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	<title>Blog do Ambientalismo &#187; Malthusianismo</title>
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	<description>O que você precisa saber sobre Ambientalismo, Indigenismo e Governo Mundial</description>
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		<title>Lista malthusiana de desafios ambientais do PNUMA ignora reais emergências ambientais</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Mar 2012 17:15:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ambientalismo]]></category>
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		<description><![CDATA[    Na campanha obstinada por converter a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) em um novo marco político de alcance global para a sustentação de uma agenda cada vez mais questionada, o aparato ambientalista internacional divulgou mais um manifesto. O documento, intitulado Foresight Report (Relatório de prognósticos), foi divulgado em 24 de fevereiro e integra uma iniciativa do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), entidade que o aparato ambientalista pretende converter em uma agência ambiental mundial.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp"><img class="aligncenter  wp-image-10770" title="msiA iNFORMA" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp" alt="" width="245" height="51" /></a></p>
<blockquote><p><strong>Na campanha obstinada por converter a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) em um novo marco político de alcance global para a sustentação de uma agenda cada vez mais questionada, o aparato ambientalista internacional divulgou mais um manifesto. O documento, intitulado Foresight Report (Relatório de Prognósticos), foi divulgado em 24 de fevereiro e integra uma iniciativa do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), entidade que o aparato ambientalista pretende converter em uma agência ambiental mundial.</strong></p></blockquote>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2012/03/riomais20.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-12741" title="riomais20" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2012/03/riomais20-300x168.png" alt="" width="300" height="168" /></a></p>
<p>O relatório, elaborado após uma consulta eletrônica respondida por 438 cientistas de todo o mundo, aponta o que seriam os 21 maiores desafios ambientais do século XXI. A lista demonstra, mais uma vez, os questionáveis critérios que têm orientado a percepção e as discussões referentes aos grandes problemas enfrentados pela Humanidade, colocando os temas ambientais no topo da escala e reforçando a descabida percepção geral da iminência de crise ambiental de proporções planetárias. Com itens que incluem os riscos da escassez de minerais estratégicos (14º.), desativação de reatores nucleares (17º.), retração de glaciares (21º.) e outros, salta aos olhos, por exemplo, a ausência de qualquer menção explícita ao maior problema ambiental do planeta, as consequências da insuficiência de infraestrutura de fornecimento de água e saneamento básico, que afeta mais de metade da população mundial.</p>
<p>O item #15, referente à &#8220;degradação de águas interiores em países em desenvolvimento&#8221;, apenas comenta, genericamente:</p>
<blockquote><p><em>«A degradação da qualidade da água, modificações de canais </em>[de leitos de rios]<em> e a pesca excessiva são alguns dos fatores que representam uma ameaça crescente aos ecossistemas de água doce e aos estoques pesqueiros dos países em desenvolvimento. Mas, na medida em que os países em desenvolvimento se encontram à beira de uma degradação em larga escala das suas águas interiores, eles têm a opção de reduzir esta degradação, fazendo uso de tecnologias e técnicas de gerenciamento hídrico que não estavam disponíveis aos países da Europa e da América do Norte, na época em que começaram a contaminar as suas vias aquáticas.»</em></p></blockquote>
<p>Ora, as &#8220;tecnologias e técnicas de gerenciamento hídrico&#8221; empregadas pelos países avançados, desde o século XIX, foram, principalmente, o saneamento básico, o controle progressivo dos efluentes industriais, melhor disposição do lixo urbano e o planejamento integrado da utilização dos recursos hídricos &#8211; neste caso, seguindo o modelo da Autarquia do Vale do Tennessee (TVA) estadunidense. Ou seja, &#8220;inovações&#8221; que, em grande medida, ainda passam ao largo das agendas políticas dos países em desenvolvimento, como as prioridades que deveriam ser.</p>
<p>Em vez disso, o primeiro tópico da lista é &#8220;alinhar a governança aos desafios da sustentabilidade global&#8221;. Outra vez, o texto explicita a intenção de concretização da velha aspiração do aparato ambientalista, a criação de um órgão ambiental mundial dotado de atribuição e poderes vinculantes a todos os países. O resumo executivo do relatório afirma:</p>
<blockquote><p><em>«O atual sistema de governança ambiental internacional, com o seu labirinto de acordos multilaterais interconectados, evoluiu durante o século XX e muitos acreditam que ele é inadequado para o século XXI. Alguns comentaristas acreditam que este sistema carece das necessárias representatividade, atribuição de responsabilidades e efetividade, para a transição para a sustentabilidade, e que um nível de participação e transparência muito mais elevado se faz necessário. Novos modelos de governança estão sendo testados, abarcando desde parcerias público-privadas-comunitárias a alianças entre ambientalistas e outros grupos da sociedade civil.»</em> (&#8230;)</p></blockquote>
<p>O segundo lugar da lista é descrito como &#8220;transformando as capacidades humanas para o século XXI&#8221;. Entre elas, destaca-se a falta de profissionais capacitados para as atividades referentes ao desenvolvimento sustentável. Um exemplo citado pelo coordenador do relatório, o cientista-chefe do PNUMA, Joseph Alcamo, é a escassez de engenheiros capacitados a desenhar geradores solares nos EUA, além da inexistência de técnicos especialistas no manejo do &#8220;lixo atômico&#8221; resultante da desativação de usinas nucleares (Valor Econômico, 24/02/2012).</p>
<p>Outra ausência notável na listagem dos &#8220;desafios&#8221; é alguma menção à disfuncionalidade do sistema financeiro internacional em sua forma presente, cujas distorções deletérias para a economia física das sociedades de todo o planeta constituem, de longe, o maior fator de &#8220;insustentabilidade&#8221; para a economia mundial e suas implicações sociais e políticas. Como um número crescente de comentaristas tem observado, simplesmente, não há como se separar a resolução dos problemas ambientais de âmbito local e regional que afetam cada país, de uma reconfiguração global do sistema financeiro, recolocando-o ao serviço da economia real e abrindo caminho para a elevação geral dos níveis de vida da população mundial, da qual as questões ambientais não podem ser desvinculadas. Mas seria ilusório esperar que os tecnocratas ambientais do PNUMA e cientistas impregnados do discurso catastrofista do ambientalismo tivessem tal percepção.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Quem é o Dr. Joseph Alcamo</h2>
<p>Para quem tem acompanhado as ações do aparato ambientalista internacional, nas últimas décadas, o relatório do PNUMA não constitui qualquer surpresa. De fato, desde a sua criação, em 1973, o órgão tem atuado como ponta de lança institucional da agenda alarmista e antidesenvolvimentista do ambientalismo internacional. Não por acaso, seu cientista-chefe, o Dr. Joseph Alcamo, é um protegido do fundador e primeiro diretor-executivo do órgão, o magnata canadense Maurice Strong, que foi secretário-geral das duas primeiras grandes conferências ambientais das Nações Unidas, em Estocolmo (1972) e no Rio de Janeiro (1992), para as quais a Rio+20 representa uma continuidade. Desde 2006, Strong encontra-se &#8220;autoexilado&#8221; em Pequim, onde foi residir, para evitar os desdobramentos de um escândalo de corrupção no esquema de troca de petróleo por comida para o Iraque, supervisionado pela ONU, na qual era assessor especial do secretário-geral Kofi Annan.</p>
<p>De nacionalidade estadunidense, Alcamo é o típico tecnocrata supranacional &#8220;globalizado&#8221;, tendo residido em sete países e ocupado postos de destaque em várias instituições chave do aparato ambientalista. Detentor de um doutorado em Engenharia Civil e Ambiental pela Universidade da Califórnia (Davis), é especialista no desenvolvimento e aplicação de modelos ambientais e climáticos globais, capacidade desenvolvida em uma década de trabalho no Instituto Internacional de Análise de Sistemas Aplicada (IIASA), de Laxemberg, Áustria, entidade cuja importância para o desenvolvimento do ambientalismo é inversamente proporcional ao seu conhecimento público.</p>
<p>Entre as suas principais contribuições, destacam-se uma ativa participação no processo que levou à criação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), no final da década de 1980, além do estabelecimento do Protocolo de Kyoto, em 1997. Nos dois últimos relatórios do IPCC, atuou como um dos autores principais.</p>
<p>O grau de comprometimento do Dr. Alcamo com a agenda alarmista sobre as mudanças climáticas pode ser constatado por um revelador e-mail enviado a alguns de seus colegas no IPCC, no período imediatamente anterior à rodada final de negociações do Protocolo de Kyoto, o qual veio à tona junto por ocasião da divulgação dos arquivos da Unidade de Pesquisas Climáticas da Universidade de East Anglia, no final de 2009, no que ficou conhecido como o &#8220;escândalo Climagate&#8221;. Na mensagem, datada de 9 de outubro de 1997, referente à divulgação de um manifesto de cientistas apoiadores do tratado, o Dr. Alcamo explicita os seus valores éticos e as articulações internas do aparato ambientalista:</p>
<blockquote><p><span style="color: #ff0000;"><strong>«Parece que vocês têm andado ocupados fazendo boas coisas pela causa. Eu gostaria de colocar duas questões importantes:</strong></span></p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Distribuição para endossos</strong></span></p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>«Eu sou enfaticamente a favor de uma distribuição tão ampla e rápida quanto possível, para os endossos. Eu acho que a única coisa que conta são os números. A mídia vai dizer &#8220;1000 cientistas assinaram&#8221; ou &#8220;1500 assinaram&#8221;. Ninguém vai checar se são 600 com PhDs contra 2000 sem. Eles mencionarão os proeminentes, mas isto é outra história.</strong></span></p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Conclusão: Esqueçam a triagem, esqueçam perguntar-lhes sobre as suas últimas publicações (a maioria irá ignorá-los). Consigam esses nomes!</strong></span></p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Timing</strong></span></p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>(&#8230;) «2. Se o Manifesto sair apenas alguns dias antes de Kyoto, eu receio que os delegados que queremos influenciar não terão tempo de prestar atenção a ela. Nós deveríamos dar a eles algumas semanas para ouvir a respeito dele.</strong></span></p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>«3. Se o Greenpeace tiver um evento uma semana antes, nós deveríamos fazer o nosso uma semana antes deles, de modo que eles e outras ONGs possam espalhar ainda mais a palavra sobre o Manifesto. Por outro lado, não seria tão ruim divulgar o Manifesto na mesma semana, mas num dia diferente. A mídia poderá apreciar ouvir a mensagem de duas direções bem diferentes.»</strong></span></p></blockquote>
<p>Apesar de curto, o e-mail do Dr. Alcamo representa uma das mais explícitas evidências das intenções e métodos distorcidos dos altos círculos do aparato ambientalista global. O fato de que indivíduos como ele e iniciativas como a que representa sejam levados a sério, tanto por tomadores de decisões como pela opinião pública em geral, denota a urgência de se redobrar os esforços, tanto para se desqualificar o alarmismo engajado, como para se reorientarem as discussões ambientais para o contexto das necessidades reais de desenvolvimento de toda a população mundial.</p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #ff6600;"><strong><em><em><strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em></em></strong></span></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/div-novo.png"><img class="aligncenter" title="div-novo" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/div-novo-300x13.png" alt="" width="300" height="13" /></a></p>
<p><strong>Créditos </strong>➞<strong> </strong>este post é matéria apresentada no Boletim Eletrônico <strong><em>MSIa INFORMA</em></strong>, do <strong><em>MSIa –</em></strong><em> <strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em>, Vol. III, N<sup>o</sup> 39, de 02 de março de 2012.</p>
<p><strong><em>MSIa INFORMA</em></strong><strong> </strong>➞<strong> </strong>é uma publicação do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa). Conselho Editorial: Angel Palacios, Geraldo Luís Lino, Lorenzo Carrasco (Presidente), Marivilia Carrasco e Silvia Palacios. Endereço: Rua México, 31 &#8211; sala 202 &#8211; Rio de Janeiro (RJ) &#8211; CEP 20031-144; Telefax: 0xx 21-2532-4086.</p>
<p><strong>Para saber mais sobre o tema </strong>➞<strong> </strong>visitar os sites da MSIa/Capax Dei:<strong> </strong><a href="http://www.alerta.inf.br/">http://www.alerta.inf.br/</a> e <a href="http://www.msia.org.br/">http://www.msia.org.br/</a>.</p>
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<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-10bMicro.jpg"><img class="alignright" title="harpia-10bMicro" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-10bMicro.jpg" alt="" width="60" height="49" /></a>Para adquirir as publicações da Capax Dei Editora Ltda.</strong> ➞ loja virtual em: <a href="http://www.capaxdei.com.br/">www.capaxdei.com.br</a>; e-mail : capaxdeieditora@gmail.com</p>
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		<title>&#8220;Ambientalismo é o abolicionismo moderno&#8221;</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/ambientalismo-e-o-abolicionismo-moderno/</link>
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		<pubDate>Tue, 29 Nov 2011 12:22:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A causa ambientalista é a equivalente moderna do abolicionismo do século XIX. A afirmativa é do conhecido jornalista Leão Serva, um veterano das redações paulistas, em um artigo publicado no jornal The New York Times de 17 de novembro último, com o sugestivo título "Um assalto à Amazônia".]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp"><img class="aligncenter size-full wp-image-10770" title="msiA iNFORMA" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp" alt="" width="240" height="50" /></a></p>
<p><strong>A causa ambientalista é a equivalente moderna do abolicionismo do século XIX. A afirmativa é do conhecido jornalista Leão Serva, um veterano das redações paulistas, em um artigo publicado no jornal <em>The New York Times</em> de 17 de novembro último, com o sugestivo título «Um Assalto à Amazônia».</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Tola comparação</h2>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/11/joao_serva_jornalista.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-11968" title="joao_serva_jornalista" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/11/joao_serva_jornalista-300x258.jpg" alt="" width="221" height="190" /></a>No artigo, Serva compara a luta dos ambientalistas brasileiros e seus aliados estrangeiros à atuação dos abolicionistas, ao mesmo tempo em que afirma que os produtores agropecuários e de outros setores que se opoem às campanhas ambientalistas são comparáveis aos escravagistas que se opunham às pressões externas (leiam-se britânicas) contra a escravidão brasileira, alegando a soberania nacional. Em suas palavras:</p>
<blockquote><p><em>«Durante a longa luta contra a escravidão, no século XIX, em um momento em que os abolicionistas na Grã-Bretanha estavam protestando contra a transferência forçada de milhões de africanos de suas terras natais, líderes brasileiros denunciavam o movimento abolicionista global por interferir nos assuntos internos do país. Mais de um século depois, o mesmo argumento da não-interferência nos assuntos internos está sendo novamente invocado, desta vez, pelos interesses do agronegócio que defendem o direito do Brasil de cortar e queimar o que resta das florestas equatoriais tropicais</em> [tropical rainforests, no original - n.e.] <em>do planeta.»</em></p>
<p><em>«O Brasil não baniu a escravidão por razões morais ou éticas. Ele o fez porque a emergência das manufaturas capitalistas tornou a escravidão mais cara e ineficiente do que o trabalho escravo. Mas, hoje, não há qualquer tentativa de se repensar um modelo econômico baseado na destruição das florestas – e na emissão de gases de efeito estufa – para produzir e exportar gado e minérios. Ao contrário, o agronegócio brasileiro, graças à poderosa representação no Congresso e à negligência do Poder Executivo, está promovendo um novo Código Florestal que condenaria ao extermínio vastas áreas da floresta equatorial. A lei, atualmente em consideração por um comitê no Senado brasileiro, representaria uma calamidade ecológica.»</em></p></blockquote>
<h2>Má fé</h2>
<p>Adiante, Serva repete as falaciosas projeções de desmatamento para a Amazônia que são repetidas <em>ad nauseam</em> por organizações ambientalistas, que, entre numerosos truques e imprecisões, extrapolam de forma linear taxas de desmatamento verificadas na zona de transição entre os biomas Cerrado e Amazônia (a &#8220;Amazon Rainforest&#8221;, propriamente dita), deixando convenientemente de lado o fato de que este último se encontra quase intacto. Diz ele:</p>
<blockquote><p><em>«Projeções que pareciam apocalípticas ao final da década de 1980 – de que a floresta desapareceria em 2030 – estão se tornando realidade. De acordo com o World Wildlife Fund (WWF), às taxas de desmatamento atuais, 55% da floresta equatorial amazônica poderão desaparecer até 2030.»</em></p>
<p><em>«Enquanto isso, funcionários governamentais em Brasília estão a ponto de cortar programas governamentais para a recuperação de florestas danificadas e a preservação das existentes. A maioria parlamentar, representando a elite do agronegócio, acusa o movimento ambientalista de ser subserviente a interesses estrangeiros e de tentar reduzir a competitividade das commodities brasileiras. Como os ataques aos abolicionistas, há mais de um século, hoje, as críticas de interferência externa nos assuntos do Brasil estão sendo usadas cinicamente para proteger uma lei imoral.»</em></p></blockquote>
<h2>Vendido ou inocente útil?</h2>
<p>Mesmo para quem está habituado às diatribes que, normalmente, emergem em catadupas dos textos escritos por militantes ambientalistas e indigenistas, é difícil conceber que um profissional de comunicação que se pretenda sério possa ter escrito semelhantes sandices. O mais curioso é que Serva é autor de um livro sobre o tema Jornalismo e desinformação, publicado em 2001 pela Editora Senac de São Paulo (SP). No prefácio, o jornalista e escritor Fernando Morais sintetiza a mensagem da obra:</p>
<blockquote><p><em>«Ele mostra que a domesticação da massa de notícias produzida todos os dias nas redações&#8230; ao contrário de &#8220;organizar o caos&#8221;, aumenta ainda mais, na cabeça do leitor, a confusão e a incompreensão dos fatos cobertos pela mídia. E alerta para o perigo de que esse comportamento, tornado sistêmico (e não eventual), produza o que o autor chama de desinformação funcional, &#8220;um fenômeno semelhante ao que acontece em casos de alfabetização ineficiente – quando a pessoa que está sendo alfabetizada aprende apenas a juntar letras ou mesmo frases inteiras, mas não consegue apreender o significado do que lê&#8221;.»</em>[grifos no original].</p></blockquote>
<h2>Carapuça perfeita</h2>
<p>Não deixa de ser irônico que Morais tenha feito uma descrição exata da atuação do seu prefaciado e da maioria de seus colegas, no tocante ao tratamento dos temas ligados ao meio ambiente e aos povos indígenas, muito mais motivada por inclinações ideológicas e pelo &#8220;pensamento de grupo&#8221; do que por quaisquer considerações de objetividade. Desinformação é, efetivamente, o que os leitores e telespectadores – e não apenas no Brasil – costumam obter da grande mídia sobre os temas citados. E o fato de que a diatribe de Serva tenha recebido espaço no jornal mais influente do mundo (ele próprio um paladino das causas ambientais) demonstra a generalidade de tal comportamento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Antecedentes comprometedores</h2>
<p>Da mesma forma, é interessante que Serva tenha mencionado o ímpeto abolicionista da Grã-Bretanha, pois foi exatamente com ele que os britânicos inventaram o ativismo político não-governamental, que instrumentaliza causas nobres a serviço de uma agenda política utilitária, como a luta contra a escravidão, a proteção ambiental, a defesa dos direitos humanos e outras. A primeira ONG foi a Anti-Slavery Society (hoje Anti-Slavery International), fundada em 1823 e ainda hoje empenhada na luta contra as formas modernas de escravidão. Entre os seus fundadores se encontravam algumas das famílias mais influentes da Grã-Bretanha, como os Wilberforce e os Buxton, que viriam, ao final do século, acrescentar ao seu arsenal político a promoção da eugenia (&#8220;melhoramento racial&#8221;). Mais tarde, após a II Guerra Mundial, foi das redes promotoras da eugenia que emergiram, diretamente, o movimento de controle populacional e o seu moderno avatar ambientalista (a família Buxton é uma das que dirige o WWF).</p>
<p>Por isso, Serva não deixa de ter uma certa razão, pois, em termos estritamente políticos, o interesse britânico na promoção da agenda ambientalista no Brasil, que nada tem de ético ou moral, se equipara ao apoio dado à causa abolicionista. Cabe aos brasileiros recordar as lições da História e aprender a separar o joio do trigo.</p>
<p style="text-align: right;" align="right"><span style="color: #ff6600;"><strong><em>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</em></strong></span></p>
<p><strong> <a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/divisor3.gif"><img class="aligncenter size-medium wp-image-6135" title="divisor3" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/divisor3-300x15.gif" alt="" width="300" height="15" /></a></strong></p>
<p><strong>Créditos </strong>➞<strong> </strong>este post é matéria apresentada no Boletim Eletrônico <strong><em>MSIa INFORMA</em></strong>, do <strong><em>MSIa –</em></strong><em> <strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em>, Vol. III, N<sup>o</sup> 28, de 24 de novembro de 2011. Introduzi subtítulos no texto para facilitar e incentivar a leitura.</p>
<p><strong><em>MSIa INFORMA</em></strong><strong> </strong>➞<strong> </strong>é uma publicação do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa). Conselho Editorial: Angel Palacios, Geraldo Luís Lino, Lorenzo Carrasco (Presidente), Marivilia Carrasco e Silvia Palacios. Endereço: Rua México, 31 &#8211; sala 202 &#8211; Rio de Janeiro (RJ) &#8211; CEP 20031-144; Telefax: 0xx 21-2532-4086.</p>
<p><strong>Para saber mais sobre o tema </strong>➞<strong> </strong>visitar os sites da MSIa/Capax Dei:<strong> </strong><a href="http://www.alerta.inf.br/">http://www.alerta.inf.br/</a> e <a href="http://www.msia.org.br/">http://www.msia.org.br/</a>.</p>
<p><strong>Mensagens e sugestões </strong>➞<strong> </strong>favor enviar para msia@msia.org.br</p>
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<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-0aMicro.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-9609" title="harpia-0aMicro" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-0aMicro.jpg" alt="" width="50" height="64" /></a>Imagem</strong> ➞ <a href="http://www.midiamundo.com/">http://www.midiamundo.com</a><strong> </strong></p>
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		<title>Bem vindo, Bebê 7 bilhões!</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/bem-vindo-bebe-7-bilhoes/</link>
		<comments>http://blogdoambientalismo.com/bem-vindo-bebe-7-bilhoes/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 19 Nov 2011 14:25:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu o último dia 31 de outubro como a data símbolo em que a população do planeta atingiu a marca dos 7 bilhões. A magnitude do número e o fato de o último bilhão de habitantes da Terra ter sido acrescido em apenas 13 anos motivaram alguns dos tradicionais resmungos sobre uma suposta "explosão demográfica", a incapacidade de o planeta alimentar adequadamente tanta gente e a impossibilidade de se estender a todo o mundo os níveis de vida dos países industrializados. Todas estas proposições são equivocadas, mas o fato de fundamentarem a formulação de políticas públicas, tanto em âmbito nacional como internacional, além da sua aceitação entre os estratos educados das sociedades, demonstra a grande penetração e eficácia do ideário malthusiano e sua variante ambientalista.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp"><img class="aligncenter size-full wp-image-10770" title="msiA iNFORMA" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp" alt="" width="240" height="50" /></a>A Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu o último dia 31 de outubro como a data símbolo em que a população do planeta atingiu a marca dos 7 bilhões. A magnitude do número e o fato de o último bilhão de habitantes da Terra ter sido acrescido em apenas 13 anos motivaram alguns dos tradicionais resmungos sobre uma suposta &#8220;explosão demográfica&#8221;, a incapacidade de o planeta alimentar adequadamente tanta gente e a impossibilidade de se estender a todo o mundo os níveis de vida dos países industrializados. Todas estas proposições são equivocadas, mas o fato de fundamentarem a formulação de políticas públicas, tanto em âmbito nacional como internacional, além da sua aceitação entre os estratos educados das sociedades, demonstra a grande penetração e eficácia do ideário malthusiano e sua variante ambientalista.</strong></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/11/Danica-May-Camacho-bebe-7-bilhoes.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-11748" title="Danica-May-Camacho-bebe-7-bilhoes" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/11/Danica-May-Camacho-bebe-7-bilhoes-300x207.jpg" alt="" width="300" height="207" /></a></p>
<h2>A ladainha ambientalista</h2>
<p>Um número inventado pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF) tem sido comumente citado, como símbolo desses falsos dilemas: o de que seriam necessários os recursos naturais de &#8220;três Terras&#8221; para conceder a cada habitante do planeta o nível de vida de um cidadão britânico. Apesar da sua total falta de fundamentação científica, a frequência com que é citado por pessoas educadas, tanto nos países mais desenvolvidos como no setor em desenvolvimento, deixa transparecer a dimensão do desafio de reverter o pessimismo cultural prevalecente nas últimas décadas, em paralelo e em grande medida motivado pela sucessão de crises econômicas e financeiras ocorridas desde a década de 1970 e a influência do movimento ambientalista internacional. Este último, criado especificamente com uma agenda política de se contrapor ao impulso de industrialização, ao &#8220;otimismo tecnológico&#8221; e ao crescimento populacional verificados nas primeiras décadas do pós-guerra – considerados ameaças existenciais pelos mesmos círculos oligárquicos do Hemisfério Norte que, anteriormente, promoviam a eugenia e o controle demográfico, com o mesmo propósito geral de manter sob controle o desenvolvimento socioeconômico e o progresso científico-tecnológico.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Desesperança popular</h2>
<p>Em um artigo publicado em 31 de outubro, no <em>International Herald Tribune</em> e em outros jornais de todo o mundo, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, explicitou as ambiguidades acarretadas por tais tendências. Por um lado, ele sintetizou com precisão o dilema real, ao afirmar:</p>
<blockquote><p><em>«Na medida em que o relógio da população mundial passa a marca de 7 bilhões, os alarmes estão soando. A força cada vez maior dos protestos públicos é a expressão popular de um fato óbvio: o de que as crescentes incertezas econômicas, volatilidade dos mercados e desigualdades atingiram um ponto de crise&#8230; Nestes tempos difíceis, o maior desafio enfrentado pelos governos não é um déficit de recursos: é um déficit de confiança. As pessoas estão perdendo a fé em líderes e em instituições públicas para fazer as coisas certas.»</em></p></blockquote>
<p>Por outro lado, no mesmo texto, desfiou o receituário habitual da agenda ambientalista, com as tradicionais concessões ao chamado &#8220;desenvolvimento sustentável&#8221; e à alegada necessidade de se confrontarem as mudanças climáticas com uma mudança do padrão energético da economia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Falta de vontade política</h2>
<p>Em realidade, com o presente nível de conhecimento científico e tecnológico, nosso planeta tem condições de, em pouco mais de uma geração, proporcionar a uma população ainda maior que a atual e níveis de vida comparáveis aos de um cidadão europeu médio. Se tal perspectiva não está colocada na pauta política das lideranças globais, as causas não são a escassez de recursos naturais ou a fragilidade do meio ambiente, mas a ausência de vontade política e o pessimismo cultural que obscurece essa possibilidade concreta.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>O envelhecimento da população</h2>
<p>Em termos demográficos, o velho e surrado espectro malthusiano da &#8220;explosão populacional&#8221; foi substituído por um problema real e bem mais sério, a rápida queda das taxas de fertilidade feminina, que já colocou quase todas as nações industrializadas (com a exceção dos EUA, devido à imigração hispânica e asiática) e um número crescente de nações em desenvolvimento, entre elas o Brasil, abaixo da linha vermelha da taxa de reposição da população. O resultado é um envelhecimento da população, com graves consequências para a estrutura da força de trabalho e dos sistemas de seguridade social.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Alimentos cartelizados</h2>
<p>Quanto aos alimentos, a produção mundial seria suficiente para alimentar adequadamente uma população superior à atual, se toda ela tivesse acesso a eles. O problema maior reside nas distorções que envolvem a distribuição dos alimentos, largamente controlada por grandes cartéis transnacionais que os convertem em <em>commodities</em> especulativas, o desvio de grande parte das safras para a produção de biocombustíveis e outras questões que nada têm a ver com limites físicos da produção. Segundo a Agência das Nações Unidas para a Agricultura e os Alimentos (FAO), dos 33 milhões de quilômetros quadrados de terras agricultáveis do planeta, apenas 16 milhões estão em uso. Mesmo considerando que nem todo o restante seja utilizado para a produção agropecuária, ainda há um grande potencial a ser aproveitado, por exemplo, no Cerrado brasileiro e na Savana Equatorial africana.</p>
<p>Nesse quadro, devem ser também considerados os inegáveis avanços da biotecnologia, aí incluídos os organismos geneticamente modificados – ou transgênicos – que, desafortunadamente, têm sido alvos de ativas campanhas do aparato ambientalista.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Ainda um baixo consumo energético</h2>
<p>No campo energético, será preciso considerar uma significativa redução dos desequilíbrios registrados no consumo global de eletricidade e combustíveis, cuja média mundial em 2006, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), era de 1,80 tonelada equivalente de petróleo (TEP) por habitante por ano. Porém, enquanto os países industrializados da OCDE consumiam 4,70 TEP/hab/ano e os da antiga URSS, 3,58, a América Latina registrava 1,17, a África, 0,66, e a Ásia (sem o Japão, Coreia do Sul e China), 0,63. Tomando como referência mínima os membros da ex-URSS, salta aos olhos que os números asiáticos e africanos precisariam ser multiplicados por um fator de 4-5 e a América Latina, por um fator de 3.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Limites energéticos distantes</h2>
<p>Para tanto, uma vez mais, o problema não é de recursos escassos, mas de controles e limitações políticos, em particular, as manipulações geopolíticas e a financeirização dos mercados de hidrocarbonetos e a insidiosa campanha que pretende limitar o uso de combustíveis fósseis sob o falso pretexto do seu impacto sobre a dinâmica climática. Por exemplo, as descobertas de petróleo e gás natural em jazidas ultraprofundas, na plataforma continental das Américas e da África, a nova tecnologia de gás de folhelhos e, até mesmo, a crescente aceitação da existência de hidrocarbonetos de origem inorgânica formados na parte superior do manto terrestre (e, por conseguinte, &#8220;renováveis&#8221;), abrem interessantes perspectivas para a disponibilidade desses combustíveis, afastando o temor dos limites da produção mundial.</p>
<p>Da mesma forma como no caso dos alimentos, tais perspectivas tendem a melhorar, na medida em que novas tecnologias energéticas promissoras sejam desenvolvidas, como a utilização do hidrogênio e do tório como combustíveis, a fusão nuclear e, possivelmente, a energia do vácuo quântico, que poderiam sepultar definitivamente o mito da &#8220;escassez&#8221; de energia para abastecer toda a Humanidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Para além da Terra</h2>
<p>Por outro lado, acima de tudo, a Humanidade precisa recuperar o sentido de futuro positivo e propósito coletivo, do qual nenhuma sociedade ou civilização pode prescindir para prosperar e que foi perdido ao longo das últimas décadas de pessimismo cultural induzido. E nada melhor do que olhar com otimismo além dos seus limites momentâneos para proporcionar o impulso necessário. Para a Humanidade como um todo, este olhar deve mirar além do planeta, recuperando a poderosa motivação que eletrizava a população mundial durante a &#8220;corrida espacial&#8221; das décadas de 1960-70. Ao considerar o espaço cósmico como área de expansão dos seus interesses, o ser humano não apenas se qualifica para aprofundar a sua capacidade de resposta aos desafios da evolução do processo civilizatório, aí incluídos os problemas no seu próprio planeta, como também para cumprir o seu destino como espécie racional e criativa.</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/11/Krafft-ehricke.jpeg"><img class="alignright size-medium wp-image-11795" title="Krafft-ehricke" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/11/Krafft-ehricke-279x300.jpg" alt="" width="208" height="223" /></a>Essa poderosa ideia-força foi batizada como o &#8220;Imperativo Extraterrestre&#8221; da Humanidade, pelo engenheiro alemão Krafft Ehricke, que foi um dos grandes colaboradores do programa espacial dos EUA. Como escreveu em 1957:</p>
<blockquote><p><em>«A ideia de viajar a outros corpos celestes reflete no nível mais alto a independência e agilidade da mente humana. Ela empresta uma dignidade última às façanhas técnicas e científicas do homem. Acima de tudo, ela toca a filosofia da sua própria existência. Como resultado, o conceito de viagem espacial desconsidera fronteiras nacionais, recusa-se a reconhecer as diferenças de origem histórica ou etnológica e penetra na fibra de um credo sociológico ou político tão rapidamente como na de outro&#8230; Ao se expandir pelo Universo, o homem cumpre o seu destino como um elemento da vida, dotado do poder da razão e da sabedoria da lei moral em si próprio.»</em></p></blockquote>
<p>É com esse espírito que o mundo deve saudar a chegada do &#8220;Bebê 7 bilhões&#8221;.</p>
<p style="text-align: right;" align="right"><span style="color: #ff6600;"><strong><em>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</em></strong></span></p>
<p><strong> <a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/div-01.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-6617" title="div-01" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/div-01-300x30.png" alt="" width="300" height="30" /></a></strong></p>
<p><strong>Créditos </strong>➞<strong> </strong>este post é matéria apresentada no Boletim Eletrônico <strong><em>MSIa INFORMA</em></strong>, do <strong><em>MSIa –</em></strong><em> <strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em>, Vol. III, N<sup>o</sup> 26, de 11 de novembro de 2011. Introduzi subtítulos no texto para facilitar e incentivar a leitura.</p>
<p><strong><em>MSIa INFORMA</em></strong><strong> </strong>➞<strong> </strong>é uma publicação do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa). Conselho Editorial: Angel Palacios, Geraldo Luís Lino, Lorenzo Carrasco (Presidente), Marivilia Carrasco e Silvia Palacios. Endereço: Rua México, 31 &#8211; sala 202 &#8211; Rio de Janeiro (RJ) &#8211; CEP 20031-144; Telefax: 0xx 21-2532-4086.</p>
<p><strong>Para saber mais sobre o tema </strong>➞<strong> </strong>visitar os sites da MSIa/Capax Dei:<strong> </strong><a href="http://www.alerta.inf.br/">http://www.alerta.inf.br/</a> e <a href="http://www.msia.org.br/">http://www.msia.org.br/</a>.</p>
<p><strong>Mensagens e sugestões </strong>➞<strong> </strong>favor enviar para msia@msia.org.br</p>
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<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-17bMicro.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-9618" title="HARPIAÁGUIA REALHARPIA HARPYJA137-001-04" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-17bMicro.jpg" alt="" width="60" height="47" /></a>Imagens</strong> ➞ <a href="http://www.materiaincognita.com.br/">http://www.materiaincognita.com.br</a>; <a href="http://www.meaus.com/">http://www.meaus.com</a><strong> </strong></p>
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		<title>“Decrescimento”, a nova utopia ambientalista</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/%e2%80%9cdecrescimento%e2%80%9d-a-nova-utopia-ambientalista/</link>
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		<pubDate>Fri, 23 Sep 2011 12:23:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ambientalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[Desindustrialização]]></category>
		<category><![CDATA[Fome no mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Infraestrutura]]></category>
		<category><![CDATA[Malthusianismo]]></category>
		<category><![CDATA[Mudanças de paradigmas]]></category>
		<category><![CDATA[Política nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Por iniciativa do senador Cristóvam Buarque (PDT-DF), o Brasil foi apresentado à mais recente utopia ambientalista: o “decrescimento econômico”. Para promover a esdrúxula ideia, o parlamentar organizou e presidiu uma audiência pública sobre o tema, no último dia 5 de setembro, na Subcomissão Permanente de Acompanhamento da Rio+20 e do Regime Internacional Sobre Mudanças Climáticas da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp"><img class="aligncenter size-full wp-image-10770" title="msiA iNFORMA" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp" alt="" width="235" height="49" /></a></strong></p>
<p><strong>Por iniciativa do senador Cristóvam Buarque (PDT-DF), o Brasil foi apresentado à mais recente utopia ambientalista: o “decrescimento econômico”. Para promover a esdrúxula ideia, o parlamentar organizou e presidiu uma audiência pública sobre o tema, no último dia 5 de setembro, na Subcomissão Permanente de Acompanhamento da Rio+20 e do Regime Internacional Sobre Mudanças Climáticas da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado.</strong></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/cristovam-buarque.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-11165" title="cristovam-buarque" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/cristovam-buarque-300x178.jpg" alt="" width="300" height="178" /></a><strong>Do fundo para o primeiro plano, Philippe Léna, Cristovam Buarque, Carlos Alberto Pereira Silva e João Luís Homem de Carvalho.</strong></p>
<p>O evento contou com presença de três “especialistas” que defendem a proposta: o geógrafo francês Philippe Léna, diretor da ONG Instituto de Pesquisas para o Desenvolvimento (IRD); e os brasileiros Carlos Alberto Pereira Silva, historiador da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), e o agrônomo João Luís Homem de Carvalho, da Universidade de Brasília (UnB) (<em>Agência Senado</em>, 06/09/2011).</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/mesa_desenv_sustentael1.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-11166" title="CREMC - Subcomissão Permanente de Acompanhamento da Rio +20 e do" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/mesa_desenv_sustentael1-300x198.jpg" alt="" width="300" height="198" /></a> <strong>Na reunião, em primeiro plano, Philippe Léna, geógrafo francês, diretor da ONG IRD.</strong></p>
