﻿<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Blog do Ambientalismo &#187; Oligarquias internacionais</title>
	<atom:link href="http://blogdoambientalismo.com/tags/oligarquias-internacionais/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://blogdoambientalismo.com</link>
	<description>O que você precisa saber sobre Ambientalismo, Indigenismo e Governo Mundial</description>
	<lastBuildDate>Mon, 21 May 2012 18:56:01 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.3.2</generator>
		<item>
		<title>México: o imbróglio anglo-espanhol da Pemex</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/mexico-o-imbroglio-anglo-espanhol-da-pemex/</link>
		<comments>http://blogdoambientalismo.com/mexico-o-imbroglio-anglo-espanhol-da-pemex/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 21 May 2012 15:14:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Combustíveis fósseis]]></category>
		<category><![CDATA[Oligarquias internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Rio+20]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdoambientalismo.com/?p=13194</guid>
		<description><![CDATA[A decisão soberana da Argentina, de retomar o controle majoritário da empresa energética YPF, provocou uma inusitada reação do presidente mexicano Felipe Calderón, que deixou de lado toda a cautela diplomática, para se pronunciar a respeito. Disse ele: "Ninguém em seu juízo perfeito investe em países que expropriam investimentos." Com isto, quis reafirmar que seu governo se mantém fiel aos acordos de estilo neocolonial estabelecidos com os interesses anglo-americanos e seus espadachins espanhóis, que cavalgam em vários campos mexicanos, do financeiro ao energético.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp"><img class="aligncenter  wp-image-10770" title="msiA iNFORMA" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp" alt="" width="240" height="50" /></a></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>A decisão soberana da Argentina, de retomar o controle majoritário da empresa energética YPF, provocou uma inusitada reação do presidente mexicano Felipe Calderón, que deixou de lado toda a cautela diplomática, para se pronunciar a respeito. Disse ele:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>«Ninguém em seu juízo perfeito investe em países que expropriam investimentos.»</em> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Com isto, quis reafirmar que seu governo se mantém fiel aos acordos de estilo neocolonial estabelecidos com os interesses anglo-americanos e seus espadachins espanhóis, que cavalgam em vários campos mexicanos, do financeiro ao energético.</strong></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Calderón, um devotado escudeiro dos interesses espanhóis, que, durante o seu mandato, se empenhou ativamente para privatizar a petroleira estatal Pemex, fez eco imediato das diatribes do chanceler espanhol José Manuel García Margallo. Este, por sua vez, advertiu Buenos Aires, de que a decisão representava &#8220;uma política de isolamento do mundo&#8221; e &#8220;a pior prática que se pode ter no século XXI&#8221;. Isto, depois de agradecer à secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, pelo comunicado &#8220;bastante rotundo&#8221; divulgado por Washington, segundo o qual a expropriação da YPF seria &#8220;uma agressão ao clima de investimentos&#8221; na Argentina. A salva estadunidense foi disparada no âmbito da reunião de chanceleres da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), em 19 de abril, onde ambos avaliaram os fatos. Na mesma linha, manifestou-se a vice-presidente da Comissão Europeia, Viviane Reding, que ameaçou: &#8220;Quando alguém ataca a Espanha, está atacando o conjunto da União Europeia.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">Durante o seu mandato, Calderón embarcou numa espécie de cruzada em defesa de um modelo econômico ultraliberal, que se encontra em crise ostensiva. Em suas palavras, o desenvolvimento da América Latina não necessita &#8220;nem do protecionismo, nem das expropriações&#8221;, apenas comércio e investimentos. A observação omite, precisamente, o fato de que a Repsol não estava investindo na Argentina, pelo que o governo de Cristina Kirchner tomou a decisão de reassumir o controle acionário da YPF.</p>
<p style="text-align: justify;">O alcance pleno da decisão argentina não tardará a ser conhecido. Porém, o que ainda é obscuro é motivação do governo mexicano para defender ostensivamente os interesses da Repsol, que, como é <em>vox populi</em>, é uma empresa muito mais financeira que petrolífera.</p>
<p style="text-align: justify;">Do pouco que veio à tona até agora, soube-se que a Pemex (cujo enfraquecimento tem sido deliberado, para atender à agenda dos interesses financeiros) aumentou de 5% para 9,8% a sua fatia de ações da Repsol, mediante um investimento de 1,6 bilhão de dólares. Em agosto de 2011, uma operação semelhante foi abortada, quando vazou na Espanha a notícia de que a Pemex se associaria à empresa imobiliária espanhola Sacyr Valle Hermoso, para passar a controlar 20% da Repsol. A operação, que não contava com o aval do conselho de administração da empresa mexicana e, segundo o seu conselheiro externo, Rogelio Gasca Neri, era ilegal, foi impedida pelo governo espanhol. Por meio dela, a Sacyr, que detinha 20% das ações da Repsol, venderia a metade de sua fatia à Pemex, para que, juntas, controlassem 30% das ações.</p>
<p style="text-align: justify;">A resposta rápida de Calderón significa, igualmente, uma tentativa de influenciar o resultado das eleições presidenciais de agosto próximo, em face da rejeição da grande maioria da classe política mexicana à iniciativa, como se percebe em manifestações de representantes dos diversos partidos, inclusive, do seu próprio Partido Ação Nacional (PAN), onde somente a débil candidata presidencial Josefina Vásquez Mota a apoiou ostensivamente. Não por coincidência, ela tem recebido fartos elogios dos grupos políticos ibero-americanos alinhados com os interesses do Establishment anglo-americano.</p>
<p style="text-align: justify;">Um deles é o escritor peruano naturalizado espanhol Mario Vargas Llosa, membro do célebre Diálogo Interamericano, que chegou ao cúmulo de afirmar que o continente necessita da vitória da candidata do PAN.</p>
<p style="text-align: justify;">Sobre a decisão argentina de reassumir o controle da YPF, ele escreveu um artigo com fortes críticas, intitulado &#8220;A guerra perdida&#8221;, o qual foi publicado tanto na Espanha como no México, em 22 de abril (El País e outros). Disse ele:</p>
<blockquote><p><em>«A expropriação de 51% do capital da YPF, propriedade do grupo Repsol&#8230; não devolverá a &#8220;soberania energética&#8221; à Argentina&#8230; Simplesmente, irá distrair por um curto período a opinião pública dos graves problemas sociais e econômicos que a afetam, com um porre passageiro de patriotadas nacionalistas, até que chegue a hora da ressaca e se descubra que aquela medida terá causado ao país muito mais prejuízos que benefícios, e agravado a crise provocada por uma política populista e demagógica, que o está aproximando do abismo.»</em></p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">Um preocupado Vargas Llosa finaliza:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">(&#8230;) <em>«Do México ao Brasil, embora ainda haja enormes problemas a serem enfrentados&#8230; já parecia superada a época nefasta do nacionalismo econômico, do desenvolvimento para dentro, do dirigismo estatal da economia, que tanta violência e miséria nos causaram.»</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: right;"><strong>Ángel Palacios Zea, de Guadalajara</strong></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #ff6600;"><strong><em><em><strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em></em></strong></span></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/div-novo.png"><img class="aligncenter" title="div-novo" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/div-novo-300x13.png" alt="" width="300" height="13" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Créditos </strong>➞<strong> </strong>este post é matéria apresentada no Boletim Eletrônico <strong><em>MSIa INFORMA</em></strong>, do <strong><em>MSIa –</em></strong><em> <strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em>, Vol. III, N<sup>o</sup> 48, de 04 de maio de 2012.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>MSIa INFORMA</em></strong><strong> </strong>➞<strong> </strong>é uma publicação do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa). Conselho Editorial: Angel Palacios, Geraldo Luís Lino, Lorenzo Carrasco (Presidente), Marivilia Carrasco e Silvia Palacios. Endereço: Rua México, 31 &#8211; sala 202 &#8211; Rio de Janeiro (RJ) &#8211; CEP 20031-144; Telefax: 0xx 21-2532-4086.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Para saber mais sobre o tema </strong>➞<strong> </strong>visitar os sites da MSIa/Capax Dei:<strong> </strong><a href="http://www.alerta.inf.br/">http://www.alerta.inf.br/</a> e <a href="http://www.msia.org.br/">http://www.msia.org.br/</a>.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Mensagens e sugestões </strong>➞<strong> </strong>favor enviar para msia@msia.org.br</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-10bMicro.jpg"><img class="alignright" title="harpia-10bMicro" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-10bMicro.jpg" alt="" width="60" height="49" /></a>Para adquirir as publicações da Capax Dei Editora Ltda.</strong> ➞ loja virtual em: <a href="http://www.capaxdei.com.br/">www.capaxdei.com.br</a>; e-mail : capaxdeieditora@gmail.com</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdoambientalismo.com/mexico-o-imbroglio-anglo-espanhol-da-pemex/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Degelo com Irã aquece ira de Israel e &#8220;neocons&#8221;</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/degelo-com-ira-aquece-ira-de-israel-e-neocons/</link>
		<comments>http://blogdoambientalismo.com/degelo-com-ira-aquece-ira-de-israel-e-neocons/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 27 Apr 2012 16:33:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Governo mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Oligarquias internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Política internacional]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdoambientalismo.com/?p=13107</guid>
		<description><![CDATA[O desfecho da primeira rodada de negociações entre o grupo P5+1 e o Irã, em Istambul, em 13-14 de abril, abriu espaço para uma solução civilizada sobre contencioso em torno do polêmico programa nuclear do país e, ao mesmo tempo, proporcionou uma didática oportunidade para se vislumbrarem as diversas forças políticas envolvidas no imbróglio e suas agendas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp"><img class="aligncenter  wp-image-10770" title="msiA iNFORMA" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp" alt="" width="240" height="50" /></a></p>
<blockquote><p><strong>O desfecho da primeira rodada de negociações entre o grupo P5+1 e o Irã, em Istambul, em 13-14 de abril, abriu espaço para uma solução civilizada sobre contencioso em torno do polêmico programa nuclear do país e, ao mesmo tempo, proporcionou uma didática oportunidade para se vislumbrarem as diversas forças políticas envolvidas no imbróglio e suas agendas.</strong></p></blockquote>
<p>Além da retomada das conversas entre as duas partes, após um hiato de 14 meses, o principal resultado da reunião foi o ambiente de distensão e entendimento recíproco, com o qual, aparentemente, o principal recado encaminhado a Teerã foi o de que não haverá mais a exigência de que abra mão do seu programa de enriquecimento de urânio. Como afirmou o veterano ex-diplomata indiano M.K. Bhadrakumar: &#8220;Em síntese, o quadro que emerge de Istambul é o de que o Ocidente decidiu que pode aprender a viver com o programa nuclear do Irã, desde que ele seja pacífico e em concordância com o Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP) (Indian Punchline, 16/04/2012).&#8221;</p>
<p>Tal quadro foi devidamente ressaltado pelos principais negociadores, a chanceler da União Europeia, Catherine Ashton, e o secretário-geral do Conselho de Segurança Nacional iraniano, Saeed Jalili.</p>
<p>Ashton foi categórica:</p>
<blockquote><p><em>«Nós fomos assegurados de que o Irã é sério. Nós concordamos em que o Tratado de Não-Proliferação estabelece uma base para o que deve ser um engajamento sério, para assegurar que todas as obrigações do tratado sejam cumpridas pelo Irã, ao mesmo tempo em que se respeita plenamente o direito do Irã ao uso pacífico da energia nuclear&#8230; Nós esperamos que reuniões subsequentes levem a passos concretos rumo a uma solução negociada abrangente, que restabeleça a confiança na natureza exclusivamente pacífica do programa nuclear iraniano.»</em></p></blockquote>
<p>Em seus comentários, Jalili explicitou a visão e as expectativas de Teerã:</p>
<blockquote><p><em>«O que observamos no enfoque manifestado, hoje, pelos membros [do P5+1] foi uma abordagem direcionada para conversas e cooperação, e nós consideramos que isto é positivo. Nós sempre afirmamos que as pressões e a linguagem das ameaças são inúteis para se lidar com a nação iraniana, mas conversas e cooperação podem ser uma abordagem positiva&#8230; É de importância crucial que a nossa cooperação estabeleça passos recíprocos, ou seja, a confiança da nossa nação deve ser construída na direção de conversas e cooperação&#8230; Como membro ativo do TNP, o Irã deve gozar dos seus direitos, juntamente com os seus compromissos. Nós acreditamos, profundamente, que a remoção das sanções, exigida pela nação iraniana, é um dos temas que deveria receber atenção, na continuação das conversas sobre cooperação.»</em></p></blockquote>
<p>Os detalhes da pauta de entendimentos deverão ficar para uma segunda reunião, marcada para 23 de maio próximo, em Bagdá, local escolhido pelo governo iraniano, cujas implicações políticas são evidentes, não apenas pela grande influência política de Teerã sobre o governo de maioria xiita do vizinho, mas também pelo recado à Turquia, que abandonou a sua proposta de protagonista regional independente, para se alinhar com a agenda da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).</p>
<p>De forma significativa, diplomatas europeus, estadunidenses, russos e chineses foram, igualmente, citados pela mídia internacional em comentários positivos sobre o encontro. As exceções óbvias ficaram por conta do governo de Israel e da pletora de jornalistas e acadêmicos estadunidenses alinhados com os círculos belicistas do Establishment, em especial, os &#8220;neoconservadores&#8221;, que estão à espreita de &#8211; e, possivelmente, planejando &#8211; uma oportunidade para deflagrar um novo conflito regional.</p>
<p>As reações israelenses foram previsíveis e características. No domingo 15, o premier Benjamin &#8220;Bibi&#8221; Netanyahu disparou:</p>
<blockquote><p><em>«Minha reação inicial é a de que o Irã ganhou um passe livre. Ganhou cinco semanas para continuar a enriquecer </em>[urânio]<em> sem qualquer limitação.»</em> (<em>AFP</em>, 15/04/2012).</p></blockquote>
<p>No mesmo dia, como parte do roteiro, a televisão israelense apresentou um programa especial com uma detalhada encenação de como seria um ataque aéreo às instalações nucleares iranianas (se tivesse sido o oposto, o escândalo internacional teria sido ensurdecedor).</p>
<p>Na segunda-feira 16, o sítio Debka File, vinculado ao serviço de inteligência Mossad, depois de afirmar que a reunião de Istambul foi um &#8220;show biz&#8221;, citou &#8220;funcionários de alto escalão próximos a Netanyahu&#8221;, que teriam acusado o presidente estadunidense Barack Obama de renegar um acordo alegadamente feito com &#8220;Bibi&#8221;, para limitar a capacidade de enriquecimento iraniana (<em>MSIa Informa</em>, 13/04/2012).</p>
<p>Em apoio à belicosidade israelense, os tradicionais condutos pró-sionistas da mídia estadunidense desfecharam uma barragem de ironias e invectivas contra o desfecho da reunião, na qual esperavam que Teerã fosse confrontada com um virtual ultimato. Um exemplo clássico foi a coluna &#8220;Volta à direita&#8221; (Right Turn) da jornalista Jennifer Rubin, no Washington Post de 16 de abril, na qual afirma:</p>
<blockquote><p>(&#8230;) <em>«Na verdade, Netanyahu e todas as pessoas de visão clara no Ocidente deveriam estar preocupados com que Obama abrirá mão de muito mais, declarando uma grande vitória diplomática, mas, em essência, deixando o Irã plenamente capaz de continuar a trilhar o caminho das armas nucleares. A única coisa pior que não chegar a um acordo seria chegar a um tipo de arranjo de fachada, nas conversas hexapartites, que seja inverificável e incapaz de acabar, na prática, com a ameaça nuclear iraniana.»</em></p></blockquote>
<p>No Congresso estadunidense, os ânimos também se mostraram exaltados. O senador republicano Mark Kirk, coautor da mais recente lei de sanções contra o Irã, fez questão de advertir o mundo, afirmando que não se deve &#8220;confundir o diálogo diplomático positivo com obediência&#8221; por parte de Teerã (AP, 16/04/2012).</p>
<p>Diante de semelhante inconformismo com a perspectiva de soluções construtivas, não se deve descartar que as forças políticas favoráveis à opção &#8220;fogo no circo&#8221; recorram a alguma ação provocativa, para descarrilar as negociações. Por isso, as próximas cinco semanas até a reunião de Bagdá serão marcadas por muitas apreensões e expectativas.</p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #ff6600;"><strong><em><em><strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em></em></strong></span></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/div-novo.png"><img class="aligncenter" title="div-novo" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/div-novo-300x13.png" alt="" width="300" height="13" /></a></p>
<p><strong>Créditos </strong>➞<strong> </strong>este post é matéria apresentada no Boletim Eletrônico <strong><em>MSIa INFORMA</em></strong>, do <strong><em>MSIa –</em></strong><em> <strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em>, Vol. III, N<sup>o</sup> 46, de 20 de abril de 2012.</p>
<p><strong><em>MSIa INFORMA</em></strong><strong> </strong>➞<strong> </strong>é uma publicação do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa). Conselho Editorial: Angel Palacios, Geraldo Luís Lino, Lorenzo Carrasco (Presidente), Marivilia Carrasco e Silvia Palacios. Endereço: Rua México, 31 &#8211; sala 202 &#8211; Rio de Janeiro (RJ) &#8211; CEP 20031-144; Telefax: 0xx 21-2532-4086.</p>
<p><strong>Para saber mais sobre o tema </strong>➞<strong> </strong>visitar os sites da MSIa/Capax Dei:<strong> </strong><a href="http://www.alerta.inf.br/">http://www.alerta.inf.br/</a> e <a href="http://www.msia.org.br/">http://www.msia.org.br/</a>.</p>
<p><strong>Mensagens e sugestões </strong>➞<strong> </strong>favor enviar para msia@msia.org.br</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-10bMicro.jpg"><img class="alignright" title="harpia-10bMicro" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-10bMicro.jpg" alt="" width="60" height="49" /></a>Para adquirir as publicações da Capax Dei Editora Ltda.</strong> ➞ loja virtual em: <a href="http://www.capaxdei.com.br/">www.capaxdei.com.br</a>; e-mail : capaxdeieditora@gmail.com</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdoambientalismo.com/degelo-com-ira-aquece-ira-de-israel-e-neocons/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Brasil: nova ofensiva por direitos humanos e aborto</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/brasil-nova-ofensiva-por-direitos-humanos-e-aborto/</link>
		<comments>http://blogdoambientalismo.com/brasil-nova-ofensiva-por-direitos-humanos-e-aborto/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 29 Mar 2012 10:12:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Governo mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Controle populacional]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Oligarquias internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Política internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Rio+20]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdoambientalismo.com/?p=12993</guid>
		<description><![CDATA[    Não é a primeira vez que se exercem sobre o Brasil os mecanismos intervencionistas encastelados na Organização das Nações Unidas (ONU); o que parece novidade é o fato de a pressão ser exercida, simultaneamente, em dois campos aparentemente contraditórios: os direitos humanos, entendidos de uma maneira ad hoc, e a legalização do aborto.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp"><img class="aligncenter  wp-image-10770" title="msiA iNFORMA" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp" alt="" width="245" height="51" /></a></p>
<p><strong>Não é a primeira vez que se exercem sobre o Brasil os mecanismos intervencionistas encastelados na Organização das Nações Unidas (ONU); o que parece novidade é o fato de a pressão ser exercida, simultaneamente, em dois campos aparentemente contraditórios: os direitos humanos, entendidos de uma maneira <em>ad hoc</em>, e a legalização do aborto.</strong></p></blockquote>
<p>Em 16 de março, em uma entrevista coletiva, em Genebra, com jornalistas de todo o mundo, o porta-voz do Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Rupert Colville, insistiu em tratar da tentativa de abertura de processo feita pelo Ministério Público Federal contra o coronel reformado do Exército Sebastião Curió Rodrigues, por crimes de tortura.</p>
<blockquote><p><em>«Vemos essa iniciativa como um primeiro e crucial passo na luta contra a impunidade no período do governo militar no Brasil» </em>— disse ele (<em>Efe</em>, 16/03/2012).</p></blockquote>
<p>Nas últimas semanas, armou-se no País um esboço de uma crise militar, depois que as ministras das secretarias de Direitos Humanos, Maria do Rosário, e das Políticas para a Mulher, Eleonora Menicucci, se manifestaram publicamente em favor da abertura de processos judiciais contra militares que participaram da repressão à insurgência armada contra o regime militar, nas décadas de 1960 a 1980. As declarações das ministras, que não receberam qualquer contestação do Palácio do Planalto, deram luz verde para que o cabildo dos direitos humanos se lançasse a apresentar casos exemplares, a começar pela tentativa de processo contra Curió, responsabilizado pelo desaparecimento de combatentes da chamada Guerrilha do Araguaia, na década de 1970. Embora a iniciativa tenha sido, oportunamente, rejeitada pela Justiça Federal, com base na Lei da Anistia de 1979, a investida deverá prosseguir, pois o aparato dos direitos humanos não parece disposto a desistir da sua agenda, que mobiliza indivíduos incapazes de superar os sentimentos revanchistas em favor de uma pauta ostensivamente intervencionista e ditada do exterior.</p>
<p>As evidências da orientação externa ficam visíveis na atuação do aparelho das Nações Unidas e da Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), associados a ONGs como o Centro pela Justiça e o Direito Internacional (CEJIL) e a Human Rigths Watch/Américas, aparato que tem se empenhado em criar pretextos para contornar a Lei da Anistia, mesmo depois da confirmação da validade desta em todas as circunstâncias, feita pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no ano passado &#8211; investida que constitui uma ostensiva tentativa de imposição de um regime jurídico supranacional ao País.</p>
<p>Duas semanas antes da entrevista de Colville, igualmente, representantes da ONU deram ao governo brasileiro um autêntico ultimato para que o País legalize o aborto o quanto antes, contrariamente a uma posição majoritária entre a sociedade brasileira. No final de fevereiro, o Comitê das Nações Unidas contra a Descriminalização da Mulher questionou acremente uma delegação brasileira, exigindo que <em>«o governo acelere a revisão de sua legislação criminalizando o aborto»</em>. Segundo o correspondente do jornal O Estado de S. Paulo em Genebra, Jamil Chade (10/03/2012), a ONU <em>«lança um ataque especial ao Estatuto do Nascituro, em tramitação no Congresso, e pede que o governo “discuta e analise o impacto” desse projeto»</em>.</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2012/03/controle-populacional.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-12997" title="controle-populacional" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2012/03/controle-populacional-300x225.jpg" alt="" width="365" height="274" /></a></p>
<p>O tom agressivo da ONU, vazado em um documento oficial, não inibiu o governo brasileiro, pois a exigência se enquadra nas iniciativas das ministras Maria do Rosário e Menicucci, sendo que esta última tem se empenhado em remover os obstáculos para que as mulheres que decidirem abortar, nos casos permitidos pela lei, sejam rapidamente atendidas. Seu empenho tem sido de tal ordem que ela se atreve a criticar os médicos que, fazendo uso de seu direito, têm se recusado a praticar abortos, alegando objeções de consciência. Como afirmou o vice-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Carlos Vital:</p>
