A oportuna repercussão de um nocaute global

Na edição de 7 de dezembro, a revista Veja publicou uma reportagem de capa («O Nocaute das Estrelas») sobre a repercussão do vídeo do Movimento Gota D´Água, uma peça de propaganda elaborada por atores da Rede Globo de Televisão contra a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte. A matéria, que teve grande repercussão em todo o País, é uma forte evidência de que o debate sobre o tema ganhou proporções até então inusitadas e sinaliza um fenômeno que temos apontado há algum tempo, o esvaziamento do discurso radical do ambientalismo.

Brasil: infraestrutura para ativar a economia

A notícia de que o crescimento do PIB brasileiro foi nulo no terceiro trimestre do ano não deveria surpreender, uma vez que o governo da presidente Dilma Rousseff continua empenhado em um delicado equilíbrio entre o atendimento aos mercados financeiros e as expectativas de crescimento. Por exemplo, mesmo com as sucessivas – embora tímidas – reduções da taxa Selic do Banco Central, os juros brasileiros continuam sendo de longe os mais altos do mundo, o que continua favorecendo as operações especulativas de arbitragem, boa parte das quais com capitais nacionais depositados em paraísos fiscais estrangeiros. Ao mesmo tempo, os setores produtivos, em especial, os industriais, continuam sofrendo com as importações baratas asiáticas, câmbio desfavorável, cipoal burocrático, deficiências de infraestrutura e demais óbices que se convencionou incluir sob o rótulo “custo Brasil”.

De Durban ao Rio: o esgotamento da agenda ambiental

O governo da presidente Dilma Rousseff está colocando grandes expectativas na realização da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a chamada Rio+20, no Rio de Janeiro, em junho de 2012. Por conta dela, considerada o maior evento internacional do mandato da presidente, o Palácio do Planalto e o Itamaraty estão tomando todas as precauções para não criar atritos e contenciosos na área ambiental, que possam prejudicar a pretendida posição de “potência ambiental” que alguns pretendem atribuir ao País. Tal inclinação tem se refletido, entre outros exemplos, no endurecimento de certas posições do governo em relação à reforma do Código Florestal que está sendo discutida no Congresso, sendo a conferência citada frequentemente como justificativa.

Uma agenda protetora para o Brasil

O Governo Federal tomou, recentemente, duas medidas protecionistas para reduzir a erosão da capacidade produtiva nacional diante dos impactos combinados da enxurrada de importações asiáticas e dos efeitos recessivos da crise global. A primeira foi a elevação em 30% do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os automóveis importados. A segunda, a concessão de uma vantagem de até 25% nos preços oferecidos por empresas nacionais em licitações para compras governamentais. Embora sejam limitadas e temporárias, ambas provocaram reações no exterior, motivando acusações de protecionismo contra o Brasil, em órgãos como a Organização Mundial do Comércio (OMC) e a União Europeia (UE).

Bem vindo, Bebê 7 bilhões!

A Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu o último dia 31 de outubro como a data símbolo em que a população do planeta atingiu a marca dos 7 bilhões. A magnitude do número e o fato de o último bilhão de habitantes da Terra ter sido acrescido em apenas 13 anos motivaram alguns dos tradicionais resmungos sobre uma suposta “explosão demográfica”, a incapacidade de o planeta alimentar adequadamente tanta gente e a impossibilidade de se estender a todo o mundo os níveis de vida dos países industrializados. Todas estas proposições são equivocadas, mas o fato de fundamentarem a formulação de políticas públicas, tanto em âmbito nacional como internacional, além da sua aceitação entre os estratos educados das sociedades, demonstra a grande penetração e eficácia do ideário malthusiano e sua variante ambientalista.

Esquizofrenia energética europeia

O confronto da realidade dos fatos com a ideologia ambientalista está redundando em um comportamento verdadeiramente esquizofrênico por parte das lideranças europeias, no que se refere à política energética. No Reino Unido, o preocupante fenômeno da “pobreza energética” aumenta o número dos afetados pela dificuldade de pagamento das tarifas crescentes, em razão dos subsídios às fontes “renováveis”, e a “descarbonização” da economia se mostra cada vez mais inviável. Na Espanha, chega-se à conclusão de que a energia nuclear não poderá ser abandonada a médio prazo. E, na Alemanha, ainda permanece um clima de euforia com as fontes “renováveis”, ignorando-se todos os sinais de que tal aventura poderá resultar em uma catástrofe econômica.