<h2>O malthusianismo, mais uma vez</h2>
<p>Nos debates, pode-se verificar que o “decrescimento” não representa nenhuma grande novidade em relação aos tradicionais conceitos oriundos do malthusianismo e sua variante ambientalista, a começar pela surrada cartilha dos “limites do crescimento”. <span style="color: #ff0000;"><strong>A ideia básica é a de que as sociedades devem, voluntariamente, encolher as suas economias</strong></span>, de modo a respeitar a limitação dos recursos naturais. Portanto, afirmam, <span style="color: #ff0000;"><strong>a Humanidade deveria promover um programa conjunto de redução do seu crescimento</strong>.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>A velha ladainha&#8230;</h2>
<p>Léna definiu o “decrescimento” como uma necessidade, devido aos dados científicos que, segundo ele, atestariam que a raça humana está <em>«à beira de abismo, pisando no acelerador»</em>.</p>
<p>Já o historiador Pereira Silva defendeu uma certa “ética ecoantropocêntrica”, baseada em um <em>«egoísmo inteligente»</em>, que encare o cuidado com outras espécies como a preservação da própria raça humana. Além disto, afirmou que <span style="color: #ff0000;"><strong>o desenvolvimentismo está ligado ao culto à violência e ao corpo, cuja alternativa mais adequada é buscar saberes de populações indígenas e iletradas</strong></span> (algo como “o bom selvagem” de Rousseau, em nova roupagem).</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>E outras tantas insanidades</h2>
<p>Por sua vez, o agrônomo Homem de Carvalho defendeu uma espécie de <em>«nivelamento para baixo»</em>, com <span style="color: #ff0000;"><strong>a redução do crescimento nos países ricos, igualando-os aos países subdesenvolvidos</strong></span>, como meio de adequá-los aos supostos “limites dos recursos naturais”.</p>
<p>Não por coincidência, ele teceu elogios a instituições malthusianas, como o Clube de Roma e o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), afirmando que os seus relatórios “respaldam” o decrescimento como uma necessidade. Sintomaticamente, ele não fez qualquer comentário sobre a desqualificação científica dos principais documentos de ambas as entidades, atestadas por numerosos cientistas sérios que se deram ao trabalho de analisar criticamente as suas conclusões fundamentais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>E bota insanidade nisso!</h2>
<p>O conceito de “decrescimento” foi cunhado na década de 1970 por Nicholas Georgescu-Roegen (1906-1994), matemático e economista romeno, que – também não por acaso – foi um dos fundadores do Clube de Roma e um dos arautos do malthusianismo moderno. O cerne do problema ecológico, para ele, é que a sociedade do crescimento econômico seria não apenas ambientalmente insustentável, mas também indesejável. Para solucionar o problema, ele propunha <span style="color: #ff0000;"><strong>o regresso aos modos de vida primitivos, renegando séculos de avanço científico e tecnológico</strong>.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/CRISTOVAM-BUARQUE2.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-11162" title="CRISTOVAM-BUARQUE2" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/CRISTOVAM-BUARQUE2-213x300.jpg" alt="" width="109" height="154" /></a>Qual é a sua, senador Buarque?</h2>
<p>O fato de que o senador Buarque empregue o tempo e os recursos do Congresso para promover semelhantes sandices, como sendo uma proposta digna de consideração para países como o Brasil, ainda às voltas com extremas desigualdades sociais, somente revela a profunda desorientação de alguns homens públicos brasileiros sobre o fato de que a ideologia malthusiana/ambientalista não passa de um instrumento político das oligarquias hegemônicas do Hemisfério Norte. De fato, chega a ser estarrecedor que um intelectual de sua estatura acredite ser positivo se propor às gerações futuras padrões de vida inferiores atuais, sem qualquer consideração pelo fato de que mais da metade da população brasileira ainda não tem acesso a comodidades como o saneamento básico.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>Definitivamente, o senador Buarque já conheceu dias melhores.</strong></span></p>
<p style="text-align: right;" align="right"><span style="color: #ff6600;"><strong><em>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</em></strong></span></p>
<p> <a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/MSIa-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-6138" title="MSIa-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/MSIa-mini.jpg" alt="" width="48" height="24" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/div-01.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-6617" title="div-01" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/div-01-300x30.png" alt="" width="300" height="30" /></a></p>
<h4 style="text-align: center;"><strong><span style="color: #333399;">Observação do Editor: por esse “tira-gosto”, pode-se imaginar o que vai ser a reunião RIO+20&#8230;</span></strong></h4>
<p><strong>Créditos </strong>➞<strong> </strong>este post é matéria apresentada no Boletim Eletrônico <strong><em>MSIa INFORMA</em></strong>, do <strong><em>MSIa –</em></strong><em> <strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em>, Vol. III, N<sup>o</sup> 18, de 15 de setembro de 2011. Introduzi subtítulos no texto para facilitar e incentivar a leitura.</p>
<p><strong><em>MSIa INFORMA</em></strong><strong> </strong>➞<strong> </strong>é uma publicação do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa). Conselho Editorial: Angel Palacios, Geraldo Luís Lino, Lorenzo Carrasco (Presidente), Marivilia Carrasco e Silvia Palacios. Endereço: Rua México, 31 &#8211; sala 202 &#8211; Rio de Janeiro (RJ) &#8211; CEP 20031-144; Telefax: 0xx 21-2532-4086.</p>
<p><strong>Para saber mais sobre o tema </strong>➞<strong> </strong>visitar os sites da MSIa/Capax Dei:<strong> </strong><a href="http://www.alerta.inf.br/">http://www.alerta.inf.br/</a> e <a href="http://www.msia.org.br/">http://www.msia.org.br/</a>.</p>
<p><strong>Mensagens e sugestões </strong>➞<strong> </strong>favor enviar para msia@msia.org.br ou para Editoria MSIa: geraldo@msia.org.br.</p>
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<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-1bMicro.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-9622" title="harpia-1bMicro" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-1bMicro.jpg" alt="" width="60" height="48" /></a>Imagens</strong> ➞ <a href="http://blogdofabiosena.com.br/">http://blogdofabiosena.com.br</a> ; <a href="http://www.cristovam.org.br/">http://www.cristovam.org.br</a><strong> </strong></p>
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		<title>Sustentabilidade, o novo disfarce do malthusianismo</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Sep 2011 17:36:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Seria, realmente, muito bom se esses tolos, ingênuos, politicamente corretos e/ou ignorantes, parassem com esse negócio de sustentabilidade, atribuindo essa "qualidade" a tudo aquilo que, de alguma forma necessite de um marketing adicional. Eles não sabem o quê e de quê estão falando. Provavelmente, acham que sustentabilidade é um novo tipo de moda e saem por aí repetindo isso sem saber o que o conceito realmente significa e suas verdadeiras raízes. Talvez, depois de lerem esta matéria, eles se manquem pelo fato de verificar que, no fundo, no fundo, a sustentabilidade, o desenvolvimento sustentável etc, tem, por trás, conceitos sinistros, malignos e anti-humanos...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/harpia-8a.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-9613" title="harpia-8a" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/harpia-8a-300x220.jpg" alt="" width="151" height="111" /></a>Um dos grandes passos para o aprimoramento da “agenda ambiental” foi a criação da Comissão Mundial Sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento – a Comissão Brundtland – estabelecida pala Assembléia-Geral da ONU, em 1983. O objetivo principal da Comissão – que ficou mais conhecida pelo nome da sua principal coordenadora, a ex-primeira ministra norueguesa Gro-Harlem Brundtland – foi a consolidação do conceito de “desenvolvimento sustentável”, que se tornaria a pedra-de-toque do discurso ambientalista, a partir da publicação do relatório oficial da comissão, em 1987, denominado <em>«</em><em>Nosso Futuro Comum»</em>.</p>
<p>Em essência, o conceito não constituiu novidade, pois representa tão-somente uma retomada, sob nova roupagem, do conceito de “crescimento limitado”, definido, em anos anteriores, pelo Clube De Roma, com seus informes alarmistas sobre os “limites ao crescimento” – e então continuados pela Comissão Brundtland, e pelas teses “neofisiocráticas” do <em>«</em><em>Relatório Global 2000»</em> (ver adiante).</p>
<p>A herança malthusiana do conceito é manifesta, como se verifica na seguinte passagem de <em>«Nosso Futuro Comum»</em>:</p>
<blockquote><p><em>«O desenvolvimento sustentável é mais que crescimento. Ele exige uma mudança no teor do crescimento, a fim de torná-lo menos intensivo de matérias-primas e energia e mais equitativo em seu impacto.»</em> Em outra parte, lê-se: <em>«Padrões de vida que estejam além do mínimo básico só são sustentáveis se os padrões gerais de consumo tiverem por objetivo alcançar o desenvolvimento sustentável a longo prazo. Mesmo assim, muitos de nós vivemos acima dos meios ecológicos do mundo, como demonstra, por exemplo, o uso da energia.»</em></p></blockquote>
<p>Adiante, os autores do relatório enfatizam a importância do fator cultural para a estratégia de promoção de paradigmas malthusianos:</p>
<blockquote><p><em>«As necessidades são determinadas social e culturalmente e o desenvolvimento sustentável requer a promoção de valores que mantenham os padrões de consumo dentro dos limites das possibilidades ecológicas a que todos podem, de modo razoável, aspirar.»</em></p></blockquote>
<p style="text-align: left;" align="center"><strong>Observação: para se reduzir o consumo de forma “sustentável”, a Humanidade, mantendo os atuais níveis de desenvolvimento demográfico, teria que, de fato consumir tão menos que quase que seria o mesmo que voltar ao consumo a níveis pré-industrialização – ou então, de alguma forma, mantendo os padrões de consumo, reduzir, quantitativa e drasticamente, a própria Humanidade. Esta é uma forma &#8220;politicamente incorreta&#8221; da sustentabilidade, que ninguém comenta.<br />
</strong></p>
<p>Em outro trecho, a Comissão Brundtland<em> </em>torna ainda mais explícitos os seus pendores malthusianos e confirma a necessidade de controle populacional:</p>
<blockquote><p><em>«A cada ano aumenta o número de seres humanos, mas parece finita a quantidade de recursos naturais destinados ao sustento dessa população, à melhoria da qualidade de vida e à eliminação da pobreza generalizada.»</em> Ou: <em>«Um aumento populacional excessivo faz com que os frutos do desenvolvimento sejam repartidos por um número cada vez maior de pessoas, não permitindo que, em muitos países em desenvolvimento, os padrões de vida se elevem; é imperativo reduzir as taxas atuais de aumento populacional a fim de se atingir o desenvolvimento sustentável.»</em></p></blockquote>
<p>A segunda conferência internacional da indústria sobre o controle do meio ambiente (WICEM II), realizada em Rotterdan, Holanda, em abril/1991, enumera, como condições básicas para a adoção do desenvolvimento sustentado, também a redução do crescimento populacional e a ampla adoção do livre-comércio. Como foi sintetizado pela <em>Gazeta Mercantil</em> (14/04/1991) sobre as conclusões da conferência:</p>
<blockquote><p><em>«As mais poderosas companhias do Primeiro Mundo admitem agora, publicamente, e em conjunto, que, se os seu próprios padrões de crescimento forem imitados pelo resto do mundo, o planeta não irá resistir muito tempo.»</em></p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h2>A interferência na soberania das nações</h2>
<p>O relatório da Comissão Brundtland não oculta a vinculação dos temas ambientais à limitação das sobreanias nacionais. Em suas próprias palavras, o&#8230;</p>
<blockquote><p><em>«&#8230;conceito de soberania nacional foi basicamente alterado pela interdependência nos campos econômico, ambiental e de segurança. Os bens comuns a todos não podem ser geridos a partir de um centro nacional; o Estado-Nação não basta quando se trata de lidar com ameaças a ecossistemas que pertencem a mais de um país. Só é possível lidar com ameaças à segurança ambiental através da administração conjunta e de processos e mecanismos multilaterais.»</em></p></blockquote>
<p><em></em>Por conseguinte, o texto recomenda a criação de uma agência ambiental com poderes supranacionais, suplantando as soberanias dos diversos países e, ao mesmo tempo, alerta para as possibilidades de futuros conflitos em torno de disputas por recursos naturais ou de contencioso ambientais.</p>
<p style="text-align: left;" align="center"><strong>Observação: nesse contexto enquadra-se a floresta amazônica.</strong></p>
<p>Ainda citando, textualmente, o <em>«</em>Relatório Brundtland:</p>
<blockquote><p><em>«Seria mais fácil a transição para o desenvolvimento sustentável se cada agência de assistência ao desenvolvimento e o FMI passassem a contar com um escritório de alto nível, com autoridade e recursos para assegurar que todos os projetos, políticas e condições de empréstimos apóiem o desenvolvimento sustentável.»</em></p></blockquote>
<p><em> </em>De fato essa recomendação vem sendo implementada ao pé da letra por intermédio da limitação dos créditos financeiros e a imposição de políticas econômicas monetaristas, tanto aos países em desenvolvimento como aos do Leste Europeu, por intermédio das agências financeiras internacionais, como o FMI, o BIRD, o BID e outras.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Argumentos gerais da sustentabilidade</h2>
<p>Quando se fala em sustentabilidade, a primeira coisa que se diz é: preservar os recursos naturais do planeta (principalmente os recursos não-renováveis – insumos energéticos tais como o petróleo, gás natural e minérios em geral), assim como poluir o menos possível – a fim de garantir a sobrevivência planetária e das gerações futuras.</p>
<p>O argumento básico é o de que a maioria dos recursos naturais está com os dias contados. Isso inclui até mesmo a água (potável), como se este recurso estivesse de fato acabando. Não está, assim como os demais recursos não-renováveis, inclusive o petróleo – apesar dos pessimistas afirmarem que ele terá, no máximo, uns 30 anos de vida – o que também não é verdade.</p>
<p>Essas inverdades e exageros são combatidos por muita gente, e, de forma inquestionável, pelo estatístico dinamarquês (ex-Greenpeace), Børn Lomborg em seu livro <strong><em>«O Ambientalista Cético»</em></strong>.</p>
<p style="text-align: left;" align="center"><strong>Por mais que sejam economizados os recursos naturais não-renováveis, eles sempre terão de ser utilizados e, um dia, acabarão.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Responsabilidade social</h2>
<p>Paralelamente a todo esse universo, inclui-se no bojo do conceito de sustentabilidade, nos dias atuais, o que alguns chamam de “responsabilidade social”. Isso significa, em última análise, em tomadas de atitudes e ações junto às comunidades e populações que, de alguma forma, estejam, comprometidas/envolvidas com projetos econômico-industriais-comerciais, como participantes ativos, diretos ou indiretos (funcionários de fábricas, principalmente).</p>
<p>Os projetos de “responsabilidade social” constam, em sua maioria, de prover as comunidades envolvidas, assim como a níveis individuais, de pagamentos justos pela mão-de-obra e de benefícios na infraestrutura física e social das comunidades – pela disponibilidade de moradia, saneamento básico, educação, saúde e previdência social. As empresas que se “preocupam” com as responsabilidades sociais, obviamente, o fazem pressionadas pela opinião pública e, como não poderia deixar de ser, como uma forma de <em>marketing</em>, ao associar suas marcas à “responsabilidade social”, angariando simpatia popular pelo fato de parecer preocupadas com o bem-estar de seus funcionários. Pura propaganda.</p>
<p>A “responsabilidade social” se fez presente em inúmeras empresas supranacionais (ou multinacionais) em decorrência de vir a público, a nível mundial, os ecândalos referentes a certas empresas que, instaladas em países periféricos, onde a mão-de obra é barata, exploravam aquelas comunidades, oferecendo salários de fome e moradias miseráveis, deixando-as sem qualquer tipo de assistência. Exemplo emblemário foi o caso da Nike e sua fábrica na Indonésia, que provocou escândalo mundial. Assim como a Nike, inúmeras outras marcas conhecidas transferiram parte de suas unidades fabris para países pobres a fim de, explorando suas comunidades, baratear seus produtos.</p>
<p style="text-align: left;" align="center"><strong>Os itens classificados como de “responsabilidade social” devem e podem ser implementados. São como que uma obrigação daqueles que usam as comunidades para seus fins. Basta haver uma redução de lucros.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Externalidades</h2>
<p>Também faz parte do modismo da sustentabilidade o que se chama, em conjunto, de “externalidades”, ou seja, as providências de manutenção do meio ambiente onde são implantados os projetos econômico-industriais-comerciais – a não-poluição ambiental de uma forma geral, a reciclagem, a preservação da natureza do jeito que ela está, e também sua restauração.</p>
<p>No que diz respeito à não-poluição, a utilização de combustíveis “limpos”, ou “verdes”, não-poluentes/renováveis é a tônica (como também a utilização de veículos elétricos, a utilização da energia solar e eólica, biocombustíveis etc). Efluentes e resíduos, sejam de que tipo forem, devem ser coletados e tratados adequadamente. O que for possível reciclar, desses rejeitos – inclusive a própria água – é reciclado.</p>
<p>Os ambientalistas radicais dizem que a poluição está aumentando e que os ecossistemas naturais estão em extinção (animais a reboque) – o que Lomborg também combate em seu livro.</p>
<p>No que diz respeito à poluição do ar através do CO<sub>2</sub>, resultando no “aquecimento global antropogênico” – tão propalado pela mídia como a razão das mudanças climáticas e das grandes catástrofes climáticas mundiais – já é assunto desacreditado. Assim como o malthusianismo, que hoje se chama sustentabilidade, a expressão “aquecimento global” foi substituída por “mudanças climáticas” (como se mudanças climáticas fossem uma novidade no planeta).</p>
<p>A reciclagem é uma prática já comum, mas ainda pode ser feito muita coisa – se bem que a necessidade de reciclar seja algo extremamente discutível, pois os recursos naturais, mesmo os não-renováveis, estão longe de acabar. Além disso, o processo de coleta e processamento dos materiais recicláveis, muitas vezes, dependendo do tipo de material, são muito caros, em comparação com a utilização de materiais virgens.</p>
<p>Quanto à restauração da natureza – pelo menos em parte – deve-se reconstituir o que foi utilizado pelo homem e, ao mesmo tempo, não se expandirem mais os negócios em outras áreas, mesmo que potencialmente utilizáveis, mantendo-se o que existe de Natureza de forma intocada – através do aumento da produtividade e de novas técnicas de produção.</p>
<p style="text-align: left;" align="center"><strong>As “externalidades” – reciclar, não poluir e/ou restaurar a natureza, são coisas possíveis de se fazer, além de obrigatórias. Basta haver uma redução de lucros.</strong></p>
<p>No entanto, a reposição dos recursos naturais não-renováveis utilizados não é possível de se realizar. Esses recursos poderão vir a ser reconstituídos, sim, pela própria Natureza, mas para isso são necessários, na maioria dos casos, milhões de anos – o que é o mesmo que dizer que esses recursos são finitos, na escala humana.</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/Zardoz.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-11071" title="Zardoz" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/Zardoz-300x176.jpg" alt="" width="441" height="259" /></a></p>
<h2>Origens da teoria neomalthusiana</h2>
<p>Na década de 1970 foram divulgados alguns dos mais famosos manifestos ambientalistas:</p>
<p>♦ O relatório <strong><em>«Blueprint For Survival»</em></strong> (<em>«Roteiro para a Sobrevivência»</em>) – editado pela revista inglesa <em>The Ecologist </em>(dirigida por Edward Goldsmith e patrocinada por seu irmão <em>sir</em> James Goldsmith e por <em>lord</em> Victor Rothschild;</p>
<p>♦ A <strong><em>«Carta Mansholt</em>»</strong> – redigida pelo então secretário da Comissão da Comunidade Européia, o francês Sicco Mansholt (protegido de <em>lord</em> Rothschild); e</p>
<p>♦ O relatório do Clube de Roma, <strong><em>«Limites Do Crescimento»</em></strong>. <em></em></p>
<p>Esses três documentos batem na mesma tecla: a impossibilidade de expansão contínua da sociedade industrial e da população do planeta.</p>
<p><em></em>♦ <em>«The Unfinished Agenda»</em> (<em>«A Agenda Inacabada»</em>) – patrocinado pelo Rockefeller Brothers Fund (Fundo dos Irmãos Rockefeller) – recomendava uma série de medidas que representavam uma degradação deliberada dos setores intensivos em tecnologia da economia dos EUA, com a consequente imposição de um regime de “crescimento zero”, coerente com as sugestões explícitas dos relatórios do Clube de Roma. Entre outras recomendações, a <em>«Agenda Inacabada»</em> sugeria:</p>
<p>① estabelecer a redução populacional como meta nacional;</p>
<p>② promover uma política de esterilização feminina nos países do Terceiro Mundo;</p>
<p>③ imposição de fortes restrições à imigração para os EUA, especialmente a proveniente de países pobres;</p>
<p>④ vincular a ajuda alimentícia aos países pobres a metas de redução das taxas de natalidade;</p>
<p>⑤ reduzir a intensidade energética da agricultura estadunidense;</p>
<p>⑥ eliminar a utilização de fertilizantes e pesticidas na agricultura;</p>
<p>⑦ eliminar a fissão nuclear como fonte energética; e</p>
<p>⑧ fomentar o uso de fontes energéticas de pequena escala.</p>
<p>Na conclusão é abertamente admitido que o objetivo do projeto do movimento ambientalista não é resolver o problema de recursos escassos, mas promover uma mudança de valores na Sociedade, afastando-a do compromisso com o progresso: <em></em></p>
<blockquote><p><em>«</em><em>Aqueles que vivem no ambiente comum do planeta estão agora experimentando a transição da abundância para a escassez. Os desafios imediatamente à frente não são os limites físicos ao crescimento, mas o desafio de uma grande transformação nos valores humanos.»</em></p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/Limits-to-Growth.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-11073" title="Limits-to-Growth" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/Limits-to-Growth.jpg" alt="" width="200" height="297" /></a>O Clube de Roma</h2>
<p>A criação do Clube de Roma, em 1968, que foi presidido, inicialmente, por Aurelio Peccei (até sua morte, em 1984), resultou diretamente de deliberações das conferências da OTAN – Organização do Tratado do Atlântico Norte, e da OCDE – Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico. Outro de seus fundadores foi o Dr. Alexander King, o principal responsável pela elaboração das “reformas educacionais” na OCDE. Sintomaticamente, a reunião de fundação do Clube de Roma foi realizada na propriedade da família Rockefeller, em Bellagio, Itália.</p>
<p>Desde a sua fundação, o Clube de Roma tem atuado, ativamente, como principal centro de difusão da ideologia malthusiana do “crescimento zero”. Em 1972, o Clube publicou seu primeiro relatório, o célebre <em>«Limites do Crescimento»</em>, que pretendia demonstrar a impossibilidade de um crescimento econômico permanente devido à <em>«</em><em>escassez de recursos»</em>, e que <em>«</em><em>os limites de crescimento neste planeta serão alcançados em algum dia dentro dos próximos 100 anos, cujo resultado provável será um declínio súbito e incontrolável, tanto da população como da capacidade industrial»</em>. Tal conclusão foi obtida, entre outros artifícios, com a fraude malthusiana de considerar a base tecnológica fixa. Posteriormente, o truque foi admitido pelo próprio Aurelio Peccei, sob o argumento de que as nações industriais do Ocidente necessitavam de um <em>«</em><em>tratamento de choque»</em> – que era o objetivo do estudo.</p>
<p>O Clube de Roma profetizou que o petróleo acabaria em 1980: <em></em></p>
<blockquote><p><em>«Procurando um novo inimigo que nos unisse, nós chegamos à idéia de que a poluição, a ameaça do aquecimento global, a falta de água, a fome e coisas do gênero fariam o serviço… Todos esses perigos são provocados pela intervenção humana… então, o inimigo real é a humanidade, ela própria… um adversário comum para realizar o governo mundial. Não importa se este inimigo comum é real ou… se a gente o inventa para servir no caso.»</em></p></blockquote>
<p>Alexander King fala sobre as articulações e as <em>«reformas educacionais»</em> e à fundação do Clube de Roma:</p>
<blockquote><p><em>«</em><em>O Clube de Roma se originou de um sentimento de que o crescimento pelo crescimento não era uma boa coisa&#8230; a questão da inquietação educacional, a questão da necessidade de profundas reformas educacionais para tornar a juventude mais sintonizada com o que estava acontecendo, muito mais sintonizada com a realidade da Sociedade. As discussões levantaram a questão da destruição ambiental, a questão da alienação do indivíduo, a rejeição da autoridade e outros temas do gênero. Tudo isso surgiu ao mesmo tempo. </em>[...]<em> Na verdade, o Clube de Roma nasceu dentro do OCDE, em torno dessas preocupações»</em>.</p></blockquote>
<p>E continuando King:</p>
<blockquote><p><em>«</em><em>A Fundação Ford nos ajudou muito na OCDE, assim como a Royal Dutch Shell&#8230; O início do Clube de Roma foi aí.»</em></p></blockquote>
<p>Em 1991, Alexander King e Bertrand Schneider (então secretário-geral do Clube de Roma), declaram em <em>«A Primeira Revolução Global»</em> que:</p>
<blockquote><p><em>«Na busca</em><em> de um novo inimigo para unir-nos, chegamos à idéia de que a poluição, a ameaça do aquecimento global, a escassez de água, a fome, e coisas do gênero, preenchiam esse papel&#8230; Todos esses perigos são causados pela intervenção humana&#8230; O inimigo real, então, é a própria humanidade.»</em></p></blockquote>
<p>Assim pensam os chamados <em>zerocrescimentistas</em>.</p>
<p>Em entrevista (1980), o então secretário-geral do Clube de Roma, Maurice Guernier, declara que, quanto aos problemas com a aceitação de suas idéias, <em>«</em><em>o grande problema é o lider nacional de um país, pois, por definição, um chefe-de-estado é altamente nacionalista </em>[...]<em> Mas o nosso problema ainda é um problema de poder. A nossa chave para o poder é o movimento ecologista, os partidos ambientalistas. O Clube de Roma começou esses partidos. </em>[...]<em> O movimento ecológico transcende fronteiras, porque englobam tanto a esquerda como a direita </em>[...]<em> As pessoas não acreditam nos políticos, mas elas acreditam nos ambientalistas. </em>[...]<em> e então os chefes-de-estado também terão que mudar as suas idéias.»</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>O <em>«Relatório Global 2000»</em></h2>
<p><em>            </em>Este documento foi elaborado no governo Carter, coordenado por Geraldo O. Barney, e publicado no início de 1980. A principal recomendação do Relatório se referia ao papel de liderança que os EUA deveriam assumir no processo de conduzir o mundo ao pesadelo malthusiano idealizado pelo <em>establishment</em> oligárquico: <em>«As mudanças necessárias vão muito além da capacidade e responsabilidade desta ou de qualquer outra nação individual. É essencial uma era de cooperação e compromissos sem precedentes. Porém, há oportunidades – e fortes motivos – para que os EUA proporcionem a liderança entre as nações. Para esta nação, deve ser uma alta prioridade uma profunda avaliação das suas políticas externas e domésticas referentes aos assuntos de população, recursos e meio ambiente. Possuindo a maior economia do mundo, os EUA podem esperar que suas políticas tenham uma significativa influência nas tendências globais. &#8230; Cooperação adicional entre as nações é também necessária para reforçar os mecanismos internacionais para a proteção e utilização das “áreas comuns globais” – os ocaanos e a atmosfera.»</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/kissinger.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-11074" title="kissinger" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/kissinger.jpg" alt="" width="175" height="218" /></a>O <em>«Memorando NSSM-200»</em></h2>
<p>O Conselho de Segurança Nacional do governo dos EUA, em 1974, na nocasião em que esteve sob a orientação de Henry Kissinger, elaborou um famigerado documento: o <em>«National Security Study Memorandum 200»</em>, mais conhecido como <em>«NSSM-200»</em>, que tinha como título: <em>«Implicações do Crescimento Populacional Mundial para a Segurança e os Interesses Externos dos EUA»</em>. O tema central do estudo era o impacto do crescimento demográfico dos países em desenvolvimento (do Terceiro Mundo, hoje chamados de “países periféricos”) sobre a utilização de recursos naturais de interesse para a economia dos EUA.</p>
<p>Em 1975, ainda sob a orientação pessoal de Henry Kissinger, o Conselho de Segurança Nacional dos EUA determinou que o crescimento populacional das nações em desenvolvimento – todas ricas em recursos naturais – constituía uma ameaça à segurança dos EUA e seus aliados (leia-se: Inglaterra). Tal política, manifestada no <em>«NSSM-200»</em>, era explícita em assinalar que a ameaça decorria da utilização dos recursos naturais, por parte daquelas nações, especialmente os recursos minerais, no atendimento de suas necessidades de bem-estar de suas crescentes populações.</p>
<p>Como recomendação, o estudo sugeriu a adoção de uma política de contenção do crescimento demográfico em 13 países-chave – dentre eles o Brasil (os demais eram: Bangladesh, Colômbia, Egito, Etiópia, Filipinas, Índia, Indonésia, México, Nigéria, Paquistão, Tailândia e Turquia) – o que foi efetivado com o apoio de agências oficiais, como a USAID &#8211; Agência para o Desenvolvimento Internacional, e “entidades privadas”, Como a IPPF &#8211; Federação Internacional de Paternidade Planejada, controlada pela família Rockefeller.</p>
<p>O <em>«NSSM-200»</em> foi o primeiro passo do governo estadunidense para “oficializar” o malthusianismo como política:</p>
<blockquote><p><em>«A fim de que as regiões orientais não atinjam um aumento populacional insuportável para nós, é urgente e necessário omitir todos os métodos que usamos no Oriente para aumentar o número de nascimentos. Devemos pôr em ação, nas referidas regiões, uma política populacional conscientemente negativa. Pela propaganda, especialmente pela imprensa, rádio, cinema, plásticos, brochuras, conferências etc, repetidas vezes sem conta, o pensamento do povo será persuadido de que é mau ter muitos filhos. Devem ser uma vez mais apontadas as despesas que os filhos requerem, maiores do que as necessárias ao adulto. Os grandes perigos à saúde que podem ocorrer à mulher na gravidez devem ser assinalados etc. Depois da propaganda, uma campanha em grande escala deve ser feita sobre os meios de prevenção. Nem o auxílio, nem a disseminação destes meios, nem o aborto devem ser punidos. Deve ser promovido o estabelecimento de clínicas de aborto por toda parte. &#8230; Quanto mais apropriado se tornar o aborto, mais o povo será levado a confiar nele. Também o médico deve obviamente ser competente para tomar essas medidas, sem que isto seja considerado ofensa à honra da profissão médica. A esterilização voluntária também deve ser promovida.» </em></p></blockquote>
<p>Essa instrução sobre a política populacional das regiões orientais ocupadas pelo nacional socialismo vem de Martin Bormann, secretário de Adolf Hitler, em 1941-1942. Após 1945, numerosos chefes nazistas foram enforcados em Nuremberg por sua política racista e genocida. Na Convenção para Prevenção e Punição do Genocídio, de 1948, este crime foi assim definido no art. II: <em>«Uma das medidas principais, que tem a intenção específica de destruir, no todo ou em parte substancial, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso como tal. &#8230; 4) sujeitar o grupo a condições de vida direcionadas a causar a destruiçãp física do grupo no todo ou em parte; 5) impor medidas direcionadas a impedir nascimentos dentro do grupo&#8230;»  </em>Grande parte das medidas de controle da natalidade já estava especificada nas políticas do <em>establishment</em> anglo-americano no começo do séc. 20; Hitler apenas a implantou na Europa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Eugenia nos EUA&#8230;</h2>
<p>Nos Estados Unidos, a quantidade de italianos, poloneses e judeus crescia constantemente e ameaçava, sob o ponto de vista de certas autoridades, a pureza da raça da “aristocracia” WASP (abreviatura, em inglês, de “Branco, Americano, Saxão e Protestante”). Após o assassinato do presidente Willian McKinley, a ascensão de Theodore Roosevelt à Presidência, no período de 1901 a 1909, colocou no poder um declarado representante dessa corrente. [...] Teddy Roosevelt, exigia que a elite estadunidense criasse uma <em>«&#8230;raça forte e poderosa». Em seu livro de 1914, «Race Decadence» («Decadência da Raça»), ele apresentou o seguinte ponto de vista:</em></p>
<blockquote><p><em>«Gostaria muito que os povos errados pudessem ser impedidos inteiramente de se reproduzir; e quando a natureza ruim dessa gente estiver suficientemente flagrante, isto deve ser feito. </em>[...]<em> Os criminosos devem ser esterilizados e pessoas de mente fraca proibidos de deixar descendência&#8230;» </em></p></blockquote>
<p>George Bush (pai), enquanto presidente (1989-1993), tinha um retrato de seu ídolo Teddy Roosevelt em seu gabinete. [...] Em 1969, como presidente do grupo de trabalho republicano sobre recursos naturais e população, convocou para depor notórios racistas como William Shockley e Arthur Jensen, que proclamavam que os negros eram geneticamente inferiores, e que se declarasse favorável a programas de esterilização, para que o sistema de bem-estar social encorajasse a “descendência negativa”. A família Bush pertence aos círculos do <em>establishment</em> anglo-americano que se devotam, desde o começo do século (20) ao movimento eugênico racista.</p>
<p>Em 1932, na Alemanha, a Union Banking Corporation, de Fritz Thyssen, que, de 1924 até os anos 1940, foi dirigida pelo banco de Harriman-Bush, concedeu um generoso crédito equivalente a mais de US$ 100.000 para a campanha eleitoral do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores, inclusive para a campanha de Hitler para a presidência da Alemanha.</p>
<p>Vários personagens importantes desse drama devem ser aqui apresentados: o escritório de advocacia Sullivan &amp; Cromwell, que representa, entre outros, o Banco Morgan, a família Rockefeller, o pai de Bush, Prescott Bush, o empresário ferroviário E.H. Harriman e seus sócios com os nazistas (que teve papel central nas aventuras coloniais de Teddy Roosevelt). Mais tarde o escritório produziu os contratos de negócios anglo-americanos com a Alemanha Nazista.</p>
<p>Quando, em 1919, W. Averell Harriman fundou o banco de investimentos W.A. Harriman &amp; Co., Herbert G. Walker, avô materno de Bush, foi nomeado presidente do mesmo. Em 1926, Prescott Bush ascendeu à sua vice-presidência. A partir de 1931, ele passou também a administrar as finanças pessoais dos Harrimans e a atuar como gerente da empresa. O banco passou a se chamar Brown Brothers Harriman.</p>
<p>Na realidade, o movimento Harriman-Rockefeller implantou total e decisivamente a política racista na América nos anos 20 e 30. As duras leis de cotas de imigração de 1921-24, que até hoje pouco mudaram em substância, surgiram como resultado dos esforços do <em>lobby</em> eugênico estadunidense, reunido em torno dos Harrimans e de seu escritório. As leis foram apresentadas e promovidas na segunda conferência de 1921, em Nova York, organizada por Averell Harriman. Pelos seus termos, apenas as “raças nórdicas” podiam de fato imigrar para os EUA: ingleses, escandinavos e alemães.</p>
<p>Em 1914, o escritório formou a comissão para <em>«&#8230;estudar os melhores caminhos práticos e aconselhar os métodos para acabar com os genes defeituosos do povo estadunidense».</em> O estudo concluiu que cerca de 15 milhões de estadunidenses deveriam ser esterilizados. Assumia-se como comprovado que a preguiça era uma desigualdade social e genética, baseada em predisposições naturais, e portanto, era necessário esterilizar os pobres, criminosos, doentes mentais, tuberculosos, cegos, surdos e epiléticos.</p>
<p>O relatório afirmava:</p>
<blockquote><p><em>«É considerado por algumas escolas de pesquisadores sociais que melhores escolas, igrejas, alimento e vestuário, melhor convivência e vida social remediarão quase toda a inadequação social dos indivíduos. Os estudos do comitê apontam fortemente na direção oposta. Eles provam, conclusivamente, que muita inadequação social é de uma natureza biológica profundamente enraizada e só pode ser remediada pela supressão das raças humanas que a produzem.»</em></p></blockquote>
<p>Como resultado desses esforços, em meados dos anos 1930, já havia leis de esterilização em quase todos os Estados dos EUA. Projetos do gênero foram implementados em grande estilo na Califórnia pela Fundação para a Melhoria Humana, organização depois chamada Associação para a Esterilização Voluntária. Os nazistas estudaram tais “experiências”, intensamente, antes de darem início aos seus próprios “grandes projetos”.</p>
<p>A Associação sobreviveu à 2ª GM. [...] Em 1988, a USAID fechou com a Associação (renomeada Associação para Contracepção Cirúrgica Voluntária) um contrato de cinco anos, no valor de 80 milhões de dólares, para programas de esterilização no exterior. Segundo seus relatórios, a organização acompanha programas do gênero em 58 países da Ásia, América Latina e África, e afirma ter esterilizado 2 milhões de pessoas. Suas operações no exterior são financiadas em 87% pelo Governo estadunidense. [...] No Brasil, em anos recentes, 44% das mulheres férteis foram esterilizadas, de acordo com um relatório do ex-ministro da Saúde, Alceni Guerra. Mas também, no industrializado Canadá, em 1984, 54% de todas as mulheres abaixo dos 50 anos e que usavam contraceptivos estavam esterilizadas.</p>
<p>O terreno do prédio da ONU em Nova York foi presente de John Rockefeller III. [...] O <em>lobby</em> populacional continuou seu trabalho após a 2ª GM, sem perder o ritmo. Acima de tudo, encaravam a pergunta: como, após o fim do colonialismo, poderiam assegurar que as novas nações emergentes, da África, Ásia e América Latina, não obtivessem seu lugar de direito no mundo futuro? Resposta: o <em>NSSM-200</em>.</p>
<p>O Japão, após Hiroshima e Nagasaki, era uma área experimental para “questões populacionais”: naquele ano (1948), sob controle militar estadunidense, o aborto foi legalizado, e, como resultado, a taxa de natalidade japonesa caiu maciçamente. No final dos anos 40, Rockefeller viajou várias vezes à Ásia com John Foster Dulles, tendo participado como conselheiro especial à conferência de paz estadunidense-japonesa de Los Angeles, em 1951. Em 1952, Rockefeller e Dulles fundaram o Conselho de População (Population Concil). Dulles foi presidente da Fundação Rockefeller em 1950-51, antes de ser nomeado secretário de Estado pelo presidente Dwight Eisenhower (1951-1959). Seu irmão Allen foi diretor da CIA até o governo Kennedy.</p>
<p>Frederick Osborn era secretário da Sociedade Eugênica dos EUA, e foi curador do Conselho de População, de 1952 a 1968, e seu presidente, de 1957 a 1959. A ONU também enviou um representante à cerimônia de fundação do Conselho Rockefeller. Hoje, a organização tem numerosos departamentos envolvidos no controle da natalidade, especialmente o UNFPA &#8211; Fundo para Atividades Populacionais. O Conselho de População tem estado no centro do controle do movimento mundial de controle da natalidade. [...] Um relance à carta de fundação do Conselho (que não foi publicada), revela a extensão de suas ações:</p>
