Carta aberta, de Eliane Sinhasique, para Renato Aragão, o Didi

Querido Didi,

Há alguns meses você vem me escrevendo pedindo uma doação mensal para enfrentar alguns problemas que comprometem o presente e o futuro de muitas crianças brasileiras. Eu não respondi aos seus apelos (apesar de ter gostado do lápis e das etiquetas com meu Nome para colar nas correspondências)…

Criança Esperança – bom ou ruim?

ntes de mais nada, um lembrete: nada que parta da ONU é bom para ninguém, exceto para os EUA e seus países aliados. E aliados não significa, necessariamente, apenas pertencer à ONU; significa pertencer ao roll ultra limitado de nações que agem para a dominação mundial em estreita conivência mútua. Assim, reportar-se à UNESCO como um álibi positivo para qualquer tipo de iniciativa aparentemente nobre é, antes de tudo, uma temeridade – e uma grande ingenuidade.

MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra

O MST foi oficialmente fundado em 1984, pela CPT – Comissão Pastoral da Terra. Esta, por sua vez, deve sua criação a outra entidade que nasceu no Brasil nos anos 1970, graças ao apoio que recebeu do CMI – Conselho Mundial de Igrejas, a Comissão de Justiça e Paz, agora controlada pelo ex-arcebispo de São Paulo, cardeal Dom Paulo Evaristo Arns. Atualmente, as principais figuras da CPT – Comissão Pastoral da Terra se converteram de fato nos verdadeiros comandantes do MST, como os bispos Tomás Balduíno e Pedro Casaldáliga.

O carvão e o “aquecimento global”

Segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), a China ultrapassou os Estados Unidos no ano passado como o país de maior consumo de energia do planeta. Mesmo que esperado há algum tempo, o impacto simbólico do fato não é trivial, como comenta Fatih Birol, da AIE: «À medida que a China ultrapassa os Estados Unidos [...]

Indigenismo e “quilombolismo”

O prezado Visitante Desconhecido poderá achar estranho estar sendo apresentado, neste blog, artigos que falam sobre as reivindicações dos quilombolas – o que pode parecer não ter nada a ver com o indigenismo, pois que esses artigos estão classificados dentro da categoria “indigenismo”.

O duplo naufrágio da BP no Golfo do México

A explosão da plataforma petrolífera Deepwater Horizon no Golfo do México, ocorrida em 20 de abril último, seguida do colossal e ainda não contido vazamento de petróleo da perfuração danificada, é duplamente emblemática. Primeiro, porque a empresa responsável pelo poço, a BP, é um dos maiores ícones das velhas práticas coloniais do Império Britânico e ajudou a costurar o quadro de instabilidade geopolítica permanente na região do Oriente Médio. Segundo, por representar também um enlaces diretos da cúpula do Establishment anglo-americano com o movimento ambientalista internacional e suas principais ONGs, estes instrumentos reciclados dos velhos métodos coloniais, voltados para o controle de recursos naturais estratégicos, especialmente energéticos.

Pré-sal e as riquezas nacionais

Em que pesem as reverberações do imbróglio ambiental surgido na esteira do catastrófico vazamento de petróleo ocorrido no Golfo do México, muitos estranharam a pouca repercussão na mídia nacional de um outro fato de grande significado para o País, o início da pioneira produção petrolífera na camada do pré-sal. Como relata em sua coluna econômica de 19 de julho o jornalista Luís Nassif, até mesmo o jornal Financial Times – o “mais importante jornal de negócios do planeta” – publicou ampla matéria sobre o feito da Petrobras.

Fundamentos da Nova Ordem Mundial

Desde o período 1989/1991, que caracterizou o processo de desintegração da União Soviética, a oligarquia anglo-americana considerou que tinha chegado o momento de consolidar a idéia do “governo mundial” sobre os escombros dos Estados Nacionais soberanos.

O Bohemian Club

Em 02/agosto/1982, a revista americana Newsweek divulgava a seguinte informação: «Em Bohemian Grove, 75 milhas ao norte de São Francisco, ocorre o mais prestigioso acampamento de verão do mundo. O retiro, fortemente vigiado, com seus 2.200 acres, é a sede do ultra-exclusivo Bohemian Club, do qual só homens podem ser membros e ao qual pertencia o presidente republicano Rerbert Roover. Com seus poderosos afiliados, na tranqüila reclusão, e por causa de seus rituais cabalísticos, o Bohemian Club des­perta inúmeras suspeitas…

A Vale, as ONGs e o interesse nacional

Em concorrido evento realizado em São Paulo (SP), em 10 de maio, a Vale lançou oficialmente o seu Fundo Vale para projetos socioambientais na Amazônia. Sete ONGs que atuam fortemente na região – Imazon, Instituto Floresta Tropical, The Nature Conservancy, Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), Instituto Peabiru, Imaflora e Instituto Socioambiental (ISA) – participam da primeira fase do projeto, que conta com o aporte de R$ 51 milhões até 2012.

