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	<title>Blog do Ambientalismo &#187; Governo mundial</title>
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	<description>O que você precisa saber sobre Ambientalismo, Indigenismo e Governo Mundial</description>
	<lastBuildDate>Mon, 21 May 2012 18:56:01 +0000</lastBuildDate>
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		<title>França: nova oportunidade de eliminar o absolutismo do mercado</title>
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		<pubDate>Mon, 21 May 2012 16:57:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Governo mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Crise financeira]]></category>
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		<description><![CDATA[Dos cinco países da União Europeia (UE) que tiveram eleições no último fim-de-semana, a França é o que apresenta o maior impacto potencial para a evolução do cenário global, no futuro imediato. E não porque o presidente eleito François Hollande seja um estadista de peso (na verdade, está longe disto), mas pelas circunstâncias em que irá substituir Nicolas Sarkozy no comando do Eliseu, tendo nas mãos a possibilidade - abandonada por seu antecessor - de colocar o grande peso específico de seu país à frente de uma "revolução" para acabar com o absolutismo dos mercados financeiros na formulação de políticas. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp"><img class="aligncenter  wp-image-10770" title="msiA iNFORMA" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp" alt="" width="235" height="49" /></a></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dos cinco países da União Europeia (UE) que tiveram eleições no último fim-de-semana, a França é o que apresenta o maior impacto potencial para a evolução do cenário global, no futuro imediato. E não porque o presidente eleito François Hollande seja um estadista de peso (na verdade, está longe disto), mas pelas circunstâncias em que irá substituir Nicolas Sarkozy no comando do Eliseu, tendo nas mãos a possibilidade &#8211; abandonada por seu antecessor &#8211; de colocar o grande peso específico de seu país à frente de uma &#8220;revolução&#8221; para acabar com o absolutismo dos mercados financeiros na formulação de políticas.</strong></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">De fato, como observaram vários comentaristas, mais que Hollande vencer as eleições, foi Sarkozy quem as perdeu, ao renunciar à oportunidade de exercer um papel verdadeiramente histórico em seu mandato.</p>
<p style="text-align: justify;">Sarkozy foi um dos primeiros chefes de Estado a bater na tecla da necessidade de uma reforma financeira global e a apontar o dedo para o papel dos paraísos fiscais no agravamento da crise financeira, tendo prometido usar a sua presidência do G-20 para encabeçar iniciativas a respeito. A propósito, é oportuno recordar o seu discurso de posse, que encerrou com as seguintes considerações:</p>
<blockquote><p><em>«Quero dizer aos franceses: o pleno emprego, o crescimento, o aumento do poder aquisitivo, a revalorização do trabalho, a moralização do capitalismo, tudo isso é necessário e é possível. Mas isso não são mais que meios que devem ser postos a serviço de uma certa idéia do homem, de um ideal de sociedade onde cada um possa encontra seu lugar, onde a dignidade de todos e de cada um seja reconhecida e respeitada.»</em></p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">Na ocasião, na edição de 30 de maio de 2007, a Resenha Estratégica observou:</p>
<blockquote><p><em>«Nesse quadro, o futuro do governo de &#8220;Sarko&#8221;, como o chamam os franceses, irá depender da sua disposição em utilizar o enorme peso específico da França para consolidar uma aliança estratégica com a Alemanha e a Rússia, fundamental para uma reconstrução positiva da ordem de poder mundial (exatamente contra os &#8220;neocons&#8221; e seus aliados, que se empenham em fomentar um novo antagonismo com a Federação Russa). Se isso não ocorrer, as suas promissoras posições iniciais cairão no vazio e poderão representar as proverbiais boas intenções de que está pavimentado o caminho do inferno.»</em></p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">Para infortúnio da França e do mundo civilizado, Sarkozy acabou acabou dando razão aos que o consideravam um americanófilo, ao se acomodar na posição de junior partner da agenda hegemônica anglo-americana. Assim, sua principal iniciativa de âmbito internacional foi assumir a liderança da desastrosa intervenção militar na Líbia, junto com o Reino Unido de David Cameron, à frente da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a cuja estrutura de comando a França retornou em seu mandato.</p>
<p style="text-align: justify;">Ademais, em várias outras oportunidades, ele colocou a França a reboque da agenda hegemônica do eixo anglo-americano, como na incessante investida contra o programa nuclear do Irã e nas pressões contra o regime de Bashar al-Assad, na Síria. Somados à passividade diante dos problemas socioeconômicos internos, causados pela recessão e a crise do euro, tais fatores em muito contribuíram para o seu desgaste político, além de retirar-lhe a possibilidade de exercer uma liderança internacional efetiva em meio às turbulências da crise global.</p>
<p style="text-align: justify;">Se tiver a percepção da oportunidade histórica e conseguir superar a inexperiência em cargos executivos (na verdade, em quaisquer cargos públicos) e a falta de carisma, Hollande poderá retomar a agenda abandonada por Sarkozy e aproveitar uma de suas poucas iniciativas de peso, uma aproximação estratégica com a Federação Russa, para começar a pavimentar o caminho de um entendimento russo-europeu voltado para o desenvolvimento da Eurásia. Segundo alguns analistas, ele vê com simpatia uma aproximação com o bloco BRICS, o que poderá ser fundamental para afrouxar os laços da hegemonia anglo-americana na Europa. Se, juntamente com isto, adotar uma atitude cooperativa em relação ao Irã, poderá contribuir sobremaneira para reduzir as tensões no cenário mundial.</p>
<p style="text-align: justify;">Talvez, tais perspectivas sejam suficientes para incomodar os escribas do <em>establishment</em> oligárquico, como o editor emérito da agência UPI, Martin Walker, que lhe dedicou uma ácida coluna, em 7 de maio:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>«Nenhum presidente de um país importante jamais se elegeu com tão pouca experiência de governo. Um assessor informal na máquina do Partido Socialista, Hollande nunca foi ministro e nunca dirigiu nada, exceto a presidência do conselho administrativo de Correze, o departamento mais corrupto e endividado da França.»</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>«Hollande quase não fala inglês e tem pouca experiência nos altos níveis da política internacional. A chanceler alemã Angela Merkel se ofereceu para fazer campanha por Sarkozy, contra ele. O premier britânico David Cameron estava ocupado quando Hollande visitou Londres. O presidente estadunidense Barack Obama, que se encontrará com Hollande pela primeira vez na cúpula da OTAN em Chicago, este mês, está às voltas com um encontro difícil, já que Hollande se comprometeu a retirar todas as tropas francesas do Afeganistão até o final deste ano.»</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>«Na Europa, Hollande ameaça ser uma figura divisora, depois de prometer desafiar o pacto de responsabilidade fiscal que Merkel impôs aos seus parceiros da zona do euro, como preço do apoio alemão na crise do euro. Hollande quer que o pacto de austeridade liderado pelos alemães seja amaciado por um novo compromisso de enfocar a restauração do crescimento.»</em></p>
</blockquote>
<h2 style="text-align: justify;" align="center">Não há solução &#8220;europeia&#8221;</h2>
<p style="text-align: justify;">Por outro lado, manifesta-se uma falsa escolha de opções, entre o que seria a agenda da austeridade fiscal defendida pela Alemanha de Angela Merkel e soluções de roupagem keynesiana, envolvendo novos gastos públicos e medidas do gênero, como tem sido proposto por Paul Krugman e outros economistas críticos dos excessos decorrentes da desregulamentação dos mercados financeiros. Nem o problema central é europeu, nem, tampouco, poderá haver qualquer solução exclusivamente continental para o impasse que ameaça a zona do euro. A questão remete à própria estrutura do sistema financeiro e monetário internacional, em sua presente forma: se ele não for reformado, reestruturado e reorientado para o papel tradicional de apoiar a economia real, não há possibilidade de uma solução positiva possível para a crise &#8211; exceto, o seu aprofundamento, quiçá, acompanhado por um conflito armado de grandes proporções.</p>
<p style="text-align: justify;">Sem uma reforma financeira em regra, que enquadre os fluxos financeiros transfronteiriços e os force a se redirecionar para os investimentos e atividades produtivas (aí incluída uma séria limitação ao funcionamento dos paraísos fiscais), e o entendimento de que o mundo necessita da abertura de novos espaços econômicos, consentâneos com a emergência de novos protagonistas no cenário global e as aspirações de progresso social da metade inferior da população mundial, não poderá haver soluções duradouras e construtivas para a crise, apenas paliativos de efeitos limitados &#8211; que somente poderão adiar a implosão final de um sistema cuja disfuncionalidade não precisa de novas evidências.</p>
<p style="text-align: justify;">Esses novos espaços são representados, principalmente, pela massa continental eurasiática, o continente africano e a Ibero-América, em especial, a América do Sul. Com os instrumentos creditícios adequados, uma arquitetura institucional favorável e um ambiente internacional mais orientado pela cooperação que pelas confrontações hegemônicas, o pleno desenvolvimento dessas vastas regiões oferece à economia mundial uma perspectiva de recuperação muito mais concreta do que qualquer agenda que contemple apenas o tradicional receituário prevalecente dos &#8220;negócios como sempre&#8221;. Não por acaso, a referência do New Deal de Roosevelt é recorrente entre os proponentes de caminhos alternativos para a superação da crise, como tem sugerido, entre outros, a nova figura ascendente na política grega, o líder do bloco de esquerda Syriza, Alexis Tsipas, que já desponta como o enfant terrible das hostes &#8220;antiausteridade&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Em uma Europa onde, desde o final da II Guerra Mundial, as iniciativas políticas que produziram um afrouxamento do garrote anglo-americano no continente sempre passaram por Paris (geralmente, em combinação com a capital alemã relevante), é possível que a multiplicação de focos de crise crie condições políticas favoráveis a uma nova liderança gaulesa no processo de superação da crise global. Porém, será preciso ver se Hollande estará à altura de tal responsabilidade.</p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #ff6600;"><strong><em><em><strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em></em></strong></span></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/div-novo.png"><img class="aligncenter" title="div-novo" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/div-novo-300x13.png" alt="" width="300" height="13" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Créditos </strong>➞<strong> </strong>este post é matéria apresentada no Boletim Eletrônico <strong><em>MSIa INFORMA</em></strong>, do <strong><em>MSIa –</em></strong><em> <strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em>, Vol. III, N<sup>o</sup> 49, de 11 de maio de 2012.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>MSIa INFORMA</em></strong><strong> </strong>➞<strong> </strong>é uma publicação do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa). Conselho Editorial: Angel Palacios, Geraldo Luís Lino, Lorenzo Carrasco (Presidente), Marivilia Carrasco e Silvia Palacios. Endereço: Rua México, 31 &#8211; sala 202 &#8211; Rio de Janeiro (RJ) &#8211; CEP 20031-144; Telefax: 0xx 21-2532-4086.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Para saber mais sobre o tema </strong>➞<strong> </strong>visitar os sites da MSIa/Capax Dei:<strong> </strong><a href="http://www.alerta.inf.br/">http://www.alerta.inf.br/</a> e <a href="http://www.msia.org.br/">http://www.msia.org.br/</a>.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Mensagens e sugestões </strong>➞<strong> </strong>favor enviar para msia@msia.org.br</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-0aMicro.jpg"><img class="size-full wp-image-9609 alignright" title="harpia-0aMicro" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-0aMicro.jpg" alt="" width="50" height="64" /></a>Para adquirir as publicações da Capax Dei Editora Ltda.</strong> ➞ loja virtual em: <a href="http://www.capaxdei.com.br/">www.capaxdei.com.br</a>; e-mail : capaxdeieditora@gmail.com</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Itália: um fundo para o crescimento</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/italia-um-fundo-para-o-crescimento/</link>
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		<pubDate>Mon, 21 May 2012 15:02:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
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		<description><![CDATA[    O programa de reformas do governo do premier italiano Mario Monti Governo apresentou, recentemente, uma Agenda para o Crescimento, elaborada pelo Ministério de Desenvolvimento Econômico e Infraestrutura. Esperemos que não se trate de mera propaganda. O baixo crescimento no país já dura 15 anos e a economia encontra-se mergulhada numa recessão, a caminho de uma depressão, manietada por uma orientação contábil rigorosa, mas desconectada de qualquer política de recuperação.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp"><img class="aligncenter  wp-image-10770" title="msiA iNFORMA" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp" alt="" width="235" height="49" /></a><strong></strong></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>O programa de reformas do governo do premier italiano Mario Monti Governo apresentou, recentemente, uma Agenda para o Crescimento, elaborada pelo Ministério de Desenvolvimento Econômico e Infraestrutura. Esperemos que não se trate de mera propaganda. O baixo crescimento no país já dura 15 anos e a economia encontra-se mergulhada numa recessão, a caminho de uma depressão, manietada por uma orientação contábil rigorosa, mas desconectada de qualquer política de recuperação.</strong></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">A situação é dramática e é necessário agir rapidamente. Basta considerar o número crescente de suicídios, falências, demissões e desempregados</p>
<p style="text-align: justify;">Nesta situação, aumentar ainda mais os impostos, de forma indiscriminada, para financiar a recuperação econômica, seria ruinoso para o sistema produtivo e os empregos. O ministro Corrado Passera parece ciente deste risco e sintetizou, assim, a sua intenção: &#8220;A Agenda para o Crescimento deve ser financiada, principalmente, com a recuperação das evasões [fiscais], com a redução do desperdício e das despesas menos úteis, com a valorização dos ativos públicos, com a atração de fundos privados para projetos de infraestrutura e uma melhor utilização dos fundos europeus.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">São propostas interessantes, mas há uma urgência de escolhas e decisões que precisam ser feitas no prazo mais curto possível, para dar ao &#8220;Sistema Itália&#8221; o choque necessário. É preciso agir de forma decisiva com relação aos bancos, que, como é notório, conseguiram muita coisa com o Banco Central Europeu (BCE) e, também, com o próprio governo italiano.</p>
<p style="text-align: justify;">Seria útil um programa imediato do gênero do New Deal de Franklin Roosevelt, para a construção de infraestrutura nova, uma longa série de pequenas obras públicas, o apoio a novas tecnologias e pesquisa e mais e melhores empregos, a fim de tornar o &#8220;sistema Itália&#8221; mais competitivo e mais presente nos mercados europeus e internacionais. Obviamente, isto requer um orçamento destinado a um eficiente sistema de crédito, que hoje o país não tem.</p>
<p style="text-align: justify;">Tempos atrás, os defensores das demissões em massa e da venda de bens e imóveis públicos às finanças privadas estimaram tal patrimônio em cerca de 400 bilhões de euros. Acreditamos que tal uma privatização seria, em grande medida, prejudicial aos interesses do Estado e da comunidade.</p>
<p style="text-align: justify;">A curto prazo, poder-se-ia criar um fundo público com parte dos imóveis pertencentes ao governo e outros valores mobiliários e imobiliários ainda em mãos públicas. Isto poderia compor a base de capital para a emissão de crédito com uma moderada alavancagem financeira. Por exemplo, com uma base de capital de 50 bilhões de euros, com um fator de alavancagem 3, se poderiam criar créditos da ordem de 150 bilhões de euros.</p>
<p style="text-align: justify;">Este seria um sistema de crédito semelhante ao que permitiu à Alemanha reconstruir a sua capacidade de produção após a II Guerra Mundial. O Kreditanstalt für Wiederaufbau (KfW), o banco alemão de crédito para a reconstrução, foi criado com fundos fornecidos pelo Plano Marshall e começou a conceder créditos e empréstimos para projetos de reconstrução e modernização. No caso, as receitas decorrentes dos pagamentos dos créditos ficam no banco, em vez de se destinarem ao serviço da dívida pública, e alimentam um ciclo virtuoso de novos créditos para novos investimentos. Hoje, o KfW é um gigante com ativos de cerca de 500 bilhões de euros e, em 2011, criou novas linhas de crédito da ordem de 70 bilhões de euros. Ele representa o melhor do &#8220;Sistema Alemanha&#8221;, não apenas em seu território, mas também nos mercados internacionais e nos países emergentes.</p>
<p style="text-align: justify;">Na verdade, a Agenda para o Crescimento apresentada pelo ministro Passera acena para a &#8220;constituição de um fundo imobiliário para a valorização dos bens dos Comuns&#8221;. Hoje, no entanto, a urgência impõe que não se perca tempo com longos estudos de viabilidade, mas a necessidade de se passar imediatamente à concretização dos projetos. Não é preciso efetuar um recenseamento de todos os bens públicos disponíveis, pode-se começar com aqueles cujas situação e valor já são plenamente conhecidos. Isto seria suficiente para dar partida a um fundo de desenvolvimento de dimensão significativa.</p>
<p style="text-align: justify;">De fato, não seria sequer necessário criar uma nova entidade e uma nova burocracia para administrar o fundo em questão: poder-se-iam usar os recursos e capacidades da Caixa de Depósitos e Empréstimos (CDP), que já desempenha um papel de grande importância no cenário italiano e, recentemente, tem desenvolvido experiência em tais áreas, inclusive, fundos de desenvolvimento, como a chamada &#8220;Rede Margarida&#8221;, que já opera na Europa e no Mediterrâneo.</p>
<p style="text-align: justify;">Enfim, a iniciativa é positiva, mas é necessário que seja implementada rapidamente, de acordo com a experiência francesa dos debates públicos sobre a programação dos grandes projetos. Com isto, se pode formular uma estratégia sempre atualizada para a implementação de infraestrutura moderna, para assegurar uma melhor conexão da Itália aos grandes projetos europeus, bem como aos que visam à criação de corredores de desenvolvimento para todo o continente eurasiático.</p>
<p style="text-align: justify;">Em resumo, trata-se de pensar grande e agir concretamente, para que não o discurso do desenvolvimento não caia no vazio.</p>
<p style="text-align: right;"><strong>Mario Lettieri e Paolo Raimondi, de Roma</strong></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #ff6600;"><strong><em><em><strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em></em></strong></span></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/div-novo.png"><img class="aligncenter" title="div-novo" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/div-novo-300x13.png" alt="" width="300" height="13" /></a></p>
<p><strong>Créditos </strong>➞<strong> </strong>este post é matéria apresentada no Boletim Eletrônico <strong><em>MSIa INFORMA</em></strong>, do <strong><em>MSIa –</em></strong><em> <strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em>, Vol. III, N<sup>o</sup> 48, de 04 de maio de 2012.</p>
<p><strong><em>MSIa INFORMA</em></strong><strong> </strong>➞<strong> </strong>é uma publicação do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa). Conselho Editorial: Angel Palacios, Geraldo Luís Lino, Lorenzo Carrasco (Presidente), Marivilia Carrasco e Silvia Palacios. Endereço: Rua México, 31 &#8211; sala 202 &#8211; Rio de Janeiro (RJ) &#8211; CEP 20031-144; Telefax: 0xx 21-2532-4086.</p>
<p><strong>Para saber mais sobre o tema </strong>➞<strong> </strong>visitar os sites da MSIa/Capax Dei:<strong> </strong><a href="http://www.alerta.inf.br/">http://www.alerta.inf.br/</a> e <a href="http://www.msia.org.br/">http://www.msia.org.br/</a>.</p>
<p><strong>Mensagens e sugestões </strong>➞<strong> </strong>favor enviar para msia@msia.org.br</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-10bMicro.jpg"><img class="alignright" title="harpia-10bMicro" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-10bMicro.jpg" alt="" width="60" height="49" /></a>Para adquirir as publicações da Capax Dei Editora Ltda.</strong> ➞ loja virtual em: <a href="http://www.capaxdei.com.br/">www.capaxdei.com.br</a>; e-mail : capaxdeieditora@gmail.com</p>
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		<title>O dilema da estratégia alemã para o Oriente Médio</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/o-dilema-da-estrategia-alema-para-o-oriente-medio/</link>
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		<pubDate>Tue, 15 May 2012 16:14:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Governo mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Crise global]]></category>
		<category><![CDATA[Oriente Médio]]></category>
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		<description><![CDATA[As perspectivas futuras para o Oriente Médio foram o tema de uma recente conferência organizada pelo Clube Atlântico Alemão, em Frankfurt, com o sugestivo título "O Ponto Quente do Oriente Médio". Na ocasião, um dos mais respeitados comentaristas da televisão alemã, Manfred Sonne, falou sobre o dilema da estratégia alemã para a região. Seu ponto central foi a observação de que, no futuro, o Oriente Médio se tornará o principal "ponto quente" para a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e o Ocidente em geral.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp"><img class="aligncenter  wp-image-10770" title="msiA iNFORMA" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp" alt="" width="240" height="50" /></a><strong></strong></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>As perspectivas futuras para o Oriente Médio foram o tema de uma recente conferência organizada pelo Clube Atlântico Alemão, em Frankfurt, com o sugestivo título &#8220;O Ponto Quente do Oriente Médio&#8221;. Na ocasião, um dos mais respeitados comentaristas da televisão alemã, Manfred Sonne, falou sobre o dilema da estratégia alemã para a região. Seu ponto central foi a observação de que, no futuro, o Oriente Médio se tornará o principal &#8220;ponto quente&#8221; para a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e o Ocidente em geral.</strong></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Com a retirada das tropas da força internacional (ISAF) do Afeganistão, prevista para se completar ao final de 2014, uma série de novos problemas deverá emergir. Uma questão crucial será: quem financiará o Exército e a Polícia afegãos – uma força de 320 mil homens, muitos dos quais treinados pela ISAF? Uma vez que o totalmente corrompido governo afegão não assumirá tal responsabilidade, o problema será um dos temas centrais da cúpula da OTAN, em Chicago, em 21-22 de maio próximos. Para complicar, 80% dos policiais afegãos são analfabetos, enquanto o tráfico de drogas representa 80% das atividades econômicas do país.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma olhada na situação do Iraque mostra que, após quase nove anos de invasão militar, a situação está longe da estabilidade. O país vive um estado de guerra civil permanente, causada pelas tensões entre sunitas, xiitas e curdos. As rebeliões árabes, como demonstram as voláteis situações no Egito e na Líbia, também não contribuíram para a estabilidade regional. E, na linha de frente das preocupações, está a confrontação com o Irã, com a questão-chave de se o país optará ou não pela construção de uma arma nuclear.</p>
<p style="text-align: justify;">Em sua recente visita a Berlim, o ministro da Defesa israelense Ehud Barak deixou claro que seu país &#8220;mantém na mesa a opção de um ataque preventivo contra o Irã, para impedi-lo de adquirir uma bomba nuclear&#8221;. Na oportunidade, ele foi contestado por seu colega alemão, Thomas de Maizière, que manifestou a oposição alemã a tal solução militar.</p>
<p style="text-align: justify;">As lideranças alemãs sabem que, se houver um ataque israelense ao Irã, a Alemanha se veria diretamente envolvida, por questões políticas, econômicas e de segurança. Como foi observado na conferência de Frankfurt, o pano de fundo para isso é a declaração feita pela chanceler Angela Merkel, no Parlamento israelense, em maio de 2008, na qual afirmou:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>«A Alemanha sente uma responsabilidade especial com respeito à segurança de Israel, e a segurança de Israel é parte da raison d&#8217;État [razão de Estado] da Alemanha.»</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Como a Alemanha é um importante fornecedor de equipamentos militares a Israel, o país, muito provavelmente, sofreria as consequências estratégicas de um ataque militar ao Irã, o que explica as tentativas de de Maizière e outros políticos alemães, no sentido de desescalar a confrontação com o Irã.</p>
<p style="text-align: justify;">A raiz das preocupações alemãs é o fato de que o país já forneceu três submarinos classe Dolphin a Israel, a verdadeiros preços de barganha, devendo outros dois serem entregues até o final deste ano, com um sexto encomendado. Com estes submarinos, que estão entre os melhores do mundo, Israel obteve uma importante capacidade estratégica de retaliação nuclear, tendo equipado-os com mísseis de cruzeiro dotados de ogivas nucleares e mantendo permanentemente um deles operando no Golfo Pérsico.</p>
<p style="text-align: justify;">Ademais, Israel continua recebendo uma importante ajuda militar dos EUA, que, por sua vez, reforçaram a sua presença naval no Golfo Pérsico e ampliaram as suas bases navais em Bahrein e no Kuwait.</p>
<p style="text-align: justify;">Nos debates em Frankfurt, não obstante, as atuais relações governamentais alemãs-israelenses foram descritas como encontrando-se &#8220;abaixo de zero&#8221;. Merkel, afirmou-se, estaria &#8220;frustrada&#8221; e &#8220;resignada&#8221;, pelas fúteis tentativas de convencer o premier Benjamin Netanyahu a interromper a sua controvertida política de assentamentos em Gaza e na Cisjordânia, abrindo caminho para a criação do Estado Palestino. Na visão de Berlim, um ataque ao Irã teria, também, graves implicações para a economia mundial, com uma imediata elevação dos preços do petróleo, que acarretaria consequências devastadoras para a zona do euro e a própria economia alemã.</p>
<p style="text-align: justify;">Na conferência, observou-se que a recente reunião do grupo P5+1 com o Irã, em Istambul, terminou de forma &#8220;construtiva&#8221;. Agora, todas as atenções estão voltadas para a próxima rodada de negociações, em 23 de maio, em Bagdá, quando se espera que o Irã ofereça garantias concretas de que o seu programa de enriquecimento de urânio não deverá ultrapassar o limite de 20% de enriquecimento, a ser verificado pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Se a oportunidade for perdida, afirmou-se, os EUA e a União Europeia deverão impor pesadas sanções econômicas ao país, cujas consequências serão devastadoras para a economia iraniana.</p>
<h2 style="text-align: left;" align="center">A controvérsia de Günter Grass</h2>
<p style="text-align: justify;">O desconforto da maioria da população alemã com a possibilidade de uma nova guerra no Oriente Médio se mostrou, indiretamente, nos acalorados debates resultantes da publicação de um poema do escritor Günter Grass, no jornal Süddeutsche Zeitung, no qual criticou Israel como sendo uma ameaça à segurança mundial. O poema, reconhecidamente tosco, motivou uma furiosa reação oficial, tanto do governo alemão como do israelense, que, prontamente, declarou Grass como persona non grata no país e o qualificou de antissemita (o que ele, notoriamente, não é, como admitiu o ex-embaixador israelense em Berlim, Avi Primor).</p>
<p style="text-align: justify;">Entretanto, em paralelo com tal polêmica, outras análises tiveram ampla divulgação na imprensa alemã. O semanário Die Zeit republicou um artigo do editor da revista estadunidense The New Yorker, David Remnick, no qual expressa uma profunda preocupação com as políticas extremistas do governo de Netanyahu, apoiadas pelos partidos religiosos e fanáticos ultraortodoxos israelenses. Segundo ele, as pesquisas mostram que um crescente número de jovens israelenses que serviram nos territórios ocupados têm se tornado firmes apoiadores da política de assentamentos do premier (a maioria dos assentados são judeus ultraortodoxos, que são apoiados pelos evangélicos estadunidenses).</p>
<p style="text-align: justify;">Nas discussões em Frankfurt, levantou-se outro dilema para Israel, a &#8220;bomba demográfica&#8221;. Em dez anos, a persistirem as atuais taxas de fertilidade, 35% da população serão de origem árabe, e o outro grupo demográfico que também cresce rapidamente é o dos ultraortodoxos. A tendência é preocupante, pois tende a agravar as tensões sociais e econômicas.</p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000080;"><strong><em>Elisabeth Hellenbroich</em>, de Wiesbaden</strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #ff6600;"><strong><em><em><strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em></em></strong></span></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/div-novo.png"><img class="aligncenter" title="div-novo" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/div-novo-300x13.png" alt="" width="300" height="13" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Créditos </strong>➞<strong> </strong>este post é matéria apresentada no Boletim Eletrônico <strong><em>MSIa INFORMA</em></strong>, do <strong><em>MSIa –</em></strong><em> <strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em>, Vol. III, N<sup>o</sup> 48, de 04 de maio de 2012.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>MSIa INFORMA</em></strong><strong> </strong>➞<strong> </strong>é uma publicação do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa). Conselho Editorial: Angel Palacios, Geraldo Luís Lino, Lorenzo Carrasco (Presidente), Marivilia Carrasco e Silvia Palacios. Endereço: Rua México, 31 &#8211; sala 202 &#8211; Rio de Janeiro (RJ) &#8211; CEP 20031-144; Telefax: 0xx 21-2532-4086.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Para saber mais sobre o tema </strong>➞<strong> </strong>visitar os sites da MSIa/Capax Dei:<strong> </strong><a href="http://www.alerta.inf.br/">http://www.alerta.inf.br/</a> e <a href="http://www.msia.org.br/">http://www.msia.org.br/</a>.</p>
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		<title>França: terremoto eleitoral</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/franca-terremoto-eleitoral/</link>
		<comments>http://blogdoambientalismo.com/franca-terremoto-eleitoral/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 15 May 2012 15:59:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Governo mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Nova ordem mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Política internacional]]></category>