<blockquote><p><em>«Pesquisa básica dos processos vivos de proliferação humana; pesquisa aplicada à eficácia das medidas de prevenção-contracepção, considerando costumes, atitudes e circunstâncias da vida das pessoas em regiões com a maior pressão de risco populacional; desenvolvimento de centros de estudo e pesquisa em questões populacionais em regiões com maior pressão populacional; atenção ao significado do trabalho coordenado em demografia, saúde pública, ciência social e outras áreas importantes para a política populacional; treinamento de pessoal de alto nível &#8230; incluindo a garantia de estipêndios para estudos externos &#8230; ; investigação dos aspectos qualitativo e quantitativo da população dos EUA, em relação a possíveis recursos materiais e culturais.»</em></p></blockquote>
<p>Os Rockefellers asseguraram para si mesmos uma influência fundamental sobre o estabelecimento da ONU, com a doação do terreno no qual foi construída a sede da entidade. Rapidamente, aumentou também o tamanho da comissão do Conselho Econômico e Social da ONU, que trabalhava intimamente com o Conselho Rockefeller. Igualmente, as outras organizações da ONU, como a UNESCO, estavam apinhadas de racistas: o primeiro diretor desta foi Sir Julian Huxley, que em 1962, defendeu publicamente o estabelecimento de um programa eugênico. Na mesma época, diretores da FAO sugeriram que fosse considerada a possibilidade de se misturarem substâncias esterililadoras aos alimentos e á água dos países em desenvolvimento.</p>
<p>Em 1959, o Conselho de População organizou uma conferência sobre população mundial em West Point, EUA, com cientistas internacionais importantes, para discutir o controle da fertilidade. Na conferência, o Dr. Pincus, criador da pílula anticoncepcional, apresentou os primeiros resultados das experiências com mulheres portorriquenhas.</p>
<p>John D. Rockefeller III organizou a chamada “Declaração dos Líderes Mundiais”, no qual 30 chefes de Estado (dentre eles a primeira-ministra indiana Indira Gandhi) declaravam a quastão populacional como importante prioridade nacional – a declaração foi apresentada no dia dos Direitos Humanos de 1967 à ONU (ao secretário-geral U Thant).</p>
<p>Em 1967 foi criado o Fundo Curador da ONU para Questões Populacionais. Hoje, transformado (dois anos após) em Fundo para Atividades Populacionais, coordena a política populacional de todas as agências da ONU pelo mundo. A UNESCO, o UNICEF, o PNUD, a FAO, a OIT, têm programas populacionais combinados com as suas “medidas especiais de ajuda”. Os escândalos de Bangladesh, onde as mulheres tinham que se submeter à esterilização em troca de alimentos do programa de ajuda da FAO, deu manchetes principais nos anos 80. Igualmente, os programas especiais de ajuda às mães visam o controle da natalidade. A OMS é outro exemplo da minuciosidade com que se lida na área de “direcionamento da fertilidade”. Com os projetos de pesquisa da OMS, o controle da natalidade foi consideravelmente intensificado. [...] Quem se recordar do <em>«Admirável Mundo Novo»</em>, novela futurista de Aldous Huxley, de 1931, estará certo.</p>
<p>Um dos parceiros mais importantes da ONU (segundo relatórios da UNFRA) nos programas de controle da natalidade é a IPPF &#8211; Federação Internacional de Paternidade Planejada. A entidade foi estabelecida em 1952 em Bombaim, Índia, quase ao mesmo tempo que o Conselho de População. [...] Na Europa, a já conhecida família Osborn estabeleceu a sede da IPPF nas salas da Sociedade Eugênica de Londres. [...] Em 1983, a IPPF ganhou um prêmio da ONU por sua obra na área do “controle populacional”, e é hoje considerada a segunda maior ONG do mundo, logo após a Cruz Vermelha Internacional, mantendo filiais em 103 países, com orçamento anual acima de 100 milhões de dólares, apenas para as atividades internacionais, dos quais mais de 40% vêm dos EUA. [...] A filial brasileira, BEMFAM &#8211; Sociedade de Bem-Estar Familiar, esteve envolvida na esterilização de 44% das mulheres brasileiras em idade fértil, segundo relatórios da USAID. [...] Na maioria dos países a IPPF goza de apoio governamental. [...] Em 1984, o Governo Alemão deu 6 milhões de marcos à seção alemã da IPPF, que lá recebe o nome enganador de Pró-Família. Ela oferece “serviços de planejamento familiar” e educação sexual em todas as cidades alemãs. [...] As gigantescas campanhas para relaxamento das leis sobre o aborto (lema: “Minha barriga me pertence.”), nos EUA e Europa, foram deslanchadas pela IPPF.</p>
<p>Patrono muito influente da IPPF foi o general William Draper, fundador do Comitê de Crise Populacional, e promotor da 3ª Conferência Eugênica, em Nova York, em 1932. [...] No Governo Eisenhower, em 1959, Draper chefiava o comitê presidencial que analisaria a influência da ajuda econômica aos países em desenvolvimento. Embora Eisenhower declarasse, no mesmo ano, que os EUA não se envolveriam em questões populacionais de outros países, o chamado “Relatório Draper” foi o primeiro documento oficial do pós-guerra que apresentou a questão populacional como um problema. Draper era de opinião de que a espécie humana necessitava de um “guarda-caça” (<em>park ranger</em>), que, de tempos em tempos, eliminaria o excesso populacional, como se faz com os animais.</p>
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<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/Margaret-sanger.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-11075" title="Margaret Sanger" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/Margaret-sanger-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" /></a>Margaret Sanger</h2>
<p>Em 1914, Margaret Sanger fundou a antecessora da IPPF, a Liga de Paternidade Voluntária, ou Liga do Controle da Natalidade da América. A partir de 1917, passou a publicar a Revista do Controle da Natalidade, e nos anos 30, fundou o Escritório de Pesquisa Populacional, em cujo conselho diretor estava Frederick Osborn (fundador da Sociedade de Pesquisa Eugênica). Em 1942, por sugestão de Henry Pratt Fairchild (presidente da Sociedade Eugênica Americana), a Liga mudou o nome para Aliança de Planejamento Familiar da América.</p>
<p>Margaret Sanger era, abertamente, neomalthusiana e racista, e foi apoiada pelo <em>establishment</em> estadunidense tão logo seus talentos organizacionais e demagógicos foram reconhecidos. Desde 1902, Margaret frequentava o ambiente boêmio e anarquista de Greenwich Village, em Nova York, onde foi protegida por Emma Goldman, a sacerdotiza do “amor livre”. Em 1901, um dos numerosos amantes de Emma matou a tiros o presidente William McKinley.</p>
<p>Em 1914, Margaret escreveu seu primeiro panfleto intitulado <em>mulheres rebeldes</em>, no qual pontificava: <em>«Não há influência mais degeneradora da ordem social do que o casamento».</em> Sua apologia ao aborto livre resultou num processo do qual escapou fugindo para a Inglaterra, via Canadá. Na Inglaterra, tornou-se amante de Havelock Ellis, autor de mais de 50 livros sobre as mais variadas práticas sexuais, e que a introduziu no consumo da mescalina. Havelock Ellis participava dos círculos de H.G. Wells, Aldous e Julian Huxley, Bertrand Russell, John Maynard Keynes e George Bernard Shaw, e era um eugenista convicto. [...] Quando voltou aos EUA, em 1916, Margaret fundou a primeira clinica de abortos, nas vizinhanças de Nova York, onde viviam judeus e católicos pobres do Leste Europeu. [...] Desde 1925, a Liga para o Controle da Natalidade é financiada pela Fundação Rockfeller, e depois, pela Fundação Ford.</p>
<p>Margaret Sanger era amiga do escritor e agente da inteligência britânica H.G. Wells, que escreveu a introdução de seu livro (dela) <em>«Pivô da Civilização»</em> (<em>«Pivot of Civilization»</em>), publicado em 1922. Nele, ela rotula como inúteis os programas de bem-estar para os pobres, e ataca duramente a Igreja Católica. No prefácio, Wells exige a fundação de um “governo mundial”, ao qual as pessoas  deveriam subordinar a sua liberdade pessoal.</p>
<p>Sir Julian Huxley também pertenceu ao bando de amantes de Margaret Sanger. No seu livro <em>admirável mundo novo</em>, seu irmão Aldous Huxley perpetuou os sonhos dela sobre o sexo livre sem consequências e a introdução de um “Conselho de Supervisão Mundial” para o controle populacional. No enredo, o “Governo Mundial” controlava a humanidade com a droga “soma” e uma ilimitada licenciosidade sexual, por meio da total abolição da família e da punição “artística” do povo.</p>
<p>Em 1923, Margaret Sanger organizou uma conferência em Chicago sobre o tema do controle da natalidade. O objetivo estava claramente formulado no convite:</p>
<blockquote><p><em>«Os altos custos do programa de bem-estar e reabilitação são uma carga em permanente crescimento, pesando sobre todas as comunidades estadunidenses. Os membros independentes e respeitáveis da sociedade devem suportar a carga dos imperfeitos, dos criminosos e dos dependentes. Os recursos óbvios que devem ser fornecidos às  crianças em posição de usar frutiferamente a sua educação, de acordo com seus talentos, são cortados a fim de manter os fracos e desajustados. As autoridades sociais confessam sua inabilidade para extirpar as raízes desse mal. Diminuí-lo não é suficiente. Devemos impedí-lo. Por isto, apelamos aos trabalhadores sociais, doutores, servidores de saúde pública etc para participar.»</em></p></blockquote>
<p>Da agenda constavam temas como <em>«&#8230;pobreza hereditária, decadência moral, custos dos valores sociais e espirituais, custos de doenças, enfermidades, criminalidade e dependência».</em> O relatório final se intitulava: <em>«Eugenia – e Super-raça»</em>.</p>
<p>O “Plano Para a Paz” de Margaret Sanger, de 1932, propunha ainda leis de imigração estrangeiras mais duras, esterilização e separação para os menos afortunados. No <em>«baby-codex»</em> da população estadunidense, ela colocou os custos de ajuda social aos pobres no fim, e propôs o estabelecimento de clínicas de aborto. Seu “Projeto Negro”, de 1939, tinha como objetivo reduzir a população negra do Sul dos EUA e nas cidades. Para tanto, foram treinados médicos e intelectuais negros, porque Margaret compreendeu corretamente que de outra forma as campanhas para aborto e esterilização pelos brancos pareceriam simplesmente uma campanha de extermínio.</p>
<p>Margaret Sanger é também, reputada como a “mãe” da pílula, desenvolvida pelo Dr. Pincus sob comissão da Fundação Rockefeller, e primeiramente testada em portorriquenhos. Nos anos 1920, Margaret contrabandeou diafragmas para os EUA, e depois estabeleceu uma empresa para sua fabricação, com ajuda financeira das famílias Kellogg, McCormick e Roosevelt. Posteriormente, a IPPF se encarregaria da  distribuição maciça de pílulas, DIUs, preservativos etc, o que foi organizado em todos os países do mundo.</p>
<p>Sem dúvida, John Rockefeller III moldou decisivamente a política governamental estadunidense na questão demográfica. [...] Em maio de 1968, ainda no Governo Johnson, Rockefeller se tornou presidente da Comissão Estadunidense para a Divulgação e Política Populacional. [...] Sob influência dessa comissão, o presidente Nixon assinou uma longa “Mensagem ao Congresso Estadunidense” sobre a situação demográfica do país. E perguntou: <em>«Onde viverão os próximos 100 milhões de estadunidenses?»</em> À época, o país tinha uma densidade demográfica de 27 pessoas por km<sup>2</sup> (contra 221 da Alemanha atual).</p>
<p>Em 1970, foi aprovada uma lei para o estabelecimento de uma Comissão Nacional Sobre o Crescimento Demográfico e o Futuro da América, tendo como presidente ninguém menos que John D. Rockefeller III.</p>
<p>Em 1966, George Bush (pai), representante do Texas no Congresso, teve o controle da natalidade o centro de suas atividades. [...] Patrocinou uma audiência após a outra, para as quais todos os conhecidos lobistas malthusianos foram convidados, entre os quais o general Draper e Paul Ehrlich, autor do livro <em>«A Bomba Populacional» </em>(«<em>The Population Bomb»</em>), no qual propunha a esterilização em massa por meio de produtos químicos na água potável.</p>
<p>Diante da crescente pobreza mundial, o desejo ardente de Bush era trabalhar contra a “explosão demográfica” nos EUA e no exterior. A realidade estava na inundação da pobreza que se manifestou nos anos 70 nas cidades estadunidenses, e que hoje choca cada visitante do país que não se restrinja a passeios turísticos, pelas amedrontadoras e enormes quantidades de pobres, sem-tetos e dependentes da Previdência Social. [...] Em discurso, repetindo o que Margaret Sanger já dissera, Bush expressou o medo de que os programas de planejamento familiar (propostos por ele), pudessem ser compreendidos como esforços para “eliminar negros”. De fato, como resultado dos “programas”, o número de esterilizações – sobretudo forçadas entre negros e outras minorias, mas também entre brancos pobres – cresceu maciçamente.</p>
<p>O juiz Gerhard Gesell afirmou, em 1974: <em>«Nos últimos anos, cerca de 100 a 150 mil pessoas de baixa renda foram esterilizadas anualmente, nos programas de fundos federais.»</em> Há provas incontestáveis de que <em>«&#8230;um número indefinido de pobres foi impropriamente coagido a aceitar a esterilização, sob a ameaça de que vários benefícios federais da Previdência seriam retirados se elas não se submetessem à esterilização irreversível»</em>. Gesell concluiu que <em>«&#8230;a linha divisória entre planejamento familiar e eugenia está indefinida»</em>.</p>
<p>De 1970 a 1972, Bush foi embaixador estadunidense na ONU. Em seu primeiro discurso, mencionou como seus principais objetivos as políticas demográficas e ambiental. Aqui ressoa a sua posição sobre “Governo Mundial” e “Nova Ordem Mundial”: <em>«O problema demográfico não é mais assunto particular </em>[...]<em> Está bem claro que um dos principais desafios dos anos 70 será reduzir a fertilidade mundial.»</em> E ele seguiu exatamente tal política nos anos seguintes.</p>
<p>De 1973 a 1976, Bush foi embaixador estadunidense em Pequim, China (a qual foi aceita na ONU em 1971). Na ocasião, a China efetuava a mais brutal política de controle de natalidade do mundo, incluindo o aborto legal até o 9º mês – o infanticídio disseminado – a negação de rações alimentícias e similares a famílias com mais de um filho, e outras medidas. Em 1979, o regime comunista prescreveu a família de um só filho; em 1983, o controle da natalidade foi colocado na Constituição Chinesa. Em 1988, o conselho de população (de Rockefeller) elogiou a política chinesa, afirmando que seria necessário proceder ditatorialmente para se ter “sucesso” neste campo.</p>
<p>Em 1968, com a participação ativa da OTAN, e dos círculos da OCDE &#8211; Organização Para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico, e o conselho de população de Rockefeller, foi fundado o Clube de Roma, sob a presidência de Aurelio Peccei. [...] O Clube de Roma defendia (além da redução drástica da humanidade), explicitamente, a abolição da soberania dos Estados Nacionais, proposta que, desde então, tem estado presente nas inciciativas internacionais sobre população e meio ambiente e, hoje, está óbvia na “Nova Ordem Mundial” de Bush.</p>
<p>O livro <em>«</em><em>Limites ao Crescimento»</em> («<em>Primeiro Relatório Ao Clube De Roma – Limits to Growth»</em>), cuja divulgação ocorreu em paralelo com a artificialmente deflagrada “crise do petróleo”, se tornou a bíblia dos partidários do crescimento zero, que ajudou a decolar o movimento ambientalista, agora com o tema: <em>«Os limites ao crescimento foram alcançados; se não limitarmos imediatamente a população, virá o apocalipse.»</em> Famosos príncipes consortes, como o Príncipe Philip da inglaterra e Bernardo da Holanda ajudam organizações como o WWF – World Wilde Fund for Nature. Tecnologia e crescimento econômico são <em>out</em>, conservação é <em>in</em>, e os aspectos amedrontadores da “explosão demográfica” e da “catástrofe ambiental” foram introduzidas em nossos lares.</p>
<p>Nesse ambiente, ocorreu a conferência mundial sobre população, em Bucareste, em 1974 – a primeira organizada em âmbito governamental. Naturalmente, após a “crise do petróleo” de 1973, o mote ideológico <em>«&#8230;nenhuma tecnologia – mas controle da natalidade – para os países em desenvolvimento&#8230;»</em> não poderia ser melhor. O Governo dos EUA estava firmemente nas mãos do <em>lobby</em> dos Rockefeller, e elaborou o esboço de um chamado “plano de ação mundial” para reduzir o crescimento da população global. A inspiração, como hoje sabemos, veio de Henry Kissinger.</p>
<p>O objetivo do “plano de ação mundial” estava delineado no <em>Memorando NSSM-200</em>. [...] Mas, ainda em Bucareste, surgiu uma oposição nas fileiras dos países em desenvolvimento, liderada pela Argélia, que viu corretamente, no plano, uma tentativa imperialista de privá-la da sua soberania e negar-lhe o desenvolvimento econômico. [...] O <em>lobby</em> malthusiano registrou a derrota e tomou providências. Sintomaticamente, no período subsequente, as melhores personalidades líderes dos países em desenvolvimento foram, uma a uma, derrubadas ou assassinadas.</p>
<p>George Bush (pai) foi, finalmente, eleito presidente de 1989 a 1993. Nesse período, o conflito Norte-Sul entrou numa nova fase: do controle da natalidade por meios econômicos e políticos, passou-se à aberta militarização do conflito. A invasão do Panamá, no final de 1989, foi uma amostra disto, o mesmo ocorrendo com a guerra contra o Iraque.</p>
<p>Hoje, a política de controle da natalidade representa uma grande ameaça à paz mundial. Se não quisermos sofrer um colapso no século 21, com uma guerra mundial e uma barbárie sem paralelo, devemos parar com as atividades do <em>lobby</em> da morte e voltar à política no sentido como a entendia e praticava o presidente francês Charles de Gaulle, que afirmou (23/04/1960):</p>
<blockquote><p><em>«Em nossos tempos, não pode haver uma verdadeira paz sem desenvolvimento. Nos países em desenvolvimenmto vivem dois bilhões de pessoas. Creio que a grande tarefa do mundo – acima e além de todas as teorias, doutrinas e governos – é ajudá-las a saírem da miséria.»</em></p></blockquote>
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<h2>Higiene racial</h2>
<p>Antes de Theodore Roosevelt (e de Gifford Pinchot), já na década de 1840, nos EUA, os grupos oligárquicos haviam criado a Sociedade Etnológica Americana (1842), e o Instituto Smithsoniano (1846), com a finalidade de promover um ideário racista e malthusiano de superioridade racial da população anglo-saxônica, a redução da população não-branca – e não-protestante – e o controle dos recursos naturais.</p>
<p>Em coerência com o “conservacionismo” (ambiental), T. Roosevelt também foi um promotor de teses de “higiene racial” – ou eugenia. Esta pseudociência foi criada no final do século 19 pelo inglês Francis Galton (primo de Charles Darwin). Seu objetivo declarado era o “melhoramento” da espécie humana:</p>
<blockquote><p><em>«&#8230;dar às raças ou linhagens de sangue mais aptas, uma melhor chance de prevalecer rapidamente sobre as menos aptas.»</em></p></blockquote>
<p>Nos EUA, o centro do movimento para o “melhoramento racial” era o Museu de História Natural de Nova York (então dirigido por Henry Fairfield Osborn). Os adeptos da eugenia nos EUA propunham, entre outras medidas, a esterilização forçada de inválidos e deficientes físicos, e a restrição da imigração de indivíduos não-brancos para o país.</p>
<p>Em 1932, Osborn, Averell Harriman, John D. Rockefeller e Andrew Carnegie (todos destacados membros do <em>establishment</em> anglo-americano) organizaram a 3ª Conferência Eugênica Internacional, em Nova York, na qual foi eleito para a presidência da federação internacional de organizaçõpes eugências, o Dr. Ernst Rüdin, o qual, anos depois, escreveria as leis raciais do regime nazista de Adolf Hitler.</p>
<p>A associação de teorias racistas com o “conservadorismo” ambiental frutificou na Alemanha nazista – o primeiro país europeu que estabeleceu um sistema policial de proteção de reservas naturais e de <em>habitats</em> silvestres, por meio de grupos especiais de tropas SS. Igualmente, os nazistas se horrorizavam com a construção de usinas hidroelétricas nos rios “sagrados”, e aprovavam várias leis sobre os direitos dos animais. Segundo a escritora inglesa Anna Branwell, os nazistas foram os primeiros ambientalistas radicais a governar um Estado, além de terem influenciado <em>«&#8230;alguns dos dogmas do ambientalismo britânico»</em>.</p>
<p>Após a 2GM, as atrocidades cometidas pelos nazistas em nome do “melhoramento racial” tornaram a eugenia altamente impopular. Assim, os oligarcas anglo-americanos que apoiavam o movimento eugênico transferiram seus esforços para o “controle demográfico” e a “conservação ambiental”. Esta reorientação foi elaborada pelos mais altos órgãos de planejamento estratégico da oligarquia britânica: o RIIA e o Pep &#8211; Planejamento Político E Econômico (criado em 1931) – com o apoio direto da Sociedade Zoológica de Londres e da Real Sociedade Geográfica.</p>
<p>Os dois “engenheiros sociais” mais profundamente envolvidos no projeto foram Julian Huxley e Max Nicholson, ambos membros do PEP britânico, e da Sociedade Eugênica (Huxley foi seu presidente de 1936 a 1944). Em 1948, ambos desempenharam papel fundamental na fundação da Unesco – Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura, para a qual Huxley foi nomeado primeiro-secretário-geral. Na carta de fundação dessa nova entidade, Huxley coloca entre as suas finalidades a promoção da necessidade da eugenia e da proteção da vida silvestre. Para Huxley, escreveu ele:</p>
<blockquote><p><em>«A proliferação do homem deve estar em segundo lugar, depois da conservação de outras espécies.»</em></p></blockquote>
<p>No mesmo ano (1948), Huxley e Nicholson foram os mentores da criação das duas primeiras organizações ambientalistas do <em>Establishment</em> anglo-americano, a UICN – União Internacional para a Conservação da Natureza e a Conservation Foundation dos EUA. A carta de constituição da UICN foi elaborada pelo Foreign Office, do Governo Britânico, por solicitação direta de Nicholson.</p>
<p>Participando tanto da UICN quanto da Conservation Foundation (como patrocinadores) figura Frederick Fairfield Osborn (sobrinho de Henry Fairfield Osborn), o qual foi um dos pioneiros da literatura apocalíptica sobre sistemas ambientais – com a publicação do livro <em>«Our Plundered Planet»</em> (<em>«Nosso Planeta Espoliado»</em>), no qual, já em 1948, alertava para a ameaça de “destruição” do planeta pela superpopulação e pelo uso indevido dos recursos naturais.</p>
<p>Para Huxley e Nicholson, a “conservação da vida silvestre” representava elemento crucial para a implementação de um “Governo Mundial”. Para não deixar dúvidas sobre as reais intenções da UICN – União Internacional para a Conservação Da Natureza, recentemente, seu diretor David McDowell afirmou que <em>«&#8230;a anacrônica noção de que os Estados Nacionais são os únicos agentes legítimos para implementar políticas de desenvolvimento, tem que morrer»</em>. Em outra ocasião, McDowell expressou sua repulsa pela existência de fronteiras nacionais que separavam ecossistemas e dificultavam a cooperação entre os “eco-gerentes” – propondo a criação de “Parques da Paz” para reduzir as tensões históricas ao longo das fronteiras de países conflitantes.</p>
<p>Os ensinamentos evolucionistas de Darwin, sobre a “seleção natural” dos mais capacitados e o consequente direito do mais forte constituem até hoje a base “científica” do <em>lobby</em> malthusiano.</p>
<p>Henry Fairfield Osborn foi presidente da sociedade eugênica americana, e por seus serviços ao movimento engênico, Hitler o condecorou com a Medalha Goethe. Seu sobrinho Frederick Osborn ajudou a fundar a Associação de Pesquisa Eugênica, em Cold Spring Harbor. Os dois Osborn ajudaram a família Rockefeller a fundar o Conselho de População, em 1952 – da qual Frederick seria curador, e depois presidente.</p>
<p>Henry Fairfield Osborn pronunciou o discurso de abertura perante os notáveis, no qual defendeu a eugenia, afirmando a necessidade de que o homem conservasse os recursos naturais escassos (observe-se já aí a vinculação entre eugenia e a “conservação” da Natureza).</p>
<blockquote><p><em>«Cheguei à conclusão de que o excesso populacional e o subemprego devem ser vistos como irmãos gêmeos. Deste ponto de vista, até opino que os EUA está superpovoado atualmente &#8230; Na Natureza, os indivíduos menos capazes desaparecerão gradualmente, mas na civilização nós os estamos conservando nas comunidades, esperando que eles achem emprego em dias melhores. Este é outro exemplo da civilização humana indo diretamente contra a ordem da Natureza, e encorajando a sobrevivência dos menos capazes</em>.»</p></blockquote>
<p>O Dr. Alexis Carrel, colaborador do Instituto Rockefeller (e ganhador do Prêmio Nobel de 1912 em Medicina), foi um dos cientistas que desde cedo apoiaram os cientistas racistas e nazistas, oferecendo conselho e aprovação. Em seu livro <em>«</em><em>O Homem, Esse Desconhecid»</em>, publicado em 1935 (e traduzido depois para nove idiomas), Carrel propunha, no capítulo final (intitulado <em>«</em><em>Para Construir Novos Homens»</em>), a morte na câmara de gás dos doentes mentais e criminosos, em pequenas instituições de eutanásia.</p>
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<h2>Frases de neomalthusianistas famosos</h2>
<p><strong>Carlos Vicente — da “Ação Internacional pelos Recursos Genéticos”: </strong><em>«Precisamos substituir o transporte de carros individuais, que consomem muita gasolina e álcool, pelo transporte coletivo,</em> (…) <em>as conseqüências perversas do aquecimento do planeta, das mudanças climáticas, podem levar para pressionar os governos a que realizem tais mudanças.»</em> (revista <em>Biodiversidad</em>, 04/06/2007).</p>
<p><strong>David Attenborough — diretor de </strong><em><strong>«The Optimum Population Trust»</strong></em><strong>: </strong><em>«Eu já vi a vida selvagem ameaçada pela crescente pressão humana em todo o mundo, e não é por causa da economia ou da tecnologia. É que por trás de cada ameaça está a estarrecedora explosão dos números da população humana.» &#8230; «Qualquer ambientalista sério sabe perfeitamente bem que o crescimento da população é o cerne de todos os problemas ambientais.»</em> (<em>The Telegraph</em>, 14/04/2009)</p>
<p><strong>David Foreman — porta-voz da ONG Earth First!: </strong><em>«Eu não vejo outra solução para evitar a ruína da Terra salvo uma drástica redução da população humana.»</em> (Citado por Gregg Easterbrook em <em>«The New Republic»</em>, 30/04/1990, p. 18); <em>«O homem não é mais importante do que qualquer outra espécie… Bem poderia ser que nossa extinção conserte as coisas.» </em>Citado por John Fayhee na revista <em>Backpacker</em>, setembro/1988, p. 22.</p>
<p><strong>David Graber — do U. S. National Park Services: </strong><em>«Nós viramos uma praga para nós mesmos e para a Terra. É cosmicamente improvável que o mundo desenvolvido opte por acabar com a orgia de consumo de energia fóssil, e que o Terceiro Mundo abandone seu consumo suicida da natureza. Enquanto o Homo Sapiens não voltar ao estado de natureza, para alguns de nós só resta aguardar o vírus certo para ficarmos sozinhos.»</em></p>
<p><strong>Faye Dunaway — porta-voz de </strong><em><strong>«Mother Earth/Gaia»</strong></em><strong> na série </strong><em><strong>«Voice of the Planet»</strong></em><strong>: </strong><em>«Você acha que Hiroshima foi ruim, mas eu quero te dizer: Hiroshima não foi suficientemente ruim!»</em></p>
<p><strong>James Lovelock — teorizador da Terra como ser vivo ou Gaia: </strong><em>«Temos bocas demais para alimentar e o inverno se aproxima. Se acontecer o aumento da temperatura que eu prevejo de 6 a 8° C, a civilização poderia estar ameaçada: nós veremos uma extinção em massa das espécies; a agricultura ficará impossível em boa parte do globo. Não haverá alimentos suficientes, haverá conflitos, a humanidade concentrar-se-á em volta das regiões polares.»</em> Livro <em>«A Vingança de Gaia»</em>.</p>
<p><strong>John Holdren — assessor para Ciência do presidente Obama: </strong><em>«Um envolvente Regime Planetário controlaria o desenvolvimento, administração, conservação e distribuição de todos os recursos naturais, renováveis e não-renováveis. Ele teria o poder de controlar a poluição não só da atmosfera e dos oceanos, mas também da água doce de rios e lagos. Regularia todo o comércio incluindo todos os alimentos. Ele determinaria a população ótima para o mundo. Ele deveria ter poder para impor limites populacionais aos países. E se Vs. querem saber quem faria o aborto e a esterilização de massa forçados, eu respondo: “pois o Regime Planetário, com certeza!”»</em> (Livro: <em>«Ecoscience: Population, Resources, Environment»</em>)</p>
<p><strong>Jeremy Hsu — jornalista: </strong><em>«As extinções massivas serviram como grandes teclas para dar um reset que mudaram drasticamente a diversidade das espécies no mundo… </em>(…) <em>Alguns cientistas especulam que os efeitos causados pelos humanos ‒ desde a caça até a mudança climática ‒ estão impulsionando outra grande extinção de massa.»</em></p>
<p><strong>Leonardo Boff — ex-frade e teólogo da libertação: </strong><em>«A roda do aquecimento global não pode mais ser parada, </em>(…) <em>a Terra como conjunto de ecossistemas já se tornou insustentável porque o consumo humano, especialmente dos ricos que esbanjam, já passou em 40% de sua capacidade de reposição. Esta conjuntura pode levar a uma tragédia ecológico-humanitária de proporções inimagináveis e, até pelo final do século, ao desaparecimento da espécie humana.»</em> (<em>Agência Adital</em>)</p>
<p><strong>Michael Oppenheimer — professor de Geociências e Relações internacionais, Universidade de Princeton: </strong><em>«Não podemos permitir que outros países tenham o mesmo número de carros, o mesmo patamar de industrialização que nós temos nos EUA. Nós temos que parar esses países do Terceiro Mundo exatamente onde eles estão.»</em></p>
<p><strong>Monika Kopacz — pesquisadora e ativista: </strong><em>«Só o exagero sensacional cria o caso que vai atrair a atenção dos políticos e dos leitores. Então, sim, os climatólogos podem exagerar, mas no mundo de hoje essa é a única forma de garantir qualquer ação política e, mais ainda, mais verbas federais.»</em></p>
<p><strong>Paul Ehrlich — professor da Universidade Stanford: </strong><em>«Fornecer energia abundante e barata à sociedade equivaleria a dar uma metralhadora a uma criança idiota.»</em><strong> </strong>No livro <em><strong>«The Population Bomb»</strong></em>, <em>Ballantine Books, </em>1968: <em>«Um câncer é uma multiplicação descontrolada de células; a explosão populacional é uma multiplicação descontrolada de pessoas… Nossos esforços devem passar do tratamento dos sintomas para a extirpação do câncer… Nós devemos ter um controle populacional… compulsivo se os métodos voluntários fracassam.»</em></p>
<p><strong>Paul Singer — apologista da “economia solidária”: </strong><em>«O padrão de consumo no mundo vai ter que mudar. Teremos que fazer um só automóvel levar mais gente, criar bolsões de bicicleta e ciclovias, entre outras coisas. O aquecimento global deve ser contido o mais depressa possível. Teremos que voltar a uma dieta de cereais. Seremos condenados à fome se não mudarmos nossa forma de alimentação.»</em></p>
<p><strong>Rajendra K. Pachauri — presidente do IPCC: </strong><em>«Há necessidade de mudar os estilos de consumo. Reduzir o tamanho da indústria pecuarista por meio da redução do consumo é a via mais efetiva para cortar as emissões de gases estufa. </em>(…) <em>Uma mudança nos níveis de consumo será necessário para ter um CO<sub>2</sub> baixo e uma sociedade sustentável.» «O estilo de vida ocidental é insustentável. Eu não entendo por que não pode haver um medidor em cada quarto de hotel para registrar quanto V. consome com o ar condicionado ou aquecimento e depois V. pagar. Com mudanças deste tipo, poder-se-ia obter que o pessoal comece a medir seus atos consumistas. O uso de carros deve ser reprimido. Acho que podemos manipular os preços para regular o uso de veículos particulares. Os restaurantes oferecerem água gelada aos clientes, um esbanjamento enorme. Acho que </em>(…) <em>os adultos foram corrompidos por causa dos caminhos que percorremos há anos.»</em> (<em>The Observer</em>, 29/11/2009)</p>
<p><strong>Ross Gelbsan — ativista ambiental: </strong><em>«Não somente os jornalistas não estão obrigados a informar o que dizem os cientistas céticos sobre o aquecimento global. Eles estão obrigados a não noticiar o que esses cientistas dizem.»</em></p>
<p><strong>Stephen H. Schneider — professor de Biologia Ambiental e Mudança Global na Universidade Stanford: </strong><em>«Isso, naturalmente, implica a obtenção de muita cobertura da mídia. Portanto, temos que oferecer cenários assustadores, fazer simplificações, declarações dramáticas, e fazer pouca menção de quaisquer dúvidas que possamos ter.»</em></p>
<p><strong>Stewart Brand — em </strong><em><strong>«The Whole Earth Catalog»</strong></em><strong>: </strong><em>«Nós fazíamos votos… por um desastre ou por uma mudança social vindoura que nos catapultasse de volta para a idade de pedra.»</em> Brand abdicou de muitas idéias extremistas partilhadas com ambientalistas.</p>
<p><strong>Ted Turner — bilionário fundador da CNN: </strong><em>«O ideal seria que a população mundial fosse de 250-300 milhões de pessoas, quer dizer uma diminuição de 95% dos níveis atuais.»</em></p>
<p><strong>Thomas E. Lovejoy — conselheiro do Banco Mundial: </strong><em>«O planeta está no ponto de ser tomado pela febre, se é que já não o fez, e nós humanos somos a doença. Nós deveríamos estar em guerra contra nós mesmos e contra nossos estilos de vida.»</em></p>
<p><strong>Via Campesina Internacional — </strong><em>«As atuais formas globais de produção, consumo e mercado causaram uma destruição massiva do meio ambiente, incluindo o aquecimento global, as espécies animais e vegetais estão desaparecendo num ritmo sem precedentes. Exigimos urgentemente: 1) O desmantelamento completo das companhias de agrocombustíveis. 2) A substituição da agricultura industrializada pela agricultura sustentável apoiada por verdadeiros programas dereforma agrária.»</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Conclusão: a sustentabilidade como um disfarce malthusiano</h2>
<p>Como pode-se, de antemão, compreender, apesar das iniciativas acima descritas, não funcionaram totalmente, pois a população mundial continuou crescendo, mormente nos países periféricos, bem como o sesenvolvimento sócio-econômico, hoje em dia, engloba praticamente todas as nações do globo – exceto as de alguns países claramente falidos, como grande parte daqueles do cntinente africano. Estima-se que em finais deste século, a população mundial esteja por volta dos 11 bilhões de pessoas, quando então, segundo especialistas, haverá de se estabilizar (não se sabe, inclusive, exatamente, por quê).</p>
<p>Estabilizada ou não, como sustentar essa massa humana? Com os mecanismos/programas/ações decorrentes da noção de “sustentabilidade”, certamente. Haverá, no entanto, alguma forma de conter o consumo de bens naturais do planeta, mesmo que sejam utilizados recursos renováveis, que se pratique, ostensivamente, a reciclagem e outras providências do gênero? Resposta: não. Então qual seria (ou, qual é) a solução? A sustentabilidade, encarada, dessa vez, sob a ótica da severa diminuição da industrialização mundial e da redução drástica da polpulação do mundo.</p>
<p>Isso é o mesmo que o malthusianismo? Sim, é. É o mesmo que o ambientalismo, com suas restrições ao avanço sócio-econômico? Sim, é. A suatentabilidade, portanto, tem raízes não só na eugenia, quanto no severo controle populacional, bem como no malthusianismo (que permeia tudo isso) – e é o novo nome, talvez mais politicamente correto, do ambientalismo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Solução final: a diminuição da população mundial</h2>
<p>Isso já está em curso, em especial nos países tidos pelas elites ocidentais como “perigosos” e/ou “excedentes”. E esse movimento começa na Àfrica. É claro o fomento de guerras intestinas e a manutenção da fome na maioria de seus países – assim como a completa inassistência médica no que diz respeito às doenças tropicais endêmicas e ao avanço da AIDS. A fome é mantida como, provavelmente, a mais severa e desumana forma de genocídio em África.</p>
<p>Só para se ter uma idéia, toda a fome do mundo poderia ser resolvida se fosse utilizado para isso apenas o orçamento de um mês do Pentágono. Quer dizer, só não se resolvem essas questões porque não se quer.</p>
<p>Esse é o lado negro da “sustentabilidade”. Como a redução do consumo dos recursos naturais com uma mudança radical no <em>modus vivendi</em> da população mundial desenvolvida, com o ingresso nesse mundo desenvolvido e industrializado de países em desenvolvimento que rapidamente se tornam desenvolvidos, onde o consumo impera sem que possa ser impedido – a solução para minorar e/ou retardar o fim dos recursos naturasis do planeta só pode ser a maciça redução da população mundial  – e, repito, isso já está sendo feito, abertamente, em África.</p>
<p>E fica a mídia martelando na nossa cabeça essa lenga-lenga de sustentabilidade. Hoje, tudo é sustentável: banco sustentável, casa sustentável, emprego sustentável, energia sustentável, carro sustentável etc etc. Mas o que, certamente, será a única coisa sustentável mesmo, é o extermínio quase total da raça humana. Mesmo assim, se a Humanidade constasse de uma única família de cinco pessoas, um dia os recursos naturais também acabariam, talvez a uns três ou quatro bilhões de anos, mas acabariam. A sutentabilidade, portanto, é uma falácia, um disfarce para o malthusianismo, para a eugenia e o genocídio. Nada mais sinistro.</p>
<blockquote><p><strong><span style="color: #ff0000;">Seria, realmente, muito bom se esses tolos, ingênuos, politicamente corretos e/ou ignorantes, parassem com esse negócio de sustentabilidade, atribuindo essa &#8220;qualidade&#8221; a tudo aquilo que, de alguma forma necessite de um <em>marketing</em> adicional. Eles não sabem o quê e de quê estão falando. Provavelmente, acham que sustentabilidade é um novo tipo de moda e saem por aí repetindo isso sem saber o que o conceito realmente significa e suas verdadeiras raízes. Talvez, depois de lerem esta matéria, eles se manquem pelo fato de verificar que, no fundo, no fundo, a sustentabilidade, o desenvolvimento sustentável etc, tem, por trás, conceitos sinistros, malignos e anti-humanos&#8230;</span></strong></p></blockquote>
<p align="right"> <strong><em>Humberto Camargo</em></strong></p>
<p align="right"><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-23dJpegMicro.jpg"><img class="size-full wp-image-9606 alignright" title="harpia-23dJpegMicro" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-23dJpegMicro.jpg" alt="" width="80" height="45" /></a></p>
<p style="text-align: left;" align="right"><strong>Imagens →</strong> <a href="http://holosgaia.blogspot.com/">http://holosgaia.blogspot.com</a> ; <a href="http://radiocristiandad.wordpress.com/">http://radiocristiandad.wordpress.com</a></p>
<p style="text-align: left;" align="right"><a href="http://www.answers.com/">http://www.answers.com</a></p>
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		<title>Thomas Lovejoy “strikes again”</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Sep 2011 18:40:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há décadas, o biólogo estadunidense Thomas Lovejoy é um dos influentes integrantes das campanhas do movimento ambientalista internacional na Amazônia brasileira. Entre as suas contribuições, foi o idealizador da esdrúxula proposta de trocas de “dívida-por-natureza” (debt-for-nature swaps), que permitiria o abatimento de parcelas das dívidas externas de países dotados de grandes áreas florestais em troca de compromissos com a preservação destas. Embora não tenha proliferado, a proposta foi o embrião dos dispositivos financeiros que, atualmente, seduzem governos – como o brasileiro – para aderir a mecanismos compensatórios semelhantes, sob pretexto do combate ao aquecimento global.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp"><img class="aligncenter size-full wp-image-10770" title="msiA iNFORMA" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp" alt="" width="235" height="49" /></a></p>
<p><strong>Há décadas, o biólogo estadunidense Thomas Lovejoy é um dos influentes integrantes das campanhas do movimento ambientalista internacional na Amazônia brasileira. Entre as suas contribuições, foi o idealizador da esdrúxula proposta de trocas de “dívida-por-natureza” (<em>debt-for-nature swaps</em>), que permitiria o abatimento de parcelas das dívidas externas de países dotados de grandes áreas florestais em troca de compromissos com a preservação destas. Embora não tenha proliferado, a proposta foi o embrião dos dispositivos financeiros que, atualmente, seduzem governos – como o brasileiro – para aderir a mecanismos compensatórios semelhantes, sob pretexto do combate ao aquecimento global.</strong></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/Thomas-Lovejoy.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-10867" title="Thomas-Lovejoy" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/Thomas-Lovejoy-300x168.jpg" alt="" width="374" height="209" /></a></p>
