Novos ventos na política indigenista (I)
A edição da Portaria Interministerial 419/2011, que regulamenta a atuação dos órgãos e entidades do governo federal envolvidos no licenciamento ambiental, pode vir a ser um divisor de águas para limitar a enorme influência política do movimento ambientalista-indigenista no País. Publicada no Diário Oficial de 28 de outubro último, a Portaria estabelece uma série de critérios objetivos para agilizar os processos de licenciamento, inclusive, com a determinação de um prazo máximo de 90 dias para que órgãos como a Fundação Nacional do Índio (Funai), Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Instituto Chico Mendes, Fundação Cultural Palmares e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) se manifestem sobre os estudos de impacto ambiental de obras em licenciamento no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
O sonho dos escravos era ter escravos
O livro Mulheres Negras do Brasil, de Schuma Schumaher e Érico Vital Brazil, foi lançado em 2007 com patrocínio do Banco do Brasil e da Petrobras. Um capítulo da obra trata das mulheres negras livres de Minas Gerais do século 18. O livro reúne belas imagens da época, mas deixa de fora uma informação essencial. Nas vinte páginas sobre as negras mineiras, não há sequer uma menção ao fato mais corriqueiro daquela época: assim que conseguiam economizar para comprar a alforria, o próximo passo de muitas negras era adquirir escravos para si próprias.
Zumbi dos Palmares tinha escravos
O que pretendo com essa série de artigos é desmistificar a imagem de vítimas do povo africano que os ativistas da cultura negra tentam incutir na mentalidade do povo brasileiro, e com isso, minimizar as consequências dessas ações no que diz respeito às reivindicações daqueles que se dizem descendentes diretos dos negros africanos e que, numa clara farsa, reivindicam coisas às quais não têm o menor direito e, pelo contrário, coisas essas que eles mesmos, os negros, contribuiram para acontecer – e que hoje conhecemos como a escravidão e, na atualidade, surge como o movimento dos “quilombolas”.
Editorial: afinal, qual é a do IBAMA?
Nunca é demais afirmar: em qualquer caso, em qualquer lugar, sob quaisquer condições, se houver um impasse decorrente da dúvida de se preservar o mico-leão dourado, a arara azul ou a baleia jubarte – se o ser humano estiver sob questão – deverá vencer sempre a opção que dê prioridade, que privilegie, antes de qualquer coisa, o ser humano. Qualquer outra decisão que coloque em risco o ser humano, sua segurança, seu bem-estar ou sua sobrevivência é, simplesmente, imoral.
Os portugueses aprenderam com os africanos a comprar escravos
Na mancha clara e sem fim do deserto do Saara. um traço negro se movimenta devagar. Em fila indiana, 2 mil escravos são conduzidos para o comprador, no norte da África. Estão presos uns aos outros com forquilhas no pescoço e carregam, ao lado de camelos, sacos de ouro, algodão, marfim e couros. Meses antes, soldados de uma nação vizinha invadiram a cidade deles, mataram quase metade dos moradores e os que sobraram agora marcham sob o sol do Saara, como mercadoria. Chegarão em poucas semanas a castelos de reis árabes, onde as mulheres se tornarão concubinas e os homens, trabalhadores forçados.
Os africanos lutaram contra o fim da escravidão
Se já estavam ricos com a venda de escravos aos árabes, os reinos africanos lucraram muito mais com o comércio pela costa do oceano Atlântico. Trocando pessoas por armas, o reino de Axante expandiu seu território. O rei Osei Kwame (1777 -1801), graças aos escravos que vendia, tinha palácios luxuosos, além de estradas bem aparadas que ligavam as cidades de seu império centralizado. Outro exemplo bem documentado é o reino do Daomé, atual Benin (um país estreito entre Toga e Nigéria). No século 18, havia por lá um Estado com burocracia militar, estradas, pontes vigiadas por guardas e cidades com 28 mil pessoas.
Comentários equivocados
Quando resolvi introduzir o tema do que chamo de “quilombolismo” na categoria “Indigenismo”, sabia que, mais cedo ou mais tarde, algum ativista afrodescendente (como parece ser o caso do Sr. Celio de Sousa, salvo interpretação errônea a partir de sua fotografia, muito pequena) iria se manifestar contra os meus posts, interpretando-os como manifestação racista.
MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra
O MST foi oficialmente fundado em 1984, pela CPT – Comissão Pastoral da Terra. Esta, por sua vez, deve sua criação a outra entidade que nasceu no Brasil nos anos 1970, graças ao apoio que recebeu do CMI – Conselho Mundial de Igrejas, a Comissão de Justiça e Paz, agora controlada pelo ex-arcebispo de São Paulo, cardeal Dom Paulo Evaristo Arns. Atualmente, as principais figuras da CPT – Comissão Pastoral da Terra se converteram de fato nos verdadeiros comandantes do MST, como os bispos Tomás Balduíno e Pedro Casaldáliga.
Indigenismo e “quilombolismo”
O prezado Visitante Desconhecido poderá achar estranho estar sendo apresentado, neste blog, artigos que falam sobre as reivindicações dos quilombolas – o que pode parecer não ter nada a ver com o indigenismo, pois que esses artigos estão classificados dentro da categoria “indigenismo”.
Flashes sobre a escravidão no Brasil
Príncipes africanos cinham estudar no Brasil. No auge de seu poder, o rei africano Kosoko, de Lagos, hoje capital da Nigéria, resolveu dar um presente para três de seus filhos. Mandou-os para uma espécie de intercâmbio estudantil do outro lado do Atlântico, provavelmente de carona num navio negreiro cheio de escravos vendidos pelo pai deles.
Sem a Inglaterra, a escravidão duraria muito mais
Lendo a palavra “Inglaterra”, talvez chegue à sua mente a palavra “interesses”. Nos livros didáticos brasileiros, a Inglaterra quase sempre aparece acompanhada desse termo. O livro «Nova História Crítica» para a 7ª série, de Mário Schmidt, aponta três possíveis motivos que teriam levado os ingleses a ficar contra a escravidão – os três relacionados aos tais interesses.
Mãe África I – Servidão oculta
Artigo publicado no jornal O Globo, em 07/12/1997, de autoria de Silio Boccanera. Claro que o artigo foi muito criticado pelos “politicamente corretos”, os quais, em relação ao tema (a escravidão de negros africanos), insistem em que a culpa do tráfico de escravos seja apenas atribuída ao homem branco, sem levar em consideração a colaboração explícita dos próprios africanos, os quais, muitos deles, enriqueceram com a escravidão, e que, pelos hipócritas “afro-descendentes”, são considerados uns coitadinhos. Esta atitude leva ao revanchismo e acirra o sentimento racista – o que é, nos dias de hoje, completamente dispensável. A não ser para os insufladores de movimentos separatistas baseados na raça (como se faz, igualmente, com os índios – o indigenismo) dentro da união federativa brasileira.
Mãe África II – De volta à África
Em resposta a e-mail de leitores, que questionaram a motivação de se escrever uma coluna (em 07/12/97) descrevendo a participação de negros na escravidão de outros africanos, vale esclarecer que o artigo não tinha outro objetivo senão registrar um fato histórico, divulgado pela televisão britânica, resultado de pesquisas sociais sérias, embora incômodas para os que só aceitavam verdades politicamente corretas da realidade.
Mãe África – verdades inconvenientes sobre a escravidão
O tráfico de escravos e a escravidão no Brasil são fatos propalados pelos grupos “afro-descendentes” como fruto da civilização branca. Eles se esquecem de que a escravidão negra é muito mais antiga do que a praticada pelos brancos e, na chamada Mãe África, é feita até hoje, inclusive com o canibalismo para colorir a festa. A princesa Isabel não proclamou a Lei Áurea porque era boazinha, mas o fez coagida por pressões da Ingaterra, que queria prejudicar a Espanha.
A criação de quilombos
Este post é um artigo de Denis Lerrer Rosenfield, publicado no jornal O Globo em 15/02/2010. Rosenfeld é professor de filosofia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. O tema é importante e tem que ser abordado de forma rigorosa, pois sua temática separatista cria condições para que, cada vez mais a sociedade brasileira se divida, cada um com seus direitos individuais exacerbados em detrimento dos direitos coletivos e nacionais e isso, que não é de hoje, torna, a cada dia, o País ingovernável.
Antropóloga critica divisão racial do Brasil
“Dividir para conquistar”, provérbio antigo, mas que continua em pauta. Dividir a sociedade-alvo em nichos, ou em partes, para facilitar o seu controle e manuseio, baseada em parâmetros raciais tem o mesmo princípio metodológico do indigenismo e do ambientalismo, que visa a desagregação dos países e a implantação de áreas específicas para cada uma das “classes” de indivíduos, no território das nações, sob proteção internacional. De tudo isso surgem as reservas ecológicas, indígenas e as de quilombolas, por exemplo.