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		<description><![CDATA[François Gérard Georges Nicolas Hollande (Ruão, 12 de agosto de 1954) é um político francês, servindo atualmente como 24º Presidente da França. Foi primeiro secretário do Partido Socialista de 1997 a 2008 e prefeito da comuna francesa de Tulle entre 2001 e 2008. Atualmente é presidente do conselho geral do departamento de Corrèze e deputado pelo 1º distrito. Venceu o primeiro turno e liderou as pesquisas de intenção de voto para o pleito em segundo turno da eleição presidencial da França em 2012. Confirmou seu favoritismo no segundo turno, em 6 de maio de 2012, ao obter 52% dos votos, derrotando Nicolas Sarkozy, candidato à reeleição. Ele tomou posse como presidente em 15 de maio de 2012.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp"><img class="aligncenter  wp-image-10770" title="msiA iNFORMA" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp" alt="" width="240" height="50" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Independentemente do resultado do segundo turno, no próximo domingo 6 de maio, as eleições presidenciais francesas [que já se realizaram, com a vitória de François Hollande ↓] já significam um forte abalo sísmico histórico na Europa. Seja o vencedor o desafiante socialista François Hollande ou o presidente Nicolas Sarkozy, o pleito francês assinala um claro ponto de inflexão na crise sistêmica global, com destaque particular para a sua vertente europeia.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2012/05/hollande.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-13179" title="hollande" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2012/05/hollande-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>[Nota do Editor: François Gérard Georges Nicolas Hollande (Ruão, 12 de agosto de 1954) é um político francês, servindo atualmente como 24º Presidente da França. Foi primeiro secretário do Partido Socialista de 1997 a 2008 e prefeito da comuna francesa de Tulle entre 2001 e 2008. Atualmente é presidente do conselho geral do departamento de Corrèze e deputado pelo 1º distrito. Venceu o primeiro turno e liderou as pesquisas de intenção de voto para o pleito em segundo turno da eleição presidencial da França em 2012. Confirmou seu favoritismo no segundo turno, em 6 de maio de 2012, ao obter 52% dos votos, derrotando Nicolas Sarkozy, candidato à reeleição. Ele tomou posse como presidente em 15 de maio de 2012.]<sup> Wikipedia/Husc</sup></strong></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">De forma visível, uma grande parcela do eleitorado gaulês não se mostrou identificada com as correntes políticas majoritárias, visto que a soma dos votos de Hollande e Sarkozy mal atingiu 55%. Em paralelo, uma significativa maioria dos votos &#8211; mais de 70% &#8211; foi atribuída a candidatos que atacaram de forma ostensiva a hegemonia das finanças nas políticas públicas, em especial, os draconianos programas de &#8220;austeridade&#8221; que estão sendo impostos pelos governos da União Europeia (UE).</p>
<p style="text-align: justify;">Por outro lado, as expressivas votações de Marine Le Pen (Frente Nacional) e Jean-Luc Mélenchon (Frente de Esquerda) &#8211; que, juntos, obtiveram 30% dos sufrágios &#8211; parecem remeter a um processo com causas mais profundas que meros votos de protesto. Em entrevista publicada no jornal O Globo de 29 de abril, o sociólogo Michel Maffesoli, professor da Universidade de Paris-Descartes/Sorbonne, acusa a classe política francesa de estar desconectada da realidade e a intelectualidade, de permanecer mergulhada nas ideias do Iluminismo. Segundo ele, &#8230;</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">&#8230; <em>«esta intelligentsia, de esquerda e de direita, permanece na filosofia do Iluminismo, elaborada no século XVIII&#8230; E ela não se deu conta de que há uma mudança no ambiente, e não sabe mais dizer o que é vivido. Quando há um desacordo, um fosso, entre o que é dito e o que é vivido, é ali que vão se aninhar os discursos de ódio, de xenofobia, de racismo, de extremos.»</em> (&#8230;)</p>
<p style="text-align: justify;">(&#8230;) <em>«Penso que no momento há o que os latinos chamavam de secessio plebis (os plebeus romanos abandonavam a cidade em oposição ao poder), quando a população fazia &#8220;secessão&#8221; e se retirava para uma colina romana&#8230; Estamos numa espécie de momento não explosivo, mas que Jean Baudrillard chamaria de &#8220;implosivo&#8221;. Há uma recusa da sociedade de se reconhecer nas instituições oficiais. Uma dessintonia entre a sociedade oficial, das instituições, e a oficiosa. Quando há essas secessões, não se trata de uma crise de identidade, mas, ao contrário, é a afirmação de um tipo de vitalidade, que vai se expressar de uma outra forma amanhã, depois de amanhã, ou mais tarde.»</em> (&#8230;)</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Igualmente antenado com os fatos e, principalmente, preocupado com a maré montante contrária à hegemonia financeira, o editor emérito da UPI, Martin Walker, voltou a dedicar uma coluna às eleições francesas. Escrevendo em 30 de abril, ele afirmou que o pleito &#8230;</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">&#8230; <em>«ganhou um significado mais amplo, na medida em que outros países europeus veem a França oferecendo uma alternativa orientada para o crescimento, contra as políticas de austeridade lideradas pela Alemanha, que é responsabilizada pelo aprofundamento da recessão.»</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>«Tanto o presidente Nicolas Sarkozy como o favorito candidato socialista François Hollande estão desafiando abertamente a insistência alemã nos cortes orçamentários e disciplina fiscal&#8230; Em toda a Europa, cinco anos de crise financeira e desemprego crescente estão sacudindo os partidos políticos tradicionais, dando um novo peso aos partidos extremistas de direita e esquerda e a partidos regionais, da Escócia à Espanha e ao Norte da Itália.»</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">De fato, a votação gaulesa não pode ser entendida no contexto do superado embate direita-esquerda, velha herança da Revolução Francesa. De forma emblemática, Marine Le Pen, geralmente apontada como uma nova líder neofascista, amealhou quase um quinto dos votos, arrebatando eleitores que, anteriormente, sequer se davam ao trabalho de votar. Em um discurso proferido no feriado de 1º. de maio, depois de depositar flores no túmulo de Joana d&#8217;Arc, ela manifestou a intenção de votar em branco no segundo turno e disse aos seus eleitores (O Globo, 2/05/2012):</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>«Qual o efeito em vocês, meus caros amigos, de passar do papel de idiota que vota em Marine Le Pen ao de árbitro da eleição presidencial? Qual o efeito de ter passado do status de &#8220;fascista, racista e xenófobo&#8221; ao de um &#8220;francês com verdadeiras preocupações&#8221;?»</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Na ocasião, ela afirmou também que seu partido está se concentrando nas eleições legislativas de junho próximo, nas quais pretendem eleger pela primeira vez parlamentares para a Assembleia Nacional &#8211; e cuja importância poderá ser ainda mais relevante que as próprias eleições presidenciais.</p>
<p style="text-align: justify;">Talvez, não seja coincidência que analistas russos, escolados no dilema existencial de seu país, frente ao cenário da hegemonia do eixo anglo-americano, vejam Le Pen sob olhos um tanto distintos dos da mídia ocidental. Um exemplo característico é o artigo da colunista do sítio Pravda.ru, Olivia Kroth, publicado em 20 de março último (&#8220;Marine Le Pen, a nova Joana d&#8217;Arc&#8221;), no qual afirma:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>«Marine Le Pen está invocando a memória de Joana d&#8217;Arc, por sua firme oposição contra a ideia anglo-saxã de um mundo unipolar. Os EUA não apenas mantêm a Europa de cócoras, tratando-a como uma espécie de colônia ou satrapia estadunidense do ultramar, mas se lançaram globalmente, exigindo que todos os países da OTAN, inclusive a França, devem tomar parte em uma nova Guerra dos Cem Anos contra o Iraque, Afeganistão, Líbia, Síria e o Irã, como a próxima vítima. Marine Le Pen se opõe firmemente a estas aspirações beligerantes dos EUA, dizendo que, em uma presidência sua, a França não participará em qualquer dessas guerras.»</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Curiosamente, entre os setores políticos franceses alinhados com os conceitos da esquerda, há um considerável apoio a tais intervenções internacionais, sob a égide da chamada &#8220;resposabilidade de proteger&#8221; (R2P, no jargão em inglês), com a qual Sarkozy justificou a intempestiva operação militar na Líbia. Por isso, dependendo, entre outros fatores, do desempenho da Frente Nacional nas eleições de junho, a França poderá apresentar uma face diferente no cenário global, nos meses vindouros.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim sendo, é possível que a realidade dos fatos ou, para ficarmos na França, &#8220;a força das coisas&#8221;, nas palavras do general de Gaulle, acabe se impondo e forçando até mesmo a iluminista intelligentsia francesa a se reciclar e passar a observar com a devida atenção a dinâmica civilizatória deste início do século XXI. Afinal, a França tem uma antiga tradição de vanguardista de grandes movimentos históricos, e não é por acaso que os arautos do status quo estão bastante preocupados com os desdobramentos da eleição gaulesa.</p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #ff6600;"><strong><em><em><strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em></em></strong></span></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/div-novo.png"><img class="aligncenter" title="div-novo" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/div-novo-300x13.png" alt="" width="300" height="13" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Créditos </strong>➞<strong> </strong>este post é matéria apresentada no Boletim Eletrônico <strong><em>MSIa INFORMA</em></strong>, do <strong><em>MSIa –</em></strong><em> <strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em>, Vol. III, N<sup>o</sup> 48, de 04 de maio de 2012.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>MSIa INFORMA</em></strong><strong> </strong>➞<strong> </strong>é uma publicação do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa). Conselho Editorial: Angel Palacios, Geraldo Luís Lino, Lorenzo Carrasco (Presidente), Marivilia Carrasco e Silvia Palacios. Endereço: Rua México, 31 &#8211; sala 202 &#8211; Rio de Janeiro (RJ) &#8211; CEP 20031-144; Telefax: 0xx 21-2532-4086.</p>
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		<title>Israel: agenda provocativa pós-Istambul</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/israel-agenda-provocativa-pos-istambul/</link>
		<comments>http://blogdoambientalismo.com/israel-agenda-provocativa-pos-istambul/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 08 May 2012 18:21:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Governo mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Crise global]]></category>
		<category><![CDATA[Oriente Médio]]></category>
		<category><![CDATA[Política internacional]]></category>

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		<description><![CDATA[Talvez não haja no mundo governo mais previsível que o de Israel, quando encabeçado por um belicista assumido como o premier Benjamin Netanyahu. Após a conferência de Istambul, entre representantes do Irã e do grupo P5+1, constituído pelos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas e a Alemanha, a agressividade com que o premier recebeu a perspectiva de um entendimento construtivo sobre o programa nuclear iraniano já sinalizava alguma ação provocativa orientada para prejudicar o acordo, antes da segunda reunião, prevista para 23 de maio próximo, em Bagdá.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp"><img class="aligncenter  wp-image-10770" title="msiA iNFORMA" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp" alt="" width="235" height="49" /></a></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>Talvez não haja no mundo governo mais previsível que o de Israel, quando encabeçado por um belicista assumido como o premier Benjamin Netanyahu. Após a conferência de Istambul, entre representantes do Irã e do grupo P5+1, constituído pelos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas e a Alemanha, a agressividade com que o premier recebeu a perspectiva de um entendimento construtivo sobre o programa nuclear iraniano já sinalizava alguma ação provocativa orientada para prejudicar o acordo, antes da segunda reunião, prevista para 23 de maio próximo, em Bagdá.</strong></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Pois não foi preciso esperar muito: na terça-feira 24 de abril, véspera do 64º. aniversário da fundação de Israel, seu governo anunciou a legalização de três novas colônias na Cisjordânia, pela primeira vez desde 1990.</p>
<p style="text-align: justify;">A ação provocou a esperada onda de indignação mundial &#8211; que, afinal, era a sua intenção. Até mesmo o Departamento de Estado dos EUA reagiu com uma nota em um tom incomum, em se tratando de críticas a Israel.</p>
<p style="text-align: justify;">«Nós não achamos que seja útil ao processo e não aceitamos a legitimidade da continuada atividade dos assentamentos» — disse um porta-voz (<em>Financial Times</em>, 25/04/2012).</p>
<p style="text-align: justify;">A decisão foi igualmente condenada pelos governos da França, Reino Unido, Alemanha, Turquia e Jordânia, e pelo secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, geralmente dócil diante da agressividade israelense, que lembrou que &#8220;toda a atividade dos assentamentos é ilegal perante o Direito Internacional&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto isso, nos EUA, os &#8220;neoconservadores&#8221; faziam a sua parte para manter a temperatura elevada em relação ao programa nuclear iraniano. Na edição de 30 de abril da revista Weekly Standard, um dos principais condutos midiáticos do grupo de ultrabelicistas, Reuel Marc Gerecht, pesquisador sênior da Fundação para a Defesa das Democracias (Foundation for Defense of Democracies), escreveu a seguinte diatribe:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>«O líder supremo</em> [Ali Khamenei]<em> e seus guardas podem ter nas mãos uma arma nuclear em meros 43 dias, desde que os cientistas nucleares do Irã tenham dominado a manufatura de um detonador nuclear – tecnicamente muito menos difícil que o enriquecimento</em> [de urânio].<em>»</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Em um dramático contraste com os adeptos da opção &#8220;fogo no circo&#8221;, o militar mais graduado de Israell, tenente-general Benny Gantz, chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel (FDI), concedeu uma sóbria entrevista ao jornal Ha&#8217;aretz de 25 de abril, cujo título geral foi:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>«Eu não acredito que o Irã decida desenvolver armas nucleares.»</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Usando de uma linguagem que, segundo o jornalista Amos Harel, &#8220;está distante da retórica dramática do premier Benjamin Netanyahu&#8221; e &#8220;livre das comparações com o Holocausto, tão do agrado dos políticos israelenses&#8221;, Gantz afirmou que não há necessidade de &#8220;histeria&#8221; quanto à atitude frente ao Irã.</p>
<p style="text-align: justify;">Para ele, o Irã &#8220;está indo passo a passo para a posição em que será capaz de decidir sobre a construção de uma bomba nuclear. Eles ainda não se decidiram a dar o passo final&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Em sua avaliação, se o aiatolá Khamenei tomar a decisão, <em>«eu acredito que ele estaria cometendo um erro enorme, e não acho que ele dará o passo final. Eu acho que a liderança iraniana é constituída de pessoas bastante racionais. Mas eu concordo com que tal capacidade, nas mãos de fundamentalistas islâmicos, que, em dados momentos, poderiam fazer cálculos diferentes, é perigosa»</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">As considerações de Gantz refletem, em grande medida, a posição de sua contraparte estadunidense, general Martin Dempsey, que visitou Israel em janeiro último, para transmitir às lideranças israelenses a oposição da cúpula militar dos EUA a um ataque ao Irã (o que também contraria outros setores do &#8220;complexo de segurança nacional&#8221; estadunidense).</p>
<p style="text-align: justify;">As posições aparentemente convergentes dos dois chefes militares ocultam as ferozes disputas internas que se travam nos establishments dos respectivos países, pelo que as perspectivas de que um entendimento com o Irã possa se consolidar irão depender, em grande medida, de que ambos consigam mantê-las diante dos piromaníacos de plantão, em Tel Aviv e Washington.</p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #ff6600;"><strong><em><em><strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em></em></strong></span></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/div-novo.png"><img class="aligncenter" title="div-novo" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/div-novo-300x13.png" alt="" width="300" height="13" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Créditos </strong>➞<strong> </strong>este post é matéria apresentada no Boletim Eletrônico <strong><em>MSIa INFORMA</em></strong>, do <strong><em>MSIa –</em></strong><em> <strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em>, Vol. III, N<sup>o</sup> 47, de 27 de abril de 2012.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>MSIa INFORMA</em></strong><strong> </strong>➞<strong> </strong>é uma publicação do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa). Conselho Editorial: Angel Palacios, Geraldo Luís Lino, Lorenzo Carrasco (Presidente), Marivilia Carrasco e Silvia Palacios. Endereço: Rua México, 31 &#8211; sala 202 &#8211; Rio de Janeiro (RJ) &#8211; CEP 20031-144; Telefax: 0xx 21-2532-4086.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Para saber mais sobre o tema </strong>➞<strong> </strong>visitar os sites da MSIa/Capax Dei:<strong> </strong><a href="http://www.alerta.inf.br/">http://www.alerta.inf.br/</a> e <a href="http://www.msia.org.br/">http://www.msia.org.br/</a>.</p>
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		<title>&#8220;Primavera Europeia&#8221; contra Bruxelas</title>
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		<pubDate>Tue, 08 May 2012 17:58:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Governo mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Crise financeira]]></category>
		<category><![CDATA[Crise global]]></category>
		<category><![CDATA[Política internacional]]></category>