Negócios “climáticos”

Em todo o mundo, os setores empresariais têm incorporado os preceitos ambientais em suas estratégias de negócios. Muitas vezes, como resultado de uma efetiva conscientização sobre a necessidade de compatibilização das atividades econômicas com requisitos racionais de proteção do meio ambiente ou do próprio desenvolvimento dos processos produtivos. Outras, visando o aproveitamento das oportunidades de negócios criadas por imposições da legislação ambiental ou pelas inclinações ambientais da sociedade. Ou, ainda, pela necessidade de apresentar uma imagem “ambientalmente amigável” diante de autoridades, clientes, parceiros e da opinião pública em geral. Por tais motivos, compreensivelmente, é pouco comum que empresários, individualmente ou por intermédio de suas entidades representativas, manifestem qualquer contestação ao ambientalismo, mesmo quando suas atividades sejam prejudicadas por medidas ou ações baseadas em interpretações radicais, legais ou não, dos princípios ambientais. O Brasil não é exceção à regra.

LEAP: três prioridades estratégicas para o G-20

Em seu relatório de setembro último, GEAB No. 57 (Global European Anticipation Bulletin), o Laboratório Europeu de Antecipação Política (LEAP) apresenta uma pauta de prioridades estratégicas para que o G-20 possa enfrentar efetivamente a crise sistêmica global, propondo a sua implementação, no máximo, a partir de 2012. A proposta aborda elementos que, se implementados, poderão “determinar, fundamentalmente, toda a futura arquitetura de governança global e, ao mesmo tempo, purificar as áreas perigosas do sistema atual”, afirma o texto. “Dito simplesmente, trata-se de construir o futuro, enquanto se desarma o presente das bombas do passado.”

A Vale quer ser verde

Em sua última campanha publicitária, que estreou no início de junho na TV, a Vale investiu na imagem de companhia sustentável, capaz de transformar minérios em sonhos e ainda fazer tudo isso respeitando o meio ambiente e as comunidades nos arredores de suas minas e instalações. A campanha faz parte de um colossal projeto de lançamento da nova marca da empresa, que, em novembro do ano passado, deixou de ser a Vale do Rio Doce para se chamar apenas Vale. Com orçamento de 59 milhões de reais, a estratégia de divulgação do novo nome aproveita para colocar a Vale na onda da “companhia verde”, a mais nova tendência entre as grandes empresas globais que querem agregar uma imagem positiva ao seu nome — seja ela uma mineradora, um banco ou uma companhia de celulose.

Conferência “Collor + 20″?

Duas décadas depois da conferência Rio-92, que consolidou as diretrizes ambientalistas na agenda política internacional, o Brasil volta a sediar outro evento semelhante e, não menos, apresta-se a uma questionável posição de “liderança” de um processo que, a todas as luzes, necessita de uma urgente revisão, por conta dos seus inegáveis desvios e excessos. Em 1992, o governo de Fernando Collor de Mello manteve a submissão passiva e acrítica do Brasil à agenda ambientalista-indigenista internacional, aprofundando uma tendência que teve início com seu antecessor, José Sarney, e seria consolidada nos de seus sucessores, até o presente. Agora, estamos diante do risco de que a gestão da presidente Dilma Rousseff assuma novos compromissos lesivos aos interesses do País, na Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), que se realizará no Rio de Janeiro, em junho de 2012.

Ciência reprova “telhados brancos” em SP

Por iniciativa do vereador Antonio Goulart (PSD-SP), a Câmara Municipal de São Paulo promoveu um debate sobre o tema “Telhados brancos: problema ou solução?”, para discutir o projeto de lei de sua autoria que propõe a pintura de branco de tetos e telhados na cidade, para ajudar a combater os efeitos do aquecimento global. Embora o projeto tenha sido aprovado em primeira votação, em novembro de 2010, as manifestações contrárias de cientistas e pesquisadores, que apontavam a falta de base científica para a iniciativa, levou Goulart a promover o debate.

