WWF quer “decapitar” ferrovia Oeste-Leste
No domingo 25 de abril, um grupo de ONGs capitaneadas pelo WWF promoveu um “abraço simbólico” em torno da Lagoa Encantada, em Ilhéus (BA), para protestar contra a criação de um porto privado da empresa Bahia Mineração na Ponta do Tulha, no mesmo município. A alegação dos “verdes” é a de que o empreendimento prevê o desmatamento de uma área de Mata Atlântica preservada equivalente a meio Parque do Ibirapuera, em São Paulo (SP), e que espécies endêmicas, como o macaco-prego-do-peito-amarelo, estariam ameaçadas de extinção (O Estado de S. Paulo, 26/04/2010).
Argumento frágil
Um dos argumentos utilizados pelo WWF como justificativa contra o empreendimento é que o Brasil, como signatário da Convenção sobre a Diversidade Biológica da Organização das Nações Unidas (ONU) e da ICRI – International Coral Reef Initiative (Iniciativa Internacional dos Recifes de Coral), firmou compromissos no âmbito internacional para a proteção e conservação da biodiversidade e que, além disso, a ONU declarou o ano de 2010 como o Ano Internacional da Biodiversidade, ano em que o Brasil se comprometeu oficialmente em eliminar o desmatamento na Mata Atlântica.
A verdadeira intenção do WWF
Dias antes do manifesto das ONGs, o Ministério Público Federal em Ilhéus (BA) já havia ajuizado uma ação civil pública pedindo a suspensão da audiência pública convocada pelo Ibama com vistas ao processo de licenciamento ambiental do empreendimento (Ecodebate, 14/04/2010).
Ora, porque será que o poderoso WWF se abalaria para organizar um protesto desses, para impedir o desmatamento de “meio Ibirapuera” – cerca de 80 hectares – por causa da construção de um porto privado em Ilhéus?
O que se pretende, de fato, é impedir a implantação do Complexo Portuário projetado para Ilhéus – o chamado Porto Sul – que será a “cabeça” da estratégica ferrovia Oeste-Leste e sua continuação até Vilhena (RO), o que poderia viabilizar o projeto da ferrovia Transulamericana, ligando os oceanos Atlântico e Pacífico (Puerto Bayóvar, Peru), idealizado pelo engenheiro Vasco Azevedo Neto, professor Emérito da Universidade Federal da Bahia.
Mas a ferrovia Oeste-Leste…
Em uma primeira fase, a ferrovia Oeste-Leste (EF-334) ligará Ilhéus a Figueirópolis (TO), entroncando com a ferrovia Norte-Sul (EF-151), e daí entronca com a EF-246, ligando Uruaçu (GO) a Vilhena (RO), totalizando cerca de 3,1 mil quilômetros de novas ferrovias. Recorde-se que, em 2008, a Câmara de Deputados aprovou a Medida Provisória 427, que promoveu uma verdadeira revolução no sistema ferroviário brasileiro e no próprio Plano Nacional de Viação (PNV), com a inclusão de novas ferrovias e a alteração e ampliação do traçado de outras já existentes ou em projeto. Ressalte-se que uma das mudanças introduzidas na MP foi a que denomina a EF-246 (Uruaçu-Vilhena) como Transcontinental Brasil-Peru (Alerta Científico e Ambiental, 27/02/2009).
…será mesmo construída.
Em março passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador baiano Jaques Wagner lançaram o edital de licitação para construção da Oeste-Leste (cerca de 1.400 km), um investimento de R$ 6 bilhões. A previsão é de que a primeira etapa da construção da ferrovia esteja concluída no primeiro semestre de 2011, a segunda no primeiro semestre de 2012 e toda a ferrovia até o final de 2012 (Valor Econômico, 22/03/2010).
Resumindo, o WWF está arregimentando ONGs satélites para formar uma “coalizão” similar à que montou em meados da década de 1990, a chamada Coalizão a Rios Vivos, para impedir a implantação da hidrovia Paraguai-Paraná, cujo projeto completo prevê a interligação das bacias Prata-Amazonas-Orenoco – a Grande Hidrovia, com 10 mil quilômetros de extensão, ligando pelo interior, o Caribe ao estuário do Prata. No caso atual, o objetivo estratégico do “Estado-Maior” ambientalista é “decapitar” a ferrovia Oeste-Leste, para bloquear este crucial vetor de interiorização do desenvolvimento brasileiro, mas também desencorajar qualquer pretensão para se concretizar uma futura ligação ferroviária interoceânica.![]()
Movimento de Solidariedade Íbero-americana
Créditos: este post é matéria apresentada no boletim eletrônico do Movimento de Solidariedade Íbero-americana, Volume II, n° 2, de 29/04/2010. Introduzi subtítulos no texto para facilitar e incentivar a leitura.
