. Consta ali sua decisão de vender dois dos quatro filhos de sua escrava Leonor. Também concedeu alforria para um dos outros dois filhos da escrava, provavelmente querendo compensar o fato de ter separado a família.</p>
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<h2>1/3 ou mais, dos proprietários de escravos eram negros</h2>
<p>Negros agiam assim por todo o país, e não só as mulheres. <em>«Em Campos dos Goytacazes </em>[Rio de Janeiro]<em>, no final do século 18, um terço da classe senhorial era “de cor”. Isso acontecia na Bahia, em Pernambuco etc.» –</em> escreveu o historiador José Roberto Pinto de Góes. O historiador americano Bert Barickman, analisando os registros de posses de escravos em vilas rurais ao redor de Salvador, descobriu que negros eram uma parcela considerável dos proprietários de escravos. No vilarejo de São Gonçalo dos Campos, pardos e negros alforriados tinham 29,8% de todos os cativos. Em Santiago do Iguape, 46,5% dos escravos eram propriedade de negros, que, diante dos brancos, eram minoria da população livre. <em>«Embora possuíssem geralmente apenas um número reduzido de cativos, esses não brancos eram, ainda assim, senhores de escravos»</em> – diz o historiador Barickman</p>
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<h2>Alguns ex-escravos se tornaram traficantes</h2>
<p>Também houve casos de escravos que se tornaram traficantes, como mostra Zé Alfaiate no começo deste capítulo. Entre os negros que depois de livres voltaram para a terra natal, formando a comunidade de “brasileiros” no Daomé, hoje Benin, vários passaram a vender gente. O africano João de Oliveira voltou à África em 1733, depois de adquirir a liberdade na Bahia. Abriu dois portos de venda de escravos, pagando do próprio bolso o custo das instalações para o embarque dos negros capturados. O ex-escravo Joaquim d&#8217;Almeida tinha casa no Brasil e na África. Cristão e enriquecido pelo tráfico, financiou a construção de uma capela no centro da cidade de Aguê, no Benin.</p>
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<h2>Nem sempre os negros eram vítimas indefesas</h2>
<p>Não há motivo para ativistas do movimento negro fechar os olhos aos escravos que viraram senhores. Ninguém hoje deve ser responsabilizado pelo que os antepassados distantes fizeram séculos atrás. Negras forras e ricas podem até ser consideradas heroínas do movimento negro, personagens que ativistas deveriam divulgar com esforço. Para um brasileiro descendente de africanos, é muito mais gratificante (além de correto) imaginar que seus ancestrais talvez não tenham sido vítimas que sofreram caladas. Tratar os negros apenas como vítimas indefesas, como afirmou o historiador Manolo Florentino, <em>«dificulta o processo de identificação social das nossas crianças com aquela figura que está sendo maltratada o tempo todo, sempre faminta, maltrapilha»</em>. É uma pena que historiadores comprometidos com a causa negra ou patrocinados por estatais escondam esses personagens.<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/logo_leya.gif"><img class="alignright size-full wp-image-4422" title="logo_leya" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/logo_leya.gif" alt="" width="30" height="42" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>Leandro Narloch</strong></em></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/divisor2pb.gif"><img class="aligncenter size-medium wp-image-5164" title="divisor2pb" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/divisor2pb-300x16.gif" alt="" width="300" height="16" /></a></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3623" title="seta-vermelha-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>Créditos e o livro a ler:</strong> Este post é parte do capítulo <em>«Agradeçam aos Ingleses»</em>, do livro <strong><em>«Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil»</em></strong>, da autoria de Leandro Narloch (Leya/Textos Editores Ltda.). Inseri subtítulos no texto para incentivar e facilitar a leitura.</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/10/Seta-pequena.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-4980" title="Seta-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/10/Seta-pequena.gif" alt="" width="24" height="24" /></a>Imagem:</strong> <a href="http://cristinavila.blogspot.com/">http://cristinavila.blogspot.com</a>.<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a></p>
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		<title>Zumbi dos Palmares tinha escravos</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Nov 2011 18:30:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Indigenismo]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos humanos]]></category>
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		<description><![CDATA[O que pretendo com essa série de artigos é desmistificar a imagem de vítimas do povo africano que os ativistas da cultura negra tentam incutir na mentalidade do povo brasileiro, e com isso, minimizar as consequências dessas ações no que diz respeito às reivindicações daqueles que se dizem descendentes diretos dos negros africanos e que, numa clara farsa, reivindicam coisas às quais não têm o menor direito e, pelo contrário, coisas essas que eles mesmos, os negros, contribuiram para acontecer – e que hoje conhecemos como a escravidão e, na atualidade, surge como o movimento dos “quilombolas”.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/logo-leya-2.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-4416" title="logo-leya-2" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/logo-leya-2.jpg" alt="" width="83" height="41" /></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/nalinguadoju-wordpress-comzumbig.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-4602" title="nalinguadoju-wordpress-comzumbig" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/nalinguadoju-wordpress-comzumbig-210x300.jpg" alt="" width="210" height="300" /></a>Zumbi, o maior herói negro do Brasil, o homem em cuja data de morte se comemora em muitas cidades do país o Dia da Consciência Negra, mandava capturar escravos de fazendas vizinhas para que eles trabalhassem forçados no Quilombo dos Palmares. Também sequestrava mulheres, raras nas primeiras décadas do Brasil, e executava aqueles que quisessem fugir do quilombo.</p>
<p>Essa informação parece ofender algumas pessoas hoje em dia, a ponto de preferirem omiti-la ou censurá-Ia, mas na verdade trata-se de um dado óbvio. É claro que Zumbi tinha escravos. Sabe-se muito pouco sobre ele – cogita-se até que o nome mais correto seja Zambi <em>– </em>mas é certo que viveu no século 17. E quem viveu próximo do poder no século 17 tinha escravos, sobretudo quem liderava algum povo de influência africana.</p>
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<h2>O hábito da escravidão também existia em África</h2>
<p>Desde a Antiguidade, os humanos guerrearam, conquistaram escravos e muitas vezes venderam os que sobravam. Até o século 19, em Angola e no Congo, de onde veio a maior parte dos africanos que povoaram Palmares, os sobás se valiam de escravos na corte e invadiam povoados vizinhos para capturar gente. O sistema escravocrata só começou a ruir quando o Iluminismo ganhou força na Europa e nos Estados Unidos. Com base na ideia de que todos as pessoas merecem direitos iguais, surgiu a Declaração dos Direitos da Virgínia, de 1776, e os primeiros protestos populares contra a escravidão, na Inglaterra. Os abolicionistas apareceram um século depois de Zumbi e a sete mil quilômetros da região onde o Quilombo dos Palmares foi construído.</p>
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<h2>Palmares: um reino africano no Brasil</h2>
<p>É difícil acreditar que, no meio das matas de Alagoas, Zumbi tenha se adiantado ao espírito humanista europeu ou previsto os ideais de liberdade, igualdade e fraternidade da Revolução Francesa. É ainda mais difícil quando consultamos os poucos relatos de testemunhas que conheceram Palmares. Elas indicam o esperado: o quilombo se parecia com um povoado africano, com hierarquia rígida entre reis e servos. Os moradores chamavam o lugar de Ngola<strong> </strong>Janga, em referência aos reinos que já existiam na região do Congo e de Angola (significa “novo reino”, ou “novo sobado”).</p>
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<h2>O terror africano e o tráfico de escravos</h2>
<p>Ganga Zumba, tio de Zumbi e o primeiro líder do maior quilombo do Brasil, provavelmente descendia de imbangaIas, os “senhores da guerra” da África Centro-Ocidental. Os imbangalas viviam de um modo similar ao dos moradores do Quilombo dos Palmares. Guerreiros temidos, eles habitavam vilarejos fortificados, de onde partiam para saques e sequestros dos camponeses de regiões próximas. Durante o ataque a comunidades vizinhas, recrutavam garotos, que depois transformariam em guerreiros, e adultos para trocar por ferramentas e armas com os europeus. Algumas mulheres conquistadas ficavam entre os guerreiros como esposas. <em>«As práticas dos imbangalas tinham o propósito de aterrorizar a população em geral e de encorajar as habilidades marciais – bravura na guerra, lealdade total ao líder militar e desprezo pelas relações de parentesco» – </em>afirma o historiador americano Paul Lovejoy. <em>«Essas práticas incluíam a morte de escravos antes da batalha, canibalismo e infanticídio»</em>.</p>
<p>Tanta dedicação a guerras e sequestros fez dos imbangalas grandes fornecedores de escravos para a América. Lovejoy estima que três quartos dos cerca de 1,7 milhão de escravos embarcados entre 1500 e 1700 vieram da África Centro- Ocidental, sobretudo do sul do Congo. Como a aliança com os portugueses às vezes se quebrava, os guerreiros também acabavam sendo escravizados. Provavelmente foi assim que os pais ou avôs de Zumbi chegaram ao Brasil.</p>
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<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/diariodecontagem-com-br-palmates.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-4601" title="diariodecontagem-com-br-palmates" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/diariodecontagem-com-br-palmates-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a>O reinado militar de Palmares</h2>
<p>Entre os soldados que lutaram para derrubar o Quilombo de Palmares, o que mais impressionava, além da força militar dos quilombolas, era o modo como eles se organizavam politicamente. Segundo o relato do capitão holandês João Blaer, que lutou contra o quilombo em 1645, todos os quilombolas eram&#8230;</p>
<p><em>&#8230;«obedientes a um que se chama o Ganga Zumba, que quer dizer Senhor Grande; a este têm por seu rei e senhor todos os mais, assim naturais dos Palmares como vindos de fora; tem palácio, casas de sua família, é assistido de guardas e oficiais que costumam ter as casas reais. É tratado com todos os respeitos de rei e com todas as honras de senhor. Os que chegam à sua presença põem os joelhos no chão e batem palmas das mãos em sinal de reconhecimento e protestação de sua excelência; falam-lhe “majestade”, obedecem-lhe por admiração.»</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>A obtenção de escravos e a morte dos fujões</h2>
<p>Para obter escravos, os quilombolas faziam pequenos ataques a povoados próximos. <em>«Os escravos que, por sua própria indústria e valor, conseguiam chegar aos Palmares, eram considerados livres, mas os escravos raptados ou trazidos à força das vilas vizinhas continuavam escravos»</em>, afirma Edison Carneiro no livro «O Quilombo dos Palmares»<em>, </em>de 1947. No quilombo, os moradores deveriam ter mais liberdade que fora dele. Mas a escolha em viver ali deveria ser um caminho sem volta, o que lembra a máfia hoje em dia. <em>«Quando alguns negros fugiam, mandava-lhes crioulos no encalço e uma vez pegados, eram mortos, de sorte que entre eles reinava o temor»</em>, afirma o capitão João Blaer.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Cobrança de impostos pelos quilombolas de Palmares</h2>
<p><em>«Consta mesmo que os palmaristas cobravam tributos – em mantimentos, dinheiro e armas – dos moradores das vilas e povoados. Quem não colaborasse poderia ver suas propriedades saqueadas, seus canaviais e plantações incendiados e seus escravos sequestrados»</em>, afirma o historiador Flávio Gomes no livro <em>Palmares. </em></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Zumbi reabilitado politicamente pela “esquerda” brasileira</h2>
<p>Não dá para ter certeza de que a vida no quilombo era assim mesmo, mas os vestígios e o pensamento da época levam a crer que sim. Apesar disso, Zumbi ganhou um retrato muito diferente por historiadores marxistas das décadas de 1950 a 1980. Décio Freitas, Joel Rufino dos Santos e Clóvis Moura fizeram do líder negro do século 17 um representante comunista que dirigia uma sociedade igualitária. Para eles, enquanto fora do quilombo predominava a monocultura de cana-de-açúcar para exportação, faltava comida e havia classes sociais oprimidas e opressoras (tudo de ruim), em Palmares não existiam desníveis sociais, plantavam-se alimentos diversos e por isso havia abundância de comida (tudo de bom). <em>«Nesta bibliografia de viés marxista há um esforço em caracterizar Palmares como a primeira luta de classes na História do Brasil»</em>, afirma a historiadora Andressa Barbosa dos Reis em um estudo de 2004.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Dizem até que Zumbi nasceu num convento&#8230; Invenção?</h2>
<p>A imaginação sobre Zumbi foi mais criativa na obra do jornalista gaúcho Décio Freitas, amigo de Leonel BrizoIa e do ex-presidente João Goulart. No livro «Palmares: A Guerra dos Escravos»,<em> </em>Décio afirma ter encontrado cartas mostrando que o herói cresceu num convento de Alagoas, onde recebeu o nome de Francisco e aprendeu a falar latim e português. Aos 15 anos, atendendo ao chamado do seu povo, teria partido para o quilombo. As cartas sobre a infância de Zumbi teriam sido enviadas pelo padre Antônio Melo, da vila alagoana de Porto Calvo, para um padre de Portugal, onde Décio as teria encontrado. Ele nunca mostrou as mensagens para os historiadores que insistiram em ver o material. A mesma suspeita recai sobre outro livro seu, «O Maior Crime da Terra». O historiador Claudio Pereira Elmir procurou por cinco anos algum vestígio dos registros policiais que Décio cita. Não encontrou nenhum. <em>«Tenho razões para acreditar que ele inventou as fontes e que pode ter feito o mesmo em outras obras»</em>, disse-me Claudio no fim de 2008. O nome de Francisco, pura cascata de Décio Freitas, consta até hoje no «Livro dos Heróis da Pátria»<em> </em>da Presidência da República.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Mais cascatas da “esquerda” marxista</h2>
<p>Também se deve à historiografia marxista o fato de Zumbi ser muito mais importante hoje em dia do que Ganga Zumba, seu antecessor. Enquanto o primeiro ficou para a história como herói da resistência do quilombo, seu tio faz o papel de traidor. Essa fama se deve ao acordo de paz que fez com os portugueses em 1678. Ganga Zumba, recebido em Recife quase como chefe de Estado, prometeu ao governador de Pernambuco mudar o quilombo para um lugar mais distante e devolver os moradores que não tivessem nascido em Palmares. Em troca, os portugueses se comprometeriam a deixar de atacar o grupo.</p>
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<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/nartube-net-Zumbi.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4604" title="nartube-net-Zumbi" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/nartube-net-Zumbi-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>A imagem de bonzinho e de herói foi a que ficou</h2>
<p>Os historiadores marxistas acharam a promessa de entregar os negros uma traição, que Zumbi teria se recusado a levar adiante. <em>«A ele </em>[Zumbi] <em>foram associados os valores da guerra, da coragem, do destemor e principalmente a postura de resistir continuamente às forças coloniais»</em>, conta a historiadora Andressa dos Reis. <em>«Esta visão de Freitas foi a imagem do Quilombo e de Zumbi que se cristalizou nas décadas de 1980 e 1990» </em>[comenta a mesma historiadora]. Os poucos documentos do período não são o bastante para dizer que Zumbi agiu diferente de Ganga Zumba e foi mesmo contra o acordo de paz. Se foi, pode ter agido contra o próprio quilombo, provocando sua destruição.</p>
<p>Acordos entre comunidades negras e os europeus eram comuns na América Latina – e nem sempre os quilombolas cumpriram a promessa de devolver escravos. No Suriname, o quilombo dos negros chamados saramacás respeitou o acordo de paz com os holandeses. Esse grupo, que o historiador americano Richard Price considera a <em>«experiência mais extraordinária de quilombos no Novo Mundo»</em>, conseguiu manter o povoado protegido dos ataques europeus. Tem hoje 55 mil habitantes.<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/logo_leya.gif"><img class="alignright size-full wp-image-4422" title="logo_leya" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/logo_leya.gif" alt="" width="30" height="42" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>Leandro Narloch</strong></em></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/divisor2pb.gif"><img class="aligncenter size-medium wp-image-5164" title="divisor2pb" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/divisor2pb-300x16.gif" alt="" width="300" height="16" /></a><strong>Observação do Editor</strong></p>
<p><strong>Devo lembrar ao prezado Visitante Desconhecido que minhas observações, neste post e em outros que apresento neste blog, não têm nenhuma conotação racista – o que assim, certamente, será interpretado pelos ativistas da cultura afro-descendente. Tenho, ao contrário, grande admiração pela raça negra, tendo sido, há muitos anos atrás, inclusive, noivo de uma mulher negra, e só não casei com ela devido a não ter conseguido resistir às pressões contrárias de minha própria família – o que provou, para mim, já naquela ocasião, a existência, embora cinicamente contestada, do racismo que existe no Brasil. Em outra ocasião, fui assessor da diretoria da Estação Primeira de Mangueira, o que também prova minha admiração pela cultura negra. Enfim&#8230;</strong></p>
<p><strong>O que pretendo com essa série de artigos é desmistificar a imagem de vítimas do povo africano que os ativistas da cultura negra tentam incutir na mentalidade do povo brasileiro, e com isso, minimizar as consequências dessas ações no que diz respeito às reivindicações daqueles que se dizem descendentes diretos dos negros africanos e que, numa clara farsa, reivindicam coisas às quais não têm o menor direito e, pelo contrário, coisas essas que eles mesmos, os negros, contribuiram para acontecer – e que hoje conhecemos como a escravidão e, na atualidade, surge como o movimento dos “quilombolas”.</strong></p>
<p><strong>Este movimento, juntamente com o movimento das “cotas raciais”, para os que não sabem, é diretamente ligado ao movimento indigenista internacional, que visa a separação das nações tendo como base a raça. Isso, sim, é racismo, e, além de contribuir para o atrito entre as diversas raças que constituem a nação brasileira, ainda faz com que se corra o risco de haver verdadeiras divisões territoriais no Brasil. É o que se chama de “balcanização” do Brasil, termo que é uma alusão à divisão territorial que ocorreu na antiga Iugoslávia – nos Bálcãs – divisão essa baseada na separação étnica e religiosa. Eu não quero que isso aconteça no Brasil.<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2009/06/husc-media-azul.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-5213" title="husc-media-azul" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2009/06/husc-media-azul.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/newrule1.gif"><img class="aligncenter" title="newrule" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/newrule1.gif" alt="" width="158" height="24" /></a></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3623" title="seta-vermelha-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>Créditos e o livro a ler:</strong> Este post é parte do capítulo «Agradeçam aos Ingleses», do livro <strong>«Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil»</strong>, da autoria de Leandro Narloch (Leya/Textos Editores Ltda.). Introduzi subtítulos no texto para facilitar e incentivar a leitura.</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/10/Seta-pequena.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-4980" title="Seta-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/10/Seta-pequena.gif" alt="" width="24" height="24" /></a>Imagens: </strong>nalinguadoju.wordpress.com; diariodecontagem.com.br; nartube.net<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a></p>
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		<title>Sustentabilidade, o novo disfarce do malthusianismo</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Sep 2011 17:36:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Seria, realmente, muito bom se esses tolos, ingênuos, politicamente corretos e/ou ignorantes, parassem com esse negócio de sustentabilidade, atribuindo essa "qualidade" a tudo aquilo que, de alguma forma necessite de um marketing adicional. Eles não sabem o quê e de quê estão falando. Provavelmente, acham que sustentabilidade é um novo tipo de moda e saem por aí repetindo isso sem saber o que o conceito realmente significa e suas verdadeiras raízes. Talvez, depois de lerem esta matéria, eles se manquem pelo fato de verificar que, no fundo, no fundo, a sustentabilidade, o desenvolvimento sustentável etc, tem, por trás, conceitos sinistros, malignos e anti-humanos...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/harpia-8a.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-9613" title="harpia-8a" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/harpia-8a-300x220.jpg" alt="" width="151" height="111" /></a>Um dos grandes passos para o aprimoramento da “agenda ambiental” foi a criação da Comissão Mundial Sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento – a Comissão Brundtland – estabelecida pala Assembléia-Geral da ONU, em 1983. O objetivo principal da Comissão – que ficou mais conhecida pelo nome da sua principal coordenadora, a ex-primeira ministra norueguesa Gro-Harlem Brundtland – foi a consolidação do conceito de “desenvolvimento sustentável”, que se tornaria a pedra-de-toque do discurso ambientalista, a partir da publicação do relatório oficial da comissão, em 1987, denominado <em>«</em><em>Nosso Futuro Comum»</em>.</p>
<p>Em essência, o conceito não constituiu novidade, pois representa tão-somente uma retomada, sob nova roupagem, do conceito de “crescimento limitado”, definido, em anos anteriores, pelo Clube De Roma, com seus informes alarmistas sobre os “limites ao crescimento” – e então continuados pela Comissão Brundtland, e pelas teses “neofisiocráticas” do <em>«</em><em>Relatório Global 2000»</em> (ver adiante).</p>
<p>A herança malthusiana do conceito é manifesta, como se verifica na seguinte passagem de <em>«Nosso Futuro Comum»</em>:</p>
<blockquote><p><em>«O desenvolvimento sustentável é mais que crescimento. Ele exige uma mudança no teor do crescimento, a fim de torná-lo menos intensivo de matérias-primas e energia e mais equitativo em seu impacto.»</em> Em outra parte, lê-se: <em>«Padrões de vida que estejam além do mínimo básico só são sustentáveis se os padrões gerais de consumo tiverem por objetivo alcançar o desenvolvimento sustentável a longo prazo. Mesmo assim, muitos de nós vivemos acima dos meios ecológicos do mundo, como demonstra, por exemplo, o uso da energia.»</em></p></blockquote>
<p>Adiante, os autores do relatório enfatizam a importância do fator cultural para a estratégia de promoção de paradigmas malthusianos:</p>
<blockquote><p><em>«As necessidades são determinadas social e culturalmente e o desenvolvimento sustentável requer a promoção de valores que mantenham os padrões de consumo dentro dos limites das possibilidades ecológicas a que todos podem, de modo razoável, aspirar.»</em></p></blockquote>
<p style="text-align: left;" align="center"><strong>Observação: para se reduzir o consumo de forma “sustentável”, a Humanidade, mantendo os atuais níveis de desenvolvimento demográfico, teria que, de fato consumir tão menos que quase que seria o mesmo que voltar ao consumo a níveis pré-industrialização – ou então, de alguma forma, mantendo os padrões de consumo, reduzir, quantitativa e drasticamente, a própria Humanidade. Esta é uma forma &#8220;politicamente incorreta&#8221; da sustentabilidade, que ninguém comenta.<br />
</strong></p>
<p>Em outro trecho, a Comissão Brundtland<em> </em>torna ainda mais explícitos os seus pendores malthusianos e confirma a necessidade de controle populacional:</p>
<blockquote><p><em>«A cada ano aumenta o número de seres humanos, mas parece finita a quantidade de recursos naturais destinados ao sustento dessa população, à melhoria da qualidade de vida e à eliminação da pobreza generalizada.»</em> Ou: <em>«Um aumento populacional excessivo faz com que os frutos do desenvolvimento sejam repartidos por um número cada vez maior de pessoas, não permitindo que, em muitos países em desenvolvimento, os padrões de vida se elevem; é imperativo reduzir as taxas atuais de aumento populacional a fim de se atingir o desenvolvimento sustentável.»</em></p></blockquote>
<p>A segunda conferência internacional da indústria sobre o controle do meio ambiente (WICEM II), realizada em Rotterdan, Holanda, em abril/1991, enumera, como condições básicas para a adoção do desenvolvimento sustentado, também a redução do crescimento populacional e a ampla adoção do livre-comércio. Como foi sintetizado pela <em>Gazeta Mercantil</em> (14/04/1991) sobre as conclusões da conferência:</p>
<blockquote><p><em>«As mais poderosas companhias do Primeiro Mundo admitem agora, publicamente, e em conjunto, que, se os seu próprios padrões de crescimento forem imitados pelo resto do mundo, o planeta não irá resistir muito tempo.»</em></p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h2>A interferência na soberania das nações</h2>
<p>O relatório da Comissão Brundtland não oculta a vinculação dos temas ambientais à limitação das sobreanias nacionais. Em suas próprias palavras, o&#8230;</p>
<blockquote><p><em>«&#8230;conceito de soberania nacional foi basicamente alterado pela interdependência nos campos econômico, ambiental e de segurança. Os bens comuns a todos não podem ser geridos a partir de um centro nacional; o Estado-Nação não basta quando se trata de lidar com ameaças a ecossistemas que pertencem a mais de um país. Só é possível lidar com ameaças à segurança ambiental através da administração conjunta e de processos e mecanismos multilaterais.»</em></p></blockquote>
<p><em></em>Por conseguinte, o texto recomenda a criação de uma agência ambiental com poderes supranacionais, suplantando as soberanias dos diversos países e, ao mesmo tempo, alerta para as possibilidades de futuros conflitos em torno de disputas por recursos naturais ou de contencioso ambientais.</p>
<p style="text-align: left;" align="center"><strong>Observação: nesse contexto enquadra-se a floresta amazônica.</strong></p>
<p>Ainda citando, textualmente, o <em>«</em>Relatório Brundtland:</p>
<blockquote><p><em>«Seria mais fácil a transição para o desenvolvimento sustentável se cada agência de assistência ao desenvolvimento e o FMI passassem a contar com um escritório de alto nível, com autoridade e recursos para assegurar que todos os projetos, políticas e condições de empréstimos apóiem o desenvolvimento sustentável.»</em></p></blockquote>
<p><em> </em>De fato essa recomendação vem sendo implementada ao pé da letra por intermédio da limitação dos créditos financeiros e a imposição de políticas econômicas monetaristas, tanto aos países em desenvolvimento como aos do Leste Europeu, por intermédio das agências financeiras internacionais, como o FMI, o BIRD, o BID e outras.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Argumentos gerais da sustentabilidade</h2>
<p>Quando se fala em sustentabilidade, a primeira coisa que se diz é: preservar os recursos naturais do planeta (principalmente os recursos não-renováveis – insumos energéticos tais como o petróleo, gás natural e minérios em geral), assim como poluir o menos possível – a fim de garantir a sobrevivência planetária e das gerações futuras.</p>
<p>O argumento básico é o de que a maioria dos recursos naturais está com os dias contados. Isso inclui até mesmo a água (potável), como se este recurso estivesse de fato acabando. Não está, assim como os demais recursos não-renováveis, inclusive o petróleo – apesar dos pessimistas afirmarem que ele terá, no máximo, uns 30 anos de vida – o que também não é verdade.</p>
<p>Essas inverdades e exageros são combatidos por muita gente, e, de forma inquestionável, pelo estatístico dinamarquês (ex-Greenpeace), Børn Lomborg em seu livro <strong><em>«O Ambientalista Cético»</em></strong>.</p>
<p style="text-align: left;" align="center"><strong>Por mais que sejam economizados os recursos naturais não-renováveis, eles sempre terão de ser utilizados e, um dia, acabarão.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Responsabilidade social</h2>
<p>Paralelamente a todo esse universo, inclui-se no bojo do conceito de sustentabilidade, nos dias atuais, o que alguns chamam de “responsabilidade social”. Isso significa, em última análise, em tomadas de atitudes e ações junto às comunidades e populações que, de alguma forma, estejam, comprometidas/envolvidas com projetos econômico-industriais-comerciais, como participantes ativos, diretos ou indiretos (funcionários de fábricas, principalmente).</p>
<p>Os projetos de “responsabilidade social” constam, em sua maioria, de prover as comunidades envolvidas, assim como a níveis individuais, de pagamentos justos pela mão-de-obra e de benefícios na infraestrutura física e social das comunidades – pela disponibilidade de moradia, saneamento básico, educação, saúde e previdência social. As empresas que se “preocupam” com as responsabilidades sociais, obviamente, o fazem pressionadas pela opinião pública e, como não poderia deixar de ser, como uma forma de <em>marketing</em>, ao associar suas marcas à “responsabilidade social”, angariando simpatia popular pelo fato de parecer preocupadas com o bem-estar de seus funcionários. Pura propaganda.</p>
<p>A “responsabilidade social” se fez presente em inúmeras empresas supranacionais (ou multinacionais) em decorrência de vir a público, a nível mundial, os ecândalos referentes a certas empresas que, instaladas em países periféricos, onde a mão-de obra é barata, exploravam aquelas comunidades, oferecendo salários de fome e moradias miseráveis, deixando-as sem qualquer tipo de assistência. Exemplo emblemário foi o caso da Nike e sua fábrica na Indonésia, que provocou escândalo mundial. Assim como a Nike, inúmeras outras marcas conhecidas transferiram parte de suas unidades fabris para países pobres a fim de, explorando suas comunidades, baratear seus produtos.</p>
<p style="text-align: left;" align="center"><strong>Os itens classificados como de “responsabilidade social” devem e podem ser implementados. São como que uma obrigação daqueles que usam as comunidades para seus fins. Basta haver uma redução de lucros.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Externalidades</h2>
<p>Também faz parte do modismo da sustentabilidade o que se chama, em conjunto, de “externalidades”, ou seja, as providências de manutenção do meio ambiente onde são implantados os projetos econômico-industriais-comerciais – a não-poluição ambiental de uma forma geral, a reciclagem, a preservação da natureza do jeito que ela está, e também sua restauração.</p>
<p>No que diz respeito à não-poluição, a utilização de combustíveis “limpos”, ou “verdes”, não-poluentes/renováveis é a tônica (como também a utilização de veículos elétricos, a utilização da energia solar e eólica, biocombustíveis etc). Efluentes e resíduos, sejam de que tipo forem, devem ser coletados e tratados adequadamente. O que for possível reciclar, desses rejeitos – inclusive a própria água – é reciclado.</p>
<p>Os ambientalistas radicais dizem que a poluição está aumentando e que os ecossistemas naturais estão em extinção (animais a reboque) – o que Lomborg também combate em seu livro.</p>
<p>No que diz respeito à poluição do ar através do CO<sub>2</sub>, resultando no “aquecimento global antropogênico” – tão propalado pela mídia como a razão das mudanças climáticas e das grandes catástrofes climáticas mundiais – já é assunto desacreditado. Assim como o malthusianismo, que hoje se chama sustentabilidade, a expressão “aquecimento global” foi substituída por “mudanças climáticas” (como se mudanças climáticas fossem uma novidade no planeta).</p>
<p>A reciclagem é uma prática já comum, mas ainda pode ser feito muita coisa – se bem que a necessidade de reciclar seja algo extremamente discutível, pois os recursos naturais, mesmo os não-renováveis, estão longe de acabar. Além disso, o processo de coleta e processamento dos materiais recicláveis, muitas vezes, dependendo do tipo de material, são muito caros, em comparação com a utilização de materiais virgens.</p>
<p>Quanto à restauração da natureza – pelo menos em parte – deve-se reconstituir o que foi utilizado pelo homem e, ao mesmo tempo, não se expandirem mais os negócios em outras áreas, mesmo que potencialmente utilizáveis, mantendo-se o que existe de Natureza de forma intocada – através do aumento da produtividade e de novas técnicas de produção.</p>
<p style="text-align: left;" align="center"><strong>As “externalidades” – reciclar, não poluir e/ou restaurar a natureza, são coisas possíveis de se fazer, além de obrigatórias. Basta haver uma redução de lucros.</strong></p>
<p>No entanto, a reposição dos recursos naturais não-renováveis utilizados não é possível de se realizar. Esses recursos poderão vir a ser reconstituídos, sim, pela própria Natureza, mas para isso são necessários, na maioria dos casos, milhões de anos – o que é o mesmo que dizer que esses recursos são finitos, na escala humana.</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/Zardoz.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-11071" title="Zardoz" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/Zardoz-300x176.jpg" alt="" width="441" height="259" /></a></p>
<h2>Origens da teoria neomalthusiana</h2>
<p>Na década de 1970 foram divulgados alguns dos mais famosos manifestos ambientalistas:</p>
<p>♦ O relatório <strong><em>«Blueprint For Survival»</em></strong> (<em>«Roteiro para a Sobrevivência»</em>) – editado pela revista inglesa <em>The Ecologist </em>(dirigida por Edward Goldsmith e patrocinada por seu irmão <em>sir</em> James Goldsmith e por <em>lord</em> Victor Rothschild;</p>
<p>♦ A <strong><em>«Carta Mansholt</em>»</strong> – redigida pelo então secretário da Comissão da Comunidade Européia, o francês Sicco Mansholt (protegido de <em>lord</em> Rothschild); e</p>