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		<description><![CDATA[O ambiente político na Europa proporcionou, nos últimos dias, evidências claras de que os cidadãos do Velho Continente estão perdendo a paciência com a submissão das políticas públicas aos ditames dos mercados financeiros, traduzida nas draconianas políticas de austeridade, que estão agravando ainda mais a situação socioeconômica de um país após o outro. Ao mesmo tempo, é cada vez mais difícil ocultar o abismo que separa as ambições e a agenda dos "eurocratas" de Bruxelas das aspirações e necessidades reais das sociedades dos países membros da União Europeia (UE).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp"><img class="aligncenter  wp-image-10770" title="msiA iNFORMA" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp" alt="" width="240" height="50" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O ambiente político na Europa proporcionou, nos últimos dias, evidências claras de que os cidadãos do Velho Continente estão perdendo a paciência com a submissão das políticas públicas aos ditames dos mercados financeiros, traduzida nas draconianas políticas de austeridade, que estão agravando ainda mais a situação socioeconômica de um país após o outro. Ao mesmo tempo, é cada vez mais difícil ocultar o abismo que separa as ambições e a agenda dos &#8220;eurocratas&#8221; de Bruxelas das aspirações e necessidades reais das sociedades dos países membros da União Europeia (UE).</strong></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Independentemente de ideologias e colorações políticas, a população de três importantes membros da UE manifestou o que poderá vir a converter-se numa autêntica &#8220;Primavera Europeia&#8221;, voltada contra o absolutismo dos mercados, que controla a agenda da tecnocracia de Bruxelas. Tanto os resultados do primeiro turno das eleições presidenciais na França, como a renúncia do governo holandês e as manifestações populares ocorridas em Praga, refletiram ou foram diretamente motivados pela crescente rejeição popular à agenda de austeridade e disciplina fiscal, ditada pelos interesses financeiros, em nome da preservação da união monetária europeia.</p>
<p style="text-align: justify;">Como afirmou com propriedade o jornalista inglês Ian Traynor, editor de Assuntos Europeus do jornal <em>The Guardian</em> (23/04/2012):</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>«Uma crise de legitimidade se vislumbra, quando os eleitores da Europa se rebelam contra os ditkats de cortes de déficits impostos em nome da eurozona&#8221;. Em suas palavras, &#8220;uma reação democrática parece estar atingindo massa crítica, na medida em que as prescrições econômicas da classe governante colidem com as ruas e as urnas.»</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Na França, onde o candidato socialista François Hollande, que recebeu 29% dos votos, e o presidente Nicolas Sarkozy, com 26%, disputarão o segundo turno, em 6 de maio, a votação geral dos dez candidatos demonstrou essa tendência. Com exceção de Sarkozy, François Bayrou, do centrista Movimento Democrático (9%), e a &#8220;verde&#8221; Eva Joly (2%), todos os demais candidatos concentraram seus ataques contra a hegemonia da alta finança global (ainda que o favorito Hollande tenha cumprido a quase obrigatória peregrinação a Londres, sede da City). Tais números são ainda mais relevantes, considerando que a participação do eleitorado foi da ordem de 80%, bastante elevada para os níveis dos membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).</p>
<p style="text-align: justify;">E, pelo menos, o gaullista Nicolas Dupont-Aignan (1,8%) não teve melindres em apontar soluções que raras figuras públicas se atrevem a propor. Para ele, a França deveria recuperar a sua soberania monetária, retornando ao franco e utilizando o euro apenas como moeda de reserva. Com isto, o Banco da França deveria financiar o Estado sem juros, o que permitiria ao governo reduzir a sua dívida, manter o funcionalismo público e implementar as obras públicas necessárias para fomentar a economia. Diante das acusações de que tal política seria inflacionária, ele contesta, acusando as lideranças da UE de provocar inflação, ao permitir que os bancos privados peguem dinheiro a juros de 1% e o empreste a juros cada vez mais altos aos governos, cujas dificuldades de cumprir o serviço da dívida são cada vez maiores (<em>Counterpunch</em>, 25/04/2012).</p>
<p style="text-align: justify;">O desconforto dos arautos da alta finança com tal cenário já era evidente antes das eleições, como lamentou a revista The Economist, em um editorial publicado em 31 de março (&#8220;Um país em negação&#8221;):</p>
<blockquote><p><em>«Não é incomum que os políticos evitem algumas verdades desagradáveis durante as eleições; mas é incomum, nos tempos recentes, na Europa, que elas sejam tão completamente ignoradas como os políticos franceses estão fazendo. Na Grã-Bretanha, Irlanda, Portugal e Espanha, os eleitores votaram maciçamente nos partidos que prometiam um doloroso realismo [sic]. Parte do problema é que os eleitores franceses são notórios pela sua crença na benevolência do Estado e na crueldade do mercado insensível. De forma quase única entre os países desenvolvidos, os eleitores franceses tendem a ver a globalização como uma ameaça cega, em vez de uma fonte de prosperidade [sic]. Com a extrema esquerda e a extrema direita pregando o protecionismo, qualquer candidato sentirá que deve responder à sua base eleitoral.»</em></p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">Escrevendo após as eleições, em 24 de abril, o editor emérito da agência UPI, Martin Walker, explicita a visão financista das oligarquias hegemônicas, em um texto eivado de soberba, citando a reação negativa dos mercados financeiros aos resultados do pleito:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>«Depois que os mercados mostraram o seu desgosto com o inconclusivo primeiro turno das eleições francesas, a questão passa a ser quem vencerá o segundo &#8211; e acalmará estes mercados.»</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">No <em>Financial Times</em>, o editor Martin Wolf faz coro, ao afirmar:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>«A crise está sujeita a riscos políticos cada vez maiores. A queda do governo holandês e a vitória de François Hollande no primeiro turno da eleição presidencial francesa demonstram isso. As ruas podem sobrepujar o establishment.»</em> (<em>Valor Econômico</em>, 25/04/2012).</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Abrindo parênteses, a mesma edição do Valor Econômico que publica a coluna de Wolf destaca como &#8220;Frase do dia&#8221; o lamento do governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, ao afirmar que a dívida de seu estado com a União é impagável:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>«Nós devíamos R$ 14 bilhões, pagamos R$ 21 bilhões e, agora, devemos R$ 60 bilhões.»</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">De volta à Europa, a outra vítima da rejeição à austeridade financeira foi o governo de coalizão de minoria do premier holandês Mark Rutte (liberais e democrata-cristãos), que apresentou sua renúncia à rainha Guilhermina, no domingo 22, depois que o Partido da Liberdade (extrema-direita) se recusou a apoiar o pacto de austeridade da UE, no país considerado uma das economias mais estáveis do continente. O problema é que os outros principais partidos de oposição, os socialistas e os social-democratas, também se opoem ao pacto de austeridade. Como novas eleições deverão ocorrer em três meses, é possível que o governo interino, para apaziguar os mercados financeiros, se empenhe em implementar o pacto antes das eleições. De qualquer maneira, até lá, já serão conhecidos os resultados das eleições na França e na Grécia, o país mais afetado pela crise, cujos desfechos poderão influenciar consideravelmente o pleito holandês.</p>
<p style="text-align: justify;">E o agitado fim-de-semana europeu foi aberto ainda no sábado 21, quando mais de 100 mil pessoas promoveram uma grande manifestação no centro de Praga, contra o pacote de austeridade imposto pelo governo liberal-conservador do premier Petr Necas. A manifestação, considerada a maior no país desde a queda do regime comunista, em 1989, foi convocada pelo movimento sindical e atraiu participantes de todo o país. Embora a República Checa não tenha aderido ao pacto de estabilidade da UE, o premier Necas prometeu à chanceler alemã Angela Merkel, no início de abril, que o país cumpriria as suas determinações de qualquer maneira, para enquadrar o déficit orçamentário do governo ao limite dos 3% impostos pelo pacto. A rejeição popular a tais medidas se revela nas pesquisas, que mostram que dois terços da população apoiam novas eleições.</p>
<p style="text-align: justify;">Diante dos acontecimentos, o <em>Financial Times Deutschland</em> de 23 de abril admitiu que eles <em>«mostram que o programa pró-cíclico de austeridade na Europa é o maior programa de reciclagem de governos na História recente &#8211; e um portão para movimentos radicais»</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar de os editorialistas da sucursal germânica do porta-voz da City se referirem aos extremistas políticos, à direita e à esquerda, o fato é que o aprofundamento da crise pode abrir caminho para propostas realmente radicais para a substituição do intrinsecamente instável sistema de endividamento público prevalecente, como a vocalizada pelo candidato francês Dupont-Aignan.</p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #ff6600;"><strong><em><em><strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em></em></strong></span></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/div-novo.png"><img class="aligncenter" title="div-novo" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/div-novo-300x13.png" alt="" width="300" height="13" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Créditos </strong>➞<strong> </strong>este post é matéria apresentada no Boletim Eletrônico <strong><em>MSIa INFORMA</em></strong>, do <strong><em>MSIa –</em></strong><em> <strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em>, Vol. III, N<sup>o</sup> 47, de 27 de abril de 2012.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>MSIa INFORMA</em></strong><strong> </strong>➞<strong> </strong>é uma publicação do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa). Conselho Editorial: Angel Palacios, Geraldo Luís Lino, Lorenzo Carrasco (Presidente), Marivilia Carrasco e Silvia Palacios. Endereço: Rua México, 31 &#8211; sala 202 &#8211; Rio de Janeiro (RJ) &#8211; CEP 20031-144; Telefax: 0xx 21-2532-4086.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Para saber mais sobre o tema </strong>➞<strong> </strong>visitar os sites da MSIa/Capax Dei:<strong> </strong><a href="http://www.alerta.inf.br/">http://www.alerta.inf.br/</a> e <a href="http://www.msia.org.br/">http://www.msia.org.br/</a>.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Mensagens e sugestões </strong>➞<strong> </strong>favor enviar para msia@msia.org.br</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-10bMicro.jpg"><img class="alignright" title="harpia-10bMicro" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-10bMicro.jpg" alt="" width="60" height="49" /></a>Para adquirir as publicações da Capax Dei Editora Ltda.</strong> ➞ loja virtual em: <a href="http://www.capaxdei.com.br/">www.capaxdei.com.br</a>; e-mail : capaxdeieditora@gmail.com</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Europa e Rússia: hora de superar &#8220;período de estagnação&#8221;</title>
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		<pubDate>Tue, 08 May 2012 17:17:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Governo mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Nova ordem mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Política internacional]]></category>

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		<description><![CDATA[A Federação Russa é um país imensamente grande e rico, cuja história e cultura têm sido grandemente fomentadas pelo intercâmbio com a Europa. Não obstante, bem poucos europeus têm um entendimento adequado da história russa e estão dispostos a receber seriamente o país como parceiro. O problema central é que não existe um número suficiente de europeus com uma boa "visão" de como a Rússia e a Europa poderiam trabalhar juntas de forma construtiva. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp"><img class="aligncenter  wp-image-10770" title="msiA iNFORMA" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp" alt="" width="231" height="48" /></a></p>
<blockquote><p><strong>A Federação Russa é um país imensamente grande e rico, cuja história e cultura têm sido grandemente fomentadas pelo intercâmbio com a Europa. Não obstante, bem poucos europeus têm um entendimento adequado da história russa e estão dispostos a receber seriamente o país como parceiro. O problema central é que não existe um número suficiente de europeus com uma boa &#8220;visão&#8221; de como a Rússia e a Europa poderiam trabalhar juntas de forma construtiva.</strong></p></blockquote>
<p>As relações atuais entre a Rússia e a União Europeia (UE) se caracterizam pela &#8220;estagnação&#8221; e por &#8220;frustração&#8221;. Se houver algum impulso positivo, ele deveria vir da Alemanha, um aliado histórico da Rússia. Porém, especialmente na Alemanha, existem elementos da elite que, ou estão muito ocupados com seus próprios negócios, ou são muito arrogantes para entender o que está em causa, em termos de relações estratégicas futuras.</p>
<p>Um fator-chave deverão ser os principais desafios do terceiro mandato presidencial de Vladimir Putin. Segundo um bem informado observador dos assuntos russos, com quem conversei, as questões centrais são:</p>
<blockquote><p>1) as relações russas com a China;</p>
<p>2) o papel da UE nessa configuração; e</p>
<p>3) quão construtivas serão as relações russo-alemãs.</p></blockquote>
<p>Enquanto isso, observa-se um certo nervosismo dentro de certos círculos da elite russa, que pode ter a ver com as crescentes preocupações sobre os acontecimentos no Oriente Médio, inclusive, os desdobramentos das rebeliões árabes. Estão na pauta questões como: o que aconteceria à Rússia, diante de uma crise estratégica global deflagrada por ações no Irã e outros países na região, que resultem em restrições petrolíferas? O que fazer, se a Europa for atingida por uma nova série de tempestades monetárias?</p>
<p>Mas há também preocupações sobre o potencial de conflitos multinacionais dentro da própria Rússia (em particular, no Sul). A outra grande questão é: que modelo econômico a Rússia adotará no futuro, para permitir a modernização econômica e um desenvolvimento harmônico de todos os estratos sociais? O que ainda falta é uma &#8220;locomotiva&#8221; verdadeira, um motor de desenvolvimento que dinamize este processo.</p>
<p>Para os conhecedores da história russa, é preciso recordar o período da &#8220;Smuta&#8221;, ou época de problemas, que durou de 1598 a 1613, quando acabou a dinastia Rurik de Ivã o Terrível e os Romanov subiram ao trono. É interessante observar o quão profundamente este período está entranhado na memória coletiva russa. Ele é simbolizado pela adoração dos dois heróis da época, que estão retratados em um monumento na Praça Vermelha, próximo à Catedral de São Basílio: Kusman Minin, um mercador de Nishni Novgorod, e o duque Dmitri Pocharsky. Ambos são venerados como os heróis que libertaram Moscou do jugo de invasores estrangeiros, em 1612. Pouco tempo depois deste evento, a Europa foi presa da mais devastadora guerra religiosa, a Guerra dos 30 Anos, cujos múltiplos efeitos ainda vivem na memória coletiva de muits nações europeias ocidentais e cujo fim foi proporcionado pela reconciliação estabelecida no Tratado de Westfalia de 1648.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2 style="text-align: left;" align="center">A riqueza econômica e espiritual da Rússia</h2>
<p>No contexto de tais referências, pode-se imaginar que preocupações históricas podem influenciar alguns membros da elite russa, bem como os desafios com os quais Putin terá que se defrontar:</p>
<blockquote><p>1) Demografia: Mesmo que muita coisa tenha sido feito, nos últimos anos, para superar o desafio demográfico de uma redução populacional da ordem de 1 milhão de pessoas por ano, este continua sendo um dos mais sérios problemas do país. Para se reverter tal tendência contracionista, o papel da família deve ser reforçado &#8211; o que segue em paralelo com o fortalecimento dos valores baseados na fé cristã. Este fator se mostra, por exemplo, nas questões referentes ao aborto, que, na Rússia, já se tornou quase uma normalidade nas vidas de muitas mulheres.</p>
<p>2) Escassez de produtos manufaturados russos: É necessário um empenho para promover a produção nacional. Um caso exemplar é o fato de a Rússia exportar madeira bruta para a China e importar móveis chineses.</p>
<p>3) Classe média e corrupção: Além de ser essencial desenvolver uma classe média sólida, ativa no setor de pequenas e médias indústrias, há um sério problema de corrupção, que precisa ser efetivamente enfrentado. Quando um empreendedor quer construir uma ponte ou estrada em alguma região, a atitude das autoridades locais, com frequência, conduz a uma situação que provoca a obstaculização do projeto, devido à corrupção que o torna proibitivo.</p>
<p>4) Relações com a China: A Rússia precisa da China, que tem sido um destino crescente das exportações russas de petróleo e gás natural. Ademais, o comércio entre o Extremo Oriente russo e a China tem aumentado rapidamente, inclusive, a imigração chinesa para a região, que tem um enorme potencial de recursos naturais a ser explorado.</p>
<p>5) Problemas étnicos: Tendem a ser sérios, dado que a Rússia é um Estado multinacional e multiétnico. Existem tensões separatistas em regiões como a Yakutia Siberiana (República Sakha), rica em diamantes; há frequentes conflitos étnicos no cinturão islâmico ao Sul (Chechênia, Daguestão e Ingushétia), que, embora estejam sob controle, poderão explodir em algum momento, principalmente, considerando-se certos interesses externos de fomentá-los.</p></blockquote>
<p>Assim, a pergunta-chave é: como unificar este Estado multiétnico? Que tipo de ideologia e identidade deve ser fortalecida entre o povo russo?</p>
<p>A Igreja Ortodoxa Russa pode desempenhar um papel importante, como produtora de ideias, mas também como mediadora entre as facções contenciosas da sociedade. Ao contrário da Polônia, onde a Igreja Católica sempre esteve profundamente enraizada na sociedade, a Igreja Ortodoxa Russa teve que ser inteiramente refeita após a queda do regime comunista, durante o qual a Igreja e muitos religiosos foram brutalmente perseguidos, com martírios e o fechamento e confisco de igrejas e mosteiros. A perseguição dos cristãos e o papel dos mártires na história da Europa representam um forte fator unificador entre as igrejas Católica e Ortodoxa. Em dezembro último, o Patriarcado de Moscou organizou uma importante conferência internacional sobre &#8220;A Discriminação e Perseguição de Cristãos&#8221;, que reuniu altos representantes das igrejas Ortodoxa, Copta egípcia, Assíria iraquiana, o núncio papal em Moscou e o arcebispo católico da cidade, Paolo Pezzi. Os representantes egípcio e iraquiano fizeram chocantes relatos sobre a perseguição aos cristãos em seus países. Nos debates, alguns presentes manifestaram o desejo de que o presidente eleito Putin dê mais atenção ao tema das perseguições aos cristãos e suas implicações estratégicas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2 style="text-align: left;" align="center">O último discurso de Putin na Duma</h2>
<p>Em sua última apresentação como premier perante à Duma (Câmar Baixa do Parlamento), em 11 de abril, Putin pediu ao povo russo que &#8220;faça esforços construtivos&#8221; e &#8220;atue unido&#8221;, com o objetivo de &#8220;promover o desenvolvimento da Rússia&#8221;. Na ocasião, ele fez uma sóbria avaliação sobre as diferentes etapas que o país vem atravessando desde a eclosão da crise financeira de 2008.</p>
<p>De acordo com Putin, a comparação com algumas economias da UE durante a crise coloca a Rússia em vantagem, o que se reflete no seu déficit orçamentário relativamente baixo, grande volume de reservas e os investimentos na construção de novas fábricas e instalações, nas indústrias farmacêutica, tecnologia de informações, nanotecnologia, materiais de construção e madeireira. Porém, um volume muito maior de investimentos se faz necessário, para a modernização de equipamentos, linhas de produção e o aumento da produtividade. Ele mencionou, em particular, a indústria aeronáutica.</p>
<p>O presidente eleito destacou, também, a questão social, especialmente, a redução da enorme brecha existente entre ricos e pobres, bem como a elevação dos rendimentos e a criação de novos empregos.</p>
<p>Putin conferiu uma atenção especial ao desenvolvimento do Extremo Oriente e da Sibéria. A abertura da primeira linha do Oleoduto Leste Siberiano-Pacífico é parte deste projeto, que, segundo ele, permitirá à Rússia exportar produtos <em>«para a Ásia e o Pacífico, uma região muito promissora, que está fazendo rápidos progressos»</em>. Ele mencionou, também, o acesso pioneiro aos mercados de gás europeus, com a inauguração do gasoduto Nord Stream, seguida pela construção do South Stream (através do Mar Negro), ao final deste ano. No futuro próximo, afirmou, deverá ser criada uma instituição específica para <em>«coordenar e controlar os projetos que sirvam ao desenvolvimento da região»</em>.</p>
<p style="text-align: right;"><strong>De Wiesbaden, <em>Elisabeth Hellenbroich</em></strong></p>
<p style="text-align: right;"> <span style="color: #ff6600;"><strong><em><em><strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em></em></strong></span></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/div-novo.png"><img class="aligncenter" title="div-novo" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/div-novo-300x13.png" alt="" width="300" height="13" /></a></p>
<p><strong>Créditos </strong>➞<strong> </strong>este post é matéria apresentada no Boletim Eletrônico <strong><em>MSIa INFORMA</em></strong>, do <strong><em>MSIa –</em></strong><em> <strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em>, Vol. III, N<sup>o</sup> 46, de 20 de abril de 2012.</p>
<p><strong><em>MSIa INFORMA</em></strong><strong> </strong>➞<strong> </strong>é uma publicação do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa). Conselho Editorial: Angel Palacios, Geraldo Luís Lino, Lorenzo Carrasco (Presidente), Marivilia Carrasco e Silvia Palacios. Endereço: Rua México, 31 &#8211; sala 202 &#8211; Rio de Janeiro (RJ) &#8211; CEP 20031-144; Telefax: 0xx 21-2532-4086.</p>
<p><strong>Para saber mais sobre o tema </strong>➞<strong> </strong>visitar os sites da MSIa/Capax Dei:<strong> </strong><a href="http://www.alerta.inf.br/">http://www.alerta.inf.br/</a> e <a href="http://www.msia.org.br/">http://www.msia.org.br/</a>.</p>
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		<title>Degelo com Irã aquece ira de Israel e &#8220;neocons&#8221;</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Apr 2012 16:33:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Governo mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Oligarquias internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Política internacional]]></category>

