Novos ventos na política indigenista (I)

A edição da Portaria Interministerial 419/2011, que regulamenta a atuação dos órgãos e entidades do governo federal envolvidos no licenciamento ambiental, pode vir a ser um divisor de águas para limitar a enorme influência política do movimento ambientalista-indigenista no País. Publicada no Diário Oficial de 28 de outubro último, a Portaria estabelece uma série de critérios objetivos para agilizar os processos de licenciamento, inclusive, com a determinação de um prazo máximo de 90 dias para que órgãos como a Fundação Nacional do Índio (Funai), Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Instituto Chico Mendes, Fundação Cultural Palmares e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) se manifestem sobre os estudos de impacto ambiental de obras em licenciamento no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Novos ventos na política indigenista (II)

A ausência do presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Márcio Meira, em uma audiência convocada pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, para discutir vários aspectos da política indigenista do governo federal, provocou grande irritação nos parlamentares. A audiência, realizada em 9 de novembro, sob a presidência do deputado federal Paulo Cesar Quartiero (DEM-RR), reuniu parlamentares de diversas legendas, indígenas e produtores rurais afetados pelos excessos da política indigenista. Meira não deu qualquer justificativa para a falta, levando alguns parlamentares a falar em convocar o próprio ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que, em conversa telefônica com Quartiero, se comprometeu a comparecer perante à comissão, no próximo dia 22 de novembro.

Código Florestal: quem pagará a conta dos “incentivos” à preservação?

Os contribuintes brasileiros poderão ter que pagar a conta da preservação das áreas protegidas nas propriedades rurais, se prevalecer uma proposta feita durante as discussões sobre a reforma do Código Florestal no Senado. No último dia 15 de setembro, em um debate promovido pelas Comissões de Agricultura, Ciência e Tecnologia e Meio Ambiente do Senado, especialistas defenderam a proposta de criar um imposto para custear a bonificação de produtores rurais que se submeterem às restrições impostas pela legislação ambiental.

O alto preço da preservação ambiental em Jacareacanga

Em dezembro de 1991, a necessidade de desenvolvimento econômico e de proporcionar à população desta região, há muito tempo abandonada, o acesso às políticas públicas, fez surgir o município de Jacareacanga, desmembrado do município de Itaituba. O novo município se situa na região Oeste do Pará, fazendo divisa com Amazonas e Mato Grosso. As cidades mais próximas são Itaituba (PA), a 400 km e Apuí (AM), a 280 km).

WWF quer “conservar” 60% da Amazônia brasileira

Nos EUA, as ONGs ambientalistas estão dando pulos de alegria porque o Congresso americano aprovou, após anos de debate, um pacote de leis para a conservação ambiental de regiões e recursos hídricos que implicarão na criação de novas reservas ambientais, somando cerca de 1,5 milhão de hectares, distribuídas em noves estados da federação. «As futuras gerações olharão para este dia [24] como o maior marco na história da conservação [ambiental] da nossa nação» — resumiu um exultante William Meadows, presidente da ONG Wilderness Society.

Batalha do Código Florestal desmascara agenda externa do ambientalismo

A inesperada iniciativa do Governo Federal no sentido de obstaculizar a votação do projeto de reforma do Código Florestal, contrariando o compromisso assumido anteriormente com lideranças da Câmara dos Deputados e o relator do projeto, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), teve o ponto positivo de desmascarar de uma vez por todas a origem externa das pressões ambientalistas contra o Brasil. De fato, o que ainda era considerado por muitos como exagero ou “teoria conspiratória”, ficou evidenciado pelas motivações explícitas do governo para evitar a aprovação quase certa do projeto de lei, manifestadas pelo próprio líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP).

Afinal, qual é a dos ambientalistas? – Parte 2

[PARTE FINAL DO POST ANTERIOR] A contradição dos carros elétricos Paralelamente ao que foi apresentado no artigo anterior, outra ladainha característca do movimento ambientalista mundial é quanto à possibilidade de que os veículos, principalmente os terrestres – automóveis, veículos de carga (pick-ups, ônibus e caminhões), além de tratores, ceifadeiras mecânicas e outras máquinas agrícolas e [...]

Batalha do Código Florestal: a ameaça do radicalismo “verde”

As fortes pressões desfechadas nos últimos dias sobre o deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP), relator do projeto de reforma do Código Florestal, denotam tanto a influência do aparato ambientalista internacional na política brasiliense como as disputas internas do PT, com o objetivo de aumentar o cacife do partido no governo da presidente Dilma Rousseff. Com essas manobras de última hora, a votação do projeto de lei, que deveria ter ocorrido esta semana, foi adiada para a próxima.

WHRC – Woods Hole Research Center

O WHRC foi fundado e ainda é presidido pelo biólogo George M. Woodwell, também membro fundador do EDF, do World Resources Institute e do Natural Resources Defense Council, ex-presidente da Ecological Society of America, ex-presidente e atual membro do conselho nacional do WWF dos EUA e um dos oito membros do conselho consul­tivo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia IPAM.

UICN – União Internacional para a Conservação da Natureza

Fundada em 1948, por iniciativa de Julian Huxley, Max Nicholson e outros “engenheiros sociais” britânicos. Como o WWF, tem sua sede em Gland, Suíça (até há pouco, ambos compartilhavam o mesmo prédio) e passa por ser a maior organização ambientalista do mundo, reunindo mais de 100 entidades governamentais e mais 640 ONGs de 68 países.