Brasil: o Copom da discórdia

Em março de 2003, durante a sabatina para a sua aprovação pelo Senado, para o cargo de diertor de Política Monetária do Banco Central, o economista Luiz Augusto Candiota sentenciou: «Existem três grandes invenções desde o começo dos tempos: o fogo, a roda e o banco central». Pouco mais de um ano depois, no final de julho de 2004, Candiota pediu demissão, depois de a revista Isto É ter denunciado que ele e o então presidente do BC, Henrique Meirelles, haviam sonegado informações à Receita Federal.

Brasil mantém expansão do setor nuclear

Os planos do governo brasileiro para a expansão do setor nuclear nacional serão mantidos. Quem garante é o ministro da Minas e Energia, Edson Lobão. Em um evento no Rio de Janeiro (RJ), em 15 de setembro, ele afirmou que a revisão programa nuclear estabelecida após o desastre da usina japonesa de Fukushima já foi concluída, ressaltando que a central nuclear de Angra dos Reis tem segurança absoluta.

Congresso discute visões opostas sobre mudanças climáticas

Na terça-feira 20, a Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional da Câmara dos Deputados, por iniciativa do deputado federal Paulo César Quartiero (DEM-RR), promoveu um debate sobre a influência do aquecimento global na agricultura mundial e na Amazônia brasileira. Os debatedores convidados foram o agrônomo Judson Ferreira Valentim, diretor regional da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no Acre, o climatologista Luiz Carlos Molion, da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e o geólogo Geraldo Luís Lino, membro do conselho editorial deste boletim.

Desabafo “ambientalista”

Desabafo de uma senhora sobre a ladainha ambientalista. Texto que está circulando pela internet, e que tem tudo a ver.

“Decrescimento”, a nova utopia ambientalista

Por iniciativa do senador Cristóvam Buarque (PDT-DF), o Brasil foi apresentado à mais recente utopia ambientalista: o “decrescimento econômico”. Para promover a esdrúxula ideia, o parlamentar organizou e presidiu uma audiência pública sobre o tema, no último dia 5 de setembro, na Subcomissão Permanente de Acompanhamento da Rio+20 e do Regime Internacional Sobre Mudanças Climáticas da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado.

VIDEOS – MOLION: FENÔMENOS CLIMATOLÓGICOS E OS GRANDES CENTROS URBANOS

Neste post são apresentados quatro videos do Professor, da Universidade Federal de Alagoas, Luiz Carlos Baldicero Molion, no Seminário Fenômenos Climatológicos e os Grandes Centros Urbanos, realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte, MG (27-28/10/2010), postados no YouTube pela Conecta BH, em dezembro de 2010.

Agência Espacial Brasileira quer R$ 1 bilhão para programa espacial

O Governo Federal precisa decidir o que fará com o programa espacial brasileiro: ou passa a considerá-lo prioridade de Estado e dotá-lo dos necessários recursos financeiros, ou ele continuará pequeno e incapaz de avançar e atender as necessidades nacionais nas áreas de defesa, vigilância, comunicações, meteorologia e proteção ambiental.

Brasil: o “charme” (dos juros) do real

A inesperada decisão do Conselho de Política Monetária (Copom) do Banco Central, de reduzir em meio ponto percentual a taxa básica de juros (Selic), deflagrou a esperada onda de reações histéricas por parte dos jogadores do mercado financeiro e seus porta-vozes midiáticos. Entre estes, pontificou a indefectível colunista Miriam Leitão, do jornal O Globo: «Não era hora de baixar os juros» (2/09/2011).

Sustentabilidade, o novo disfarce do malthusianismo

Seria, realmente, muito bom se esses tolos, ingênuos, politicamente corretos e/ou ignorantes, parassem com esse negócio de sustentabilidade, atribuindo essa “qualidade” a tudo aquilo que, de alguma forma necessite de um marketing adicional. Eles não sabem o quê e de quê estão falando. Provavelmente, acham que sustentabilidade é um novo tipo de moda e saem por aí repetindo isso sem saber o que o conceito realmente significa e suas verdadeiras raízes. Talvez, depois de lerem esta matéria, eles se manquem pelo fato de verificar que, no fundo, no fundo, a sustentabilidade, o desenvolvimento sustentável etc, tem, por trás, conceitos sinistros, malignos e anti-humanos…

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