<h2> Presença suspeita</h2>
<p>Recentemente, Lovejoy foi um dos especialistas consultados para a elaboração do relatório «<em>Brasil Global e Relações EUA-Brasil»</em>, recém publicado pelo Conselho de Relações Exteriores (CFR), um dos mais influentes órgãos deliberativos do <em>establishment </em>estadunidense, que convida o Brasil a investir no molde de uma “potência ambiental” e grande exportador de matérias-primas e energia (<em>MSIa Informa</em>, 11/08/2011).</p>
<p>Em 16 de agosto, a <em>Folha de S. Paulo</em> publicou uma entrevista com ele, que está de férias no País. Mas, aparentemente, sua visita tem outras finalidades, pois coincide com uma intensa mobilização do aparato ambientalista para tentar influenciar a votação do projeto de reforma do Código Florestal, atualmente em tramitação no Senado. Não por acaso, a entrevista à<em> </em><em>Folha</em> foi orientada para a ideia de que o Código não precisa de mudanças.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Continua o alarmismo</h2>
<p>Fiel ao alarmismo que tem caracterizado a sua militância “verde”, ele sugere que a devastação na Amazônia pode estar chegando a um limite irreversível. Em suas palavras:</p>
<blockquote><p><em>«O Banco Mundial pôs 1 milhão de dólares num estudo que projeta pela primeira vez os efeitos de mudança do clima, queimada e desmatamento juntos. Os resultados sugerem que poderia haver um ponto de inflexão em 20% de desmatamento [da floresta original]. Estamos bem perto, 18%. Isso significa que áreas do sul e sudeste da mata vão começar a secar e se transformar em cerrado. É como jogar uma roleta de dieback </em>[colapso]<em> na Amazônia.»</em></p></blockquote>
<p>Segundo ele, tal limite poderia ser atingido em pouco tempo:</p>
<blockquote><p><em>«Não fiz cálculos, mas não tomaria muito tempo. Pode ser cinco anos, se continuar assim. Claro que [a devastação] traz implicações para os padrões de chuva, incluindo as áreas agroindustriais de Mato Grosso e mais ao sul, até o norte da Argentina.»</em></p></blockquote>
<p>Questionado pela jornalista Anna Virginia Balloussier, sobre a rigidez da legislação ambiental brasileira, comparada à dos EUA, onde <em>«sequer estão na mesa criar coisas como a reserva legal»</em>, Lovejoy saiu-se com a seguinte:</p>
<blockquote><p><em>«Só estou tentando pensar no que faz sentido para o Brasil, não necessariamente no que faz sentido o Brasil fazer para o resto do mundo. O atual Código Florestal é um dos mais visionários [sic] do planeta. Nos EUA, temos de pagar o preço de não ter tido essa visão há muito tempo. E também não temos florestas tropicais, mais sensíveis.»</em></p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Recados ambientalistas</h2>
<p>Outra pergunta, sobre a avaliação da atitude da presidente Dilma Rousseff no debate, lhe proporcionou transmitir diretamente o “recado” do aparato ambientalista:</p>
<blockquote><p><em>«Até agora, parece muito prático, sério. Como ela vai responder a qualquer que seja o Código Florestal será, claro, um grande teste. Mas ter deixado claro que o governo Dilma não aprovaria a anistia [aos desmatadores] é um sinal bem positivo. O que é perigoso, na lei, é a ideia de dar o poder de demarcar as reservas legais aos Estados. Se você vai administrar a Amazônia como sistema, precisa ser consistente.»</em></p></blockquote>
<p>Da mesma forma, ele assim respondeu à pergunta sobre se o Brasil é capaz de cuidar sozinho da Amazônia:</p>
<blockquote><p><em>«O BNDES tem de ser cuidadoso com os projetos de infraestrutura, pois há todos os outros países [amazônicos]. O Brasil não deveria segurar a responsabilidade sozinho. A Amazônia é um elemento-chave no funcionamento do mundo. É do interesse de outros países ajudar o Brasil.»</em></p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Chantagem ambientalista</h2>
<p>Como se percebe, é a mesma surrada agenda do ambientalismo desde a década de 1980: na época, a “soberania restrita” sobre a Amazônia; hoje, “responsabilidades compartilhadas”, com apoio externo em troca de que o País abra mão de desenvolver e modernizar a economia amazônica.</p>
<p>Para concluir, não poderia faltar uma menção ao aquecimento global:</p>
<p><em>Folha</em> — <em>«Parte da comunidade científica minimiza o papel do homem no aquecimento global. O que o sr. acha?»</em></p>
<p>Lovejoy — <em>«Não há quase nenhum cientista com credibilidade que acredite nisso. Nos últimos 10 mil anos, a história climática do planeta foi bem estável. Agora, nós o estamos mudando. Está claro que 2ºC a mais é muito para a Terra.»</em></p>
<p>Como sabe qualquer pessoa com um conhecimento perfunctório da história climática do Holoceno, os últimos 12 mil anos em que a Civilização tem existido, grande parte deste período tem experimentado temperaturas mais elevadas que as atuais. O mesmo ocorreu com os níveis do mar, que chegaram a ser 3-4 metros superiores aos atuais, há 5000-6000 anos, no chamado Holoceno Médio.</p>
<p>Em suma, mesmo “de férias”, convém prestar (muita) atenção à movimentação de Lovejoy.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Quem é Thomas Lovejoy</h2>
<p>Thomas E. Lovejoy III é um veterano integrante do movimento ambientalista internacional, sendo um dos seus mais graduados especialistas em assuntos referentes à Amazônia, região onde tem trabalhado desde a década de 1960. Seu currículo inclui importantes posições em diversas áreas do aparato ambientalista. Entre outras, foi diretor do Fundo Mundial para a Natureza (WWF) nos EUA, diretor do Instituto Smithsoniano e conselheiro do Departamento de Estado para assuntos de biodiversidade e meio ambiente. Atualmente, é assessor da Presidência do Banco Mundial e da Presidência da Universidade das Nações Unidas, presidente do Centro Heinz para a Ciência, Economia e Meio Ambiente (ligado à influente Fundação Heinz) e professor da Universidade George Mason.</p>
<p>O seu verbete na <em>Wikipedia</em> informa, também, que ele foi o introdutor da expressão “diversidade biológica”, na década de 1980. Da mesma forma, ele criou o conceito das “ilhas” de biodiversidade, que ficaram conhecidas como “ilhas de Lovejoy”. Segundo ele, suas observações na Amazônia revelaram que, quando o desmatamento da floresta deixava pequenas parcelas com a vegetação original, estas áreas diminutas perdiam a sua biodiversidade, com a fuga das aves e morte das árvores.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Alarmista, como sempre</h2>
<p>O verbete também menciona, sem dar detalhes, uma citação sua sobre o impacto das ações humanas na biodiversidade:</p>
<blockquote><p><em>«Centenas de milhares de espécies perecerão, e esta redução de 10-20% da biota terrestre ocorrerá em mais ou menos a metade do período de uma vida humana&#8230; Esta redução da diversidade biológica do planeta é o assunto mais fundamental do nosso tempo.»</em></p></blockquote>
<p>Como se pode perceber, as ideias de Lovejoy têm representado importantes ferramentas de trabalho para o ambientalismo e suas campanhas intervencionistas, em especial, no Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Afirmações sem base científica, para variar&#8230;</h2>
<p>Quanto à precisão científica delas, é outra história. A falta de fundamentação para o catastrofismo de Lovejoy <em>et alii</em> fica evidenciada, por exemplo, em seus prognósticos sobre a extinção de espécies. Um dos poucos que se deram ao trabalho de verificar a origem desses valores foram o economista Julian Simon e o cientista político Aaron Wildavsky. Na década de 1980, depois de levantar muitas referências retroativas, eles chegaram a Lovejoy e seu colega Norman Myers. O primeiro, então no WWF, era citado no relatório Global 2000, divulgado em 1977 pelo governo dos EUA, afirmando que, <em>«das 3-10 milhões de espécies hoje presentes na Terra, pelo menos 500.000-600.000 serão extintas durante as próximas duas décadas»</em>.</p>
<p>Em um artigo conjunto publicado no livro <em>The Resourceful Earth</em> (1984), editado por Simon e Herman Kahn, Simon e Wildavsky observam:</p>
<blockquote><p><em>«A base para qualquer projeção para o futuro útil deve ser um conjunto de dados coletados em situações que englobem as condições esperadas, ou que possam ser racionalmente extrapolados para as condições esperadas. Porém, nenhuma das referências de Lovejoy contém qualquer conjunto de dados cientificamente relevante. A única fonte publicada mencionada para a sua tabela principal é um livro de Norman Myers, ‹The Sinking Ark›, escrito sob os auspícios de um comitê do qual Lovejoy é um dos três membros. Os textos de Myers e Lovejoy, que não são independentes, parecem ser a única fonte básica de todos os amplamente discutidos prognósticos sobre extinções de espécies.»</em></p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Incrível suposição</h2>
<p>No livro de Myers, encontra-se a seguinte observação: <em>«Suponhamos que&#8230; a quarta parte final deste século presencie a eliminação de um milhão de espécies – uma perspectiva longe de ser improvável. Isto se traduziria&#8230; numa taxa de extinção média&#8230; superior a 100 espécies por dia.»</em></p>
<p>Aí está, sem rodeios, a origem dos números escabrosos que têm sido repetidos como mantras desde então: nada mais, nada menos que simples suposições, sem qualquer valor científico real, como demonstraram Simon e Wildavsky.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Abrindo o jogo</h2>
<p>Em uma entrevista publicada em 1983, Lovejoy falou abertamente sobre os objetivos da estratégia ambientalista:</p>
<p>Lovejoy — <em>«Eu quero esclarecer uma coisa agora mesmo: algumas pessoas têm circulado histórias maldosas de que o WWF está tentando parar todo o investimento no setor em desenvolvimento, que não queremos nenhuma indústria, que tudo em que estamos interessados são em plantas e animais. Isto é uma mentira&#8230;»</em></p>
<p>Pergunta — <em>«Mas o WWF não se coloca ao lado dos animaizinhos e plantas exóticas, contra o desenvolvimento industrial e de exploração de recursos naturais em certas áreas?»</em></p>
<p>Lovejoy:</p>
<blockquote><p><strong><span style="color: #ff0000;"><em>«Certamente. Mas isso não significa que somos contra o desenvolvimento. Somos contra o desenvolvimento descuidado. Quem você pensa que eu sou? Você sabe realmente quem sou eu? Sou o presidente do comitê executivo da diretoria da</em> [seguradora] <em>Metropolitan Life. Você sabe quem é realmente Russell Train</em> [na época, presidente do WWF-EUA e ex-alto funcionário da OTAN]<em>? Quem, diabos, você pensa que faz investimentos no setor em desenvolvimento? Quem ganha dinheiro? Dê uma olhada na diretoria do WWF e você encontrará os líderes da comunidade empresarial e financeira! Somos nós que investimos. Lucramos e queremos continuar assim – ao mesmo tempo em que estamos protegendo os animaizinhos&#8230; O maior problema são esses malditos setores nacionalistas desses países em desenvolvimento. Esses países pensam que podem ter o direito de desenvolver seus recursos como lhes convêm. Eles querem se tornar potências, estados soberanos e elaboram suas estratégias&#8230; Nós achávamos que podíamos controlar melhor as coisas argumentando com esses líderes, esses tolos nacionalistas. Superestimamos a nossa capacidade de controlar as pessoas e vamos ter que ajustar isso. Será um ajuste doloroso, sem dúvida. Não, o problema real é este nacionalismo estúpido e os projetos de desenvolvimento aos quais ele leva.»</em></span></strong></p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Arrogância e desprezo pelo Brasil</h2>
<blockquote><p><strong><span style="color: #ff0000;"><em>«Os brasileiros – e eu sei disto de uma experiência de 17 anos – pensam que podem desenvolver a Amazônia, que podem tornar-se uma superpotência. Vivem de peito estufado com isso. Portanto, você tem que ser cuidadoso. Você pode ganhá-los com pouco. Deixe-os desenvolver a bauxita e outras coisas, mas restruture os planos para reduzir a escala dos projetos de desenvolvimento energético alegando razões ambientais. Eles não podem conseguir dinheiro agora. Então, fazemos com que alguns bancos amigos digam a eles que eles podem conseguir dinheiro para o que estamos sugerindo. Então, alguns de nossos amigos no ministério de planejamento vêm e dizem que isto é uma boa idéia.»</em></span></strong> (<em>Club of Life White Paper</em>, <em>International Bankers&#8217; Real Agenda: Global Depopulation</em>, New York, February 1983)</p></blockquote>
<p>Atualmente, Lovejoy é mais cuidadoso com suas palavras (ele já chegou a negar a autoria da entrevista), mas o seu empenho na “guerra irregular” que o aparato ambientalista internacional move contra o Brasil continua sendo o mesmo.</p>
<p style="text-align: right;" align="right"><span style="color: #ff6600;"><strong><em>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</em></strong></span></p>
<p align="right"><strong><em><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/MSIa-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-6138" title="MSIa-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/MSIa-mini.jpg" alt="" width="48" height="24" /></a> </em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/div-01-pb.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-6767" title="div-01-pb" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/div-01-pb-300x30.png" alt="" width="300" height="30" /></a></p>
<p><strong>Créditos </strong>➞<strong> </strong>este post é matéria apresentada no Boletim Eletrônico <strong><em>MSIa INFORMA</em></strong>, do <strong><em>MSIa –</em></strong><em> <strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em>, Vol. III, N<sup>o</sup> 15, de 25 de agosto de 2011. Introduzi subtítulos no texto para facilitar e incentivar a leitura.</p>
<p><strong><em>MSIa INFORMA</em></strong><strong> </strong>➞<strong> </strong>é uma publicação do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa). Conselho Editorial: Angel Palacios, Geraldo Luís Lino, Lorenzo Carrasco (Presidente), Marivilia Carrasco e Silvia Palacios. Endereço: Rua México, 31 &#8211; sala 202 &#8211; Rio de Janeiro (RJ) &#8211; CEP 20031-144; Telefax: 0xx 21-2532-4086.</p>
<p><strong>Para saber mais sobre o tema </strong>➞<strong> </strong>visitar os sites da MSIa/Capax Dei:<strong> </strong><a href="http://www.alerta.inf.br/">http://www.alerta.inf.br/</a> e <a href="http://www.msia.org.br/">http://www.msia.org.br/</a>.</p>
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<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-23dJpegMicro.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-9606" title="harpia-23dJpegMicro" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-23dJpegMicro.jpg" alt="" width="80" height="45" /></a>Imagem</strong> ➞ <a href="http://bionarede.blogspot.com/">http://bionarede.blogspot.com</a><strong> </strong></p>
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		<title>WRI – World Resources Institute</title>
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		<pubDate>Sun, 10 Jul 2011 14:57:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O WRI (Instituto de Recursos Mundiais) foi fundado em 1982, por iniciativa de Russell E. Train, então presidente do WWF nos EUA, com financiamento do Fundo dos Irmãos Rockefeller (Rockefeller Brothers Fund) e da Fundação MacArthur. Ocupa uma alta posição na hierarquia do movimento ambientalista, podendo ser considerado como uma das principais “centrais de inteligência” dos grupos ambien­talistas estadunidenses, tendo profundos vínculos com as agências de inteligência anglo-americanas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/Mafia-Verde-1-medio.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3012" title="Mafia-Verde-1-medio" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/Mafia-Verde-1-medio.jpg" alt="" width="60" height="91" /></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/07/wri.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-9921" title="wri" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/07/wri-300x112.jpg" alt="" width="300" height="112" /></a>O WRI (Instituto de Recursos Mundiais) foi fundado em 1982, por iniciativa de Russell E. Train, então presidente do WWF nos EUA, com financiamento do Fundo dos Irmãos Rockefeller (Rockefeller Brothers Fund) e da Fundação MacArthur. Ocupa uma alta posição na hierarquia do movimento ambientalista, podendo ser considerado como uma das principais “centrais de inteligência” dos grupos ambien­talistas estadunidenses, tendo profundos vínculos com as agências de inteligência anglo-americanas.</p>
<p>Seu primeiro presidente foi James “Gus” Speth, um dos fundadores da Natural Resources Defense Council, ex-presidente do Conselho de Qualidade Ambiental do Governo dos EUA e diretor do projeto Global 2000, do Governo Carter. Após presidir o WRI por 11 anos, em 1993, Speth passou a presidir o Programa das Nações Unidas para o Desen­volvimento (PNUD). O atual presidente do conselho diretor do WRI é o indefectível Maurice Strong, que também assessora a Presidência do Banco Mundial em assuntos ambientais. Entre os demais membros do conselho, desta­cam-se também: “Gus” Speth; Thomas Lovejoy; Robert S. McNamara, ex-presidente da Fundação Ford e do Banco Mundial e ex-secretário de Defesa dos EUA; Bruce Smart, ex-subsecretário de Comércio dos EUA; e <strong><span style="color: #ff0000;">Paulo Nogueira Neto, ex-presidente da Secretaria Especial de Meio Ambiente (SEMA), membro da Comissão Brundtland e professor do Departamento de Ecologia da Universidade de São Paulo</span>.</strong></p>
<p>No início da década de 90, o WRI foi a primeira entidade a apontar o Brasil como um dos principais responsáveis pelas emissões de carbono que estão contribuindo para o chamado aquecimento global, devido ao desmatamento na Região Amazônica.</p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>«A Máfia Verde – O Ambientalismo a Serviço do Governo Mundial»</strong></em></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/07/capax-dei.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-9920" title="capax-dei" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/07/capax-dei.jpg" alt="" width="128" height="34" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/2000px-Decorative_text_divider_4.svg_.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-7413" title="2000px-Decorative_text_divider_4.svg" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/2000px-Decorative_text_divider_4.svg_-300x12.png" alt="" width="300" height="12" /></a></p>
<p><span style="color: #003300;"><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/seta-verde-mini.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-7483" title="seta-verde-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/seta-verde-mini.jpg" alt="" width="20" height="18" /></a>Créditos:</strong> este post é matéria apresentada no livro <em><strong>«A Máfia Verde – O Ambientalismo a Serviço do Governo Mundial»</strong></em>, em capítulo específico destinado a apresentação das principais ONGs ambientalistas/indigenistas que atuam, de alguma forma, no Brasil.<br />
</span></p>
<p><span style="color: #003300;"><strong>Para saber mais sobre o tema: </strong>visitar os sites da MSIa/Capax Dei:<strong> </strong><a href="http://www.alerta.inf.br/"><span style="color: #003300;">http://www.alerta.inf.br/</span></a> e <a href="http://www.msia.org.br/"><span style="color: #003300;">http://www.msia.org.br/</span></a> . Mensagens e sugestões, favor enviar para <span style="color: #003300;">msia@msia.org.br</span>.</span></p>
<p><span style="color: #003300;"><strong>Imagem:</strong></span></p>
<p><span style="color: #003300;"><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/seta-amarela-mini.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-7480" title="seta-amarela-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/seta-amarela-mini.jpg" alt="" width="20" height="18" /></a>Os <span style="color: #003300;">livros</span> a ler são:</strong> <strong><em>«</em></strong><strong><em>A Máfia Verde – O Ambientalismo a Serviço do Governo Mundial»</em></strong><em> —</em> Rio de Janeiro, Brasil: Capax Dei Editora Ltda., 2004; e <strong><em>«</em></strong><strong><em>A Máfia Verde II – Ambientalismo – Novo Colonialismo» </em></strong>— Rio de Janeiro, Brasil: Capax Dei Editora Ltda., 2004.</span></p>
<p><span style="color: #003300;"><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/seta-vermelha-mini.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-7484" title="seta-vermelha-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/seta-vermelha-mini.jpg" alt="" width="20" height="18" /></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-17bMicro.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-9618" title="HARPIAÁGUIA REALHARPIA HARPYJA137-001-04" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-17bMicro.jpg" alt="" width="60" height="47" /></a>Para adquirir as publicações da Capax Dei Editora Ltda.</strong> ➞ loja virtual em: <a href="http://www.capaxdei.com.br/"><span style="color: #003300;">www.capaxdei.com.br</span></a>; e-mail : <span style="color: #003300;">capaxdeieditora@gmail.com</span><strong></strong></span></p>
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		<title>O logro da sustentabilidade</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Jun 2011 14:00:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
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		<description><![CDATA[Os negócios devem ser “sustentáveis”; a economia deve se basear em princípios “sustentáveis”; as formas de obtenção de energia só são válidas se obedecerem às regras da “sustentabilidade ambiental”; nossos carros têm que obedecer a critérios “sustentáveis” em seus projetos; devemos morar em casas que respeitem, em sua construção, regras de “sustentabilidade”; a extração de recursos naturais tem que ser “sustentável”; devemos nos comportar de forma a garantir a “sustentabilidade global” – e assim por diante. Qualquer dia só deveremos andar nas ruas “de maneira sustentável”, ou, quem sabe, teremos, um dia, que defecar de forma, também, “sustentável” – se é que já não o fazemos assim...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/harpia-8a.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-9613" title="harpia-8a" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/harpia-8a-300x220.jpg" alt="" width="112" height="82" /></a><span style="color: #000080;"><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/cidade-verde.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-9626" title="cidade-verde" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/cidade-verde-300x212.jpg" alt="" width="300" height="212" /></a>Todo mundo fala sobre sustentabilidade</span></h2>
<p>Os negócios devem ser “sustentáveis”; a economia deve se basear em princípios “sustentáveis”; as formas de obtenção de energia só são válidas se obedecerem às regras da “sustentabilidade ambiental”; nossos carros têm que obedecer a critérios “sustentáveis” em seus projetos; devemos morar em casas que respeitem, em sua construção, regras de “sustentabilidade”; a extração de recursos naturais tem que ser “sustentável”; devemos nos comportar de forma a garantir a “sustentabilidade global” – e assim por diante. Qualquer dia só deveremos andar nas ruas “de maneira sustentável”, ou, quem sabe, teremos, um dia, que defecar de forma, também, “sustentável” – se é que já não o fazemos assim&#8230;</p>
<p>A propósito: <em>«Sarkozy lançou o desafio de repensar Paris. Dez gabinetes de arquitectura apresentaram as suas ideias. Agora, vão ser apreciadas. Resta saber se, alguma vez, vão ser aplicadas. Sustentabilidade, corredores verdes, transportes ecológicos&#8230; todos os projectos, sem excepção, refletem a necessidade de (re)pensar o modelo de desenvolvimento das grandes metrópoles depois de Quioto.»</em> (<a href="http://hekate-hkt.blogspot.com/">http://hekate-hkt.blogspot.com</a>) Na imagem acima, o projeto de Roland Castro para a Grand Paris&#8230;</p>
<p>Assim, ainda mais com essas maluquices, acho muito pouco provável que alguém, de fato, saiba o que essa palavra significa, em cada um desses contextos – ou em qualquer outro, à escolha do freguês – muito menos até que ponto a tal “sustentabilidade” pode e/ou deve ser empregada.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #000080;"><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/coca-zero.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-9632" title="coca-zero" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/coca-zero.jpg" alt="" width="140" height="169" /></a>Sustentabilidade e crescimento zero</span></h2>
<p>Neste site, por várias vezes, o conceito de “sustentabilidade” é ligadado ao de &#8220;crescimento zero&#8221; – porque este me parece ser o que melhor se adapta àquilo que se chama, aleatoriamente, de sustentabilidade. E ao “crescimento econômico zero” [<strong>crescimento econômico: </strong>aumento na capacidade de fornecer às pessoas mercadorias e serviços produzidos por uma economia], deveríamos adicionar também o de “desenvolvimento econômico zero” [<strong>desenvolvimento econômico: </strong>melhoria dos padrões de vida em razão do crescimento econômico].</p>
<p>Isto tudo conduz, também, à idéia de “propagação zero da espécie”. Sim, pois pelo fato de que para haver sustentabilidade mesmo, a longo prazo, nós não deveríamos comer e não deveríamos nem procriar, pois isso aumenta ou mantém a população e aumentando ou mantendo a população há a necessidade de consumir – e isso significa crescimento e desenvolvimento econômicos. Também não deveríamos construir casas etc etc etc – ou seja, a Humanidade deveria parar ou retroceder no que diz respeito até mesmo na propagação da espécie – tudo isso porque, não sendo assim, haveria um constante consumo, crescimento, desenvolvimento, e isso significaria utilizar os recursos naturais, por menos que o fizéssemos. E se houver consumo dos recursos naturais, um dia, eles acabarão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #000080;">Cedo ou tarde os recursos se extinguirão</span></h2>
<p>É uma tremenda ingenuidade achar que economizando agora garantiremos os recursos para as gerações futuras. Não garantiremos – pois pela finitude dos recursos, mormente os não-renováveis, cedo ou tarde, eles se extinguirão. E nem adianta produzir recursos ditos como “renováveis”, nem mesmo os sintéticos, pois, como na Natureza “nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”, mesmo produzindo recursos &#8220;renováveis&#8221; e/ou sintéticos, para sua produção haveremos de utilizar os não-renováveis como insumos, e tudo acabará no mesmo: os recursos naturais do planeta, um dia, acabarão.</p>
<p>É sabendo disso que alguns catastrofistas e ambientalistas radicais dizem que a população do planeta deveria ser reduzida para, no máximo uns 300 ou 500 milhões de pessoas, apenas – mesmo sabendo eles que, para isso, genocídios generalizados, em toda a face da Terra seriam necessários, e que, mesmo assim, também, um dia, os recursos acabarão&#8230;</p>
<p>Este conceito de finitude dos recursos é um assunto que deve ser discutido, não só a nível dos governos, mas também, diretamente, com as populações. Estas são as mais interessadas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #000080;"><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/pre-sal.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-9625" title="pre-sal" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/pre-sal-300x246.jpg" alt="" width="359" height="294" /></a>Até quando teremos recursos à mão?</span></h2>
<p>Até que ponto os recursos serão preservados e até quando eles durarão – realmente? Os ambientalistas radicais teimam em dizer que certos recursos (como o petróleo, por exemplo) já estão com os dias contados. Mentira. Bjørn Lomborg, em seu livro <strong><em>«O Ambientalista Cético»</em></strong> disse, sobre os recursos não-renováveis em geral, que, <span style="color: #ff0000;"><strong>a cada dia que passa, extinguindo-se as reservas conhecidas, outras serão descobertas</strong></span>. Pode até ser que as novas jazidas sejam de exploração mais cara, mas serão sempre viáveis. Ele acertou em cheio. Caso emblemático foi o do pré-sal brasileiro. Mal Lomborg disse isso em seu livro e foi descoberta a camada do pré-sal e sua riqueza petrolífera imensa. Jazidas maiores de petróleo também existem no oceano ártico, que só não são exploradas hoje por causa do gelo (por isso muita gente está com medo que os oceanos aqueçam e o gelo do oceano ártico derreta, tornando disponível, indiscriminadamente, o petróleo lá existente). Enormíssima quantidade de combustíveis fósseis existem no mundo todo capazes de, a consumos atuais, fornecer energia à Humanidade por cerca de 5.000 anos de consumo! 5.000 anos! Outro exemplo: existe urânio para uns 14.000 anos – o que praticamente eterniza a energia nuclear!</p>
<p>Resumindo: essa história de sustentabilidade é para boi dormir. Por mais que economizemos os recursos do planeta hoje e as gerações futuras idem, um dia eles acabarão, irremediavelmente. Mesmo se a Humanidade for reduzida a apenas 300 milhões de pessoas. Um dia, essas pessoas acabarão com os recursos.</p>
<p>Bem, creio que esse negócio utópico de “sustentabilidade” já deve estar entendido.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #000080;"><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/tio-sam-pobre.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-9627" title="tio-sam-pobre" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/tio-sam-pobre-237x300.jpg" alt="" width="149" height="189" /></a>Mas e aí? O que fazer?</span></h2>
<p>Os “verdes” (estes, não são os marcianos; assim são chamados os <span style="text-decoration: underline;">ambientalistas radicais</span>, também designados de “<span style="text-decoration: underline;">ambientalistas profundos</span>” na mídia internacional) preconizam que não andemos mais de avião – para que não poluemos o ar e não utilizemos petróleo. Isso não só é impossível, nos dias de hoje, como seria, no mínimo, um sacrifício para a Humanidade. Ir daqui até Nova York de bicicleta seria difícil, mas não impossível. Mas como é que traríamos nossas comprinhas?&#8230;</p>
<p>Os teóricos da sustentabilidade também acham que o dinheiro tem que acabar e que devemos viver numa sociedade de escambo. Será que Tio Sam estaria disposto a tanto?</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #000080;">Economizar sim, mas sacrificar, não</span></h2>
<p>Aí está a diferença. Uma coisa é economizar, outra é nos sacrificar, inutilmente. A natureza deve ser preservada? Claro que sim. Devemos economizar os recuros naturais? Claro que sim – mas isso não significa que devemos nos sacrificar. Quem precisar andar de avião, que ande. Assim, sou de pleno acordo que devemos ser parcimoniosos com a Natureza, e isso inclui também poluirmos o mínimo possível. Mas nos sacrificar, não. Muito menos cometermos genocídios planetários para reduzir a população mundial para os 500 milhões preconizados pelos radicais.</p>
<p>Se os recursos naturais da Terra um dia se extinguirão, o que fazer? Resposta futurística, mas a única: devemos procurar resursos em outros planetas, em outros corpos celestes, como, por exemplo, a Lua, Marte etc&#8230; Isso não é brincadeira.</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/gigante-vermelha.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-9634" title="gigante-vermelha" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/gigante-vermelha-300x225.jpg" alt="" width="195" height="147" /></a>Sabe-se que a vida do planeta Terra deverá ser, mais ou menos, de uns quatro ou cinco bilhões de anos. O Sol, a essa altura, estará se transformando numa “gigante vermelha” e seu diâmetro deverá ser tão grande que, certamente, chegará até aqui, engolindo a Terra. Muito antes disso nosso planeta já terá sido  tão severamente queimado que a vida aqui se extinguirá. Provavelmente, ou a Humanidade, até lá, deverá ter sito extinta, por qualquer motivo, ou deverá estar morando em outras “naves” espaciais – muito antes do nosso Sol nos derreter ou nos engolir, obviamente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #000080;">Teremos que buscar recursos lá fora</span></h2>
<p>Imaginemos que a Humanidade dure, digamos&#8230; mais um milhão de anos – uma fração mínima daqueles quatro ou cinco bilhões de anos. Até lá não haverá recursos naturais suficientes para sustentar a Humanidade, muito certamente. Assim, a única forma de durarmos mais algumas centenas ou milhares de anos será, sem sombra de dúvida, irmos buscar recursos fora do planeta Terra. Teremos condições tecnológicas para isso? Certamente que sim – desde que nós nos preparemos para tal necessidade. E para isso, creio que a coisa mais importante a fazer – hoje – é iniciar uma séria pesquisa científico-tecnológica rumo às viagens espaciais e coisas do gênero. Buscar recursos fora da Terra, ou nos mudarmos daqui é a única solução – antes que o Sol acabe com a gente, ou antes que algum asteróide faça o mesmo.</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/asteroide.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-9635" title="asteroide" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/asteroide.jpg" alt="" width="268" height="217" /></a>Isso se deve porque está embutida na condição de possuirmos tecnologia espacial suficiente, o fato de conseguirmos, também, ter condições, por exemplo, de impedir que algum asteróide maluco que esteja, eventualmente, em rumo de colisão com a Terra, nos aniquile – isto é, de que consigamos desviá-lo, ou de destruí-lo, antes que ele acabe conosco. E basta ser um asteróide com uns 10 ou 20 quilômetros de diâmetro, no máximo – como o que caiu no golfo do México há uns 65 milhões de anos atrás e que foi responsável pela extinção maciça da vida no planeta, inclusive dos dinossauros.</p>
<p>Já há algumas técnicas, a princípio, possíveis para evitar o choque, mas todas a nível teórico. Há que aprimorá-las, pois a hipótese de um asteróide chocar-se com a Terra é tão mais tenebrosa e real do que a finitude dos recursos naturais deste nosso planetinha.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #000080;"><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/Manhattan-flood.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-9652" title="Manhattan-flood" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/Manhattan-flood-237x300.jpg" alt="" width="157" height="199" /></a>Os verdes são contra tudo</span></h2>
<p>Até quanto a isso os verdes são contra. Eles dizem que o virus humano estará “destruindo” os outros pobres planetinhas&#8230; Eles acham que procurar recursos é, simplesmente destruição. Eles são contra quase todas as formas de energia: a partir de combustíveis fósseis, a hidrelétrica, a termelétrica, a nuclear etc. Prover a Humanidade apenas de energias ditas como “limpas” e/ou “renováveis”, não dá. Só mesmo se a Humanidade for reduzida a uns 300 milhões de pessoas, vivendo a nível neolítico, sem países, sem governos, vivendo de agricultura de sobrevivência etc etc – como eles, ao que parece, querem.</p>
<p>A propósito, há diversas teorias dizendo que as atuais catástrofes climáticas (tsunamis, erupções vulcânicas, tornados, enchentes etc) não são naturais, mas provocadas, artificialmente, a fim de corroborar as teorias catastrofistas dos verdes. De fato, já há possibilidades tecnológicas para provocar drásticas mudanças climáticas, pelo menos locais, mas daí a imaginar que alguém pode estar mamipulando o clima acho que é um pouco demais. Será? Também dizem que no ano que vem (2012), haverá enormíssimas catástrofes climáticas – provocadas, artificialmente, claro – e que farão o trabalho sujo&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #000080;">Uma última consideração</span></h2>
<p>Dizem os verdes que deveremos ter uma sociedade “sustentável” a fim de garantir às gerações futuras os recursos dos quais elas necessitarão. Já vimos que, primeiro: a longo prazo, isso é impossível. Segundo: será que essas gerações futuras merecerão, será que elas serão dignas – até mesmo a níveis morais – do nosso sacrifício agora? Será que existirão? Terceiro: terão elas necessidade disso, em função do desenvolvimento científico-tecnológico? Em vez disso não seria melhor &#8211; hoje &#8211; acabar com certas &#8220;guerrinhas&#8221; e usar o dinheiro gasto nelas para erradicar a miséria no planeta? Não seria mais negócio acabar com as armas nucleares que existem por aí, do que ficar com essa lenga-lenga absolutamente ridícula de sustentabilidade, para lá e para cá? Lembremo-nos de que os artefatos nucleares podem  acabar com a nossa raça AGORA!</p>
<p>Onde é que as autoridades mundiais estão com a cabeça? Eu, realmente, não sei.</p>
<p>E não vou pautar a minha vida raciocinando em cima de hipóteses. Não tenho a menor necessidade de me mostrar politicamente correto perante ninguém. E também faço tudo para ser o menos cínico possível.</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2009/12/husc-pequena-azul.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-5746" title="husc-pequena-azul" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2009/12/husc-pequena-azul.jpg" alt="" width="40" height="26" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/div-01.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-6617" title="div-01" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/div-01-300x30.png" alt="" width="300" height="30" /></a></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/seta-cinza-mini.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-7479" title="seta-cinza-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/seta-cinza-mini.jpg" alt="" width="20" height="14" /></a>Imagens:</strong> <a href="http://hekate-hkt.blogspot.com/">http://hekate-hkt.blogspot.com</a>; <a href="http://www.rotadainfo.net/">http://www.rotadainfo.net</a></p>
<p><a href="http://blogdomarcelogomesfreire.wordpress.com/">http://blogdomarcelogomesfreire.wordpress.com</a>; <a href="http://wendellpimenta.blogspot.com/">http://wendellpimenta.blogspot.com</a></p>
<p><a href="http://luyastronomy.multiply.com/">http://luyastronomy.multiply.com</a>; <a href="http://meutecnico.com/">http://meutecnico.com</a></p>
<p><a href="http://osverdestapes.blogspot.com/">http://osverdestapes.blogspot.com</a></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-17bMicro.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-9618" title="HARPIAÁGUIA REALHARPIA HARPYJA137-001-04" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-17bMicro.jpg" alt="" width="60" height="47" /></a></p>
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		<title>Golpe contra minorias malthusianas</title>
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		<pubDate>Sun, 29 May 2011 17:21:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Os embates sobre o Código Florestal, ensejados pela truculência do Planalto, proporcionaram a oportunidade para se desfechar outro golpe nas políticas de "correção política", promovidas por grupos tão bem organizados e articulados como os ambientalistas, como é o caso das ONGs que atuam na defesa e promoção do homossexualismo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1849" title="MSIapequeno" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg" alt="" width="57" height="29" /></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/05/Gay-Brasil1.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-8829" title="Gay-Brasil1" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/05/Gay-Brasil1.jpg" alt="" width="287" height="284" /></a>Os embates sobre o  Código Florestal, ensejados pela truculência do Planalto, proporcionaram a  oportunidade para se desfechar outro golpe nas políticas de &#8220;correção política&#8221;,  promovidas por grupos tão bem organizados e articulados como os ambientalistas,  como é o caso das ONGs que atuam na defesa e promoção do homossexualismo. De  outra forma, dificilmente, haveria condições para a insurreição da bancada  religiosa da Câmara, que resultou na ordem da presidente Dilma Rousseff de  impedir a distribuição das cartilhas de orientação contra a homofobia pelo  Ministério da Educação.</strong></p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>De fato, a julgar  pelas reproduções das imagens integrantes das cartilhas, publicadas pelo jornal <em> O Globo</em> de 26 de maio, é difícil conceber alguma validade educacional ou  informativa em tal material, originalmente voltado para um público adolescente.</strong></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #000080;">Mesmos grupos oligárquicos malthusianos por trás</span></h2>