<p>♦ O relatório do Clube de Roma, <strong><em>«Limites Do Crescimento»</em></strong>. <em></em></p>
<p>Esses três documentos batem na mesma tecla: a impossibilidade de expansão contínua da sociedade industrial e da população do planeta.</p>
<p><em></em>♦ <em>«The Unfinished Agenda»</em> (<em>«A Agenda Inacabada»</em>) – patrocinado pelo Rockefeller Brothers Fund (Fundo dos Irmãos Rockefeller) – recomendava uma série de medidas que representavam uma degradação deliberada dos setores intensivos em tecnologia da economia dos EUA, com a consequente imposição de um regime de “crescimento zero”, coerente com as sugestões explícitas dos relatórios do Clube de Roma. Entre outras recomendações, a <em>«Agenda Inacabada»</em> sugeria:</p>
<p>① estabelecer a redução populacional como meta nacional;</p>
<p>② promover uma política de esterilização feminina nos países do Terceiro Mundo;</p>
<p>③ imposição de fortes restrições à imigração para os EUA, especialmente a proveniente de países pobres;</p>
<p>④ vincular a ajuda alimentícia aos países pobres a metas de redução das taxas de natalidade;</p>
<p>⑤ reduzir a intensidade energética da agricultura estadunidense;</p>
<p>⑥ eliminar a utilização de fertilizantes e pesticidas na agricultura;</p>
<p>⑦ eliminar a fissão nuclear como fonte energética; e</p>
<p>⑧ fomentar o uso de fontes energéticas de pequena escala.</p>
<p>Na conclusão é abertamente admitido que o objetivo do projeto do movimento ambientalista não é resolver o problema de recursos escassos, mas promover uma mudança de valores na Sociedade, afastando-a do compromisso com o progresso: <em></em></p>
<blockquote><p><em>«</em><em>Aqueles que vivem no ambiente comum do planeta estão agora experimentando a transição da abundância para a escassez. Os desafios imediatamente à frente não são os limites físicos ao crescimento, mas o desafio de uma grande transformação nos valores humanos.»</em></p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/Limits-to-Growth.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-11073" title="Limits-to-Growth" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/Limits-to-Growth.jpg" alt="" width="200" height="297" /></a>O Clube de Roma</h2>
<p>A criação do Clube de Roma, em 1968, que foi presidido, inicialmente, por Aurelio Peccei (até sua morte, em 1984), resultou diretamente de deliberações das conferências da OTAN – Organização do Tratado do Atlântico Norte, e da OCDE – Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico. Outro de seus fundadores foi o Dr. Alexander King, o principal responsável pela elaboração das “reformas educacionais” na OCDE. Sintomaticamente, a reunião de fundação do Clube de Roma foi realizada na propriedade da família Rockefeller, em Bellagio, Itália.</p>
<p>Desde a sua fundação, o Clube de Roma tem atuado, ativamente, como principal centro de difusão da ideologia malthusiana do “crescimento zero”. Em 1972, o Clube publicou seu primeiro relatório, o célebre <em>«Limites do Crescimento»</em>, que pretendia demonstrar a impossibilidade de um crescimento econômico permanente devido à <em>«</em><em>escassez de recursos»</em>, e que <em>«</em><em>os limites de crescimento neste planeta serão alcançados em algum dia dentro dos próximos 100 anos, cujo resultado provável será um declínio súbito e incontrolável, tanto da população como da capacidade industrial»</em>. Tal conclusão foi obtida, entre outros artifícios, com a fraude malthusiana de considerar a base tecnológica fixa. Posteriormente, o truque foi admitido pelo próprio Aurelio Peccei, sob o argumento de que as nações industriais do Ocidente necessitavam de um <em>«</em><em>tratamento de choque»</em> – que era o objetivo do estudo.</p>
<p>O Clube de Roma profetizou que o petróleo acabaria em 1980: <em></em></p>
<blockquote><p><em>«Procurando um novo inimigo que nos unisse, nós chegamos à idéia de que a poluição, a ameaça do aquecimento global, a falta de água, a fome e coisas do gênero fariam o serviço… Todos esses perigos são provocados pela intervenção humana… então, o inimigo real é a humanidade, ela própria… um adversário comum para realizar o governo mundial. Não importa se este inimigo comum é real ou… se a gente o inventa para servir no caso.»</em></p></blockquote>
<p>Alexander King fala sobre as articulações e as <em>«reformas educacionais»</em> e à fundação do Clube de Roma:</p>
<blockquote><p><em>«</em><em>O Clube de Roma se originou de um sentimento de que o crescimento pelo crescimento não era uma boa coisa&#8230; a questão da inquietação educacional, a questão da necessidade de profundas reformas educacionais para tornar a juventude mais sintonizada com o que estava acontecendo, muito mais sintonizada com a realidade da Sociedade. As discussões levantaram a questão da destruição ambiental, a questão da alienação do indivíduo, a rejeição da autoridade e outros temas do gênero. Tudo isso surgiu ao mesmo tempo. </em>[...]<em> Na verdade, o Clube de Roma nasceu dentro do OCDE, em torno dessas preocupações»</em>.</p></blockquote>
<p>E continuando King:</p>
<blockquote><p><em>«</em><em>A Fundação Ford nos ajudou muito na OCDE, assim como a Royal Dutch Shell&#8230; O início do Clube de Roma foi aí.»</em></p></blockquote>
<p>Em 1991, Alexander King e Bertrand Schneider (então secretário-geral do Clube de Roma), declaram em <em>«A Primeira Revolução Global»</em> que:</p>
<blockquote><p><em>«Na busca</em><em> de um novo inimigo para unir-nos, chegamos à idéia de que a poluição, a ameaça do aquecimento global, a escassez de água, a fome, e coisas do gênero, preenchiam esse papel&#8230; Todos esses perigos são causados pela intervenção humana&#8230; O inimigo real, então, é a própria humanidade.»</em></p></blockquote>
<p>Assim pensam os chamados <em>zerocrescimentistas</em>.</p>
<p>Em entrevista (1980), o então secretário-geral do Clube de Roma, Maurice Guernier, declara que, quanto aos problemas com a aceitação de suas idéias, <em>«</em><em>o grande problema é o lider nacional de um país, pois, por definição, um chefe-de-estado é altamente nacionalista </em>[...]<em> Mas o nosso problema ainda é um problema de poder. A nossa chave para o poder é o movimento ecologista, os partidos ambientalistas. O Clube de Roma começou esses partidos. </em>[...]<em> O movimento ecológico transcende fronteiras, porque englobam tanto a esquerda como a direita </em>[...]<em> As pessoas não acreditam nos políticos, mas elas acreditam nos ambientalistas. </em>[...]<em> e então os chefes-de-estado também terão que mudar as suas idéias.»</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>O <em>«Relatório Global 2000»</em></h2>
<p><em>            </em>Este documento foi elaborado no governo Carter, coordenado por Geraldo O. Barney, e publicado no início de 1980. A principal recomendação do Relatório se referia ao papel de liderança que os EUA deveriam assumir no processo de conduzir o mundo ao pesadelo malthusiano idealizado pelo <em>establishment</em> oligárquico: <em>«As mudanças necessárias vão muito além da capacidade e responsabilidade desta ou de qualquer outra nação individual. É essencial uma era de cooperação e compromissos sem precedentes. Porém, há oportunidades – e fortes motivos – para que os EUA proporcionem a liderança entre as nações. Para esta nação, deve ser uma alta prioridade uma profunda avaliação das suas políticas externas e domésticas referentes aos assuntos de população, recursos e meio ambiente. Possuindo a maior economia do mundo, os EUA podem esperar que suas políticas tenham uma significativa influência nas tendências globais. &#8230; Cooperação adicional entre as nações é também necessária para reforçar os mecanismos internacionais para a proteção e utilização das “áreas comuns globais” – os ocaanos e a atmosfera.»</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/kissinger.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-11074" title="kissinger" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/kissinger.jpg" alt="" width="175" height="218" /></a>O <em>«Memorando NSSM-200»</em></h2>
<p>O Conselho de Segurança Nacional do governo dos EUA, em 1974, na nocasião em que esteve sob a orientação de Henry Kissinger, elaborou um famigerado documento: o <em>«National Security Study Memorandum 200»</em>, mais conhecido como <em>«NSSM-200»</em>, que tinha como título: <em>«Implicações do Crescimento Populacional Mundial para a Segurança e os Interesses Externos dos EUA»</em>. O tema central do estudo era o impacto do crescimento demográfico dos países em desenvolvimento (do Terceiro Mundo, hoje chamados de “países periféricos”) sobre a utilização de recursos naturais de interesse para a economia dos EUA.</p>
<p>Em 1975, ainda sob a orientação pessoal de Henry Kissinger, o Conselho de Segurança Nacional dos EUA determinou que o crescimento populacional das nações em desenvolvimento – todas ricas em recursos naturais – constituía uma ameaça à segurança dos EUA e seus aliados (leia-se: Inglaterra). Tal política, manifestada no <em>«NSSM-200»</em>, era explícita em assinalar que a ameaça decorria da utilização dos recursos naturais, por parte daquelas nações, especialmente os recursos minerais, no atendimento de suas necessidades de bem-estar de suas crescentes populações.</p>
<p>Como recomendação, o estudo sugeriu a adoção de uma política de contenção do crescimento demográfico em 13 países-chave – dentre eles o Brasil (os demais eram: Bangladesh, Colômbia, Egito, Etiópia, Filipinas, Índia, Indonésia, México, Nigéria, Paquistão, Tailândia e Turquia) – o que foi efetivado com o apoio de agências oficiais, como a USAID &#8211; Agência para o Desenvolvimento Internacional, e “entidades privadas”, Como a IPPF &#8211; Federação Internacional de Paternidade Planejada, controlada pela família Rockefeller.</p>
<p>O <em>«NSSM-200»</em> foi o primeiro passo do governo estadunidense para “oficializar” o malthusianismo como política:</p>
<blockquote><p><em>«A fim de que as regiões orientais não atinjam um aumento populacional insuportável para nós, é urgente e necessário omitir todos os métodos que usamos no Oriente para aumentar o número de nascimentos. Devemos pôr em ação, nas referidas regiões, uma política populacional conscientemente negativa. Pela propaganda, especialmente pela imprensa, rádio, cinema, plásticos, brochuras, conferências etc, repetidas vezes sem conta, o pensamento do povo será persuadido de que é mau ter muitos filhos. Devem ser uma vez mais apontadas as despesas que os filhos requerem, maiores do que as necessárias ao adulto. Os grandes perigos à saúde que podem ocorrer à mulher na gravidez devem ser assinalados etc. Depois da propaganda, uma campanha em grande escala deve ser feita sobre os meios de prevenção. Nem o auxílio, nem a disseminação destes meios, nem o aborto devem ser punidos. Deve ser promovido o estabelecimento de clínicas de aborto por toda parte. &#8230; Quanto mais apropriado se tornar o aborto, mais o povo será levado a confiar nele. Também o médico deve obviamente ser competente para tomar essas medidas, sem que isto seja considerado ofensa à honra da profissão médica. A esterilização voluntária também deve ser promovida.» </em></p></blockquote>
<p>Essa instrução sobre a política populacional das regiões orientais ocupadas pelo nacional socialismo vem de Martin Bormann, secretário de Adolf Hitler, em 1941-1942. Após 1945, numerosos chefes nazistas foram enforcados em Nuremberg por sua política racista e genocida. Na Convenção para Prevenção e Punição do Genocídio, de 1948, este crime foi assim definido no art. II: <em>«Uma das medidas principais, que tem a intenção específica de destruir, no todo ou em parte substancial, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso como tal. &#8230; 4) sujeitar o grupo a condições de vida direcionadas a causar a destruiçãp física do grupo no todo ou em parte; 5) impor medidas direcionadas a impedir nascimentos dentro do grupo&#8230;»  </em>Grande parte das medidas de controle da natalidade já estava especificada nas políticas do <em>establishment</em> anglo-americano no começo do séc. 20; Hitler apenas a implantou na Europa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Eugenia nos EUA&#8230;</h2>
<p>Nos Estados Unidos, a quantidade de italianos, poloneses e judeus crescia constantemente e ameaçava, sob o ponto de vista de certas autoridades, a pureza da raça da “aristocracia” WASP (abreviatura, em inglês, de “Branco, Americano, Saxão e Protestante”). Após o assassinato do presidente Willian McKinley, a ascensão de Theodore Roosevelt à Presidência, no período de 1901 a 1909, colocou no poder um declarado representante dessa corrente. [...] Teddy Roosevelt, exigia que a elite estadunidense criasse uma <em>«&#8230;raça forte e poderosa». Em seu livro de 1914, «Race Decadence» («Decadência da Raça»), ele apresentou o seguinte ponto de vista:</em></p>
<blockquote><p><em>«Gostaria muito que os povos errados pudessem ser impedidos inteiramente de se reproduzir; e quando a natureza ruim dessa gente estiver suficientemente flagrante, isto deve ser feito. </em>[...]<em> Os criminosos devem ser esterilizados e pessoas de mente fraca proibidos de deixar descendência&#8230;» </em></p></blockquote>
<p>George Bush (pai), enquanto presidente (1989-1993), tinha um retrato de seu ídolo Teddy Roosevelt em seu gabinete. [...] Em 1969, como presidente do grupo de trabalho republicano sobre recursos naturais e população, convocou para depor notórios racistas como William Shockley e Arthur Jensen, que proclamavam que os negros eram geneticamente inferiores, e que se declarasse favorável a programas de esterilização, para que o sistema de bem-estar social encorajasse a “descendência negativa”. A família Bush pertence aos círculos do <em>establishment</em> anglo-americano que se devotam, desde o começo do século (20) ao movimento eugênico racista.</p>
<p>Em 1932, na Alemanha, a Union Banking Corporation, de Fritz Thyssen, que, de 1924 até os anos 1940, foi dirigida pelo banco de Harriman-Bush, concedeu um generoso crédito equivalente a mais de US$ 100.000 para a campanha eleitoral do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores, inclusive para a campanha de Hitler para a presidência da Alemanha.</p>
<p>Vários personagens importantes desse drama devem ser aqui apresentados: o escritório de advocacia Sullivan &amp; Cromwell, que representa, entre outros, o Banco Morgan, a família Rockefeller, o pai de Bush, Prescott Bush, o empresário ferroviário E.H. Harriman e seus sócios com os nazistas (que teve papel central nas aventuras coloniais de Teddy Roosevelt). Mais tarde o escritório produziu os contratos de negócios anglo-americanos com a Alemanha Nazista.</p>
<p>Quando, em 1919, W. Averell Harriman fundou o banco de investimentos W.A. Harriman &amp; Co., Herbert G. Walker, avô materno de Bush, foi nomeado presidente do mesmo. Em 1926, Prescott Bush ascendeu à sua vice-presidência. A partir de 1931, ele passou também a administrar as finanças pessoais dos Harrimans e a atuar como gerente da empresa. O banco passou a se chamar Brown Brothers Harriman.</p>
<p>Na realidade, o movimento Harriman-Rockefeller implantou total e decisivamente a política racista na América nos anos 20 e 30. As duras leis de cotas de imigração de 1921-24, que até hoje pouco mudaram em substância, surgiram como resultado dos esforços do <em>lobby</em> eugênico estadunidense, reunido em torno dos Harrimans e de seu escritório. As leis foram apresentadas e promovidas na segunda conferência de 1921, em Nova York, organizada por Averell Harriman. Pelos seus termos, apenas as “raças nórdicas” podiam de fato imigrar para os EUA: ingleses, escandinavos e alemães.</p>
<p>Em 1914, o escritório formou a comissão para <em>«&#8230;estudar os melhores caminhos práticos e aconselhar os métodos para acabar com os genes defeituosos do povo estadunidense».</em> O estudo concluiu que cerca de 15 milhões de estadunidenses deveriam ser esterilizados. Assumia-se como comprovado que a preguiça era uma desigualdade social e genética, baseada em predisposições naturais, e portanto, era necessário esterilizar os pobres, criminosos, doentes mentais, tuberculosos, cegos, surdos e epiléticos.</p>
<p>O relatório afirmava:</p>
<blockquote><p><em>«É considerado por algumas escolas de pesquisadores sociais que melhores escolas, igrejas, alimento e vestuário, melhor convivência e vida social remediarão quase toda a inadequação social dos indivíduos. Os estudos do comitê apontam fortemente na direção oposta. Eles provam, conclusivamente, que muita inadequação social é de uma natureza biológica profundamente enraizada e só pode ser remediada pela supressão das raças humanas que a produzem.»</em></p></blockquote>
<p>Como resultado desses esforços, em meados dos anos 1930, já havia leis de esterilização em quase todos os Estados dos EUA. Projetos do gênero foram implementados em grande estilo na Califórnia pela Fundação para a Melhoria Humana, organização depois chamada Associação para a Esterilização Voluntária. Os nazistas estudaram tais “experiências”, intensamente, antes de darem início aos seus próprios “grandes projetos”.</p>
<p>A Associação sobreviveu à 2ª GM. [...] Em 1988, a USAID fechou com a Associação (renomeada Associação para Contracepção Cirúrgica Voluntária) um contrato de cinco anos, no valor de 80 milhões de dólares, para programas de esterilização no exterior. Segundo seus relatórios, a organização acompanha programas do gênero em 58 países da Ásia, América Latina e África, e afirma ter esterilizado 2 milhões de pessoas. Suas operações no exterior são financiadas em 87% pelo Governo estadunidense. [...] No Brasil, em anos recentes, 44% das mulheres férteis foram esterilizadas, de acordo com um relatório do ex-ministro da Saúde, Alceni Guerra. Mas também, no industrializado Canadá, em 1984, 54% de todas as mulheres abaixo dos 50 anos e que usavam contraceptivos estavam esterilizadas.</p>
<p>O terreno do prédio da ONU em Nova York foi presente de John Rockefeller III. [...] O <em>lobby</em> populacional continuou seu trabalho após a 2ª GM, sem perder o ritmo. Acima de tudo, encaravam a pergunta: como, após o fim do colonialismo, poderiam assegurar que as novas nações emergentes, da África, Ásia e América Latina, não obtivessem seu lugar de direito no mundo futuro? Resposta: o <em>NSSM-200</em>.</p>
<p>O Japão, após Hiroshima e Nagasaki, era uma área experimental para “questões populacionais”: naquele ano (1948), sob controle militar estadunidense, o aborto foi legalizado, e, como resultado, a taxa de natalidade japonesa caiu maciçamente. No final dos anos 40, Rockefeller viajou várias vezes à Ásia com John Foster Dulles, tendo participado como conselheiro especial à conferência de paz estadunidense-japonesa de Los Angeles, em 1951. Em 1952, Rockefeller e Dulles fundaram o Conselho de População (Population Concil). Dulles foi presidente da Fundação Rockefeller em 1950-51, antes de ser nomeado secretário de Estado pelo presidente Dwight Eisenhower (1951-1959). Seu irmão Allen foi diretor da CIA até o governo Kennedy.</p>
<p>Frederick Osborn era secretário da Sociedade Eugênica dos EUA, e foi curador do Conselho de População, de 1952 a 1968, e seu presidente, de 1957 a 1959. A ONU também enviou um representante à cerimônia de fundação do Conselho Rockefeller. Hoje, a organização tem numerosos departamentos envolvidos no controle da natalidade, especialmente o UNFPA &#8211; Fundo para Atividades Populacionais. O Conselho de População tem estado no centro do controle do movimento mundial de controle da natalidade. [...] Um relance à carta de fundação do Conselho (que não foi publicada), revela a extensão de suas ações:</p>
<blockquote><p><em>«Pesquisa básica dos processos vivos de proliferação humana; pesquisa aplicada à eficácia das medidas de prevenção-contracepção, considerando costumes, atitudes e circunstâncias da vida das pessoas em regiões com a maior pressão de risco populacional; desenvolvimento de centros de estudo e pesquisa em questões populacionais em regiões com maior pressão populacional; atenção ao significado do trabalho coordenado em demografia, saúde pública, ciência social e outras áreas importantes para a política populacional; treinamento de pessoal de alto nível &#8230; incluindo a garantia de estipêndios para estudos externos &#8230; ; investigação dos aspectos qualitativo e quantitativo da população dos EUA, em relação a possíveis recursos materiais e culturais.»</em></p></blockquote>
<p>Os Rockefellers asseguraram para si mesmos uma influência fundamental sobre o estabelecimento da ONU, com a doação do terreno no qual foi construída a sede da entidade. Rapidamente, aumentou também o tamanho da comissão do Conselho Econômico e Social da ONU, que trabalhava intimamente com o Conselho Rockefeller. Igualmente, as outras organizações da ONU, como a UNESCO, estavam apinhadas de racistas: o primeiro diretor desta foi Sir Julian Huxley, que em 1962, defendeu publicamente o estabelecimento de um programa eugênico. Na mesma época, diretores da FAO sugeriram que fosse considerada a possibilidade de se misturarem substâncias esterililadoras aos alimentos e á água dos países em desenvolvimento.</p>
<p>Em 1959, o Conselho de População organizou uma conferência sobre população mundial em West Point, EUA, com cientistas internacionais importantes, para discutir o controle da fertilidade. Na conferência, o Dr. Pincus, criador da pílula anticoncepcional, apresentou os primeiros resultados das experiências com mulheres portorriquenhas.</p>
<p>John D. Rockefeller III organizou a chamada “Declaração dos Líderes Mundiais”, no qual 30 chefes de Estado (dentre eles a primeira-ministra indiana Indira Gandhi) declaravam a quastão populacional como importante prioridade nacional – a declaração foi apresentada no dia dos Direitos Humanos de 1967 à ONU (ao secretário-geral U Thant).</p>
<p>Em 1967 foi criado o Fundo Curador da ONU para Questões Populacionais. Hoje, transformado (dois anos após) em Fundo para Atividades Populacionais, coordena a política populacional de todas as agências da ONU pelo mundo. A UNESCO, o UNICEF, o PNUD, a FAO, a OIT, têm programas populacionais combinados com as suas “medidas especiais de ajuda”. Os escândalos de Bangladesh, onde as mulheres tinham que se submeter à esterilização em troca de alimentos do programa de ajuda da FAO, deu manchetes principais nos anos 80. Igualmente, os programas especiais de ajuda às mães visam o controle da natalidade. A OMS é outro exemplo da minuciosidade com que se lida na área de “direcionamento da fertilidade”. Com os projetos de pesquisa da OMS, o controle da natalidade foi consideravelmente intensificado. [...] Quem se recordar do <em>«Admirável Mundo Novo»</em>, novela futurista de Aldous Huxley, de 1931, estará certo.</p>
<p>Um dos parceiros mais importantes da ONU (segundo relatórios da UNFRA) nos programas de controle da natalidade é a IPPF &#8211; Federação Internacional de Paternidade Planejada. A entidade foi estabelecida em 1952 em Bombaim, Índia, quase ao mesmo tempo que o Conselho de População. [...] Na Europa, a já conhecida família Osborn estabeleceu a sede da IPPF nas salas da Sociedade Eugênica de Londres. [...] Em 1983, a IPPF ganhou um prêmio da ONU por sua obra na área do “controle populacional”, e é hoje considerada a segunda maior ONG do mundo, logo após a Cruz Vermelha Internacional, mantendo filiais em 103 países, com orçamento anual acima de 100 milhões de dólares, apenas para as atividades internacionais, dos quais mais de 40% vêm dos EUA. [...] A filial brasileira, BEMFAM &#8211; Sociedade de Bem-Estar Familiar, esteve envolvida na esterilização de 44% das mulheres brasileiras em idade fértil, segundo relatórios da USAID. [...] Na maioria dos países a IPPF goza de apoio governamental. [...] Em 1984, o Governo Alemão deu 6 milhões de marcos à seção alemã da IPPF, que lá recebe o nome enganador de Pró-Família. Ela oferece “serviços de planejamento familiar” e educação sexual em todas as cidades alemãs. [...] As gigantescas campanhas para relaxamento das leis sobre o aborto (lema: “Minha barriga me pertence.”), nos EUA e Europa, foram deslanchadas pela IPPF.</p>
<p>Patrono muito influente da IPPF foi o general William Draper, fundador do Comitê de Crise Populacional, e promotor da 3ª Conferência Eugênica, em Nova York, em 1932. [...] No Governo Eisenhower, em 1959, Draper chefiava o comitê presidencial que analisaria a influência da ajuda econômica aos países em desenvolvimento. Embora Eisenhower declarasse, no mesmo ano, que os EUA não se envolveriam em questões populacionais de outros países, o chamado “Relatório Draper” foi o primeiro documento oficial do pós-guerra que apresentou a questão populacional como um problema. Draper era de opinião de que a espécie humana necessitava de um “guarda-caça” (<em>park ranger</em>), que, de tempos em tempos, eliminaria o excesso populacional, como se faz com os animais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/Margaret-sanger.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-11075" title="Margaret Sanger" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/Margaret-sanger-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" /></a>Margaret Sanger</h2>
<p>Em 1914, Margaret Sanger fundou a antecessora da IPPF, a Liga de Paternidade Voluntária, ou Liga do Controle da Natalidade da América. A partir de 1917, passou a publicar a Revista do Controle da Natalidade, e nos anos 30, fundou o Escritório de Pesquisa Populacional, em cujo conselho diretor estava Frederick Osborn (fundador da Sociedade de Pesquisa Eugênica). Em 1942, por sugestão de Henry Pratt Fairchild (presidente da Sociedade Eugênica Americana), a Liga mudou o nome para Aliança de Planejamento Familiar da América.</p>
<p>Margaret Sanger era, abertamente, neomalthusiana e racista, e foi apoiada pelo <em>establishment</em> estadunidense tão logo seus talentos organizacionais e demagógicos foram reconhecidos. Desde 1902, Margaret frequentava o ambiente boêmio e anarquista de Greenwich Village, em Nova York, onde foi protegida por Emma Goldman, a sacerdotiza do “amor livre”. Em 1901, um dos numerosos amantes de Emma matou a tiros o presidente William McKinley.</p>
<p>Em 1914, Margaret escreveu seu primeiro panfleto intitulado <em>mulheres rebeldes</em>, no qual pontificava: <em>«Não há influência mais degeneradora da ordem social do que o casamento».</em> Sua apologia ao aborto livre resultou num processo do qual escapou fugindo para a Inglaterra, via Canadá. Na Inglaterra, tornou-se amante de Havelock Ellis, autor de mais de 50 livros sobre as mais variadas práticas sexuais, e que a introduziu no consumo da mescalina. Havelock Ellis participava dos círculos de H.G. Wells, Aldous e Julian Huxley, Bertrand Russell, John Maynard Keynes e George Bernard Shaw, e era um eugenista convicto. [...] Quando voltou aos EUA, em 1916, Margaret fundou a primeira clinica de abortos, nas vizinhanças de Nova York, onde viviam judeus e católicos pobres do Leste Europeu. [...] Desde 1925, a Liga para o Controle da Natalidade é financiada pela Fundação Rockfeller, e depois, pela Fundação Ford.</p>
<p>Margaret Sanger era amiga do escritor e agente da inteligência britânica H.G. Wells, que escreveu a introdução de seu livro (dela) <em>«Pivô da Civilização»</em> (<em>«Pivot of Civilization»</em>), publicado em 1922. Nele, ela rotula como inúteis os programas de bem-estar para os pobres, e ataca duramente a Igreja Católica. No prefácio, Wells exige a fundação de um “governo mundial”, ao qual as pessoas  deveriam subordinar a sua liberdade pessoal.</p>
<p>Sir Julian Huxley também pertenceu ao bando de amantes de Margaret Sanger. No seu livro <em>admirável mundo novo</em>, seu irmão Aldous Huxley perpetuou os sonhos dela sobre o sexo livre sem consequências e a introdução de um “Conselho de Supervisão Mundial” para o controle populacional. No enredo, o “Governo Mundial” controlava a humanidade com a droga “soma” e uma ilimitada licenciosidade sexual, por meio da total abolição da família e da punição “artística” do povo.</p>
<p>Em 1923, Margaret Sanger organizou uma conferência em Chicago sobre o tema do controle da natalidade. O objetivo estava claramente formulado no convite:</p>
<blockquote><p><em>«Os altos custos do programa de bem-estar e reabilitação são uma carga em permanente crescimento, pesando sobre todas as comunidades estadunidenses. Os membros independentes e respeitáveis da sociedade devem suportar a carga dos imperfeitos, dos criminosos e dos dependentes. Os recursos óbvios que devem ser fornecidos às  crianças em posição de usar frutiferamente a sua educação, de acordo com seus talentos, são cortados a fim de manter os fracos e desajustados. As autoridades sociais confessam sua inabilidade para extirpar as raízes desse mal. Diminuí-lo não é suficiente. Devemos impedí-lo. Por isto, apelamos aos trabalhadores sociais, doutores, servidores de saúde pública etc para participar.»</em></p></blockquote>
<p>Da agenda constavam temas como <em>«&#8230;pobreza hereditária, decadência moral, custos dos valores sociais e espirituais, custos de doenças, enfermidades, criminalidade e dependência».</em> O relatório final se intitulava: <em>«Eugenia – e Super-raça»</em>.</p>
<p>O “Plano Para a Paz” de Margaret Sanger, de 1932, propunha ainda leis de imigração estrangeiras mais duras, esterilização e separação para os menos afortunados. No <em>«baby-codex»</em> da população estadunidense, ela colocou os custos de ajuda social aos pobres no fim, e propôs o estabelecimento de clínicas de aborto. Seu “Projeto Negro”, de 1939, tinha como objetivo reduzir a população negra do Sul dos EUA e nas cidades. Para tanto, foram treinados médicos e intelectuais negros, porque Margaret compreendeu corretamente que de outra forma as campanhas para aborto e esterilização pelos brancos pareceriam simplesmente uma campanha de extermínio.</p>
<p>Margaret Sanger é também, reputada como a “mãe” da pílula, desenvolvida pelo Dr. Pincus sob comissão da Fundação Rockefeller, e primeiramente testada em portorriquenhos. Nos anos 1920, Margaret contrabandeou diafragmas para os EUA, e depois estabeleceu uma empresa para sua fabricação, com ajuda financeira das famílias Kellogg, McCormick e Roosevelt. Posteriormente, a IPPF se encarregaria da  distribuição maciça de pílulas, DIUs, preservativos etc, o que foi organizado em todos os países do mundo.</p>
<p>Sem dúvida, John Rockefeller III moldou decisivamente a política governamental estadunidense na questão demográfica. [...] Em maio de 1968, ainda no Governo Johnson, Rockefeller se tornou presidente da Comissão Estadunidense para a Divulgação e Política Populacional. [...] Sob influência dessa comissão, o presidente Nixon assinou uma longa “Mensagem ao Congresso Estadunidense” sobre a situação demográfica do país. E perguntou: <em>«Onde viverão os próximos 100 milhões de estadunidenses?»</em> À época, o país tinha uma densidade demográfica de 27 pessoas por km<sup>2</sup> (contra 221 da Alemanha atual).</p>
<p>Em 1970, foi aprovada uma lei para o estabelecimento de uma Comissão Nacional Sobre o Crescimento Demográfico e o Futuro da América, tendo como presidente ninguém menos que John D. Rockefeller III.</p>
<p>Em 1966, George Bush (pai), representante do Texas no Congresso, teve o controle da natalidade o centro de suas atividades. [...] Patrocinou uma audiência após a outra, para as quais todos os conhecidos lobistas malthusianos foram convidados, entre os quais o general Draper e Paul Ehrlich, autor do livro <em>«A Bomba Populacional» </em>(«<em>The Population Bomb»</em>), no qual propunha a esterilização em massa por meio de produtos químicos na água potável.</p>
<p>Diante da crescente pobreza mundial, o desejo ardente de Bush era trabalhar contra a “explosão demográfica” nos EUA e no exterior. A realidade estava na inundação da pobreza que se manifestou nos anos 70 nas cidades estadunidenses, e que hoje choca cada visitante do país que não se restrinja a passeios turísticos, pelas amedrontadoras e enormes quantidades de pobres, sem-tetos e dependentes da Previdência Social. [...] Em discurso, repetindo o que Margaret Sanger já dissera, Bush expressou o medo de que os programas de planejamento familiar (propostos por ele), pudessem ser compreendidos como esforços para “eliminar negros”. De fato, como resultado dos “programas”, o número de esterilizações – sobretudo forçadas entre negros e outras minorias, mas também entre brancos pobres – cresceu maciçamente.</p>
<p>O juiz Gerhard Gesell afirmou, em 1974: <em>«Nos últimos anos, cerca de 100 a 150 mil pessoas de baixa renda foram esterilizadas anualmente, nos programas de fundos federais.»</em> Há provas incontestáveis de que <em>«&#8230;um número indefinido de pobres foi impropriamente coagido a aceitar a esterilização, sob a ameaça de que vários benefícios federais da Previdência seriam retirados se elas não se submetessem à esterilização irreversível»</em>. Gesell concluiu que <em>«&#8230;a linha divisória entre planejamento familiar e eugenia está indefinida»</em>.</p>
<p>De 1970 a 1972, Bush foi embaixador estadunidense na ONU. Em seu primeiro discurso, mencionou como seus principais objetivos as políticas demográficas e ambiental. Aqui ressoa a sua posição sobre “Governo Mundial” e “Nova Ordem Mundial”: <em>«O problema demográfico não é mais assunto particular </em>[...]<em> Está bem claro que um dos principais desafios dos anos 70 será reduzir a fertilidade mundial.»</em> E ele seguiu exatamente tal política nos anos seguintes.</p>
<p>De 1973 a 1976, Bush foi embaixador estadunidense em Pequim, China (a qual foi aceita na ONU em 1971). Na ocasião, a China efetuava a mais brutal política de controle de natalidade do mundo, incluindo o aborto legal até o 9º mês – o infanticídio disseminado – a negação de rações alimentícias e similares a famílias com mais de um filho, e outras medidas. Em 1979, o regime comunista prescreveu a família de um só filho; em 1983, o controle da natalidade foi colocado na Constituição Chinesa. Em 1988, o conselho de população (de Rockefeller) elogiou a política chinesa, afirmando que seria necessário proceder ditatorialmente para se ter “sucesso” neste campo.</p>
<p>Em 1968, com a participação ativa da OTAN, e dos círculos da OCDE &#8211; Organização Para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico, e o conselho de população de Rockefeller, foi fundado o Clube de Roma, sob a presidência de Aurelio Peccei. [...] O Clube de Roma defendia (além da redução drástica da humanidade), explicitamente, a abolição da soberania dos Estados Nacionais, proposta que, desde então, tem estado presente nas inciciativas internacionais sobre população e meio ambiente e, hoje, está óbvia na “Nova Ordem Mundial” de Bush.</p>
<p>O livro <em>«</em><em>Limites ao Crescimento»</em> («<em>Primeiro Relatório Ao Clube De Roma – Limits to Growth»</em>), cuja divulgação ocorreu em paralelo com a artificialmente deflagrada “crise do petróleo”, se tornou a bíblia dos partidários do crescimento zero, que ajudou a decolar o movimento ambientalista, agora com o tema: <em>«Os limites ao crescimento foram alcançados; se não limitarmos imediatamente a população, virá o apocalipse.»</em> Famosos príncipes consortes, como o Príncipe Philip da inglaterra e Bernardo da Holanda ajudam organizações como o WWF – World Wilde Fund for Nature. Tecnologia e crescimento econômico são <em>out</em>, conservação é <em>in</em>, e os aspectos amedrontadores da “explosão demográfica” e da “catástrofe ambiental” foram introduzidas em nossos lares.</p>