Para maiores informações, consultar o site do Movimento de Solidariedade Íbero-americana, em: msia.org.br
Imagem: jornalnovafronteira.com.br.![]()

Caro Husc
Primeiramente, quero lhe parabenizar pelo seu site esclarecedor e corajoso. Na verdade, você está prestando um grande serviço ao país! Gostaria de acrescentar, um fato de extrema relevância, que não tenho visto ser abordado, nem no seu site, nem nos discursos de Kátia Abreu e tão pouco por Aldo Rebelo. Por que milhões de brasileiros não enxergam que estão sendo manipulados ?
No meu ponto de vista, as pessoas que defendem o desenvolvimento do Brasil e conseguem visualizar a orquestração internacional para paralisar o país, talvez, estejam pecando no aspecto didático, de como esclarecer essa sabotagem para uma população desinformada e que em sua imensa maioria, não sabe nem o que é código florestal. Creio que a linguagem para as massas deveria ser mais simplista ( estilo discurso de Lula ) e menos detalhista, pois, se o povo desconhece completamente o assunto, de nada adianta abordar detalhes, tais como, reserva legal, APP, etc. Enquanto os agricultores estão exultantes com a safra 2010-2011 que foi de 161 milhões de toneladas de grãos e a importância para o país de tal feito, este número não diz absolutamente nada para o povo em geral. Quando se aborda a hidrelétrica de Belo Monte com tantos MW, isto também, nada significa para a polulação. Vejamos como os ecoxiitas estão sendo muito mais espertos e didáticos. Eles, inteligentementete , repassam através da mídia, que a questão ambiental é bem simples e significa que todos tem que se unir para evitar uma catástrofe:
” Os madereiros gananciosos querem ACABAR com os índios e com TODA a Amazônia ! ”
Note que eles nunca falam de produção de grãos no CERRADO, sempre são ” os madereiros ilegais ” , “os grileiros”, “os ilegais” ,”A AMAZÔNIA” “os ladrões de madeira da floresta AMAZÔNICA”. “Os ladrões MADEREIROS que querem acabar literalmente com “100%” da AMAZÔNIA e assim,exterminar literalmente TODOS os índios.”
Meu caro, é óbvio que após anos de lavagem cerebral da mídia, se eu não me aprofundasse mais no assunto, eu não seria capaz de identificar essa armação e assim, eu apoiaria todas as ONGs que “lutam” contra os “madereiros malvados” que querem dizimar 100% da FLORESTA AMAZÔNICA e os índios. O que me impressiona é que, uma grande parte dos 20 milhões de votos para a aproveitadora e engana-bobos, chamada Marina Silva, foi de universitários( segundo minhas sobrinhas, na UFPE a grande maioria votou em Marina). Ao abordar com as mesmas, a motivação dos votos de pessoas “esclarecidas” para aquela candidata, a justificativa era que a mesma lutava para defender a amazônia da destruição. Já perguntei à dezenas de pessoas( de todos os níveis sociais e culturais) qual o percentual da floresta amazônica que já foi destruída e ouvi como resposta: 50%, 70%, 60% e até 80%. Como sabemos que só foi destruída aproximadamente 18% até hoje e principalmente na área de transição entre a floresta e o cerrado, isso denota total falta de informação. Quase todas as pessoas,mesmo as “esclarecidas” ( induzidas pela mídia) creêm também ,que o agronegócio quer acabar com a floresta para plantar soja e criar gado. OBSERVE QUE OS ECOXIITAS NUNCA FALAM QUE A MINA DE OURO DO AGRONEGÓCIO É O CERRADO,INDUZEM AS PESSOAS A PENSAR QUE A ÚNICA VIA DA EXPANSÃO AGRÍCOLA É COM A DERRUBADA DA FLORESTA AMAZÔNICA. Assim, quando se fala em soja ou pecuária, as pessoas só ligam com destruição da floresta amazônica. Esquecem que, com o intuito de paralisar o Brasil, as ONGs são contra produzir grãos em qualquer parte, principalmente no CERRADO, que tem um potencial imenso de desenvolver todo o centro-oeste e a miserável região do MAPITOBA. Finalizando, devemos explicar às pessoas que as ONGs lutam para barrar a expansão agrícola em qualquer parte e que, os agricultores do país, não têm interesse em devastar a floresta amazônica ( e nem o novo código florestal permite), contudo, o país tem que explorar ao máximo ( dentro da lei do novo código), todo potencial do CERRADO. O discurso adequado tem que ser:
1- Produção de grãos = CERRADO= DIMINUIÇÃO DA POBREZA= MAIS EMPREGO= MAIOR BEM ESTAR PARA MILHÕES DE BRASILEIROS= AUMENTO NAS EXPORTAÇÕES
2= Hidrelétricas, ferrovias, portos e estradas= MENOS USINA ATÔMICA = MAIS EMPREGO=MENOS MISÉRIA=MAIS CONFORTO E MAIS RENDA PARA O TÃO SOFRIDO E POBRE TRABALHADOR BRASILEIRO.