<p><strong>Embora tal fato não  seja percebido por muitos, há uma relação intrínseca entre a promoção do  homossexualismo (<span style="text-decoration: underline;">não confundir com a defesa de certos direitos individuais  legítimos</span>) e o radicalismo ambientalista, pois ambos integram o caldo da  contracultura malthusiana desenvolvida ao longo do último meio século, como um  poderoso instrumento de guerra cultural contra os valores fundamentais da  civilização judaico-cristã ocidental. Não por acaso, as mesmas fundações  familiares oligárquicas do <em>establishment </em>anglo-americano proporcionam  generosos recursos financeiros a ambos os movimentos, que têm em comum o apreço  pelos preceitos malthusianos (e nada mais irônico que a promoção do casamento  homossexual seja, em última análise, contrária à ecologia e à reprodução  humana).</strong></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #ff6600;"><strong><em>MSIa –</em></strong><em> <strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em></span></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/MSIa-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-6138" title="MSIa-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/MSIa-mini.jpg" alt="" width="48" height="24" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/12/div4.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-5750" title="div4" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/12/div4.gif" alt="" width="149" height="21" /></a></p>
<p><span style="color: #808080;"><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/seta-cinza-mini.jpg"></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/seta-vermelha-mini.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-7484" title="seta-vermelha-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/seta-vermelha-mini.jpg" alt="" width="20" height="18" /></a><span style="color: #000000;">Créditos </span></strong><span style="color: #000000;">➞<strong> </strong>este post é matéria apresentada no Boletim Eletrônico <em>MSIa INFORMA</em>, do <strong><em>MSIa –</em></strong><em> <strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em>, Vol. III, Nº 02, de 27 de maio de 2011. Introduzi subtítulos no texto para facilitar e incentivar a leitura.</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><strong><em>MSIa INFORMA</em></strong><strong> </strong>➞<strong> </strong>é uma publicação do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa). Conselho Editorial: Angel Palacios, Geraldo Luís Lino, Lorenzo Carrasco (Presidente), Marivilia Carrasco, Nilder Costa e Silvia Palacios. Endereço: Rua México, 31 &#8211; sala 202 &#8211; Rio de Janeiro (RJ) &#8211; CEP 20031-144; Telefax: 0xx 21-2532-4086.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"><strong>Para saber mais sobre o tema </strong>➞<strong> </strong>visitar os sites da MSIa/Capax Dei:<strong> </strong></span><a href="http://www.alerta.inf.br/"><span style="color: #000000;">http://www.alerta.inf.br/</span></a><span style="color: #000000;"> e </span><a href="http://www.msia.org.br/"><span style="color: #000000;">http://www.msia.org.br/</span></a><span style="color: #000000;">.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"><strong>Mensagens e sugestões </strong>➞<strong> </strong>favor enviar para </span><a href="http://www.msia.org.br/"><span style="color: #000000;">msia@msia.org.br</span></a><span style="color: #000000;"> ou para Editoria MSIa: </span><a href="http://geraldo@msia.org.br/"><span style="color: #000000;">geraldo@msia.org.br</span></a><span style="color: #000000;">.</span></p>
<p><span style="color: #000000;"> <strong>Imagem </strong>➞ </span><a href="http://fdt-felipe.blogspot.com/">http://fdt-felipe.blogspot.com</a><a href="http://ohomossexualismo.blogspot.com/"></a><span style="color: #000000;"><strong> </strong></span></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2009/12/husc-pequena-azul.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-5746" title="husc-pequena-azul" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2009/12/husc-pequena-azul.jpg" alt="" width="40" height="26" /></a><br />
</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Código Florestal: vitória histórica sobre &#8220;ditadura verde&#8221;</title>
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		<pubDate>Sat, 28 May 2011 20:21:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A aprovação pela Câmara dos Deputados do projeto de lei da reforma do Código Florestal e da Emenda 164, proposta pelo PMDB, representou uma vitória histórica contra o aparato ambientalista internacional, que, nas últimas duas décadas, tem imposto ao Brasil um autêntico regime de soberania restrita no tocante à utilização do seu território e das atividades econômicas nele desenvolvidas. Campanha, esta, responsável pela criação de autênticas e vastas "áreas de exclusão ambiental" em todas as regiões do País – com ênfase na Amazônia Legal – além de determinar um conjunto exagerado de restrições a toda sorte de empreendimentos, de projetos de infraestrutura ao desenvolvimento e aplicação de tecnologias avançadas, em um processo no qual os interesses maiores da sociedade brasileira têm sido mantidos subordinados a uma agenda supranacional de interesses restritos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1849" title="MSIapequeno" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg" alt="" width="57" height="29" /></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/05/codigo-florestal-b.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-8760" title="codigo-florestal-b" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/05/codigo-florestal-b-300x219.jpg" alt="" width="300" height="219" /></a>A aprovação pela Câmara dos Deputados do projeto de lei da reforma do Código Florestal e da Emenda 164, proposta pelo PMDB, representou uma vitória histórica contra o aparato ambientalista internacional, que, nas últimas duas décadas, tem imposto ao Brasil um autêntico regime de soberania restrita no tocante à utilização do seu território e das atividades econômicas nele desenvolvidas. Campanha, esta, responsável pela criação de autênticas e vastas &#8220;áreas de exclusão ambiental&#8221; em todas as regiões do País – com ênfase na Amazônia Legal – além de determinar um conjunto exagerado de restrições a toda sorte de empreendimentos, de projetos de infraestrutura ao desenvolvimento e aplicação de tecnologias avançadas, em um processo no qual os interesses maiores da sociedade brasileira têm sido mantidos subordinados a uma agenda supranacional de interesses restritos.</p>
<h2 style="text-align: left;"><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/05/Rebelo-codigo-florestal.jpg"><br />
</a></h2>
<h2><span style="color: #000080;"><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/05/Rebelo-codigo-florestal.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-8758" title="Rebelo-codigo-florestal" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/05/Rebelo-codigo-florestal-300x187.jpg" alt="" width="300" height="187" /></a>Vitória do povo e do Poder Legislativo</span></h2>
<p>Com a decisão de aprovar o projeto do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) e a emenda que transfere parcialmente aos Estados a determinação de áreas de proteção e atividades econômicas nelas realizadas, a Câmara recupera uma prerrogativa que nunca deveria ter deixado de exercer. Afinal, com todos os seus problemas, o Legislativo deve funcionar como a instância de representação da maioria da sociedade e, no tocante à legislação ambiental e à política para os assuntos indígenas, desde o final da década de 1980, o Executivo Federal tem legislado e atuado diretamente sob uma forte influência da militância ambientalista-indigenista internacional e seus apêndices domésticos, com frequência, passando por cima de contestações dos demais poderes da Nação e das manifestações de importantes setores da sociedade.</p>
<p>Como afirmou, com propriedade, o jornalista Alon Feuerwerker, em sua coluna no <em>Correio Braziliense</em> de 25 de maio:</p>
<blockquote><p><strong><span style="color: #008000;"><em>«O debate em torno do Código Florestal carrega pelo menos dois méritos. O primeiro é recolocar o Congresso Nacional no palco das discussões estratégicas. O segundo é ter trazer à luz um tema quase banido: a soberania nacional&#8230; É importante o Brasil ouvir as opiniões externas, vivemos todos no mesmo planeta. E mesmo da crítica mais absurda pode-se tirar algo útil. Mas é complicado querer anular nossa soberania com base nas supostas responsabilidades que temos com o conjunto da Humanidade&#8230; E é legítimo passar cada observação externa pelo filtro do interesse nacional. Coisa que andava meio fora de moda, infelizmente.»</em></span></strong></p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #000080;">Ficou provada a influência ambientalista externa</span></h2>
<p>A extensão das vinculações externas do movimento ambientalista ficou, literalmente, escancarada durante o processo de votação do projeto de lei. Até mesmo os ex-ministros do Meio Ambiente que se reuniram com Dilma Rousseff, na véspera da votação, com o intuito de reforçar as já conhecidas objeções da presidente ao texto, fizeram questão de enfatizar a preocupação com a &#8220;imagem ambiental do Brasil&#8221; no exterior. O ex-ministro <span style="color: #ff0000;">Carlos Minc</span> chegou a dizer que, nas reuniões para a organização da conferência Rio+20, em 2012, representantes da Alemanha e da Noruega manifestaram preocupação com a votação do Código Florestal. <span style="color: #000000;"><em>«Essa vai ser a única reunião da ONU da qual a senhora vai ser a anfitriã»</em></span> — lembrou o prestativo Minc (<em>O Globo</em>, 25/05/2011). Outro participante da reunião, <span style="color: #ff0000;">Rubens Ricupero</span>, afirmou que, se aprovado da forma proposta por Aldo Rebelo, o novo Código seria <em>«um grande constrangimento para o Brasil na Rio+20»</em>. (<em>Agência Brasil</em>, 25/05/2011)</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #000080;"><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/05/WWF-greenpeace.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-8763" title="WWF-greenpeace" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/05/WWF-greenpeace-229x300.jpg" alt="" width="117" height="152" /></a>Como sempre, pressões do WWF e do Greenpeace&#8230;</span></h2>
<p>Da mesma forma, duas das ONGs que representam a cúpula do aparato ambientalista no País, o <span style="color: #ff0000;">WWF-Brasil</span> e o <span style="color: #ff0000;">Greenpeace</span>, destacaram grupos de ativistas para pressionar os deputados, dentro e fora do Congresso, durante todo o dia da votação. Em seus sítios, os comentários posteriores demonstram claramente os interesses aos quais servem tais organizações.</p>
<p>O Greenpeace se manifestou assim: <em>«Massacre da motosserra é consumado. Câmara dos Deputados transforma lei de proteção às florestas brasileiras em legislação de incentivo ao desmatamento. Compromissos internacionais do Brasil estão ameaçados.»</em> (Greenpeace, 24/05/2011)</p>
<p>Por sua vez, a secretária-geral do WWF-Brasil, <span style="color: #ff0000;">Denise Hamú</span>, afirmou:</p>
<blockquote><p><em>«A votação na Câmara dos Deputados foi uma etapa. <span style="color: #ff0000;">O WWF-Brasil continua mobilizado para atuar junto ao Senado</span>, próxima instância do processo. Esperamos que o Senado eleja um relator à altura da complexidade e da sensibilidade do tema, e que seja competente e isento. Também vamos manter a mobilização da sociedade e temos confiança de que a Presidente Dilma Roussef exerça o seu poder de veto, caso seja necessário, para honrar os compromissos feitos à sociedade brasileira de proteção ambiental a e à <span style="text-decoration: underline;">comunidade internacional</span> com os compromissos de redução das emissões gases de efeito estufa e de conservação da biodiversidade.»</em> (<em>WWF-Brasil</em>, 25/05/2011) [grifos nossos]</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #ff0000;">Atenção, Congresso: lei sobre as reservas indígenas vem por aí&#8230;</span></h2>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/05/terras-indigenas.bmp"><img class="aligncenter size-full wp-image-8766" title="terras-indigenas" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/05/terras-indigenas.bmp" alt="" width="588" height="493" /></a></p>
<p>Evidentemente, não se pode ignorar o peso dos interesses particulares, partidários e setoriais, no processo decisório dos deputados. No entanto, pelo que representou para a retomada da iniciativa do Congresso sobre um tema de relevância crucial para os destinos do País, a votação que virou a noite de 24 para 25 de maio tem um grande potencial para catalisar uma percepção mais profunda dos parlamentares sobre a necessidade urgente de assunção de responsabilidades maiores do Legislativo na determinação das políticas públicas de maior impacto sobre a vida nacional. Um exemplo de iniciativa para dar continuidade a esse esforço será a votação do projeto de lei 4791/09, que determina o poder do Congresso de legislar sobre futuras demarcações de reservas indígenas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #000080;">Não foi nada pessoal&#8230;</span></h2>
<p>Outras linhas de atuação fundamentais seriam nas áreas de infraestrutura de transportes, energia e saneamento básico, cujas ampliações e modernizações necessitam de atenção prioritária e têm, inclusive, um impacto sobre a qualidade ambiental muito maior do que as restrições ideologicamente motivadas e de inspiração externa defendidas pela maioria dos ambientalistas.</p>
<p>A &#8220;Batalha do Código Florestal&#8221; ainda está longe de vencida, embora um passo importante tenha sido dado para isto. O próximo embate deverá se dar no Senado e, depois dele, ainda será preciso superar a ameaça de veto da presidente Dilma Rousseff a alguns itens do Código que poderiam descaracterizá-lo.</p>
<p>Porém, há outras circunstâncias que a chefe do Executivo também terá que levar em conta, depois que passar a ressaca do que parece estar considerando uma derrota pessoal – como a fragilidade da sua base de apoio no Congresso, a qual sugere a inadequação de uma atitude de confrontação como a adotada pelo Palácio do Planalto em relação ao assunto.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #000000;"><strong>Em meio a tudo isso, há espaço para que os interesses maiores do País voltem ao centro da pauta política.</strong></span></p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>Lorenzo Carrasco, Silvia Palacios e Geraldo Luís Lino</strong></em></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #ff6600;"><strong><em>MSIa –</em><em> Movimento de Solidariedade Íbero-americana</em></strong></span></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/MSIa-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-6138" title="MSIa-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/MSIa-mini.jpg" alt="" width="48" height="24" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/2000px-Decorative_text_divider_4.svg_.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-7413" title="2000px-Decorative_text_divider_4.svg" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/2000px-Decorative_text_divider_4.svg_-300x12.png" alt="" width="300" height="12" /></a></p>
<p><span style="color: #000080;"><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/seta-vermelha-mini.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-7484" title="seta-vermelha-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/seta-vermelha-mini.jpg" alt="" width="20" height="18" /></a>Créditos ➞ </strong>este post é matéria apresentada no Boletim Eletrônico <em>MSIa INFORMA</em>, do <em>MSIa –</em><em> Movimento de Solidariedade Íbero-americana</em>, Vol. III, Nº 02, de 27 de maio de 2011. Introduzi subtítulos no texto para facilitar e incentivar a leitura.</span></p>
<p><span style="color: #000080;"><strong><em>MSIa INFORMA</em> ➞ </strong>publicação do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa). Conselho Editorial: Angel Palacios, Geraldo Luís Lino, Lorenzo Carrasco (Presidente), Marivilia Carrasco, Nilder Costa e Silvia Palacios. Endereço: Rua México, 31 &#8211; sala 202 &#8211; Rio de Janeiro (RJ) &#8211; CEP 20031-144; Telefax: 0xx 21-2532-4086.</span></p>
<p><span style="color: #000080;"><strong>Para saber mais sobre o tema ➞ </strong>visitar os sites da MSIa/Capax Dei: <a href="http://www.alerta.inf.br/">http://www.alerta.inf.br/</a> e <a href="http://www.msia.org.br/">http://www.msia.org.br/</a>.</span></p>
<p><span style="color: #000080;"><strong>Mensagens e sugestões ➞ </strong>favor enviar para <a href="http://www.msia.org.br/">msia@msia.org.br</a> ou para Editoria MSIa: <a href="http://geraldo@msia.org.br/">geraldo@msia.org.br</a>.</span></p>
<p><span style="color: #000080;"><strong>Imagens ➞ </strong></span><a href="http://www.fm101.5palmitos.com.br/">http://www.fm101.5palmitos.com.br</a><span style="color: #000080;">; </span><a href="http://www.jb.com.br/">http://www.jb.com.br</a><span style="color: #000080;"><strong> </strong>;</span></p>
<p><a href="http://cruzadaespiritasuburbana.com/">http://cruzadaespiritasuburbana.com</a><span style="color: #000080;">; </span><a href="http://www.alcance.cnpm.embrapa.br/">http://www.alcance.cnpm.embrapa.br</a><span style="color: #000080;"><br />
</span></p>
<p><span style="color: #000080;"><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2009/06/husc-media-azul.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-5213" title="husc-media-azul" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2009/06/husc-media-azul.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a><br />
</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Rio+20: Dilma nas &#8220;pegadas verdes&#8221; de Collor?</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/rio20-dilma-nas-pegadas-verdes-de-collor/</link>
		<comments>http://blogdoambientalismo.com/rio20-dilma-nas-pegadas-verdes-de-collor/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 25 May 2011 21:10:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A preocupação quase obsessiva com a "imagem ambiental" do Brasil no exterior, que tem sido uma constante em todos os presidentes nas últimas duas décadas e os tem levado a se submeter a todo tipo de pressões externas e internas, foi a motivação principal do jogo pesado demonstrado pelo Palácio do Planalto na semana passada, durante a tumultuada tentativa de votação do projeto de reforma do Código Florestal (MSIa Informa, 13/05/2011). ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1849" title="MSIapequeno" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg" alt="" width="57" height="29" /></a>A preocupação quase obsessiva com a &#8220;imagem ambiental&#8221; do Brasil no exterior, que tem sido uma constante em todos os presidentes nas últimas duas décadas e os tem levado a se submeter a todo tipo de pressões externas e internas, foi a motivação principal do jogo pesado demonstrado pelo Palácio do Planalto na semana passada, durante a tumultuada tentativa de votação do projeto de reforma do Código Florestal (<em>MSIa Informa</em>, 13/05/2011).</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/05/olho.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-8552" title="olho" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/05/olho-300x204.jpg" alt="" width="227" height="154" /></a><span style="color: #000080;">Cúpula da Terra de novo?</span></h2>
<p>Além das costumeiras campanhas de propaganda e pressões do aparato ambientalista-indigenista internacional, o governo da presidente Dilma Rousseff tem outra consideração ambiental na agenda: a realização da conferência Rio+20 (também conhecida como &#8220;Cúpula da Terra 2012&#8243;), que o Brasil irá sediar, em junho de 2012 – duas décadas após a célebre conferência Rio-92, que consolidou os temas da agenda ambientalista, com destaque para as questões referentes às mudanças climáticas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #000080;">Preocupações governamentais</span></h2>
<p>Em um recente debate no Senado, o chanceler Antonio Patriota afirmou que o evento <em>«será, provavelmente, a maior conferência internacional do mandato da presidente Dilma Rousseff»</em> (<em>Agência Carta Maior</em>, 13/05/2011) – e, evidentemente, o Itamaraty não quer abrir a guarda para grandes atritos com os ambientalistas, que possam, eventualmente, causar problemas para a organização do conclave. A firme reação do governo à intimação da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), referente ao projeto da usina hidrelétrica de Belo Monte, seria uma exceção à regra (<em>MSIa Informa</em>, 8/04/2011).</p>
<p>Outra evidência dos temores governamentais foi a reação quase histérica diante do anúncio da elevação dos índices de desmatamento na Amazônia Legal, divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Sem qualquer demérito para a dimensão do problema, a expressão &#8220;gabinete de crise&#8221;, usada pela ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira para qualificar a resposta do governo a ele, denota a extensão do condicionamento mental dos altos funcionários do Estado brasileiro aos ditames do aparato ambientalista.</p>
<p>Curiosamente, em sua primeira entrevista após ter sido confirmada no cargo, publicada no jornal <em>Valor Econômico</em> de 12 de janeiro, Izabella Teixeira transmitiu uma impressão de que não estaria o tempo todo preocupada em fazer acenos ao aparato &#8220;verde&#8221; (<em>Alerta C&amp;A</em>, 20/01/2011). Por enquanto, a ministra ainda está devendo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #000080;">Erros e subserviência de Collor</span></h2>
<p>Não obstante, convém que a presidente Dilma e seus assessores levem na devida conta o fato de que o cenário mundial mudou dramaticamente desde o início da década de 1990. Naquele momento, o governo de Fernando Collor de Mello, diante da virulenta campanha internacional que apontava o Brasil como o &#8220;vilão ambiental mundial número um&#8221;, se submeteu a todos os ditames e chantagens do movimento ambientalista-indigenista internacional, a começar pela nomeação para a então Secretaria Especial do Meio Ambiente do delirante guru ambientalista José Lutzenberger, cujo nome lhe foi indicado pessoalmente pelo príncipe Charles, figura de proa do aparato &#8220;verde&#8221;. Outra ignominiosa imposição externa, comandada diretamente por um grupelho de ONGs encabeçado pela britânica Survival International, de notórios vínculos com a Casa de Windsor, foi a delimitação em território contínuo da colossal reserva indígena ianomâmi, entre o Amazonas e Roraima, em uma área equivalente à de Portugal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #000080;">Goldemberg ainda na área</span></h2>
<p>Por ocasião da primeira Cúpula da Terra, em junho de 1992, o governo Collor já se encontrava comprometido pelos desdobramentos dos escândalos de corrupção que o levaram à derrocada e a presença na conferência acabou sendo o seu canto do cisne, em termos de presença internacional. O próprio Lutzenberger, que renunciou semanas antes do evento, fora substituído por outro representante do ambientalismo internacional, o físico José Goldemberg, ainda hoje bastante ativo na promoção da agenda &#8220;verde&#8221;. Entretanto, a sua submissão acrítica à pauta ambientalista ditada do exterior estabeleceu graves precedentes que, em suas linhas gerais, seriam mantidos nos governos de seus sucessores. Apenas mais recentemente, com a lenta, mas crescente conscientização de setores da opinião pública sobre a natureza real do ambientalismo, começam a se esboçar reações organizadas contra tais intervenções abusivas na política nacional.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #000080;"><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/swamp4.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-5362" title="swamp4" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/swamp4-221x300.jpg" alt="" width="215" height="292" /></a>Ambientalismo radical por trás das crises</span></h2>
<p>Como temos nos empenhado em demonstrar, a extensão da ideologia ambientalista na formulação de políticas públicas é um dos principais fatores da crise sistêmica global em curso, em especial, devido ao seu impacto nas políticas de desenvolvimento de países como o Brasil. Por sua crescente estatura no cenário mundial, o Brasil é um dos países-chave para a reconfiguração da ordem de poder global que estamos vivenciando. Este fator, não percebido por todos, confere ao País uma grande responsabilidade na delineação das diretrizes que deverão orientar a formulação de políticas de alcance global, no futuro imediato. Por isso, a presidente Dilma Rousseff tem plenas condições de se afastar do exemplo do seu tíbio e infausto antecessor, adotando, para as questões ambientais, uma atitude mais racional e resoluta, que coloque os interesses da sociedade brasileira acima dos interesses restritos – e pouco louváveis – dos ambientalistas transnacionais.</p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #ff6600;"><strong><em>MSIa –</em></strong><em> <strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em></span></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/MSIa-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-6138" title="MSIa-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/MSIa-mini.jpg" alt="" width="48" height="24" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/div-01-pb.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-6767" title="div-01-pb" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/div-01-pb-300x30.png" alt="" width="300" height="30" /></a></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/seta-vermelha-mini.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-7484" title="seta-vermelha-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/seta-vermelha-mini.jpg" alt="" width="20" height="18" /></a>Créditos:</strong> este post é matéria apresentada no Boletim Eletrônico <em>MSIa INFORMA</em>, do <strong><em>MSIa –</em></strong><em> <strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em>, Vol. III, Nº 01, de 19 de maio de 2011. Introduzi subtítulos no texto para facilitar e incentivar a leitura.</p>
<p><strong><em>MSIa INFORMA</em></strong> é uma publicação do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa). Conselho Editorial: Angel Palacios, Geraldo Luís Lino, Lorenzo Carrasco (Presidente), Marivilia Carrasco, Nilder Costa e Silvia Palacios. Endereço: Rua México, 31 &#8211; sala 202 &#8211; Rio de Janeiro (RJ) &#8211; CEP 20031-144; Telefax: 0xx 21-2532-4086.</p>
<p><strong>Para saber mais sobre o tema: </strong>visitar os sites da MSIa/Capax Dei:<strong> </strong><a href="http://www.alerta.inf.br/">http://www.alerta.inf.br/</a> e <a href="http://www.msia.org.br/">http://www.msia.org.br/</a> . Mensagens e sugestões, favor enviar para <a href="http://www.msia.org.br/">msia@msia.org.br</a>.</p>
<p><strong>Imagem:</strong> <a href="http://variavelindependete.blogspot.com/">http://variavelindependete.blogspot.com</a>; <a href="http://www.espada.eti.br/">http://www.espada.eti.br</a></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a></p>
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		<title>G-20 articula coordenação para segurança alimentícia &#8211; falta a regulamentação financeira</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/g-20-articula-coordenacao-para-seguranca-alimenticia-falta-a-regulamentacao-financeira/</link>
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		<pubDate>Wed, 25 May 2011 21:03:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Ambientalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Crise financeira]]></category>
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		<category><![CDATA[Política internacional]]></category>

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		<description><![CDATA[Após uma sucessão de cúpulas e encontros pouco produtivos, o G-20 pode estar começando a deixar a impotência para trás. Em 22-23 de junho próximos, os ministros de Agricultura do bloco se reunirão em Paris, quando deverá ser anunciada uma agenda mínima para assegurar um esboço de segurança alimentícia em escala mundial. Como informa de Genebra o correspondente do Valor Econômico, Assis Moreira (16/05/2011), a medida visa não apenas aumentar a produção mundial de alimentos, como também reduzir o impacto da alta de preços dos alimentos, que tem causado turbulências políticas em vários países.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1849" title="MSIapequeno" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg" alt="" width="57" height="29" /></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/05/G20.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-8558" title="G20" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/05/G20-300x192.jpg" alt="" width="300" height="192" /></a>Após uma sucessão  de cúpulas e encontros pouco produtivos, o G-20 pode estar começando a deixar a  impotência para trás. Em 22-23 de junho próximos, os ministros de Agricultura do  bloco se reunirão em Paris, quando deverá ser anunciada uma agenda mínima para  assegurar um esboço de segurança alimentícia em escala mundial. Como informa de  Genebra o correspondente do<em> Valor Econômico</em>, Assis Moreira (16/05/2011),  a medida visa não apenas aumentar a produção mundial de alimentos, como também  reduzir o impacto da alta de preços dos alimentos, que tem causado turbulências  políticas em vários países.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #000080;">A pauta</span></h2>
<p>Em uma reunião  preparatória, na capital francesa, na semana passada, estabeleceu-se que a  iniciativa deverá incluir três itens principais:</p>
<p><span style="color: #000080;"><strong>❶</strong></span> A criação de um  sistema de informações sobre os mercados financeiros, para monitorar e analisar  em tempo real o desenvolvimento dos mercados de produtos agrícolas e  proporcionar informações atualizadas sobre a produção, estoques e consumo de  alimentos. Igualmente, propõe-se o estabelecimento de instrumentos financeiros  para assegurar a proteção dos produtores agropecuários das oscilações de preços  causadas pela especulação financeira com <em>commodities</em> alimentícias, com  financiamento do Banco Mundial e outras instituições multilaterais.</p>
<p><span style="color: #000080;"><strong>❷</strong></span> A criação de um  &#8220;pequeno estoque de reserva de urgência&#8221;, a ser gerenciado pelo Programa  Alimentar Mundial (PAM), para eventuais ações humanitárias em países pobres. A  iniciativa é uma alternativa à proposta originalmente feita pela França, de se  estabelecerem estoques regionais ou globais, rechaçada como uma intervenção nos  mercados agrícolas (inclusive pelo Brasil). Devido à influência dos fatores  políticos e especulativos sobre os preços dos alimentos, o PAM deverá definir um  código de conduta para a gestão &#8220;responsável&#8221; das reservas, que serão vinculadas  aos sistemas de alerta de crises e terão dimensões e localização cuidadosamente  definidas.</p>
<p><span style="color: #000080;"><strong>❸</strong></span> O  estabelecimento de um projeto de cooperação internacional em pesquisas  agrícolas, visando o aumento da produtividade de vários alimentos básicos, como  o trigo. Entre as propostas apresentadas, inclui-se uma plataforma de  desenvolvimento da agricultura tropical baseada na experiência da atuação da  Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) na África.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #000080;"><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/05/interesse-financeiro.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-8560" title="interesse-financeiro" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/05/interesse-financeiro.jpg" alt="" width="200" height="174" /></a>Interesses vão ser contrariados</span></h2>
<p>A iniciativa do  G-20 é mais que bem vinda e pode, finalmente, dar ao grupo o impulso concreto  necessário para que a entidade possa atuar de forma efetiva diante dos  crescentemente complexos desafios da crise sistêmica global. Como tais ações,  forçosamente, terão que contrariar muitos dos interesses responsáveis pela  crise, especialmente, no campo financeiro, pode ser que sucessos no  estabelecimento de uma agenda de segurança alimentícia sirvam como incentivo  para se estenderem ações impositivas para a imprescindível re-regulamentação do  sistema financeiro internacional. Inclusive, para, futuramente, coibir de modo  definitivo a especulação com alimentos, a causa principal do violento aumento de  preços dos últimos dois anos.</p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #ff6600;"><strong><em>MSIa –</em></strong><em> <strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em></span></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/MSIa-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-6138" title="MSIa-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/MSIa-mini.jpg" alt="" width="48" height="24" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/2000px-Decorative_text_divider_4.svg_.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-7413" title="2000px-Decorative_text_divider_4.svg" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/2000px-Decorative_text_divider_4.svg_-300x12.png" alt="" width="300" height="12" /></a></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/seta-vermelha-mini.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-7484" title="seta-vermelha-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/seta-vermelha-mini.jpg" alt="" width="20" height="18" /></a>Créditos:</strong> este post é matéria apresentada no Boletim Eletrônico <em>MSIa INFORMA</em>, do <strong><em>MSIa –</em></strong><em> <strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em>, Vol. III, Nº 01, de 19 de maio de 2011. Introduzi subtítulos no texto para facilitar e incentivar a leitura.</p>
<p><strong><em>MSIa INFORMA</em></strong> é uma publicação do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa). Conselho Editorial: Angel Palacios, Geraldo Luís Lino, Lorenzo Carrasco (Presidente), Marivilia Carrasco, Nilder Costa e Silvia Palacios. Endereço: Rua México, 31 &#8211; sala 202 &#8211; Rio de Janeiro (RJ) &#8211; CEP 20031-144; Telefax: 0xx 21-2532-4086.</p>
<p><strong>Para saber mais sobre o tema: </strong>visitar os sites da MSIa/Capax Dei:<strong> </strong><a href="http://www.alerta.inf.br/">http://www.alerta.inf.br/</a> e <a href="http://www.msia.org.br/">http://www.msia.org.br/</a> . Mensagens e sugestões, favor enviar para <a href="http://www.msia.org.br/">msia@msia.org.br</a>.</p>
<p><strong>Imagem: </strong><a href="http://portalpg.com/">http://portalpg.com</a>; <a href="http://www.ojornal.net/">http://www.ojornal.net</a></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a></p>
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		<title>Afinal, qual é a dos ambientalistas? – Parte 2</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/afinal-qual-e-a-dos-ambientalistas-%e2%80%93-parte-2/</link>
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		<pubDate>Sun, 15 May 2011 16:50:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
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		<description><![CDATA[[PARTE FINAL DO POST ANTERIOR] A contradição dos carros elétricos Paralelamente ao que foi apresentado no artigo anterior, outra ladainha característca do movimento ambientalista mundial é quanto à possibilidade de que os veículos, principalmente os terrestres – automóveis, veículos de carga (pick-ups, ônibus e caminhões), além de tratores, ceifadeiras mecânicas e outras máquinas agrícolas e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/10/Harpia-preta-meria.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-4973" title="Harpia-preta-meria" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/10/Harpia-preta-meria.jpg" alt="" width="100" height="71" /></a>[PARTE FINAL DO POST ANTERIOR]</strong></p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/05/carro-eletrico-sendo-carregado.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-8449" title="carro-eletrico-sendo-carregado" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/05/carro-eletrico-sendo-carregado-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a><span style="color: #000080;">A contradição dos carros elétricos</span></h2>
<p>Paralelamente ao que foi apresentado no artigo anterior, outra ladainha característca do movimento ambientalista mundial é quanto à possibilidade de que os veículos, principalmente os terrestres – automóveis, veículos de carga (pick-ups, ônibus e caminhões), além de tratores, ceifadeiras mecânicas e outras máquinas agrícolas e industriais, assim como os trens, sejam providas de motores elétricos. O que isso pode significar para o mundo?</p>
<p>Em primeiro lugar, os motores automotivos elétricos ainda não têm uma tecnologia adequada e firmada, eficiente e barata, mormente no que diz respeito à acumulação de energia – as baterias acumuladoras de eletricidade ainda têm que ser muito grandes e pesadas, o que dificulta sua utilização. Por isso os motores elétricos são, ainda, de baixo rendimento e/ou de pequeno alcance operacional, apenas passíveis de ser utilizados em máquinas de pequeno porte – inclusive em veículos de alcance e de velocidades reduzidas.</p>
<p>Em segundo lugar, com as atuais restrições que estão sendo impostas, ou, no mínimo, propostas, no sentido de que sejam abandonadas aquelas três formas de fornecimento de eletricidade tradicionais, de que modo se poderá, a partir de outros sistemas energéticos alternativos (propalados pela mídia e pelos ambientalistas), suprir as necessidades de transportes e de máquinas – na base de motores elétricos – em relação a uma população mundial da ordem de quase sete bilhões de pessoas?</p>
<p>Será que há uma certa contradição nisso tudo, ou é só impressão minha? Como é que, por um lado, se combatem os sistemas energéticos tradicionais – o únicos realmente viáveis, econômica e operacionalmente falando – e por outro lado lutam pela adoção maciça de máquinas e carros elétricos? De onde virá a energia para nutrir uma demanda tão grande?</p>
<p>A propósito, uma das grandes reivindicações dos ambientalistas radicais é o abandono dos alimentos transgênicos, bem como da utilização de insumos e/ou de outras substâncias industriais na agricultura. Ele se batem por alimentos ditos como “orgânicos”, sem qualquer substância agregada de origem não natural.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;"><strong>Aliás, não me consta que algum dia comemos alimentos não-orgânicos; será que alguém já comeu um bom bife de granito? Ou uma pizza de mármore? Ou mesmo uma farofa de areia da praia?</strong></span></p>
<p>Eles se esquecem, entretanto, que para se produzir alimentos “orgânicos” a necessidade de área para as plantações, bem como para a alimentação natural do gado é muitas vezes maior do que aquela utilizada com recursos industriais. Será que haverá condições de se nutrir uma Humanidade, de cerca de sete bilhões de pessoas com produtos orgânicos, os quais são – também – muito mais caros (por motivos óbvios) do que os tradicionais?</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/05/controle-de-natalidade.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-8452" title="controle-de-natalidade" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/05/controle-de-natalidade.jpg" alt="" width="300" height="229" /></a><span style="color: #000080;">A redução da população mundial</span></h2>
<p>A resposta à pergunta acima é simples – e sinistra. Eliminando-se os sistemas tradicionais de fornecimento de energia, optando-se pelos sistemas “limpos”, seguros e/ou renováveis, que não conseguirão abastecer a atual carga humana planetária, o negócio é reduzir a população mundial, a fim de que esses sistemas, pouco rentáveis, e de aplicação pontual, possam dar conta do recado.</p>
<p>Não é de hoje que inúmeros ambientalistas radicais e/ou dirigentes de vários países centrais pugnam pela redução da população mundial. Desde há muito tempo, quando da criação do Clube de Roma, em 1968, que propalou a teoria malthusiana dos “limites do crescimento”, que a idéia de um “maior controle” da população mundial – principalmente no Terceiro Mundo – vem prosperando, dando base, inclusive, a que Henry Kissinger montasse o famigerado <em>«Memorando NSSM-200»</em>, como é mostrado no livro <em>«Máfia Verde»</em>:</p>