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		<description><![CDATA[O desfecho da primeira rodada de negociações entre o grupo P5+1 e o Irã, em Istambul, em 13-14 de abril, abriu espaço para uma solução civilizada sobre contencioso em torno do polêmico programa nuclear do país e, ao mesmo tempo, proporcionou uma didática oportunidade para se vislumbrarem as diversas forças políticas envolvidas no imbróglio e suas agendas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp"><img class="aligncenter  wp-image-10770" title="msiA iNFORMA" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp" alt="" width="240" height="50" /></a></p>
<blockquote><p><strong>O desfecho da primeira rodada de negociações entre o grupo P5+1 e o Irã, em Istambul, em 13-14 de abril, abriu espaço para uma solução civilizada sobre contencioso em torno do polêmico programa nuclear do país e, ao mesmo tempo, proporcionou uma didática oportunidade para se vislumbrarem as diversas forças políticas envolvidas no imbróglio e suas agendas.</strong></p></blockquote>
<p>Além da retomada das conversas entre as duas partes, após um hiato de 14 meses, o principal resultado da reunião foi o ambiente de distensão e entendimento recíproco, com o qual, aparentemente, o principal recado encaminhado a Teerã foi o de que não haverá mais a exigência de que abra mão do seu programa de enriquecimento de urânio. Como afirmou o veterano ex-diplomata indiano M.K. Bhadrakumar: &#8220;Em síntese, o quadro que emerge de Istambul é o de que o Ocidente decidiu que pode aprender a viver com o programa nuclear do Irã, desde que ele seja pacífico e em concordância com o Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP) (Indian Punchline, 16/04/2012).&#8221;</p>
<p>Tal quadro foi devidamente ressaltado pelos principais negociadores, a chanceler da União Europeia, Catherine Ashton, e o secretário-geral do Conselho de Segurança Nacional iraniano, Saeed Jalili.</p>
<p>Ashton foi categórica:</p>
<blockquote><p><em>«Nós fomos assegurados de que o Irã é sério. Nós concordamos em que o Tratado de Não-Proliferação estabelece uma base para o que deve ser um engajamento sério, para assegurar que todas as obrigações do tratado sejam cumpridas pelo Irã, ao mesmo tempo em que se respeita plenamente o direito do Irã ao uso pacífico da energia nuclear&#8230; Nós esperamos que reuniões subsequentes levem a passos concretos rumo a uma solução negociada abrangente, que restabeleça a confiança na natureza exclusivamente pacífica do programa nuclear iraniano.»</em></p></blockquote>
<p>Em seus comentários, Jalili explicitou a visão e as expectativas de Teerã:</p>
<blockquote><p><em>«O que observamos no enfoque manifestado, hoje, pelos membros [do P5+1] foi uma abordagem direcionada para conversas e cooperação, e nós consideramos que isto é positivo. Nós sempre afirmamos que as pressões e a linguagem das ameaças são inúteis para se lidar com a nação iraniana, mas conversas e cooperação podem ser uma abordagem positiva&#8230; É de importância crucial que a nossa cooperação estabeleça passos recíprocos, ou seja, a confiança da nossa nação deve ser construída na direção de conversas e cooperação&#8230; Como membro ativo do TNP, o Irã deve gozar dos seus direitos, juntamente com os seus compromissos. Nós acreditamos, profundamente, que a remoção das sanções, exigida pela nação iraniana, é um dos temas que deveria receber atenção, na continuação das conversas sobre cooperação.»</em></p></blockquote>
<p>Os detalhes da pauta de entendimentos deverão ficar para uma segunda reunião, marcada para 23 de maio próximo, em Bagdá, local escolhido pelo governo iraniano, cujas implicações políticas são evidentes, não apenas pela grande influência política de Teerã sobre o governo de maioria xiita do vizinho, mas também pelo recado à Turquia, que abandonou a sua proposta de protagonista regional independente, para se alinhar com a agenda da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).</p>
<p>De forma significativa, diplomatas europeus, estadunidenses, russos e chineses foram, igualmente, citados pela mídia internacional em comentários positivos sobre o encontro. As exceções óbvias ficaram por conta do governo de Israel e da pletora de jornalistas e acadêmicos estadunidenses alinhados com os círculos belicistas do Establishment, em especial, os &#8220;neoconservadores&#8221;, que estão à espreita de &#8211; e, possivelmente, planejando &#8211; uma oportunidade para deflagrar um novo conflito regional.</p>
<p>As reações israelenses foram previsíveis e características. No domingo 15, o premier Benjamin &#8220;Bibi&#8221; Netanyahu disparou:</p>
<blockquote><p><em>«Minha reação inicial é a de que o Irã ganhou um passe livre. Ganhou cinco semanas para continuar a enriquecer </em>[urânio]<em> sem qualquer limitação.»</em> (<em>AFP</em>, 15/04/2012).</p></blockquote>
<p>No mesmo dia, como parte do roteiro, a televisão israelense apresentou um programa especial com uma detalhada encenação de como seria um ataque aéreo às instalações nucleares iranianas (se tivesse sido o oposto, o escândalo internacional teria sido ensurdecedor).</p>
<p>Na segunda-feira 16, o sítio Debka File, vinculado ao serviço de inteligência Mossad, depois de afirmar que a reunião de Istambul foi um &#8220;show biz&#8221;, citou &#8220;funcionários de alto escalão próximos a Netanyahu&#8221;, que teriam acusado o presidente estadunidense Barack Obama de renegar um acordo alegadamente feito com &#8220;Bibi&#8221;, para limitar a capacidade de enriquecimento iraniana (<em>MSIa Informa</em>, 13/04/2012).</p>
<p>Em apoio à belicosidade israelense, os tradicionais condutos pró-sionistas da mídia estadunidense desfecharam uma barragem de ironias e invectivas contra o desfecho da reunião, na qual esperavam que Teerã fosse confrontada com um virtual ultimato. Um exemplo clássico foi a coluna &#8220;Volta à direita&#8221; (Right Turn) da jornalista Jennifer Rubin, no Washington Post de 16 de abril, na qual afirma:</p>
<blockquote><p>(&#8230;) <em>«Na verdade, Netanyahu e todas as pessoas de visão clara no Ocidente deveriam estar preocupados com que Obama abrirá mão de muito mais, declarando uma grande vitória diplomática, mas, em essência, deixando o Irã plenamente capaz de continuar a trilhar o caminho das armas nucleares. A única coisa pior que não chegar a um acordo seria chegar a um tipo de arranjo de fachada, nas conversas hexapartites, que seja inverificável e incapaz de acabar, na prática, com a ameaça nuclear iraniana.»</em></p></blockquote>
<p>No Congresso estadunidense, os ânimos também se mostraram exaltados. O senador republicano Mark Kirk, coautor da mais recente lei de sanções contra o Irã, fez questão de advertir o mundo, afirmando que não se deve &#8220;confundir o diálogo diplomático positivo com obediência&#8221; por parte de Teerã (AP, 16/04/2012).</p>
<p>Diante de semelhante inconformismo com a perspectiva de soluções construtivas, não se deve descartar que as forças políticas favoráveis à opção &#8220;fogo no circo&#8221; recorram a alguma ação provocativa, para descarrilar as negociações. Por isso, as próximas cinco semanas até a reunião de Bagdá serão marcadas por muitas apreensões e expectativas.</p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #ff6600;"><strong><em><em><strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em></em></strong></span></p>
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<p><strong>Créditos </strong>➞<strong> </strong>este post é matéria apresentada no Boletim Eletrônico <strong><em>MSIa INFORMA</em></strong>, do <strong><em>MSIa –</em></strong><em> <strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em>, Vol. III, N<sup>o</sup> 46, de 20 de abril de 2012.</p>
<p><strong><em>MSIa INFORMA</em></strong><strong> </strong>➞<strong> </strong>é uma publicação do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa). Conselho Editorial: Angel Palacios, Geraldo Luís Lino, Lorenzo Carrasco (Presidente), Marivilia Carrasco e Silvia Palacios. Endereço: Rua México, 31 &#8211; sala 202 &#8211; Rio de Janeiro (RJ) &#8211; CEP 20031-144; Telefax: 0xx 21-2532-4086.</p>
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		<title>Para onde irá a França?</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/para-onde-ira-a-franca/</link>
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		<pubDate>Sun, 22 Apr 2012 15:32:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Governo mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Política internacional]]></category>

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		<description><![CDATA[Na quinta-feira 5 de abril, 20 dias antes do primeiro turno das eleições presidenciais francesas (no dia 22), o presidente Nicolas Sarkozy apresentou o seu programa eleitoral, em uma entrevista coletiva, em Paris. Sua plataforma faz referência a três valores: trabalho, autoridade e responsabilidade e os principais elementos de seu programa foram listados em uma "Carta ao povo francês", da qual 6 milhões de cópias estão sendo enviadas aos lares franceses.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp"><img class="aligncenter  wp-image-10770" title="msiA iNFORMA" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp" alt="" width="240" height="50" /></a></p>
<blockquote><p><strong>Na quinta-feira 5 de abril, 20 dias antes do primeiro turno das eleições presidenciais francesas (no dia 22), o presidente Nicolas Sarkozy apresentou o seu programa eleitoral, em uma entrevista coletiva, em Paris. Sua plataforma faz referência a três valores: trabalho, autoridade e responsabilidade e os principais elementos de seu programa foram listados em uma &#8220;Carta ao povo francês&#8221;, da qual 6 milhões de cópias estão sendo enviadas aos lares franceses.</strong></p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">Em contraste, seu principal competidor, o socialista François Hollande, já havia anunciado a sua plataforma eleitoral em janeiro último: entre outros itens, prometeu mais crescimento econômico sustentado, congelamento do preço da gasolina por três meses, mais impostos para os ricos, um projeto europeu financiado por eurobonds para combater o desemprego dos jovens e renegociar a união fiscal europeia com a chanceler alemã Angela Merkel.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste momento, o desfecho eleitoral é absolutamente incerto. Muitos observadores chamam a atenção para dois fatores: uma possível taxa de abstenção muito alta e uma disposição de muitos eleitores para votar contra Sarkozy, no segundo turno (em 6 de maio), por estarem cansados do presidente e quererem alguém novo, que não interfira com o que consideram os seus privilégios (aposentadoria aos 60 anos, semana de 35 horas e outros).</p>
<p style="text-align: justify;">Ao contrário de Hollande, Sarkozy não promete um grande futuro ao eleitorado. Em seu programa, ele oferece uma sóbria análise da crise financeira global, a partir da quebra do banco Lehman Brothers, em 2008, seguida pela pior recessão mundial desde a década de 1930, e a eclosão da crise da dívida europeia.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Em uma noite, tivemos que decidir dar garantias de Estado ao todas as suas poupanças e depósitos&#8230; No ano seguinte, começou a pior recessão desde os anos 30. Como presidente da União Europeia, na época, eu convenci os estadunidenses a criar o G-20, como uma nova instituição, para dar uma forte resposta coletiva. Isto evitou o pior, em 2010. Então, explodiu a crise da dívida da zona do euro&#8221;, afirma.</p>
<p style="text-align: justify;">Porém, Sarzozy enfatiza que, sem a defesa do euro, a recessão europeia teria sido muito pior: &#8220;Eu tenho sido um europeu convicto por toda a minha vida. Fui a favor da construção europeia, por que não conheço qualquer projeto político e qualquer &#8216;ideal humanista&#8217; melhor que o que levou os europeus ao ponto de superar os seus ódios e fazer, de um continente que foi destruído por guerras sangrentas, um continente de paz e de cultura. A Europa encarnou a segurança e a prosperidade. Nós devemos encontrar, novamente, este espírito que constituiu o projet europeu inicial.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">O ponto central de sua proposta é o que chama uma &#8220;cultura de estabilidade&#8221;, um apelo por mais poupança, que limite os gastos do orçamento do Estado a 125 bilhões de euros, com o objetivo de conseguir um orçamento equilibrado em 2016. Isto seria combinado com mais crescimento econômico, que Sarkozy quer aumentar para 2% anuais, em 2014. Para julho próximo, ele anunciou a introdução de uma &#8220;regra de ouro&#8221;, um limite do endividamento pelo Parlamento, e pedirá medidas que abram caminho para um pacto fiscal europeu. Ao mesmo tempo, anunciou que, nos próximos cinco anos, a França deverá congelar as suas contribuições anuais à UE, em 600 milhões de euros. Os principais cortes, segundo ele, deverão ocorrer nas despesas do Estado, incluindo uma redução do pessoal administrativo, além de cortes nos seguros de saúde e gastos hospitalares públicos.</p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto Hollande defende uma economia &#8220;verde&#8221;, Sarkozy enfatiza um fortalecimento da indústria, com uma base energética de origem nuclear, além da promoção das inovações científicas. Para ele, sem uma indústria robusta, a França não se manterá competitiva em escala global.</p>
<h2 style="text-align: left;" align="center">O problema do desemprego</h2>
<p style="text-align: justify;">A campanha eleitoral deve ser vista no contexto das estatisticas de desemprego recém divulgadas pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT). Segundo a primeira, o desemprego na Europa chega a 10,8%, atingindo mais fortemente os países do Sul do continente. O estudo da OIT corrobora os números, ressaltando que, na Grécia, Espanha e Portugal, quase a metade dos jovens estão desempregados. Em 19 de abril, o secretário-geral da OIT, Guy Ryder, advertiu que o desemprego jovem no Sul da Europa representa &#8220;uma bomba-relógio, que poderá ter consequências devastadoras e provocar a perda de toda uma geração de jovens&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">No futuro imediato, o desemprego, combinado com um declínio demográfico e a realidade estratégica no mundo árabe, irá determinar a dinâmica estratégica, tanto na França como no resto da Europa.</p>
<p style="text-align: justify;">De acordo com vários institutos de pesquisa e órgãos midiários franceses, os assassinatos atribuídos a um islamista fanático, em Toulouse e Montauban, tiveram um forte impacto no clima eleitoral, reforçando o reflexo de segurança da população francesa, o que tem beneficiado Sarkozy.</p>
<p style="text-align: justify;">As pesquisas de intenção de voto colocam Sarkozy na liderança, no primeiro turno, com 29% dos votos, contra 27% para Hollande. Porém, a questão-chave é o que acontecerá no segundo turno. Para onde irão os votos dos outros candidatos? E como ficarão as abstenções? Algumas pesquisas apontam uma vitória de Hollande, por 54% a 46%. Mas, ao que tudo indica, devido ao cenário instável, qualquer prognóstico é arriscado.</p>
<p style="text-align: right;"><strong>De </strong><strong>Wiesbaden, </strong><strong>Elisabeth Hellenbroich </strong></p>
<p style="text-align: right;"> <span style="color: #ff6600;"><strong><em><em><strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em></em></strong></span></p>
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<p><strong>Créditos </strong>➞<strong> </strong>este post é matéria apresentada no Boletim Eletrônico <strong><em>MSIa INFORMA</em></strong>, do <strong><em>MSIa –</em></strong><em> <strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em>, Vol. III, N<sup>o</sup> 45, de 13 de abril de 2012.</p>
<p><strong><em>MSIa INFORMA</em></strong><strong> </strong>➞<strong> </strong>é uma publicação do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa). Conselho Editorial: Angel Palacios, Geraldo Luís Lino, Lorenzo Carrasco (Presidente), Marivilia Carrasco e Silvia Palacios. Endereço: Rua México, 31 &#8211; sala 202 &#8211; Rio de Janeiro (RJ) &#8211; CEP 20031-144; Telefax: 0xx 21-2532-4086.</p>
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		<title>Brasil diante de um &#8220;boi de piranha&#8221; nuclear</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/brasil-diante-de-um-boi-de-piranha-nuclear/</link>
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		<pubDate>Sun, 22 Apr 2012 15:16:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Governo mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Política internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Rio+20]]></category>