<blockquote><p><em>«A objeção de consciência é um direito previsto no código de ética médica. Nenhum profissional está obrigado a prestar atendimento que esteja em desacordo cm suas conv</em>icções» (<em>O Estado de S. Paulo</em>, 17/03/2012).</p></blockquote>
<p>O aspecto irônico de tudo isso é que as discussões e deliberações da ONU e das redes internacionais que gravitam em torno dos direitos humanos e do aborto parecem guiadas por uma ótica surrealista. Em uma república bem ordenada, onde o exercício do poder político se faça com uma preocupação mínima com o bem-estar geral da população, tanto físico como mental, o direito humano primordial, acima de qualquer ideologia, é o direito à vida, e não o de acabar com ela por qualquer pretexto.</p>
<p>O problema, no caso das ministras Maria do Rosário e Menicucci, é uma tentativa de impor a todo custo a ideologia da &#8220;geração de 68&#8243;, da revolução sexual e da contracultura, sistematizada na ideologia do gênero, que acaba desembocando numa &#8220;nova antropologia&#8221;, sem sexos, com o amplo direito ao aborto e, por conseguinte, enquadrada na insidiosa agenda do controle populacional das potências hegemônicas do Hemisfério Norte.</p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #ff6600;"><strong><em><em><strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em></em></strong></span></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/div-novo.png"><img class="aligncenter" title="div-novo" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/div-novo-300x13.png" alt="" width="300" height="13" /></a></p>
<p><strong>Créditos </strong>➞<strong> </strong>este post é matéria apresentada no Boletim Eletrônico <strong><em>MSIa INFORMA</em></strong>, do <strong><em>MSIa –</em></strong><em> <strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em>, Vol. III, N<sup>o</sup> 42, de 23 de março de 2012.</p>
<p><strong><em>MSIa INFORMA</em></strong><strong> </strong>➞<strong> </strong>é uma publicação do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa). Conselho Editorial: Angel Palacios, Geraldo Luís Lino, Lorenzo Carrasco (Presidente), Marivilia Carrasco e Silvia Palacios. Endereço: Rua México, 31 &#8211; sala 202 &#8211; Rio de Janeiro (RJ) &#8211; CEP 20031-144; Telefax: 0xx 21-2532-4086.</p>
<p><strong>Para saber mais sobre o tema </strong>➞<strong> </strong>visitar os sites da MSIa/Capax Dei:<strong> </strong><a href="http://www.alerta.inf.br/">http://www.alerta.inf.br/</a> e <a href="http://www.msia.org.br/">http://www.msia.org.br/</a>.</p>
<p><strong>Mensagens e sugestões </strong>➞<strong> </strong>favor enviar para msia@msia.org.br</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-10bMicro.jpg"><img class="alignright" title="harpia-10bMicro" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-10bMicro.jpg" alt="" width="60" height="49" /></a>Para adquirir as publicações da Capax Dei Editora Ltda.</strong> ➞ loja virtual em: <a href="http://www.capaxdei.com.br/">www.capaxdei.com.br</a>; e-mail : capaxdeieditora@gmail.com</p>
<p><strong>Imagem</strong> ➞ <a href="http://oprofeta.net/">http://oprofeta.net</a></p>
<p><strong></strong><strong><br />
</strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdoambientalismo.com/brasil-nova-ofensiva-por-direitos-humanos-e-aborto/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Obama-Cameron: ocaso do &#8220;atlanticismo&#8221;</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/obama-cameron-ocaso-do-atlanticismo/</link>
		<comments>http://blogdoambientalismo.com/obama-cameron-ocaso-do-atlanticismo/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 27 Mar 2012 12:01:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Governo mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Nova ordem mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Oligarquias internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Política internacional]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdoambientalismo.com/?p=12963</guid>
		<description><![CDATA[    A recente cúpula entre o presidente Barack Obama e o premier David Cameron, em Washington, na semana passada, serviu para que os mandatários dos EUA e do Reino Unido reafirmassem ao mundo o entendimento sem igual que os dois países têm demonstrado, no cenário global, desde a II Guerra Mundial. Como especificou o fact sheet divulgado pela Casa Branca:
    O presidente Obama e o primeiro-ministro Cameron reafirmaram o nosso compromisso mútuo com a melhoria das vidas dos povos mais pobres do mundo, por intermédio da Parceria EUA-Reino Unido para o Desenvolvimento Global. Com a Parceria, estamos trabalhando juntos para lograr melhores resultados: promovendo o avanço do crescimento econômico; prevenindo conflitos em Estados frágeis; melhorando a saúde global, particularmente, para moças e mulheres;... e mitigando os efeitos das mudanças climáticas. (...)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp"><img class="aligncenter  wp-image-10770" title="msiA iNFORMA" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp" alt="" width="240" height="50" /></a></p>
<p><strong>A recente cúpula entre o presidente Barack Obama e o premier David Cameron, em Washington, na semana passada, serviu para que os mandatários dos EUA e do Reino Unido reafirmassem ao mundo o entendimento sem igual que os dois países têm demonstrado, no cenário global, desde a II Guerra Mundial. Como especificou o <em>fact sheet</em> divulgado pela Casa Branca:</strong></p>
<p><strong><em>«O presidente Obama e o primeiro-ministro Cameron reafirmaram o nosso compromisso mútuo com a melhoria das vidas dos povos mais pobres do mundo, por intermédio da Parceria EUA-Reino Unido para o Desenvolvimento Global. Com a Parceria, estamos trabalhando juntos para lograr melhores resultados: promovendo o avanço do crescimento econômico; prevenindo conflitos em Estados frágeis; melhorando a saúde global, particularmente, para moças e mulheres;&#8230; e mitigando os efeitos das mudanças climáticas.»</em> (&#8230;)</strong></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2012/03/cameron-obama.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-12967" title="cameron-obama" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2012/03/cameron-obama-300x187.jpg" alt="" width="300" height="187" /></a></p></blockquote>
<p>E, quanto às questões relacionadas à segurança e defesa:</p>
<blockquote><p><em>«Hoje, o presidente Obama e o primeiro-ministro Cameron reafirmaram o seu compromisso em continuar a estreita cooperação em defesa, na medida em que os EUA e o Reino Unido constroem as suas Forças Armadas para o futuro. Os EUA e o Reino Unido compartilham uma relação de defesa inusitada, que tem ajudado a assegurar os nossos interesses e valores compartilhados desde as guerras mundiais do século passado. Nós desenvolvemos uma interoperacionalidade e interconectividade militares sem paralelo, trabalhando juntos para enfrentar os desafios da Guerra Fria, liderando na OTAN [Organização do Tratado do Atlântico Norte] e lutando lado a lado em defesa de interesses globais [sic]. Em cada nível dos nossos estabelecimentos de defesa, homens e mulheres uniformizados britânicos e estadunidenses treinam juntos, aprendem juntos, desenvolvem capacidades juntos e, quando convocados, lutam juntos.»</em></p></blockquote>
<p>Diante de tão tocantes princípios permanentes, cuja manifestação poderia ter sido reiterada sem que o premier britânico se desse ao trabalho de uma nova travessia do Atlântico, cabe interrogar-nos sobre as motivações mais prementes da cúpula (apesar de que visitas periódicas a Washington sempre têm atrativos para os residentes do número 10 da Downing Street).</p>
<p>Sem dúvida, no topo da lista de preocupações de ambos está o visível declínio do impulso &#8220;atlanticista&#8221;. Este pode ser definido como sendo a capacidade de Washington e Londres imporem ao restante da Europa e a grande parte do mundo a sua agenda hegemônica, baseada no controle do sistema financeiro e dos fluxos de matérias-primas e commodities, na militarização das relações internacionais e, principalmente, em uma visão do mundo caracterizada pela institucionalização do individualismo e do egoísmo extremados em uma vasta gama das atividades humanas, principalmente, nas atividades econômicas &#8211; a qual está na raiz da presente crise sistêmica global.</p>
<p>Não por acaso, os dois mandatários assinaram um artigo emblematicamente intitulado <strong>«Uma Aliança Com a qual o Mundo Pode Contar»</strong>, publicado no <em>Washington Post</em> na véspera da chegada de Cameron, em 13 de março, no qual sintetizavam os nobres princípios listados no fact sheetda Casa Branca.</p>
<p>Na alça de mira de ambos, está a crescente concorrência, em termos de protagonismo internacional, das potências ascendentes, como a China e a Rússia, em especial, esta última, que a partir de maio próximo terá novamente Vladimir Putin no comando do Kremlin. Tendo apreendido rapidamente as recentes lições da intervenção da OTAN na Líbia, tanto Pequim como Moscou já traçaram as linhas no chão contra novas ações &#8220;humanitárias&#8221; da Aliança Atlântica na guerra civil da Síria, onde Washington e Londres têm ensejado todos os esforços para insuflar e armar a oposição ao regime de Damasco, e, igualmente, já transmitiram claros recados contra qualquer ação militar contra o Irã.</p>
<p>Da mesma forma, o Establishment anglo-americano tem demonstrado um crescente nervosismo com fato de as duas potências eurasiáticas serem, simultaneamente, as estrelas principais de dois importantes blocos emergentes, o BRICS e a Organização para Cooperação de Xangai (OSC, na sigla em inglês). Em especial, diante da perspectiva de que os dois blocos se consolidem como centros de uma nova abordagem global para o desenvolvimento compartilhado, mais baseada na cooperação do que no confrontacionismo hegemônico, capaz de oferecer uma alternativa de saída da crise global a partir da integração econômica eurasiática, em uma dinâmica que atraia a União Europeia, as economias industrializadas e emergentes da Ásia, e estenda uma influência positiva sobre o resto do mundo &#8211; inclusive, os próprios EUA.</p>
<p>O grande problema é que a visão hegemônica está entranhada no <em>establishment</em>, que tende a resistir ao declínio do &#8220;atlanticismo&#8221; de todas as formas, inclusive, as mais explosivas. Por isso, o futuro imediato tende a ser marcado pelos desdobramentos dos atritos uma dinâmica histórica mais consentânea com os melhores traços da espécie humana e o empenho daqueles círculos oligárquicos em sustentar o status quo a todo custo &#8211; inclusive, e principalmente, com o recurso a novos conflitos.</p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #ff6600;"><strong><em><em><strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em></em></strong></span></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/div-novo.png"><img class="aligncenter" title="div-novo" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/div-novo-300x13.png" alt="" width="300" height="13" /></a></p>
<p><strong>Créditos </strong>➞<strong> </strong>este post é matéria apresentada no Boletim Eletrônico <strong><em>MSIa INFORMA</em></strong>, do <strong><em>MSIa –</em></strong><em> <strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em>, Vol. III, N<sup>o</sup> 42, de 23 de março de 2012.</p>
<p><strong><em>MSIa INFORMA</em></strong><strong> </strong>➞<strong> </strong>é uma publicação do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa). Conselho Editorial: Angel Palacios, Geraldo Luís Lino, Lorenzo Carrasco (Presidente), Marivilia Carrasco e Silvia Palacios. Endereço: Rua México, 31 &#8211; sala 202 &#8211; Rio de Janeiro (RJ) &#8211; CEP 20031-144; Telefax: 0xx 21-2532-4086.</p>
<p><strong>Para saber mais sobre o tema </strong>➞<strong> </strong>visitar os sites da MSIa/Capax Dei:<strong> </strong><a href="http://www.alerta.inf.br/">http://www.alerta.inf.br/</a> e <a href="http://www.msia.org.br/">http://www.msia.org.br/</a>.</p>
<p><strong>Mensagens e sugestões </strong>➞<strong> </strong>favor enviar para msia@msia.org.br</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-10bMicro.jpg"><img class="alignright" title="harpia-10bMicro" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-10bMicro.jpg" alt="" width="60" height="49" /></a>Para adquirir as publicações da Capax Dei Editora Ltda.</strong> ➞ loja virtual em: <a href="http://www.capaxdei.com.br/">www.capaxdei.com.br</a>; e-mail : capaxdeieditora@gmail.com</p>
<p><strong>Imagem </strong>➞  <a href="http://www.telegraph.co.uk/">http://www.telegraph.co.uk</a></p>
<p><strong></strong><strong><br />
</strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdoambientalismo.com/obama-cameron-ocaso-do-atlanticismo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Putin e a &#8220;alucinogenia&#8221; do Departamento de Estado dos EUA</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/putin-e-a-alucinogenia-do-departamento-de-estado-dos-eua/</link>
		<comments>http://blogdoambientalismo.com/putin-e-a-alucinogenia-do-departamento-de-estado-dos-eua/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 18 Mar 2012 13:31:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Governo mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Oligarquias internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Política internacional]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdoambientalismo.com/?p=12854</guid>
		<description><![CDATA[Definitivamente, a presença de Vladimir Putin na presidência da Federação Russa, nos próximos seis anos, foi recebida pelo establishment anglo-americano como uma clara sinalização de que a estratégia hegemônica do eixo Washington-Nova York-Londres terá um poderoso contraponto, mais que capaz de neutralizar muitas das suas diretrizes.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp"><img class="aligncenter  wp-image-10770" title="msiA iNFORMA" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp" alt="" width="235" height="49" /></a><strong></strong></p>
<blockquote><p><strong>Definitivamente, a presença de Vladimir Putin na presidência da Federação Russa, nos próximos seis anos, foi recebida pelo <em>establishment </em>anglo-americano como uma clara sinalização de que a estratégia hegemônica do eixo Washington-Nova York-Londres terá um poderoso contraponto, mais que capaz de neutralizar muitas das suas diretrizes.</strong></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2012/03/putin3.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-12949" title="putin3" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2012/03/putin3-300x226.jpg" alt="" width="300" height="226" /></a></p></blockquote>
<p>Uma demonstração evidente da contrariedade daqueles círculos foi o fato de o presidente Barack Obama ter esperado cinco dias para cumprimentar Putin pela vitória nas eleições de 4 de março, só o fazendo ao final do expediente da sexta-feira seguinte, dia 9 (mais pragmático, o premier britânico David Cameron o fez na segunda-feira dia 5). Já o Departamento de Estado emitiu uma nota oficial sobre as eleições no próprio domingo, na qual cumprimentou &#8220;o povo russo&#8221; pela sua realização.</p>
<p>A demora se deveu, em grande medida, à expectativa &#8211; alimentada pela mídia ocidental &#8211; da ocorrência de manifestações populares em massa contra o processo eleitoral, que acabaram se revelando pífias e irrelevantes, limitadas a Moscou e algumas poucas cidades, reunindo um número de participantes bem menor que as manifestações dos partidários de Putin, que também foram às ruas.</p>
<p>Uma síntese bastante apropriada da relevância do papel de Putin no contexto global foi feita pelo sempre atento correspondente do Asia Times Online, Pepe Escobar, em sua coluna de 9 de março (&#8220;Por que Putin está enlouquecendo Washington&#8221;):</p>
<blockquote><p><em>«Então, Washington e seus serviçais foram advertidos. Antes da eleição do último domingo, Putin chegou, mesmo, a propagandear o seu mapa do caminho. Os pontos essenciais: sem guerra na Síria; sem guerra no Irã; sem &#8220;bombardeios humanitários&#8221; ou a promoção de &#8220;revoluções coloridas&#8221; &#8211; tudo embrulhado em um novo conceito, &#8220;instrumentos ilegais de poder suave&#8221;. Para Putin, uma Nova Ordem Mundial projetada em Washington não é uma opção. O que vale é &#8220;o consagrado princípio da soberania do Estado&#8221;.»</em></p></blockquote>
<p>No quadro global, o desfecho das eleições russas proporciona um importante fator de reforço para uma nova dinâmica histórica que se desenha, na qual os instrumentos tradicionais de poder hegemônico do eixo anglo-americano, o domínio do sistema financeiro e a militarização das relações internacionais, se mostram crescentemente disfuncionais e sendo assim percebidos por um número rapidamente crescente de cidadãos, tanto de outros países como deles próprios.</p>
<p>O problema maior é a incapacidade daqueles círculos oligárquicos de aceitar essa realidade, o que tem levado muitos de seus integrantes a abraçar a velha opção &#8220;fogo no circo&#8221; – a provocação de um novo conflito de grandes proporções – como parte da estratégia de preservação ou, pelo menos, prolongamento do <em>status quo</em>. Os dois candidatos imediatos à condição de potenciais estopins de um conflito do gênero são o Irã e a Síria – não por acaso, ambos colocados sob uma espécie de proteção de uma incansável atividade diplomática por parte da Rússia e da China, cujos governos têm um claro entendimento da situação.</p>
<p>Um ponto positivo é o fato de que, nos próprios EUA, alguns setores militares e de inteligência têm manifestado uma posição mais sensata, pelo menos em relação ao Irã, vocalizada, entre outros, pelo chefe do Estado-Maior Conjunto, general Martin Dempsey, que, em recente depoimento no Congresso, rechaçou qualquer ação militar contra o país e afirmou explicitamente que as lideranças iranianas são &#8220;racionais&#8221; e precisam ser tratadas como tais.</p>
<p>Por outro lado, essa posição contrasta, visivelmente, com a dos círculos belicistas, que têm uma eficiente porta-voz na secretária de Estado Hillary Clinton, cuja capacidade de produzir declarações ofensivas contra Teerã se mostra inesgotável. Em grande parte, as posições da secretária se explicam pela sua dependência vital do apoio político e financeiro do lobby sionista, mas, não menos, por ser uma legítima representante do pensamento ultrabelicista dos &#8220;neoconservadores&#8221;, ainda bastante influente em Washington.</p>
<p>Como se sabe, os &#8220;neocons&#8221; se caracterizam por uma declarada propensão a alterar a realidade de acordo com os seus delirantes desígnios hegemônicos &#8211; uma espécie de &#8220;alucinogenia&#8221;, se os puristas não se incomodarem com o neologismo.</p>
<p>Vale recordar que Clinton foi a sabotadora ostensiva do acordo articulado junto ao governo iraniano, pelo Brasil e a Turquia, em 2010, o qual, se implementado, teria assegurado um desfecho favorável ao imbróglio envolvendo o programa de enriquecimento de urânio de Teerã. Talvez, no novo cenário proporcionado pelo retorno de Putin ao Kremlin, haja condições para que um arranjo semelhante possa ser implementado e permita a retirada do Irã da lista de &#8220;pontos quentes&#8221; do quadro global (pelo menos, quanto ao pretexto do seu programa nuclear).</p>
<p style="text-align: right;" align="right"><span style="color: #ff6600;"><strong><em>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</em></strong></span></p>
<p><strong> <a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/div-novo.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-10922" title="div-novo" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/div-novo-300x13.png" alt="" width="300" height="13" /></a></strong></p>
<p><strong>Créditos </strong>➞<strong> </strong>este post é matéria apresentada no Boletim Eletrônico <strong><em>MSIa INFORMA</em></strong>, do <strong><em>MSIa –</em></strong><em> <strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em>, Vol. III, N<sup>o</sup> 41, de 16 de março de 2012.</p>
<p><strong><em>MSIa INFORMA</em></strong><strong> </strong>➞<strong> </strong>é uma publicação do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa). Conselho Editorial: Angel Palacios, Geraldo Luís Lino, Lorenzo Carrasco (Presidente), Marivilia Carrasco e Silvia Palacios. Endereço: Rua México, 31 &#8211; sala 202 &#8211; Rio de Janeiro (RJ) &#8211; CEP 20031-144; Telefax: 0xx 21-2532-4086.</p>
<p><strong>Para saber mais sobre o tema </strong>➞<strong> </strong>visitar os sites da MSIa/Capax Dei:<strong> </strong><a href="http://www.alerta.inf.br/">http://www.alerta.inf.br/</a> e <a href="http://www.msia.org.br/">http://www.msia.org.br/</a>.</p>
<p><strong>Mensagens e sugestões </strong>➞<strong> </strong>favor enviar para msia@msia.org.br</p>
<p><strong>Para adquirir as publicações da Capax Dei Editora Ltda.</strong> ➞ loja virtual em: <a href="http://www.capaxdei.com.br/">www.capaxdei.com.br</a></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-10bMicro.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-9620" title="harpia-10bMicro" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-10bMicro.jpg" alt="" width="60" height="49" /></a><strong>E-mail</strong> ➞ capaxdeieditora@gmail.com</p>
<p><strong>Imagem</strong> ➞ <a href="http://www.humorpolitico.com.br/">http://www.humorpolitico.com.br</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdoambientalismo.com/putin-e-a-alucinogenia-do-departamento-de-estado-dos-eua/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Dois príncipes na América do Sul</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/dois-principes-na-america-do-sul/</link>
		<comments>http://blogdoambientalismo.com/dois-principes-na-america-do-sul/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 16 Mar 2012 15:44:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Governo mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Oligarquias internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Política internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Rio+20]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdoambientalismo.com/?p=12874</guid>
		<description><![CDATA[A presença simultânea de dois rebentos da família real britânica na América do Sul e, em especial, a festiva recepção conferida a um deles no Brasil, denotam o longo caminho que as lideranças brasileiras, diplomacia inclusive, têm a percorrer para inserir o País no posto de protagonista global ensejado pela sua crescente importância política e econômica.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp"><img class="aligncenter  wp-image-10770" title="msiA iNFORMA" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp" alt="" width="235" height="49" /></a></p>
<blockquote><p><strong>A presença simultânea de dois rebentos da família real britânica na América do Sul e, em especial, a festiva recepção conferida a um deles no Brasil, denotam o longo caminho que as lideranças brasileiras, diplomacia inclusive, têm a percorrer para inserir o País no posto de protagonista global ensejado pela sua crescente importância política e econômica.</strong></p></blockquote>
<p>De fato, não poderia ser mais contraditória a ruidosa badalação em torno da visita do príncipe Harry ao Rio de Janeiro e São Paulo, enquanto seu irmão William se exercita com seus colegas da Força Aérea Real nas Ilhas Malvinas, ação corretamente considerada como uma provocação pelo governo argentino, que, com o apoio diplomático do Brasil, reivindica a soberania sobre o arquipélago.</p>
<p>Claro que, no caso de Harry, sempre se poderá argumentar que se tratava de uma visita oficial articulada com grande antecedência, como parte integrante das festividades do Jubileu da avó dos príncipes, Sua Majestade Elisabeth II. Não obstante, devido à posição brasileira de apoiar a Argentina no pleito pelas Malvinas e à provocação ostensiva do governo de Londres, com o envio simultâneo às ilhas do número dois na linha sucessória e de um das mais novas e poderosas belonaves da Marinha Real, o destróier HMS Dauntless, uma atitude mais coerente seria dizer francamente a Londres que o momento não era dos mais oportunos para a visita do príncipe.</p>
<p>Evidentemente, a posição brasileira quanto à reivindicação argentina não mudará devido à visita real, mas a Monarquia britânica tem séculos de experiência nos jogos simbólicos do poder mundial e a presença dos netos de Elisabeth no subcontinente se insere, perfeitamente, nessa sutil agenda diplomática em que, muitas vezes, certos gestos têm um significado bem maior que as declarações oficiais.</p>
<p style="text-align: right;" align="right"><span style="color: #ff6600;"><strong><em>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</em></strong></span></p>