3- INDIOS ACULTURADOS(RESERVA RAPOSA SERRA DO SOL E TRIBOS DE SÃO PAULO) NÃO PODEM TER O MESMO TRATAMENTO DE ÍNDIOS EM ESTÁGIO PRIMITIVO, QUE DEPENDEM DA CAÇA E PESCA.
4- A DEFESA DA FLORESTA AMAZÔNICA É IMPORTANTE , CONTUDO, A PRIORIDADE É O EMPREGO E A RENDA DE MILHÕES DE POBRES E MISERÁVEIS QUE VIVEM NA REGIÃO NORTE.
5- O AGRONEGÓCIO É TÃO IMPORTANTE, QUE ESTÁ SE CONSTITUINDO NA REDENÇÃO DA MISERÁVEL REGIÃO DO MAPITOBA . O NORDESTINO DAQUELA REGIÃO PELA PRIMEIRA VEZ CONSEGUE VÊ UM RAIO DE ESPERANÇA E OS ECOXIITAS QUEREM DESTRUIR ESTE SONHO.
6- A PALAVRA É CERRADO, CERRADO E CERRADO! E NÃO FLORESTA AMAZÔNICA.
7- AGRICULTURA NÃO DIZ RESPEITO SÓ À FLORESTA AMAZÔNICA.
8- O CÓDIGO FLORESTAL APROVADO CORRESPONDE ÀS LEIS AMBIENTAIS MAIS DURAS DO PLANETA
9- O DESENVOLVIMENTO DO PAÍS DEVE ESTAR ACIMA DE QUALQUER QUESTÃO AMBIENTAL LOCALIZADA. ASSIM, TODAS AS OBRAS ESTRUTURADORAS , DEVEM SER EXECUTADAS COM O MENOR IMPACTO AMBIENTAL POSSÍVEL, MAS, NUNCA VETADAS POR CAUSAR DE PEQUENOS DANOS. A PRIORIDADE EM TODOS OS PAÍSES DO MUNDO É O EMPREGO E A ELIMINAÇÃO DA POBREZA QUE DEGRADA O HOMEM. 10-O ENGODO DE FALAR EM PRESERVAÇÃO AMBIENTAL E INDUZIR OS INCAUTOS A SÓ RELACIONAR O TERMO, COM SUPER HERÓIS EVITANDO QUE MADEREIRAS ROUBEM MADEIRA NA AMAZÔNIA , TEM QUE SER DESMASCARADO.
11- ESTE É O MOTIVO DA AVERSÃO DA MAIORIA DA POPULAÇÃO,QUANDO OUVE FALAR DE AGRONEGÓCIO. PURA DESINFORMAÇÃO!!! CAUSA: FALHA DIDÁTICA EM FUNÇÃO DA EXPLANAÇÃO DE MUITOS NÚMEROS,SIGLAS(O POVÃO NÃO SABE NEM O QUE É ONG),TERMOS TÉCNICOS E A NÃO DESVINCULAÇÃO DA AGRICULTURA COM A FLORESTA AMAZÔNICA.
QUE OS POLÍTICOS E A CNA SEJAM, PORTANTO, MAIS LULA (LINGUAGEM PARA O POVÃO )E A POPULAÇÃO CERTAMENTE ENXERGARÁ A VERDADEIRA FARSA DOS ECOXIITAS !!!!!!!!!
Roberto:
Os brasileiros não sabem que estão sendo manipulados porque a mídia não joga do nosso lado. Além disso, é tomada pela nossa conhecida “esquerda festiva”, eivada de militantes ambientalistas disfarçados. Se fossem divulgadas as informações necessárias, as mesmas poderiam até descer a detalhes. A população não é tão burra assim.
Obrigado pela colaboração.