<blockquote><p><em>«Em 1975, sob orientação pessoal do ex-secretário de Estado Henry Kissinger, o Conselho de Segurança Nacional dos EUA determinou que o crescimento populacional do Brasil, junto com os de outras 12 nações em desenvolvimento – todas ricas em recursos naturais – constituía uma ameaça à segurança dos EUA e seus aliados (leia-se: Inglaterra). Tal política, manifestada no “Memorando-Estudo de Segurança Nacional 200” (o NSSM-200), era explícita em assinalar que a ameaça decorria da utilização dos recursos naturais, por parte daquelas nações, especialmente os recursos minerais, no atendimento de suas necessidades de bem-estar de suas crescentes populações.»</em></p>
<p><em>Entre as recomendações do estudo, encontram-se:</em></p>
<p>①<em> que a imposição “diplomática” das políticas malthusianas nos países do Terceiro Mundo deverá ocorrer por intermédio de agências multilaterais, em vez de por intervenção direta dos EUA;</em></p>
<p>②<em> a integração do planejamento familiar com os aspectos ligados ao desenvolvimento;</em></p>
<p>③<em> a persuasão dos líderes políticos dos benefícios do planejamento familiar; e</em></p>
<p>④<em> a premiação, com ajuda econômica, daquelas nações que demonstrarem boa conduta em seus programas de planejamento familiar. </em>[...]<em> «Os EUA poderiam trabalhar neste sentido, com as organizações internacionais interessadas – p.ex. oms, unfpa, bird, unicef etc». </em></p></blockquote>
<p>O assunto, portanto, não é de hoje. O <em>«Memorando»</em> de Kissinger, no entanto, visava apenas o controle da população dos países periféricos, a fim de que eles não utilizassem seus recursos naturais, em detrimento dos EUA.</p>
<p>O controle familiar, inclusive com a esterilização maciça das mulheres (o que já ocorreu, inclusive no Brasil) já existe em diversas partes do mundo (como na China, p. ex., onde há a limitação de um filho por casal, definida por lei). Só que reduzir a população mundial não significa apenas a adoção de programas de “planejamento familiar” nos países periféricos, mas a eliminação maciça das pessoas no mundo todo, inclusive nos próprios países centrais.</p>
<p>Reduzir a população mundial significa, de alguma forma, estabelecer-se que a Terra deveria abrigar apenas cerca de 500 milhões de pessoas, e, para se chegar a isso, até meados do século 21, no mais tardar em seu final (de acordo com alguns visionários malucos), seria necessária a eliminação de bilhões de pessoas excedentes àquele número, através de outros processos que não seriam, exatamente, os de “planejamento familiar”.</p>
<p>Mesmo porque, com o atual número de habitantes no planeta um governo único mundial seria algo extremamente difícil de ser implantado e de ser mantido – mas com um planeta contendo apenas algumas centenas de milhões de pessoas, isso seria, em princípio, muito mais possível.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #000000;">Em seguida algumas frases de ambientalistas notórios:</span></p>
<blockquote><p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/12/David_Foreman.jpg"><img class="size-full wp-image-5810 alignleft" title="David_Foreman" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/12/David_Foreman.jpg" alt="" width="64" height="79" /></a>David Foreman, porta-voz da ONG Earth First!: <span style="color: #ff0000;"><strong><em>«Eu não vejo outra solução para evitar a ruína da Terra salvo uma drástica redução da população humana.»</em></strong></span> (Citado por Gregg Easterbrook em <em>«The New Republic»</em>, 30/04/1990, p. 18)</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/12/Ted_Turner_2.jpg"><img class="size-full wp-image-5841 alignright" title="Ted_Turner_2" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/12/Ted_Turner_2.jpg" alt="" width="67" height="75" /></a>Ted Turner, bilionário fundador da CNN: <span style="color: #ff0000;"><strong><em>«O ideal seria que a população mundial fosse de 250-300 milhões de pessoas, quer dizer uma diminuição de 95% dos níveis atuais.»</em></strong></span></p>
<p>Rico do jeito que este cidadão é, provavelmente, conseguirá ficar entre os seus preconizados 300 milhões – mas e a população “comum” do planeta?</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/12/Michael-Oppenheimer.jpg"><img class="size-full wp-image-5860 alignleft" title="Michael-Oppenheimer" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/12/Michael-Oppenheimer.jpg" alt="" width="120" height="65" /></a>Michael Oppenheimer, professor de Geociências e Relações internacionais, Universidade de Princeton: <span style="color: #ff0000;"><strong><em>«Não podemos permitir que outros países tenham o mesmo número de carros, o mesmo patamar de industrialização que nós temos nos EUA. Nós temos que parar esses países do Terceiro Mundo exatamente onde eles estão.»</em></strong></span></p></blockquote>
<p>Sem comentários.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/05/Globalizacao2.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-8454" title="Globalizacao2" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/05/Globalizacao2-300x218.jpg" alt="" width="300" height="218" /></a><span style="color: #000080;">Mudanças de paradigmas culturais e globalização</span></h2>
<p>Deve-se notar que a insistente globalização da economia e também, principalmente, da cultura – com a uniformização de costumes sob todos os sentidos, de senso moral, das manifestações artísticas, dos esportes de massa a níveis globais e até das religiões etc – consiste numa providência que já está sendo tomada com o intuito de homogeinizar as populações mundiais, no que diz respeito a seus desejos e modos de viver e de ver a vida, assim como de suas vontades e aspirações. Essa homogeinização é, tipicamente, algo deliberado, a fim de se chegar à civilização mundial única, com um governo mundial único. Tal tipo de “equalização” global, com a necessária mudança dos paradigmas culturais em cada nação, é também uma fase para a governança global, existindo inúmeras entidades, pertencentes ao <em>establishment</em> oligárquico que trabalham no que chamam de “engenharia social”. Dentre elas destaca-se o Instituto Tavistock de Relações Humanas, sediado em Londres, além de outros, principalmente nos EUA (Instituto Aspen, Instituto Rand, Fundação Rockefeller etc).</p>
<p>Além da homogeinização de costumes de uma forma geral, esses organismos implantam no seio das sociedades novas modas, novas necessidades, criam climas de permissividade e de tolerância em que tudo, por mais extravagante, imoral e/ou bizarro que seja passa a ser considerado normal, e também criam, no mundo, um clima de perplexidade e de decrepitude dos conceitos morais e sociais até então vigentes, assim como os demais paradigmas do que é certo e do que é errado, o que causa o descontrole emocional por parte das pessoas, fazendo-as ficar sem saber o que fazer e o que querer para si mesmas, para suas famílias e para suas comunidades, desfazendo o senso crítico das pessoas e tornando-as apáticas, fúteis, frívolas, e assim, totalmente dispostas a ouvir e a seguir quem quer que seja, seja qual for o assunto, por mais incrível que seja. As pessoas passam a se comportar como se fossem boiadas, e desta maneira, atendem e obedecem a qualquer um que se diga como um salvador. Esta é a governança mundial atuando.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #000080;">Que processos seriam esses?</span></h2>
<p>Os processos “paralelos” de diminuição da população planetária não são estanques – um é ligado a outro e, funcionam num contexto geral, uns combinados com outros.</p>
<p>Um dos processos “paralelos” é forçar a desindustrialização do mundo; outro seria limitar-se, drasticamente, os alimentos no planeta, ou torná-los tão caros que só uma minoria privilegiada possa ter acesso aos mesmos; outro processo seria a desintegração territorial dos países (um processo denominado “balcanização”), visando a desestruturação das sociedades e o esfacelamento das nações; outro método seria o de limitar e proibir a países “não alinhados” a utilização de sistemas eficientes de energia; outros métodos seriam a propagação de guerras, de doenças e a desassistência completa a certas parcelas da população mundial consideradas pelas elites como “débeis”, “inferiores” e/ou “perigosas”.</p>
<p>Tudo isso (e outras coisas mais) faz parte de uma espécie de “agenda” (termo cunhado pela jornalista canadense Elaine Dewar em seu livro <em>«Uma Demão de Verde»</em>) – isto é: uma série de “providências” a serem tomadas – e que já estão sendo tomadas – pelas grandes oligarquias corporatocráticas – ou cleptocráticas – mundiais que visam aquilo que se chama de “um mundo menor”, com uma “governança global” – ou seja, em outras palavras, com um “governo mundial único”&#8230;</p>
<p>Falemos, rápida e sucintamente (por não se tratarem de assuntos diretamente atinentes ao escopo do presente ensaio), sobre esses “processos paralelos”, que são considerados itens da dita “agenda”. Devo lembrar, mais uma vez, que cada uma dessas “providências” não constitui algo estanque, mas implica num relacionamento entre elas, num envolvimento recíproco, em que cada item da “agenda” se combina com outro a fim de compor o quadro geral de dominação e de diminuição populacional, com vistas à governança global.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/05/cpmf.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-8456" title="cpmf" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/05/cpmf-300x240.jpg" alt="" width="173" height="145" /></a>ⓐ o forçamento da desindustrialização do mundo.</strong></span></p>
<p>Este é um processo claramente em andamento, não só – e principalmente – nos países do Terceiro Mundo, como também nos países centrais. Trata-se de impedir o desenvolvimento industrial das nações limitando-se a difusão de tecnologias de ponta; a limitação compulsória da utilização de tecnologias avançadas de obtenção de energia; pela escalada da má educação e da cada vez pior capacitação de profissionais; por limitar-se e impedir-se que se construam obras de infra-estrutura nos países; por limitar-se o acesso aos recursos naturais e por outras providências semelhantes. Desindustrializar significa diminuir a oferta de benefícios, inclusive de alimentação à sociedade humama, pois só a níveis industriais se consegue prover a Humanidade daquilo que ela necessita.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/05/FomeZero85.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-8457" title="FomeZero85" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/05/FomeZero85-300x211.jpg" alt="" width="300" height="211" /></a>ⓑ a limitação dos alimentos no planeta.</strong></span></p>
<p>Isso também está em andamento e está ligado à limitação indicada acima. Um dos meios de se limitar a oferta e a distribuição de alimentos é limitar-se e até mesmo impedir-se a produção dos mesmos, não só limitando-se as áreas de plantio e de cultivo (com a implantação de reservas ecológicas, parques nacionais e reservas indígenas, assim como criando-se áreas de preservação obrigatória e/ou de outros impedimentos, ditos como para o bem da “sustentabilidade”), bem como colocando-se empecilhos nos processos industriais. Isso tudo, aliada à proibição da utilização de transgênicos, por todos os meios possíveis, com o intuito de se limitar a produção de alimentos, vai-se, cada vez mais, fazendo com que os alimentos fiquem escassos e tenham seus preços aumentados. A fome se alastra e milhões de pessoas, simplesmente, morrem. A falta de saneamento básico completa o quadro.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/05/map_yugoslavia.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-8458" title="map_yugoslavia" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/05/map_yugoslavia-287x300.jpg" alt="" width="206" height="216" /></a>ⓒ a “balcanização” dos países.</strong></span></p>
<p>Este processo consiste na divisão forçada dos países, mormente os grandes, em vários países menores, como no caso que aconteceu na Iugoslávia – nos Bálcãs – daí o nome, “balcanização”. Dividir os países significa enfraquecê-los e a seus povos. Dividir para conquistar.</p>
<p>Dividir os países significa dificultar o trânsito interno de tecnologias, de processos industriais, de infraestrurura, de distribuição de recursos financeiros e humanos e de outras coisas mais que são facilitadas quando os países compõem um só território com uma mesma língua etc – quando seus recursos naturais, tecnológicos e humanos podem circular livremente, ajudando a todos, e quando todos têm os mesmos objetivos políticos e socioeconômicos. Divididos, os países acabam se isolando e lutando entre si por hegemonias locais e globais, e isso, claramente, inibe o desenvolvimento das nações. Inibindo-se o desenvolvimento das nações, inibe-se o seu crescimento populacional, pois sabe-se que o crescimento populacional é, normalmente, direta e decorrentemente, proporcional à riqueza de uma nação e à existência de um clima de paz.</p>
<p>Países pequenos são mais passíveis a depender de outros, mais comumente no que diz respeito a finanças, itens alimentícios, tecnologias de ponta e fornecimento de energia.</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong>ⓓ a limitação da utilização de sistemas modernos e eficientes de obtenção de energia.</strong></span></p>
<p>Este é o principal tópico analisado no presente ensaio. Sem energia, ou com sistemas energéticos antiquados, não há progresso. Sem progresso há decréscimo populacional. Exemplo de um sistema claramente antiquado de se obter energia é o sistema eólico, na base de moinhos de vento. Há milhares de anos que a Humanidade já utiliza os moinhos para os mais variados fins, e, ultimamente, para a obtenção de eletricidade. É, obviamente, um processo antiquado e de pouco rendimento, o qual, dificilmente, poderá ter funcionalidades melhores – pelo menos a curto e médios prazos.</p>
<p>Sem sistemas eficientes de fornecimento de energia há a desindustrialização – o que também já está ocorrendo em todo o mundo, mormente nos países periféricos. Sem energia e sem indústrias os países tendem a exportar <em>commodities</em> (materiais e produtos em estado bruto, sem beneficiamento), e isso aumenta o a velocidade do processo de desindustrialização. Um avanço na desindustrialização pode levar – e isso é o objetivo do ambientalismo corporatocrático e cleptocrático – a um gradual sistema de vida pré-era industrial, onde as pessoas só têm como formas de sustento/sobrevivência a agricultura, o artesanato familiar e o escambo.</p>
<p>O empenho das elites mundiais em dificultar o acesso à energia nuclear aos países tem esse objetivo: fazer com que eles se desindustrializem, à medida que o encarecimento dos combustíveis fósseis aumenta, assim como sua disponibilidade física. Proibir o Irã, por exemplo, de continuar suas pesquisas no campo nuclear – sob o falso pretexto de que aquele país estaria querendo fabricar armas nucleares (acusação em relação a qual até mesmo o Brasil já foi questionado, e continua sendo) para acabar com Israel – é uma atitude risível, mas que visa, não só a dependência do Irã aos monopólios mundiais de petróleo, como a estagnação tecnológica e industrial daquela nação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/05/vaca_louca.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-8459" title="vaca_louca" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/05/vaca_louca-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>ⓔ a propagação de guerras e de doenças e a desassistência completa a certas parcelas da população mundial.</strong></span></p>
<p>Este artifício de diminuir a população mundial com base no fomento de guerras, principalmente internas (guerras civis) é plenamente conhecido – mormente nos países do Terceiro Mundo e, dentre esses, principalmente na África, pois lá encontram-se enormíssimas quantidades de recursos naturais – mal administradas. E conflitos internos tendem a se alastrar, como o que está ocorrendo no mundo árabe.</p>
<p>Guerras, como as rebeliões civis em África são de grande valia para as corporações elitistas mundiais: armas são fornecidas, indistintamente, a ambos os lados dos grupos em confronto, em troca das riquezas naturais daqueles países, como diamantes (os “diamantes de sangue”), ouro, prata, urânio etc e o fácil acesso às suas jazidas de petróleo, dentre outras coisas. Destruídos os países pelos conflitos civis, em nome de suas “reconstruções” e da implantação da “democracia”, surgem as grandes corporações construtoras, como a Haliburton, de Dick Cheney, a Bechtel etc, para “auxiliar” os países destruídos – sob o pretexto de se estar, nesses países, implantando a democracia&#8230; Os países são destruídos, direta ou indiretamente, pelos mesmos que depois os reconstroem, diretamente.</p>
<p>O fomento de doenças tem igual propósito, e este item da “agenda” é acompanhado de outro, que é o da completa desassistência nutricional, social, médica, sanitária e psicológica a essas populações, as quais são deixadas completamente entregues à própria sorte – ou seja, morrendo – sem que ninguém faça nada. E muitas vezes, quando promovem algum tipo de ajuda “humanitária”, através de ONGs, essas, ao enviar alimentos para os moradores das áreas de conflito, aproveitam (e porque não?) a ocasião para também enviar lotes de armamentos e munições para a continuação dos próprios conflitos que dizem querer acabar&#8230;</p>
<p>Organismos internacionais, tais como a ONU, com suas “forças de paz” não só não atuam como verdadeiras forças de paz, como mantêm os conflitos em determinados limites adequados. Da mesma forma a OTAN, que, muitas vezes participa dos próprios conflitos, sob a bandeira de contê-los e/ou de encerrá-los, ou ainda de “proteger a população” dos ditadores enfurecidos, mantém as disputas, também dentro dos limites adequados e, como as tropas de paz da ONU, tratando apenas de defender os estrangeiros pertencentes aos países centrais (e/ou de evacuá-los) que porventura se encontrem nas regiões de conflitos.</p>
<p>No que diz respeito aos genocídios que são assim incrementados, manipulados e mantidos nos países, principalmente nos do “continente negro”, percebe-se, claramente, o componente racista: uma óbvia atitude de exterminação da raça negra. Note-se que esses conflitos, que não passam de limpezas étnicas, acontecem também em outros lugares do mundo, como aconteceu nos Bálcãs, no Oriente, no Oriente Médio e nas Américas do Sul e Central (a chamada “legenda negra”) – cujo caso mais recente é o completo abandono em que se encontra a população haitiana, após o terremoto que destruiu a nação, o que deve ter sido altamente producente e conveniente para os racistas de plantão. O mesmo aconteceu com a população negra de Nova Orleans.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #000080;">Resumo</span></h2>
<p>➊ Os métodos de obtenção de energia na base de combustíveis fósseis (petróleo, carvão e gás natural) não podem ser substituídos, a curto e médio prazos por outros sistemas, mormente os pertencentes às chamadas “energias limpas/renováveis” (energia eólica, solar, biomassa, etanol etc), devido aos baixos rendimentos econômicos desses métodos e à flutuabilidade de suas produções.</p>
<p>➋ Os únicos métodos de obtenção de energia viáveis, que podem, paulatinamente, ir substituindo os sistemas à base de combustíveis fósseis são os sistemas hidrelétricos e/ou o sistema nuclear. No entanto, esses métodos também apresentam inconvenientes, conforme apontados no presente ensaio – inconvenientes esses que são alvos dos ambientalistas.</p>
<p>➌ Os perigos e/ou inconvenientes relativos aos sistemas hidrelétrico e nuclear não são <span style="text-decoration: underline;">razões suficientes</span> para que os mesmos sejam abolidos, em prol dos “sistemas limpos/renováveis”.</p>
<p>➍ Uma clara contradição existente nos argumentos dos ambientalistas reside no fato de serem, por eles, incentivados projetos de automóveis, veículos de serviço e máquinas na base de eletricidade, o que redundaria em enorme demanda de energia elétrica mundial – que os métodos “limpos/renováveis” não podem atender, face as necessidades da população mundial.</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/marina-silva.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-5236" title="marina-silva" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/marina-silva-300x187.jpg" alt="" width="300" height="187" /></a>➎ Os argumentos em prol dos sistemas “limpos/renováveis” de energia são utópicos – assim como utópica é a idéia de “sustentabilidade”.</p>
<p>➏ No caso de uma obrigatoriedade do uso de “sistemas limpos/renováveis”, a curto e médios prazos, em escala mundial, a solução seria a desindustrialização das nações, o que, aliado a outros fatores e providências – algumas delas insanas, utópicas e imorais – acarretaria, forçadamente, a diminuição maciça da população mundial.</p>
<p>Daí as perguntas finais:</p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;"><strong>«E aí, ambientalistas? Qual é a de vocês?»</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #ff0000;"><strong>«Que soluções energéticas viáveis vocês têm para o planeta?»</strong></span></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/harpia-temalivre2010-direitapequena.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3925" title="harpia-temalivre2010-direitapequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/harpia-temalivre2010-direitapequena.jpg" alt="" width="60" height="39" /></a><br />
</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/12/div4.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-5750" title="div4" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/12/div4.gif" alt="" width="149" height="21" /></a></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/seta-cinza-mini.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-7479" title="seta-cinza-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/seta-cinza-mini.jpg" alt="" width="20" height="14" /></a>Imagens:</strong><a href="http://alsocab.blogspot.com/">http://alsocab.blogspot.com</a><strong>; </strong><a href="http://www.obvius.org/">http://www.obvius.org</a><strong>;</strong></p>
<p><a href="http://admb94.blogspot.com/">http://admb94.blogspot.com</a>; <a href="http://newstageeventos.blogspot.com/">http://newstageeventos.blogspot.com</a>;</p>
<p><a href="http://wacandido.blogspot.com/">http://wacandido.blogspot.com</a>; <a href="http://tkgeo.blogspot.com/">http://tkgeo.blogspot.com</a>;</p>
<p><a href="http://umplagarto.blogspot.com/">http://umplagarto.blogspot.com</a>; <a href="http://blogmanueldutra.blogspot.com/">http://blogmanueldutra.blogspot.com</a></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a><br />
</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Brasil: proteção industrial prossegue na ordem do dia</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Jan 2011 17:26:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Crise financeira]]></category>
		<category><![CDATA[Crise global]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento sustentável]]></category>
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		<category><![CDATA[Oligarquias internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Política nacional]]></category>

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		<description><![CDATA[Apesar de terem demorado um pouco a reagir ao fenômeno, as lideranças industriais brasileiras estão tratando de se mobilizar em favor da adoção de medidas que revertam o processo de deterioração do parque industrial nacional, sem receio de qualificá-lo corretamente: desindustrialização.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIamedio.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1848" title="MSIamedio" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIamedio.jpg" alt="" width="85" height="43" /></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/industria-fechada.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-6122" title="industria-fechada" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/industria-fechada-300x225.jpg" alt="" width="203" height="153" /></a>Apesar de terem demorado um pouco a reagir ao fenômeno, as lideranças industriais brasileiras estão tratando de se mobilizar em favor da adoção de medidas que revertam o processo de deterioração do parque industrial nacional – sem receio de qualificar corretamente esse retrocesso: desindustrialização.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Recuo para níveis da década de 1940</h2>
<p>O processo tem ocorrido a um ritmo que já deixa de ser preocupante para se tornar ameaçador. A participação do setor industrial no PIB nacional, que já foi de 36 % em meados da década de 1980, caiu para cerca de 14 % – inferior aos 20 % registrados no final da década de 1940, quando não havia sequer uma fábrica de automóveis ou eletrodomésticos no País!</p>
<p>Um novo documento do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI) reitera que a indústria brasileira está perdendo rapidamente espaço, tanto no cenário doméstico como no mundial, colocando em risco as perspectivas de um impulso de crescimento mais expressivo nos próximos anos. Ademais, como ressalta o economista-chefe do instituto, Rogério César de Souza, todos os países que têm experimentado taxas robustas de crescimento <em>«tiveram na indústria o principal apoio»</em>. (<em>Valor Econômico</em>, 14/12/2010)</p>
<p>O estudo apresenta como exemplos a China, Coreia do Sul, Indonésia, Índia, Malásia e Tailândia, que tiveram taxas médias de crescimento anual superiores a 5 %, entre 1970 e 2007, com aumentos expressivos na participação de seus setores industriais no PIB. Em contraste, alguns países industrializados e várias economias latino-americanas, Brasil inclusive, tiveram taxas de crescimento abaixo de 5 % e declínio na participação industrial em seus PIBs.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Possibilidades de reverter o processo</h2>
<p>O presidente do IEDI, Pedro Passos, não considera a situação como irreversível, mas afirma que será necessário um esforço determinado nas seguintes áreas:</p>
<p>① mudança na política de permitir a valorização do real;</p>
<p>② redução dos custos financeiros da economia e dos encargos sobre a mão-de-obra; e</p>
<p>③ melhora dos sistemas de logística e inovação empresarial.</p>
<p>No artigo <em>«Desindustrialização em Marcha»</em>, publicado no sítio da Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústria de Base (ABDIB), o presidente do Grupo Siemens no Brasil, Adilson Primo (também vice-presidente da ABDIB), agrega outras considerações relevantes. Para ele, <em>«a desindustrialização que está ocorrendo no Brasil representa um dos grandes riscos para o futuro do País e deveria se uma das prioridades do novo Governo Federal»</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Outros fatores</h2>
<p>Primo cita como exemplo o setor de bens de capital, <em>«estratégico por representar a indústria de máquinas e equipamentos sofisticados, que já foi a 5ª maior do mundo, hoje, em queda livre, já recuou para o 14º posto»</em>. Segundo ele,</p>
<p><em>«&#8230;não se trata aqui de um problema “do muro para dentro” das empresas que, nas últimas duas décadas, pressionadas pela abertura da economia, ampliaram significativamente o seu nível de produtividade e competitividade. O problema vem do ambiente sistêmico. Carga tributária complexa e elevada, especialmente para investimentos, produção e exportação, excessiva burocracia estatal, juros elevados, dentre outros fatores, têm prejudicado substancialmente a competitividade das empresas.»</em></p>
<p><em><br />
</em></p>
<h2>Alguns números chegam a ser escandalosos:</h2>
<p><em>«Na questão tributária, por exemplo, enquanto os impostos indiretos representam 31,2 % da produção no Brasil, na China essa mesma relação é de 17,0 %. No México, 15,0 %. O custo de movimentação de um contêiner nos portos brasileiros é o triplo do chinês. Mesmo nas condições de financiamento, apesar de contarmos com o excelente apoio do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que oferece ao setor produtivo financiamento em condições melhores do que as disponíveis no mercado brasileiro, concorremos com empresas chinesas e coreanas que contam com financiamentos subsidiados dos seus governos, a custos próximos de zero.»</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Consequências desastrosas para o País</h2>
<p>Se nada for feito para corrigir tais distorções, adverte, haverá duas consequências gravíssimas para o futuro do País: <em>«A primeira é um processo de desindustrialização agudo, praticamente recuando à situação do inicio do século passado de excessiva dependência de produtos primários. A segunda consequência é uma deterioração do financiamento externo, dado pelo crescimento do déficit comercial da indústria e seu impacto no déficit em transações correntes do balanço de pagamentos. Ambas as situações nos levariam a uma trajetória insustentável, seja porque não teríamos, indefinidamente, quem nos financiasse, seja pela perda de capacidade de geração de emprego e renda, além do próprio crescimento sustentado da economia brasileira.»</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Uma luz&#8230;</h2>
<p>Uma iniciativa relevante nesse contexto é regulamentação da Medida Provisória 495, já convertida em lei, a qual determina que, em licitações governamentais, o fornecimento de bens e serviços de empresas nacionais poderá ter uma valor superior a até 25 % dos importados. Em sua coluna no <em>Valor Econômico</em> de 14 de dezembro, o ex-ministro Delfim Netto defende a lei, também conhecida como “Compre Brasil”. Depois de citar a célebre “Buy American Act” dos EUA e o notório protecionismo da União Europeia, Delfim lembra que <em>«o direcionamento das compras governamentais à luz do dia ou à sombra da noite é, e sempre foi, prática universal»</em>.</p>
<p>Não obstante, será preciso muito mais que isso para iniciar a reversão desse mergulho na República Velha, quando o País não passava de um exportador de algumas poucas <em>commodities</em> agrícolas. Além das lideranças setoriais, será imprescindível que os setores políticos, sindicais, acadêmicos, midiáticos e outros se conscientizem da gravidade e da urgência do problema, criando uma dinâmica que pressione o futuro governo da presidente Dilma Rousseff a ativar os recursos necessários para encarar a sério o desafio.</p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>Movimento de Solidariedade Ibero-americana</strong></em></p>
<p style="text-align: right;"><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/MSIa-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-6138" title="MSIa-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/MSIa-mini.jpg" alt="" width="48" height="24" /></a><br />
</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/divisor3.gif"><img class="aligncenter size-medium wp-image-6135" title="divisor3" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/divisor3-300x15.gif" alt="" width="300" height="15" /></a></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3623" title="seta-vermelha-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>Créditos:</strong> este post é matéria apresentada no Boletim Eletrônico <strong>MSIa INFORMA</strong>, do MSIa – Movimento de Solidariedade Íbero-americana, Volume II, Nº 34, de 17 de dezembro de 2010. Introduzi subtítulos no texto para facilitar e incentivar a leitura.</p>
<p><strong>MSIa INFORMA</strong> é uma publicação do<strong> Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa)</strong>. <strong>Conselho editorial:</strong> Angel Palacios, Geraldo Luís Lino, Lorenzo Carrasco (Presidente), Marivilia Carrasco, Nilder Costa e Silvia Palacios. Rua México, 31 &#8211; sala 202 &#8211; Rio de Janeiro ( RJ) &#8211; CEP 20031-144; Telefax: 0xx 21-2532-4086.</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3620" title="seta-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>Para saber mais sobre o tema, visitar os sites da MSIa/Capax Dei: </strong><a href="http://www.alerta.inf.br/">http://www.alerta.inf.br/</a> e <a href="http://www.msia.org.br/">http://www.msia.org.br/</a> . Mensagens e sugestões, favor enviar para <a href="http://www.msia.org.br/">msia@msia.org.br</a>.</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-cinza-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3626" title="seta-cinza-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-cinza-pequena.jpg" alt="" width="28" height="19" /></a>Imagem: </strong><a href="http://everleit.wordpress.com/">http://everleit.wordpress.com</a></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a><br />
</strong></p>
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		<title>Novo documentário expõe farsas do filme de Al Gore</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/novo-documentario-expoe-farsas-do-filme-de-al-gore/</link>
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		<pubDate>Sat, 27 Nov 2010 18:20:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ambientalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Aquecimento Global]]></category>
		<category><![CDATA[Combustíveis fósseis]]></category>
		<category><![CDATA[Malthusianismo]]></category>
		<category><![CDATA[Oligarquias internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Talvez o mais importante, o filme expõe o impacto humano que as medidas "verdes" recomendadas tiveram no passado e poderão ter no futuro. McAleer e McElhinney relatam como a proibição do DDT (um produto químico que impunha controle das populações de mosquitos para deter a propagação da malária) levou a mortes desnecessárias de milhões de crianças em países do terceiro mundo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="toolbar-articlebody">
<p><em><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/msm-banner.png"><img class="alignleft size-medium wp-image-5431" title="msm-banner" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/msm-banner-300x39.png" alt="" width="300" height="39" /></a><strong>Talvez o mais importante, o filme expõe o  impacto humano que as medidas &#8220;verdes&#8221; recomendadas tiveram no passado e poderão  ter no futuro. McAleer e McElhinney relatam como a proibição do DDT (um produto  químico que impunha controle das populações de mosquitos para deter a propagação  da malária) levou a mortes desnecessárias de milhões de crianças em países do  terceiro mundo.</strong></em></p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/not-evil-just-wrong1.gif"><img class="alignright size-medium wp-image-5435" title="not-evil-just-wrong1" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/not-evil-just-wrong1-209x300.gif" alt="" width="209" height="300" /></a>Washington, DC, EUA, 16 de outubro de 2009 (Notícias  Pró-Família):</h2>
<p>Os alarmistas do aquecimento global estão cada vez mais sendo  desafiados, pois suas predições não estão se cumprindo e suas teorias estão  sendo questionadas por muitas pessoas em vários países. Num novo documentário  <em>«Not Evil Just Wrong»</em> (<em>«Não Pérfido, Mas Apenas Errado»</em>), estreando em 27 países  neste domingo, 18, dois cineastas irlandeses lidam com o que chamam de  “alarmismo cínico” de Al Gore e a ameaça de <em>«que ele e outros radicais da mudança  climática estão representando para nossa liberdade, nossa subsistência e o  futuro da nossa nação»</em>.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Assim dizem os alarmistas</h2>
<p>«Os alarmistas do aquecimento global querem que as pessoas acreditem que os  seres humanos estão matando o planeta» – declara uma sinopse do filme. Mas  <em>«Not Evil Just Wrong»</em>, um novo documentário produzido por Phelim McAleer  e Ann McElhinney, prova que as únicas ameaças aos EUA (e o resto do mundo) são a  ciência falha e a retórica de Al Gore e seus aliados do radicalismo  ambientalistas, os quais fazem parecer que o mundo todo está acabando.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>As falácias de Al Gore</h2>
<p>O filme tem a meta de desmascarar o gráfico que apresenta um aumento muito  acentuado e exagerado visando mostrar uma explosão única de aquecimento global  no século 20 devido aos seres humanos. O filme também trata de alegações dos  ambientalistas alarmistas, inclusive: que os seres humanos estão derretendo as  calotas polares, que o século 20 é o mais quente da história, ou que o nível dos  oceanos de repente subirá seis metros com conseqüências desastrosas.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Normas “verdes” radicais podem prejudicar o mundo</h2>
<p>Talvez o mais importante, o filme expõe o impacto humano que as medidas  “verdes” recomendadas tiveram no passado e poderão ter no futuro. McAleer e  McElhinney relatam como a proibição do DDT (um produto químico que impunha  controle das populações de mosquitos para deter a propagação da malária) levou a  mortes desnecessárias de milhões de crianças em países do terceiro mundo.  Argumentando que o CO<sub>2</sub> é o novo DDT, o filme explora como normas “verdes”  semelhantes poderão destruir os empregos de centenas de milhares de cidadãos da  classe média no coração dos EUA.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Bons exemplos</h2>
<p>McAleer também diz, ainda que o mundo estivesse se aquecendo, não será o  desastre apocalíptico que os eco-radicais dizem que será. Conforme ele declarou  numa entrevista recente da CNN: <em>«Helsinque é um dos lugares mais frios do  planeta. É muito rica. Cingapura é um dos lugares mais ricos do planeta. É muito  quente. O homem se adaptará. Não se deve destruir a economia e eliminar  oportunidades de empregos e parar de usar combustíveis fósseis só por causa da  ciência fajuta»</em>.</p>
<p>Os cineastas, que são casados, no passado fizeram um documentário chamado  <em>«Mine Own Business»</em> (<em>«Meu Próprio Negócio»</em>), que argumentava que  ambientalistas utópicos estão prejudicando comunidades no Terceiro Mundo.</p>
<p>O filme está sendo lançado em 18 de outubro. Pelo fato de que não puderam  convencer um distribuidor de filmes a adotar o filme, os produtores dizem que o  filme está sendo exibido simultaneamente em 6.000 locais alternativos e até  mesmo em lares de pessoas em 27 países neste domingo.</p>
<p>Para ver onde o filme está estreando nos Estados Unidos, Canadá, Austrália e  o Reino Unido no domingo, veja em <a href="http://www.noteviljustwrong.com/home">http://www.noteviljustwrong.com/home</a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/msm-banner.png"><img class="alignright size-medium wp-image-5431" title="msm-banner" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/msm-banner-300x39.png" alt="" width="147" height="19" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>James Tillman, 19/10/2009</strong></em></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/divisor2pb.gif"><img class="aligncenter size-medium wp-image-5164" title="divisor2pb" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/divisor2pb-300x16.gif" alt="" width="300" height="16" /></a></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3623" title="seta-vermelha-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>Créditos:</strong> Publicado com o título: <em><strong>«Filme Estreando em 27 Países Domingo Documenta o Custo Humano da Histeria do Aquecimento Global»</strong></em>, por Notícias Pró-Família. Fonte:  <a href="http://noticiasprofamilia.blogspot.com/" target="_blank">http://noticiasprofamilia.blogspot.com</a>.</p>
<p>Esta matéria foi publicada no site <strong><em>«MSM &#8211; Mídia Sem Máscara»</em></strong>, em 01/12/2010. Texto traduzido por Julio Severo. Introduzi subtítulos no texto para incentivar e facilitar sua leitura.</p>
<p>Maiores informações no endereço: <a href="http://www.midiasemmascara.org/">http://www.midiasemmascara.org/</a>.</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/10/Seta-pequena.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-4980" title="Seta-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/10/Seta-pequena.gif" alt="" width="24" height="24" /></a>Imagem:</strong> <a href="http://blog.heritage.org/">http://blog.heritage.org</a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a></p>
<p><strong><a href="../wp-content/uploads/2010/10/Seta-pequena.gif"></a></strong></p>
</div>
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		<title>Que crise é essa?</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Nov 2010 17:30:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Governo mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Crise financeira]]></category>
		<category><![CDATA[Crise global]]></category>
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		<category><![CDATA[Política internacional]]></category>

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		<description><![CDATA[Texto da apresentação do autor no Fórum Público Mundial Diálogo de Civilizações, em Rodes, Grécia, 10 de outubro de 2010.