<p><strong> <a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/12/div4.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-5750" title="div4" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/12/div4.gif" alt="" width="149" height="21" /></a></strong></p>
<p><strong>Créditos </strong>➞<strong> </strong>este post é matéria apresentada no Boletim Eletrônico <strong><em>MSIa INFORMA</em></strong>, do <strong><em>MSIa –</em></strong><em> <strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em>, Vol. III, N<sup>o</sup> 41, de 16 de março de 2012.</p>
<p><strong><em>MSIa INFORMA</em></strong><strong> </strong>➞<strong> </strong>é uma publicação do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa). Conselho Editorial: Angel Palacios, Geraldo Luís Lino, Lorenzo Carrasco (Presidente), Marivilia Carrasco e Silvia Palacios. Endereço: Rua México, 31 &#8211; sala 202 &#8211; Rio de Janeiro (RJ) &#8211; CEP 20031-144; Telefax: 0xx 21-2532-4086.</p>
<p><strong>Para saber mais sobre o tema </strong>➞<strong> </strong>visitar os sites da MSIa/Capax Dei:<strong> </strong><a href="http://www.alerta.inf.br/">http://www.alerta.inf.br/</a> e <a href="http://www.msia.org.br/">http://www.msia.org.br/</a>.</p>
<p><strong>Mensagens e sugestões </strong>➞<strong> </strong>favor enviar para msia@msia.org.br</p>
<p><strong>Para adquirir as publicações da Capax Dei Editora Ltda.</strong> ➞ loja virtual em: <a href="http://www.capaxdei.com.br/">www.capaxdei.com.br</a></p>
<p><strong>E-mail</strong> ➞ capaxdeieditora@gmail.com<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-0aMicro.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-9609" title="harpia-0aMicro" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-0aMicro.jpg" alt="" width="50" height="64" /></a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdoambientalismo.com/dois-principes-na-america-do-sul/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Código Florestal: não se pode servir a dois senhores</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/codigo-florestal-nao-se-pode-servir-a-dois-senhores/</link>
		<comments>http://blogdoambientalismo.com/codigo-florestal-nao-se-pode-servir-a-dois-senhores/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 08 Mar 2012 11:04:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ambientalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Código Florestal]]></category>
		<category><![CDATA[Desmatamento]]></category>
		<category><![CDATA[Infraestrutura]]></category>
		<category><![CDATA[Máfia Verde]]></category>
		<category><![CDATA[Oligarquias internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[ONGs]]></category>
		<category><![CDATA[Oriente Médio]]></category>
		<category><![CDATA[Política nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Rio+20]]></category>
		<category><![CDATA[Usina hidrelétrica]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdoambientalismo.com/?p=9805</guid>
		<description><![CDATA[A aprovação do projeto de reforma do Código Florestal na Câmara dos Deputados representou um passo crucial para que o Estado brasileiro possa recuperar plenamente a sua soberania em relação à determinação da política ambiental, no sentido de retirá-la das mãos do movimento ambientalista internacional e reinseri-la no marco dos interesses maiores da sociedade brasileira. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg"><img title="MSIapequeno" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/01/MSIapequeno.jpg" alt="" width="57" height="29" /></a><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/Vampire1brMafiaVerdemedio.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3521" title="Vampire(1br)MafiaVerdemedio" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/05/Vampire1brMafiaVerdemedio.jpg" alt="" width="60" height="88" /></a>A aprovação do projeto de reforma do Código Florestal na Câmara dos Deputados representou um passo crucial para que o Estado brasileiro possa recuperar plenamente a sua soberania em relação à determinação da política ambiental, no sentido de retirá-la das mãos do movimento ambientalista internacional e reinseri-la no marco dos interesses maiores da sociedade brasileira.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #000080;">Influência externa atravanca o País</span></h2>
<p>Nas últimas duas décadas, a ingerência externa na formulação das políticas ambiental e indígena deixou o País como que refém de uma agenda estabelecida em torno de interesses políticos, ideológicos e econômicos restritos, que ensejou prejuízos incalculáveis. A lista é longa: projetos de infraestrutura atrasados, obstaculizados e/ou, desnecessariamente, encarecidos, atrasos no desenvolvimento de certas tecnologias avançadas, desvios de recursos humanos e financeiros que seriam mais relevantes em outras aplicações, a virtual inviabilização do desenvolvimento de um Estado como Roraima e, sobretudo, a desorientação de grande parte da sociedade quanto à definição dos verdadeiros problemas ambientais, que passam longe de tal agenda – como as deficiências da infraestrutura de saneamento básico.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #000080;">Pura embromação</span></h2>
<p>E as pressões continuam. Um exemplo didático do <em>modus operandi</em> dos altos círculos da governança global foi a visita do vice-premier britânico Nick Clegg, em 21-22 de junho, centrada na promoção da &#8220;economia de baixo carbono&#8221;, codinome para a irracional agenda de &#8220;descarbonização&#8221; da base energética da economia mundial (que, por sua vez, enfrenta a sua cota de problemas com o crescente descrédito do alarmismo climático e as reações aos altos custos das chamadas &#8220;energias renováveis&#8221;). Evidentemente, uma visita desse nível não se marca de uma hora para outra, mas os recados transmitidos por Clegg evidenciam os interesses em jogo, como fez em um artigo publicado na <em>Folha de S. Paulo</em> de 20 de junho (<em>«Reino Unido e Brasil, Novas Oportunidades»</em>):</p>
<blockquote><p>(&#8230;) <em>«O Brasil é hoje uma força global, não apenas por sua riqueza. O país é uma potência ambiental, sem a qual não pode haver um acordo climático significativo, e tem um papel cada vez maior na segurança internacional – visto a liderança na Missão de Estabilização da ONU no Haiti&#8230; Por esse motivo, o Reino Unido ativamente apoia a ambição brasileira a um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU&#8230; E queremos ver o Brasil utilizando sua influência: pressionando por uma rodada de comércio internacional justa, ajudando a implementar os compromissos de Cancún, que podem contribuir para uma bem sucedida Cúpula do Clima em Durban, e utilizar a experiência e influência crescentes para ajudar a assegurar a estabilidade no Oriente Médio.»</em> (&#8230;)</p></blockquote>
<p>No Rio de Janeiro, em uma visita à favela do Morro dos Prazeres, um lapso verbal do empolgado Clegg evidenciou os antolhos coloniais usados por certos dignitários britânicos para vislumbrar o Brasil, ao afirmar que gostaria de ver os laços entre os dois países <em>«voltarem ao século XIX, para recuperar as bases de uma relação mais sólida»</em>. (<em>Notícias Terra</em>, 22/06/2011)</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #000080;">Bill Clinton ataca novamente</span></h2>
<p>Outro <em>heavyweight</em> que visitou o País, no início de junho, foi o ex-presidente Bill Clinton, que veio participar da reunião da C40 Cities, iniciativa patrocinada pela Fundação Clinton, que reúne 40 grandes cidades do planeta para <em>«confrontar as mudanças climáticas»</em>, entre as quais São Paulo (SP). Em uma entrevista publicada na revista <em>Veja</em> de 22 de junho, Clinton repetiu as suas críticas à expansão da produção agrícola brasileira e à construção de usinas hidrelétricas na Amazônia, como já havia feito no Fórum Mundial de Sustentabilidade, em Manaus, em março último. Refletindo o complexo prevalecente em relação ao tema, o jornalista Eurípedes Alcântara perguntou ao ex-presidente sobre <em>«a imagem ambiental»</em> do Brasil no exterior. A resposta é sugestiva:</p>
<blockquote><p><em>«Vocês são vistos de duas maneiras. A boa mostra um país ambientalmente exemplar, que diminuiu o ritmo do desmatamento, tem 90% da frota de automóveis que pode ser movida a combustível biológico e quase toda a sua eletricidade gerada de maneira limpa por turbinas movidas à queda d’água. A ruim revela um Brasil que usa pessimamente seu potencial de energia solar, que, se aproveitado na sua plenitude, evitaria todas as pressões sobre a Amazônia que hoje preocupam o mundo, como o avanço das plantações sobre a mata nativa e as controversas novas hidrelétricas em terras indígenas.»</em></p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #000080;">Todo mundo se metendo</span></h2>
<p>Na mesma linha, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon afirmou em Brasília, onde esteve em busca de apoio à sua reeleição ao cargo (apesar de ser candidato único): <em>«O que o Brasil faz é uma grande diferença para a campanha global contra o desmatamento. Não é um assunto somente do Brasil. É uma questão mundial»</em>. (<em>Agência Brasil</em>, 17/06/2011)</p>
<p>Essa desorientação é, em grande medida, responsável pela percepção generalizada – e característica de um certo colonialismo mental – de que o País &#8220;deve satisfações&#8221; à opinião pública internacional, quanto aos seus planos de ocupação territorial e desenvolvimento socioeconômico.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #000080;">Passividade brasileira</span></h2>
<p>Entretanto, é preciso ressaltar que essa tendência foi reforçada pela passividade com que certos círculos das lideranças nacionais se posicionaram diante da instrumentalização política do ambientalismo, a começar pelo Itamaraty, que adotou a agenda &#8220;verde&#8221; de uma forma bastante acrítica, como parte de uma estratégia geral de enquadramento &#8220;bem comportado&#8221; do País na pauta da nova ordem mundial pós-Guerra Fria, à qual não era alheia a velha aspiração de conquistar um assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas.</p>
<p>Tal passividade, sem paralelo no mundo, abre caminho para a desfaçatez com que personalidades estrangeiras, de celebridades de Hollywood a políticos, passando por toda a fauna de ativistas de organizações não-governamentais (ONGs) que representam apenas os seus próprios interesses, consideram como um direito adquirido o de interferir nas políticas nacionais, não raro com ameaças ostensivas e, quase sempre, com amplo respaldo midiático.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="color: #000080;">Dilma será a favor do Brasil ou dos estrangeiros?</span></h2>
<p>Por esses motivos, a histórica sessão de 24-25 de maio na Câmara dos Deputados foi entendida pelo aparato de interesses que promove o ambientalismo internacional como uma séria ameaça, devidamente identificada pelo deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP), relator do projeto de reforma do Código Florestal: a perda de controle da política ambiental brasileira.</p>
<p>Assim, a presidente Dilma Rousseff, que ameaça vetar a lei aprovada na Câmara, para não prejudicar os &#8220;compromissos internacionais&#8221; assumidos com aquele aparato, terá que fazer uma opção política que, de um jeito ou de outro, deverá ser um dos pontos de definição do seu governo. Se optar pelos interesses nacionais, dos quais a Câmara se fez porta-voz, contará com o respaldo de uma parcela rapidamente crescente de brasileiros conscientes da natureza real do ambientalismo. Porém, se preferir não &#8220;criar ruído&#8221; com este aparato intervencionista e vetar os dispositivos aprovados na Câmara, correrá o risco de gerar turbulências internas de consequências imprevisíveis.</p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>Lorenzo Carrasco, Geraldo Luís Lino e Silvia Palacios</strong></em></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #ff6600;"><em><strong>MSIa – Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em></span></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/MSIa-mini.jpg"><img class="alignright" title="MSIa-mini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/MSIa-mini.jpg" alt="" width="48" height="24" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/2000px-Decorative_text_divider_4.svg_.png"><img class="aligncenter" title="2000px-Decorative_text_divider_4.svg" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/2000px-Decorative_text_divider_4.svg_-300x12.png" alt="" width="300" height="12" /></a></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/07/seta-verde-mini-transp.png"><img title="seta-verde-mini-transp" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/07/seta-verde-mini-transp.png" alt="" width="20" height="18" /></a><span style="color: #003300;">Créditos ➞ este post é matéria apresentada no Boletim Eletrônico MSIa INFORMA, do MSIa – Movimento de Solidariedade Íbero-americana, Vol. III, N<sup>os</sup> 06 e 07, de 01 de julho de 2011. Introduzi subtítulos no texto para facilitar e incentivar a leitura. </span></p>
<p><span style="color: #003300;">MSIa INFORMA ➞ é uma publicação do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa). Conselho Editorial: Angel Palacios, Geraldo Luís Lino, Lorenzo Carrasco (Presidente), Marivilia Carrasco, Nilder Costa e Silvia Palacios. Endereço: Rua México, 31 &#8211; sala 202 &#8211; Rio de Janeiro (RJ) &#8211; CEP 20031-144; Telefax: 0xx 21-2532-4086.</span></p>
<p><span style="color: #003300;">Para saber mais sobre o tema ➞ visitar os sites da MSIa/Capax Dei: <a href="http://www.alerta.inf.br/"><span style="color: #003300;">http://www.alerta.inf.br/</span></a> e <a href="http://www.msia.org.br/"><span style="color: #003300;">http://www.msia.org.br/</span></a>.</span></p>
<p><span style="color: #003300;">Mensagens e sugestões ➞ favor enviar para <a href="http://www.msia.org.br/"><span style="color: #003300;">msia@msia.org.br</span></a> ou para Editoria MSIa: <a href="http://geraldo@msia.org.br/"><span style="color: #003300;">geraldo@msia.org.br</span></a>.</span></p>
<p><span style="color: #003300;">Para adquirir as publicações da Capax Dei Editora Ltda. ➞ loja virtual em: <a href="http://www.capaxdei.com.br/"><span style="color: #003300;">www.capaxdei.com.br</span></a>; e-mail : <a href="mailto:capaxdeieditora@gmail.com"><span style="color: #003300;">capaxdeieditora@gmail.com</span></a></span></p>
<p><span style="color: #003300;"><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-17bMicro.jpg"><span style="color: #003300;"><img class="alignright" title="HARPIAÁGUIA REALHARPIA HARPYJA137-001-04" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-17bMicro.jpg" alt="" width="60" height="47" /></span></a>Imagens ➞ imagem não identificada; ; ;</span></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdoambientalismo.com/codigo-florestal-nao-se-pode-servir-a-dois-senhores/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Movimento Gota d&#8217;Água: inocência ou má-fé?</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/movimento-gota-dagua-inocencia-ou-ma-fe/</link>
		<comments>http://blogdoambientalismo.com/movimento-gota-dagua-inocencia-ou-ma-fe/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 24 Feb 2012 20:57:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ambientalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Aquecimento Global]]></category>
		<category><![CDATA[Combustíveis fósseis]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[Economia nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Energia elétrica]]></category>
		<category><![CDATA[Energia eólica]]></category>
		<category><![CDATA[Energia hidrelétrica]]></category>
		<category><![CDATA[Energia solar]]></category>
		<category><![CDATA[Fome no mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Greenpeace]]></category>
		<category><![CDATA[Hidrovia]]></category>
		<category><![CDATA[Indigenismo]]></category>
		<category><![CDATA[Infraestrutura]]></category>
		<category><![CDATA[Máfia Verde]]></category>
		<category><![CDATA[Oligarquias internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[ONGs]]></category>
		<category><![CDATA[Política nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Rio+20]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Usina hidrelétrica]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdoambientalismo.com/?p=12651</guid>
		<description><![CDATA[Assisti ao Globo News em Pauta, nesta semana, onde um representante do Movimento Gota D’Água, um ilustre e desconhecido ator/diretor de cinema chamado Sergio Marone, se apresentou defendendo a paralisação da construção da usina hidrelétrica de Belo Monte. Fiquei abismado com o desconhecimento do assunto por parte do dito senhor. Ele disse não ser especialista no assunto – e isso só bastaria para ele se abster de tecer qualquer tipo de comentário sobre o tema.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-23cJpegMini.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-9605" title="harpia-23cJpegMini" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-23cJpegMini.jpg" alt="" width="100" height="55" /></a></p>
<blockquote><p><strong>Esta é uma carta que enviei ao Movimento Gota D&#8217;Água, via e-mail.</strong></p>
<p><strong>Senhores:</strong></p>
<p><strong>Assisti ao Globo News em Pauta, nesta semana, onde um representante do Movimento Gota D’Água, um ilustre e desconhecido ator/diretor de cinema chamado Sergio Marone, se apresentou defendendo a paralisação da construção da usina hidrelétrica de Belo Monte. Fiquei abismado com o desconhecimento do assunto por parte do dito senhor. Ele disse não ser especialista no assunto – e isso só bastaria para ele se abster de tecer qualquer tipo de comentário sobre o tema.</strong></p></blockquote>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2012/02/Sergio-Marone.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-12660" title="Sergio-Marone" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2012/02/Sergio-Marone.jpg" alt="" width="271" height="186" /></a></p>
<p>Belo Monte, além de ser assunto que já vem sendo discutido há mais de 30 anos – e a decisão do Governo foi pela sua construção – tanto que sua obra já está em andamento – assim como o programa energético brasileiro, não são assuntos para ser debatidos, muito menos confrontados, por um artistazinho de cinema. Esse moço, para variar, é um inocente útil, assim como seu site, que só auxiliam aqueles que desejam ver interrompido o crescimento socioeconômico do Brasil.</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2012/02/artistas-do-movimento-gota-dagua.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-12658" title="artistas-do-movimento-gota-dagua" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2012/02/artistas-do-movimento-gota-dagua-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a></p>
<h2>O ambientalismo mundial e nacional</h2>
<p>O movimento ambientalista mundial, liderado por ONGs provenientes de países do hemisfério norte, principalmente, os Estados Unidos, Inglaterra, Holanda, Canadá etc, tenta, através de uma falsa defesa do meio ambiente e de populações marginais, principalmente do Terceiro Mundo, fazer com que esses países pobres tenham interrompidos seus desenvolvimentos, a fim de  que eles não consumam os recursos naturais ainda restantes no planeta. Os países do Norte acham que os recursos naturais do mundo pertencem a eles, a fim de que continuem mantendo seus atuais níveis de consumo de conforto.</p>
<p>O Movimento Gota D’Água deveria, portanto, se inteirar melhor desse movimento ambientalista mundial, que já tem grandes raizes no Brasil, a fim de reciclar suas críticas, verdadeiramente infantis, que são feitas às providências que o Governo brasileiro vem tomando com vistas a melhorar o nível de vida de nossa população.</p>
<p>Felizmente, entretanto, o movimento ambientalista, principalmente o que concerne ao aquecimento global já é tema de quinta categoria no mundo e já não mais atrai a atenção, não só da população, como da mídia em geral, pelas mancadas que já deu e por suas falácias e mentiras já bastante desgastadas. Aliás, a pouca atenção da mídia mundial para esse tema foi comentada no programa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>A Rio+20 não vai dar em nada</h2>
<p>Os &#8220;globais&#8221; também são otimistas quanto a Rio+20. Eu não sou. Ela vai ser liderada por um chinês, e todo mundo sabe que a China está pouco se lixando para gases-estufa, ambientalismos e coisas do gênero. Se a Rio-92, que era dirigida por Maurice Strong, um ambientalista fanático, não deu certo, o que se pode esperar da Rio+20? E não só por isso. Esse negócio de sustentabilidade já era. Todo mundo sabe que &#8220;ser sustentável&#8221; nada mais é do que uma estratégia de marketing politicamente correta, a fim de se obter a simpatia popular – como os &#8220;globais&#8221; fazem.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>É fácil ser ambientalista quando já se tem tudo&#8230;</h2>
<p>É muito fácil reivindicar a proteção do meio ambiente quando já se tem um nível de desenvolvimento de primeiro mundo. É o caso dos países do norte, que, já tendo um ótimo nível de vida e de conforto, agora reivindicam a paralização do progresso dos países periféricos, como o Brasil. E tudo, repito, para que nós não utilizemos nossos recursos naturais a fim de deixá-los para os países centrais.</p>
<blockquote><p><strong>O difícil é convencer as populações pobres do mundo de que elas não podem se desenvolver mais além das miseráveis condições socioeconômicas que já possuem.</strong></p>
<p><span style="color: #000080;"><strong>Da mesma maneira, é muito fácil para o senhor Marone (e para os demais artistas que fazem parte do Movimento Gota D’Água) ser contra a construção da usina de Belo Monte quando, certamente, deve morar numa zona nobre do Rio de Janeiro ou de São Paulo; quando, certamente, possui um ou dois carros, sendo um deles um 4&#215;4 queimando óleo diesel, naturalmente; quando, provavelmente, viaja para a Europa ou para os Estados Unidos, pelo menos uma ou duas vezes por ano para cada uma daquelas regiões, e/ou outras mais&#8230;</strong></span></p>
<p><span style="color: #000080;"><strong>Assim é fácil ser contra Belo Monte, a qual, se não for construída, em nada alterará o modo de vida do senhor Marone e de seus amiguinhos – esquecendo, aquele senhor, de que 20 milhões de brasileiros daquela região sequer têm energia elétrica para ligar uma geladeira.</strong></span></p>
<p><span style="color: #000080;">Aliás, o senhor Marone poderia se mudar para o interior do Pará, já que é tão ambientalista assim, pois lá, sem energia elétrica, estaria contribuindo para a ecologia planetária. Duvido é que ele dispense uma 4&#215;4 (à diesel, naturalmente), para poder andar por lá, no meio daquele mato&#8230; KKKKK</span></p>
<p><span style="color: #000080;">E também, claro, ele teria um gerador – movimentado através de óleo diesel, obviamente.</span></p></blockquote>
<p>Tenho a impressão de que o Governo brasileiro prefere contrariar o senhor Marone e seus pares, que ficarão “indignados” com a obra de Belo Monte, e ajudar aqueles 20 milhões de pessoas da região central do Brasil.</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2012/02/artistas-belo-monte.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-12659" title="artistas-belo-monte" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2012/02/artistas-belo-monte-300x207.jpg" alt="" width="300" height="207" /></a></p>
<h2>A pele de bonzinho vende&#8230;</h2>
<p>A impressão que a atitude do senhor Marone dá é a seguinte: hoje em dia está na moda ser a favor da falácia da sustentabilidade a fim de agregá-la como fatos de <em>marketing</em> – para que as pessoas tenham simpatia para com as empresas que se dizem “sustentáveis”. Tudo mentira, elas não têm nada de sustentáveis.</p>
<p>O mesmo se dá com a iniciativa dos artistas do Movimento Gota D’Água. A maioria deles – ilustres desconhecidos – tenta, através da iniciativa de ser contra Belo Monte, aparecer para o público com uma imagem de bonzinhos e assim se promover. Sim, porque do contrário, continuarão a ser desconhecidos completos, a não ser por algumas raras exceções.</p>
<blockquote><p><span style="color: #000080;"><strong>Uma dessas exceções é a senhora Maitê Proença, uma grande entendida de energia, certamente, como outros entendidos do Gota d’Água no referido assunto&#8230; E ela, que já viajou o mundo inteiro – de avião, certamente – poderia tê-lo feito de charrete, não é verdade? Para economizar energia e não contribuir para as emissões de CO<sub>2</sub> dos aviões que utilizou&#8230; E deveria ter atravessado os mares que atravessou num barquinho a remo&#8230;</strong></span></p></blockquote>