Saudações.
Husc
A virtude está sempre no meio. Radicalismos à parte, será que algum paíz desenvolvido e militarmente forte abriria mão ou ao menos “aceitaria” discutir a possibilidade de qualquer tipo de dano ambiental, se ele tivesse a possibilidade de construir uma UHE de 11,12,14, Gigawats?…Isso representa quinze usinas nucleares em termo de geração.
O Sr. David Cameron veio até aqui se opr à Belomonte – que aliás deveria se chamar Karakaraô -. Na semana seguinte houve o terrível vazamento no golfo do México, e ele não disse umapalavra…
Da mesma forma a Srª Marina Silva, que aprendeu com o Chico Mendes a fazer o “empate”, quando foi para o ministério aperfeiçoou para o “entrave” e parou o país por sete anos.
A pergunta capital, que os ambientalistas não respondem nem abordam é: quantas pessoas podem viver nessa casa chamada Terra, uma vez que os recursos são finitos.
Sr. Odilon:
Obrigado pelo contato.
É isso. Cameron trabalha para o establishment. O que ele entende de ecologia? Nada. E não devia meter o nariz onde não é chamado. Quem é ele (e Sigourney Weaver) para botar pitaco na política econômica brasileira? Isso é um acinte à soberania do Brasil. Claro que ele não falaria nada sobre a BP!
Sobre Marina Silva, leia o post, neste site, intitulado “ONGs no governo: a república ambientalista” e verá quem, na realidade, é ela. Sim, o objetivo dela é parar o país mesmo. Ela também trabalha para o establishment.
Recursos naturais são finitos, sim, mas ainda estamos muito longe deles acabarem. Por outro lado, os recursos tecnológicos e científicos do ser humano, estes sim, são praticamente infinitos. Estamos no início da Ciência moderna. Há pouco mais de 100 anos nem luz elétrica havia em nossas casas… Hoje já produzimos petróleo artificial (os nazistas já faziam isso) e até diamantes artificiais… E estamos prestes a fazer o primeiro homem artificial (se é que já não fizeram, às escondidas…). Portanto, nada a temer sobre recursos. E deixem a galera procriar em paz!
Vida longa, prosperidade e sabedoria.
Hasta siempre.
Husc
S, Husc,
Viu como o sr. é preconceituoso? E mal-educado. O sr. Angelo escreveu em português, eu entendi perfeitamente o que ele quis dizer. O sr. poderia simplesmente responder por educação e não ofendê-lo , desmerecê-lo e ignorá-lo como o sr. fez, como se fosse melhor que ele por saber escrever. Que feio! : \
D. Maria:
Aceito o carão, mas a Sra. não imagina a quantidade de comentários que recebo com uma linguagem absurdamente irregular e incompreensível. Alguém acaba pagando o pato, como o indivíduo mencionado. Existem coisas piores, acredite. Mas,… esse é o nosso Brasil, não é verdade?
Tenho muito mais paciência do que a Sra, pensa… Acho, contudo, que uma pessoa que faça um comentário – por escrito – num veículo de visão pública, deve, antes de mais nada, procurar caprichar mais um pouco na linguagem.
Obrigado pelo contato, mas procure, em seus próximos comentários, ater-se aos assuntos do site.
Vida longa, prosperidade e sabedoria.
Hasta siempre.
Husc
Essa linha ferrea não pode ser deslocada para o Porto de Salvador? Por que destruir uma floresta que está há séculos intacta? Qual o motivo de tanta maldade? Antes destruir uma cidade do que uma floresta.. Isso é um crime.
D. Mary:
Antes, devo ressaltar o fato de que o termo “destruir” não é adequado para quando se “utiliza” uma floresta ou outro recurso natural qualquer. Utilizar não é, simplesmente, destruir. Não destruimos os recursos naturais. Nós os utilizamos. Alguns podem ser repostos, outros, não. O homem precisa utilizar os recursos naturais para obter o seu desenvolvimento socioeconômico. O importante é o ser humano, em qualquer situação que se apresente. Se for bom para o ser humano, nada poderá deter a opção de utilizar qualquer tipo de recurso natural disponível.
Além disso, ao se construir uma estrada, há sempre os estudos de viabilidade econômica, que definem, inclusive, por onde ela deverá passar. Se isso não for obedecido, os gastos (sempre em recursos naturais) poderão ser maiores.
Destruir, isso sim, seria destruir, uma cidade, nem pensar.
Agradeço o contato e colaboração.
Saúde, vida longa e sabedoria.