<p>Nesse ambiente, ocorreu a conferência mundial sobre população, em Bucareste, em 1974 – a primeira organizada em âmbito governamental. Naturalmente, após a “crise do petróleo” de 1973, o mote ideológico <em>«&#8230;nenhuma tecnologia – mas controle da natalidade – para os países em desenvolvimento&#8230;»</em> não poderia ser melhor. O Governo dos EUA estava firmemente nas mãos do <em>lobby</em> dos Rockefeller, e elaborou o esboço de um chamado “plano de ação mundial” para reduzir o crescimento da população global. A inspiração, como hoje sabemos, veio de Henry Kissinger.</p>
<p>O objetivo do “plano de ação mundial” estava delineado no <em>Memorando NSSM-200</em>. [...] Mas, ainda em Bucareste, surgiu uma oposição nas fileiras dos países em desenvolvimento, liderada pela Argélia, que viu corretamente, no plano, uma tentativa imperialista de privá-la da sua soberania e negar-lhe o desenvolvimento econômico. [...] O <em>lobby</em> malthusiano registrou a derrota e tomou providências. Sintomaticamente, no período subsequente, as melhores personalidades líderes dos países em desenvolvimento foram, uma a uma, derrubadas ou assassinadas.</p>
<p>George Bush (pai) foi, finalmente, eleito presidente de 1989 a 1993. Nesse período, o conflito Norte-Sul entrou numa nova fase: do controle da natalidade por meios econômicos e políticos, passou-se à aberta militarização do conflito. A invasão do Panamá, no final de 1989, foi uma amostra disto, o mesmo ocorrendo com a guerra contra o Iraque.</p>
<p>Hoje, a política de controle da natalidade representa uma grande ameaça à paz mundial. Se não quisermos sofrer um colapso no século 21, com uma guerra mundial e uma barbárie sem paralelo, devemos parar com as atividades do <em>lobby</em> da morte e voltar à política no sentido como a entendia e praticava o presidente francês Charles de Gaulle, que afirmou (23/04/1960):</p>
<blockquote><p><em>«Em nossos tempos, não pode haver uma verdadeira paz sem desenvolvimento. Nos países em desenvolvimenmto vivem dois bilhões de pessoas. Creio que a grande tarefa do mundo – acima e além de todas as teorias, doutrinas e governos – é ajudá-las a saírem da miséria.»</em></p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Higiene racial</h2>
<p>Antes de Theodore Roosevelt (e de Gifford Pinchot), já na década de 1840, nos EUA, os grupos oligárquicos haviam criado a Sociedade Etnológica Americana (1842), e o Instituto Smithsoniano (1846), com a finalidade de promover um ideário racista e malthusiano de superioridade racial da população anglo-saxônica, a redução da população não-branca – e não-protestante – e o controle dos recursos naturais.</p>
<p>Em coerência com o “conservacionismo” (ambiental), T. Roosevelt também foi um promotor de teses de “higiene racial” – ou eugenia. Esta pseudociência foi criada no final do século 19 pelo inglês Francis Galton (primo de Charles Darwin). Seu objetivo declarado era o “melhoramento” da espécie humana:</p>
<blockquote><p><em>«&#8230;dar às raças ou linhagens de sangue mais aptas, uma melhor chance de prevalecer rapidamente sobre as menos aptas.»</em></p></blockquote>
<p>Nos EUA, o centro do movimento para o “melhoramento racial” era o Museu de História Natural de Nova York (então dirigido por Henry Fairfield Osborn). Os adeptos da eugenia nos EUA propunham, entre outras medidas, a esterilização forçada de inválidos e deficientes físicos, e a restrição da imigração de indivíduos não-brancos para o país.</p>
<p>Em 1932, Osborn, Averell Harriman, John D. Rockefeller e Andrew Carnegie (todos destacados membros do <em>establishment</em> anglo-americano) organizaram a 3ª Conferência Eugênica Internacional, em Nova York, na qual foi eleito para a presidência da federação internacional de organizaçõpes eugências, o Dr. Ernst Rüdin, o qual, anos depois, escreveria as leis raciais do regime nazista de Adolf Hitler.</p>
<p>A associação de teorias racistas com o “conservadorismo” ambiental frutificou na Alemanha nazista – o primeiro país europeu que estabeleceu um sistema policial de proteção de reservas naturais e de <em>habitats</em> silvestres, por meio de grupos especiais de tropas SS. Igualmente, os nazistas se horrorizavam com a construção de usinas hidroelétricas nos rios “sagrados”, e aprovavam várias leis sobre os direitos dos animais. Segundo a escritora inglesa Anna Branwell, os nazistas foram os primeiros ambientalistas radicais a governar um Estado, além de terem influenciado <em>«&#8230;alguns dos dogmas do ambientalismo britânico»</em>.</p>
<p>Após a 2GM, as atrocidades cometidas pelos nazistas em nome do “melhoramento racial” tornaram a eugenia altamente impopular. Assim, os oligarcas anglo-americanos que apoiavam o movimento eugênico transferiram seus esforços para o “controle demográfico” e a “conservação ambiental”. Esta reorientação foi elaborada pelos mais altos órgãos de planejamento estratégico da oligarquia britânica: o RIIA e o Pep &#8211; Planejamento Político E Econômico (criado em 1931) – com o apoio direto da Sociedade Zoológica de Londres e da Real Sociedade Geográfica.</p>
<p>Os dois “engenheiros sociais” mais profundamente envolvidos no projeto foram Julian Huxley e Max Nicholson, ambos membros do PEP britânico, e da Sociedade Eugênica (Huxley foi seu presidente de 1936 a 1944). Em 1948, ambos desempenharam papel fundamental na fundação da Unesco – Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura, para a qual Huxley foi nomeado primeiro-secretário-geral. Na carta de fundação dessa nova entidade, Huxley coloca entre as suas finalidades a promoção da necessidade da eugenia e da proteção da vida silvestre. Para Huxley, escreveu ele:</p>
<blockquote><p><em>«A proliferação do homem deve estar em segundo lugar, depois da conservação de outras espécies.»</em></p></blockquote>
<p>No mesmo ano (1948), Huxley e Nicholson foram os mentores da criação das duas primeiras organizações ambientalistas do <em>Establishment</em> anglo-americano, a UICN – União Internacional para a Conservação da Natureza e a Conservation Foundation dos EUA. A carta de constituição da UICN foi elaborada pelo Foreign Office, do Governo Britânico, por solicitação direta de Nicholson.</p>
<p>Participando tanto da UICN quanto da Conservation Foundation (como patrocinadores) figura Frederick Fairfield Osborn (sobrinho de Henry Fairfield Osborn), o qual foi um dos pioneiros da literatura apocalíptica sobre sistemas ambientais – com a publicação do livro <em>«Our Plundered Planet»</em> (<em>«Nosso Planeta Espoliado»</em>), no qual, já em 1948, alertava para a ameaça de “destruição” do planeta pela superpopulação e pelo uso indevido dos recursos naturais.</p>
<p>Para Huxley e Nicholson, a “conservação da vida silvestre” representava elemento crucial para a implementação de um “Governo Mundial”. Para não deixar dúvidas sobre as reais intenções da UICN – União Internacional para a Conservação Da Natureza, recentemente, seu diretor David McDowell afirmou que <em>«&#8230;a anacrônica noção de que os Estados Nacionais são os únicos agentes legítimos para implementar políticas de desenvolvimento, tem que morrer»</em>. Em outra ocasião, McDowell expressou sua repulsa pela existência de fronteiras nacionais que separavam ecossistemas e dificultavam a cooperação entre os “eco-gerentes” – propondo a criação de “Parques da Paz” para reduzir as tensões históricas ao longo das fronteiras de países conflitantes.</p>
<p>Os ensinamentos evolucionistas de Darwin, sobre a “seleção natural” dos mais capacitados e o consequente direito do mais forte constituem até hoje a base “científica” do <em>lobby</em> malthusiano.</p>
<p>Henry Fairfield Osborn foi presidente da sociedade eugênica americana, e por seus serviços ao movimento engênico, Hitler o condecorou com a Medalha Goethe. Seu sobrinho Frederick Osborn ajudou a fundar a Associação de Pesquisa Eugênica, em Cold Spring Harbor. Os dois Osborn ajudaram a família Rockefeller a fundar o Conselho de População, em 1952 – da qual Frederick seria curador, e depois presidente.</p>
<p>Henry Fairfield Osborn pronunciou o discurso de abertura perante os notáveis, no qual defendeu a eugenia, afirmando a necessidade de que o homem conservasse os recursos naturais escassos (observe-se já aí a vinculação entre eugenia e a “conservação” da Natureza).</p>
<blockquote><p><em>«Cheguei à conclusão de que o excesso populacional e o subemprego devem ser vistos como irmãos gêmeos. Deste ponto de vista, até opino que os EUA está superpovoado atualmente &#8230; Na Natureza, os indivíduos menos capazes desaparecerão gradualmente, mas na civilização nós os estamos conservando nas comunidades, esperando que eles achem emprego em dias melhores. Este é outro exemplo da civilização humana indo diretamente contra a ordem da Natureza, e encorajando a sobrevivência dos menos capazes</em>.»</p></blockquote>
<p>O Dr. Alexis Carrel, colaborador do Instituto Rockefeller (e ganhador do Prêmio Nobel de 1912 em Medicina), foi um dos cientistas que desde cedo apoiaram os cientistas racistas e nazistas, oferecendo conselho e aprovação. Em seu livro <em>«</em><em>O Homem, Esse Desconhecid»</em>, publicado em 1935 (e traduzido depois para nove idiomas), Carrel propunha, no capítulo final (intitulado <em>«</em><em>Para Construir Novos Homens»</em>), a morte na câmara de gás dos doentes mentais e criminosos, em pequenas instituições de eutanásia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Frases de neomalthusianistas famosos</h2>
<p><strong>Carlos Vicente — da “Ação Internacional pelos Recursos Genéticos”: </strong><em>«Precisamos substituir o transporte de carros individuais, que consomem muita gasolina e álcool, pelo transporte coletivo,</em> (…) <em>as conseqüências perversas do aquecimento do planeta, das mudanças climáticas, podem levar para pressionar os governos a que realizem tais mudanças.»</em> (revista <em>Biodiversidad</em>, 04/06/2007).</p>
<p><strong>David Attenborough — diretor de </strong><em><strong>«The Optimum Population Trust»</strong></em><strong>: </strong><em>«Eu já vi a vida selvagem ameaçada pela crescente pressão humana em todo o mundo, e não é por causa da economia ou da tecnologia. É que por trás de cada ameaça está a estarrecedora explosão dos números da população humana.» &#8230; «Qualquer ambientalista sério sabe perfeitamente bem que o crescimento da população é o cerne de todos os problemas ambientais.»</em> (<em>The Telegraph</em>, 14/04/2009)</p>
<p><strong>David Foreman — porta-voz da ONG Earth First!: </strong><em>«Eu não vejo outra solução para evitar a ruína da Terra salvo uma drástica redução da população humana.»</em> (Citado por Gregg Easterbrook em <em>«The New Republic»</em>, 30/04/1990, p. 18); <em>«O homem não é mais importante do que qualquer outra espécie… Bem poderia ser que nossa extinção conserte as coisas.» </em>Citado por John Fayhee na revista <em>Backpacker</em>, setembro/1988, p. 22.</p>
<p><strong>David Graber — do U. S. National Park Services: </strong><em>«Nós viramos uma praga para nós mesmos e para a Terra. É cosmicamente improvável que o mundo desenvolvido opte por acabar com a orgia de consumo de energia fóssil, e que o Terceiro Mundo abandone seu consumo suicida da natureza. Enquanto o Homo Sapiens não voltar ao estado de natureza, para alguns de nós só resta aguardar o vírus certo para ficarmos sozinhos.»</em></p>
<p><strong>Faye Dunaway — porta-voz de </strong><em><strong>«Mother Earth/Gaia»</strong></em><strong> na série </strong><em><strong>«Voice of the Planet»</strong></em><strong>: </strong><em>«Você acha que Hiroshima foi ruim, mas eu quero te dizer: Hiroshima não foi suficientemente ruim!»</em></p>
<p><strong>James Lovelock — teorizador da Terra como ser vivo ou Gaia: </strong><em>«Temos bocas demais para alimentar e o inverno se aproxima. Se acontecer o aumento da temperatura que eu prevejo de 6 a 8° C, a civilização poderia estar ameaçada: nós veremos uma extinção em massa das espécies; a agricultura ficará impossível em boa parte do globo. Não haverá alimentos suficientes, haverá conflitos, a humanidade concentrar-se-á em volta das regiões polares.»</em> Livro <em>«A Vingança de Gaia»</em>.</p>
<p><strong>John Holdren — assessor para Ciência do presidente Obama: </strong><em>«Um envolvente Regime Planetário controlaria o desenvolvimento, administração, conservação e distribuição de todos os recursos naturais, renováveis e não-renováveis. Ele teria o poder de controlar a poluição não só da atmosfera e dos oceanos, mas também da água doce de rios e lagos. Regularia todo o comércio incluindo todos os alimentos. Ele determinaria a população ótima para o mundo. Ele deveria ter poder para impor limites populacionais aos países. E se Vs. querem saber quem faria o aborto e a esterilização de massa forçados, eu respondo: “pois o Regime Planetário, com certeza!”»</em> (Livro: <em>«Ecoscience: Population, Resources, Environment»</em>)</p>
<p><strong>Jeremy Hsu — jornalista: </strong><em>«As extinções massivas serviram como grandes teclas para dar um reset que mudaram drasticamente a diversidade das espécies no mundo… </em>(…) <em>Alguns cientistas especulam que os efeitos causados pelos humanos ‒ desde a caça até a mudança climática ‒ estão impulsionando outra grande extinção de massa.»</em></p>
<p><strong>Leonardo Boff — ex-frade e teólogo da libertação: </strong><em>«A roda do aquecimento global não pode mais ser parada, </em>(…) <em>a Terra como conjunto de ecossistemas já se tornou insustentável porque o consumo humano, especialmente dos ricos que esbanjam, já passou em 40% de sua capacidade de reposição. Esta conjuntura pode levar a uma tragédia ecológico-humanitária de proporções inimagináveis e, até pelo final do século, ao desaparecimento da espécie humana.»</em> (<em>Agência Adital</em>)</p>
<p><strong>Michael Oppenheimer — professor de Geociências e Relações internacionais, Universidade de Princeton: </strong><em>«Não podemos permitir que outros países tenham o mesmo número de carros, o mesmo patamar de industrialização que nós temos nos EUA. Nós temos que parar esses países do Terceiro Mundo exatamente onde eles estão.»</em></p>
<p><strong>Monika Kopacz — pesquisadora e ativista: </strong><em>«Só o exagero sensacional cria o caso que vai atrair a atenção dos políticos e dos leitores. Então, sim, os climatólogos podem exagerar, mas no mundo de hoje essa é a única forma de garantir qualquer ação política e, mais ainda, mais verbas federais.»</em></p>
<p><strong>Paul Ehrlich — professor da Universidade Stanford: </strong><em>«Fornecer energia abundante e barata à sociedade equivaleria a dar uma metralhadora a uma criança idiota.»</em><strong> </strong>No livro <em><strong>«The Population Bomb»</strong></em>, <em>Ballantine Books, </em>1968: <em>«Um câncer é uma multiplicação descontrolada de células; a explosão populacional é uma multiplicação descontrolada de pessoas… Nossos esforços devem passar do tratamento dos sintomas para a extirpação do câncer… Nós devemos ter um controle populacional… compulsivo se os métodos voluntários fracassam.»</em></p>
<p><strong>Paul Singer — apologista da “economia solidária”: </strong><em>«O padrão de consumo no mundo vai ter que mudar. Teremos que fazer um só automóvel levar mais gente, criar bolsões de bicicleta e ciclovias, entre outras coisas. O aquecimento global deve ser contido o mais depressa possível. Teremos que voltar a uma dieta de cereais. Seremos condenados à fome se não mudarmos nossa forma de alimentação.»</em></p>
<p><strong>Rajendra K. Pachauri — presidente do IPCC: </strong><em>«Há necessidade de mudar os estilos de consumo. Reduzir o tamanho da indústria pecuarista por meio da redução do consumo é a via mais efetiva para cortar as emissões de gases estufa. </em>(…) <em>Uma mudança nos níveis de consumo será necessário para ter um CO<sub>2</sub> baixo e uma sociedade sustentável.» «O estilo de vida ocidental é insustentável. Eu não entendo por que não pode haver um medidor em cada quarto de hotel para registrar quanto V. consome com o ar condicionado ou aquecimento e depois V. pagar. Com mudanças deste tipo, poder-se-ia obter que o pessoal comece a medir seus atos consumistas. O uso de carros deve ser reprimido. Acho que podemos manipular os preços para regular o uso de veículos particulares. Os restaurantes oferecerem água gelada aos clientes, um esbanjamento enorme. Acho que </em>(…) <em>os adultos foram corrompidos por causa dos caminhos que percorremos há anos.»</em> (<em>The Observer</em>, 29/11/2009)</p>
<p><strong>Ross Gelbsan — ativista ambiental: </strong><em>«Não somente os jornalistas não estão obrigados a informar o que dizem os cientistas céticos sobre o aquecimento global. Eles estão obrigados a não noticiar o que esses cientistas dizem.»</em></p>
<p><strong>Stephen H. Schneider — professor de Biologia Ambiental e Mudança Global na Universidade Stanford: </strong><em>«Isso, naturalmente, implica a obtenção de muita cobertura da mídia. Portanto, temos que oferecer cenários assustadores, fazer simplificações, declarações dramáticas, e fazer pouca menção de quaisquer dúvidas que possamos ter.»</em></p>
<p><strong>Stewart Brand — em </strong><em><strong>«The Whole Earth Catalog»</strong></em><strong>: </strong><em>«Nós fazíamos votos… por um desastre ou por uma mudança social vindoura que nos catapultasse de volta para a idade de pedra.»</em> Brand abdicou de muitas idéias extremistas partilhadas com ambientalistas.</p>
<p><strong>Ted Turner — bilionário fundador da CNN: </strong><em>«O ideal seria que a população mundial fosse de 250-300 milhões de pessoas, quer dizer uma diminuição de 95% dos níveis atuais.»</em></p>
<p><strong>Thomas E. Lovejoy — conselheiro do Banco Mundial: </strong><em>«O planeta está no ponto de ser tomado pela febre, se é que já não o fez, e nós humanos somos a doença. Nós deveríamos estar em guerra contra nós mesmos e contra nossos estilos de vida.»</em></p>
<p><strong>Via Campesina Internacional — </strong><em>«As atuais formas globais de produção, consumo e mercado causaram uma destruição massiva do meio ambiente, incluindo o aquecimento global, as espécies animais e vegetais estão desaparecendo num ritmo sem precedentes. Exigimos urgentemente: 1) O desmantelamento completo das companhias de agrocombustíveis. 2) A substituição da agricultura industrializada pela agricultura sustentável apoiada por verdadeiros programas dereforma agrária.»</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Conclusão: a sustentabilidade como um disfarce malthusiano</h2>
<p>Como pode-se, de antemão, compreender, apesar das iniciativas acima descritas, não funcionaram totalmente, pois a população mundial continuou crescendo, mormente nos países periféricos, bem como o sesenvolvimento sócio-econômico, hoje em dia, engloba praticamente todas as nações do globo – exceto as de alguns países claramente falidos, como grande parte daqueles do cntinente africano. Estima-se que em finais deste século, a população mundial esteja por volta dos 11 bilhões de pessoas, quando então, segundo especialistas, haverá de se estabilizar (não se sabe, inclusive, exatamente, por quê).</p>
<p>Estabilizada ou não, como sustentar essa massa humana? Com os mecanismos/programas/ações decorrentes da noção de “sustentabilidade”, certamente. Haverá, no entanto, alguma forma de conter o consumo de bens naturais do planeta, mesmo que sejam utilizados recursos renováveis, que se pratique, ostensivamente, a reciclagem e outras providências do gênero? Resposta: não. Então qual seria (ou, qual é) a solução? A sustentabilidade, encarada, dessa vez, sob a ótica da severa diminuição da industrialização mundial e da redução drástica da polpulação do mundo.</p>
<p>Isso é o mesmo que o malthusianismo? Sim, é. É o mesmo que o ambientalismo, com suas restrições ao avanço sócio-econômico? Sim, é. A suatentabilidade, portanto, tem raízes não só na eugenia, quanto no severo controle populacional, bem como no malthusianismo (que permeia tudo isso) – e é o novo nome, talvez mais politicamente correto, do ambientalismo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Solução final: a diminuição da população mundial</h2>
<p>Isso já está em curso, em especial nos países tidos pelas elites ocidentais como “perigosos” e/ou “excedentes”. E esse movimento começa na Àfrica. É claro o fomento de guerras intestinas e a manutenção da fome na maioria de seus países – assim como a completa inassistência médica no que diz respeito às doenças tropicais endêmicas e ao avanço da AIDS. A fome é mantida como, provavelmente, a mais severa e desumana forma de genocídio em África.</p>
<p>Só para se ter uma idéia, toda a fome do mundo poderia ser resolvida se fosse utilizado para isso apenas o orçamento de um mês do Pentágono. Quer dizer, só não se resolvem essas questões porque não se quer.</p>
<p>Esse é o lado negro da “sustentabilidade”. Como a redução do consumo dos recursos naturais com uma mudança radical no <em>modus vivendi</em> da população mundial desenvolvida, com o ingresso nesse mundo desenvolvido e industrializado de países em desenvolvimento que rapidamente se tornam desenvolvidos, onde o consumo impera sem que possa ser impedido – a solução para minorar e/ou retardar o fim dos recursos naturasis do planeta só pode ser a maciça redução da população mundial  – e, repito, isso já está sendo feito, abertamente, em África.</p>
<p>E fica a mídia martelando na nossa cabeça essa lenga-lenga de sustentabilidade. Hoje, tudo é sustentável: banco sustentável, casa sustentável, emprego sustentável, energia sustentável, carro sustentável etc etc. Mas o que, certamente, será a única coisa sustentável mesmo, é o extermínio quase total da raça humana. Mesmo assim, se a Humanidade constasse de uma única família de cinco pessoas, um dia os recursos naturais também acabariam, talvez a uns três ou quatro bilhões de anos, mas acabariam. A sutentabilidade, portanto, é uma falácia, um disfarce para o malthusianismo, para a eugenia e o genocídio. Nada mais sinistro.</p>
<blockquote><p><strong><span style="color: #ff0000;">Seria, realmente, muito bom se esses tolos, ingênuos, politicamente corretos e/ou ignorantes, parassem com esse negócio de sustentabilidade, atribuindo essa &#8220;qualidade&#8221; a tudo aquilo que, de alguma forma necessite de um <em>marketing</em> adicional. Eles não sabem o quê e de quê estão falando. Provavelmente, acham que sustentabilidade é um novo tipo de moda e saem por aí repetindo isso sem saber o que o conceito realmente significa e suas verdadeiras raízes. Talvez, depois de lerem esta matéria, eles se manquem pelo fato de verificar que, no fundo, no fundo, a sustentabilidade, o desenvolvimento sustentável etc, tem, por trás, conceitos sinistros, malignos e anti-humanos&#8230;</span></strong></p></blockquote>
<p align="right"> <strong><em>Humberto Camargo</em></strong></p>
<p align="right"><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-23dJpegMicro.jpg"><img class="size-full wp-image-9606 alignright" title="harpia-23dJpegMicro" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-23dJpegMicro.jpg" alt="" width="80" height="45" /></a></p>
<p style="text-align: left;" align="right"><strong>Imagens →</strong> <a href="http://holosgaia.blogspot.com/">http://holosgaia.blogspot.com</a> ; <a href="http://radiocristiandad.wordpress.com/">http://radiocristiandad.wordpress.com</a></p>
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		<title>Noruega: um ataque do Mal</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Aug 2011 14:18:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Governo mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Eugenia]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedades secretas]]></category>

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		<description><![CDATA[Não é fácil encontrar as palavras certas para descrever adequadamente o monstruoso assassinato em massa ocorrido na Noruega, executado a sangue frio por um extremista de 32 anos, ex-membro de um partido de extrema-direita abertamente hostil aos estrangeiros e ao Islã. No dia seguinte ao massacre, ocorrido em 22 de julho, em uma cerimônia religiosa em homenagem às vítimas, o primeiro-ministro Jens Stoltenberg afirmou que o ataque deve ser considerado como uma agressão à nação em sua totalidade, e que o país precisa se manter ainda mais unido, em prol da solidariedade, por mais democracia e humanidade.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1849" title="MSIapequeno" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg" alt="" width="57" height="29" /></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/Anders-Behring-Breivik.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-10531" title="Anders-Behring-Breivik" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/Anders-Behring-Breivik-300x224.jpg" alt="" width="300" height="224" /></a>Não é fácil encontrar as palavras certas para descrever adequadamente o monstruoso assassinato em massa ocorrido na Noruega, executado a sangue frio por um extremista de 32 anos, ex-membro de um partido de extrema-direita abertamente hostil aos estrangeiros e ao Islã. No dia seguinte ao massacre, ocorrido em 22 de julho, em uma cerimônia religiosa em homenagem às vítimas, o primeiro-ministro Jens Stoltenberg afirmou que o ataque deve ser considerado como uma agressão à nação em sua totalidade, e que o país precisa se manter ainda mais unido, em prol da solidariedade, por mais democracia e humanidade.</p>
<p>Em uma curta declaração, o premier sentenciou:</p>
<blockquote><p><em>«Esta é uma mensagem àqueles que nos atacaram, e aos que estão por trás disso tudo. Esta é uma mensagem de toda a Noruega: Vocês não irão nos destruir. Vocês não destruirão a nossa democracia ou a nossa busca por um mundo melhor. Nós somos uma nação pequena, mas orgulhosa. Ninguém irá nos bombardear ou nos alvejar em silêncio. Ninguém irá nos assustar por sermos a Noruega.»</em></p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #ff0000;">O cara não tem nada de maluco</span></h2>
<p>O mais estranho de tudo é o fato de que o assassino, Anders Behring Breivik, se rendeu calmamente à Polícia, depois de ter realizado o massacre e sorrido para as câmeras. Aparentava se sentir triunfante com a matança e, enquanto admitia que era o assassino, se referia repetidamente ao seu &#8220;manifesto&#8221; e negava ser culpado de qualquer crime.</p>
<p>Nos dias seguintes, enquanto o advogado de Breivik o qualificou como <em>«mentalmente insano»</em>, a chefe do Serviço Secreto norueguês, Janne Kristiansen, afirmou que ele <em>«sabia perfeitamente o que estava fazendo»</em>, e que o massacre foi cuidadosamente planejado por um longo período. Falando sobre a personalidade do assassino, ela a definiu como &#8220;totalmente maligna&#8221;.</p>
<p>As evidências indicam que Breivik planejou meticulosamente os assassinatos, calculando o efeito do seu ato criminoso na opinião pública. Tal fato suscita a questão da motivação e do seu real perfil, o qual somente uma cuidadosa pesquisa policial pode responder.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #ff0000;">Cruzada xenofóbica&#8230;</span></h2>
<p>Dentre as questões que deverão ser investigadas, estão a biografia do assassino e o seu &#8220;manifesto&#8221;, um documento de 1518 páginas, intitulado <strong>«2083 &#8211; Uma Declaração Europeia de Independência»</strong>, por ele divulgado na Internet, e que permaneceu disponível na rede nos dias posteriores aos assassinatos em massa. Em linhas gerais, o documento promove uma cruzada contra o Islã, a sociedade multicultural norueguesa e o Partido dos Trabalhadores norueguês, que, segundo ele, agridem a identidade cultural europeia. Várias passagens do documento foram copiadas do manifesto do célebre terrorista estadunidense Ted Kaczynski, o &#8220;Unabomber&#8221;, que, entre 1975 e 1995, enviou uma série de cartas-bomba, matando e ferindo diversas pessoas.</p>
<p>Breivik vivia com a mãe e, aparentemente, dispunha de consideráveis recursos financeiros, embora ainda não estejam claras as atividades que desenvolveu após deixar a faculdade. O que se sabe é que ele trabalhou vários anos em um <em>call center</em> e que, entre 1999 e 2007, foi filiado ao Partido Progressista (FP) norueguês, cuja plataforma tem fortes elementos islamofóbicos e antiimigrantes. Porém, ele deixou o partido por considerá-lo muito brando na luta contra os imigrantes e o multiculturalismo. No manifesto e diário de Breivik, há uma menção a várias viagens: a Londres, em 2002, e a Budapeste e Praga, em 2009. Em Londres, ele teria participado de um encontro secreto de uma entidade autodenominada <span style="color: #ff0000;"><strong>Cavaleiros Templários</strong></span>, ocasião na qual teria assumido a tarefa de escrever o &#8220;manifesto europeu&#8221;.</p>
<p>As armas usadas por Breivik no massacre foram, aparentemente, obtidas na República Checa e os fertilizantes usados na confecção da bomba detonada em Oslo foram comprados na Polônia, via Internet, uma transação perfeitamente legal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #ff0000;"><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/Fanatismo-religioso.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-10727" title="Fanatismo-religioso" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/Fanatismo-religioso-300x227.jpg" alt="" width="265" height="199" /></a>Crenças racistas e fanatismo religioso</span></h2>
<p>A ideologia de Breivik tem sido caracterizada como uma típica expressão da &#8220;revolução conservadora&#8221;, a qual coincide com a ideologia dos extremistas de direita antiislâmicos da Europa e da América do Norte. Como se observa no seu &#8220;manifesto&#8221;, é uma obscura mescla de terminologia cristã com referências aos Cavaleiros Templários, símbolos maçônicos e pomposos títulos de cavalaria, como &#8220;Cavaleiro Comandante dos Cavaleiros Templários da Europa&#8221;. Nela se encaixam tanto as suas apologias às tropas sérvias durante os conflitos nos Bálcãs, na década de 1990, e ao criminoso de guerra sérvio Radovan Karadzic, como também o mundo de fantasia dos videogames de guerra.</p>
<p>Trata-se de uma estrutura de crenças racistas, pseudorreligiosas e pseudocristãs, professadas em um conjunto de sítios extremistas na Internet.</p>
<p>Independentemente dos desdobramentos das investigações, o massacre promovido por Breivik representou um divisor de águas para a sociedade norueguesa. Entre outros fatos, já se discute a necessidade de um debate mais aberto para tratar das &#8220;tendências ao ódio&#8221; na sociedade. Todavia, esta é uma discussão que precisa ser travada com a mesma urgência em outras sociedades europeias, onde não pode haver tolerância com tais idéias racistas.</p>
<p style="text-align: right;"><strong>De Wiesbaden, <em>Elisabeth Hellenbroich </em></strong></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #ff6600;"><em><strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em></span></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/MSIa-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-6138" title="MSIa-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/MSIa-mini.jpg" alt="" width="48" height="24" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/2000px-Decorative_text_divider_4.svg_.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-7413" title="2000px-Decorative_text_divider_4.svg" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/2000px-Decorative_text_divider_4.svg_-300x12.png" alt="" width="300" height="12" /></a></p>
<p><strong>Créditos </strong>➞<strong> </strong>este post é matéria apresentada no Boletim Eletrônico <strong><em>MSIa INFORMA</em></strong>, do <strong><em>MSIa –</em></strong><em> <strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em>, Vol. III, N<sup>o</sup> 12, de 04 de agosto de 2011.</p>
<p><strong><em>MSIa INFORMA</em></strong><strong> </strong>➞<strong> </strong>é uma publicação do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa). Conselho Editorial: Angel Palacios, Geraldo Luís Lino, Lorenzo Carrasco (Presidente), Marivilia Carrasco e Silvia Palacios. Endereço: Rua México, 31 &#8211; sala 202 &#8211; Rio de Janeiro (RJ) &#8211; CEP 20031-144; Telefax: 0xx 21-2532-4086.</p>
<p><strong>Para saber mais sobre o tema </strong>➞<strong> </strong>visitar os sites da MSIa/Capax Dei:<strong> </strong><a href="http://www.alerta.inf.br/">http://www.alerta.inf.br/</a> e <a href="http://www.msia.org.br/">http://www.msia.org.br/</a>.</p>
<p><strong>Mensagens e sugestões </strong>➞<strong> </strong>favor enviar para msia@msia.org.br ou para Editoria MSIa: geraldo@msia.org.br.</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-0aMicro.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-9609" title="harpia-0aMicro" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-0aMicro.jpg" alt="" width="50" height="64" /></a>Para adquirir as publicações da Capax Dei Editora Ltda.</strong> ➞ loja virtual em: <a href="http://www.capaxdei.com.br/">www.capaxdei.com.br</a>; e-mail : capaxdeieditora@gmail.com</p>
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		<title>Golpe contra minorias malthusianas</title>
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		<pubDate>Sun, 29 May 2011 17:21:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ambientalismo]]></category>
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		<description><![CDATA[Os embates sobre o Código Florestal, ensejados pela truculência do Planalto, proporcionaram a oportunidade para se desfechar outro golpe nas políticas de "correção política", promovidas por grupos tão bem organizados e articulados como os ambientalistas, como é o caso das ONGs que atuam na defesa e promoção do homossexualismo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1849" title="MSIapequeno" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg" alt="" width="57" height="29" /></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/05/Gay-Brasil1.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-8829" title="Gay-Brasil1" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/05/Gay-Brasil1.jpg" alt="" width="287" height="284" /></a>Os embates sobre o  Código Florestal, ensejados pela truculência do Planalto, proporcionaram a  oportunidade para se desfechar outro golpe nas políticas de &#8220;correção política&#8221;,  promovidas por grupos tão bem organizados e articulados como os ambientalistas,  como é o caso das ONGs que atuam na defesa e promoção do homossexualismo. De  outra forma, dificilmente, haveria condições para a insurreição da bancada  religiosa da Câmara, que resultou na ordem da presidente Dilma Rousseff de  impedir a distribuição das cartilhas de orientação contra a homofobia pelo  Ministério da Educação.</strong></p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>De fato, a julgar  pelas reproduções das imagens integrantes das cartilhas, publicadas pelo jornal <em> O Globo</em> de 26 de maio, é difícil conceber alguma validade educacional ou  informativa em tal material, originalmente voltado para um público adolescente.</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #000080;">Mesmos grupos oligárquicos malthusianos por trás</span></h2>