<p>Tolas exceções. O senhor Marone, aliás, comentou sobre alguns trabalhos que realizou, uns dois filmes, não mais do que isso. Nunca ouvi falar de nenhum deles, muito menos ouvi antes falar do senhor Marone. De fato, ele e seus filmes necessitam de uma propagandazinha&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Quem fala demais acaba dando bom-dia a cavalo&#8230;</h2>
<p>Assim, artistas não devem se meter onde não são chamados, principalmente artistas estrangeiros. Estes, deveriam se preocupar é com seus próprios países, que não andam nada bem. E nada de se meter com os assuntos do Brasil.</p>
<p>E como se não bastasse, o senhor Marone, mui sapientemente, sugeriu que houvesse mudanças no programa energético brasileiro, sugerindo que Belo Monte fosse substituída por sistemas eólicos e/ou solares – assim como as demais usinas hidrelétricas que estão para ser construídas. Será que o senhor Marone sabe que os sitemas eólico e solar podem custar até 10 vezes mais do que um sistema tradicional (para o mesmo fornecimento de energia), e com rendimentos de apenas 20% em relação aos sistemas convencionais?</p>
<p>Claro, nós somos um país rico, não é, senhor Marone? Podemos, então, optar por sistemas 10 vezes mais caros e 5 vezes menos eficientes, não é? Problema nenhum&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Que técnicos?</h2>
<p>Aliás, gostaria de saber que <em>técnicos</em> foram aqueles nos quais o senhor Marone se baseou para dar um ar sério e técnico a seu depoimento? Quem são eles? Pelo que o senhor Marone <em>leu</em>, não sei se eles sabem tanto assim sobre energia&#8230; Ou se sabem&#8230;</p>
<p>Não nos esqueçamos que a Ciência, hoje, está cada vez mais politizada. Muitos cientistas se vendem (aos interesses estrangeiros) a fim de garantir seus investimentos em pesquisas – e para garantir seus empregos&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>A ONG Amazon Watch</h2>
<p>Só mais uma coisinha: foi falada, no programa, alguma coisa sobre a ONG Amazon Watch (além de sobre o Greenpeace e outras ONGs estrangeiras), e seu exemplo serve para mostrar como a coisa das ONGs funciona. Vejam o seguinte texto do livro «Máfia Verde», que o pessoal do Gota D’Água deveria ler, a fim de não continuarem a falar bobagens.</p>
<p><em>«A </em><em>Fundação W. Alton Jones é u</em><em>ma das mais poderosas</em><em> fundações estadunidenses. Seu balanço de 1999 revelou ativos superiores a 426 milhões de dólares, tendo feito doações da ordem de 58 milhões de dólares. Seus “ecodólares” têm sido fundamentais para a movimentação das campanhas anti-hidrovias na América do Sul, principalmente contra a hidrovia Paraná-Paraguai, para a qual doou diretamente mais de 1,1 milhão de dólares. Seus principais recepto­res foram as ONGs Internacional Rivers Network, Coalizão Rios Vivos, ICV, ECOA, Sobrevivencia, Ecotrópica, EDF e Wetlands for the Americas.»</em></p>
<p><em>«Adicionalmente, fez as seguintes doações para programas “ambientais” destinados ao Brasil: 100 mil dólares para a Fundação Brasileira para o Desen­volvimento Suatentável, presidida por Israel Klabin; 275 mil dólares para o Amazon Conservation Team; <strong>204 mil dólares para a Amazon Watch</strong>; 100 mil dólares para a Fundação Vitória Amazônica; 80 mil dólares para o Instituto de Advogados para um Planeta Verde; 48 mil dólares para a SOS Amazônia; 684 mil dólares para o World Resources Institute (inclui outros países); 239 mil dólares para a Rainforest Alliance (inclui outros países); 100 mil dólares para a Universidade de Maryland; 184 mil dólares para a Universidade de Washington.»</em></p>
<p>É para essa gente que o Movimento Gota d’Água está trabalhando?</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Minha sugestão é a seguinte:</h2>
<p>Tenho um site intitulado  <a href="../">http://blogdoambientalismo.com</a> . Esse site já tem uns dois anos e tem uma procura mensal por parte de mais de 12.000 pessoas, tendo já alcançado, inclusive, a classificação número 3 no <em>rankind</em> de sites do Google. Já publiquei quase 600 artigos sobre ambientalismo, governança mundial, sustentabilidade, indigenismo, ONGs etc etc etc.</p>
<p>O pessoal do Gota D&#8217;Água deveria dar uma olhada no meu site. Talvez eles aprendam alguma coisa, caso queiram, obviamente. Talvez consigam entender como é que a banda toca nesse mundo do ambientalismo. E se entenderem, verão como iniciativas dessas, do tipo das do Movimento Gota D’Água são, não só tolas, ingênuas (ou compradas), como nocivas ao Brasil. Eles sentirão vergonha.</p>
<p>E vergonha senti eu, quando vi no programa acima mencionado, as coisas que o senhor Marone falou a as propostas de seu Movimento. Vergonha e pena dessas pessoas, que não sabem de nada, mas acham que sabem. E como se não tivessem mais o que fazer, ainda se metem onde não são chamados. Imagine a pretensão dessa gente: fazer um movimento global no Brasil a fim de que seja “repensado” o programa energético brasileiro! Isso é uma piada!</p>
<p>Aliás, quem sustenta e financia o Movimento Gota d’Água? Boa pergunta, não é? Eu digo quem sustenta meu site. Eu mesmo, solitariamente, com meu salário e meu tempo.</p>
<p>Saudações e juízo, minha gente!</p>
<p>Husc<a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-23dJpegMicro.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-9606" title="harpia-23dJpegMicro" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-23dJpegMicro.jpg" alt="" width="80" height="45" /></a></p>
<p><strong>Imagens → </strong><a href="http://ofuxico.terra.com.br/">http://ofuxico.terra.com.br</a> ; <a href="http://www.novidadedahora.com.br/">http://www.novidadedahora.com.br</a> ; <a href="http://epocanegocios.globo.com/">http://epocanegocios.globo.com</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdoambientalismo.com/movimento-gota-dagua-inocencia-ou-ma-fe/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>FAO quer evitar &#8220;enclaves agrícolas&#8221;</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/fao-quer-evitar-enclaves-agricolas/</link>
		<comments>http://blogdoambientalismo.com/fao-quer-evitar-enclaves-agricolas/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 21 Feb 2012 13:37:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Fome no mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Globalização]]></category>
		<category><![CDATA[Nova ordem mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Oligarquias internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Política internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Rio+20]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdoambientalismo.com/?p=12634</guid>
		<description><![CDATA[A Agência das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) está promovendo negociações entre os 192 países membros da ONU, para limitar a compra de terras por estrangeiros em todo o mundo. A intenção é estabelecer um código de conduta capaz de regular tais investimentos, cuja redação se encontra em uma fase avançada de negociações, visando impedir a prática da aquisição em massa de terras estrangeiras por empresas de certos países, em detrimento da segurança alimentar destes últimos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp"><img class="aligncenter  wp-image-10770" title="msiA iNFORMA" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp" alt="" width="240" height="50" /></a></p>
<blockquote><p><strong>A Agência das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) está promovendo negociações entre os 192 países membros da ONU, para limitar a compra de terras por estrangeiros em todo o mundo. A intenção é estabelecer um código de conduta capaz de regular tais investimentos, cuja redação se encontra em uma fase avançada de negociações, visando impedir a prática da aquisição em massa de terras estrangeiras por empresas de certos países, em detrimento da segurança alimentar destes últimos.</strong></p></blockquote>
<p>A iniciativa visa evitar que, em pleno século XXI, se estabeleçam verdadeiros enclaves agrícolas estrangeiros em países pobres ou em desenvolvimento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2012/02/fome-africa2.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-12636" title="fome-africa2" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2012/02/fome-africa2-300x227.jpg" alt="" width="300" height="227" /></a>Um dos objetivos é a África</h2>
<p>A proposta da FAO se dá em resposta ao crescimento da tendência no mundo. Países como a Coreia do Sul, China e Arábia Saudita têm investido maciçamente na compra de terras em países estrangeiros, especialmente nas nações pobres africanas (com problemas de fome crônica, falta de empregos e infraestrutura), que, sequiosas de receber &#8220;investimentos estrangeiros&#8221;, têm trocado grandes extensões de terras agricultáveis em troca de promessas de investimentos – que, na maioria dos casos, não foram realizados.</p>
<p>A FAO pretende desestimular o surgimento de tais enclaves agrícolas estrangeiros nos países pobres e em desenvolvimento, e promover formas responsáveis de investimentos privados na agricultura de países pobres. <em>«Uma empresa que vai produzir alimentos em um país africano, seguindo estas diretrizes voluntárias, estará fazendo investimento. Se estiver fora, é <strong>land grabbing</strong>»</em> [expressão usada para qualificar a prática – n.e.] — afirmou uma fonte do órgão à reportagem do <em>Valor Econômico</em> (13/02/2012).</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Adesão voluntária?&#8230;</h2>
<p>O documento resultante da negociação, com mais de 200 artigos previstos, deverá ser concluído em março próximo. Os países signatários adotarão diretrizes voluntárias nos seus programas e legislações, de modo a definir direitos e deveres de investidores estrangeiros em terras – podendo incluir, também, temas como direitos humanos, a promoção da segurança alimentar, sustentabilidade e a aplicação das principais normas da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Todavia, há pontos polêmicos ainda sem consenso, como a proibição de expropriações e expulsões forçadas para fins privados ou a taxação do uso da terra, para evitar o seu uso para a especulação.</p>
<p>Infelizmente, a iniciativa tem, de antemão, uma vulnerabilidade crucial, no fato de que a adesão ao acordo será voluntária. Não obstante, ela se enquadra na determinação do atual diretor-geral da FAO, o brasileiro José Graziano da Silva, a converter o órgão em um ativo protagonista da reconfiguração da ordem mundial, que está em curso.</p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #ff6600;"><strong><em><em><strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em></em></strong></span></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/div-novo.png"><img class="aligncenter" title="div-novo" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/div-novo-300x13.png" alt="" width="300" height="13" /></a></p>
<p><strong>Créditos </strong>➞<strong> </strong>este post é matéria apresentada no Boletim Eletrônico <strong><em>MSIa INFORMA</em></strong>, do <strong><em>MSIa –</em></strong><em> <strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em>, Vol. III, N<sup>o</sup> 38, de 17 de fevereiro de 2012.</p>
<p><strong><em>MSIa INFORMA</em></strong><strong> </strong>➞<strong> </strong>é uma publicação do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa). Conselho Editorial: Angel Palacios, Geraldo Luís Lino, Lorenzo Carrasco (Presidente), Marivilia Carrasco e Silvia Palacios. Endereço: Rua México, 31 &#8211; sala 202 &#8211; Rio de Janeiro (RJ) &#8211; CEP 20031-144; Telefax: 0xx 21-2532-4086.</p>
<p><strong>Para saber mais sobre o tema </strong>➞<strong> </strong>visitar os sites da MSIa/Capax Dei:<strong> </strong><a href="http://www.alerta.inf.br/">http://www.alerta.inf.br/</a> e <a href="http://www.msia.org.br/">http://www.msia.org.br/</a>.</p>
<p><strong>Mensagens e sugestões </strong>➞<strong> </strong>favor enviar para msia@msia.org.br</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-10bMicro.jpg"><img class="alignright" title="harpia-10bMicro" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-10bMicro.jpg" alt="" width="60" height="49" /></a>Para adquirir as publicações da Capax Dei Editora Ltda.</strong> ➞ loja virtual em: <a href="http://www.capaxdei.com.br/">www.capaxdei.com.br</a>; e-mail : capaxdeieditora@gmail.com</p>
<p><strong>Imagem </strong>➞ <a href="http://umapalavra0.blogspot.com">http://umapalavra0.blogspot.com</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdoambientalismo.com/fao-quer-evitar-enclaves-agricolas/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>&#8220;Dentistas&#8221; e &#8220;doutores&#8221; polemizam sobre mudanças climáticas</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/dentistas-e-doutores-polemizam-sobre-mudancas-climaticas/</link>
		<comments>http://blogdoambientalismo.com/dentistas-e-doutores-polemizam-sobre-mudancas-climaticas/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 13 Feb 2012 13:54:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ambientalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Aquecimento Global]]></category>
		<category><![CDATA[Combustíveis fósseis]]></category>
		<category><![CDATA[Desindustrialização]]></category>
		<category><![CDATA[Máfia Verde]]></category>
		<category><![CDATA[Mudança climática]]></category>
		<category><![CDATA[Oligarquias internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Rio+20]]></category>
		<category><![CDATA[Terrorismo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdoambientalismo.com/?p=12564</guid>
		<description><![CDATA[    Em qualquer discussão ou debate, quando um dos participantes recorre ao argumento da autoridade, seja hierárquica ou de qualificações acadêmicas, para tentar se impor aos opositores, a provável motivação de tal atitude é a falta de argumentos convincentes. Esta constatação, que todos já presenciaram em várias oportunidades, não tem estado ausente nos debates sobre as mudanças climáticas. De fato, é frequente entre os defensores da hipótese "antropogênica" do aquecimento global, que costumam recorrer ao argumento da autoridade em face da absoluta inexistência de evidências físicas que comprovem a sua hipótese.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp"><img class="aligncenter  wp-image-10770" title="msiA iNFORMA" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp" alt="" width="245" height="51" /></a></p>
<p><strong>Em qualquer discussão ou debate, quando um dos participantes recorre ao argumento da autoridade, seja hierárquica ou de qualificações acadêmicas, para tentar se impor aos opositores, a provável motivação de tal atitude é a falta de argumentos convincentes. Esta constatação, que todos já presenciaram em várias oportunidades, não tem estado ausente nos debates sobre as mudanças climáticas. De fato, é frequente entre os defensores da hipótese &#8220;antropogênica&#8221; do aquecimento global – que costumam recorrer ao argumento da autoridade em face da absoluta inexistência de evidências físicas que comprovem a sua hipótese.</strong></p></blockquote>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2012/02/medo-2.gif"><img class="aligncenter size-medium wp-image-12568" title="medo-2" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2012/02/medo-2-300x257.gif" alt="" width="300" height="257" /></a></p>
<h2>Críticas ao alarmismo irritam ambientalistas</h2>
<p>Recentemente, o <em>Wall Street</em> <em>Journal</em> foi o palco para mais uma dessas manifestações de cientistas &#8220;aquecimentistas&#8221;, irritados com o espaço conferido pelo jornal a um artigo de cientistas críticos do alarmismo climático. Publicado em 27 de janeiro, com o título <strong>«Não Há Necessidade de Pânico Sobre o Aquecimento Global»</strong>, o artigo foi assinado por 16 cientistas e engenheiros de renome internacional, entre eles, Richard Lindzen (MIT), Nir Shaviv (Universidade Hebraica de Jerusalém), Antonio Zichichi (presidente da Federação Mundial de Cientistas de Genebra), Henk Tennekes (ex-diretor do Serviço Meteorológico Real Holandês) e Claude Allegre (ex-diretor do Instituto de Estudos da Terra da Universidade de Paris).</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>A falta de argumentos científicos</h2>
<p>Já no subtítulo do texto, os signatários sintetizam o &#8220;recado&#8221; do mesmo: <em>«não existem argumentos científicos convincentes para ações drásticas para &#8220;descarbonizar&#8221; a economia mundial»</em>. A mensagem prossegue, contundente:</p>
<blockquote><p>(&#8230;) <em>«A afirmativa, frequentemente repetida, de que quase todos os cientistas exigem que alguma coisa dramática seja feita para deter o aquecimento global não é verdadeira. De fato, um número grande e crescente de destacados cientistas e engenheiros não concorda com que sejam necessárias ações drásticas sobre o aquecimento global.»</em> (&#8230;)</p>
<p><em>«A falta de aquecimento durante mais de uma década&#8230; sugere que os modelos de computadores têm exagerado, largamente, o montante de aquecimento adicional que pode ser causado pelo CO<sub>2</sub>. Confrontados com este embaraço, aqueles que promovem o alarmismo têm reorientado as suas batidas de tambor, do aquecimento para os extremos climáticos, para estabelecer que qualquer coisa incomum que ocorra em nosso clima caótico seja atribuída ao CO<sub>2</sub>.»</em></p></blockquote>
<h2>Indo contra interesses</h2>
<p>O artigo, escrito em um tom pouco comum entre cientistas, não deixa margem a dúvidas sobre a natureza do catastrofismo climático e os seus beneficiários:</p>
<blockquote><p><em>«Essa não é a maneira em que se espera que a ciência funcione, mas já vimos isto antes &#8211; por exemplo, no assustador período em que Trofim Lysenko sequestrou a Biologia na União Soviética. Os biólogos soviéticos que revelavam a sua crença nos genes, que Lysenko afirmava ser uma ficção burguesa, foram demitidos dos seus postos. Muitos foram enviados ao gulag e alguns foram condenados à morte.»</em></p>
<p><em>«O alarmismo sobre o clima produz grandes benefícios para muitos, proporcionando financiamento governamental para pesquisas acadêmicas e uma razão para o crescimento de burocracias governamentais. O alarmismo também oferece uma desculpa para que os governos aumentem os impostos, os subsídios financiados pelos contribuintes para os negócios que entendem funcionar o sistema político e um incentivo para grandes doações a entidades sem fins lucrativos que prometem salvar o planeta. Lysenko e sua equipe viviam muito bem e defendiam ferozmente o seu dogma e os privilégios que ele lhes proporcionava.»</em></p></blockquote>
<h2>O congelamento do progresso</h2>
<p>A comparação das práticas agressivas dos &#8220;aquecimentistas&#8221; com os métodos fascistas de Lysenko é mais que oportuna, principalmente, porque, em vez de um atraso de meio século nas ciências biológicas em um país, se a agenda da &#8220;descarbonização&#8221; da economia for mantida e aprofundada, o resultado poderá ser um virtual congelamento do progresso socioeconômico da maior parte da Humanidade, dado o peso dos combustíveis fósseis na matriz energética global e a inexistência de alternativas em grande escala a eles.</p>
<p>O artigo conclui, afirmando que medidas racionais para proteger e melhorar o nosso ambiente devem ser apoiadas, <em>«mas não faz qualquer sentido apoiar dispendiosos programas que desviam recursos das necessidades reais e se baseiam em afirmativas alarmistas, mas insustentáveis, sobre evidências &#8220;incontestáveis&#8221;»</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Cinismo alarmista</h2>
<p>A réplica &#8220;aquecimentista&#8221; não tardou. Em 1º. de fevereiro, o <em>Journal</em> publicou outro artigo, desta feita, assinado por 33 cientistas engajados na promoção do alarmismo climático, alguns deles bem conhecidos dos que acompanham o assunto, como Kevin Trenberth, Michael Oppenheimer, Ken Caldeira, o notório Michael Mann (autor do fraudulento gráfico do &#8220;taco de hóquei&#8221;) e outros. O pretensioso título «Consulte Cientistas Climáticos Para Opiniões Sobre o Clima» e os inacreditavelmente arrogantes e cínicos dois primeiros parágrafos dão uma ideia do que o leitor poderia esperar do texto:</p>
<blockquote><p><em>«Vocês consultam o seu dentista a respeito da sua condição cardíaca? Na ciência, como em qualquer área, as reputações são baseadas no conhecimento e na experiência em um campo e no trabalho publicado e revisado por pares. Se vocês precisam de uma cirurgia, você irá querer um especialista altamente experiente no campo, que tenha feito um grande número das operações propostas.»</em></p>
<p><em>«Vocês publicaram <strong>&#8220;Não Há Necessidade de Pânico Sobre o Aquecimento Global&#8221;</strong>, sobre as mudanças climáticas, </em>[escrito]<em> pelo equivalente, na ciência climática, a dentistas praticando cardiologia. Embora destaques em seus próprios campos, a maioria desses autores não têm experiência na ciência climática. Os poucos autores que têm tal experiência são conhecidos por ter visões extremadas que estão fora de tom com quase todos os outros especialistas climáticos. Isto ocorre em quase todos os outros campos científicos. Por exemplo, há um especialista em retrovírus que não aceita que o HIV cause a AIDS. E é instrutivo recordar que alguns poucos cientistas continuam a afirmar que fumar não causa câncer, muito depois que isto se tornou ciência consolidada.»</em></p></blockquote>
<h2>Oportunismo alarmista</h2>
<p>A conclusão é uma impressionante mescla de falácias com soberba, que demonstra o nível assustador de oportunismo e desonestidade em que mergulhou uma parte considerável da comunidade científica na área climática:</p>
<blockquote><p><em>«As pesquisas mostram que mais de 97% dos cientistas que estão publicando ativamente na área concordam em que as mudanças climáticas são reais e causadas pelo homem. Seria um ato de inconsequência para qualquer líder político, desconsiderar o peso das evidências e ignorar os enormes riscos acarretados claramente pelas mudanças climáticas. Ademais, existem evidências bastante claras de que investir na transição para uma economia de baixo carbono não apenas permitirá que o mundo evite os riscos das mudanças climáticas, mas possa, também, impulsionar décadas de crescimento econômico. Exatamente o que o doutor ordenou.»</em></p></blockquote>
<h2>Evidências não existem</h2>
<p>Tais palavras falam por si mesmas. De qualquer maneira, a única coisa que faltou na diatribe dos &#8220;doutores&#8221; foi o principal: as evidências de que as mudanças climáticas ocorridas desde a Revolução Industrial do século XVIII sejam anômalas, em relação às ocorridas anteriormente. O motivo da ausência é elementar: elas não existem. E o fato de que isto não tenha sido comentado pelos &#8220;doutores&#8221; não se deve à ignorância – mas à desonestidade. Neste caso, os &#8220;dentistas&#8221; estão cobertos de razão.</p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #ff6600;"><strong><em><em><strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em></em></strong></span></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/div-novo.png"><img class="aligncenter" title="div-novo" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/div-novo-300x13.png" alt="" width="300" height="13" /></a></p>
<p><strong>Créditos </strong>➞<strong> </strong>este post é matéria apresentada no Boletim Eletrônico <strong><em>MSIa INFORMA</em></strong>, do <strong><em>MSIa –</em></strong><em> <strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em>, Vol. III, N<sup>o</sup> 37, de 09 de fevereiro de 2012.</p>
<p><strong><em>MSIa INFORMA</em></strong><strong> </strong>➞<strong> </strong>é uma publicação do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa). Conselho Editorial: Angel Palacios, Geraldo Luís Lino, Lorenzo Carrasco (Presidente), Marivilia Carrasco e Silvia Palacios. Endereço: Rua México, 31 &#8211; sala 202 &#8211; Rio de Janeiro (RJ) &#8211; CEP 20031-144; Telefax: 0xx 21-2532-4086.</p>
<p><strong>Para saber mais sobre o tema </strong>➞<strong> </strong>visitar os sites da MSIa/Capax Dei:<strong> </strong><a href="http://www.alerta.inf.br/">http://www.alerta.inf.br/</a> e <a href="http://www.msia.org.br/">http://www.msia.org.br/</a>.</p>
<p><strong>Mensagens e sugestões </strong>➞<strong> </strong>favor enviar para msia@msia.org.br</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-10bMicro.jpg"><img class="alignright" title="harpia-10bMicro" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-10bMicro.jpg" alt="" width="60" height="49" /></a>Para adquirir as publicações da Capax Dei Editora Ltda.</strong> ➞ loja virtual em: <a href="http://www.capaxdei.com.br/">www.capaxdei.com.br</a>; e-mail : capaxdeieditora@gmail.com</p>
<p><strong>Imagem</strong> ➞ <a href="http://valterlucio.blogspot.com">http://valterlucio.blogspot.com</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdoambientalismo.com/dentistas-e-doutores-polemizam-sobre-mudancas-climaticas/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O HSBC e a lavanderia de dinheiro &#8220;globalizada&#8221;</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/o-hsbc-e-a-lavanderia-de-dinheiro-globalizada/</link>