Husc
Me desculpe, mas esse papo de que utilizar não é destruir é papo furado. Do ponto de vista de quem será extinto, utilizar e destruir são sinônimos. É claro que precisamos investir no desenvolvimento socio econômico, mas é mas direto e barato exaurir os recursos naturais, ou destruí-los, do que buscar formas de convivência. Esse pensamento de que o desenvolvimento do ser humano acima de tudo é o que está destruindo o planeta. Um dia o desenvolvimento do homem vai nos destruir ou nos obrigar a nos mudarmos para um outro lugar (marte?) para recomeçar o processo de destruição, oops, de utilização de recursos naturais e desenvolvimento. A propósito, o nome do seu site é uma ironia, né?
Sr. Helton:
Utilizar não é, simplesmente, destruir, continuo afirmando. Infelizmente, se o termo “destruir” for levado ao pé da letra, todos os animais do planeta, não só o ser humano, tembém destroem a Natureza. O Sr. Já pensou nisso? O Sr. já viu os estragos que uma manada de elefantes faz nas selvas onde vivem? O senhor já percebeu o quanto as baleias comem do fito e do zoopllâncton dos mares, que são, em última análise, o que mantém o equilíbrio climático do planeta? O Sr. já percebeu o estrago que os felinos fazem nos rebanhos de herbívoros do planeta? O Sr. já atentou para a destruição que simples bactérias fazem no mundo? Se for assim, Sr. Helton, todos os animais seriam prejudiciais ao planeta, certo?
E por que culpar apenas o homem? Se nós não utilizarmos os recursos naturais, como iríamos viver? Se não fizéssemos isso, certamente não estaríamos aqui hoje.
O lance está em utilizar os recursos naturais, coisa inevitável, de forma adequada e o mais parcimoniosamente possível, e, sempre que possível, usando recursos renováveis, claro. Mas por enquanto, isso ainda não é possível, mas chegaremos lá. Confie na Ciência, Sr. Helton.
O problema da utilização dos recursos naturais não é a extinção dos mesmos, Sr. Helton. Trata-se apenas de uma questão geopolítica demanutenção do poder, de controle sobre os tais recursos, coisa que os países centrais querem, a todo custo, a fim de preservar suas megalômanas formas de viver.
Se o título do meu site é uma ironia ou não, isso é uma questão de ponto de vista. Para quem torce contra a espécie humana, pode ser. O fato é que este site está provocando uma boa discussão sobre o assunto, e talvez seja um dos poucos sites especializados, pelo menos que eu saiba, sobre esse assunto de ambientalismo.
Obrigado pelo contato e procure ler os demais posts deste meu site a fim de que o Sr. possa saber, mais criteriosamente, e sem paixões ecológicas, saber como é que a banda toca nessa área e neste nosso mundo.
Saúde, vida longa e sabedoria.
Husc
Realmente eu conheço a região de Ilhéus e seu enorme potencial turístico-econômico proporcionado por paisagens naturais que formam belos balneários. Muitas comunidades locais não aprovam o projeto, principalmente pescadores. Por isso é de extrema necessidade audiências públicas com vários especialistas e setores da sociedade, inclusive propondo compensações e até outras alternativas de localidade para implatação do porto cuja importância estratégica e logística, no que diz respeito a integração regional e escoamento de produtos, se torna um vetor necessário no desenvolvimento socioeconômico do país. Temos que tratar o assunto com demasiado esmero porque pode prejudicar a atividade turística, impactar ambientes ecologicamente frágeis e afetar a cultura de comunidades locais.
Sr. Rodrigo:
Obrigado pelo contato.
Estou de pleno acordo que devemos tomar todos os cuidados. No entanto, não esqueçamos de que não podemos priorizar macacos em detrimento do ser humano. Conforme o post, as intenções do WWF são outras, ou seja, dificultar ou até mesmo impedir o desenvolvimento, não só da região costeira (criando centenas de novos empregos) e o interior do Brasil naquela latitude.
Proteger culturas? Que culturas? Culturas da miséria? Porque, fora isso, o que há por lá digno de ser culturalmente preservado, Sr Rodrigo? Será que os pescadores querem, realmente, continuar num regime de vida praticamente neolítico, do que progredir? Será isso o que se pretende preservar?
Se formos pelo lado das audiências públicas o projeto não sai, ou demora 30 anos, como aconteceu com a usina hidrelétrica de Belo Monte. As ONGs são especialistas em lidar com a ignorância das populações menos favorecidas e sabem manipulá-las muito bem, no sentido de obstaculizar os projetos.