<p><strong>Embora tal fato não  seja percebido por muitos, há uma relação intrínseca entre a promoção do  homossexualismo (<span style="text-decoration: underline;">não confundir com a defesa de certos direitos individuais  legítimos</span>) e o radicalismo ambientalista, pois ambos integram o caldo da  contracultura malthusiana desenvolvida ao longo do último meio século, como um  poderoso instrumento de guerra cultural contra os valores fundamentais da  civilização judaico-cristã ocidental. Não por acaso, as mesmas fundações  familiares oligárquicas do <em>establishment </em>anglo-americano proporcionam  generosos recursos financeiros a ambos os movimentos, que têm em comum o apreço  pelos preceitos malthusianos (e nada mais irônico que a promoção do casamento  homossexual seja, em última análise, contrária à ecologia e à reprodução  humana).</strong></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #ff6600;"><strong><em>MSIa –</em></strong><em> <strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em></span></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/MSIa-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-6138" title="MSIa-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/MSIa-mini.jpg" alt="" width="48" height="24" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/12/div4.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-5750" title="div4" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/12/div4.gif" alt="" width="149" height="21" /></a></p>
<p><span style="color: #808080;"><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/seta-cinza-mini.jpg"></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/seta-vermelha-mini.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-7484" title="seta-vermelha-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/seta-vermelha-mini.jpg" alt="" width="20" height="18" /></a><span style="color: #000000;">Créditos </span></strong><span style="color: #000000;">➞<strong> </strong>este post é matéria apresentada no Boletim Eletrônico <em>MSIa INFORMA</em>, do <strong><em>MSIa –</em></strong><em> <strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em>, Vol. III, Nº 02, de 27 de maio de 2011. Introduzi subtítulos no texto para facilitar e incentivar a leitura.</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><strong><em>MSIa INFORMA</em></strong><strong> </strong>➞<strong> </strong>é uma publicação do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa). Conselho Editorial: Angel Palacios, Geraldo Luís Lino, Lorenzo Carrasco (Presidente), Marivilia Carrasco, Nilder Costa e Silvia Palacios. Endereço: Rua México, 31 &#8211; sala 202 &#8211; Rio de Janeiro (RJ) &#8211; CEP 20031-144; Telefax: 0xx 21-2532-4086.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"><strong>Para saber mais sobre o tema </strong>➞<strong> </strong>visitar os sites da MSIa/Capax Dei:<strong> </strong></span><a href="http://www.alerta.inf.br/"><span style="color: #000000;">http://www.alerta.inf.br/</span></a><span style="color: #000000;"> e </span><a href="http://www.msia.org.br/"><span style="color: #000000;">http://www.msia.org.br/</span></a><span style="color: #000000;">.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"><strong>Mensagens e sugestões </strong>➞<strong> </strong>favor enviar para </span><a href="http://www.msia.org.br/"><span style="color: #000000;">msia@msia.org.br</span></a><span style="color: #000000;"> ou para Editoria MSIa: </span><a href="http://geraldo@msia.org.br/"><span style="color: #000000;">geraldo@msia.org.br</span></a><span style="color: #000000;">.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> <strong>Imagem </strong>➞ </span><a href="http://fdt-felipe.blogspot.com/">http://fdt-felipe.blogspot.com</a><a href="http://ohomossexualismo.blogspot.com/"></a><span style="color: #000000;"><strong> </strong></span></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2009/12/husc-pequena-azul.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-5746" title="husc-pequena-azul" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2009/12/husc-pequena-azul.jpg" alt="" width="40" height="26" /></a><br />
</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Afinal, qual é a dos ambientalistas? – Parte 2</title>
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		<pubDate>Sun, 15 May 2011 16:50:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
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		<description><![CDATA[[PARTE FINAL DO POST ANTERIOR] A contradição dos carros elétricos Paralelamente ao que foi apresentado no artigo anterior, outra ladainha característca do movimento ambientalista mundial é quanto à possibilidade de que os veículos, principalmente os terrestres – automóveis, veículos de carga (pick-ups, ônibus e caminhões), além de tratores, ceifadeiras mecânicas e outras máquinas agrícolas e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/10/Harpia-preta-meria.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-4973" title="Harpia-preta-meria" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/10/Harpia-preta-meria.jpg" alt="" width="100" height="71" /></a>[PARTE FINAL DO POST ANTERIOR]</strong></p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/05/carro-eletrico-sendo-carregado.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-8449" title="carro-eletrico-sendo-carregado" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/05/carro-eletrico-sendo-carregado-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a><span style="color: #000080;">A contradição dos carros elétricos</span></h2>
<p>Paralelamente ao que foi apresentado no artigo anterior, outra ladainha característca do movimento ambientalista mundial é quanto à possibilidade de que os veículos, principalmente os terrestres – automóveis, veículos de carga (pick-ups, ônibus e caminhões), além de tratores, ceifadeiras mecânicas e outras máquinas agrícolas e industriais, assim como os trens, sejam providas de motores elétricos. O que isso pode significar para o mundo?</p>
<p>Em primeiro lugar, os motores automotivos elétricos ainda não têm uma tecnologia adequada e firmada, eficiente e barata, mormente no que diz respeito à acumulação de energia – as baterias acumuladoras de eletricidade ainda têm que ser muito grandes e pesadas, o que dificulta sua utilização. Por isso os motores elétricos são, ainda, de baixo rendimento e/ou de pequeno alcance operacional, apenas passíveis de ser utilizados em máquinas de pequeno porte – inclusive em veículos de alcance e de velocidades reduzidas.</p>
<p>Em segundo lugar, com as atuais restrições que estão sendo impostas, ou, no mínimo, propostas, no sentido de que sejam abandonadas aquelas três formas de fornecimento de eletricidade tradicionais, de que modo se poderá, a partir de outros sistemas energéticos alternativos (propalados pela mídia e pelos ambientalistas), suprir as necessidades de transportes e de máquinas – na base de motores elétricos – em relação a uma população mundial da ordem de quase sete bilhões de pessoas?</p>
<p>Será que há uma certa contradição nisso tudo, ou é só impressão minha? Como é que, por um lado, se combatem os sistemas energéticos tradicionais – o únicos realmente viáveis, econômica e operacionalmente falando – e por outro lado lutam pela adoção maciça de máquinas e carros elétricos? De onde virá a energia para nutrir uma demanda tão grande?</p>
<p>A propósito, uma das grandes reivindicações dos ambientalistas radicais é o abandono dos alimentos transgênicos, bem como da utilização de insumos e/ou de outras substâncias industriais na agricultura. Ele se batem por alimentos ditos como “orgânicos”, sem qualquer substância agregada de origem não natural.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;"><strong>Aliás, não me consta que algum dia comemos alimentos não-orgânicos; será que alguém já comeu um bom bife de granito? Ou uma pizza de mármore? Ou mesmo uma farofa de areia da praia?</strong></span></p>
<p>Eles se esquecem, entretanto, que para se produzir alimentos “orgânicos” a necessidade de área para as plantações, bem como para a alimentação natural do gado é muitas vezes maior do que aquela utilizada com recursos industriais. Será que haverá condições de se nutrir uma Humanidade, de cerca de sete bilhões de pessoas com produtos orgânicos, os quais são – também – muito mais caros (por motivos óbvios) do que os tradicionais?</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/05/controle-de-natalidade.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-8452" title="controle-de-natalidade" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/05/controle-de-natalidade.jpg" alt="" width="300" height="229" /></a><span style="color: #000080;">A redução da população mundial</span></h2>
<p>A resposta à pergunta acima é simples – e sinistra. Eliminando-se os sistemas tradicionais de fornecimento de energia, optando-se pelos sistemas “limpos”, seguros e/ou renováveis, que não conseguirão abastecer a atual carga humana planetária, o negócio é reduzir a população mundial, a fim de que esses sistemas, pouco rentáveis, e de aplicação pontual, possam dar conta do recado.</p>
<p>Não é de hoje que inúmeros ambientalistas radicais e/ou dirigentes de vários países centrais pugnam pela redução da população mundial. Desde há muito tempo, quando da criação do Clube de Roma, em 1968, que propalou a teoria malthusiana dos “limites do crescimento”, que a idéia de um “maior controle” da população mundial – principalmente no Terceiro Mundo – vem prosperando, dando base, inclusive, a que Henry Kissinger montasse o famigerado <em>«Memorando NSSM-200»</em>, como é mostrado no livro <em>«Máfia Verde»</em>:</p>
<blockquote><p><em>«Em 1975, sob orientação pessoal do ex-secretário de Estado Henry Kissinger, o Conselho de Segurança Nacional dos EUA determinou que o crescimento populacional do Brasil, junto com os de outras 12 nações em desenvolvimento – todas ricas em recursos naturais – constituía uma ameaça à segurança dos EUA e seus aliados (leia-se: Inglaterra). Tal política, manifestada no “Memorando-Estudo de Segurança Nacional 200” (o NSSM-200), era explícita em assinalar que a ameaça decorria da utilização dos recursos naturais, por parte daquelas nações, especialmente os recursos minerais, no atendimento de suas necessidades de bem-estar de suas crescentes populações.»</em></p>
<p><em>Entre as recomendações do estudo, encontram-se:</em></p>
<p>①<em> que a imposição “diplomática” das políticas malthusianas nos países do Terceiro Mundo deverá ocorrer por intermédio de agências multilaterais, em vez de por intervenção direta dos EUA;</em></p>
<p>②<em> a integração do planejamento familiar com os aspectos ligados ao desenvolvimento;</em></p>
<p>③<em> a persuasão dos líderes políticos dos benefícios do planejamento familiar; e</em></p>
<p>④<em> a premiação, com ajuda econômica, daquelas nações que demonstrarem boa conduta em seus programas de planejamento familiar. </em>[...]<em> «Os EUA poderiam trabalhar neste sentido, com as organizações internacionais interessadas – p.ex. oms, unfpa, bird, unicef etc». </em></p></blockquote>
<p>O assunto, portanto, não é de hoje. O <em>«Memorando»</em> de Kissinger, no entanto, visava apenas o controle da população dos países periféricos, a fim de que eles não utilizassem seus recursos naturais, em detrimento dos EUA.</p>
<p>O controle familiar, inclusive com a esterilização maciça das mulheres (o que já ocorreu, inclusive no Brasil) já existe em diversas partes do mundo (como na China, p. ex., onde há a limitação de um filho por casal, definida por lei). Só que reduzir a população mundial não significa apenas a adoção de programas de “planejamento familiar” nos países periféricos, mas a eliminação maciça das pessoas no mundo todo, inclusive nos próprios países centrais.</p>
<p>Reduzir a população mundial significa, de alguma forma, estabelecer-se que a Terra deveria abrigar apenas cerca de 500 milhões de pessoas, e, para se chegar a isso, até meados do século 21, no mais tardar em seu final (de acordo com alguns visionários malucos), seria necessária a eliminação de bilhões de pessoas excedentes àquele número, através de outros processos que não seriam, exatamente, os de “planejamento familiar”.</p>
<p>Mesmo porque, com o atual número de habitantes no planeta um governo único mundial seria algo extremamente difícil de ser implantado e de ser mantido – mas com um planeta contendo apenas algumas centenas de milhões de pessoas, isso seria, em princípio, muito mais possível.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #000000;">Em seguida algumas frases de ambientalistas notórios:</span></p>
<blockquote><p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/12/David_Foreman.jpg"><img class="size-full wp-image-5810 alignleft" title="David_Foreman" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/12/David_Foreman.jpg" alt="" width="64" height="79" /></a>David Foreman, porta-voz da ONG Earth First!: <span style="color: #ff0000;"><strong><em>«Eu não vejo outra solução para evitar a ruína da Terra salvo uma drástica redução da população humana.»</em></strong></span> (Citado por Gregg Easterbrook em <em>«The New Republic»</em>, 30/04/1990, p. 18)</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/12/Ted_Turner_2.jpg"><img class="size-full wp-image-5841 alignright" title="Ted_Turner_2" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/12/Ted_Turner_2.jpg" alt="" width="67" height="75" /></a>Ted Turner, bilionário fundador da CNN: <span style="color: #ff0000;"><strong><em>«O ideal seria que a população mundial fosse de 250-300 milhões de pessoas, quer dizer uma diminuição de 95% dos níveis atuais.»</em></strong></span></p>
<p>Rico do jeito que este cidadão é, provavelmente, conseguirá ficar entre os seus preconizados 300 milhões – mas e a população “comum” do planeta?</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/12/Michael-Oppenheimer.jpg"><img class="size-full wp-image-5860 alignleft" title="Michael-Oppenheimer" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/12/Michael-Oppenheimer.jpg" alt="" width="120" height="65" /></a>Michael Oppenheimer, professor de Geociências e Relações internacionais, Universidade de Princeton: <span style="color: #ff0000;"><strong><em>«Não podemos permitir que outros países tenham o mesmo número de carros, o mesmo patamar de industrialização que nós temos nos EUA. Nós temos que parar esses países do Terceiro Mundo exatamente onde eles estão.»</em></strong></span></p></blockquote>
<p>Sem comentários.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/05/Globalizacao2.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-8454" title="Globalizacao2" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/05/Globalizacao2-300x218.jpg" alt="" width="300" height="218" /></a><span style="color: #000080;">Mudanças de paradigmas culturais e globalização</span></h2>
<p>Deve-se notar que a insistente globalização da economia e também, principalmente, da cultura – com a uniformização de costumes sob todos os sentidos, de senso moral, das manifestações artísticas, dos esportes de massa a níveis globais e até das religiões etc – consiste numa providência que já está sendo tomada com o intuito de homogeinizar as populações mundiais, no que diz respeito a seus desejos e modos de viver e de ver a vida, assim como de suas vontades e aspirações. Essa homogeinização é, tipicamente, algo deliberado, a fim de se chegar à civilização mundial única, com um governo mundial único. Tal tipo de “equalização” global, com a necessária mudança dos paradigmas culturais em cada nação, é também uma fase para a governança global, existindo inúmeras entidades, pertencentes ao <em>establishment</em> oligárquico que trabalham no que chamam de “engenharia social”. Dentre elas destaca-se o Instituto Tavistock de Relações Humanas, sediado em Londres, além de outros, principalmente nos EUA (Instituto Aspen, Instituto Rand, Fundação Rockefeller etc).</p>
<p>Além da homogeinização de costumes de uma forma geral, esses organismos implantam no seio das sociedades novas modas, novas necessidades, criam climas de permissividade e de tolerância em que tudo, por mais extravagante, imoral e/ou bizarro que seja passa a ser considerado normal, e também criam, no mundo, um clima de perplexidade e de decrepitude dos conceitos morais e sociais até então vigentes, assim como os demais paradigmas do que é certo e do que é errado, o que causa o descontrole emocional por parte das pessoas, fazendo-as ficar sem saber o que fazer e o que querer para si mesmas, para suas famílias e para suas comunidades, desfazendo o senso crítico das pessoas e tornando-as apáticas, fúteis, frívolas, e assim, totalmente dispostas a ouvir e a seguir quem quer que seja, seja qual for o assunto, por mais incrível que seja. As pessoas passam a se comportar como se fossem boiadas, e desta maneira, atendem e obedecem a qualquer um que se diga como um salvador. Esta é a governança mundial atuando.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #000080;">Que processos seriam esses?</span></h2>
<p>Os processos “paralelos” de diminuição da população planetária não são estanques – um é ligado a outro e, funcionam num contexto geral, uns combinados com outros.</p>
<p>Um dos processos “paralelos” é forçar a desindustrialização do mundo; outro seria limitar-se, drasticamente, os alimentos no planeta, ou torná-los tão caros que só uma minoria privilegiada possa ter acesso aos mesmos; outro processo seria a desintegração territorial dos países (um processo denominado “balcanização”), visando a desestruturação das sociedades e o esfacelamento das nações; outro método seria o de limitar e proibir a países “não alinhados” a utilização de sistemas eficientes de energia; outros métodos seriam a propagação de guerras, de doenças e a desassistência completa a certas parcelas da população mundial consideradas pelas elites como “débeis”, “inferiores” e/ou “perigosas”.</p>
<p>Tudo isso (e outras coisas mais) faz parte de uma espécie de “agenda” (termo cunhado pela jornalista canadense Elaine Dewar em seu livro <em>«Uma Demão de Verde»</em>) – isto é: uma série de “providências” a serem tomadas – e que já estão sendo tomadas – pelas grandes oligarquias corporatocráticas – ou cleptocráticas – mundiais que visam aquilo que se chama de “um mundo menor”, com uma “governança global” – ou seja, em outras palavras, com um “governo mundial único”&#8230;</p>
<p>Falemos, rápida e sucintamente (por não se tratarem de assuntos diretamente atinentes ao escopo do presente ensaio), sobre esses “processos paralelos”, que são considerados itens da dita “agenda”. Devo lembrar, mais uma vez, que cada uma dessas “providências” não constitui algo estanque, mas implica num relacionamento entre elas, num envolvimento recíproco, em que cada item da “agenda” se combina com outro a fim de compor o quadro geral de dominação e de diminuição populacional, com vistas à governança global.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/05/cpmf.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-8456" title="cpmf" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/05/cpmf-300x240.jpg" alt="" width="173" height="145" /></a>ⓐ o forçamento da desindustrialização do mundo.</strong></span></p>
<p>Este é um processo claramente em andamento, não só – e principalmente – nos países do Terceiro Mundo, como também nos países centrais. Trata-se de impedir o desenvolvimento industrial das nações limitando-se a difusão de tecnologias de ponta; a limitação compulsória da utilização de tecnologias avançadas de obtenção de energia; pela escalada da má educação e da cada vez pior capacitação de profissionais; por limitar-se e impedir-se que se construam obras de infra-estrutura nos países; por limitar-se o acesso aos recursos naturais e por outras providências semelhantes. Desindustrializar significa diminuir a oferta de benefícios, inclusive de alimentação à sociedade humama, pois só a níveis industriais se consegue prover a Humanidade daquilo que ela necessita.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/05/FomeZero85.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-8457" title="FomeZero85" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/05/FomeZero85-300x211.jpg" alt="" width="300" height="211" /></a>ⓑ a limitação dos alimentos no planeta.</strong></span></p>
<p>Isso também está em andamento e está ligado à limitação indicada acima. Um dos meios de se limitar a oferta e a distribuição de alimentos é limitar-se e até mesmo impedir-se a produção dos mesmos, não só limitando-se as áreas de plantio e de cultivo (com a implantação de reservas ecológicas, parques nacionais e reservas indígenas, assim como criando-se áreas de preservação obrigatória e/ou de outros impedimentos, ditos como para o bem da “sustentabilidade”), bem como colocando-se empecilhos nos processos industriais. Isso tudo, aliada à proibição da utilização de transgênicos, por todos os meios possíveis, com o intuito de se limitar a produção de alimentos, vai-se, cada vez mais, fazendo com que os alimentos fiquem escassos e tenham seus preços aumentados. A fome se alastra e milhões de pessoas, simplesmente, morrem. A falta de saneamento básico completa o quadro.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/05/map_yugoslavia.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-8458" title="map_yugoslavia" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/05/map_yugoslavia-287x300.jpg" alt="" width="206" height="216" /></a>ⓒ a “balcanização” dos países.</strong></span></p>
<p>Este processo consiste na divisão forçada dos países, mormente os grandes, em vários países menores, como no caso que aconteceu na Iugoslávia – nos Bálcãs – daí o nome, “balcanização”. Dividir os países significa enfraquecê-los e a seus povos. Dividir para conquistar.</p>
<p>Dividir os países significa dificultar o trânsito interno de tecnologias, de processos industriais, de infraestrurura, de distribuição de recursos financeiros e humanos e de outras coisas mais que são facilitadas quando os países compõem um só território com uma mesma língua etc – quando seus recursos naturais, tecnológicos e humanos podem circular livremente, ajudando a todos, e quando todos têm os mesmos objetivos políticos e socioeconômicos. Divididos, os países acabam se isolando e lutando entre si por hegemonias locais e globais, e isso, claramente, inibe o desenvolvimento das nações. Inibindo-se o desenvolvimento das nações, inibe-se o seu crescimento populacional, pois sabe-se que o crescimento populacional é, normalmente, direta e decorrentemente, proporcional à riqueza de uma nação e à existência de um clima de paz.</p>
<p>Países pequenos são mais passíveis a depender de outros, mais comumente no que diz respeito a finanças, itens alimentícios, tecnologias de ponta e fornecimento de energia.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>ⓓ a limitação da utilização de sistemas modernos e eficientes de obtenção de energia.</strong></span></p>
<p>Este é o principal tópico analisado no presente ensaio. Sem energia, ou com sistemas energéticos antiquados, não há progresso. Sem progresso há decréscimo populacional. Exemplo de um sistema claramente antiquado de se obter energia é o sistema eólico, na base de moinhos de vento. Há milhares de anos que a Humanidade já utiliza os moinhos para os mais variados fins, e, ultimamente, para a obtenção de eletricidade. É, obviamente, um processo antiquado e de pouco rendimento, o qual, dificilmente, poderá ter funcionalidades melhores – pelo menos a curto e médios prazos.</p>
<p>Sem sistemas eficientes de fornecimento de energia há a desindustrialização – o que também já está ocorrendo em todo o mundo, mormente nos países periféricos. Sem energia e sem indústrias os países tendem a exportar <em>commodities</em> (materiais e produtos em estado bruto, sem beneficiamento), e isso aumenta o a velocidade do processo de desindustrialização. Um avanço na desindustrialização pode levar – e isso é o objetivo do ambientalismo corporatocrático e cleptocrático – a um gradual sistema de vida pré-era industrial, onde as pessoas só têm como formas de sustento/sobrevivência a agricultura, o artesanato familiar e o escambo.</p>
<p>O empenho das elites mundiais em dificultar o acesso à energia nuclear aos países tem esse objetivo: fazer com que eles se desindustrializem, à medida que o encarecimento dos combustíveis fósseis aumenta, assim como sua disponibilidade física. Proibir o Irã, por exemplo, de continuar suas pesquisas no campo nuclear – sob o falso pretexto de que aquele país estaria querendo fabricar armas nucleares (acusação em relação a qual até mesmo o Brasil já foi questionado, e continua sendo) para acabar com Israel – é uma atitude risível, mas que visa, não só a dependência do Irã aos monopólios mundiais de petróleo, como a estagnação tecnológica e industrial daquela nação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/05/vaca_louca.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-8459" title="vaca_louca" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/05/vaca_louca-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>ⓔ a propagação de guerras e de doenças e a desassistência completa a certas parcelas da população mundial.</strong></span></p>
<p>Este artifício de diminuir a população mundial com base no fomento de guerras, principalmente internas (guerras civis) é plenamente conhecido – mormente nos países do Terceiro Mundo e, dentre esses, principalmente na África, pois lá encontram-se enormíssimas quantidades de recursos naturais – mal administradas. E conflitos internos tendem a se alastrar, como o que está ocorrendo no mundo árabe.</p>
<p>Guerras, como as rebeliões civis em África são de grande valia para as corporações elitistas mundiais: armas são fornecidas, indistintamente, a ambos os lados dos grupos em confronto, em troca das riquezas naturais daqueles países, como diamantes (os “diamantes de sangue”), ouro, prata, urânio etc e o fácil acesso às suas jazidas de petróleo, dentre outras coisas. Destruídos os países pelos conflitos civis, em nome de suas “reconstruções” e da implantação da “democracia”, surgem as grandes corporações construtoras, como a Haliburton, de Dick Cheney, a Bechtel etc, para “auxiliar” os países destruídos – sob o pretexto de se estar, nesses países, implantando a democracia&#8230; Os países são destruídos, direta ou indiretamente, pelos mesmos que depois os reconstroem, diretamente.</p>
<p>O fomento de doenças tem igual propósito, e este item da “agenda” é acompanhado de outro, que é o da completa desassistência nutricional, social, médica, sanitária e psicológica a essas populações, as quais são deixadas completamente entregues à própria sorte – ou seja, morrendo – sem que ninguém faça nada. E muitas vezes, quando promovem algum tipo de ajuda “humanitária”, através de ONGs, essas, ao enviar alimentos para os moradores das áreas de conflito, aproveitam (e porque não?) a ocasião para também enviar lotes de armamentos e munições para a continuação dos próprios conflitos que dizem querer acabar&#8230;</p>
<p>Organismos internacionais, tais como a ONU, com suas “forças de paz” não só não atuam como verdadeiras forças de paz, como mantêm os conflitos em determinados limites adequados. Da mesma forma a OTAN, que, muitas vezes participa dos próprios conflitos, sob a bandeira de contê-los e/ou de encerrá-los, ou ainda de “proteger a população” dos ditadores enfurecidos, mantém as disputas, também dentro dos limites adequados e, como as tropas de paz da ONU, tratando apenas de defender os estrangeiros pertencentes aos países centrais (e/ou de evacuá-los) que porventura se encontrem nas regiões de conflitos.</p>
<p>No que diz respeito aos genocídios que são assim incrementados, manipulados e mantidos nos países, principalmente nos do “continente negro”, percebe-se, claramente, o componente racista: uma óbvia atitude de exterminação da raça negra. Note-se que esses conflitos, que não passam de limpezas étnicas, acontecem também em outros lugares do mundo, como aconteceu nos Bálcãs, no Oriente, no Oriente Médio e nas Américas do Sul e Central (a chamada “legenda negra”) – cujo caso mais recente é o completo abandono em que se encontra a população haitiana, após o terremoto que destruiu a nação, o que deve ter sido altamente producente e conveniente para os racistas de plantão. O mesmo aconteceu com a população negra de Nova Orleans.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #000080;">Resumo</span></h2>
<p>➊ Os métodos de obtenção de energia na base de combustíveis fósseis (petróleo, carvão e gás natural) não podem ser substituídos, a curto e médio prazos por outros sistemas, mormente os pertencentes às chamadas “energias limpas/renováveis” (energia eólica, solar, biomassa, etanol etc), devido aos baixos rendimentos econômicos desses métodos e à flutuabilidade de suas produções.</p>
<p>➋ Os únicos métodos de obtenção de energia viáveis, que podem, paulatinamente, ir substituindo os sistemas à base de combustíveis fósseis são os sistemas hidrelétricos e/ou o sistema nuclear. No entanto, esses métodos também apresentam inconvenientes, conforme apontados no presente ensaio – inconvenientes esses que são alvos dos ambientalistas.</p>
<p>➌ Os perigos e/ou inconvenientes relativos aos sistemas hidrelétrico e nuclear não são <span style="text-decoration: underline;">razões suficientes</span> para que os mesmos sejam abolidos, em prol dos “sistemas limpos/renováveis”.</p>
<p>➍ Uma clara contradição existente nos argumentos dos ambientalistas reside no fato de serem, por eles, incentivados projetos de automóveis, veículos de serviço e máquinas na base de eletricidade, o que redundaria em enorme demanda de energia elétrica mundial – que os métodos “limpos/renováveis” não podem atender, face as necessidades da população mundial.</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/marina-silva.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-5236" title="marina-silva" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/marina-silva-300x187.jpg" alt="" width="300" height="187" /></a>➎ Os argumentos em prol dos sistemas “limpos/renováveis” de energia são utópicos – assim como utópica é a idéia de “sustentabilidade”.</p>
<p>➏ No caso de uma obrigatoriedade do uso de “sistemas limpos/renováveis”, a curto e médios prazos, em escala mundial, a solução seria a desindustrialização das nações, o que, aliado a outros fatores e providências – algumas delas insanas, utópicas e imorais – acarretaria, forçadamente, a diminuição maciça da população mundial.</p>
<p>Daí as perguntas finais:</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;"><strong>«E aí, ambientalistas? Qual é a de vocês?»</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;"><strong>«Que soluções energéticas viáveis vocês têm para o planeta?»</strong></span></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/harpia-temalivre2010-direitapequena.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3925" title="harpia-temalivre2010-direitapequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/harpia-temalivre2010-direitapequena.jpg" alt="" width="60" height="39" /></a><br />
</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/12/div4.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-5750" title="div4" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/12/div4.gif" alt="" width="149" height="21" /></a></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/seta-cinza-mini.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-7479" title="seta-cinza-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/seta-cinza-mini.jpg" alt="" width="20" height="14" /></a>Imagens:</strong><a href="http://alsocab.blogspot.com/">http://alsocab.blogspot.com</a><strong>; </strong><a href="http://www.obvius.org/">http://www.obvius.org</a><strong>;</strong></p>
<p><a href="http://admb94.blogspot.com/">http://admb94.blogspot.com</a>; <a href="http://newstageeventos.blogspot.com/">http://newstageeventos.blogspot.com</a>;</p>
<p><a href="http://wacandido.blogspot.com/">http://wacandido.blogspot.com</a>; <a href="http://tkgeo.blogspot.com/">http://tkgeo.blogspot.com</a>;</p>
<p><a href="http://umplagarto.blogspot.com/">http://umplagarto.blogspot.com</a>; <a href="http://blogmanueldutra.blogspot.com/">http://blogmanueldutra.blogspot.com</a></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a><br />
</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Raízes anti-humanas do movimento ambientalista</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Nov 2010 18:11:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ambientalismo]]></category>
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		<description><![CDATA[Como o socialismo, o ambientalismo combina uma religião ateísta com um estatismo virulento. Existe, porém, uma diferença: o marxismo ao menos fingia ter alguma preocupação com seres humanos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="toolbar-articlebody">
<p><strong><em><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/msm-banner.png"><img class="alignleft size-medium wp-image-5431" title="msm-banner" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/msm-banner-300x39.png" alt="" width="300" height="39" /></a>Como o socialismo, o ambientalismo combina uma religião ateísta com um estatismo virulento. Existe, porém, uma diferença: o marxismo ao menos fingia ter alguma preocupação com seres humanos.</em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>O novo socialismo</h2>
<p><strong> </strong>Em todo o mundo, os marxistas estão se juntando ao movimento ambientalista. Algo que não é nada surpreendente, diga-se de passagem: o ambientalismo também é uma utopia coerciva – tão impossível de ser atingida quanto o socialismo e tão destrutiva quanto, em seu processo de implementação.</p>
<p>Um século atrás, o socialismo havia vencido. Embora Marx já estivesse morto e Lênin ainda fosse apenas um escrevinhador frustrado, a doutrina de ambos era a vitoriosa, simplesmente porque ela controlava algo mais importante do que governos: ela detinha o monopólio das virtudes morais. O socialismo representava, diziam eles, a fraternidade dos homens na forma econômica. Essa era a maneira mais aveludada de levar as pessoas para o <em>gulag</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Ambientalismo: vida primitiva</h2>
<p>Atualmente estamos enfrentando uma ideologia tão impiedosa, cruel e messiânica quanto o marxismo. E assim como o socialismo de 100 anos atrás, a atual ideologia também é detentora de todas as virtudes morais. Não se trata de uma fraternidade dos homens, já que vivemos em tempos pós-cristianismo; trata-se da fraternidade dos bichos e das árvores. Como o socialismo, o ambientalismo combina uma religião ateísta com um estatismo virulento. Existe, porém, uma diferença básica entre ambos: o marxismo ao menos fingia ter alguma preocupação com seres humanos; já o ambientalismo é saudoso do ímpio, desabitado e tedioso Jardim do Éden.</p>