		<comments>http://blogdoambientalismo.com/o-hsbc-e-a-lavanderia-de-dinheiro-globalizada/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 13 Feb 2012 12:27:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Governo mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Crise financeira]]></category>
		<category><![CDATA[Globalização]]></category>
		<category><![CDATA[Nova ordem mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Oligarquias internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Política internacional]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdoambientalismo.com/?p=12530</guid>
		<description><![CDATA[O fato de que o sistema bancário internacional se tornou "viciado" em operações de lavagem de dinheiro proveniente de atividades ilícitas não constitui nenhum segredo de Estado, tendo sido apontado por diversos órgãos internacionais. Em dezembro de 2009, o diretor-geral do Gabinete sobre Drogas e Crime das Nações Unidas (UNODC), Antonio Maria Costa, afirmou que o dinheiro do narcotráfico contribuiu consideravelmente para salvar os bancos da bancarrota, no auge da crise deflagrada pela quebra do Lehman Brothers, em setembro do ano anterior.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp"><img class="aligncenter  wp-image-10770" title="msiA iNFORMA" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp" alt="" width="235" height="49" /></a><strong></strong></p>
<blockquote><p><strong>O fato de que o sistema bancário internacional se tornou &#8220;viciado&#8221; em operações de lavagem de dinheiro proveniente de atividades ilícitas não constitui nenhum segredo de Estado, tendo sido apontado por diversos órgãos internacionais. Em dezembro de 2009, o diretor-geral do Gabinete sobre Drogas e Crime das Nações Unidas (UNODC), Antonio Maria Costa, afirmou que o dinheiro do narcotráfico contribuiu consideravelmente para salvar os bancos da bancarrota, no auge da crise deflagrada pela quebra do Lehman Brothers, em setembro do ano anterior.</strong></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/hsbc.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-6061" title="hsbc" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/01/hsbc-300x193.jpg" alt="" width="300" height="193" /></a></p></blockquote>
<h2>Experiência britânica&#8230;</h2>
<p>É igualmente de domínio público que os bancos britânicos, em particular, têm uma experiência de mais de 150 anos com a lavagem do &#8220;narcodinheiro&#8221;, desde a fundação do Hongkong and Shangai Banking Corporation (HSBC), em 1865, para reciclar os rendimentos do lucrativo tráfico de ópio para a China, imposto ao país pela Grã-Bretanha, após as duas Guerras do Ópio. O livro «Dope Inc.» («Narcotráfico S.A.»), publicado em 1986 pela revista estadunidense <em>Executive Intelligence Review</em>, documenta fartamente a trajetória do banco britânico.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Vício inglês investigado</h2>
<p>Com a proliferação dos paraísos fiscais e a &#8220;globalização financeira&#8221; das últimas décadas, somada à grande expansão do crime organizado transnacional a partir da década de 1980, o sistema financeiro, que tem um dos principais centros na City de Londres, se tornou altamente &#8220;viciado&#8221; nos rendimentos do narcotráfico e todo tipo de atividades ilícitas.</p>
<p>Fazendo jus ao seu pioneirismo, o HSBC, hoje o segundo maior banco do planeta, não ficaria de fora desse esquema.</p>
<p>Ao longo da última década, o banco britânico foi alvo de várias investigações de autoridades fiscalizadoras federais e do Congresso dos EUA, por suspeitas envolvendo a lavagem de dinheiro. No momento, encontra-se no centro de uma investigação sigilosa do Subcomitê Permanente de Inquéritos do Senado, que poderá resultar em audiências nos próximos meses. Procurado pela agência Reuters, um porta-voz do subcomitê não quis se pronunciar, mas o porta-voz do banco, Robert Sherman divulgou uma declaração:</p>
<blockquote><p><em>«Estamos em discussões com funcionários, inclusive, do painel do Senado, sobre um número de assuntos regulatórios e de cumprimento </em>[de leis].<em> A natureza dessas discussões é confidencial; em todos os casos, estamos cooperando»</em> (<em>Reuters</em>, 25/01/2012).</p></blockquote>
<h2>Esquema internacional</h2>
<p>Em 2 de fevereiro, o cientista político e escritor Jerome Corsi, diretor do sítio investigativo WorldNetDaily, publicou uma nota informando que um ex-funcionário do HSBC em Nova York, John Cruz, lhe teria entregue mais de mil páginas de documentos do banco, as quais constituiriam evidências de um esquema internacional de lavagem de dinheiro, envolvendo centenas de bilhões de dólares. De acordo com a nota, Cruz teria trabalhado dois anos no banco, antes de ser demitido, em fevereiro de 2010, por &#8220;mau desempenho&#8221;. Ele alega que a demissão teria sido motivada pela sua investigação interna do esquema.</p>
<blockquote><p><em>«Eu tinha um desempenho ruim porque o portfólio de contas do HSBC que me deram acabou sendo 90% fictício e de contas fraudulentas. Como eu poderia expandir as relações do banco com contas fraudulentas que foram criadas para ser usadas na lavagem de dinheiro ilegal?»</em></p></blockquote>
<p>Cruz disse que tinha <em>«conhecimento de primeira mão e provas de que o HSBC transferiu bilhões de dólares através de contas vinculadas a companhias que não existiam»</em>.</p>
<p>Procurado por Corsi, o porta-voz Sherman, respondeu:</p>
<blockquote><p><em>«Nós apoiamos os esforços para a proteção da integridade do sistema financeiro e o nosso compromisso com o combate à lavagem de dinheiro inclui rigorosos processos internos e uma estreita parceria de trabalho com reguladores e agências legais.»</em></p></blockquote>
<p>Este boletim pretende acompanhar as investigações e dar ciência delas aos leitores.</p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #ff6600;"><strong><em><em><strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em></em></strong></span></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/12/div4.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-5750" title="div4" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/12/div4.gif" alt="" width="149" height="21" /></a></p>
<p><strong>Nota do Editor I – parte da publicação, de 13/02/2012, no site <em>O Globo Economia</em> (autor não identificado):</strong></p>
<blockquote>
<h2 id="content">EUA investigam banco por suspeita de lavagem de dinheiro</h2>
<p>WASHNGTON – Uma comissão do Senado dos EUA abriu uma investigação para apurar se a instituição financeira HSBC e suas holdings cometeram crimes de lavagem de dinheiro, segundo fontes da agência Reuters que não quiseram ser identificadas.</p>
<p>Robert Sherman, porta-voz do banco nos EUA, se limitou a dizer que o grupo está em diálogo com as autoridades americanas sobre “questões regulatórias e de conformidade” e reforçou que a “natureza das discussões é confidencial”. O governo americano não comentou oficialmente o assunto.</p>
<p>A investida que envolve o HSBC é a última de uma série de ações conduzidas pelo governo americano para fiscalizar como os bancos internacionais têm procedido – e alguns deles intencionalmente escondido – transações com países que têm ligações com o terrorismo, com criminosos, corrupção internacional ou até com tráfico de drogas.</p>
<p>Leia mais sobre esse assunto em <a href="http://oglobo.globo.com/economia/eua-investigam-banco-por-suspeita-de-lavagem-de-dinheiro-3760185#ixzz1mHx7C0xX">http://oglobo.globo.com/economia/eua-investigam-banco-por-suspeita-de-lavagem-de-dinheiro-3760185#ixzz1mHx7C0xX</a></p></blockquote>
<div><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/12/div4.gif"><img class="aligncenter size-full wp-image-5750" title="div4" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2010/12/div4.gif" alt="" width="149" height="21" /></a></div>
<p><strong>Nota do Editor II: publicado no site do <em>The Telegraph</em>, segunda-feira 13 de fevereiro de 2012 (imagem do site):</strong></p>
<div></div>
<div><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2012/02/Harry-Wilson.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-12579" title="Harry-Wilson" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2012/02/Harry-Wilson.jpg" alt="" width="60" height="60" /></a>Por <a title="Harry Wilson" href="http://translate.googleusercontent.com/translate_c?hl=pt-BR&amp;langpair=en%7Cpt&amp;rurl=translate.google.com.br&amp;u=http://www.telegraph.co.uk/journalists/harry-wilson/&amp;usg=ALkJrhh4WYZ5qhJWclZbZUBj76KmzVlF8g" rel="author">Harry Wilson</a>, Banca Correspondent</div>
<div>
<p>23:21 GMT 25 de janeiro de 2012</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2012/02/hsbc_1987142c.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-12577" title="hsbc_1987142c" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2012/02/hsbc_1987142c-300x187.jpg" alt="" width="300" height="187" /></a></p>
<p>A Subcomissão Permanente de Investigações do Senado está investigando o envolvimento do HSBC no movimento de dinheiro ligados a grupos ilegais como parte de uma investigação de longa duração em bancos globais e de lavagem de dinheiro.</p>
<div id="mainBodyArea">
<div>
<p>No prazo foi dado para o trabalho da Comissão, mas um relatório completo e uma audiência pode vir ainda este ano, de acordo com relatórios.</p>
</div>
<div>
<p>Um porta-voz do HSBC disse:</p>
<blockquote><p><em>«Nós apoiamos os esforços americanos para fortalecer as defesas anti-lavagem de dinheiro e proteger a integridade do sistema financeiro através de nossos rigorosos novos processos internos e fechar parceria de trabalho com os reguladores.»</em></p></blockquote>
</div>
<div>
<p>O HSBC em relatórios já divulgados, em discussões com as autoridades dos EUA, disse que está &#8220;cooperando&#8221; com todas as investigações. Este mês, o banco contratou Stuart Levey, um ex-funcionário do Departamento de Tesouro dos EUA, como seu diretor jurídico.</p>
</div>
</div>
</div>
<div><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/div-novo.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-10922" title="div-novo" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/div-novo-300x13.png" alt="" width="300" height="13" /></a><strong></strong></div>
<div></div>
<div><strong>Créditos </strong>➞<strong> </strong>este post é matéria apresentada no Boletim Eletrônico <strong><em>MSIa INFORMA</em></strong>, do <strong><em>MSIa –</em></strong><em> <strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em>, Vol. III, N<sup>o</sup> 37, de 09 de fevereiro de 2012.</div>
<p><strong><em>MSIa INFORMA</em></strong><strong> </strong>➞<strong> </strong>é uma publicação do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa). Conselho Editorial: Angel Palacios, Geraldo Luís Lino, Lorenzo Carrasco (Presidente), Marivilia Carrasco e Silvia Palacios. Endereço: Rua México, 31 &#8211; sala 202 &#8211; Rio de Janeiro (RJ) &#8211; CEP 20031-144; Telefax: 0xx 21-2532-4086.</p>
<p><strong>Para saber mais sobre o tema </strong>➞<strong> </strong>visitar os sites da MSIa/Capax Dei:<strong> </strong><a href="http://www.alerta.inf.br/">http://www.alerta.inf.br/</a> e <a href="http://www.msia.org.br/">http://www.msia.org.br/</a>.</p>
<p><strong>Mensagens e sugestões </strong>➞<strong> </strong>favor enviar para msia@msia.org.br</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-10bMicro.jpg"><img class="alignright" title="harpia-10bMicro" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-10bMicro.jpg" alt="" width="60" height="49" /></a>Para adquirir as publicações da Capax Dei Editora Ltda.</strong> ➞ loja virtual em: <a href="http://www.capaxdei.com.br/">www.capaxdei.com.br</a>; e-mail : capaxdeieditora@gmail.com</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdoambientalismo.com/o-hsbc-e-a-lavanderia-de-dinheiro-globalizada/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Síria: os limites da &#8220;guerra de recursos&#8221;</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/siria-os-limites-da-guerra-de-recursos/</link>
		<comments>http://blogdoambientalismo.com/siria-os-limites-da-guerra-de-recursos/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 12 Feb 2012 13:04:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Governo mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Crise global]]></category>
		<category><![CDATA[Oligarquias internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Política internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Revolta no mundo árabe]]></category>
		<category><![CDATA[Terrorismo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdoambientalismo.com/?p=12541</guid>
		<description><![CDATA[A despeito da histeria causada pelos vetos da Rússia e da China a uma nova resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre o conflito na Síria, eles deveriam ser esperados por qualquer observador minimamente atento do cenário global. De fato, a intervenção internacional na Líbia, encabeçada pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), que transformou a "zona de exclusão aérea" aprovada na Resolução 1973 do conselho em uma devastadora campanha de bombardeios aéreos, apenas os mais ingênuos - ou hipócritas - poderiam esperar atitudes diferentes das duas potências.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp"><img class="aligncenter  wp-image-10770" title="msiA iNFORMA" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp" alt="" width="240" height="50" /></a></p>
<blockquote><p><strong>A despeito da histeria causada pelas reações da Rússia e da China a uma nova resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre o conflito na Síria, os vetos deveriam ser esperados por qualquer observador minimamente atento do cenário global. De fato, a intervenção internacional na Líbia, encabeçada pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), que transformou a &#8220;zona de exclusão aérea&#8221; aprovada na Resolução 1973 do conselho em uma devastadora campanha de bombardeios aéreos, apenas os mais ingênuos – ou hipócritas – poderiam esperar atitudes diferentes das duas potências.</strong></p></blockquote>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2012/02/Assad.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-12587" title="Assad" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2012/02/Assad.jpg" alt="" width="259" height="194" /></a></p>
<h2>Xadrez geopolítico</h2>
<p>Os vetos sugerem que a estratégia de conflitos pelo controle de recursos naturais, evidenciada na Líbia, em substituição à década da &#8220;guerra ao terror&#8221;, demonstra estar chegando a um limite prematuro, na atual crise na Síria. Visivelmente, o eixo anglo-americano e seus aliados europeus estão tentando modificar o<em> status quo</em> da região, para manter o controle da estrutura do poder mundial, e tanto a China como, principalmente, a Rússia, percebem que uma nova intervenção na Síria e, a seguir, no Irã, implicam em ameaças diretas às suas fronteiras estratégicas. Assim, a Síria é o palco de uma espécie de um novo &#8220;Grande Jogo&#8221;, independentemente das simpatias ou antipatias pelo regime de Bashar al-Assad.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Paredão russo</h2>
<p>Nas semanas anteriores à votação, o chanceler russo Sergei Lavrov já havia deixado bem claros os motivos da posição russa, como em uma entrevista à rede de televisão australiana <em>ABC</em>, em 31 de janeiro:</p>
<blockquote><p><em>«Infelizmente, a comunidade internacional escolheu um lado na Líbia e nunca permitiríamos que o Conselho de Segurança autorize algo similar ao que aconteceu na Líbia&#8230; seria um desastre para o mundo árabe e para a política mundial.»</em></p></blockquote>
<p>No mesmo tom, o premier Vladimir Putin se dirigiu a uma plateia de líderes religiosos russos, em uma reunião ocorrida em Moscou, em 8 de fevereiro, afirmando que o mundo se defronta com um &#8220;culto da violência nas relações internacionais&#8221;. Em clara referência à atitude dos membros da OTAN, ele afirmou, com uma advertência:</p>
<blockquote><p><em>«É claro que nós condenamos toda a violência, independentemente da sua origem, mas não se pode agir como um elefante numa loja de louças&#8230; Apoiem-nos, assessorem-nos, limitem, por exemplo, a sua capacidade de usar armas, mas não interfiram em nenhuma circunstância»</em> (<em>Reuters</em>, 8/02/2012).</p></blockquote>
<h2>Fala a experiência</h2>
<p>Uma demonstração de que as preocupações russas e chinesas são fundamentadas foi proporcionada pelo ex-analista da CIA Philip Giraldi, em um artigo publicado ainda em dezembro passado, no sítio <em>The American Conservative</em>. Segundo ele, a intervenção ocidental na Síria já é muito maior do que o admitido:</p>
<blockquote><p><em>«Aviões de guerra sem identificação da OTAN estão chegando a bases militares turcas, próximas a Isenderum, na fronteira Síria, entregando armas dos arsenais do falecido Muamar Kadafi, bem como voluntários do Conselho Nacional de Transição líbio, com experiência em atiçar voluntários locais contra soldados treinados – uma habilidade que adquiriram no confronto com o exército de Kadafi. Isenderum é também a sede do Exército Livre da Síria, o braço armado do Conselho Nacional Sírio</em> [SNC, na sigla em inglês]. <em>Instrutores das forças especiais francesas e britânicas estão no local, apoiando os rebeldes sírios, enquanto a CIA e o</em> [Comando de] <em>Operações Especiais dos EUA estão proporcionando equipamentos de comunicações e inteligência, para apoiar a causa rebelde, permitindo que os combatentes evitem concentrações de soldados sírios</em>» (<em>The American Conservative</em>, 19/12/2011).</p></blockquote>
<h2>Quem tem razão?</h2>
<p>Em sua coluna de 9 de fevereiro no <em>Asia Times Online</em>, o correspondente Pepe Escobar descreve o SNC como um <em>«grupo-guarda-chuva»</em> sediado em Paris, cuja credibilidade dentro da Síria é bastante questionável. Por sua vez, o chamado Exército Livre da Síria (FSA, em inglês) se compõe de <em>«desertores sunitas, a maioria fragmentada em gangues armadas, algumas delas diretamente infiltradas por mercenários do Golfo»</em>. Segundo ele, <em>«até mesmo o relatório da Liga Árabe teve que reconhecer que o FSA está matando civis e forças de segurança, além de bombardear prédios, trens e oleodutos»</em>.</p>
<p>Diante de tais fatos, soam cínicas as manifestações de falsa indignação de Washington e das capitais europeias, proferidas após os vetos russo e chinês. E as mesmas considerações valem para os editoriais e comentários de jornais e analistas brasileiros, que têm criticado a posição do Itamaraty sobre o conflito sírio.</p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #ff6600;"><strong><em><em><strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em></em></strong></span></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/div-novo.png"><img class="aligncenter" title="div-novo" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/div-novo-300x13.png" alt="" width="300" height="13" /></a></p>
<p><strong>Créditos </strong>➞<strong> </strong>este post é matéria apresentada no Boletim Eletrônico <strong><em>MSIa INFORMA</em></strong>, do <strong><em>MSIa –</em></strong><em> <strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em>, Vol. III, N<sup>o</sup> 37, de 09 de fevereiro de 2012.</p>
<p><strong><em>MSIa INFORMA</em></strong><strong> </strong>➞<strong> </strong>é uma publicação do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa). Conselho Editorial: Angel Palacios, Geraldo Luís Lino, Lorenzo Carrasco (Presidente), Marivilia Carrasco e Silvia Palacios. Endereço: Rua México, 31 &#8211; sala 202 &#8211; Rio de Janeiro (RJ) &#8211; CEP 20031-144; Telefax: 0xx 21-2532-4086.</p>
<p><strong>Para saber mais sobre o tema </strong>➞<strong> </strong>visitar os sites da MSIa/Capax Dei:<strong> </strong><a href="http://www.alerta.inf.br/">http://www.alerta.inf.br/</a> e <a href="http://www.msia.org.br/">http://www.msia.org.br/</a>.</p>
<p><strong>Mensagens e sugestões </strong>➞<strong> </strong>favor enviar para msia@msia.org.br</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-10bMicro.jpg"><img class="alignright" title="harpia-10bMicro" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-10bMicro.jpg" alt="" width="60" height="49" /></a>Para adquirir as publicações da Capax Dei Editora Ltda.</strong> ➞ loja virtual em: <a href="http://www.capaxdei.com.br/">www.capaxdei.com.br</a>; e-mail : capaxdeieditora@gmail.com</p>
<p>Imagem ➞  <a href="http://redecastorphoto.blogspot.com">http://redecastorphoto.blogspot.com</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdoambientalismo.com/siria-os-limites-da-guerra-de-recursos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O que está por trás da crise na Hungria?</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/o-que-esta-por-tras-da-crise-na-hungria/</link>
		<comments>http://blogdoambientalismo.com/o-que-esta-por-tras-da-crise-na-hungria/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 25 Jan 2012 11:06:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arquivo]]></category>
		<category><![CDATA[Crise financeira]]></category>
		<category><![CDATA[Crise global]]></category>
		<category><![CDATA[Globalização]]></category>
		<category><![CDATA[Governo mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Nova ordem mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Oligarquias internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Política internacional]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdoambientalismo.com/?p=12373</guid>
		<description><![CDATA[A declaração abaixo foi escrita pelo bispo auxiliar da arquidiocese de Esztergom/Budapest, monsenhor Janos Szekely, e divulgada em 13 de janeiro no jornal católico Magyar Kurír. O manifesto se refere aos recentes ataques desfechados contra o governo húngaro, após a reforma constitucional efetuada pelo país, que inclui dispositivos de defesa da família e da Igreja e limitadores da independência do Banco Central.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp"><img class="aligncenter  wp-image-10770" title="msiA iNFORMA" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp" alt="" width="240" height="50" /></a><strong></strong></p>
<blockquote><p><strong>A declaração abaixo foi escrita pelo bispo auxiliar da arquidiocese de Esztergom/Budapest, monsenhor Janos Szekely, e divulgada em 13 de janeiro no jornal católico Magyar Kurír. O manifesto se refere aos recentes ataques desfechados contra o governo húngaro, após a reforma constitucional efetuada pelo país, que inclui dispositivos de defesa da família e da Igreja e limitadores da independência do Banco Central.</strong></p></blockquote>
<p>Para Monsenhor Szekely, a causa principal dos ataques não é a crise econômica enfrentada pela Hungria (dívida pública superior a 80 bilhões de dólares, déficit orçamentário crônico e maciça desvalorização da moeda nos últimos seis meses), mas a rejeição dos altos círculos da União Europeia (UE) às medidas do novo governo conservador cristão do premier Viktor Orban, em defesa de certos valores humanos e soberanos básicos. Nas recentes eleições parlamentares, o partido Fidesz de Orban obteve dois terços dos votos.</p>
<p>Na primeira semana de janeiro, a crise húngara se agravou, depois que as agências classificadoras Moody&#8217;s, Fitch e Standard &amp; Poor&#8217;s rebaixaram os títulos da dívida do país ao nível de &#8220;lixo&#8221; (junk), o que dificultará consideravelmente a obtenção de crédito para o pagamento da enorme dívida pública do país. Ademais, o comissário monetário europeu, Ollie Rehn, ameaçou Budapest com um pacote de sanções, se o governo de Orban não aceitar o &#8220;plano de estabilidade&#8221; imposto pela UE, que inclui a redução do déficit orçamentário (atualmente, 3,8% do PIB) e a &#8220;garantia da independência&#8221; do Banco Central. Caso contrário, a UE ameaça suspender as transferências anuais à Hungria, no montante de 2 bilhões de euros.</p>
<p>Em paralelo, a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, disse que nenhum crédito emergencial do FMI será concedido ao país, a menos que o governo aceite tais exigências.</p>
<p>A seguir, o texto de Monsenhor Szekely:</p>
<blockquote><p><em>«Cristo disse: se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós, me odiou a mim (João 15:18). Estas palavras trazem hoje uma grande atualidade, quando a Hungria é atacada de todos os lados. Qual é a verdadeira razão para esse ódio? A verdadeira razão é que a Hungria se juntou às fileiras de certos valores humanos fundamentais que muitas pessoas hoje querem destruir. O Parlamento húngaro deu ao país uma Constituição que começa com o nome de Deus (Preâmbulo), que afirma que a vida de um feto deve ser protegida desde a concepção (Liberdade e Responsabilidade, II), que defende a instituição do matrimônio, entendido como um pacto de vida entre um homem e uma mulher (Fundações, L). A Constituição também estabelece que a família é a base da sobrevivência da nação e que o montante dos impostos deve ser estabelecido em relação aos custos da educação dos filhos (Liberdade e Responsabilidade, XXX). Certamente, muitas pessoas em todo o mundo não gostaram dessa definição clara de tais valores humanos fundamentais.»</em></p>