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		<description><![CDATA[    Em 3 de abril, o jornal The New York Times publicou um artigo de Bernard Aronson, com o sugestivo título «Pode o Brasil Deter o Irã?». O texto quase surreal sugere que o Brasil interrompa o seu programa de enriquecimento de urânio, como uma maneira de convencer o Irã a fazer o mesmo. Uma motivação evidente é a campanha de pressões contra Teerã, dias antes da nova reunião de negociações do grupo P5+1 (os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e a Alemanha) com o Irã, em Istambul, em 13-14 de abril.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp"><img class="aligncenter  wp-image-10770" title="msiA iNFORMA" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp" alt="" width="235" height="49" /></a></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>Em 3 de abril, o jornal <em>The New York Times</em> publicou um artigo de Bernard Aronson, com o sugestivo título «Pode o Brasil Deter o Irã?». O texto quase surreal sugere que o Brasil interrompa o seu programa de enriquecimento de urânio, como uma maneira de convencer o Irã a fazer o mesmo. Uma motivação evidente é a campanha de pressões contra Teerã, dias antes da nova reunião de negociações do grupo P5+1 (os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e a Alemanha) com o Irã, em Istambul, em 13-14 de abril.</strong></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Porém, no que tange ao Brasil, além de denotar a bizarra configuração mental dos altos escalões do Establishment anglo-americano, a absoluta falta de sintonia do texto com a realidade nacional deixa a impressão de que o autor e seus mentores têm outros objetivos, pois nem o mais irredutível americanófilo pode, realisticamente, esperar que Brasília sequer considere a sugestão. Assim, o mais provável é que o País esteja diante de um autêntico &#8220;boi de piranha&#8221; nuclear &#8211; um elemento de barganha para outro propósito da agenda bilateral de Washington.</p>
<p style="text-align: justify;">Depois de uma bajulação inicial, afirmando que &#8220;o Brasil é um líder global emergente&#8221;, Aronson faz uma proposta direta:</p>
<blockquote><p><em>«Mas há uma área onde tem a oportunidade de liderar e não conseguiu: evitar a proliferação de armas nucleares. O Brasil deve dar o passo corajoso de acabar, voluntariamente, com o seu programa de enriquecimento de urânio e instar outras nações, inclusive o Irã, a seguir o seu exemplo.»</em></p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">Capciosa e convenientemente, ele faz apenas uma menção passageira e falaciosa à tentativa brasileira de 2010, quanto, juntamente com a Turquia, o Brasil intermediou um acordo aceitável pelo Irã e plenamente capaz de reduzir os temores internacionais sobre o programa nuclear iraniano &#8211; o qual foi prontamente sabotado pelo governo estadunidense, empenhado em eliminar a capacidade de enriquecimento de urânio em quaisquer países que não estejam sob a sua influência direta. Não obstante, ele prossegue com a arenga:</p>
<blockquote><p><em>«O Brasil detém uma posição única entre as nações em desenvolvimento, para lidar com esse perigo de proliferação, devido à sua defesa e ao histórico nacionalista de enriquecimento. Se ele renunciar ao seu direito de enriquecer urânio, em nome da paz internacional, fechar as suas unidades de enriquecimento, abraçar uma antiga proposta das Nações Unidas, para aceitar urânio enriquecido fornecido pela AIEA [Agência Internacional de Energia Atômica], que reprocessaria o combustível irradiado &#8211; essencialmente, o acordo oferecido ao Irã [sic] &#8211; e instar outros países que também assinaram o tratado [referência ao Tratado de Não-Proliferação Nuclear-TNP] a fazer o mesmo, isto mudaria o debate nuclear.»</em></p>
<p><em>«A nova postura brasileira retiraria o principal argumento do Irã, de que os estados avançados detentores de armas nucleares estão buscando uma forma de &#8220;apartheid nuclear&#8221;, trazendo para si próprios o enriquecimento, &#8220;ponte&#8221; que as nações em desenvolvimento têm a oportunidade de cruzar&#8230; Finalmente, se o Brasil e outras nações em desenvolvimento desistirem do enriquecimento nuclear, seria possível se fazer um novo esforço internacional concentrado, para fechar de forma permanente a brecha do enriquecimento, por meio de uma alteração do Tratado de Não-Proliferação.»</em></p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">É verdade que, nas relações bilaterais, é constante o inconformismo estadunidense com as ambições nucleares brasileiras, em especial, a capacidade tecnológica de enriquecimento de urânio, considerada pelo Establishment de Washington como um péssimo exemplo para a política de &#8220;apartheid tecnológico&#8221; que pratica há décadas. De qualquer maneira, a diatribe de Aronson é divulgada às vésperas da visita de Estado da presidente Dilma Rousseff ao país, o que, obviamente, não é mera coincidência.</p>
<p style="text-align: justify;">O currículo de Aronson não é o de um diletante. Ele foi secretário de Estado Assistente para Assuntos Interamericanos durante o governo de George Bush pai, de 1989 a 1993, e assessor internacional do banco Goldman Sachs para assuntos latino-americanos. É membro do ultra-seleto Conselho de Relações Exteriores (CFR) e do Instituto Nacional Democrata para Assuntos Internacionais, ambos, importantíssimos órgãos de planejamento e intervenção externa do Establishment estadunidense. Portanto, uma pista para as intenções reais da &#8220;proposta indecente&#8221; apresentada no artigo pode ser proporcionada pela agenda sugerida pelo CFR para orientar as relações bilaterais.</p>
<p style="text-align: justify;">Tal agenda está contida no relatório Global Brazil and U.S.-Brazil Relations (Brasil Global e relações EUA-Brasil), divulgado pelo CFR em julho de 2011 e objeto de análise na edição de 11 de agosto deste boletim. Na ocasião, afirmamos:</p>
<blockquote><p>(&#8230;) <em>«O relatório deixa claro que a oligarquia anglo-americana gostaria de enquadrar o Brasil no molde de um grande exportador de matérias-primas e uma &#8220;potência ambiental&#8221;, que abra mão da utilização plena dos seus recursos naturais para o desenvolvimento interno soberano do País e da América do Sul, pelo processo de integração regional. Neste particular, é relevante que, enquanto ignora a necessidade de um aprofundamento qualitativo e quantitativo da industrialização do País, o documento destaque o potencial de exportação de produtos primários &#8211; energia e alimentos &#8211; e a autoimposição de uma draconiana legislação ambiental, que nenhum país industrializado adotou, a começar pelos próprios EUA. Tal tendência é explicitada no trecho a seguir: “A floresta amazônica é, em si própria, um valioso recurso, que recicla dióxido de carbono para produzir mais de 20% do oxigênio do mundo.”»</em></p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">O texto do relatório ressalta tais sugestões, ao afirmar que:</p>
<blockquote><p><em>«Os perfis energético e ambiental do Brasil estabeleceram o país como um importante ator internacional em dois dos desafios globais mais centrais e estreitamente interligados: a segurança energética e as mudanças climáticas. Com pelo menos 50 bilhões de barris de petróleo sob as águas brasileiras, 167 milhões de barris anuais de produção de etanol (e planos para aumentar a produção para mais de 400 milhões de barris até 2019), usinas hidrelétricas que fornecem 75% da eletricidade brasileira e a sexta maior reserva comprovada de urânio do mundo, o Brasil está destinado a tornar-se um significativo exportador de diversos produtos energéticos&#8230; O monitoramento e a aplicação da legislação climática e florestal permanecem difíceis e imperfeitos. Mas, ainda assim, os temas energéticos e ambientais proporcionam ao Brasil a sua plataforma mais sólida para a influência internacional.»</em> (&#8230;)</p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">Observe-se que os autores do documento consideram que &#8220;os temas energéticos e ambientais proporcionam ao Brasil a sua plataforma mais sólida para a influência internacional&#8221;. Ou seja, que o País deveria investir no papel de um empório energético-ambiental, atuando como junior partner da agenda estabelecida pelas potências &#8220;adultas&#8221; do planeta &#8211; e, de preferência, não crie problemas para estas.</p>
<p style="text-align: justify;">Voltando a Aronson, ele encerra o artigo com uma ultrajante proposta e uma &#8220;recomendação&#8221;:</p>
<blockquote><p><em>«A renúncia aos direitos ao enriquecimento catapultaria o Brasil, da noite para o dia, a uma posição de liderança global quanto ao desafio de segurança mais urgente da comunidade internacional. E a liderança do Brasil, inevitavelmente, modelaria o contexto para as discussões futuras sobre a aceitação como membro permanente em um Conselho de Segurança expandido &#8211; uma das suas antigas ambições. No momento em que o mundo enfrenta a perspectiva de uma guerra com o Irã, Dilma tem a oportunidade de fazer uma abertura corajosa para ajudar a solucionar a crise &#8211; ela deve aproveitá-la.»</em></p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">Embora o texto não mereça um destino diferente da cesta de lixo mais próxima, no Palácio do Planalto ou no Itamaraty, ele serve como advertência para que o País se empenhe em assegurar a sua capacidade própria de construir pontes seguras, para não correr o risco de cair num rio infestado de piranhas hegemônicas.</p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #ff6600;"><strong><em><em><strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em></em></strong></span></p>
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		<title>HSBC: Senado dos EUA investigam lavagem de dinheiro</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Mar 2012 17:14:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Governo mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Globalização]]></category>
		<category><![CDATA[Política internacional]]></category>
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		<description><![CDATA[O HSBC Holdings PLC está sob investigação por um comitê do Senado dos EUA em uma investigação de lavagem de dinheiro, o mais recente passo em um esforço dos EUA, de longa duração, para deter o fluxo de dinheiro através de bancos globais sombrios, de acordo com pessoas familiarizadas com a situação de depósitos de valores mobiliários de empresas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="slice-1">
<div id="byline">
<div id="source"><img class="aligncenter" src="http://msnbcmedia2.msn.com/i/msnbc/Components/Sources/Art/source_Reuters3.gif" alt="" width="110" height="25" /></div>
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<div id="intelliTXT">
<div>
<blockquote><p><strong>O HSBC Holdings PLC está sob investigação por um comitê do Senado dos EUA em uma investigação de lavagem de dinheiro, o mais recente passo em um esforço dos EUA, de longa duração, para deter o fluxo de dinheiro através de bancos globais sombrios, de acordo com pessoas familiarizadas com a situação de depósitos de valores mobiliários de empresas.</strong></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2012/03/hsbc-1.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-12941" title="hsbc-1" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2012/03/hsbc-1-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a></p></blockquote>
<h2>Eficiência da comissão</h2>
<p>O inquérito está sendo conduzido pela Subcomissão Permanente de Investigações do Senado, que poderá produzir um relatório e promover audiências no Congresso depois desta primavera — disseram essas pessoas. A subcomissão tem um histórico de condução de alto nível de audiências que se revelaram embaraçosos para os maiores bancos do mundo.</p>
<p>A intensificação das pesquisa sobre o HSBC é a última de uma série de investigações das autoridades dos EUA em saber como os bancos globais têm processado – e em alguns casos, intencionalmente escondidas – de operações financeiras em nome de países que, supostamente, apóiam o terrorismo, a corrupção de funcionários estrangeiros, gangues de drogas e os criminosos. Desde 2008 que bancos  europeus e dos EUA assinam acordos de acusação contra certos bancos e pagou-se mais de US $ 1,2 bilhões em sanções em caso de alegadas violações dos regulamentos anti-“branqueamento” de capitais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Fogo contra o HSBC</h2>
<p>O foco específico das sondagens do Senado no HSBC não é totalmente conhecido. Uma pesquisa da <em>Reuters</em> com documentos legais e regulamentares de sondagens anteriores, porém, aponta para uma série de alegados problemas nos sistemas do HSBC anti-“branqueamento” de capitais.</p>
<p>O porta-voz do HSBC Robert Sherman disse em um comunicado:</p>
<blockquote><p><em>«Temos discussões em curso com os funcionários – incluindo o painel do Senado – em uma série de questões regulamentares e de conformidade. A natureza dessas discussões são confidenciais &#8230; Em todos os casos, estamos a cooperar.»</em></p></blockquote>
<p>Um porta-voz da subcomissão do Senado não quis comentar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Contra-ofensiva por parte do HSBC</h2>
<p>No início deste mês, o HSBC nomeou um funcionário, o ex-top do Departamento do Tesouro dos EUA, Stuart Levey, como seu Diretor Jurídico, em um sinal de como o banco está contratando especialistas externos em lavagem de dinheiro. Levey, que se especializou no combate ao financiamento do terrorismo e deixou o Departamento do Tesouro no ano passado, tem sua base em Londres. Um porta-voz do HSBC disse que Levey não estava disponível para comentar o assunto.</p>
<p>Stuart Gulliver, diretor-executivo do HSBC, disse em um comunicado este mês que a experiência de Levey de <em>«lidar com questões financeiras internacionais e legais é altamente relevante para um banco global como o HSBC»</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Primeiros sinais de alerta</h2>
<p>Para o HSBC, que tem operações em mais de 80 países e territórios, a sondagem do Senado norteamericano é outro sinal de que funcionários de segurança dos EUA estão aumentando suas investigações sobre o banco de Londres – que durante a última década tem, repetidamente, chamado escrutínio dos reguladores financeiros dos EUA para a fraca lavagem de dinheiro supostamente permitindo controles e fraude de saúde e evasão fiscal.</p>
<p>Em 2003 e 2010, dois reguladores bancários nos EUA, levantaram sérias questões sobre os sistemas do banco, o branqueamento de capitais e funcionários e ordenou que o banco melhorar os sistemas de branqueamento de capitais e de pessoal, de acordo com ações de execução por parte do Federal Reserve Bank of New York eo Controladoria da Moeda, uma unidade do Departamento do Tesouro.</p>
<p>Nos registros de valores mobiliários, o banco revelou inquéritos crescentes. Em 2010, o banco divulgou que havia recebido intimações do júri e estava sendo investigado pelo Departamento de Justiça em investigações de lavagem de dinheiro. Posteriormente, disse o escritório do promotor distrital de Manhattan estava investigando.</p>
<p>Então, em novembro, o HSBC disse que investigações adicionais estavam sendo perseguidos pelo painel do Senado e os EUA Securities and Exchange Commission, de acordo com um registro na SEC por HSBC EUA Inc. O banco disse que as investigações focados em lavagem de dinheiro e da apresentação adequada de impostos dos EUA por clientes. A unidade é o negócio principal do HSBC EUA, oferecendo serviços bancários corporativos e de varejo para cerca de 4 milhões de clientes. HSBC operações norte-americanas, que incluem o HSBC Bank EUA e uma unidade de financiamento ao consumidor, respondem por cerca de 5 por cento dos lucros do HSBC.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>West Virginia Link</h2>
<p>As investigações sobre como o banco supostamente foi usado para lavagem de dinheiro estender a Viena, W. Va. Lá, um médico de gestão da dor chamado Barton J. Adams foi indiciado em 2008 pelo Departamento de Justiça em 169 acusações de fraude alegada saúde, evasão fiscal, lavagem de dinheiro e testemunha adulteração. Adams supostamente movido centenas de milhares de dólares em receitas de fraude de Medicare entre uma conta de Internet HSBC Bank EUA e contas do HSBC outros no Canadá, Hong Kong e Filipinas, de acordo com registros da corte de distrito dos EUA em West Virginia. Dr. Adams se declarou inocente.</p>
<p>Stephen Herndon, um advogado para Adams, não quis comentar citando o contencioso em curso. Um porta-voz da Procuradoria dos EUA, em West Virginia não quis comentar.</p>
<p>Para ter certeza, o HSBC não é o único banco importante para enfrentar escrutínio dos reguladores sobre suposta lavagem de dinheiro. Em 2009 e 2010, o Barclays PLC, o Lloyds Banking Group e Credit Suisse Group concordou em cancelamentos, totalizando US $ 1,2 bilhão com reguladores norte-americanos que encontraram os bancos evitou a lei dos EUA em ajudar os países sancionados. Em 2010, o Royal Bank of Scotland Group PLC concordou em multa de US $ 500 milhões para os EUA para cobrir ilegais ABN Amro Holding NV transações em dólares norte-americanos ligados ao Irã, Líbia, Sudão e Cuba. RBS e um consórcio de bancos adquiriu o ABN, um banco holandês, em 2007.</p>
<p>Aplicação da lei-escrutínio está cada vez mais focada em produtos de narcóticos que se deslocam entre os EUA eo México. Em 2010, por exemplo, o Wachovia Bank, adquirido pelo Wells Fargo &amp; Co. em 2008, fez um acordo de 160 milhões dólares com o Departamento de Justiça, que alegou que a falha nos controles do Banco traficantes de drogas permitidas para lavar dinheiro da droga amarrados ao México.</p>
<p>Um estudo 2011 pelo Government Accountability Office, disse que o dinheiro da venda de drogas ilegais em que os EUA flui de volta para o México &#8211; muitas vezes na forma de remessas de moeda grandes chamado &#8220;contrabando de dinheiro em espécie&#8221; &#8211; totais entre $ 18 bilhões e US $ 39 bilhões por ano . John Cassara, um especialista em lavagem de dinheiro e ex-agente do Tesouro, disse que as autoridades norte-americanas lutam para parar o dinheiro que flui de os EUA para o México.</p>
<div></div>
<h2>HSBC À microscopia</h2>
<p>HSBC tem enfrentado várias ordens para melhorar as suas políticas anti-branqueamento de capitais. Em 2003, o HSBC Bank EUA, sob um acordo com o Federal Reserve Bank de Nova York e reguladores de banco de Nova York, disse que um &#8220;objetivo comum&#8221; com os reguladores foi que o banco iria &#8220;garantir que o banco totalmente aborda deficiências no banco anti- dinheiro políticas e procedimentos de lavagem &#8220;.</p>
<p>Na época, o banco concordou em elaborar um programa para atualizar os controles internos para garantir a conformidade com disposições da Lei de sigilo bancário para melhor acompanhamento &#8220;atividades suspeitas ou incomuns.&#8221;</p>
<p>No início de 2010, o HSBC veio novamente sob escrutínio. O painel do Senado alegou em um relatório, intitulado &#8220;Mantendo a corrupção estrangeira fora dos Estados Unidos&#8221;, que o HSBC, junto com outros bancos, havia permitido que indivíduos de alto risco, conhecidos como pessoas politicamente expostas ou PEPs, a rota através de dinheiro os EUA sistema financeiro. Essas pessoas normalmente são poderosos líderes estrangeiros, parentes e colaboradores próximos de regimes propensos à corrupção.</p>
<p>O 2010 do Senado relatório analisou os laços do HSBC para Angola, o país produtor de petróleo Africano propenso a receita do petróleo do enxerto e má administração. O relatório do Senado alegou que o HSBC forneceu serviços bancários aos funcionários norte-americanos politicamente conectados de empresa nacional de petróleo de Angola através do Banco Africano de Investimentos, ou BAI, um banco privado angolano, sem designar as operações como risco potencialmente elevado. HSBC permitiu os movimentos de dinheiro &#8220;, apesar da presença de pessoas politicamente expostas&#8221; na gestão do BAI e clientela.</p>
<p>Em uma audiência no Senado, Wiecher Mandemaker, então diretor de observância geral para HSBC Bank EUA, disse que o banco acredita que instituições como BAI foram importantes para ajudar os africanos movimento &#8220;no sistema bancário moderno.&#8221; O funcionário do HSBC disse que o banco tinha exaustivamente investigado BAI e que era política do HSBC para desencorajar as relações bancárias com pessoas politicamente expostas a menos que o banco teve um relacionamento de longa data com o cliente eo banco acredita que o cliente tinha uma &#8220;fonte legítima de fundos.&#8221;</p>
<div id="fullstory">
<p>Mandemaker deixou o banco e não pôde ser encontrado para comentar.</p>
<p>No final de 2010, o banco foi atingido com uma outra ordem de um regulador bancário dos EUA para limpar seu sistema anti-branqueamento após o Escritório do Controlador da Moeda, ou OCC, investigou várias empresas que o dinheiro encaminhado para os clientes e outros bancos. A sonda e subseqüentes consentimento ordem &#8220;deficiências identificadas&#8221; no anti-dinheiro do HSBC práticas de lavagem e entre outros requisitos, ordenou ao banco para contratar um responsável regional permanente e apresentar planos de cumprimento integral do policiamento fluxos de dinheiro impróprias.</p>
<p>HSBC posteriormente saiu ou reduzido as empresas. Ele separadamente anunciou planos para sair inúmeras empresas dos EUA, concordando em vender filiais bancárias e um negócio de cartão de crédito em meio a uma mudança para rápido crescimento economias.</p>
<p>A OCC encontrado &#8220;programa de conformidade ea sua implementação são ineficazes&#8221; do banco e que o banco enfrentou o &#8220;potencial significativo para a lavagem de dinheiro não declarada ou financiamento do terrorismo.&#8221;</p>
<p>A ordem de consentimento OCC disse que entre 2006 e 2009, o HSBC não tivesse devidamente acompanhadas transações em dinheiro a granel. A ordem OCC também disse que o banco não &#8220;adequadamente&#8221; designar os clientes como &#8220;risco elevado&#8221;, mesmo que a filiação do cliente com uma pessoa politicamente exposta poderia prejudicar a reputação do banco. O relatório também criticou o banco por um acúmulo de não transformados relatórios de atividades suspeitas, conhecida como SARS, que pode derrubar fora reguladores de fluxos de dinheiro questionáveis.</p>
<p>Como parte da ordem de consentimento, o banco disse que &#8220;o compromisso de tomar todas as medidas necessárias e adequadas para corrigir as deficiências.&#8221;</p>
<p>Sherman, o porta-voz do HSBC, disse: &#8220;Reconhecemos que ficou aquém das nossas expectativas e estamos trabalhando com nossos reguladores para enfrentar e resolver as questões levantadas&#8221;.</p>
<p>Sherman disse que o banco tomou medidas, como investir em pessoal, um sistema de lavagem de dinheiro novo anti-, uma linha de apoio conformidade novo, e novo treinamento para todos os funcionários norte-americanos.</p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>Por Carrick Mollenkamp, ​​Brian Grow e Brett Lobo</strong></em></p>
<p style="text-align: right;">(Edição por Alwyn Scott e Edward Tobin)</p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/2000px-Decorative_text_divider_4.svg_.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-7413" title="2000px-Decorative_text_divider_4.svg" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/2000px-Decorative_text_divider_4.svg_-300x12.png" alt="" width="300" height="12" /></a></h2>
<blockquote>
<h2><span style="color: #ff0000;">Observação → a presente tradução pode ter problemas, pois foi feita automaticamente pelo tradutor do Google.</span></h2>
</blockquote>
<p><strong>Créditos →</strong> <em>Agência Reuters</em>, em 25de janeiro de <abbr>2012 às 12:56:13 </abbr></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-0aMicro.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-9609" title="harpia-0aMicro" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-0aMicro.jpg" alt="" width="50" height="64" /></a><a title="EUA notícia" href="http://translate.googleusercontent.com/translate_c?hl=pt-BR&amp;langpair=en%7Cpt&amp;rurl=translate.google.com.br&amp;u=http://www.msnbc.msn.com/id/3032525/ns/us_news/&amp;usg=ALkJrhi1Vvvq50V3iu_5alN-ya31kRz_8g">EUA notícia</a>  —  <a href="http://www.msnbc.msn.com">www.msnbc.msn.com</a></p>
<p>I<strong>magem →</strong> <a href="http://n7hd.com.br/">http://n7hd.com.br</a></p>
</div>
</div>
</div>
</div>
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		<title>O novo presidente alemão: desafio ao establishment</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/o-novo-presidente-alemao-desafio-ao-establishment/</link>
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		<pubDate>Sun, 18 Mar 2012 13:41:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Governo mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Crise global]]></category>
		<category><![CDATA[Política internacional]]></category>