<p>Se essas pessoas fossem apenas cultistas excêntricos, do tipo que compram acres e acres de matas inóspitas para lá viverem como primitivos, não estaríamos ameaçados. O problema é que eles querem utilizar o Estado, e até mesmo um Estado mundial, para atingir seus objetivos e nos obrigar a viver exatamente o estilo de vida que cultuam.</p>
<p>Como Marx e Lênin, eles são herdeiros de Jean Jacques Rousseau. Os cantos de glória proferidos por Rousseau ao estatismo, ao igualitarismo e à democracia totalitária moldaram a esquerda por mais de 200 anos. Tendo sido um idólatra da natureza e exaltador do primitivo, ele foi também o pai do ambientalismo.</p>
<p>Durante o Reino do Terror, os rousseaunianos constituíram aquilo que Isabel Paterson chamou de <em>«humanitários com guilhotinas»</em>. Hoje estamos lidando com coisa pior: arvoritários com pistolas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>A religião antiga</h2>
<p><strong> </strong>Os antigos pagãos viam deuses na natureza selvagem, nos animais e no estado. O ambientalismo moderno compartilha dessa crença, e acrescenta – cortesia daquela influência que mistura elementos hindus, californianos e da Nova Era – um ódio à humanidade e às religiões ocidentais que colocam o homem como o centro da criação. O ambientalismo também possui raízes no deísmo – o ateísmo prático do Iluminismo – o qual negava a Encarnação e pregava venerações à natureza.</p>
<p>A ordem natural é superior à humanidade – escreveu o ecologista John Muir há mais de um século – pois a Natureza <em>«nunca perde sua grandeza e nunca se deprava»</em>, e o homem é sempre e em todo lugar uma <em>«influência maligna e destruidora»</em>. Portanto, concluiu o odiento Muir, jacarés e outros predadores deveriam ser <em>«abençoados hoje e sempre com suas bocas cheias de homens gritando aterrorizados enquanto são saboreados como uma iguaria fina»</em>.</p>
<p>O cristianismo – acrescenta o ecologista Lynn White, Jr. – <em>«carrega o imenso fardo da culpa»</em> de violar a natureza. O cristianismo trouxe todos os malefícios ao mundo ao dar a luz ao capitalismo e à Revolução Industrial.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/monkeywrench.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-5483" title="monkeywrench" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/monkeywrench.gif" alt="" width="180" height="172" /></a>“Mãe Gaia”</h2>
<p>Já que devemos pensar na natureza como sendo Deus, diz William McKibben, autor do best-seller <em>«End of Nature»</em>, todos os <em>«fenômenos feitos pelo homem»</em> são diabólicos. Devemos manter a terra como <em>«a Natureza concebeu»</em>. Para punir a profanação do homem, o ecologista Edward Abbey, em seu influente livro <em>«The Monkey-Wrench Gang»</em><em> </em>(<em>«A Gangue da Chave-Inglesa»</em>)<em>,</em> exortou que atos terroristas anti-humanos fossem empreendidos em larga escala. E o grupo de maior crescimento no combate pela libertação da terra da opressão humana, o EarthFirst! [uma ONG – n/Edit.], utiliza uma chave-inglesa como símbolo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/TWS_logo_2c.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-5484" title="TWS_logo_2c" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/TWS_logo_2c-300x208.jpg" alt="" width="152" height="105" /></a>Ecoterrorismo</h2>
<p>Fundada por David Foreman, antigo lobista-chefe da Wilderness Society, o EarthFirst! é um movimento ecoterrorista que pratica a “ecodefesa” e a “ecotagem” (mistura de ecologia com sabotagem), cujos atos vão desde a colocação estratégica de ferrões em árvores (que mutilam os madeireiros), passando pelo vandalismo dos maquinários utilizados para construir estradas até a destruição de pistas de pouso rurais. Um de seus objetivos proclamados é reduzir a população mundial em módicos 90% – e o grupo já chegou a aclamar a AIDS como sendo de valioso auxílio para seus objetivos.</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/sierra-club-logo2.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-5491" title="sierra-club-logo2" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/sierra-club-logo2-204x300.jpg" alt="" width="99" height="146" /></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/friends-of-earth.gif"><img class="alignright size-medium wp-image-3645" title="friends-of-earth" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/friends-of-earth-233x300.gif" alt="" width="113" height="146" /></a>Em 1990, Foreman ficou preso durante alguns meses após ter tentado explodir torres de transmissão de alta tensão (utilizando, tenho certeza, explosivos ambientalmente saudáveis). Porém, seu exemplo é poderoso, mesmo entre os supostos não-radicais. Um dos principais ambientalistas da década de 1990, David Brower – fundador de várias organizações ambientais, como o Sierra Club e o Friends of the Earth (ambas ativas até hoje) – defendia que ruralistas fossem baleados com armas de tranquilizante. <em>«O sofrimento humano é muito menos importante do que o sofrimento do planeta»</em>.</p>
<p>Embora a dizimação da humanidade seja um processo longo e demorado, qualquer ato nessa direção ajuda – e muito. É possível fazer algo benéfico para a Terra como seu último ato de vida. Como observou o <em>Washington Times</em>, uma edição do jornal do EarthFirst! conclamava todos os doentes terminais a fazerem algo de bom para o planeta. <em>«Você está terminalmente doente? Alguma doença debilitante?»</em>, perguntava o jornal. <em>«Então não morra se lamuriando; morra detonando! Pratique uma missão eco-kamikaze»</em>.</p>
<p>As possibilidades para os doentes terminais são ilimitadas. Represas estão implorando para ser esfrangalhadas, assim como também as indústrias poluidoras, as matrizes das grandes corporações petrolíferas, as lojas e armazéns de casacos de pele, as fábricas de papel&#8230; Para aqueles com impulsos suicidas, essa pode ser a solução para seus sonhos&#8230; Não pule de uma ponte, exploda uma ponte. Quem disse que dessa vida nada se leva?</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>A natureza sem ilusões</h2>
<p><strong> </strong>Ron James, um líder verde inglês, disse que o nível adequado de desenvolvimento econômico é aquele que ocorreu <em>«entre a queda do Império Romano e a ascensão de Carlos Magno»</em>. <em>«A única maneira de vivermos em harmonia com a Natureza é vivendo em um nível de subsistência» –</em> como fazem os animais.</p>
<p>Durante a maior parte da história, a atitude normal dos humanos em relação à natureza foi bem expressa pelos peregrinos, que temiam a <em>«horrenda, desoladora e imensa vastidão da natureza, repleta de bestas e homens selvagens»</em>. Apenas uma sociedade livre, que conseguiu domar a natureza ao longo de várias gerações, nos permite ter uma visão diferente da dos peregrinos.</p>
<p><em>«Para nós, que vivemos sob um céu temperado e na era de Henry Ford»</em> – escreveu Aldous Huxley – <em>«a adoração da Natureza vem de maneira absolutamente natural»</em>. Porém, a natureza é <em>«um inimigo contra quem sempre se está em guerra, um inimigo invencível, indomado, indomável, inconquistável e incessantemente ativo»</em> – <em>«há que se respeitá-lo, talvez; deve-se ter um temor salutar em relação a ele; e deve-se sempre dar continuidade à luta interminável»</em>. Acrescentou Albert J. Nock: <em>«Vejo a natureza apenas como um inimigo: um inimigo altamente respeitável, mas um inimigo»</em>. Poucos de nós poderíamos sobreviver na vasta imensidão selvagem e desconhecida de uma floresta por muito tempo. A natureza não é amigável ao homem. Nunca foi. Por isso ela deve ser domada.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Ambientalistas tomam <em>whisky</em> 12 anos&#8230;</h2>
<p>No início da década de 1990, visitei uma área de exploração e corte de madeira na região norte de Califórnia. Não encontrei ambientalistas por lá. Como comprovam os estudos do próprio Sierra Club, ambientalistas são tipos de classe alta, gente chique que mora em regiões como Manhattan e Malibu, rodeadas de todos os confortos que apenas o capitalismo pode dar. Ambientalistas não moram no meio de árvores e madeiras. Quem mora, não tem nenhuma ilusão quanto à bondade da deusa Gaia. Madeireiros bem sabem que a própria existência da humanidade depende da subjugação da natureza, a qual deve ser constantemente domesticada e adaptada aos nossos conformes. Se algum dia pararmos de fazer isso, as selvas irão reivindicar e retomar nossas cidades.</p>
<p>Esses madeireiros, que formavam um conjunto de 30.000 famílias trabalhadoras, foram dizimados pelas regulamentações governamentais implantadas naquela época, regulamentações essas que proibiam a exploração e o corte de madeiras em milhões de acres apenas para que 1.500 corujas-pintadas não fossem perturbadas, para que elas pudessem continuar vivendo o mesmo estilo de vida com o qual haviam se acostumado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>A prioridade tem  que ser sempre o homem</h2>
<p>E se você acha que acabar com a vida de 30.000 famílias em troca da tranquilidade de 1.500 corujas (uma razão de 20 famílias humanas por coruja) é algo um tanto excessivo, isso apenas mostra o quão inculto e não ambientalmente esclarecido você é.</p>
<p>Nota: se as corujas-pintadas de fato estivessem “em perigo” e os ambientalistas realmente quisessem salvá-las, então eles poderiam simplesmente comprar algumas terras para criar seus próprios santuários. Porém, utilizar dinheiro próprio é algo que, de alguma forma, nunca teve apelo entre essa gente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/nazi.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-5496" title="nazi" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/nazi.jpg" alt="" width="186" height="292" /></a>Os nazistas foram pioneiros&#8230;</h2>
<p><strong> </strong>Sempre soubemos que, em termos econômicos, os nazistas eram esquerdistas (“Nazi” vem de Nationalsozialismus ou Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães), mas hoje – graças aos estudos de Robert N. Proctor, que os compilou em seu livro «<em>Racial Hygiene: Medicine Under the Nazis» «</em>(<em>Higiene Racial: a Medicina dos Nazistas»</em>) – sabemos que eles eram fanáticos por saúde, maníacos por exercícios físicos, ecologistas radicais, entusiastas de comidas orgânicas e defensores ferrenhos dos direitos dos animais, além de nutrirem profundo menosprezo por álcool e tabaco.</p>
<p>Como os ambientalistas de hoje, que colocam qualquer percevejo ou erva daninha acima dos seres humanos, os nazistas eram ardorosos conservacionistas. Eles implantaram uma série de leis com o objetivo de proteger <em>«a natureza e seus animais»</em>, especialmente as plantas e os animais <em>«ameaçados»</em>. Os nazistas proibiram pesquisas médicas com animais, e o simpático Hermann Göring ameaçou <em>«deportar para um campo de concentração»</em> qualquer um que se atrevesse a desobedecer à lei. Ele encarcerou um pescador por seis meses apenas porque este cortou a cabeça de um sapo – que seria utilizado como isca – quando o batráquio ainda estava vivo. A revista alemã de humor <em>Simplissimus</em> publicou um desenho no qual um pelotão de sapos fazia a saudação nazista para Göring.</p>
<p>Como crentes da “medicina orgânica”, os nazistas conclamaram o povo alemão a comer apenas frutas e vegetais crus, uma vez que a conservação, esterilização e pasteurização dos alimentos significavam sua <em>«alienação da natureza»</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Eles odiavam até mesmo o pão branco</h2>
<p><em>«Em 1935, o führer da Saúde, Gerhard Wagner, empreendeu uma luta contra a recente mudança de hábito, que havia abandonado o pão integral natural em prol do pão branco altamente refinado» </em>– diz Proctor. Denunciando o pão branco como sendo um <em>«produto químico»</em>, Wagner relacionou a “questão do pão” a uma <em>«ampla necessidade de retornarmos a uma dieta com menos carne e gordura, mais frutas e vegetais, e mais pão integral»</em>. Em 1935, Wagner criou o Comitê do Pão Integral do Reich, cujo objetivo era pressionar as padarias a não mais produzir pão branco; e Goebbels criou cartazes propagandísticos relacionando o arianismo ao pão integral. Em 1935, apenas 1% das padarias alemãs vendia alimentos naturais. Já em 1943, esse percentual era de 23%.</p>
<p>Os nazistas também eram rigorosamente anti-pesticidas, sendo que o médico pessoal de Hitler, Theodore Morell, declarou que o DDT (DicloroDifenilTricloroetano) era <em>«inútil e perigoso»</em>. Ele proibiu sua comercialização.</p>
<p>Os nazistas financiaram várias pesquisas sobre os perigos ambientais da radiação de fundo (radiação fraca existente em todo planeta terra), do chumbo, do asbesto e do mercúrio. Fizeram campanha contra os corantes alimentares e os conservantes, e exigiram mais uso de <em>«farmacêuticos orgânicos, cosméticos orgânicos, fertilizantes orgânicos e alimentos orgânicos»</em>. Os jornais do governo apontavam a carne vermelha e os conservantes químicos como os culpados pelo câncer.</p>
<p>Bebidas alcoólicas eram diligentemente desestimuladas, e havia severas penalidades para quem fosse pego dirigindo embriagado. A polícia, pela primeira vez, ganhou poderes para fazer testes sanguíneos obrigatórios para conferir o nível de álcool no sangue das pessoas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/pink-hitler.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-5498" title="pink-hitler" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/pink-hitler-241x300.jpg" alt="" width="241" height="300" /></a>Hitler, vegetariano fanático</h2>
<p>Hitler, um vegetariano fanático e entusiasta dos alimentos naturais, era também um abstêmio. Heinrich Himmler compartilhava do ódio de Hitler por álcool, e ordenou que a SS promovesse a produção de sucos de frutas e água mineral como substitutos.</p>
<p>Entretanto, o principal ódio de Hitler era dirigido ao cigarro, e ele não tolerava que absolutamente ninguém fumasse em sua presença. Quando o Estado da Saxônia criou o Instituto para a Luta contra o Tabaco na Universidade de Jena em 1942, ele doou 100.000 RM (Reichsmark) de seu próprio dinheiro. Ele também proibiu o fumo nos trens e ônibus das cidades.</p>
<p>Os nazistas acreditavam apenas em parto natural, obstetrícia e amamentação, e as mulheres que amamentassem seus filhos, ao invés de utilizarem <em>«fórmulas artificiais»</em>, recebiam subsídios do Estado. Já em meados da década de 1930, os nazistas haviam proibido partos assistidos por médicos. Apenas parteiras podiam realizar o serviço.</p>
<p>Os nazistas também promoviam a fitoterapia, e as fazendas da SS em Dachau foram rotuladas como<em> «o maior instituto de pesquisa de plantas medicinais da Europa».</em></p>
<p>Não é de se estranhar que nossos eco-esquerdistas possuam aquele brilho faiscante em seus olhos. De agora em diante, vou checar se eles usam braçadeiras também.</p>
<p style="text-align: right;"><strong><em>Lew Rockwell, 09/07/2010</em></strong></p>
<p>Lew Rockwell, presidente do Ludwig von Mises Institute, em Auburn, Alabama, é editor do <em>website</em> LewRockwell.com, e autor dos livros <em>«Speaking of Liberty»</em> e <em>«The Left, the Right, and the State»</em>.</p>
<p>Artigo publicado no site do Instituto Ludwig Von Mises Brasil. Tradução: <strong>Leandro Augusto Gomes Roque.<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/msm-banner.png"><img class="alignright size-medium wp-image-5431" title="msm-banner" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/msm-banner-300x39.png" alt="" width="147" height="19" /></a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/divisor2pb.gif"><img class="size-medium wp-image-5164 aligncenter" title="divisor2pb" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/divisor2pb-300x16.gif" alt="" width="300" height="16" /></a></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3623" title="seta-vermelha-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>Créditos:</strong> esta matéria foi publicada no site <strong><em>«MSM &#8211; Mídia Sem Máscara»</em></strong>, em 09/07/2010. Introduzi subtítulos no texto para incentivar e facilitar sua leitura.</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3620" title="seta-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>Maiores informações no endereço:</strong> <a href="http://www.midiasemmascara.org/">http://www.midiasemmascara.org/</a></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/10/Seta-pequena.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-4980" title="Seta-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/10/Seta-pequena.gif" alt="" width="24" height="24" /></a>Imagens:</strong> ; <a href="http://ilumine.thedharmabum.org/">http://ilumine.thedharmabum.org</a>; <a href="http://www.conservationsystem.org/">http://www.conservationsystem.org</a>; <a href="http://wemakeitnews.com/">http://wemakeitnews.com</a>; <a href="http://www.supergreenme.com/">http://www.supergreenme.com</a>; <a href="http://revistagalileu.globo.com/">http://revistagalileu.globo.com</a>; <a href="http://diekarambolage.wordpress.com/">http://diekarambolage.wordpress.com</a>.<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a></p>
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		<title>Que crise é essa?</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Nov 2010 17:30:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Texto da apresentação do autor no Fórum Público Mundial Diálogo de Civilizações, em Rodes, Grécia, 10 de outubro de 2010.
Quero começar com uma pergunta, que parece óbvia: o que é que, em realidade, está em crise? É apenas uma crise econômica, apenas uma crise do sistema financeiro e econômico hegemônico, ou é uma crise algo mais profunda, que se também reflete na derrocada econômica?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIamedio.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1848" title="MSIamedio" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIamedio.jpg" alt="" width="85" height="43" /></a><strong> </strong></p>
<p><strong>Texto da apresentação do autor no Fórum Público Mundial Diálogo de Civilizações, em Rodes, Grécia, 10 de outubro de 2010, sob o título <em>«O que é necessário para superar a crise global: algumas ideias da América do Sul»</em></strong><strong>.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/crise.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-5461" title="crise" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/crise-300x250.jpg" alt="" width="300" height="250" /></a></h2>
<p>Quero começar com uma pergunta, que parece óbvia: o que é que, em realidade, está em crise? É apenas uma crise econômica, apenas uma crise do sistema financeiro e econômico hegemônico, ou é uma crise algo mais profunda, que também se reflete na derrocada econômica?</p>
<p>Poderíamos pensar que se trata de mais uma da série de crises cíclicas características do sistema financeiro capitalista, porque as receitas e soluções conhecidas não estão funcionando e estivemos a ponto de um derretimento total do sistema financeiro, com a crise do Lehman Brothers, em 2008. Mas, aqui, surge a indagação sobre por quê chegamos a esse ponto de desintegração, se os grupos dominantes do sistema financeiro e monetário mundial se consideram tão inteligentes, especializados e poderosos? A única explicação é a de que a perversão deles foi superior à sua inteligência. Criaram mecanismos especulativos superiores à sua capacidade de controle e, por causa disto, o seu sistema está vindo ladeira abaixo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>O “deixar rolar”</h2>
<p>Começaram com a ruptura dos acordos de Bretton Woods, em agosto de 1971, no governo do presidente Richard Nixon, e lançaram um processo de desregulamentação do sistema financeiro internacional, que ficou cada vez mais divorciado dos setores produtivos da economia, com uma sucessão de bolhas financeiras – petrodólares, dívida externa, <em>junk bonds </em>[tipo de obrigação especulativa que possui alto risco de não-cumprimento – n/Husc], hipotecas imobiliárias no Japão, Internet, hipotecas imobiliárias nos EUA (as chamadas <em>subprime</em>), concluindo com a “mãe de todas as bolhas financeiras”, a dos derivativos [derivativos recebem esta denominação porque seu preço de compra e venda deriva do preço de outro ativo, denominado ativo-objeto – Wikipédia, n/Husc].</p>
<p>Em 1980, a massa de instrumentos monetários e financeiros era aproximadamente equivalente ao PIB mundial de 9 bilhões de dólares; em 2005, a proporção ativos financeiros/PIB já havia subido para cerca de 3 para 1 – sem considerar os derivativos. Hoje, menos de 5% das transações monetárias mundiais estão relacionadas ao comércio internacional de bens e serviços ligados à economia real. O BIS (Bank for International Settlements) estima o montante atual de derivativos na casa do quatrilhão de dólares, contra um PIB global que pouco ultrapassa os 60 trilhões de dólares.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Mudanças de paradigmas comportamentais e objetos de mercado</h2>
<p>Esses grupos oligárquicos  acreditavam-se tão poderosos que tentaram mudar as leis universais ao seu talante. Inventaram e impuseram modismos financeiros como os derivativos, da mesma maneira como os meios de comunicação ao seu serviço se empenham em definir formas de comportamento antinaturais, como casamentos “derivativos” entre indivíduos do mesmo sexo – instrumentos muito criativos, mas inférteis.</p>
<p>Isso resulta da peculiar concepção do homem que serve de base ao sistema econômico hegemônico prevalecente. Para eles, o homem é apenas um consumista, um agente de consumo inserido em uma economia de mercado. O homem não é um cidadão, não é um membro de uma nação – é considerado simplesmente um objeto do mercado. E isso tem profundas implicações, porque a sociedade se organiza em torno de uma concepção do homem. Na era da globalização, o que vemos é o incentivo do homem para a cobiça, a luxúria, o egoísmo e o hedonismo, que são os caminhos para induzir o homem ao consumo. Não se trata do consumo necessário à existência digna do ser humano, mas um consumo que sustenta um sistema econômico e financeiro parasitário e predatório. Assim, colocou-se o consumo como o objetivo central do homem.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/crise_que_crise.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-5462" title="crise_que_crise" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/crise_que_crise.gif" alt="" width="300" height="295" /></a>Um bando de ladrões</h2>
<p>Estamos diante de um esforço para substituir um sistema de valores transcendentes pela simples necessidade de ser alguém pelo seu padrão de consumo. Já não se trata do indivíduo como membro de uma sociedade nacional, cujo valor é a sua contribuição ou sua missão para o aprimoramento da sua sociedade ou o engrandecimento de sua pátria, mas apenas um animal consumista. A relação do homem com a natureza se transformou apenas em uma relação de consumo. De fato, a globalização nos propõe uma sociedade desenraizada do princípio do Bem Comum e da Justiça. Por isso, vale recordar Santo Agostinho, que, na sua célebre obra <em>«A Cidade de Deus»</em>, escrita no século 4º da nossa era, perguntava: <em>«Se de um governo retiramos a justiça, o que sobra, senão um bando de ladrões?»</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>A crise civilizatória</h2>
<p>Com esse processo, chegamos a uma crise de toda a Civilização, com o esgotamento de um sistema de poder hegemônico que se baseia em três premissas:</p>
<p>① A utilização predominante do poder militar como instrumento de política internacional (EUA/OTAN).<br />
② O controle do sistema financeiro internacional por um sistema de bancos centrais “independentes” a serviço de interesses privados.<br />
③ A capacidade de modelagem do pensamento dominante entre os estratos educados da população (p.ex., a disseminação do radicalismo ambientalista).</p>
<p>Esses pilares do poder hegemônico atingiram o limite de suas capacidades, como se observa nos fatos do cotidiano:</p>
<p>ⓐ O “atoleiro” estratégico-militar dos EUA/OTAN no Afeganistão-Paquistão-Iraque.<br />
ⓑ A emergência de novos protagonistas ao primeiro plano da política mundial, como a China, Índia, Rússia, Brasil, Turquia e outros.<br />
ⓒ A crise econômico-financeira, indicando uma reemergência do papel dos Estados nacionais soberanos no fomento de suas economias e nos esforços para o estabelecimento de uma re-regulamentação financeira.<br />
ⓓ O esgotamento do discurso ambientalista radical, exemplificado no descrédito crescente do cenário do chamado aquecimento global antropogênico, com o escândalo “Climagate” e o fracasso da conferência climática de Copenhague.</p>
<p>Um problema adicional, característico de uma mudança de fase do processo histórico humano, se reflete na inadequação do conhecimento prevalecente para estabelecer um diagnóstico confiável e adequado da crise em curso. Por exemplo, no mundo dos especialistas econômicos e financeiros, se vive uma autêntica torre de Babel.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>A crise do velho sistema colonial</h2>
<p>Para um melhor entendimento da presente crise, é conveniente olhar para um período mais longo da História, porque os dilemas que a oligarquia financeira enfrenta hoje são bastante semelhantes aos que enfrentaram no final do século 19, com o declínio do Império Britânico. Recordemos que a crise do sistema hegemônico anglo-americano remonta a esse período. A crise da libra esterlina, na década de 1890, e a Guerra dos Boers, no início do século 20, marcaram os limites do imperialismo clássico e motivaram uma reconfiguração do Império Britânico em uma aliança com os EUA. Desses acordos hegemônicos, surgiu o Sistema da Reserva Federal [o banco central dos EUA], em 1913 – hoje no centro da crise financeira global.</p>
<p>Não obstante, o objetivo estratégico global britânico – agora enxertado na aliança anglo-americana – continuou sendo o de manter os axiomas do livre comércio, para o que se requeria impedir o desenvolvimento do eixo eurasiático, que, no entendimento das elites coloniais, transformaria a Grã-Bretanha em uma potência menor. Aí devem ser buscadas as origens das duas guerras mundiais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>A superação do sistema colonial</h2>
<p>Esse processo de reconfiguração colonial sofreu uma interrupção com a Grande Depressão da década de 1930 e a ascensão de Franklin Roosevelt à Presidência dos EUA. Com o <em>New Deal</em> e a posterior preparação econômica dos EUA para a II Guerra Mundial, Roosevelt criou condições para a superação do modelo imperial britânico após o conflito, como deixou claro ao primeiro-ministro britânico Winston Churchill na célebre Conferência do Atlântico, em 1941. O sistema de Bretton Woods foi originalmente organizado para proporcionar uma ordem econômica favorável a esse propósito. E, de fato, a humanidade experimentou as maiores taxas de crescimento da História nas décadas seguintes à guerra, até o início da década de 1970.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Após Roosevelt, a “guerra fria”</h2>
<p>A morte de Roosevelt, em abril de 1945, abriu caminho para a imposição da dinâmica da Guerra Fria, que dividiu o mundo em duas áreas de influência coloniais e possibilitou a preservação das bases do poderio econômico oligárquico, mesmo durante o impulso de desenvolvimento das décadas de 1950-60, e institucionalizando o complexo industrial-militar dos EUA e seus apêndices.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/bolsa-copia.png"><img class="alignright size-medium wp-image-5463" title="bolsa-copia" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/bolsa-copia-278x300.png" alt="" width="278" height="300" /></a>Novas mudanças de paradigmas culturais</h2>
<p>Nas décadas de 1950-60, o eixo anglo-americano começou a desenvolver uma ativa estratégia de modelagem dos padrões de pensamento e comportamento social, em três áreas principais:</p>
<p>▶ a introdução da ideologia “pós-industrial” (sociedade de serviços, Terceira Onda etc.), para facilitar a aceitação da desaceleração dos processos de industrialização em escala mundial e a hegemonia do setor financeiro na economia;<br />
▶ a transformação dos movimentos malthusianos (eugenia e controle demográfico) no movimento ambientalista internacional;<br />
▶ a promoção ativa da “contracultura” (<em>rock</em>, drogas e libertação sexual).</p>
<p>Esse processo se acelerou após o assassinato do presidente John F. Kennedy, em novembro de 1963, o que facilitou o envolvimento militar maciço dos EUA na Guerra do Vietnã, solapou o impulso pró-tecnológico na economia (Projeto Apolo etc.) e iniciou uma era de enormes déficits orçamentários, criando as condições para a já mencionada ruptura dos acordos de Bretton Woods.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>A possibilidade de enterrar o sistema colonial</h2>
<p>E, assim, chegamos ao presente. O sistema do dólar, que substituiu o sistema da libra esterlina, não tem as prerrogativas que a moeda britânica tinha no final do século 19. Não existe uma potência ou um conjunto de potências emergentes que possam substituir as funções coloniais na defesa do liberalismo econômico e do livre comércio. Igualmente, estão distantes as opções militares que poderiam servir como válvula de escape para a crise, sem imaginar ao mesmo tempo uma hecatombe mundial. As atuais discussões no âmbito do G-8 e do G-20 apenas sinalizam a necessidade de regulamentar os mercados financeiros ou, quando muito, eliminar os paraísos fiscais criados como enclaves das velhas políticas coloniais – mas não se aponta par uma solução radical.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>O “sistema protecionista industrial global”</h2>
<p>Do nosso ponto de vista, o que está em crise é o sistema de livre comércio como tal, e cremos que a solução está precisamente na política contrária, que poderíamos chamar de <em>sistema protecionista industrial global</em>. Como dizia a citada Carta do Atlântico de 1941:</p>
<p><em>«Desejam realizar entre todas as nações a colaboração mais completa, no domínio da economia, com o fim de assegurar a todos as melhoras das condições de trabalho, o progresso econômico e a proteção social.»</em></p>
<p><em>«Após a destruição total da tirania nazista, esperam ver estabelecida uma paz que permita a todas as nações viver com segurança no interior de suas próprias fronteiras e que garanta a todos os homens de todos os países uma existência livre, sem medo, nem pobreza.»</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>O direito de todos: vontade política</h2>
<p>Cremos – no contexto desse Diálogo de Civilizações – que podemos atualizar essas demandas e concretizá-las no direito inalienável de todas as nações a processos de industrialização e desenvolvimento da infraestrutura econômcica e social, arrancando pela raiz 300 anos de um processo colonialista que está chegando ao seu fim. Dentro desse princípio, podemos inserir a necessidade de uma “segunda eletrificação” mundial, sobre o princípio de que o desenvolvimento econômico e a erradicação da miséria e da pobreza estão intimamente ligados aos níveis de consumo <em>per capita</em> de eletricidade. Nesse sentido, o esforço se facilitaria com a adoção do uso maciço da energia nuclear para fins pacíficos, estabelecendo também o direito de todas as nações ao acesso a ela.</p>
<p>Em termos mais específicos, propomos, como uma ação moral para a humanidade, um plano de eletrificação da África. Um projeto dessa natureza, juntamente, por exemplo, com a implementação dos eixos de desenvolvimento da região eurasiática, poderiam servir como “locomotivas” de uma inadiável recuperação econômica mundial. Concretizá-lo é tão somente um problema de mobilização da vontade política das nações.<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1849" title="MSIapequeno" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg" alt="" width="57" height="29" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>Lorenzo Carrasco</strong></em></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/divisor2pb.gif"><img class="aligncenter size-medium wp-image-5164" title="divisor2pb" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/divisor2pb-300x16.gif" alt="" width="300" height="16" /></a><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3623" title="seta-vermelha-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>Créditos:</strong> este post é matéria apresentada no Boletim Eletrônico do <strong>MSIa – Movimento Solidariedade Íbero-americana</strong>, Volume II, N<sup>o</sup> 28, de 08/11/2010. Introduzi subtítulos no texto para facilitar e incentivar a leitura.</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3620" title="seta-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>Para saber mais sobre o tema, visitar os sites da MSIa/Capax Dei: </strong><a href="http://www.alerta.inf.br/">http://www.alerta.inf.br/</a> e <a href="http://www.msia.org.br/">http://www.msia.org.br/</a></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/10/Seta-pequena.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-4980" title="Seta-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/10/Seta-pequena.gif" alt="" width="24" height="24" /></a>Imagens:</strong> <a href="http://mariodemori.blogspot.com/">http://mariodemori.blogspot.com</a>; <a href="http://cadernosdeguerra.blogspot.com/">http://cadernosdeguerra.blogspot.com</a>;<a href="http://liberatinews.blogspot.com/">http://liberatinews.blogspot.com</a>.<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a></p>
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		<title>Os portugueses aprenderam com os africanos a comprar escravos</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/os-portugueses-aprenderam-com-os-africanos-a-comprar-escravos/</link>
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		<pubDate>Sat, 20 Nov 2010 16:00:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Indigenismo]]></category>
		<category><![CDATA[Escravidão]]></category>
		<category><![CDATA[Eugenia]]></category>