<p><em>«Além disso, o governo húngaro estabeleceu um imposto provisório sobre os bancos. Isto está incutindo nos senhores do mundo financeiro o receio de que o exemplo será contagioso.»</em></p>
<p><em>«Esta é a verdadeira causa dos ataques à Hungria. Certamente, ninguém o admite, preferindo desfechar algumas de menor relevância. Uma delas é a lei sobre as igrejas, cujo objetivo é restringir a situação dos chamados negócios das igrejas. Ao contrário de muitos países europeus, na Hungria, as instituições de saúde, educação e serviços sociais geridas pelas igrejas dispoem de condições financeiras semelhantes às do Estado, uma vez que oferecem aos cidadãos serviços absolutamente similares, nas áreas de ensino e saúde. Porém, nos últimos anos, se constituíram várias pseudoigrejas, com a finalidade exclusiva de obtenção de apoio do Estado. A nova lei mudará esta situação, determinando, de uma forma mais pontual, as condições para que uma entidade possa obter o status da igreja (pelo menos mil membros e um mínimo de 20 anos de presença na Hungria). As entidades que não preencherem tais condições poderão manter as suas atividades, mas não receberão apoio estatal.»</em></p>
<p><em>«Certamente, o Parlamento e o Governo da Hungria cometeram erros, como no caso de alguns pontos da lei sobre meios de comunicação de massa (posteriormente mudados), ou no da lei sobre o Banco Nacional, abrindo a guarda para os ataques. Da mesma forma, seria mais apropriado fazer um acordo com os bancos antes de conceder aos cidadãos a oportunidade de obter descontos em suas dívidas.»</em></p>
<p><em>«Não obstante, o motivo dos ataques não são esses, mas os valores fundamentais representados pelo país. O Parlamento deve representar, de forma responsável, a maioria de dois terços dos eleitores com a qual os eleitores o credenciaram a agir. Esta responsabilidade e oportunidade devem ser implementadas com humildade e discernimento. Os ataques externos devem ser rechaçados com tranquilidade e habilidade. Os depósitos em dinheiro no Banco Nacional atingem quase a metade da dívida externa e isto pode ser usado, caso seja necessário para financiar o pagamento das dívidas. Isto também significa que o país pode resistir por um certo tempo, mesmo com ventos fortes.»</em></p>
<p><em>«Na História, muitas vezes, acontece que, quando a luz aparece, a escuridão também se opõe a ela. Eu auguro que todos nós sejamos filhos da verdadeira luz, os construtores de um mundo mais real e mais humano.»</em></p></blockquote>
<p style="text-align: right;">De Wiesbaden,<strong> <em>Elisabeth Hellenbroich</em></strong></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #ff6600;"><strong><em><em><strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em></em></strong></span></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/div-novo.png"><img class="aligncenter" title="div-novo" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/div-novo-300x13.png" alt="" width="300" height="13" /></a></p>
<blockquote><p><strong>Créditos </strong>➞<strong> </strong>este post é matéria apresentada no Boletim Eletrônico <strong><em>MSIa INFORMA</em></strong>, do <strong><em>MSIa –</em></strong><em> <strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em>, Vol. III, N<sup>o</sup> 34, de 19 de janeiro de 2012.</p>
<p><strong><em>MSIa INFORMA</em></strong><strong> </strong>➞<strong> </strong>é uma publicação do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa). Conselho Editorial: Angel Palacios, Geraldo Luís Lino, Lorenzo Carrasco (Presidente), Marivilia Carrasco e Silvia Palacios. Endereço: Rua México, 31 &#8211; sala 202 &#8211; Rio de Janeiro (RJ) &#8211; CEP 20031-144; Telefax: 0xx 21-2532-4086.</p>
<p><strong>Para saber mais sobre o tema </strong>➞<strong> </strong>visitar os sites da MSIa/Capax Dei:<strong> </strong><a href="http://www.alerta.inf.br/">http://www.alerta.inf.br/</a> e <a href="http://www.msia.org.br/">http://www.msia.org.br/</a>.</p>
<p><strong>Mensagens e sugestões </strong>➞<strong> </strong>favor enviar para msia@msia.org.br</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-10bMicro.jpg"><img class="alignright" title="harpia-10bMicro" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-10bMicro.jpg" alt="" width="60" height="49" /></a>Para adquirir as publicações da Capax Dei Editora Ltda.</strong> ➞ loja virtual em: <a href="http://www.capaxdei.com.br/">www.capaxdei.com.br</a>; e-mail : capaxdeieditora@gmail.com</p></blockquote>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdoambientalismo.com/o-que-esta-por-tras-da-crise-na-hungria/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Guerra econômica e &#8220;terrorismo financeiro&#8221;</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/guerra-economica-e-terrorismo-financeiro/</link>
		<comments>http://blogdoambientalismo.com/guerra-economica-e-terrorismo-financeiro/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 25 Jan 2012 10:54:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Governo mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Crise financeira]]></category>
		<category><![CDATA[Crise global]]></category>
		<category><![CDATA[Globalização]]></category>
		<category><![CDATA[Mudanças de paradigmas]]></category>
		<category><![CDATA[Nova ordem mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Oligarquias internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Política internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Terrorismo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdoambientalismo.com/?p=12367</guid>
		<description><![CDATA[O rebaixamento da classificação dos títulos públicos da França, seguido de outros oito países europeus e do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF), pela agência Standard &#038; Poor's, não se baseou em qualquer fundamento econômico ou financeiro racional. Ao contrário, foi mais um episódio da feroz guerra intestina que se trava no contexto da crise sistêmica global, entre o eixo Wall Street-City de Londres e o bloco europeu, em torno de uma agenda mínima de re-regulamentação do sistema financeiro internacional. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp"><img class="aligncenter  wp-image-10770" title="msiA iNFORMA" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp" alt="" width="250" height="52" /></a></p>
<blockquote><p><strong>O rebaixamento da classificação dos títulos públicos da França, seguido de outros oito países europeus e do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF), pela agência Standard &amp; Poor&#8217;s, não se baseou em qualquer fundamento econômico ou financeiro racional. Ao contrário, foi mais um episódio da feroz guerra intestina que se trava no contexto da crise sistêmica global, entre o eixo Wall Street-City de Londres e o bloco europeu, em torno de uma agenda mínima de re-regulamentação do sistema financeiro internacional.</strong></p></blockquote>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2012/01/aranha-financeira.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-12440" title="aranha-financeira" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2012/01/aranha-financeira.jpg" alt="" width="231" height="218" /></a></h2>
<h2>Uma guerra contra o euro</h2>
<p>Como o presidente francês Nicolas Sarkozy tem sido um dos mais veementes defensores da medida, aí incluindo restrições ao funcionamento dos paraísos fiscais, os senhores da alta finança globalizada decidiram ser chegado o momento de colocar seu país na alça de mira, principalmente, em função das próximas eleições presidenciais de abril-maio, nas quais Sarkozy enfrenta uma difícil disputa pela reeleição.</p>
<p>Com uma sutileza alguns graus abaixo do habitual, o <em>Financial Times</em> londrino praticamente admitiu que se tratava de uma ação política, usando a palavra &#8220;vingança&#8221;:</p>
<blockquote><p><em>«A crise da dívida da eurozona retornou com uma vingança, na sexta-feira, quando a agência classificadora de crédito Standard &amp; Poor&#8217;s rebaixou a França e a Áustria, dois dos países triplo A da zona monetária, bem como outras nações que não estavam no nível superior»</em> (<em>FT</em>, 14/01/2012).</p></blockquote>
<h2>Resistência europeia</h2>
<p>Curiosamente, no mesmo dia, a agência <em>Bloomberg</em> informava que o bloco europeu vem fazendo progressos para colocar sua casa em ordem:</p>
<blockquote><p><em>«A S&amp;P agiu ao final de uma semana em que aumentavam os sinais de que as feridas da Europa podem estar cicatrizando, na medida em que os custos dos empréstimos caíram, uma evidência de resiliência econômica emergente, e o Banco Central Europeu disse ter dominado um aperto de crédito junto aos bancos.»</em></p></blockquote>
<p>A medida da agência estadunidense é uma ostensiva retaliação contra a anunciada intenção do presidente francês e sua colega alemã, a chanceler Angela Merkel, de estabelecer um imposto sobre transações financeiras, à qual se opôs veemente o fiel escudeiro da City, o premier britânico David Cameron – <em>et pour cause</em>. O imposto, nos moldes da chamada taxa Tobin, seria instituído apenas a partir de 2014, mas Wall Street e a City não pretendem permitir que a proposta progrida, de modo a criar um arcabouço favorável a uma regulamentação mais abrangente do sistema financeiro – a qual, não obstante, terá que ser estabelecida cedo ou tarde.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Vacilo francês</h2>
<p>A batalha pela regulamentação se trava no âmbito da reconfiguração da agenda de poder político e econômico em escala global, na qual a Europa se vê diante da alternativa de continuar se mantendo subordinada à agenda hegemônica do eixo anglo-americano ou estabelecer uma pauta própria, que contemple uma participação ativa e direta no processo de integração do eixo eurasiático, para onde se desloca o centro de gravidade geoeconômico-geopolítico global. Neste particular, só se pode lamentar que o presidente Sarkozy tenha renunciado ao papel central que a França poderia ter desempenhado para acelerar essa dinâmica, preferindo, em vez disto, atuar como preposto dos interesses anglo-americanos em questões cruciais, como a ação militar na Líbia, o cerco ao regime de Bashar al-Assad na Síria e a campanha de fustigamento contra o Irã.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>A batalha “Strauss-Kahn”</h2>
<p>Ainda assim, a alta finança tem na França um alvo estratégico, como se viu na derrubada do então diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), em maio de 2011, na esteira do fraudulento escândalo de uma suposta agressão sexual a uma camareira de um hotel de Nova York. Como escrevemos na ocasião:</p>
<blockquote><p><em>«Não se pode descartar a hipótese de que o ex-todo-poderoso chefe do FMI tenha incorrido no desagrado dos grão-senhores do olimpo financeiro global, pelo seu empenho em colocar um mínimo de ordem e supervisão no sistema financeiro devastado pela jogatina especulativa – iniciativa para a qual contava com o apoio decidido de seu rival político Sarkozy, que tem defendido abertamente uma re-regulamentação do sistema financeiro e restrições aos paraísos fiscais.»</em></p></blockquote>
<h2>Terrorismo financeiro</h2>
<p>Comentando a investida da S&amp;P, o cineasta e escritor estadunidense Danny Scheckter, um dos mais contundentes comentaristas da blogosfera, foi incisivo:</p>
<blockquote><p><em>«O objetivo da S&amp;P não teve nada a ver com a economia. Ele foi político, para pressionar os líderes políticos da Europa a se mover mais depressa para agradá-la – quer dizer, suspender os controles e contrapesos democráticos, se for preciso, e fazer o que Wall Street quer, o mais rapidamente possível!&#8230; Vamos usar o nome correto: um sistema de terrorismo financeiro»</em> (<em>Information Clearing House</em>, 14/01/2012).</p></blockquote>
<h2>Sistema financeiro hegemônico quer continuar livre</h2>
<p>Em entrevista ao <em>Monitor Mercantil</em> de 17 de janeiro, o economista Carlos Lessa, ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), bateu na mesma tecla:</p>
<blockquote><p><em>«O sistema financeiro quer liberdade total e nada foi alterado no poder que ele possui para manter a desregulamentação. Mas, sob o aspecto geopolítico, rebaixar a França tem repercussão internacional, pois é o país de maior porte que assume posição pró-regulação, apesar de todos os limites do atual governo francês.»</em></p></blockquote>
<h2>Uma velha e boa política</h2>
<p>O resultado da batalha pela regulamentação do sistema financeiro será decisivo, não apenas para a superação da crise econômico-financeira deflagrada pela financeirização da economia mundial, como também para a própria reconfiguração da ordem de poder global. As potências europeias continentais, especialmente França e Alemanha, terão que se decidir a romper o círculo de giz do sistema oligárquico e ajudar a reconstruir as finanças e a economia global fora dos esquemas de poder &#8220;atlanticistas&#8221;. Para a França, seria um retorno à politica gaullista <em>«do Atlântico aos Urais»</em>, com a percepção de que o futuro da Europa continental e da própria economia mundial depende fundamentalmente da ampliação dos mercados consumidores, na Rússia e seu entorno, Ásia Central, China e Índia, a partir de grandes programas de infraestrutura e industrialização.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Inconsequência oligárquica</h2>
<p>A oligarquia financeira anglo-americana tem plena consciência de que esta é a verdadeira porta de saída para a crise mundial, o que implica na derrocada da geopolitica colonial anglo-americana e, por isso, está recorrendo a todo o seu arsenal, para tentar dar uma sobrevida ao seu sistema condenado, ainda que, para isto, seja preciso provocar uma megadepressão mundial, com o perigo de uma nova guerra mundial.</p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #ff6600;"><strong><em><em><strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em></em></strong></span></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/div-novo.png"><img class="aligncenter" title="div-novo" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/div-novo-300x13.png" alt="" width="300" height="13" /></a></p>
<blockquote><p><strong>Créditos </strong>➞<strong> </strong>este post é matéria apresentada no Boletim Eletrônico <strong><em>MSIa INFORMA</em></strong>, do <strong><em>MSIa –</em></strong><em> <strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em>, Vol. III, N<sup>o</sup> 34, de 19 de janeiro de 2012. Subtítulos meus.</p>
<p><strong><em>MSIa INFORMA</em></strong><strong> </strong>➞<strong> </strong>é uma publicação do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa). Conselho Editorial: Angel Palacios, Geraldo Luís Lino, Lorenzo Carrasco (Presidente), Marivilia Carrasco e Silvia Palacios. Endereço: Rua México, 31 &#8211; sala 202 &#8211; Rio de Janeiro (RJ) &#8211; CEP 20031-144; Telefax: 0xx 21-2532-4086.</p>
<p><strong>Para saber mais sobre o tema </strong>➞<strong> </strong>visitar os sites da MSIa/Capax Dei:<strong> </strong><a href="http://www.alerta.inf.br/">http://www.alerta.inf.br/</a> e <a href="http://www.msia.org.br/">http://www.msia.org.br/</a>.</p>
<p><strong>Mensagens e sugestões </strong>➞<strong> </strong>favor enviar para msia@msia.org.br</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-10bMicro.jpg"><img class="alignright" title="harpia-10bMicro" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-10bMicro.jpg" alt="" width="60" height="49" /></a>Para adquirir as publicações da Capax Dei Editora Ltda.</strong> ➞ loja virtual em: <a href="http://www.capaxdei.com.br/">www.capaxdei.com.br</a>; e-mail : capaxdeieditora@gmail.com</p>
<p>Imagem   <a href="http://xatoo.blogspot.com">http://xatoo.blogspot.com</a></p></blockquote>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdoambientalismo.com/guerra-economica-e-terrorismo-financeiro/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Irã provoca luta faccional em Washington</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/ira-provoca-luta-faccional-em-washington/</link>
		<comments>http://blogdoambientalismo.com/ira-provoca-luta-faccional-em-washington/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 25 Jan 2012 10:49:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Governo mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Crise global]]></category>
		<category><![CDATA[Nova ordem mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Oligarquias internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Oriente Médio]]></category>
		<category><![CDATA[Política internacional]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdoambientalismo.com/?p=12364</guid>
		<description><![CDATA[O mundo continua refém de um cenário potencial de conflito de grandes proporções, na região do Oriente Médio e seu entorno. Entretanto, a temperatura e a concentração de vapores explosivos na atmosfera diminuíram um pouco, tanto por conta de iniciativas da cúpula político-estratégica dos EUA, como de certos posicionamentos de protagonistas como a Rússia e a União Europeia (UE). ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp"><img class="aligncenter  wp-image-10770" title="msiA iNFORMA" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp" alt="" width="240" height="50" /></a><strong></strong></p>
<blockquote><p><strong>O mundo continua refém do cenário de um potencial conflito de grandes proporções, na região do Oriente Médio e seu entorno. Entretanto, a temperatura e a concentração de vapores explosivos na atmosfera diminuíram um pouco, tanto por conta de iniciativas da cúpula político-estratégica dos EUA, como de certos posicionamentos de protagonistas como a Rússia e a União Europeia (UE).</strong></p></blockquote>
<h2><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2012/01/EUAxIran.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-12442" title="EUAxIran" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2012/01/EUAxIran-205x300.jpg" alt="" width="258" height="377" /></a></h2>
<h2>A Europa é contra</h2>
<p>A primeira reforçou, nos últimos dias, as advertências de que não ficará de braços cruzados diante de qualquer agressão militar contra o Irã ou a Síria. E o bloco europeu adiou até meados do ano a adoção de eventuais sanções econômicas contra o regime de Teerã, embora ainda se mostre pouco disposto a abandonar a posição de caudatário da agenda de Washington e Londres.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Confissão dos EUA</h2>
<p>Apesar de tanto os EUA como o Reino Unido serem participantes ativos da campanha contra Teerã, aparentemente, certas lideranças em Washington tomaram a decisão de desativar a bomba-relógio, pelo menos no curto prazo. O primeiro sinal foi a entrevista do secretário de Defesa Leon Panetta à rede de televisão CBS, divulgada em 8 de janeiro, na qual admitiu que o programa nuclear do Irã não tem como objetivo a fabricação de armas nucleares, apenas a capacidade científica e industrial de construí-las, eventualmente – e Teerã deve ser dissuadida de dar tal passo por meio de pressões econômicas e diplomáticas. Igualmente, Panetta advertiu que qualquer ação militar israelense seria contraproducente e colocaria em risco os interesses estadunidenses na região.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Terá sido mesmo o Mossad?</h2>
<p>Outra evidência foi a imediata reação de Washington ao assassinato do cientista nuclear iraniano Mustafa Ahmadi Roshan, no centro de Teerã, em 11 de janeiro, em uma ação que está sendo abertamente atribuída ao serviço de inteligência exterior de Israel, o Mossad. Por meio de um porta-voz, o Departamento de Estado não apenas repudiou o atentado, como enfatizou que os EUA não tinham, <em>«absolutamente nada»</em> a ver com ele – negativa que repercutiu negativamente em Israel, tanto em círculos governamentais como na mídia (<em>AP</em>, 11/01/2012). Roshan, que era um dos diretores do centro de enriquecimento de urânio de Natanz, foi o quarto cientista ligado ao programa nuclear iraniano assassinado nos últimos dois anos, como parte da campanha clandestina que vem sendo movida contra o Irã pelos serviços de inteligência israelense, estadunidense e britânico.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Pé no freio</h2>
<p>Ato contínuo, foi anunciado o adiamento do exercício militar conjunto que forças estadunidenses e israelenses deveriam realizar em abril, como treinamento para a interceptação de hipotéticos mísseis iranianos em um cenário de conflito. Embora o sítio <em>Debka File</em>, que atua como porta-voz oficioso do Mossad, tenha afirmado que a iniciativa do adiamento teria partido do premier Benjamin Netanyahu, o fato é que a decisão foi tomada pelo presidente Barack Obama, com o apoio de seus assessores militares, tendo sido por ele comunicada ao premier em uma conversa telefônica, na quinta-feira 12 de janeiro (<em>Inter Press Service</em>, 16/01/2012).</p>
<p>Em uma iniciativa paralela e incomum, Obama enviou uma mensagem ao líder iraniano, aiatolá Ali Khamenei, por intermédio da embaixada da Suíça em Teerã, que representa os interesses dos EUA no país, comunicando-lhe que seria inaceitável qualquer tentativa de fechamento do estreito de Ormuz, como vêm ameaçando líderes militares iranianos. Embora parte da mídia estadunidense e internacional tenha apresentado a iniciativa como uma ameaça aberta, analistas menos belicosos sugerem, pelo inusitado, que ela pode sinalizar uma disposição de um entendimento que há muito está ausente da agenda de Washington.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>O lobby sionista</h2>
<p>Evidentemente, não se pode ignorar os efeitos da campanha presidencial estadunidense no desdobramento dos acontecimentos, pois Obama não pode correr o risco de aparentar uma atitude que a parcela mais belicosa do eleitorado considere &#8220;débil&#8221; em relação ao Irã. Neste contexto, o poderoso <em>lobby</em> sionista não deixará de pressionar para que o presidente adote uma atitude mais belicosa frente ao país persa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Interesses mundiais em jogo</h2>
<p>Ademais, o complexo de segurança nacional estadunidense tem a sua agenda própria, que se beneficia do estado de tensões permanentes, em especial, diante da perspectiva de cortes orçamentários já anunciados pela Casa Branca. E, também, não se pode descartar a possibilidade de que algum incidente, espontâneo ou induzido, possa reativar a escalada belicista. Porém, as recentes atitudes de Washington oferecem uma janela de oportunidade para que as cabeças mais frias e sensatas prevaleçam sobre os &#8220;falcões&#8221; e os &#8220;guerreiros de gabinete&#8221;, criando condições para o estabelecimento de uma agenda construtiva, da qual os maiores beneficiários seriam os EUA e o Irã, mas que interessa a todo o mundo.</p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #ff6600;"><strong><em><em><strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em></em></strong></span></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/div-novo.png"><img class="aligncenter" title="div-novo" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/div-novo-300x13.png" alt="" width="300" height="13" /></a></p>
<blockquote><p><strong>Créditos </strong>➞<strong> </strong>este post é matéria apresentada no Boletim Eletrônico <strong><em>MSIa INFORMA</em></strong>, do <strong><em>MSIa –</em></strong><em> <strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em>, Vol. III, N<sup>o</sup> 34, de 19 de janeiro de 2012. Subtítulos meus.</p>
<p><strong><em>MSIa INFORMA</em></strong><strong> </strong>➞<strong> </strong>é uma publicação do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa). Conselho Editorial: Angel Palacios, Geraldo Luís Lino, Lorenzo Carrasco (Presidente), Marivilia Carrasco e Silvia Palacios. Endereço: Rua México, 31 &#8211; sala 202 &#8211; Rio de Janeiro (RJ) &#8211; CEP 20031-144; Telefax: 0xx 21-2532-4086.</p>
<p><strong>Para saber mais sobre o tema </strong>➞<strong> </strong>visitar os sites da MSIa/Capax Dei:<strong> </strong><a href="http://www.alerta.inf.br/">http://www.alerta.inf.br/</a> e <a href="http://www.msia.org.br/">http://www.msia.org.br/</a>.</p>
<p><strong>Mensagens e sugestões </strong>➞<strong> </strong>favor enviar para msia@msia.org.br</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-10bMicro.jpg"><img class="alignright" title="harpia-10bMicro" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-10bMicro.jpg" alt="" width="60" height="49" /></a>Para adquirir as publicações da Capax Dei Editora Ltda.</strong> ➞ loja virtual em: <a href="http://www.capaxdei.com.br/">www.capaxdei.com.br</a>; e-mail : capaxdeieditora@gmail.com</p>