O Sr. disse bem: o porto e a ferrovia são vitais para o país. Cultura neolítica não é. Desculpe o pragmatismo, mas temos que acabar com essa posição politicamente correta e obscurantista de preservação disso ou daquilo, em detrimento do desenvolvimento socioeconômico do Brasil.
Aliás, o Sr. sabe o estado de miséria em que se encontram as populações indígenas da reserva Raposa-Serra do Sol em Roraima? Eles trabalhavam nas fazendas de arroz, agora estão desempregados e passando fome! Dê uma olhada, Sr. Rodrigo. Veja o que acontece com essa política de preservação das “culturas”.
Vida longa, prosperidade e sabedoria.
Hasta siempre.
Husc
Caro Husc, quando eu falei de cultura, foi no sentido de que comunidades daquela região sobrevivem da pesca e da exploração do turismo. Isso não tem nada a ver com cultura neolítica. A palavra “cultura” possui um grande número de significados, e usada incorretamente pode acarretar ambigüidade. Eu acho que eu não cometi tal erro. Até porque as atividades tradicionais da região ajudam estas comunidades a se integrarem na economia globalizada, já que muitos turistas são estrangeiros e de outros estados. Portanto, esta longe de serem atividades puramente primitivas cujo efeito barra o desenvolvimento socioeconômico. Pelo contrário. Muitas comunidades usam suas tradições como focos de resistências a fim de reorganizarem-se em novos modos de produção capitalista. As comunidades de quilombolas de Itacaré – cidade litorânea perto de Ilhéus – são exemplos disso. Temos que tomar cuidado para não radicalizar o discurso. Achar que o “progresso” tão amplamente difundido por políticas desenvolvimentistas, muitas vezes traz o desenvolvimento desigual onde boa parte das comunidades locais não desfruta do emprego ou da renda proporcionados por empreendimentos de tais políticas. Caso contrário, cairemos na mesma tautologia da teoria hermeticamente fanática do aquecimento global antopogênico. Cuidado meu caro… No caso da Raposa Serra do Sol, em Roraima, os arrozeiros não foram prejudicados simplesmente para estabelecer terras para os índios. O fato era outro. Como a região comporta grandes reservas de minérios e uma enorme jazida de ouro ainda não explorada, o Estado teve que interferir a fim de assegurar a integridade de suas fronteiras ameaçadas por ONGs estrangeiras e empresas privadas que estavam exportando produtos ilegalmente. Os arrozeiros viviam há muito tempo naquela região de Roraima desde o fim dos anos 70, no auge da política de integração regional do governo militar. Eles deviam permanecer no local. Até porque boa parte da economia do estado era composta pela produção de arroz. Mas cadê os títulos das terras? Ninguém também pode garantir que não havia exploração ilegal do trabalho indígena na região, seja pelos arrozeiros ou ONGs. Não misture alhos com bugalhos, meu caro Husc. A política de “preservação de culturas”, como você diz, é extremamente essencial para um Estado Democrático. As leis ambientais e as que protegem as etnias pertencem a Constituição Federal; portanto, não devem ser omitidas. As leis ambientais, por exemplo, são utilizadas na proteção dos recursos hídricos e no zoneamento-ecológico-econômico – ZEE, instrumento importante em políticas públicas. Devemos “combater” o discurso “verde marxista radical” onde uma espécie de macaco – como você mesmo disse – é mais importante do que a vida do ser humano; onde a produção de alimento é barrada pela proibição ambiental; onde até a pecuária é responsável pelo aquecimento global; entre outras litanias hipócritas e inúteis. Não devemos esquecer que o os projetos de desenvolvimento muitas vezes servem a poucos. Por isso eu insisto na abertura de debates e nas audiências públicas, já que nos regimentos pertencentes aos próprios órgãos públicos, como os Mistérios do Desenvolvimento e do Meio-Ambiente, propõem tais fatores importantes na implantação de projetos. Vamos tomar cuidado com o radicalismo; achar que uma cultura é neolítica (primitiva) só porque se sustenta em suas tradições locais quase excluída do capitalismo financeiro tecnológico. Devemos ponderar o discurso e formular políticas de desenvolvimento que inclua esses agentes sociais sem denegrir as suas identidades culturais construídas pela historicidade e pelas relações sócio-espaciais.