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		<description><![CDATA[Na mancha clara e sem fim do deserto do Saara. um traço negro se movimenta devagar. Em fila indiana, 2 mil escravos são conduzidos para o comprador, no norte da África. Estão presos uns aos outros com forquilhas no pescoço e carregam, ao lado de camelos, sacos de ouro, algodão, marfim e couros. Meses antes, soldados de uma nação vizinha invadiram a cidade deles, mataram quase metade dos moradores e os que sobraram agora marcham sob o sol do Saara, como mercadoria. Chegarão em poucas semanas a castelos de reis árabes, onde as mulheres se tornarão concubinas e os homens, trabalhadores forçados.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/logo-leya-2.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-4416" title="logo-leya-2" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/logo-leya-2.jpg" alt="" width="83" height="41" /></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/caravana-de-escravos-a-caminho-da-costa.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-5345" title="caravana-de-escravos-a-caminho-da-costa" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/caravana-de-escravos-a-caminho-da-costa-300x179.jpg" alt="" width="369" height="220" /></a>Na mancha clara e sem fim do deserto do Saara<strong>,</strong> um traço negro se movimenta devagar. Em fila indiana, dois mil escravos são conduzidos para o comprador, no norte da África. Estão presos uns aos outros com forquilhas no pescoço e carregam, ao lado de camelos, sacos de ouro, algodão, marfim e couros. Meses antes, soldados de uma nação vizinha invadiram a cidade deles, mataram quase metade dos moradores e os que sobraram agora marcham sob o sol do Saara, como mercadoria. Chegarão em poucas semanas a castelos de reis árabes, onde as mulheres se tornarão concubinas e os homens, trabalhadores forçados.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>África: escravidão comum, séculos antes dos brancos chegarem lá</h2>
<p>Entre a diversidade das culturas africanas, a escravidão funcionava como um traço comum. Era quase uma regra dos reis ter escravos eunucos, escravas domésticas, dezenas de mulheres – que por sua vez tinham serviçais. As caravanas de comércio escravo existiam muitos séculos antes de os europeus atingirem a costa oeste do continente. No século 8, logo depois da colonização árabe no norte da África, africanos do sul do Saara passaram a atravessar o deserto para vender aos árabes algodão, ouro, marfim e sobretudo escravos. Na volta, as caravanas levavam aos reis africanos sal, joías, objetos metálicos e tecidos. Diz o historiador americano Paul Lovejoy:</p>
<p><em>«A escravidão já era fundamental para a ordem social, política e econômica de partes da savana setentrional, da Etiópia e da costa oriental africana havia vários séculos antes de 1600. A escravização era uma atividade organizada, sancionada pela lei e pelo costume. Os cativos eram a principal mercadoria do comércio, incluindo o setor de exportação, e eram importantes na esfera interna, não apenas como concubinas, criados, soldados e administradores, mas também como trabalhadores comuns.»</em></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Os próprios negros vendiam 10.000 escravos por ano!</h2>
<p>Como há pouquíssimos registros dessa época, os historiadores não sabem direito qual o número de escravos vendidos pelo Saara. Mas concordam com o tamanho dele. Para o historiador Luiz Felipe de Alencastro, foram 8 milhões de pessoas. O americano Patrick Manning fala que só as rotas transaarianas escoaram 10 mil escravos por ano – 1 milhão de escravos por século. Contando as caravanas transaarianas e orientais até o fim da escravidão, Paul Bairoch soma 25 milhões de escravos – mais que o dobro do que foi levado às Américas, geralmente estimado em 12 milhões de pessoas.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Os africanos já eram ricos devido ao tráfico de ouro e de escravos&#8230;</h2>
<p>Com a venda de escravos, alguns reinos africanos viraram impérios, como o reino de Kano, na atual Nigéria. Quando os portugueses chegaram à região, em 1471, para comprar ouro direto da fonte em vez de obtê-lo por intermediários árabes, Kano<strong> </strong>já era um território enriquecido havia um século pela venda de ouro, escravos, sal e couro.</p>
<p>Em outras regiões, a escravidão era uma cultura estabelecida com tanta força que camponeses pagavam impostos ao Estado central usando escravos como moeda. Esse sistema facilitava a obtenção de escravos que seriam vendidos a europeus, americanos e árabes. O Império Axante [ou Ashanti], que se espalhava de Gana para a Costa do Marfim e Toga, cobrava dessa forma os impostos de regiões conquistadas. <em>«Somente o pagamento de tributos eram da ordem de 2 mil escravos por ano por volta de 1820»</em> – escreveu o historiador Paul Lovejoy.</p>
<p>Para conseguir comprar ouro nessa região, os portugueses precisaram arranjar escravos como moeda de troca. Estima-se que, entre 1500 e 1535, eles compraram cerca de 10 mil cativos no golfo do Benin apenas para trocá-los por ouro na própria África. Entraram em contato com os costumes locais e se tornaram escravistas.<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/logo_leya.gif"><img class="alignright size-full wp-image-4422" title="logo_leya" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/logo_leya.gif" alt="" width="34" height="47" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>Leandro Narloch</strong></em></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/divisor2pb.gif"><img class="aligncenter size-medium wp-image-5164" title="divisor2pb" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/divisor2pb-300x16.gif" alt="" width="300" height="16" /></a></p>
<p><strong><a href="../wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg"></a></strong> <strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3623" title="seta-vermelha-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>Créditos e o livro a ler:</strong> Este post é parte do capítulo <em>«Agradeçam aos Ingleses»</em>, do livro <em><strong>«Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil»</strong></em>, da autoria de Leandro Narloch (Leya/Textos Editores Ltda.). Inseri subtítulos no texto para incentivar e facilitar a leitura.</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/10/Seta-pequena.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-4980" title="Seta-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/10/Seta-pequena.gif" alt="" width="24" height="24" /></a>Imagem: </strong><a href="http://faceaovento.wordpress.com/">http://faceaovento.wordpress.com</a>.<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a></p>
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		<title>Os africanos lutaram contra o fim da escravidão</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Nov 2010 15:50:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Se já estavam ricos com a venda de escravos aos árabes, os reinos africanos lucraram muito mais com o comércio pela costa do oceano Atlântico. Trocando pessoas por armas, o reino de Axante expandiu seu território. O rei Osei Kwame (1777 -1801), graças aos escravos que vendia, tinha palácios luxuosos, além de estradas bem aparadas que ligavam as cidades de seu império centralizado. Outro exemplo bem documentado é o reino do Daomé, atual Benin (um país estreito entre Toga e Nigéria). No século 18, havia por lá um Estado com burocracia militar, estradas, pontes vigiadas por guardas e cidades com 28 mil pessoas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/logo-leya-2.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-4416" title="logo-leya-2" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/logo-leya-2.jpg" alt="" width="81" height="40" /></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/escravos.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-5356" title="escravos" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/escravos-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a>Se já estavam ricos com a venda de escravos aos árabes, os reinos africanos lucraram muito mais com o comércio pela costa do oceano Atlântico. Trocando pessoas por armas, o reino de Axante [ou Ashanti] expandiu seu território. O rei Osei Kwame (1777 -1801), graças aos escravos que vendia, tinha palácios luxuosos, além de estradas bem aparadas que ligavam as cidades de seu império centralizado. Outro exemplo bem documentado é o reino do Daomé, atual Benin (um país estreito entre Toga e Nigéria). No século 18, havia por lá um Estado com burocracia militar, estradas, pontes vigiadas por guardas e cidades com 28 mil pessoas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Os próprios africanos lideravam o tráfico</h2>
<p>Nessa região e em muitos outros reinos, eram os próprios africanos que operavam o comércio de escravos. A “dominação européia” se restringia a um forte no litoral, de onde os europeus só podiam sair com a autorização dos funcionários estatais. Quando viajavam, eram sempre acompanhados por guardas. O rei controlava o preço dos escravos e podia, de repente, mandar todos os europeus embora, fechando o país para o comércio estrangeiro. Também podia dar uma surra no branco que o irritasse. Foi isso que fez, em 1801, o rei Adandozan com Manoel Bastos Varela, diretor do forte português em Ajudá. Mandou embarcar o diretor <em>«nu e amarrado»</em> para o Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Portugueses pedem desculpas aos africanos</h2>
<p>O soberano do Daomé podia reclamar diretamente com a rainha portuguesa. Seis anos antes de Manoel Varela ser enviado pelado para o Brasil, o rei anterior, Agonglô, escreveu uma longa carta à rainha Maria<strong> </strong>I. Com muita cordialidade, reclamava do diretor do forte português na cidade de Ajudá, Francisco Antônio da Fonseca e Aragão, <em>«o qual esquece completamente as obrigações do seu cargo, preocupando-se somente em aumentar suas próprias finanças»</em>. Na carta de 20 de março de 1795, o rei ainda pede que o diretor de forte seja castigado <em>«de maneira exemplar, como é costume fazer em semelhantes situações»</em>. Quem respondeu a carta foi o príncipe dom João, futuro dom João VI, que anos depois fugiria com toda a corte para o Brasil. Dom João respondeu ponto por ponto. Aceitou demitir o diretor do forte e pediu desculpas por não enviar uma galé carregada com ouro e prata, como o rei africano tinha pedido:</p>
<p><em>«Farei o necessário para vos dar satisfação quando a coisa for possível, tão logo as circunstâncias me permitirão, porque presentemente me é impossível fazê-lo, não somente por falta de tempo, mas por outras razões sobre as quais é supérfluo informar-vos, desejando em tudo agradar-vos como importa à minha fiel amizade.»</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Africanos tinham escravos brancos,&#8230; que pediam socorro!</h2>
<p>Para se comunicar com os portugueses, o rei do Daomé usava algum escravo português que tinha entre seu séquito. Eram geralmente marujos que acabavam capturados quando o Daomé atacava os vizinhos. Se Portugal não se interessava em pagar resgate para libertá-los, eles continuavam servindo ao rei africano. Trabalhando de intérpretes e escrivães, esses escravos brancos aproveitavam, nas cartas que escreviam a mando do líder negro, para incluir mensagens secretas de socorro. Como ninguém além deles falava português, não corriam o risco de ter a mensagem flagrada. Numa carta do rei Adandozan de 1804, o escrivão “branco” Inocêncio Marques de Santana incluiu um pequeno recado, uma espécie de <em>«me tira daqui pelo amor de Deus»</em> a dom João: <em>«Eu, escrivão deste Cruel Rei, que aqui me acho há 23 anos fora dos portugueses, Vossa Magnificência queira perdoar meu grande atrevimento»</em>, escreveu Inocêncio, avisando sobre <em>«como tratam os pobres portugueses nesta terra»</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Os negros queriam o monopólio do tráfico de escravos</h2>
<p>Os intérpretes brancos ajudavam os nobres africanos durante viagens diplomáticas. Entre 1750 e 1811, embaixadores africanos foram à Bahia e a Portugal com o objetivo de negociar o preço de escravos e pedir o monopólio de venda aos portugueses. Segundo o etnógrafo Pierre Verger, foram quatro viagens diplomáticas de enviados do rei do Daomé, duas dos reis de Onim (hoje Lagos) e outra do chefe de Ardra (Porto Novo). Tanto no Brasil quanto na corte em Portugal, os diplomatas e seus auxiliares foram recebidos com luxo. A partir de 1795, dois diplomatas do Daomé passaram quase dois anos sob os cuidados do reino português. Foram para a Bahia e de lá para Portugal. Na sede do reino, um deles morreu de resfriado e outro foi batizado, ganhando o nome real de João Carlos de Bragança. Apesar da morte do representante, a comitiva voltou a Salvador para desfrutar dos confortos das instalações portuguesas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>O Brasil servia de exílio político para reis africanos derrotados</h2>
<p>O comércio direto para o Brasil fazia nobres africanos se interessarem pela política interna do reino português. Em 1822, quando dom Pedro I deu o grito às margens do Ipiranga, o obá Osemwede, do Benin, e Ologum Ajan, de Lagos, foram os primeiros a reconhecer a independência do Brasil. O país também servia de exílio, onde negros nobres vinham passar um tempo depois de derrubados do trono. O príncipe Fruku, do golfo da Guiné, foi posto num navio negreiro por um adversário político. No Brasil, ganhou o nome de Jerônimo, mas deve ter ficado pouco tempo como escravo. Se os brasileiros o encaravam como um cativo qualquer, os africanos viam nele um príncipe. <em>«Juntando os seus tostões, os patrícios de Fruku não devem, portanto, ter demorado em comprar-lhe a liberdade»</em>, escreveu o historiador Alberto da Costa e Silva, um dos grandes especialistas em história do tráfico atlântico. <em>«Liberto, Jerônimo deixou-se ficar em Salvador, já que não podia, sob pena de ser reescravizado, retornar ao Daomé.»</em> Vinte e quatro anos depois, com a morte do inimigo que o mandou ao Brasil, Fruku voltou à África para disputar o trono do Daomé, desta vez com o nome de “Dom Jerônimo, o brasileiro”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>A velha história: a troca de gente por armas</h2>
<p>Os nobres africanos dependiam da venda de escravos para manter seu poder. Vendendo gente, eles obtinham armas. Garantiam assim a expansão do território e o domínio das terras já conquistadas. Sem a troca de escravos por armas, tinham a soberania do território e a própria cabeça ameaçadas. Como observa Alberto da Costa e Silva:</p>
<p><em>«Para as estruturas de poder africanas, a venda de escravos era essencial à obtenção de armas de fogo, de munição e de uma vasta gama de objetos que davam </em><em>status e prestígio aos seus possuidores. O sistema de troca de seres humanos (geralmente prisioneiros de guerra e presos comuns ou políticos) por armas de fogo e outros bens consolidara-se ao longo dos séculos, desde o primeiro contato com os europeus na África, e não podia ser facilmente substituído pelo comércio normal. Há quem pense que o interesse de alguns africanos na manutenção do tráfico era ainda maior do que o dos armadores de barcos negreiros ou o dos senhores de engenhos e de plantações no continente americano.»</em></p>
<p>Para essa espiral romper o ciclo, foi preciso entrar em cena um elemento externo e poderoso: a Inglaterra. O ideal de liberdade dos negros, que todas as pessoas sensatas defendem hoje em dia, surgiu somente por causa dos protestos eufóricos e do poder autoritário dos ingleses.<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/logo_leya.gif"><img class="alignright size-full wp-image-4422" title="logo_leya" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/logo_leya.gif" alt="" width="30" height="42" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>Leandro Narloch</strong></em></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/divisor2pb.gif"><img class="aligncenter size-medium wp-image-5164" title="divisor2pb" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/divisor2pb-300x16.gif" alt="" width="300" height="16" /></a></p>
<p><strong></strong> <strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3623" title="seta-vermelha-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>Créditos e o livro a ler:</strong> Este post é parte do capítulo <em>«Agradeçam aos Ingleses»</em>, do livro <em><strong>«Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil»</strong></em>, da autoria de Leandro Narloch (Leya/Textos Editores Ltda.). Inseri subtítulos no texto para incentivar e facilitar a leitura.</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/10/Seta-pequena.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-4980" title="Seta-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/10/Seta-pequena.gif" alt="" width="24" height="24" /></a>Imagem: </strong><a href="http://uranohistoria.blogspot.com/">http://uranohistoria.blogspot.com</a><strong>.<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a><br />
</strong></p>
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		<title>E os bichos? Também não &#8220;destroem&#8221; a Natureza?</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/e-os-bichos-tambem-nao-destroem-a-natureza/</link>
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		<pubDate>Thu, 14 Oct 2010 16:58:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
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		<description><![CDATA[De vez em quando, algum comentário feito em relação a algum de meus posts merece um novo post, como é o caso deste, de autoria do Sr. Helton (hdoria@ig.com.br), a quem ainda parece que o ser humano é igual, em importância, no planeta, quanto qualquer outro bicho. Este conceito é uma das pedras fundamentais do ambientalismo radical e fundamentalista, oriundo das grandes oligarquias internacionais dos países “centrais”, e que tenta subestimar o ser humano com o intuito, claramente eugenista, de diminuir a população de homens no planeta, a fim de “economizar” os recursos naturais do mundo “periférico” (leia-se: Terceiro Mundo), em seu próprio benefício.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/10/Harpia-cinza-transparente.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4970" title="Harpia-cinza-transparente" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/10/Harpia-cinza-transparente-300x212.jpg" alt="" width="149" height="105" /></a>De vez em quando, um comentário feito em relação a algum de meus posts merece um novo post, como é o caso deste, de autoria do Sr. Helton (<a href="mailto:hdoria@ig.com.br">hdoria@ig.com.br</a>), a quem ainda parece que o ser humano é igual, em importância, no planeta, quanto qualquer outro bicho. Este conceito é uma das pedras fundamentais do ambientalismo radical e fundamentalista, oriundo das grandes oligarquias internacionais dos países “centrais”, e que tenta subestimar o ser humano com o intuito, claramente eugenista, de diminuir a população de homens no planeta, a fim de “economizar” os recursos naturais do mundo “periférico” (leia-se: Terceiro Mundo), em seu próprio benefício.</p>
<p>Eis, em seguida, o comentário do Sr. Helton (sem nenhuma correção), que foi feito em relação ao post <strong><strong><a href="../wwf-quer-%e2%80%9cdecapitar%e2%80%9d-ferrovia-oeste-leste/">WWF quer “decapitar” ferrovia Oeste-Leste</a></strong></strong> , o que, aliás, não me parece ter muito a ver. Em seguida, minha réplica. Depois desta, continuo minha argumentação, aprimorando-a.</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/09/divisor2.gif"><img class="aligncenter size-medium wp-image-4736" title="divisor2" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/09/divisor2-300x22.gif" alt="" width="300" height="22" /></a><em><strong>Me desculpe, mas esse papo de que utilizar não é destruir é papo furado.  Do ponto de vista de quem será extinto, utilizar e destruir são  sinônimos. É claro que precisamos investir no desenvolvimento socio  econômico, mas é mas direto e barato exaurir os recursos naturais, ou  destruí-los, do que buscar formas de convivência. Esse pensamento de que  o desenvolvimento do ser humano acima de tudo é o que está destruindo o  planeta. Um dia o desenvolvimento do homem vai nos destruir ou nos  obrigar a nos mudarmos para um outro lugar (marte?) para recomeçar o  processo de destruição, oops, de utilização de recursos naturais e  desenvolvimento. A propósito, o nome do seu site é uma ironia, né?</strong></em></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/09/divisor2.gif"><img class="aligncenter size-medium wp-image-4736" title="divisor2" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/09/divisor2-300x22.gif" alt="" width="300" height="22" /></a>Sr. Helton:</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/10/elefante-comendo.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-4967" title="elefante-comendo" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/10/elefante-comendo-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a> Utilizar não é, simplesmente, destruir, continuo afirmando.  Infelizmente, se o termo “destruir” for levado ao pé da letra, todos os  animais do planeta, não só o ser humano, tembém destroem a Natureza. O  Sr. Já pensou nisso? O Sr. já viu os estragos que uma manada de  elefantes faz nas selvas onde vivem? O senhor já percebeu o quanto as  baleias comem do fito e do zoopllâncton dos mares, que são, em última  análise, o que mantém o equilíbrio climático do planeta? O Sr. já  percebeu o estrago que os felinos fazem nos rebanhos de herbívoros do  planeta? O Sr. já atentou para a destruição que simples bactérias fazem  no mundo? Se for assim, Sr. Helton, todos os animais seriam prejudiciais  ao planeta, certo?</p>
<p>E por que culpar apenas o homem? Se nós não utilizarmos os recursos  naturais, como iríamos viver? Se não fizéssemos isso, certamente não  estaríamos aqui hoje.<br />
O lance está em utilizar os recursos naturais, coisa inevitável, de  forma adequada e o mais parcimoniosamente possível, e, sempre que  possível, usando recursos renováveis, claro. Mas por enquanto, isso  ainda não é possível, mas chegaremos lá. Confie na Ciência, Sr. Helton.</p>
<p>O problema da utilização dos recursos naturais não é a extinção dos  mesmos, Sr. Helton. Trata-se apenas de uma questão geopolítica  demanutenção do poder, de controle sobre os tais recursos, coisa que os  países centrais querem, a todo custo, a fim de preservar suas  megalômanas formas de viver.</p>
<p>Se o título do meu site é uma ironia ou não, isso é uma questão de ponto  de vista. Para quem torce contra a espécie humana, pode ser. O fato é  que este site está provocando uma boa discussão sobre o assunto, e  talvez seja um dos poucos sites especializados, pelo menos que eu saiba,  sobre esse assunto de ambientalismo.</p>
<p>Obrigado pelo contato e procure ler os demais posts deste meu site a fim  de que o Sr. possa saber, mais criteriosamente, e sem paixões  ecológicas, saber como é que a banda toca nessa área e neste nosso  mundo.<br />
Saúde, vida longa e sabedoria.<br />
Husc</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/09/divisor2.gif"><img class="aligncenter size-medium wp-image-4736" title="divisor2" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/09/divisor2-300x22.gif" alt="" width="300" height="22" /></a>Continuando minha argumentação:</p>
<p>Essa história de que o ser humano é, simplesmente, um bicho como qualquer outro bicho, é, simplesmente, equivocada, anti-ética e imoral. O homem é produto da Natureza, sim, e suas obras são tão naturais quanto qualquer tipo de obra feita pela Natureza, pois foi ela que criou o Homem do jeito que criou e o dotou de raciocínio suficiente para permitir que ele faça o que faz. Assim, as obras do Homem são, perfeitamente, naturais. E não vai aqui nenhum tipo de conotação religiosa, divina, ou coisa que o valha.</p>
<p>O planeta Terra sempre conviveu com transformações realizadas em decorrência da vida animal e vegetal que aqui se produziram, e essas transformações incluem as que o Homem está impondo ao planeta. A diferença entre o Homem e os outros animais está em que o Homem <strong>produz e constrói coisas</strong>, o que não ocorre, de maneira geral, com os animais.</p>
<p>Será que alguém, só para citar um exemplo, já viu um elefante replantar as árvores que comeu? Um só elefante come cerca de 100 kg de vegetais por dia! Dá para se imaginar o estrago que uma manada faz. Ah! O elefante é uma animal irracional, e o homem não é. Então <strong>existe</strong> uma diferença.</p>
<p>A argumentação de que os animais são irracionais, justamente, portanto, justifica a diferença existente entre o Homem e os outros animais. <strong>O Homem é um ser racional.</strong> E baseado nisso, não há como comparar o Homem com nenhum outro animal.</p>
<p>Acontece que o atual estágio de desenvolvimento científico da Humanidade ainda faz com que utilizemos os recursos de forma inadequada, em decorrência, justamente, de nossas deficiências tecnológicas, bem como pela incompetência e egoísmo de certos grupos elitistas que governam o mundo, no que diz respeito à distribuição de renda – em outras palavras: devido à pobreza.</p>
<p>Para quem é rico, pensar em ecologia e em preservar o meio ambiente pode ser lógico, mas para quem vive na miséria, tendo que queimar lenha para não morrer de frio e para esquentar sua comida, ecologia é um luxo.</p>
<p>No entanto, <strong>em termos proporcionais</strong>, a pobreza, aos poucos está sendo erradicada no mundo, embora, em números absolutos ainda existam muitas pessoas na miséria. E a miséria é o que causa destruição.</p>
<p><em><strong>Do ponto de vista de quem será extinto,</strong></em>&#8230; como diz o Sr. Helton. Como é que, e, baseado em quê, ele afirma que seremos extintos? Só se for daqui a 4 bilhões de anos, quando o Sol se tornar uma “gigante vermelha”, cujo diâmetro, provavelmente, atingirá a órbita da Terra e, aí, sim, nosso planeta será destruído, e não só a espécie humana&#8230; Não há nenhuma razão sensata e baseada em nenhuma teoria científica digna de crédito, que diga que seremos extintos antes disso. E, conforme o Sr. Helton afirmou, daqui a 4 bilhões de anos, certamente, já estaremos muito longe daqui, pois até o planeta Marte não poderá comportar o tipo de vida biológica que temos&#8230; Essa idéia de que seremos extintos é absolutamente sem sentido e ridícula, fruto da idéia de catastrofistas de quinta categoria que continuam afirmando essas coisas em claro desafio à inteligência humana, ou à ingenuidade científica da maioria das pessoas.</p>
<p>Sim, o ambientalismo radical, fundamentalista e catastrofista se dirige, justamente, aos ignorantes e ingênuos, que acreditam na mídia e nos filmes apocalípticos como sendo uma verdade absoluta. Essas pessoas não se dão ao trabalho de tentar averiguar o que está por trás das campanhas ambientalistas. Confiam na mídia. Só que a mídia não está do nosso lado.</p>
<p><strong>Bem, e quanto ao título deste post, por que os ambientalistas também não implicam com a destruição que os outros bichos fazem na natureza? Se eles são iguais aos seres humanos, dizer que eles são irracionais, não cola.</strong></p>
<p>Este site, justamente, tenta mostrar o que realmente ocorre no mundo do ambientalismo e serve também para demonstrar que nem todo mundo está indo na onda desses malucos ativistas ambientais, os quais, na maioria da vezes, são massa de manobra das elites “centrais”, ou são, claramente mal intencionados.</p>
<p>Meu site não é uma ironia. Apenas mostra o ambientalismo de jeito que realmente ele é. Que outro nome poderia ter?<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/09/divisor2.gif"><img class="aligncenter size-medium wp-image-4736" title="divisor2" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/09/divisor2-300x22.gif" alt="" width="300" height="22" /></a></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/white01_right.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-3981" title="white01_right" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/white01_right.gif" alt="" width="18" height="18" /></a>Imagem:</strong> colunas.epoca.globo.com</p>
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		<title>Fundação Rockefeller</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Oct 2010 23:49:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma das mais antigas fundações oligárquicas estadunidenses (a en­tidade que a precedeu foi criada em 1893), a trajetória da Fundação Rockefeller é a mais clara demonstração do modus operandi do establishment anglo-americano em seus programas de “engenharia social”, estabelecendo um padrão que seria seguido pelas fundações criadas posteriormente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/Vampire-pequeno.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3323" title="Vampire-pequeno" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/Vampire-pequeno.jpg" alt="" width="54" height="54" /></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/09/rockefeller_foundation_tech.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-4735" title="rockefeller_foundation_tech" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/09/rockefeller_foundation_tech.jpg" alt="" width="150" height="152" /></a>Uma das mais antigas fundações oligárquicas estadunidenses (a en­tidade que a precedeu foi criada em 1893), a trajetória da Fundação Rockefeller é a mais clara demonstração do modus operandi do <em>establishment</em> anglo-americano em seus programas de “engenharia social”, estabelecendo um padrão que seria seguido pelas fundações criadas posteriormente.</p>
<p>Já nas primeiras décadas do século 20, envolveu-se ativamente na promo­ção do movimento eugênico, financiando instituições dedicadas à “higiene racial” em vários países.</p>
<p>No pós-guerra, ao mesmo tempo em que apoiava os programas de pesquisas agrícolas que resultaram na “Revolução Verde”, deu um grande impulso ao movimento de controle de população.</p>
<p>Durante a década de 1970, juntamente com outras fundações do aparato Rockefeller, foi instrumental para a “decolagem” do movimento ambientalista, tanto nos EUA como em outros países</p>
<p>Em 1986, a Fundação estabeleceu o seu próprio <em>Programa Ambiental Global</em>, para financiar programas nas áreas de conservação de energia, desenvolvi­mento sustentado e uso de recursos naturais.</p>
<p>Em 1990, foi criado um ambici­oso programa de formação de “lideranças ambientais, denominado <em>Lideranças para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento</em> (LEAD, na sigla em inglês).<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/Mafia-Verde-1-pequeno.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3013" title="Mafia-Verde-1-pequeno" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/Mafia-Verde-1-pequeno.jpg" alt="" width="45" height="68" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>A Máfia Verde – O Ambientalismo a Serviço do Governo Mundial</strong></em></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg"><br />
</a></strong></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/09/divisor2.gif"><img class="aligncenter size-medium wp-image-4736" title="divisor2" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/09/divisor2-300x22.gif" alt="" width="300" height="22" /></a></p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/03/alertaem-rede-medio.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-2463" title="alertaem rede-medio" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/03/alertaem-rede-medio.jpg" alt="" width="100" height="53" /></a><a href="../wp-content/uploads/2010/09/david_rockefeller5.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-4748" title="david_rockefeller5" src="../wp-content/uploads/2010/09/david_rockefeller5-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a>A Fundação Rockefeller</h2>
<p>A Fundação Rockefeller tem sido uma instituição crucial no processo de desenvolvimento dos programas de “engenharia social” que desembocaram na criação do movimento ambientalista. Desde a sua criação, em 1913, tem participado diretamente da estruturação e do financiamento, inicialmente, do movimento eugênico e, quando este caiu em descrédito após as atrocidades nazistas, dos movimentos de controle populacional e ambientalista.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>O malthusianismo logo de cara</h2>
<p>A Fundação Rockefeller e as demais fundações da família Rockefeller participaram diretamente da criação do Clube de Roma, em 1968 – uma das instituições-chaves do movimento ambientalista internacional. Na década de 70, os Rockefeller patrocinaram amplamente o projeto <em>A Agenda Inacabada</em> (<em>The Unfinished Agenda</em>) – estudo que determinou as principais diretrizes de ação que seriam seguidas pelos ambientalistas e que orientaria a elaboração do relatório <em>«Global 2.000»</em>, do governo Carter, iniciativa que consolidaria o malthusianismo como diretriz fundamental da política exterior dos Estados Unidos.</p>
<p>Em 1990, a Fundação Rockefeller criou o programa LEAD &#8211; Leadership for Environmental and Development (Programa de Lideranças em Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável), <em>«para cultivar uma rede de talentosos profissionais de diversas disciplinas e setores, comprometidos com o desenvolvimento sustentável»</em>. Durante dois anos, os bolsistas, criteriosamente escolhidos pelo LEAD, passam por intenso treinamento <em>«multidisciplinar e multisetorial para diagnosticar e resolver problemas relacionados ao desenvolvimento sustentável a nível regional, nacional e internacional»</em>. Desde 1992, mais de 500 profissionais já foram treinados no Brasil, Canadá, China, Comunidade de Estados Independentes (ex-União Soviética), Europa, Índia, Indonésia, México, Nigéria, Paquistão e África do Sul.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Ação de base no Brasil</h2>
<p>No Brasil, o LEAD foi fundado em meados de 1991 e, segundo a <em>Gazeta Mercantil</em> (11/06/91), <em>«a Fundação Rockefeller pretende investir no Brasil US$ 5 milhões nos próximos cinco anos na formação de líderes na área ambiental, com a finalidade de preparar formadores de opinião capazes de ter uma visão ampla dos problemas ambientais e de suas implicações econômicas»</em>. Na ocasião, All Binger, diretor internacional do LEAD, declarou com surpreendente franqueza: <em>«Esperamos que, em dez anos, muitos dos bolsistas estejam atuando como ministros de meio ambiente e desenvolvimento, reitores de universidades e presidentes de empresas»</em>.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Brasileiros?</h2>
<p>A filial brasileira do LEAD chama-se Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Lideranças (ABDL) e tem na Universidade de São Paulo, que aderiu ao programa, seu principal celeiro de recrutamento. O Comitê Diretivo Nacional da ABDL tem José Goldemberg como presidente e Henrique Rattner como Diretor Nacional do Programa. Entre os membros do Comitê Diretivo encontram-se Israel Klabin (presidente da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável), Enéas Salati, Eduardo Martins (atual secretário de Meio Ambiente do ministério de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, ex-presidente do IBAMA, ex-dirigente do WWF-Brasil), Maria Teresa Jorge Pádua (FUNATURA) e outros. José Goldemberg, um dos ex-ministros notáveis do governo Fernando Collor de Mello, que criou a Reserva Ianomâmi, vem a ser também membro da diretoria internacional do LEAD.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Financiando as ONGs</h2>