<p><strong>Imagem ➞</strong>  <a href="http://neccint.wordpress.com"> http://neccint.wordpress.com</a></p></blockquote>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdoambientalismo.com/ira-provoca-luta-faccional-em-washington/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>&#8220;A floresta da mãe Joana&#8221;: urge uma contraofensiva diplomático-ambiental</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/a-floresta-da-mae-joana-urge-uma-contraofensiva-diplomatico-ambiental/</link>
		<comments>http://blogdoambientalismo.com/a-floresta-da-mae-joana-urge-uma-contraofensiva-diplomatico-ambiental/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 17 Jan 2012 16:18:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ambientalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Defesa nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Globalização]]></category>
		<category><![CDATA[Indigenismo]]></category>
		<category><![CDATA[Oligarquias internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Política nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Rio+20]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdoambientalismo.com/?p=12341</guid>
		<description><![CDATA[Por encomenda da revista Veja, uma pesquisa internacional sobre a imagem do Brasil no exterior revelou a eficiência da campanha de mais de duas décadas do movimento ambientalista-indigenista, para colocar o País como um dos alvos principais da sua agenda antidesenvolvimentista, em particular, quanto à preservação da Amazônia no estado mais "natural" possível. Em um contexto em que o País obteve resultados gerais positivos, mais da metade dos entrevistados considerou que a importância ambiental global da Floresta Amazônica justifica restrições à soberania brasileira sobre a região. A pesquisa foi efetuada pela CNT/Sensus em 18 países (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México, EUA, Portugal, Espanha, França, Itália, Inglaterra, Alemanha, Rússia, China, Japão, Índia, Líbano e África do Sul), tendo sido entrevistadas 7.200 pessoas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp"><img class="aligncenter  wp-image-10770" title="msiA iNFORMA" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp" alt="" width="245" height="51" /></a></p>
<blockquote><p><strong>Por encomenda da revista <em>Veja</em>, uma pesquisa internacional sobre a imagem do Brasil no exterior revelou a eficiência da campanha de mais de duas décadas do movimento ambientalista-indigenista, para colocar o País como um dos alvos principais da sua agenda antidesenvolvimentista, em particular, quanto à preservação da Amazônia no estado mais &#8220;natural&#8221; possível. Em um contexto em que o País obteve resultados gerais positivos, mais da metade dos entrevistados considerou que a importância ambiental global da Floresta Amazônica justifica restrições à soberania brasileira sobre a região. A pesquisa foi efetuada pela CNT/Sensus em 18 países (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México, EUA, Portugal, Espanha, França, Itália, Inglaterra, Alemanha, Rússia, China, Japão, Índia, Líbano e África do Sul), tendo sido entrevistadas 7.200 pessoas.</strong></p></blockquote>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2012/01/brasil-2.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-12438" title="brasil-2" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2012/01/brasil-2-300x291.png" alt="" width="300" height="291" /></a></p>
<h2>A internacionalização da Amazônia</h2>
<p>No item referente à Amazônia, a reportagem utiliza a expressão <strong><em>«a floresta da mãe Joana»</em></strong> para tabelar os resultados de alguns países individuais – no caso, EUA, França, Alemanha, Rússia, Japão e África do Sul. De forma sintomática, a combinação das respostas <strong><em>«O Brasil deve preservar a floresta de acordo com regras internacionais»</em></strong> e <strong><em>«A floresta deve ser internacionalizada»</em></strong> superou a combinação <strong><em>«Quem cuida da floresta é o Brasil»</em></strong> e <strong><em>«O Brasil deve preservar a floresta de acordo com as regras do país»</em></strong>, na França (77% x 23%), Alemanha (74% x 22%) e Japão (77% x 19%); nos EUA, deu empate técnico (44% x 43%). Nos dois parceiros no grupo BRICS, a combinação favorável à soberania nacional se impôs: na Rússia, por 46% a 39%; e, na África do Sul, por 42% a 34% – ainda assim, o fato de que grandes parcelas dos entrevistados admitam tais teses esdrúxulas denota a eficiência do discurso ambientalista.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Desleixo brasileiro</h2>
<p>Embora o texto considere a ideia da &#8220;internacionalização&#8221; da Amazônia como <em>«um equívoco tamanho gigante»</em> e um <em>«delírio»</em>, a realidade é outra. De fato, a enorme interferência lograda nas últimas décadas pelos movimentos ambientalista e indigenista internacionais, na formulação das políticas públicas nacionais referentes à região, já configura uma considerável redução de soberania, para a qual muitos brasileiros ainda não despertaram. E, como temos enfatizado, tal sucesso foi obtido com a cumplicidade passiva dos sucessivos governos brasileiros desde a presidência de José Sarney, em especial, do Itamaraty, que tem tido grande influência na acomodação do País às pressões internacionais nessas áreas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Brasil fazendo média</h2>
<p>Por conseguinte, a &#8220;internacionalização&#8221; da Amazônia não é uma perspectiva futura, envolvendo uma eventual decretação da região como área sob jurisdição das Nações Unidas ou uma invasão militar clássica, como temem muitos; ela é um fato real e presente, na aceitação das demandas e a submissão às pressões ambientalistas e indigenistas, tanto por formuladores de políticas, como por formadores de opinião e outros setores da sociedade brasileira.</p>
<p>Ela se mostra, entre outros exemplos, na célebre justificativa do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao governador de Roraima, Ottomar Pinto, e à bancada federal do Estado, para determinar a demarcação em área contínua da reserva indígena Raposa Serra do Sol, em 2005. Segundo o próprio governador, <em>«o presidente Lula disse na minha frente e da bancada que toda vez que ia ao exterior recebia pressões e reclamações favoráveis à homologação da reserva. Disse que ele tinha pressa em atender a essas demandas»</em> (<em>Folha de S. Paulo</em>, 24/04/2005).</p>
<p>Ou na ultrajante declaração do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, em junho de 2010, durante visita a Boa Vista (RR), por conta das enchentes que atingiram o Estado. Diante de queixas sobre a inviabilização do Estado para um modelo de desenvolvimento baseado na agroindústria, devido à colossal extensão das áreas de proteção ambiental e indígenas, o ministro admitiu que <em>«a população de Roraima está pagando o preço em função da necessidade nacional de respeitar o conceito de desenvolvimento sustentável»</em>. Segundo ele, <em>«tem que ser considerado que o bioma da Amazônia é um dos mais importantes do planeta e esse seria um preço a se pagar»</em> (<em>Folha de Boa Vista</em>, 10/06/2010). Para tais considerações, são irrelevantes as aspirações e necessidades da população e até mesmo o detalhe de que o tipo de cobertura vegetal prevalecente em Roraima são os campos cerrados, e não a floresta equatorial típica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Continuaremos passivos?</h2>
<p>Neste momento, o Itamaraty e o Palácio do Planalto estão empenhados na preparação de uma nova conferência das Nações Unidas sobre o chamado desenvolvimento sustentável, a Rio+20, na qual esperam que o País consolide a imagem de uma &#8220;potência ambiental&#8221;. Porém, aproxima-se o momento em que uma decisão terá que ser tomada quanto à aceitação passiva de uma agenda ambientalista-indigenista contrária aos interesses nacionais ou, pelo menos, das suas principais diretrizes, e uma mudança de rumo que enquadre os temas ambientais e indígenas no marco das necessidades de um projeto nacional de desenvolvimento pleno.</p>
<h2></h2>
<h2>O Brasil precisa reagir</h2>
<p>Para tanto, será preciso tratar tais questões com o rigor científico e ético que até agora tem faltado, para que se possam concentrar as atenções no atendimento de emergências reais. Entre elas, destacam-se a expansão das infraestruturas de saneamento, energia e transportes, a criação de uma rede de defesa civil eficiente, capaz de antecipar e minimizar os efeitos de fenômenos meteorológicos recorrentes, e outras, que têm sido relegadas, em grande medida, pelo alarmismo inconsequente e cientificamente infundado que fundamenta as campanhas &#8220;verdes&#8221;.</p>
<p>Da mesma forma, a diplomacia brasileira terá que repensar a sua linha de ação, deixando de lado a ilusão de que um &#8220;bom comportamento&#8221; diante da percepção &#8220;politicamente correta&#8221; dos temas ambientais é a melhor opção para o País. Ao contrário, é crescente a necessidade de uma contraofensiva, como, aliás, vem sendo ensaiado no caso da usina hidrelétrica de Belo Monte.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>E já está reagindo</h2>
<p>Duas recentes iniciativas legais favorecem essa abordagem assertiva. Uma é a Portaria Interministerial 419/2011, editada em outubro, que regulamenta a atuação dos órgãos e entidades do governo federal envolvidos no licenciamento ambiental, estabelecendo uma série de critérios objetivos para agilizar os processos de licenciamento e acabar com os atrasos e procrastinações que têm encarecido e inviabilizado numerosos empreendimentos. A outra é a Portaria 2498/2011 do Ministério da Justiça, emitida em de novembro, a qual estabelece que os estados e municípios sejam inseridos nos estudos de demarcação de terras indígenas, em todas as suas etapas, acabando com o monopólio até então exercido pela Fundação Nacional do Índio (Funai).</p>
<p>Com elas, somadas à imprescindível vontade política e à crescente conscientização de vários setores da sociedade sobre as reais questões ambientais, o Estado brasileiro tem todas as condições para retomar a soberania plena sobre a forma de ocupação e desenvolvimento do território nacional, em benefício não apenas de sua população, mas também do mundo com o qual compartilha uma agenda de emergências reais desatendidas.</p>
<p style="text-align: right;"> <span style="color: #ff6600;"><strong><em><em><strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em></em></strong></span></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/div-novo.png"><img class="aligncenter" title="div-novo" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/div-novo-300x13.png" alt="" width="300" height="13" /></a></p>
<blockquote><p><strong>Créditos </strong>➞<strong> </strong>este post é matéria apresentada no Boletim Eletrônico <strong><em>MSIa INFORMA</em></strong>, do <strong><em>MSIa –</em></strong><em> <strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em>, Vol. III, N<sup>o</sup> 33, de 12 de janeiro de 2012.</p>
<p><strong><em>MSIa INFORMA</em></strong><strong> </strong>➞<strong> </strong>é uma publicação do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa). Conselho Editorial: Angel Palacios, Geraldo Luís Lino, Lorenzo Carrasco (Presidente), Marivilia Carrasco e Silvia Palacios. Endereço: Rua México, 31 &#8211; sala 202 &#8211; Rio de Janeiro (RJ) &#8211; CEP 20031-144; Telefax: 0xx 21-2532-4086.</p>
<p><strong>Para saber mais sobre o tema </strong>➞<strong> </strong>visitar os sites da MSIa/Capax Dei:<strong> </strong><a href="http://www.alerta.inf.br/">http://www.alerta.inf.br/</a> e <a href="http://www.msia.org.br/">http://www.msia.org.br/</a>.</p>
<p><strong>Mensagens e sugestões </strong>➞<strong> </strong>favor enviar para msia@msia.org.br</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-10bMicro.jpg"><img class="alignright" title="harpia-10bMicro" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-10bMicro.jpg" alt="" width="60" height="49" /></a>Para adquirir as publicações da Capax Dei Editora Ltda.</strong> ➞ loja virtual em: <a href="http://www.capaxdei.com.br/">www.capaxdei.com.br</a>; e-mail : capaxdeieditora@gmail.com</p>
<p><strong>Imagem</strong> ➞  <a href="http://essetalmeioambiente.com">http://essetalmeioambiente.com</a></p></blockquote>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdoambientalismo.com/a-floresta-da-mae-joana-urge-uma-contraofensiva-diplomatico-ambiental/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Bem-vindos a 2012</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/bem-vindos-a-2012/</link>
		<comments>http://blogdoambientalismo.com/bem-vindos-a-2012/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 14 Jan 2012 17:06:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ambientalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Crise financeira]]></category>
		<category><![CDATA[Crise global]]></category>
		<category><![CDATA[Globalização]]></category>
		<category><![CDATA[Governo mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Mudanças de paradigmas]]></category>
		<category><![CDATA[Nova ordem mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Oligarquias internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Política internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Rio+20]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdoambientalismo.com/?p=12307</guid>
		<description><![CDATA[Prognósticos sobre o fim do mundo têm sido recorrentes em períodos históricos caracterizados por crises que atingem a essência do processo civilizatório, em que o conjunto de referências que fundamenta as atividades humanas se mostra crescentemente disfuncional, sem que uma alternativa viável, mesmo existente, esteja contemplada nas agendas das lideranças de todos os setores - como é o caso da atualmente vivida pela Humanidade.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp"><img class="aligncenter  wp-image-10770" title="msiA iNFORMA" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp" alt="" width="240" height="50" /></a></p>
<p><strong>Prognósticos sobre o fim do mundo têm sido recorrentes em períodos históricos caracterizados por crises que atingem a essência do processo civilizatório, em que o conjunto de referências que fundamenta as atividades humanas se mostra crescentemente disfuncional, sem que uma alternativa viável, mesmo existente, esteja contemplada nas agendas das lideranças de todos os setores &#8211; como é o caso da atualmente vivida pela Humanidade.</strong></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2012/01/calendario-maia.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-12311" title="calendario-maia" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2012/01/calendario-maia-300x206.jpg" alt="" width="300" height="206" /></a></p>
<h2>Interpretações equivocadas</h2>
<p>Para 2012, a hecatombe do momento fica por conta de uma interpretação equivocada – e, em muitos casos, oportunista – do calendário cíclico criado pelos maias há milhares de anos, que encerra um de seus ciclos longos em 21 de dezembro próximo (solstício de inverno no Hemisfério Norte). Entretanto, embora a catástrofe esperada pelos crentes, difundida por uma vasta subliteratura e por filmes hollywoodianos, seja de origem cósmica ou telúrica, o ano começa sob a égide de uma série de calamidades provocadas pelo próprio <em>homo sapiens</em>, em suas variantes situadas em posições decisórias que se orientam mais pelos apetites fisiológicos do que pela racionalidade. Entre elas, destacam-se as ameaças de um conflito de grandes proporções e de implosão do sistema financeiro internacional – não por acaso, ambas vinculadas ao centro da estrutura de poder hegemônico estabelecida nos últimos três séculos pelo eixo Londres-Nova York-Washington.</p>
<p>No primeiro caso, a retirada das forças militares estadunidenses do Iraque, sem que quase nenhum dos objetivos que motivaram a invasão do país tenha sido atingido, e o impasse na intervenção militar no Afeganistão não se mostram suficientes para convencer os EUA da inviabilidade da força militar como instrumento de política externa e a trocar a confrontação pela cooperação internacional, para promover uma reconstrução socioeconômica em escala global, da qual a primeira beneficiária seria a própria economia estadunidense.</p>
<p>Uma evidente demonstração desse atavismo belicista é a escalada de retórica, sanções, provocações e operações clandestinas de inteligência contra o Irã, sob o pretexto de conter as não comprovadas ambições nucleares do país, que estão criando uma atmosfera carregada de vapores de alto poder explosivo. A Síria de Bashar al-Assad é outro &#8220;ponto quente&#8221; com potencial para deflagrar um novo conflito armado que pode, rapidamente, redundar em uma conflagração regional envolvendo a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e, até mesmo, a Rússia e a China, que já traçaram as respectivas linhas no chão contra a estratégia expansionista da aliança ocidental.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Declínio da &#8220;hegemonia&#8221; dos EUA</h2>
<p>Outra manifestação desse atavismo é a estratégia de defesa anunciada pelo presidente Barack Obama, elaborada para convencer o mundo da intenção de preservação da supremacia militar dos EUA, em um contexto de declínio orçamentário e financeiro e da emergência de novas potências regionais.</p>
<p>No campo financeiro, talvez, nenhuma outra demonstração da vulnerabilidade do sistema de controle privado dos fluxos de moeda e crédito criado em Londres, no final do século XVIII, e herdado por Nova York, a partir da criação do Sistema da Reserva Federal, em 1913, tenha sido mais evidente do que a série de artigos com que o tradicional Financial Times londrino inaugurou o novo ano, denominada «Crise no Capitalismo». No primeiro artigo da série, iniciada em 8 de janeiro, o colunista John Plender sintetizou:</p>
<blockquote><p><em>«Este artigo, o primeiro de uma série sobre se repensar o capitalismo após a crise financeira que começou em 2007, argumenta que a aceitação popular – que é uma condição básica para o sucesso dos negócios – desapareceu na anglosfera por uma boa razão. No cerne do problema está a expansão da desigualdade. Em um recente estudo, a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o clube das nações desenvolvidas, declarou que os estadunidenses mais ricos “recolheram o grosso dos ganhos de rendimentos das últimas três décadas”. Muito disto vale para o Reino Unido. Em ambos os casos, a maior parte dos ganhos foi para profissionais financeiros e altos executivos.»</em></p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Mudanças econômicas mundiais?</h2>
<p>Mais direto, em sua conhecida coluna <em>A Toca do Urso</em> (03/01/2012), o analista financeiro Martin Hutchinson faz ironia com as alegadas profecias maias e afirma sem meias palavras que a presente forma do sistema financeiro global está condenada. Segundo ele, <em>«</em>nos mercados atuais, há numerosos sinais de que se aproxima uma crise capaz de mudar o mundo, após a qual o ambiente econômico nunca mais será o mesmo».</p>
<p>Entre tais sintomas, ele destaca: a extrema irracionalidade demonstrada pelos mercados de títulos; a vulnerabilidade dos balanços de grande parte do sistema bancário mundial; a crise das dívidas da zona do euro; e o déficit orçamentário e fiscal dos EUA. Em tal ambiente, afirma, qualquer evento restrito, como a miniquebra dos mercados de maio de 2010, poderá ter consequências fatais para todo o sistema. Não obstante, ao contrário do que sugere o nome de sua coluna (em Wall Street, o urso simboliza os mercados em baixa), ele conclui com uma nota otimista, dizendo que a crise poderá ter um efeito purgativo:</p>
<blockquote><p><em>«Assim, é substancial a chance de uma quebra financeira destruidora do sistema, em 2012, e 21 de dezembro é um dia tão bom como outro qualquer para que isto ocorra. Com os créditos governamentais e os bancos em colapso, o velho mundo financeiro que conhecemos desde a fundação do Banco da Inglaterra, em 1694, chegaria, de fato, ao fim.»</em></p>
<p><em>«A boa notícia é que isto não nos levaria de volta aos níveis de vida de 1694&#8230; o desaparecimento de títulos governamentais, ações de bancos e muitos depósitos bancários nos nossos ativos causaria grandes apertos. Porém, a função central dos bancos como mecanismos de pagamento não desapareceria e as atividades comerciais, manufatureiras e de serviços continuariam. O abalo seria enorme, mas a civilização humana prosseguiria, mesmo a civilização ocidental na qual muitos de nós crescemos. Não seria necessário investir nossos ativos em ouro, comida enlatada e uma escopeta; aqueles de nós que temos poupanças em ações do setor não-financeiro descobriríamos que os valores de longo prazo se recuperariam, após o que seria, sem dúvida, a mãe de todas as quebras bursáteis.»</em></p>
<p><em>«Para nós, haveria um Quinto Mundo, como os maias previram. Nele, finalmente, teremos atingido o esclarecimento – sobre a loucura do dinheiro &#8220;fiat&#8221;, bancos centrais superpoderosos e papeis governamentais &#8220;livres de risco&#8221;. Chegar a este esclarecimento será doloroso, mas valerá a pena!»</em></p></blockquote>
<h2>“Imposto do cheque”, mundial</h2>
<p>No mundo político, pelo menos os governos da França e da Alemanha já concordaram com um primeiro requisito para restaurar uma inadiável re-regulamentação do sistema financeiro, aceitando em princípio a adoção de um imposto sobre transações financeiras (com a esperada oposição do governo britânico, em sua função de protetor da City de Londres). Assim como poderá ocorrer na arena estratégica, é possível que o agravamento da crise incentive outros governos a aderir à medida, abrindo caminho para uma renovação e enquadramento do sistema financeiro em escala global.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>União eurasiática</h2>
<p>Ademais, um fator crucial para a reconfiguração do cenário global no futuro próximo deverá ser a integração física e econômica do eixo eurasiático, capitaneada pela China e, potencialmente, pela União Eurasiática proposta pelo premier russo Vladimir Putin (que deverá voltar à Presidência em março próximo). Se, neste quadro, a União Europeia se dispuser a enfrentar a realidade da crise sistêmica global com uma atitude diferente, tanto no campo financeiro como no estratégico (no qual será preciso reduzir a sua submissão à agenda &#8220;atlanticista&#8221; ditada de Washington e Londres), as suas capacidades tecnológicas e industriais ainda preservadas poderão funcionar como um poderoso vetor para a imprescindível reconstrução da economia e das finanças mundiais.</p>
<p>Em grande medida, é a essa perspectiva que reage o eixo Londres-Nova York-Washington, para o qual a integração do <em>hinterland</em> eurasiático representa um <em>casus belli</em> desde os tempos do Império Britânico.</p>
<p>Igualmente, o Brasil e a América do Sul devem ficar atentos às condições para o enfrentamento dos abalos tectônicos da crise global, oferecidas pelo aprofundamento da integração de infraestruturas e cadeias produtivas, a melhor maneira de assegurar também a inserção do subcontinente como protagonista ativo da reconfiguração da ordem de poder mundial.</p>
<p><strong>Enfim, bem-vindos a 2012!</strong></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #ff6600;"><strong><em><em> <strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em></em></strong></span></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/2000px-Decorative_text_divider_4.svg_.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-7413" title="2000px-Decorative_text_divider_4.svg" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/03/2000px-Decorative_text_divider_4.svg_-300x12.png" alt="" width="300" height="12" /></a></p>
<p><strong>Créditos </strong>➞<strong> </strong>este post é matéria apresentada no Boletim Eletrônico <strong><em>MSIa INFORMA</em></strong>, do <strong><em>MSIa –</em></strong><em> <strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em>, Vol. III, N<sup>o</sup> 33, de 12 de janeiro de 2012. Subtítulos meus.</p>
<p><strong><em>MSIa INFORMA</em></strong><strong> </strong>➞<strong> </strong>é uma publicação do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa). Conselho Editorial: Angel Palacios, Geraldo Luís Lino, Lorenzo Carrasco (Presidente), Marivilia Carrasco e Silvia Palacios. Endereço: Rua México, 31 &#8211; sala 202 &#8211; Rio de Janeiro (RJ) &#8211; CEP 20031-144; Telefax: 0xx 21-2532-4086.</p>
<p><strong>Para saber mais sobre o tema </strong>➞<strong> </strong>visitar os sites da MSIa/Capax Dei:<strong> </strong><a href="http://www.alerta.inf.br/">http://www.alerta.inf.br/</a> e <a href="http://www.msia.org.br/">http://www.msia.org.br/</a>.</p>
<p><strong>Mensagens e sugestões </strong>➞<strong> </strong>favor enviar para msia@msia.org.br</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-10bMicro.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-9620" title="harpia-10bMicro" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-10bMicro.jpg" alt="" width="60" height="49" /></a>Para adquirir as publicações da Capax Dei Editora Ltda.</strong> ➞ loja virtual em: <a href="http://www.capaxdei.com.br/">www.capaxdei.com.br</a>; e-mail : capaxdeieditora@gmail.com</p>