TNC – The Nature Conservancy

Fundada em 1951, a TNC é a maior e mais rica ONG ambientalista dos EUA, com ativos superiores a 900 milhões de dólares, orçamento anual da ordem de 300 milhões de dólares, mais de 1.000 funcionários e mais de 700.000 membros contribuintes, dos quais mais de 400 são empresas. Sua especialidade é realizar grandes lucros em operações de compra de imóveis particulares, para, posteriormente, revendê-los a órgãos oficiais para fins de conservação ambiental.

Editorial: afinal, qual é a do IBAMA?

Nunca é demais afirmar: em qualquer caso, em qualquer lugar, sob quaisquer condições, se houver um impasse decorrente da dúvida de se preservar o mico-leão dourado, a arara azul ou a baleia jubarte – se o ser humano estiver sob questão – deverá vencer sempre a opção que dê prioridade, que privilegie, antes de qualquer coisa, o ser humano. Qualquer outra decisão que coloque em risco o ser humano, sua segurança, seu bem-estar ou sua sobrevivência é, simplesmente, imoral.

O pensamento dos catastrofistas e outras personalidades

Neste post são apresentadas frases atribuídas a alguns ambientalistas e a outras personalidades que defendem a tese do aquecimento global antropogênico. É impressionante verificar com que desdém é tratado o ser humano, a ponto de, alguns deles, considerarem que o homem é como um virus que merece desaparecer da face da Terra, em prol da aludida “sobrevivência” do planeta. Outros acham que deveria acontecer uma catástrofe de proporções bíblicas para convencer os que criticam suas posições radicais de que o consenso apocalíptico é verdade.

O império das ONGs e o loteamento da Amazônia

Este é um artigo publicado no site A Nova Democracia, em 2003. Mesmo face ao tempo decorrido, continua atual e importante, mostrando que, desde longa data, a constatação da invasão de ONGs na Amazônia — meras fachadas das oligarquias internacionais e de governos estrangeiros — que desejam se apossar daquela região, já é conhecida e reportada.

E os bichos? Também não “destroem” a Natureza?

De vez em quando, algum comentário feito em relação a algum de meus posts merece um novo post, como é o caso deste, de autoria do Sr. Helton (hdoria@ig.com.br), a quem ainda parece que o ser humano é igual, em importância, no planeta, quanto qualquer outro bicho. Este conceito é uma das pedras fundamentais do ambientalismo radical e fundamentalista, oriundo das grandes oligarquias internacionais dos países “centrais”, e que tenta subestimar o ser humano com o intuito, claramente eugenista, de diminuir a população de homens no planeta, a fim de “economizar” os recursos naturais do mundo “periférico” (leia-se: Terceiro Mundo), em seu próprio benefício.

Marina Silva e os verdes, dupla fraude

Pouco a pouco, aproxima-se mais um processo eleitoral farsesco na semicolônia do Brasil. Ao longo dos próximos meses, os grupos de oligarcas e oportunistas que disputam a primazia do gerenciamento entreguista e serviçal do velho Estado semifeudal brasileiro se exibirão como pavões para as instituições de dominação política do imperialismo e das classes dominantes nativas, esmerando-se para provar lealdade a quem realmente manda.

Ambientalismo internacional – Parte 1

A mobilização do Movimento Ambientalista Internacional, apoiado em sua vasta rede de ONGs nada tem a ver com uma pretensa proteção ao meio ambiente e de povos indígenas que ainda vivem à margem da civilização. Em especial, no caso do Brasil e de seus vizinhos sul-americanos, as ações do aparato ambientalista respondem a uma estratégia habilmente articulada pela oligarquia anglo-americana, para obstaculizar quaisquer tentativas de desenvolvimento das vias naturais de integração física do país com o restante do subcontinente, além da conquista de uma base de capacitação científico-tecnológica crucial para um processo compartilhado de progresso sócio-econômico duradouro.

Ambientalismo internacional – Parte 2

Nos USA, Robert O. Anderson (o da Atlantic) financiou diretamente (com US$ 200.000) o “Dia da Terra” – a primeira manifestação popular do movimento ambientalista de massas – contra a «destruição do meio ambiente» (em 22/04/1970). Contou com a participação de dezenas de milhares de estudantes, recrutados entre as hostes da “nova esquerda”, infestada pela contracultura.

Aprovada reforma do Código Florestal

Após muitas idas e vindas, a Câmara de Deputados aprovou o Projeto de Lei 1876/99, que versa sobre a reforma do Código Florestal. Por 13 votos a 5, o texto principal do substitutivo do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) foi aprovado pela Comissão Especial que tem analisado a reforma da legislação ambiental. A matéria vai agora para votação em plenário em data ainda a ser marcada.

A Vale, as ONGs e o interesse nacional

Em concorrido evento realizado em São Paulo (SP), em 10 de maio, a Vale lançou oficialmente o seu Fundo Vale para projetos socioambientais na Amazônia. Sete ONGs que atuam fortemente na região – Imazon, Instituto Floresta Tropical, The Nature Conservancy, Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), Instituto Peabiru, Imaflora e Instituto Socioambiental (ISA) – participam da primeira fase do projeto, que conta com o aporte de R$ 51 milhões até 2012.

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