<p>A Fundação Rockefeller tem sido muito pródiga com essa sua criatura, para a qual já desembolsou mais de US$ 20 milhões. Sua filial brasileira recebeu ano passado US$ 570.000 e, em anos anteriores, outras quantias igualmente polpudas. O enlace do LEAD com a matriz do aparato ambientalista internacional, dirigida por famílias aristocráticas britânicas e agregados, é estabelecido por meio de Sir Shridath Ramphal, que ocupa a presidência do Comitê Internacional do programa. Sir Ramphal integra o mais alto escalão do aparato: ex-Secretário Geral da Comunidade Britânica de 1975 a 1990, é também o atual presidente da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN).</p>
<p>A mais recente contribuição da Fundação Rockefeller para a campanha contra a Hidrovia Paraguai-Paraná estabeleceu-se por intermédio do LEAD, quando três dirigentes de sua filial brasileira integraram o grupo dos 11 magníficos que escreveram o citado libelo <em>«Relatório de Uma Análise Independente»</em>. São eles: Israel Klabin, Henrique Rattner e Enéas Salati.<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/03/alertaem-rede-pequeno.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-2465" title="alertaem rede-pequeno" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/03/alertaem-rede-pequeno.jpg" alt="" width="70" height="37" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>Nilder Costa</strong></em></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/newrule1.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-3859" title="newrule" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/newrule1.gif" alt="" width="158" height="24" /></a></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3623" title="seta-vermelha-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>Créditos: </strong>a primeira parte deste post é matéria apresentada no livro <em><strong>«A Máfia Verde – O Ambientalismo a Serviço do Governo Mundial»</strong></em>,  em capítulo específico destinado a apresentação das principais ONGs  ambientalistas/indigenistas que atuam, de alguma forma, no Brasil.</p>
<p>Apresento em seguida um trecho da matéria <em><strong>«Os Donos Invisíveis do   Movimento Ambientalista»</strong></em> (publicado em 31/08/1997 no site Alerta em   Rede, da autoria de Nilder Costa).</p>
<p>Eventualmente, introduzo subtítulos no texto para facilitar a leitura.</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-cinza-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3626" title="seta-cinza-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-cinza-pequena.jpg" alt="" width="28" height="19" /></a>O livro a ler é:</strong> <strong><em>«A Máfia Verde – O Ambientalismo a Serviço do Governo Mundial»</em></strong> (Capax Dei Editora).</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3620" title="seta-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>Para saber mais sobre o tema, visitar os sites da MSIa/Capax Dei: </strong><a href="http://www.alerta.inf.br/">http://www.alerta.inf.br/</a> e <a href="http://www.msia.org.br/">http://www.msia.org.br/</a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a></p>
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		<title>Criança Esperança &#8211; bom ou ruim?</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Aug 2010 18:01:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Governo mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Controle populacional]]></category>
		<category><![CDATA[Eugenia]]></category>
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		<category><![CDATA[Política internacional]]></category>
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		<description><![CDATA[ntes de mais nada, um lembrete: nada que parta da ONU é bom para ninguém, exceto para os EUA e seus países aliados. E aliados não significa, necessariamente, apenas pertencer à ONU; significa pertencer ao roll ultra limitado de nações que agem para a dominação mundial em estreita conivência mútua. Assim, reportar-se à UNESCO como um álibi positivo para qualquer tipo de iniciativa aparentemente nobre é, antes de tudo, uma temeridade – e uma grande ingenuidade. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/03/harpia-temalivre2010-direitamedia.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-2750" title="harpia-temalivre2010-direitamedia" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/03/harpia-temalivre2010-direitamedia.jpg" alt="" width="80" height="52" /></a>Antes de mais nada, um lembrete: nada que parta da ONU é bom para ninguém, exceto para os EUA e seus países aliados. A ONU é criação dos Estados Unidos. O próprio terreno onde está instalada, em Nova York, foi cedido pela família Rockefeller. Praticamente toda a manutenção financeira da ONU é feita pelos Estados Unidos. O orçamento anual da ONU é tão pequeno, que corresponde a apenas 32 dias do orçamento do Pentágono. Os Estados Unidos, assim, não obedecem à ONU, embora procurem agir de forma a não contrariar suas resoluções, apenas para parecerem politicamente corretos. No entanto, se os Estados Unidos tiverem que fazer determinada coisa, mesmo que a ONU condene, eles farão &#8211; sentindo-se, apenas, levemente incomodados com isso. O poder de veto da ONU é uma falácia. Conversa para boi dormir. Ser aliado dos EUA não significa, necessariamente, apenas pertencer à ONU; significa pertencer ao <em>roll</em> ultra limitado de nações que agem para a dominação mundial em estreita conivência mútua.</p>
<p>Assim, reportar-se à UNESCO como um álibi positivo para qualquer tipo de iniciativa aparentemente nobre é, antes de tudo, uma temeridade – e uma grande ingenuidade, e significa que se estará, antes de tudo, obedecendo as diretrizes imperialistas dos EUA. Dizer que o dinheiro do “Criança Esperança” é depositado, diretamente, em conta da UNESCO (United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization) – que não precisa deste dinheiro, pois ela é mantida – repito – quase que integralmente, pelos EUA – é como se passássemos um atestado de burrice a nós mesmos, pois isso apenas faz aumentar o “caixa” da UNESCO. E alguém já viu a prestação de contas desse dinheiro? Claro que não, pois ninguém sequer sabe, de fato, o quanto foi arrecadado&#8230; E até por isso mesmo, prestar contas não adianta nada.</p>
<p>Paralelamente, temos a Rede Globo. Devo lembrar também, que altos executivos daquela entidade já foram altos diretores, por exemplo, do WWF, ONG ambientalista que pugna pelo subdesenvolvimento do Terceiro Mundo, conforme pode ser, fácil e claramente, demonstrado em vários artigos deste blog. O WWF é uma entidade que considero inimiga da nação brasileira. E teve (ou tem, não sei bem), diretores brasileiros, das Organizações Roberto Marinho&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/eunanet-net-crianca-esperanca.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-4567" title="eunanet-net-crianca-esperanca" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/eunanet-net-crianca-esperanca-300x179.jpg" alt="" width="300" height="179" /></a>Os mundos da UNESCO e da Rede Globo</h2>
<p>Apenas para ilustrar, apresento a seguir trechos do livro <strong>«A Máfia Verde &#8211; O Ambientalismo a Serviço do Governo Mundial»</strong>, da Capax Dei Editora/MSIa:</p>
<p><em>«A partir do WWF e da UICN (que constituem o “estado-maior” do movimento ambientalista internacional), emanaram as diretrizes que orientam a atuação das organizações do sistema das Nações Unidas, envolvidas com o meio ambiente: PNUMA &#8211; Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente; PNUD &#8211; Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento; OMM &#8211; Organização Meteorológica Mundial; UNESCO &#8211; </em><em>Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura. O</em><em>utras fundações e corporações financiadoras do movimento ambientalista internacional, e da pletora de ONGs constituem as “tropas de choque” do mesmo.»</em></p>
<p><em>«Em 1996, o WWF anunciou que seu capítulo brasileiro seria “autô­nomo”, contando com um orçamento anual de 5 milhões dólares. Como ocorre com a organização internacional, a diretoria do WWF-Brasil era constituída na época por uma constelação de representantes do establishment. Entre eles, destacavam-se: presidente: José Roberto Marinho (Organizações Globo); vice-presidentes: Mario Augusto Frering (CAEMI) e Paulo Nogueira Neto (ex-presidente da SEMA); diretores: José Pedra de Oliveira Costa (atual secretário de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente), Joseph Safra (Banco Safra) e Roberto Paulo Cezar de Andrade (BRASCAN).»</em></p>
<p>E sobre eugenia e controle populacional:</p>
<p><em>«Em 1967 foi criado o Fundo Curador da ONU para Questões Populacionais. Hoje, transformado (2 anos após) em Fundo para Atividades Populacionais, coordena a política populacional de todas as agências da ONU pelo mundo. A UNESCO, o UNICEF, o PNUD, a FAO, a OIT, têm programas populacionais combinados com as suas “medidas especiais de ajuda”. Os escândalos de Bangladesh, onde as mulheres tinham que se submeter à esterilização em troca de alimentos do programa de ajuda da FAO, deu manchetes principais nos anos 1980. Igualmente, os programas especiais de ajuda às mães visam o controle da natalidade.»</em></p>
<p>Tem mais:</p>
<p><em>«O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) e a Orga­nização Meteorológica Mundial (OMM) atuam em estreita coordenação com a cúpula ambientalista na UICN-WWF. O PNUMA, criado em 1972, após a Conferência de Estocolmo, é sediado em Nairobi, Quênia. Juntamente com a UICN e o World Resources Institute, elaborou uma Estratégia Global de Biodiversidade, que inspira os programas ambientais de muitas nações. Seu Centro Mundial de Vigilância da Conservação, baseado em Cambridge, Inglaterra, e apoiado pela UICN e o WWF, funciona como uma coordenação de inteligência para o movimento ambientalista. O PNUD, criado para fomentar programas de desenvolvimento, tem ampliado crescentemente os requisitos ambientais destes últimos. A UNESCO resultou diretamente da iniciativa do <em>establishment</em> britânico para a criação do movimento ambientalista no pós-guerra, em substituição ao movimento eugênico. A organização define a proteção ambiental como um dos seus objetivos principais e financia uma vasta rede de grupos ambientalistas. Por sua vez, a OMM tem funcionado como o principal centro de difusão do alarmismo referente ao chamado aquecimento global, por intermédio do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC).»</em></p>
<p>E ainda, no livro <strong>«Máfia Verde 2 &#8211; Ambientalismo, Novo Colonialismo»</strong>:</p>
<p><em>«Não por coincidência, o vice-presidente das Organizações Globo, José Roberto Marinho, era, na ocasião, o presidente do WWF-Brasil – e, atualmente, é membro do seu Conselho Diretor.»</em></p>
<p>A propósito, sugiro que o prezado Visitante Desconhecido leia o post, publicado neste blog, indicado a seguir, para sentir o verdadeiro sentido “democrático” de liberdade de expressão do WWF, o que é incompatível com alguns de seus dirigentes que pertencem, justamente, ao mundo da Imprensa, e que, ao contrário, deveriam – mas dizem que fazem isso – defender a liberdade de expressão: <strong> </strong><strong><a href="../msia-impoe-contundente-derrota-juridica-ao-wwf/">MSIa vence guerra jurídica contra o WWF</a></strong>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Os “nobres” objetivos do Criança Esperança</h2>
<p>Então, o que esperar do projeto “Criança Esperança”? Se não bastassem esses “antecedentes”, vamos analisar as iniciativas do “Criança Esperança”.</p>
<p>A principal argumentação do projeto (que chamarei, doravante de CE), é a de tirar as crianças das ruas, principalmente por causa da violência urbana e o tráfico de drogas – e obrigá-las a estudar. Concordo em parte com essas prermissas. No entanto&#8230;</p>
<p>(1) Não há nada que consiga tirar, completamente, as crianças das ruas, mormente no que diz respeito às populações mais pobres, porque, simplesmente, os pais não podem trancar seus filhos dentro de barracos o dia inteiro;</p>
<p>(2) As crianças que “trabalham” para o tráfico de drogas e contribuem para a violência urbana não são as mesmas que são contempladas com o CE; e</p>
<p>(3) O CE não privilegia o estudo sério.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>E a educação realmente séria?</h2>
<p>As duas primeiras afirmativas são óbvias. Passemos à terceira. Eu, pelo menos, nunca vi nenhum projeto do CE dando ênfase, de forma concreta, ao estudo infanto-juvenil. Estudo, para mim, significa a Matemática, a Biologia, a Física, a Química, a História, a Geografia, e o Português, só para citar as principais matérias. Alguns dirão: <em>«Mas Oh! O CE obriga as crianças a estudar de manhã e, só na parte da tarde elas se dedicarão aos projetos do CE!»</em></p>
<p>Pura ilusão – Ou pura farsa, enganação? Sim, o CE obriga às crianças a estudar de manhã, tudo bem, mas que criança consegue prestar atenção às aulas das supracitadas matérias com a atenção voltada para, dali a poucas horas, se dedicar aos “projetos” do CE, os quais, ao que parece, são pura diversão? E de tarde? Cadê os deveres de casa? A que horas as crianças farão os deveres de casa e estudar para as provas? De tarde, o que seria o ideal, não podem mais, devido aos “projetos” do CE. Farão eles os seus deveres de noite? Duvido! Cansadas e com sono, elas vão dormir – e isso, se trouxeram algum dever para fazer em casa! E para piorar o assunto, até há pouco tempo ainda havia a famigerada “aprovação automática” – pois claro, quem é que conseguia aprender alguma coisa dentro desse esquema? E dentro de um esquema que, ao que parece, tenta afastar as crianças do verdadeiro estudo, oferecendo-lhes “projetos” que não têm nada a ver com o saber, com o conhecimento – com um verdadeiro preparo para a luta pela vida.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/crianca-esperanca-soudapaz-org.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4553" title="crianca-esperanca-soudapaz-org" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/crianca-esperanca-soudapaz-org-200x300.jpg" alt="" width="200" height="300" /></a>Os “projetos” do Criança Esperança</h2>
<p>Pois que, pelo menos que eu saiba, os “projetos” do CE são do seguinte tipo:</p>
<p>(a) “aulas” de tocar tambor, violino, oboé, berimbau, tamborim e outros instrumentos (como se fosse fácil ganhar dinheiro entrando para uma orquestra ou mesmo formando  uma banda de tambores); de estudo, de Português, nada.</p>
<p>(b) “aulas” de malabarismo, trapézio, de palhaço, e de outras atividades circenses (como se houvessem muitos circos no Brasil); de estudo, de Matemática, nada.</p>
<p>(c) “aulas” de capoeira, danças folclóricas etc (como se isso fosse fundamental para as crianças, no futuro, arrumar empregos decentes); de estudo, de Física, nada.</p>
<p>(d) “aulas” de natação, de salto à distância, cama elástica, corrida etc (tudo bem, o esporte é importante), mas de estudo, de Química, nada.</p>
<p>(e) “aulas” de canto, corais e coisas afins (tudo bem, a música é uma grande forma de arte), mas de estudo, de História, nada.</p>
<p>(f) “aulas” de artes plásticas, pinturas, borrações e montagens de gosto discutível (quem é que ganha dinheiro com arte no Brasil?), e de estudo, de Geografia, nada.</p>
<p>(g) “aulas” de literatura, com livros intensamente ilustrados, para crianças quase que débeis mentais (com historinhas ridículas e absolutamente dispensáveis – pois, claro, as crianças praticamente não sabem ler, são analfabetos funcionais, os livros não passam de histórias em quadrinhos), e de estudo, de Literatura (séria, realmente instrutiva, e que faça, de verdade, incutir nas crianças o hábito da leitura), nada!</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>As crianças são afastadas do verdadeiro e necessário estudo</h2>
<p>Eu poderia dar uma série de outros exemplos, mas o CE é isso: atividades absolutamente irrelevantes, que só afastam as crianças do verdadeiro estudo. E isso tudo eu sei porque vejo as propagandas do CE na televisão. Se há, de fato, atividades instrutivas e que sejam, realmente, úteis para as crianças, eu nunca vi.</p>
<p>Por que o CE não investe o dinheiro que arrecada (que ninguém sabe o quanto é – repito), em reformar escolas, pagar melhor os professores, construir laboratórios de Ciências, Biologia, de Física e de Química? Por que o CE não monta bibliotecas decentes nas escolas? Porque o CE não financia cursos vestibulares para os alunos que não podem pagar os que existem por aí? Por que o CE não auxilia os alunos a aprender matérias que realmente vão fazer diferença em suas vidas futuras, ao invés de gastar o tempo das crianças fazendo-as tocar tambor e brincar de trapezistas? Pelo menos, é isso o que eu vejo nos projetos do CE – repito.</p>
<p>A impressão que dá é que o CE não quer a educação das crianças – e aí, eu fico muito desconfiado das verdadeiras intenções do CE, visto que é uma iniciativa da UNESCO, juntamente com a Rede Globo – pelos motivos apresentados nos primeiros parágrafos desta matéria.</p>
<p>Quero deixar claro que não sou contra muitos desses programas do CE, mas também acho que privilegiar o verdadeiro estudo é que seria a função do CE. Mas pelo que eu vejo, não é.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Artistas ingênuos como garotos-propaganda do Criança Esperança</h2>
<p>E o pior é que uma multidão de artistas, os quais, certamente, não sabem como é que, realmente, a banda toca neste nosso mundinho, ficam, entre sorrisos demonstrativos de fraternidade e bondade, fazendo propaganda para a doação de dinheiro para o CE. Tolos? Não todos. Ingênuos, a maioria – porque, simplesmente, eles não sabem com quem estão lidando. No dia em que eles virem – se virem – a maioria esmagadora da população brasileira bestializada, infantilizada, sem capacidade crítica, conduzidos ao matadouro como uma boiada, dirão: <em>«Eu contribuí para isso!» </em>Mas aí, será tarde.</p>
<p>Bem, se não foram, nem tolos, nem ingênuos, por acaso estarão sendo obrigados a fazer o papel de garotos e garotas-propaganda, a fim de manter seus empregos? Pode até ser que sim, mas acredito mais – mesmo – na tolice e na ingenuidade dessa gente. Gente, inclusive, que se acha, narcisisticamente, o máximo da cultura no Brasil, o que é compartilhado pela maioria esmagadora da população brasileira – e usam essa falácia para tentar convencer o público. Mas será que é isso mesmo? Provavelmente, sim.</p>
<p>Outro dia eu vi, na televisão, o Ziraldo dizer, mais ou menos assim: <em>«95% da humanidade é débil mental; o que os salva são os outros 5%».</em> Então eu pergundo: a qual dessas duas partes da humanidade é dirigido o Criança Esperança? Tenho a impressão de que não é difícil responder. Como também, ao que parece, não é difícil imaginar que, provavelmente, o Criança Esperança não é feito para alterar aquela proporção&#8230;<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/harpia-temalivre2010-direitapequena.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3925" title="harpia-temalivre2010-direitapequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/harpia-temalivre2010-direitapequena.jpg" alt="" width="60" height="39" /></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/newrule1.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-3859" title="newrule" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/newrule1.gif" alt="" width="158" height="24" /></a></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-cinza-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3626" title="seta-cinza-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-cinza-pequena.jpg" alt="" width="28" height="19" /></a>Os livros a ler são: </strong><strong>«A Máfia Verde &#8211; O Ambientalismo a Serviço do Governo Mundial» e </strong><strong>«Máfia Verde 2 &#8211; Ambientalismo, Novo Colonialismo»</strong>, ambos da Capax Dei Editora.</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/white01_right.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-3981" title="white01_right" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/white01_right.gif" alt="" width="18" height="18" /></a>Imagens: </strong>eunanet.net; e soudapaz.org<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a>.</p>
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		<title>Indigenismo e “quilombolismo”</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Aug 2010 14:00:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Indigenismo]]></category>
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		<description><![CDATA[O prezado Visitante Desconhecido poderá achar estranho estar sendo apresentado, neste blog, artigos que falam sobre as reivindicações dos quilombolas – o que pode parecer não ter nada a ver com o indigenismo, pois que esses artigos estão classificados dentro da categoria “indigenismo”.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/03/harpia-temalivre2010-direitamedia.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-2750" title="harpia-temalivre2010-direitamedia" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/03/harpia-temalivre2010-direitamedia.jpg" alt="" width="80" height="52" /></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/info.planalto.gov_.br-28112006G00021.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-4399" title="info.planalto.gov.br-28112006G00021" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/info.planalto.gov_.br-28112006G00021-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a>O prezado Visitante Desconhecido poderá achar estranho estar sendo apresentado, neste blog, artigos que falam sobre as reivindicações dos quilombolas – o que pode parecer não ter nada a ver com o indigenismo, pois que esses artigos estão classificados dentro da categoria “indigenismo”. Minha intenção aqui é desmistificar a visão misericordiosa que se tem da cultura negra, tal como é mostrada pelas esquerdas brasileiras, as quais conseguiram fazer com que os negros sejam considerados, unicamente, como vítimas dos brancos, com o intuito de se instituir um nicho eleitoreiro (“dividir para conquistar”), demagógico e inadequado para a permanência da união do povo brasileiro. Assim, como se verá a seguir, e em outras matérias a ser colocadas nesse blog, veremos que os negros não são tão coitadinhos nem inocentes assim, de modo que eles não merecem nenhum privilégio sócio-cultural ou político.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>O movimento quilombola é semelhante ao do indigenismo</h2>
<p>De fato, não se trata, a presente matéria, propriamente, de indigenismo, mas o cerne da questão “quilombola” está inserido no mesmo conceito de indigenismo, pois constitui-se um movimento implementado pelas mesmas razões alegadas pelos que pregam o indigenismo, tendo as mesmas origens “sociais”, referentes às minorias, que caracterizam o indigenismo – sendo, portanto, originário, o movimento quilombola, dos mesmos organismos internacionais indigenistas, as mesmas ONGs, apenas com outras denominações.</p>
<p>Assim, as raízes da questão quilombola são as mesmas do indigenismo. São motivações de conteúdo racista, separatista, que pregam, em última análise, o acirramento das relações antagonistas entre o negros e a sociedade “branca”, dominadora e maioria – o que pode ser, amplamente contestado, por ser a comunidade negra, provavelmente, até maior do que a dita “branca”, no Brasil. Aliás, quem é que pode, em sã consciência, dizer, no Brasil, que é branco? Eu, por exemplo, tido hoje como “branco”, tive minha bisavó, que era negra (por parte de minha mãe), e que foi uma quase escrava na Bahia, mas cuja mãe, minha tataravó, teve o privilégio de ser beneficiada com a “lei do ventre livre”&#8230; Eu não tenho o menor problema com isso, mas não vou reivindicar nenhum direito “quilombola” para mim.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Antropólogos engajados e as ONGs</h2>
<p>As reivindicações quilombolas contam com os mesmos ingredientes do indigenismo. Antropólogos engajados, vendidos aos interesses estrangeiros, “atestam” a veracidade das alegações quilombolas, aliados às ONGs especializadas no tema, como fazem com as questões indígenas, reivindicando terras que eles, os quilombolas, alegam ser deles por direito histórico. Ora, sabe-se que grande parte dessas alegações são falsas e descabidas e só servem para acirrar o embate social que envolve o mal disfarçado racismo brasileiro.</p>
<p>Assim como as reservas indígenas, o que se pretende é a separação cultural, social e administrativa das terras indígenas e redutos quilombolas, criando-se verdadeiros pequenos Estados, totalmente independentes, dentro do Estado brasileiro, numa clara tentativa de balcanização do Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Os negros têm culpa no cartório</h2>
<p>Alegando-se grande importância à cultura negra e, como coitadinhos, atribuindo aos brancos sua desgraça escravagista, as comunidades negras reivindicam coisas em relação às quais não têm o menor direito, inclusive, tal como o de certas terras no território brasileiro.</p>
<p>Por isso, mostro aqui neste site que a culpa do movimento escravagista no Brasil, e também no resto do mundo, não se deveu, exclusivamente, à perversidade do chamado “homem branco”, mas, principalmente aos próprios negros, que promoviam, abertamente, o fornecimento de escravos aos traficantes que na “Mãe África” aportavam a fim de negociar com os chefes negros, das tribos dominantes, o “fornecimento” de seus semelhantes, das tribos dominadas, que poderiam ser vendidos nas Américas ou em outros lugares do planeta. Dizem até que os traficantes portugueses aprenderam a arte da escravatura e do comércio de escravos com os próprios negros africanos.</p>
<p>Os “coitadinhos” não são, portanto, propriamente, coitadinhos, mas sim, cínicos quanto à escravatura, pois os próprios negros africanos muito lucravam com o tráfico de escravos que eles mesmo promoviam. E dizer que o homem branco é que era o escravagista é pura enganação, um mito, pois os maiores escravagistas eram os próprios negros africanos que possuíam – e ainda possuem – escravos até nos dias de hoje.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Zumbi dos Palmares possuía escravos</h2>
<p>Por outro lado, criar personagens heróicos em nome dos negros, como por exemplo o tal de Zumbi dos Palmares também é uma falácia, pois aquele personagem, particularmente, era, reconhecidamente, um déspota cruel e abertamente escravagista, que como tirano assim agia, ou seja, possuía escravos, e quem ousava fugir de seu quilombo era perseguido e, simplesmente, assassinado.</p>
<p>Da mesma forma, escravos que conseguiam a libertação, logo que podiam compravam escravos – seguindo suas tradições africanas originais. Várias “damas” alforriadas constituiam verdadeiros reinados aqui no Brasil, com muitos escravos a seu dispor. Uma delas, tornada famosa, foi Chica da Silva.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>A tese quilombola é uma falácia</h2>
<p>Não dá, portanto, para engolir as reivindicações dos tais quilombolas, pois sua tese é falsa e inadequada aos interesses da nação brasileira. Os temas não racistas, de integração social e racial, é que devem ser, esses sim, privilegiados, e não o sentimento separatista que as reivindicações indigenistas e quilombolas pregam. E as cotas raciais nos empregos, colégios e universidades enquadram-se no mesmo esquema, mas estas, ao que parece, já foram abolidas, em nome da igualdade de oportunidades para todos, sem a conotação de raça. Se há que haver cotas, estas devem se basear em conceitos econômicos, e não raciais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Ainda há, hoje, escravidão na “Mãe África”</h2>
<p>Que me perdoem os negros, mas suas reivindicações não procedem, até mesmo porque a “nobreza” de sua cultura, em que pese a beleza de sua raça e alguns de seus costumes, parece que não é tão nobre assim, pois que, como afirmei acima, até hoje pratica-se a escravidão na “Mãe África”, além de, inclusive, ainda lá existir o sacrifício humano e a antropofagia – e de, como sabemos, por lá se exercer, em grande proporção, uma escravização de populações inteiras por parte de dirigentes ditatoriais, verdadeiros tiranos, que vendem a riqueza de seus países aos estrangeiros em troca de armas e de apoio político para a manutenção de seus governos totalitários, megalômanos, corruptos, e de revoluções ditas como democráticas, mas que, na prática são genocidas e xenófobas. Que nobreza é essa?</p>
<p>Se os negros brasileiros não estão satisfeitos com o Brasil, por que não voltam para lá, para a querida “Mãe África”, para o paraíso que dizem lá existir? Esse tipo de “mãe” eu não quero para mim.<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/newrule1.gif"><img class="size-full wp-image-3859 alignnone" title="newrule" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/newrule1.gif" alt="" width="158" height="24" /></a><strong></strong></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-cinza-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3626" title="seta-cinza-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-cinza-pequena.jpg" alt="" width="28" height="19" /></a>O livro a ler é:</strong> <strong>«Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil»</strong>, da autoria de Leandro Narloch (Textos Editores Ltda./Grupo Leya).</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/white01_right.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-3981" title="white01_right" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/white01_right.gif" alt="" width="18" height="18" /></a>Imagem:</strong> info.planalto.gov.br</p>
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		<title>Flashes sobre a escravidão no Brasil</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/flashes-sobre-a-escravidao-no-brasil/</link>
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		<pubDate>Tue, 10 Aug 2010 22:04:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Indigenismo]]></category>
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		<category><![CDATA[Quilombolas]]></category>
		<category><![CDATA[Revolta no mundo árabe]]></category>

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		<description><![CDATA[Príncipes africanos cinham estudar no Brasil. No auge de seu poder, o rei africano Kosoko, de Lagos, hoje capital da Nigéria, resolveu dar um presente para três de seus filhos. Mandou-os para uma espécie de intercâmbio estudantil do outro lado do Atlântico, provavelmente de carona num navio negreiro cheio de escravos vendidos pelo pai deles.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/quilombolas3.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-4436" title="quilombolas3" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/quilombolas3-300x198.jpg" alt="" width="300" height="198" /></a>Po<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/logo-leya-2.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-4416" title="logo-leya-2" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/logo-leya-2.jpg" alt="" width="85" height="42" /></a>r volta de 1830,<strong> </strong>o escravo José Francisco dos Santos conquistou a liberdade. Depois de anos de trabalho forçado na Bahia, viu-se livre da escravidão, provavelmente comprando sua própria carta de alforria ou ganhando-a de algum amigo rico. Estava enfim livre do sistema que o tirou da África quando jovem, jogou-o num navio imundo e o trouxe amarrado para uma terra estranha. José tinha uma profissão – havia trabalhado cortando e costurando tecidos, o que lhe rendeu o apelido de “Zé Alfaiate”. No entanto, o ex-escravo decidiu dar outro rumo à sua vida: foi operar o mesmo comércio do qual tinha sido vítima. Voltou à África e se tornou traficante de escravos. Casou-se com uma das filhas de Francisco Félix de Souza, o maior vendedor de gente da África atlântica, e passou a mandar ouro, negros e azeite de dendê para vários portos da América e da Europa.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Testemunho de Pierre Verger</h2>
<p>Foi o fotógrafo e etnólogo Pierre Verger que encontrou, com um neto de Zé Alfaiate, uma coleção de 112 cartas escritas pelo ex-escravo. As mensagens foram enviadas entre 1844 e 1871 e tratam de negócios com Salvador, Rio de Janeiro, Havana (Cuba), Bristol (Inglaterra) e Marselha (França). Em 22 de outubro de 1846, numa carta para um comerciante da Bahia, o traficante conta que teve problemas ao realizar um dos atos mais terríveis da escravidão – marcar os negros com ferro incandescente. Diz ele:</p>
<p><em>«Por esta goleta </em>[uma espécie de escuna]<em> </em><em>embarquei, por minha conta em nome do sr. Joaquim d’Almeida, 20 balões </em>[escravos]<em> </em><em>sendo 12 H. e 8 M. com a marca “5”&#8221; no seio direito. Eu vos alerto de que a marca que vai na listagem geral é “V seio” mas, como o ferro quebrou durante a marcação, não houve então outro remédio senão marcar com ferro “5”.»</em></p>
<p><em><br />
 </em></p>
<h2>Vingança, ou um hábito comum?</h2>
<p>Talvez Zé Alfaiate tenha entrado para o tráfico por um desejo de vingança, na tentativa de repetir com outras pessoas o que ele próprio sofreu. O mais provável, porém, é que visse no comércio de gente uma chance comum e aceitável de ganhar dinheiro, como costurar ou exportar azeite. Havia muito tempo que o costume de atacar povos inimigos e vendê-los era comum na África. Com o tráfico pelo oceano Atlântico, as pilhagens a povos do interior, feitas para capturar escravos, aumentaram muito – assim como o lucro de reis e nobres cidadãos comuns africanos que operavam a venda. Essa personalidade dupla da África diante do tráfico de escravos às vezes aparece num mesmo indivíduo, como é o caso de Zé Alfaiate. Ex-escravo e traficante, foi ao mesmo tempo vítima e carrasco da escravidão.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Brasil e África eram sócios no tráfico</h2>
<p>Não era preciso sair do Brasil para agir como ele. Por aqui, os escravos tiveram que se adaptar a um novo modo de vida, mas não abandonaram costumes do outro lado do Atlântico. Nas vilas da corrida do ouro de Minas Gerais, nas fazendas de tabaco da Bahia. era comum africanos ou descendentes escravizarem.</p>
<p>Como um pedaço da África, cristão e falante de português, o Brasil também abrigou reis africanos que vinham se exilar no país quando a situação do seu reino complicava. Embaixadores negros interessados em negociar o preço de escravos, e até mesmo filhos de nobres africanos vinham estudar na Bahia, numa espécie de “intercâmbio estudantil”.<strong> </strong>Esses fenômenos certificam uma boa metáfora que Joaquim Nabuco usa no livro «O Abolicionismo» –<em> </em>clássico do movimento brasileiro pelo fim da escravidão. Nabuco dizia que o tráfico negreiro provocou uma união das fronteiras brasileiras e africanas, como se a África tivesse aumentado seu território alguns milhares de quilômetros. <em>«Lançou-se, por assim dizer, uma ponte entre a África e o Brasil, pela qual passaram milhões de africanos, e estendeu-se o hábitat da raça negra das margens do Congo e do Zambeze às do São Francisco e do Paraíba do Sul.»</em>! Com os mais de quatro milhões de escravos que vieram forçados ao Brasil, veio também a África.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Eram os negros, realmente, apenas vítimas?</h2>