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		<description><![CDATA[    No próximo dia 16 de março, o Parlamento alemão (Bundestag) irá eleger o novo presidente do país, para substituir Christian Wulff, que renunciou com menos de dois anos no cargo, na esteira de um escândalo de acusações de corrupção referentes ao seu posto anterior, de primeiro-ministro do estado da Baixa Saxônia. O candidato único, Hans Joachim Gauck, foi selecionado com base em um consenso suprapartidário, do qual se excluiu apenas o PDS, sucessor do antigo Partido Comunista da Alemanha Oriental.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp"><img class="aligncenter  wp-image-10770" title="msiA iNFORMA" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp" alt="" width="240" height="50" /></a></p>
<p><strong>No próximo dia 16 de março, o Parlamento alemão (Bundestag) irá eleger o novo presidente do país, para substituir Christian Wulff, que renunciou com menos de dois anos no cargo, na esteira de um escândalo de acusações de corrupção referentes ao seu posto anterior, de primeiro-ministro do estado da Baixa Saxônia. O candidato único, Hans Joachim Gauck, foi selecionado com base em um consenso suprapartidário, do qual se excluiu apenas o PDS, sucessor do antigo Partido Comunista da Alemanha Oriental.</strong></p></blockquote>
<p style="text-align: center;"><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2012/03/Joachim-Gauck.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-12946" title="Joachim-Gauck" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2012/03/Joachim-Gauck-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a><strong>Joachim Gauck é eleito o novo presidente da Alemanha.</strong></p>
<p>Após a reunificação da Alemanha, em 1990, Gauck, que viveu a maior parte da sua vida no lado oriental, foi nomeado para chefiar a agência responsável pela organização dos arquivos da Stasi, a polícia secreta da extinta República Democrática Alemã (RDA), com vistas a disponibilizar a sua consulta pública. Por isso, a sua ascensão à presidência assume um significado histórico, representando um virtual abalo tectônico na estrutura de poder em Berlim, que deverá derrubar certos mitos prevalecentes na política alemã das últimas duas décadas, aí incluídos preconceitos ideológicos sobre as noções de família, nação, religião ou a questão da integração.</p>
<p>Provavelmente, deverá se manifestar uma nova qualidade nos debates entre a população em geral, os formadores de opinião e o Establishment. Em vista dos comentários públicos divulgados nas últimas semanas, está claro que, para muitos representantes das elites alemãs, uma pessoa como Gauck é &#8220;desconfortável&#8221;, mesmo em um cargo cujas funções mais visíveis são cerimoniais. Ele tende a não se orientar pelas regras da &#8220;correção política&#8221;, não é tendencioso e espera-se que se empenhe em favor de certos valores perdidos desde a reunificação.</p>
<p>Como Friedrich Schiller, a quem se refere várias vezes em seus livros, Gauck vê a si próprio como um &#8220;patriota&#8221;, um &#8220;europeu apaixonado&#8221; e um &#8220;cidadão do mundo&#8221;, que, por sua biografia, conhece os lados negros da História das últimas seis décadas.</p>
<p>Gauck nasceu em 1940, em Rostock, e, após os horrores da II Guerra Mundial, conheceu a ditadura do regime comunista do Leste. Oriundo de uma família protestante, ele não se juntou à organização da juventude da RDA, o que lhe vedava o acesso à universidade, com exceção da Faculdade de Teologia. Assim, estudou Teologia e se tornou pastor em Rostock.</p>
<p>As suas memórias, publicadas em 2010, proporcionam um vívido relato da vida na RDA, que ele considerava &#8220;uma prisão gigantesca&#8221;, com um colossal aparato de informações, que espionava e controlava a vida de cada cidadão. Mais tarde, o seu trabalho de organização dos arquivos da Stasi demonstrou que nada menos que 600 mil pessoas (em uma população de 16 milhões, em 1990) eram informantes do órgão &#8211; filhos espionavam pais, maridos espionavam esposas, trabalhadores e acadêmicos espionavam seus colegas e religiosos espionavam outros religiosos.</p>
<p>Após a reunificação, comitês de cidadãos do Leste ocuparam os escritórios da Stase, em Berlim, Erfurt e outras cidades, para evitar a destruição dos arquivos. Com o estabelecimento de uma agência federal para cuidar do assunto, Gauck foi nomeado o seu presidente. O trabalho de busca e catalogação revelou 39 milhões de fichas e milhões de fotos e documentos, que foram organizados e colocados à disposição do público.</p>
<p>Gauck não é um homem que se mostra interessado em revanche, mas na busca da verdade e na luta permanente pela liberdade. Para ele, não há liberdade verdadeira sem se encarar a verdade; a liberdade verdadeira abre caminho para o engajamento responsável da cidadania.</p>
<p>Em um recente discurso, Gauck observou que a revolução de 1989 foi realizada por pessoas comuns, que sobreviveram durante décadas em seus nichos privados, com a vaga esperança de que as coisas mudariam algum dia. Em suas palavras:</p>
<blockquote><p><em>«As ditaduras podem durar por muito tempo. O que aconteceu na RDA não foi uma implosão, nem se deveu à boa vontade do Sr. [Mikhail] Gorbatchov. Foram os cidadãos alemães que compreenderam uma verdade, que, na França, é a expressão mais preciosa na política: nós somos o povo&#8230; Esta sentença nos ensinou que, se acreditarmos nos nossos desejos e tivermos confiança neles, seremos capazes de superar os nossos medos, os próprios medos que nos fazem adaptar-nos à situação.»</em></p></blockquote>
<p>Gauck enfatiza que a liberdade não significa ser livre &#8220;de&#8221; alguma coisa, mas ser &#8220;livre para alguma coisa&#8221;. Em sua própria experiência, ele viveu um sonho permanente de liberdade, compreendendo que não era uma meta de realização imediata. Mas ele insiste em que, como muitos outros, manteve a esperança de realizar os seus sonhos, algum dia. Se aferrar ao sentido interior de liberdade e pensamento criativo, é o que permite ao indivíduo atuar responsavelmente e se engajar em favor do Bem Comum.</p>
<p style="text-align: right;"><strong>De Wiesbaden, </strong><em><strong>Anno Hellenbroich </strong></em><strong>e</strong><em><strong> Elisabeth Hellenbroich</strong></em></p>
<p style="text-align: right;" align="right"><span style="color: #ff6600;"><strong><em>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</em></strong></span></p>
<p><strong> <a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/2000px-Decorative_text_divider_-_central_flare.svg_.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-7351" title="2000px-Decorative_text_divider_-_central_flare.svg" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/2000px-Decorative_text_divider_-_central_flare.svg_-300x19.png" alt="" width="300" height="19" /></a></strong></p>
<p><strong>Créditos </strong>➞<strong> </strong>este post é matéria apresentada no Boletim Eletrônico <strong><em>MSIa INFORMA</em></strong>, do <strong><em>MSIa –</em></strong><em> <strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em>, Vol. III, N<sup>o</sup> 41, de 16 de março de 2012.</p>
<p><strong><em>MSIa INFORMA</em></strong><strong> </strong>➞<strong> </strong>é uma publicação do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa). Conselho Editorial: Angel Palacios, Geraldo Luís Lino, Lorenzo Carrasco (Presidente), Marivilia Carrasco e Silvia Palacios. Endereço: Rua México, 31 &#8211; sala 202 &#8211; Rio de Janeiro (RJ) &#8211; CEP 20031-144; Telefax: 0xx 21-2532-4086.</p>
<p><strong>Para saber mais sobre o tema </strong>➞<strong> </strong>visitar os sites da MSIa/Capax Dei:<strong> </strong><a href="http://www.alerta.inf.br/">http://www.alerta.inf.br/</a> e <a href="http://www.msia.org.br/">http://www.msia.org.br/</a>.</p>
<p><strong>Mensagens e sugestões </strong>➞<strong> </strong>favor enviar para msia@msia.org.br</p>
<p><strong>Para adquirir as publicações da Capax Dei Editora Ltda.</strong> ➞ loja virtual em: <a href="http://www.capaxdei.com.br/">www.capaxdei.com.br</a></p>
<p><strong>E-mail:</strong> capaxdeieditora@gmail.com<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-10bMicro.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-9620" title="harpia-10bMicro" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-10bMicro.jpg" alt="" width="60" height="49" /></a></p>
<p><strong>Imagem </strong>➞  <a href="http://www.jornalagora.com.br/">http://www.jornalagora.com.br</a></p>
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		<title>Putin e a &#8220;alucinogenia&#8221; do Departamento de Estado dos EUA</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/putin-e-a-alucinogenia-do-departamento-de-estado-dos-eua/</link>
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		<pubDate>Sun, 18 Mar 2012 13:31:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Governo mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Oligarquias internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Política internacional]]></category>

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		<description><![CDATA[Definitivamente, a presença de Vladimir Putin na presidência da Federação Russa, nos próximos seis anos, foi recebida pelo establishment anglo-americano como uma clara sinalização de que a estratégia hegemônica do eixo Washington-Nova York-Londres terá um poderoso contraponto, mais que capaz de neutralizar muitas das suas diretrizes.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp"><img class="aligncenter  wp-image-10770" title="msiA iNFORMA" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp" alt="" width="235" height="49" /></a><strong></strong></p>
<blockquote><p><strong>Definitivamente, a presença de Vladimir Putin na presidência da Federação Russa, nos próximos seis anos, foi recebida pelo <em>establishment </em>anglo-americano como uma clara sinalização de que a estratégia hegemônica do eixo Washington-Nova York-Londres terá um poderoso contraponto, mais que capaz de neutralizar muitas das suas diretrizes.</strong></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2012/03/putin3.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-12949" title="putin3" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2012/03/putin3-300x226.jpg" alt="" width="300" height="226" /></a></p></blockquote>
<p>Uma demonstração evidente da contrariedade daqueles círculos foi o fato de o presidente Barack Obama ter esperado cinco dias para cumprimentar Putin pela vitória nas eleições de 4 de março, só o fazendo ao final do expediente da sexta-feira seguinte, dia 9 (mais pragmático, o premier britânico David Cameron o fez na segunda-feira dia 5). Já o Departamento de Estado emitiu uma nota oficial sobre as eleições no próprio domingo, na qual cumprimentou &#8220;o povo russo&#8221; pela sua realização.</p>
<p>A demora se deveu, em grande medida, à expectativa &#8211; alimentada pela mídia ocidental &#8211; da ocorrência de manifestações populares em massa contra o processo eleitoral, que acabaram se revelando pífias e irrelevantes, limitadas a Moscou e algumas poucas cidades, reunindo um número de participantes bem menor que as manifestações dos partidários de Putin, que também foram às ruas.</p>
<p>Uma síntese bastante apropriada da relevância do papel de Putin no contexto global foi feita pelo sempre atento correspondente do Asia Times Online, Pepe Escobar, em sua coluna de 9 de março (&#8220;Por que Putin está enlouquecendo Washington&#8221;):</p>
<blockquote><p><em>«Então, Washington e seus serviçais foram advertidos. Antes da eleição do último domingo, Putin chegou, mesmo, a propagandear o seu mapa do caminho. Os pontos essenciais: sem guerra na Síria; sem guerra no Irã; sem &#8220;bombardeios humanitários&#8221; ou a promoção de &#8220;revoluções coloridas&#8221; &#8211; tudo embrulhado em um novo conceito, &#8220;instrumentos ilegais de poder suave&#8221;. Para Putin, uma Nova Ordem Mundial projetada em Washington não é uma opção. O que vale é &#8220;o consagrado princípio da soberania do Estado&#8221;.»</em></p></blockquote>
<p>No quadro global, o desfecho das eleições russas proporciona um importante fator de reforço para uma nova dinâmica histórica que se desenha, na qual os instrumentos tradicionais de poder hegemônico do eixo anglo-americano, o domínio do sistema financeiro e a militarização das relações internacionais, se mostram crescentemente disfuncionais e sendo assim percebidos por um número rapidamente crescente de cidadãos, tanto de outros países como deles próprios.</p>
<p>O problema maior é a incapacidade daqueles círculos oligárquicos de aceitar essa realidade, o que tem levado muitos de seus integrantes a abraçar a velha opção &#8220;fogo no circo&#8221; – a provocação de um novo conflito de grandes proporções – como parte da estratégia de preservação ou, pelo menos, prolongamento do <em>status quo</em>. Os dois candidatos imediatos à condição de potenciais estopins de um conflito do gênero são o Irã e a Síria – não por acaso, ambos colocados sob uma espécie de proteção de uma incansável atividade diplomática por parte da Rússia e da China, cujos governos têm um claro entendimento da situação.</p>
<p>Um ponto positivo é o fato de que, nos próprios EUA, alguns setores militares e de inteligência têm manifestado uma posição mais sensata, pelo menos em relação ao Irã, vocalizada, entre outros, pelo chefe do Estado-Maior Conjunto, general Martin Dempsey, que, em recente depoimento no Congresso, rechaçou qualquer ação militar contra o país e afirmou explicitamente que as lideranças iranianas são &#8220;racionais&#8221; e precisam ser tratadas como tais.</p>
<p>Por outro lado, essa posição contrasta, visivelmente, com a dos círculos belicistas, que têm uma eficiente porta-voz na secretária de Estado Hillary Clinton, cuja capacidade de produzir declarações ofensivas contra Teerã se mostra inesgotável. Em grande parte, as posições da secretária se explicam pela sua dependência vital do apoio político e financeiro do lobby sionista, mas, não menos, por ser uma legítima representante do pensamento ultrabelicista dos &#8220;neoconservadores&#8221;, ainda bastante influente em Washington.</p>
<p>Como se sabe, os &#8220;neocons&#8221; se caracterizam por uma declarada propensão a alterar a realidade de acordo com os seus delirantes desígnios hegemônicos &#8211; uma espécie de &#8220;alucinogenia&#8221;, se os puristas não se incomodarem com o neologismo.</p>
<p>Vale recordar que Clinton foi a sabotadora ostensiva do acordo articulado junto ao governo iraniano, pelo Brasil e a Turquia, em 2010, o qual, se implementado, teria assegurado um desfecho favorável ao imbróglio envolvendo o programa de enriquecimento de urânio de Teerã. Talvez, no novo cenário proporcionado pelo retorno de Putin ao Kremlin, haja condições para que um arranjo semelhante possa ser implementado e permita a retirada do Irã da lista de &#8220;pontos quentes&#8221; do quadro global (pelo menos, quanto ao pretexto do seu programa nuclear).</p>
<p style="text-align: right;" align="right"><span style="color: #ff6600;"><strong><em>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</em></strong></span></p>
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<p><strong>Créditos </strong>➞<strong> </strong>este post é matéria apresentada no Boletim Eletrônico <strong><em>MSIa INFORMA</em></strong>, do <strong><em>MSIa –</em></strong><em> <strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em>, Vol. III, N<sup>o</sup> 41, de 16 de março de 2012.</p>
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		<title>O acordo EUA-Coreia do Norte de 2012</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/o-acordo-eua-coreia-do-norte-de-2012/</link>
		<comments>http://blogdoambientalismo.com/o-acordo-eua-coreia-do-norte-de-2012/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 18 Mar 2012 12:54:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Governo mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Crise global]]></category>
		<category><![CDATA[Política internacional]]></category>

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		<description><![CDATA[7 de março de 2011 (www.msia.org.br) - O recente acordo firmado entre os EUA e a Coreia do Norte é um passo importante por três razões. A primeira, porque ganha tempo. Outro teste nuclear, acompanhado do anúncio da Coreia do Norte ter conseguido miniaturizar ogivas para mísseis, só faria uma situação ruim ficar ainda pior. O acordo coloca essa possibilidade mais distante, dependendo do progresso a ser feito em novas negociações.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp"><img class="aligncenter  wp-image-10770" title="msiA iNFORMA" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp" alt="" width="240" height="50" /></a></p>
<blockquote><p><strong>7 de março de 2011 (<a href="http://www.msia.org.br/" target="_blank">www.msia.org.br</a>) &#8211; O recente acordo firmado entre os EUA e a Coreia do Norte é um passo importante por três razões. A primeira, porque ganha tempo. Outro teste nuclear, acompanhado do anúncio da Coreia do Norte ter conseguido miniaturizar ogivas para mísseis, só faria uma situação ruim ficar ainda pior. O acordo coloca essa possibilidade mais distante, dependendo do progresso a ser feito em novas negociações.</strong></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2012/03/coreia-do-norte-nuclear.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-12952" title="coreia-do-norte-nuclear" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2012/03/coreia-do-norte-nuclear-300x232.jpg" alt="" width="300" height="232" /></a></p></blockquote>
<p>Em segundo lugar, além de parar as atividades de sua usina de enriquecimento de urânio, se a Coreia do Norte permitir que os inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) verifiquem a suspensão de seu funcionamento, será possível conhecer mais sobre o atual estágio de seu programa nuclear. Note-se que apenas um grupo de estrangeiros convidados viu o interior da instalação, e apenas brevemente. O interessante é que os norte-coreanos sabem que um futuro monitoramento irá revelar mais informações sobre suas capacidades. Por que eles estão dando esse passo? É difícil dizer.</p>
<p>Finalmente, este arranjo pode ajudar a construir uma base para novos progressos no sentido de parar e, eventualmente, até reverter, o esforço nuclear da Coreia do Norte. Muitos especialistas falam sobre a &#8220;desnuclearização&#8221;, não sabendo que tal processo não pode acontecer do dia para a noite, especialmente, com um programa que já tem quase cinco décadas. Note-se que a Coreia do Norte não é a Líbia: a sua eventual &#8220;desnuclearização&#8221; exigirá, em primeiro lugar, um &#8220;congelamento&#8221;, para depois ser iniciada uma &#8220;reversão&#8221;, que vai levar tempo.</p>
<p>Uma série de problemas potenciais parece clara nas declarações unilaterais de ambos os países. A distribuição de alimentos não será um problema, já que grande parte dos detalhes já estão resolvidos. A implementação da moratória, no entanto, parece ser difícil, pois requer que a Coreia do Norte e a AIEA trabalhem em medidas de salvaguardas, particularmente, na usina de enriquecimento de urânio de Yongbyon. Há uma história de péssimas relações entre os dois, embora todas as poucas vezes que a Coreia do Norte consentiu cooperar com a AIEA, claramente, o fez porque era do seu interesse, como parece ser dessa vez.</p>
<p>A declaração unilateral da Coreia do Norte deixa, igualmente, claro que a <em>«prioridade será dada à discussão das questões relativas ao levantamento das sanções e fornecimento de usinas nucleares»</em>. Pyongyang insiste em que isto deverá acontecer, para que ela desista de seu programa de enriquecimento de urânio e armas nucleares. Isto é problemático, pois nenhum país está interessado em fornecer usinas nucleares à Coreia do Norte. Mas a China pode ser uma exceção, desde que o Ocidente pague a conta.</p>
<p>Alguém poderia perguntar: por que este acordo foi alcançado agora? É uma boa pergunta. Todos os especialistas vinham opinando que nada iria acontecer em 2012, uma vez que este é um ano eleitoral nos EUA e Pyongyang teria pouco interesse em chegar a novos acordos. O acordo foi uma grande surpresa para muitos. É difícil dizer o que está acontecendo, exceto que, agora, os EUA parecem ter entendido que a sua política de &#8220;paciência estratégica&#8221;, tentando convencer Pyongyang a mudar o seu mau comportamento, por meio de pressão e isolamento, falhou. A pressão e o isolamento são positivos, mas sem que se estenda a mão pela diplomacia, se transformam num beco sem saída. Qualquer semelhança com o caso iraniano não é mera coincidência.</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2012/03/coreia-do-norte-nuclear2.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-12953" title="coreia-do-norte-nuclear2" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2012/03/coreia-do-norte-nuclear2-300x265.jpg" alt="" width="300" height="265" /></a></p>
<p>Sobre o porquê de a Coreia do Norte ter feito este movimento, alguns poderiam dizer que esse acordo prova que a <em>«paciência estratégica&#8221; dos EUA tem trabalhado e Pyongyang está &#8220;dando o braço a torcer»</em>. Analistas mais atentos, entretanto, acreditam que isso pode refletir um desejo da Coreia do Norte de escapar do &#8220;abraço do urso chinês&#8221;, no contexto de um relacionamento que hoje é muito mais forte do que já foi no passado. Outros o veem como um passo tático, feito porque a Coreia do Norte quer manter um ambiente externo calmo, durante o primeiro ano de sua transição de liderança. Outros ainda acreditam que o Norte concordou com uma moratória, porque, realmente, não está pronto para realizar mais testes nucleares ou de mísseis e precisa de tempo para trabalhar mais o seu programa de enriquecimento nas instalações de Yongbyon. Todas essas explicações são possíveis.</p>
<p style="text-align: right;"><strong><em>Leonam dos Santos Guimarães*</em></strong></p>
<p style="text-align: right;" align="right"><span style="color: #ff6600;"><strong><em>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</em></strong></span></p>
<blockquote><p><strong>* Doutor em engenharia naval e nuclear, assistente da Presidência da Eletrobrás Eletronuclear e membro do Grupo Permanente de Assessoria da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).</strong></p></blockquote>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/2000px-Decorative_text_divider_4.svg_.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-7413" title="2000px-Decorative_text_divider_4.svg" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/2000px-Decorative_text_divider_4.svg_-300x12.png" alt="" width="300" height="12" /></a></strong></p>
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		<title>O novo presidente da Rússia e o mundo em transformação</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/o-novo-presidente-da-russia-e-o-mundo-em-transformacao/</link>
		<comments>http://blogdoambientalismo.com/o-novo-presidente-da-russia-e-o-mundo-em-transformacao/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 17 Mar 2012 10:59:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Governo mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Crise global]]></category>
		<category><![CDATA[Nova ordem mundial]]></category>

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		<description><![CDATA[Vários eventos ocorridos em 2011 demonstraram, de forma explícita, que o mundo entrou em uma fase de profundas mudanças e transformações políticas, ideológicas, financeiras e econômicas. Na medida em que a situação econômica e os padrões sociais continuam a se deteriorar, nos EUA e na Europa, a Nova Ordem Mundial tem se mostrado cada vez mais espalhafatosa em promover um caos controlado. Isto ficou particularmente aparente desde o caso da Líbia, onde os aliados da OTAN [Organização do Tratado do Atlântico Norte] estabeleceram um precedente muito perigoso para intervir em nações soberanas e semear o caos. Hoje, estamos vendo o mesmo cenário se desenvolvendo na Síria. Onde deveríamos esperá-lo, em seguida - na China, Índia ou Rússia?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp"><img class="aligncenter  wp-image-10770" title="msiA iNFORMA" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp" alt="" width="240" height="50" /></a></p>
<blockquote><p><strong>Vários eventos ocorridos em 2011 demonstraram, de forma explícita, que o mundo entrou em uma fase de profundas mudanças e transformações políticas, ideológicas, financeiras e econômicas. Na medida em que a situação econômica e os padrões sociais continuam a se deteriorar, nos EUA e na Europa, a Nova Ordem Mundial tem se mostrado cada vez mais espalhafatosa em promover um caos controlado. Isto ficou particularmente aparente desde o caso da Líbia, onde os aliados da OTAN [Organização do Tratado do Atlântico Norte] estabeleceram um precedente muito perigoso para intervir em nações soberanas e semear o caos. Hoje, estamos vendo o mesmo cenário se desenvolvendo na Síria. Onde deveríamos esperá-lo, em seguida &#8211; na China, Índia ou Rússia?</strong></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/putin.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-10890" title="putin" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/putin-213x300.jpg" alt="" width="213" height="300" /></a></p></blockquote>
<p>A Rússia, claramente, não está interessada em deflagrar uma instabilidade global. Ela defende as transformações por meio de um progresso passo-a-passo, baseado em uma atitude positiva. A situação internacional requer uma resposta adequada da Rússia, particularmente, em termos da criação de um mecanismo de defesa contra as agressões da mídia estrangeira.</p>
<p>Por conseguinte, a tarefa primária do novo líder da Rússia será a de preservar a estabilidade do Estado e da sociedade, contra um pano de fundo de transformações globais abrangentes.</p>
<p>O líder russo deve reconhecer, primariamente, que a ideologia e as informações são as longamente percebidas vulnerabilidades do Estado russo, que, no século XX, acarretaram o seu colapso por duas vezes. Assim, seria útil para o desenvolvimento da situação do Estado russo que o governo estabelecesse uma ideologia estatal (espiritualidade, grandeza e dignidade) e um mecanismo especial para se contrapor às agressões midiáticas estrangeiras, por meio de um conjunto de medidas administrativas, de relações públicas e midiáticas. Isto asseguraria que a Rússia se tornasse um centro de gravidade paneurasiático, tanto em termos econômicos como espirituais.</p>
<p>Para forjar uma União Eurasiática, a Rússia deveria fazer o seguinte:</p>
<blockquote><p>♦ assegurar que o cenário midiático russo seja dominado por valores espirituais e morais;</p>
<p>♦ se contrapor à disseminação da cobertura negativa da Rússia no ambiente midiático global, desafiando as distorções deliberadas da história e tradições culturais do país;</p>
<p>♦ substituir a cultura de violência na televisão russa por uma cultura de espiritualidade, conhecimento e criatividade;</p>
<p>♦ dar a conhecer a sua avaliação ética e espiritual do processo de privatizações da década de 1990, destacando a sua injustiça.</p></blockquote>
<p>Adicionalmente, é absolutamente óbvio que a Rússia necessita de reformas urgentes em algumas de suas instituições de governo, para assegurar-lhes o melhor desempenho na interação com a sociedade civil. As reformas devem ser rápidas e assertivas, mas, ao mesmo tempo, deliberadas e enfocadas.</p>
<p>A essência dessas reformas deve se tornar o tema de um amplo debate público, envolvendo todos os ramos do poder, partidos políticos e instituições da sociedade civil. (&#8230;)</p>
<p>Os mecanismos legais para a tomada de decisões baseada no diálogo público são bem conhecidos e consistem nas funções legislativas do Parlamento, ou referendos nacionais estipulados pela Constituição Russa, para assuntos considerados vitalmente importantes pelo público e o governo. Ao mesmo tempo, o novo presidente da Rússia terá que assegurar que o diálogo público permaneça estritamente dentro dos limites legais. O povo russo necessita de proteção contra o tipo de pressões que podem ser efetuadas por meio de protestos de rua ou cobertura midiática. O objetivo estratégico é assegurar um consenso social, enquanto se protege a elite política (e o povo) de qualquer influência negativa.</p>
<p>A Rússia deveria usar o consenso social para compensar os prejuízos sofridos durante a desindustrialização da década de 1990. De fato, na década passada, a nação conseguiu se tornar a sexta maior economia do mundo, mas isto se deveu, primariamente, às suas vastas exportações de commodities, incluindo petróleo e gás, metais, madeira etc. Hoje, a Rússia necessita lançar uma Nova Industrialização Tecnológica, para galgar um novo patamar de inovações e se tornar em uma das primeiras economias do mundo a abraçar um novo modelo de desenvolvimento pós-transformação, conhecido como Sexto Ciclo Tecnológico, baseado no desenvolvimento intelectual, criativo e moral.</p>
<p>A Rússia deveria, fundamentalmente, obter os recursos financeiros para a sua Industrialização Tecnológica, pela ampliação do seu mercado doméstico, o que o tornaria mais atrativo para investimentos diretos. Outra fonte financeira deveria ser obtida com a venda de recursos naturais em rublos russos.</p>
<p>Outro objetivo chave para o país é o progresso rápido em tornar populares e respeitadas as carreiras profissionais em ciência e engenharia.</p>
<p>Essas deveriam os objetivos prioritários para os estrategistas políticos do Kremlin. Um apoio midiático eficiente seria instrumental para a consecução de tais tarefas.</p>
<p>Uma nova industrialização tecnológica seria uma grande chance para a Rússia, uma oportunidade para empreendedores com mentalidade patriótica, que não tomaram parte nas privatizações fraudadas da década de 1990 e, também, para os inovadores do país. Uma industrialização tecnológica é a única maneira de assegurar um lugar decente para a Rússia no futuro mundo da inovação.</p>
<p>Outro objetivo estratégico para o novo presidente da Rússia é incentivar a formação de uma União Eurasiática, que se estenda da Escócia à Nova Zelândia. O primeiro bloco de fundação supranacional da União foi lançado em 1o. de fevereiro de 2012, na forma da Comissão Econômica Eurasiática.</p>
<p>Para o resgate da Europa da sua presente crise, uma medida sensata parece ser a proposta de uma comissão conjunta, que incluiria representantes da Comissão Econômica Eurasiática e da União Europeia. O novo órgão deveria concentrar-se na criação de um espaço econômico comum entre o Atlântico e o Pacífico e da Escócia à Nova Zelândia, com a visão de forjar um mercado comum pancontinental. No futuro, instituições de mercado pancontinentais, como uma Comissão Continental e um Banco Continental, poderiam ser estabelecidos, para proporcionar uma regulamentação universal para a EU e a União Eurasiática e estabelecer a agenda para o desenvolvimento futuro.</p>
<p>Ao implementar as medidas listadas acima, em colaboração com todos os parceiros sãos do mundo, o novo líder da Rússia estaria em condições de reorientar as presentes transformações globais, do caos controlado para um rumo de desenvolvimento positivo e construtivo.</p>
<p style="text-align: right;"><strong><em>Igor Panarin*</em></strong></p>
<p style="text-align: right;" align="right"><span style="color: #ff6600;"><strong><em>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</em></strong></span></p>
<blockquote><p> * Cientista político e professor da Faculdade de Relações Internacionais da Academia Diplomática do Ministério das Relações Exteriores da Federação Russa. Este artigo foi originalmente publicado no sítio Russia Today, em 2 de março último.</p>
<p>&nbsp;</p></blockquote>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/div-novo.png"><img class="aligncenter" title="div-novo" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/div-novo-300x13.png" alt="" width="300" height="13" /></a></strong></p>
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		<title>Putin e a &#8220;dimensão espiritual&#8221; da crise global</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Mar 2012 10:48:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Governo mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Crise global]]></category>
		<category><![CDATA[Política internacional]]></category>