Rodrigo Azenha
geografiarodrigoazenha.blogspot
Sr. Rodrigo:
Infelizmente – apesar do Sr. ter razão quanto ao respeito às culturas primitivas – não podemos passar a mão nas cabeças de pessoas e ONGs que se aproveitam dessas nobres razões para impor restrições ao crescimento socioeconômico da nação brasileira. Essas pessoas, e aí incluo os ministérios citados por VSa., o IBAMA etc, não estão dando colheres-de-chá para o Brasil, como o Sr. parece achar que devemos dar a eles. O Sr. já pensou nos prejuízos que uma administração politicamente correta – em excesso – pode acarretar? Crescimento zero, miséria, fome e genocídio!
Não costumo fazer misturas conceituais, a não ser que as palavras assim permitam. Não são misturas, são outras facetas dos mesmos problemas, facetas essas, apenas, politicamente incorretas.
Desculpe-me reafirmar, mas essa história de preservar “atividades tradicionais” não conduz a nenhum progresso. É manter – compulsoriamente – aquelas comunidades em estado eterno de atraso e miséria. Ou pescar para subsistência faz alguém progredir?
Discurso bonito esse, de “preservar as culturas primitivas e ancestrais”, mas bom só para antropólogos teóricos, para as ONGs e para os países que não querem nosso desenvolvimento, Sr, Rodrigo – e não para as populações, que se vêm quase que obrigadas a manter-se nesse estado estático de subdesenvolvimento, ignorância e desconforto.
Há o que se preservar nas culturas tradicionais? Claro que há, ou seja, seus conhecimentos sobre a Natureza – principalmente. Mas esses conhecimentos, assim como suas crenças e tradições podem muito bem ser mantidos dentro de uma casa provida de saneamento básico, de água potável, com ar condicionado, com os filhos das pessoas sem vermes nas barrigas, e suas mulheres muito mais bonitas graças aos recursos do mundo fashion.
Está pensando que eu estou de gozação? Em parte sim, mas é assim, na brincadeira, que dizemos as verdades, Sr. Rodrigo. Para que certas pessoas entendam…
Raposa-Serra do Sol não deu certo. Fazer a reserva, Sr. Rodrigo, não teve nada de outra história. O que aconteceu foi justamente o contrário, pois a reserva era exatamente o que as ONGs queriam, ou seja: (1) preservar os recursos naturais evitando que o Brasil os utilizem; e (2) que agora, sim, expulsando dali todo o controle estatal, poder explorar – contrabandear – nossas riquezas na maior tranquilidade…
Obrigado pelo contato. Desculpe a demora em responder. Muitos comentários em meu site…
Vida longa, prosperidade e sabedoria.
Hasta siempre.
Husc
Desculpe pela demora, mais estive muito ocupado no escritório nesses dias. Antes de tudo, gostaria de agradecer pelo o espaço cedido para as opiniões e críticas.
Não me lembro de ter defendido nenhuma ONG, muito menos os ambientalistas radicais da WWF que servem a interesses escusos de grupos hegemônicos. Não podemos pensar apenas no desenvolvimento econômico “atropelando” os aspectos ambientais sem embasamento técnico apenas em vista de uma política de expressão no mercado internacional, que nem sempre acarreta em diminuir a fome dos brasileiros ou evitar o tal “genocídio” que você cita. Qual progresso? O do “economismo” global (longe de qualquer discurso antiglobalização de minha parte) que visa os interesses das grandes corporações internacionais sem investimento maciço na educação do país? Que progresso é esse? Não estou falando em subsistência, muito pelo contrário. Preservar atividades tradicionais é um ponto estratégico importante para quem trabalha e investe em atividades turísticas. O Brasil possui um grande potencial nessa área na qual poderá gerar enorme expectativa de aumento de emprego e renda indireta e direta em diversos municípios brasileiros. Dois fatores indispensáveis nesse sentido são a preservação dos ecossistemas de valor econômico-ecológico e das tradições culturais da população local. Se você não entender isso, aconselho-te que pesquise mais sobre o tema, e também sobre o litoral baiano da região de Ilhéus onde há um grande potencial nesse sentido. Devemos sempre balancear os nossos objetivos e os nossos discursos para não estacionar na visão piegas das coisas. A implantação de um porto ou qualquer outro projeto não garante que na casa popular ao lado irá ter saneamento básico ou melhoria na condição de vida (ou este fashion que você ironiza). Se você não entende; nem sempre a pobreza se veste nas tradições regionais ou luxo é um fator para o progresso. Não generalize as coisas sem