Quero começar com uma pergunta, que parece óbvia: o que é que, em realidade, está em crise? É apenas uma crise econômica, apenas uma crise do sistema financeiro e econômico hegemônico, ou é uma crise algo mais profunda, que se também reflete na derrocada econômica?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIamedio.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1848" title="MSIamedio" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIamedio.jpg" alt="" width="85" height="43" /></a><strong> </strong></p>
<p><strong>Texto da apresentação do autor no Fórum Público Mundial Diálogo de Civilizações, em Rodes, Grécia, 10 de outubro de 2010, sob o título <em>«O que é necessário para superar a crise global: algumas ideias da América do Sul»</em></strong><strong>.</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/crise.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-5461" title="crise" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/crise-300x250.jpg" alt="" width="300" height="250" /></a></h2>
<p>Quero começar com uma pergunta, que parece óbvia: o que é que, em realidade, está em crise? É apenas uma crise econômica, apenas uma crise do sistema financeiro e econômico hegemônico, ou é uma crise algo mais profunda, que também se reflete na derrocada econômica?</p>
<p>Poderíamos pensar que se trata de mais uma da série de crises cíclicas características do sistema financeiro capitalista, porque as receitas e soluções conhecidas não estão funcionando e estivemos a ponto de um derretimento total do sistema financeiro, com a crise do Lehman Brothers, em 2008. Mas, aqui, surge a indagação sobre por quê chegamos a esse ponto de desintegração, se os grupos dominantes do sistema financeiro e monetário mundial se consideram tão inteligentes, especializados e poderosos? A única explicação é a de que a perversão deles foi superior à sua inteligência. Criaram mecanismos especulativos superiores à sua capacidade de controle e, por causa disto, o seu sistema está vindo ladeira abaixo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>O “deixar rolar”</h2>
<p>Começaram com a ruptura dos acordos de Bretton Woods, em agosto de 1971, no governo do presidente Richard Nixon, e lançaram um processo de desregulamentação do sistema financeiro internacional, que ficou cada vez mais divorciado dos setores produtivos da economia, com uma sucessão de bolhas financeiras – petrodólares, dívida externa, <em>junk bonds </em>[tipo de obrigação especulativa que possui alto risco de não-cumprimento – n/Husc], hipotecas imobiliárias no Japão, Internet, hipotecas imobiliárias nos EUA (as chamadas <em>subprime</em>), concluindo com a “mãe de todas as bolhas financeiras”, a dos derivativos [derivativos recebem esta denominação porque seu preço de compra e venda deriva do preço de outro ativo, denominado ativo-objeto – Wikipédia, n/Husc].</p>
<p>Em 1980, a massa de instrumentos monetários e financeiros era aproximadamente equivalente ao PIB mundial de 9 bilhões de dólares; em 2005, a proporção ativos financeiros/PIB já havia subido para cerca de 3 para 1 – sem considerar os derivativos. Hoje, menos de 5% das transações monetárias mundiais estão relacionadas ao comércio internacional de bens e serviços ligados à economia real. O BIS (Bank for International Settlements) estima o montante atual de derivativos na casa do quatrilhão de dólares, contra um PIB global que pouco ultrapassa os 60 trilhões de dólares.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Mudanças de paradigmas comportamentais e objetos de mercado</h2>
<p>Esses grupos oligárquicos  acreditavam-se tão poderosos que tentaram mudar as leis universais ao seu talante. Inventaram e impuseram modismos financeiros como os derivativos, da mesma maneira como os meios de comunicação ao seu serviço se empenham em definir formas de comportamento antinaturais, como casamentos “derivativos” entre indivíduos do mesmo sexo – instrumentos muito criativos, mas inférteis.</p>
<p>Isso resulta da peculiar concepção do homem que serve de base ao sistema econômico hegemônico prevalecente. Para eles, o homem é apenas um consumista, um agente de consumo inserido em uma economia de mercado. O homem não é um cidadão, não é um membro de uma nação – é considerado simplesmente um objeto do mercado. E isso tem profundas implicações, porque a sociedade se organiza em torno de uma concepção do homem. Na era da globalização, o que vemos é o incentivo do homem para a cobiça, a luxúria, o egoísmo e o hedonismo, que são os caminhos para induzir o homem ao consumo. Não se trata do consumo necessário à existência digna do ser humano, mas um consumo que sustenta um sistema econômico e financeiro parasitário e predatório. Assim, colocou-se o consumo como o objetivo central do homem.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/crise_que_crise.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-5462" title="crise_que_crise" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/crise_que_crise.gif" alt="" width="300" height="295" /></a>Um bando de ladrões</h2>
<p>Estamos diante de um esforço para substituir um sistema de valores transcendentes pela simples necessidade de ser alguém pelo seu padrão de consumo. Já não se trata do indivíduo como membro de uma sociedade nacional, cujo valor é a sua contribuição ou sua missão para o aprimoramento da sua sociedade ou o engrandecimento de sua pátria, mas apenas um animal consumista. A relação do homem com a natureza se transformou apenas em uma relação de consumo. De fato, a globalização nos propõe uma sociedade desenraizada do princípio do Bem Comum e da Justiça. Por isso, vale recordar Santo Agostinho, que, na sua célebre obra <em>«A Cidade de Deus»</em>, escrita no século 4º da nossa era, perguntava: <em>«Se de um governo retiramos a justiça, o que sobra, senão um bando de ladrões?»</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>A crise civilizatória</h2>
<p>Com esse processo, chegamos a uma crise de toda a Civilização, com o esgotamento de um sistema de poder hegemônico que se baseia em três premissas:</p>
<p>① A utilização predominante do poder militar como instrumento de política internacional (EUA/OTAN).<br />
② O controle do sistema financeiro internacional por um sistema de bancos centrais “independentes” a serviço de interesses privados.<br />
③ A capacidade de modelagem do pensamento dominante entre os estratos educados da população (p.ex., a disseminação do radicalismo ambientalista).</p>
<p>Esses pilares do poder hegemônico atingiram o limite de suas capacidades, como se observa nos fatos do cotidiano:</p>
<p>ⓐ O “atoleiro” estratégico-militar dos EUA/OTAN no Afeganistão-Paquistão-Iraque.<br />
ⓑ A emergência de novos protagonistas ao primeiro plano da política mundial, como a China, Índia, Rússia, Brasil, Turquia e outros.<br />
ⓒ A crise econômico-financeira, indicando uma reemergência do papel dos Estados nacionais soberanos no fomento de suas economias e nos esforços para o estabelecimento de uma re-regulamentação financeira.<br />
ⓓ O esgotamento do discurso ambientalista radical, exemplificado no descrédito crescente do cenário do chamado aquecimento global antropogênico, com o escândalo “Climagate” e o fracasso da conferência climática de Copenhague.</p>
<p>Um problema adicional, característico de uma mudança de fase do processo histórico humano, se reflete na inadequação do conhecimento prevalecente para estabelecer um diagnóstico confiável e adequado da crise em curso. Por exemplo, no mundo dos especialistas econômicos e financeiros, se vive uma autêntica torre de Babel.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>A crise do velho sistema colonial</h2>
<p>Para um melhor entendimento da presente crise, é conveniente olhar para um período mais longo da História, porque os dilemas que a oligarquia financeira enfrenta hoje são bastante semelhantes aos que enfrentaram no final do século 19, com o declínio do Império Britânico. Recordemos que a crise do sistema hegemônico anglo-americano remonta a esse período. A crise da libra esterlina, na década de 1890, e a Guerra dos Boers, no início do século 20, marcaram os limites do imperialismo clássico e motivaram uma reconfiguração do Império Britânico em uma aliança com os EUA. Desses acordos hegemônicos, surgiu o Sistema da Reserva Federal [o banco central dos EUA], em 1913 – hoje no centro da crise financeira global.</p>
<p>Não obstante, o objetivo estratégico global britânico – agora enxertado na aliança anglo-americana – continuou sendo o de manter os axiomas do livre comércio, para o que se requeria impedir o desenvolvimento do eixo eurasiático, que, no entendimento das elites coloniais, transformaria a Grã-Bretanha em uma potência menor. Aí devem ser buscadas as origens das duas guerras mundiais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>A superação do sistema colonial</h2>
<p>Esse processo de reconfiguração colonial sofreu uma interrupção com a Grande Depressão da década de 1930 e a ascensão de Franklin Roosevelt à Presidência dos EUA. Com o <em>New Deal</em> e a posterior preparação econômica dos EUA para a II Guerra Mundial, Roosevelt criou condições para a superação do modelo imperial britânico após o conflito, como deixou claro ao primeiro-ministro britânico Winston Churchill na célebre Conferência do Atlântico, em 1941. O sistema de Bretton Woods foi originalmente organizado para proporcionar uma ordem econômica favorável a esse propósito. E, de fato, a humanidade experimentou as maiores taxas de crescimento da História nas décadas seguintes à guerra, até o início da década de 1970.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Após Roosevelt, a “guerra fria”</h2>
<p>A morte de Roosevelt, em abril de 1945, abriu caminho para a imposição da dinâmica da Guerra Fria, que dividiu o mundo em duas áreas de influência coloniais e possibilitou a preservação das bases do poderio econômico oligárquico, mesmo durante o impulso de desenvolvimento das décadas de 1950-60, e institucionalizando o complexo industrial-militar dos EUA e seus apêndices.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/bolsa-copia.png"><img class="alignright size-medium wp-image-5463" title="bolsa-copia" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/bolsa-copia-278x300.png" alt="" width="278" height="300" /></a>Novas mudanças de paradigmas culturais</h2>
<p>Nas décadas de 1950-60, o eixo anglo-americano começou a desenvolver uma ativa estratégia de modelagem dos padrões de pensamento e comportamento social, em três áreas principais:</p>
<p>▶ a introdução da ideologia “pós-industrial” (sociedade de serviços, Terceira Onda etc.), para facilitar a aceitação da desaceleração dos processos de industrialização em escala mundial e a hegemonia do setor financeiro na economia;<br />
▶ a transformação dos movimentos malthusianos (eugenia e controle demográfico) no movimento ambientalista internacional;<br />
▶ a promoção ativa da “contracultura” (<em>rock</em>, drogas e libertação sexual).</p>
<p>Esse processo se acelerou após o assassinato do presidente John F. Kennedy, em novembro de 1963, o que facilitou o envolvimento militar maciço dos EUA na Guerra do Vietnã, solapou o impulso pró-tecnológico na economia (Projeto Apolo etc.) e iniciou uma era de enormes déficits orçamentários, criando as condições para a já mencionada ruptura dos acordos de Bretton Woods.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>A possibilidade de enterrar o sistema colonial</h2>
<p>E, assim, chegamos ao presente. O sistema do dólar, que substituiu o sistema da libra esterlina, não tem as prerrogativas que a moeda britânica tinha no final do século 19. Não existe uma potência ou um conjunto de potências emergentes que possam substituir as funções coloniais na defesa do liberalismo econômico e do livre comércio. Igualmente, estão distantes as opções militares que poderiam servir como válvula de escape para a crise, sem imaginar ao mesmo tempo uma hecatombe mundial. As atuais discussões no âmbito do G-8 e do G-20 apenas sinalizam a necessidade de regulamentar os mercados financeiros ou, quando muito, eliminar os paraísos fiscais criados como enclaves das velhas políticas coloniais – mas não se aponta par uma solução radical.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>O “sistema protecionista industrial global”</h2>
<p>Do nosso ponto de vista, o que está em crise é o sistema de livre comércio como tal, e cremos que a solução está precisamente na política contrária, que poderíamos chamar de <em>sistema protecionista industrial global</em>. Como dizia a citada Carta do Atlântico de 1941:</p>
<p><em>«Desejam realizar entre todas as nações a colaboração mais completa, no domínio da economia, com o fim de assegurar a todos as melhoras das condições de trabalho, o progresso econômico e a proteção social.»</em></p>
<p><em>«Após a destruição total da tirania nazista, esperam ver estabelecida uma paz que permita a todas as nações viver com segurança no interior de suas próprias fronteiras e que garanta a todos os homens de todos os países uma existência livre, sem medo, nem pobreza.»</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>O direito de todos: vontade política</h2>
<p>Cremos – no contexto desse Diálogo de Civilizações – que podemos atualizar essas demandas e concretizá-las no direito inalienável de todas as nações a processos de industrialização e desenvolvimento da infraestrutura econômcica e social, arrancando pela raiz 300 anos de um processo colonialista que está chegando ao seu fim. Dentro desse princípio, podemos inserir a necessidade de uma “segunda eletrificação” mundial, sobre o princípio de que o desenvolvimento econômico e a erradicação da miséria e da pobreza estão intimamente ligados aos níveis de consumo <em>per capita</em> de eletricidade. Nesse sentido, o esforço se facilitaria com a adoção do uso maciço da energia nuclear para fins pacíficos, estabelecendo também o direito de todas as nações ao acesso a ela.</p>
<p>Em termos mais específicos, propomos, como uma ação moral para a humanidade, um plano de eletrificação da África. Um projeto dessa natureza, juntamente, por exemplo, com a implementação dos eixos de desenvolvimento da região eurasiática, poderiam servir como “locomotivas” de uma inadiável recuperação econômica mundial. Concretizá-lo é tão somente um problema de mobilização da vontade política das nações.<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1849" title="MSIapequeno" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg" alt="" width="57" height="29" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>Lorenzo Carrasco</strong></em></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/divisor2pb.gif"><img class="aligncenter size-medium wp-image-5164" title="divisor2pb" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/divisor2pb-300x16.gif" alt="" width="300" height="16" /></a><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3623" title="seta-vermelha-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>Créditos:</strong> este post é matéria apresentada no Boletim Eletrônico do <strong>MSIa – Movimento Solidariedade Íbero-americana</strong>, Volume II, N<sup>o</sup> 28, de 08/11/2010. Introduzi subtítulos no texto para facilitar e incentivar a leitura.</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3620" title="seta-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>Para saber mais sobre o tema, visitar os sites da MSIa/Capax Dei: </strong><a href="http://www.alerta.inf.br/">http://www.alerta.inf.br/</a> e <a href="http://www.msia.org.br/">http://www.msia.org.br/</a></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/10/Seta-pequena.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-4980" title="Seta-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/10/Seta-pequena.gif" alt="" width="24" height="24" /></a>Imagens:</strong> <a href="http://mariodemori.blogspot.com/">http://mariodemori.blogspot.com</a>; <a href="http://cadernosdeguerra.blogspot.com/">http://cadernosdeguerra.blogspot.com</a>;<a href="http://liberatinews.blogspot.com/">http://liberatinews.blogspot.com</a>.<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a></p>
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		<title>Argumentos contra o ambientalismo radical</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Nov 2010 19:51:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O fácil apelo popular do ambientalismo, com o discurso de uma alegada “proteção” da Natureza contra os excessos das atividades humanas, o converte em um dos mais influentes fatores indutores da crise civilizatória em curso, ao lado da hegemonia conferida aos “mercados” na determinação das políticas econômicas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/Mafia-Verde-1-medio.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3012" title="Mafia-Verde-1-medio" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/Mafia-Verde-1-medio.jpg" alt="" width="60" height="91" /></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/swamp4.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-5362" title="swamp4" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/swamp4-221x300.jpg" alt="" width="221" height="300" /></a>O fácil apelo popular do ambientalismo, com o discurso de uma alegada “proteção” da Natureza contra os excessos das atividades humanas, o converte em um dos mais influentes fatores indutores da crise civilizatória em curso, ao lado da hegemonia conferida aos “mercados” na determinação das políticas econômicas.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Inversão de valores</h2>
<p>Em seu cerne, a ideologia ambientalista, baseada no conceito do biocentrismo, considera o ser humano como apenas mais uma entre as milhões de espécies da biosfera terrestre, ou seja, o rebaixa a nível dos demais seres vivos e lhe nega qualquer primazia de um papel protagonista no presente estágio da evolução universal. Com isso, numa insidiosa inversão de valores, o ambientalismo transforma o meio-ambiente em uma entidade de direito próprio e condiciona o progresso e o bem-estar das comunidades humanas a um conjunto de requisitos para a “proteção” do mesmo, geralmente definidos com escasso rigor científico, quando deveria dar-se o contrário.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>A lei malthusiana</h2>
<p>O corolário do ambientalismo fundamentalista é a falaciosa idéia – cientificamente insustentável e moralmente inaceitável – que está no centro da agenda ambientalista: a de que as limitações de recursos naturais e da “capacidade de suporte” do planeta impediriam a plena extensão dos benefícios da sociedade industrial a todos os povos e países do mundo. Essa mudança (induzida) de paradigma cultural contraria não apenas os ensinamentos e preceitos éticos, como também o próprio conhecimento científico – o que faz do ambientalismo uma ideologia obscurantista, anti-civilizatória e, ironicamente, anti-natural.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Críticas anti-humanas</h2>
<p>Uma das críticas dos ambientalistas ao procedimento e à utilização da Natureza pelo homem, é voltada para a origem religiosa de seu comportamento. A idéia (judaico-cristã) de que o homem deve desempenhar um papel de “coadjuvante” no processo da “criação”, representa um verdadeiro anátema para os ideólogos ambientalistas. O historiador estadunidense Lynn White Jr., numa reunião da Associação Americana para o Progresso da Ciência (dezembro/1966), escreveu: <em>«</em><em>O que o cristianismo disse às pessoas sobre as relações delas com o meio-ambiente?</em> [...] <em>&#8230;insistiu em que é a vontade de Deus que o homem explore a Natureza para seus próprios fins&#8230;</em> [...] &#8230;<em>o cristianismo possibilitou a exploração da Natureza com um espírito de indiferença com os sentimentos</em> [sic] <em>dos objetos naturais&#8230; </em>[...] <em>&#8230;que mais Ciência e mais Tecnologia não irão livrar-nos da presente crise ecológica, até que encontremos uma nova religião&#8230; Nós continuaremos a ter uma crise ecológica cada vez pior, enquanto não rejeitarmos o axioma cristão de que a Natureza não tem qualquer razão para existir, exceto a de servir ao homem.</em><em>»</em></p>
<p><em><br />
</em></p>
<h2>Sobre a “explosão demográfica”</h2>
<p>UNESCO, junho/1989, Congresso Internacional Sobre a Paz no Espírito dos Homens – <em>«&#8230;As razões da destruição maciça dos meios naturais pelo homem devem ser buscadas em várias direções: a ignorância ecológica, que caracterizou a maior parte de história da humanidade – pois o próprio conceito de ecossistema não é anterior a 1935 – &#8230;a influência das grandes religiões monoteístas, que pregam a superioridade do homem sobre a Natureza&#8230; a ausência de uma ética frente à Natureza; enfim, a explosão demográfica.»</em></p>
<p><em><br />
</em></p>
<h2>Rio-92 e a “libertação das espécies”</h2>
<p>Rio-92, secretário-geral da ONU, Boutros Boutros-Ghali: <em>«&#8230;o espírito do Rio deve criar um novo comportamento do cidadão&#8230; o homem deve amar também o mundo e, por extensão, as flores, os pássaros, as árvores&#8230; todo o ambiente natural que nós destruímos regularmente.</em><em> </em>[...] <em>&#8230;deve-se agora concluir um contrato ético e político com a Natureza&#8230;» </em></p>
<p>Declaração de Morelia (New York, 1991), assinada por 41 ambientalistas, cientistas e ativistas políticos e intelectuais de 20 países e, posteriormente, endossado por quase 900 participantes da Rio-92: <em>«&#8230;a década final do século 20 será caracterizada por movimentos de libertação entre as espécies, de modo que algum dia possamos atingir uma igualdade genuína entre todas as coisas vivas»</em>. Publicada no <em>New York Times</em> (10/10/1991) foi subscrita por alguns destacados indivíduos que têm se empenhado em revestir as causas ambientalistas de uma roupagem científica.</p>
<p>Entre eles: o físico F. Sherwood Rauland (que recebeu o Prêmio Nobel de Física de 1997 por suas pesquisas sobre o “buraco” na camada de ozônio); o físico Amory B. Lovins (um dos maiores propagandistas das “energias alternativas” e criador do conceito de “capitalismo ecológico”; o biólogo Thomas Lovejoy (bem conhecido dos brasileiros por suas teses alarmistas sobre a “devastação” da Amazônia); e o agrônomo Lester Brown (fundador e presidente do Worldwatch Institute, um dos mais influentes centros ambientalistas dos EUA).</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/hipotese-gaia.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-5361" title="hipotese-gaia" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/hipotese-gaia-300x267.jpg" alt="" width="300" height="267" /></a>Hipótese Gaia: o planeta é um bicho vivo&#8230;</h2>
<p>Não menos permeada pelo desprezo ao ser-humano é a chamada Hipótese Gaia, reoria pseudo-científica elaborada pelo biólogo inglês James Lovelock e sua colega estadunidense Lynn Margullis. Batizada com o nome de uma deusa grega que representava a Terra, a Hipótese Gaia determina que o nosso planeta é um ser vivo de direito próprio e presciente, dotado de mecanismos de auto-regulagem das condições físico-químicas favoráveis à sobrevivência dos organismos da biosfera, inclusive o homem. Assim, este último teria que se adaptar aos desígnios do super-organismo, condicionando as suas aspirações de progresso aos rígidos limites impostos por Gaia, sob o risco de ser implacavelmente eliminado como se fosse um vírus letal.</p>
<p>O próprio Lovelock explica: <em>«Gaia é a Mãe-Terra. Gaia é imortal; ela é a eterna fonte da vida. Ela não precisa se reproduzir, porque é imortal. Ela é, certamente, a mãe de todos nós, inclusive de Jesus&#8230; Gaia não é uma mãe tolerante. Ela é rígida e inflexível, implacável na destruição de quem quer que transgrida suas regras. O seu objetivo inconsciente é manter um mundo adaptado à vida. Se nós, homens, prejudicarmos esse objetivo, seremos eliminados sem piedade.» </em></p>
<p>Com o seu exótico coquetel de pseudo-ciência e misticismo, a Hipótese Gaia tem amealhado um numeroso séquito de fiéis, inclusive no meio científico. Desafortunadamente – mas talvez significativamente – ela tem influenciado, em especial, cientistas atmosféricos que defendem a tese do “aquecimento global” antropogênico (segundo o qual as elevações de temperatura observadas desde 1870 se devem à queima de combustíveis fósseis e outras atividades humanas).</p>
<p>Quanto ao seu substrato “ético-filosófico”, tanto a Hipótese Gaia, em particular, como o ambientalismo em geral, representam uma tentativa de ressacralização da Natureza – e uma consequente dessacralização do ser humano. Trata-se de uma espécie de retorno ao conceito panteísta pré-cristão de que Deus está em todas as coisas, ou à heresia de Pelágio (século 14), segundo a qual a Natureza seria suficiente para a “salvação” do homem. Alguns ambientalistas mais entusiasmados vêem no culto à Gaia o esboço de uma religião universal, que transcenda todos os povos e culturas. Na visão dos adeptos de Gaia, o ser humano deveria comportar-se como uma versão pós-moderna do “nobre selvagem”.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Um equilíbrio que nunca existiu</h2>
<p>Como um axioma do princípio biocêntrico, o discurso ambientalista se sustenta em um equivocado conceito de “equilíbrio” com a Natureza, o qual não tem qualquer correspondência com o mundo real. Até mesmo autores com formação científica têm incorrido nesse erro. P. ex., no parágrafo introdutório do livro <em>«SOS Planeta Terra – O Efeito Estufa»</em>, o físico José Goldemberg afirma: <em>«</em><em>O Planeta Terra está ameaçado. O Édem original</em> [sic] <em>no qual viveram nossos antepassados distantes – em equilíbrio com a Natureza – já não existe mais, a não ser em regiões isoladas e protegidas</em><em>»</em><em>. </em></p>
<p>Na mesma linha vai um “clássico” do ambientalismo, o livro-manifesto <em>«</em><em>Uma Terra Somente</em><em>»</em>, de Barbara Ward e René Dubos, adotado como texto oficioso da Conferência de Estocolmo (1972), o primeiro grande conclave internacional planejado para introduzir o ambientalismo no cenário político mundial. Nem a economista Ward, nem o biólogo Dubos eram alheios aos rigores da metodologia científica, mas a mensagem do livro pode ser apreciada no seguinte trecho: <em>«Em resumo, os dois mundos do homem: a biosfera, que herdou, e a tecnosfera, que criou, estão desiquilibrados e de fato potencialmente em profundo conflito. E o homem está no meio. Esta é a conjuntura da história em que nos encontramos: a porta do futuro abrindo-se para uma crise mais brusca, mais global, mais inevitável e mais desconcertante do que qualquer outra já defrontada pela espécie humana, que tomará forma decisiva no lapso de vida das crianças que já nasceram.» </em></p>
<p>Ora, desde o surgimento das primeiras formas de vida, há mais de 4 bilhões de anos (a Terra tem 4,7 bilhões de anos), jamais houve qualquer condição que pudesse ser considerada como equilíbrio. Ao contrário, a história biológico-geológica da Terra é marcada por um processo de evolução caracterizado por uma sucessão de níveis crescentes de organização de energia, matéria e informação, o qual tem se acelerado ao longo do tempo geológico. Desde a sua entrada em cena, os seres vivos assumiam um papel cada vez mais ativo na transformação contínua do meio físico, ou seja, na imposição de níveis superiores de organização à matéria inerte, os quais, por sua vez, favoreciam o aparecimento de espécies mais evolídas. O homem e seus recursos técnicos representam, por assim dizer, a culminância desse processo evolutivo, num estágio qualitativamente – ou ontologicamente – superior. Como afirmou o paleontólogo francês Jean-Michel Dutuit, o homem é a evolução tornada consciente de si mesma.</p>
<p>Todo esse processo, portanto, tem mantido o planeta distante de qualquer condição “estática”, que só existe em meio à matéria inerte ou às ilusórias formulações de ambientalistas que desconhecem os fatos científicos.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>O conceito de “noosfera”</h2>
<p>Vladimir Ivanovich Vernadski (1863-1945), com o desenvolvimento da bio-geoquímica, [...] foi o primeiro a estabelecer em termos qualitativos e quantitativos os fluxos energéticos e as migrações de elementos químicos proporcionados pelos seres vivos na biosfera. Com a aceleração desses “fluxos biogênicos”, ao longo do tempo geológico, ele considerava que os seres vivos se transformaram, gradativamente, nos maiores agentes geológicos em ação no planeta.</p>
<p>Embora não tenha sido o criador do termo “biosfera” (já usado no final do século 19 pelo geólogo austríaco Eduard Suess), Vernadski foi o primeiro a conceituá-lo, cientificamente, como a região do planeta diretamente influenciada pela matéria viva, compreendendo a atmosfera até uma altitude de 30 km, toda a hidrosfera e a crosta terrestre até uma profundidade de cerca de 3 km (mas atualmente, microorganismos já foram encontrados, tanto em altitudes como a profundidades superiores).</p>
<p>Como consequência natural de seu trabalho, Vernadski desenvolveu o conceito de “noosfera” – ou esfera da razão – uma nova etapa do desenvolvimento da biosfera, caracterizada pela emergência do homem e das sociedades construídas por ele. Com a noosfera, a razão criativa humana se torna cada vez mais a força orientadora e dominante na expansão e no desenvolvimento da biosfera, inclusive na sua eventual extensão para fora da Terra. Vernadski não criou o termo “noosfera” (introduzido pelos franceses Edouard Le Roy e Teilhard de Chardin – eles próprios influenciados por conferências proferidas por Vernadski em Paris, no início da década de 1920) – mas emprestou ao termo uma conceituação científica e profunda.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/Vernadsky.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-5363" title="Vernadsky" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/Vernadsky.jpg" alt="" width="178" height="240" /></a>O pensamento de Vernadski</h2>
<p>Para Vernadski, o advento da noosfera representa uma seqüência lógica da evolução da biosfera. Segunso ele: <em>«&#8230;o processo evolucionário adquire um significado geológico especial, porque ele criou uma nova força geológica: o pensamento científico da humanidade social. Hoje, presenciamos a sua entrada manifesta na história geológica do nosso planeta. Durante os milênios recentes, observa-se um intenso crescimento da influência da matéria viva de uma espécie</em> (a humanidade civilizada) <em>sobre as mudanças das condições da biosfera. Sob a ação do pensamento científico e do trabalho humano, a biosfera passa a um novo estado – a “noosfera”.»</em></p>
<p>Ao contrário da imagem pessimista que considera o ser humano como o produto acidental de um processo evolucionário baseado em uma seqüência de eventos casuais, Vernadski afirma, enfaticamente, que <em>«&#8230;ele é uma manifestação inevitável de um grande processo natural que tem persistido de forma regular por pelo menos dois bilhões de anos»</em>. Portanto, assinala que <em>«&#8230;a explosão de pensamento científico no século 20 foi preparada por toda a história da biosfera e tem as mais profundas raízes na sua estrutura. Ela não pode cessar ou reverter. Ela apenas pode tornar-se mais lenta em seu ritmo. A noosfera, ou seja, a biosfera retrabalhada pelo pensamento científico e preparada pelo processo que ocorreu durante milhões de anos, talvez bilhões de anos, e que criou o </em><em>homo sapiens faber</em><em> não é um fenômeno geológico efêmero e transitório. Os processos preparados durante bilhões de anos não podem ser transitórios, não podem cessar. Ocorre que a biosfera se transformará (de um jeito ou de outro, cedo ou tarde) na noosfera – ou seja, na história dos povos que a povoam, os eventos ocorrerão necessariamente para essa transformação e não se oporão a ela.» </em></p>
<p>Vernadski listou as condições que considerava fundamentais para a consolidação da nova etapa evolutiva do planeta:</p>
<p>① A ocupação de todo o planeta pela espécie humana;</p>
<p>② Uma drástica transformação dos meios de comunicação e intercâmbio entre os países;</p>
<p>③ Uma intensificação das relações, inclusive políticas, entre todos os países do planeta;</p>
<p>④ A prevalência das atividades geológicas de origem antropogência sobre os demais processos biológicos que ocorrem na biosfera;</p>
<p>⑤ A expansão da biosfera e das atividades humanas no espaço cósmico;</p>
<p>⑥ A exploração de novas e poderosas fontes de energia (inclusive a nuclear, à qual atribuía grandes prespectivas);</p>
<p>⑦ A igualdade dos povos de todas as raças e religiões;</p>
<p>⑧ Um aumento do papel dos indivíduos na resolução dos problemas de política interna e externa dos países (certamente, referindo-se à cidadania em geral);</p>
<p>⑨ A liberdade do pensamento e das pesquisas científicas, sem restrições religiosas, filosóficas ou políticas, e a formação de condições favoráveis a um pensamento científico livre no sistema público e social;</p>
<p>⑩ O progresso do bem-estar dos indivíduos, aí incluída a possibilidade real de superação das vicissitudes da desnutrição, fome, pobreza, além da redução do impacto das doenças;</p>
<p>⑪ Uma transformação racional da natureza original da Terra, para torná-la capaz de satisfazer a todas as necessidades materiais, estéticas e espirituais de uma Humanidade que cresce rapidamente; e</p>
<p>⑫ A eliminação das gueras da vida da sociedade.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>O ambientalismo radical quer parar o mundo</h2>
<p>A primazia hierárquica atribuída ao Homem no mundo natural contrasta com a pobreza conceitual do enfoque biocêntrico do ambientalismo, e, ao mesmo tempo, evidencia a sua absoluta inadequação para o enfrentamento dos problemas reais com que se defronta a Humanidade.</p>
<p>Na concepção condizente com a natureza humana, empreendimentos como os grandes projetos de infra-estrutura, antes de serem vistos como fontes de impactos ambientais, devem ser considerados fatores cruciais para o desenvolvimento da biosfera-noosfera a níveis mais altos de organização – e, conseqüentemente, de bem-estar e progresso para a sociedade. No momento atual, assolado por uma crise civilizatória que ameaça interromper e, até mesmo, reverter esse processo evolutivo, tais empreendimentos são fundamentais para proporcionar uma elevação dos níveis de organização e de desenvolvimento das regiões mais atrasadas do planeta.</p>
<p>É evidente que tais empreitadas necessitam de (e elas mesmas ajudarão a definir, em um processo de retro-alimentação positiva) – uma nova configuração da ordem mundial, bastante diferente da presente ordem neo-colonial, da qual o ambientalismo-indigenismo representa um importante instrumento de definição. [...] &#8230;será fundamental que a ideologia ambientalista-indigenista seja retirada do seu presente pedestal de influência sociopolítica.<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/Mafiaverde2pequeno.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3237" title="Mafiaverde2pequeno" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/Mafiaverde2pequeno.jpg" alt="" width="45" height="72" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>Capax Dei</strong></em></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/divisor2pb.gif"><img class="aligncenter size-medium wp-image-5164" title="divisor2pb" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/divisor2pb-300x16.gif" alt="" width="300" height="16" /></a></p>