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		<description><![CDATA[A vitória do premier Vladimir Putin nas eleições presidenciais russas oferece várias leituras que proporcionam um melhor entendimento da natureza e dimensão da crise sistêmica global e, principalmente, do papel que se espera da Federação Russa neste cenário, tanto os seus cidadãos como os estrangeiros, em especial, as lideranças ocidentais.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp"><img class="aligncenter  wp-image-10770" title="msiA iNFORMA" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp" alt="" width="240" height="50" /></a><strong></strong></p>
<blockquote><p><strong>A vitória do premier Vladimir Putin nas eleições presidenciais russas oferece várias leituras que proporcionam um melhor entendimento da natureza e dimensão da crise sistêmica global e, principalmente, do papel que se espera da Federação Russa neste cenário, tanto os seus cidadãos como os estrangeiros, em especial, as lideranças ocidentais.</strong></p></blockquote>
<p>O desfecho das eleições não apresentou qualquer novidade, tanto quanto aos números como em relação às azedas reações dos governos e da mídia das principais potências ocidentais. A maioria absoluta dos sufrágios foi amplamente antecipada por todas as pesquisas de intenção de voto, inclusive, por institutos independentes, embora abaixo dos 64% obtidos por Putin, bem longe dos 17% do segundo colocado, o comunista Gennady Zyuganov, e dos outros três candidatos, que ficaram abaixo de 10%. A pesquisa de boca de urna do instituto estatal VTSIOM, o mais antigo do país, antecipou 58,3% para Putin, e a ONG GOLOS, financiada pelas redes da Fundação Nacional para a Democracia (NED) estadunidense, 53,1%.</p>
<p>Para a grande maioria dos observadores, tanto internacionais como nacionais, os problemas ocorridos foram pontuais e as eleições transcorreram num clima geral de normalidade. Um grupo internacional independente, constituído por 50 representantes de 21 países europeus e dos EUA, qualificou os resultados como &#8220;bons&#8221;. Falando pelo grupo, o advogado estadunidense Kline Preston afirmou que a votação ocorreu de acordo com os padrões internacionais, da legislação russa e dos princípios de abertura e liberdade (Russia Today, 5/03/2012).</p>
<p>A tarefa dos observadores foi facilitada pela existência de câmeras de vídeo em quase todas as seções eleitorais do país, que permitiram o acompanhamento do processo ao vivo pela Internet, pelas mais de 2,5 milhões de pessoas que se inscreveram para acessá-las. Considerando que a população russa é estimada em 143 milhões de habitantes e que a grande maioria dos inscritos eram russos, a votação pode ser acompanhada por cerca de 1,7% da população, o que, evidentemente, diminuiu consideravelmente as oportunidades de fraudes.</p>
<p>Não obstante, em função da ostensiva aversão pelo premier russo prevalecente no Ocidente, organismos oficiais internacionais e grande parte da mídia (inclusive a brasileira) preferiram envolver as eleições em um absurdo véu de acusações sobre fraudes generalizadas.</p>
<p>O coordenador dos observadores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), Tonino Picula, fez um comentário característico e quase inacreditável, que foi reproduzido em jornais de todo o mundo: &#8220;Houve sérios problemas, desde o início dessa eleição. A questão das eleições é que o desfecho deveria ser incerto. Este não foi o caso na Rússia (Novosti, 5/03/2012, grifos nossos).&#8221;</p>
<p>Diante de semelhante diatribe, encaminhamos nossos leitores ao irônico comentário do sítio franco-belga De Defensa (7/03/2012):</p>
<blockquote><p><em>«Assim, o &#8220;problema muito sério&#8221; dessas eleições é que elas não respeitam os fundamentos da democracia, que não se deve supor antecipadamente, nem se ter uma convicção íntima do resultdo. Consequentemente, as noções de popularidade, de favorito&#8230; estas noções são contrárias à democracia. Trapaceiro e antidemocrático, </em>[Franklin]<em> Roosevelt, em 1936, 1940 e 1944; trapaceiro e antidemocrático, </em>[Charles]<em> de Gaulle, em 1958 e 1965. A &#8220;democracia ideal&#8221; seria, então, segundo a qualificação necessariamente sofista desta lógica, a democracia que não afete a desigualdade, que não tenha favoritos e algum vencedor, mas uma igualdade perfeita entre todos os candidatos, na largada e na chegada. A democracia perfeita é a entropia igualitária. Portanto, confirmamos o julgamento: o povo russo, que escolheu Putin &#8220;antecipadamente&#8221;, nos atraiçoou, como atraiçoou a democracia. O povo russo é trapaceiro.»</em></p></blockquote>
<p>Como não poderia deixar de ser, a imprensa brasileira não ficou atrás. O jornal O Estado de S. Paulo de 6 de março abriu um editorial, sentenciando que &#8220;o Kremlin recorreu de novo à fraude eleitoral em larga escala&#8221;. Adiante, reconhecendo que Putin não tinha adversário à altura, o texto beira as raias do ridículo ao afirmar que &#8220;o único nome que poderia levar a disputa para o segundo turno foi excluído por alegadas trapaças na coleta dos 2 milhões de assinaturas necessárias para o registro das candidaturas. Trata-se do veterano Grigory Yavlinsky, do partido liberal Yabloko&#8221;.</p>
<p>O editorialista do venerável &#8221;Estadão&#8221; apenas omitiu o fato de que Yavlinsky, um dos líderes russos favoritos do Ocidente, por suas posições ultraliberais, já disputou duas eleições presidenciais sem ter chegado sequer perto de 10% dos votos e que, desde 2003, seu partido não tem representação no Parlamento, por não conseguir superar a cláusula de barreira dos votos (atualmente, 7%).</p>
<p>Entrentanto, o comentário mais emblemático e representativo da aversão que Putin exerce sobre certos integrantes das elites ocidentais foi o comentário, aparentemente, depreciativo, mas que denota uma compreensão maior da história russa, de que o presidente eleito &#8220;é a encarnação desse ideal de autocrata nacionalista que remonta pelo menos a Pedro o Grande&#8221;.</p>
<p>De fato, a comparação com o czar Pedro I (1682-1725) não é descabida, em função do papel por ele exercido em um enérgico processo de modernização forçada da Rússia, até então um país bastante atrasado em relação aos níveis de desenvolvimento já atingidos pela Europa em geral. E, como ele, Putin já demonstrou repetidas vezes que a sua visão de uma Rússia modernizada e progressista não passa pela submissão incondicional à agenda hegemônica das potências ocidentais.</p>
<p>O retorno de Putin ao comando no Kremlin representa a perspectiva de uma poderosa contestação a essa agenda hegemônica favorecida pelo eixo Washington-Nova York-Londres, a qual insiste em impor ao mundo um modelo civilizatório disfuncional e perigosamete falido, dentro do qual se insere uma visão míope de que a derrota da União Soviética na Guerra Fria deveria implicar em uma Rússia submissa aos desígnios das potências vitoriosas.</p>
<p>Além disso, mais que qualquer outro líder nacional em serviço, Putin simboliza a herança construtiva de Franklin Roosevelt, em um processo de reconstrução da ordem mundial após um período de grandes turbulências, em contraposição à herança belicista de Winston Churchill, um dos responsáveis pelo desperdício de oportunidades históricas que foi a Guerra Fria (e, não por coincidência, objeto de adoração e culto dos setores mais reacionários do Establishment anglo-americano). Herança que se traduz, principalmente, em valores que devem &#8211; e precisam &#8211; orientar o processo civilizatório, a partir da sua inserção nas políticas dos governos e nas relações entre os países.</p>
<p>Nesse contexto, cabem, inclusive, valores espirituais e morais, geralmente, desconsiderados pela maioria dos estudiosos &#8220;objetivos&#8221; da economia, ciências políticas e relações internacionais. Entretanto, é o que propõe um respeitado acadêmico e geopolítico russo, Igor Panarin, que reflete o pensamento de um importante grupo que cerca o presidente eleito, o qual pode fornecer bons indícios sobre as futuras ações da Presidência Putin. Por sua relevância, publicamos a seguir um recente artigo do pensador russo.</p>
<p style="text-align: right;"><strong><em>Lorenzo Carrasco</em></strong></p>
<p style="text-align: right;" align="right"><span style="color: #ff6600;"><strong><em>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</em></strong></span></p>
<p><strong> <a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/div-novo.png"><img class="aligncenter" title="div-novo" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/div-novo-300x13.png" alt="" width="300" height="13" /></a></strong></p>
<p><strong>Créditos </strong>➞<strong> </strong>este post é matéria apresentada no Boletim Eletrônico <strong><em>MSIa INFORMA</em></strong>, do <strong><em>MSIa –</em></strong><em> <strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em>, Vol. III, N<sup>o</sup> 40, de 09 de março de 2012.</p>
<p><strong><em>MSIa INFORMA</em></strong><strong> </strong>➞<strong> </strong>é uma publicação do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa). Conselho Editorial: Angel Palacios, Geraldo Luís Lino, Lorenzo Carrasco (Presidente), Marivilia Carrasco e Silvia Palacios. Endereço: Rua México, 31 &#8211; sala 202 &#8211; Rio de Janeiro (RJ) &#8211; CEP 20031-144; Telefax: 0xx 21-2532-4086.</p>
<p><strong>Para saber mais sobre o tema </strong>➞<strong> </strong>visitar os sites da MSIa/Capax Dei:<strong> </strong><a href="http://www.alerta.inf.br/">http://www.alerta.inf.br/</a> e <a href="http://www.msia.org.br/">http://www.msia.org.br/</a>.</p>
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		<title>Dois príncipes na América do Sul</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/dois-principes-na-america-do-sul/</link>
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		<pubDate>Fri, 16 Mar 2012 15:44:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Governo mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Oligarquias internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Política internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Rio+20]]></category>

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		<description><![CDATA[A presença simultânea de dois rebentos da família real britânica na América do Sul e, em especial, a festiva recepção conferida a um deles no Brasil, denotam o longo caminho que as lideranças brasileiras, diplomacia inclusive, têm a percorrer para inserir o País no posto de protagonista global ensejado pela sua crescente importância política e econômica.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp"><img class="aligncenter  wp-image-10770" title="msiA iNFORMA" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp" alt="" width="235" height="49" /></a></p>
<blockquote><p><strong>A presença simultânea de dois rebentos da família real britânica na América do Sul e, em especial, a festiva recepção conferida a um deles no Brasil, denotam o longo caminho que as lideranças brasileiras, diplomacia inclusive, têm a percorrer para inserir o País no posto de protagonista global ensejado pela sua crescente importância política e econômica.</strong></p></blockquote>
<p>De fato, não poderia ser mais contraditória a ruidosa badalação em torno da visita do príncipe Harry ao Rio de Janeiro e São Paulo, enquanto seu irmão William se exercita com seus colegas da Força Aérea Real nas Ilhas Malvinas, ação corretamente considerada como uma provocação pelo governo argentino, que, com o apoio diplomático do Brasil, reivindica a soberania sobre o arquipélago.</p>
<p>Claro que, no caso de Harry, sempre se poderá argumentar que se tratava de uma visita oficial articulada com grande antecedência, como parte integrante das festividades do Jubileu da avó dos príncipes, Sua Majestade Elisabeth II. Não obstante, devido à posição brasileira de apoiar a Argentina no pleito pelas Malvinas e à provocação ostensiva do governo de Londres, com o envio simultâneo às ilhas do número dois na linha sucessória e de um das mais novas e poderosas belonaves da Marinha Real, o destróier HMS Dauntless, uma atitude mais coerente seria dizer francamente a Londres que o momento não era dos mais oportunos para a visita do príncipe.</p>
<p>Evidentemente, a posição brasileira quanto à reivindicação argentina não mudará devido à visita real, mas a Monarquia britânica tem séculos de experiência nos jogos simbólicos do poder mundial e a presença dos netos de Elisabeth no subcontinente se insere, perfeitamente, nessa sutil agenda diplomática em que, muitas vezes, certos gestos têm um significado bem maior que as declarações oficiais.</p>
<p style="text-align: right;" align="right"><span style="color: #ff6600;"><strong><em>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</em></strong></span></p>
<p><strong> <a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/12/div4.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-5750" title="div4" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/12/div4.gif" alt="" width="149" height="21" /></a></strong></p>
<p><strong>Créditos </strong>➞<strong> </strong>este post é matéria apresentada no Boletim Eletrônico <strong><em>MSIa INFORMA</em></strong>, do <strong><em>MSIa –</em></strong><em> <strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em>, Vol. III, N<sup>o</sup> 41, de 16 de março de 2012.</p>
<p><strong><em>MSIa INFORMA</em></strong><strong> </strong>➞<strong> </strong>é uma publicação do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa). Conselho Editorial: Angel Palacios, Geraldo Luís Lino, Lorenzo Carrasco (Presidente), Marivilia Carrasco e Silvia Palacios. Endereço: Rua México, 31 &#8211; sala 202 &#8211; Rio de Janeiro (RJ) &#8211; CEP 20031-144; Telefax: 0xx 21-2532-4086.</p>
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		<title>&#8220;Banco dos BRICS&#8221; pode apontar caminho para recuperação mundial</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/banco-dos-brics-pode-apontar-caminho-para-recuperacao-mundial/</link>
		<comments>http://blogdoambientalismo.com/banco-dos-brics-pode-apontar-caminho-para-recuperacao-mundial/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 06 Mar 2012 16:57:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Governo mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Crise global]]></category>
		<category><![CDATA[Política internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Rio+20]]></category>

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		<description><![CDATA[    A proposta do "Banco dos BRICS", ou "Banco Sul-Sul", à falta de nomes melhores, foi apresentada pela Índia, na reunião dos ministros da Fazenda do grupo, realizada à margem da reunião dos ministros do G-20, na Cidade do México, como já vem se tornando uma praxe em encontros do gênero. A entidade funcionaria como um banco multilateral de desenvolvimento, comandado apenas por economias emergentes. A sugestão já vinha sendo discutida desde o final de 2011, mas ganhou um reforço diante da intenção manifesta dos EUA de indicarem outro estadunidense para a sucessão de Robert Zoellick na presidência do Banco Mundial, em junho próximo, em uma indicação de que não estão dispostos a abrir mão do acordo informal que tem mantido o controle do banco nas mãos de Washington, enquanto o Fundo Monetário Internacional (FMI) é controlado pelos europeus.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp"><img class="aligncenter  wp-image-10770" title="msiA iNFORMA" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp" alt="" width="240" height="50" /></a></p>
<blockquote><p><strong>A proposta do &#8220;Banco dos BRICS&#8221;, ou &#8220;Banco Sul-Sul&#8221;, à falta de nomes melhores, foi apresentada pela Índia, na reunião dos ministros da Fazenda do grupo, realizada à margem da reunião dos ministros do G-20, na Cidade do México, como já vem se tornando uma praxe em encontros do gênero. A entidade funcionaria como um banco multilateral de desenvolvimento, comandado apenas por economias emergentes. A sugestão já vinha sendo discutida desde o final de 2011, mas ganhou um reforço diante da intenção manifesta dos EUA de indicarem outro estadunidense para a sucessão de Robert Zoellick na presidência do Banco Mundial, em junho próximo, em uma indicação de que não estão dispostos a abrir mão do acordo informal que tem mantido o controle do banco nas mãos de Washington, enquanto o Fundo Monetário Internacional (FMI) é controlado pelos europeus.</strong></p></blockquote>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2012/03/brics-1.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-12788" title="brics-1" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2012/03/brics-1-300x191.jpg" alt="" width="376" height="239" /></a></p>
<p>Segundo o correspondente do Valor Econômico, Alex Ribeiro (27/02/2012), em princípio, o Brasil seria simpático à ideia, embora todos os envolvidos reconhecem que, se for adiante, trata-se de uma proposta de longo prazo.</p>
<p>Não obstante, o mero fato de ter sido lançada publicamente é indicativo, não apenas de uma autoconfiança que até há pouco não era comum entre esses países, como, também, da percepção de que eles podem &#8211; e devem &#8211; sinalizar uma atitude diferenciada diante de um cenário global em rápida transformação.</p>
<p>O Dr. Boris Martinov, diretor do Instituto da América Latina da Academia Russa de Ciências, confirma essa percepção e vai além: para ele, os BRICS podem representar &#8220;uma nova filosofia civilizadora&#8221;. Em entrevista ao sítio Voz da Rússia (27/02/2012), ele afirma:</p>
<blockquote><p><em>«Os problemas globais não faltam. Mas eles não se resolvem &#8211; são apenas formulados, enquanto que os fenômenos críticos se agravam cada vez mais. Os países ocidentais já não dispõem de forças e ambições suficientes para remediar a situação. E aí passa a desempenhar um papel ativo o grupo constituído pelo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul &#8211; o chamado BRICS. O enfoque dos EUA para com a solução de problemas complexos é bem conhecido: bombardear e mais uma vez bombardear. O grupo BRICS refuta esta política e semelhantes ações. Os países-gigantes emergentes representam interesse para nós, em primeiro lugar, porque podem introduzir uma nova filosofia civilizadora. Esta estrutura única simboliza de forma mais patente a transição da unipolaridade para uma estrutura mundial mais justa.»</em></p></blockquote>
<p>Em outra entrevista, ao Diário da Rússia de 12 de fevereiro, Martinov destaca as relações da Rússia com o Brasil, defendendo que os dois países deveriam se empenhar em aprofundá-las:</p>
<blockquote><p><em>«Gostaria que houvesse maior dinâmica entre Rússia e Brasil. A crise econômica e financeira de 2008 impediu os nossos planos, principalmente sobre o comércio bilateral, o que também acabou estagnando as relações externas. O Brasil é um parceiro sério, que exporta grande quantidade de artigos com alto grau de processamento e tem uma economia competitiva. Esse país é o terceiro do mundo em fornecimento de aviões civis e o primeiro em exportação de etanol. O Brasil, assim como a Rússia, tem grandes reservas naturais. Ambos contam como imensos territórios, como a Amazônia e a Sibéria, que precisam de mais segurança, mais presença e melhor distribuição de recursos.» (&#8230;)</em></p></blockquote>
<p>O Brasil é um dos principais parceiros estratégicos para a Rússia, e por isso temos que estreitar nossas relações bilaterais. Um dos pontos a levar em consideração é a presença brasileira no cenário internacional. A Rússia também tem o que oferecer, como a construção de gasodutos e oleodutos. Portanto, é preciso que os nossos empresários fiquem atentos a essas oportunidades. Também podemos criar áreas de cooperação, sendo que uma delas é o turismo. Devido a suas posições geográficas e a seus inúmeros recursos, Brasil e Rússia têm grande apelo aos turistas.</p>
<p>A realidade é que a ideia de uma nova instituição financeira denota o vácuo existente na atual estrutura financeira mundial, que restringe os fluxos de crédito necessários para uma recuperação global da economia física. Por isso, é relevante uma iniciativa que poderá unificar os esforços de desenvolvimento na região eurasiática e além dela. Do desenvolvimento desta região, depende, sem dúvida, qualquer esforço sério de superação da armadilha monetarista em que se encontra a Humanidade. Para o Brasil, a proposta reforça a agenda de aceleração do desenvolvimento da integração física da América do Sul. Tais esforços, combinados com outros de orientação análoga, podem, efetivamente, marcar o runo de uma nova filosofia civilizadora, que permita deixar para trás a disfuncional e catastrófica mentalidade anglo-saxã-calvinista que fundamenta o atual formato das finanças globais.</p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #ff6600;"><strong><em><em><strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em></em></strong></span></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/div-novo.png"><img class="aligncenter" title="div-novo" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/div-novo-300x13.png" alt="" width="300" height="13" /></a></p>
<p><strong>Créditos </strong>➞<strong> </strong>este post é matéria apresentada no Boletim Eletrônico <strong><em>MSIa INFORMA</em></strong>, do <strong><em>MSIa –</em></strong><em> <strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em>, Vol. III, N<sup>o</sup> 39, de 02 de março de 2012.</p>
<p><strong><em>MSIa INFORMA</em></strong><strong> </strong>➞<strong> </strong>é uma publicação do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa). Conselho Editorial: Angel Palacios, Geraldo Luís Lino, Lorenzo Carrasco (Presidente), Marivilia Carrasco e Silvia Palacios. Endereço: Rua México, 31 &#8211; sala 202 &#8211; Rio de Janeiro (RJ) &#8211; CEP 20031-144; Telefax: 0xx 21-2532-4086.</p>
<p><strong>Para saber mais sobre o tema </strong>➞<strong> </strong>visitar os sites da MSIa/Capax Dei:<strong> </strong><a href="http://www.alerta.inf.br/">http://www.alerta.inf.br/</a> e <a href="http://www.msia.org.br/">http://www.msia.org.br/</a>.</p>
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<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-10bMicro.jpg"><img class="alignright" title="harpia-10bMicro" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-10bMicro.jpg" alt="" width="60" height="49" /></a>Para adquirir as publicações da Capax Dei Editora Ltda.</strong> ➞ loja virtual em: <a href="http://www.capaxdei.com.br/">www.capaxdei.com.br</a>; e-mail : capaxdeieditora@gmail.com</p>
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		<title>Nova agenda estratégica, um ano após a &#8220;Primavera Árabe&#8221;: comentários sobre a Conferência de Segurança de Munique</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/nova-agenda-estrategica-um-ano-apos-a-primavera-arabe-comentarios-sobre-a-conferencia-de-seguranca-de-munique/</link>
		<comments>http://blogdoambientalismo.com/nova-agenda-estrategica-um-ano-apos-a-primavera-arabe-comentarios-sobre-a-conferencia-de-seguranca-de-munique/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 06 Mar 2012 16:37:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Governo mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Política internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Revolta no mundo árabe]]></category>