ter um paradigma em relação ao seu objeto de análise. Outro fator importante é entender os grandes problemas sócio-ambientais e econômicos advindos de mega projetos de políticas imprudentes de desenvolvimento nacional. Pesquisa sobre a represa Balbina (AM). Em relação à Raposa Serra do Sol, existe sim outra coisa: muitas e muitas jazidas de minerais de grande valor, commodities muito disputada no mercado internacional. Pesquise mais sobre como o governo usou o propósito de proteger os índios e demarcou a reserva com o objetivo de preservar não o território ou a vida deles, mas sim o de consolidar a presença do Estado naquela região. E não é nenhuma “teoria da conspiração”. Esse motivo foi defendido às claras pelo ministro Gilmar Mendes do STF e pela cúpula das Forças Armadas. Recorte os jornais é veja com seus próprios olhos… Não discordo de você ao criticar o discurso indianista e o ambientalismo verde. Aliás, o marxismo radical se aliou ao indianismo, ao ambientalismo verde e a outros movimentos depois do fracasso dos governos socialistas fechados. E agora esses discursos de “proteção a natureza” e “desenvolvimento sustentável” junto com os movimentos de cunho socialistas são inocentemente manipulados por ONG e governos de países ricos que visam impedir o desenvolvimento socioeconômico de países emergentes. E o Brasil por ter grande destaque internacional é alvo fácil de tais grupos ligado a esses objetivos. Você não viu quem foi o vice da Marina Silva do PV? O presidente das empresas NATURA marqueteada pela REDE GLOBO em suas novelas. O ambientalismo radical e a falácia do aquecimento global antropogênico são grandes ameaças ao progresso, principalmente aos países em desenvolvimento. Mas, contudo, sem deixar de se preocupar com a vida das comunidades indígenas e com o meio-ambiente, não podemos abrir mão do bom senso no que diz respeito à consolidação das leis ambientais e da preservação das matas ciliares, do bom uso do solo, enfim, da responsabilidade de utilizar os recursos naturais e a ocupação humana.
Sr. Rodrigo:
Obrigado pelo contato e pelas lições.
Não se esqueça de que qualquer tentativa de desenvolvimento socioeconômico começa pelos projetos de infraestrutura, por isso tenho grandes esperanças nas obras do PAC, pois parece que o governo entendeu que sem infraestrutura (rodovias, hidrelétricas, portos etc) não haverá progresso nenhum.
É claro que preservar os ecossistemas é importante, tanto quanto preservar as tradições. Mas preservar as tradições e/ou ecossistemas por preservar não leva a nada. E não sei se todas as tradições merecem ser preservadas se em confronto com as possibilidades de crescimento socioeconômico. Cada caso é um caso, realmente.
Mas reafirmo: preservar ecossistemas e riquezas naturais dentro de reservas não contribui para o desenvolvimento, só o impede. Temos que utilizar nossas riquezas naturais – na medida correta e visando a maior preservação possível, claro.
Disponha deste espaço.
Vida longa, prosperidade e sabedoria.
Hasta siempre.
Husc
Essa tal de bahia mineraçao vai trazer so maleficios a regiao pois o minerio que aqui em nossa regiao vai ser retirado ja foi constatado que aumenta o indice de cancer na regiao , sera que ja nao basta a inb que esta atuando e trazendo graves problemas pra regiao?? so que eles colocam em primeiro lugar o dinheiro mais quem vai pagar as consequencias vai ser o povo e nao os grandes la da bahia mineraçao porque eles moram e loge daqui..
Sr. Angelo:
Por favor, fale português, use vírgulas, pontos, e acentue as palavras. Assim não dá para entender.
Me desculpe. Por favor, repita suas ponderações, para que possamos conversar.
Obrigado pelo contato.
Saúde, vida longa e sabedoria.
Husc.
Acredito que os ilheenses ficarão mais tranquilos com essa notícia. Esperamos que outras sujeiras saiam debaixo deste tapete verde.
PORTO SUL, SIM!
D. Patricia:
Obrigado pelo contato. Sim, é um tapete verde. A propósito, leia o livro “UMA DEMÃO DE VERDE”, de Elaine Dewar, jornalista canadense. É difícil encontrar este livro nas livrarias, mas ele pode ser conseguido na sede da própria editora: Capax Dei Editora: Rua México 31, sala 202, Centro, Rio de Janeiro, CEP 20031-144 (21 2532-4086), falar em nome deste meu blog. A editora também publica os livros da série “MÁFIA VERDE”, volumes 1 e 2, que tratam do ambientalismo-indigenismo no Brasil e no mundo, e também não são vendidos em livrarias, por motivos óbvios.
Saúde, vida longa e sabedoria.
Husc