<p>Na década de 1990, quando os historiadores passaram a dar mais peso à influência da cultura africana na escravidão brasileira, os estudos sofreram uma revolução. Em obras como «Em Costas Negras»,<em> </em>publicada em 1997 pelo historiador Manolo Florentíno, houve uma mudança de ponto de vista muito parecida com a que aconteceu com os índios. Os negros deixaram de ser vistos como vítimas constantemente passivas, que nunca agiam por escolha própria. <em>««Em franca reação à visão reificadora do africano sugerida pelos estudos das décadas de 1960 e 1970, os historiadores buscaram mostrar o negro como sujeito da história, protagonista da escravidão, ainda que não aquilombado, quando não cúmplice do cativeiro»</em>, escreveu o historiador Ronaldo Vainfas.» Essa nova corrente de estudos descobriu personagens bem diferentes dos pares “senhor cruel/escravo rebelde” ou “senhor camarada/escravo submisso”, como se refere o historiador Flávio dos Santos Gomes. Também fez aflorar histórias aparentemente desagradáveis para minorias e movimentos sociais, como as que estão a seguir.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Príncipes africanos vinham estudar no Brasil</h2>
<p>No auge de seu poder, o rei africano Kosoko, de Lagos, hoje capital da Nigéria, resolveu dar um presente para três de seus filhos. Mandou-os para uma espécie de intercâmbio estudantil do outro lado do Atlântico, provavelmente de carona num navio negreiro cheio de escravos vendidos pelo pai deles.</p>
<p>Na Bahia, os irmãos ficaram a cargo de um comerciante amigo do rei. Segundo Benjamin Campbell, cônsul inglês em Lagos, os três <em>«foram muito bem tratados na Bahia, como se fossem príncipes»</em>. Voltaram para casa em 28 de agosto de 1850, batizados, com nomes cristãos – Simplício, Lourenço e Camílio – e elogiando a hospitalidade dos brasileiros.</p>
<p>Viagens assim não foram raras durante a escravidão. Algumas décadas antes da viagem dos três irmãos, em 1781, o príncipe Guinguin foi carregado por seus súditos <em>«a bordo de um navio português para ser levado ao Brasil, onde foi educado»</em>, conta Pierre Verger. <em>«Forneceram-lhe vinte escravos para sua subsistência.»</em></p>
<p><em><br />
 </em></p>
<h2>Quando os escravos tinham olhos azuis</h2>
<p>Hoje em dia relacionamos negros a escravos porque a escravidão africana foi a última. Essa relação tem uma história muito recente. Houve um tempo em que escravos lembravam brancos de olhos de azuis.</p>
<p>A própria palavra “escravo” vem de “eslavos”,&#8230; povos do leste europeu constantemente submetidos à vontade de germanos e bizantinos na alta Idade Média.</p>
<p>Brancos europeus também foram escravizados por africanos. Entre 1500 e 1800, os reinos árabes do norte da África capturaram de 1 milhão a 1,25 milhão de escravos brancos, a maioria deles do litoral do Mediterrâneo, segundo um estudo do historiador americano Robert Davis, autor do livro «Christian Slaves, Muslim Masters»<em> </em>(«Cristãos Escravos, Senhores Muçulmanos»).</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Nem sempre os senhores levavam a melhor</h2>
<p>Dentro da injustiça essencial da escravidão, havia espaço para rela<em>ções </em>das mais diversas, bastante influenciadas por situações e personalidades individuais. Muitos exemplos disso saem dos registros policiais do Rio de Janeiro do século 19.  A cidade tinha, naquela época, mais escravos do que a Roma antiga.</p>
<p>A proporção de negros surpreendia viajantes que chegavam à cidade. <em>«Se não soubesse que ela fica no Brasil poder-se-ia tomá-la, sem muita imaginação, como uma capital africana, residência de poderoso príncipe negro, na qual passa inteiramente despercebida uma população de forasteiros brancos puros. Tudo parece negro»</em> – escreveu, em 1859, o médico alemão Robert Avé-Lallemant.</p>
<p>Essa multidão impunha respeito aos senhores, que nem sempre levavam a melhor em disputas jurídicas. Em 1872, por exemplo, a escrava Francelina foi acusada de matar sua proprietária por envenenamento. Os vizinhos livres testemunharam a favor dela, dizendo que a moça era muito maltratada pela senhora morta. Francelina foi absolvida pela justiça.</p>
<p>No mesmo ano, vinte negros do comerciante de escravos José Moreira Velludo resolveram espancá-lo até a morte. Não queriam ser vendidos para uma fazenda de café e concluíram que matar seu dono seria o melhor jeito de evitar a mudança. O comerciante sobreviveu à surra por pouco, graças a alguns empregados que espantaram os agressores.</p>
<p>Dias depois, ainda ferido, Velludo foi à delegacia não para acusar os negros que o surraram, e sim para inocentá-los. Como nos últimos anos antes da abolição um escravo era um produto valioso, o traficante queria livrá-los da cadeia para não perder o dinheiro que investira na compra.</p>
<p style="text-align: center;"> </p>
<h2 style="text-align: left;"><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/newrule1.gif"><img class="alignleft size-medium wp-image-4438" title="traficodeescravos" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/traficodeescravos-300x189.jpg" alt="" width="300" height="189" /></a>Muito além da casa-grande</h2>
<p>A imagem mais repetida da escravidão deve ser a do negro sendo chicoteado no pelourinho de uma grande fazenda por um carrasco sádico, enquanto dezenas de outros negros assistem cabisbaixos e, na casa-grande, um poderoso coronel branco dá um pequeno sorriso de satisfação.</p>
<p>Castigos violentos como esses aconteceram em diversos sistemas escravistas. No Brasil eram comuns sobretudo nas grandes plantações de cana-de-açúcar do Nordeste, as <em>plantations </em>descritas pelo sociólogo pernambucano Gilberto Freyre, onde imperava a monocultura dedicada à exportação.</p>
<p>Na mesma região, um outro cenário poderia ser visto. Antes de o sol aparecer, o senhor, seu filho e um escravo, os três pardos ou negros, já estão com a enxada na mão a caminho da roça. Só os três cuidam da pequena plantação de fumo e mandioca, por isso trabalham até o começo da noite. No livro «Um Contraponto Baiano»,<em> </em>o historiador americano Bert Barickman defende que cenas assim aconteciam no próprio Recôncavo Baiano, região de grandes <em>plantations </em>de cana-de-açúcar.</p>
<p>Em fazendas de Nazaré das Farinhas, São Gonçalo dos Campos e Santiago do Iguape, em média 59% dos senhores tinham até quatro escravos – apenas 4,5% deles tinham mais de 20 escravos e só 1% mais de 60.</p>
<p>Não se sabe como senhores e escravos viviam nessas pequenas fazendas, mas alguns registros dão uma ideia. O historiador Barickman se baseia na peça de teatro <em>O</em> <em>Juiz de Paz na Roça, </em>criada por Martins Pena em 1838. Na peça, o senhor e seu único escravo trabalham juntos, voltam para casa reclamando do cansaço e jantam lado a lado. O senhor escravista, diz o historiador, <em>«nem na roça, onde empenha uma enxada, nem à mesa de jantar, onde come com as mãos e depois lambe os dedos, poderia se fazer passar por um grande e altivo senhor do tipo descrito por Gilberto Freyre»</em>.</p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/newrule1.gif"><br />
 </a></p>
<h2>Outros flashes</h2>
<p>♦ Os mocambos e quilombos, povoados de negros que fugiam da  escravidão, também eram muito comuns na África, principalmente no Congo e  em Angola.</p>
<p>♦ Não há relatos de que os moradores de Palmares cometessem  infanticídio ou canibalismo, mas diversos falam de ataques a camponeses,  sequestros de homens e mulheres e ainda de vilarejos fortificados.</p>
<p>♦ Em 1685, na tentativa de fazer um acordo de paz com o quilombo, o  rei de Portugal mandou uma mensagem carinhosa para Zumbi. Um trecho: <em>«Convido-vos  a assistir em qualquer estância que vos convier, com vossa mulher e  vossos filhos, e todos os vossos capitães, livres de qualquer cativeiro  ou sujeição, como meus leais e fiéis súditos, sob minha real proteção.»</em></p>
<p>♦ Um embaixador africano desfrutou tanto dos agrados oficiais que esgotou a paciência do governador da Bahia, Fernando José de Portugal e Castro. <em>«Não foram poucas as impertinências, grosserias e incivilidades que sofri do Embaixador, apesar da afabilidade e atenção com que sempre lhe falava»</em>, escreveu o governador, em 1796, ao secretário de Estado de Portugal.</p>
<p>♦ Uma carta de alforria custava cerca de 150 mil réis – o equivalente a uma casa simples na cidade.</p>
<p>♦ O fato de a ex-escrava ter escravos não era motivo de surpresa para  os vizinhos. De acordo com o historiador José Roberto Pinto de Góes, os  negros somavam três quartos da população livre de Sabará. Em 1830, 43%  das casas de negros livres tinham escravos.</p>
<p>♦ Seis grandes rotas ligavam nações ao sul do Saara aos povos árabes  do norte. Três saíam do Império de Gana, no oeste da África, rumo ao  Marrocos e à Argélia; uma ligava o Chade à Líbia, e outras duas iam,  pelo rio Nilo, das terras sudanesas até o Egito.</p>
<p>♦ Enriquecido com a venda de escravos, o reino de Kano tinha uma  mesquita central e 21 cidades erguidas a mando do grão-vizir (o ministro  do rei), com cerca de mil escravos em cada uma delas.</p>
<p>♦ O escravo português era chamado pelo rei africano de “meu branco” – uma versão oposta do “minha nega”.</p>
<p><a href="../wp-content/uploads/2010/08/chicadasilval.jpg"><img class="alignleft" title="chicadasilval" src="../wp-content/uploads/2010/08/chicadasilval-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p>
<p>♦ Nan Agotiné, a mãe do rei Guezo, do Daomé. Vendida como escrava ao Brasil, ela montou seu próprio reinado em São Luis do Maranhão.</p>
<p>♦ Em 1787, um boicote dos abolicionistas ingleses ao açúcar feito por escravos conseguiu que 300 mil pessoas deixassem de consumi-lo na Inglaterra.</p>
<p>♦ Ainda mais fora de sintonia é a ideia de que os ingleses interromperam o tráfico de escravos para criar um mercado consumidor na América. Mesmo naquela época, era um pouco difícil para os empresários montar ações que trariam lucro apenas um século depois.</p>
<p>♦ Se a Inglaterra conseguiu acabar com o tráfico pelo Atlântico, a escravidâo durou muito mais em outros pontos da África. Em Serra Leoa, os escravos só foram libertados em 1928, e apenas em 1950 no Sudão. Na Mauritânia, república islâmica ao sul do Marrocos, seguiu até 1980. Ilegalmente, é praticada no país ainda hoje.<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/logo_leya.gif"><img class="alignright size-full wp-image-4422" title="logo_leya" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/logo_leya.gif" alt="" width="30" height="42" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>Leandro Narloch</strong></em></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/newrule1.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-3859" title="newrule" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/newrule1.gif" alt="" width="158" height="24" /></a></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3623" title="seta-vermelha-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>Créditos e o livro a ler:</strong> Este post é parte do capítulo «Agradeçam aos Ingleses», do livro <strong>«Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil»</strong>, da autoria de Leandro Narloch (Leya/Textos Editores Ltda.).</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/white01_right.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-3981" title="white01_right" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/white01_right.gif" alt="" width="18" height="18" /></a>Imagens: </strong>geografia.seed.pr.gov.br<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a>; historia211.ning.com; e infojoia.com.br.</p>
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		<title>Sem a Inglaterra, a escravidão duraria muito mais</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Aug 2010 22:00:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Indigenismo]]></category>
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		<category><![CDATA[Eugenia]]></category>
		<category><![CDATA[Quilombolas]]></category>

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		<description><![CDATA[Lendo a palavra “Inglaterra”, talvez chegue à sua mente a palavra “interesses”. Nos livros didáticos brasileiros, a Inglaterra quase sempre aparece acompanhada desse termo. O livro «Nova História Crítica» para a 7ª série, de Mário Schmidt, aponta três possíveis motivos que teriam levado os ingleses a ficar contra a escravidão – os três relacionados aos tais interesses.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/logo-leya-2.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-4416" title="logo-leya-2" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/logo-leya-2.jpg" alt="" width="83" height="41" /></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/escravidao-1.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-4462" title="escravidao-1" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/escravidao-1-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>Lendo a palavra “Inglaterra”, talvez chegue à sua mente a palavra “interesses”. Nos livros didáticos brasileiros, a Inglaterra quase sempre aparece acompanhada desse termo. O livro «Nova História Crítica»<em> </em>para a 7ª série, de Mário Schmidt, aponta três possíveis motivos que teriam levado os ingleses a ficar contra a escravidão – os três relacionados aos tais interesses.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Informações históricas inconvenientes</h2>
<p><em>«Há historiadores que insistem em que a Inglaterra era um país capitalista </em><em>interessado em ampliar seus mercados consumidores. </em>[ ... ] <em>É claro que os ingleses não eram contra o tráfico por uma questão humanitária.»</em> Em 2007, os jornais revelaram que os livros de Schmidt tinham trechos com uma carga ideológica pesadíssima, como <em>«A Princesa Isabel é uma mulher feia como a peste e estúpida como uma leguminosa»</em>. Outros livros didáticos, se não têm frases tão emblemátícas, contam histórias igualmente simplistas. <em>«Interessava à Inglaterra a formação de um amplo mercado consumidor, principalmente de produtos manufaturados»</em>, pontifica o livro «História e Vida»,<em> </em>de Nelson Piletti e Claudino Piletti.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Abolição da escravatura: motivos ideológicos ingleses</h2>
<p>Na verdade, o movimento abolicionista inglês teve uma origem muito mais ideológica que econômica. Organizado em 1787 por 22 religiosos ingleses, foi um dos primeiros movimentos populares bem-sucedidos da história moderna, um molde para as lutas sociais do século 19. Os abolicionistas se organizavam em comitês, contavam com o apoio de homens comuns e mulheres defensoras do voto universal, que saíam de porta em porta distribuindo panfletos, juntando abaixo-assinados e promovendo boicotes. Os comitês arrecadavam dinheiro para a <em>propaganda</em>,<em> </em>publicando livretos com discursos abolicionistas e plantas de navios negreiros. Essas publicações deixaram a população horrorizada com as condições dos escravos e propensa a boicotar<strong> </strong>produtos feitos por eles. Para pressionar o Parlamento britânico a votar o direito dos negros, os abolicionistas entraram com petições na Câmara dos Comuns – equivalentes aos projetos de iniciativa popular da nossa Câmara dos Deputados. Foram em média 170 por ano entre 1788 e 1800, chegando a 900 em 1810. No total, até o fim da escravidão na Inglaterra, em 1833, foram mais de cinco mil petições, cada uma com centenas de milhares de assinaturas. Esse radicalismo faria o tráfico de escravos ser extinto em 1807, forçando todo o Atlântico a tomar a mesma posição.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Contra seus próprios interesses?</h2>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/favela-em-angola.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4463" title="favela-em-angola" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/favela-em-angola-300x201.jpg" alt="" width="300" height="201" /></a>Os livros não só dão pouca ressonância a esse movimento popular como erram ao contar a história dos interesses econômicos. Sabe-se disso desde 1979, quando o historiador americano Seymour Drescher publicou o livro «Econocide»<em> </em>(«Econocídio»). Para ele, não foi o declínio do comércio com a América que possibilitou a abolição, mas o contrário: o fim da escravidão abalou a economia britânica na América. Muitas das cidades mais ativas na abolição, como Manchester e Liverpool, eram as que mais lucravam vendendo para reinos escravagistas da África e da América. <em>«Quem apoiava o tráfico poderia muito bem acusar os abolicionistas de agir contra seus próprios interesses»</em>, escreveu Orescher. Como diz o historiador Manolo Florentino:</p>
<p><em>«Quando se trata de avaliar os motivos da pressão inglesa pelo fim do tráfico atlântico de escravos, paira nos bancos escolares do ensino médio o estigma do “Ocidentalismo” – crença que reduz a civilização ocidental a uma massa de parasitas sem alma, decadentes, ambiciosos, desenraizados, descrentes e insensíveis. Não podem ser levadas a sério teses que vinculam a ação britânica a imaginárias crises econômicas do cativeiro no Caribe na passagem do século 18 para o seguinte. O tráfico seguia lucrativo e não passava pela cabeça de nenhum líder inglês sério que a demanda americana por bens britânicos pudesse aumentar com o fim da escravidão. Mas tudo isso continua a ser ensinado aos nossos filhos e netos.»</em></p>
<p>Em 2007, completaram-se duzentos anos da proibição do tráfico de escravos, a primeira vitória da campanha abolicionista da Inglaterra. Nenhum país da África ou movimento negro da América prestou homenagens ou agradecimentos aos ingleses.<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/logo_leya.gif"><img class="alignright size-full wp-image-4422" title="logo_leya" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/08/logo_leya.gif" alt="" width="30" height="42" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>Leandro Narloch</strong></em></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/newrule1.gif"><img class="aligncenter" title="newrule" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/newrule1.gif" alt="" width="158" height="24" /></a></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3623" title="seta-vermelha-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>Créditos e o livro a ler:</strong> Este post é parte do capítulo «Agradeçam aos Ingleses», do livro <strong>«Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil»</strong>, da autoria de Leandro Narloch (Leya/Textos Editores Ltda.).</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/white01_right.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-3981" title="white01_right" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/white01_right.gif" alt="" width="18" height="18" /></a>Imagens: </strong>/maniadehistoria.wordpress.com; congulolundo.blogspot.com (uma favela em Angola).<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a></p>
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		<title>Mãe África I – Servidão oculta</title>
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		<pubDate>Sat, 08 May 2010 16:45:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Indigenismo]]></category>
		<category><![CDATA[Economia nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Escravidão]]></category>
		<category><![CDATA[Eugenia]]></category>
		<category><![CDATA[Quilombolas]]></category>
		<category><![CDATA[Tráfico de armas]]></category>

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		<description><![CDATA[Artigo publicado no jornal O Globo, em 07/12/1997, de autoria de Silio Boccanera. Claro que o artigo foi muito criticado pelos “politicamente corretos”, os quais, em relação ao tema (a escravidão de negros africanos), insistem em que a culpa do tráfico de escravos seja apenas atribuída ao homem branco, sem levar em consideração a colaboração explícita dos próprios africanos, os quais, muitos deles, enriqueceram com a escravidão, e que, pelos hipócritas “afro-descendentes”, são considerados uns coitadinhos. Esta atitude leva ao revanchismo e acirra o sentimento racista – o que é, nos dias de hoje, completamente dispensável. A não ser para os insufladores de movimentos separatistas baseados na raça (como se faz, igualmente, com os índios – o indigenismo) dentro da união federativa brasileira.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/OGlobomedio.bmp"><img class="alignleft size-full wp-image-2934" title="OGlobomedio" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/OGlobomedio.bmp" alt="" /></a>Este artigo foi muito criticado pelos “politicamente corretos”, os quais, em relação ao tema (a escravidão de negros africanos), insistem em que a culpa do tráfico de escravos seja apenas atribuída ao homem branco, sem levar em consideração a colaboração explícita dos próprios africanos, os quais, muitos deles, enriqueceram com a escravidão, e que, pelos hipócritas “afro-descendentes”, são considerados uns coitadinhos. Esta atitude leva ao revanchismo e acirra o sentimento racista – o que é, nos dias de hoje, completamente dispensável. A não ser para os insufladores de movimentos separatistas baseados na raça (como se faz, igualmente, com os índios – o indigenismo) dentro da união federativa brasileira.<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/divisor2pb.gif"><img class="aligncenter size-medium wp-image-5164" title="divisor2pb" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/divisor2pb-300x16.gif" alt="" width="300" height="16" /></a></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/escravo-mauritania.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-2953" title="escravo-mauritania" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/escravo-mauritania-205x300.jpg" alt="" width="205" height="300" /></a></p>
<h2>Servidão oculta</h2>
<p>Na semana em que o presidente Fernando Henrique Cardoso leva um puxão de orelhas da organização Anti-Escravidão Internacional em Londres por não empenhar mais seu Governo no combate à servidão humana no Brasil, a televisão pública britânica, a BBC, exibe um documentário devastador, com detalhes embaraçosos sobre a participação dos negros na escravização de outros africanos, sem envolvimento do colonizador branco.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Antes dos brancos, já havia escravidão na África</h2>
<p>A British Broadcasting Corporation mostra que os horrores da escravidão na África começaram antes e prosseguiran depois da intervenção dos europeus, porque as tribos africanas já praticavam intenso comércio de escravos e colaboraram ativamente na captura e remessa de 12 milhões de negros para servir como escravos nas Américas.</p>
<p>Com a profundidade habitual em programas desse gênero e sem concessões ao <em>loby</em> do politicamente correto, a BBC dedicou uma hora ao programa, que suas equipes gravaram em Gana e no Benin, expondo como os africanos já abusavam da servidão humana antes da chegada dos brancos.</p>
<p>As fontes para as revelações incluem não apenas documentos, mas também depoimentos de líderes tribais, descendentes ainda vivos de escravos e feitores, além de professores das universidades de Gana, do Benin, de Toronto e de Stirling (esta na Escócia).</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Não seria possível o tráfico sem a colaboração dos próprios negros</h2>
<p>«Houve um envolvimento profundo dos africanos no tráfico (de escravos negros)» – diz em entrevista o professor Elisée Soumonni, da Universidade Nacional do Benin.</p>
<p><em>«Era impossível para os europeus levar os escravos sem colaboração interna.»</em></p>
<p>De fato, explicam os professores africanos especializados no assunto, o branco europeu tinha pavor de deixar o litoral ou até desembarcar dos navios e avançar para longe da costa, a fim de capturar escravos. As vítimas eram trazidas a eles pelos próprios africanos, que as adquiriam em tradicionais mercados desse tipo pelo interior do continente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Uma nova clientela: os brancos</h2>
<p>Assim, o antigo comércio de escravos entre diferentes tribos africanas apenas incorporou como novos compradores os clientes brancos, que ofereciam rum, açúcar e armas de fogo, em troca de ouro, marfim e servos. Dez anos após a chegada de Cristóvão Colombo às Américas, os espanhóis já desembarcavam a primeira leva de escravos africanos no Novo Mundo.</p>
<p>O documentário da televisão britânica mostra um grupo de turistas afro-americanos de visita a Gana, em busca de suas raízes, ouvindo em estado de choque o guia local desfazer idéias preconcebidas sobre a responsabilidade exclusiva dos brancos nos maus tratos aos escravos e falar da efetiva colaboração africana na escravização de outros negros.</p>
<p><em>«É difícil contar esa parte de nossa história e mais duro ainda acreditar nela.» </em>– diz o guia.</p>
<p>Quando os brancos chegaram, explicam os especialistas, passaram a depender totalmente dos chefes negros locais para o comércio de mercadorias e de gente. A comunidade negra local não-escrava prestava serviço aos brancos, organizando contatos, transporte, controle. Alguns filhos negros desses comerciantes locais de escravos foram estudar na Europa e voltaram mais treinados para ajudar no tráfico.</p>
<p><em>«Muitos escravos voltaram das Américas</em> – explica Martine – <em>e juntaram-se ao comércio, oprimindo outros negros, como se tivessem se esquecido dos horrores por que passaram.»</em></p>
<p><em><br />
</em></p>
<h2>Além da escravidão, sacrifícios humanos e poligamia</h2>
<p>Em tribos africanas onde havia sacrifícios humanos, escravos pagavam um alto preço. Numa delas, um rei costumava executar dois escravos toda manhã, em agradecimento pela noite bem dormida. Outros chefes decapitavam regularmente as suas vítimas. Mulheres escravas eram às vezes crucuficadas para fazer parar a chuva. Tudo isso, envolvia apenas negros contra negros.</p>
<p>Entrevistada em Benin, onde vive, Martine de Souza, descendente do rico traficante brasileiro de escravos Francisco Feliz de Souza, conta que seu ancestral teve 40 mulheres, todas negras, e 90 filhos homens (ninguém contou o número de filhas). Os dois filhos mais velhos, negros, dirigiam a empresa familiar, negociando escravos na ausência do pai.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Africanos protestaram a favor da manutenção do tráfico</h2>
<p>Aos poucos o comércio de escravos dominou a economia da costa ocidental africana. Quando vários países europeus aboliram o tráfico, no início do século passado (século 19), líderes africanos protestaram por escrito contra a decisão.</p>
<p>Mesmo depois de os brancos terem sido afastados, o comércio interno de escravos na África não se interrompeu e continuou ativo até o início deste século (século 20).</p>
<p>Esses fatos não justificam os horrores e o barbarismo impostos pelos brancos aos escravos capturados na África, mas certamente ajudam a desfazer mitos e distorções propagados por versões históricas politicamente corretas, mas distantes da realidade.<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/OGlobopequeno.bmp"><img class="alignright size-full wp-image-2936" title="OGlobopequeno" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/OGlobopequeno.bmp" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>Silio Boccanera</strong></em></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/divisor2pb.gif"><img class="aligncenter size-medium wp-image-5164" title="divisor2pb" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/divisor2pb-300x16.gif" alt="" width="300" height="16" /></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3623" title="seta-vermelha-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a><strong>Créditos: </strong>artigo publicado no jornal <strong>O Globo</strong>, em 07/12/1997, de autoria de Silio Boccanera. Subtítulos foram inseridos por mim para facilitar a leitura do texto.</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/10/Seta-pequena.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-4980" title="Seta-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/10/Seta-pequena.gif" alt="" width="24" height="24" /></a>Imagem:</strong> www.curado.com.<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a></p>
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		<title>Mãe África II – De volta à África</title>
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		<pubDate>Sat, 08 May 2010 16:40:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Indigenismo]]></category>
		<category><![CDATA[Escravidão]]></category>
		<category><![CDATA[Eugenia]]></category>
		<category><![CDATA[Oriente Médio]]></category>
		<category><![CDATA[Quilombolas]]></category>

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		<description><![CDATA[Em resposta a e-mail de leitores, que questionaram a motivação de se escrever uma coluna (em 07/12/97) descrevendo a participação de negros na escravidão de outros africanos, vale esclarecer que o artigo não tinha outro objetivo senão registrar um fato histórico, divulgado pela televisão britânica, resultado de pesquisas sociais sérias, embora incômodas para os que só aceitavam verdades politicamente corretas da realidade.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/OGlobomedio.bmp"><img class="alignleft size-full wp-image-2934" title="OGlobomedio" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/OGlobomedio.bmp" alt="" /></a>Este outro artigo, também de autoria de Silio  Boccanera, é uma resposta do autor, em decorrência do artigo anterior, que provocou muita reclamação por parte da comunidade afro-descendente. Mas pelo jeito, a coisa por  lá, em África, não mudou muito&#8230; <a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/03/husc-pequena.jpg"></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/newrule.gif"></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/divisor2pb.gif"><img class="aligncenter size-medium wp-image-5164" title="divisor2pb" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/divisor2pb-300x16.gif" alt="" width="300" height="16" /></a></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/africa067.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-2964" title="africa067" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/africa067-298x300.jpg" alt="" width="298" height="300" /></a></p>
<h2>Volta à África</h2>
<p>Em resposta a e-mail de  leitores, que questionaram a motivação de se escrever uma coluna (em  07/12/97) descrevendo a participação de negros na escravidão de outros  africanos, vale esclarecer que o artigo não tinha outro objetivo senão  registrar um fato histórico, divulgado pela televisão britânica,  resultado de pesquisas sociais sérias, embora incômodas para os que só  aceitavam verdades politicamente corretas da realidade.</p>
<p>O  que a coluna recente contava era que, conforme documentação e relato de  professores africanos especializados mostrados no documentário, o  comércio de escravos era tradição na África antes da chegada dos brancos  e continuou a existir, internamente, quando os europeus proibiram o  tráfico. Mais ainda, durante os horrores da exploração branca, africanos  livres participaram ativamente no negócio.</p>
<p>Não existe racismo  nessa constatação. Trata-se apenas da correção de um mito, como a  suposta inexistência de racismo no Brasil.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Constatando a realidade africana – hoje</h2>
<p>Trata-se da mesma busca  da verdade histórica que levou cientistas a provar há alguns meses, com  base em estudos de DNA, que o mítico Jardim do Éden, onde surgiu Adão,  não teria sido no Oriente Médio, como sugere a Bíblia, e sim na África,  pois de lá a espécie humana saiu para outros continentes.</p>
<p>Aos  praticantes da linha ortodoxa e purificada da história da escravidão,  onde só o colonizador branco aparece como vilão, recomenda-se como  antídoto não apenas o programa citado da BBC, mas também o recém-lançado  livro do jornalista americano (negro e ativista nos movimentos raciais  de seu país) Keith Richburg: «Out of America: a Black Man Confronts  Africa» – literalmente traduzido como «Saindo da América: Um  Negro Confronta a África».</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>A visão dos ativistas negros é falsa</h2>
<p>Ex correspondente do jornal The  Washington Post na África, com base em Nairobi, e atualmente cobrindo a  Ásia para o mesmo diário, Richburg relata no livro seu confronto de  afro-americano com a realidade africana, os massacres e o genocídio  entre várias etnias, visão bem diferente daquela idealizada por seus  companheiros de ativismo nos estados Unidos. E oposta ao que ele estudou  na universidade em cursos especializados: «Meus ancestrais vieram  desse lugar e estes (os habitantes atuais) são meus primos distantes.  Mas existe algo que até me envergonha admitir: tenho horror da África.  Não quero pertencer a isso. No fundo do coração, estou discretamente  celebrando a saída do meu ancestral que escapou desse continente.»</p>
<p>E  já prevendo a cobrança politicamente correta de seus ex-companheiros de  militância no movimento negro de Detroit, onde foi criado: «Venha  me falar de África, de minhas raízes negras e de meu parentesco com meus  irmãos africanos, e jogo isso de voltas na sua cara, esfrego seu nariz  nas imagens de carne humana apodrecendo. Estou cansado de mentir.»<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/OGlobopequeno.bmp"><img class="alignright size-full wp-image-2936" title="OGlobopequeno" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/OGlobopequeno.bmp" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>Silio Boccanera</strong></em></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/newrule.gif"></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/divisor2pb.gif"><img class="aligncenter size-medium wp-image-5164" title="divisor2pb" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/divisor2pb-300x16.gif" alt="" width="300" height="16" /></a><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3623" title="seta-vermelha-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>Créditos: e</strong>ste é artigo  publicado no O Globo, em 01/02/1998, da autoria de Silio Boccanera. Subtítulos foram por mim acrescentados para facilitar a leitura do  texto.</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/10/Seta-pequena.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-4980" title="Seta-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/10/Seta-pequena.gif" alt="" width="24" height="24" /></a><strong>Imagem:</strong> insoniaseafins.blogspot.com.<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/03/husc-pequena.jpg"></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a></p>
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