<p><strong>Imagem</strong> ➞  <a href="http://notassoltas7.blogspot.com/">http://notassoltas7.blogspot.com</a></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdoambientalismo.com/bem-vindos-a-2012/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Agências de classificação ou de governo?</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/agencias-de-classificacao-ou-de-governo/</link>
		<comments>http://blogdoambientalismo.com/agencias-de-classificacao-ou-de-governo/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 14 Jan 2012 16:53:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Governo mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Crise financeira]]></category>
		<category><![CDATA[Crise global]]></category>
		<category><![CDATA[Globalização]]></category>
		<category><![CDATA[Mudanças de paradigmas]]></category>
		<category><![CDATA[Nova ordem mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Oligarquias internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Política internacional]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdoambientalismo.com/?p=12301</guid>
		<description><![CDATA[Há algo de perverso em se acompanhar na televisão os difíceis andamentos das reuniões de chefes de Estado e de governo sobre o futuro do euro e da União Europeia (UE), enquanto, na parte inferior da tela, se sucedem as últimas avaliações das agências de classificação de risco, proclamando os rebaixamentos iminentes de suas cotações. Nos últimos dias, as “três irmãs” ofereceram “gratuitamente” as suas avaliações para baixo para toda a zona do euro em conjunto.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/11/MSIa-jornal.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-11715" title="MSIa-jornal" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/11/MSIa-jornal-300x74.jpg" alt="" width="300" height="74" /></a></p>
<p><strong>Há algo de perverso em se acompanhar na televisão os difíceis andamentos das reuniões de chefes de Estado e de governo sobre o futuro do euro e da União Europeia (UE), enquanto, na parte inferior da tela, se sucedem as últimas avaliações das agências de classificação de risco, proclamando os rebaixamentos iminentes de suas cotações. Nos últimos dias, as “três irmãs” ofereceram “gratuitamente” as suas avaliações para baixo para toda a zona do euro em conjunto.</strong></p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2012/01/standardpoors.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-12313" title="standard&amp;poors" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2012/01/standardpoors-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a> </strong></p>
<h2>A vez da França</h2>
<p>A Standard &amp; Poor’s (S&amp;P) informou que os últimos seis países europeus com a classificação AAA, incluindo a Alemanha e a França, poderão ser rebaixados em breve – o que já aconteceu com a França na sexta-feira 13 passada. Se um único destes Estados perder tal classificação, até mesmo o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (EFSF, na sigla em inglês) perderá credibilidade e ficará comprometido. Hoje, com 440 bilhões de dólares, o EFSF mantém um papel certamente insuficiente, mas de qualquer modo, essencial na defesa contra o risco de inadimplência soberana.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Agências apolíticas, mas políticas&#8230;</h2>
<p>É cada vez mais evidente que as agências assumem uma atuação crescentemente política! Com as suas recentes ameaças coordenadas, elas pretendiam forçar as decisões da cúpula europeia em seu favor. De fato, os seus relatórios são cada vez mais cheios de recomendações sobre políticas econômicas, mais próprios de tomadores de decisões oficiais do que de agências classificadoras. Alegadamente, elas falam em nome de investidores, que muitas vezes são obrigados a seguir as implicações das avaliações por força de normas impostas por lei, mas não detêm qualquer responsabilidade política. Trata-se de uma anomalia intolerável!</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Agências de Wall Street</h2>
<p>Nos últimos dias, finalmente, a imprensa alemã e francesa começou a levantar os véus que cobrem as histórias dos “três irmãs”. Falando sobre a S&amp;P, o maior jornal da Alemanha, o <em>Frankfurt Allgemeine Zeitung, </em>afirmou que ela <strong><em>«é uma agência dos Estados Unidos, que, quando avalia nações e empresas, o faz com lentes estadunidenses. Neste trabalho, ela representa os interesses de Wall Street»</em></strong>.</p>
<p>Realmente, como tem ficado claro desde a grande crise de 2007-2008, as agências de classificação estão a serviço da grande finança, de quem recebem vultosos pagamentos por conta das avaliações “triplo A” conferidas aos piores títulos “tóxicos” e derivativos altamente especulativos. Isso foi relatado com uma riqueza documental por duas grandes investigações feitas nos EUA, a Comissão de Inquérito Sobre a Crise Financeira (FCIC, em inglês) e a Comissão Dodd-Frank do Congresso. O Presidente da FCIC, Phil Angelides, qualificou a agência Moody&#8217;s como <strong><em>«uma fábrica de triplo As»</em></strong> – em 2006, chegaram a ser 30 por dia! Os MBRs (títulos lastreados por hipotecas) agraciados com tal classificação atingiram um montante 869 bilhões de dólares, mas, após a eclosão da crise, 83 % deles foram drasticamente rebaixados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Guerra ao euro</h2>
<p>Os compromissos e conflitos de interesse das três agências ainda estão sendo investigados. Existem muitos processos legais em curso, com pedidos de ressarcimento de centenas de bilhões de dólares, abertos pelos que ficaram com tais papeis “micados” nas mãos, inclusive vários bancos.</p>
<p>Enquanto isso, as “três irmãs”prosseguem com êxito em suas operações, colocando na mira as dívidas soberanas, especialmente da Europa e do sistema do euro. Juntamente com a alta finança, elas conseguiram a façanha de promover a mais bem-sucedida operação de “transferência” de responsabilidades pela crise: não é mais o sistema bancário com os seus desvios que está no centro das atenções públicas, mas dos Estados europeus em dificuldades com suas dívidas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Por que essa dependência?</h2>
<p>O problema que incomoda é este: por que as instituições europeias e os investidores ainda são tão dependentes das avaliações de três agências privadas? Talvez, porque os governos europeus gozaram das classificações “triplo A” durante décadas e, oportunisticamente, tenham ignorado o que ocorreu na Ásia e/ou na América Latina como resultado de avaliações negativas. Algumas economias foram devastadas.</p>
<p>Infelizmente, as referências às classificações das três agências têm sido incorporadas em muitos regulamentos, como as diretivas europeias para a implernentação dos requisitos dos acordos de Basileia II e Basileia III<strong>, </strong>referentes aos capitais dos bancos e às exigências de solvência para as agências de seguros que operam na Europa. Até o BCE se refere ao “triplo A” das agências para muitas operações de garantia e de crédito. Os políticos europeus, irresponsavelmente, deram às agências um poder quase de lei. As suas avaliações têm um efeito real, quase automático, em muitas decisões e avaliações econômicas.</p>
<p>Desde o início de 2011, a autarquia europeia dos ativos financeiros europeus e dos mercados, a ESMA (European Securities and Markets Authority), introduziu uma forma de regulamentação das atividades das agências, ameaçando retirar as suas licenças europeias, se não obedecessem às normas de Bruxelas. Tudo em vão, enquanto o “triplo A” das “três irmãs” continuar a estabelecer a lei nas instituições europeias!</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>E elas ainda querem proteção!</h2>
<p>Seria adequado, pelo menos, tomar nota da decisão de um juiz federal do estado do Novo México (EUA), que recusou o pedido das agências para ter <em>«a proteção da Primeira Emenda da Constituição sobre o direito à liberdade de expressão, ainda que para avaliações e opiniões comprovadas como falsas»</em>.</p>
<p>Acreditamos que seria correto, da parte da nossa mídia, se, cada vez que divulgassem um anúncio das agências sobre os títulos soberanos europeus e italianos, recordassem aos leitores, telespectadores e/ou ouvintes que <strong>elas são empresas privadas cuja reputação está muito longe de ser positiva</strong>.</p>
<p align="right"><strong>De Roma, <em>Mario Lettieri e Paolo Raimondi</em> </strong></p>
<p align="right"><span style="color: #ff6600;"><strong><em>Solidariedade Ibero-americana</em></strong></span></p>
<p align="center"><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/div-novo.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-10922" title="div-novo" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/div-novo-300x13.png" alt="" width="300" height="13" /></a></p>
<p><strong>Créditos </strong><strong>➞</strong> este post é artigo apresentado no jornal quinzenal <em>Solidariedade Ibero-americana</em> do <strong><em>MSIa –</em></strong><em> <strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em>, Vol. XVIII, n<sup>o</sup> 13 (dezembro de 2011).</p>
<p><strong><em>Solidariedade Ibero-americana </em></strong>➞<strong> </strong>é uma publicação quinzenal do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa). Conselho Editorial: Angel Palacios, Geraldo Luís Lino, Lorenzo Carrasco (Presidente), Marivilia Carrasco e Silvia Palacios. Endereço: Rua México, 31 &#8211; sala 202 &#8211; Rio de Janeiro (RJ) &#8211; CEP 20031-144; Telefax: 0xx 21-2532-4086.</p>
<p><strong>Para saber mais sobre o tema </strong>➞<strong> </strong>visitar os sites da MSIa/Capax Dei:<strong> </strong><a href="http://www.alerta.inf.br/">http://www.alerta.inf.br/</a> e <a href="http://www.msia.org.br/">http://www.msia.org.br/</a>.</p>
<p><strong>Mensagens e sugestões </strong>➞<strong> </strong>favor enviar para msia@msia.org.br ou para Editoria MSIa: geraldo@msia.org.br.</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-10bMicro.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-9620" title="harpia-10bMicro" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-10bMicro.jpg" alt="" width="60" height="49" /></a>Para adquirir as publicações da Capax Dei Editora Ltda.</strong> ➞ loja virtual em: <a href="http://www.capaxdei.com.br/">www.capaxdei.com.br</a>; e-mail : capaxdeieditora@gmail.com</p>
<p><strong>Imagem</strong> ➞   <a href="http://exame.abril.com.br/">http://exame.abril.com.br</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdoambientalismo.com/agencias-de-classificacao-ou-de-governo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>México: novo escândalo com inteligência dos EUA</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/mexico-novo-escandalo-com-inteligencia-dos-eua/</link>
		<comments>http://blogdoambientalismo.com/mexico-novo-escandalo-com-inteligencia-dos-eua/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 26 Dec 2011 12:38:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Governo mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Oligarquias internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Política internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Terrorismo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdoambientalismo.com/?p=12283</guid>
		<description><![CDATA[Abalado pelas revelações sobre a crescente atuação dos serviços de inteligência dos EUA no país, a pretexto do combate ao narcotráfico, o México se vê às voltas com um novo escândalo envolvendo os ativos vizinhos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp"><img class="aligncenter  wp-image-10770" title="msiA iNFORMA" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp" alt="" width="240" height="50" /></a></p>
<p><strong>Abalado pelas revelações sobre a crescente atuação dos serviços de inteligência dos EUA no país, a pretexto do combate ao narcotráfico, o México se vê às voltas com um novo escândalo envolvendo os ativos vizinhos.</strong></p>
<p>Desta feita, trata-se da cooptação de dezenas de ex-funcionários e, possivelmente, funcionários de agências governamentais em serviço, pelas agências de inteligência estadunidenses, em particular a DEA (Drug Enforcement Agency), a ATF (Bureau of Alcohol, Tobacco, Firearms and Explosives) e ICE (Immigration and Customs Enforcement).</p>
<p>Segundo o jornal <em>La Jornada</em> de 18 de dezembro, informações da Procuradoria Geral da República e das secretarias de Segurança Pública e Governo dão conta de que pelo menos 80 ex-funcionários governamentais de áreas sensíveis de inteligência, investigações e análise trabalham para as agências estadunidenses, em atividades diversas, inclusive a coleta direta de informações. Tais fontes acrescentaram que não se descarta a possibilidade de que funcionários em serviço aliciados por seus ex-colegas também estejam trabalhando para as agências do país vizinho.</p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/12/guerra-trafico-mexico11.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-12284" title="MEXICO-CRIME-ARSENAL-SEIZURE" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/12/guerra-trafico-mexico11-300x204.jpg" alt="" width="401" height="272" /></a></p>
<p>Os mexicanos cooptados trabalham sob a cobertura de atividades consulares estadunidenses e operam, inclusive, a partir da própria embaixada na Cidade do México. Eles se somam aos cerca de 200 agentes estadunidenses que atuam oficialmente no país, envolvidos em uma pletora de operações ostensivas e clandestinas, algumas delas aberrantes, como a infiltração de armas de fogo nos carteis de drogas mexicanos (Operação Velozes e Furiosos) e o envolvimento da própria DEA em operações de lavagem de dinheiro proveniente da venda de drogas.</p>
<p style="text-align: right;" align="right"><span style="color: #ff6600;"><strong><em>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</em></strong></span></p>
<p><strong> <a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/div-novo.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-10922" title="div-novo" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/div-novo-300x13.png" alt="" width="300" height="13" /></a></strong></p>
<p><strong>Créditos </strong>➞<strong> </strong>este post é matéria apresentada no Boletim Eletrônico <strong><em>MSIa INFORMA</em></strong>, do <strong><em>MSIa –</em></strong><em> <strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em>, Vol. III, N<sup>o</sup> 32, de 22 de dezembro de 2011.</p>
<p><strong><em>MSIa INFORMA</em></strong><strong> </strong>➞<strong> </strong>é uma publicação do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa). Conselho Editorial: Angel Palacios, Geraldo Luís Lino, Lorenzo Carrasco (Presidente), Marivilia Carrasco e Silvia Palacios. Endereço: Rua México, 31 &#8211; sala 202 &#8211; Rio de Janeiro (RJ) &#8211; CEP 20031-144; Telefax: 0xx 21-2532-4086.</p>
<p><strong>Para saber mais sobre o tema </strong>➞<strong> </strong>visitar os sites da MSIa/Capax Dei:<strong> </strong><a href="http://www.alerta.inf.br/">http://www.alerta.inf.br/</a> e <a href="http://www.msia.org.br/">http://www.msia.org.br/</a>.</p>
<p><strong>Mensagens e sugestões </strong>➞<strong> </strong>favor enviar para msia@msia.org.br</p>
<p><strong>Para adquirir as publicações da Capax Dei Editora Ltda.</strong> ➞ loja virtual em: <a href="http://www.capaxdei.com.br/">www.capaxdei.com.br</a>; e-mail : capaxdeieditora@gmail.com</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-10bMicro.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-9620" title="harpia-10bMicro" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-10bMicro.jpg" alt="" width="60" height="49" /></a>Imagem</strong> ➞ <a href="http://veja.abril.com.br/">http://veja.abril.com.br</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdoambientalismo.com/mexico-novo-escandalo-com-inteligencia-dos-eua/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O Irã e a guerra dos drones</title>
		<link>http://blogdoambientalismo.com/o-ira-e-a-guerra-dos-drone/</link>
		<comments>http://blogdoambientalismo.com/o-ira-e-a-guerra-dos-drone/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 26 Dec 2011 12:16:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Husc</dc:creator>
				<category><![CDATA[Governo mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Mudanças de paradigmas]]></category>
		<category><![CDATA[Nova ordem mundial]]></category>
		<category><![CDATA[Oligarquias internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Política internacional]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdoambientalismo.com/?p=12276</guid>
		<description><![CDATA[A captura de um sofisticado drone de reconhecimento estadunidense representa um duro golpe assestado pelo Irã, na guerra de baixa intensidade não declarada desfechada contra o país pelo eixo anglo-americano-israelense, devido ao seu polêmico programa nuclear. Poucos analistas e observadores do cenário internacional têm dúvidas de que Washington, Londres e Tel Aviv sejam as origens dos ataques cibernéticos, explosões em instalações militares e de pesquisa, atentados contra cientistas nucleares e outras ações semelhantes desfechadas contra o país, nos últimos tempos. Porém, a captura do Lockheed Martin RQ-170 Sentinel, uma das mais avançadas aeronaves não tripuladas do arsenal dos EUA, dotada de capacidade furtiva e dedicada a missões de inteligência eletrônica, demonstra que Teerã tem em mãos cartas bem mais valiosas do que suspeitavam seus adversários.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp"><img class="aligncenter  wp-image-10770" title="msiA iNFORMA" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/08/msiA-iNFORMA.bmp" alt="" width="240" height="50" /></a></p>
<p><strong>A captura de um sofisticado <em>drone</em> de reconhecimento estadunidense representa um duro golpe assestado pelo Irã, na guerra de baixa intensidade não declarada desfechada contra o país pelo eixo anglo-americano-israelense, devido ao seu polêmico programa nuclear. Poucos analistas e observadores do cenário internacional têm dúvidas de que Washington, Londres e Tel Aviv sejam as origens dos ataques cibernéticos, explosões em instalações militares e de pesquisa, atentados contra cientistas nucleares e outras ações semelhantes desfechadas contra o país, nos últimos tempos. Porém, a captura do Lockheed Martin RQ-170 Sentinel, uma das mais avançadas aeronaves não tripuladas do arsenal dos EUA, dotada de capacidade furtiva e dedicada a missões de inteligência eletrônica, demonstra que Teerã tem em mãos cartas bem mais valiosas do que suspeitavam seus adversários.</strong></p>
<p><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/12/drone.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-12277" title="drone" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/12/drone-300x196.jpg" alt="" width="388" height="254" /></a></p>
<h2>Tecnologia iraniana</h2>
<p>Para grande desconforto do Pentágono e seus aliados, o RQ-170 caiu em mãos iranianas praticamente intacto, o que confere credibilidade às alegações das autoridades militares locais, segundo as quais ele foi capturado por meios eletrônicos, e não derrubado pela artilharia antiaérea ou meramente escapado aos seus controladores, como alegaram os estadunidenses. Que o Irã dispunha de avançadas técnicas de guerra eletrônica era um fato conhecido, mas as capacidades demonstradas na detecção do RQ-170 – supostamente, uma aeronave furtiva (<em>Stealth</em>) – e na sua captura eram insuspeitadas fora do país.</p>
<p>Em entrevista ao jornal <em>Christian Science Monitor</em> de 15 de dezembro, um engenheiro iraniano não identificado disse que os especialistas em guerra eletrônica de seu país foram capazes de cortar os<em> links</em> de comunicação por satélite entre o <em>drone</em> e seus controladores terrestres e, em seguida, reconfigurar as coordenadas de orientação por GPS da aeronave, podendo, assim, conduzi-la a um novo destino. As imagens divulgadas pela televisão e a imprensa iranianas mostram, efetivamente, uma aeronave sem danos visíveis na fuselagem, indicando um pouso relativamente suave, em vez de uma queda, como seria o caso em caso de abate ou perda de controle dos operadores.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2>Americanos sem-graça</h2>
<p>Para o Pentágono e a CIA, operadora do RQ-170, o episódio é desastroso em todos os aspectos, a começar pela demonstração da capacidade tecnológica iraniana, que coloca em xeque todo o processo de aquisição de inteligência eletrônica sobre as instalações nucleares e militares que seriam alvos de um eventual ataque aéreo &#8220;preventivo&#8221;, à maneira do ataque israelense ao reator nuclear iraquiano, em 1981. Apesar das bravatas do secretário de Defesa Leon Panetta, insistindo em que tais atividades não sofreriam interrupção, dificilmente, a Agência Central de Inteligência arriscará outra de suas preciosas aeronaves no espaço aéreo iraniano sem saber exatamente o que ocorreu com o <em>Sentinel</em> capturado.</p>
<p>A posse dos dados dos computadores de bordo poderá, igualmente, dar aos militares iranianos importantes informações sobre as operações de inteligência estadunidenses, inclusive, os alvos de possíveis ataques aéreos.</p>
<p>Além disso, os iranianos são mestres na arte da engenharia reversa e poderão se beneficiar grandemente com o estudo da tecnologia empregada na aeronave, para aperfeiçoar os seus próprios <em>drones</em>, cujas tecnologias básicas já dominam.</p>
<h2></h2>
<h2>Novo mundo militar</h2>
<p>Em meio à agitação provocada pelo incidente, outra informação surpreendente pode indicar que as capacidades defensivas de Teerã são ainda mais sofisticadas. Segundo o jornal francês <em>Le Post</em> de 18 de dezembro, fontes de dois serviços de inteligência europeus teriam confirmado que o Irã foi capaz de &#8220;cegar&#8221; um satélite-espião da CIA com disparos de laser, em ocasião não determinada. Embora a notícia tenha recebido pouca repercussão e a própria mídia iraniana tenha se limitado a citar as fontes ocidentais, o jornal afirma que a façanha deixou espantados os estadunidenses e europeus.</p>
<p>Apesar de ser difícil estabelecer com exatidão os fatos por detrás de tais acontecimentos, eles apontam para importantes caminhos que a tecnologia militar deverá tomar no futuro imediato. Por isso, é de grande importância que outros países, especialmente, os interessados em aumentar o seu protagonismo no cenário global, passem a dar a devida importância a eles.</p>
<p style="text-align: right;" align="right"><span style="color: #ff6600;"><strong><em>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</em></strong></span></p>
<p><strong> <a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/div-novo.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-10922" title="div-novo" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/09/div-novo-300x13.png" alt="" width="300" height="13" /></a></strong></p>
<p><strong>Créditos </strong>➞<strong> </strong>este post é matéria apresentada no Boletim Eletrônico <strong><em>MSIa INFORMA</em></strong>, do <strong><em>MSIa –</em></strong><em> <strong>Movimento de Solidariedade Íbero-americana</strong></em>, Vol. III, N<sup>o</sup> 32, de 22 de dezembro de 2011. Subtítulos meus.</p>
<p><strong><em>MSIa INFORMA</em></strong><strong> </strong>➞<strong> </strong>é uma publicação do Movimento de Solidariedade Ibero-americana (MSIa). Conselho Editorial: Angel Palacios, Geraldo Luís Lino, Lorenzo Carrasco (Presidente), Marivilia Carrasco e Silvia Palacios. Endereço: Rua México, 31 &#8211; sala 202 &#8211; Rio de Janeiro (RJ) &#8211; CEP 20031-144; Telefax: 0xx 21-2532-4086.</p>
<p><strong>Para saber mais sobre o tema </strong>➞<strong> </strong>visitar os sites da MSIa/Capax Dei:<strong> </strong><a href="http://www.alerta.inf.br/">http://www.alerta.inf.br/</a> e <a href="http://www.msia.org.br/">http://www.msia.org.br/</a>.</p>
<p><strong>Mensagens e sugestões </strong>➞<strong> </strong>favor enviar para msia@msia.org.br</p>
<p><strong>Para adquirir as publicações da Capax Dei Editora Ltda.</strong> ➞ loja virtual em: <a href="http://www.capaxdei.com.br/">www.capaxdei.com.br</a>; e-mail : capaxdeieditora@gmail.com</p>
<p><strong><a href="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-10bMicro.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-9620" title="harpia-10bMicro" src="http://blogdoambientalismo.com/wp-content/uploads/2011/06/harpia-10bMicro.jpg" alt="" width="60" height="49" /></a>Imagem</strong> ➞ <a href="http://www.worldnewstribune.com/">http://www.worldnewstribune.com</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdoambientalismo.com/o-ira-e-a-guerra-dos-drone/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