<p><strong><a href="../wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg"></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3623" title="seta-vermelha-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>Créditos:</strong> esta matéria é decorrente de vários trechos extraídos dos textos dos livros <em><strong>«A Máfia Verde – O Ambientalismo a Serviço do Governo Mundial»</strong></em> e <em><strong>«Máfia Verde 2 – Ambientalismo – Novo Colonialismo</strong></em>, que foram montados para a elaboração do presente post. Introduzi subtítulos no texto para facilitar e incentivar a leitura.</p>
<p><strong><a href="../wp-content/uploads/2010/06/seta-cinza-pequena.jpg"></a></strong><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-cinza-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3626" title="seta-cinza-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-cinza-pequena.jpg" alt="" width="28" height="19" /></a>Os livros a ler são:</strong> <strong><em>«</em></strong><strong><em>A Máfia Verde – O Ambientalismo a Serviço do Governo Mundial»</em></strong><em> —</em> Rio de Janeiro, Brasil: Capax Dei Editora Ltda., 2004; e <strong><em>«</em></strong><strong><em>A Máfia Verde II – Ambientalismo – Novo Colonialismo» </em></strong>— Rio de Janeiro, Brasil: Capax Dei Editora Ltda., 2004.</p>
<p><strong><a href="../wp-content/uploads/2010/06/seta-pequena.jpg"></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3620" title="seta-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>Para saber mais sobre o tema, visitar os sites da MSIa/Capax Dei: </strong><a href="http://www.alerta.inf.br/">http://www.alerta.inf.br/</a> e <a href="http://www.msia.org.br/">http://www.msia.org.br/</a></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/10/Seta-pequena.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-4980" title="Seta-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/10/Seta-pequena.gif" alt="" width="24" height="24" /></a>Imagem:</strong> <a href="http://www.espada.eti.br/">http://www.espada.eti.br</a>; <a href="http://revistagalileu.globo.com/">http://revistagalileu.globo.com</a> ; <a href="http://www.esacademic.com/">http://www.esacademic.com</a>.<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a></p>
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		<title>ONGs &#8211; o escuro labirinto do “terceiro setor”</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Nov 2010 23:33:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Embora as ONGs tenham recebido tal denominação e status internacional no âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU), no período do pós-guerra, a sua rápida propagação institucional ocorreu como parte da reestruturação daquela entidade mundial levada a cabo pelo então secretário-geral Boutros Boutros-Ghali, na década passada.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/Mafiaverde2medio.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3238" title="Mafiaverde2medio" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/Mafiaverde2medio.jpg" alt="" width="60" height="96" /></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/ong.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-5251" title="ong" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/ong-300x300.jpg" alt="" width="300" height="300" /></a>Embora as ONGs tenham recebido tal denominação e <em>status </em>internacional no âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU), no período do pós-guerra, a sua rápida propagação institucional ocorreu como parte da reestruturação daquela entidade mundial levada a cabo pelo então secretário-geral Boutros Boutros-Ghali, na década passada. Porém, já na década de 1960, a Fundação da Comunidade Britânica se empenhava em fomentar o crescimento de tais organismos como células de subversão contra os Estados nacionais, vendo nelas perfeitas portadoras de uma cultura de relativismo promovida pelos próprios círculos hegemônicos encabeçados pela oligarquia anglo-americana – que facilitariam a tarefa do desmonte dos Estados nacionais e, em muitos casos, dos valores cristãos associados a eles. Em suma, as ONGs deveriam funcionar como veículos para a aceitação da cultura da “Nova Era” – indigenismo, ambientalismo, malthusianismo etc <strong>– </strong>como meios de subversão dos valores, tanto da razão como da fé.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>As aparentemente nobres virtudes das ONGs</h2>
<p>No Brasil, como em outros países, a proliferação das ONGs se deu em paralelo com um processo de “democratização” política que foi cada vez mais se distanciando das causas da justiça social e do bem comum. Estes valores foram substituídos pelo culto aos “mercados” e ao meio ambiente, a pseudodefesa dos direitos humanos e a imposição de critérios étnicos e raciais nas políticas públicas – e em um ambiente de deterioração cultural que envolve, entre outros elementos, a promoção do uso de drogas, do aborto e da homossexualidade (esta como um comportamento “de vanguarda”).</p>
<p>Nesse contexto, cabe mencionar as palavras do papa João Paulo II, no livro de 2005, <em>«Memória e Identidade», </em>quando afirma que&#8230;</p>
<p><em>«&#8230;a ética social católica apóia, por principio, a solução democrática, porque mais condizente&#8230; com a natureza racional e social do homem. Mas longe dela – é bom especificá-lo! – “canonizar” este sistema&#8230; Diversas formas de degeneração dos sistemas nomeados já foram classificadas na tradição grega: assim, em caso de degeneração da monarquia, fala-se de tirania; e, para as formas patológicas de democracia, Políbio cunhou o termo “oclocracia” – isto é, o domínio da gentalha.» </em></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/abong2.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-5250" title="abong2" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/abong2-203x300.jpg" alt="" width="147" height="218" /></a>O escuro labirinto do “terceiro setor”</h2>
<p>O fenômeno da proliferação das ONGs, umbilicalmente associado ao processo de democratização, é retratado num documento da própria Associação Brasileira de Organizações Não-Governamentais (ABONG), o qual afirma que no Brasil,&#8230;</p>
<p><em>«&#8230;a expressão era habitualmente relacionada a um universo de organizações que surgiu, em grande parte, nas décadas de 1970 e 1980, apoiando organizações populares, com objetivos de promoção da cidadania, defesa de direitos e luta pela democracia política e social. As primeiras ONGs nasceram em sintonia com as demandas e dinâmica dos movimentos sociais, com ênfase nos trabalhos de educação popular e de atuação na elaboração e controle social das políticas públicas.» </em></p>
<p>A própria ABONG diferencia, no universo associativo brasileiro,&#8230;</p>
<p><em>«&#8230;as organizações voltadas para o desenvolvimento e defesa de direitos, para a promoção do meio ambiente e para o desenvolvimento rural&#8230; grupo</em> (que) <em>teve um crescimento grande na última década, tendo triplicado seu número, entre 1996 e 2002, ao passar de pouco mais de 2.800 organizações para aproximadamente 8.600 em seis anos.</em><em>»</em></p>
<p><em><br />
</em></p>
<h2>A quantidade de pessoas ligadas às ONGs</h2>
<p>O estudo mais recente sobre o setor, realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em associação com a própria ABONG, revelou que, em 2002, existiam 276 mil fundações e associações sem fins lucrativos no país, empregando 1,5 milhão de pessoas, número maior, por exemplo, do que o número de servidores públicos federais na ativa – que naquele ano eram cerca de 500 mil.</p>
<p>Vale registrar que o número de assalariados em ONGs voltadas à defesa dos direitos humanos ou do meio ambiente representa 4,7% do total de 1,5 milhão de funcionários assalariados das 276 mil entidades existentes no País no momento em que foi feita a pesquisa da ABONG.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>ONGs: uma espécie de terceirização</h2>
<p>Apenas em 2004 o repasse de recursos federais para as ONGs deveria atingir a marca de R$ 2 bilhões. Este número deixa antever a existência de uma perigosa “terceirização” de atribuições e responsabilidades do Estado para ONGs e entidades assemelhadas, cujo crescimento é vertiginoso. De 1996 a 2002, o número de entidades do “terceiro setor” no país aumentou 157%, pulando de 107 mil para 276 mil, sendo que os maiores aumentos foram verificados entre entidades que podem ser, em sua maioria, classificadas como ONGs mesmo sem uma definição legal para a expressão. As entidades que têm como foco o desenvolvimento e defesa de direitos quadruplicaram no período, passando de 11<strong> </strong>mil para 45 mil. A mesma explosão ocorreu entre as entidades ambientais e de proteção animal, que passaram de 389, em 1996, para 1.600, em 2002.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Organizações “neogovernamentais”</h2>
<p>Uma pesquisa realizada pelo Centro de Estudos do Terceiro Setor da Fundação Getúlio Vargas, por meio de questionários respondidos por mais de três mil ONGs, de setembro de 2003 até agora, revela que 55% delas se mantêm com recursos públicos, sendo: 30% dependentes de recursos próprios, públicos e privados; 11% que recebem dinheiro público e privado; 10% com recursos próprios e públicos; e 4% exclusivamente públicos. A sinergia crescente entre as ONGs e o governo levou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (ele próprio fundador de uma das primeiras ONGs brasileiras, o CEBRAP &#8211; Centro Brasileiro de Análise e Pesquisas, com verba da Fundação Ford) a denominá-las <em>«organizações neogovernamentais»</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>A ABONG com dor na consciência</h2>
<p>O problema preocupa até mesmo representantes do setor, como se constatou em uma destacada reportagem do jornal <em>O</em> <em>Estado de S. Paulo </em>em 29/agosto/2004, reproduzida em vários jornais de outros estados. <em>«Não sou contra parceria entre Estado e ONG, mas a ONG deve atuar no âmbito da sociedade civil»</em>, disse ao jornal Jorge Saavedra Durão, diretor-geral da ABONG. <em>«Não acho que ONGs tenham vocação para gestão. Podem até realizar projetos em pequena escala, para efeito demonstrativo. Mas não entrar num processo de terceirização do Estado, sobretudo para contornar exigências legais. Pode ser um amplo desvirtuamento das ONGs»</em> – completou.</p>
<p><em>«O problema é quando se junta tudo e fica difícil ver quem faz serviço público e quem não faz. Onde é a linha divisória entre o público ONG e o público governamental? As ONGs viram um braço do Estado»</em> – diz Ana Toni, diretora-executiva da Fundação Ford no Brasil, que administra uma receita anual de 10 milhões de dólares para doações a entidades beneficentes brasileiras.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/dinheiro_2.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-5254" title="dinheiro_2" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/dinheiro_2-300x289.jpg" alt="" width="300" height="289" /></a>Quem recebe de quem?</h2>
<p>Um cadastro feito pela ABONG com 248 filiadas em 2001 mostra que, nesse grupo de elite (as associadas à ABONG são mais bem estruturadas que a média), o financiamento público é menos importante do que o proveniente de entidades internacionais, responsáveis por 50,61% do orçamento total dessas ONGs. O governo federal entra com 7,50%, os Estados, com 5,93% e as prefeituras, com 5,03%. Os recursos de empresas respondem por 4,19%, a venda de produtos e serviços, por 3,83%, agências multilaterais e bilaterais, 2,40%, e contribuições de associados, 1,77%. As agências internacionais, por sua vez, gerem fundos públicos de governos dos países centrais. E isto também preocupa. <em>«O Brasil está ganhando importância nas disputas internacionais. Na medida em que os conflitos vão emergindo, é importante que as ONGs tenham menos recursos do exterior»</em> – observa Jorge Saavedra Durão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Através da política, burla-se a lei, os impostos e engana-se a população</h2>
<p>As facetas são múltiplas. <em>«É </em><em>muito nebuloso o terceiro setor. </em><em>É </em><em>difícil separar o joio do trigo»</em>, atesta a professora Maria Carmelita Yazbek, da área de pós-graduação em Serviço Social da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e vice-presidente do Conselho Nacional de Assistência Social no período 1993-94. Durante a sua gestão no Conselho, ela presenciou fatos como associações de criadores de cães, sociedades de tênis, escolas, instituições universitárias e hospitais bastante rentáveis, sendo registrados como entidades beneficentes de assistência social, com o único propósito de se beneficiar com isenções tributárias. Segundo ela, <em>«há ONGs impecáveis&#8230;</em> (o problema é que) <em>qualquer um cria uma ONG»</em>.</p>
<p><em>«Nossa relação entre o público e o privado nunca foi planejada»</em> – analisa Marcos Kisil, do Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social. <em>«No governo anterior</em> [FHC]<em>, a mulher do presidente criou o “Comunidade Solidária”, uma ONG com todos os ministros de Estado. No atual, o presidente criou o “Fome Zero” para nele colocar dinheiro público. Não conseguiu gastar nem a verba do Orçamento e pede dinheiro privado»</em> – critica. Para Kisil, nem uma nem outra iniciativa teve origem na sociedade civil: <em>«Canaliza-se dinheiro público para quem tem influência política.»</em> O problema, afirma, é que a candura dos ideais, a reputação ilibada de muitos dos envolvidos, a imprecisão das fronteiras entre público, privado e estatal, e a falta de regulação e fiscalização inibem questionamentos. (<em>O</em> <em>Estado de S. Paulo, </em>29/agosto/2004.)</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Uma ONG pode ser tudo o que quiser</h2>
<p>As dificuldades já começam nas definições, pois a expressão ONG abrange tudo, de uma associação de filatelistas ao Greenpeace – uma das dez organizações estrangeiras cadastradas como tais na Receita Federal. Na verdade, ninguém sabe ao certo quantas ONGs autênticas existem, aí compreendidas as sociedades civis e as fundações, mas a força do setor é considerável.</p>
<p>Um levantamento publicado em 1999 pelo Instituto de Estudos da Religião (ISER), em parceria com a Universidade Johns Hopkins, revelou que as despesas operacionais do conjunto das organizações sem fins lucrativos no Brasil somavam cerca de R$ 10,9 bilhões em 1995, o que equivalia a 1,5% do PIB. Havia 1,12 milhão de empregos remunerados no setor, ou 2,2% dos postos de trabalho não-agrícolas. De lá para cá, o número de entidades pode ter duplicado. O “terceiro setor” tem absorvido muitos trabalhadores dispensados dos setores público e privado. “Quando você é demitido, o que vai fazer? Ou monta uma carrocinha de cachorro-quente ou funda uma ONG”, brinca o cientista político Marco Aurélio Nogueira, autor do livro «<em>Um Estado para a Sociedade Civil» </em>(<em>O</em> <em>Estado de S. Paulo, </em>29/08/2004).<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/Mafiaverde2pequeno.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3237" title="Mafiaverde2pequeno" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/Mafiaverde2pequeno.jpg" alt="" width="45" height="72" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>Máfia Verde 2 (Capax Dei)</strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/divisor2pb.gif"><img class="aligncenter size-medium wp-image-5164" title="divisor2pb" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/11/divisor2pb-300x16.gif" alt="" width="300" height="16" /></a></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3623" title="seta-vermelha-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>Créditos:</strong> esta matéria é encontrada no livro <em><strong>«Máfia Verde 2 – Ambientalismo – Novo Colonialismo</strong></em>, em seu capítulo 10, <em>«ONGs no governo: a república ambientalista»</em>. Introduzi subtítulos no texto para facilitar e incentivar a leitura.</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-cinza-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3626" title="seta-cinza-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-cinza-pequena.jpg" alt="" width="28" height="19" /></a>Os livro a ler é:</strong> <strong><em> </em></strong><strong><em>«</em></strong><strong><em>A Máfia Verde 2 – Ambientalismo – Novo Colonialismo» </em></strong>— Rio de Janeiro, Brasil: Capax Dei Editora Ltda., 2004.</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3620" title="seta-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>Para saber mais sobre o tema, visitar os sites da MSIa/Capax Dei: </strong><a href="http://www.alerta.inf.br/">http://www.alerta.inf.br/</a> e <a href="http://www.msia.org.br/">http://www.msia.org.br/</a></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/10/Seta-pequena.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-4980" title="Seta-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/10/Seta-pequena.gif" alt="" width="24" height="24" /></a>Imagens: </strong><a href="http://alienarka.blogspot.com/">http://alienarka.blogspot.com</a><strong>; </strong><a href="http://www.ongcidade.org/">http://www.ongcidade.org</a>; <a href="http://www.luiscardoso.com.br/">http://www.luiscardoso.com.br</a>.<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a></p>
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		<title>O mundo não terá escassez de recursos minerais</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/mundo-nao-tera-escassez-de-recursos-minerais-diz-geologo/</link>
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		<pubDate>Mon, 18 Oct 2010 23:42:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ao contrário do que pregam os adeptos malthusianos da tese dos “limites do crescimento” e seus avatares ambientalistas, o processo de desenvolvimento socioeconômico da Humanidade não será limitado pela escassez de recursos minerais, pois o planeta detém reservas muito mais amplas do que tem sido admitido. Uma grande parte desses recursos se encontra nos oceanos, que acumulam riquezas minerais em quantidades suficientes para abastecer a Humanidade durante séculos, incluindo as previsões de crescimento populacional.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIamedio.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1848" title="MSIamedio" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIamedio.jpg" alt="" width="85" height="43" /></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/10/mar-mundo.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-4985" title="mar-mundo" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/10/mar-mundo-300x225.jpg" alt="" width="366" height="274" /></a>Ao contrário do que pregam os adeptos malthusianos da tese dos “limites do crescimento” e seus avatares ambientalistas, o processo de desenvolvimento socioeconômico da Humanidade não será limitado pela escassez de recursos minerais, pois o planeta detém reservas muito mais amplas do que tem sido admitido.</p>
<p>Uma grande parte desses recursos se encontra nos oceanos, que acumulam riquezas minerais em quantidades suficientes para abastecer a Humanidade durante séculos, incluindo as previsões de crescimento populacional.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Testemunho de um geólogo</h2>
<p>A mensagem otimista é do geólogo Lawrence Cathles, da Universidade Cornell de Nova York, em um estudo publicado na revista Mineralium Deposita de 23 de junho último (Lauren Gold, <em>«Geologist Says There&#8217;s no Need to Fight Over Mineral Resources»</em>, physorg.com, 07/10/2010).</p>
<p>Cathles afirma que, enquanto alguns recursos minerais nas terras emersas podem, efetivamente, estar à beira do esgotamento, existem enormes depósitos minerais nos fundos oceânicos, que podem abastecer a humanidade por séculos a fio. Esses metais, incluindo o enxofre, cobre, zinco, ferro, e metais preciosos, estão contidos em depósitos de origem vulcânica que se formam a partir do magma que emerge ao longo das cadeias montanhosas submarinas que delimitam as placas tectônicas.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Exemplos em Galápagos</h2>
<p>Com base em medições referentes às fontes emissoras de calor ao redor das ilhas de Galápagos, coletados desde a década de 1980, juntamente com a espessura conhecida da crosta oceânica, Cathles e outros pesquisadores estimam que, se apenas 3% dos minerais dissolvidos no magma se precipitarem – número baseado em vários estudos – o fundo dos oceanos poderá deter reservas minerais muito maiores que as emersas das terras.</p>
<p>No caso do cobre – um dos metais mais importantes para a construção civil, geração/transmissão de eletricidade, transportes, sistemas de aquecimento e de refrigeração, telecomunicações, entre outros – os cálculos mostram que apenas a metade da quantidade total acumulada seria suficiente para atender as necessidades de uma crescente população mundial em níveis de vida modernos, e mantê-las durante séculos.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Assim afirmou Cathles:</h2>
<p><em>«Creio que há uma possibilidade de que se trate de muito mais do que 3%. Mas, inclusive com apenas 3%, caso se calcule quanto tempo o cobre no fundo do mar durará, com somente a metade deste montante seria possível abastecer a Humanidade por 50 séculos, ou mais. Isto é, com toda a população mundial em um nível de vida análogo ao atual europeu. Igualmente, grandes quantidades de urânio, lítio, fosfato, potássio e outros minerais se dissolvem na água do oceano, e poderiam ser extraídos.»</em></p>
<p>O geólogo afirmou ainda que a exploração de depósitos minerais submarinos pode gerar menos impactos ambientais que a dos depósitos terrestres. Outros benefícios, tanto científicos quanto psicológicos, da exploração de recursos submarinos ao redor das cordilheiras seriam a promoção de novas áreas de pesquisa sobre a formação da crosta terrestre e a consolidação de uma <em>«perspectiva mais positiva sobre o futuro»</em>, dando lugar a menos guerras e a mais compromissos cooperativos entre as nações.</p>
<p><em>«Não estamos em uma Terra com recursos limitados. Um ser humano que se queixe da quantidade de recursos disponíveis no planeta é como um garoto trilionário que se queixa de sua herança. Simplesmente, não tem muita credibilidade»</em>, questionou.</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<h2>Alerta</h2>
<p>O geólogo alerta que é necessário que se torne público, o quanto antes, a enorme quantidade de recursos naturais disponíveis à Humanidade, sob pena de assistirmos a dantescos derramamentos de sangue por disputas entre povos desesperados. <em>«Não temos que lutar por essas coisas (recursos minerais)»</em>, concluiu Cathles.<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-1849" title="MSIapequeno" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg" alt="" width="57" height="29" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/09/divisor2.gif"><img class="aligncenter size-medium wp-image-4736" title="divisor2" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/09/divisor2-300x22.gif" alt="" width="300" height="22" /></a></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3623" title="seta-vermelha-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-vermelha-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>Créditos:</strong> este post é apresentado no boletim eletrônico do MSIa &#8211; Movimento de Solidariedade Íbero-americana, Volume II, Nº 25, de 15/10/2010.</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-pequena.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-3620" title="seta-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/seta-pequena.jpg" alt="" width="30" height="27" /></a>Para saber mais sobre o tema, visitar os sites da MSIa/Capax Dei: </strong><a href="http://www.alerta.inf.br/">http://www.alerta.inf.br/</a> e <a href="http://www.msia.org.br/">http://www.msia.org.br/</a> Eventualmente, introduzi subtítulos no texto para facilitar a leitura.</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/10/Seta-pequena.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-4980" title="Seta-pequena" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/10/Seta-pequena.gif" alt="" width="24" height="24" /></a>Imagem:</strong> sites.google.com<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a></p>
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		<title>E os bichos? Também não &#8220;destroem&#8221; a Natureza?</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Oct 2010 16:58:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
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		<category><![CDATA[WWF]]></category>

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		<description><![CDATA[De vez em quando, algum comentário feito em relação a algum de meus posts merece um novo post, como é o caso deste, de autoria do Sr. Helton (hdoria@ig.com.br), a quem ainda parece que o ser humano é igual, em importância, no planeta, quanto qualquer outro bicho. Este conceito é uma das pedras fundamentais do ambientalismo radical e fundamentalista, oriundo das grandes oligarquias internacionais dos países “centrais”, e que tenta subestimar o ser humano com o intuito, claramente eugenista, de diminuir a população de homens no planeta, a fim de “economizar” os recursos naturais do mundo “periférico” (leia-se: Terceiro Mundo), em seu próprio benefício.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/10/Harpia-cinza-transparente.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-4970" title="Harpia-cinza-transparente" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/10/Harpia-cinza-transparente-300x212.jpg" alt="" width="149" height="105" /></a>De vez em quando, um comentário feito em relação a algum de meus posts merece um novo post, como é o caso deste, de autoria do Sr. Helton (<a href="mailto:hdoria@ig.com.br">hdoria@ig.com.br</a>), a quem ainda parece que o ser humano é igual, em importância, no planeta, quanto qualquer outro bicho. Este conceito é uma das pedras fundamentais do ambientalismo radical e fundamentalista, oriundo das grandes oligarquias internacionais dos países “centrais”, e que tenta subestimar o ser humano com o intuito, claramente eugenista, de diminuir a população de homens no planeta, a fim de “economizar” os recursos naturais do mundo “periférico” (leia-se: Terceiro Mundo), em seu próprio benefício.</p>
<p>Eis, em seguida, o comentário do Sr. Helton (sem nenhuma correção), que foi feito em relação ao post <strong><strong><a href="../wwf-quer-%e2%80%9cdecapitar%e2%80%9d-ferrovia-oeste-leste/">WWF quer “decapitar” ferrovia Oeste-Leste</a></strong></strong> , o que, aliás, não me parece ter muito a ver. Em seguida, minha réplica. Depois desta, continuo minha argumentação, aprimorando-a.</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/09/divisor2.gif"><img class="aligncenter size-medium wp-image-4736" title="divisor2" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/09/divisor2-300x22.gif" alt="" width="300" height="22" /></a><em><strong>Me desculpe, mas esse papo de que utilizar não é destruir é papo furado.  Do ponto de vista de quem será extinto, utilizar e destruir são  sinônimos. É claro que precisamos investir no desenvolvimento socio  econômico, mas é mas direto e barato exaurir os recursos naturais, ou  destruí-los, do que buscar formas de convivência. Esse pensamento de que  o desenvolvimento do ser humano acima de tudo é o que está destruindo o  planeta. Um dia o desenvolvimento do homem vai nos destruir ou nos  obrigar a nos mudarmos para um outro lugar (marte?) para recomeçar o  processo de destruição, oops, de utilização de recursos naturais e  desenvolvimento. A propósito, o nome do seu site é uma ironia, né?</strong></em></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/09/divisor2.gif"><img class="aligncenter size-medium wp-image-4736" title="divisor2" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/09/divisor2-300x22.gif" alt="" width="300" height="22" /></a>Sr. Helton:</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/10/elefante-comendo.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-4967" title="elefante-comendo" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/10/elefante-comendo-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a> Utilizar não é, simplesmente, destruir, continuo afirmando.  Infelizmente, se o termo “destruir” for levado ao pé da letra, todos os  animais do planeta, não só o ser humano, tembém destroem a Natureza. O  Sr. Já pensou nisso? O Sr. já viu os estragos que uma manada de  elefantes faz nas selvas onde vivem? O senhor já percebeu o quanto as  baleias comem do fito e do zoopllâncton dos mares, que são, em última  análise, o que mantém o equilíbrio climático do planeta? O Sr. já  percebeu o estrago que os felinos fazem nos rebanhos de herbívoros do  planeta? O Sr. já atentou para a destruição que simples bactérias fazem  no mundo? Se for assim, Sr. Helton, todos os animais seriam prejudiciais  ao planeta, certo?</p>
<p>E por que culpar apenas o homem? Se nós não utilizarmos os recursos  naturais, como iríamos viver? Se não fizéssemos isso, certamente não  estaríamos aqui hoje.<br />
O lance está em utilizar os recursos naturais, coisa inevitável, de  forma adequada e o mais parcimoniosamente possível, e, sempre que  possível, usando recursos renováveis, claro. Mas por enquanto, isso  ainda não é possível, mas chegaremos lá. Confie na Ciência, Sr. Helton.</p>
<p>O problema da utilização dos recursos naturais não é a extinção dos  mesmos, Sr. Helton. Trata-se apenas de uma questão geopolítica  demanutenção do poder, de controle sobre os tais recursos, coisa que os  países centrais querem, a todo custo, a fim de preservar suas  megalômanas formas de viver.</p>
<p>Se o título do meu site é uma ironia ou não, isso é uma questão de ponto  de vista. Para quem torce contra a espécie humana, pode ser. O fato é  que este site está provocando uma boa discussão sobre o assunto, e  talvez seja um dos poucos sites especializados, pelo menos que eu saiba,  sobre esse assunto de ambientalismo.</p>
<p>Obrigado pelo contato e procure ler os demais posts deste meu site a fim  de que o Sr. possa saber, mais criteriosamente, e sem paixões  ecológicas, saber como é que a banda toca nessa área e neste nosso  mundo.<br />
Saúde, vida longa e sabedoria.<br />
Husc</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/09/divisor2.gif"><img class="aligncenter size-medium wp-image-4736" title="divisor2" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/09/divisor2-300x22.gif" alt="" width="300" height="22" /></a>Continuando minha argumentação:</p>
<p>Essa história de que o ser humano é, simplesmente, um bicho como qualquer outro bicho, é, simplesmente, equivocada, anti-ética e imoral. O homem é produto da Natureza, sim, e suas obras são tão naturais quanto qualquer tipo de obra feita pela Natureza, pois foi ela que criou o Homem do jeito que criou e o dotou de raciocínio suficiente para permitir que ele faça o que faz. Assim, as obras do Homem são, perfeitamente, naturais. E não vai aqui nenhum tipo de conotação religiosa, divina, ou coisa que o valha.</p>
<p>O planeta Terra sempre conviveu com transformações realizadas em decorrência da vida animal e vegetal que aqui se produziram, e essas transformações incluem as que o Homem está impondo ao planeta. A diferença entre o Homem e os outros animais está em que o Homem <strong>produz e constrói coisas</strong>, o que não ocorre, de maneira geral, com os animais.</p>
<p>Será que alguém, só para citar um exemplo, já viu um elefante replantar as árvores que comeu? Um só elefante come cerca de 100 kg de vegetais por dia! Dá para se imaginar o estrago que uma manada faz. Ah! O elefante é uma animal irracional, e o homem não é. Então <strong>existe</strong> uma diferença.</p>
<p>A argumentação de que os animais são irracionais, justamente, portanto, justifica a diferença existente entre o Homem e os outros animais. <strong>O Homem é um ser racional.</strong> E baseado nisso, não há como comparar o Homem com nenhum outro animal.</p>
<p>Acontece que o atual estágio de desenvolvimento científico da Humanidade ainda faz com que utilizemos os recursos de forma inadequada, em decorrência, justamente, de nossas deficiências tecnológicas, bem como pela incompetência e egoísmo de certos grupos elitistas que governam o mundo, no que diz respeito à distribuição de renda – em outras palavras: devido à pobreza.</p>
<p>Para quem é rico, pensar em ecologia e em preservar o meio ambiente pode ser lógico, mas para quem vive na miséria, tendo que queimar lenha para não morrer de frio e para esquentar sua comida, ecologia é um luxo.</p>
<p>No entanto, <strong>em termos proporcionais</strong>, a pobreza, aos poucos está sendo erradicada no mundo, embora, em números absolutos ainda existam muitas pessoas na miséria. E a miséria é o que causa destruição.</p>
<p><em><strong>Do ponto de vista de quem será extinto,</strong></em>&#8230; como diz o Sr. Helton. Como é que, e, baseado em quê, ele afirma que seremos extintos? Só se for daqui a 4 bilhões de anos, quando o Sol se tornar uma “gigante vermelha”, cujo diâmetro, provavelmente, atingirá a órbita da Terra e, aí, sim, nosso planeta será destruído, e não só a espécie humana&#8230; Não há nenhuma razão sensata e baseada em nenhuma teoria científica digna de crédito, que diga que seremos extintos antes disso. E, conforme o Sr. Helton afirmou, daqui a 4 bilhões de anos, certamente, já estaremos muito longe daqui, pois até o planeta Marte não poderá comportar o tipo de vida biológica que temos&#8230; Essa idéia de que seremos extintos é absolutamente sem sentido e ridícula, fruto da idéia de catastrofistas de quinta categoria que continuam afirmando essas coisas em claro desafio à inteligência humana, ou à ingenuidade científica da maioria das pessoas.</p>
<p>Sim, o ambientalismo radical, fundamentalista e catastrofista se dirige, justamente, aos ignorantes e ingênuos, que acreditam na mídia e nos filmes apocalípticos como sendo uma verdade absoluta. Essas pessoas não se dão ao trabalho de tentar averiguar o que está por trás das campanhas ambientalistas. Confiam na mídia. Só que a mídia não está do nosso lado.</p>
<p><strong>Bem, e quanto ao título deste post, por que os ambientalistas também não implicam com a destruição que os outros bichos fazem na natureza? Se eles são iguais aos seres humanos, dizer que eles são irracionais, não cola.</strong></p>
<p>Este site, justamente, tenta mostrar o que realmente ocorre no mundo do ambientalismo e serve também para demonstrar que nem todo mundo está indo na onda desses malucos ativistas ambientais, os quais, na maioria da vezes, são massa de manobra das elites “centrais”, ou são, claramente mal intencionados.</p>
<p>Meu site não é uma ironia. Apenas mostra o ambientalismo de jeito que realmente ele é. Que outro nome poderia ter?<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3995" title="husc-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/07/husc-mini.jpg" alt="" width="50" height="32" /></a></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/09/divisor2.gif"><img class="aligncenter size-medium wp-image-4736" title="divisor2" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/09/divisor2-300x22.gif" alt="" width="300" height="22" /></a></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/white01_right.gif"><img class="alignleft size-full wp-image-3981" title="white01_right" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/06/white01_right.gif" alt="" width="18" height="18" /></a>Imagem:</strong> colunas.epoca.globo.com</p>
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