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		<description><![CDATA[    O discurso do chanceler russo Sergei Lavrov, na 48a. edição da Conferência de Segurança de Munique, recebeu escassa atenção da mídia internacional. Na oportunidade, comentando os planos dos EUA para a instalação de um escudo antimísseis na Europa, Lavrov advertiu que tal política poderia colocar uma cunha entre "a Rússia e outras culturas europeias diferentes", e que seu país não apoiaria um sistema "que conduz a uma confrontação com a China, nosso aliado estratégico".]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: x-small;"><em><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp"><img class="aligncenter  wp-image-10770" title="msiA iNFORMA" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp" alt="" width="235" height="49" /></a></em></span></p>
<blockquote><p><strong>O discurso do chanceler russo Sergei Lavrov, na 48a. edição da Conferência de Segurança de Munique, recebeu escassa atenção da mídia internacional. Na oportunidade, comentando os planos dos EUA para a instalação de um escudo antimísseis na Europa, Lavrov advertiu que tal política poderia colocar uma cunha entre &#8220;a Rússia e outras culturas europeias diferentes&#8221;, e que seu país não apoiaria um sistema &#8220;que conduz a uma confrontação com a China, nosso aliado estratégico&#8221;.</strong></p></blockquote>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2012/03/conferencia-munic.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-12790" title="conferencia-munic" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2012/03/conferencia-munic-300x200.jpg" alt="" width="361" height="241" /></a></p>
<p>A conferência, realizada entre 3-5 de fevereiro, ocorreu em um momento de inflexão para a situação estratégica global: nos próximos meses, haverá eleições na Rússia, França, Eslováquia e EUA. Tal processo político coincide com o aprofundamento da crise na zona do euro e uma perigosa escalada de tensões no Oriente Médio, com a ameaça sempre presente de um ataque aéreo israelense às instalações nucleares do Irã, além do cerco político e com operações clandestinas contra a Síria. Todos estes cenários poderão ter desdobramentos catastróficos, com repercussões mundiais, provocando um caos na região e uma imprevisível deterioração da crise financeira global.</p>
<p>Entre os tópicos mais importantes discutidos em Munique, destacaram-se: a guinada estratégica dos EUA, para o Pacífico e a Ásia; o futuro papel da China e da Ásia nos assuntos globais, enfatizado em um discurso do chanceler chinês Zhang Zhijun; um debate sobre a futura política de segurança euroatlântica e eurasiática; e uma discussão sobre as futuras consequências sociais e políticas da crise do euro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Rússia traça linha no chão</h2>
<p>Uma nova realidade geoestratégica está se configurando. Enquanto esfriam as relações russo-estadunidenses, as russo-europeias estão estagnadas. A nova realidade se refletiu pelo novo &#8220;tom&#8221; do discurso de Lavrov. A mensagem transmitida pelo chanceler foi a de que a Rússia aprendeu as lições da intervenção ocidental na Líbia, da &#8220;Primavera Árabe&#8221; e da crise do euro, e está tirando as suas próprias conclusões.</p>
<p>Lavrov falou sobre uma &#8220;inflexão histórica&#8221;, em referência às &#8220;mudanças radicais que estão ocorrendo e provocando uma mudança na paisagem geopolítica&#8221;. Ele destacou &#8220;os novos polos de poder emergentes no sistema internacional, em particular, a emergência da China e da Ásia, como potência econômica&#8221;, enquanto &#8220;o Ocidente está ameaçado por uma perda de influência e irá desempenhar um papel menor&#8221;.</p>
<p>Para ele, se existe alguma possibilidade de futuro para a zona de segurança euroatlântica, ela deveria basear-se no conceito esboçado na cúpula de 2010 da Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), em Astana &#8211; uma zona de segurança abrangente, de Vancouver a Vladivostok.</p>
<p>Outro aspecto destacado por ele foi o enorme potencial econômico da Sibéria e do Extremo Oriente Russo, cujo desenvolvimento, como tem sido destacado, recentemente, pelo premier Vladimir Putin, representa uma &#8220;prioridade nacional&#8221; para a Rússia, que vê nela a perspectiva de estabelecimento de uma vasta zona econômica baseada em tecnologias de ponta e novas indústrias. &#8220;Nós convidamos os países asiáticos e europeus a cooperar conosco nessa parceria para a modernização&#8221;, disse Lavrov.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Defesa antimísseis</h2>
<p>Ao mesmo tempo, Lavrov foi enfático ao afirmar a posição russa contrária o escudo antimísseis, que foi um dos temas centrais do discurso do secretário de Defesa estadunidense, Leon Panetta, em Munique. Panetta defendeu a necessidade do sistema, afirmando que a Europa deveria participar mais ativamente dele e que ele será um tema central da cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), em Chicago, em maio próximo.</p>
<p>O discurso de Panetta deixou claro que Washington está, arrogantemente, desconsiderando as preocupações de Moscou. Dirigindo-se diretamente aos europeus, Lavrov afirmou que a Europa necessita de &#8220;uma paz efetiva, que deixe a Guerra Fria para trás&#8221;, uma ampla cooperação baseada na confiança mútua. &#8220;Necessitamos de um pacto com vinculações legais, baseado em uma segurança igual e indivisível para todos&#8221;, disse.</p>
<p>Lavrov qualificou como &#8220;contraproducente&#8221; a ideia de criação de alianças contra terceiros ou de uma estrutura de segurança centrada na OTAN. O momento é de criação de redes de diplomacia, baseadas em estruturas de segurança equitativas, enfatizou. Um bom exemplo, segundo ele, é a útil cooperação estabelecida entre a OTAN e a OSCE. Finalmente, voltou a bater na tecla de um sistema de segurança coletivo, uma estrutura de segurança para toda a Ásia e Europa, que possibilite o desenvolvimento comum de todas as regiões.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>O interesse alemão</h2>
<p>Se há um país europeu que tenha um interesse vital em evitar uma deterioração das relações com a Rússia e o Oriente Médio, este é a Alemanha. Este foi um dos temas principais do discurso do ministro de Relações Exteriores Guido Westerwelle. Segundo ele, a Alemanha vê o seu papel como &#8220;mediador&#8221; em relação à Rússia e o Oriente Médio. Quanto à próxima cúpula da OTAN, em Chicago, ele deixou claro &#8220;não vai haver qualquer esquema de segurança contra a Rússia, mas somente junto com ela&#8221;.</p>
<p>Em suas palavras, &#8220;a OTAN e a Rússia, estamos unificados pelo interesse em proteger-nos contra possíveis ameaças de mísseis. Não estamos interessados em reduzir a parceria estratégica entre a OTAN e a Rússia, por conta de uma briga sobre a defesa antimísseis. Em lugar de traçar linhas vermelhas, deveríamos definir os nossos interesses comuns&#8221;.</p>
<p>Segundo Westerwelle, o Conselho OTAN-Rússia não é &#8220;um espetáculo, mas um fórum para discussões sérias e, se vai haver qualquer sistema de defesa antimísseis da OTAN, então, a Rússia deve fazer parte dele&#8221;.</p>
<p>Igualmente, ele anunciou que, em março próximo, a Alemanha será a sede de uma manobra conjunta OTAN-Rússia de defesa antimísseis. E, ao mesmo tempo, falou sobare a necessidade de intensificar o &#8220;diálogo trilateral Rússia-Polônia-Alemanha&#8221;.</p>
<p style="text-align: right;"><strong><em>Elisabeth Hellenbroich, de Wiesbaden</em></strong></p>
<p style="text-align: right;"> <span style="color: #ff6600;"><strong><em><em><strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em></em></strong></span></p>
<p> <a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/div-novo.png"><img class="aligncenter" title="div-novo" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/div-novo-300x13.png" alt="" width="300" height="13" /></a></p>
<p><strong>Créditos </strong>➞<strong> </strong>este post é matéria apresentada no Boletim Eletrônico <strong><em>MSIa INFORMA</em></strong>, do <strong><em>MSIa –</em></strong><em> <strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em>, Vol. III, N<sup>o</sup> 39, de 02 de março de 2012.</p>
<p><strong><em>MSIa INFORMA</em></strong><strong> </strong>➞<strong> </strong>é uma publicação do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa). Conselho Editorial: Angel Palacios, Geraldo Luís Lino, Lorenzo Carrasco (Presidente), Marivilia Carrasco e Silvia Palacios. Endereço: Rua México, 31 &#8211; sala 202 &#8211; Rio de Janeiro (RJ) &#8211; CEP 20031-144; Telefax: 0xx 21-2532-4086.</p>
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		<title>Brzezinski: não existe mais um hegemon</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Feb 2012 12:03:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Governo mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Nova ordem mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Política internacional]]></category>

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		<description><![CDATA[O mundo não tem mais espaço para um hegemon que exerça isoladamente o poder global, como ocorreu com os EUA após a Guerra Fria e, antes deles, o Reino Unido. A afirmativa vem de ninguém menos que do veterano Zbigniew Brzezinski, um dos mais influentes estrategistas estadunidenses da segunda metade do século XX, tendo sido conselheiro de Segurança Nacional do presidente Jimmy Carter e, atualmente, assessor informal do governo de Barack Obama (além de ser senior fellow do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, um dos principais think-tanks de Washington).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp"><img class="aligncenter  wp-image-10770" title="msiA iNFORMA" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp" alt="" width="240" height="50" /></a><strong></strong></p>
<blockquote><p><strong>O mundo não tem mais espaço para um<em> hegemon</em> que exerça isoladamente o poder global, como ocorreu com os EUA após a Guerra Fria e, antes deles, o Reino Unido. A afirmativa vem de ninguém menos que do veterano Zbigniew Brzezinski, um dos mais influentes estrategistas estadunidenses da segunda metade do século XX, tendo sido conselheiro de Segurança Nacional do presidente Jimmy Carter e, atualmente, assessor informal do governo de Barack Obama (além de ser <em>senior fellow</em> do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, um dos principais <em>think-tanks</em> de Washington).</strong></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2012/02/obama-brzezinski.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-12619" title="obama-brzezinski" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2012/02/obama-brzezinski-300x191.jpg" alt="" width="341" height="217" /></a></p></blockquote>
<p>Não que &#8220;Zbig&#8221;, como é conhecido, tenha deixado de considerar os EUA como uma &#8220;nação indispensável&#8221;, mas ele é um dos que defende que o país adote uma atitude mais cooperativa no contexto global, para, juntamente com outras potências emergentes, assegurar a preservação dos valores democráticos e econômicos relevantes para o mundo ocidental. Em turnê pelo país, para promover seu recém-lançado livro, &#8220;Visão estratégica: a América e a crise do poder global&#8221; (Strategic Vision &#8211; America and the Crisis of Global Power, Basic Books, 2012), ele propõe que os EUA deveriam cooperar com outras potências, inclusive a Rússia, para &#8220;ampliar o Ocidente&#8221; e desenvolver uma atitude de acomodação com a China.</p>
<p>A sugestão de incluir a Rússia no conceito de &#8220;Ocidente&#8221; é, por si só, indicadora de que o veterano articulador geopolítico não se deixou ficar totalmente preso ao passado, já que a sua &#8220;russofobia&#8221; é notória. No governo Carter, ele foi um dos mentores da estratégia de intervenção no Afeganistão, que acabou induzindo a então União Soviética à fatídica decisão de invadir o país, em 1979.</p>
<p>Em recente palestra no Clube Democrático Nacional Feminino, em Washington, &#8220;Zbig&#8221; falou sem rodeios sobre a erosão do poderio estadunidense:</p>
<blockquote><p><em>«Após a dissolução da União Soviética, nós vimos a emergência de uma única potência &#8211; os EUA. Muitos acreditaram que tínhamos sido escolhidos por Deus e comissionados pela História a ser a potência mundial dominante. Agora, aqui estamos nós, duas décadas depois, não mais proeminentes. Não estamos em declínio, como sugerem alguns, mas não temos mais o respeito do mundo e continuamos lendo que a China, em breve, superará os EUA, em algum momento entre 2016 e 2018.»</em> (&#8230;)</p>
<p><em>«Nenhum Estado singular é um hegemon, e ainda somos o mais poderoso. Mas a nossa sociedade está estagnando. Nós acabamos de detonar 1,5 trilhão de dólares em duas guerras desnecessárias e custosas, tanto em sangue como em dinheiro, que foram falsamente justificadas e são totalmente incapazes de ser vencidas. As conseqüências foram um dramático declínio da posição global dos EUA, em contraste com a última década do século XX, uma progressiva deslegitimação presidencial e, por conseguinte, nacional, e uma significativa redução da autoidentificação dos aliados dos EUA com a segurança estadunidense»</em> (<em>UPI</em>, 13/02/2012).</p></blockquote>
<p>Em entrevista ao jornal <em>Christian Science Monitor</em> de 24 de janeiro último, &#8220;Zbig&#8221; criticou o que chamou falta de visão de longo prazo das lideranças estadunidenses, em contraste com as chinesas. Diante da observação do jornalista Nathan Gardels, de que os EUA não são mais uma &#8220;democracia industrial&#8221;, mas uma &#8220;democracia de consumidores&#8221; voltada para o curto prazo e a gratificação imediata, afirmou:</p>
<blockquote><p>[Precisamos] <em>«&#8230;desenvolver uma resposta mais efetiva e de longo alcance para a crise atual, em vez de, simplesmente, chafurdar nas dificuldades presentes &#8211; o que, provavelmente, produzirá os mesmos efeitos negativos que nos atiraram nessa bagunça. Estamos tão preocupados com a crise atual e tão carentes de uma perspectiva de longo prazo, que não temos qualquer visão estratégica que possa nos dar algum sentido de momento histórico.»</em></p></blockquote>
<p>Adiante, &#8220;Zbig&#8221; toca num ponto essencial, ao vincular a crise global com os excessos do sistema financeiro:</p>
<blockquote><p><em>«A democracia é capaz de responder, desde que nos enfoquemos os objetivos certos. A questão, hoje, é se as democracias podem vicejar com sistemas financeiros que estão fora de controle, que são capazes de gerar consequências benéficas egoisticamente apenas para uns poucos, sem qualquer esquema efetivo que nos dê um sentido de propósito maior e mais ambicioso. Este é o problema real.»</em></p></blockquote>
<p>Quanto ao papel global dos EUA, ele o vê da seguinte maneira:</p>
<blockquote><p><em>«Embora os últimos séculos envolveram uma luta pela dominação global, e os últimos 20 anos viram um breve momento em que os EUA foram globalmente supremos, nós estamos entrando agora numa fase em que nenhuma potência tende a ser verdadeiramente suprema. É por isso que, ao meu ver, a ideia de um Ocidente expandido &#8211; que, eventualmente, deveria incluir tanto a Rússia como a Turquia &#8211; seria um elemento muito importante para contribuir para uma maior estabilidade global. Um Ocidente expandido &#8211; em que os EUA desempenhem o papel de conciliador e, ao mesmo tempo, de equilibrador, na Ásia &#8211; seria melhor preparado para forjar políticas construtivas para lidar com os assuntos globais do que um mundo em que há turbulências e conflitos crescentes, com muitos atores menores atuando pelos seus próprios interesses. Assim, seria impossível agregar qualquer compromisso em grande escala para se manter a estabilidade&#8230; O G-20 irá funcionar ou não, dependendo de as potências centrais construírem o tipo de plataforma que sugiro – um Ocidente ampliado, composto de democracias que trabalhem em acomodação com as economias dinâmicas da Ásia, lideradas pela China.»</em></p></blockquote>
<p>Sobre a China, Brzezinski se referiu à proposta da &#8220;convergência de interesses&#8221;, que vem sendo defendida pelo estrategista chinês Zheng Bijian, inclusive, em conversas com o próprio Brzezinski e outros estrategistas estadunidenses:</p>
<p>Zheng está refinando sua ideia da &#8220;convergência de interesses&#8221; em conversas com Henry Kissinger, comigo e com outros. É um processo. É um sinal de que os chineses são sérios em buscar um papel para desempenhar sem ambições hegemônicas &#8211; por enquanto. Se eles buscarão hegemonia no futuro, vai depender de se nós, no Ocidente, criaremos as circunstâncias em que uma convergência de interesses se torne atingível para eles, ou se a acomodação com outros, que não nós, se torne uma necessidade para os interesses nacionais deles.</p>
<p>&#8220;Zbig&#8221; falou, também, sobre a sua proposta anterior de que os EUA e a China estabelecessem um &#8220;G-2 informal&#8221;, que, segundo ele, foi recusada pelos chineses, que a consideraram &#8220;uma armadilha&#8221;.</p>
<p>As considerações de Brzezinski soam consideravelmente mais sensatas que as de ideólogos como Robert Kagan e seus colegas &#8220;neoconservadores&#8221;. O dilema é que, com o considerável grau de autonomia de que desfruta na elaboração da sua agenda, o complexo de segurança nacional tende a privilegiar as posições confrontacionistas destes últimos, que não contemplam um mundo sem o hegemon estadunidense.</p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #ff6600;"><strong><em><em><strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em></em></strong></span></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/div-novo.png"><img class="aligncenter" title="div-novo" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/div-novo-300x13.png" alt="" width="300" height="13" /></a></p>
<p><strong>Créditos </strong>➞<strong> </strong>este post é matéria apresentada no Boletim Eletrônico <strong><em>MSIa INFORMA</em></strong>, do <strong><em>MSIa –</em></strong><em> <strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em>, Vol. III, N<sup>o</sup> 38, de 17 de fevereiro de 2012.</p>
<p><strong><em>MSIa INFORMA</em></strong><strong> </strong>➞<strong> </strong>é uma publicação do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa). Conselho Editorial: Angel Palacios, Geraldo Luís Lino, Lorenzo Carrasco (Presidente), Marivilia Carrasco e Silvia Palacios. Endereço: Rua México, 31 &#8211; sala 202 &#8211; Rio de Janeiro (RJ) &#8211; CEP 20031-144; Telefax: 0xx 21-2532-4086.</p>
<p><strong>Para saber mais sobre o tema </strong>➞<strong> </strong>visitar os sites da MSIa/Capax Dei:<strong> </strong><a href="http://www.alerta.inf.br/">http://www.alerta.inf.br/</a> e <a href="http://www.msia.org.br/">http://www.msia.org.br/</a>.</p>
<p><strong>Mensagens e sugestões </strong>➞<strong> </strong>favor enviar para msia@msia.org.br</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-10bMicro.jpg"><img class="alignright" title="harpia-10bMicro" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-10bMicro.jpg" alt="" width="60" height="49" /></a>Para adquirir as publicações da Capax Dei Editora Ltda.</strong> ➞ loja virtual em: <a href="http://www.capaxdei.com.br/">www.capaxdei.com.br</a>; e-mail : capaxdeieditora@gmail.com</p>
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