Algumas lições do Golfo do México

Sabe-se que a “corporatocracia” mundial promove, segundo suas necessidades oligárquicas, catástrofes, crises, revoluções/guerras e até mesmo cataclismas, com o intuito de, depois, usufruir benefícios de toda sorte, convertidos em milhões de dólares, com sua intervenção “salvadora”, sempre com a máscara de ajuda humanitária, de preservação ambiental, de “reconstrução”, e/ou de “restabelecimento” da democracia e promoção do desenvolvimento – junto aos povos/países atingidos por sua fatídica “falta de sorte”.

Fazendas lá, ambientalistas aqui

Solicitado por vários leitores a voltar ao tema das ONGs, mostrarei a vinculação entre os “fazendeiros” americanos e a atuação de ONGs ambientalistas no Brasil. Trata-se de uma curiosa conjunção entre o agronegócio americano, ONGs ambientalistas (aqui, evidentemente), grandes empresas, governos e “movimentos sociais” no País.

O poder da nova “Skull & Bones”

Um dos edifícios estranhos do campus de Yale lembra um mausoléu. Dentro, um jovem, um dos 15 estudantes escolhidos a cada ano, está deita­do nu em um sarcófago. Ele não está morto; está recitando uma autobio­grafia sexual anterior à sua “seleção” para a [sociedade secreta] Skull and Bones.

O CFR – Council on Foreign Relations

O que é, afinal, o CFR, Council on Foreign Relations, ou Conse­lho para Relacões Exteriores, tantas vezes mencionado aqui? Para ci­tarmos Winston Lord, ex-ministro interino das relações exteriores dos Estados Unidos: «Não é a Comissão Trilateral que governa o mundo; é o Council on Foreign Relations».

Desabafo de um doutorando: Amazônia invadida por estrangeiros

Segue abaixo o relato de uma pessoa conhecida e séria, que passou recentemente em um concurso público federal e foi trabalhar em Roraima. Trata- se de um Brasil que a gente não conhece. As duas semanas em Manaus foram interessantes para conhecer um Brasil um pouco diferente, mas chegando em Boa Vista (RR) não pude resistir a fazer um relato das coisas que tenho visto e escutado por aqui. Conversei com algumas pessoas nesses três dias, desde engenheiros até pessoas com um mínimo de instrução.

Teorias conspiratórias

Existiriam sinistros complôs para o domínio do mundo, engendrados por chefes da Máfia à la AI Capone, com óculos escuros e charutos, a portas fechadas? Ou as conspirações surgem disfarçadamente em meio às conferências oficiais de órgãos como o Fundo Monetário Internacional e dos bancos mundiais, como a “Conferência de Outono” em Praga, em setembro/2000, as quais – segundo os críticos – visam a globalização econômica e, inevitavelmente, a exploração do Terceiro Mundo?

O Grupo Bilderberg

No começo da década de 1950, a CIA ajudou a criar e financiar as Conferências Bilderberg. Nos Estados Unidos, acredita-se, ainda hoje, que a CIA está por trás da estruturação do Grupo Bilderberg. O príncipe Bernardo da Holanda presidiu o grupo até 1974, quando se envolveu em um escândalo e foi retirado do posto. O filósofo e filantropo polonês, Dr. Joseph Retinger, foi nomeado primeiro secretário e presidiu o grupo até sua morte, ainda no mesmo cargo.

A Comissão Trilateral

Entre as quase quatrocentras “fábricas de pensamentos” espalhadas pelo globo, a Comissão Trilaterial é a mais influente. Cerca de 300 membros reúnem-se uma vez por ano, em locais diferentes. Após cada encontro, a Comissão publica documentos sobre os temas e implementações. O relatório de 1995, por exemplo, intitulava-se «Engaging Russia» («Fazendo a Rússia Participar»), ao qual foi acrescentado em 1996 o subtítulo «Mantendo a Segurança Energética em um Contexto Global para a Globalização e os Mercados de Trabalho Trilaterais: Evidên­cias e Implicações». A comissão tem três escritórios: em Nova York, Tó­quio e Paris. Seus dirigentes são economistas com poder de decisão. Mas como surgiu uma organização “trilateral”, com sede na América do Nor­te, na Europa e no Japão?

O Clube Bilderberg – O que ocorre no mundo não é por acaso

Imaginem um clube onde os mais importantes presidentes, primeiros-ministros e banqueiros do mundo se mesclam entre si, onde a realeza está presente para assegurar-se de que todo o mundo se harmonize, onde os poderosos responsáveis por decla­rar guerras, influenciar os mercados e ditar as suas ordens à Europa inteira dizem aquilo que nunca ousariam dizer em público.

O Clube Bilderberg – Participantes e regras

Ninguém pode adquirir um ingresso para um dos encontros Bilderberg, ainda que muitas multinacionais o tenham tentado. É o Conselho Diretivo que decide quem convidar. Aquilo que o peri­ódico londrino The Guardian denomina “um bilderberger” não mudou nos últimos 50 anos: um socialista fabiano, parti­dário entusiasta de uma ordem mundial única.